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Sondas, drenos e cateteres

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Questões resolvidas

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Sondas, drenos e cateteres
Os tipos de dispositivos implantáveis (sondas, drenos e cateteres) como mecanismos de suporte
terapêutico ao paciente.
Prof. Angelo da Silva Ribeiro
1. Itens iniciais
Propósito
Identificar os conceitos que cercam os dispositivos implantáveis (sondas, drenos e cateteres) e suas
aplicabilidades, visando facilitar o uso na prática profissional.
Preparação
Antes de iniciar, tenha em mãos um guia de semiotécnica para compreender termos específicos da área
abordada.
Objetivos
Descrever os tipos de sondas e os cuidados de enfermagem.
Identificar os tipos de drenos e suas aplicabilidades, bem como os cuidados de enfermagem.
Reconhecer os tipos de cateteres venosos e os cuidados na implantação e manipulação.
Introdução
Abordaremos os diferentes tipos de dispositivos implantáveis (sondas, drenos e cateteres) que podem ser
utilizados em nosso cotidiano profissional, de forma que sejamos capazes de escolher o tipo de dispositivo
adequado à cada situação no atendimento hospitalar.
 
Veremos as diferenças conceituais entre os dispositivos para entender a especificidade, os cuidados e as
técnicas de instalação e manipulação, assim como esclarecer quais deles podemos encontrar e usar
diariamente em nossa rotina laboral.
 
A compreensão dos processos aqui descritos vai facilitar as dinâmicas de cuidados ao paciente e tornar
possível a continuidade terapêutica, bem como diminuir as complicações inerentes ao uso de cateteres.
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1. Sondas
O que é sonda?
Tubo cuja função é acessar algum canal do organismo com a finalidade de introdução ou retirada de
substâncias no tratamento de determinada doença. É também um instrumento para ser introduzido em um
canal ou em uma cavidade para fins propedêuticos — determinar a presença de estenose, corpo estranho ou
outra situação mórbida.
 
Segundo Smeltzer (2019), a sonda pode ser fina e flexível, de maneira que explore ou dilate o canal, ou rígida,
normalmente com a extremidade pontiaguda, com a finalidade de separar tecidos de dissecação.
 
Ainda que se pareça com a sonda, o cateter é um instrumento tubular inserido no corpo para retirar líquidos e
introduzir sangue, soro e medicamentos, além de promover investigações diagnósticas. Vamos ver a seguir a
diferença entre os termos.
Sondagem gastrointestinal
A utilização de dispositivos se dá por via nasal,
oral ou através da parede abdominal com a
finalidade de retirada de conteúdo ou objeto
estranho e administração de medicações ou
substâncias nutricionais para o paciente. 
 
As sondas têm comprimentos diferentes,
dependendo do uso.
As principais funções possíveis para a
intubação gastrointestinal incluem:
 
Descompressão do estômago, visando à remoção de gás e líquido.
Realização de irrigação do estômago (com água ou outros líquidos) para a remoção de toxinas
ingeridas.
Diagnóstico de distúrbios do sistema digestório.
Administração de medicamentos e alimentação.
Hemostasia de determinada região do trato gastrointestinal mediante compressão local.
Aspiração de conteúdo gástrico para análise.
 
Sonda 
É usada quando a introdução do dispositivo
ocorre através de um orifício orgânico
natural, por exemplo, no caso de uma sonda
nasogástrica.
Cateter 
É usado quando a finalidade é a
introdução do dispositivo em um vaso
sanguíneo.
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As sondas gastrointestinais podem ter diversas composições de materiais, vários calibres French (1 Fr = 0,33
mm), comprimentos e diferentes números de lúmens. Abordaremos os principais tipos de sondas e os
cuidados intrínsecos a cada um deles.
Sondas nasogástricas
São amplamente utilizadas para funções emergenciais como descompressão, aspiração ou lavagem. Seu local
de ancoragem é a região gástrica.
 
Também podem ser inseridas através da cavidade oral, porém isso só é viável nas situações em que o
paciente tenha seu nível de consciência deprimido — já que o procedimento causa desconforto — e em
situações de suspeita de fratura de base de crânio.
Atenção
É proibida a introdução de sondas por via nasal na suspeita ou confirmação de fratura de base de crânio! 
A seguir, trataremos da sonda nasogástrica mais utilizada em nossa rotina assistencial, a sonda Levin.
 
Trata-se de tubo feito de plástico ou borracha, transparente, com cerca de 125 cm de comprimento, lúmen
único e vários calibres diferentes (os menores calibres são utilizados em neonatologia e pediatria).
Sonda Levin
[A sonda Levin] tem funções importantes para o tratamento em situações emergenciais e em unidades
de tratamento intensivo (UTI). Também pode ser utilizada em situações operatórias, por períodos de até
quatro semanas. 
(Smeltzer et al., 2019)
As funções atribuíveis a esse modelo de sonda gástrica são:
 
Descompressão gástrica.
Lavagem gástrica para remoção de toxinas.
Aspiração de material gástrico.
Comentário
Veja os materiais necessários para sondagem gástrica: EPIsGazeBandejaSonda LevinPapel-
toalhaEstetoscópioFixador de sondaSeringa de 20 mlAmpola de água destiladaFita indicativa de pH
gástricoSaco plástico para descarte de resíduos 
Para a instalação da sonda Levin, é necessário mensurar o comprimento da sonda a ser introduzida no
paciente para que fique corretamente posicionada no estômago.
A medida deve ser feita a partir de extremidade da sonda Levin: da ponta do nariz até o lóbulo da orelha e
deste até o apêndice xifoide.
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Após a medida, deve-se marcar na sonda o ponto máximo de inserção com uma caneta ou fita adesiva.
A medição do comprimento da sonda deve considerar a distância da extremidade do nariz até o lobo
da orelha e do lobo da orelha até o processo xifoide. Deve-se adicionar mais 15 cm à posição da
sonda nasogástrica (Smeltzer et al., 2019).
Medição do comprimento da sonda Levin.
Antes de mais nada, o paciente precisa ser informado com clareza sobre o procedimento, e só então ele deve
ser mantido na posição Fowler alta, 30 a 45 graus.
Fowler alta: 30 a 45 graus.
Vamos conhecer como funciona:
Passo 1
É necessário realizar a inspeção das narinas do paciente com o objetivo de reconhecer sujidades ou a
presença de desvio de septo (nesse caso, optar pelo uso da outra narina).
Passo 2
Manter a cabeça do paciente fletida em relação ao tórax (encostar o mento no tórax).
Passo 3
Realizar a lubrificação da sonda e, então, introduzi-la até a demarcação realizada previamente.
Passo 4
Deve-se confirmar o posicionamento da sonda (ver as indicações a seguir) e a fixação com um fixador
próprio ou uma fita adesiva (para garantir a segurança do paciente quanto à retirada acidental).
Sonda enteral
Atenção
Durante a introdução da sonda, deve-se solicitar ao paciente que auxilie o processo através da
deglutição. 
Após a execução da sondagem, deve ser confirmado se realmente a sonda Levin está posicionada na região
gástrica. Essa confirmação visa impedir que a sonda seja posicionada no pulmão do paciente, o que poderia
gerar uma complicação grave chamada broncoaspiração. 
 
A confirmação de posicionamento da sonda gástrica se dá através de alguns métodos possíveis:
 
Aspiração de conteúdo gástrico com uma seringa de 20 ml e mensuração do pH (= oufacilitar sua introdução) e
uma ogiva distal com pesos de tungstênio
(facilitam a migração da sonda para o
posicionamento correto).
 
A sonda Dobbhoff tem um comprimento de
aproximadamente 170 cm e calibre menor que o
das sondas gástricas, já que sua função é a
nutrição do paciente.
A principal diferença de instalação em relação às sondas gástricas está relacionada à medição. 
 
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A sonda enteral fica posicionada em região duodenal (a primeira porção duodenal) enquanto a sonda gástrica
tem o ponto de ancoragem gástrica. Dessa forma, a medição deve ser a partir da extremidade distal da ponta
do nariz até o lóbulo da orelha, daí até a cicatriz umbilical e deste ponto até a crista ilíaca anterossuperior. 
 
Após a mensuração, é necessário realizar a marcação da sonda com caneta ou fita adesiva.
A medição deve considerar a distância da extremidade do nariz até o lobo da orelha e deste até o
processo xifoide. Deve-se adicionar mais 20 a 25 cm para a posição intestinal (Smeltzer et al., 2019).
Fowler alta: 30 a 45 graus.
Antes de mais nada, o paciente precisa ser informado com clareza sobre o procedimento e deve ser mantido
na posição Fowler alta. 
 
Entenda a seguir como funciona:
Passo 1
Inspeção das narinas do paciente para o reconhecimento de sujidades e identificação de desvio de
septo (optar pelo uso da outra narina) ou até mesmo inflamação prévia no local. É importante manter
a cabeça do paciente fletida em relação ao tórax (encostar o mento no tórax).
Passo 2
Lubrificação da sonda (com lidocaína gel) e introdução até a demarcação realizada previamente.
Sonda de gastrostomia
Passo 3
Fixação com um fixador próprio ou fita adesiva para garantir a segurança do paciente quanto à
retirada acidental.
Passo 4
Retirada do fio guia e encaminhamento do paciente para realização de um raio X.
Durante a introdução da sonda, deve-se solicitar ao paciente que auxilie através da deglutição, como se
estivesse bebendo água.
Atenção
A sonda enteral deve migrar para sua posição de destino (primeira porção duodenal) e, após a
passagem, permanecer inicialmente no estômago. É necessário posicionar o paciente em decúbito
lateral direito para facilitar essa migração, que ocorrerá de forma completa em cerca de 24h. 
Os métodos de confirmação de posicionamento da sonda enteral Dobbhoff são similares ao da sonda
gástrica. Porém, o chamado padrão ouro é a confirmação através da realização de um raio X, já que a
superfície desse tipo de sonda possui características radiopacas.
Sondas de gastrostomia (GEP) e jejunostomia (JEP)
São introduzidas diretamente no segmento
abdominal do paciente através de um ato
cirúrgico, ou seja, a enfermagem não tem ação
direta na sua instalação. Porém, é função da
equipe de enfermagem observar todos os
cuidados relacionados à manutenção da
sondagem.
 
As sondas de GEP e JEP são normalmente
indicadas quando a dieta enteral é necessária
por tempo prolongado ou de forma
permanente.
Em relação aos pacientes portadores de gastro ou jejunostomia, são adotados os mesmos cuidados
referentes à sonda nasoenteral, ou seja, manter sua permeabilidade, o controle da localização pelo teste de
verificação do pH, a fixação adequada e a manutenção da pele ao redor da sonda limpa e seca.
Atenção
Lesões cutâneas peristomais podem ocorrer devido ao extravasamento de enzimas digestivas. Nesse
caso, as lesões locais, assim como possíveis infecções cutâneas, devem ser tratadas. 
Sonda vesical
Complicações de sondagens gastrointestinais
No cuidado de pacientes em uso de dispositivos gastrointestinais (SNG, SNE, GEP e JEP), devemos estar
atentos às situações de risco, cujas principais complicações estão relacionadas às condições que veremos a
seguir.
Obstrução do lúmen do dispositivo
Pode ser evitada com a lavagem da sonda com água destilada após a administração de alguma
substância ou após a aspiração de conteúdo.
Broncoaspiração
Pode ser evitada com o posicionamento adequado do paciente no leito (manter cabeceira elevada, na
posição de Fowler) e a interrupção da dieta enteral quando for realizar algum procedimento que
necessite baixar a cabeceira do paciente.
Traumas locais
Podem ser mitigados realizando a técnica correta de instalação e a fixação correta do dispositivo
(SNG e SNE), evitando o tracionamento e possível deslocamento de curativos (GEP e JEP).
Sondas vesicais
Nas situações em que o paciente apresente
distúrbios urológicos que impeçam a eliminação
natural de sua diurese, é necessário obter
meios para que a urina seja eliminada de forma
artificial.
 
As sondas vesicais são usadas para essa
drenagem artificial e podem ser introduzidas
através da uretra para que alcancem a bexiga
ou ser diretamente inseridas na bexiga, no
ureter ou na pelve renal. Variam quanto ao
material, comprimento, calibre e à quantidade
de lúmens. 
Todas essas variações estão ligadas
diretamente à função que vão exercer e podem
ser utilizadas nas seguintes indicações:
 
Alívio na retenção urinária em razão de obstrução do trato urinário.
Auxílio na drenagem de diurese em situações pós-operatórias urológicas ou em outras cirurgias.
Monitorização do débito urinário para acompanhamento de balanço hídrico de pacientes críticos.
Esvaziamento vesical em pacientes com quadros de disfunção da bexiga neurogênica ou retenção
urinária.
Tratamento de lesões por pressão estágios 3 e 4, de forma que não ocorra extravasamento de urina
nas regiões em esquema terapêutico.
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Coleta de materiais para exames laboratoriais em situações especiais (doenças que impeçam o
controle de esfíncter).
 
As sondas vesicais podem ser subdivididas em sonda vesical de alívio e sonda vesical de demora. Vejamos
cada uma separadamente.
Sonda vesical de alívio (SVA)
Realizado de forma intermitente, ou seja, não permanece inserida na uretra do paciente. É utilizada para
realizar o alívio em situações de retenção urinária — que causa desconforto suprapúbico e ocorrência de
bexigoma (aumento de volume da bexiga com urina) — ou em caso de coleta de material para exames em que
o paciente não é cooperativo.
A técnica de inserção da SVA deve ser estéril e seguir etapas importantes para que não ocorra
contaminação do procedimento, o que resultaria em um risco de infecção.
O dispositivo utilizado na sondagem vesical de alívio (SVA) é chamado de sonda uretral. 
 
Confeccionado em plástico, possui um único lúmen com calibres em French (1 Fr = 0,33 mm) variados. A
numeração menor é utilizada em neonatal e pediatria e as maiores numerações em adultos, ocorrendo
também variações de acordo com o sexo do paciente.
Sonda uretral de alívio
Agora vamos seguir passo a passo a instalação de uma SVA por meio de um exemplo. Ao admitir um paciente
com relato de dor na região hipogástrica e a identificação de um bexigoma pela equipe de saúde, o médico
prescreveu a instalação de uma SVA.
• 
Atenção
O enfermeiro deve seguir a rotina determinada — o procedimento de instalação de SVA na técnica estéril
(alguns referenciais definem a possibilidade de uso de técnica limpa), a informação ao paciente sobre o
procedimento a ser realizado, a subsequente instalação de biombo para preservação da intimidade e a
realização da higiene íntima. 
Após essas etapas prévias, deve-se adotar a seguinte rotina:
 
Abertura dos campos com disposição dos materiais e preenchimento das cubas redondas com solução
antisséptica (clorexidina tópica ou degermante; lembre-se de desprezar o primeiro jato).
Colocação da luva estéril.
Formação de pequenos envelopes com a gaze estéril, com o auxílio das pinças (embeba-as na solução
antisséptica).
Realização de antissepsia local com movimentos únicos.
Cobertura com o campo estéril do órgão genital.
Se homem, introdução de 20 ml de gel anestésico na uretra, pressionando levemente a glande para
evitar seu extravasamento. Se mulher, lubrificação da sonda com gel anestésico.
Introdução da sonda (o pênis deve estar retificado, quando o paciente é homem; na mulher, os grandes
lábiosdevem ser afastados com o dedo indicador e o polegar da mão dominante para visualização do
orifício uretral).
Confirmação do retorno da urina (neste momento, uma comadre deve ser posicionada próxima ao
ponto de drenagem e devem ser realizadas compressões suaves na região hipogástrica a fim de
ocorrer um esvaziamento vesical completo).
Ao término do fluxo urinário, deve-se retirar a sonda de forma suave e secar a região com as gazes.
Arrumação do leito do paciente, com descarte dos materiais utilizados e da urina drenada em local
adequado.
Checagem da prescrição médica e anotação do procedimento realizado no prontuário com informações
sobre o volume, o aspecto e a coloração da urina.
Assinatura e carimbo no prontuário.
 
Esse procedimento proporcionará alívio da retenção urinária do paciente. Muitas vezes também é indicada a
coleta de material para exame de urina (avaliação de infecção do trato urinário).
Sondagem vesical de demora (SVD)
Necessária quando o período de permanência do controle de urina for prolongado, como nos seguintes casos:
 
Retenção urinária ou obstruções vesicais.
Mensuração urinária em pacientes críticos.
Lesões por pressão sacrais com incontinências.
Grandes volumes de infusão e uso de diuréticos.
Pacientes pré e pós-operatórios em cirurgias urológicas.
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A SVD é realizada com o uso da sonda Foley, um dispositivo fabricado em látex ou silicone, de comprimentos
variados, com duas ou três vias, e diferentes calibres (cateter vesical em mulheres: 14 a 16 Fr; cateter vesical
em homens: 18 a 20 Fr), em sistema fechado, ou seja, essa sonda deve ser conectada a uma bolsa coletora
para minimizar o risco de infecção do trato urinário.
Sondagem vesical de demora em sistema fechado.
O enfermeiro deve ficar atento ao tempo ideal de permanência do dispositivo, a partir da indicação médica
clara e bem-definida. A retirada deve ser imediata depois de superados os motivos de indicação de seu uso.
 
No manual de medidas de prevenção de infecções relacionadas à assistência de saúde, a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária ressalta que:
A cada dia de permanência com o cateter de demora somam-se 5%-10% de risco de probabilidade de
aquisição de infecção de trato urinário (ITU). A proporção de infecção no cateter intermitente é inferior,
sendo 3,1% na presença de cateter vesical e 1,4% na ausência de cateter vesical de demora.
(Anvisa, 2017)
Agora vamos a outro exemplo para entender como funciona a instalação de sonda vesical de demora (SVD).
Júnior, 60 anos, internado em uma unidade de tratamento intensivo em estado crítico, recebeu a prescrição
médica de instalação de SVD para controle preciso de seu débito urinário e balanço hídrico.
 
Nessa situação, como enfermeiro responsável da unidade, você deverá executar o procedimento de acordo
com o COFEN, em sua Resolução no 0450/2013, que define como ação privativa do enfermeiro a instalação de
dispositivos de sondagens vesicais.
Atenção
A instalação de SVD se iniciará após a informação ao paciente sobre o que será realizado e a
subsequente instalação de biombo para preservação da intimidade, seguido da realização da higiene
íntima. A SVD deve ser realizada em técnica estéril para impedir qualquer tipo de contaminação da sonda
Foley, instalada através da uretra do paciente, e consequente redução do risco de infecções do trato
urinário. 
Siga as etapas de instalação e atente para as diferenças ligadas ao sexo do paciente:
 
Realize a abertura do material de cateterismo sobre o leito, entre as pernas do paciente (ou em mesa
de mayo), deixando uma das pontas próxima à região glútea.
Abra todo o material estéril que será utilizado (SVD, cuba, agulha 40 x 12) e seringa (compatível com o
volume a ser introduzido no balonete da SVD) e com técnica estéril sobre o campo. No caso de
sondagem masculina, deve ser acrescentada uma seringa para administração de lidocaína na uretra do
paciente e bolsa coletora de sistema fechado.
Dispense a clorexidina tópica na cuba estéril, desprezando o primeiro jato.
Abra as ampolas de água destilada (serão utilizadas para inflar o balonete da sonda).
Faça o calçamento das luvas estéreis, em técnica correta.
Realize a abertura do invólucro da SVD e execute a testagem do balonete e a válvula da sonda
utilizando seringa de 10 ml e ar, no volume recomendado, conforme o número da sonda.
O passo seguinte depois da constatação de funcionamento adequado do balonete, será a conexão da
sonda à bolsa coletora de diurese em sistema fechado.
Realize a aspiração da lidocaína gel a 2% na seringa (15 a 20 ml) com a ajuda de um técnico de
enfermagem (paciente masculino).
Faça antissepsia do meato até a base do pênis, realizando a troca da gaze estéril em cada etapa
(paciente masculino); ou com auxílio de pinça Pean e gazes estéreis, iniciando pelo meato, pelo orifício
vaginal, pelos pequenos lábios e pelos grandes lábios, com movimentos unidirecionais da região
superior para a parte inferior da vulva, trocando a gaze (paciente feminino).
Posicione o pênis perpendicularmente ao corpo do paciente, introduza o bico da seringa no meato
urinário e injete o lubrificante anestésico lentamente.
Afaste os grandes lábios com o dedo indicador e o polegar da mão dominante, para visualizar o orifício
uretral.
Faça a lubrificação da sonda Foley utilizando gazes como meio.
Introduza a sonda Foley no meato urinário (7,5 cm em mulheres; 15 a 20 cm em homens) ou até
observar a drenagem de urina.
Execute o preenchimento do cuff da SVD, utilizando a seringa previamente cheia de água destilada — o
volume está impresso na via distal da sonda utilizada para insuflar o balão.
Fixe a sonda na região suprapúbica com adesivo hipoalergênico (paciente masculino) ou na face
interna da coxa (paciente feminino).
Retire as luvas estéreis.
Prenda o coletor na parte inferior do leito (devidamente rotulado) para que ele fique abaixo da altura da
bexiga do paciente, facilitando assim a drenagem por gravidade.
Posicione o paciente de forma confortável.
Recolha o material da unidade do paciente.
Encaminhe o material permanente e o resíduo para o expurgo.
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Higienize as mãos.
Cheque a prescrição médica e anote o procedimento realizado, registrando no prontuário do paciente o
volume, o aspecto e a coloração da urina. Assine e carimbe.
 
Após a execução do procedimento e a liberação do fluxo urinário, o débito urinário poderá ser mensurado de
forma precisa, fazendo com que o controle de dados sobre o volume líquido do paciente possa ser informado
para melhor regime terapêutico.
Cateterismo suprapúbico (esquerda) e cateterismo urinário (direita).
A diferença entre sonda vesical de alívio e de demora
Assista ao vídeo em que o especialista Rodrigo Lima destaca as diferenças de indicação e procedimento entre
SVA e SVD.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(IBFC, 2013) Em relação à sondagem vesical, leia as frases a seguir e marque (F) se a
afirmativa for falsa e (V) se for verdadeira. Em seguida, assinale a alternativa que contém a
sequência correta:
( ) Durante a passagem da sonda vesical no sexo feminino, a paciente deve ficar em posição
de litotomia, expondo apenas os genitais.
( ) Realiza-se irrigação vesical para prevenir a obstrução da sonda vesical pela remoção de
coágulos sanguíneos, secreções ou fragmentos.
( ) Na sondagem vesical de alívio, deve ser insuflado o balão com a quantidade de água
indicada na sonda durante o procedimento de esvaziamento da bexiga. Depois, deve ser
desinsuflado o balão para a retirada da sonda.
( ) Não há necessidade de troca rotineira da sonda vesical de demora, devendo ser realizada
em situações de presença de grande quantidade de resíduos no sistema de drenagem,
obstrução do cateter ou da bolsa coletora, violação do sistema e contaminação, entre outras.
• 
•A
F, F, V, V
B
V, V, F, F
C
V, V, F, V
D
F, V, F, F
E
F, V, V, F
A alternativa C está correta.
O uso da sondagem vesical pode ser de alívio ou de demora e está ligado ao esvaziamento vesical, no pós-
operatório, seja para mensuração do débito urinário, seja também, por exemplo, para irrigação das vias
urinárias, impedindo o acúmulo de coágulos provocados pela cirurgia. As técnicas de instalação
diferenciam-se pelo dispositivo a ser utilizado ou pelo sexo do paciente.
Questão 2
(IABAS, 2017) Com relação à passagem de sonda nasogástrica, assinale a seguir a alternativa
correta.
A
O comprimento da sonda a ser introduzido deve ser medido colocando-se a sua extremidade na ponta do
nariz do paciente, alongando-a até o lóbulo da orelha e daí até o apêndice cricoide.
B
Na hora da passagem da sonda, solicita-se que o paciente tussa, o que facilita a progressão no tubo
digestivo.
C
O movimento de extensão da cabeça, no momento da sondagem, reduz a probabilidade de a sonda penetrar
na traqueia.
D
A realização da sondagem nasogástrica com o paciente em decúbito dorsal previne a aspiração do conteúdo
gástrico.
E
O comprimento da sonda a ser introduzida deve ser medido colocando-se a sua extremidade na ponta do
nariz do paciente, alongando-a até o lóbulo da orelha e daí até o apêndice xifoide.
A alternativa E está correta.
A sondagem nasogástrica é um procedimento realizado privativamente pelo enfermeiro e deve seguir uma
ordem correta para que não ocorram erros que gerem prejuízos ao paciente.
2. Drenos
O que são drenos?
Dispositivos em forma de tubo, fio ou outros formatos que visam ao escoamento de líquidos presentes no
interior de tecidos ou cavidades (regiões de feridas infectadas ou não), com o objetivo de impedir o acúmulo
de líquidos nessas regiões ou estimular a cicatrização de feridas de forma terapêutica.
 
O posicionamento do dreno permitirá a saída de coleções de diversas categorias (patológicas ou não) para
controle adequado da terapia em cada tipo de situação. Será próximo à incisão cirúrgica (no caso de drenos
pós-cirúrgicos) ou em cavidades para drenagem de exsudato ou ar eventualmente acumulados nesses locais.
Os drenos podem ser confeccionados em diferentes tipos de materiais, formatos e tamanhos, o que facilita a
escolha do dispositivo correto para cada perfil de utilização.
Dessa forma, abordaremos os principais drenos utilizados na nossa atividade laboral, para facilitar a
identificação e orientar os cuidados inerentes a cada dispositivo.
Classificação dos drenos
Os drenos podem ser classificados de acordo com sua formatação:
Laminares 
Apresentam composição mais macia, para maior maleabilidade; possuem
paredes finas e delgadas, geralmente feitos de látex. Seu calibre pode
variar entre 1 e 3 cm. Os drenos laminares são indicados para drenagem
da cavidade peritoneal de líquidos espessos e viscosos.
Tubulares 
São drenos menos flexíveis do que os laminares, independentemente da
matéria-prima de que sejam feitos. Essa rigidez característica impede a
aderência de suas paredes internas, causada pela compressão dos
tecidos nos quais estão inseridos. Seu calibre está dimensionado em
French (sistema de escala francesa), em que 1 French equivale a 0,33
mm, ou seja, quanto maior a numeração, maior o calibre.
Os drenos tubulares estão indicados para drenagem de secreções mais
volumosas em posições mais profundas do que as localizações de drenos
laminares e têm ainda como característica a presença de orifícios em
suas extremidades para potencializar a captação de fluidos.
Os drenos também podem ser classificados de acordo com a forma de captação dos fluidos corporais:
Sistema aberto: A extremidade externa do dreno é mantida aberta, ou seja, não há interligação de
circuitos, e ela é apenas ocluída com curativo, seja com gaze e esparadrapo, seja com uma bolsa de
Karaya.
Sistema fechado: A extremidade externa do dreno é conectada diretamente a uma bolsa coletora.
Dessa forma, ocorre uma maior proteção das cavidades onde estão inseridos os drenos, reduzindo os
riscos de infecção.
 
Os tipos de drenagem dependem de três princípios fundamentais:
• 
• 
Bolsa de Karaya
Bolsa coletora utilizada para estomias feita de resina natural com propriedades protetoras da pele. 
Capilaridade
As secreções são drenadas através da superfície externa do dreno, não ocorrendo passagem de
fluidos pelo lúmen do dreno.
Gravidade 
A drenagem ocorrerá pela gravidade devido ao posicionamento do sistema coletor abaixo do nível do
dreno.
Sucção
Os fluidos são drenados a partir da formação de um sistema de pressão negativa produzida por
vácuos, normalmente indicados em circunstâncias em que se prevê um acúmulo de líquidos
acentuado ou por utilização por tempo prolongado.
Durante nossas atividades como enfermeiros, teremos contato constante com diversos tipos de drenos. Cabe
a nós reconhecer os que são usados em cada paciente. Os conceitos primários que veremos a seguir
facilitarão esse entendimento e os cuidados específicos em cada caso.
Dreno de Penrose em incisão cirúrgica.
Tipos de drenos
A escolha do tipo de dreno mais adequado ao paciente ocorre de acordo com a patologia, o tratamento e os
resultados que se deseja alcançar. Essa responsabilidade é da equipe médica, pois ao enfermeiro cabe
conhecer o dreno utilizado e os cuidados necessários em cada uso.
Os drenos são comumente utilizados em procedimentos cirúrgicos, durante a cirurgia ou pós-
operatório.
Entre os drenos cirúrgicos, destacam-se: 
 
Dreno de Penrose
Dreno com reservatório de Jackson Pratt (JP)
Dreno Hemovac/Portovac
Dreno de tórax
 
Servem para a drenagem de resíduos derivados das cirurgias, assim como a retirada de fluidos contaminados,
no caso de procedimentos cirúrgicos que abordam seguimentos infectados.
Dreno de Penrose
É um tipo de dreno laminar em sistema aberto e passivo (capilaridade) composto de látex. A indicação de uso
é pós-cirúrgico, em que ocorre possível acúmulo de fluidos locais, contaminados ou não.
O dreno de Penrose tem um comprimento de
30 cm, mas pode ser cortado de acordo com a
necessidade de uso. Apresenta calibre fino,
médio ou longo. Sua maior vantagem está
ligada à facilidade em se moldar às vísceras,
reduzindo possíveis danos. Pode permanecer
por longo período sob risco mínimo de reação
inflamatória. Por ser feito de látex, não possui
toxicidade.
 
Esse dispositivo apresenta facilidade na
manipulação e remoção. É muito utilizado em
sistemas de drenagens peritoneais e em outras
regiões anatômicas, preferencialmente quando
os fluidos têm características espessas e
viscosas.
O dreno de Penrose tem como ponto de atenção a maior susceptibilidade à formação de fibrina local, motivo
pelo qual exige cuidados específicos.
• 
• 
• 
• 
Dreno Jackson Pratt em uma ferida de mastectomia.
Cuidados de enfermagem
Por ser um dreno de sistema aberto, a extremidade desse dispositivo deve ser protegida com gaze e
esparadrapo e, em algumas situações especiais (grande volume drenado), pode ser utilizada uma
bolsa de Karaya. A troca do curativo deve ser realizada sempre que for observada saturação da
cobertura local, para reduzir o período de contato entre a secreção drenada e a pele do paciente.
É de extrema importância a limpeza da área do curativo com solução fisiológica, fixando o dreno de
Penrose em sua posição com a utilização de uma pinça ou gaze. Logo após a limpeza da pele e da
ferida, deve ser utilizada uma substância antisséptica sobre a pele, seguida do uso do medicamento
tópico indicado.
O dreno de Penrose pode ocasionar grande formação de fibrina ao seu redor. Portanto, é cuidado de
enfermagem realizar o tracionamento do dispositivo a cada 12h a fim de evitar a oclusão do seu lúmen. Após o
tracionamento, a superfície excedente do dreno deve ser cortada e o curativo realizado de forma
subsequente.
 
Atenção
Toda manipulação deve ser realizada de forma estéril com os seguintes materiais: SF 0,9%BandejaCuba
rimFrasco com antissépticoEsparadrapo ou microporePacotede gazesPacote de curativo
completoPacote de tesoura de pontos 
Dreno com reservatório de Jackson Pratt (JP)
É um dreno em tubo, em sistema de sucção fechado, que tem a finalidade de remover os líquidos que se
acumulam em tecidos e cavidades após cirurgia ou em locais com presença de infecção local.
Basicamente é um tubo de borracha fina com bulbo
redondo e macio, cuja extremidade distal é posicionada
internamente no tecido onde o fluido acumulado deve ser
drenado, enquanto a extremidade proximal é acoplada a um
sistema fechado que serve de reservatório em formato de
pera e que produz uma pressão negativa por vácuo após
sua compressão.
Sua composição em elastômero de silicone confere maior
flexibilização e maciez. Sua indicação está normalmente
ligada aos seguintes procedimentos cirúrgicos: 
Mastectomia
Neurocirurgia
Cirurgia plástica
Cirurgia da face e pescoço
Cirurgia obstétrica/ginecológica geral ou Laparoscópica
• 
• 
• 
• 
• 
Dreno Hemovac
Cuidados de enfermagem
Os cuidados voltados para este tipo de dreno têm como um dos objetivos evitar infecção no local
cirúrgico. Deve-se observar o posicionamento do tubo do dreno, a manutenção da pressão negativa
do coletor e a mensuração do volume drenado.
São necessárias inspeção e troca diária do curativo, observação da pele ao redor do óstio de inserção
do dreno e do aspecto do fluido drenado e execução de uma boa fixação. A limpeza da região de
inserção do dreno deve ser executada com solução fisiológica 0,9% e técnica estéril.
O bom funcionamento do dreno JP está diretamente ligado ao vácuo produzido no reservatório em pera —
essa pressão negativa é realizada pelo profissional de enfermagem com sua compressão. Antes da abertura
do coletor, para a retirada do material drenado e sua subsequente higienização e produção de vácuo, o tubo
deve ser clampeado e, tão logo esteja fechado o coletor, deve ocorrer a liberação do fluxo do tubo.
Clampeado 
Fechado/interrompido. 
Atenção
Toda manipulação deve ser realizada de modo estéril com o seguinte material: BandejaCuba rimSF
0,9%Frasco graduadoPacote de gazesPacote de curativo completoPacote de tesoura de pontosFrasco
com antissépticoEsparadrapo ou micropore 
Dreno Hemovac/Portovac
Confeccionado em silicone ou polietileno no
formato de tubo em sistema fechado, funciona
com uma bomba de sucção em sua
extremidade externa, capaz de reservar um
volume de até 500 ml. Apresenta uma extensão
intermediária em PVC com pinça corta-fluxo,
um conector de duas ou três vias e um cateter
de drenagem com agulha de aço cirúrgico,
utilizado pela equipe médica no momento de
sua instalação para perfuração do local de
passagem do dreno.
Diferencia-se do dreno JP por possuir sua
bomba de sucção em formato de sanfona (o JP
tem formato de pera). Por isso, exige cuidados
de enfermagem similares: retirada e mensuração de líquido drenado.
Atenção
O extensor deve se manter clampeado durante o processo e, após a retirada, é preciso realizar
compressão do reservatório para que ocorra a pressão negativa do circuito. 
Dreno de tórax
É um tipo específico de dispositivo utilizado para o pós-operatório das cirurgias torácicas ou cardíacas,
posicionado em região pleural ou mediastinal ao final do procedimento cirúrgico. Trata-se de um tubo
produzido em polietileno introduzido na cavidade, geralmente com mais de uma abertura na extremidade.
 
Há um tubo extensor no qual ocorre a conexão do dreno ao frasco coletor de polietileno rígido com um
suporte na base.
Tubo do dreno de tórax
O dreno de tórax possui uma particularidade: a necessidade de um selo de água no frasco reservatório, cujo
volume deve corresponder a 500 ml de água destilada (aproximadamente 2,5 cm). Esse selo d’água impede
que ocorra o refluxo de ar para dentro da cavidade torácica e cause um pneumotórax no paciente.
Sistema completo de dreno de tórax.
Cuidados de enfermagem
O dreno de tórax exige cuidados específicos:
Fazer curativo no sítio do dreno (parede torácica) a cada 12h ou 24h ou sempre que
necessário.
Atentar para os locais de conexão, para que não ocorra possibilidade de entrada de ar no
sistema.
Mensurar o fluido drenado a cada 12h ou 24h ou conforme indicação médica (descontar o
volume do selo d’água). Por exemplo, se foram drenados 200 ml de sangue, isso significa que
no frasco há 700 ml (500 ml de selo d’água + 200 ml de sangue).
Realizar a troca da água destilada do selo d’água. Essa troca deve ser realizada a cada 12h,
sendo necessário o clampeamento do tubo extensor antes da abertura do frasco reservatório.
É importante também fazer a demarcação do limite do selo com uma fita ou um esparadrapo
para identificar onde termina o selo d’água e inicia a secreção drenada.
Atenção
Independentemente do tipo de dreno utilizado, os cuidados de enfermagem devem ser executados de
forma integral, respeitando os conceitos da SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem) em sua
totalidade, visto que qualquer etapa esquecida pode produzir como consequência complicações no
processo de cuidados do paciente. 
Apresentamos os tipos de drenos mais comuns na nossa atividade laboral, porém existem outros drenos
utilizados em situações específicas:
• 
• 
• 
• 
 
Dreno de Kehr: Em procedimentos em vias biliares.
Dreno de Pigtail: Em pós-operatório de nefrostomia;
Dreno de Abramson: Em procedimentos abdominais com drenagem de grandes volumes.
Indicações de instalação de drenos
Assista ao vídeo em que o especialista Rodrigo Lima explica o que é um dreno cirúrgico e para que serve,
descrevendo sucintamente as diferenças de uso para os principais drenos cirúrgicos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
J. R., 28 anos, foi submetido à instalação de um dreno de tórax após admissão em
emergência, em que foi identificado um hemotórax. Em relação a esse tipo de dispositivo
específico, é preciso
A
manter a ponta distal do dreno sob o selo d’água.
B
manter o paciente em decúbito dorsal.
C
colocar o frasco coletor no mesmo nível do tórax.
D
colocar o paciente deitado do lado esquerdo.
E
aspirar vias aéreas superiores.
A alternativa A está correta.
Os cuidados com o selo d’água são importantes, pois sua finalidade é impedir a entrada de ar na cavidade
torácica do paciente.
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• 
• 
Questão 2
O enfermeiro Jaime, ao realizar exame físico em seu paciente, observou que ele apresentava
um curativo limpo e seco externamente recobrindo um dispositivo laminar, de látex em
sistema aberto, onde foi possível avaliar a saída de pequena quantidade de secreção
serossanguinolenta em região monogástrica. Ao fazer a leitura desse caso, podemos observar
que se trata de qual tipo de dreno?
A
De tórax
B
Jackson Pratt
C
Hemovac
D
De Kehr
E
De Penrose
A alternativa E está correta.
O dreno de Penrose é um dispositivo que se destaca por sua composição em látex. É classificado como
laminar em sistema aberto.
3. Cateteres
Cateteres venosos
Os dispositivos venosos para coleta de material sanguíneo em exames laboratoriais ou em infusão de
medicações estão sempre presentes em nossa prática profissional, e é através deles que normalmente
iniciamos tanto o diagnóstico quanto as terapias infusionais para o tratamento das patologias.
Os cateteres venosos podem ter inserções periféricas (procedimento realizado pela equipe de enfermagem)
ou centrais (procedimento realizado pela equipe médica), totalmente implantados ou semi-implantados. O tipo
de cateter a ser utilizado depende da terapia à qual o paciente é submetido.
 
Através dos dispositivos vasculares é possível realizar uma série de condutas em saúde, tais como:
 
Hemodiálise
Quimioterapia
Nutrição parenteral
Monitorização hemodinâmica
Administração de fluidos, nutrientes, medicações, hemoderivados
Procedimentos diagnósticos (coleta de material para exames, infusão de contraste etc.)
Cateteres venosos periféricos
São dispositivos vasculares de curta duração, mais utilizados para inserção emacessos vasculares venosos
nos membros superiores, usualmente em emergências, quando é necessária uma ação imediata com terapia
intravascular (fácil inserção). Nessas situações, é indicada a utilização de cateteres de maior calibre,
preferencialmente em par.
 
Os cateteres periféricos se dividem em dois tipos:
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• 
• 
Cateteres agulhados (Scalp)
Confeccionados em aço inoxidável, não flexíveis, com diferentes calibres,
sua utilização está ligada às terapias infusionais de curta duração e baixo
volume, não sendo indicado período de permanência. Normalmente, são
empregados em situações em que a infusão será realizada in bolus, ou
seja, em esquema terapêutico farmacológico de dose única. Podem
também ser utilizados em coletas de material sanguíneo para exames
laboratoriais.
Cateteres sobre agulha (Jelco)
Têm agulha recoberta por dispositivo siliconado (que fica inserido no
acesso vascular venoso do paciente). São ideais para punções venosas
com previsão de terapia infusional por tempo prolongado. A Anvisa indica
em seu manual Medidas de prevenção de infecção relacionada à
assistência à saúde (2017) que rotineiramente o cateter periférico não
seja trocado em um período inferior a 96h.
Comentário
Os dispositivos agulhados se apresentam em numeração ímpar, variando de 19 g (mais calibrosos); 21 g
e 23 g (calibres médios); e 25 g e 27 g (calibres menores). Já os cateteres não agulhados se apresentam
em numeração par, variando de 14 g (maiores e mais calibrosos, diminuindo de calibre conforme vai
aumentando sua numeração) até 24 g (pequenos e de menor calibre). 
A punção venosa periférica deve ser evitada em articulações. Em pacientes adultos, as veias de escolha
devem ser as das superfícies dorsal e ventral do antebraço, enquanto em pediatria deve ser considerado o
uso das veias da mão, do antebraço e braço. Em crianças menores de 3 anos, pode-se optar pelo uso das
veias da cabeça ou as veias do pé (em crianças que não deambulam).
 
As indicações para o preparo da pele são:
 
Realizar fricção com solução a base de álcool com gliconato de clorexidina > 0,5%, iodopovidona –
PVP-I alcoólico 10% ou álcool 70%. O tempo de aplicação da clorexidina é de 30 segundos, realizada
por meio de movimentos de vaivém; já o tempo de aplicação do PVPI é de 1,5 a 2,0 minutos, com
movimentos circulares (de dentro para fora).
Aguarde a secagem espontânea do antisséptico antes de proceder à punção.
A remoção dos pelos, quando necessária, deve ser realizada com tricotomizador elétrico ou tesouras.
Não utilize lâmina de barbear, pois aumenta o risco de infecção.
Limitar, no máximo, a duas tentativas de punção periférica por profissional e, no máximo, quatro
profissionais. Múltiplas tentativas de punção causam dor, atrasam o início do tratamento,
comprometem o vaso, aumentam custos e o risco de complicações. Pacientes com dificuldade de
• 
• 
• 
• 
acesso requerem avaliação minuciosa multidisciplinar para discussão das opções apropriadas (Anvisa,
2017).
Cateteres venosos centrais
São dispositivos implantados pelos médicos em veias centrais (jugulares internas, femorais ou subclávias)
com indicação para pacientes em casos críticos.
 
As indicações primárias para a realização desse procedimento são:
 
Hemodiálise
Monitoria hemodinâmica
Impossibilidade de punção de veias periféricas
Suporte para infusão rápida de fluidos durante reanimação
Introdução de cateter de marca-passo cardíaco ou Swan Ganz
Administração de soluções hipertônicas ou irritantes (nutrição parenteral total, NPT)
 
Os calibres dos cateteres venosos centrais variam, porém os mais utilizados são os de 5 French, 7 French, 8 a
11 French. Quanto maior o French, mais calibroso o cateter.
 
Por se tratar de um procedimento realizado por profissionais da medicina, cabe à equipe de enfermagem
realizar os cuidados relativos à separação do material para o procedimento e os cuidados referentes ao sítio
de inserção, como a troca do curativo, a manutenção da permeabilidade, além das soluções que serão
utilizadas na terapia.
Cateteres venosos centrais em veias (veia subclávia e jugular interna).
Existe um tipo de cateter central que pode ser instalado pela enfermagem, o cateter central de inserção
periférica (PICC). Trata-se de um dispositivo inserido em acesso periférico (veias cefálica, basílica ou
braquial), porém o posicionamento do seu ponto distal é em uma veia central (veia cava superior).
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Cateter central de inserção periférica (PICC)
Cateter venoso central totalmente implantado (Port-A-Cath)
Inserido cirurgicamente abaixo da pele, forma uma espécie de túnel em que é confeccionada uma bolsa em
região subcutânea (port) com membrana autosselante.
 
Esse dispositivo pode ser acessado por agulha inserida através da pele e normalmente é implantado na veia
jugular ou subclávia. O acesso ao dispositivo subcutâneo se dá através de um tipo especial de agulha.
Sua indicação é para a administração de medicamentos e coleta de sangue, principalmente em pacientes
oncológicos em tratamento quimioterápico. É indicado por possuir vantagens em relação aos acessos
vasculares periféricos, por sua durabilidade extensa — pode chegar a 2 mil utilizações de sítio, incorrendo em
menor taxa de infecções e quantitativo de punções periféricas.
 
Além do menor risco de complicações como flebites e infiltrações, proporciona mais conforto durante a
terapia medicamentosa. Trata-se de um dispositivo amplamente utilizado em quimioterapias em pacientes
oncológicos.
Atenção
O enfermeiro desempenha um importante papel no processo terapêutico, visto que é o profissional da
equipe multidisciplinar que tem contato mais recorrente com o sistema de cateteres implantados, seja na
realização de curativos, de punções ou demais procedimentos. 
Cateteres periféricos X Cateteres centrais
Assista ao vídeo em que o especialista Rodrigo Lima fará uma breve discussão de quando cada tipo de cateter
deve ser utilizado para realização de terapias medicamentosas e monitorizações hemodinâmicas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Ao observar que a senhora JS, 69 anos, daria início a uma terapia de longa duração com
quimioterápicos devido a uma miocardite, a enfermeira Joana resolveu questionar a equipe
médica sobre a possibilidade de um tipo específico de cateter venoso central, que tem como
características durabilidade maior do que os acessos periféricos tradicionais e menor risco de
processos de flebite e necrose cutânea. 
 
Sobre qual tipo de dispositivo a enfermeira Joana resolveu perguntar à equipe?
A
Cateter venoso central
B
Cateter vesical de demora
C
Cateter venoso central totalmente implantado
D
Cateter tipo Jelco
E
Cateter parenteral
A alternativa C está correta.
Em situações que demandem muito tempo de permanência de punções, com terapias farmacológicas que
apresentem maior risco de flebites ou processos necróticos, por exemplo, a quimioterapia, é indicado o uso
de cateter venoso central totalmente implantado.
Questão 2
Em um paciente chocado, com necessidade de reposição rápida de grandes quantidades de
volume, inclusive hemoderivados, qual a melhor forma de obter o acesso venoso?
A
Punção de veia subclávia direita, por ser acesso venoso central em sistema cava superior, mais facilmente
executável.
B
Punção de veia jugular interna direita, por ser acesso venoso central em sistema cava superior, com menor
risco de pneumotórax acidental.
C
Punção de veia femoral direita, uma vez que o acesso venoso central é necessário para reposição de
hemoderivados e a punção femoral é mais facilmente executável, com menor risco de complicações.
D
Inserção de dois cateteres intravenosos periféricos calibrosos.
E
A escolha do melhor acesso depende da experiência do profissional.
A alternativa D está correta.
Em situações de emergência, quando é necessária uma intervenção imediata, a indicação primária é a
obtenção de um acesso calibrosode mais fácil e rápida obtenção. Os cateteres periféricos calibrosos são a
primeira escolha nessas situações.
4. Conclusão
Considerações finais
Exploramos os diferentes tipos de drenos, sondas e cateteres com os quais o enfermeiro terá contato
rotineiramente em sua atividade profissional. É preciso capacitação para reconhecer cada tipo de dispositivo,
para que o enfermeiro tenha domínio sobre suas atribuições e competências.
 
Avaliar as indicações e usar as técnicas adequadas — de instalação, manipulação ou cuidados de enfermagem
— inerentes aos diferentes tipos de dispositivos são o apoio necessário para a evolução na profissão e nas
atividades assistenciais na atenção primária, secundária e terciária.
Podcast
O especialista Rodrigo Lima falará sobre a importância da diferenciação dos tipos de dispositivos e os
benefícios que esses conhecimentos trazem para a profissão.
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Entenda mais sobre os cuidados relacionados aos cateteres venosos na biblioteca virtual do Conselho Federal
de Enfermagem (COFEN) lendo o texto Cateteres periféricos: novas recomendações da Anvisa garantem
segurança na assistência.
 
Leia, ainda, o documento Procedimento operacional padrão, cuidados com drenos cirúrgicos, do Hospital
Universitário Gaffrée e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. ANVISA. Medidas de prevenção de infecção relacionadas à
assistência de saúde. Brasília: Anvisa, 2017. (Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de
Saúde). 
 
CARMAGNANI, I. M. et al. Procedimentos de enfermagem: guia prático. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019. 330 p.
 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. COFEN. Resolução no 0450/2013. Normatiza o procedimento de
Sondagem Vesical no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem. Brasília: COFEN, 2013.
 
HEATHCARE INFECTION CONTROL PRACTICES ADVISORY COMITEE. HICPAC. Guidelines for prevention of
catheter associated urinary tract infections. Atlanta: HICPAC, 2009.
 
SMELTZER, S. C. et al. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
	Sondas, drenos e cateteres
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Sondas
	O que é sonda?
	Sondagem gastrointestinal
	Sondas nasogástricas
	Atenção
	Comentário
	Passo 1
	Passo 2
	Passo 3
	Passo 4
	Atenção
	Saiba mais
	Sondas enterais
	Passo 1
	Passo 2
	Passo 3
	Passo 4
	Atenção
	Sondas de gastrostomia (GEP) e jejunostomia (JEP)
	Atenção
	Complicações de sondagens gastrointestinais
	Obstrução do lúmen do dispositivo
	Broncoaspiração
	Traumas locais
	Sondas vesicais
	Sonda vesical de alívio (SVA)
	Atenção
	Sondagem vesical de demora (SVD)
	Atenção
	A diferença entre sonda vesical de alívio e de demora
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	(IBFC, 2013) Em relação à sondagem vesical, leia as frases a seguir e marque (F) se a afirmativa for falsa e (V) se for verdadeira. Em seguida, assinale a alternativa que contém a sequência correta:( ) Durante a passagem da sonda vesical no sexo feminino, a paciente deve ficar em posição de litotomia, expondo apenas os genitais.
	( ) Realiza-se irrigação vesical para prevenir a obstrução da sonda vesical pela remoção de coágulos sanguíneos, secreções ou fragmentos.
	( ) Na sondagem vesical de alívio, deve ser insuflado o balão com a quantidade de água indicada na sonda durante o procedimento de esvaziamento da bexiga. Depois, deve ser desinsuflado o balão para a retirada da sonda.
	( ) Não há necessidade de troca rotineira da sonda vesical de demora, devendo ser realizada em situações de presença de grande quantidade de resíduos no sistema de drenagem, obstrução do cateter ou da bolsa coletora, violação do sistema e contaminação, entre outras.
	(IABAS, 2017) Com relação à passagem de sonda nasogástrica, assinale a seguir a alternativa correta.
	2. Drenos
	O que são drenos?
	Classificação dos drenos
	Laminares
	Tubulares
	Capilaridade
	Gravidade
	Sucção
	Tipos de drenos
	Dreno de Penrose
	Cuidados de enfermagem
	Atenção
	Dreno com reservatório de Jackson Pratt (JP)
	Cuidados de enfermagem
	Atenção
	Dreno Hemovac/Portovac
	Atenção
	Dreno de tórax
	Cuidados de enfermagem
	Atenção
	Indicações de instalação de drenos
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	J. R., 28 anos, foi submetido à instalação de um dreno de tórax após admissão em emergência, em que foi identificado um hemotórax. Em relação a esse tipo de dispositivo específico, é preciso
	O enfermeiro Jaime, ao realizar exame físico em seu paciente, observou que ele apresentava um curativo limpo e seco externamente recobrindo um dispositivo laminar, de látex em sistema aberto, onde foi possível avaliar a saída de pequena quantidade de secreção serossanguinolenta em região monogástrica. Ao fazer a leitura desse caso, podemos observar que se trata de qual tipo de dreno?
	3. Cateteres
	Cateteres venosos
	Cateteres venosos periféricos
	Cateteres agulhados (Scalp)
	Cateteres sobre agulha (Jelco)
	Comentário
	As indicações para o preparo da pele são:
	Cateteres venosos centrais
	Cateter venoso central totalmente implantado (Port-A-Cath)
	Atenção
	Cateteres periféricos X Cateteres centrais
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Ao observar que a senhora JS, 69 anos, daria início a uma terapia de longa duração com quimioterápicos devido a uma miocardite, a enfermeira Joana resolveu questionar a equipe médica sobre a possibilidade de um tipo específico de cateter venoso central, que tem como características durabilidade maior do que os acessos periféricos tradicionais e menor risco de processos de flebite e necrose cutânea.
	Sobre qual tipo de dispositivo a enfermeira Joana resolveu perguntar à equipe?
	Em um paciente chocado, com necessidade de reposição rápida de grandes quantidades de volume, inclusive hemoderivados, qual a melhor forma de obter o acesso venoso?
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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