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Craque NetoCraque Neto

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<p>LÍ</p><p>N</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>P</p><p>O</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>ES</p><p>A</p><p>43</p><p>284. (CEBRASPE/CESPE – 2019) Leia o texto para responder às</p><p>questões a seguir.</p><p>Texto CB1A1-II</p><p>Se aceitamos que, de segunda a sexta-feira, os dias são</p><p>úteis, devemos necessariamente aceitar que sábado e domin-</p><p>go são dias inúteis. É inútil, portanto: ir ao cinema e ao tea-</p><p>tro, fazer piquenique no parque com os filhos, almoçar</p><p>com a família, tomar cerveja com os amigos, ler um livro,</p><p>passar a madrugada acordado vendo séries.</p><p>De fato, todas as atividades supracitadas são inúteis se</p><p>medidas pela régua da produtividade. Claro que se podem</p><p>defender filmes, séries, peças e livros afirmando-se que o enri-</p><p>quecimento cultural faz de você um melhor profissional.</p><p>Também é possível defender o piquenique com os filhos</p><p>ou a cerveja com os amigos afirmando-se que pessoas que</p><p>cultivam laços familiares e sociais são mais estáveis, segu-</p><p>ras e resilientes no trabalho. Mas a lógica que avalia as expe-</p><p>riências culturais e as relações afetivas por seus incrementos à</p><p>carreira, que justifica a própria felicidade por sua contrapartida</p><p>laboral, é a lógica dos que batizaram os “dias úteis”. Prefiro ten-</p><p>tar encontrar o que há de útil no supostamente inútil a enxer-</p><p>gar o que há de inútil no útil.</p><p>Embora o senhor ou a senhora certamente discordem,</p><p>são absolutamente inúteis. Não se ofendam, eu também</p><p>sou. Daqui a cinquenta, cem, mil, dez mil anos, ninguém vai se</p><p>lembrar de nós. Talvez, inclusive, porque, daqui a cinquenta,</p><p>cem, mil, dez mil anos, já não haja mais ninguém aqui para se</p><p>lembrar de coisa alguma, pois a humanidade pode já ter se</p><p>extinguido. A humanidade, aliás, também é inútil.</p><p>Às vezes eu penso no cara que inventou o aramezinho de</p><p>fechar pacote de pão. Imagino-o esbaforido pelos corredores</p><p>de uma de suas fábricas, dizendo para a secretária ligar</p><p>para a sua esposa e avisar que não volta para jantar, tem uma</p><p>reunião crucial para seu império de aramezinho de fechar pão.</p><p>Um gênio ele devia se achar. E cada um de nós tem seu ara-</p><p>mezinho de fechar pão e se dedica de segunda a sexta a essa</p><p>missão tão crucial e inútil para o futuro do cosmos.</p><p>Antonio Prata. O araminho de fechar pão. Internet: (com adaptações).</p><p>Ao afirmar que são inúteis as atividades apresentadas no tre-</p><p>cho “ir ao cinema (...) vendo séries”, o autor do texto sugere que</p><p>elas não devem ser realizadas de segunda a sexta-feira.</p><p>( ) CERTO  ( ) ERRADO</p><p>285. (CEBRASPE/CESPE – 2019) O texto apresenta o trecho “pes-</p><p>soas que cultivam laços familiares e sociais são mais estáveis,</p><p>seguras e resilientes no trabalho” como possível argumento</p><p>para a defesa da utilidade do piquenique com os filhos e da</p><p>cerveja com os amigos.</p><p>( ) CERTO  ( ) ERRADO</p><p>286. (CEBRASPE/CESPE – 2019) O autor afirma explicitamente no</p><p>texto ser contrário à lógica segundo a qual experiências cultu-</p><p>rais e relações afetivas somente são úteis quando resultam em</p><p>contrapartida laboral.</p><p>( ) CERTO  ( ) ERRADO</p><p>287. (CEBRASPE/CESPE – 2019) A respeito dos sentidos e dos</p><p>aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se</p><p>segue.</p><p>O autor empregou a expressão “absolutamente inúteis” em</p><p>referência ao conceito de dias úteis, visando criticá-lo.</p><p>( ) CERTO  ( ) ERRADO</p><p>288. (CEBRASPE/CESPE – 2019).A respeito dos sentidos e dos</p><p>aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se</p><p>segue.</p><p>O nível de formalidade do texto seria alterado caso a expressão</p><p>“faz de você” fosse substituída por lhe tornam, mas os sentidos</p><p>originais e a correção gramatical do texto seriam mantidos.</p><p>( ) CERTO  ( ) ERRADO</p><p>289. (CEBRASPE/CESPE – 2019)</p><p>Texto 1A1-I</p><p>O astrônomo lê o céu, lê a epopeia das estrelas. Ora, direis,</p><p>ouvir e ler estrelas. Que histórias sublimes, suculentas, na</p><p>Via Láctea. O físico lê o caos. Que epopeias o geógrafo lê nas</p><p>camadas acumuladas em um simples terreno. Um desfile de</p><p>Carnaval, por exemplo, é um texto. Por isso se fala de “sam-</p><p>ba-enredo”: a disposição das alas, as fantasias, a bateria, a</p><p>comissão de frente são formas narrativas.</p><p>Uma partida de futebol é uma forma narrativa. Saber ler</p><p>uma partida — esse é o mérito do locutor esportivo, na ver-</p><p>dade, um leitor esportivo. Ele, como o técnico, vê coisas no</p><p>texto em jogo que, só depois de lidas por ele, por nós são per-</p><p>cebidas. Ler, então, é um jogo, uma disputa, uma conquista de</p><p>significados.</p><p>Estamos com vários problemas de leitura hoje. Construí-</p><p>mos aparelhos aprimoradíssimos que sabem ler. Leem-nos, às</p><p>vezes, melhor que nós mesmos. Vi na fazenda de um amigo</p><p>aparelhos eletrônicos que, ao tirarem leite da vaca, são capazes</p><p>de ler tudo sobre a qualidade do leite, da vaca, e até (imagino)</p><p>ler o pensamento de quem está assistindo à cena. Aparelhos</p><p>complexos leem o mundo e nos dão recados. A natureza está</p><p>dizendo que a água, além de infecta, está acabando. Lemos a</p><p>notícia e postergamos a tragédia para nossos netos. É preciso</p><p>ler, interpretar e fazer alguma coisa com a interpretação.</p><p>Affonso Romano de Sant’Anna. Ler o mundo. São Paulo: Global, 2011, p. 8-9</p><p>(com adaptações).</p><p>A noção de leitura abordada ao longo do texto 1A1-I aproxima-</p><p>-se, sobretudo, daquela de</p><p>a) entendimento de estruturas gramaticais.</p><p>b) interpretação de objetos e processos.</p><p>c) domínio da linguagem verbal.</p><p>d) atuação na realidade social.</p><p>e) construção de conceitos e teorias.</p><p>290. (CEBRASPE/CESPE – 2019) No texto 1A1-I, ao supor que os</p><p>aparelhos de ordenha de vacas estão aptos a ler o pensamento</p><p>das pessoas presentes durante o processo, o autor sugere que</p><p>esses aparelhos</p><p>a) captam informações do ambiente.</p><p>b) registram as conversas dos usuários.</p><p>c) são instrumentos de espionagem industrial.</p><p>d) são os mais inovadores do mundo.</p><p>e) são extremamente sofisticados.</p><p>291. (CEBRASPE/CESPE – 2019)</p><p>Disponível em: http://ensvrinconlealnuevedos2014.blogspot.com.br. Acesso</p><p>em: nov. 2016.</p><p>https://www.instagram.com/zeusebooks/</p>

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