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<p>Livro Eletrônico</p><p>Aula 00</p><p>1000 Questões de Direito Administrativo - Banca CESPE 2018</p><p>Professor: Erick Alves, Time Erick Alves</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 49</p><p>Olá pessoal!</p><p>É com grande satisfação que lanço este curso de 1000 Questões</p><p>Comentadas de Direito Administrativo da banca CESPE.</p><p>Meu nome é Erick Alves. Atualmente, ocupo o cargo de Auditor</p><p>Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU),</p><p>aprovado em 6º lugar no concurso de 2007. Além disso, sou professor do</p><p>Estratégia Concursos nas disciplinas Direito Administrativo, Controle</p><p>Externo e Discursivas, sempre com ótima avaliação dos alunos.</p><p>Ressalto que este será um curso de questões comentadas.</p><p>Procurarei, sempre que possível, selecionar e comentar questões recentes.</p><p>Ato todo, teremos cerca de 1000 questões comentadas ao longo de</p><p>18 aulas.</p><p>As questões serão disponibilizadas de acordo com o seguinte</p><p>cronograma:</p><p>Aula 00</p><p>(demonstrativa)</p><p>Disponível</p><p>Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 01 25/04/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 02 05/05/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 03 15/05/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 04 25/05/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 05 05/06/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 06 15/06/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 07 25/06/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 08 05/07/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 09 15/07/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 10 25/07/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 11 05/08/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 12 15/08/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 13 25/08/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 49</p><p>Aula 14 05/09/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 15 15/09/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 16 25/09/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 17 05/10/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Aula 18 15/10/2018 Questões comentadas CESPE</p><p>Nosso curso contará ainda com fórum de dúvidas. A possibilidade</p><p>de interação com o professor é um dos diferenciais dos cursos em PDF;</p><p>portanto, não deixe de utilizar essa importante ferramenta!</p><p>Ressalto que, no fórum de dúvidas, contarei com a ajuda de uma</p><p>equipe de especialistas na matéria.</p><p>Enfim, espero que você aproveite o curso!</p><p>Sem mais delongas...aos estudos!</p><p>(61) 98352 5872</p><p>Neste número, o Prof. Erick Alves e a</p><p>Prof. Érica Porfírio disponibilizam dicas, materiais e informações sobre</p><p>Direito Administrativo.</p><p>É um projeto GRATUITO e para TODOS! Não fique de fora!!</p><p>Basta adicionar nosso número no seu WhatsApp e nos mandar a mensagem</p><p>“Direito Administrativo”.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 49</p><p>OBSERVAÇÃO IMPORTANTE</p><p>Este curso é protegido por direitos autorais (copyright),</p><p>nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a</p><p>legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.</p><p>Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam</p><p>a lei e prejudicam os professores que elaboram os</p><p>cursos.</p><p>Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos</p><p>honestamente através do site Estratégia Concursos ;-)</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 49</p><p>AULA 00</p><p>Olá pessoal!</p><p>Na aula de hoje iremos comentar questões da prova do TCE-PB</p><p>2018.</p><p>Seguiremos o seguinte sumário:</p><p>SUMÁRIO</p><p>Lista de questões ............................................................................................................................................................. 5</p><p>Questões Comentadas................................................................................................................................................ 16</p><p>Controle da Administração Pública ......................................................................................................................... 16</p><p>Agentes Públicos ............................................................................................................................................................. 26</p><p>Licitações ............................................................................................................................................................................ 32</p><p>Contratos ............................................................................................................................................................................ 35</p><p>Organização da Administração Pública ................................................................................................................. 36</p><p>Entidades Paraestatais ................................................................................................................................................. 39</p><p>Processo Administrativo .............................................................................................................................................. 40</p><p>Improbidade administrativa ...................................................................................................................................... 41</p><p>Sistemas administrativos ............................................................................................................................................ 43</p><p>Lei de Acesso à Informação ........................................................................................................................................ 44</p><p>Lei das Estatais ................................................................................................................................................................ 45</p><p>Serviços Públicos ............................................................................................................................................................ 46</p><p>Princípios da Administração Pública ...................................................................................................................... 47</p><p>Atos administrativos ..................................................................................................................................................... 48</p><p>Gabarito ............................................................................................................................................................................ 49</p><p>Vamos então?</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 49</p><p>LISTA DE QUESTÕES</p><p>1. (Cespe – TCE/PB 2018) Compete aos tribunais de contas julgar as contas que</p><p>envolvam recursos financeiros públicos recebidos por</p><p>I - pessoa jurídica de direito público.</p><p>II - sociedade empresária não integrante da administração pública.</p><p>III - gestor público.</p><p>IV - pessoa física.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>b) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>c) Apenas os itens II e IV estão certos.</p><p>d) Apenas os itens III e IV estão certos.</p><p>e) Todos os itens estão certos.</p><p>2. (Cespe – TCE/PB 2018) No que tange à fiscalização contábil, financeira e</p><p>orçamentária, julgue os seguintes itens de acordo com a CF.</p><p>I - Na realização da atividade de controle externo do Poder Executivo, cabe ao TCU apreciar</p><p>as contas prestadas anualmente pelo presidente da República.</p><p>II - Cabe ao TCU apreciar concessões de aposentadorias, reformas e pensões, bem como</p><p>alterações e melhorias posteriores desses benefícios, havendo ou não alteração do</p><p>fundamento legal do ato concessório.</p><p>III - O cidadão não possui legitimidade para denunciar diretamente irregularidades ou</p><p>ilegalidades ao TCU,</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 49</p><p>e) o julgamento do certame deve realizar-se segundo razões de conveniência e</p><p>oportunidade do gestor.</p><p>Comentário:</p><p>a) ERRADA. Nas licitações públicas, é vedada a utilização de qualquer</p><p>elemento, critério ou fato sigiloso, secreto, subjetivo ou reservado que possa,</p><p>ainda que indiretamente, elidir o princípio da igualdade entre os licitantes (art.</p><p>44, §1º, Lei 8.666/93).</p><p>b) ERRADA. A alternativa não guarda relação com o princípio do</p><p>julgamento objetivo , e sim com o da adjudicação compulsória, segundo o qual,</p><p>ao fim do processo licitatório, a Administração está impedida de assinar o</p><p>contrato com preterição da ordem de classificação ou com terceiros estranhos</p><p>ao procedimento (art. 50, Lei 8.666/93).</p><p>c) CERTA. O julgamento objetivo impõe que as propostas sejam julgadas</p><p>de acordo com critérios objetivos previamente definidos no edital ou convite e</p><p>de acordo com os tipos de licitação (art. 45, Lei 8.666/93).</p><p>d) ERRADA. A Administração Pública somente pode exigir dos licitantes</p><p>as qualificações previstas no edital , ao qual se acha estritamente vinculada</p><p>(art. 41, Lei 8.666/93).</p><p>e) ERRADA. O julgamento do processo licitatório se dá segundo critérios</p><p>objetivos previamente definidos no edital. Ver comentário à alternativa “c”.</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>15. (Cespe – TCE/PB 2018) Se a administração pública de um estado da</p><p>Federação tiver de contratar um grupo de dança consagrado pela mídia local para</p><p>festividades do aniversário da capital desse estado, a contratação, nesse caso,</p><p>deverá ocorrer mediante</p><p>a) dispensa de licitação em razão da escolha do executante.</p><p>b) inexigibilidade de licitação por previsão legal.</p><p>c) concurso.</p><p>d) licitação na modalidade convite.</p><p>e) licitação na modalidade tomada de preços</p><p>Comentário: A inexigibilidade de licitação se aplica às situações em que a</p><p>competição entre licitantes é inviável , pela natureza do negócio ou pelos</p><p>objetivos visados pelo Poder Público. Dispõe o art. 25 da Lei 8.666/93:</p><p>Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição , em</p><p>especial:</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 49</p><p>I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser</p><p>fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a</p><p>preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de</p><p>atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a</p><p>licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal,</p><p>ou, ainda, pelas entidades equivalentes;</p><p>II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de</p><p>natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a</p><p>inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;</p><p>III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou</p><p>através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica</p><p>especializada ou pela opinião pública.</p><p>Como se vê, por expressa disposição legal, é inexigível a contratação de</p><p>profissional de setor artístico consagrado pela opinião pública , como ocorre</p><p>no caso do grupo de dança consagrado pela mídia local. Desse modo, trata- se</p><p>de hipótese de inexigibilidade de licitação, a que se refere a alternativa “b”,</p><p>que é o gabarito da questão.</p><p>A alternativa “a” está equivocada por afirmar que seria caso de dispensa</p><p>de licitação (e não inexigibilidade). As alternativas “c”, “d” e “e” estão erradas</p><p>por afirmarem que a licitação é necessária.</p><p>Gabarito: alternativa “b”</p><p>16. (Cespe – TCE/PB 2018) Se um órgão da administração pública desejar</p><p>adquirir trabalho científico com oferta de prêmio aos vencedores, a modalidade de</p><p>licitação a ser adotada e a quantidade mínima de dias de antecedência em relação</p><p>ao evento para publicação do edital devem ser, respectivamente,</p><p>a) convite; trinta dias.</p><p>b) pregão; quinze dias.</p><p>c) concurso; quarenta e cinco dias.</p><p>d) leilão; quarenta e cinco dias.</p><p>e) concorrência; trinta dias.</p><p>Comentário: O concurso é a modalidade de licitação para escolha de</p><p>trabalho técnico, artístico ou científico , mediante a instituição de prêmios aos</p><p>vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa</p><p>oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias , nos termos do</p><p>art. 22, §4º, Lei 8.666/93. Nesse contexto, o gabarito é a alternativa “c”, estando</p><p>incorretas as demais alternativas.</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 49</p><p>17. (Cespe – TCE/PB 2018) No âmbito da contratação pública por meio do SRP,</p><p>de acordo com o disposto no Decreto n.º 7.892/2013, a licitação para registro de</p><p>preços pode ser feita nas modalidades</p><p>a) leilão ou convite.</p><p>b) concorrência ou pregão.</p><p>c) leilão, concurso ou tomada de preços.</p><p>d) concorrência, tomada de preços ou convite.</p><p>e) tomada de preços ou pregão.</p><p>Comentário: O Decreto nº 7.892/2013 regulamenta o Sistema de Registro</p><p>de Preços (SPR). O art. 7º dessa norma determina que a licitação para registro</p><p>de preços será realizada na modalidade concorrência , do tipo menor preço , ou</p><p>na modalidade pregão , devendo ser precedida de ampla pesquisa de mercado .</p><p>Assim, o gabarito é a alternativa “b”, estando erradas as demais alternativas.</p><p>Gabarito: alternativa “b”</p><p>CONTRATOS</p><p>18. (Cespe – TCE/PB 2018) Assinale a opção correta com relação às cláusulas</p><p>dos contratos administrativos tomados em seu sentido próprio e restrito.</p><p>a) A administração pública poderá rescindir o contrato unilateralmente nos casos de</p><p>inadimplemento por culpa, insolvência e interesse público, mas não o poderá fazer</p><p>quando o inadimplemento se dever a caso fortuito ou de força maior.</p><p>b) Não cabe ao Estado fazer a retomada do objeto nos casos de rescisão unilateral.</p><p>c) As cláusulas contratuais são fixadas previamente, de forma unilateral, pela</p><p>administração, cabendo ao particular a elas aderir.</p><p>d) As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos</p><p>poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado.</p><p>e) É vedado ao Estado exigir garantia em contratos de obra, serviços e compras.</p><p>Comentário:</p><p>a) ERRADA. O Poder Público tem a prerrogativa de rescisão unilateral do</p><p>contrato administrativo por culpa do contratado, por razões de interesse</p><p>público e também nas hipóteses de caso fortuito e força maior, desde que</p><p>regularmente comprovadas (art. 78, XVII e art. 79, I, da Lei 8.666/93).</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 49</p><p>b) ERRADA. A rescisão unilateral do contrato administrativo acarreta</p><p>consequências, dentre as quais a assunção imediata do objeto do contrato</p><p>pela Administração Pública, a teor do art. 80, I, da Lei 8.666/93:</p><p>Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes</p><p>conseqüências, sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei:</p><p>I - assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se</p><p>encontrar, por ato próprio da Administração;</p><p>II - ocupação e utilização do local, instalações, equipamentos, material e pessoal</p><p>empregados na execução do contrato, necessários à sua continuidade, na forma do</p><p>inciso V do art. 58 desta Lei;</p><p>III - execução da garantia contratual, para ressarcimento da Administração, e dos</p><p>valores das multas e indenizações a ela devidos;</p><p>IV - retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados</p><p>à Administração.</p><p>c) CERTA. Os contratos administrativos são contratos de adesão , em que</p><p>uma das partes, o Poder Público, propõe</p><p>as cláusulas do ajuste e a outra, o</p><p>particular, se limita a aceita-las ou não.</p><p>d) ERRADA. Nos termos do art. 58, §1º, da Lei 8.666/93, as cláusulas</p><p>econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não</p><p>poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado.</p><p>e) ERRADA. A critério da autoridade competente , e desde que prevista no</p><p>instrumento convocatório, poderá ser exigida prestação de garantia nas</p><p>contratações de obras, serviços e compras (art. 56, caput, Lei 8.666/93).</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>19. (Cespe – TCE/PB 2018) Serviço autônomo com personalidade jurídica de</p><p>direito público, patrimônio e receita próprios, criado por lei para executar atividades</p><p>típicas da administração pública que requeiram, para seu melhor funcionamento,</p><p>gestão administrativa e financeira descentralizada é o conceito de</p><p>a) consórcio público.</p><p>b) autarquia.</p><p>c) empresa pública.</p><p>d) fundação pública.</p><p>e) sociedade de economia mista.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 49</p><p>Comentário: Maria Sylvia Di Pietro ensina que autarquia é pessoa jurídica</p><p>de direito público , criada por lei , com capacidade de autoadministração, para o</p><p>desempenho de serviço público descentralizado, mediante controle</p><p>administrativo exercido nos termos da lei.</p><p>O enunciado da questão trata justamente das autarquias, ao se referir à</p><p>personalidade jurídica de direito público , criação por lei e execução de</p><p>atividades típicas de estado . Logo, conclui-se que o gabarito é a alternativa</p><p>“b”, sendo incorretas as demais opções.</p><p>Gabarito: alternativa “b”</p><p>20. (Cespe – TCE/PB 2018) No processo de descentralização por serviço, em que</p><p>o órgão passa a deter a titularidade e a execução do serviço, ocorre</p><p>a) o exercício da capacidade administrativa do órgão descentralizado mediante</p><p>dependência financeira em relação ao poder central.</p><p>b) a sujeição do órgão descentralizado a controle — ou tutela —, exercido pelo</p><p>poder central nos limites da lei para assegurar certa independência ao órgão</p><p>descentralizado.</p><p>c) o uso de patrimônio próprio pelo órgão descentralizado, bem como a sua não</p><p>sujeição ao princípio da especialização.</p><p>d) a sujeição do órgão descentralizado ao princípio da especialização, bem como a</p><p>sua dependência financeira em relação ao poder central.</p><p>e) a distribuição interna de competências no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.</p><p>Comentário: a questão trata da descentralização por serviços .</p><p>A banca fez uso de uma expressão incomum para se referir às entidades</p><p>da administração indireta (“órgão descentralizado”). A distinção clássica entre</p><p>“órgão” e “entidade” é que os órgãos são centros de competência, resultantes</p><p>da desconcentração e desprovidos de personalidade jurídica. De outro lado, as</p><p>entidades possuem personalidade jurídica e resultam da descentralização.</p><p>Para resolução da questão, a expressão “órgão descentralizado ” deve ser lida</p><p>como “entidade da administração indireta ”.</p><p>Dito isso, vamos analisar cada uma das alternativas.</p><p>a) ERRADA. Na descentralização administrativa por serviço, há criação de</p><p>entidades da administração indireta. Essas entidades possuem autonomia</p><p>financeira , não havendo que se falar, portanto, em dependência financeira em</p><p>relação ao poder central.</p><p>b) CERTA. Não há subordinação entre as entidades da administração</p><p>direta e o poder central. O controle dessas entidades, denominado tutela , tem</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 49</p><p>caráter finalístico e objetiva garantir que não se desviem dos fins para os quais</p><p>foram criadas.</p><p>c) ERRADA. Toda a administração indireta se submete ao princípio da</p><p>especialização . Segundo esse princípio, as entidades devem ser instituídas</p><p>para servir a uma finalidade específica.</p><p>d) ERRADA. A entidade administrativa se sujeita à especialização, mas</p><p>não possui dependência financeira em relação ao poder central, conforme</p><p>comentário à alternativa “a”.</p><p>e) ERRADA. A distribuição interna de competências no âmbito de uma</p><p>mesma pessoa jurídica não ocorre no fenômeno da descentralização e sim da</p><p>desconcentração . A descentralização envolve a criação de uma nova pessoa</p><p>jurídica.</p><p>Gabarito: alternativa “b”</p><p>21. (Cespe – TCE/PB 2018) As entidades que integram a administração pública</p><p>indireta incluem as</p><p>a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista.</p><p>b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privadas.</p><p>c) autarquias, as fundações e as organizações sociais.</p><p>d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais.</p><p>e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais</p><p>autônomos.</p><p>Comentário:</p><p>a) CERTA. As entidades da administração indireta são as autarquias ,</p><p>fundações públicas , empresas públicas e sociedades de economia mista .</p><p>b) ERRADA. As secretarias estaduais são órgãos públicos autônomos,</p><p>que se situam na cúpula da Administração, logo abaixo dos independentes. As</p><p>fundações privadas são as fundações instituídas por pessoas privadas e não</p><p>compõem a administração pública.</p><p>Atenção: fundações privadas não devem ser confundidas com fundações</p><p>públicas de direito privado. As fundações privadas são instituídas por</p><p>particulares, ao passo que as fundações públicas de direito privado são</p><p>instituídas pelo Poder Público (mas possuem personalidade jurídica de direit o</p><p>privado).</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 49</p><p>c) ERRADA. As organizações da sociedade civil são entidades do terceiro</p><p>setor que realizam parceria com o Poder Público, na forma prevista na Lei</p><p>13.019/2014 e não integram a administração indireta.</p><p>d) ERRADA. As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito</p><p>privado, sem fins lucrativos, instituídas por particulares, que recebem essa</p><p>qualificação jurídica especial, prevista na Lei 9.637/1998.</p><p>Os serviços sociais autônomos são entidades criadas, geralmente, por</p><p>entidades representativas de categorias econômicas, mediante autorização</p><p>legal, e não integram a administração pública em sentido formal.</p><p>As entidades paraestatais são aquelas pessoas jurídicas que atuam ao</p><p>lado e em colaboração com o Estado. São pessoas privadas, instituídas por</p><p>particulares, sem fins lucrativos, que exercem função típica, embora não</p><p>exclusiva, do Estado, se sujeitando ao controle direto ou indireto do Poder</p><p>Público.</p><p>e) ERRADA. A respeito dos serviços sociais autônomos, ver comentário à</p><p>alternativa “d”.</p><p>Gabarito: alternativa “a”</p><p>ENTIDADES PARAESTATAIS</p><p>22. (Cespe – TCE/PB 2018) As organizações sem fins lucrativos que são voltadas</p><p>à resolução de problemas coletivos de interesse social e podem prestar serviços</p><p>públicos são</p><p>a) as sociedades de economia mista.</p><p>b) os consórcios públicos.</p><p>c) os convênios públicos.</p><p>d) as fundações.</p><p>e) as organizações da sociedade civil de interesse público.</p><p>Comentário: para resolução da questão, devemos buscar o conceito que</p><p>melhor se encaixa nas informações apresentadas pelo enunciado.</p><p>a) ERRADA. As sociedades de economia mista têm fins lucrativos e,</p><p>como regra, objetivam a exploração de atividades gerais de caráter econômico .</p><p>b) ERRADA. Os consórcios públicos são pessoas jurídicas formadas</p><p>exclusivamente por entes federados para relações de cooperação federativa e</p><p>a realização de objetivos de interesse comum entre esses entes federados.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 49</p><p>Assim, não são exatamente voltadas “à resolução de problemas coletivos de</p><p>interesse social”.</p><p>c) ERRADA. Os convênios</p><p>não são organizações, mas instrumentos que</p><p>disciplinam a transferência de recursos financeiros dos orçamentos da União</p><p>visando à execução de programa de governo , de interesse recíproco, em</p><p>regime de mútua cooperação.</p><p>d) ERRADA. As fundações são “patrimônios personificados” destinados à</p><p>realização de certos fins que ultrapassam o âmbito da própria entidade. As</p><p>fundações públicas não possuem fins lucrativos e são instituídas pelo poder</p><p>público para realização de atividades de interesse social.</p><p>Esse conceito não é a resposta adequada à questão, eis que o enunciado</p><p>nada menciona a respeito da “personificação” de determinado patrimônio, que</p><p>é a característica central do conceito das fundações.</p><p>e) CERTA. Organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) é</p><p>a qualificação dada a pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos ,</p><p>instituídas por iniciativas de particulares, para exercer atividade social ou de</p><p>utilidade pública .</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>PROCESSO ADMINISTRATIVO</p><p>23. (Cespe – TCE/PB 2018) Um servidor público do estado da Paraíba interpôs</p><p>recurso administrativo contra a pontuação que lhe foi atribuída em concurso de</p><p>remoção interna da instituição pública na qual ele é lotado. Acerca dessa situação</p><p>hipotética e de aspectos gerais relacionados à interposição de recurso administrativo</p><p>por servidor da administração pública, julgue os itens a seguir.</p><p>I - Na hipótese considerada, será vedado à administração, pelo princípio da non</p><p>reformatio in pejus, rever a pontuação do candidato para piorá-la, mesmo que tal</p><p>alteração observe estritamente as regras do concurso.</p><p>II - Pela presunção de legitimidade dos atos administrativos, o recurso</p><p>administrativo, como regra, tem efeito apenas devolutivo, ainda que possa o</p><p>administrador, mesmo de ofício, conceder efeito suspensivo ao ato.</p><p>III - O informalismo do processo administrativo permite que o recurso seja interposto</p><p>de forma diversa da petição escrita, desde que ele seja devidamente protocolado na</p><p>repartição administrativa competente.</p><p>IV - Na situação considerada, mesmo que o edital do concurso não o previsse</p><p>expressamente, o servidor teria o direito de protocolar o recurso em razão do direito</p><p>constitucional de petição.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 49</p><p>Estão certos apenas os itens</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) II e IV.</p><p>d) I, III e IV.</p><p>e) II, III e IV.</p><p>Comentário:</p><p>I – ERRADA. No processo administrativo é admitida a reformatio in pejus .</p><p>Isso significa que o órgão competente para apreciar o recurso administrativo</p><p>detém ampla competência para confirmar, modificar, anular ou revogar, total</p><p>ou parcialmente, a decisão recorrida, inclusive em prejuízo do recorrente , ou</p><p>seja, agravando a sua situação.</p><p>II – CERTA. De maneira geral, os recursos podem apresentar dois efeitos.</p><p>O efeito devolutivo é inerente a qualquer recurso, e significa que a matéria</p><p>recorrida será submetida a nova apreciação pelo órgão recursal competente. O</p><p>efeito suspensivo , de outro lado, suspende os efeitos da decisão recorrida até</p><p>que seja julgado o recurso.</p><p>Nos processos administrativos , os recursos, em regra, não possuem</p><p>efeito suspensivo . Esse efeito pode ser concedido de forma excepcional, nos</p><p>casos em que exista receio de que a decisão recorrida cause prejuízo de difícil</p><p>ou incerta reparação.</p><p>III – ERRADA. O recurso administrativo deve ser interposto por meio de</p><p>requerimento escrito , no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do</p><p>pedido de reexame , podendo juntar os documentos que achar conveniente.</p><p>Assim, o informalismo, por si só, não autoriza o recurso oral.</p><p>IV – CERTA. Mesmo que não exista previsão no edital do concurso</p><p>público, a Constituição assegura a todos, independentemente do pagamento</p><p>de taxas, o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou</p><p>contra ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, XXXIV, a, CRFB/88).</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA</p><p>24. (Cespe – TCE/PB 2018) Uma empresa que presta serviços de vigilância e</p><p>limpeza para órgão da administração pública, diante de dificuldades financeiras</p><p>decorrentes do atraso dos pagamentos que lhe são devidos pelos serviços</p><p>adequadamente prestados, deu vantagem pecuniária aos servidores responsáveis</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 49</p><p>pela liquidação e pagamento da despesa orçamentária empenhada, com o objetivo</p><p>de acelerar os trâmites administrativos necessários ao efetivo pagamento. Nessa</p><p>situação hipotética, os servidores responderão por ato de improbidade administrativa</p><p>por terem</p><p>a) concedido indevidamente benefício financeiro, sujeitando-se, entre outras</p><p>cominações, ao ressarcimento integral do dano causado à administração pública.</p><p>b) atentado contra os princípios da administração pública, sujeitando-se, entre outras</p><p>cominações, à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.</p><p>c) aplicado indevidamente benefício tributário, sujeitando-se, entre outras</p><p>cominações, à proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.</p><p>d) causado prejuízo ao erário, sujeitando-se, entre outras cominações, à perda de</p><p>bens e valores, inclusive aqueles obtidos licitamente.</p><p>e) enriquecido ilicitamente, sujeitando-se, entre outras cominações, ao pagamento</p><p>de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial.</p><p>Comentário: Os servidores públicos que receberem vantagem econômica</p><p>para acelerar os trâmites necessários ao pagamento de determinada empresa</p><p>incidem no ato de improbidade previsto no art. 9º, IX, Lei 8.429/92.</p><p>Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito</p><p>auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de</p><p>cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1°</p><p>desta lei, e notadamente:</p><p>IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de</p><p>verba pública de qualquer natureza ;</p><p>A lei prevê como sanções a perda dos valores acrescidos ilicitamente ao</p><p>patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função</p><p>pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de</p><p>multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de</p><p>contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou</p><p>creditícios pelo prazo de dez anos.</p><p>Nesse contexto, o gabarito é a alternativa “e”, estando erradas as demais</p><p>alternativas, por se referirem a outras hipóteses de atos de improbidade.</p><p>Gabarito: alterna tiva “e”</p><p>25. (Cespe – TCE/PB 2018) Por ter permitido a alienação de um imóvel integrante</p><p>do patrimônio de uma autarquia pública estadual por preço inferior ao de mercado,</p><p>determinado agente público causou lesão ao erário.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 49</p><p>Durante o processo, provou-se que o agente agiu de forma imprudente, bem como</p><p>constatou-se o nexo causal entre a conduta e o dano. Porém, não houve</p><p>comprovação de enriquecimento pessoal do agente, nem indício de má-fé.</p><p>Nessa situação hipotética, segundo a Lei n.º 8.429/1992 — Lei de Improbidade</p><p>Administrativa —, o ressarcimento do dano</p><p>a) só seria devido se a conduta tivesse sido omissiva, caso em que teria de ser</p><p>comprovado o dolo ou a culpa do agente público.</p><p>b) será devido tão só em razão de a conduta ter sido comissiva, pouco importando,</p><p>nesse caso, a comprovação de ter havido dolo ou culpa.</p><p>c) só seria exigível caso a conduta em questão se tivesse dado de forma omissiva, já</p><p>que não houve dolo.</p><p>d) não poderá ser cobrado do agente público, independentemente de a conduta ser</p><p>omissiva</p><p>ou comissiva, uma vez que não houve a comprovação de dolo.</p><p>e) será devido independentemente de a conduta ser omissiva ou comissiva, sendo</p><p>suficiente para tal a comprovação da culpa do agente público.</p><p>Comentário: Os atos de improbidade administrativa que importam lesão</p><p>ao erário podem ocorrer em razão de ação ou omissão , dolosa ou culposa , que</p><p>enseje perda patrimonial ou dilapidação dos bens das entidades públicas (art.</p><p>10 da Lei 8.429/92). Nesse contexto, na situação hipotética, o ressarcimento do</p><p>dano será devido independentemente de a conduta ser omissiva ou comissiva,</p><p>bastando a comprovação de culpa do agente público. Assim, o gabarito é a</p><p>alternativa “e”.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>SISTEMAS ADMINISTRATIVOS</p><p>26. (Cespe – TCE/PB 2018) Os sistemas de controle são o conjunto de</p><p>instrumentos contemplados no ordenamento jurídico que têm por objetivo a</p><p>fiscalização da legalidade dos atos da administração pública. No Brasil, a CF</p><p>consagra o sistema de controle</p><p>a) contencioso-administrativo, em vista da previsão expressa das competências dos</p><p>TCs.</p><p>b) uno de jurisdição, haja vista que a lei não pode excluir da apreciação do Poder</p><p>Judiciário lesão ou ameaça a direito.</p><p>c) inglês, tendo em vista a possibilidade de exercício de função jurisdicional pela</p><p>administração pública somente em determinadas matérias.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 49</p><p>d) dual de jurisdição, tendo em vista que o Poder Legislativo exerce competência</p><p>jurisdicional e profere decisões com caráter terminativo sobre algumas matérias.</p><p>e) francês, diante da possibilidade de revisão de qualquer ato da administração pelo</p><p>Poder Judiciário.</p><p>Comentário: O sistema francês (do contencioso administrativo ou da</p><p>dualidade de jurisdição) é aquele em que a correção, anulação ou reforma dos</p><p>atos da Administração são promovidas no âmbito da própria Administração ,</p><p>mediante a atuação de tribunais de índole administrativa , sem possibilidade de</p><p>se levar os litígios à apreciação do Poder Judiciário, responsável apenas pela</p><p>solução dos litígios que não envolvam a Administração Pública. De outro lado,</p><p>o sistema inglês ou de jurisdição única é aquele em que todos os litígios – de</p><p>natureza administrativa ou que envolvam interesses exclusivamente privados</p><p>– podem ser levados ao Poder Judiciár io . No sistema inglês, o Poder Judiciário</p><p>é o único que dispõe de competência para dar a palavra definitiva na solução</p><p>de conflitos que envolvam a Administração. O Brasil adota o sistema inglês ou</p><p>de jurisdição una. A Constituição prevê que a lei não excluirá da apreciação do</p><p>Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito (art. 5º, XXXV, CRFB/88).</p><p>De volta à questão, podemos descartar as alternativas “a”, “d” e “e”, por</p><p>mencionarem sistemas diversos do adotado no Brasil. A alternativa “c” erra ao</p><p>afirmar que o sistema inglês permite o exercício da função jurisdicional pela</p><p>Administração Pública em determinadas matérias. A função jurisdicional típica</p><p>é de competência do Poder Judiciário e somente em casos excepcionais,</p><p>previstos na Constituição, é atribuída ao Poder Legislativo. Carvalho Filho</p><p>ensina que a função jurisdicional não é exercida pelo Poder Executivo. Por fim,</p><p>resta a alternativa “b”, que é o gabarito da questão.</p><p>Gabarito: al ternativa “b”</p><p>LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO</p><p>27. (Cespe – TCE/PB 2018) No que se refere ao acesso a informações, assinale a</p><p>opção correta conforme a Lei n.º 12.527/2011.</p><p>a) É vedada a exigência ao cidadão de explicitação de motivos para solicitar acesso</p><p>a dados públicos.</p><p>b) O órgão deve conceder acesso à informação disponível em até quinze dias.</p><p>c) Caso o órgão se negue a conceder acesso a uma informação solicitada, o</p><p>interessado estará impedido de interpor recurso.</p><p>d) Em caso de uma informação parcialmente sigilosa, será vedado ao interessado o</p><p>acesso à parte não sigilosa da informação.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 49</p><p>e) É facultado ao órgão fornecer ao requerente o inteiro teor de decisão negativa de</p><p>acesso.</p><p>Comentário:</p><p>a) CERTA. São vedadas exigências relativas aos motivos determinantes</p><p>da solicitação de informação de interesse público (art. 10, §3º, Lei 12.527/2011).</p><p>b) ERRADA. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o</p><p>acesso imediato à informação disponível (art. 11, caput, Lei 12.257/2011).</p><p>c) ERRADA. No caso de indeferimento de acesso a informações ou às</p><p>razões da negativa de acesso, o interessado poderá interpor recurso contra a</p><p>decisão no prazo de 10 (dez) dias (art. 15, caput, Lei 12.257/2011).</p><p>d) ERRADA. Quando não for autorizado acesso integral à informação, por</p><p>ser parcialmente sigilosa , é assegurado o acesso à parte não sigilosa por meio</p><p>de certidão, extrato ou cópia, com ocultação da parte sob sigilo (art. 7º, §2º, Lei</p><p>12.257/2011).</p><p>e) ERRADA. É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de</p><p>negativa de acesso , por certidão ou cópia, não se tratando de mera faculdade</p><p>do órgão (art. 14, Lei 12.257/2011).</p><p>Gabarito: alternativa “a”</p><p>LEI DAS ESTATAIS</p><p>28. (Cespe – TCE/PB 2018) Na contratação de obras e serviços por empresas</p><p>públicas e sociedades de economia mista, segundo a Lei n.º 13.303/2016, entende-</p><p>se como empreitada por</p><p>a) preço global aquela que envolve o desenvolvimento do projeto executivo para a</p><p>entrega final do objeto, sem prévia estipulação do preço total.</p><p>b) preço global aquela que envolve empreendimento em sua integralidade, por preço</p><p>certo de unidades determinadas, com todas as etapas de obras sob inteira</p><p>responsabilidade da contratada.</p><p>c) preço global aquela que envolve todos os elementos de contornos necessários e</p><p>fundamentais à elaboração do projeto básico, na qual o preço é incerto.</p><p>d) preço unitário aquela destinada a pequenos trabalhos por preço certo e global,</p><p>com fornecimento de material.</p><p>e) preço unitário aquela contratação por preço certo de unidades determinadas.</p><p>Comentário: vamos relembrar as definições constantes do art. 42 da Lei</p><p>13.303/2016:</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 49</p><p>Conceito Definição</p><p>Empreitada por preço</p><p>unitário</p><p>Contratação por preço certo de unidades determinadas.</p><p>Empreitada por preço</p><p>global</p><p>Contratação por preço certo e total.</p><p>Diante desses conceitos, vamos analisar cada uma das alternativas.</p><p>a) ERRADA. A empreitada por preço global é justamente aquela em que a</p><p>contratação ocorre por preço certo e total (art. 42, II, Lei 13.303/2016).</p><p>b) ERRADA. A alternativa mescla definições de empreitada integral e</p><p>empreitada por preço unitário, e não define corretamente a empreitada por</p><p>preço global, conforme disposto no art. 42, II, Lei 13.303/2016.</p><p>c) ERRADA. A empreitada por preço global é aquela em que a contratação</p><p>ocorre por preço cer to (art. 42, II, Lei 13.303/2016). Além disso, a alternativa</p><p>apresenta definições pertinentes ao conceito de anteprojeto de engenharia.</p><p>d) ERRADA. Na empreitada por preço unitário , a contratação ocorre por</p><p>preço certo de unidades determinadas (art. 42, I, Lei 13.303/2016). Ademais, a</p><p>alternativa mescla definições de tarefa e de empreitada por preço global.</p><p>e) CERTA. Ver comentário à alternativa “d”.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>SERVIÇOS PÚBLICOS</p><p>29. (Cespe – TCE/PB 2018) Acerca da delegação de serviços públicos, prevista na</p><p>Lei n.º 8.987/1995, julgue os itens que se seguem.</p><p>I - A interrupção do serviço público não se caracterizará como descontinuidade</p><p>quando ocorrer por motivos de ordem técnica, desde que ocorra após prévio aviso.</p><p>II - Na concessão, o julgamento da licitação pode ser feito com base na melhor</p><p>proposta técnica, a partir de um preço fixado pelo edital.</p><p>III -</p><p>O contrato de concessão não pode ser rescindido por iniciativa da</p><p>concessionária.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Nenhum item está certo.</p><p>b) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 49</p><p>c) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>d) Apenas os itens II e III estão certos.</p><p>e) Todos os itens estão certos.</p><p>Comentário:</p><p>I – CERTA. Não se caracteriza como descontinuidade do serviço público a</p><p>interrupção em situação de emergência ou, após aviso prévio , quando</p><p>motivada ou razões de ordem técnica ou de segurança das instalações e por</p><p>inadimplemento do usuário (art. 6º, §3º, Lei 8.789/95).</p><p>II – CERTA. Nas concessões de serviço público, a licitação pode ser</p><p>julgada pela melhor proposta técnica, com preço fixado no edital (art. 15, IV,</p><p>Lei 8.789/95).</p><p>III – ERRADA. O contrato de concessão pode ser rescindido por iniciativa</p><p>da concessionária , por descumprimento das normas contratuais pelo poder</p><p>concedente, mediante ação judicial especialmente intentada para esse fim</p><p>(art. 39 da Lei 8.987/95).</p><p>Gabarito: alternativa “b”</p><p>PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>30. (Cespe – TCE/PB 2018) A administração pública pode anular e revogar os</p><p>seus atos, independentemente de solicitação ao Poder Judiciário. Esse poder-dever</p><p>está consagrado na Súmula n.º 346 do STF, que afirma que a administração pública</p><p>pode declarar a nulidade dos seus próprios atos, e na Súmula n.º 473 do STF, que</p><p>afirma que a administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados de</p><p>vícios que os tornem ilegais, ou revogá-los, por motivo de conveniência e</p><p>oportunidade. O poder-dever descrito anteriormente corresponde ao princípio da</p><p>a) moralidade administrativa.</p><p>b) supremacia do interesse público.</p><p>c) autotutela.</p><p>d) especialidade.</p><p>e) legalidade.</p><p>Comentário: O enunciado refere-se ao princípio da autotutela , mediante o</p><p>qual a Administração Pública pode exercer o controle administrativo de seus</p><p>próprios atos , anulando-os por motivos de ilegalidade, ou revogando-os por</p><p>motivos de conveniência ou oportunidade. Nesse contexto, a alternativa “c” é</p><p>o gabarito da questão.</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 49</p><p>ATOS ADMINISTRATIVOS</p><p>31. (Cespe – TCE/PB 2018) Em geral, os atos administrativos são dotados, entre</p><p>outros, dos atributos de</p><p>a) disponibilidade, presunção de legitimidade e imperatividade.</p><p>b) consensualidade, autoexecutoriedade e a presunção de legitimidade.</p><p>c) consensualidade, discricionariedade e disponibilidade.</p><p>d) discricionariedade, imperatividade e autoexecutoriedade.</p><p>e) presunção de legitimidade, imperatividade e autoexecutoriedade.</p><p>Comentário: Os atos administrativos são dotados dos seguintes</p><p>atributos: presunção de legitimidade, imperatividade, autoexecutoriedade e</p><p>tipicidade . A única alternativa que menciona corretamente três desses</p><p>atributos é a alternativa “e”, que é o gabarito da questão.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>******</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 49</p><p>Gabarito</p><p>1 2 3 4 5 6 7 8 9 10</p><p>E A C E E E C E A A</p><p>11 12 13 14 15 16 17 18 19 20</p><p>C E A C B C B C B B</p><p>21 22 23 24 25 26 27 28 29 30</p><p>A E C E E B A E B C</p><p>31</p><p>E</p><p>(61) 99322 8021</p><p>Neste número, o Prof. Erick Alves e a</p><p>Prof. Érica Porfírio disponibilizam dicas, materiais e informações</p><p>sobre Direito Administrativo.</p><p>É um projeto GRATUITO e para TODOS! Não fique de fora!!</p><p>Basta adicionar nosso número no seu WhatsApp e nos mandar a</p><p>mensagem “Direito Administrativo”.</p><p>Bons estudos!</p><p>Erick Alves</p><p>devendo, nesses casos, dirigir-se ao MP, que, conforme sua análise,</p><p>fará o devido encaminhamento da denúncia.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Apenas o item I está certo.</p><p>b) Apenas o item II está certo.</p><p>c) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>d) Apenas os itens II e III estão certos.</p><p>e)Todos os itens estão certos.</p><p>3. (Cespe – TCE/PB 2018) Em determinado estado da Federação, a assembleia</p><p>legislativa, por meio de decreto legislativo, sustou ato expedido pelo governo local, que</p><p>regulamentava lei estadual para autorizar o Poder Executivo a instituir tratamento</p><p>excepcional, mediante concessão de remissão e anistia, cumuladas ou não com</p><p>parcelamento, para a liquidação de créditos tributários referentes ao ICMS. A assembleia</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 49</p><p>legislativa entendeu que o ato administrativo excedia o poder da administração pública de</p><p>regulamentar a lei estadual. Nessa situação hipotética, a assembleia legislativa exerceu</p><p>a) o poder de fiscalização, para derrogar o ato do Poder Executivo.</p><p>b) o poder convocatório, para revogar o ato do Poder Executivo.</p><p>c) o controle político, para paralisar o ato do Poder Executivo.</p><p>d) o controle financeiro, para anular o ato do Poder Executivo.</p><p>e) sua função legiferante, para substituir o ato do Poder Executivo.</p><p>4. (Cespe – TCE/PB 2018) O TCE/PB aplicou, ao prefeito de um município do estado,</p><p>multa em razão de ineficiências verificadas e não corrigidas durante o acompanhamento e</p><p>fiscalização de uma execução contratual, as quais geraram prejuízos ao ente municipal.</p><p>Nessa situação hipotética, a execução da multa competirá ao</p><p>a) Poder Legislativo municipal, mediante a instauração de processo cognitivo no TJ/PB.</p><p>b) TCE/PB, no âmbito do mesmo processo, em atenção ao denominado sincretismo</p><p>processual.</p><p>c) MP, no âmbito do próprio TCE/PB.</p><p>d) estado da Paraíba, observando-se as regras para a execução de títulos executivos</p><p>judiciais.</p><p>e) município em consideração, observando-se as regras para a execução de títulos</p><p>executivos extrajudiciais.</p><p>5. (Cespe – TCE/PB 2018) Servidores públicos de determinado estado da Federação</p><p>iniciaram movimento grevista, motivados pelo atraso no pagamento de seus vencimentos,</p><p>na tentativa de regularizar a situação salarial. Inconformado com a paralisação de atividades</p><p>que julgava essenciais, o gestor público expediu ato administrativo determinando o desconto</p><p>do salário dos servidores grevistas, bem como o processamento da devida anotação</p><p>funcional.</p><p>Nessa situação hipotética, o instrumento processual de controle judicial que o sindicato dos</p><p>servidores deverá invocar para suspender o ato administrativo de desconto e anotação dos</p><p>dias não trabalhados é o</p><p>a) mandado de injunção.</p><p>b) recurso ordinário.</p><p>c) habeas corpus.</p><p>d) habeas data.</p><p>e) mandado de segurança.</p><p>6. (Cespe – TCE/PB 2018) O TCU, quando busca promover o aperfeiçoamento da</p><p>gestão pública por meio do exame da economicidade, eficiência, eficácia e efetividade de</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 49</p><p>organizações, programas e atividades governamentais, atua, quanto ao controle da</p><p>atividade financeira do Estado, na fiscalização</p><p>a) patrimonial.</p><p>b) orçamentária.</p><p>c) contábil.</p><p>d) financeira.</p><p>e) operacional.</p><p>7. (Cespe – TCE/PB 2018) Tendo em vista que a organização político-administrativa da</p><p>República brasileira compreende, de forma autônoma, a União, os estados, o DF e os</p><p>municípios, assinale a opção correta.</p><p>a) A fiscalização pelo sistema de controle interno do município será exercida pelo Poder</p><p>Legislativo municipal.</p><p>b) No tocante à autonomia, a legislação acerca de regras gerais de licitação é estabelecida</p><p>pelos estados-membros e deverá ser observada em processos de auditoria interna nos</p><p>órgãos municipais.</p><p>c) A auditoria de controle da câmara municipal, mediante controle externo, é exercida com o</p><p>auxílio dos TCs do estado ou do município.</p><p>d) A autonomia administrativa constitucionalmente estabelecida permite que os estados ou</p><p>os municípios criem órgãos de contas municipais.</p><p>e) O município deve prestar contas acerca da arrecadação dos tributos, exceto, em razão da</p><p>autonomia administrativa, no que se refere à aplicação de tais rendas nas questões de</p><p>interesse local.</p><p>8. (Cespe – TCE/PB 2018) Representantes do TCU, em auditoria de procedimento</p><p>licitatório promovido por uma autarquia federal, após constatarem a existência de</p><p>ilegalidades que atentavam contra a economicidade, conseguiram apontar os responsáveis</p><p>por dano ao erário, depois de esgotadas todas as fases instrutórias. Todo o procedimento</p><p>observou os princípios da ampla defesa e do contraditório. Nessa situação hipotética, o TCU</p><p>a) poderá aplicar apenas multa proporcional ao dano ao erário, visto que as demais</p><p>cominações e sanções previstas extrapolam a sua competência constitucional.</p><p>b) poderá apenas assinar prazo para que a autarquia adote, em relação aos responsáveis,</p><p>as providências necessárias para o ressarcimento ao erário e as demais punições cabíveis.</p><p>c) deverá comunicar o fato ao Congresso Nacional para que esse órgão, exercendo a sua</p><p>competência, suste a execução do processo licitatório.</p><p>d) está desobrigado de prestar informações ao Congresso Nacional acerca do resultado</p><p>apurado na fiscalização, em razão de sua competência funcional.</p><p>e) tem competência para aplicar aos responsáveis pelo dano ao erário as sanções previstas</p><p>em lei em razão das ilegalidades apuradas.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 49</p><p>9. (Cespe – TCE/PB 2018) De acordo com o regime constitucional brasileiro, as</p><p>denominadas funções de confiança devem ser exercidas</p><p>a) de forma exclusiva por servidor ocupante de cargo efetivo, e destinam-se apenas às</p><p>atribuições de direção, chefia e assessoramento.</p><p>b) por servidor aposentado que retorne ao serviço público para exercer qualquer atividade</p><p>diversa daquela em que tenha se dado a aposentadoria.</p><p>c) somente por quem não possua cargo efetivo, nos limites fixados na legislação, e se</p><p>destinam apenas à atividade meio.</p><p>d) por qualquer cidadão, salvo se forem destinadas a atividades de direção ou</p><p>assessoramento jurídico.</p><p>e) por pessoa natural, com ou sem vínculo com o poder público, e destinam-se a qualquer</p><p>atividade — meio ou fim — realizada na administração pública.</p><p>10. (Cespe – TCE/PB 2018) A respeito da remuneração dos servidores, assinale a opção</p><p>correta:</p><p>a) O servidor público tem direito ao recebimento de remuneração pelo trabalho noturno em</p><p>valor superior ao do diurno.</p><p>b) Em razão do princípio da isonomia, é incabível, no serviço público, a aplicação de</p><p>incentivos específicos para a proteção do mercado de trabalho da mulher.</p><p>c) O servidor público tem direito ao recebimento do décimo terceiro salário com o acréscimo</p><p>de um terço à remuneração normal.</p><p>d) Os secretários estaduais e municipais são remunerados por subsídios acrescidos de</p><p>gratificação pessoal.</p><p>e) Durante todo o tempo em que durar o trabalho no serviço público, o órgão responsável</p><p>pelos pagamentos deverá efetuar o recolhimento de FGTS do servidor.</p><p>11. (Cespe – TCE/PB 2018) À luz da legislação específica pertinente aos RPPSs, julgue</p><p>os itens a seguir.</p><p>I - A Emenda Constitucional n.º 41/2003 prevê a possibilidade de aposentadoria do servidor</p><p>aos cinquenta e três anos de idade sem prejuízo do valor dos proventos.</p><p>II - É vedada, sem ressalva, a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a</p><p>concessão de aposentadorias.</p><p>III - É vedada a percepção de mais de uma aposentadoria por RPPS, ressalvadas as</p><p>aposentadorias oriundas de cargos acumuláveis.</p><p>IV - É imprescindível o exercício de vinte e cinco anos de serviço público</p><p>para aposentadoria</p><p>com fundamento na Emenda Constitucional n.º 47/2005. Estão certos apenas os itens</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 49</p><p>c) III e IV.</p><p>d) I, II e IV.</p><p>e) II, III e IV</p><p>12. (Cespe – TCE/PB 2018) No cálculo dos proventos de aposentadoria dos servidores</p><p>que tenham ingressado no serviço público a partir da data de promulgação da Emenda</p><p>Constitucional n.º 41/2003, terá de ser observada a</p><p>a) limitação mínima do salário de contribuição no mesmo valor fixado para o RGPS.</p><p>b) atualização dos proventos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se</p><p>modificar a remuneração dos servidores em atividade.</p><p>c) totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria.</p><p>d) média aritmética simples das maiores contribuições, correspondentes a todo o período</p><p>contributivo.</p><p>e) atualização das remunerações consideradas no cálculo inicial dos proventos, mês a mês,</p><p>no mesmo índice fixado para o RGPS.</p><p>13. (Cespe – TCE/PB 2018) Se um órgão da administração pública tiver de adquirir</p><p>determinado item de material de consumo e pretender fazê-lo mediante licitação pelo SRP,</p><p>a vigência máxima da ata de registro de preços a ser assinada com o licitante vencedor será</p><p>de</p><p>a) um ano.</p><p>b) dois anos.</p><p>c) três anos.</p><p>d) quatro anos.</p><p>e) cinco anos.</p><p>14. (Cespe – TCE/PB 2018) Nas licitações públicas, de acordo com o princípio do</p><p>julgamento objetivo,</p><p>a) comprovado o melhor interesse da administração, os critérios de julgamento poderão</p><p>incluir fatores subjetivos.</p><p>b) concluído o procedimento, a administração estará impedida de atribuir o objeto da</p><p>licitação a outrem que não o licitante vencedor.</p><p>c) o julgamento do certame deve nortear-se pelo critério previamente fixado no instrumento</p><p>convocatório, observadas todas as normas a seu respeito.</p><p>d) a administração poderá cobrar do licitante qualquer qualificação, ainda que não inserida</p><p>no edital, desde que a exigência tenha nexo relacional com o objeto da contratação.</p><p>e) o julgamento do certame deve realizar-se segundo razões de conveniência e</p><p>oportunidade do gestor.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 49</p><p>15. (Cespe – TCE/PB 2018) Se a administração pública de um estado da Federação tiver</p><p>de contratar um grupo de dança consagrado pela mídia local para festividades do</p><p>aniversário da capital desse estado, a contratação, nesse caso, deverá ocorrer mediante</p><p>a) dispensa de licitação em razão da escolha do executante.</p><p>b) inexigibilidade de licitação por previsão legal.</p><p>c) concurso.</p><p>d) licitação na modalidade convite.</p><p>e) licitação na modalidade tomada de preços</p><p>16. (Cespe – TCE/PB 2018) Se um órgão da administração pública desejar adquirir</p><p>trabalho científico com oferta de prêmio aos vencedores, a modalidade de licitação a ser</p><p>adotada e a quantidade mínima de dias de antecedência em relação ao evento para</p><p>publicação do edital devem ser, respectivamente,</p><p>a) convite; trinta dias.</p><p>b) pregão; quinze dias.</p><p>c) concurso; quarenta e cinco dias.</p><p>d) leilão; quarenta e cinco dias.</p><p>e) concorrência; trinta dias.</p><p>17. (Cespe – TCE/PB 2018) No âmbito da contratação pública por meio do SRP, de</p><p>acordo com o disposto no Decreto n.º 7.892/2013, a licitação para registro de preços pode</p><p>ser feita nas modalidades</p><p>a) leilão ou convite.</p><p>b) concorrência ou pregão.</p><p>c) leilão, concurso ou tomada de preços.</p><p>d) concorrência, tomada de preços ou convite.</p><p>e) tomada de preços ou pregão.</p><p>18. (Cespe – TCE/PB 2018) Assinale a opção correta com relação às cláusulas dos</p><p>contratos administrativos tomados em seu sentido próprio e restrito.</p><p>a) A administração pública poderá rescindir o contrato unilateralmente nos casos de</p><p>inadimplemento por culpa, insolvência e interesse público, mas não o poderá fazer quando o</p><p>inadimplemento se dever a caso fortuito ou de força maior.</p><p>b) Não cabe ao Estado fazer a retomada do objeto nos casos de rescisão unilateral.</p><p>c) As cláusulas contratuais são fixadas previamente, de forma unilateral, pela administração,</p><p>cabendo ao particular a elas aderir.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 49</p><p>d) As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos poderão</p><p>ser alteradas sem prévia concordância do contratado.</p><p>e) É vedado ao Estado exigir garantia em contratos de obra, serviços e compras</p><p>19. (Cespe – TCE/PB 2018) Serviço autônomo com personalidade jurídica de direito</p><p>público, patrimônio e receita próprios, criado por lei para executar atividades típicas da</p><p>administração pública que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa</p><p>e financeira descentralizada é o conceito de</p><p>a) consórcio público.</p><p>b) autarquia.</p><p>c) empresa pública.</p><p>d) fundação pública.</p><p>e) sociedade de economia mista.</p><p>20. (Cespe – TCE/PB 2018) No processo de descentralização por serviço, em que o</p><p>órgão passa a deter a titularidade e a execução do serviço, ocorre</p><p>a) o exercício da capacidade administrativa do órgão descentralizado mediante dependência</p><p>financeira em relação ao poder central.</p><p>b) a sujeição do órgão descentralizado a controle — ou tutela —, exercido pelo poder central</p><p>nos limites da lei para assegurar certa independência ao órgão descentralizado.</p><p>c) o uso de patrimônio próprio pelo órgão descentralizado, bem como a sua não sujeição ao</p><p>princípio da especialização.</p><p>d) a sujeição do órgão descentralizado ao princípio da especialização, bem como a sua</p><p>dependência financeira em relação ao poder central.</p><p>e) a distribuição interna de competências no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.</p><p>21. (Cespe – TCE/PB 2018) As entidades que integram a administração pública indireta</p><p>incluem as</p><p>a) autarquias, as empresas públicas e as sociedades de economia mista.</p><p>b) secretarias estaduais, as autarquias e as fundações privadas.</p><p>c) autarquias, as fundações e as organizações sociais.</p><p>d) organizações sociais, os serviços sociais autônomos e as entidades paraestatais.</p><p>e) empresas públicas, as sociedades de economia mista e os serviços sociais autônomos.</p><p>22. (Cespe – TCE/PB 2018) As organizações sem fins lucrativos que são voltadas à</p><p>resolução de problemas coletivos de interesse social e podem prestar serviços públicos são</p><p>a) as sociedades de economia mista.</p><p>b) os consórcios públicos.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 49</p><p>c) os convênios públicos.</p><p>d) as fundações.</p><p>e) as organizações da sociedade civil de interesse público.</p><p>23. (Cespe – TCE/PB 2018) Um servidor público do estado da Paraíba interpôs recurso</p><p>administrativo contra a pontuação que lhe foi atribuída em concurso de remoção interna da</p><p>instituição pública na qual ele é lotado. Acerca dessa situação hipotética e de aspectos</p><p>gerais relacionados à interposição de recurso administrativo por servidor da administração</p><p>pública, julgue os itens a seguir.</p><p>I - Na hipótese considerada, será vedado à administração, pelo princípio da non reformatio</p><p>in pejus, rever a pontuação do candidato para piorá-la, mesmo que tal alteração observe</p><p>estritamente as regras do concurso.</p><p>II - Pela presunção de legitimidade dos atos administrativos, o recurso administrativo, como</p><p>regra, tem efeito apenas devolutivo, ainda que possa o administrador, mesmo de ofício,</p><p>conceder efeito suspensivo ao ato.</p><p>III - O informalismo do processo administrativo permite que o recurso seja interposto de</p><p>forma diversa da petição escrita, desde que ele seja devidamente protocolado na repartição</p><p>administrativa competente.</p><p>IV - Na situação considerada, mesmo que o edital do concurso</p><p>não o previsse</p><p>expressamente, o servidor teria o direito de protocolar o recurso em razão do direito</p><p>constitucional de petição. Estão certos apenas os itens</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) II e IV.</p><p>d) I, III e IV.</p><p>e) II, III e IV.</p><p>24. (Cespe – TCE/PB 2018) Uma empresa que presta serviços de vigilância e limpeza</p><p>para órgão da administração pública, diante de dificuldades financeiras decorrentes do</p><p>atraso dos pagamentos que lhe são devidos pelos serviços adequadamente prestados, deu</p><p>vantagem pecuniária aos servidores responsáveis pela liquidação e pagamento da despesa</p><p>orçamentária empenhada, com o objetivo de acelerar os trâmites administrativos</p><p>necessários ao efetivo pagamento. Nessa situação hipotética, os servidores responderão</p><p>por ato de improbidade administrativa por terem</p><p>a) concedido indevidamente benefício financeiro, sujeitando-se, entre outras cominações, ao</p><p>ressarcimento integral do dano causado à administração pública.</p><p>b) atentado contra os princípios da administração pública, sujeitando-se, entre outras</p><p>cominações, à perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 49</p><p>c) aplicado indevidamente benefício tributário, sujeitando-se, entre outras cominações, à</p><p>proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.</p><p>d) causado prejuízo ao erário, sujeitando-se, entre outras cominações, à perda de bens e</p><p>valores, inclusive aqueles obtidos licitamente.</p><p>e) enriquecido ilicitamente, sujeitando-se, entre outras cominações, ao pagamento de multa</p><p>civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial.</p><p>25. (Cespe – TCE/PB 2018) Por ter permitido a alienação de um imóvel integrante do</p><p>patrimônio de uma autarquia pública estadual por preço inferior ao de mercado, determinado</p><p>agente público causou lesão ao erário.</p><p>Durante o processo, provou-se que o agente agiu de forma imprudente, bem como</p><p>constatou-se o nexo causal entre a conduta e o dano. Porém, não houve comprovação de</p><p>enriquecimento pessoal do agente, nem indício de má-fé.</p><p>Nessa situação hipotética, segundo a Lei n.º 8.429/1992 — Lei de Improbidade</p><p>Administrativa —, o ressarcimento do dano</p><p>a) só seria devido se a conduta tivesse sido omissiva, caso em que teria de ser comprovado</p><p>o dolo ou a culpa do agente público.</p><p>b) será devido tão só em razão de a conduta ter sido comissiva, pouco importando, nesse</p><p>caso, a comprovação de ter havido dolo ou culpa.</p><p>c) só seria exigível caso a conduta em questão se tivesse dado de forma omissiva, já que</p><p>não houve dolo.</p><p>d) não poderá ser cobrado do agente público, independentemente de a conduta ser</p><p>omissiva ou comissiva, uma vez que não houve a comprovação de dolo.</p><p>e) será devido independentemente de a conduta ser omissiva ou comissiva, sendo suficiente</p><p>para tal a comprovação da culpa do agente público.</p><p>26. (Cespe – TCE/PB 2018) Os sistemas de controle são o conjunto de instrumentos</p><p>contemplados no ordenamento jurídico que têm por objetivo a fiscalização da legalidade dos</p><p>atos da administração pública. No Brasil, a CF consagra o sistema de controle</p><p>a) contencioso-administrativo, em vista da previsão expressa das competências dos TCs.</p><p>b) uno de jurisdição, haja vista que a lei não pode excluir da apreciação do Poder Judiciário</p><p>lesão ou ameaça a direito.</p><p>c) inglês, tendo em vista a possibilidade de exercício de função jurisdicional pela</p><p>administração pública somente em determinadas matérias.</p><p>d) dual de jurisdição, tendo em vista que o Poder Legislativo exerce competência</p><p>jurisdicional e profere decisões com caráter terminativo sobre algumas matérias.</p><p>e) francês, diante da possibilidade de revisão de qualquer ato da administração pelo Poder</p><p>Judiciário.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 49</p><p>27. (Cespe – TCE/PB 2018) No que se refere ao acesso a informações, assinale a opção</p><p>correta conforme a Lei n.º 12.527/2011.</p><p>a) É vedada a exigência ao cidadão de explicitação de motivos para solicitar acesso a dados</p><p>públicos.</p><p>b) O órgão deve conceder acesso à informação disponível em até quinze dias.</p><p>c) Caso o órgão se negue a conceder acesso a uma informação solicitada, o interessado</p><p>estará impedido de interpor recurso.</p><p>d) Em caso de uma informação parcialmente sigilosa, será vedado ao interessado o acesso</p><p>à parte não sigilosa da informação.</p><p>e) É facultado ao órgão fornecer ao requerente o inteiro teor de decisão negativa de acesso.</p><p>28. (Cespe – TCE/PB 2018) Na contratação de obras e serviços por empresas públicas e</p><p>sociedades de economia mista, segundo a Lei n.º 13.303/2016, entende-se como</p><p>empreitada por</p><p>a) preço global aquela que envolve o desenvolvimento do projeto executivo para a entrega</p><p>final do objeto, sem prévia estipulação do preço total.</p><p>b) preço global aquela que envolve empreendimento em sua integralidade, por preço certo</p><p>de unidades determinadas, com todas as etapas de obras sob inteira responsabilidade da</p><p>contratada.</p><p>c) preço global aquela que envolve todos os elementos de contornos necessários e</p><p>fundamentais à elaboração do projeto básico, na qual o preço é incerto.</p><p>d) preço unitário aquela destinada a pequenos trabalhos por preço certo e global, com</p><p>fornecimento de material.</p><p>e) preço unitário aquela contratação por preço certo de unidades determinadas.</p><p>29. (Cespe – TCE/PB 2018) Acerca da delegação de serviços públicos, prevista na Lei n.º</p><p>8.987/1995, julgue os itens que se seguem.</p><p>I - A interrupção do serviço público não se caracterizará como descontinuidade quando</p><p>ocorrer por motivos de ordem técnica, desde que ocorra após prévio aviso.</p><p>II - Na concessão, o julgamento da licitação pode ser feito com base na melhor proposta</p><p>técnica, a partir de um preço fixado pelo edital.</p><p>III - O contrato de concessão não pode ser rescindido por iniciativa da concessionária.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Nenhum item está certo.</p><p>b) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>c) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>d) Apenas os itens II e III estão certos.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 49</p><p>e) Todos os itens estão certos.</p><p>30. (Cespe – TCE/PB 2018) A administração pública pode anular e revogar os seus atos,</p><p>independentemente de solicitação ao Poder Judiciário. Esse poder-dever está consagrado</p><p>na Súmula n.º 346 do STF, que afirma que a administração pública pode declarar a nulidade</p><p>dos seus próprios atos, e na Súmula n.º 473 do STF, que afirma que a administração pode</p><p>anular os seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, ou revogá-los,</p><p>por motivo de conveniência e oportunidade. O poder-dever descrito anteriormente</p><p>corresponde ao princípio da</p><p>a) moralidade administrativa.</p><p>b) supremacia do interesse público.</p><p>c) autotutela.</p><p>d) especialidade.</p><p>e) legalidade.</p><p>31. (Cespe – TCE/PB 2018) Em geral, os atos administrativos são dotados, entre outros,</p><p>dos atributos de</p><p>a) disponibilidade, presunção de legitimidade e imperatividade.</p><p>b) consensualidade, autoexecutoriedade e a presunção de legitimidade.</p><p>c) consensualidade, discricionariedade e disponibilidade.</p><p>d) discricionariedade, imperatividade e autoexecutoriedade.</p><p>e) presunção de legitimidade, imperatividade e autoexecutoriedade.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 49</p><p>QUESTÕES COMENTADAS</p><p>CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>1. (Cespe – TCE/PB 2018) Compete aos tribunais de contas julgar as contas que</p><p>envolvam recursos financeiros públicos recebidos por</p><p>I - pessoa jurídica de direito público.</p><p>II - sociedade empresária não integrante da administração</p><p>pública.</p><p>III - gestor público.</p><p>IV - pessoa física.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Apenas os itens I e II estão certos.</p><p>b) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>c) Apenas os itens II e IV estão certos.</p><p>d) Apenas os itens III e IV estão certos.</p><p>e) Todos os itens estão certos.</p><p>Comentário: Os tribunais de contas são responsáveis por julgar as contas</p><p>dos administradores e demais responsáveis por recursos financeiros públicos,</p><p>a teor do art. 71, II, da CRFB/88. Nesse contexto, o dever de prestar contas</p><p>abrange todos aqueles que arrecadem, guardem, gerenciem ou administrem</p><p>dinheiros, bens e valores públicos .</p><p>É o que dispõe o art. 70, parágrafo único, da CRFB/88:</p><p>Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou</p><p>privada , que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e</p><p>valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma</p><p>obrigações de natureza pecuniária.</p><p>Desse modo, o tribunal de contas deve julgar as contas de todas as</p><p>pessoas listadas nos itens “I” a “IV”, uma vez que essas pessoas receberam</p><p>recursos financeiros públicos, conforme consta do enunciado da questão.</p><p>Assim, o gabarito é a alternativa “e”.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>2. (Cespe – TCE/PB 2018) No que tange à fiscalização contábil, financeira e</p><p>orçamentária, julgue os seguintes itens de acordo com a CF.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 49</p><p>I - Na realização da atividade de controle externo do Poder Executivo, cabe ao TCU</p><p>apreciar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República.</p><p>II - Cabe ao TCU apreciar concessões de aposentadorias, reformas e pensões, bem</p><p>como alterações e melhorias posteriores desses benefícios, havendo ou não</p><p>alteração do fundamento legal do ato concessório.</p><p>III - O cidadão não possui legitimidade para denunciar diretamente irregularidades</p><p>ou ilegalidades ao TCU, devendo, nesses casos, dirigir-se ao MP, que, conforme sua</p><p>análise, fará o devido encaminhamento da denúncia.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>a) Apenas o item I está certo.</p><p>b) Apenas o item II está certo.</p><p>c) Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>d) Apenas os itens II e III estão certos.</p><p>e) Todos os itens estão certos.</p><p>Comentário:</p><p>I – CERTA. O Tribunal de Contas da União é responsável por julgar as</p><p>contas dos administradores e demais responsáveis por recursos públicos (art.</p><p>71, II, CRFB/88). De outro lado, especificamente quanto às contas prestadas</p><p>pelo Presidente da República, o Tribunal de Contas da União apenas as</p><p>aprecia , emitindo parecer prévio a ser elaborado em sessenta dias.</p><p>Isso está previsto no art. 71, I, da CRFB/88.</p><p>Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o</p><p>auxílio do Tribunal de Contas da União , ao qual compete :</p><p>I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República,</p><p>mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de</p><p>seu recebimento;</p><p>As contas prestadas pelo Presidente da República são efetivamente</p><p>julgadas pelo Congresso Nacional (art. 49, IX, CRFB/88).</p><p>II – ERRADA. Cabe ao Tribunal de Contas da União apreciar, para fins de</p><p>registro, a legalidade das concessões de aposentadorias, reformas e pensões,</p><p>ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do</p><p>ato concessório (art. 71, III, CRFB/88).</p><p>III – ERRADA. Qualquer cidadão , partido político, associação ou sindicato</p><p>é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades</p><p>perante o Tribunal de Contas da União (art. 74, 2º, CRFB/88).</p><p>Gabarito: a lternativa “a”</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 49</p><p>3. (Cespe – TCE/PB 2018) Em determinado estado da Federação, a assembleia</p><p>legislativa, por meio de decreto legislativo, sustou ato expedido pelo governo local,</p><p>que regulamentava lei estadual para autorizar o Poder Executivo a instituir</p><p>tratamento excepcional, mediante concessão de remissão e anistia, cumuladas ou</p><p>não com parcelamento, para a liquidação de créditos tributários referentes ao ICMS.</p><p>A assembleia legislativa entendeu que o ato administrativo excedia o poder da</p><p>administração pública de regulamentar a lei estadual. Nessa situação hipotética, a</p><p>assembleia legislativa exerceu</p><p>a) o poder de fiscalização, para derrogar o ato do Poder Executivo.</p><p>b) o poder convocatório, para revogar o ato do Poder Executivo.</p><p>c) o controle político, para paralisar o ato do Poder Executivo.</p><p>d) o controle financeiro, para anular o ato do Poder Executivo.</p><p>e) sua função legiferante, para substituir o ato do Poder Executivo.</p><p>Comentário: O controle parlamentar direto ou controle político é exercido</p><p>diretamente pelo Poder Legislativo e decorre da estrutura de divisão de</p><p>poderes ou sistema de freios e contrapesos. Nesse sentido, o controle político</p><p>somente pode ocorrer nas situações previstas na Constituição Federal. Uma</p><p>das atribuições do Congresso Nacional decorrentes do controle político é a</p><p>possibilidade de sustar atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do</p><p>poder regulamentar (art. 49, V, CRFB/88).</p><p>Os decretos e regulamentos devem ser editados pelo chefe do Poder</p><p>Executivo para fiel execução das leis (art. 84, IV, CRFB/88). Caso o ato</p><p>normativo ultrapasse o conteúdo da lei , inovando no ordenamento jurídico, o</p><p>Congresso Nacional é competente para sustar o referido ato. A sustação</p><p>equivale à “paralisação ” do ato do Poder Executivo, não havendo que se falar</p><p>em anulação, que somente poderia ser feita pela própria Administração ou por</p><p>controle judicial.</p><p>Essa prerrogativa se estende aos Estados em decorrência do princípio da</p><p>simetria .</p><p>Dito isso, vamos analisar cada uma das alternativas.</p><p>a) ERRADA. O controle político decorre da função fiscalizatória do Poder</p><p>legislativo. Contudo, não há derrogação do ato normativo (e sim sustação ). A</p><p>derrogação consiste na revogação parcial de uma lei , de modo que algumas</p><p>normas da lei são revogadas mas outras permanecem em vigor.</p><p>b) ERRADA. O enunciado não faz referência ao exercício da prerrogativa</p><p>do Poder Legislativo de convocar autoridades para prestar informações sobre</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 49</p><p>assunto previamente determinado (art. 50, CRFB/88). Ademais, não há que se</p><p>falar e m revogação do ato normativo (e sim em sustação ).</p><p>c) CERTA. A prerrogativa exercida pela Assembleia Legislativa se deu em</p><p>decorrência do controle político , pela sustação (ou seja, paralisação ) do ato do</p><p>Poder Executivo que excedeu dos limites do poder regulamentar.</p><p>d) ERRADA. O enunciado não faz referência ao controle técnico , de</p><p>caráter contábil-financeiro , exercido pelos tribunais de contas (art. 71, caput,</p><p>da CRFB/88) e sim ao controle político . Ademais, o controle político enseja a</p><p>sustação , e não a anulação do ato normativo.</p><p>e) ERRADA. No caso, a Assembleia Legislativa não agiu no exercício da</p><p>função legiferante e sim da função fiscalizatória do Poder Legislativo. Além</p><p>disso, não há substituição , e sim sustação do ato normativo que exorbita o</p><p>poder regulamentar.</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>4. (Cespe – TCE/PB 2018) O TCE/PB aplicou, ao prefeito de um município do</p><p>estado, multa em razão de ineficiências verificadas e não corrigidas durante o</p><p>acompanhamento e fiscalização de uma execução contratual, as quais geraram</p><p>prejuízos ao ente municipal. Nessa situação hipotética, a execução da multa</p><p>competirá ao</p><p>a) Poder Legislativo municipal, mediante a instauração de processo cognitivo no</p><p>TJ/PB.</p><p>b) TCE/PB, no âmbito do mesmo processo, em atenção ao denominado sincretismo</p><p>processual.</p><p>c) MP, no âmbito do próprio</p><p>TCE/PB.</p><p>d) estado da Paraíba, observando-se as regras para a execução de títulos</p><p>executivos judiciais.</p><p>e) município em consideração, observando-se as regras para a execução de títulos</p><p>executivos extrajudiciais.</p><p>Comentário: A Constituição Federal prevê que as decisões do Tribunal de</p><p>Contas de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título</p><p>executivo (art. 71, §3º, CRFB/88). Isso também está previsto na Constituição</p><p>Estadual do Estado da Paraíba (art. 71, §3, CEPB/89).</p><p>O Supremo Tribunal Federal decidiu, em recurso com repercussão geral,</p><p>que a legitimidade para propositura de ação executiva amparada em decisão</p><p>de condenação em dinheiro pelos Tribunais de Contas pertence ao ente</p><p>público beneficiário , titular do direito de crédito cobrado (ARE 823347/RG).</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 49</p><p>Nesse sentido, vamos analisar as alternativas.</p><p>a) ERRADA. A legitimidade não pertence ao Poder Legislativo municipal,</p><p>e sim ao ente federado , ou seja, a o município . Ademais, a decisão tem eficácia</p><p>de título executivo , dispensando a propositura de prévio processo cognitivo.</p><p>b) ERRADA. O Tribunal de Contas não possui legitimidade para executar</p><p>os débitos e multas oriundos de condenações no âmbito do próprio tribunal.</p><p>Além disso, a execução de título extrajudicial é feita perante o Poder</p><p>Judiciário , em ação executiva.</p><p>c) ERRADA. O Ministério Público , atuante ou não perante as cortes de</p><p>contas, não pode ajuizar ação executiva das decisões de imputação de débito</p><p>ou multa proferidas pelos Tribunais de Contas. Ainda, a execução de título</p><p>extrajudicial é feita perante o Poder Judiciário , em ação executiva.</p><p>d) ERRADA. A legitimidade para execução da multa não pertence ao</p><p>estado da Paraíba, e sim ao município beneficiário da condenação . Ademais,</p><p>devem ser observadas as regras para execução de títulos extrajudiciais (e não</p><p>as regras dos títulos executivos judiciais).</p><p>e) CERTA. Como visto, o município é o ente público beneficiário da multa</p><p>a ser executada. Por fim, a cobrança da multa em juízo deve seguir o rito das</p><p>ações de execução de título extrajudicial .</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>5. (Cespe – TCE/PB 2018) Servidores públicos de determinado estado da</p><p>Federação iniciaram movimento grevista, motivados pelo atraso no pagamento de</p><p>seus vencimentos, na tentativa de regularizar a situação salarial. Inconformado com</p><p>a paralisação de atividades que julgava essenciais, o gestor público expediu ato</p><p>administrativo determinando o desconto do salário dos servidores grevistas, bem</p><p>como o processamento da devida anotação funcional.</p><p>Nessa situação hipotética, o instrumento processual de controle judicial que o</p><p>sindicato dos servidores deverá invocar para suspender o ato administrativo de</p><p>desconto e anotação dos dias não trabalhados é o</p><p>a) mandado de injunção.</p><p>b) recurso ordinário.</p><p>c) habeas corpus.</p><p>d) habeas data.</p><p>e) mandado de segurança.</p><p>==0==</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 49</p><p>Comentário: O Supremo Tribunal Federal decidiu que o Poder Público</p><p>deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício</p><p>do direito de greve pelos servidores públicos. O desconto, contudo, será</p><p>incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do</p><p>Poder Público (RE 693456/RJ, julgado em 27/10/2016, Info 845).</p><p>No caso narrado no enunciado, percebe-se que o movimento grevista foi</p><p>motivado por ato ilícito do Poder Público, consistente no atraso do pagamento</p><p>dos vencimentos . Assim, o desconto na remuneração dos servidores públicos</p><p>consistiu em um ato administrativo ilegal , passível, portanto, de controle na via</p><p>judicial .</p><p>Dito isso, vamos analisar cada alternativa.</p><p>a) ERRADA. O mandado de injunção deve ser concedido sempre que a</p><p>falta de norma regulamentadora tornar inviável o exercício dos direitos e</p><p>liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à</p><p>soberania e à cidadania (art. 5º, LXXI, CRFB/88). Com efeito, o direito de greve</p><p>dos servidores deveria ser exercido nos termos e nos limites definidos em lei</p><p>específica (art. 37, VII, CRFB/88). A ausência dessa norma regulamentadora</p><p>levou o Supremo Tribunal Federal, em 2007, a declarar a omissão legislativa e</p><p>determinar a aplicação da legislação de greve do setor privado ao serviço</p><p>público, no que couber (MI 670, 708 e 712). Nesse contexto, a ilegalidade não</p><p>ocorreu exatamente pela ausência de norma regulamentadora e sim pela</p><p>violação de um direito líquido e certo dos servidores públicos.</p><p>b) ERRADA. O recurso ordinário , em breve síntese, é o meio processual</p><p>cabível contra decisões denegatórias de mandado de segurança que sejam de</p><p>competência originária de tribunais. Nesse contexto, esse instrumento não é a</p><p>resposta adequada ao enunciado, uma vez que deve ser interposto no curso</p><p>do processo, nos autos de um mandado de segurança impetrado perante um</p><p>determinado tribunal.</p><p>c) ERRADA. O habeas corpus é cabível quando alguém sofrer ou se achar</p><p>ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção , por</p><p>ilegalidade ou abuso de poder. Não há que se falar em habeas corpus, no caso,</p><p>porque não está em jogo o direito de ir e vir dos servidores públicos.</p><p>d) ERRADA. O habeas data assegura o conhecimento de informações</p><p>relativas à pessoa do impetrante , constantes de registros ou banco de dados</p><p>de entidades governamentais ou de caráter público, além de outras hipóteses</p><p>(art. 5º, LXXII, CRFB/88). Este não é o instrumento cabível porque o enunciado</p><p>não faz referência ao direito de informação.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 49</p><p>e) CERTA. O mandado de segurança protege direito líquido e certo , não</p><p>amparado por habeas corpus ou habeas data, em razão de ilegalidade ou</p><p>abuso de poder cometido por autoridade pública ou agente no exercício de</p><p>atribuições do Poder Público (art. 5º, LXIX, CRFB/88). Esta é a medida cabível</p><p>no caso concreto, diante do desconto indevido dos dias de paralisação, já que</p><p>movimento grevista foi motivado por ato ilegal do Poder Público.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>6. (Cespe – TCE/PB 2018) O TCU, quando busca promover o aperfeiçoamento</p><p>da gestão pública por meio do exame da economicidade, eficiência, eficácia e</p><p>efetividade de organizações, programas e atividades governamentais, atua, quanto</p><p>ao controle da atividade financeira do Estado, na fiscalização</p><p>a) patrimonial.</p><p>b) orçamentária.</p><p>c) contábil.</p><p>d) financeira.</p><p>e) operacional.</p><p>Comentário: O art. 70 da CRFB/88 elenca as seguintes modalidades de</p><p>fiscalização: contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.</p><p>Podemos sistematiza-las da seguinte maneira:</p><p>Natureza da</p><p>fiscalização</p><p>O que será fiscalizado Exemplo</p><p>Contábil</p><p>Lançamentos e</p><p>escrituração contábil</p><p>Auditoria para verificar se os eventos contábeis</p><p>relacionados à aquisição dos livros foram</p><p>corretamente registrados no SIAFI.</p><p>Financeira</p><p>Arrecadação de</p><p>receitas e execução de</p><p>despesas</p><p>Acompanhamento para verificar se os</p><p>pagamentos efetuados ao fornecedor dos</p><p>livros estão de acordo com o contrato.</p><p>Orçamentária</p><p>Elaboração e execução</p><p>dos orçamentos</p><p>Inspeção para verificar a existência de previsão</p><p>orçamentária para a aquisição.</p><p>Operacional</p><p>Processos</p><p>administrativos e</p><p>programas de governo</p><p>A┌Sキデラヴキ; ミラ Pヴラェヴ;マ; さLキ┗ヴラ ヮ;ヴ; TラSラゲざが ;</p><p>fim de verificar se a distribuição dos livros está</p><p>beneficiando os destinatários da forma e na</p><p>medida desejada pelo Programa.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>23 de 49</p><p>Patrimonial</p><p>Guarda e administração</p><p>de bens móveis e</p><p>imóveis</p><p>Auditoria para verificar se os livros adquiridos</p><p>foram realmente entregues pelo fornecedor e</p><p>se foram corretamente distribuídos para as</p><p>escolas cadastradas no Programa.</p><p>Nesse sentido, o aperfeiçoamento da gestão pública através do exame da</p><p>eficiência de organizações, programas e atividades governamentais se traduz</p><p>em uma atuação fiscalizatória de natureza operacional , por ter como objeto os</p><p>processos administrativos e programas de governo.</p><p>O gabarito, portanto, é a alternativa “e”.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>7. (Cespe – TCE/PB 2018) Tendo em vista que a organização político-</p><p>administrativa da República brasileira compreende, de forma autônoma, a União, os</p><p>estados, o DF e os municípios, assinale a opção correta.</p><p>a) A fiscalização pelo sistema de controle interno do município será exercida pelo</p><p>Poder Legislativo municipal.</p><p>b) No tocante à autonomia, a legislação acerca de regras gerais de licitação é</p><p>estabelecida pelos estados-membros e deverá ser observada em processos de</p><p>auditoria interna nos órgãos municipais.</p><p>c) A auditoria de controle da câmara municipal, mediante controle externo, é</p><p>exercida com o auxílio dos TCs do estado ou do município.</p><p>d) A autonomia administrativa constitucionalmente estabelecida permite que os</p><p>estados ou os municípios criem órgãos de contas municipais.</p><p>e) O município deve prestar contas acerca da arrecadação dos tributos, exceto, em</p><p>razão da autonomia administrativa, no que se refere à aplicação de tais rendas nas</p><p>questões de interesse local.</p><p>Comentário: a questão exige conhecimento das normas constitucionais</p><p>referentes ao controle da Administração Pública.</p><p>a) ERRADA. O controle interno é aquele exercido por órgão pertencente à</p><p>mesma estrutura organizacional da unidade controlada. Para os municípios, a</p><p>Constituição prevê expressamente o seguinte (art. 31, caput, CRFB/88):</p><p>Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal,</p><p>mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder</p><p>Executivo Municipal, na forma da lei.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 49</p><p>§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos</p><p>Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de</p><p>Contas dos Municípios, onde houver.</p><p>§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito</p><p>deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos</p><p>membros da Câmara Municipal.</p><p>§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à</p><p>disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá</p><p>questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.</p><p>§ 4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.</p><p>Desse modo, a alternativa se equivoca ao dizer que a fiscalização pelos</p><p>sistemas de controle interno ocorrerá pelo Poder Legislativo Municipal, uma</p><p>vez que a Constituição atribui essa fiscalização ao Poder Executivo Municipal.</p><p>b) ERRADA. A competência para legislar sobre normas gerais de licitação</p><p>e contratação é privativa da União (art. 22, XXVII, CRFB/88).</p><p>c) CERTA. O controle externo da Câmara Municipal é exercido com auxílio</p><p>dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município (art. 31, §1º, CRFB/88).</p><p>d) ERRADA. É vedada a criação de Tribunais , Conselhos ou órgãos de</p><p>Contas Municipais (art. 31, §4º, CRFB/88).</p><p>e) ERRADA. O município detém competência para aplicar suas rendas ,</p><p>sem prejuízo da obr igatoriedade de prestar contas (art. 30, III, CRFB/88).</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>8. (Cespe – TCE/PB 2018) Representantes do TCU, em auditoria de</p><p>procedimento licitatório promovido por uma autarquia federal, após constatarem a</p><p>existência de ilegalidades que atentavam contra a economicidade, conseguiram</p><p>apontar os responsáveis por dano ao erário, depois de esgotadas todas as fases</p><p>instrutórias. Todo o procedimento observou os princípios da ampla defesa e do</p><p>contraditório. Nessa situação hipotética, o TCU</p><p>a) poderá aplicar apenas multa proporcional ao dano ao erário, visto que as demais</p><p>cominações e sanções previstas extrapolam a sua competência constitucional.</p><p>b) poderá apenas assinar prazo para que a autarquia adote, em relação aos</p><p>responsáveis, as providências necessárias para o ressarcimento ao erário e as</p><p>demais punições cabíveis.</p><p>c) deverá comunicar o fato ao Congresso Nacional para que esse órgão, exercendo</p><p>a sua competência, suste a execução do processo licitatório.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 49</p><p>d) está desobrigado de prestar informações ao Congresso Nacional acerca do</p><p>resultado apurado na fiscalização, em razão de sua competência funcional.</p><p>e) tem competência para aplicar aos responsáveis pelo dano ao erário as sanções</p><p>previstas em lei em razão das ilegalidades apuradas.</p><p>Comentário: a questão versa sobre competências do Tribunal de Contas</p><p>da União, dispostas no art. 71 da CRFB/88.</p><p>Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o</p><p>auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:</p><p>(...)</p><p>VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional , por qualquer de</p><p>suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil,</p><p>financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e</p><p>inspeções realizadas;</p><p>VIII - aplicar aos responsáveis , em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade</p><p>de contas, as sanções previstas em lei , que estabelecerá, entre outras cominações,</p><p>multa proporcional ao dano causado ao erário;</p><p>IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias</p><p>ao exato cumprimento da lei , se verificada ilegalidade;</p><p>X - sustar , se não atendido, a execução do ato impugnado , comunicando a decisão</p><p>à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;</p><p>a) ERRADA. O Tribunal de Contas da União detém competência para</p><p>aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade</p><p>de contas, as sanções previstas em lei (art. 71, VIII, CRFB/88). As sanções não</p><p>se resumem à multa. Por exemplo, o TCU pode, a título de sanção, inabilitar os</p><p>responsáveis para o exercício de cargo em comissão na Administração</p><p>Pública Federal.</p><p>b) ERRADA. Embora o Tribunal de Contas da União possa assinar prazo</p><p>para que a entidade adote providências necessárias ao exato cumprimento da</p><p>lei (art. 71, IX, CRFB/88), também detém competência para aplicar sanções ,</p><p>conforme comentário à alternativa “a”.</p><p>c) ERRADA. A Corte de Contas pode, ela própria, sustar a execução do</p><p>ato impugnado (art. 71, X, CRFB/88), não sendo necessária a comunicação do</p><p>fato ao Congresso Nacional para que realize a sustação. A comunicação, no</p><p>caso, apenas seria necessária na hipótese de ser um contrato, e não um ato, o</p><p>objeto da impugnação. A sustação de contratos cabe, em primeira instância,</p><p>ao Congresso Nacional, sendo que o TCU apenas pode atuar se o Congresso</p><p>não adotar as medidas cabíveis no prazo de 90 dias.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 49</p><p>d) ERRADA. O Tribunal de Contas da União deve prestar as informações</p><p>solicitadas pelo Congresso Nacional sobre a fiscalização e sobre resultados de</p><p>auditorias e inspeções (art. 71, VII, CRFB/88).</p><p>e) CERTA. Ver comentário à alternativa “a”.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>AGENTES PÚBLICOS</p><p>9. (Cespe – TCE/PB 2018) De acordo com o regime constitucional brasileiro, as</p><p>denominadas funções de confiança devem ser exercidas</p><p>a) de forma exclusiva por servidor ocupante de cargo</p><p>efetivo, e destinam-se apenas</p><p>às atribuições de direção, chefia e assessoramento.</p><p>b) por servidor aposentado que retorne ao serviço público para exercer qualquer</p><p>atividade diversa daquela em que tenha se dado a aposentadoria.</p><p>c) somente por quem não possua cargo efetivo, nos limites fixados na legislação, e</p><p>se destinam apenas à atividade meio.</p><p>d) por qualquer cidadão, salvo se forem destinadas a atividades de direção ou</p><p>assessoramento jurídico.</p><p>e) por pessoa natural, com ou sem vínculo com o poder público, e destinam-se a</p><p>qualquer atividade — meio ou fim — realizada na administração pública.</p><p>Comentário: a questão exige conhecimento do art. 37, V, da CRFB/88:</p><p>Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,</p><p>dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de</p><p>legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao</p><p>seguinte:</p><p>(...)</p><p>V - as funções de confiança , exercidas exclusivamente por servidores ocupantes</p><p>de cargo efetivo , e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de</p><p>carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se</p><p>apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.</p><p>Nesse contexto, as funções de confiança são exclusivas dos servidores</p><p>ocupantes de cargo efetivo e destinam-se apenas às atribuições de direção ,</p><p>chefia e assessoramento . Desse modo, está correta a alternativa “a” e estão</p><p>incorretas as demais alternativas.</p><p>Gabarito: alternativa “a”</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 49</p><p>10. (Cespe – TCE/PB 2018) A respeito da remuneração dos servidores, assinale a</p><p>opção correta:</p><p>a) O servidor público tem direito ao recebimento de remuneração pelo trabalho</p><p>noturno em valor superior ao do diurno.</p><p>b) Em razão do princípio da isonomia, é incabível, no serviço público, a aplicação de</p><p>incentivos específicos para a proteção do mercado de trabalho da mulher.</p><p>c) O servidor público tem direito ao recebimento do décimo terceiro salário com o</p><p>acréscimo de um terço à remuneração normal.</p><p>d) Os secretários estaduais e municipais são remunerados por subsídios acrescidos</p><p>de gratificação pessoal.</p><p>e) Durante todo o tempo em que durar o trabalho no serviço público, o órgão</p><p>responsável pelos pagamentos deverá efetuar o recolhimento de FGTS do servidor.</p><p>Comentário: O art. 39, §3º, da CRFB/88 elenca os direitos previstos no art.</p><p>7º da Constituição que se aplicam também aos servidores públicos.</p><p>§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV,</p><p>VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei</p><p>estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o</p><p>exigir.</p><p>Diante disso, vamos analisar as afirmativas.</p><p>a) CERTA. É garantida aos servidores públicos a remuneração do</p><p>trabalho noturno superior ao diurno (art. 7º, IX, CRFB/88).</p><p>b) ERRADA. A proteção do mercado de trabalho da mulher , mediante</p><p>incentivos específicos, é direito dos servidores públicos (art. 7º, XX, CRFB/88).</p><p>c) ERRADA. O servidor público tem direito ao décimo terceiro salário</p><p>(art. 7º, VIII, CRFB/88). Contudo, este benefício se dá com base na</p><p>remuneração integral , e não mediante acréscimo de um terço à remuneração</p><p>normal.</p><p>d) ERRADA. Os secretários estaduais e municipais são remunerados</p><p>exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de</p><p>qualquer gratificação , adicional, abono, prêmio, verba de representação ou</p><p>outra espécie remuneratória (art. 39, §4º, CRFB/88).</p><p>e) ERRADA. O fundo de garantia do tempo de serviço (art. 7º, III, CRFB/88)</p><p>não está elencado entre os direitos dos trabalhadores que se aplicam aos</p><p>servidores públicos.</p><p>Gabarito: alternativa “a”</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 49</p><p>11. (Cespe – TCE/PB 2018) À luz da legislação específica pertinente aos RPPSs,</p><p>julgue os itens a seguir.</p><p>I - A Emenda Constitucional n.º 41/2003 prevê a possibilidade de aposentadoria do</p><p>servidor aos cinquenta e três anos de idade sem prejuízo do valor dos proventos.</p><p>II - É vedada, sem ressalva, a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a</p><p>concessão de aposentadorias.</p><p>III - É vedada a percepção de mais de uma aposentadoria por RPPS, ressalvadas as</p><p>aposentadorias oriundas de cargos acumuláveis.</p><p>IV - É imprescindível o exercício de vinte e cinco anos de serviço público para</p><p>aposentadoria com fundamento na Emenda Constitucional n.º 47/2005. Estão certos</p><p>apenas os itens</p><p>a I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) III e IV.</p><p>d) I, II e IV.</p><p>e) II, III e IV</p><p>Comentário: Trata-se de uma questão atípica, que aborda tópicos</p><p>geralmente não explorados nas provas. Vejamos:</p><p>I – ERRADA. A Emenda Constitucional nº 41/2003 promoveu uma reforma</p><p>no sistema previdenciário. A emenda previu, dentre as regras de transição, a</p><p>possibilidade de aposentadoria, aos 53 anos , especificamente ao servidor</p><p>público que tenha ingressado em cargo efetivo até a data da publicação da</p><p>Emenda Constitucional nº 20/1998 . Nesse caso, os proventos de inatividade</p><p>seriam reduzidos para cada ano antecipado em relação aos limites de idade</p><p>previstos na Constituição Federal. Eis o teor da referida regra de transição:</p><p>Art. 2º Observado o disposto no art. 4º da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de</p><p>dezembro de 1998, é assegurado o direito de opção pela aposentadoria voluntária</p><p>com proventos calculados de acordo com o art. 40, §§ 3º e 17, da Constituição</p><p>Federal, àquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na</p><p>Administração Pública direta, autárquica e fundacional, até a data de publicação</p><p>daquela Emenda, quando o servidor, cumulativamente:</p><p>I - tiver cinqüenta e três anos de idade , se homem, e quarenta e oito anos de idade,</p><p>se mulher;</p><p>II - tiver cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria;</p><p>III - contar tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de:</p><p>a) trinta e cinco anos, se homem, e trinta anos, se mulher; e</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 49</p><p>b) um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tempo que, na</p><p>data de publicação daquela Emenda, faltaria para atingir o limite de tempo constante</p><p>da alínea a deste inciso.</p><p>§ 1 º O servidor de que trata este artigo que cumprir as exigências para aposentadoria</p><p>na forma do caput terá os seus proventos de inatividade reduzidos para cada ano</p><p>antecipado em relação aos limites de idade estabelecidos pelo art. 40, § 1º, I II, a,</p><p>e § 5º da Constituição Federal , na seguinte proporção:</p><p>I - três inteiros e cinco décimos por cento, para aquele que completar as exigências</p><p>para aposentadoria na forma do caput até 31 de dezembro de 2005;</p><p>II - cinco por cento, para aquele que completar as exigências para aposentadoria na</p><p>forma do caput a partir de 1º de janeiro de 2006.</p><p>Perceba que esta é uma regra de transição , de modo que está presente</p><p>apenas no texto da EC 41/2003, ou seja, não foi incluída na Constituição.</p><p>II – ERRADA. A Constituição veda a adoção de requisitos diferenciados</p><p>para concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime próprio de</p><p>previdência social (art. 39, §4º, da CRFB/88). Contudo, existem exceções, como</p><p>se vê a seguir.</p><p>§ 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de</p><p>aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos</p><p>termos definidos em leis complementares , os casos de servidores:</p><p>I portadores de deficiência;</p><p>II que exerçam atividades de risco;</p><p>III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde</p><p>ou a integridade física.</p><p>III – CERTA. É vedada a percepção de mais de uma aposentadoria pelo</p><p>regime próprio de previdência, à exceção das aposentadorias decorrentes de</p><p>cargos acumuláveis (art. 40, §6º, CRFB/88).</p><p>IV – CERTA. A Emenda Constitucional nº 47/2005 também alterou as</p><p>normas do sistema previdenciário. Dentre as regras de transição , restou</p><p>prevista a possibilidade de aposentadoria do servidor que tenha ingressado no</p><p>serviço público até 16/12/1998, com proventos integrais, desde que satisfeitos</p><p>alguns requisitos, dentre eles o de 25 anos de efetivo exercício no serviço</p><p>público , quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a</p><p>aposentadoria. Eis o teor da Emenda:</p><p>Art. 3º Ressalvado o direito de opção à aposentadoria pelas normas estabelecidas</p><p>pelo art. 40 da Constituição Federal ou pelas regras estabelecidas pelos arts. 2º e 6º</p><p>da Emenda Constitucional nº 41, de 2003, o servidor da União, dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 49</p><p>ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998 poderá aposentar-se</p><p>com proventos integrais, desde que preencha, cumulativamente, as seguintes</p><p>condições :</p><p>I trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se</p><p>mulher;</p><p>II vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público, quinze anos de carreira e</p><p>cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria;</p><p>III idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1º, inciso</p><p>III, alínea "a", da Constituição Federal, de um ano de idade para cada ano de</p><p>contribuição que exceder a condição prevista no inciso I do caput deste artigo.</p><p>Parágrafo único. Aplica-se ao valor dos proventos de aposentadorias concedidas com</p><p>base neste artigo o disposto no art. 7º da Emenda Constitucional nº 41, de 2003,</p><p>observando-se igual critério de revisão às pensões derivadas dos proventos de</p><p>servidores falecidos que tenham se aposentado em conformidade com este artigo.</p><p>Gabarito: alternativa “c”</p><p>12. (Cespe – TCE/PB 2018) No cálculo dos proventos de aposentadoria dos</p><p>servidores que tenham ingressado no serviço público a partir da data de</p><p>promulgação da Emenda Constitucional n.º 41/2003, terá de ser observada a</p><p>a) limitação mínima do salário de contribuição no mesmo valor fixado para o RGPS.</p><p>b) atualização dos proventos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se</p><p>modificar a remuneração dos servidores em atividade.</p><p>c) totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a</p><p>aposentadoria.</p><p>d) média aritmética simples das maiores contribuições, correspondentes a todo o</p><p>período contributivo.</p><p>e) atualização das remunerações consideradas no cálculo inicial dos proventos, mês</p><p>a mês, no mesmo índice fixado para o RGPS.</p><p>Comentário:</p><p>a) ERRADA. A Emenda Constitucional nº 41/2003 foi regulamentada pela</p><p>Lei 10.887/2004, que prevê o seguinte:</p><p>§ 4o Para os fins deste artigo, as remunerações consideradas no cálculo da</p><p>aposentadoria, atualizadas na forma do § 1o deste artigo, não poderão ser:</p><p>I - inferiores ao valor do salário-mínimo;</p><p>II - superiores ao limite máximo do salário-de-contribuição, quanto aos meses em que</p><p>o servidor esteve vinculado ao regime geral de previdência social.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 49</p><p>Desse modo , as remunerações consideradas no cálculo da aposentadoria</p><p>devem observa r, como limite mínimo , o salário-mínimo. Portanto, a limitação</p><p>mínima não é o valor do salário de contribuição fixado para o RGPS.</p><p>b) ERRADA. A Emenda Constitucional nº 20/1998 previu a paridade entre</p><p>os ativos e inativos, de modo que sempre que se modificasse a remuneração</p><p>do servidor em atividade, também deveria haver mudança nos proventos dos</p><p>aposentados.</p><p>Contudo, a Emenda Constitucional nº 41/2003, alterou essa sistemática e</p><p>extinguiu o direito à paridade , passando a prever apenas que é assegurado o</p><p>reajuste dos benefícios de previdência social para preservar o seu valor real.</p><p>Esta é a redação vigente do art. 40, §8º, CRFB/88:</p><p>§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter</p><p>permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em lei.</p><p>Assim, os servidores que ingressaram no serviço público a partir da</p><p>Emenda Constitucional nº 41/2003 não fazem jus ao reajuste dos proventos de</p><p>aposentadoria conforme a regra da paridade.</p><p>c) ERRADA. A Emenda Constitucional nº 41/2003 determina que o cálculo</p><p>da aposentadoria seja feito de acordo com as remunerações utilizadas como</p><p>base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência social (e</p><p>não com base na totalidade da remuneração do servidor no cargo em que se</p><p>deu a aposentadoria).</p><p>Esta é a norma do art. 40, §3º, CRFB/88:</p><p>§3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão,</p><p>serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições</p><p>do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 201, na</p><p>forma da lei.</p><p>d) ERRADA. O art. 1º da Lei 10.887/2004, que regulamenta a Emenda</p><p>Constitucional nº 41/2004, prevê que deve ser considerada a média aritmética</p><p>simples das maiores remunerações, correspondentes a 80% de todo período</p><p>contributivo .</p><p>e) CERTA. A alternativa está em conformidade com o art. 1º, §1º, da Lei</p><p>10.887/2004, que prevê o seguinte:</p><p>§ 1o As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão os</p><p>seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice</p><p>fixado para a atualização dos salários-de-contribuição considerados no cálculo dos</p><p>benefícios do regime geral de previdência social.</p><p>Gabarito: alternativa “e”</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p><p>Autor: Prof. Erick Alves</p><p>Prof. Erick Alves www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 49</p><p>LICITAÇÕES</p><p>13. (Cespe – TCE/PB 2018) Se um órgão da administração pública tiver de</p><p>adquirir determinado item de material de consumo e pretender fazê-lo mediante</p><p>licitação pelo SRP, a vigência máxima da ata de registro de preços a ser assinada</p><p>com o licitante vencedor será de</p><p>a) um ano.</p><p>b) dois anos.</p><p>c) três anos.</p><p>d) quatro anos.</p><p>e) cinco anos.</p><p>Comentário: O Sistema de Registro de Preços (SRP) é um conjunto de</p><p>procedimentos para a formação de um “banco de dados” de preços e</p><p>fornecedores, a ser registrado em uma ata, denominada ata de registro de</p><p>preços , com característica de compromisso para futura contratação.</p><p>Dispõe o art. 15, §3º, da Lei 8.666/93:</p><p>§ 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto, atendidas as</p><p>peculiaridades regionais, observadas as seguintes condições:</p><p>I - seleção feita mediante concorrência;</p><p>II - estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados;</p><p>III - validade do registro não superior a um ano.</p><p>A validade do registro de preços é limitada a um ano . Portanto, o gabarito</p><p>é a alternativa “a”.</p><p>Gabarito: alternativa “a”</p><p>14. (Cespe – TCE/PB 2018) Nas licitações públicas, de acordo com o princípio do</p><p>julgamento objetivo,</p><p>a) comprovado o melhor interesse da administração, os critérios de julgamento</p><p>poderão incluir fatores subjetivos.</p><p>b) concluído o procedimento, a administração estará impedida de atribuir o objeto da</p><p>licitação a outrem que não o licitante vencedor.</p><p>c) o julgamento do certame deve nortear-se pelo critério previamente fixado no</p><p>instrumento convocatório, observadas todas as normas a seu respeito.</p><p>d) a administração poderá cobrar do licitante qualquer qualificação, ainda que não</p><p>inserida no edital, desde que a exigência tenha nexo relacional com o objeto da</p><p>contratação.</p><p>Direito Administrativo ʹ CESPE (versão 2018)</p><p>Questões Comentadas</p>

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