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DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM I AULA 07: OXIGENOTERAPIA TRAQUEOSTOMIA ASPIRAÇÃO DE VIA AÉREAS Professora Adriana Grecio Abril / 2023 CONCEITO DE OXIGENOTERAPIA 🠶 Oxigenoterapia consiste na administração de oxigênio acima da concentração normal com o objetivo de manter a oxigenação tecidual adequada evitando ou corrigindo a hipoxemia. 🠶 A oxigenioterapia é uma intervenção destinada à administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. 🠶 Sua utilização pode ser feita através de cânula nasal, cateter nasal, máscara fácil simples com ou sem reservatório, máscara fácil (de Venturi), cânula endotraqueal, incubadora (crianças) ou HOOD (capacete). O objetivo da oxigenoterapia é corrigir a hipoxemia, através da otimização da oferta de oxigênio e, consequentemente, manter a oxigenação tecidual adequada, além de promover a diminuição da carga de trabalho cardiopulmonar através da elevação dos níveis alveolar e sanguíneo de oxigênio. PRINCIPAIS INDICAÇÕES Doença pulmonar obstrutiva crônica Fibrose pulmonar Apneia do sono Displasia broncopulmonar Síndrome respiratória aguda grave Pneunomia Taquipnéia QUANDO OFERTAR OXIGÊNIO PARA O PACIENTE? Recomenda-se o início da oxigenioterapia com fluxo de 5L/min: Alvo de spo2 ≥ 94% para pacientes com algum sinal de instabilidade clínica Alvo de spo2 ≥ 90% quando o paciente estiver estável ou Spo2 ≥ 92% para gestantes. BENEFÍCIOS DA OXIGENOTERAPIA 🠶 Indicada como um medicamento, os benefícios da oxigenoterapia para o indivíduo acometido são: Vida prolongada Maior capacidade de locomoção e de manter uma vida social Melhora do sono e qualidade de vida Melhoria da função cardíaca COMO O OXIGÊNIO PODE SER MENSURADO? Gasometria arterial: uma pequena quantidade de sangue é retirada de uma artéria (geralmente no pulso). Esse teste é muito preciso e mede a quantidade de oxigênio e dióxido de carbono no sangue. Oximetria de pulso: um dispositivo posicionado em seu dedo estima a quantidade de oxigênio no sangue. Esse teste é simples e sem dor. Geralmente é realizado em duas etapas: em repouso e durante os esforços. CONHECENDO OS DISPOSITIVOS DE OXIGENOTERAPIA TIPOS DE DISPOSITIVOS 🠶 Cateter nasal: Utilizado quando o paciente requer uma concentração baixa ou média de oxigênio. Máscara facial simples com ou sem reservatório: Utilizada para administração de oxigênio em média ou baixa quantidade, porém com grande quantidade de umidade. Incubadora (ou capacete de HOOD): Utilizado para administração de oxigênio em crianças. 🠶 Máscara facial (de Venturi): Utilizada para administração de concentrações mais precisas de oxigênio, sem considerar a profundidade ou a frequência de respiração. Materiais Necessários 🠶 Oxigênio canalizado ou em torpedo 🠶 Cateter nasal (n° 6, 8 ou 10), máscara fácil simples com ou sem reservatório ou máscara facial (de Venturi) 🠶 Cadarço (se necessário) 🠶 Manômetros: para indicar a quantidade de oxigênio no torpedo e o fluxo de saída (fluxômetro) 🠶 Luvas de procedimento 🠶 Umidificador de oxigênio 🠶 Água destilada ou solução fisiológica 0,9% para umidificação 🠶 Fonte de oxigênio 🠶 Extensor (cânula de conexão) 🠶 Gaze estéril ETAPAS PARA EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO 🠶 . Higienizar as mãos conforme recomendações da ANVISA/OMS 🠶 2. Verificar a prescrição médica sobre a oxigenioterapia 🠶 3. Reunir o material necessário para a execução da técnica 🠶 4. Orientar o paciente sobre a assistência que será prestada e as formas como ele pode colaborar 🠶 5. Preparar o ambiente e dispor os materiais em local próximo e de fácil acesso 🠶 6. Verificar as fontes de oxigênio que serão utilizadas 🠶 7. Calçar as luvas 🠶 8. Preencher o umidificador com água destilada ou SF 0,9% até o nível indicado 🠶 9. Conectar o umidificador na rede ou no torpedo de oxigênio 🠶 10. Conectar o umidificador na extensão presa ao cateter nasal ou máscara fácil 🠶 11. Liberar a saída de oxigênio de 3 a 5 litros/minuto ou conforme prescrição médica (confirmar borbulhamento dentro do umidificador e a presença de ar na extremidade da cânula) 🠶 12. Remover secreções da narina do paciente com o uso de uma gaze embebida com SF 0,9% 🠶 13. Ajustar a cânula confortavelmente nas narinas do paciente 🠶 14. Fixar o cateter se necessário 🠶 15. Posicionar o paciente confortavelmente, com a cabeceira da cama elevada (caso não tenha contraindicações) 🠶 16. Observar o estado geral do paciente 🠶 17. Deixar o ambiente limpo e em ordem 🠶 18. Tirar as luvas e higienizar as mãos conforme recomendações da ANVISA/OMS; 🠶 19. Anotar a assistência prestada nos registros de enfermagem. Pontos de atenção!!! 🠶 Avaliar as condições do quarto para garantir que esteja seguro para a administração de oxigênio (deve ser proibido fumar no local ou usar velas durante rituais religiosos) 🠶 Manter os torpedos de oxigênio na vertical, longe de aparelhos elétricos e/ou fontes de calor 🠶 Anotar no prontuário do paciente, o horário de início, a quantidade e o meio de administração da oxigenioterapia 🠶 Trocar diariamente a cânula, os umidificadores, o tubo e outros equipamentos expostos à umidade 🠶 Monitorar o funcionamento do sistema de oxigênio constantemente, observando o volume de água do umidificador e a quantidade de litros administrada por minuto 🠶 Monitorar sinais vitais, nível de consciência e sinais de hipóxia no paciente. Na presença de alterações, comunicar a enfermeira responsável pelo setor e realizar anotação nos registros de enfermagem 🠶 Se administração de oxigênio for contínua, trocar o cateter no mínimo a cada 24 horas, alternando as narinas, evitando assim ferimentos da mucosa nasala e obstrução do cateter por secreção 🠶 A máscara fácil é desconfortável para o paciente. Desse modo, deve ser retirada de duas em duas horas, deixando o paciente repousar alguns minutos antes de recoloca-la. Nesse intervalo, limpar a pele do paciente, a fim de evitar irritações e reduzir desconforto Nebulização: administração medicamentos no ar inspirado por meio de partículas de tamanhos variados que se misturam ao ar e a umidade. NEBULIZAÇÃO MATERIAIS NECESSÁRIOS 🠶 Fonte de oxigênio ou ar comprimido (preferencialmente) 🠶 Nebulizador (com máscara e intermediário de borracha ou plástico) de uso individual 🠶 Solução fisiológica 0,9% ou água destilada 🠶 Medicação prescrita 🠶 Cuba rim 🠶 Toalha de rosto 🠶 Papel toalha ETAPAS DO PROCEDIMENTO 🠶 Higienizar as mãos conforme recomendações da ANVISA/OMS 🠶 2. Verificar a prescrição médica atentando-se aos seis certos da medicação 🠶 3. Reunir o material necessário para a execução da técnica 🠶 4. Orientar o paciente sobre a assistência que será prestada e as formas como ele pode colaborar 🠶 5. Preparar o ambiente e dispor os materiais em local próximo e de fácil acesso 🠶 6. Verificar a fonte de oxigênio ou ar comprimido que será utilizado 🠶 7. Calçar as luvas 🠶 8. Colocar o paciente em posição de Fowler ou sentado na cama ou cadeira 🠶 9. Colocar o medicamento com a solução fisiológica no nebulizador 🠶 10. Ligar o fluxo de ar comprimido ou oxigênio (conforme prescrição médica) no nebulizador e observar a formação de névoa 🠶 11. Colocar uma toalha de rosto sobre o tórax do paciente 🠶 12. Orientar o paciente para que permaneça com o nebulizador cobrindo o nariz e a boca. O paciente deve respirar profundamente com a boca semiaberta 🠶 13. Regular o fluxo de oxigênio ou ar comprimido de acordo com a prescrição médica 🠶 14. Manter a nebulização até que a medicação seja consumida 🠶 15. Oferecer papel toalha e encorajar o paciente a tossir e escarrar na cuba rim (quando necessário) 🠶 16. Monitorar os sinais vitais do paciente durante a nebulização 🠶 17. Ao término da nebulização deixar o ambiente limpo e em ordem; 🠶 18. Tirar as luvas e higienizar as mãos OXIGENOTERAPIA POR MÁSCARA FACIAL MACRONEBULIZAÇÃO 🠶 Higienizar as mãos; 🠶 2) Reunir o material fazendo a identificação docopo umidificador com o nome do paciente, leito, hora, próxima troca; nome do profissional da enfermagem; 🠶 3) Paramentar-se com EPIs; 🠶 4) Apresentar-se ao usuário e/ou acompanhante e explicar o procedimento que será realizado; 🠶 5) Posicionar o usuário, se possível, colocá-lo sentado ou em posição de Fowler no leito; 🠶 6) Verificar a saturação do usuário; 🠶 7) Preencher o umidificador com água destilada, utilizando solução estéril, até o nível recomendado pelo fabricante; 🠶 1) Conectar o umidificador à rede de oxigênio através do fluxômetro; 🠶 2) Conectar a máscara ao circuito de macronebulização e esta a fonte de oxigênio umidificada; 🠶 3) Colocar a máscara sob o nariz, a boca e o queixo do usuário; 🠶 4) Puxar a faixa elástica para trás da cabeça e do pescoço e ajustá-la de forma que a máscara fique confortável a face do usuário; 🠶 5) Proteger a região auricular com gazes na região lateral da face. 🠶 6) Regular a quantidade de oxigênio em litros por minuto (L/min), conforme prescrição médica; 🠶 7) Monitorar saturação do usuário; 🠶 8) Desprezar os materiais descartáveis utilizados em locais apropriados; 🠶 9) Higienizar as mãos; 🠶 10) Realizar anotações de enfermagem no prontuário do usuário com horário, data e volume por minuto de oxigênio, assinar e carimbar. TRAQUEOSTOMIA 🠶 A traqueostomia é o procedimento cirúrgico que consiste na abertura da parede anterior da traqueia, comunicando-a com o meio externo por meio de uma cânula, possibilitando a permeabilidade da via aérea. 🠶 Tem como objetivo primário servir como alternativa artificial e segura para a passagem do ar quando existe alguma obstrução nas vias aéreas naturais do paciente. 🠶 Trata-se de um dos procedimentos mais realizados em unidades de terapia intensiva (UTI) e sua opção é vantajosa em relação à intubação orotraqueal, uma vez que: 🠶 facilita a alimentação do paciente 🠶 facilita a aspiração de secreções da traqueia, bem como a mobilização dessas secreções, trazendo maior conforto; diminui a incidência de pneumonias 🠶 facilita o desmame ventilatório; promove o retorno precoce da fala 🠶 facilita a respiração, por diminuir o espaço morto e a resistência ao fluxo aéreo. A comunicação da traqueia com o meio externo, possibilitada pela traqueostomia, permite uma redução de 10 a 50% no espaço morto anatômico. É importante ressaltar que alguns pacientes ficarão com a traqueostomia temporariamente, enquanto outros permanecerão com ela pelo resto da vida. CONHECENDO AS CÂNULAS DE TRAQUEOSTOMIA 🠶 As cânulas de traqueostomia podem ser metálicas, plásticas ou siliconadas; com ou sem cânula interna; com ou sem balonete (cuff); e fenestradas ou não. 🠶 As cânulas fenestradas possibilitam a passagem do ar por meio da cânula e das cordas vocais, permitindo a fala. 🠶 É importante a inserção de uma cânula interna sólida para a aspiração. 🠶 As cânulas contêm um mandril (guia) em seu interior, que é um pouco mais longo do que a cânula, de ponta romba, servindo como um condutor no momento da introdução na traqueia. 🠶 Com relação ao comprimento, é importante que a cânula não seja muito curta, pois pode causar lesão da parede posterior da traqueia com consequente ulceração e obstrução; nem muito longa, o que pode levar à erosão da parede anterior da traqueia e acometimento de outras estruturas anatômicas. 🠶 Já quanto ao diâmetro, a cânula deve ter aproximadamente 75% do diâmetro da traqueia (como valores aproximados, podemos ter cânula plástica n° 7 para mulheres e n° 8 para homens). 🠶 Esses valores podem se alterar conforme a anatomia do paciente, por isso durante o procedimento, caso o tamanho previsto não seja o ideal, é importante que outros tamanhos estejam facilmente acessíveis. CÂNULAS COM OU SEM BALONETE 🠶 Cânulas com cuff e sem cuff Algumas cânulas são equipadas com cuff (do inglês: punho da manga, manguito), um balonete instalado por fora da cânula que é insuflado e toma a forma da traqueia. 🠶 O balonete (cuff) é indicado quando há necessidade de vedação das vias aéreas, ou seja, quando o ar insuflado precisa de exclusividade de passagem apenas para as vias aéreas inferiores. 🠶 O cuff é indicado para pacientes que precisam respirar com ajuda de aparelhos por um tempo prolongado (tempo maior que 10 a 14 dias) e em pacientes traqueostomizados que apresentam risco de broncoaspiração. 🠶 A pressão do balonete deverá ser insuflada e aferida através do manômetro de cuff ou cuffômetro. 🠶 Quando situadas entre 25-35 mmHg ou entre 20-30 quando realizada a medida em cmH2O, são consideradas seguras para evitar lesões. 🠶 A pressão do cuff deverá ser monitorada periodicamente pelo fisioterapeuta e/ou pelo enfermeiro. 🠶 As cânulas sem cuff são indicadas aos pacientes fora da Ventilação Mecânica, que não precisam de manter altas pressões pulmonares e que não apresentam distúrbio gastroesofágico. CÂNULAS PLÁSTICAS 🠶 As cânulas plásticas são frequentemente utilizadas pois possuem baixo custo e estão amplamente distribuídas no mercado, mas sua durabilidade é questionável. 🠶 Nas UTIs, a cânula Portex® é mais comumente utilizada, por possuir conexão com Ambu® e com a ventilação mecânica, com apresentações com ou sem balonete. 🠶 Entretanto, não contém cânula interna e pode possuir furos do balonete, rachaduras e maior propensão a infecções. 🠶 Nos adultos, a preferência é pela cânula Shiley® que tem menos dessas desvantagens, porém custos mais elevados. 🠶 Possui válvula de fonação própria, cânula interna e podem ter ou não conexão com a ventilação mecânica ou balonetes. 🠶 Para pacientes com alterações anatômicas na traqueia, pode ser importante utilizar uma cânula mais longa, por exemplo, Tracheoflex®. CÂNULA METÁLICA As cânulas metálicas (Jackson®) são constituídas de uma cânula externa, uma interna e um mandril (guia). São feitas de aço inoxidável ou prata esterlina, possuem sistema de travamento da cânula interna, não possuem conexões para equipamento respiratório e por possuírem maior durabilidade, são utilizadas por pacientes traqueostomizados por longo prazo. Antes de alguns exames ou tratamentos, a cânula metálica precisa ser substituída por uma cânula plástica ou o procedimento deve ser realizado sem cânula. Nesse contexto, é necessária a avaliação do profissional responsável sobre as condições do paciente suportar o procedimento. A cânula metálica não pode ser utilizada em pacientes que estão em tratamento radioterápico na região da cabeça e pescoço, exames de ressonância magnética, tomografia da cabeça e pescoço ou por contraindicação médica. TROCA DA FIXAÇÃO 🠶 No caso de se trocar a fixação, é importante manter a área em volta do orifício limpa para prevenir infecções. 🠶 Deve-se trocar a fixação diariamente (após o banho ou sempre que estiver molhada ou suja).Durante a troca da fixação, um profissional deve seguraro tubo no lugar enquanto outro remove a fixação antiga e coloca uma nova. 🠶 A fixação deve ser bem executada com cadarços ou colares limpos (velcro), com uma folga de dois dedos para não sufocar o paciente. Precauções na fixação: nunca amarrar a fixação da traqueostomia com um nó. 🠶 A fixação deve ser amarrada com um laço, o que facilitará a sua retirada. Para se certificar que a fixação foi bem colocada, medir o espaço com o dedo indicador entre a fixação e o pescoço. ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES 🠶 É o procedimento técnico utilizado para remover secreções do trato respiratório (oral e nasal), quando necessário. 🠶 Remover por aspiração as secreções do trato respiratório sem que haja traumatismo 🠶 Promover permeabilidade de vias aéreas superiores 🠶 Fornecer adequada oxigenação ao paciente. MATERIAIS NECESSÁRIOS 🠶 Cateter de aspiração de tamanho adequado. ( Optar sempre pelo menor diâmetro que seja capaz de remover efetivamente as secreções (8 a 12 para adultos e 4 a 8 para crianças) 🠶 Tubo conector (látex) 🠶 Recipiente coletor 🠶 Aspiradores de parede ou portáteis como fonte deaspiração 🠶 Luvas estéreis 🠶 Campo estéril 🠶 Toalha de rosto 🠶 Cânula de Guedel (se necessário) 🠶 Máscara, óculos de proteção e avental de manga longa 🠶 Fonte de oxigênio e/ou maleta com reanimador manual equipada com dispositivo de oxigênio 🠶 Oxímetro de pulso 🠶 Solução fisiológica 0,9% 🠶 Lubrificante hidrossolúvel 🠶 Cuba rim estéril 🠶 Gaze estéril 🠶 Saco plástico para resíduos. DISPOSITIVOS PARA ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS SONDA DE ASPIRAÇÃO SISTEMA FECHADO SONDA DE ASPIRAÇÃO COM VÁLVULA SISTEMA ABERTO ASPIRADOR PORTÁTIL SISTEMA DE ASPIRAÇÃO POR VÁCUO ASPIRAÇÃO DA NASOFARINGE 🠶 Higienizar as mãos conforme recomendações da ANVISA/OMS 🠶 2. Reunir o material necessário para a execução da técnica 🠶 3. Orientar o paciente sobre a assistência que será prestada e as formas como ele pode colaborar 🠶 4. Preparar o ambiente e dispor os materiais em local próximo e de fácil acesso 🠶 5. Colocar o paciente em posição de Semi-Fowler 🠶 6. Verificar a fonte de aspiração ou ar comprimido que será utilizado 🠶 7. Colocar a máscara, o óculos de proteção e o avental de manga longa 🠶 8. Conectar uma extremidade do tubo conector no aparelho de aspiração e a outra num local conveniente próximo ao paciente. Ligar o aparelho e ajustar a regulação para uma aspiração apropriada 🠶 9. Abrir o Kit de aspiração apropriado ou o cateter, utilizando técnica asséptica. Caso tenha um campo estéril disponível, coloca-lo ao redor do tórax do paciente ou na mesa de cama auxiliar (não permitir que o cateter de aspiração toque em quaisquer objetivos nãos estéreis) 🠶 10. Calçar a luva estéril 🠶 11. Pegar o cateter com a mão dominante sem tocar superfícies não estéreis 🠶 12. Pegar o tubo conector com a mão não dominante. O cateter deve estar seguro para inserção; 🠶 13. Avaliar o funcionamento do aspirador, colocando a ponta do cateter dentro da cuba rim estéril e aspirando pequena quantidade de SF 0,9% 🠶 14. Avaliar o funcionamento do aspirador, colocando a ponta do cateter dentro da cuba rim estéril e aspirando pequena quantidade de SF 0,9% 🠶 15. Revestir levemente de 6 a 8 cm da porção do cateter com lubrificante hidrossolúvel 🠶 16. Sem aplicar sucção (látex clipado com a mão não dominante) e utilizando o polegar dominante e o dedo indicador, inserir gentilmente a sonda no nariz durante a inspiração 🠶 17. Solicitar que o paciente inspire profundamente para que a sonda seja inserida, seguindo o percurso natural do nariz 🠶 18. Inclinar ligeiramente o cateter para baixo e avançar para a porção posterior da faringe. Não deve se fazer força por meio das narinas. Em adulto o cateter deve ser inserido aproximadamente 16 cm; em crianças mais velhas, de 8 a 12 cm; em bebês de 4 a 8 cm. 🠶 19. Aplicar sucção intermitente (látex desclipado) com duração de até 15 segundos 🠶 20. Aa sonda deverá ser retirada por meio de rotação para trás e para frente entre o polegar e o dedo indicador 🠶 21. Durante a aspiração observar simultaneamente o padrão respiratório, a coloração da pele e agitação (prevenir hipóxia) 🠶 22. Enxaguar o cateter e o látex com SF 0,9% até que fiquem limpos 🠶 23. Repetir a aspiração (caso necessário) com intervalo de no mínimo, 20 a 30 segundos e de acordo com a tolerância do paciente 🠶 24. Retirar a sonda da ponta do látex depois de realizado o procedimento. Enrole a sonda na mão da luva e retire a luva mantendo a sonda dentro da mesma, jogando-as no lixo 🠶 25. Proporcionar conforto ao paciente, manter o ambiente limpo e em ordem 🠶 26. Higienizar as mãos 🠶 27. Efetuar registro de enfermagem no prontuário do paciente (quantidade e características da secreção aspirada). ASPIRAÇÃO DA OROFARINGE 🠶 A aspiração da orofaringe segue as mesmas etapas descritas para a aspiração da nasofaringe. Durante a execução da técnica, atentar-se as seguintes especificidades: 🠶 1. Durante a aspiração conversar com o paciente para que ele possa manter a boca aberta. Caso tenha dificuldades, poderá ser utilizado a cânula de Guedel para manter a boca levemente aberta 🠶 2. A aspiração deverá conduzida por meio da movimentação da sonda ao redor da boca, incluindo a faringe e a linha da gengiva, até que as secreções sejam limpas 🠶 3. Encorajar o paciente a tossir e repetir a aspiração se necessário; ASPIRAÇÃO DE TRAQUEOSTOMIA E TUBO ENDOTRAQUEAL Higienizar as mãos conforme recomendações da ANVISA/OMS Reunir o material necessário para a execução da técnica Orientar o paciente sobre a assistência que será prestada e as formas como ele pode colaborar Preparar o ambiente e dispor os materiais em local próximo e de fácil acesso Colocar o paciente em posição de Semi-Fowler Verificar a fonte de aspiração ou ar comprimido que será utilizado Colocar a máscara, o óculos de proteção e o avental de manga longa Verificar se o paciente encontra-se em ventilação mecânica (assistida ou controlada) ou espontânea Conectar uma extremidade do tubo conector no aparelho de aspiração e a outra num local conveniente próximo ao paciente. Ligar o aparelho e ajustar a regulação para uma aspiração apropriada Abrir o Kit de aspiração apropriado ou o cateter, utilizando técnica asséptica. Caso tenha um campo estéril disponível, coloca-lo ao redor do tórax do paciente ou na mesa de cama auxiliar (não permitir que o cateter de aspiração toque em quaisquer objetivos nãos estéreis) Calçar a luva estéril Pegar o cateter com a mão dominante sem tocar superfícies não estéreis Pegar o tubo conector com a mão não dominante. O cateter deve estar seguro para inserção Avaliar o funcionamento do aspirador, colocando a ponta do cateter dentro da cuba rim estéril e aspirando pequena quantidade de SF 0,9%; 🠶 15. No caso de pacientes com ventilador mecânico: hiperventilar ou hiperoxigenar o paciente antes de iniciar a aspiração. Pode ser utilizado o próprio respirador mecânico, FIO2 de 100%, ou com ambu e oxigênio a 100% (cinco litros); desconectar o respirador com a mão esquerda ou solicitar que outra pessoa faça isso, protegendo a conexão em Y do circuito 🠶 16. Introduzir a sonda de aspiração (utilizar a mão dominante) em direção ao tubo endotraqueal até que seja encontrada resistência ou o paciente tossir, então, deve-se Página | 85 puxar para trás 1 cm. Durante a introdução da sonda o tubo conector (látex) deve ser colocado sem a clipagem da válvula. 🠶 17. Clipar a válvula lateral da sonda para proceder à aspiração de secreções e retirar vagarosamente a sonda do tubo endotraqueal enquanto faz a rotação para trás e para frente entre o polegar dominante e o indicador 🠶 18. Enxaguar o cateter e o látex com SF 0,9% até que fiquem limpos 🠶 19. Repetir a etapa 13, 14 e 15 uma ou duas vezes mais. Permitir um tempo adequado (no mínimo um minuto inteiro) entre as aspirações para ventilar e hiperoxigenar. Não é permitido mais que duas passagens com o cateter 🠶 20. Durante as aspirações observar simultaneamente o padrão respiratório, a coloração da pele e agitação (prevenir hipóxia) 🠶 21. Realizar aspirações nasofaríngea e orofaríngea se necessário. Caso realize aspirações nesses locais, o cateter estará contaminado. Neste caso, o cateter não deverá ser reinserido na traqueostomia 🠶 22. Retirar a sonda da ponta do látex depois de realizado o procedimento. Enrole a sonda na mão da luva e retire a luva mantendo a sonda dentro da mesma, jogando-as no lixo 🠶 23. Proporcionar conforto ao paciente, manter o ambiente limpo e em ordem 🠶 24. Higienizar as mãos conforme recomendações da ANVISA/OMS; 25. Efetuar registro de enfermagem no prontuário do paciente (quantidade e características da secreção aspirada) image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.jpg image2.png image4.jpg image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.jpg image23.png image24.png image25.jpg image26.jpg image27.png image28.png image29.jpg image1.png image3.pngimage30.jpg image31.jpg image32.jpg image33.jpg image34.png image35.png image36.png image37.jpg image38.jpg image39.png image40.jpg image41.png image42.png image43.jpg image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.jpg image51.png image52.jpg image53.jpg image54.jpg image55.jpg image56.png image57.png image58.png image59.png image60.jpg image61.jpg image62.jpg image63.png image64.png image65.jpg image66.jpg image67.jpg image68.png image69.png image70.jpg image71.png image80.png image81.jpg image82.png image83.png image84.png image85.png image86.png image87.png image72.jpg image73.jpg image74.png image75.png image76.jpg image77.png image78.png image79.jpg image88.png image89.png image90.png image91.png image92.jpg image93.png