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<p>Pincel Atômico - 22/10/2024 21:58:50 1/4</p><p>ANA PAULA ESTEVAM</p><p>DA CRUZ</p><p>Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 12 (21590)</p><p>Atividade finalizada em 21/10/2024 20:50:04 (2433307 / 1)</p><p>LEGENDA</p><p>Resposta correta na questão</p><p># Resposta correta - Questão Anulada</p><p>X Resposta selecionada pelo Aluno</p><p>Disciplina:</p><p>PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [1159048] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos</p><p>[capítulos - 6]</p><p>Turma:</p><p>Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A210624 [129741]</p><p>Aluno(a):</p><p>91619414 - ANA PAULA ESTEVAM DA CRUZ - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 1,67 pontos como nota</p><p>[359297_1330</p><p>58]</p><p>Questão</p><p>001</p><p>(Enade 2005)</p><p>O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e</p><p>talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação no centro,</p><p>cercados por balaustradas baixíssimas. (...) A Biblioteca existe ad eterno. Dessa</p><p>verdade, cujo corolário imediato é a eternidade futura do mundo, nenhuma mente</p><p>razoável pode duvidar. (...) Em alguma estante de algum hexágono (raciocinaram os</p><p>homens) deve existir um livro que seja a cifra e o compêndio perfeito de todos os</p><p>demais: algum bibliotecário o consultou e é análogo a um deus.</p><p>(Jorge Lu��s Borges, “A biblioteca de Babel”, Ficções)</p><p>Associe a gravura abaixo ao texto de Borges, transcrito acima.</p><p>O espaço descrito no texto e o espaço representado na gravura têm em comum</p><p>a rejeição do irreal e o engajamento político.</p><p>o efeito de claro-escuro e o sentimento da natureza.</p><p>a emotividade e a negação da simetria.</p><p>X a fantasia intelectual e a composição geométrica.</p><p>a vida idealizada e o sentimento do provisório.</p><p>Pincel Atômico - 22/10/2024 21:58:50 2/4</p><p>[359298_1321</p><p>06]</p><p>Questão</p><p>002</p><p>O interesse pela pragmática não apresenta um simples interesse por nova vertente. Ao</p><p>invés, reside no fato de a Teoria do efeito dizer que as significações produzíveis a</p><p>partir de um enunciado verbal devem ser investigadas em função basicamente das</p><p>repercussões, respostas ou reações de quem dela se aproxima. Fica então relegada a</p><p>um plano menor qualquer metodologia pronta para o exame do texto, pautada na</p><p>distância temporal que separa a escrita da crítica do ato de leitura, para se dar lugar a</p><p>um tipo de preocupação teórica que quer entender o próprio processo de leitura no</p><p>tempo em que ela se faz. Dessa diferença de perspectiva, justifica-se ainda a</p><p>nomenclatura teoria do efeito, adequada a uma reflexão que quer dar conta da obra na</p><p>relação intersubjetiva que esta estabelece com o leitor, ou seja, nos atos de</p><p>comunicação ocorridos neste processo. (BORBA, Maria Antonieta Jordão de Oliveira.</p><p>In: Tópicos de Teoria para a investigação do discurso literário. Rio de Janeiro: 7 Letras,</p><p>2004, p.138</p><p>Segundo o trecho de Borba, a Teoria do Efeito estético preocupa-se com</p><p>em como o texto repercute no mercado literário.</p><p>com a estrutura dos textos literários.</p><p>em como o texto repercute nos leitores.</p><p>X a recepção dos textos literários pelos leitores.</p><p>com a recepção do texto no mercado literário.</p><p>[359297_1330</p><p>57]</p><p>Questão</p><p>003</p><p>(Enade 2005) O texto abaixo, de Antonio Candido, exemplifica o trabalho do crítico.</p><p>Em Gonçalves Dias, sentimos que o espírito pesa as palavras, em Castro Alves, que</p><p>as palavras arrastam o espírito na sua força incontida. Situado não apenas</p><p>cronologicamente entre ambos, Álvares de Azevedo é um misto dos dois processos.</p><p>Na melhor parte de sua obra, as palavras se ordenam com medida, indicando que a</p><p>emoção logrou realizar-se pelo encontro da expressão justa. Infelizmente, porém, (...)</p><p>se na sua obra propriamente lírica existe não raro uma serena contenção, a que lhe</p><p>deu fama e definiu a sua maneira própria se caracteriza pela tendência à digressão e à</p><p>prodigalidade verbal, que o tornaram, com o passar do tempo, o poeta desacreditado</p><p>de nossos dias.</p><p>(Formação da literatura brasileira: momentos decisivos)</p><p>Considere as afirmações que seguem:</p><p>I. a crítica implica uma valoração, resultante das relações que o crítico estabelece</p><p>entre os elementos constitutivos da obra analisada e a série literária.</p><p>II. em cada situação específica, a crítica incide na análise independente de um dos três</p><p>aspectos do fenômeno literário: ou o produtor, ou a obra, ou o público.</p><p>III. é tarefa do crítico prescrever leituras que, ao suprirem certas necessidades do ser</p><p>humano, atendam às expectativas do público.</p><p>Confirma-se no texto de Antonio Candido o que se declara corretamente sobre a crítica</p><p>APENAS em</p><p>II e III.</p><p>I e II.</p><p>II.</p><p>X I.</p><p>III.</p><p>Pincel Atômico - 22/10/2024 21:58:50 3/4</p><p>[359297_1330</p><p>61]</p><p>Questão</p><p>004</p><p>(CESPE / CEBRASPE - 2018 - IFF)</p><p>O texto a seguir é um trecho de uma entrevista concedida por Janet M. Paterson à</p><p>revista Aletria.</p><p>Aletria — Vários críticos, tais como Lacan, Derrida, Levinas, Deleuze, Lévi-Strauss,</p><p>Bhabha e Spivak, têm discutido a questão da alteridade e as implicações das</p><p>teorizações baseadas nas percepções do outro. Quais são as bases teóricas de sua</p><p>pesquisa sobre figurações da alteridade?</p><p>Janet M. Paterson — O trabalho do sociossemioticista francês Eric Landowski</p><p>forneceu o arcabouço conceitual de meu livro. Em Présences de l’Autre: essais de</p><p>socio-sémiotique, Landowski estuda casos reais de alteridade em Paris, tais como os</p><p>moradores de rua ou os artistas da região do Centre Pompidou. Isso lhe permitiu</p><p>elaborar uma metodologia extremamente requintada e precisa que me pareceu muito</p><p>útil. Mencionarei alguns de seus principais conceitos: a distinção entre diferença e</p><p>alteridade (distinção que permite a Landowski conceituar alteridade); a necessidade de</p><p>um grupo de referência (um grupo social dominante) para a existência de qualquer</p><p>forma de alteridade; e a complexidade dos vários tipos de relações estabelecidas com</p><p>o outro. Acima de tudo, eu era continuamente lembrada de que na literatura, assim</p><p>como na sociedade, a alteridade é sempre uma construção.</p><p>Na teoria literária, a emergência da noção de alteridade vincula-se teoricamente de</p><p>modo mais expressivo aos textos produzidos no</p><p>período da belle époque.</p><p>âmbito das vanguardas históricas.</p><p>contexto da crítica marxista.</p><p>X contexto da pós-modernidade.</p><p>contexto pré-romântico.</p><p>[359297_1330</p><p>55]</p><p>Questão</p><p>005</p><p>(CESPE / CEBRASPE - 2018 - IFF - Professor - Letras/Espanhol)</p><p>O séc. XX instaura um corte na episteme do século que o antecede ao modificar</p><p>radicalmente o rumo dos estudos literários. Em vez da concepção de literatura como</p><p>epifenômeno social ou como ramo de uma ciência hegemônica da qual todas as outras</p><p>disciplinas derivassem, ou, ainda, como projeção narcísica do sujeito fruidor, dá-se</p><p>ênfase agora à produção do discurso e às diferenciações discursivas e, em</p><p>consequência, às indagações acerca da especificidade da literatura e da relação que</p><p>esta mantém com a “realidade”, em contraposição a outras modalidades de discurso.</p><p>Nesse contexto, surgem duas linhas de abordagem do literário, conforme a orientação</p><p>teórica que as caracteriza predominantemente: as abordagens de cunho</p><p>prevalentemente linguístico e as de cunho prevalentemente cultural, como as distingue</p><p>Luiz Costa Lima, sem, contudo, deixar de assinalar os traços comuns que as</p><p>correlacionam.</p><p>(Sônia Lúcia Ramalho de Farias Graphos v 10, n º 2 João Pessoa, dez /2008 (com</p><p>adaptações).</p><p>A abordagem literária de cunho prevalentemente cultural mencionada no texto inclui</p><p>o new criticism.</p><p>X a crítica marxista.</p><p>o estruturalismo.</p><p>a estilística.</p><p>o formalismo russo.</p><p>[359297_1321</p><p>07]</p><p>Questão</p><p>006</p><p>Jean Paul Sartre vê o leitor como um coautor do texto literário porque</p><p>Pincel Atômico - 22/10/2024 21:58:50 4/4</p><p>durante o movimento de leitura preenche as lacunas do texto num processo contínuo</p><p>de coprodução leitor-leitor.</p><p>durante o movimento de leitura faz anotações marginais num processo contínuo de</p><p>coprodução autor-leitor.</p><p>X</p><p>durante o movimento de leitura ele prevê, entrevê, constrói e reconstruí o que lê num</p><p>processo contínuo de coprodução autor-leitor.</p><p>durante o movimento de leitura reescreve o texto num processo</p><p>contínuo de</p><p>coprodução autor-leitor.</p><p>durante o movimento de leitura ele prevê, entrevê, constrói e reconstruí o que lê num</p><p>processo contínuo de coprodução autor-autor.</p><p>[359299_1321</p><p>10]</p><p>Questão</p><p>007</p><p>O conceito leitor implícito formulado por Wolfgang Iser diz respeito a</p><p>X um leitor idealizado delineado na estrutura do texto.</p><p>um leitor empírico delineado na estrutura do texto.</p><p>um leitor idealizado delineado pelo autor do texto.</p><p>um leitor real delineado na estrutura do texto.</p><p>um leitor idealizado delineado pelo autor do texto.</p><p>[359297_1330</p><p>60]</p><p>Questão</p><p>008</p><p>Para V. Choklovisk a literatura deve produzir imagens poéticas que se diferenciem das</p><p>imagens corriqueiras. A obra de arte literária deve libertar-se do automatismo do</p><p>reconhecimento para provocar um estranhamento através da singularização da</p><p>imagem poética. Ciente disso, assinale a alternativa em que verifica uma imagem</p><p>poética:</p><p>“Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias)</p><p>X Rio de neve em fogo convertido! (Gregório de Matos)</p><p>“o amor é fogo que arde sem se ver” (Luís de Camões)</p><p>“A febre deve estar assando Nicó” (Arthur Engrácio)</p><p>“Pequenas canções me fazem feliz” (Aline Maciel)</p>