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CRUZ DAS ALMAS-BA
PREFEITURA MUNICIPAL DE CRUZ DAS ALMAS - BAHIA
Assistente Administrativo
EDITAL DE ABERTURA 01/2023
CÓD: OP-095NV-23
7908403545476
• A Opção não está vinculada às organizadoras de Concurso Público. A aquisição do material não garante sua inscrição ou ingresso na
carreira pública,
• Sua apostila aborda os tópicos do Edital de forma prática e esquematizada,
• Dúvidas sobre matérias podem ser enviadas através do site: www.apostilasopção.com.br/contatos.php, com retorno do professor
no prazo de até 05 dias úteis.,
• É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código Penal.
Apostilas Opção, a Opção certa para a sua realização.
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Leitura, compreensão e interpretação de textos. ...................................................................................................................... 5
2. Vocabulário: sentido denotativo e conotativo, sinonímia, antonímia, homonímia, paronímia e polissemia. ........................... 5
3. Ortografia: emprego das letras, das palavras e da acentuação gráfica. ..................................................................................... 6
4. Pontuação: emprego de todos os sinais de pontuação. ............................................................................................................ 7
5. Classes de palavras: pronomes - classificação, emprego e colocação pronominal (próclise, ênclise e mesóclise); verbos - em-
prego dos modos e tempos, flexões dos verbos irregulares, abundantes e defectivos, e vozes verbais; preposições - relações
semânticas estabelecidas pelas preposições e locuções prepositivas; conjunções - classificação, relações estabelecidas por
conjunções, locuções conjuntivas; substantivos - classificação e flexões; adjetivos - classificação e flexões. ........................... 11
6. Termos da oração: identificação e classificação. Processos sintáticos de coordenação e subordinação. Classificação dos perí-
odos e orações. .......................................................................................................................................................................... 18
7. Concordância nominal e concordância verbal. ........................................................................................................................... 22
8. Regência nominal e regência verbal. ......................................................................................................................................... 24
9. Emprego do acento indicativo de crase. ..................................................................................................................................... 25
Legislação Municipal
1. Lei Orgânica do Município de Cruz das Almas/BA ..................................................................................................................... 31
2. Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Cruz das Almas ........................................................................................... 60
Conhecimentos Específicos
Assistente Administrativo
1. Técnicas de atendimento ao público interno e externo ............................................................................................................. 75
2. Relacionamento interpessoal .................................................................................................................................................... 79
3. Recepção e despacho de documentos ....................................................................................................................................... 82
4. Uso de equipamentos de escritório ........................................................................................................................................... 83
5. Conhecimentos sobre administração de materiais .................................................................................................................... 86
6. Noções de administração em geral. ........................................................................................................................................... 106
7. Funções administrativas: planejamento, organização, direção e controle ................................................................................ 114
8. Conhecimentos de documentos rotineiros, tais como: ofícios, memorandos, requisições, relatórios, atas, portarias, declara-
ções, atestados, avisos, despachos, portarias, requerimentos, e demais correspondências; Correspondência oficial: recebi-
mentos e envios .......................................................................................................................................................................... 127
9. Noções de gestão em processos, projetos e recursos humanos ................................................................................................. 151
10. Protocolos em geral, recebimento, envio e registro ................................................................................................................... 156
11. Conhecimentos básicos em licitações e contratos. ..................................................................................................................... 156
12. Técnicas de arquivamento .......................................................................................................................................................... 217
13. Noções básicas de Informática .................................................................................................................................................. 225
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LÍNGUA PORTUGUESA
LEITURA, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEX-
TOS.
Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje-
tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é
importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o
texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido
completo.
A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e
de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci-
ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua
interpretação.
A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do
conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que
está escrito ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpreta-
ção é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do reper-
tório do leitor.
Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto,
é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi-
suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido
de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar
expressões, gestos e cores quando se trata de imagens.
Dicas práticas
1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con-
ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa-
rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível,
adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.
2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca
por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe-
cidas.
3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon-
te de referências e datas.
4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de
opiniões.
5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques-
tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin-
tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de
acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do
texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto
que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor
quando afirma que...
VOCABULÁRIO: SENTIDO DENOTATIVO E CONOTATI-
VO, SINONÍMIA, ANTONÍMIA, HOMONÍMIA, PARONÍ-
MIA E POLISSEMIA.
Esteuma qualidade à palavra a que se referem, escla-
recendo um pouco mais seu sentido, mas sem restringi-lo ou especificá-lo.
Orações Reduzidas
São caracterizadas por possuírem o verbo nas formas de gerúndio, particípio ou infinitivo. Ao contrário das demais orações subordi-
nadas, as orações reduzidas não são ligadas através dos conectivos. Há três tipos de orações reduzidas:
- Orações reduzidas de infinitivo:
Infinitivo: terminações –ar, -er, -ir.
Reduzida: Meu desejo era ganhar na loteria.
Desenvolvida: Meu desejo era que eu ganhasse na loteria. (Oração Subordinada Substantiva Predicativa)
- Orações Reduzidas de Particípio:
Particípio: terminações –ado, -ido.
Reduzida: A mulher sequestrada foi resgatada.
Desenvolvida: A mulher que sequestraram foi resgatada. (Oração Subordinada Adjetiva Restritiva)
- Orações Reduzidas de Gerúndio:
Gerúndio: terminação –ndo.
Reduzida: Respeitando as regras, não terão problemas.
Desenvolvida: Desde que respeitem as regras, não terão problemas. (Oração Subordinada Adverbial Condicional)
CONCORDÂNCIA NOMINAL E CONCORDÂNCIA VERBAL.
Concordância é o efeito gramatical causado por uma relação harmônica entre dois ou mais termos. Desse modo, ela pode ser verbal
— refere-se ao verbo em relação ao sujeito — ou nominal — refere-se ao substantivo e suas formas relacionadas.
• Concordância em gênero: flexão em masculino e feminino
• Concordância em número: flexão em singular e plural
• Concordância em pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa
Concordância nominal
Para que a concordância nominal esteja adequada, adjetivos, artigos, pronomes e numerais devem flexionar em número e gênero,
de acordo com o substantivo. Há algumas regras principais que ajudam na hora de empregar a concordância, mas é preciso estar atento,
também, aos casos específicos.
Quando há dois ou mais adjetivos para apenas um substantivo, o substantivo permanece no singular se houver um artigo entre os
adjetivos. Caso contrário, o substantivo deve estar no plural:
• A comida mexicana e a japonesa. / As comidas mexicana e japonesa.
Quando há dois ou mais substantivos para apenas um adjetivo, a concordância depende da posição de cada um deles. Se o adjetivo
vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo:
• Linda casa e bairro.
Se o adjetivo vem depois dos substantivos, ele pode concordar tanto com o substantivo mais próximo, ou com todos os substantivos
(sendo usado no plural):
• Casa e apartamento arrumado. / Apartamento e casa arrumada.
• Casa e apartamento arrumados. / Apartamento e casa arrumados.
Quando há a modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco, os adjetivos devem ser flexionados no plural:
• As talentosas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles estão entre os melhores escritores brasileiros.
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Quando o adjetivo assume função de predicativo de um sujeito ou objeto, ele deve ser flexionado no plural caso o sujeito ou objeto
seja ocupado por dois substantivos ou mais:
• O operário e sua família estavam preocupados com as consequências do acidente.
CASOS ESPECÍFICOS REGRA EXEMPLO
É PROIBIDO
É PERMITIDO
É NECESSÁRIO
Deve concordar com o substantivo quando há presença
de um artigo. Se não houver essa determinação, deve
permanecer no singular e no masculino.
É proibida a entrada.
É proibido entrada.
OBRIGADO / OBRIGADA Deve concordar com a pessoa que fala. Mulheres dizem “obrigada” Homens dizem
“obrigado”.
BASTANTE
Quando tem função de adjetivo para um substantivo,
concorda em número com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, permanece invariável.
As bastantes crianças ficaram doentes com a
volta às aulas.
Bastante criança ficou doente com a volta às
aulas.
O prefeito considerou bastante a respeito da
suspensão das aulas.
MENOS É sempre invariável, ou seja, a palavra “menas” não
existe na língua portuguesa.
Havia menos mulheres que homens na fila
para a festa.
MESMO
PRÓPRIO
Devem concordar em gênero e número com a pessoa a
que fazem referência.
As crianças mesmas limparam a sala depois
da aula.
Eles próprios sugeriram o tema da formatura.
MEIO / MEIA
Quando tem função de numeral adjetivo, deve
concordar com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, modificando um
adjetivo, o termo é invariável.
Adicione meia xícara de leite.
Manuela é meio artista, além de ser
engenheira.
ANEXO INCLUSO Devem concordar com o substantivo a que se referem.
Segue anexo o orçamento.
Seguem anexas as informações adicionais
As professoras estão inclusas na greve.
O material está incluso no valor da
mensalidade.
Concordância verbal
Para que a concordância verbal esteja adequada, é preciso haver flexão do verbo em número e pessoa, a depender do sujeito com o
qual ele se relaciona.
Quando o sujeito composto é colocado anterior ao verbo, o verbo ficará no plural:
• A menina e seu irmão viajaram para a praia nas férias escolares.
Mas, se o sujeito composto aparece depois do verbo, o verbo pode tanto ficar no plural quanto concordar com o sujeito mais próximo:
• Discutiram marido e mulher. / Discutiu marido e mulher.
Se o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo deve ficar no plural e concordando com a pessoa que
tem prioridade, a nível gramatical — 1ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2ª (tu, vós); a 2ª tem prioridade em relação à 3ª (ele,
eles):
• Eu e vós vamos à festa.
Quando o sujeito apresenta uma expressão partitiva (sugere “parte de algo”), seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo
pode ficar tanto no singular quanto no plural:
• A maioria dos alunos não se preparou para o simulado. / A maioria dos alunos não se prepararam para o simulado.
Quando o sujeito apresenta uma porcentagem, deve concordar com o valor da expressão. No entanto, quanto seguida de um subs-
tantivo (expressão partitiva), o verbo poderá concordar tanto com o numeral quanto com o substantivo:
• 27% deixaram de ir às urnas ano passado. / 1% dos eleitores votou nulo / 1% dos eleitores votaram nulo.
Quando o sujeito apresenta alguma expressão que indique quantidade aproximada, o verbo concorda com o substantivo que segue
a expressão:
• Cerca de duzentas mil pessoas compareceram à manifestação. / Mais de um aluno ficou abaixo da média na prova.
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Quando o sujeito é indeterminado, o verbo deve estar sempre na terceira pessoa do singular:
• Precisa-se de balconistas. / Precisa-se de balconista.
Quando o sujeito é coletivo, o verbo permanece no singular, concordando com o coletivo partitivo:
• A multidão delirou com a entrada triunfal dos artistas. / A matilha cansou depois de tanto puxar o trenó.
Quando não existe sujeito na oração, o verbo fica na terceira pessoa do singular (impessoal):
• Faz chuva hoje
Quando o pronome relativo “que” atua como sujeito, o verbo deverá concordar em número e pessoa com o termo da oração principal
ao qual o pronome faz referência:
• Foi Maria que arrumou a casa.
Quando o sujeito da oração é o pronome relativo “quem”, o verbo pode concordar tanto com o antecedente do pronome quanto com
o próprio nome, na 3ª pessoa do singular:
• Fui eu quem arrumei a casa. / Fui eu quem arrumou a casa.
Quando o pronome indefinido ou interrogativo, atuando como sujeito, estiver no singular, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular:
• Nenhum de nós merece adoecer.
Quando houver um substantivo que apresenta forma plural, porém com sentido singular, o verbo deve permanecer no singular. Ex-
ceto caso o substantivo vier precedido por determinante:
• Férias é indispensável para qualquer pessoa. / Meus óculos sumiram.
REGÊNCIA NOMINAL E REGÊNCIA VERBAL.
A regência estuda as relações de concordâncias entre os termos que completam o sentido tanto dos verbos quanto dos nomes. Dessa
maneira,há uma relação entre o termo regente (principal) e o termo regido (complemento).
A regência está relacionada à transitividade do verbo ou do nome, isto é, sua complementação necessária, de modo que essa relação
é sempre intermediada com o uso adequado de alguma preposição.
Regência nominal
Na regência nominal, o termo regente é o nome, podendo ser um substantivo, um adjetivo ou um advérbio, e o termo regido é o
complemento nominal, que pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral.
Vale lembrar que alguns nomes permitem mais de uma preposição. Veja no quadro abaixo as principais preposições e as palavras que
pedem seu complemento:
PREPOSIÇÃO NOMES
A
acessível; acostumado; adaptado; adequado; agradável; alusão; análogo; anterior; atento; benefício; comum;
contrário; desfavorável; devoto; equivalente; fiel; grato; horror; idêntico; imune; indiferente; inferior; leal; necessário;
nocivo; obediente; paralelo; posterior; preferência; propenso; próximo; semelhante; sensível; útil; visível...
DE
amante; amigo; capaz; certo; contemporâneo; convicto; cúmplice; descendente; destituído; devoto; diferente;
dotado; escasso; fácil; feliz; imbuído; impossível; incapaz; indigno; inimigo; inseparável; isento; junto; longe; medo;
natural; orgulhoso; passível; possível; seguro; suspeito; temeroso...
SOBRE opinião; discurso; discussão; dúvida; insistência; influência; informação; preponderante; proeminência; triunfo...
COM acostumado; amoroso; analogia; compatível; cuidadoso; descontente; generoso; impaciente; ingrato; intolerante;
mal; misericordioso; ocupado; parecido; relacionado; satisfeito; severo; solícito; triste...
EM abundante; bacharel; constante; doutor; erudito; firme; hábil; incansável; inconstante; indeciso; morador; negligente;
perito; prático; residente; versado...
CONTRA atentado; blasfêmia; combate; conspiração; declaração; fúria; impotência; litígio; luta; protesto; reclamação;
representação...
PARA bom; mau; odioso; próprio; útil...
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Regência verbal
Na regência verbal, o termo regente é o verbo, e o termo regi-
do poderá ser tanto um objeto direto (não preposicionado) quanto
um objeto indireto (preposicionado), podendo ser caracterizado
também por adjuntos adverbiais.
Com isso, temos que os verbos podem se classificar entre tran-
sitivos e intransitivos. É importante ressaltar que a transitividade do
verbo vai depender do seu contexto.
Verbos intransitivos: não exigem complemento, de modo que
fazem sentido por si só. Em alguns casos, pode estar acompanhado
de um adjunto adverbial (modifica o verbo, indicando tempo, lugar,
modo, intensidade etc.), que, por ser um termo acessório, pode ser
retirado da frase sem alterar sua estrutura sintática:
• Viajou para São Paulo. / Choveu forte ontem.
Verbos transitivos diretos: exigem complemento (objeto dire-
to), sem preposição, para que o sentido do verbo esteja completo:
• A aluna entregou o trabalho. / A criança quer bolo.
Verbos transitivos indiretos: exigem complemento (objeto in-
direto), de modo que uma preposição é necessária para estabelecer
o sentido completo:
• Gostamos da viagem de férias. / O cidadão duvidou da cam-
panha eleitoral.
Verbos transitivos diretos e indiretos: em algumas situações, o
verbo precisa ser acompanhado de um objeto direto (sem preposi-
ção) e de um objeto indireto (com preposição):
• Apresentou a dissertação à banca. / O menino ofereceu ajuda
à senhora.
EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO DE CRASE.
Crase é o nome dado à contração de duas letras “A” em uma
só: preposição “a” + artigo “a” em palavras femininas. Ela é de-
marcada com o uso do acento grave (à), de modo que crase não
é considerada um acento em si, mas sim o fenômeno dessa fusão.
Veja, abaixo, as principais situações em que será correto o em-
prego da crase:
• Palavras femininas: Peça o material emprestado àquela alu-
na.
• Indicação de horas, em casos de horas definidas e especifica-
das: Chegaremos em Belo Horizonte às 7 horas.
• Locuções prepositivas: A aluna foi aprovada à custa de muito
estresse.
• Locuções conjuntivas: À medida que crescemos vamos dei-
xando de lado a capacidade de imaginar.
• Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire na próxima
à esquerda.
Veja, agora, as principais situações em que não se aplica a cra-
se:
• Palavras masculinas: Ela prefere passear a pé.
• Palavras repetidas (mesmo quando no feminino): Melhor ter-
mos uma reunião frente a frente.
• Antes de verbo: Gostaria de aprender a pintar.
• Expressões que sugerem distância ou futuro: A médica vai te
atender daqui a pouco.
• Dia de semana (a menos que seja um dia definido): De terça
a sexta. / Fecharemos às segundas-feiras.
• Antes de numeral (exceto horas definidas): A casa da vizinha
fica a 50 metros da esquina.
Há, ainda, situações em que o uso da crase é facultativo
• Pronomes possessivos femininos: Dei um picolé a minha filha.
/ Dei um picolé à minha filha.
• Depois da palavra “até”: Levei minha avó até a feira. / Levei
minha avó até à feira.
• Nomes próprios femininos (desde que não seja especificado):
Enviei o convite a Ana. / Enviei o convite à Ana. / Enviei o convite à
Ana da faculdade.
DICA: Como a crase só ocorre em palavras no feminino, em
caso de dúvida, basta substituir por uma palavra equivalente no
masculino. Se aparecer “ao”, deve-se usar a crase: Amanhã iremos
à escola / Amanhã iremos ao colégio.
QUESTÕES
1. (ENEM - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu
biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava de-
safetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim
era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guara-
ni e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.
Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nati-
vistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor
de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e
até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas fa-
cetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito
será digitalizada.
História Viva, n.º 99, 2011.
Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alen-
car e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que
(A) a digitalização dos textos é importante para que os leitores
possam compreender seus romances.
(B) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante
porque deixou uma vasta obra literária com temática atempo-
ral.
(C) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digi-
talização, demonstra sua importância para a história do Brasil
Imperial.
(D) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importan-
te papel na preservação da memória linguística e da identidade
nacional.
(E) o grande romancista José de Alencar é importante porque
se destacou por sua temática indianista.
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2. (FUVEST - 2013) A essência da teoria democrática é a su-
pressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou
na crença de que os conflitos e problemas humanos – econômicos,
políticos, ou sociais – são solucionáveis pela educação, isto é, pela
cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida.
Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos
melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica
nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais
deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difu-
são desses conhecimentos, a mais completa, amais imparcial e em
termos que os tornem acessíveis a todos.
(Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.)
No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo
“chamadas” indica que o autor
(A) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise
crítica da sociedade.
(B) considera utópicos os objetivos dessas ciências.
(C) prefere a denominação “teoria social” à denominação “ci-
ências sociais”.
(D) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências.
(E) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.
3. (UERJ - 2016)
A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque as-
sinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação
de um tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado.
Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação
aos usuários da internet:
(A) proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do
processo.
(B) configuram julgamentos vazios, ainda que existam crimes
comprovados.
(C) emitem juízos sobre os outros, mas não se veem na posição
de acusados.
(D) apressam-se em opiniões superficiais, mesmo que possuam
dados concretos.
4. (INSTITUTO AOCP/2017 – EBSERH) Assinale a alternativa em
que todas as palavras estão adequadamente grafadas.
(A) Silhueta, entretenimento, autoestima.
(B) Rítimo, silueta, cérebro, entretenimento.
(C) Altoestima, entreterimento, memorização, silhueta.
(D) Célebro, ansiedade, auto-estima, ritmo.
(E) Memorização, anciedade, cérebro, ritmo.
5. (ALTERNATIVE CONCURSOS/2016 – CÂMARA DE BANDEI-
RANTES-SC) Algumas palavras são usadas no nosso cotidiano de
forma incorreta, ou seja, estão em desacordo com a norma culta
padrão. Todas as alternativas abaixo apresentam palavras escritas
erroneamente, exceto em:
(A) Na bandeija estavam as xícaras antigas da vovó.
(B) É um privilégio estar aqui hoje.
(C) Fiz a sombrancelha no salão novo da cidade.
(D) A criança estava com desinteria.
(E) O bebedoro da escola estava estragado.
6. (SEDUC/SP – 2018) Preencha as lacunas das frases abaixo
com “por que”, “porque”, “por quê” ou “porquê”. Depois, assinale a
alternativa que apresenta a ordem correta, de cima para baixo, de
classificação.
“____________ o céu é azul?”
“Meus pais chegaram atrasados, ____________ pegaram trân-
sito pelo caminho.”
“Gostaria muito de saber o ____________ de você ter faltado
ao nosso encontro.”
“A Alemanha é considerada uma das grandes potências mun-
diais. ____________?”
(A) Porque – porquê – por que – Por quê
(B) Porque – porquê – por que – Por quê
(C) Por que – porque – porquê – Por quê
(D) Porquê – porque – por quê – Por que
(E) Por que – porque – por quê – Porquê
7. (VUNESP/2017 – TJ-SP) Assinale a alternativa em que todas
as palavras estão corretamente grafadas, considerando-se as regras
de acentuação da língua padrão.
(A) Remígio era homem de carater, o que surpreendeu D. Firmi-
na, que aceitou o matrimônio de sua filha.
(B) O consôlo de Fadinha foi ver que Remígio queria desposa-la
apesar de sua beleza ter ido embora depois da doença.
(C) Com a saúde de Fadinha comprometida, Remígio não con-
seguia se recompôr e viver tranquilo.
(D) Com o triúnfo do bem sobre o mal, Fadinha se recuperou,
Remígio resolveu pedí-la em casamento.
(E) Fadinha não tinha mágoa por não ser mais tão bela; agora,
interessava-lhe viver no paraíso com Remígio.
8. (PUC-RJ) Aponte a opção em que as duas palavras são acen-
tuadas devido à mesma regra:
(A) saí – dói
(B) relógio – própria
(C) só – sóis
(D) dá – custará
(E) até – pé
9. (UEPG ADAPTADA) Sobre a acentuação gráfica das palavras
agradável, automóvel e possível, assinale o que for correto.
(A) Em razão de a letra L no final das palavras transferir a toni-
cidade para a última sílaba, é necessário que se marque grafi-
camente a sílaba tônica das paroxítonas terminadas em L, se
isso não fosse feito, poderiam ser lidas como palavras oxítonas.
(B) São acentuadas porque são proparoxítonas terminadas em L.
(C) São acentuadas porque são oxítonas terminadas em L.
(D) São acentuadas porque terminam em ditongo fonético – eu.
(E) São acentuadas porque são paroxítonas terminadas em L.
Por que
porque
porquê
por quê
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10. (UNIFESP - 2015) Leia o seguinte texto:
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?
Uma organização não governamental holandesa está propondo
um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias
sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o
grau de felicidade dos usuários longe da rede social.
O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológi-
cos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que
o teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder par-
ticipar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar
um contador na rede social.
Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade
dos participantes no 33º dia, no 66º e no último dia da abstinência.
Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam
em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso,
a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, 2que poderiam
ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.
(http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)
Após ler o texto acima, examine as passagens do primeiro pa-
rágrafo: “Uma organização não governamental holandesa está pro-
pondo um desafio” “O objetivo é medir o grau de felicidade dos
usuários longe da rede social.”
A utilização dos artigos destacados justifica-se em razão:
(A) da retomada de informações que podem ser facilmente de-
preendidas pelo contexto, sendo ambas equivalentes seman-
ticamente.
(B) de informações conhecidas, nas duas ocorrências, sendo
possível a troca dos artigos nos enunciados, pois isso não alte-
raria o sentido do texto.
(C) da generalização, no primeiro caso, com a introdução de
informação conhecida, e da especificação, no segundo, com
informação nova.
(D) da introdução de uma informação nova, no primeiro caso,
e da retomada de uma informação já conhecida, no segundo.
(E) de informações novas, nas duas ocorrências, motivo pelo
qual são introduzidas de forma mais generalizada
11. (UFMG-ADAPTADA) As expressões em negrito correspon-
dem a um adjetivo, exceto em:
(A) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
(B) Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
(C) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
(D) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga
sem fim.
(E) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.
12. (UMESP) Na frase “As negociações estariam meio abertas
só depois de meio período de trabalho”, as palavras destacadas são,
respectivamente:
(A) adjetivo, adjetivo
(B) advérbio, advérbio
(C) advérbio, adjetivo
(D) numeral, adjetivo
(E) numeral, advérbio
13. (BANCO DO BRASIL) Opção que preenche corretamente as
lacunas: O gerente dirigiu-se ___ sua sala e pôs-se ___ falar ___
todas as pessoas convocadas.
(A) à - à – à
(B) a - à – à
(C) à - a – a
(D) a - a – à
(E) à - a - à
14. (FEI) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as
lacunas das seguintes orações:
I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.
II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.
III. ___ dias está desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___
reunião.
(A) a - a - há - a – à
(B) à - a - a - há – a
(C) a - à - a - a – há
(D) há - a - à - a – a
(E) a - há - a - à – a.
15. (TRE) O uso do acento grave (indicativo de crase ou não)
está incorreto em:
(A) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar.
(B) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado.
(C) Não devemos fazer referências àqueles casos.
(D) Sairemos às cinco da manhã.
(E) Isto não seria útil à ela.
16. (FUNRIO – 2012) “Todos querem que nós
____________________.”
Apenas uma das alternativas completa coerente e adequada-
mente a frase acima. Assinale-a.(A) desfilando pelas passarelas internacionais.
(B) desista da ação contra aquele salafrário.
(C) estejamos prontos em breve para o trabalho.
(D) recuperássemos a vaga de motorista da firma.
(E) tentamos aquele emprego novamente.
17. (ITA - 1997) Assinale a opção que completa corretamente
as lacunas do texto a seguir:
“Todas as amigas estavam _______________ ansiosas
_______________ ler os jornais, pois foram informadas de que as
críticas foram ______________ indulgentes ______________ ra-
paz, o qual, embora tivesse mais aptidão _______________ ciên-
cias exatas, demonstrava uma certa propensão _______________
arte.”
(A) meio - para - bastante - para com o - para - para a
(B) muito - em - bastante - com o - nas - em
(C) bastante - por - meias - ao - a - à
(D) meias - para - muito - pelo - em - por
(E) bem - por - meio - para o - pelas – na
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18. (Mackenzie) Há uma concordância inaceitável de acordo
com a gramática:
I - Os brasileiros somos todos eternos sonhadores.
II - Muito obrigadas! – disseram as moças.
III - Sr. Deputado, V. Exa. Está enganada.
IV - A pobre senhora ficou meio confusa.
V - São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso.
(A) em I e II
(B) apenas em IV
(C) apenas em III
(D) em II, III e IV
(E) apenas em II
19. (FUVEST – 2001) A única frase que NÃO apresenta desvio
em relação à regência (nominal e verbal) recomendada pela norma
culta é:
(A) O governador insistia em afirmar que o assunto principal
seria “as grandes questões nacionais”, com o que discordavam
líderes pefelistas.
(B) Enquanto Cuba monopolizava as atenções de um clube, do
qual nem sequer pediu para integrar, a situação dos outros pa-
íses passou despercebida.
(C) Em busca da realização pessoal, profissionais escolhem a
dedo aonde trabalhar, priorizando à empresas com atuação
social.
(D) Uma família de sem-teto descobriu um sofá deixado por um
morador não muito consciente com a limpeza da cidade.
(E) O roteiro do filme oferece uma versão de como consegui-
mos um dia preferir a estrada à casa, a paixão e o sonho à regra,
a aventura à repetição.
20. (FUVEST) Assinale a alternativa que preenche corretamente
as lacunas correspondentes.
A arma ___ se feriu desapareceu.
Estas são as pessoas ___ lhe falei.
Aqui está a foto ___ me referi.
Encontrei um amigo de infância ___ nome não me lembrava.
Passamos por uma fazenda ___ se criam búfalos.
(A) que, de que, à que, cujo, que.
(B) com que, que, a que, cujo qual, onde.
(C) com que, das quais, a que, de cujo, onde.
(D) com a qual, de que, que, do qual, onde.
(E) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja.
21. (FESP) Observe a regência verbal e assinale a opção falsa:
(A) Avisaram-no que chegaríamos logo.
(B) Informei-lhe a nota obtida.
(C) Os motoristas irresponsáveis, em geral, não obedecem aos
sinais de trânsito.
(D) Há bastante tempo que assistimos em São Paulo.
(E) Muita gordura não implica saúde.
22. (FMPA – MG)
Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamen-
te aplicada:
(A) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes.
(B) A justiça infligiu pena merecida aos desordeiros.
(C) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.
(D) Devemos ser fieis aos cumprimentos do dever.
(E) A cessão de terras compete ao Estado.
23. (UEPB – 2010)
Um debate sobre a diversidade na escola reuniu alguns, dos
maiores nomes da educação mundial na atualidade.
Carlos Alberto Torres
1O tema da diversidade tem a ver com o tema identidade. Por-
tanto, 2quando você discute diversidade, um tema que cabe muito no
3pensamento pós-modernista, está discutindo o tema da 4diversida-
de não só em ideias contrapostas, mas também em 5identidades que
se mexem, que se juntam em uma só pessoa. E 6este é um processo
de aprendizagem. Uma segunda afirmação é 7que a diversidade está
relacionada com a questão da educação 8e do poder. Se a diversidade
fosse a simples descrição 9demográfica da realidade e a realidade fos-
se uma boa articulação 10dessa descrição demográfica em termos de
constante articulação 11democrática, você não sentiria muito a pre-
sença do tema 12diversidade neste instante. Há o termo diversidade
porque há 13uma diversidade que implica o uso e o abuso de poder,
de uma 14perspectiva ética, religiosa, de raça, de classe.
[…]
Rosa Maria Torres
15O tema da diversidade, como tantos outros, hoje em dia,
abre 16muitas versões possíveis de projeto educativo e de projeto
17político e social. É uma bandeira pela qual temos que reivindicar,
18e pela qual temos reivindicado há muitos anos, a necessidade 19de
reconhecer que há distinções, grupos, valores distintos, e 20que a
escola deve adequar-se às necessidades de cada grupo. 21Porém, o
tema da diversidade também pode dar lugar a uma 22série de coisas
indesejadas.
[…]
Adaptado da Revista Pátio, Diversidade na educação: limites e
possibilidades. Ano V, nº 20, fev./abr. 2002, p. 29.
Do enunciado “O tema da diversidade tem a ver com o tema
identidade.” (ref. 1), pode-se inferir que
I – “Diversidade e identidade” fazem parte do mesmo campo
semântico, sendo a palavra “identidade” considerada um hiperôni-
mo, em relação à “diversidade”.
II – há uma relação de intercomplementariedade entre “diversi-
dade e identidade”, em função do efeito de sentido que se instaura
no paradigma argumentativo do enunciado.
III – a expressão “tem a ver” pode ser considerada de uso co-
loquial e indica nesse contexto um vínculo temático entre “diversi-
dade e identidade”.
Marque a alternativa abaixo que apresenta a(s) proposi-
ção(ões) verdadeira(s).
(A) I, apenas
(B) II e III
(C) III, apenas
(D) II, apenas
(E) I e II
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24. (UNIFOR CE – 2006)
Dia desses, por alguns momentos, a cidade parou. As televi-
sões hipnotizaram os espectadores que assistiram, sem piscar, ao
resgate de uma mãe e de uma filha. Seu automóvel caíra em um
rio. Assisti ao evento em um local público. Ao acabar o noticiário, o
silêncio em volta do aparelho se desfez e as pessoas retomaram as
suas ocupações habituais. Os celulares recomeçaram a tocar. Per-
guntei-me: indiferença? Se tomarmos a definição ao pé da letra,
indiferença é sinônimo de desdém, de insensibilidade, de apatia e
de negligência. Mas podemos considerá-la também uma forma de
ceticismo e desinteresse, um “estado físico que não apresenta nada
de particular”; enfim, explica o Aurélio, uma atitude de neutralida-
de.
Conclusão? Impassíveis diante da emoção, imperturbáveis
diante da paixão, imunes à angústia, vamos hoje burilando nossa
indiferença. Não nos indignamos mais! À distância de tudo, segui-
mos surdos ao barulho do mundo lá fora. Dos movimentos de mas-
sa “quentes” (lembram-se do “Diretas Já”?) onde nos fundíamos na
igualdade, passamos aos gestos frios, nos quais indiferença e dis-
tância são fenômenos inseparáveis. Neles, apesar de iguais, somos
estrangeiros ao destino de nossos semelhantes. […]
(Mary Del Priore. Histórias do cotidiano. São Paulo: Contexto, 2001.
p.68)
Dentre todos os sinônimos apresentados no texto para o vo-
cábulo indiferença, o que melhor se aplica a ele, considerando-se
o contexto, é
(A) ceticismo.
(B) desdém.
(C) apatia.
(D) desinteresse.
(E) negligência.
25. (CASAN – 2015) Observe as sentenças.
I. Com medo do escuro, a criança ascendeu a luz.
II. É melhor deixares a vida fluir num ritmo tranquilo.
III. O tráfico nas grandes cidades torna-se cada dia mais difícil
para os carros e os pedestres.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso adequado de ho-
mônimos e parônimos.
(A) I e III.
(B) II e III.
(C) II apenas.
(D) Todas incorretas.
GABARITO
1 D
2 E
3 C
4 A
5 B
6 C
7 E
8 B
9 E
10 D
11 B
12 B
13 C
14 A
15 E
16 C
17 A
18 C
19 E
20 C
21 A
22 C
23 B
24 D
25 C
ANOTAÇÕES
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LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CRUZ DAS ALMAS/
BA
PREÂMBULO
Nós, os representantes do povo de Cruz das Almas, constituí-
dos em Po der Legislativo Orgânico deste Município, reunidos em
Câmara Municipal, com as atribuições previstas no Artigo 29 da
Constituição Federal, votamos e promulgamos a seguinte LEI ORG
ÂNICA
Nós, Vereadores do Município de Cruz das Almas, no uso de
nossas atribuições legais e no exercício dos poderes a nós outor-
gados pela Carta Magna de 1988, pela Constituição do Estado da
Bahia, nos termos do artigo SO inciso I da Lei Orgânica do Município
de Cruz das Almas, de OS de abril de1990 e demais institutos legais,
sob a proteção de Deus e com o apoio da comunidade cruzalmen-
se, uni dos com o escopo de preservar o Estado Democrático de
Direito e os Direitos e Garantias Fundamentais do homem (como a
liberdade, a igualdade, o combate a qualquer forma de opressão,
preconceito, exploração do homem pelo homem, etc.), velando
pela prevalência da Paz e pela Justiça Social, promulgamos a pri-
meira Emenda Substitutiva à Lei Orgânica do Município de Cruz das
Almas, revi sando - a, atualizando - a, ampliando - a e apresentando
sua 2a Edição.
Cruz das Almas, 12 de novembro de 2002.
A Mesa da Câmara Municipal de Cruz das Almas, nos termos do
Artigo 50, Inciso I, da Lei Orgânica do Município de Cruz das Almas,
de 05 de abril de 1990, promulga a seguinte Emenda Substitutiva à
Lei Orgânica.
Fica alterada a Lei Orgânica do Município de Cruz das Almas,
passando a vigorar com a redação seguinte.
TÍTULO I
DOS FUNDAMENTOS DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL
Art. 1° O Município de Cruz das Almas integra a união indisso-
lúvel da República Federativa do Brasil e tem como fundamentos:
I - a autonomia;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Art. 2° Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio
de representantes eleitos diretamente, nos termos da Constituição
Estadual e desta Lei Orgânica.
Art. 3º São objetivos fundamentais dos cidadãos deste Municí-
pio e de seus representantes:
I - assegurar a construção de uma sociedade livre, justa e soli-
dária;
II - garantir o desenvolvimento local e regional;
III - contribuir para o desenvolvimento estadual e nacional;
IV - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desi-
gualdades sociais na área urbana e na área rural;
V - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem,
raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 4° Os direitos e deveres individuais e coletivos, na forma
prevista na Constituição Federal, integram esta Lei Orgânica e de-
vem ser afixados em todas as repartições públicas do Município,
nas escolas, nos hospitais ou em qualquer local de acesso público,
para que todos possam, permanentemente, tomar ciência, exigir
o seu cumprimento por parte das autoridades e cumprir, por sua
parte, o que cabe a cada cidadão habitante deste município ou que
emseu território transite.
TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL
CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA
Art. 5° • O Município de Cruz das Almas, pessoa jurídica de di-
reito público interno, é unidade integrante da organização político
administrativa do Estado da Bahia, no pleno uso da sua autonomia
política, administrativa e financeira, reger - se - á por esta Lei Orgâ-
nica e pelas Leis que adotar, observados os preceitos e princípios
da Constituição Federal e da Constituição Estadual, nos limites do
seu território.
Art. 6º São Poderes do Município, independentes e harmônicos
entre si o Legislativo e o Executivo.
Art. 7º São símbolos do Município sua Bandeira, seu Hino e seu
Brasão.
Parágrafo Único A lei poderá estabelecer outros símbolos, dis-
pondo sobre o seu uso no território do Município.
Art. 8° Constituem bens do Município todas as coisas móveis e
imóveis, por natureza ou acessão física, direitos e ações que atual-
mente lhe pertençam a qualquer título, bem assim os que lhe vie-
rem a ser atribuídos por lei e os que se incorporarem ao seu patri-
mônio por ato jurídico perfeito.
Art. 9º A sede do Município dá - lhe o nome e tem a categoria
de cidade.
§1º Constituem bairros as porções contínuas e contíguas do
território da sede, com denominação própria, representando meras
divisões geográficas desta.
§2° É facultada a descentralização administrativa com a criação,
nos bairros, de sub - sedes da Prefeitura, na forma de lei de iniciati-
va do Poder Executivo.
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CAPÍTULO II
DA DIVISÃO ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO
Art. 10 O Município poderá dividir - se, para fins administrati-
vos, em Distritos a serem criados, organizados, suprimidos ou fun-
didos por lei após consulta plebiscitária à população diretamente
interessada, observada a legislação estadual e o atendimento aos
requisitos estabelecidos no art. 12 desta Lei Orgânica.
§1º A criação do Distrito poderá efetuar - se mediante fusão
de dois ou mais Distritos, que serão suprimidos, sendo dispensa-
da, nesta hipótese, a verificação dos requisitos do art. 12 desta Lei
Orgânica.
§2° A extinção do Distrito somente se efetuará mediante con-
sulta plebiscitária à população da área interessada.
§3º O Distrito terá o nome da respectiva sede, cuja categoria
será a de vila.
Art. 11 Distrito é parte do território do Município, dividido para
fins administrativos de circunscrição territorial e de jurisdição mu-
nicipal, com denominação própria.
§1° Aplica - se ao distrito o disposto no §2° do artigo 9º desta
Lei Orgâ nica.
§2º O distrito poderá subdividir - se em vilas, de acordo com
a lei.
Art. 12 São requisitos para a criação de distritos:
I - população, eleitorado e 1rrecadação não inferiores à quinta
parte exigida para a criação de município;
II - existência, na povoação - sede, de, pelo menos, cinquenta
moradias, escola pública, posto de saúde e posto policial.
Parágrafo Único Comprova - se o atendimento às exigências
enumeradas neste artigo mediante:
I - declaração, emitida pela Fundação Instituto Brasileiro de Ge-
ografia e Estatística IBGE, de estimativa de população;
II - certidão, emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral, certifican-
do o número de eleitores;
III - certidão, emitida pelo agente municipal de estatística ou
pela repartição competente do Município, certificando o numero
de moradias;
IV - certidão do órgão fazendário estadual e do municipal, cer-
tificando a arrecadação na respectiva área territorial;
V - certidão, emitida pela Prefeitura ou pelas Secretarias de
Educação, de Saúde e de Segurança Pública do Estado, certificando
a existência de escola pública e de postos de saúde e policial na
povoação - sede.
Art. 13 Na fixação das divisas distritais devem ser observadas
as seguintes normas:
I - sempre que possível, serão evitadas formas assimétricas, es-
trangulamentos e alongamentos exagerados;
IIpreferência, para a delimitação, às linhas naturais, facilmente
identificáveis;
III - na inexistência de linhas naturais, utilização de linha reta,
cujos extremos, pontos naturais ou não, sejam facilmente identifi-
cáveis;
IV - é vedada a interrupção da continuidade territorial do Mu-
nicípio ou do distrito de origem.
Parágrafo Único As divisas distritais devem ser descritas trecho
a trecho, salvo, para evitar duplicidade, nos trechos que coincidirem
com os limites municipais.
Art. 14 A alteração de divisão administrativa do Município so-
mente pode ser feita quadrienalmente no ano anterior ao das elei-
ções municipais.
Art. 15 A instalação do Distrito far - se - á perante o Juiz de Di-
reito da Comarca, na sede do Distrito.
CAPÍTULO III
DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO
SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Art. 16 Ao Município compete prover a tudo quanto diga res-
peito ao seu peculiar interesse e ao bem estar de sua população,
cabendo - lhe, privativamente, dentre outras, as seguintes atribui-
ções:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual, no que cou-
ber;
II - Ielaborar as diretrizes orçamentárias, o orçamento anual e
o plano plurianual;
IV - instituir e arrecadar tributos, bem como aplicar as suas ren-
das;
V - fixar, fiscalizar e cobrar tarifas ou preços públicos;
VI - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação
estadual;
VII - dispor sobre organização, administração e execução dos
serviços municipais;
VIII - dispor sobre administração, utilização e alienação dos
bens públicos;
IX - organizar o quadro e estabelecer o regime jurídico dos ser-
vidores públicos;
X - organizar e prestar, diretamente ou sob o regime de conces-
são ou permissão, os serviços públicos locais, inclusive o de trans-
porte coletivo, que tem caráter essencial;
XI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e
do Estado, programas de educação pré - escolar e de ensino funda-
mental;
XII - instituir, executar e apoiar programas educacionais e cul-
turais que propiciem o pleno desenvolvimento da criança e do ado-
lescente;
XIII - amparar, de modo especial, os idosos e os portadores de
deficiência;
XIV - estimular a participação popular na formulação de políti-
cas públicas e sua ação governamental, estabelecendo programas
de incentivo a projetos de organização comunitária nos campos so-
cial e econômico, cooperativas de produção e mutirões;
XV - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e
do Estado, serviços de atendimento à saúde da população, inclusive
assistência nas emergências médico - hospitalares de pronto - so-
corro com recursos próprios ou mediante convênio com entidades
especializadas;
XVI - planejar e controlar, de forma adequada e ordenada o
uso, o parcelamento e a ocupação do solo em seu território;
XVII - estabelecer normas de edificação, de loteamento, de ar-
ruamento e de zoneamento urbano e rural, bem como as limitações
urbanísticas convenientes a ordenação do seu território, observa-
das as diretrizes das leis federal e estadual;
XVIII - instituir, planejar e fiscalizar programas de desenvol-
vimento urbano nas áreas de habitação e saneamento básico, de
acordo com as diretrizes estabelecidas na legislação federal, sem
prejuízo do exercício da competência comum correspondente;
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XIX - prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos,
remoção e destino do lixo domiciliar, hospitalar, comercial, indus-
trial, bem como de outros detritos e resíduos de qualquer natureza;
XX - conceder e renovar licença para localização e funciona-
mento de estabelecimentos industriais, comerciais, prestadores de
serviços e quaisquer outros;
XXI - cassar a licença que houver concedido ao estabelecimen-
to cuja atividade venha a se tornar prejudicial à saúde, à higiene, à
segurança, a.o sossego e aos bons costumes;
XXII - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horá-
rios para funcionamento de estabel.ecímentos industriais, comer-
ciais, de serviços e outros, atendidas as normas da legislação esta-
dual e federal aplicáveis;
XXIII - organizar e manter os serviços de fiscalização necessária
ao exercício do seu poder de polícia administrativa;
XXIV - fiscalizar, nos locais de venda, peso, medidas e condições
sanitárias dos gêneros alimentícios, observada a legislação federal
pertinente;
XXV - dispor sobre o depósito e venda de animais e mercado-
rias apreendidos em decorrência de transgressão da legislação mu-
nicipal;
XXVI - dispor sobre registro, guarda, vacinação e captura de ani-
mais, com a finalidade precípua de controlar e erradicar moléstias
de que possam ser portadores ou transmissores;
XXVII - disciplinar os serviços de carga e descarga, bem como fi-
xar a tonelagem máxima permitida a veículos que circulem em vias
públicas municipais, inclusive nas vicinais cuja conservação seja de
sua competência;
XXVIII - sinalizar as vias urbanas e as eslfadas municipais, bem
como regulamentar e fiscalizar sua utilização;
XXIX - regulamentar a utilização dos logradouros públicos e,
especialmente no perímetro urbano, determinar o itinerário e os
pontos .de parada obrigatória de veículos de transporte coletivo;
XXX - fixar e sinalizar as zonas de silêncio e de trânsito e tráfego
em condições especiais;
XXXI - regular a disposição, o traçado e as demais condições de
uso dos bens públicos de uso comum;
XXXII - regulamentar o serviço de carros de aluguel, inclusive o
uso de taxímetro;
XXXIIIdispor sobre os serviços funerais e de cemitérios, encar-
regando - se da administração daqueles que forem públicos e fisca-
lizando os pertencentes a entidades privadas;
XXXIV - regulamentar, licenciar, permitir, autorizar e fiscalizar a
fixação de cartazes e anúncios, bem como a utilização de qualquer
outros meios de publicidade e propaganda, nos locais sujeitos ao
poder de polícia municipal;
XXXV - fixar os locais de estacionamento público de táxis e de-
mais veículos;
XXXVI - estabelecer servidões administrativas necessárias à re-
alização de seus serviços, inclusive à dos seus concessionários;
XXXVII - adquirir bens, inclusive por meio de desapropriação;
XXXVIII - assegurar a expedição de certidões, quando requeri-
das às repartições municipais, para defesa de direitos e esclareci-
mento de situações;
XXXIX - definir percentuais mínimos orçamentários destinados
à proteção do meio ambiente;
XL - elaborar o plano diretor de de.senvolvimento integrado,
com o objetivo de ordenar as funções sociais da cidade e garantir o
bem estar de seus habitantes;
XLI - instituir a guarda municipal destinada à proteção de seus
bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei;
XLII - publicar na imprensa local, da região ou da capital, os
seus atos, leis, balancetes mensais, o balanço anual de suas contas
e o orçamento anual;
XLIII - conceder, permitir ou autorizar os serviços de transporte
coletivo e de táxis, fixando as respectivas tarifas;
XLIV - tornar obrigatória a utilização da estação rodoviária,
quando houver;
XLV - estabelecer e impor penalidade por infração de suas leis
e regulamentos;
XLVI - promover os seguintes serviços:
a)mercados, feiras e matadouros;
b)construção e conservação de estradas e caminhos munici-
pais;
c)iluminação pública;
§1° As competências previstas neste artigo não esgotam o exer-
cício privativo de outras, na forma da lei, desde que atenda ao pecu-
liar interesse do Município e ao bem - estar de sua população e não
conflite com a competência federal e estadual.
§2º As normas de edificação, de loteamento e arruamento a
que se refere o inciso XVII deste artigo deverão exigir reserva de
áreas destinadas a:
a)zonas verdes e demais logradouros públicos;
b)vias de tráfego e de passagem de canalizações públicas, de
esgotos e de águas pluviais;
c)passagem de canalizações públicas de esgotos e de águas
pluviais nos fundos dos lotes, obedecidas as dimensões e demais
condições estabelecidas na legislação.
§3º A lei complementar de criação da guarda municipal estabe-
lecerá a organização e competência dessa força auxiliar na proteção
dos bens, serviços e instalações municipais.
§4º A política de desenvolvimento urbano, com o objetivo de
ordenar as funções sociais da cidade e garantir o bem - estar de
seus habitantes, deve ser consubstanciada em Plano Diretor de De-
senvolvimento Integrado, nos termos do Art. 182, §1°, da Constitui-
ção Federal.
SEÇÃO II
DA COMPETÊNCIA COMUM
Art. 17 É da competência administrativa comum do Município,
da União e do Estado, observada a lei complementar federal, no
exercício das seguintes medidas:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições
democráticas e conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia
das pessoas portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor
histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais
notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de
obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cul-
tural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à
ciência;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qual-
quer de suas formas; observada a legislação e ação fiscalizadora
estadual e federal;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
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VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abaste-
cimento alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melho-
ria das condições habitacionais e de saneamento básico;
X - combater.as causas da pobreza e os fatores de marginaliza-
ção, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos
de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu
território;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segu-
rança do trânsito;
XIII - conceder licença ou autorização para localização e funcio-
namento de estabelecimentos industriais, comerciais, extrativos,
imobiliários e similares com potencial de impacto ambiental;
XIV - conceder licença, autorização ou permissão e respectiva
renovação ou prorrogação, para a exploração de jazidas de areia,
desde que apresentados laudos ou parecer técnicos dos órgãos
competentes;
XV - fazer cessar, no exercício do poder de polícia administra-
tiva, as atividades que violarem as normas de saúde, sossego, hi-
giene, segurança, proteção ambiental, funcionalidade, estética e
outras de interesse da coletividade.
XVI - planejar e promover a implantação de sistema de defesa
civil, para atuação em casos de situação de emergência ou de cala-
midade pública.
SEÇÃO III
DA COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR
Art. 18 Compete ao Município suplementar a legislação federal
e a estadual no que couber e naquilo que disser· respeito ao seu
peculiar interesse visando a adaptá - la à realidade e às necessida-
des locais.
CAPÍTULO IV
DAS VEDAÇÕESArt. 19 Além de outros casos previstos nesta Lei Orgânica, ao
Município é vedado:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná - los,
embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus re-
presentantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na
forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si;
IV - subvencionar ou auxiliar, de qualquer forma, com recursos
públicos, quer pela imprensa, rádio, televisão, serviço de alto - fa-
lante, cartazes, anúncios ou qualquer outro meio de comunicação,
propaganda político partidária ou a que se destinar a campanhas ou
objetivos estranhos à Administração e ao interesse público.
V - manter publicidade de atos, programas, obras, serviços e
campanhas de órgãos públicos que não tenham caráter educativo,
informativo ou de orientação social, assim como a publicidade da
qual constem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem pro-
moção pessoal de autoridade ou servidores públicos;
VI - outorgar isenções e anistias fiscais, ou permitir a remissão
da dívida, sem interesse público justificado, sob pena de nulidade
do ato;
VII - exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça;
VIII - instituir tratamento desigual entre contribuinte que se
encontre em situação equivalente, proibida qualquer distinção em
razão de ocupação profissional ou função por eles exercidas, inde-
pendentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos
ou direitos;
IX - estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de
qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino;
X - cobrar tributos:
a)em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vi-
gência da lei que os houver instituído ou aumentado;
b)no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a
lei que os instituiu ou aumentou;
XI - utilizar tributos com efeito de confisco;
XII - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por
meios de tributos, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização
de vias conservadas pelo poder público;
XIII - instituir imposto sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços da União, do Estado e de ou-
tros Municípios;
b)templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusi-
ve suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das
instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos,
atendidos os requisitos da lei federal;
d)livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impres-
são.
§1º A vedação do inciso XIII, a, é extensiva à autarquias e às
fundações instituídas e mantidas pelo poder público, no que se re-
fere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados às suas finali-
dades essenciais ou às delas decorrentes;
§2° As vedações do inciso XIII, a, e do parágrafo anterior não se
aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços relacionados com ex-
ploração de atividades econômius regidas pelas normas aplicáveis
a empreendimentos privados ou em que haja contra prestação ou
pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o pro-
mitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente
ao bem imóvel;
§3º As vedações expressas no inciso XIII, alínea b e c, compre-
endem somente o patrimônio, a renda e os serviços relacionados
com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas;
TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
CAPÍTULO I
DO PODER LEGISLATIVO
SEÇÃO I
DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 20 O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câma-
ra Municipal.
Parágrafo Único Cada legislatura tem a duração de quatro anos,
correspondendo cada ano a uma sessão legislativa.
Art. 21 A Câmara Municipal compõe - se de 15 (quinze) Vere-
adores eleitos pelo sistema proporcional, como representantes do
povo, com mandato de quatro anos.
§1º São condições de elegibilidade para o exercício do mandato
de Vereador, na forma da lei federal:
I - a nacionalidaàe brasileira;
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II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VI - a idade mínima de dezoito anos;
VII - ser alfabetizado.
§2º O número de Vereadores será fixado, observados os limites
estabelecidos no Art. 29, IV, da Constituição Federal.
Art. 22 A Câmara Municipal reunir - se - á, anual e ordinaria-
mente, na sede do Município, de 15 de fevereiro a 30 de junho e de
1º de agosto a 15 de dezembro.
§1º As reuniões inaugurais de cada sessão legislativa, marca-
das para as datas que-lhes correspondem, previstas no parágrafo
anterior, serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente,
quando coincidirem com sábados, domingos e feriados.
§2º A Câmara se reunirá em sessões ordinárias, extraordinárias
ou solenes, conforme dispuser o seu Regimento Interno.
§3° A convocação da Câmara é feita no período e nos termos
estabelecidos no “caput” deste artigo, correspondendo à sessão le-
gislativa ordinária.
§4° A convocação extraordinária da Câmara far - se - á:
I - pelo Prefeito, quando este a entender necessário;
II - pelo Presidente da Câmara para o compromisso e a posse do
Prefeito e do Vice - Prefeito;
III - pelo Presidente da Câmara ou a requerimento da maioria
dos membros desta, em casos de urgência ou interesse público re-
levante;
IV - pela Comissão Representativa da Câmara, conforme previs-
to no Art.46, V, desta Lei Orgânica.
§5° Na sessão legislativa extraordinária, a Câmara Municipal
somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocada.
Art. 23 As deliberações da Câmara serão tomadas por maioria
de votos, presente a maioria de seus membros, salvo disposição
em contrário prevista na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica.
Art. 24 A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem
a deliberação dos projetos de lei de diretrizes orçamentárias e or-
çamento anual.
Art. 25 Ao Poder Legislativo é assegurada a autonomia finan-
ceira e administrativa, e, sua proposta orçamentária será elaborada
dentro do percentual das receitas correntes do Município, a ser fi-
xado na lei de diretrizes orçamentárias, observados os limites im-
postos pela Constituição Federal.
§1° A Câmara Municipal não gastará mais de 70% (setenta por
cento) de sua despesa total com folha de pagamento, incluído o
gasto com o subsídio dos Vereadores.
§2º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câ-
mara Municipal o desrespeito ao §1º deste artigo.
Art. 26 As sessões da Câmara realizadas fora do recinto destina-
do ao seu funcionamento, são consideradas nulas, com exceção das
sessões solenes e nos casos previstos no §1º deste artigo.
§1º Comprovada a impossibilidade de acesso àquele recinto ou
outra causa que impeça a sua utilização, poderão ser realizadas ses-
sões em outro local, por decisão do Presidente da Câmara.
§2º As sessões solenes poderão ser realizadas fora do recinto
da Câmara.
§3º O horário das sessões ordinárias e extraordinárias da Câ-
mara Municipal é o estabelecido em seu Regimento Interno.
Art. 27 As sessões serão públicas, salvo deliberação em contrá-
rio de dois terços (2/3) dos vereadores, adotada em razão de mo-
tivo relevante.
Art. 28 As sessões somente poderão ser abertas com a presen-
ça de, no mínimo um quarto dos membros da Câmara.
Parágrafo Único Considerar - se - á presente à sessão o Vere-
ador que assinar o livro de presença até o inicio da Ordem do Dia,
participar dos trabalhos do Plenário e das votações.
SEÇÃO II
DO FUNCIONAMENTO DA CÂMARA
Art. 29 A Câmara Municipal reunir - se - á às dez horas do dia
primeiro de janeiro no primeiro ano de cada Legislatura, para a pos-
se de seusmembros e eleição da Mesa Diretora.
§1º A posse ocorrerá em sessão especial de cunho solene, que
se realizará independentemente de número, sob a presidência do
Vereador mais idoso entre os presentes, ou declinando este da
prerrogativa, pelo mais idoso dentre os que aceitarem.
§2° O Vereador que não tomar posse na sessão prevista no pa-
rágrafo anterior deverá fazê - lo dentro do prazo de quinze dias do
inicio do funcionamento ordinário da Câmara, sob pena de perda
de mandato, salvo motivo justo, aceito pela maioria absoluta dos
membros da Câmara.
§3° Logo após a posse, havendo maioria absoluta dos membros
da Câmara, os Vereadores elegerão os componentes da Mesa, que
serão automaticamente empossados.
§4º Inexistindo número legal, o Vereador escolhido como Presi-
dente na forma do §1º deste artigo, permanecerá na presidência e
convocará sessões diárias até que seja eleita a Mesa.
§5º A eleição da Mesa da Câmara para o segundo biênio, far
- se - á na última reunião ordinária da Segunda Sessão legislativa,
considerando - se automaticamente empossados os eleitos, a partir
de primeiro de janeiro do ano subsequente.
§6º No ato de posse e no término do mandato os Vereadores
deverão fazer a declaração de seus bens, as quais ficarão arquivadas
na Secretaria da Câmara.
Art. 30 Os Subsídios dos Vereadores serão fixados por lei de
iniciativa da Câmara Municipal, no último ano da legislatura para
viger na subsequente, até trinta dias antes das eleições municipais,
observados os limites e critérios estabelecidos na Constituição Fe-
deral e nesta Lei Orgânica.
§1º Não prejudicarão o pagamento dos subsídios aos Verea-
dores presentes, a não realização de sessão por falta de quorum e
a ausência de matéria a ser votada e, no recesso parlamentar, os
subsídios serão pagos de forma integral.
§2º A mesma lei que fixar os subsídios dos Vereadores fixará
também o valor da parcela indenizatória a ser paga aos Vereadores,
por sessão extraordinária, observado o limite estabelecido na Cons-
tituição Federal e nesta Lei Orgânica.
§3º Em nenhuma hipótese será remunerada mais de uma ses-
são extraordinária por dia, qualquer que seja a sua natureza
§4º Os subsídios e a parcela indenizatória fixados na forma do
artigo anterior, poderão ser revistos anualmente, por lei específica,
sempre na mesma data e sem distinções de índices, coincidente-
mente com a revisão geral anual da remuneração dos servidores
públicos do Município, sempre que possível.
§5º Na fixação dos subsídios de que trata o “caput” deste artigo
e na revisão geral anual prevista no parágrafo anterior, além de ou-
tros limites previstos na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica,
serão ainda observados os seguintes:
I - o subsídio máximo do Vereador corresponderá a:
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a)20% (vinte por cento) do subsídio dos Deputados Estaduais,
quando a população do Município for de até dez mil habitantes;
b)30% (trinta por cento) do subsídio dos Deputados Estaduais,
quando a população do Município for de dez mil e um a cinquenta
mil habitantes;
c) 40% (quarenta por cento) do subsídio dos Deputados Esta-
duais, quando a população do Município for de cinquenta mil e um
a cem mil habitantes;
d)50% (cinquenta por cento) do subsídio dos Deputados Esta-
duais, quando a população do Município for de cem mil e um a tre-
zentos mil habitantes;
e)60% (sessenta por cento) do subsídio dos Deputados Estadu-
ais, quando a população do Município for de trezentos mil e um a
quinhentos mil habitantes;
f)75% (setenta e cinco por cento) do subsídio dos Deputados
Estaduais, quando a população do Município for superior a qui-
nhentos mil habitantes.
II - o total da despesa com os subsídios e a parcela indenizatória
previstos neste artigo não poderá ultrapassar o montante de cinco
por cento da receita do Município, nem o limite legal de compro-
metimento aplicado às despesas com pessoal previsto em lei com-
plementar federal.
§6° Para os efeitos do inciso II do parágrafo anterior, entende
- se como receita do Município, o somatório de todas as receitas,
exceto:
I - a receita de contribuição de servidores destinadas à consti-
tuição de fundos ou reservas para o custeio de programas de pre-
vidência social mantidos pelo Município e destinados a seus servi-
dores;
II - operações de crédito;
III - receita de alienação de bens móveis e imóveis;
IV - transferência oriundas da União ou do Estado, através de
convênio ou não, para a realização de obras ou manutenção de ser-
viços típicos das atividades daquelas esferas de Governo.
Art. 31 O mandato da Mesa será de dois anos, vedado a con-
dução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.
Art. 32 A Mesa da Câmara se compõe de um Presidente, de um
VicePresidente, de um Primeiro Secretário e de um Segundo - Se-
cretário, os quais se substituirão nesta ordem.
§1º Na constituição da Mesa é assegurada, tanto quanto possí-
vel, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parla-
mentares que participam da Casa.
§2º Na ausência dos membros da Mesa, o Vereador mais idoso
presente assumirá a Presidência.
§3°Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído da
mesma, pelo voto de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara,
quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de suas atri-
buições regimentais, elegendo - se outro Vereador para a comple-
mentação do mandato.
Art. 33 A Câmara terá comissões permanentes e especiais.
§1° As comissões permanentes em razão da matéria de sua
competência, cabem:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do
Regimento Interno, a competência do Plenário, salvo se houver re-
curso de 1/3 (um terço) dos membros da Casa;
II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade ci-
vil;
III - convocar os Secretários Municipais ou Diretores equiva-
lentes, para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas
atribuições;
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas
de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou
entidades públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - exercer, no âmbito de sua competência, a fiscalização dos
atos do Executivo e da Administração Indireta.
§2º As comissões especiais, criadas por deliberação do Ple-
nário, serão destinadas ao estudo de·assuntos específicos e à re-
presentação da Câmara em congresso, solenidades ou outros atos
públicos.
§3º As Comissões Processantes, criadas da forma que dispuser
o Regimento Interno da Câmara, atl’arão nó caso de processo de
cassação pela prática de infração político - administrati rn do Prefei-
to ou de Vereador, observando - se os procedimentos e as disposi-
ções p: - evistas na lei federal aplicável e nesta Lei Orgânica.
§4º Na formação das comissões, assegurar - se - á, tanto quan-
to possível, a representação proporcional dos Partidos ou dos blo-
cos parlamentares que participem da Câmara.
§5° As comissões parlamentares de inquérito, que terão po-
deres de investigação próprios das autoridades judiciais, além de
outros previstos no Regimento Interno da Casa, serão criadas pela
Câmara Municipal, mediante requerimento de um terço (1/3) de
seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo
certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Minis-
tério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal
dos infratores
Art. 34 A Maioria, a Minoria, as Representações Partidárias,
mesmo com apenas um membro, e os blocos parlamentares terão
Líder e, quando for o caso, Vice - Líder.
§1° A indicação dos Líderes será feita em documentosubscrito
pelos membros das representações majoritárias, minoritárias, blo-
cos parlamentares ou Partidos Políticos à Mesa, nas vinte e quatro
horas que se seguirem à instalação do primeiro período legislativo
anual.
§2º Os Líderes indicarão os respectivos Vice - Líderes, se for o
caso, dando conhecimento à Mesa da Câmara dessa designação.
Art. 35 Além de outras atribuições previstas no Regimento In-
terno, os Líderes indicarão os representantes partidários nas comis-
sões da Câmara.
Parágrafo Único Ausente ou impedido o Líder, suas atribuições
serão exercidas pelo Viêe - Líder.
Art. 36 À Câmara Municipal, observado o disposto nesta Lei Or-
gânica, compete elaborar seu Regimento Interno, dispondo sobre
sua organização, política e provimento de cargos de seus serviços e,
especialmente, sobre:
I - sua instalação e funcionamento;
II - posse de seus membros;
III - eleição da mesa, sua composição e suas atribuições;
IV - periodicidade das reuniões;
V - comissões;
VI - sessões;
VII - deliberações;
VIII - todo e qualquer assunto de sua administração interna.
Art. 37 Por deliberação do Plenário, a Câmara poderá convocar
Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma nature-
za para, pessoalmente, prestar informações sobre matéria de sua
competência, previamente estabelecidas.
Parágrafo único A falta de comparecimento do Secretário Mu-
nicipal ou ocupante de cargo da mesma natureza, sem justificativa
razoável, será considerado desacato à Câmara, e, se for Vereador
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licenciado, o não comparecimento nas condições mencionadas ca-
racterizará procedimento incompatível com a dignidade da Câmara
para a instauração do respectivo processo, na forma da lei federal,
e consequente cassação do mandato.
Art. 38 O Secretário Municipal ou ocupante de cargo da mesma
natureza, a seu pedido, poderá comparecer perante o Plenário ou
qualquer comissão para expor assunto e discutir projeto de lei, ou
qualquer outro ato normativo relacionado com seu serviço admi-
nistrativo.
Art. 39 A Mesa da Câmara poderá encaminhar pedidos escritos
de informações aos Secretários Municipais ou ocupantes de cargos
da mesma natureza, constituindo crime de responsabilidade a recu-
sa ou não atendimento no prazo de trinta dias, bem como a presta-
ção de informação falsa.
Art. 40 À Mesa, dentre outras atribuições, compete:
I - tomar todas as medidas necessárias à regularidade dos tra-
balhos legislativos:
II - propor projetos que criem ou extingam cargos nos serviços
da Câmara e fixem os respectivos vencimentos;
III - apresentar projetos de lei dispondo sobre abertura de cré-
ditos suplementares ou especiais, através do aproveitamento total
ou parcial das consignações orçamentarias da Câmara;
IV - promulgar a Lei Orgânica e suas emendas;
V - representar, junto ao Executivo, sobre necessidades de eco-
nomia interna;
VI - contratar pessoal, na forma da lei, por tempo determinado,
para atender a necessidade temporária de excepcional interesse
público.
Art. 41 Dentre outras atribuições, compete ao Presidente da
Câmara:
I - representar a Câmara em juízo e fora dele;
II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e admi-
nistrativos da Câmara;
III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno;
IV - promulgar as resoluções e decretos legislativos;
V - promulgar as leis com sanção tácita ou cujo veto tenha sido
rejeitado pelo Plenário, desde que não aceita esta decisão, em tem-
po hábil, pelo Prefeito;
VI - fazer publicar os atos da Mesa, as resoluções, decretos le-
gislativos e as leis que vier a promulgar;
VII - autorizar as despesas da Câmara;
VIII - representar, por decisão da Câmara, sobre a inconstitucio-
nalidade de lei ou ato municipal;
IX - solicitar, por decisão da maioria absoluta da Câmara, a in-
tervenção no Município, nos casos admitidos pela Constituição Fe-
deral e pela Constituição Estadual;
X - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a
força necessária para esse fim;
XI - encaminhar, ao Tribunal de Contas do Estado ou órgão a
que for atribuída tal competência, a prestação de contas da Câmara.
Art. 42 O Regimento Interno da Câmara preverá expressa e
obrigatoriamente o tempo mínimo de 15 minutos, no final de cada
sessão, destinado à participação direta de qualquer cidadão ou as-
sociação representativa ou sindical, para pronunciamentos à Câma-
ra Municipal.
Art. 43 Cada cidadão inscrito poderá usar da palavra pelo prazo
máximo de cinco minutos, com igual tempo para as associações re-
presentativas ou sindicais.
§1º Para os efeitos previstos no presente artigo, as associações
civis, representativas ou sindicais, terão prioridade em relação às
inscrições individuais.
§2° As inscrições deverão ser efetuadas até 24 horas antes do
início da sessão da Câmara Municipal, em sua Secretaria.
SEÇÃO III
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 44 Compete à Câmara Municipal, com a sanção do Prefei-
to, dispor sobre todas as matérias de competência do Município
especialmente sobre:
I - instituir tributos municipais;
II - autorizar isenções, anistias e remissão de dívida;
III - votar as diretrizes orçamentárias, o orçamento anual e o
plano plurianual, bem como autorizar abertura de créditos suple-
mentares especiais;
IV - deliberar sobre a obtenção e concessão de empréstimos e
operações de crédito, bem como a forma e os meios de pagamento;
V - autorizar a concessão de auxílios e subvenções;
VI - autorizar a concessão e permissão de serviços públicos;
VII - autorizar a concessão de direito real de uso de bens mu-
nicipais;
VIII - autorizar a concessão administrativa de uso dos bens mu-
nicipais;
IX - autorizar a alienação de bens municipais;
X - autorizar a aquisição de bens imóveis, salvo quando se tra-
tar de doação sem encargo;
XI - organização administrativa municipal, criação, transforma-
ção e extinção de cargos, empregos e funções públicas, bem como
a fixação dos respectivos vencimentos;
XII - criação e estruturação de Secretarias Municipais demais
órgãos da Administração Pública, bem assim a definição das respec-
tivas atribuições;
XIII - aprovar o plano diretor de desenvolvimento integrado;
XIV - autorizar a assinatura de convênios de qualquer natureza
com outros municípios ou com entidades públicas ou privadas;
XV - delimitar o perímetro urbano;
XVI - transferir temporariamente a sede do governo municipal;
XVII - autorizar a alteração da denominação de próprios, vias e
logradouros públicos;
XVIII - estabelecer normas urbanísticas, particularmente as re-
lativas a zoneamento e loteamento;
XIX - dar denominações a próprios, vias e logradouros públicos;
XX - fixar e alterar os subsídios dos Vereadores, do Prefeito, do
VicePrefeito e dos Secretários Municipais.
Art. 45 Compete privativamente à Câmara Municipal exercer as
seguintes atribuições, dentre outras:
I - eleger os membros de sua Mesa Diretora;
II - O elaborar o Regimento Interno;
III - dispor sobre a sua organização, funcionamento, polícia,
criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções
de seus serviços e a iniciativa de lei para fixação e alteração da res-
pectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na
Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e na Lei de Diretrizes Orça-
mentárias;
IV - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbi-
tem dopoder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
V - conceder licença ao Prefeito e aos Vereadores;
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Realceé um estudo da semântica, que pretende classificar os
sentidos das palavras, as suas relações de sentido entre si. Conheça
as principais relações e suas características:
Sinonímia e antonímia
As palavras sinônimas são aquelas que apresentam significado
semelhante, estabelecendo relação de proximidade. Ex: inteligente
esperto
Já as palavras antônimas são aquelas que apresentam signifi-
cados opostos, estabelecendo uma relação de contrariedade. Ex:
forte fraco
Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pro-
núncia semelhantes, porém com significados distintos.
Ex: cumprimento (saudação) X comprimento (extensão); tráfe-
go (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).
As palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma
grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo
“rir”) X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).
As palavras homófonas são aquelas que possuem a mesma
pronúncia, mas com escrita e significado diferentes. Ex: cem (nu-
meral) X sem (falta); conserto (arrumar) X concerto (musical).
As palavras homógrafas são aquelas que possuem escrita igual,
porém som e significado diferentes. Ex: colher (talher) X colher (ver-
bo); acerto (substantivo) X acerto (verbo).
Polissemia e monossemia
As palavras polissêmicas são aquelas que podem apresentar
mais de um significado, a depender do contexto em que ocorre a
frase. Ex: cabeça (parte do corpo humano; líder de um grupo).
Já as palavras monossêmicas são aquelas apresentam apenas
um significado. Ex: eneágono (polígono de nove ângulos).
Denotação e conotação
Palavras com sentido denotativo são aquelas que apresentam
um sentido objetivo e literal. Ex: Está fazendo frio. / Pé da mulher.
Palavras com sentido conotativo são aquelas que apresentam
um sentido simbólico, figurado. Ex: Você me olha com frieza. / Pé
da cadeira.
Hiperonímia e hiponímia
Esta classificação diz respeito às relações hierárquicas de signi-
ficado entre as palavras.
Desse modo, um hiperônimo é a palavra superior, isto é, que
tem um sentido mais abrangente. Ex: Fruta é hiperônimo de limão.
Já o hipônimo é a palavra que tem o sentido mais restrito, por-
tanto, inferior, de modo que o hiperônimo engloba o hipônimo. Ex:
Limão é hipônimo de fruta.
Formas variantes
São as palavras que permitem mais de uma grafia correta, sem
que ocorra mudança no significado. Ex: loiro – louro / enfarte – in-
farto / gatinhar – engatinhar.
LÍNGUA PORTUGUESA
6
Arcaísmo
São palavras antigas, que perderam o uso frequente ao longo
do tempo, sendo substituídas por outras mais modernas, mas que
ainda podem ser utilizadas. No entanto, ainda podem ser bastante
encontradas em livros antigos, principalmente. Ex: botica far-
mácia / franquia sinceridade.
ORTOGRAFIA: EMPREGO DAS LETRAS, DAS PALAVRAS
E DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA.
A ortografia oficial diz respeito às regras gramaticais referentes
à escrita correta das palavras. Para melhor entendê-las, é preciso
analisar caso a caso. Lembre-se de que a melhor maneira de memo-
rizar a ortografia correta de uma língua é por meio da leitura, que
também faz aumentar o vocabulário do leitor.
Neste capítulo serão abordadas regras para dúvidas frequentes
entre os falantes do português. No entanto, é importante ressaltar
que existem inúmeras exceções para essas regras, portanto, fique
atento!
Alfabeto
O primeiro passo para compreender a ortografia oficial é co-
nhecer o alfabeto (os sinais gráficos e seus sons). No português, o
alfabeto se constitui 26 letras, divididas entre vogais (a, e, i, o, u) e
consoantes (restante das letras).
Com o Novo Acordo Ortográfico, as consoantes K, W e Y foram
reintroduzidas ao alfabeto oficial da língua portuguesa, de modo
que elas são usadas apenas em duas ocorrências: transcrição de
nomes próprios e abreviaturas e símbolos de uso internacional.
Uso do “X”
Algumas dicas são relevantes para saber o momento de usar o
X no lugar do CH:
• Depois das sílabas iniciais “me” e “en” (ex: mexerica; enxer-
gar)
• Depois de ditongos (ex: caixa)
• Palavras de origem indígena ou africana (ex: abacaxi; orixá)
Uso do “S” ou “Z”
Algumas regras do uso do “S” com som de “Z” podem ser ob-
servadas:
• Depois de ditongos (ex: coisa)
• Em palavras derivadas cuja palavra primitiva já se usa o “S”
(ex: casa > casinha)
• Nos sufixos “ês” e “esa”, ao indicarem nacionalidade, título ou
origem. (ex: portuguesa)
• Nos sufixos formadores de adjetivos “ense”, “oso” e “osa” (ex:
populoso)
Uso do “S”, “SS”, “Ç”
• “S” costuma aparecer entre uma vogal e uma consoante (ex:
diversão)
• “SS” costuma aparecer entre duas vogais (ex: processo)
• “Ç” costuma aparecer em palavras estrangeiras que passa-
ram pelo processo de aportuguesamento (ex: muçarela)
Os diferentes porquês
POR QUE Usado para fazer perguntas. Pode ser
substituído por “por qual motivo”
PORQUE Usado em respostas e explicações. Pode ser
substituído por “pois”
POR QUÊ
O “que” é acentuado quando aparece como
a última palavra da frase, antes da pontuação
final (interrogação, exclamação, ponto final)
PORQUÊ
É um substantivo, portanto costuma vir
acompanhado de um artigo, numeral, adjetivo
ou pronome
Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pro-
núncia semelhantes, porém com significados distintos.
Ex: cumprimento (saudação) X comprimento (extensão); tráfe-
go (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).
Já as palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma
grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo
“rir”) X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).
Acentuação
A acentuação é uma das principais questões relacionadas à Or-
tografia Oficial, que merece um capítulo a parte. Os acentos utili-
zados no português são: acento agudo (´); acento grave (`); acento
circunflexo (^); cedilha (¸) e til (~).
Depois da reforma do Acordo Ortográfico, a trema foi excluída,
de modo que ela só é utilizada na grafia de nomes e suas derivações
(ex: Müller, mülleriano).
Esses são sinais gráficos que servem para modificar o som de
alguma letra, sendo importantes para marcar a sonoridade e a in-
tensidade das sílabas, e para diferenciar palavras que possuem a
escrita semelhante.
A sílaba mais intensa da palavra é denominada sílaba tônica. A
palavra pode ser classificada a partir da localização da sílaba tônica,
como mostrado abaixo:
• OXÍTONA: a última sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex:
café)
• PAROXÍTONA: a penúltima sílaba da palavra é a mais intensa.
(Ex: automóvel)
• PROPAROXÍTONA: a antepenúltima sílaba da palavra é a mais
intensa. (Ex: lâmpada)
As demais sílabas, pronunciadas de maneira mais sutil, são de-
nominadas sílabas átonas.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Regras fundamentais
CLASSIFICAÇÃO REGRAS EXEMPLOS
OXÍTONAS
• terminadas em A, E, O, EM, seguidas ou não do
plural
• seguidas de -LO, -LA, -LOS, -LAS
cipó(s), pé(s), armazém
respeitá-la, compô-lo, comprometê-los
PAROXÍTONAS
• terminadas em I, IS, US, UM, UNS, L, N, X, PS, Ã,
ÃS, ÃO, ÃOS
• ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido
ou não do plural
(OBS: Os ditongos “EI” e “OI” perderam o acento
com o Novo Acordo Ortográfico)
táxi, lápis, vírus, fórum, cadáver, tórax, bíceps, ímã,
órfão, órgãos, água, mágoa, pônei, ideia, geleia,
paranoico, heroico
PROPAROXÍTONAS • todas são acentuadas cólica, analítico, jurídico, hipérbole, último, álibi
Regras especiais
REGRA EXEMPLOS
Acentua-se quando “I” e “U” tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de “S”,
desde que não sejam seguidos por “NH”
OBS: Não serão mais acentuados “I” e “U” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo
saída, faísca, baú, país
feiura, Bocaiuva, Sauipe
Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR” e seus compostos têm, obtêm, contêm, vêm
Não são acentuados hiatos “OO” e “EE” leem, voo, enjoo
Não são acentuadas palavras homógrafas
OBS: A forma verbal “PÔDE”55759
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LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
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VIautorizar o Prefeito a ausentar - se do Município, quando a
ausência exceder a quinze dias;
VII - tomar e julgar as contas do Município, deliberando sobre
o parecer do Tribunal de Contas do Estado no prazo máximo de ses-
senta dias de seu recebimento;
VIII - decretar a perda do mandato do Prefeito e dos Vereado-
res, nos casos indicados na Constituição Federal, nesta Lei Orgânica
e na legislação federal aplicável;
IX - autorizar a realização de empréstimo, operação ou acordo
externo de qualquer natureza de interesse do Município;
X - proceder à tomada de contas do Prefeito, através de comis-
são especial, quando não apresentadas à Câmara, dentro de ses-
senta dias após a abertura da sessão legislativa;
XI - aprovar convênio, acordo ou qualquer outro instrumen-
to celebrado pelo Município com a União, o Estado, outra pessoa
jurídica de direito público interno, de direito privado, instituições
estrangeiras ou multinacionais, quando se tratar de matéria assis-
tencial, educacional, cultural ou técnica;
XII - convocar o Prefeito, Secretário do Município ou autorida-
de equivalente para prestar esclarecimentos, aprazando dia e hora
para o comparecimento, importando a ausência sem justificação
adequada crime de responsabilidade, punível na forma da legisla-
ção federal;
XIII - encaminhar pedidos escritos de informação a Secretário
do Município ou autoridade equivalente, importando crime de res-
ponsabilidade a recusa ou o não atendimento no prazo de trinta
dias, bem como a prestação de informações falsas.
XIV - ouvir Secretários do Município ou autoridades equivalen-
tes, quando por sua iniciativa e mediante entendimentos prévios
com a Mesa, comparecerem à Câmara Municipal para expor assun-
to de relevância da, Secretaria ou do órgão da administração de que
forem titulares;
XV - deliberar sobre o adiamento e a suspensão de suas reu-
niões;
XVI - criar comissão parlamentar de inquérito sobre fato deter-
minado e prazo certo, mediante requerimento de um terço de seus
membros;
XVII - conceder título de cidadão honorário ou conferir home-
nagem a pessoas que, reconhecidamente, tenham prestado rele-
vantes serviços ao Município ou nele se tenham destacado pela
atuação exemplar na vida pública e particular, mediante aprovação
de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara;
XVIII - solicitar a intervenção do Estado no Município;
XIX - julgar o Prefeito, o Vice - Prefeito e os Vereadores nos
casos previstos em lei federal e nesta Lei Orgânica;
XX - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos
os da Administração Indireta;
XXI - estabelecer e mudar temporariamente o local de suas reu-
niões;
XXII - fixar o número de Vereadores a serem eleitos no Municí-
pio, em cada legislatura para a subsequente, observados os limites
e parâmetros estabelecidos na Constituição Federal e nesta Lei Or-
gânica.
Art. 46 Ao término de cada sessão legislativa a Câmara elege-
rá, dentre os seus membros, em votação secreta, uma Comissão
Representativa, cuja composição reproduzirá, tanto quanto possí-
vel, a proporcionalidade da representação partidária ou dos blocos
parlamentares na Casa, que funcionará nos interregnos das sessões
legislativas ordinárias, com as seguintes atribuições:
I - reunir - se ordinariamente uma vez por semana e, extraordi-
nariamente, sempre que convocadas pelo Presidente;
II - zelar pelas prerrogativas do Poder Legislativo;
III - zelar pela observância da Lei Orgânica e dos direitos e ga-
rantias individuais;
IV - autorizar o Prefeito a se ausentar do Município por mais
de quinze dias;
V - convocar extraordinariamente a Câmara em caso de urgên-
cia ou interesse público relevante.
§1º A Comissão Representativa é constituída por número im-
par de Vereadores.
§2º A Comissão Representativa deve apresentar relatório dos
trabalhos por ela realizados, quando do reinício do período de fun-
cionamento ordinário da Câmara.
SEÇÃO IV
DOS VEREADORES
Art. 47 Os Vereadores são invioláveis, no exercício do mandato
e na circunscrição do Município, por suas opiniões, palavras e votos.
§1° Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre
informações recebidas ou prestadas, em razão do exercício do man-
dato, nem sobre pessoas que-lhes confiarem ou deles receberam
informações;
§2º Os Vereadores terão acesso às repartições públicas muni-
cipais para se informarem sobre qualquer assunto de natureza ad-
ministrativa;
Art. 48 É vedado ao Vereador:
I - desde a expedição do diploma:
a)firmar ou manter contratos com o Município, com suas autar-
quias, fundações, empresas públicas, sociedade de economia mis-
ta ou com suas empresas concessionárias de serviço público, salvo
quamio o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
b)aceitar cargo, função ou emprego, na Administração Públi-
ca Direta ou Indireta do Município, salvo mediante aprovação em
concurso público e observado o disposto no art. 38 da Constituição
Federal;
II - desde a posse;
a)ocupar cargo, função ou emprego, na Administração Pública
Direta ou Indireta do Município, de que seja exonerado “ad nutun”,
salvo cargo de Secretário Municipal ou cargo da mesma natureza,
desde que se licencie do mandato;
b)exercer outro cargo eletivo federal, estadual ou municipal;
c)ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze
de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito pú-
blico do Município, ou nela exercer função remunerada;
d)patrocinar causa junto ao Município em que seja interessada
qualquer das entidades a que se refere a alínea “a” do inciso I deste
artigo.
Art. 49 Perderá o mandato o Vereador:
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo
anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro
parlamentar ou atentatório às instituições vigentes;
III - que utilizar - se do mandato para a prática de atos de cor-
rupção ou de improbidade administrativa;
IV - que deixar de cm parecer, em cada sessão legislativa anual,
à terça parte das sessões ordinárias da Câmara, salvo doenças com-
provadas, licença ou missão autorizada pela edilidade;
V - que fixar residência fora do Município;
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LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
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VI - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos.
§1°Além de outros casos definidos no Regimento Interno da
Câmara Municipal, considerar - se - á incompatível com o decoro
parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas ao Vereador ou
a percepção de vantagens ilícitas ou imorais.
§2º Nos casos dos incisos I e II a perda do mandato será decla-
rada pela Câmara por voto secreto e maioria absoluta, mediante
provocação da Mesa ou de Partido Político representado na Câma-
ra, assegurada ampla defesa.
§3° Nos casos previstos nos incisos III a VI, a perda será decla-
rada pela Mesa da Câmara, de ofício ou mediante provocação de
qualquer de seus membros ou de Partido Político representado na
Casa, assegurada ampla defesa.
Art. 50 O Vereador poderá licenciar - se:
I - por motivo de doença, com subsídios integrais;
II - para tratar, sem remuneração, de interesse particular, des-
de que o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão
legislativa;
III - para desempenhar missões temporárias, de caráter cultural
ou de interesse do Município.
§1º Não perderá o mandato, considerando - se automatica-
mente licenciado, o Vereador investido no cargo de Secretário
Municipal ou Diretor de órgão da Administração Pública Direta ou
Indireta do Município, conforme previsto no Art. 48, inciso II, alínea
“a”, desta Lei Orgânica
§2º Ao Vereador licenciado nos termos do inciso III, a Câmara
poderá determinar o pagamento deauxílio especial, no valor que
estabelecer e na forma que especificar.
§3º O auxílio de que trata o parágrafo anterior poderá ser fixa-
do no curso da Legislatura e não será computado para o efeito de
cálculo dos subsídios dos Vereadores.
§4° A licença para tratar de interesse particular não será inferior
a trinta dias e o Vereador poderá reassumir o exercício do mandato
antes do término da mesma, desde que comunique o Presidente e
o faça em sessão perante a Mesa.
§5º Independentemente de requerimento, considerar - se - á
como licença o não comparecimento às reuniões de Vereador pri-
vado temporariamente de sua liberdade em virtude de processo
criminal em curso.
§6º Na hipótese do§1º, o Vereador poderá optar pela remune-
ração do mandato.
Art. 51 Dar - se - á a convocação do suplente de Vereador nos
casos de vaga, de licença ou impedimento.
§1º O Suplente convocado deverá tomar posse no prazo de
quinze dias, contados da data de convocação, salvo justo motivo
aceito pela Câmara, quando se prorrogará o prazo.
§2° Enquanto a vaga a que se refere o parágrafo anterior não
for preenchida, calcular-se-á o “quorum” em função dos Vereado-
res remanescentes.
SEÇÃO V
DO PROCESSO LEGISLATIVO
Art. 52 O processo legislativo municipal compreende a elabo-
ração de:
I - emenda à Lei Orgânica Municipal;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - resoluções; e
VI - decretos legislativos.
Art. 53 A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada median-
te proposta:
I - de um terço (1/3), no mínimo, dos membros da Câmara Mu-
nicipal;
II - do Prefeito Municipal;
III - por iniciativa popular, desde que subscrita por cinco por
cento (5%), no mínimo, do eleitorado do Município.
§1º A proposta será votada em dois turnos com interstício mí-
nimo de dez dias, e aprovada por dois terços (2/3) dos membros da
Câmara Municipal.
§2º A emenda à Lei Orgânica Municipal será promulgada pela
Mesa da Câmara com o respectivo número de ordem.
§3º A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de
estado de sítio ou de intervenção no Município.
§4º A matéria constante de proposta de emenda à Lei Orgânica
rejeitada ou hávida por prejudicada, não poderá ser objeto de nova
proposta na mesma sessão legislativa.
Art. 54 A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe
a qualquer Vereador, Comissão Permanente da Câmara, ao Prefeito
e ao eleitorado que a exercerá sobre a forma de moção articulada,
no mínimo, por cinco por cento do total do número de eleitores do
Município.
Art. 55 Os projetos de lei de iniciativa popular, desde que pre-
enchidos os seus requisitos legais, serão obrigatoriamente aprecia-
dos e votados pelo plenário da Câmara Municipal no prazo máximo
de sessenta dias.
§1° Incluído na ordem do dia o projeto de lei de iniciativa po-
pular, a entidade ou entidades que a subscrevem serão notificadas
com no mínimo 72 horas de antecedência, para indicação de um
representante para proceder a defesa do projeto perante o plená-
rio, garantido o tempo de 15 minutos para o exercício da defesa,
prorrogável por mais 15 minutos.
§2° A falta de notificação prevista no dispositivo anterior obriga
a retirada do projeto da ordem do dia, até que seja cumprida esta
formalidade, para garantia do exercício da defesa popular.
§3° A entidade ou entidades quando notificadas, de acordo
com o§1º por duas vezes consecutivas, e não comparecer ao ple-
nário da Câmara para proceder a defesa do projeto, o mesmo será
apreciado e votado independentemente de defesa.
Art. 56 As leis complementares somente serão aprovadas se
obtiverem maioria absoluta dos votos dos membros da Câmara Mu-
nicipal, observados os demais termos de votação das leis ordinárias.
Parágrafo Único Serão leis complementares dentre outras pre-
vistas nesta Lei Orgânica:
I - Código Tributário do Munic1p10;
II - Código de Obras e Edificações;
III - Código de Postura;
IV - lei instituidora do regime jurídico dos servidores municipais
V - lei orgânica instituidora da guarda municipal;
VI - lei de criação de cargos, funções ou empregos públicos; VI
Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado.
Art. 57 São de iniciativa exclusiva do Prefeito as leis que dispo-
nham sobre:
I - criação, transformação ou extinção de cargos, funções ou
empregos públicos na Administração Direta e Autárquica, bem
como a fixação da remuneração correspondente;
II - servidores Públicos do Poder Executivo, da Administração
Indireta e autarquias, seu regime jurídico, provimento de cargos,
estabilidade e aposentadoria;
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III - criação, estruturação e atribuições das Secretarias, Depar-
tamentos ou Diretorias equivalentes e órgãos da Administração Pú-
blica;
IV - matéria orçamentária, e a que autorize a abertura de crédi-
tos ou conceda auxílios e subvenções.
Parágrafo Único Não será admitido aumento da despesa previs-
ta nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito Municipal, ressal-
vado o disposto no inciso IV, primeira parte, deste artigo.
Art. 58 É de competência exclusiva da Mesa da Câmara a inicia-
tiva das leis que disponham sobre:
I - autorização para abertura de créditos suplementares ou es-
peciais, através do aproveitamento total ou parcial das consigna-
ções orçamentárias da Câmara;
II - fixação e alteração da remuneração dos servidores do Poder
Legislativo Municipal;
III - fixação e alteração dos subsídios dos Vereadores, Prefeito,
VicePrefeito e dos Secretários Municipais.
Parágrafo único Nos Projetos de competência exclusiva da
Mesa da Câmara não serão admitidas emendas que aumentam a
despesa prevista, ressalvado o disposto na parte final do inciso II
deste artigo, se assinada pela maioria dos Vereadores.
Art. 59 O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de
projetos de sua iniciativa.
§1° Solicitada a urgência a Câmara deverá se manifestar em até
quarenta e cinco dias sobre a proposição, contados da data em que
foi feita a solicitação.
§2° Esgotado o prazo previsto no parágrafo anterior sem deli-
beração pela Câmara, será a proposição incluída na Ordem do Dia,
sobrestando - se as demais proposições, para que se ultime a vo-
tação.
§3º O prazo do §1º não corre no período de recesso da Câmara
nem se aplica aos projetos de lei complementar.
Art. 60 Aprovado o projeto de lei será este enviado ao Prefeito,
que, aquiescendo, o sancionará.
§1º O Prefeito, considerando o projeto, no todo ou em parte,
inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá - lo - á total
ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data
do recebimento.
§2º Decorrido o prazo do parágrafo anterior, o silêncio do Pre-
feito importará sanção.
§3° O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo,
de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§4º A apreciação do veto, pelo plenário da Câmara, será feita
dentro de trinta dias a contar do seu recebimento, em uma só dis-
cussão e votação, com parecer ou sem ele, considerando - se rejei-
tado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores, em escrutínio
secreto.
§5º Rejeitado o veto, será o projeto enviado ao Prefeito para a
promulgação.
§6° Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no§4°, o
veto será colocado na Ordem do Dia da sessão imediata, sobre to-
das as demais proposições, até a sua votação final, ressalvadas as
matérias de que trata o Art. 56 desta Lei Orgânica.
§7° A não promulgação da lei no prazo de quarenta e oito horas
pelo Prefeito, nos casos dos §2º e 5°, autoriza o Presidente da Câ-
mara a fazê - lo em igual prazo.
§8º Na apreciação do veto a Câmara não poderá introduzir
qualquer modificação no texto aprovado;
§9º A manutenção do veto não restaura matéria suprimidaou
modificada pela Câmara.
Art. 61 As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito, que
deverá solicitar a delegação à Câmara Municipal.
§1º Os atos de competência privativa da Câmara, a matéria re-
servada a lei complementar, os planos plurianuais, orçamentos e
diretrizes orçamentárias, não serão objetos de delegação.
§2º A delegação ao Prefeito será efetuada sob a forma de de-
creto legislativo, que especificará o seu conteúdo e os termos de
seu exercício.
§3º O decreto legislativo poderá determinar a apreciação do
projeto pela Câmara que a fará em votação única, vedada a apre-
sentação de emenda.
Art. 62 A elaboração, redação, alteração e consolidação das
leis, darse - á na conformidade da lei complementar federal, desta
Lei Orgânica e do Regimento Interno.
Art. 63 Os projetos de resolução disporão sobre matérias de
interesses internos da Câmara e os projetos de decretos legislativos
sobre os demais casos de sua competência privativa.
Parágrafo Único Nos casos de projeto de resolução e de projeto
de decreto legislativo, considerar - se - á concluída a deliberação
com a votação final e elaboração da norma jurídica, que será pro-
mulgada pelo Presidente da Câmara.
Art. 64 A matéria constante de projeto de lei rejeitado somen-
te poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão le-
gislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da
Câmara, salvo se tratar - se de matéria de iniciativa exclusiva do
Prefeito.
SEÇÃO VI
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Art. 65 A fiscalização contábil, financeira e orçamentária, ope-
racional e patrimonial do Município e das entidades da Adminis-
tração Direta e Indireta, quando à legalidade, legitimidade, econo-
micidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será
exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo e pelos
sistemas de controle interno de cada Poder.
§1º O controle externo da Câmara será exercido com auxílio do
Tribunal de Contas do Estado ou órgão estadual a que for atribuí-
da essa incumbência e compreenderá a apreciação das contas do
Município, o acompanhamento das atividades financeiras e orça-
mentárias do Município, o desempenho das funções de auditoria
financeira e orçamentária, bem como o julgamento das contas dos
administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.
.§2º As contas do Município, prestadas anualmente, serão jul-
gadas pela Câmara, dentro de sessenta dias, após o recebimento do
parecer prévio do Tribunal de Contas ou órgão estadual a que for
atribuída essa incumbência.
§3° Somente por decisão de dois terços (2/3) dos membros
da Câmara Municipal deixará de prevalecer o parecer emitido pelo
Tribunal de Contas do Estado ou órgão estadual incumbido dessa
missão.
§4º Rejeitadas as contas, serão estas, imediatamente, remeti-
das ao Mi nistério Público para os fins de direito.
§5° As contas do Município ficarão, no decurso do prazo previs-
to no§2° deste artigo, à disposição de qualquer cidadão, para exa-
me e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos
termos da lei.
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§6° As contas relativas à aplicação dos recursos transferidos
pela União e Estado serão prestadas na forma da legislação federal
e estadual em vigor, podendo o Município suplementá - la, sem pre-
juízo de sua inclusão na prestação anual de contas.
Art. 66 O Executivo manterá sistema de controle interno, a fim
de:
I - criar condições indispensáveis para assegurar eficácia ao
controle ex - terno e regularidade à realização da receita e despesa;
II - acompanhar as execuções de programas de trabalho e do
orçamento;
III - avaliar os resultados alcançados pelos administradores;
IV - verificar a execução dos contratos.
CAPÍTULO II
DO PODER EXECUTIVO
SEÇÃO I
DO PREFEITO E DO VICE - PREFEITO
Art. 67 O Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito,
auxiliado pelos Secretários Municipais ou Diretores com atribuições
equivalentes ou assemelhadas.
Parágrafo Único Aplica - se à elegibilidade para Prefeito e Vice
- Prefeito o disposto no§1° do Art. 21 desta Lei Orgânica, no que
couber, e a idade mínima de.vinte e um anos.
Art. 68 A eleição do Prefeito e do Vice - Prefeito realizar - se - á
simultaneamente com a de Vereador, nos termos estabelecidos no
Art. 29, incisos I e II da Constituição Federal.
§1º A eleição do Prefeito importará a do Vice - Prefeito com ele
registra do.
§2° Ao Vice - Prefeito será atribuído um gabinete na Prefeitu-
ra Municipal com um mínimo de estrutura administrativa para que
possa auxiliar o Executivo Municipal sempre que for convocado.
§3° Será considerado eleito Prefeito o candidato que, registra-
do por partido político, obtiver a maioria de votos, não computados
os brancos e os nulos.
Art. 69 O Prefeito e Vice - Prefeito tomarão posse no dia pri-
meiro de janeiro do ano subsequente à eleição, na mesma sessão
solene de instalação da Câmara Municipal, logo após a eleição da
Mesa, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a
Lei Orgânica, observar as leis da União, do Estado e do Município,
promover o bem geral dos munícipes e exercer o cargo sob a inspi-
ração da democracia, da legitimidade e da legalidade.
§1º Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Pre-
feito ou o Vice - Prefeito, salvo motivo de força maior, justificado e
aceito pela Câmara1 não tiver assumido o cargo, este será declara-
do vago pelo Plenário.
§2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o Vice -
Prefeito, e, na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara.
§3º É conferido ao Prefeito eleito, após quinze dias da procla-
mação dos resultados oficiais das eleições, o direito de vista em
toda a documentação, máquinas, veículos, equipamentos e insta-
lações da Prefeitura, para tomar ciência da real situação em que o
Município se encontra, para fins de planejamento de sua gestão.
Art. 70 Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento e suce-
derlhe - á, no de vaga, o Vice - Prefeito.
§1° O Vice - Prefeito não poderá recusar - se a substituir o Pre-
feito, sob pena de extinção do mandato.
§2º O Vice - Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem
conferidas por lei, auxiliará o Prefeito, sempre que por ele for con-
vocado para missões especiais.
§3º A investidura do Vice - Prefeito em Secretaria Municipal
não impedirá o exercício das funções previstas no parágrafo ante-
rior:
Art. 71 Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice - Prefeito
ou vacância do cargo assumirá a Administração Municipal o Presi-
dente Câmara.
Parágrafo Único A recusa do Presidente da Câmara por qual-
quer motivo, a assumir o cargo do Prefeito. importará em automá-
tica renuncia à sua função de dirigente do Legislativo, ensejado,
assim, a eleição de outro membro para ocupar, como Presidente da
Câmarn, a Chefia do Poder Executivo.
Art. 72 Verificando - se a vacância do cargo de Prefeito e inexis-
tindo Vice - Prefeito, observar - se - á o seguinte:
I - ocorrendo a vacância nos três primeiros anos do mandato,
dar - se - á eleição noventa dias após a sua abertura, cabendo aos
eleitos completar o período de seus antecessores;
II - ocorrendo a vacância no último ano de mandato, assumirá o
Presidente da Câmara, que completará o período.
Art. 73 O mandato do Prefeito é de quatro anos, tendo início
em primeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição, permitida
a reeleição para um período subsequente.
Art. 74 O Prefeito, quando no exercício do cargo não poderá,
sem licença da Câmara Municipal, ausentar - se do Município por
período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo ou man-
dato.
§1º O Prefeito regularmente licenciado terá direito a perceber
os subsídios quando:
I - impossibilitado de exercer o cargo, por motivo de doença
devidamente comprovada;
II - em gozo de férias;
III - a serviçoou em missão de representação do Município,
devendo, no prazo de quinze dias, contados do final do serviço ou
da missão, enviar à Câmara Municipal relatório circunstanciado dos
resultados da sua viagem.
Art. 75 O Prefeito gozará de férias anuais de trinta dias, sem
prejuízo dos subsídios, ficando a seu critério a época para usufruir
do descanso.
Art. 76 Os subsídios do Prefeito, serão fixados por lei de iniciati-
va da Câmara Municipal, dentro dos limites e critérios estabelecidos
na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica.
Art. 77 Os subsídios do Vice - Prefeito serão fixados na forma do
artigo anterior, em quantia que não exceda a cinquenta por cento
daquele atribuído ao Prefeito.
Art. 78 Na ocasião da posse e ao término do mandato, o Pre-
feito fará declaração de seus bens, as quais ficarão arquivadas na
Câmara.
Parágrafo único O Vice - Prefeito fará declaração dos seus bens
no momento em que assumir pela primeira vez o exercício do cargo.
SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO
Art. 79 Ao Prefeito, como chefe da Administração, compete
dirigir, fiscalizar e defender os interesses do Município, bem como
adotar, de acordo com a lei, todas as medidas administrativas de
interesse público, desde que não exceda as verbas orçamentárias.
Art. 80 Compete ao Prefeito, entre outras atribuições:
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I - iniciar o processo legislativo, na forma e casos previstos nes-
ta Lei Orgânica;
II - representar o Município em Juízo e fora dele;
III - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela
Câmara e expedir os regulamentos para sua fiel execução;
IV - vetar, no todo ou em parte, os projetos de lei aprovados
pela Câmara;
V - nomear e exonerar os Secretários Municipais e os Diretores
dos órgãos da administração Pública Direta e Indireta, ressalvado o
disposto no Art. 179 desta lei;
VI - decretar, nos termos da lei, a desapropriação por necessi-
dade ou utilidade pública, ou por interesse social;
VII - expedir decretos, portarias e outros atos administrativos;
VIII - permitir ou autorizar o uso de bens municipais, por ter-
ceiros;
IX - prover os cargos públicos e expedir os demais atos referen-
tes à situação funcional dos servidores;
X - enviar à Câmara Municipal o plano plurianual, o projeto de
lei de diretrizes orçamentárias e a proposta de orçamento previstos
nesta Lei Orgânica;
XI - encaminhar à Câmara, até 15 de abril, a prestação de con-
tas, bem como os balanços do exercício findo;
XII - encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplica-
ção e as prestações de contas exigidas em lei;
XIII - fazer publicar os atos oficiais;
XIV - prestar à Câmara, dentro de quinze dias, as informações
pela mesma solicitadas, salvo prorrogação, a seu pedido e por prazo
determinado, em face da complexidade da matéria ou da dificulda-
de de obtenção, nas respectivas fontes, de dados necessários ao
atendimento do pedido;
XV - prover os serviços e obras da Administração Pública;
XVI - superintender a arrecadação dos tributos, bem como a
guarda e aplicação da receita, autorizando as despesas e pagamen-
tos dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos vo-
tados pela Càmara;
XVII - colocar à disposição da Câmara os recursos correspon-
dentes às dotações orçamentárias compreendidos os créditos su-
plementares e especiais, a ela destinados, até o dia vinte de cada
mês, não podendo ser superiores aos limites máximos definidos
pela Constituição Federal, nem inferiores em relação aos limites fi-
xados na Lei Orçamentária;
XVIII - aplicar multas previstas em leis e contratos, bem como
revê - las quando impostas irregularmente;
XIX - resolver sobre os requerimentos, reclamações ou repre-
sentação que lhe forem dirigidas;
XX - oficializar, obedecidas as normas urbanísticas aplicáveis, as
vias e logradouros públicos, mediante denominação aprovada pela
Câmara;
XXI - convocar extraordinariamente a Câmara quando o inte-
resse da Administração o exigir;
XXII - aprovar projetos de edificação e plano de arruamento e
zoneamento urbano ou para:fins urbanos, observados, no mínimo,
vinte metros de distância de nascentes, rios. córregos ou riachos;
XXIII - apresentar, anualmente, à Câmara, relatório circunstan-
ciado sobre o estado das obras e dos serviços municipais, bem as-
sim o programa da Administração para o ano seguinte;
XXIV - organizar os serviços internos das repartições criadas por
lei, com observância do limite das dotações a elas destinadas;
XXV - contrair empréstimos e realizar operações de crédito,
mediante prévia autorização da Câmara;
XXVI - providenciar sobre a administração dos bens do Municí-
pio e sua alienação, na forma da lei;
XXVII - organizar e dirigir, nos termos da lei, os serviços relati-
vos às terras do Município;
XXVIII - desenvolver o sistema viário do Município;
XXIX - conceder auxílios, prêmios e subvenções, nos limites das
respectivas verbas orçamentárias e do plano de distribuição, prévia
e anualmente aprovado pela Câmara;
XXX - providenciar sobre o incremento do ensino;
XXXI - estabelecer a divisão administrativa do Município, de
acordo coma lei;
XXXII - solicitar o auxilio das autoridades policiais do Estado
para garantia do cumprimento de seus atos;
XXXIII - solicitar, obrigatoriamente, autorização à Câmara para
ausentar - se do Município por tempo superior à quinze dias;
XXXIV - adotar providências para a conservação e,salvaguarda
do patrimônio municipal;
XXXV - publicar, até trinta dias após o encerramento de cada
bimestre, relatório resumido da execução orçamentária;
XXXVI - fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos, permi-
tidos e autorizados, bem como daqueles explorados pelo próprio
Município, conforme critérios estabelecidos na legislação munici-
pal;
XXXVII - estimular a participação popular e estabelecer progra-
ma de incentivo para os fins previstos no Art. 16, XIV, observado
ainda o disposto no Título VI desta·Lei Orgânica. •
XXXVIII - convocar extraordinariamente a Câmara quando o in-
teresse da Administração o exigir.
Parágrafo único O Prefeito poderá delegar por decreto a seus
auxiliares as funções administrativas previstas nos incisos IX, XV e
XXIV deste artigo.
Art. 81 Até trinta dias antes do término do mandato, o Prefeito
Municipal entregará ao seu sucessor e publicará, relatório da situa-
ção da Administração Municipal que conterá, dentre outras, infor-
mações atualizadas sobre:
I - dívida do Município, por credor, com as datas dos respec-
tivos vencimentos, inclusive das dívidas a longo prazo e encargos
decorrentes de operações de crédito, informando sobre a capacida-
de da Administração Municipal de realizar operações de crédito de
qualquer natureza;
II - medidas necessárias à regularização das contas municipais
perante o Tribunal de Contas ou órgão equivalente, se for o caso;
III - prestação de contas de convênio celebrado com organismo
da União e do Estado, bem como do recebimento de subvenções
ou auxílios;
IV - situação dos contratos com concessionárias e permissioná-
rias de serviços públicos;
Vestado dos contratos de obras e serviços em execução ou ape-
nas formalizados, sobre o que foi realizado e pago e o que há por
executar e pagar, com os prazos respectivos;
VItransferências a serem recebidas da União e do Estado por
força de mandamento constitucional ou de convênio;
VII - projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo em curso na
Câmara Municipal para permitir que a nova Administração decida
quanto à conveniência de-lhes dar prosseguimento, acelerar o seu
andamento ou retirá - los;
VIII - situação dos servidores do Município, seu custo, quanti-
dade e órgão em que estão lotados e em exercício.
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SEÇÃO III
DARESPONSABILIDADE DO PREFEITO, DA PERDA E EXTINÇÃO
DO MANDATO
Art. 82 É vedado ao Prefeito assumir outro cargo ou função na
Administração Pública direta ou indireta, ressalvada a posse em vir-
tude de concurso público e observado o disposto no Art. 38, II, IV e
V, da Constituição Federal, e no Art. 103 desta Lei Orgânica.
§1° Ao Prefeito, e ao Vice - Prefeito é vedado desempenhar
função, a qualquer título, em empresa privada.
§2º A infrigência ao disposto neste artigo e em seu§l º implicará
perda do mandato.
Art. 83 As incompatibilidades declaradas no art. 48, seus inci-
sos e alíneas, desta Lei Orgânica, estendem - se no que forem apli-
cáveis, ao Prefeito e aos Secretários Municipais ou ocupantes de
cargos da mesma natureza
Art. 84 São crimes de responsabilidade do Prefeito os previstos
em lei federal.
§lº A Câmara Municipal, tomando conhecimento de qualquer
ato do Prefeito que possa configurar infração penal comum ou cri-
me de responsabilidade, nomeará Comissão Especial para apurar
os fatos e apresentar relatório conclusivo ao Plenário no prazo de
trinta dias.
§2º Se o Plenário julgar procedentes as acusações apuradas na
forma do parágrafo anterior, promoverá a remessa do relatório à
Procuradoria Geral de Justiça do Estado, para providências.
§3º Recebida a denúncia contra o Prefeito, pelo Tribunal de
Justiça do Estado, a Câmara decidirá por maioria absoluta sobre a
conveniência da designação de Procurador para atuar no processo
como assistente de acusação•.
§4º O Prefeito ficará suspenso de suas funções com o recebi-
mento da denúncia pelo Tribunal de Justiça do Estado, cessando o
afastamento caso não se conclua o julgamento do processo dentro
de cento e oitenta dias.
Art. 85 São infrações político - administrativas do Prefeito, su-
jeitas ao julgamento pela Câmara Municipal e sancionadas com a
cassação do mandato:
I - impedir o funcionamento regular do Poder Legislativo;
II - impedir o exame de livros, folhas de pagamento e demais
documentos que devam constar dos arquivos da Prefeitura, bem
como a verificação de obras e serviços municipais, por comissão de
investigação da Câmara ou auditoria regularmente instituída;
III - desatender, sem motivo justo, as convocações ou os pedi-
dos de informações da Câmara, quando feitos a tempo e na forma
regular;
IV - retardar a publicação ou deixar de publicar as leis e atos
oficiais sujeitos a essa formalidade;
V - deixar de apresentar à Câmara no devido tempo, o projeto
de lei de diretrizes orçamentárias e a proposta orçamentária anual;
VI - descumprir o orçamento aprovado para o exercício finan-
ceiro;
VII - praticar, contra expressa disposição de lei, ato de sua com-
petência ou omitir - se na sua prática;
VIII - omitir - se ou negligenciar na defesa de bens, rendas, direi-
tos ou interesses do Município sujeitos à Administração Municipal;
IX - ausentar - se do Município, por tempo superior ao permiti-
do em lei, ou afastar - se da Prefeitura sem autorização da Câmara
Municipal;
X - proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro
do cargo.
Art. 86 O processo de cassação do mandato do Prefeito pela
Câmara, por infrações definidas no artigo anterior, obedecerá o se-
guinte rito:
I - a denúncia escrita da infração poderá ser feita por qualquer
eleitor, com exposição dos fatos e indicação das provas; se o denun-
ciante for Vereador, ficará impedido de votar sobre a denúncia e de
integrar a Comissão Processante. Se o denunciante for o Presidente
da Câmara, passará a Presidência ao substituto legal, para os autos
do processo, e só votará, se necessário para completar o quorum do
julgamento. Será convocado o suplente do Vereador impedido de
votar, o qual não poderá integrar a Comissão Processante;
II - de posse da denúncia, o Presidente da Câmara, na primeira
sessão ordinária, determinará a sua leitura e consultará a Câma-
ra sobre o seu recebimento. Decidido o recebimento, pelo voto de
dois terços de seus membros, na mesma sessão será constituída
a Comissão Processante, com três Vereadores sorteados dentre os
desimpedidos, os quais elegerão, desde logo, o Presidente e o Re-
lator;
III - recebendo o processo, o Presidente da comissão iniciará
os trabalhos dentro de cinco dias, notificando o denunciado, com a
remessa de cópia da denúncia e dos documentos que a instruírem,
para que no prazo de dez dias apresente defesa prévia, por escrito,
indique as provas que pretende produzir e arrole testemunhas, até
o máximo de oito. Decorrido o prazo de defesa, a Comissão Proces-
sante emitirá parecer em cinco dias, opinando pelo prosseguimento
ou arquivamento da denúncia, a qual, neste caso, será submetida
ao Plenário. Se a Comissão opinar pelo prosseguimento, o Presi-
dente designará, desde logo, o início da instrução e determinará os
atos e diligências que se fizerem necessárias para o depoimento do
denunciado e inquirição das testemunhas;
IV - o denunciado deverá ser intimado de todos os atos do
processo, pessoalmente ou na pessoa do seu procurador, com an-
tecedência mínima de vinte e quatro horas, sendo - lhe permitido
assistir as diligências e audiências, bem como formular perguntas às
testemunhas e requerer o que for de interesse da defesa;
V - concluída a instrução, será aberta vista do processo ao
denunciado, para razões finais, no prazo de cinco dias, e, após, a
Comissão Processante emitirá Parecer Final, pela procedência ou
improcedência da acusação, solicitando ao Presidente da Câmara
a convocação de sessão para julgamento. Na sessão de julgamen-
to, o processo será lido integralmente, e, a seguir, os Vereadores
que o desejarem poderão manifestar - se verbalmente pelo tempo
máximo de dez minutos cada um, e, ao final, o denunciado ou seu
Procurador terá o tempo máximo de duas horas para produzir a sua
defesa oral;
VI - concluída a defesa proceder - se - á a tantas votações se-
cretas quantas forem as infrações articuladas na denúncia. Conside-
rar - se - á definitivamente afastado do cargo o denunciado que for
declarado, pelo voto de dois terços, pelo menos, dos Membros da
Câmara, incurso em qualquer das infrações definidas no art. 69 des-
ta Lei Orgânica. Concluído o julgamento, o Presidente da Câmara
proclamará imediatamente o resultado e fará lavrar ata que consig-
ne a votação secreta sobre cada infração, e, se houver condenação
expedirá o competente decreto legislativo de cassação do mandato
do Prefeito;
VII - O processo a que se refere este artigo deverá estar con-
cluído dentro de noventa dias contados da data em que se efetivar
notificação inicial do denunciado. Transcorrido o prazo sem julga-
mento o processo será arquivado, semprejuízo de nova denúncia,
ainda que sobre os mesmos fatos;
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Parágrafo único. Caso a Comissão Processante opine pelo
prosseguimento do processo, o Prefeito ficará suspenso de suas
funções, cessando o afastamento se o processo não for julgado no
prazo previsto no inciso VII deste artigo.
Art. 87 Será declarado vago, pela Câmara Municipal, o cargo de
Prefeito quando:
I - ocorrer falecimento, renúncia ou condenação por crime fun-
cional ou eleitoral;
II - deixar de tomar posse, sem motivo justo aceito pela Câma-
ra, dentro do prazo de dez dias;
III - infringir as normas dos artigos 48 e 74, desta Lei Orgânica;
IV - perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
V - ocorrer cassação de mandato nos termos do artigo 86 desta
Lei Orgânica.
SEÇÃO IV
DOS AUXILIARES DIRETOS DO PREFEITO
Art. 88 São auxiliares diretos do Prefeito:
I - os Secretários Municipais;
II - os Diretores de Órgãos da Administração Pública Direta.
Parágrafo Único Os cargos são de livre nomeação e exoneração
do Prefeito, ressalvado o disposto do Art. 179, desta Lei.
Art. 89 A lei municipal estabelecerá as atribuições dos auxilia-res diretos do Prefeito, definindo -lhes a competência, deveres e
responsabilidades.
Art. 90 São condições essenciais para a investidura no cargo de
Secretário ou Diretor:
I - ser brasileiro;
II - estar no exercício dos direitos políticos;
III - ser maior de vinte e um anos.
Art. 91 Além das atribuições fixadas em lei compete aos Secre-
tários ou Diretores:
I - subscrever atos e regulamentos referentes aos seus órgãos;
II - expedir instruções para a boa execução das leis, decretos e
regulamentos;
III - apresentar ao Prefeito relatório anual dos serviços realiza-
dos por suas Secretarias ou órgãos;
IV - comparecer à Câmara Municipal, sempre que convocado
pela mesma, para prestação de esclarecimentos oficiais.
§1º Os decretos, atos e regulamentos referentes aos serviços
autônomos ou autárquicos serão referendados pelo Secretário ou
Diretor da Administração.
§2° A infrigência ao inciso IV deste artigo, sem justificação, im-
porta em crime de responsabilidade, nos termos de lei federal.
Art. 92 Os Secretários ou Diretores são solidariamente respon-
sáveis com o Prefeito pelos atos que assinarem, ordenarem ou pra-
ticarem.
Art. 93 Os subsídios dos Secretários Municipais serão fixados
por lei de iniciativa da Câmara Municipal, dentro dos limites e cri-
térios estabelecidos na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica.
Parágrafo único Os Secretários Municipais terão férias anuais
de trinta dias, sem prejuízo dos subsídios.
Art. 94 Lei Municipal, de iniciativa do Prefeito, poderá criar Ad-
ministrações de Bairros e Sub - Prefeituras nos Distritos.
§1º Aos Administradores de Bairros ou Sub - prefeitos, como
delegado do Poder Executivo, compete:
I - cumprir e fazer cumprir as leis, resoluções, regulamentos, e,
mediante instruções expedidas pelo Prefeito, os atos pela Câmara
e por ele aprovados;
II - atender as reclamações das partes e encaminhá - las ao Pre-
feito, quando se tratar de matéria estranha às suas atribuições ou
quando for o caso;
III - indicar ao Prefeito as providências necessárias ao Bairro ou
Distrito;
IV - fiscalizar os serviços que-lhes são afetos;
V - prestar contas ao prefeito mensalmente ou quando-lhes fo-
rem solicitadas.
Art. 95 O Sub - prefeito, em caso de licença ou impedimento,
será substituído por pessoa de livre escolha do Prefeito.
Art. 96 Os auxiliares diretos do Prefeito apresentarão declara-
ção de bens no ato da posse e no término do exercício do cargo, que
constará dos arquivos da Prefeitura.
SEÇÃO V
DA PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO
Art. 97 O Município será representado em Juízo, ativa e passi-
vamente, pela Procuradoria Geral, na forma de Lei Complementar
que dispuser sobre sua organização e funcionamento, cabendo -
lhe as atividades de consultoria e assessoramento jurídico ao Poder
Executivo.
§l º A Procuradoria Geral do Município tem por chefe o Procu-
rador Geral do Município nomeado pelo Prefeito dentre integrantes
da carreira de Procurador Municipal, maiores de trinta e cinco anos,
após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros
da Câmara Municipal, para mandato de dois anos, permitida a re-
condução.
§2º A destituição do Procurador Geral do Município pelo Pre-
feito deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta da
Câmara Municipal.
Art. 98 O ingresso na carreira de Procurador Municipal far- se -á
mediante concurso público de provas e títulos assegurada a partici-
pação da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, em sua rea-
lização, inclusive na elaboração do programa e quesitos das provas.
CAPÍTULO III
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 99 A Administração Pública Direta e Indireta do Município
obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralida-
de, publicidade, eficiência, motivação e interesse público, transpa-
rência e participação popular, bem como aos demais princípios es-
tabelecidos na Constituição Federal e, também, aos seguintes:
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos
brasileiros que preencherem os requisitos estabelecidos em lei, as-
sim como aos estrangeiros, na forma da lei;
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e tí-
tulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado
em lei de livre nomeação e exoneração;
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois
anos, prorrogado uma vez por igual período, devendo, a nomeação
do candidato aprovado, obedecer à ordem de classificação;
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IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de con-
vocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de
provas e títulos deve ser convocado com prioridade sobre novos
concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por ser-
vidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a se-
rem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições
e percentuais mínimos previstos em lei, destinam - se apenas às
atribuições de direção, chefia e assessoramento;
VI - é garantido ao servidor público o direito à livre associação
sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites
definidos em lei complementar federal;
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos
para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de
sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo de-
terminado para atender a necessidade temporária de excepcional
interesse público;
X - a remuneração dos servidores públicos e os subsídios do
Prefeito, Vice - Prefeito, Vereadores e Secretários Municipais so-
mente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, obser-
vada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral
anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices;
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, fun-
ções e empregos públicos da Administração Direta, Autárquica e
Fundacional, dos membros dos Poderes Executivo e Legislativo do
Município, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes
políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pes-
soais de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal;
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não pode-
rão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer es-
pécies remuneratórias para efeito de remuneração de pessoal do
serviço público;
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor públi-
co não serão computados nem acumulados para fins de concessão
de acréscimos ulteriores;
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e
empregos públicos municipais são irredutíveis, ressalvado o dispos-
to nos incisos XI e XIV deste artigo e nos artigos 29 - A, §1º, 39, §4º,
150, II, 153, III, 153, §2°,, I, da Constituição Federal;
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos
exceto quando houver compatibilidade de horários, observado, em
qualquer caso, o disposto no inciso XI;
a)a de dois cargos de professor;
b)a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
b) a de dois cargos privativos de médico;
XVII - a proibição de acumular estende - se a empregos e fun-
ções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, socieda-
de de economia mista, suas subsidiárias e sociedades controladas,
direta ou indiretamente, pelo poder público;
XVIII - a Administração Fazendária e seus servidores fiscais te-
rão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência
sobreos demais setores administrativos, na forma da lei;
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de eco-
nomia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste úl-
timo caso, definir as áreas de sua atuação;
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação
de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim
como a participação de qualquer delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras,
os serviços, compras e alienações serão contratados mediante pro-
cesso de licitação pública que assegure igualdade de condições a
todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações
de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos ter-
mos da lei, exigindo - se a qualificação técnica e econômica indis-
pensável à garantia do cumprimento das obrigações.
XXII - é vedada a dispensa do servidor sindicalizado, a partir do
registro da candidatura a cargo de direção ou representação sin-
dical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
§1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e cam-
panhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informati-
vo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, sím-
bolos ou imagens que caracterizem promoção de autoridades ou de
servidores públicos, e, de agentes ou partidos políticos.
§2º A não observância do disposto nos incisos II e III deste arti-
go implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsá-
vel, nos termos da lei.
§3° A lei disciplinará as formas de participação do usuário na
Administração Pública Direta e Indireta, regulando especialmente:
I - as reclamações relativas à prestação de serviços públicos em
geral, assegurada a manutenção dos serviços de atendimento ao
usuário e a avaliação periódica, externa e interna, na qualidade dos
serviços.
II - o acesso aos usuários a registros administrativos e a infor-
mações sobre atos de governo, observado o disposto no artigo 5°, X
e XXXIII, da Constituição Federal;
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente
ou abusivo de cargo, emprego ou função na Administração Pública.
§4º Os atos de improbidade administrativa importarão a sus-
pensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indispo-
nibilidade dos bens e o ressarcimento do erário, na forma e grada-
ção previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§5° Os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qual-
quer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, res-
salvadas as respectivas ações de ressarcimento, são os estabeleci-
dos em lei federal.
§6° As pessoas jurídicas de direito público e as de direito priva-
do prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
§7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante
de cargo ou emprego da Administração Direta ou Indireta que pos-
sibilite o acesso a informações privilegiadas.
§8º a autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos ór-
gãos e entidades da Administração Direta e Indireta poderá ser am-
pliada mediante contrato a ser firmado entre seus administradores
e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de de-
sempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre:
I - o prazo e duração do contrato;
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direi-
tos, obrigações e responsabilidades dos dirigentes;
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III - a remuneração do pessoal.
§9º O disposto no inciso XI aplica - se às empresas públicas e às
sociedades de economia mista e suas subsidiárias que receberem
recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municí-
pios para pagamento de despesas ou de custeio em geral.
§10 É vedada a percepção simultânea de proventos de aposen-
tadoria decorrente do art. 40 e 142, todos da Constituição Federal,
com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressal-
vados os cargos acumuláveis na forma desta Lei Orgânica ou cargos
eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nome-
ação e exoneração.
§11 ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos
acumuláveis na forma desta Lei Orgânica, é vedada a percepção de
mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência pre-
visto no parágrafo 10 deste artigo.
SEÇÃO II
DOS SERVIDORES PÚBLICOS
Art. 100 O Município instituirá conselho de política de adminis-
tração e remuneração de pessoal, integrado por servidores desig-
nados pelos respectivas Poderes.
§1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais compo-
nentes do sistema remuneratório observará:
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos
cargos componentes de cada carreira;
II - os requisitos para a investidura;
III - as peculiaridades dos cargos.
§2° aplica - se aos servidores ocupante de cargo público o dis-
posto neste parágrafo podendo a lei estabelecer requisitos diferen-
ciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir:
I - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, ca-
paz de atender a suas necessidades vitais, básicas e às de sua fa-
mília com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos
que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação
para qualquer fim;
II - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que
percebem remuneração variável;
III - décimo terceiro salário com base na remuneração integral
ou no valor da aposentadoria;
IV - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
V - salário - família pago em razão do dependente do trabalha-
dor de baixa renda nos termos da lei;
VI - duração do trabalho normal não superior a oito horas di-
árias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de
horários e a redução da jornada, mediante acordo e convenção co-
letiva de trabalho;
VII - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos do-
mingos;
VIII - remuneração do serviço extraordinário superior, no míni-
mo, em cinquenta por cento à do normal;
IX - gozo de férias anuais remuneradas em, pelo menos, um
terço a mais do que o salário normal;
X - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário,
com a duração de cento e vinte dias; .
XI - licença - paternidade, nos termos fixados em lei;
XII - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante in-
centivos específicos, nos termos da lei;
XIII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de nor-
mas de saúde, higiene e segurança;
XIV - proibição de diferença de salários, de exercício de funções
e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado
civil.
§3º O regime jurídico dos servidores da Administração Pública
Direta, das autarquias e das fundações públicas é o estatutário, de-
vendo ser regulamentado por lei de iniciativa do Poder Executivo
Municipal.
§4° A lei disporá sobre o estatuto do servidor público munici-
pal.
§5º O Membro de Poder, detentor de mandato eletivo e os Se-
cretários Municipais serão remunerados exclusivamente por subsí-
dio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer grati-
ficação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra
espécie remuneratória, obedecido, em qualquercaso, o disposto
no art. 99, X e XI, desta Lei Orgânica.
§6° Lei municipal poderá estabelecer a relação entre a maior
e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em
qualquer caso, o disposto no art. 99, XI.
§7° Os Poderes Executivo e Legislativo publicarão anualmente
os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos
públicos.
§8° Lei municipal disciplinará a aplicação de recursos orçamen-
tários provenientes da economia com despesas correntes em cada
órgão, autarquia e fundação para aplicação no desenvolvimento
de programas de qualidade e produtividade, treinamento e desen-
volvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do
serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de
produtividade.
Art. 101 Aos servidores titulares de cargos efetivos da Adminis-
tração Municipal, incluídas suas autarqµias e fundações, é assegu-
rado regime de previdência de caráter contributivo, observados cri-
térios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto
no artigo 40 da Constituição Federal.
Parágrafo único Ao servidor ocupante, exclusivamente, de car-
go em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração
bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, apli-
ca - se o regime geral de previdência social
Art. 102 São estáveis após três anos de efetivo exercício os ser-
vidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de
concurso público.
§1º O servidor público estável só perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegu-
rada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desem-
penho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.
§2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor
estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se es-
tável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização,
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com re-
muneração proporcional ao tempo de serviço.
§3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o ser-
vidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração propor-
cional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em
outro cargo.
Art. 103 Ao servidor público da Administração Direta, Autárqui-
ca e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam - se as
seguintes disposições:
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I - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo,
emprego ou função, sendo - lhe facultado optar pela sua remune-
ração;
II - investido no mandato de Vereador, havendo compatibili-
dade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego
ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não
havendo·compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
III - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício
de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos
os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
IV - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afas-
tamento, os valores serão determinados como se no exercício es-
tivesse.
CAPÍTULO IV
DA GUARDA MUNICIPAL
Art. 104 O Município poderá constituir guarda municipal, força
auxiliar destinada à proteção de seus bens, serviços e instalações,
nos termos de lei complementar.
§1º A lei complementar de criação da guarda municipal dispo-
rá sobre acesso, direitos, deveres, vantagens e regime de trabalho,
com base na hierarquia e disciplina.
§2º A investidura nos cargos da guarda municipal far - se - á
mediante concurso público de provas ou de provas e títulos.
CAPÍTULO V
DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
Art. 105 A Administração Municipal é constituída dos órgãos
integrados na estrutura administrativa da Prefeitura e de entidades
dotados de personalidade jurídica própria.
§1º Os órgãos da Administração Direta que compõem a estru-
tura administrativa da Prefeitura se organizam e se coordenam,
atendendo aos princípios técnicos recomendáveis ao bom desem-
penho de suas atribuições.
§2º As entidades dotadas de personalidade jurídica própria que
compõem a Administração Indireta do Município se classificam em:
I - autarquia o serviço autônomo, criado por lei com persona-
lidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar ativi-
dades típicas da Administração Pública que requeiram, para seu
melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descen-
tralizadas.
II - empresa pública a entidade dotada de personalidade jurídi-
ca de direito privado, com patrimônio e capital exclusivo do Municí-
pio, criada por lei, para exploração de atividades econômicas que o
governo municipal seja levado a exercer, por força de contingência
ou conveniência administrativa, podendo revestir - se de qualquer
das formas admitidas em direito;
III - sociedade de economia mista a entidade dotada de per-
sonalidade jurídica de direito privado, criada por lei, para explora-
ção de atividades econômicas, sob a forma de sociedade anônima,
cujas ações com direito a voto pertençam, em sua maioria, ao Mu-
nicípio ou a entidade da Administração Indireta;
IV - fundação pública a entidade dotada de personalidade jurí-
dica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de au-
torização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não
exijam execução por órgão ou entidades de direito público, com
autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respec-
tivos órgão de direção e funcionamento, custeado por recursos do
Município e de outras fontes.
§3º A entidade que trata o inciso IV do parágrafo anterior, ad-
quire personalidade jurídica com a inscrição da escritura pública de
sua constituição no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
CAPÍTULO VI
DOS ATOS MUNICIPAIS
SEÇÃO I
DA PUBLICIDADE DOS ATOS MUNICIPAIS
Art. 106 A publicação das leis e atos municipais far - se - á em
órgão da imprensa local ou regional ou por afixação na sede da Pre-
feitura ou da Câmara Municipal, conforme o caso.
§l º A escolha do órgão;da i.mprensa para a divulgação das leis
e atos administrativos far - se - á através de licitação em que se leva-
rão em conta não só as condições de preço, como as circunstâncias
de frequência, horário, tiragem edistribuição.
§2° Nenhum ato produzirá efeito antes de sua publicação.
§3° A publicação dos atos não normativos, pela imprensa, po-
derá ser resumida.
Art. 107 O Prefeito fará publicar:
I - diariamente, por edital, o movimento de caixa do dia ante-
rior;
II - mensalmente, o balancete resumido da receita e da des-
pesa;
III - mensalmente, os montantes de cada um dos tributos arre-
cadados e os recursos recebidos;
IV - anualmente, até quinze de março, pelo órgão oficial, as
contas da Administração, constituídas do balanço financeiro, do
balanço patrimonial, do balanço orçamentário e demonstração das
variações patrimoniais, em forma sintética.
SEÇÃO II
DOS LIVROS
Art. 108 Município manterá os livros que forem necessários ao
registro de suas atividades e de seus serviços.
§lºOs livros serão abertos, rubricados e encerrados pelo Prefei-
to ou pelo Presidente da Câmara, conforme o caso, ou por funcio-
nário designado para tal fim.
§2° Os livros referidos neste artigo poderão ser substituídos
por fichas ou outro sistema, convenientemente autenticado. •
SEÇÃO III
DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
Art. 109 Os atos administrativos de competência do Prefeito
devem ser expedidos com obediência as seguintesnormas;
I - decreto, numerado em ordem cronológica, nos seguintes
casos;
a)regulamentação de lei;
b) instituição, modificação ou extinção de atribuições não cons-
tantes de lei;
c) regulamentação interna dos órgãos que forem criados na Ad-
ministração Municipal;
d)abertura de créditos especiais e suplementares, até o limite
autorizado por lei, assim como de créditos extraordinários;
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e)declaração de utilidade pública ou necessidade social, para
fins de desapropriação ou de servidão administrativa;
f)aprovação de regulamento ou de regimento das entidades
que compõem a Administração Municipal;
g)permissão de uso dos bens municipais;
h)medidas executórias do Plano Diretor do Município;
i)normas de efeitos externos, não privativos da lei;
j)fixação e alteração de preços;
II - portaria, nos seguintes casos:
a)provimento e vacância dos cargos públicos e demais atos de
efeitos individuais;
b)lotação e relotação nos quadros de pessoal;
c)abertura de sindicâncias e processos administrativos, aplica-
ção de penalidades e demais atos individuais de efeitos internos;
d)outros casos determinados em lei ou decreto; III contrato,
nos seguintes casos:
a)admissão de servidores para serviços de caráter temporário,
nos termos do Art. 99, IX, desta Lei Orgânica;
b)execução de obras e serviços municipais, nos termos da lei.
§1º Os atos constantes dos itens II e III deste artigo poderão
ser delegados.
§2º Os casos não previstos neste artigo obedecerão a forma de
atos, instruções ou avisos da autoridade responsável.
SEÇÃO IV
DAS PROIBIÇÕES
Art. 110 O Prefeito, o Vice - Prefeito, os Vereadores e os servi-
dores municipais, bem como as pessoas ligadas a qualquer deles
por matrimônio ou parentesco, afim ou consanguíneo, até o segun-
do grau ou por adoção, não poderão contratar com o Município,
subsistindo a proibição até seis meses após findas as respectivas
funções.
Parágrafo Único Não se incluem nesta proibição os contratos
cujas cláusulas e condições sejam uniformes para todos os interes-
sados.
Art. 111 A pessoa jurídica em débito com o sistema de seguri-
dade, social, como estabelecido em lei federal, não poderá contra-
tar com o Poder Público Municipal nem dele receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios.
SEÇÃO V
DAS CERTIDÕES
Art. 112 A Prefeitura e a Câmara são obrigadas a fornecer a
qualquer interessado, no prazo máximo de quinze dias, certidões
dos atos, contratos e decisões, desde que requeridas para fim de
direito determinado, sob pena de responsabilidade da autoridade
ou servidor que negar ou retardar a sua expedição. No mesmo pra-
zo deverão atender as requisições judiciais se outro não for fixado
pelo juiz.
Parágrafo Único As certidões relativas ao Poder Executivo serão
fornecidas pelo Secretário ou Diretor da Administração da Prefei-
tura, exceto as declaratórias de efetivo exercício do Prefeito, que
serão fornecidas pelo Presidente da Câmara.
CAPÍTULO VII
DOS BENS MUNICIPAIS
Art. 113 São bens do Município de Cruz das Almas os que atual-
mente lhe pertencem e os que vier a adquirir, cabendo ao Prefeito a
sua administração, respeitada a competência da Câmara Municipal
quanto àqueles utilizados em seus serviços.
Parágrafo único O Município participará no resultado da explo-
ração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de
geração de energia elétrica e de outros recursos minerais de seu
território, na forma da legislação competente.
Art. 114 Todos os bens municipais deverão ser cadastrados,
com a identificação respectiva, numerando - se os móveis segun-
do o que for estabelecido em regulamento, os quais ficarão sob a
responsabilidade do chefe da Secretaria ou Diretoria a que forem
distribuídos.
Parágrafo único Em toda frota motorizada da Prefeitura deve
constar, em local bem visível, os seguintes dados: “PREFEITURA
MUNICIPAL DE CRUZ DAS ALMAS”, “USO EXCLUSIVO EM SERVIÇO”
Art. 115 Os bens patrimoniais do Município deverão ser clas-
sificados:
I - pela sua natureza;
II - em relação a cada serviço.
Parágrafo Único Deverá ser feita, anualmente, a conferência da
escrituração patrimonial com os bens existentes, e, na prestação
de contas de cada exercício, será incluído o inventário de todos os
bens municipais.
Art. 116 A alienação de bens municipais, subordinada à exis-
tência de interesse público devidamente justificado, será sempre
precedida de avaliação e obedecerá as seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa e con-
corrência pública, dispensada esta nos casos de doação e permuta;
II - quando móveis, dependerá apenas de concorrência pública,
dispensada esta nos casos de doação, que será permitida exclusiva-
mente para fins assistenciais ou quando houver interesse público
relevante, justificado pelo Executivo.
Art. 117 O Município, preferentemente à venda ou doação de
seus bens imóveis, outorgará concessão de direito real de uso, me-
diante prévia autorização legislativa e concorrência pública.
§1° A concorrência poderá ser dispensada por lei, quando o
uso se destinar a concessionária de serviços público, a entidades
assistenciais ou quando houver relevante interesse público, devida-
mente justificado.
§2º A venda aos proprietários de imóveis lindeiros de áreas ur-
banas remanescentes e inaproveitáveis para edificações resultantes
de obras públicas, dependerá apenas de prévia avaliação e autoriza-
ção legislativa, dispensada a licitação. As áreas resultantes de mo-
dificações de alinhamento serão alienadas nas mesmas condições,
quer sejam aproveitáveis ou não.
Art. 118 A aquisição onerosa de bens observará os requisitos
da legislação pertinente.
Art. 119 É proibida a doação, venda ou concessão de uso de
qualquer fração dos parques, praças, jardins ou largos públicos, sal-
vo pequenos espaços destinados à venda de jornais e revistas ou
refrigerantes.
Art. 120 O uso de bens municipais por terceiros poderá ser
feito mediante concessão, permissão ou autorização, conforme o
interesse público o exigir.
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§1° A concessão de uso dos bens públicos de uso especial e
dominicais dependerá de lei e concorrência e será feita mediante
contrato, sob pena de nulidade do ato, ressalvada a hipótese do§1º
do Art. 117, desta Lei Orgânica.
§2° A concessão administrativa de bens públicos de uso comum
somente poderá ser outorgada para finalidades escolares, de assis-
tência social ou turística, mediante autorização legislativa.
§3° A permissão ou autorização de uso, que poderá incidir so-
bre qualquer bem municipal, será feita, a título precário, por ato
unilateral do Prefeito, através de decreto.
Art. 121 A utilização e administração dos bens públicos de uso
especial, como mercados, matadouros, estações, recintos de espe-
táculos e campos de esportes, serão feitas na forma da lei e regula-
mentos respectivos.
Art. 122 Poderão ser cedidos a particulares, para serviços tran-
sitórios, máquinas e operadores da Prefeitura, desde que não haja
prejuízos para os trabalhos do Município e o interessado recolha,
previamente, a remuneração arbitrada e assine termo de responsa-
bilidade pela conservação e devoluçãodos bens cedidos.
CAPÍTULO VIII
DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS
Art. 123 Nenhum empreendimento de obras e serviços do Mu-
nicípio poderá ter início sem prévia elaboração do plano respectivo,
no qual, obrigatoriamente conste:
I - viabilidade do empreendimento, sua conveniência e oportu-
nidade para o interesse comum;
II - os pormenores para a sua execução; •
III - os recursos para o atendimento das respectivas despesas;
IV - os prazos para o seu início e conclusão, acompanhados da
respectiva justificação;
§1 º Nenhuma obra, serviço ou melhoramento, salvo casos de
extrema urgência, será executada sem prévio orçamento de seu
custo.
§2º As obras públicas poderão ser executadas pela Prefeitura,
por suas autarquias e demais entidades da Administração Indireta,
e, por terceiros, mediante licitação.
Art. 124 A concessão ou permissão de serviço público depen-
derá de autorização legislativa e contrato precedido de licitação.
§1º Serão nulas de pleno direito as permissões, as concessões,
bem como quaisquer outros ajustes feitos em desacordo com o es-
tabelecimento neste artigo.
§2º Os serviços permitidos ou concedidos ficarão sempre sujei-
tos à regulamentação e fiscalização do Município, incumbindo aos
que os executem, sua permanente atualização e adequação às ne-
cessidades dos usuários.
§3° O Município poderá retomar, sem indenização, os serviços
permitidos ou concedidos, desde que executados em desconformi-
dade com o ato ou contrato, bem como aqueles que se revelarem
insuficientes para o atendimento dos usuários.
§4° As concorrências para a concessão de serviço público deve-
rão ser precedidas de ampla publicidade, em jornais e rádios locais,
inclusive em órgãos da imprensa da capital do Estado, mediante
Edital ou comunicado resumido.
Art. 125 As tarifas dos serviços públicos deverão ser fixadas
pelo Executivo, tendo - se em vista a justa remuneração.
Art. 126 Nos serviços, obras e concessões do Município, bem
como nas compras e alienações, será adotada a licitação, nos ter-
mos da lei.
Art. 127 O Município poderá realizar obras e serviços de inte-
resse comum, mediante convênio com o Estado, a União ou enti-
dades particulares, bem assim, através de consórcio, com outros
municípios.
TÍTULO IV
DA TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL, DA RECEITA E DESPESA E DO
ORÇAMENTO
CAPÍTULO I
DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS
Art. 128 São tributos municipais os impostos, as taxas e a con-
tribuição de melhoria decorrente de obras publicas, instituídos por
lei municipal, atendidos os princípios estabelecidos na Constituição
Federal e nas normas gerais de direito tributário.
Art. 129 Compete ao Município instituir impostos sobre:
I - propriedade predial e territorial urbana;
II - transmissão “inter vivos”, a qualquer título, por ato oneroso,
de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais
sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos
a sua aquisição;
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos na com-
petência do Estado, definidos em lei complementar prevista no art.
146 da Constituição Federal.
§1º O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo, nos
termos da lei, de forma a assegurar o cumprimento da função social
da propriedade.
§2° O imposto previsto no inciso II não incide sobre a trans-
missão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa
jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens
ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção
de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponde-
rante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos,
locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.
§3° A lei determinará medidas para que os consumidores sejam
esclarecidos acerca dos impostos previstos no inciso III.
Art. 130 As taxas serão instituídas em razão do exercício do Po-
der de Polícia ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços pú-
blicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à
disposição pelo Município.
Art. 131 A contribuição de melhoria poderá ser cobrada dos
proprietários de imóveis valorizados por obras públicas municipais,
tendo como limite total a despesa realizada e como limite indivi-
dual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel
beneficiado.
Art. 132 Sempre que possível os impostos terão caráter pessoal
e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuin-
te, facultado à Administração Municipal, especialmente para confe-
rir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos
individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as
atividades econômicas do contribuinte.
Parágrafo Único As taxas não poderão ter base de cálculo pró-
pria de impostos.
Art. 133 O Município poderá instituir contribuição, a ser co-
brada de seus servidores, em benefício destes, para o custeio de
sistemas de previdência e assistência social, observada a legislação
pertinente.
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CAPÍTULO II
DA RECEITA E DA DESPESA
Art. 134 A receita municipal constituir - se - á da arrecadação
dos tributos municipais, da participação em tributos da União e
do Estado, dos recursos resultantes do Fundo de Participação dos
Municípios e da utilização de seus bens, serviços, atividades e de
outros ingressos.
Art. 135 Pertencem ao Município:
I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre rendas
e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendi-
mentos pagos, a qualquer título, pela Administração Direta, autar-
quia, e fundações municipais;
II - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto
da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos
imóveis situados no Município;
III - setenta por cento do produto da arrecadação do imposto
da União sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas
a títulos ou valores mobiliários, incidente sobre o ouro observado o
disposto no Art. 153, §5° da Constituição Federal;
IV - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto
do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados
no território municipal;
V - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do im-
posto do Estado sobre operações relativas à circulação de merca-
dorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal de comunicação;
Art. 136 A fixação dos preços públicos, devidos pela utilização
de bens, serviços e atividades municipais, será feita pelo Prefeito
mediante edição de decreto.
Parágrafo Único As tarifas de serviços públicos deverão cobrir
os seus custos, sendo reajustáveis quando se tornarem deficientes
ou excedentes.
Art. 137 Nenhum contribuinte será obrigado ao pagamento de
qualquer tributo lançado pela Prefeitura, sem prévia notificação.
§1º Considera - se notificação a entrega do aviso de lançamen-
to no domicílio fiscal do contribuinte, nos termos da lei comple-
mentar prevista no Art. 146 da Constituição Federal.
§2º Do lançamento do tributo cabe recurso ao Prefeito, assegu-
rando para sua interposição o prazo de quinze (15) dias, contados
da notificação.
Art. 138 A despesa pública atenderá aos princípios estabeleci-
dos na Constituição Federal e às normas de direito financeiro.
Art. 139 Nenhuma despesa será ordenada ou satisfeita sem
que exista recurso disponível e crédito votado pela Câmara Munici-
pal, salvo a que correr por conta de crédito extraordinário.
Art. 140 Nenhuma lei que crie ou aumente despesa será execu-
tada sem que dela conste a indicação do recurso para atendimento
do correspondente encargo.
Art. 141 As disponibilidades de caixa do Município, de suas
autarquias e fundações e das empresas por ele controladas, serão
depositadasé uma exceção pelo, pera, para
PONTUAÇÃO: EMPREGO DE TODOS OS SINAIS DE PONTUAÇÃO.
PONTUAÇÃO
Para a elaboração de um texto escrito, deve-se considerar o uso adequado dos sinais de pontuação como: pontos, vírgula, ponto e
vírgula, dois pontos, travessão, parênteses, reticências, aspas, etc.
Tais sinais têm papéis variados no texto escrito e, se utilizados corretamente, facilitam a compreensão e entendimento do texto.
— A Importância da Pontuação
1As palavras e orações são organizadas de maneira sintática, semântica e também melódica e rítmica. Sem o ritmo e a melodia, os
enunciados ficariam confusos e a função comunicativa seria prejudicada.
O uso correto dos sinais de pontuação garante à escrita uma solidariedade sintática e semântica. O uso inadequado dos sinais de
pontuação pode causar situações desastrosas, como em:
– Não podem atirar! (entende-se que atirar está proibido)
– Não, podem atirar! (entende-se que é permitido atirar)
— Ponto
Este ponto simples final (.) encerra períodos que terminem por qualquer tipo de oração que não seja interrogativa direta, a exclama-
tiva e as reticências.
Outra função do ponto é a da pausa oracional, ao acompanhar muitas palavras abreviadas, como: p., 2.ª, entre outros.
Se o período, oração ou frase terminar com uma abreviatura, o ponto final não é colocado após o ponto abreviativo, já que este, quan-
do coincide com aquele, apresenta dupla serventia.
Ex.: “O ponto abreviativo põe-se depois das palavras indicadas abreviadamente por suas iniciais ou por algumas das letras com que se
representam, v.g. ; V. S.ª ; Il.mo ; Ex.a ; etc.” (Dr. Ernesto Carneiro Ribeiro)
O ponto, com frequência, se aproxima das funções do ponto e vírgula e do travessão, que às vezes surgem em seu lugar.
Obs.: Estilisticamente, pode-se usar o ponto para, em períodos curtos, empregar dinamicidade, velocidade à leitura do texto: “Era
um garoto pobre. Mas tinha vontade de crescer na vida. Estudou. Subiu. Foi subindo mais. Hoje é juiz do Supremo.”. É muito utilizado em
narrações em geral.
1 BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
LÍNGUA PORTUGUESA
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— Ponto Parágrafo
Separa-se por ponto um grupo de período formado por ora-
ções que se prendem pelo mesmo centro de interesse. Uma vez que
o centro de interesse é trocado, é imposto o emprego do ponto pa-
rágrafo se iniciando a escrever com a mesma distância da margem
com que o texto foi iniciado, mas em outra linha.
O parágrafo é indicado por ( § ) na linguagem oficial dos artigos
de lei.
— Ponto de Interrogação
É um sinal (?) colocado no final da oração com entonação inter-
rogativa ou de incerteza, seja real ou fingida.
A interrogação conclusa aparece no final do enunciado e re-
quer que a palavra seguinte se inicie por maiúscula. Já a interro-
gação interna (quase sempre fictícia), não requer que a próxima
palavra se inicia com maiúscula.
Ex.: — Você acha que a gramática da Língua Portuguesa é com-
plicada?
— Meu padrinho? É o Excelentíssimo Senhor coronel Paulo Vaz
Lobo Cesar de Andrade e Sousa Rodrigues de Matos.
Assim como outros sinais, o ponto de interrogação não requer
que a oração termine por ponto final, a não ser que seja interna.
Ex.: “Esqueceu alguma cousa? perguntou Marcela de pé, no
patamar”.
Em diálogos, o ponto de interrogação pode aparecer acompa-
nhando do ponto de exclamação, indicando o estado de dúvida de
um personagem perante diante de um fato.
Ex.: — “Esteve cá o homem da casa e disse que do próximo mês
em diante são mais cinquenta...
— ?!...”
— Ponto de Exclamação
Este sinal (!) é colocado no final da oração enunciada com en-
tonação exclamativa.
Ex.: “Que gentil que estava a espanhola!”
“Mas, na morte, que diferença! Que liberdade!”
Este sinal é colocado após uma interjeição.
Ex.: — Olé! exclamei.
— Ah! brejeiro!
As mesmas observações vistas no ponto de interrogação, em
relação ao emprego do ponto final e ao uso de maiúscula ou mi-
núscula inicial da palavra seguinte, são aplicadas ao ponto de ex-
clamação.
— Reticências
As reticências (...) demonstram interrupção ou incompletude
de um pensamento.
Ex.: — “Ao proferir estas palavras havia um tremor de alegria
na voz de Marcela: e no rosto como que se lhe espraiou uma onda
de ventura...”
— “Não imagina o que ela é lá em casa: fala na senhora a todos
os instantes, e aqui aparece uma pamonha. Ainda ontem...
Quando colocadas no fim do enunciado, as reticências dispen-
sam o ponto final, como você pode observar nos exemplos acima.
As reticências, quando indicarem uma enumeração inconclusa,
podem ser substituídas por etc.
Ao transcrever um diálogo, elas indicam uma não resposta do
interlocutor. Já em citações, elas podem ser postas no início, no
meio ou no fim, indicando supressão do texto transcrito, em cada
uma dessas partes.
Quando ocorre a supressão de um trecho de certa extensão,
geralmente utiliza-se uma linha pontilhada.
As reticências podem aparecer após um ponto de exclamação
ou interrogação.
— Vírgula
A vírgula (,) é utilizada:
- Para separar termos coordenados, mesmo quando ligados por
conjunção (caso haja pausa).
Ex.: “Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado”.
IMPORTANTE!
Quando há uma série de sujeitos seguidos imediatamente de
verbo, não se separa do verbo (por vírgula) o ultimo sujeito da série
.
Ex.: Carlos Gomes, Vítor Meireles, Pedro Américo, José de
Alencar tinham-nas começado.
- Para separar orações coordenadas aditivas, mesmo que estas
se iniciem pela conjunção e, proferidas com pausa.
Ex.: “Gostava muito das nossas antigas dobras de ouro, e eu
levava-lhe quanta podia obter”.
- Para separar orações coordenadas alternativas (ou, quer,
etc.), quando forem proferidas com pausa.
Ex.: Ele sairá daqui logo, ou eu me desligarei do grupo.
IMPORTANTE!
Quando ou exprimir retificação, esta mesma regra vigora.
Ex.: Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer ou-
tro nome, que eu de nome não curo.
Caso denote equivalência, o ou posto entre os dois termos não
é separado por vírgula.
Ex.: Solteiro ou solitário se prende ao mesmo termo latino.
- Em aposições, a não ser no especificativo.
Ex.: “ora enfim de uma casa que ele meditava construir, para
residência própria, casa de feitio moderno...”
- Para separar os pleonasmos e as repetições, quando não tive-
rem efeito superlativamente.
Ex.: “Nunca, nunca, meu amor!”
A casa é linda, linda.
- Para intercalar ou separar vocativos e apostos.
Ex.: Brasileiros, é chegada a hora de buscar o entendimento.
É aqui, nesta querida escola, que nos encontramos.
- Para separar orações adjetivas de valor explicativo.
Ex.: “perguntava a mim mesmo por que não seria melhor depu-
tado e melhor marquês do que o lobo Neves, — eu, que valia mais,
muito mais do que ele, — ...”
LÍNGUA PORTUGUESA
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- Para separar, na maioria das vezes, orações adjetivas restritiva
de certa extensão, ainda mais quando os verbos de duas orações
distintas se juntam.
Ex.: “No meio da confusão que produzira por toda a parte este
acontecimento inesperado e cujo motivo e circunstâncias inteira-
mente se ignoravam, ninguém reparou nos dois cavaleiros...”
IMPORTANTE!
Mesmo separando por vírgula o sujeito expandido pela oração
adjetiva, esta pontuação pode acontecer.
Ex.: Os que falam em matérias que não entendem, parecem
fazer gala da sua própria ignorância.
- Para separar orações intercaladas.
Ex.: “Não lhe posso dizer com certeza, respondi eu”
- Para separar, geralmente, adjuntos adverbiais que precedem
o verbo e as orações adverbiais que aparecem antes ou no meio da
sua principal.
Ex.: “Eu mesmo, até então, tinha-vos em má conta...”
- Para separar o nome do lugar em datas.
Ex.: São Paulo, 14 de janeiro de 2020.
- Para separar os partículas e expressões de correção, continua-
ção, explicação, concessão e conclusão.
Ex.: “e, não obstante, havia certa lógica, certa dedução”
Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã.
- Para separar advérbios e conjunções adversativos (porém,
todavia, contudo,em instituições financeiras oficiais, salvo os casos pre-
vistos em lei, podendo ser aplicados no mercado aberto.
CAPÍTULO III
DO ORÇAMENTO
Art. 142 A elaboração e a execução da lei de diretrizes orça-
mentárias, do plano plurianual e do orçamento anual obedecerá as
regras estabelecidas na Constituição Federal, Constituição do Esta-
do, na legislação federal aplicável, nas normas de direito financeiro
e nos preceitos desta Lei Orgânica.
§1º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encer-
ramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orça-
mentária.
§2º A lei que estabelecer o plano plurianual estabelecerá por
distrito, bairro e região, as diretrizes, objetivos e metas da Adminis-
tração Pública Municipal para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continu-
ada.
§3º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e
prioridades da Administração Pública Municipal, incluindo as des-
pesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará
a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações
na legislação tributária e estabelecerá a política de fomento.
Art. 143 Os projetos de lei relativos às diretrizes orçamentárias,
ao plano plurianual e ao orçamento anual e aos créditos adicionais
serão apreciados pela Comissão Permanente de Finanças e Orça-
mento, a qual caberá:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos e as contas apre-
sentadas anualmente pelo Prefeito Municipal;
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas de
investimentos e exercer o acompanhamento e fiscalização orça-
mentária, sem prejuízo de atuação das demais Comissões da Câ-
mara.
§1º As emendas serão apresentadas na Comissão, que sobre
ela emitirá parecer, e apreciadas na forma regimental.
§2º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos
projetos que o modifiquem somente podem ser aprovados caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os pro-
ventos de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
a)dotações para pessoal e seus encargos;
b)serviços de dívida; ou
III - sejam relacionados:
a)com a correção de erros ou omissões; ou
b)com os dispositivos do texto do projeto de lei.
§3° Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou re-
jeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas
correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, median-
te créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica au-
torização legislativa.
§4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias
não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plu-
rianual.
Art. 144 lei orçamentária compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos poderes do Município, seus
fundos, órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta;
II - o orçamento de investimentos das empresas em que o Mu-
nicípio, direta ou indiretamente, de1enha a maioria do capital social
com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as en-
tidades e órgãos a ela vinculados da Administração Direta e Indire-
ta, bem como os fundos instituídos pelo Poder Público.
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Art. 145 O Prefeito enviará à Câmara no prazo consignado em
lei complementar federal, os projetos de lei do plano plurianual, das
diretrizes orçamentarias e do orçamento anual.
Parágrafo único O Prefeito poderá enviar mensagem à Câmara
para propor a modificação dos projetos mencionados neste artigo;
enquanto não iniciada a votação da parte que deseja alterar.
Art. 146 Aplicam - se aos projetos de lei de diretrizes orça-
mentárias, do orçamento anual e do plano plurianual, no que não
contrariar o disposto neste capítulo, as regras gerais do processo
legislativo.
Art. 147 O orçamento será uno, incorporando - se, obrigatoria-
mente, na receita, todos os tributos, rendas e suprimentos de fun-
dos, e incluindo - se, discriminadamente, na despesa, as dotações
necessárias ao custeio de todos os serviços municipais.
Art. 148 A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estra-
nho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo
na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares
e contratação de crédito, ainda que por antecipação da receita, nos
termos da lei.
Art. 149 São vedados:
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orça-
mentária anual;
II - a realização de despesa ou a assunção de obrigações diretas
que excedam os créditos orçamentários ou adicionais;
III - a realização de operações de créditos que excedam o mon-
tante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante
créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, apro-
vados pela Câmara por maioria absoluta;
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou des-
pesa, ressalvada a destinação de recursos para a manutenção e de-
senvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde,
bem como a prestação de garantias às operações de créditos por
antecipação da receita, previstas na Constituição Federal e nesta
Lei Orgânica.
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia
autorização legislativa e sem indicação dos recursos corresponden-
tes;
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de
recursos de uma categoria de programação para outra ou de um
órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de re-
cursos do orçamento fiscal e da seguridade social para suprir neces-
sidades ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive
dos mencionados no Art. 144, desta Lei Orgânica;
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia
autorização legislativa.
§1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exer-
cício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano
plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de
responsabilidade.
§2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no
exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de
autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão
incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.
§3º A abertura de crédito extraordinário somente será admiti-
da para atender às despesas imprevisíveis e urgentes, como as de-
correntes de calamidade pública.
§4º É permitida a vinculação de receitas e recursos menciona-
dos no art. 167, §4º da Constituição Federal, para a prestação de
garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos
para com esta.
Art. 150 Os recursos correspondentes às dotações orçamentá-
rias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, desti-
nados à Câmara Municipal, ser-lhes - ão entregues até o dia 20 de
cada mês.
Parágrafo único Os recursos de que trata o “caput” deste arti-
go não poderão ser superiores aos limites máximos definidos pela
Constituição Federal, nem inferiores em relação à proporção fixada
na Lei Orçamentária.
Art. 151 A despesa com pessoal ativo e inativo do Município
não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar
federal, observado o limite legal de comprometimento aplicado a
cada um dos Poderes.
Parágrafo único A concessão de qualquer vantagem ou aumen-
to de remuneração, a criação de cargos ou alteração de estrutura de
carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer título pelos
órgãos e entidades da Administração Direta ou Indireta, inclusive
fundaçõesinstituídas e mantidas pelo poder público, só poderão
ser feitas:
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para ten-
der às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela de-
correntes;
II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orça-
mentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de
economia mista.
TÍTULO V
DA ORDEM ECONÔMICA E SOCIAL
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 152 O Município, dentro de sua competência, organizará a
ordem econômica e social, conciliando a liberdade de iniciativa com
os superiores interesses da coletividade.
Art. 153 A intervenção do Município no domínio econômico,
terá por objetivo estimular e orientar a produção, defender os inte-
resses do povo, promover a justiça e solidariedade sociais.
Art. 154 O trabalho é obrigação social, garantido a todos o di-
reito ao emprego e à justa remuneração que proporcione existência
digna na família e na sociedade.
Art. 155 O Município considerará o capital não apenas como
instrumento produtor de lucro, mas também como meio de expan-
são econômica e de bem - estar coletivo.
Art. 156 O Município assistirá os trabalhadores rurais e suas
organizações legais, objetivando proporcionar a eles, entre outros
benefícios, meios de produção e de trabalho, crédito fácil e preço
justo, saúde e bem - estar social.
Parágrafo Único São isentas de impostos as respectivas Coo-
perativas.
Art. 157 O Município promoverá e incentivará o turismo como
fator de desenvolvimento social e econômico.
Art. 158 O Município manterá órgãos especializados, incum-
bidos de exercer ampla fiscalização dos serviços públicos por ele
concedidos e da revisão de suas tarifas.
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Parágrafo Único A fiscalização de que trata este artigo com-
preende o exame contábil e as perícias necessárias à apuração das
inversões de capital e dos lucros auferidos pelas empresas conces-
sionárias.
Art. 159 O Município dispensará à microempresa e à empresa
de pequeno porte, assim definidas em lei federal, tratamento jurídi-
co diferenciado, visando a incentivá - las pela simplificação de suas
obrigações administrativas, tributárias, providenciarias e creditícias
ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei.
Art. 160 Ao Município cumpre assegurar o bem - estar social,
garantindo o pleno acesso de indivíduos, especialmente das pesso-
as portadoras de deficiência, aos bens e serviços essenciais ao seu
desenvolvimento como pessoa humana e seres sociais.
CAPÍTULO II
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Art. 161 A assistência social será prestada pelo Município a
quem dela necessitar, mediante articulação com os serviços fede-
rais e estaduais congêneres, tendo por objetivo:
I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescên-
cia e às pessoas da terceira idade;
II - a ajuda aos desamparados e às famílias numerosas despro-
vidas de recursos;
III - a proteção e encaminhamento de menores abandonados;
IV - o r colhimento, encaminhamento e recuperação de desa-
justados e marginàis;
V - o combate à mendicância e ao desemprego, mediante inte-
gração ao mercado de trabalho;
VI - o agenciamento e a colocação de mão de obra local;
VII - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de defi-
ciência e a promoção de sua integração na vida comunitária;
Parágrafo único É facultado ao Município no estrito interesse
público:
I - conceder subvenções a entidades assistenciais privadas, de-
claradas de utilidade pública, sem fins lucrativos, por lei municipal;
II - firmar convênio com entidade pública ou privada para pres-
tação de serviços de assistência social à comunidade local;
III - estabelecer consórcios com outros municípios visando o
desenvolvimento de serviços comuns de saúde e assistência social.
Art. 162 Compete ao Município suplementar, se for o caso, os
planos de previdência social, estabelecidos na lei federal.
CAPÍTULO III
DASAÚDE
Art. 163 O Município manterá, com a cooperação técnica e fi-
nanceira da União e do Estado, serviço de saúde pública, higiene e
saneamento a serem prestados gratuitamente à população.
§1º Visando a satisfação do direito à saúde, garantido na Cons-
tituição Federal, o Município no âmbito de sua competência, asse-
gurará:
I - acesso universal e igualitário às ações e serviços de promo-
ção, proteção e recuperação da saúde;
II - acesso a todas as informações de interesse para a saúde;
III - participação de entidades especializadas na elaboração de
políticas na definição de estratégias de implementação, e no con-
trole de atividades com impacto sobre a saúde pública;
IV - dignidade e qualidade no atendimento.
§2º Para a consecução desses objetivos, o Município promo-
verá:
I - a implantação e a manutenção da rede local de postos de
saúde, de higiene, ambulatórios médicos, depósitos de medica-
mentos e gabinetes odontológicos, com prioridade em favor das
localidades e áreas rurais em que não haja serviços federais ou es-
taduais correspondentes;
II - a prestação permanente de socorros de urgência a doentes
e acidentados, quando não existir na sede Municipal serviço federal
ou estadual dessa natureza;
III - a triagem e o encaminhamento de insanos mentais e doen-
tes desamparados quando não seja possível dar-lhes assistência e
tratamento com os recursos locais;
IV - a elaboração de planos e programas locais de saúde em
harmonia com os sistemas nacional e estadual dessa área;
V - o controle e a fiscalização de procedimentos, produtos e
substâncias de interesse para a saúde;
VI - a fiscalização e a inspeção de alimentos, compreendido o
controle de teor nutricional, bom como bebidas e águas para con-
sumo humano;
VII - a participação no controle e fiscalização da produção,
transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoati-
vos, tóxicos e radiativos;
VIII - a participação na formulação da política e da execução das
ações de saneamento básico;
IXo combate ao uso do tóxico.
§3° As ações e serviços de saúde do Município serão descon-
centrados nos distritos, onde se formarão conselhos comunitários
de saúde, nos termos da lei municipal;
§4º A participação popular nos conselhos comunitários de saú-
de e em outras formas previstas em lei será gratuita e considerada
serviço social relevante.
Art. 164 O Município aplicará, anualmente, em ações e serviços
públicos de saúde, recursos nunca menos que o equivalente a per-
centuais e condições estabelecidos na Constituição da República e
em Lei Complementar Federal.
Parágrafo único Os recursos do Município destinados às ações
e serviços públicos de saúde e os transferidos pela União para a
mesma finalidade serão aplicados por meio de Fundo de Saúde
que será acompanhado e fiscalizado por Conselho de Saúde, sem
prejuízo dos demais sistemas de controle, regidos pela legislação
pertinente em vigor.
Art. 165 O Conselho Municipal de Saúde, órgão deliberativo e
fiscalizador das ações do Município, terá a composição e atribuições
que a lei indicar.
Parágrafo único Os representantes indicados pelas entidades
representativas terão mandato de dois anos, sem direito à recondu-
ção ao exercício seguinte.
Art. 166 Os exames médico - odontológicos terão caráter obri-
gatório nos estabelecimentos de ensino municipal.
Art. 167 Caberá ao Poder Público a inspeção e fiscalização sa-
nitária em estabelecimentos comerciais e industriais, bem como
matadouros públicos, autuando os infratores, quando não forem
atendidas as condições mínimas de higiene, conforme a lei.
Art. 168 É obrigatório, nas empresas de beneficiamento e in-
dustrialização de fumo, situadas no município, o uso de exaustores
e outros equipamentos que visem proteger a saúde dos seus fun-
cionários.
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Parágrafo Único O não cumprimento do estabelecido no
“caput” deste artigo, implicará na cassação da licença de funciona-
mento da empresa.
CAPÍTULO IV
DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO
Art. 169 O Município dispensará proteção especial ao casamen-
to e assegurará condições morais, físicas e sociais indispensáveis ao
desenvolvimento, segurança e estabilidade da família.
§1º Serão proporcionadas aos interessados todas as facilidades
para a celebração do casamento.
§2º A lei disporá sobre a assistência aos idosos, à maternidade
e aos excepcionais, assegurado aos maiores de sessenta anos a gra-
tuidade dos transportes coletivos urbanos.
§3° Compete ao Município suplementar a legislação federal
e estadual dispondo sobre a proteção à infância, à juventude e às
pessoas portadoras de deficiência, garantindo-lhes o acesso a logra-
douros, edifícios públicos e veículos de transporte coletivo.
§4º Para a execução do previsto neste artigo, serão adotadas,
entre outras, as seguintes medidas:
I - amparo às famílias numerosas e sem recursos;
II - promoção de serviços de prevenção e orientação contra os
males que são instrumentos da dissolução da família, bem como de
recebimento e encaminhamento de denúncias referentes à violên-
cia no âmbito das relações familiares;
III - estímulo aos pais e às organizações para a formação moral,
cívica, física e intelectual da juventude, incluídos os portadores de
deficiência, sempre que possível;
IV - colaboração com as entidades assistenciais que visem à
proteção e educação da criança;
V - amparo às pessoas da terceira idade, assegurando sua par-
ticipação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem - estar
e garantindo-lhes o direito à vida;
VI - colaboração com a União, com o Estado e com outros Mu-
nicípios para a solução do problema dos menores desamparados
ou desajustados, através de processos adequados de permanente
recuperação.
CAPÍTULO V
DA CULTURA, DO DESPORTO E DO LAZER
Art. 170 O Município estimulará o desenvolvimento das ciên-
cias, das artes, das letras e da cultura em geral, observado o dispos-
to na Constituição Federal.
§1º Ao Município compete suplementar, quando necessário, a
legislação federal e a estadual, dispondo sobre o desenvolvimento
cultural da comunidade;
§2º A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de
alta significação para o Município.
§3° À Administração Municipal cabe, na forma da lei, a gestão
da documentação governamental e as providências para franquear
sua consulta a quantos dela necessitem.
§4º A Administração Municipal incentivará as manifestações
artísticas e culturais, as festas populares e folclóricas e destinará
recursos às fundações culturais existentes no município.
Art. 171 Cabe ao Município fomentar práticas desportivas e de
lazer na comunidade como direito de cada um mediante:
I - reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques,
bosques, jardins e assemelhados, com base física de recreação ur-
bana;
II - construção e equipamento de centros poliesportivos e de
centros de convivência e lazer cultural comunal, respeitando o aces-
so e circulação de pessoas portadoras de deficiência;
III - aproveitamento e adaptação de rios, vales, montes, quedas
d’água, matas, áreas costeiras e outros recursos naturais, corno lo-
cais de passeio e distração.
Parágrafo 1º No tocante às ações a que se refere este artigo, o
Município garantirá a participação de pessoas deficientes nas ativi-
dades desportivas, recreativas e de lazer incrementando o atendi-
mento especializado.
Parágrafo 2º Fica vedado ao Município de Cruz das Almas, cus-
tear a qualquer título o esporte profissional.
CAPÍTULO VI
DA EDUCAÇÃO
Art. 172 A Educação, enquanto direito de todos, é um dever do
Estado e da sociedade e deve ser baseada nos princípios da demo-
cracia, da liberdade de expressão, da solidariedade e do respeito
aos direitos humanos, visando a constituir - se em instrumento do
desenvolvimento da capacidade de elaboração e de reflexão crítica
da realidade.
Art. 173 O ensino será ministrado com base nos seguintes prin-
cípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na es-
cola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pen-
samento, a arte e o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na for-
ma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso
salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público
de provas e títulos;
VI - gestão democrática do ensino, garantida a participação de
representantes da comunidade, na forma da lei;
VII - garantia de padrão de qualidade.
Art. 174 O Município organizará e manterá sistema de ensino
próprio com extensão correspondente às necessidades locais de
educação geral e qualificação para o trabalho, respeitadas as dire-
trizes e bases fixadas pela legislação federal e as disposições suple-
tivas da legislação estadual:
Art. 175 O dever do Município com a educação será efetivado
mediante a garantia de:
I - ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, in-
clusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;
IIIatendimento educacional especializado aos portadores de
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;
IV - atendimento em creche e pré - escola às crianças de zero a
seis anos de idade;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da
criação artística, segundo a capacidade de cada um;
VI - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através
de programas suplementares de material didático - escolar, trans-
porte, alimentação e assistência a saúde.
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§1° O acesso ao ensino fundamental, obrigatório e gratuito,
constitui direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão e o
Ministério Público acionar o poder público para exigi - lo ou promo-
ver a competente ação judicial, quando for o caso.
§2º Compete ao poder público municipal recensear os educan-
do no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar.junto aos
pais ou responsáveis pela frequência a escola.
Art. 176 O ensino oficial do Município será gratuito em todos os
níveis e atuará prioritariamente no ensino fundamental e na educa-
ção infantil.
§1º O ensino fundamental regular será ministrado em língua
portuguesa.
§2º Nas comunidades rurais serão obrigatoriamente instaladas
escolas do ensino fundamental, que atenderão até a 4’ série. Nas
que houverem mais de cinquenta estudantes será garantido o en-
sino até a 8’ série;
§3º Nos locais onde não for possível a implantação de escolas,
o Município garantirá o subsídio para o transporte desses alunos às
comunidades onde houver atendimento escolar adequado;
§4° Em todas as comunidades rurais serão instaladas creches e
cursos pré - escolares, para atendimento das crianças de zero a seis
anos de idade.
Art. 177 O Poder Executivo Municipal promoverá periodica-
mente a capacitação e reciclagem de todo seu corpo docente.
Art. 178 O Município manterá os professores Municipais em
nível econômico,social e moral à altura de suas funções.
Art. 179 A gestão democrática de educação será assegurada,
dentre outros mecanismos, pela eleição direta de diretores e vice
- diretores das unidades escolares do município, sendo vedada a
nomeação direta pelo Executivo Municipal, sem a prévia eleição.
Parágrafo Único Terão participação nas eleições diretas de dire-
tores e vice - diretores, com direito a voto:
a)professores lotados no estabelecimento;
b)funcionários lotados no estabelecimento;
c)alunos a partir da 5” série do ensino fundamental, regular-
mente matriculados na unidade de ensino;
d)maiores regularmente matriculados na unidade de ensino,
independente da série escolar;
e)os pais de alunos.
Art. 180 O ensino religioso de caráter interconfessional, partin-
do da realidade cultural e religiosa do Município, constituirá maté-
ria obrigatória nos horários normais de todos os estabelecimentos
de ensino, respeitando a confissão religiosa dos pais dos alunos ou
destes, sendo facultativa a matrícula e frequência;
Art. 181 O Município procurará adaptar os calendários escola-
res aos calendários agrícolas e outras manifestações relevantes da
cultura regional;
Art. 182 Será instituído obrigatoriamente nos currículos escola-
res a matéria Educação Ambiental.
Art. 183 A lei regulará a composição, o funcionamento e as atri-
buições do conselho municipal de educação e do conselho munici-
pal de cultura.
Art. 184 O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Muni-
cípio, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autorida-
de competente.
Art. 185 O Município orientará e estimulará, por todos os
meios, a educação física, que será obrigatória nos estabelecimen-
tos municipais de ensino e nos particulares que recebam auxílio do
Município.
Art. 186 É dever do Município a oferta de ensino noturno regu-
lar, adequado às condições do educando.
Art. 187 O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as se-
guintes condições:
I - cumprimento das normas gerais de educação nacional;
IIautorização e avaliação de qualidade pelos órgãos competen-
tes.
Art. 188 Os recursos do Município serão destinados às escolas
públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessio-
nais ou filantrópicas, definidas em lei federal, que:
I - comprovem finalidade não - lucrativa e apliquem seus exce-
dentes financeiros em educação;
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola
comunitária, filantrópica ou confessional ou ao Município, no caso
de encerramento de suas atividades.
Parágrafo Único Os recursos de que trata este artigo serão des-
tinados a bolsas de estudos para o ensino fundamental, na forma
da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando
houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na locali-
dade da residência do educando, ficando o Município obrigado a
investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.
Art. 189 O Município auxiliará, pelos meios ao seu alcance, as
organizações beneficentes, culturais e amadoristas, nos termos da
lei, sendo que as amadoristas e as colegiais terão prioridade no uso
de estádios, campos e instalações de propriedade do Município.
Parágrafo Único Aplica - se ao Município, no que couber, o dis-
posto no Art. 217 da Constituição Federal.
Art. 190 O Município aplicará, anualmente, nunca menos de
25% (vinte e cinco por cento), no mínimo, da receita resultante de
impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manu-
tenção e desenvolvimento do ensino.
Art. 191 É da competência comum da União, do Estado e do
Município proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação
e à ciência.
Art. 192 Os alunos das escolas públicas municipais pagarão
meia passagem nos transportes coletivos que trafegam na zona ur-
bana e rural do município.
Parágrafo Único O Executivo Municipal tomará as medidas ne-
cessárias visando assegurar o benefício constante no “caput” deste
artigo.
CAPÍTULO VII
DA POLÍTICA URBANA
Art. 193 A política de desenvolvimento urbano, executada pelo
Poder Público Municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei,
tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções so-
ciais da cidade e garantir o bem estar de seus habitantes.
§1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, é o ins-
trumento básico d política de desenvolvimento e de execução ur-
bana.
§2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando
atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade, expres-
sas no plano diretor.
§3°As desapropriações.de imóveis urbanos serão feitas com
prévia e justa indenização em dinheiro.
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Art. 194 O Município poderá, mediante lei específica para área
incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do pro-
prietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utiliza-
do, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, suces-
sivamente, de:
I - parcelamento ou edificação compulsória;
II - imposto sobre propriedade predial e territorial urbano pro-
gressivo no tempo;
III - desapropriação, com pagamento mediante título da dívi-
da pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal,
com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e
sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
Art. 195 São isentos de tributos os veículos de tração animal
e os demais instrumentos de trabalho do pequeno agricultor, em-
pregados no serviço da própria lavoura ou no transporte de seus
produtos.
Art. 196 É isento de imposto sobre a propriedade predial e ter-
ritorial urbana o prédio ou o terreno destinado à moradia do pro-
prietário de pequenos recursos, que não possua outro imóvel, nos
termos e no limite do valor que a lei fixar.
CAPÍTULO VIII
DO MEIO AMBIENTE
Art. 197 O Município providenciará, com a participação efetiva
da população, a preservação, conservação, defesa, recuperação e
melhoria do meio ambiente natural, artificial e do trabalho, atendi-
das as peculiaridades regionais e locais, em harmonia com o desen-
volvimento social e econômico, para assegurar a todos os cidadãos
o direito ao meio ambiente ecologicamente saudável e equilibrado.
§1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao po-
der público, através de órgãos próprios e do apoio à iniciativa popu-
lar, proteger o meio ambiente, preservar os recursos naturais orde-
nando o seu uso e exploração e resguardar o equilíbrio do sistema
ecológico, sem discriminação de indivíduos ou regiões, através de
política de proteção do meio ambiente, definida por lei.
§2º Incumbe ainda ao poder público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e
prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio gené-
tico do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipu-
lação de material genético;
III - definir espaços territoriais e seus componentes a serem es-
pecialmente protegidos, representativos de todos os ecossistemas
originais no Município, sendo a sua alteração e supressão permitida
somente por meio de lei, vedada qualquer utilização que compro-
meta a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV - exigir e apreciar na forma da lei, para instalação de obra ou
atividade efetiva ou potencialmente causadora de degradação do
meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade, inclusive por meio de audiência pública;
V - estabelecer um programa sistemático de educação sanitária
e ambiental em todos os níveis de ensino de suas escolas públicas;
VI - promover a conscientização pública para defesa do meio
ambiente nos meios de comunicação de massa e nos órgãos de im-
prensa locais;
VII - estimular e promover, na forma da lei, o reflorestamentoecológico em áreas degradadas, objetivando especialmente a pro-
teção de encostas e dos recursos hídricos, bem como a fixação de
índices mínimos de cobertura vegetal;
VIII - estimular e promover, na forma da lei, a arborização urba-
na, utilizando - se, preferencialmente, essências nativas regionais e
espécies frutíferas;
IX - estimular o desenvolvimento e a implantação de tecnolo-
gias de controle e recuperação ambiental mais aperfeiçoadas, ve-
dada a concessão de financiamentos governamentais e incentivos
fiscais, às atividades que desrespeitam as normas e padrões de
controle da proteção do meio ambiente, e, cancelados aqueles que
infringirem este preceito;
X - promover medidas judiciais e administrativas, responsabili-
zando os causadores de poluição ou de degradação ambiental, po-
dendo punir ou fechar a instituição responsável por danos ao meio
ambiente;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos
de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu
território;
XII - solicitar dos órgãos federais e estaduais pertinentes, au-
xiliando - os no que couber, ações preventivas e controladoras da
poluição e seus efeitos, com a realização periódica de auditorias nos
sistemas de controle da poluição e prevenção de risco de acidentes
das instalações e atividades de significativo potencial poluidor in-
cluindo a avaliação detalhada dos efeitos de sua operação sobre a
qualidade física, química e biológica dos recursos ambientais, prin-
cipalmente nos casos que possam direta ou indiretamente:
a)prejudicar a saúde, a segurança e o bem estar da população;
b)criar condições inadequadas de uso do meio ambiente para
fins públicos, domésticos, agropecuários e comerciais;
c)ocasionar danos à flora, à fauna, ao equilíbrio ecológico, às
propriedades físico - químicas e à estética do meio ambiente;
XIII - discriminar por lei:
a)as áreas e as atividades de significativo potencial de degra-
dação ambiental;
b)os critérios para os estudos de impacto ambiental e do res-
pectivo RIMA (Relatório de Impacto Ambiental);
c)o licenciamento de obras causadoras de impacto ambiental,
obedecendo sucessivamente aos seguintes estágios: licenças de lo-
calização, de implantação e de operação;
d)as penalidades para empreendimentos já iniciados ou con-
cluídos sem licenciamento, e a recuperação de área degradada, se-
gundo critérios e métodos definidos por órgãos competentes;
e)os critérios que nortearão a exigência de recuperação ou rea-
bilitação das áreas sujeitas a atividade de mineração;
XIV - fiscalizar e garantir a utilização racional e auto sustentada
dos recursos ambientais;
XV - promover os meios necessários para evitar a pesca e a caça
predatórias;
XVI - definir o uso e a ocupação do solo, subsolo e águas, atra-
vés de estudos que englobem diagnóstico, análise técnica e defi-
nição de diretrizes da gestão destes espaços, com a participação
popular, respeitando a conservação da qualidade ambiental;
XVII - promover a integração das universidades, centros de pes-
quisas e associações civis nos esforços para garantir e aprimorar o
controle da poluição, inclusive no ambiente de trabalho;
XVIII - promover a formação de recursos humanos e incentivar
a pesquisa e o desenvolvimento de capacitação tecnológica, para
resolução dos problemas ambientais;
XIX - implementar política setorial visando a coleta, transporte,
tratamento e deposição final de resíduos sólidos, líquidos e gaso-
sos, urbanos e industriais, com ênfase aos processos que envolvam
sua reciclagem;
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XX - criar e manter viveiros de mudas destinadas a arborização
de vias e logradouros públicos;
XXI - proteger a fauna e a flora vedadas, na forma da lei, as prá-
ticas que coloquem em risco a função ecológica de espécies, provo-
quem sua extinção ou submetam os animais à crueldade;
XXII - incentivar e apoiar as entidades ambientalistas não go-
vernamentais, constituídas na forma da lei, respeitando sua auto-
nomia e independência de ação.
XXIII - incentivar a formação de consórcio de Municípios, vi-
sando a preservação dos recursos hídricos da região e à adoção de
providências que assegurem o desenvolvimento e a expansão urba-
na dentro dos limites que garantem a manutenção das condições
ambientais imprescindíveis ao bem - estar da população;
XXIV - atender, na forma da legislação específica, à Curadoria
do Meio Ambiente da Comarca, prioritariamente no transporte ur-
gente de material coletado, destinado a perícia técnica e desloca-
mento de pessoal envolvido nas investigações de crimes contra o
meio ambiente;
XXV - combater a erosão e promover, na forma da lei, o plane-
jamento do solo agrícola independentemente de divisas ou limites
de propriedades;
XXVI - distribuir equilibradamente a urbanização em seu ter-
ritório, ordenando o espaço territorial de forma a constituir paisa-
gens biologicamente equilibradas.
Art. 198 A lei instituirá normas para coibir a poluição sonora,
do ar e visual.
Parágrafo único Fica vedada a circulação de carros de sonori-
zação em vias públicas próximas a hospitais, clínicas, asilos, igrejas,
templos religiosos, escolas e bibliotecas.
Art. 199 Fica proibida a introdução no meio ambiente de subs-
tâncias cancinogênicas, mutagênicas e teratogênicas acima dos li-
mites e das condições permitidas pelos regulamentos dos órgãos
de controle ambiental.
Art. 200 A implantação e a operação de atividades efetivas ou
potencialmente poluidoras, dependerão de adoção das melhores
tecnologias de controle para a proteção do meio ambiente, na for-
ma da lei.
Art. 201 Os lançamentos finais dos sistemas públicos e parti-
culares de coleta de esgotos sanitários, deverão ser precedidos, no
mínimo, de tratamento primário completo, na forma da lei.
§1 º Fica vedada a implantação de sistemas de coleta conjunta,
de águas pluviais e esgotos domésticos ou industriais.
§2° As atividades poluidoras deverão dispor de bacias de con-
tenção para as águas de drenagem, na forma da lei.
Art. 202 Fica criado o Fundo Municipal de Meio Ambiente, geri-
do pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, destinado a custear
a execução da política municipal do setor, formado, entre outros,
por recursos provenientes de multas administrativas e condenações
judiciais por atos lesivos ao meio ambiente, e da tributação inciden-
te sobre a utilização de recursos ambientais, na forma da lei.
Art. 203 É vedada a atividade de mineraria nos espaços territo-
riais previstos no inciso III, §2º do Art. 194, e nas áreas de preser-
vação permanente.
Art. 204 É obrigatória a recuperação da vegetação nativa e re-
composição da fauna nas áreas protegidas por lei.
Parágrafo Único A lei definirá os critérios e métodos de recupe-
ração e recomposição ambiental bem como as penalidades oponí-
veis aos infratores, independente da obrigação que-lhes incumbirá
de arcar com todas as despesas necessárias à integral recuperação
dessas áreas.
Art. 205 A criação de unidades de conservação com a finalidade
de preservar a integridade de exemplares dos ecossistemas por ini-
ciativa do Poder Público, será imediatamente seguida de desapro-
priação e dos procedimentos necessários à regularização fundiária,
bem como da implantação de estruturas de fiscalização adequadas.
Art. 206 O Poder Público estabelecerá restrições administrati-
vas de uso de áreas privadas para fins de proteção de ecossistemas.
Parágrafo Único As restrições administrativas de uso, a que se
refere o “caput” deste artigo, deverão ser averbadas no registro
imobiliário, no prazo máximo de um ano, a contar de seu estabe-
lecimento.
Art. 207 Os planos e projetos urbanísticos deverão ser elabo-
radose implementados em consonância com os padrões de qua-
lidade de vida da população e considerando, em particular, taxas
máximas de ocupação e taxas mínimas de áreas verdes.
Parágrafo Único Os índices urbanísticos contemplados nos pla-
nos e projetos dependem privativamente da aprovação da Câmara
Municipal e devem objetivar o pleno desenvolvimento das funções
sociais da cidade, garantindo o bem estar dos seus habitantes.
Art. 208 É vedada, no Município, a aplicação de agrotóxicos em
áreas de preservação permanente, abstendo - se o proprietário de
aplicar agrotóxicos, por qualquer forma numa distância de mil me-
tros de qualquer corpo d’água.
§1º Todo produtor que fizer uso de produtos químicos deve
construir depósito de lixo tóxico em sua área de utilização, obede-
cendo os padrões estabelecidos pelo órgãos técnicos oficiais.
§2º Os depósitos deverão ser localizados em áreas seguras,
longe de passagem de pessoas ou animais, cursos d’água, moradias,
poços e de outros casos onde possam causar danos ao meio am-
biente e à saúde de terceiros.
Art. 209 Sem prejuízo das licenças ambientais federais e esta-
duais, o Município deverá instituir, através do Conselho Municipal
de Meio Ambiente, procedimento de licença para obras e ativida-
des com potencial de impacto ambiental.
Art. 210 O Município poderá interditar a passagem ou o esta-
cionamento de veículos portadores de cargas perigosas e/ou radio-
ativas nas áreas habitadas.
Art. 211 São proibidas as construções que dificultem o insoleja-
mento das edificações atuais ou futuras e de áreas de valor ecológi-
co, paisagístico e cultural como matas, florestas e encostas.
Parágrafo Único Somente serão concedidas licenças para obras
ou edificações quando o projeto for assinado por profissional da
área, devidamente habilitado e cadastrado na Prefeitura Municipal.
Art. 212 O Poder Executivo estimulará e apoiará ações de edu-
cação sanitária e ambiental e experiência alternativas de coleta e
deposição de lixo urbano, desenvolvidas pela comunidade.
Art. 213 São áreas de preservação permanente, definidas em
lei, observando - se o Art. 215 da Constituição Estadual:
I - as áreas de valor paisagístico, arqueológico e cultural;
II - as lagoas, rios, riachos e nascentes existentes na área do
Município;
III - as matas ciliares;
IV - as encostas sujeitas a erosão e deslizamentos;
V - qualquer formação representativa de ecossistemas regio-
nais, a exemplo da área remanescente da Mata Atlântica no Mu-
nicípio, denominada “Mata do Cazuzinha”, bem como a “Fonte do
Doutor”.
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Art. 214 Os sítios históricos, arqueológicos, paisagísticos, cul-
turais e ecológicos, constituem - se patrimônio Municipal, e sua
utilização far - se - á, na forma da lei, dentro de condições que as-
segurem a proteção do meio ambiente, inclusive quanto ao uso de
seus recursos naturais.
Art. 215 O Município formulará, através de lei, um Plano Muni-
cipal de Meio Ambiente.
Art. 216 O Município manterá obrigatoriamente o Conselho
Municipal de Meio Ambiente, órgão colegiado, normativo e deli-
berativo, composto paritariamente por representantes do Poder
Público, assegurada a participação do Poder Legislativo Municipal,
e pela sociedade civil, sendo garantida a participação de entidades
ambientalistas que, entre outras atribuições definidas em lei, de-
verá:
I - formular a política municipal de meio ambiente;
II - analisar, aprovar ou vetar qualquer projeto público ou priva-
do que implique em impacto ambiental;
III - solicitar, por um terço de seus membros, referendo.
Parágrafo único Para julgamento de projetos a que se refere
o inciso II deste artigo, o Conselho Municipal de Meio Ambiente
promoverá audiências públicas obrigatórias, em que se ouvirá as
entidades interessadas, especialmente os representantes da popu-
lação atingida.
CAPÍTULO IX
DOS RECURSOS HÍDRICOS
Art. 217 A Administração Pública manterá plano municipal de
recursos hídricos e instituirá, por lei, sistema de gestão desses re-
cursos congregando organismos estaduais e municipais e a socieda-
de civil assegurando recursos financeiros e mecanismos institucio-
nais necessários para garantir:
I - a proteção das águas contra ações que possam comprome-
ter o seu uso atual ou futuro;
II - a defesa contra eventos críticos que ofereçam riscos à saúde
e à segurança ou prejuízos econômicos e sociais;
III - a obrigatoriedade de inclusão no plano diretor no Municí-
pio de áreas de preservação daquelas utilizáveis para abastecimen-
to da população;
IV - o saneamento das áreas inundáveis com restrições à edi-
ficações;
V - a manutenção da capacidade de infiltração do solo;
VI - a implantação de programas permanentes. de racionali-
zação do uso de água no abastecimento público e industrial e sua
irrigação;
Parágrafo único serão condicionados à aprovação prévia por
órgãos estaduais de controle ambiental e de gestão de recursos hí-
dricos os atos de outorga, pelo Município, à terceiros, de direitos
que possam influir na qualidade ou quantidade de água superficiais
e subterrâneas.
Art. 218 Fica proibido o desmatamento, a descaracterização e
qualquer outro tipo de degradação ao meio ambiente no trecho de
cinquenta metros das margens de todos os rios e mananciais do
Município.
Parágrafo único Os infratores promoverão a devida recupera-
ção através dos critérios e métodos definidos em lei, sem prejuízo
da reparação dos danos, eventualmente causados.
Art. 219 Fica proibido o abastecimento de pulverizador, de
qualquer espécie, utilizado para a aplicação de produtos químicos
na agricultura e pecuária, diretamente nos cursos de água existen-
tes no Município.
CAPÍTULO X
DA POLÍTICA AGRÍCOLA
Art. 220 O planejamento agrícola é responsabilidade do Execu-
tivo Municipal, sob a coordenação do Secretário Municipal de Agri-
cultura, garantida a participação dos beneficiários como condição
básica do seu caráter democrático.
§1º Constará de planos plurianuais, planos de safras, planos
operativos anuais e plano municipal de abastecimento alimentar.
§2° Sua gestão, deverá ter execução descentralizada e partici-
pativa com coordenação centralizada.
§3º Fica criado o Conselho Municipal de Agricultura e Abasteci-
mento, de caráter consultivo, composto de:
a)secretário de Agricultura do Município;
b)um Vereador da maioria;
c)um Vereador da minoria, representada na Câmara;
d)um representante das Associações Comunitárias de Produ-
tores;
e)um representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais;
f)um representante de organização ambientalista do municí-
pio.
Art. 221 É dever do Município participar ativamente na execu-
ção da reforma agrária, visando a fixação do homem à terra, seu de-
senvolvimento econômico, político e sua promoção social, enquan-
to homem e cidadão, para tal prestando assessoria técnica, jurídica
e educativa que lhe assegure estes objetivos.
Art. 222 É dever do Município garantir à pequena e média pro-
dução:
I - serviços de assistência técnica gratuita, mantida pelo Estado
com o objetivo de fomentar o aumento da produção e produtivida-
de, organizar a produção, racionalizar o uso dos recursos naturais e
preservação do meio ambiente;
II - aquisição de “patrulhas - mecânicas”, com máquinas e equi-
pamentos próprios ao preparo do solo e plantio;
III - distribuição de sementes e insumos necessários à produ-
ção.
Art. 223 O Município deverá organizar o mercado do produtor,
visando facilitar o escoamento e comercialização dos produtos, be-
neficiando produtores e consumidores, mediante:
I - repressão ao abuso do poder em relação aos oligopólios e/
ou monopólios (agro - industriais) como proteção de todos os parti-
cipantes do mercado de produtos e fatores de produção;
I - apoio às iniciativas de organização (associações, coopera-
tivas etc.) com autonomia e independência em relação ao estadoconforme Artigo 5º, XVIII da Constituição Federal.
Art. 224 Não haverá abuso do poder municipal, no tocante a
ingerência que venha causar prejuízos à continuidade do trabalho
técnico, sem a manifestação oficial por parte da comunidade assis-
tida.
Art. 225 Fica assegurado, no planejamento de suas ações de
política agrária, fundiária e de reforma agrária a participação dos
produtores e trabalhadores rurais (permanentes e temporários),
conforme Artigo 183 da Constituição Estadual.
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Art. 226 O Município destinará suas terras desocupadas e pró-
prias para esse fim a projetos de assentamento de trabalhadores
sem terras, fomentando especialmente a produção comunitária.
Art. 227 A venda de agrotóxicos, no Município, será controlada
por técnicos de órgãos competentes.
Art. 228 O uso de agrotóxicos no Município, bem como qual-
quer prática agrícola de aração e desmatamento, serão rigorosa-
mente acompanhados por técnicos de órgãos competentes.
CAPÍTULO XI
DOS TRANSPORTES
Art. 229 Atendendo às normas gerais aplicáveis, os sistemas vi-
ários e os meios de transportes aeroviário, ferroviário e rodoviário,
subordinar - se - ão à preservação da vida humana, à segurança e
conforto dos cidadãos, a defesa do meio ambiente e à preservação
do patrimônio arquitetônico, paisagístico e ecológico.
Art. 230 O transporte coletivo de passageiros é um serviço pú-
blico essencial, incluído entre as atribuições do Poder Público, res-
ponsável por seu planejamento, podendo operá - lo diretamente
ou mediante concessão, obrigandose o mesmo a fornecê - lo com
tarifa condizente com o poder aquisitivo da população e digna qua-
lidade de serviço.
§1º Para fins do disposto neste artigo consideram - se trans-
portes coletivos urbanos de passageiros os que circulam nas áreas
metropolitanas do Município ou aglomerações urbanas.
§2º A permissão ou concessão para exploração do serviço de
transporte coletivo de passageiros não poderá ser em caráter de
exclusividade.
§3º São isentos do pagamento de tarifas de transportes coleti-
vos urbanos de passageiros:
I - cidadãos com mais de sessenta anos, mediante a apresenta-
ção de documentos oficiais de identificação;
II - pessoas portadoras de deficiência e com reconhecida difi-
culdade de locomoção;
III - policiais em serviço;
IV - colegiais, na forma da lei;
§4° O Poder Público Municipal estabelecerá as seguintes condi-
ções para a execução dos serviços de transportes coletivos de pas-
sageiros:
I - valor da tarifa;
II - frequência;
III - horário e itinerário;
IV - tipo de veículo e sua lotação máxima;
V - padrões de segurança e manutenção;
VI - normas de proteção ambiental relativa à poluição sonora
e atmosférica.
Art. 231 O Poder Público Municipal estimulará a substituição
de combustíveis poluentes utilizados nos veículos, privilegiando a
implantação e incentivando a operação dos sistemas de transportes
que utilizem combustíveis não poluentes, como energia elétrica e
gás natural.
Art. 232 O transporte sob responsabilidade do município é lo-
calizado no meio urbano e rural. Deve ser planejado e operado de
acordo com as políticas de transportes e estar de acordo com o Pla-
no Diretor de Desenvolvimento Integrado.
§1º Compete ao Município o planejamento e administração do
trânsito urbano e operação do serviço local de transporte coletivo
de passageiro, providenciando a adaptação de veículos para uso de
deficientes físicos.
§2° O planejamento e as condições de operação dos serviços
de transportes com itinerário integralmente situados dentro dos
limites da região metropolitana são de responsabilidade do Municí-
pio, que poderá conveniar - se com o Estado, para o exercício desta
competência, nas formas da lei.
§3º O Poder Público Municipal, promoverá vistorias periódicas
nos transportes coletivos que trafegam no Município, retirando de
circulação os veículos que não ofereçam conforto e segurança aos
usuários.
§4° O Município promoverá programas de educação para o
trânsito, na forma da lei.
Art. 233 A implantação de estrada ou de qualquer outra obra
no território do Município deverá atender o peculiar interesse local.
Parágrafo Único As áreas contíguas às estradas terão tratamen-
to específico através da segurança dos cidadãos e do patrimônio
paisagístico e arquitetônico das cidades.
Art. 234 O transporte de material inflamável, tóxico ou po-
tencialmente perigoso ao ser humano ou à ecologia obedecerá a
normas de segurança, a serem expedidas pelo órgão técnico com-
petente.
TÍTULO VI
DA PARTICIPAÇÃO POPULAR
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 235 Além da participação dos cidadãos, nos casos previstos
nesta Lei Orgânica, será admitida e estimulada a colaboração popu-
lar em todos os campos de atuação do Poder Público.
Art. 236 Fica assegurada a participação dos cidadãos e de
suas organizações representativas, no planejamento municipal e
na formulação, controle e avaliação de políticas, planos e decisões
administrativas, através de conselhos populares, audiências públi-
cas, plebiscitos, mecanismos previstos nas constituições Federal e
Estadual e outras formas de exercício da soberania popular que a
lei determinar.
Art. 237 Toda entidade da sociedade civil de âmbito municipal
poderá requerer ao Prefeito ou outra autoridade do Município a
realização de audiência pública, para esclarecimento de ato ou pro-
jeto da administração.
Parágrafo Único A audiência pública deverá ser obrigatoria-
mente concedida no prazo de trinta (30) dias, devendo ficar a dispo-
sição da população, desde o requerimento, toda a documentação
pertinente ao tema.
Art. 238 Será obrigatória audiência pública para:
I - projetos de licenciamentos que envolvam impacto ambien-
tal;
II - atos que envolvam conservação ou modificação do patri-
mônio arquitetônico, histórico, artístico ou cultural do Município;
Art. 239 A audiência prevista no Artigo anterior deverá ser di-
vulgada em, pelo menos, dois órgãos de imprensa de circulação
municipal, com no mínimo quinze (15) dias de antecedência.
Art. 240 Aos Conselhos Municipais serão permitidos o acesso
a toda documentação e informação sobre qualquer ato ou projeto
da Administração.
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CAPÍTULO II
DAS ASSOCIAÇÕES
Art. 241 A população do Município poderá organizar - se em
associações, observadas as disposições da Constituição Federal e
do Estado, desta Lei Orgânica, da legislação aplicável e de estatuto
próprio, o qual, além de fixar o objetivo da atividade associativa,
estabeleça, entre outras vedações:
a)atividades político - partidárias;
b)participação de pessoas residentes ou domiciliadas fora do
Município, ou ocupantes de cargo de confiança da Administração
Municipal;
c)discriminação a qualquer título.
§1º Nos termos deste artigo, poderão sei: criadas associações
com os seguintes objetivos, entre outros:
I - proteção e assistência à criança, ao adolescente, aos desem-
pregados, aos portadores de deficiência, aos pobres, aos idosos, à
mulher, à gestante, aos doentes e ao presidiário;
II - representação dos interesses de moradores de bairros e dis-
tritos, de consumidores, de donas de casa, de pais de alunos, de
alunos, de professores e de contribuintes;
III - colaboração com a educação e a saúde;
IV - proteção e conservação da natureza e do meio ambiente;
V - promoção e desenvolvimento da cultura, das artes, do es-
porte e do lazer.
§2° O Poder Público incentivará a organização de associações
com objetivos diversos dos previstos no parágrafo anterior, sem-
pre que o interesse social e o da administração convergirem para a
colaboração comunitária e a participação popular na formulação e
execução de políticas públicas.
CAPÍTULOIII
DAS COOPERATIVAS
Art. 242 Respeitado o disposto na Constituição Federal e do
Estado, nesta Lei Orgânica e na Legislação aplicável, poderão ser
criadas cooperativas para o fomento de atividades nos seguintes
setores:
I - agricultura, pecuária e pesca; IIconstrução de moradias;
III - abastecimento urbano e rural;
IV - crédito;
V - assistência judiciária.
Parágrafo Único Aplica - se às cooperativas, no que couber, o
previsto no §2º do artigo anterior.
Art. 243 O Poder Público estabelecerá programas especiais de
apoio à iniciativa popular que objetive implementar a organização
da comunidade local de acordo com as normas deste Título.
Art. 244 O Governo Municipal incentivará a colaboração popu-
lar para a organização de mutirões de colheita, de roçado, de plan-
tio, de construção e outros, quando assim recomendar o interesse
da comunidade diretamente beneficiada.
TÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 1º Incumbe ao Município:
I - auscultar, permanentemente, a opinião pública; para isso,
sempre que o interesse público não aconselhar o contrário, os po-
deres Executivo e Legislativo divulgarão, com a devida antecedên-
cia, os projetos de lei para o recebimento de sugestões;
II - adotar medidas para assegurar a celeridade na tramitação e
solução dos expedientes administrativos, punindo, disciplinarmen-
te, nos termos da lei, os servidores faltosos;
III - facilitar, no interesse educacional do povo, a difusão de jor-
nais e outras publicações periódicas, assim como das transmissões
pelo rádio e pela televisão.
IV - manter convênio com a iniciativa privada, visando o incre-
mento à especialização da mão- de- obra, à assistência social, à saú-
de e aos demais casos de interesse comunitário.
Art. 2º O Município não poderá dar nome de pessoas vivas a
bens e serviços públicos de qualquer natureza.
Art. 3º Os cemitérios, no Município, terão sempre caráter se-
cular, e serão administrados pela autoridade municipal, sendo per-
mitido a todas as confissões religiosas praticar neles os seus ritos.
Parágrafo Único As associações religiosas e os particulares po-
derão, na forma da lei, manter cemitérios próprios, fiscalizados, po-
rém, pelo Município.
Art. 4º Enquanto não for instituída a Procuradoria Geral do Mu-
nicípio, na forma desta Lei Orgânica, a representação ativa e passi-
va, em juízo, do Município, permanecerá a cargo do Procurador, na
forma já existente.
Art. 5° Havendo no Município qualquer desapropriação para
fins de assentamento rural, terão prioridades os trabalhadores ru-
rais sem - terras já domiciliados há, pelo menos, seis meses, me-
diante comprovação, no Município.
Art. 6º As áreas desmatadas, descaracterizadas ou que sofre-
ram qualquer tipo de degradação, deverão ser recuperadas pelos
seus atuais proprietários, através de reflorestamento, recomposi-
ção da vegetação rasteira e outros métodos de soluções técnicas
exigidas pelo órgão público competente, no prazo de até dois anos
contados da promulgação desta Lei Orgânica.
Art. 7º O Município deve instituir Fundo de Combate à Pobreza,
com os recursos oriundos da criação adicional de até meio ponto
percentual na alíquota do Imposto Sobre Serviços ou do imposto
que vier a substituí - lo, sobre serviços supérfluos, bem como de
outros que vierem a destinar, devendo o referido Fundo ser gerido
por entidades que contem com a participação da sociedade civil.
Parágrafo único Lei federal definirá os produtos e serviços su-
pérfluos a que se refere o “caput” deste artigo.
Art. 8º O Município mandará imprimir esta Lei Orgânica para
distribuição nas escolas e entidades representativas da comunida-
de, gratuitamente, de modo que se faça a mais ampla divulgação
do seu conteúdo.
Art. 9º Esta Lei Orgânica aprovada e assinada pelos membros
da Câmara Municipal, é promulgada pela Mesa e entra em vigor na
data de sua promulgação.
Art. 10º Esta emenda substitutiva entrará em vigor na data de
sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões, 12 de novembro de 2002.
Lei Orgânica do Município de Cruz das Almas Promulgada em
05 de abril de 1990.
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ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO
DE CRUZ DAS ALMAS
LEI COMPLEMENTAR Nº 1/95
DE 21 DE FEVEREIRO DE 1995
Dispõe sobre o regime Jurídico único dos servidores públicos do
Município de Cruz das Almas, Estado da Bahia.
O PREFEITO DO MUNCÍPIO DE CRUZ DAS ALAMAS, Estado da
Bahia, nouso de suas atribuições legais.
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono e
promulgo a seguinte Lei:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO I
DO REGIME JURÍDICO
Art. 1º - O regime jurídico único dos servidores público do Mu-
nicípio de Cruz das Almas, estado da Bahia, é estatutário instituído
por esta Lei.
Art. 2º - Para os efeitos desta Lei, servidores são funcionários
legalmente investidos em cargos públicos, de provimento efetivo
ou em comissão.
Art.3º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabi-
lidades previsto na estrutura organizacional que deve ser cometido
a um funcionário.
§único – Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros,
são criados por lei, com denominação própria e vencimentos pagos
pelos cofres públicos.
Art. 4º - Os cargos de provimento efetivo da Administração Pú-
blica Municipal direta.
Art. 5º - As carreiras serão organizadas em classes de cargos,
observadas a escolaridade e a qualificação profissional exigidas,
bem como a natureza e complexidade das atribuições a serem exer-
cidas por seus ocupantes na forma prevista na legislação especifica.
Art. 6º - É proibido o exercício gratuito de cargos públicos salvo
nos casos previstos em lei.
CAPÍTULO II
DO PROVIMENTO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 7º - São requisitos básicos para ingresso no serviço público:
I. - a nacionalidade brasileira; ou naturalidade;
II.– o gozo dos direitos políticos
III.– a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
IV.– a idade mínima de 16 ( dezesseis )anos.
V.– nível de escolaridade exigido para o cargo;
VI.– boa saúde física e mental.
§1º - As atribuições do cargo podem justificar a exigência de
outros requisitos estabelecidos em lei.
§2º - As pessoas portadoras de deficiência é assegurado o di-
reito de se inscrever em concurso público para provimento de car-
go, cujas atribuições seja compatíveis com a deficiência de que são
portadoras, e para as quais serão reservadas até 5 % das vagas ofe-
recidas no concurso
Art. 8º - O provimento dos cargos públicos far - se - á mediante
ato da autoridade competente de cada Poder.
Art. 9º - A investidura em cargo público ocorrera com a posse.
Art. 10º - São formas de provimento em cargos públicos:
I – nomeação;
II – promoção;
III – acesso;
IV – readaptação;
V – reversão;
VI – aproveitamento;
VII – reintegração.
SEÇÃO II
DA NOMEAÇÃO
Art. 11º - A nomeação far - se - á:
I – em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado da car-
reira;
II – em comissão, para cargos de confiança, de livre exoneração.
Art. 12º - A nomeação para cargos isolados ou de carreira de-
pende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de
provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de
sua validade.
§Único – Os demais requisitos para o ingresso e o desenvol-
vimento do funcionário na carreira, mediante promoção e acesso,
serão estabelecidos pela lei, que fixará diretrizes do sistema de car-
reira na administração Pública Municipal e seus regulamentos.
SEÇÃO III
DO CONCURSO PÚBLICO
Art. 13º - A investidura em cargo de provimento efetivo será fei-
to mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, con-
forme preceitua o art. 37, inciso II, da Constituição Federal, como
também, provas práticas.
§1º - Nos concursos para provimento de cargo de nível univer-
sitário poderá ser utilizada provas ou de provas e títulos.
§2º- A admissão de profissionais de ensino, far - se - á exclusi-
vamente por concurso de provas e títulos.
Art. 14º - O concurso público terá validade de até 02 ( dois )
anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.
§1º - O prazo de validade do concurso e as condições de sua re-
alização serão fixados em edital, que será publicado no órgão oficial
e em jornal diário de grande circulação no Município.
§2º - Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato
aprovado em concurso anterior, com prazo de validade ainda não
expirado.
Art. 15º - O edital do concurso estabelecerá os requisitos a se-
rem satisfeitos pelos candidatos
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SEÇÃO IV
DA POSSE E DO EXERCÍCIO
Art. 16º – Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres
e responsabilidade inerentes ao cargo público, com o compromisso
de bem servir, formalizada com a assinatura do termo pela autori-
dade competente e pelo empossando.
§1º - A posse ocorrerá no prazo 30 (trinta) dias contados da
publicação do ato de provimento, prorrogável por mais 30 (trinta)
dias, a requerimento do interessado.
§2º - Em se tratando de funcionário em licença, ou afastado
por qualquer outro motivo legal, o prazo será contado do término
do impedimento.
§3º - A posse poderá dar - se mediante procuração específica.
§4º - Só haverá posse nos casos de provimento, por nomeação.
§5º - No ato da posse o funcionário apresentará obrigatoria-
mente declaração dos bens e valores que constituem seu patrimô-
nio e declaração, quanto ao exercício ou não de outro cargo, empre-
go ou função pública.
§6º - Será tornado sem efeito o ato de provimento, se a posse
não ocorrer no prazo previsto no §1º.
Art. 17º – A posse em cargo público dependerá de prévio ins-
peção médica oficial.
§Único – Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto
física e mentalmente para o exercício do cargo.
Art. 18º – Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do
cargo.
§Único – A autoridade competente do órgão ou entidade para
onde for designado o funcionário compete dar - lhe exercício.
Art. 19º – O início, a suspensão, a interrupção e o reinicio do
exercício serão registrados no assentamento individual do funcio-
nário.
§Único – Ao entrar em exercício o funcionário apresentará, ao
órgão competente, os elementos necessários ao assentamento in-
dividual.
Art. 20º - A promoção ou o acesso não interrompe o tempo
de exercício que é contado no novo posicionamento na carreira a
partir da data da publicação do ato que promover ou ascender o
funcionário.
Art. 21º - O funcionário que deva ter exercício em outra loca-
lidade terá 30 ( trinta ) dias de prazo para fazê - lo, incluindo nesse
tempo o necessário ao deslocamento para a nova sede, desde que
implique mudança de seu domicílio.
§Único – Na hipótese de o funcionário encontrar - se afastado
legalmente, o prazo a que se refere este artigo será contado a partir
do término do afastamento.
Art. 22º - O ocupante do cargo de provimento efetivo fica su-
jeito a 40 ( quarenta) horas semanais de trabalho, salvo quando for
estabelecida duração diversa.
§Único – O exercício de cargo em comissão exigirá de seu ocu-
pante integral dedicação ao serviço, podendo ser convocado sem-
pre que houver interesse da Administração.
SEÇÃO V
DA ESTABILIDADE
Art. 23º - São estáveis, após 02 ( dois) anos de efetivo exercício,
os servidores nomeados em virtude de concurso público.
Art. 24º - O funcionário estável só perderá o cargo em virtude
de sentença judicial transitada em julgado ou de processo adminis-
trativo disciplinar no qual ele seja assegurada ampla defesa.
SEÇÃO VI
DA READAPTAÇÃO
Art. 25º – Readaptação é a investidura do funcionário em cargo
de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que
tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em
inspeção médica.
§1º - Se julgado incapaz para o serviço público, o funcionário
será aposentado.
§2º - A readaptação será efetivada em cargo de carreira de atri-
buições fins, respeitada a habilitação exigida.
§3º - Em qualquer hipótese, a readaptação não poderá acarre-
tar aumento ou redução da remuneração do funcionário.
SEÇÃO VII
DA REVERSÃO
Art. 26º - Reversão é o retorno à atividade de funcionário apo-
sentado por invalidez quando, por junta médica oficial, forem decla-
rados insubsistentes os motivos determinantes da aposentadoria.
Art. 27º - A reversão far - se - á no mesmo cargo ou no cargo
resultante de sua transformação.
§Único – Encontrando - se provido este cargo, o funcionário
exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.
Art. 28º - Não poderá reverter o aposentado que já tiver com-
pletado 60(sessenta) anos de idade.
SEÇÃO VIII
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
Art. 29º – Ao entrar em exercício, o funcionário nomeado para
cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por
período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual sua aptidão e
capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo,
observado os seguintes fatores:
I - assiduidade;
II - disciplina;
III – capacidade de iniciativa;
IV – produtividade;
V – responsabilidade.
Art. 30º – O chefe imediato do funcionário em estágio proba-
tório informará a seu respeito, reservadamente, 60 (sessenta) dias
antes do término do período, ao órgão de pessoal, com relação ao
preenchimento dos requisitos mencionados no artigo anterior.
§1º - De posse da informação o órgão de pessoal emitirá pa-
recer concluindo a favor ou contra confirmação do funcionário em
estágio.
§2º - Se o parecer for contrário à permanência do funcionário,
dar - se - lhe - á conhecimento deste, para efetivo de apresentação
de defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias.
§3º - O órgão de pessoal encaminhará o parecer e a defesa a
autoridade municipal competente que decidirá sobre a exoneração
ou a manutenção do funcionário.
§4º - Se a autoridade considerar aconselhável a exoneração do
funcionário, ser - lhe - á encaminhado o respectivo ato, caso contrá-
rio fica automaticamente ratificado o ato de nomeação.
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assentamento é um documento que contem informações relevantes do servidor
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62
§5º - A apuração dos requisitos mencionados no Artigo 29 de-
verá processar - se de modo que a exoneração, se houver, possa ser
feita antes de findo o período do estágio probatório.
Art. 31º – Ficará dispensado de novo estágio probatório o fun-
cionário estável que for nomeado para outro cargo público muni-
cipal.
SEÇÃO IX
DA REINTEGRAÇÃO
Art. 32 – A reintegração é a reinvestidura do funcionário no
cargo anteriormente ocupado ou no cargo resultante de sua trans-
formação, quando invalidada a sua demissão por decisão adminis-
trativa ou judicial, com ressarcimento de todas vantagens.
§1º - Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o funcionário fi-
cará em disponibilidade, observado o disposto nos artigos 39 a 41.
§2º - Encontrando - se provido o cargo, o seu eventual ocupan-
te será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização
ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade
remunerada.
CAPÍTULO III
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art. 33º – A apuração do tempo de serviço será feito em dias,
queserão convertidos em anos, considerado o ano com de 365 (
trezentos e sessenta e cinco ) dias.
§Único – Feita a conversão, os dias restantes, até 182 ( cento e
oitenta e dois ) , não serão computados, arredondando - se para um
ano quando excederem este número para efeito de aposentadoria.
Art. 34º – Além das ausências ao serviço previstas no Artigo
113, são considerados como de efetivo exercício os afastamento em
virtude de:
I– Férias;
II– Exercício de cargo em comissão ou equivalente em órgão ou
entidade federal, estadual, municipal ou distrital;
III - Participação em programa de treinamento instituído e au-
torizado pelo respectivo órgão ou repartição municipal;
IV– Desempenho de mandato eletivo, federal, estadual, muni-
cipal, ou do distrito federal, exceto para promoção ou merecimento;
V– Júri, e outros serviços obrigatórios por lei;
VI – licenças previstas nos incisos V , VI, VIII e IX do Artigo 81.
§Único – É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço
prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função, de
órgão ou entidades dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal
e Municípios.
CAPÍTULO IV
DA VACÂNCIA
Art. 35º – A vacância do cargo público decorrerá de:
I – exoneração;
II – demissão;
III – promoção;
IV – acesso;
V– aposentadoria;
VI– posse em outro cargo inacumulável;
VII – falecimento.
Art. 36º – A exoneração de cargo efetivo dar - se - á a pedido do
funcionário ou de ofício.
§Único – A exoneração de ofício dar - se - á:
I– Quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
II– quando, por decorrência de prazo, ficar extinta a disponibi-
lidade; III – quando, tendo tomado posse não entrar no exercício.
Art. 37º – A exoneração de cargo em comissão dar - se - á:
I – a juízo da autoridade competente;
II – a pedido do próprio funcionário.
Art. 38º – A vaga ocorrerá na data:
I– do falecimento;
II– imediata a queda em que o funcionário completar 70 ( se-
tenta ) anos de idade; ou aposentadoria por tempo de serviço:
III– da publicação da lei que criar o cargo e conceder dotação
para o seu provimento ou da que determinar esta última medida,
se o cargo já estiver criado ou não, ainda, do ato que aposentar,
exonerar, demitir ou conceder promoção ou acesso.
IV– da posse em outro cargo de acumulação proibida
CAPÍTULO V
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO
Art. 39º – Extinto a cargo ou declarada a sua desnecessidade,
o funcionário estável ficará em disponibilidade, com remuneração
integral.
Art. 40º – O retorno à atividade de funcionário em disponibi-
lidade far - se - á mediante aproveitamento obrigatório no prazo
máximo de 12 ( doze) meses em cargo de atribuições e vencimentos
compatíveis com o anteriormente ocupado.
§Único – O órgão de pessoal determinará o imediato aproveita-
mento do funcionário em disponibilidade em vaga que vier a ocor-
rer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Municipal.
Art. 41º – O aproveitamento de funcionários que se encontre
em disponibilidade dependerá de previa comprovação de sua capa-
cidade física e mental, por junta médica oficial.
§1º - Se julgado apto, o funcionário assumirá o exercício do car-
go no prazo de 30 ( trinta) dias contados da publicação do ato de
aproveitamento.
§2º - Verificada a incapacidade definitiva, o funcionário em dis-
ponibilidade será aposentado.
Art. 42º – Será tornado sem efeito o aproveitamento e extinta
a disponibilidade se o funcionário não entrar em exercício no pra-
zo legal, salvo em caso de doença comprovado por junta médica
oficial.
§1º - A hipótese prevista neste artigo configurará abandono de
cargo apurado mediante inquérito na forma desta lei.
§2º - Nos casos de extinção de órgãos ou entidade, os funcioná-
rios estáveis que não puderem ser redistribuídos na forma deste ar-
tigo, serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento.
CAPÍTULO VI
DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 43º – A substituição será automática ou dependerá de ato
da administração
§1º - A substituição será gratuita, salvo se exceder a 30 ( trinta)
dias, quando será remunerada e por todo período.
§2º - No caso de substituição remunerada, o substituto perce-
berá o vencimento do cargo em que se der a substituição, salvo se
optar pelo do seu cargo.
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§3º - em caso excepcional, atendida a conveniência da adminis-
tração, o titular do cargo de direção ou chefia poderá ser nomeado
ou designado, cumulativamente, como substituto para outro cargo
da mesma natureza, até que se verifique a nomeação ou designa-
ção do titular; nesse caso, somente perceberá o vencimento corres-
pondente a um cargo.
TÍTULO II
DOS DIREITOS E VANTAGENS
CAPÍTULO I
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO
Art. 44º – Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício
de cargo público com valor fixado em lei, nunca inferior a um salário
mínimo, reajustado periodicamente de moda a preservar - lhe o po-
der aquisitivo sendo vedada a sua vinculação, ressalvado o disposto
no inciso VIII do Art. 37 da Constituição Federal.
Art. 45º – Remuneração é o vencimento do cargo, acrescido
das vantagens pecuniárias, permanentes ou temporárias, estabe-
lecidas em lei.
§1º - O vencimento dos cargos públicos é irredutível.
§2º - É assegurado a isonomia de vencimento para cargo de
atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre fun-
cionários dos Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individu-
al e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.
Art. 46º – Nenhum funcionário poderá perceber mensalmen-
te, a título de remuneração, importância superior a soma dos va-
lores percebidos como remuneração, em espécie a qualquer título
no âmbito dos respectivos Poderes, pelos Prefeitos e Presidente da
Câmara Municipal.
Art. 47º – A menor remuneração atribuída aos cargos públicos
não será inferior a 1/40 (um quarenta avos) do teto de remunera-
ção fixada no artigo anterior.
Art. 48º – O funcionário perderá:
I– a remuneração dos dias que faltar ao serviço;
II– a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos,
ausências e saídas antecipadas, iguais ou superiores a 60 ( sessenta
) minutos.
Art. 49º – Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, ne-
nhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.
§Único – Mediante autorização do servidor poderá ser efetu-
ado desconto de sua remuneração em favor de entidade sindical
excetuada a contribuição sindical obrigatória prevista em seu es-
tatuto.
Art. 50º – As reposições e indenizações ao Erário serão des-
contadas em parcelas mensais não excedentes à décima parte da
remuneração ou proventos.
§Único – Independentemente do parcelamento previsto neste
artigo, o recebimento de quantias indevidas poderá implicar pro-
cesso disciplinar para apuração das responsabilidades e aplicação
das penalidades cabíveis.
Art. 51º – O funcionário em débito com o Erário, que for demi-
tido, exonerado ou que tiver a sua aposentadoria ou disponibilida-
de extinta terá o prazo de 60 ( sessenta ) dias para quitá - lo.
§Único – A não quitação do débito no prazo previsto implicará
sua inscrição em divida ativa.
Art. 52º – O vencimento, a remuneração e o provento não se-
rão objetos de arrestos, sequestro ou penhora, exceto nos casos de
prestação de alimentos resultantes de decisão judicial.
CAPÍTULO II
DOS BENEFÍCIOS
SEÇÃO ÚNICA
DA APOSENTADORIA
Art. 53º – O servidor público será aposentado:
I– Por invalidez permanente, com proventos integrais, quando
decorrente de acidentes em serviço, moléstia profissional ou doen-
ça grave, contagiosa ou incurável, especifica em lei, e proporcionais
nos demais cargos;
II– Compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com
proventos proporcionais ao tempo de serviço;entretanto), principalmente quando pospostos.
Ex.: “A proposta, porém, desdizia tanto das minhas sensações
últimas...”
- Algumas vezes, para indicar a elipse do verbo.
Ex.: Ele sai agora: eu, logo mais. (omitiu o verbo “sairei” após
“eu”; elipse do verbo sair)
- Omissão por zeugma.
Ex.: Na classe, alguns alunos são interessados; outros, (são) re-
lapsos. (Supressão do verbo “são” antes do vocábulo “relapsos”)
- Para indicar a interrupção de um seguimento natural das
ideias e se intercala um juízo de valor ou uma reflexão subsidiária.
- Para evitar e desfazer alguma interpretação errônea que pode
ocorrer quando os termos estão distribuídos de forma irregular na
oração, a expressão deslocada é separada por vírgula.
Ex.: De todas as revoluções, para o homem, a morte é a maior
e a derradeira.
- Em enumerações
sem gradação: Coleciono livros, revistas, jornais, discos.
com gradação: Não compreendo o ciúme, a saudade, a dor da
despedida.
Não se separa por vírgula:
- sujeito de predicado;
- objeto de verbo;
- adjunto adnominal de nome;
- complemento nominal de nome;
- oração principal da subordinada substantiva (desde que esta
não seja apositiva nem apareça na ordem inversa).
— Dois Pontos
São utilizados:
- Na enumeração, explicação, notícia subsidiária.
Ex.: Comprou dois presentes: um livro e uma caneta.
“que (Viegas) padecia de um reumatismo teimoso, de uma
asma não menos teimosa e de uma lesão de coração: era um hos-
pital concentrado”
“Queremos governos perfeitos com homens imperfeitos: dis-
parate”
- Em expressões que se seguem aos verbos dizer, retrucar, res-
ponder (e semelhantes) e que dão fim à declaração textual, ou que
assim julgamos, de outrem.
Ex.: “Não me quis dizer o que era: mas, como eu instasse muito:
— Creio que o Damião desconfia alguma coisa”
- Em alguns casos, onde a intenção é caracterizar textualmente
o discurso do interlocutor, a transcrição aparece acompanhada de
aspas, e poucas vezes de travessão.
Ex.: “Ao cabo de alguns anos de peregrinação, atendi às supli-
cas de meu pai:
— Vem, dizia ele na última carta; se não vieres depressa acha-
rás tua mãe morta!”
Em expressões que, ao serem enunciadas com entonação es-
pecial, o contexto acaba sugerindo causa, consequência ou expli-
cação.
Ex.: “Explico-me: o diploma era uma carta de alforria”
- Em expressões que possuam uma quebra na sequência das
ideias.
Ex.: Sacudiu o vestido, ainda molhado, e caminhou.
“Não! bradei eu; não hás de entrar... não quero... Ia a lançar-lhe
as mãos: era tarde; ela entrara e fechara-se”
— Ponto e Vírgula
Sinal (;) que denota pausa mais forte que a vírgula, porém mais
fraca que o ponto. É utilizado:
- Em trechos longos que já possuam vírgulas, indicando uma
pausa mais forte.
Ex.: “Enfim, cheguei-me a Virgília, que estava sentada, e travei-
-lhe da mão; D. Plácida foi à janela”
- Para separar as adversativas onde se deseja ressaltar o con-
traste.
Ex.: “Não se disse mais nada; mas de noite Lobo Neves insistiu
no projeto”
- Em leis, separando os incisos.
- Enumeração com explicitação.
Ex.: Comprei alguns livros: de matemática, para estudar para
o concurso; um romance, para me distrair nas horas vagas; e um
dicionário, para enriquecer meu vocabulário.
LÍNGUA PORTUGUESA
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- Enumeração com ponto e vírgula, mas sem vírgula, para mar-
car distribuição.
Ex.: Comprei os produtos no supermercado: farinha para um
bolo; tomates para o molho; e pão para o café da manhã.
— Travessão
É importante não confundir o travessão (—) com o traço de
união ou hífen e com o traço de divisão empregado na partição de
sílabas.
O uso do travessão pode substituir vírgulas, parênteses, colche-
tes, indicando uma expressão intercalada:
Ex.: “... e eu falava-lhe de mil cousas diferentes — do último
baile, da discussão das câmaras, berlindas e cavalos, de tudo, me-
nos dos seus versos ou prosas”
Se a intercalação terminar o texto, o travessão é simples; caso
contrário, se utiliza o travessão duplo.
Ex.: “Duas, três vezes por semana, havia de lhe deixar na algi-
beira das calças — umas largas calças de enfiar —, ou na gaveta da
mesa, ou ao pé do tinteiro, uma barata morta”
IMPORTANTE!
Como é possível observar no exemplo, pode haver vírgula após
o travessão.
O travessão pode, também, denotar uma pausa mais forte.
Ex.: “... e se estabelece uma cousa que poderemos chamar —,
solidariedade do aborrecimento humano”
Além disso, ainda pode indicar a mudança de interlocutor, na
transcrição de um diálogo, com ou sem aspas.
Ex.: — Ah! respirou Lobo Neves, sentando-se preguiçosamente
no sofá.
— Cansado? perguntei eu.
— Muito; aturei duas maçadas de primeira ordem (...)
Neste caso, pode, ou não, combinar-se com as aspas.
— Parênteses e Colchetes
Estes sinais ( ) [ ] apontam a existência de um isolamento sin-
tático e semântico mais completo dentro de um enunciado, assim
como estabelecem uma intimidade maior entre o autor e seu leitor.
Geralmente, o uso do parêntese é marcado por uma entonação es-
pecial.
Se a pausa coincidir com o início da construção parentética, o
sinal de pontuação deve aparecer após os parênteses, contudo, se
a proposição ou frase inteira for encerrada pelos parênteses, a no-
tação deve aparecer dentro deles.
Ex.: “Não, filhos meus (deixai-me experimentar, uma vez que
seja, convosco, este suavíssimo nome); não: o coração não é tão
frívolo, tão exterior, tão carnal, quanto se cuida”
“A imprensa (quem o contesta?) é o mais poderoso meio que
se tem inventado para a divulgação do pensamento”. (Carta inserta
nos Anais da Biblioteca Nacional, vol. I) [Carlos de Laet]
- Isolar datas.
Ex.: Refiro-me aos soldados da Primeira Guerra Mundial (1914-
1918).
- Isolar siglas.
Ex.: A taxa de desemprego subiu para 5,3% da população eco-
nomicamente ativa (PEA)...
- Isolar explicações ou retificações.
Ex.: Eu expliquei uma vez (ou duas vezes) o motivo de minha
preocupação.
Os parênteses e os colchetes estão ligados pela sua função dis-
cursiva, mas estes são utilizados quando os parênteses já foram em-
pregados, com o objetivo de introduzir uma nova inserção.
São utilizados, também, com a finalidade de preencher lacunas
de textos ou para introduzir, em citações principalmente, explica-
ções ou adendos que deixam a compreensão do texto mais simples.
— Aspas
A forma mais geral do uso das aspas é o sinal (“ ”), entretanto,
há a possibilidade do uso das aspas simples (‘ ’) para diferentes fina-
lidades, como em trabalhos científicos sobre línguas, onde as aspas
simples se referem a significados ou sentidos: amare, lat. ‘amar’
port.
As aspas podem ser utilizadas, também, para dar uma expres-
são de sentido particular, ressaltando uma expressão dentro do
contexto ou indicando uma palavra como estrangeirismo ou uma
gíria.
Se a pausa coincidir com o final da sentença ou expressão que
está entre aspas, o competente sinal de pontuação deve ser utili-
zado após elas, se encerrarem somente uma parte da proposição;
mas se as aspas abarcarem todo o período, frase, expressão ou sen-
tença, a respectiva pontuação é abrangida por elas.
Ex.: “Aí temos a lei”, dizia o Florentino. “Mas quem as há de
segurar? Ninguém.”
“Mísera, tivesse eu aquela enorme, aquela Claridade imortal,
que toda a luz resume!”
“Por que não nasce eu um simples vaga-lume?”
- Delimitam transcrições ou citações textuais.
Ex.: Segundo Rui Barbosa: “A política afina o espírito.”
— Alínea
Apresenta a mesma função do parágrafo, uma vez que denota
diferentes centros de assuntos. Como o parágrafo, requer a mudan-
ça de linha.
De forma geral, aparece em forma de número ou letra seguida
de um traço curvo.
Ex.: Os substantivos podem ser:
a) próprios
b) comuns
— Chave
Este sinal ({ }) é mais utilizado em obras científicas. Indicam a
reunião de diversos itens relacionados que formam um grupo.
2Ex.: Múltiplos de 5: {0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35,… }.
Na matemática, as chaves agrupam vários elementos de uma
operação, definindo sua ordem de resolução.
Ex.: 30x{40+[30x(84-20x4)]}III– Voluntariamente:
a)aos 35 ( trinta e cinco ) anos de serviço, se homem, e aos 30 (
trinta) anos, se mulher, com proventos integrais.
b)aos 30 ( trinta) anos de efetivo exercício em funções de ma-
gistério, se professor, e aos 25 ( vinte e cinco), se professora, com
proventos integrais
c)aos 30 ( trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 ( vinte e
cinco), se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo.
d)aos 65 ( sessenta e cinco ) anos de idades, se homem, e aos
60 9 sessenta), se mulher, com proventos proporcionais ao tempo
de serviço.
§1º - As exceções ao disposto no inciso III alíneas “a” e “c”, no
caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou
perigosas, serão as estabelecidas em lei complementar federal.
§2º - A Lei municipal disporá sobre a aposentadoria em cargo
ou emprego temporário.
§3º - O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal
será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e
disponibilidade.
§4º - Os proventos da aposentadoria, nunca inferiores ao salá-
rio mínimo, serão revistos, na mesma proporção e na mesma data,
sempre que se modificar a remuneração do servidor em atividade,
e serão estendidos ao inativo os benefícios ou vantagens posterior-
mente concedidos ao servidor em atividade, mesmo quando decor-
rente de transformação ou reclassificação do cargo ou da função
em que se tiver dado a aposentadoria, na forma da lei.
§5º - O beneficio da pensão por morte corresponderá a totali-
dade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, observa-
do o disposto no parágrafo anterior.
§6º - É assegurado ao servidor afastar - se da atividade a partir
da data do requerimento da aposentadoria e sua não concessão
importara a reposição do período de afastamento.
§7º - Para efeito de aposentadoria é assegurada a contagem
recíproca do tempo de serviço nas atividades públicas, privadas,
rural ou urbana, nos termos do §2º do Art. 202 da Constituição da
República.
§8º - O servidor público que retornar a atividade após a cessa-
ção dos motivos que causaram sua aposentadoria por invalidez terá
direito, para todos os fins, salvo para o de promoção, à contagem do
tempo relativo ao período de afastamento.
§9º - Para o efeito de benéfico previdenciário, no caso de afas-
tamento, os valores serão determinados como se estivesse no exer-
cício.
§10º - As aposentadoria e pensões serão concedidas e manti-
das pelos órgãos ou entidades aos quais se encontrem vinculados
os funcionários.
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§11º - O recebimento indevido de beneficio havido por fraude,
dolo ou má fé implicará devolução ao Erário do total auferido, devi-
damente autorizado, sem prejuízo da ação penal cabível.
CAPÍTULO III
DAS VANTAGENS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 54º – Além do vencimento e da remuneração , poderão ser
pagas ao funcionário as seguintes vantagens:
I – ajuda de custo;
II – diárias;
III – gratificações e adicionais
IV – abono família.
§Único – As gratificações e os adicionais somente se incorpora-
rão ao vencimento ou provento nos casos indicados em lei.
Art. 55º – As vantagens previstas no inciso III do artigo anterior
não serão computadas nem acumuladas para efeito de concessão
de qualquer outros acréscimos pecuniárias ulteriores, sob o mesmo
título ou idêntico fundamento.
SEÇÃO II
DA AJUDA DE CUSTO
Art. 56º – A ajuda de custo destina - se à compensação das
despesas de instalação do funcionário que, no interesse do serviço,
passa a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em
caráter permanente.
Art. 57º – A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do
funcionário, conforme se dispuser em regulamento, não podendo
exceder a importância correspondente a 3 ( três ) meses do respec-
tivo vencimento.
Art. 58º – Não será concedida ajuda de custo ao funcionário
que se afastar do cargo, reassumi - lo, em virtude de mandato efe-
tivo.
Art. 59º – O funcionário ficará obrigado a restituir a ajuda de
custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede.
§Único – Não haverá obrigação de restituir a ajuda de custo nos
casos de exoneração de ofício, ou de retorno por motivo de doença
comprovada.
SEÇÃO III
DAS DIÁRIAS
Art. 60º – O funcionário que, a serviço, se afastar do Município
em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território
nacional fará jus a passagem e diárias, para cobrir as despesas de
pousada, alimentação e locomoção.
§1º - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo de-
vida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora
da sede.
§2º - Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exi-
gência permanente do cargo, o funcionário não fará jus as diárias.
Art. 61º – O funcionário que receber diárias e não se afastar da
sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí - las integralmen-
te no prazo de 05 ( cinco ) dias.
§Único – Na hipótese de um funcionário retornar a sede em
prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, deverá res-
tituir as diárias recebidas em excesso, em igual prazo.
Art. 62º – A concessão de ajuda de custo não impede a conces-
são de diária e vice - versa.
SEÇÃO IV
DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS
Art. 63º – Além dos vencimento e das vantagens previstas nes-
ta lei serão deferidos aos funcionários as seguintes gratificações e
adicionais:
I – gratificações de função;
II – gratificação natalina;
III– adicional por tempo de serviço;
IV– adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas
ou penosas;
V – adicional pela prestação de serviço extraordinário;
VI – adicional noturno;
VII – abono familiar.
SUBSEÇÃO I
DA GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO
Art. 64º – Ao funcionário investido em função de chefia é devi-
da uma gratificação pelo seu exercício.
§Único – Os percentuais da gratificação serão estabelecidos em
lei.
Art. 65º – A lei municipal estabelecerá o valor da remuneração
dos cargos em comissão e das gratificações previstas no artigo an-
terior.
§Único – A remuneração pelo exercício do cargo em comissão,
bem com a referente às gratificações de função, não será incorpo-
rada ao vencimento ou a remuneração do servidor.
Art. 66º – O exercício de função gratificada ou de cargo em co-
missão só assegurará direito ao servidor durante o período em que
estiver exercendo o cargo ou a função.
§Único – Afastando - se do cargo em comissão ou da função
gratificada o servidor perderá a respectiva remuneração
SUBSEÇÃO II
DA GRATIFICAÇÃO NATALINA
Art. 67º – As gratificações de Natal será paga, anualmente, a
todo funcionário municipal, independentemente da remuneração
a quem fizer jus.
§1º - A gratificação de Natal corresponderá a 1/12 ( um doze
avos), por mês de efetivo exercício, da remuneração devida em de-
zembro do ano correspondente.
§2º - A fração igual ou superior a 15 ( quinze) dias de exercício
será tomada como mês integral, para efeito do parágrafo anterior.
§3º - A gratificação de Natal será calculada somente sobre o
vencimento do servidor, nele não incluídas as vantagens, exceto
no caso de cargo em comissão, quando a gratificação de Natal será
paga tomando - se por base o vencimento desse cargo.
§4º - A gratificação de Natal será estendida aos inativos e pen-
sionistas, como base nos proventos que perceberem na data do pa-
gamento daquela.
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§5º - A gratificação de Natal poderá ser paga em duas parcelas,
a primeira até o dia 30 (trinta) de junho e a segunda até o dia 20 (
vinte) de dezembro de cada ano.
§6º - O pagamento de cada parcela se fará tomando por base a
remuneraçãodo mês em que ocorrer o pagamento.
§7º - A segunda parcela será calculada com base na remunera-
ção em vigor no mês de dezembro, abatida a importância da primei-
ra parcela, pelo valor pago.
Art. 68º - Caso o funcionário deixe o serviço público municipal,
a gratificação de Natal ser - lhe - á paga proporcionalmente ao nú-
mero de meses de exercício no ano, com base na remuneração do
mês em que ocorrer a exoneração ou demissão.
SUBSEÇÃO III
DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO
Art. 69º – O servidor que a partir de 05 ( cinco ) anos de efeti-
vo exercício continuo ou não, nos serviços público municipal, terá
direito por anuênio, a percepção de adicional correspondente a 1%
( um por cento) do vencimento de seu cargo efetivo, até o limite de
35% ( trinta e cinco por cento ) anuênios, esclarecendo que os 05 (
cinco ) primeiros anos será recebido de uma só vez.
§1º - O adicional é devido a partir do dia imediato àquele em
que o funcionário completar o tempo de serviço exigido.
§2º - O funcionário quer exercer , cumulativamente, mais de
um cargo, terá direito adicional calculado sobre o vencimento de
maior monta.
SUBSEÇÃO IV
DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE OU
PENOSIDADE
Art. 70º – Os funcionários que trabalhem com habitualidade
em locais insalubres ou em contato permanente com substancias
tóxicas ou com riscos de vida fazem jus a um adicional sobre o ven-
cimento do cargo efetivo.
§1º - O funcionário que fizer jus aos adicionais de insalubridade
e periculosidade deverá optar por um deles, não sendo acumulá-
veis estas vantagens.
§2º - O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade
cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram cau-
sa a sua concessão
Art. 71º – Haverá permanente controle da atividade de funcio-
nário em operações ou locais considerados penosos, insalubres ou
perigosos.
§Único – A funcionária gestante ou lactante será afastada, en-
quanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previs-
tos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em
serviço não perigoso.
Art. 72º – Na concessão dos adicionais de penosidade, insalu-
bridade e periculosidade serão observadas as situações especificas
na legislação municipal.
§Único – Os locais de trabalho e os funcionários que operam
com Raios X ou substância radioativas devem ser mantidos sob con-
trole permanente, de modo que as doses de radiação ionizantes
não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria.
SUBSEÇÃO V
DO ADICIONAL POR SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO
Art. 73º - O serviço extraordinário será remunerado com acrés-
cimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de
trabalho.
Art. 74º - Somente será permitido serviço extraordinário para
atender as situações excepcionais e temporárias, respeitando o li-
mite máximo de 2 ( duas) horas diárias, podendo ser prorrogado
por igual período, se o interesse público exigir, conforme se dispu-
ser em regulamento.
§1º - O serviço extraordinário previsto neste artigo, será prece-
dido de autorização da chefia imediata que justificara o fato.
§2º - O serviço extraordinário realizado no horário previsto no
Art. 75º será acrescido do percentual relativo ao serviço noturno,
em função de cada hora extra.
SUBSEÇÃO VI
DO ADICIONAL NOTURNO
Art. 75º - O serviço noturno, prestado em horário compreen-
dido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 (cinco) horas do
dia seguinte, terá o valor/hora acrescido de mais 25% (vinte e cinco
por cento), computando - se cada hora como 52 (cinquenta e dois)
minutos e 30 (trinta) segundos.
§Único – Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo
de que trata este artigo incidira sobre o valor da hora normal de
trabalho acrescido do respectivo percentual de extraordinário
SUBSEÇÃO VII
DO ABONO FAMILIAR
Art. 76º - Será concedido abono familiar ao funcionário ativo
ou inativo:
I– pelo cônjuge ou companheira do funcionário que viva com-
provadamente em sua companhia e que não exerça atividade remu-
nerada e nem tenha renda própria;
II– o filho menor de 14 (quatorze) anos que não exerça ativida-
de remunerada e nem tenha renda própria;
III– por filho invalido ou mentalmente incapaz, sem renda pró-
pria.
§1º - compreende - se, neste artigo, o filho de qualquer con-
dição, o enteado, o adotivo e o menor que, mediante autorização
judicial, estiver sob a guarda e o sustento do funcionário.
§2º - para efeito deste artigo, considera - se renda própria ou
atividade remunerada o recebimento de importância igual ou supe-
rior ao valor de referencia vigente no município.
§3º - quando pai e mãe forem funcionários municipais, ativos
ou inativos, o abono familiar será concedido a ambos.
§4º - ao pai e mãe equiparam - se o padrasto, a madrasta e, na
falta destes, os representantes legais dos incapazes.
Art. 77º - Ocorrendo falecimento do funcionário, o abono fa-
miliar continuará a ser pago a seus beneficiários, por intermédio
da pessoal em cuja guarda se encontrem, enquanto fizerem jus à
concessão.
§1º - com o falecimento do funcionário e à falta do responsável
pelo recebimento do abono familiar, será assegurado aos beneficiá-
rios o direito à sua percepção, enquanto assim fizerem jus.
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§2º - passara a ser efetuado ao cônjuge sobrevivente o paga-
mento do abono familiar correspondente ao beneficiário que vivia
sob a guarda e sustento do funcionário falecido, desde que aquele
consiga autorização judicial para mantê - lo e ser seu responsável.
§3º - caso o funcionário não haja requerido o abono familiar
relativo a seus dependentes, o requerimento poderá ser feito após
sua morte pela pessoa cuja guarda e sustento se encontre, operan-
do seus efeitos a partir da data do pedido.
Art. 78º - O valor do abono familiar será igual a 5% ( cinco por
cento) do valor de Lei - se UFM vigente no município, devendo ser
pago a partir da data em que for protocolado o requerimento.
§Único – O responsável pelo recebimento do abono familiar
deverá apresentar, no mês de julho de cada ano, declaração de vida
e residência dos dependentes, sob pena de ter suspenso o paga-
mento da vantagem.
Art. 79º - Nenhum desconto incidirá sobre o abono familiar,
nem este servirá de base a qualquer contribuição, ainda que para
fins de previdência social.
Art. 80º - Todo aquele que, por ação ou omissão, der causa a
pagamento indevido de abono familiar ficará obrigado à sua resti-
tuição, sem prejuízo das demais cominações legais.
CAPÍTULO IV
DAS LICENÇAS
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 81º - Conceder - se - á ao funcionário licença:
I – para tratamento de saúde;
II – a gestante, à adotante e a paternidade;
III – por acidente em serviço;
IV - por motivo de doença em pessoa da família;
V – para o serviço militar;
VI– para atividade política;
VII– para tratar de interesse particulares;
VIII– para desempenho de mandato classista;
IX – prêmio.
§1º - A licença prevista no inciso IV será precedida de atestado
ou exame médico e comprovação do parentesco.
§2º - O funcionário não poderá permanecer em licença da mes-
ma espécie por período superior a 24 ( vinte e quatro ) meses, salvo
nos casos dos incisos I, II, III, V e VIII.
§3º - E vedado o exercício de atividade remunerada, durante o
período da licença prevista no inciso II deste artigo .
Art. 82º - A licença concedida dentro de 60 ( sessenta ) dias do
término de outra da mesma espécie será considerada como pror-
rogação.
SEÇÃO II
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE
Art. 83º - Será concedida ao funcionário licença para tratamen-
to de saúde, a pedido ou de ofício, com base em perícia médica,
sem prejuízo da remuneração a que fizer jus.
Art. 84º - Para licença até 30 ( trinta ) dias, a inspeção será feita
por médico indicado pelo órgão de pessoal e, se por prazo superior,
por junta médica oficial.
§1º - Sempre que necessária, a inspeção médica será realiza-
da na residência do funcionárioou no estabelecimento hospitalar
onde se encontrar internado.
§2º - Inexistindo médico do órgão ou entidade no local onde se
encontra o funcionário, será aceito atestado passado por médico
particular, que deverá ser homologado por médico do município.
Art. 85º - Fim do prazo da licença, o funcionário será submetido
a nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço, pela
prorrogação da licença ou pela aposentadoria.
Art. 86º - O atestado e o laudo da junta médica não se referi-
rão ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratarem de
lesões produzidas por acidentes em serviço, doença profissional ou
quaisquer das doenças especificadas no Art. 53º inciso I
Art. 87º - O funcionário que apresente indícios de lesões orgâ-
nicas ou funcionais será submetido à inspeção médica.
SEÇÃO III
DA LICENÇA À GESTANTE, À ADOTANTE E DA LICENÇA - PA-
TERNIDADE
Art. 88º - Será concedida licença à funcionária gestante, por
120 (cento e vinte) dias consecutivos sem prejuízo da remuneração.
§1º - A licença poderá ter inicio no primeiro dia do 9º (nono)
mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica.
§2º - No caso de nascimento prematuro, a licença terá inicio a
partir do parto.
§3º - No caso de natimorto, decorridos 30 ( trinta ) dias do
evento, a funcionária será submetida a exame médico e, se julgada
apta, reassumirá o exercício.
§4º - No caso de aborto, atestado por médico oficial, à funcio-
nária terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado.
Art. 89º - Pelo nascimento de filho, o funcionário terá direito à
licença - paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos.
Art. 90º - Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6
(seis) meses, a funcionária terá direito, durante a jornada de traba-
lho, a 1 (uma) hora, que poderá ser parcelada em 2 (dois) período
de meia hora.
Art. 91º - A funcionária que adotar ou obtiver guarda judicial
de uma criança de até 1 (um) ano de idade serão concedidos 90
(noventa) dias de licença remunerada, para ajustamento do adota-
do ao novo lar.
§Único – No caso de adoção ou guarda judicial a criança com
mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo será
de 30 ( trinta) dias.
SEÇÃO IV
DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO
Art. 92º - Será licenciado, com remuneração integral, o funcio-
nário acidentado em serviço.
Art. 93º - Configura acidente em serviço o dano físico ou men-
tal sofrido pelo funcionário e que se relacione mediata ou imediata-
mente com as atribuições do cargo exercido.
§Único – Equipara - se ao acidente em serviço o dano:
I– decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo funcio-
nário no exercício do cargo;
II - sofrido no percurso de residência para o trabalho e vice -
versa.
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Art. 94º - O funcionário acidentado em serviço que necessite
de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição pri-
vada, à conta de recursos públicos.
§Único – O tratamento recomendado por junta médica oficial
constitui medida de exceção e somente será admissível quando ine-
xistirem meios e recursos adequados em instituição pública.
Art.95 – A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez)
dias, prorrogável quando as circunstâncias o exigirem.
SEÇÃO V
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍ-
LIA
Art. 96º – Poderá ser concedida a licença ao funcionário, por
motivo de doença do cônjuge ou companheiro, padrasto ou ma-
drasta, ascendente e descendente mediante comprovação médica.
§1º - A licença somente será deferida se a assistência direta do
funcionário for indispensável e não poder ser prestada simultanea-
mente com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado, através
de acompanhamento social.
§2º - A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do
cargo efetivo, até 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogada por igual
período, mediante parecer de junta médica, e excedendo estes pra-
zos, sem remuneração.
SEÇÃO VI
DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR
Art. 97º – Ao funcionário convocado para o serviço militar será
concedida licença à vista de documento oficial.
§1º - Do vencimento do funcionário será descontada a impor-
tância percebida na qualidade de incorporado, salvo se tiver havido
opção pelas vantagens do serviço militar.
§2º - Ao funcionário desincorporado será concedido prazo não
excedente a 7 (sete) dias para reassumir o exercício sem perda do
vencimento.
SEÇÃO VII
DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA
Art. 98º - O funcionário terá direito a licença, sem remunera-
ção, durante o período que mediar entre a sua escolha, em con-
venção partidária, como candidato a cargo efetivo, e a véspera do
registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
§1º - A partir do registro da candidatura e até o 10º (décimo)
dia seguinte ao da eleição, o funcionário fará jus a licença como se
em efetivo exercício estivesse, sem prejuízo de sua remuneração,
mediante comunicação, por escrito, do afastamento.
§2º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos ocu-
pantes de cargo em comissão.
SEÇÃO VIII
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Art. 99º – A critério da Administração, poderá ser concedida
ao funcionário estável licença para o trato de assuntos particulares,
pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos, sem remuneração.
§1º - A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a
pedido do funcionário ou no interesse do serviço.
§2º - Não se concederá nova licença antes de decorridos 2
(dois) anos do término da anterior.
Art. 100º – Ao funcionário ocupante de cargo em comissão não
se concederá a licença de que trata o artigo anterior.
SEÇÃO IX
DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA
Art.101º – É assegurado para o funcionário o direito a licença
para o desempenho de mandato em confederação, federação, as-
sociação de classe de âmbito nacional ou sindicato da categoria ou
entidade fiscalizadora da profissão, sem prejuízo da remuneração.
§1º - Somente poderão ser licenciados os funcionários eleitos
para cargos de direção ou representação nas referidas entidades,
até o máximo de 3 (três), por entidade.
.§2º - A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser
prorrogada no caso de reeleição e por uma única vez.
§3º - O funcionário ocupante de cargo em comissão ou fun-
ção gratificada deverá desincompatibilizar - se do cargo ou função
quando empossar - se no mandato de que trata este artigo.
SEÇÃO X
DA LICENÇA - PRÊMIO
Art. 102º – Após cada quinquênio ininterrupto de exercício, o
funcionário efetivo fará jus a 3 (três) meses de licença prêmio com
a remuneração de cargo efetivo.
§Único – É facultado ao funcionário fracionar a licença de que
trata este artigo, em até 3 (três) parcelas.
Art. 103º – Não se concederá licença - prêmio ao funcionário
que, no período aquisitivo:
I - sofrer penalidade disciplinar de suspensão; II – afastar - se
do cargo em virtude de :
a)licença por motivo de doença em pessoa da família, sem re-
muneração;
b)licença para tratar de interesses particulares;
c)condenação a pena privativa de liberdade por sentença de-
finitiva;
d)desempenho de mandato classista
§Único – As faltas injustificadas ao serviço retardarão a conces-
são da licença prevista neste artigo, na proporção de 1 ( um ) mês
para cada falta.
Art. 104º - O número de funcionário em gozo simultâneo de
licença - prêmio não poderá ser superior a 1/3 da lotação de respec-
tiva unidade administrativa do órgão ou entidade.
Art. 105º - O requerimento do servidor a licença - prêmio pode-
rá ser convertido em dinheiro.
Parágrafo 1º - A licença prêmio não gozada poderá ser contada
em dobro para efeito de aposentadoria.
Parágrafo 2º - Os atuais servidores considerados estáveis, terão
direito a um período de licença prêmio de três meses a partir da
vigência da presente lei.
CAPÍTULO V
DAS FÉRIAS
Art. 106º - O funcionário gozará, obrigatoriamente, 30 (trinta)
dias consecutivos de férias por ano, concedidas de acordo com es-
cala organizada pela chefia imediata.
LEGISLAÇÃOMUNICIPAL
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§1º - A escala de férias poderá ser alterada por autoridade su-
perior, ouvido o chefe imediato do funcionário.
§2º - As férias serão reduzidas a 20 (vinte) dias quando o fun-
cionário contar, no período aquisitivo, com mais de 9 ( nove) faltas,
não justificadas, ao trabalho.
§3º - Somente depois de 12 (doze) meses de exercício o funcio-
nário terá direito a férias.
§4º - Durante as férias, o funcionário terá direito, além do ven-
cimento, a todas as vantagens que percebia no momento em que
passou a fruí - las.
§5º - Será permitida a conversão de 1/3 (um terço) das férias
em dinheiro, mediante requerimento do funcionário apresentado
30 (trinta) dias antes do seu início, vedada qualquer outra hipótese
de conversão em dinheiro.
Art. 107º - É proibido a acumulação de férias, salvo por impe-
riosa necessidade do serviço e pelo máximo de 2 (dois) períodos,
atestada a necessidade pelo chefe imediato do funcionário.
Art. 108º - Perderá o direito a férias o funcionário que, no pe-
ríodo aquisitivo, houver gozado das licenças a que se referem os
incisos IV, VII, VIII do Art. 81.
Art. 109º – No cálculo do abono pecuniário será considerado o
valor do adicional de férias, previsto no Art. 111º
Art. 110º - O funcionário que opera direta e permanente com
raios X ou substâncias radioativas gozará, obrigatoriamente, 20 (vin-
te) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissio-
nal, proibida, em qualquer hipótese, a acumulação.
§Único – O funcionário referido neste artigo não fará jus ao
abono pecuniário de que trata o artigo anterior.
Art. 111º - Independentemente de solicitação, será pago ao
funcionário, por ocasião das férias, um adicional de 1/3 (um terço)
da remuneração correspondente ao período de férias.
§Único – No caso do funcionário exercer função de gratificação
ou ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem será conside-
rada no cálculo do adicional de que trata este artigo.
Art. 112º - O funcionário em regime de acumulação licita per-
ceberá o adicional calculado sobre a remuneração dos cargos, cujo
período aquisitivo lhe garanta o gozo das férias.
§Único – O adicional de férias será devido em função de cada
cargo exercido pelo servidor.
CAPÍTULO VI
DAS CONCESSÕES
Art. 113º - Sem qualquer prejuízo, poderá o funcionário ausen-
tar - se do serviço:
I – por 1 ( um ) dia, para doação de sangue;
II– por 2 ( dois) dias, para se alistar como eleitor;
III– por 7 sete dias consecutivos em razão de:
a)casamento;
b)falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou pa-
drasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.
Art. 114º - Poderá ser concedido horário especial ao funcioná-
rio estudante, quando comprovada a incompatibilidade entre o ho-
rário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo.
§Único – Para efeito do disposto neste artigo será exigida a
compensação de horário na repartição, respeitada a duração sema-
nal do trabalho.
Art. 115º - O funcionário poderá ser cedido mediante requi-
sição para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas
seguintes hipóteses:
I – para exercício de cargo em comissão ou função de confiança;
II – em casos previstos em leis especificas.
§Único – Na hipótese do inciso I deste artigo, o ônus da remu-
neração será do órgão ou entidade requisitante.
Art. 116º - O funcionário estável poderá ausentar - se do Mu-
nicípio para estudo, desde que autorizado pela maior autoridade a
que estiver subordinado.
§Único – A ausência de que trata este artigo não excederá de 4
(quatro) anos e findo o período, somente decorrido outro, será per-
mitida nova ausência, ou licença para tratar de interesse particular.
CAPÍTULO VII
DO EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO
Art. 117º - Ao funcionário municipal investido em mandato
eletivo, aplicam - se as disposições previstas na constituição da Re-
pública.
§Único – O funcionário investido em mandato eletivo munici-
pal é inamovível de oficio pelo tempo de duração de seu mandato.
CAPÍTULO VIII
DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE
Art. 118º - A assistência à saúde do funcionário ativo ou inativo
e de sua família compreende assistência médica, hospitalar, odon-
tológica, psicológica e farmacêutica prestada pelo Sistema Único
de Saúde ou diretamente pelo órgão ou entidade ao qual estiver
vinculado o funcionário ou ainda, mediante convênio, na forma es-
tabelecida em ato próprio.
CAPÍTULO IX
DO DIREITO DE PETIÇÃO
Art. 119º - É assegurado ao funcionário requerer aos Poderes
Públicos em defesa de direito ou de interesse legítimo.
Art. 120º - O requerimento será dirigido à autoridade compe-
tente para decidi - lo e encaminhado por intermédio daquela a que
estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art. 121º - Cabe pedido de reconsideração à autoridade que
houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não poden-
do ser renovado.
§Único – O requerimento e o pedido de reconsideração de que
tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5
(cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias.
Art. 122º – Caberá recurso:
I– do indeferimento do pedido de reconsideração;
II– das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos.
§1º - O recurso será dirigido à autoridade imediatamente supe-
rior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessiva-
mente, em escala ascendente, às demais autoridades.
§2º - O recurso será encaminhado por intermédio da autorida-
de a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art.123º - O prazo para interposição de pedido de reconsidera-
ção ou de recurso é de 30 (trinta) dias a contar da publicação ou da
ciência pelo interessado da decisão recorrida.
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Art.124º - O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo
a juízo da autoridade competente.
§Único - Em caso de provimento do pedido de reconsideração
ou de recurso, os efeitos da decisão retroagirão a data do ato im-
pugnado.
Art. 125º – O direito de requerer prescreve:
I– em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassa-
ção de aposentadoria ou disponibilidade ou que afetem interesse
patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;
II - em 60 (sessenta) dias, nos demais casos, salvo quando outro
prazo for fixado em lei.
§Único – O prazo de prescrição será contado da data da publi-
cação do ato impugnado ou da data da ciência, pelo interessado,
quando o ato não for publicado.
Art. 126º – O pedido de reconsideração e o recurso, quando
cabíveis, interrompem a prescrição.
§Único – Interrompida a prescrição, o prazo recomeçará a cor-
rer pelo restante, no dia em que cessar a interrupção.
Art. 127º – A prescrição é de ordem pública, não podendo ser
relevada pela Administração.
Art. 128º – Para o exercício do direito de petição é assegurada
vista do processo ou documento, na repartição, ao funcionário ou a
procurador por ele constituído.
Art. 129º – A Administração deverá rever seus atos, a qualquer
tempo, quando eivados de ilegalidade.
Art. 130º – São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos
neste Capítulo, salvo motivo de forma maior, devidamente compro-
vado.
TÍTULO III
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DOS DEVERES
Art.131º – São deveres dos funcionários:
I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – ser leal às instituições a que servir;
III– observar as normas legais e regulamentares;
IV– cumprir as ordens superiores, exceto quando manifesta-
mente ilegais;
V– atender com presteza:
a)ao público em geral prestando as informações requeridas
ressalvadas as protegidas por sigilo;
b)à expedição de certidões requeridas para defesa de direito
ou esclarecimento de situação de interesse pessoal;
c)às requisições para a defesa da Fazenda Publica.
VI– levar ao conhecimento da autoridade superior as irregula-
ridades de que tiver ciência em razão do cargo;
VII– zelar pela economia do material e pela conservação do pa-
trimônio público;VIII – guardar sigilo sobre assuntos da repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administra-
tiva; X – ser assíduo e pontual ao serviço;
XI– tratar com urbanidade as pessoas;
XII– representar contra a ilegalidade ou abuso de poder.
§Único – A representação de que trata o inciso XII será encami-
nhada pela via hierárquica e obrigatoriamente apreciada pela auto-
ridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando - se
ao representado o direito de defesa.
SEÇÃO I
DAS PROIBIÇÕES
Art. 132º – Ao funcionário é proibido:
I– ausentar - se do serviço durante o expediente, sem prévia
autorização do chefe imediato;
II– retirar, sem prévia anuência da autoridade competente,
qualquer documento ou objeto da repartição;
III– recusar fé a documentos públicos;
IV– opor resistência injustificada ao andamento de documento
e processo execução de serviço;
V– promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto
da repartição;
VI– referir - se de modo depreciativo ou desrespeitoso às auto-
ridades públicas ou aos atos do Poder Público, mediante manifesta-
ção escrita ou oral, podendo porém, criticar ato do Poder Público,
do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço, em tra-
balho assinado;
VII– cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos
previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua res-
ponsabilidade ou de seu subordinado;
VIII– compelir ou aliciar outro funcionário no sentido de filiação
a associação Profissional, sindical ou partido político;
IX– manter sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou
parente até o segundo grau civil;
X– valer - se do cargo para lograr proveito pessoal ou de ou-
trem, em detrimento da dignidade da função pública;
XI– participar de gerência ou de administração de empresa pri-
vada, de sociedade civil, ou exercer comércio e, nessa qualidade,
transacionar com o Município, exceto se a transação for procedida
de licitação;
XII– atuar como procurador ou intermediário junto a reparti-
ções públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários
ou assistenciais de parentes até segundo grau e de cônjuge ou com-
panheiro;
XIII– receber propina, comissão, presente ou vantagem de
qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIV– praticar usuras sob qualquer de suas formas;
XV – proceder de forma desidiosa;
XVI– utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em
serviços ou atividades particulares;
XVII– cometer a outro funcionário atribuições estranhas às do
cargo que ocupa, exceto em situações transitórias de emergência;
XVIII– exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis
com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.
XVIII – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis
com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.
SEÇÃO II
DA ACUMULAÇÃO
Art. 133º - Ressalvados os casos previstos na Constituição da
República, é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.
§1º - A proibição de acumular estende - se a cargos, empregos
e funções em autarquias, fundações e empresas públicas, socieda-
des de economia mista da União, do Distrito Federal, dos Estados,
dos Territórios e dos Municípios.
§2º - A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condiciona-
da à comprovação da compatibilidade de horários.
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Art. 134º - O funcionário não poderá exercer mais de um cargo
em comissão, nem ser remunerado pela participação em órgão de
deliberação coletiva.
Art. 135º - O funcionário vinculado ao regime desta lei, que
acumular licitamente 2 (dois) cargos de carreira, quando investido
em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os
cargos efetivos.
§1º - O afastamento previsto neste artigo ocorrerá apenas em
relação a um dos cargos se houver compatibilidade de horários.
§2º - O funcionário que se afastar de um dos cargos que ocupa
poderá optar pela emuneração deste ou pela do cargo em comis-
são.
SEÇÃO III
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 136º - O funcionário responde, civil, penal e administrati-
vamente, pelo exercício irregular de suas atribuições.
Art. 137º - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo,
doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao Erário ou a terceiros.
§1º - A indenização de prejuízo dolosamente causado ao Erá-
rio somente será liquidada na forma prevista no art. 50 na falta de
outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.
§2º - Tratando - se de dano causado a terceiros responderá o
funcionário perante a Fazenda Pública em ação regressiva.
§3º - A obrigação de reparar o dano estende - se aos sucesso-
res e contra eles será executada, até o limite do valor da herança
recebida .
Art. 138º - A responsabilidade penal abrange os crimes e con-
travenções imputados ao funcionário, nessa qualidade.
Art. 139º - A responsabilidade administrativa resulta de ato
omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou fun-
ção.
Art. 140º - As sanções civis, penais e administrativas poderão
cumular - se sendo independentes entre si.
Art. 141º - A responsabilidade civil ou administrativa do fun-
cionário será afastada no caso de absolvição criminal que negue a
existência do fato ou a sua autoria.
SEÇÃO IV
DAS PENALIDADES
Art. 142º - São penalidades disciplinares:
I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão
IV – extinção de aposentadoria ou disponibilidade;
V – destituição de cargo em comissão.
Art. 143º - Na aplicação das penalidades serão consideradas
a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela
provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou
atenuantes e os antecedentes funcionais.
Art. 144º - A advertência será aplicada por escrito, nos casos de
violação de proibição constante do art. 132, incisos I a IX, e de ino-
bservância de dever funcional previsto em lei, regulamento ou nor-
ma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
Art. 145º - A suspensão será aplicada em caso de reincidência
das faltas punidas com a advertência e de violação das demais proi-
bições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demis-
são, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.
§1º - Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o fun-
cionário que, injustificadamente recusar - se a ser submetido à ins-
peção médica determinada pela autoridade competente, cessando
os efeitos de penalidade uma vez cumprida a determinação.
§2º - Quando houver conveniência para o exercício a penali-
dade de suspensão poderá ser convertida em luta na base de 50%
(cinquenta por cento) por dia do vencimento ou remuneração, fi-
cando o funcionário obrigado a permanecer em serviço.
Art. 146º - As penalidades de advertência e de suspensão terão
seus registros cancelados após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos
de efetivo exercício, respectivamente, se o funcionário não houver,
nesse período, praticado nova infração disciplinar.
§Único – O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos re-
troativos. Art. 147º - A demissão será aplicada nos seguintes casos:
I - crime contra a Administração Pública;
II - abandono de cargo;
III - inassiduidade habitual;
IV - improbidade administrativa;
V - incontinência pública e conduta escandalosa;
VI - insubordinação grave em serviço;
VII - ofensa física, em serviço, a funcionário ou a particular, sal-
vo em legítima defesa ou defesa de outrem;
VIII - aplicação irregular de dinheiro públicos;.
IX - revelação de segredo apropriado em razão de cargo;
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio mu-
nicipal;
XI - corrupção;
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções publi-
cas;
XIII - transgressão do art. 132, incisos X a XVII.
Art. 148º - Verificada, em processo disciplinar, acumulação
proibida e provada a boa - fé, o funcionário optará por um dos car-
gos.
§1º - Provada a má - fé, perderá também o cargoque exercia a
mais tempo e restituirá o que tiver percebido indevidamente.
§2º - Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos
emprego ou função exercido em outro órgão ou entidade a demis-
são lhe será comunicada.
Art. 149º - Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade
do inativo que houver praticado na atividade falta punível com a
demissão.
Art. 150º - A exoneração de cargo em comissão de não ocu-
pante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita as
penalidades de suspensão e de demissão.
Art. 151º - A demissão ou a destituição de cargo em comissão
nos casos dos incisos IV, VIII e X do art. 147º implica a indisponibi-
lidade dos bens e o ressarcimento ao Erário sem prejuízo de ação
penal cabível.
Art. 152º - A demissão ou a destituição de cargo em comissão
por infrigência ao artigo 132º, incisos X e XII, incompatibiliza o ex
funcionário para nova investidura em cargo público pelo prazo mí-
nimo de 5 (cinco) anos.
§Único – Não poderá retornar ao serviço público municipal o
funcionário que for demitido ou destituído do cargo em comissão
por infrigência do artigo 147º, incisos I, V, VIII, X e XI.
Art. 153º - Configura abandono de cargo a ausência intencional
do funcionário a serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos.
Art. 154º - Entende - se por inassiduidade habitual a falta ao
serviço, sem causa justificada por 60 (sessenta) dias, interpolada-
mente, durante o período de 12 (doze) meses.
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Art. 155º - O ato de imposição da penalidade mencionará sem-
pre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.
Art. 156º - As penalidades disciplinares serão aplicadas:
I - pelo Prefeito, pelo Presidente da Câmara Municipal quando
se tratar de demissão de cassação de aposentadoria ou disponibi-
lidade de funcionário vinculado ao respectivo poder, órgão ou en-
tidade;
II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediata-
mente inferior aquelas mencionadas no inciso I, quando se tratar
de suspensão superior a 30 (trinta) dias;
III - pelo chefe da repartição e outra autoridade, na forma dos
respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência
ou de suspensão de até 30 ( trinta) dias;
IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se
tratar de destituição de cargo em comissão de não ocupante de car-
go efetivo.
Art. 157º - A ação disciplinar prescreverá:
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demis-
são, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de
cargo em comissão ;
II - em 2 ( dois) anos, quanto a suspensão;
III - em 180 ( cento e oitenta dias), quanto a advertência.
§1º - O prazo de prescrição começa a decorrer da data em que
o fato se tornou conhecido.
§2º - Os prazos de prescrição previsto na lei penal aplicam - se
as infrações disciplinares capituladas também como crime.
§3º - A abertura de sindicância ou a instauração de processo
disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por
autoridade competente.
§4º - Interrompido o curso da prescrição, esse recomeçará a
correr pelo prazo restante, a partir do dia em que cessar a inter-
rupção.
CAPÍTULO II
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 158º - A autoridade que tiver ciência de irregularidade nos
serviço público é obrigado a promover a sua apuração imediata me-
diante sindicância ou processo disciplinar, assegurada ao acusado
ampla defesa.
Art. 159º - As denuncias sobre irregularidade serão objetos de
apuração desde que contenham a identificação e o endereço do
denunciante e seja formuladas por escrito, confirmada a autenti-
cidade.
§Único – quando o fato narrado não configurar evidente infra-
ção disciplinar ou ilícito penal, a denuncia será arquivada, por falta
de objeto.
Art. 160º - Da sindicância poderá resultar:
I - arquivamento do processo;
II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até
30 ( trinta ) dias;
III - instauração de processo disciplinar.
Art. 161º - Sempre que o ilícito praticado pelo funcionário en-
sejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 ( trin-
ta) dias ou de demissão, extinção de aposentadoria ou disponibili-
dade, ou ainda destituição de cargo em comissão será obrigatória a
instauração de processo disciplinar.
SEÇÃO II
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO
Art. 162º - Como medida cautelar e afim de que o funcionário
não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade ins-
taurada do processo disciplinar poderá ordenar o seu afastamento
do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 ( sessenta ) dias, sem
prejuízo da remuneração.
§Único – O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo,
findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não concluído o
processo.
SEÇÃO III
DO PROCESSO DISCIPLINAR
SUBSEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 163º - O processo disciplinar é o instrumento destinado a
apurar as responsabilidades do funcionário por inflação praticada
no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação mediata com
as atribuições do cargo em que se encontra investido.
Art. 164º - O processo disciplinar será conduzido por comissão
composta de 3 (três) funcionários estáveis designados pela autori-
dade competente que indicará, entre eles, o seu presidente.
§1º - A comissão terá como secretário, funcionário designado
pelo seu presidente, podendo a designação recair em um dos seus
membros.
§2º - Não poderá participar de comissão de sindicância ou de
inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consan-
guíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau.
Art. 165º - A comissão de inquérito exercerá suas atividades
com independência e imparcialidade assegurado o sigilo necessário
à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração.
Art. 166º - O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes
fases:
I - instauração, com a publicação do ato que constituir a co-
missão;
II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa
e relatório;
III - julgamento.
Art. 167º - O prazo para conclusão do processo disciplinar não
excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato
que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual pra-
zo, quando as circunstâncias o exigirem.
§1º - Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo in-
tegral aos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados do
ponto, até a integra do relatório final.
§2º - As reuniões da comissão serão registradas em atas que
deverão detalhar as deliberações adotadas.
SUBSEÇÃO II
DO INQUÉRITO
Art. 168º - O inquérito administrativo será contraditório, as-
segurada ao acusado ampla defesa, com a utilização dos meios e
recursos admitidos em direito.
Art. 169º - Os autos da sindicância integrarão o processo disci-
plinar, como peça informativa da instrução.
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§Único – Na hipótese do relatório da sindicância concluir que
a infração estar capitulada como ilícito penal, a autoridade compe-
tente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, indepen-
dentemente de imediata instrução do processo disciplinar.
Art. 170º - Na fase do inquérito, a comissão promovera a to-
mada de depoimentos, acareações, investigações e diligencias cabí-
veis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário,
a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos
fatos.
Art. 171º - É assegurado ao funcionário o direito de acompa-
nhar o processo, pessoalmente ou por intermédio de procurador,
arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contra - provas
e formular quesito, quando se tratar de prova pericial.
§1º - O presidente da comissão poderá denegar pedidos con-
siderados impertinentes, meramente protelatóriosou de nenhum
interesse para o esclarecimento dos fatos.
§2º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a com-
provação do fato independer de conhecimento especial de perito.
Art. 172º - As testemunhas serão intimadas a depor mediante
mandato expedido pelo presidente da comissão, devendo a segun-
da via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos.
§Único – Se a testemunha for funcionário público, a expedição
do mandato será imediatamente comunicada ao chefe da reparti-
ção onde serve, com indicação do dia e da hora marcados para a
inquirição .
Art. 173º - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a
termo, não sendo licito a testemunha trazê - lo por escrito.
§1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente.
§2º – Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se
infirmem, proceder - se - á a acariação entre os depoentes.
Art. 174º - Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão
promoverá o interrogatório do acusado, observados os procedi-
mentos previstos nos artigos 172 e 173
§1º - No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvi-
do separadamente, e, sempre que divergirem em suas declarações
sobre fatos ou circunstâncias, será promovida acariação entre eles.
§2º - O procurador do acusado poderá assistir ao interrogató-
rio, bem como a inquirição das testemunhas sendo - lhe vedado in-
terferir nas perguntas e respostas, facultando - lhe, porém, reinquiri
- las, por intermédio do presidente da comissão.
Art. 175º - Quando houver duvida sobre a sanidade mental do
acusado a comissão procurar à autoridade competente que ele seja
submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo
menos um médico psiquiatra.
§Único – O incidente de sanidade mental será processado em
auto apartado e a penso ao processo principal, após a expedição do
laudo pericial.
Art. 176º - Tipificada a inflação disciplinar será formulada a in-
dicação do funcionário com a especificação dos fatos a ele imputa-
dos e das respectivas provas.
§1º - O indicado será citado por mandado expedido pelo pre-
sidente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10
( dez) dias assegurando - se - lhe vista do processo da repartição.
§2º - Havendo 2 (dois) ou mais indiciados, o prazo será comum
e de 20 (vinte) dias.
§3º - O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro para
diligência reputadas indispensáveis.
§4º - No caso de recusa do indiciado em apoio e ciente na cópia
da citação, o prazo para defesa contar - se - á da data declarada em
termo próprio pelo membro da comissão que fez a citação.
Art. 177º - O indiciado que mudar de residência fica obrigado a
comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado.
Art. 178º - Achando - se o indiciado em lugar incerto e não sa-
bido, será citado por edital, publicado no Órgão Oficial de Municí-
pio e em jornal de grande circulação na localidade, para apresentar
defesa.
§Único – Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de
15 (quinze) dias a partir da ultima publicação do edital.
Art. 179º - Considerar - se - á revel o indiciado que, regulamen-
te citado, não apresentar defesa no prazo legal.
§1º - A revelia será declarada por termos nos autos do processo
e devolverá o prazo para a defesa.
§2º - Para defender o indiciado revel a autoridade instauradora
do processo designará um funcionário como defensor ativo de car-
go de nível igual ou superior ao do indiciado.
Art. 180º - Apreciada a defesa, a comissão elaborar relatório
minucioso onde resumirá as peças principais dos autos e menciona-
rá as provas em que se baseou para formar a sua convicção.
§1º - O relatório será sempre conclusivo quando à inocência ou
à responsabilidade do funcionário.
§2º - Reconhecida a responsabilidade do funcionário, a comis-
são indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem
como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.
Art. 181º - O processo disciplinar, com relatório da comissão,
será remetido à autoridade que determinou a sua instauração, para
o julgamento.
SUBSEÇÃO III
DO JULGAMENTO
Art. 182º - No prazo de 60 (sessenta) dias, contados do recebi-
mento do processo, a autoridade julgadora proferirá a sua decisão.
§1º - Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autori-
dade instauradora do processo este será encaminhado à autoridade
competente que decidirá em igual prazo.
§2º - Havendo mais de um indiciado e diversidade de sansões,
o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição de
pena mais grave.
§3º - Se a penalidade prevista for a de demissão ou cassação de
aposentadoria ou de disponibilidade, o julgamento caberá às auto-
ridades de que trata o inciso I do artigo 156º .
Art. 183º - O julgamento se baseará no relatório da comissão,
salvo quando contrario às provas dos autos.
§Único – Quando o relatório da comissão contrariar as provas
dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar
a penalidade proposta, abranda - lá ou isentar o funcionário de res-
ponsabilidade.
Art. 184º - Verificada a existência de vicio insanável, a autori-
dade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo
que ordenará a constituição de outra comissão para instauração de
novo processo.
§1º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do
processo.
§2º - A autoridade julgadora que der causa a prescrição de que
trata o artigo 157, §I, será responsabilizada na forma desta lei.
Art. 185º - Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade
julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos indivi-
duais do funcionário.
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Sublinhado
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Sublinhado
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
73
Art. 186º - Quando a infração estiver capitulada como crime,
o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para ins-
tauração de ação penal, ficando um translado na repartição.
Art. 187º - O funcionário que responde a processo disciplinar
só poderá ser exonerado a pedido ou aposentado voluntariamente
após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, a
caso aplicado.
§Único - Ocorrida a exoneração de que trata o art. 36, parágra-
fo único, §I, o ato será convertido em demissão, se for o caso
Art. 188º - Serão assegurados transportes e diárias:
I - ao funcionário convocado para prestar depoimento fora da
sede de sua repartição, na condição de testemunha denunciado ou
indiciado;
II - aos membros da comissão e ao secretário, quando obriga-
dos a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de mis-
são essencial para esclarecimento dos fatos.
SUBSEÇÃO IV
DA REVISÃO DO PROCESSO
Art. 189º - O processo disciplinar poderá ser revisto a qualquer
tempo, a pedido ou de oficio, quando se aduzirem fatos novos ou
circunstâncias suscetíveis de justificarem a inocência de punido ou
a inadequação da penalidade aplicada.
§1º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do
funcionário, qualquer pessoal da família poderá requerer a revisão
do processo.
§2º - No caso de incapacidade mental do funcionário, a revisão
será requerida pelo respectivo curador.
Art. 190º - No processo revisional, o ônus da prova cabe ao
requerente.
Art. 191º - A simples alegação de injustiça da penalidade não
constitui fundamentos para a revisão, que requer elementos novos
ainda não apreciados no processo originário.
Art. 192º - O requerimento de revisão de processo será dirigido
no Ministério Público ou autoridade equivalente, que se autoriza -
lá, encaminhará o pedido ao dirigente de órgão ou entidade onde
se originou o processo disciplinar.
§Único – Recebida a petição, o dirigente do órgão ou entidade
providenciara a constituição de comissão, na forma prevista do ar-
tigo 164º desta lei.
Art. 193º - A revisão correrá em apenso ao processo originário.
§Unico – Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para
produção de provas e inquirições das testemunhas que arrolar.
Art. 194º - A comissão revisora terá até 60 (sessenta) dias para
a conclusão dos trabalhos, prorrogáveis por igualprazo, quando as
circunstâncias o exigirem.
Art. 195º - Aplicam - se aos trabalhos da comissão revisora, no
que couber, as normas e procedimento próprios da comissão do
processo disciplinar.
Art. 196º - O julgamento caberá à autoridade que aplicou a pe-
nalidade.
§Único – O prazo para o julgamento será de até 60 (sessenta)
dias, contados do recebimento de processo, no curso do qual a au-
toridade julgadora poderá determinar diligência.
Art. 197º - Julgada a procedente a revisão, será declarada sem
efeito a penalidade aplicada, restabelecendo - se todos os direitos
do funcionário, exceto em relação à destituição de cargo em comis-
são, que será convertida em exoneração.
§Único – Da revisão do processo não poderá resultar agrava-
mento de penalidade.
TÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 198º - Consideram - se dependentes do funcionário, além
do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam às suas expensas
e constem de seu assentamento individual.
Art. 199º - Os instrumentos de procuração utilizados para rece-
bimento de direitos ou vantagens de funcionários municipais terão
validade por 12 (doze) meses, devendo ser renovados após findo
esse prazo.
Art. 200º - Para todos os efeitos previstos nesta Lei e em leis
do Município, os exames de sanidade física e mental serão obriga-
toriamente realizados por médico da Prefeitura ou, na sua falta, por
médico credenciado pelo Município.
§1º - Em casos especiais , atendendo à natureza da enfermi-
dade, a autoridade municipal poderá designar junta médica para
proceder ao exame, dela fazendo parte, obrigatoriamente, o médi-
co do município ou médico credenciado pela autoridade municipal.
§2º - Os atestados médicos concedidos aos funcionários muni-
cipais, quando em tratamento fora do município, terão sua validade
condicionada à ratificação posterior pelo médico do município.
Art. 201º - Contar - se - ão por dias corridos os prazos previstos
nesta lei.
§Único - Não se computará no prazo o dia inicial, prorrogando
- se para o primeiro dia útil o vencimento que incidir em sábado,
domingo ou feriado.
Art. 202º - É vedado ao funcionário servir sob a chefia imediata
de cônjuge ou parente até 2º (segundo) grau, salvo em cargo de
livre escolha, não podendo exceder de 2 ( dois ) o seu numero.
Art. 203º - São isentos de taxas, emolumentos ou custas os re-
querimentos, certidões e outros papeis que, na esfera administra-
tiva, interessarem ao funcionário municipal, ativo ou inativo, nessa
qualidade.
Art. 204º - É vedado exigir atestado de ideologia como condi-
ção de posse ou exercício em cargo público.
Art. 205º - A presente Lei aplicar - se - á aos funcionários de
Câmara Municipal, cabendo ao Presidente desta as atribuições re-
servadas ao Prefeito Municipal, quando for o caso.
Art. 206º - Poderão ser admitidos, para cargos adequados, fun-
cionários de capacidade física reduzida, aplicando - se processo es-
peciais de seleção.
Art. 207º - O dia 28 (vinte e oito) de outubro será consagrado
ao funcionário público municipal.
Art. 208º - A jornada de trabalho nas repartições municipais
será fixada por decreto do Prefeito Municipal.
Art. 209º - O Prefeito Municipal baixará, por decreto, os regula-
mentos necessários à execução da presente Lei.
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Sublinhado
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Sublinhado
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Sublinhado
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Sublinhado
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
74
CAPÍTULO II
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art, 210º - Ficam estáveis os servidores admitidos até a data
da promulgação da constituição de 1988 e serão enquadrados em
quadro de extinção até que sejam aprovados em concurso público
para fim de efetivação.
§1º - Os servidores não estáveis terão seus empregos extinto,
instantânea ou gradativamente, na medida que o interesse público
exigir, e serão imediatamente exonerados.
§2º - O concurso público previsto no caput deste artigo será
realizado no prazo de 180 dias a contar da data de promulgação
desta lei.
§3º - Aos servidores que tiverem seus contratos extintos na
forma prevista no §1º deste artigo serão assegurados, quando da
exoneração, os direitos previstos em lei.
§4º - Os servidores abrangidos por este artigo quando subme-
tidos aos regime desta Lei, assiste - lhe o direito de movimentar a
conta vinculada do FGTS.
§5º - Os servidores abrangidos por esta Lei, poderão inscreve-
rem - se quando da realização do primeiro concurso público inde-
pendente do pagamento de taxa.
§6º - Para suprir carência de funcionário, até a realização de
concurso público o Município poderá admitir estudantes como es-
tagiário ou menor aprendiz, na faixa etária de 14 a 18 anos incom-
pletos, com remuneração de 70% do salário mínimo , bastando para
tanto está cursando no mínimo uma das séries do 2º grau.
§7º - Os servidores admitidos até a data da promulgação da
Constituição de 1988 ficam estáveis, terão os mesmos direitos e
deveres dos concursados de acordo com os graus de instrução e
tempo de serviço.
Art. 211º - A procuradoria do município recorrerá até a ultima
instancia judicial em processo cuja decisão tenha sido contraria ao
interesse do município inclusive quando decorrente da instituição
do regime instituído por esta Lei.
Art. 212º - A lei municipal estabelecerá critérios para a com-
patibilização do seus quadros de pessoal ao disposto nesta Lei e à
reforma administrativa dela decorrente.
Art. 213º - A lei municipal fixará as diretrizes dos planos de car-
reira para a administração direta.
Art. 214º - Está Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogando - se as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito Municipal
Cruz das Almas, em 21 de fevereiro de 1995
ANOTAÇÕES
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Assistente Administrativo
TÉCNICAS DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO INTERNO E
EXTERNO
Quando se trabalha com pessoas, é preciso ter em mente al-
guns comportamentos e requisitos importantes não apenas para
comunicar uma mensagem ao seu público, mas também para me-
diar, facilitar, agilizar e impactar positivamente a forma como este
recebe a mensagem através de seu emissor.
Muitos fatores impactam a vida de pessoas no atendimento ao
ciente, as experiências ruins podem perpetuar a má reputação de
uma corporação, mas um bom atendimento atrai e encanta, facili-
tando relacionamentos e auxiliando todo e qualquer empreendi-
mento.
Todo tipo de interação deve ser pensada e devidamente estu-
dada, antes mesmo de iniciar um primeiro contato com o público,
pois pequenos detalhes fazem a diferença, desde a forma como o
colaborador se porta, sua aparência física, sua dicção e comunica-
ção não-verbal até a sua atenção e cortesia, a objetividade de sua
mensagem e a empatia para com o outro.
Comunicabilidade
Comunicamos mensagens todos os dias, a todo momento aos
que estão ao redor. Seja através das expressões faciais, dos gestos,
de palavras ou de sons. Estas mensagens podem ser emitidas e
transmitidas de maneira intencional ou não-intencional, pois é algo
que realizamos naturalmente todos os dias. Pense da seguinte for-
ma: se alguém está de testa franzida e sobrancelhas arqueadas, de
expressão séria e áspera, a mensagem que o indivíduo transmite,
ainda que de forma não verbal, assemelha-se às emoções as quais
correlacionamos àquela expressão facial, raiva, tristeza, preocupa-
ção, entre outras do mesmo gênero. Por outro lado, estamos o tem-
po todo expressando e comunicando mensagens verbais àqueles
com quem convivemos de forma natural e cotidiana.
A comunicabilidade, porém, diz respeito a uma qualidade co-
municável, à facilidade de se expressar e transmitir uma mensagem
clara, a fim de que o receptor dela a compreenda. Pode ser entendi-
do como uma otimização do ato de comunicar em que a mensagem
em questão é realizada de maneira eficaz, correta e rápida.
A forma como as palavras são dispostas em uma frase, a ento-
nação usada, a dicção, a pronúncia das palavras e até o pouco co-
nhecimento de um idioma podem prejudicar a formulação de uma
mensagem, que dirá a compreensão desta uma vez que é comuni-
cada ao público. Um claro exemplo disto é a comunicação entre um
falante básico ou intermediário de espanhol ou inglês em relação à
um falante nativo; é provável que o primeiro vá encontrar dificulda-
de de se comunicar com o segundo não apenas por não dominar a
língua, mas por não saber como transmitir a mensagem adequada-
mente. O mesmo acontece com o próprio português quando não
usado de maneira adequada.
Seja na comunicação oral (fala), na comunicação escrita (tex-
tos, e-mails, chats) ou em termos de comunicação acessível (comu-
nicação adequada para surdos, mudos, deficientes etc), a efetiva
comunicabilidade de uma mensagem estabelece laços com o públi-
co, o qual se importa com transparência e veracidade das informa-
ções, bem como a clareza e concisão do que recebe.
Apresentação
Antes mesmo de apresentar-se diante do público, o indivíduo
deve se preparar. Uma presença marcante pode ter impactos ex-
tremamente positivos na comunicação com possíveis clientes e
colaboradores. A postura física, um corpo ereto, diz muito sobre
sua própria autoestima e confiança, o que influencia diretamente
na imagem da empresa a qual você representa. Uma boa aparên-
cia, um bom vestuário, adequado ao tipo de público e à empresa
em que se trabalha, bem como boa higiene pessoal (cuidados com
cabelos, barba, maquiagem, unhas, hálito etc) são imprescindíveis
para causar uma boa primeira impressão.
O nome próprio, as credenciais e demais informações passadas
pelo público são importantes, mas não passam de meras formalida-
des se não acompanhadas de cortesia, empatia e interesse mútuo.
Aprender o nome do outro, sorrir, ser simpático e cordial durante
uma apresentação entusiasmada é valoroso e pode conquistar o
público antes mesmo da mensagem principal ser veiculada, o que
diz muito sobre a percepção humana sobre o outro. Tratar as pes-
soas com respeito é básico, mas pode se fazer necessário adequar
à sua linguagem para não confundir ou gerar mal entendidos que
possam ser confundidos com ofensas ou depreciações; dependen-
do do ambiente, gírias e expressões mais informais não cabem, em
outros, porém, um linguajar mais informal aproxima o indivíduo de
seu público.
De todo modo, apresentar-se tem a ver com mais do que ape-
nas o “olá” inicial. Vai além do aperto de mão, que deve ser firme e
confiante. Vai além do sorriso e de uma boa aparência. Diz respeito
a importar-se com o outro a ponto de ser sua melhor versão e es-
tar em seu melhor estado. Um outro fator de extrema importância
é a pontualidade, ao chegar com antecedência, você se apresenta
como um indivíduo comprometido e sério que se importa com o
tempo disponibilizado pelo outro para ouvi-lo.
Atenção
Ser atento está ligado a ter olhos para os detalhes e ter ouvidos
abertos para o outro. Prestar atenção no que o outro diz, oferecer
ajuda, observar a forma como o público se comunica ou reage dian-
te do que você propõe é primordial para estabelecer relação e até
relacionamento com ele. Um atendente sempre fica em evidencia e
os olhos ou ouvidos se voltam para ele quase que completamente
durante seu trabalho. Sendo assim, olhar nos olhos e demonstrar
interesse no público, colocando-se em seu lugar e fazendo com que
ele perceba que ele está sendo compreendido, são técnicas que
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
76
ajudam o próprio colaborador ou atendente a identificar o que seu
público espera, deseja, sente e se ele está ou não aberto ao que se
está comunicando.
Uma boa comunicação é feita quando emissor e receptor da
mensagem invertem papéis em diversos momentos, tomando um
o lugar do outro diante da prática comunicativa. No entanto, duran-
te o atendimento ao público, é possível que uma parte seja muito
mais ativa que a outra neste processo. É, porém dever do atendente
mediar esta situação e tomar posição de falante ativo, quando ne-
cessário, mas recuando para ser um bom ouvinte das necessidades
do cliente, em outros momentos, a fim de ser um bom solucionador
de problemas. Estar atento ao andamento da conversa é de suma
importância.
Cortesia
A cortesia é um atributo de todo homem ou mulher civiliza-
do. E quanto ao termo civilizado, este não se propõe aqui como
um contraponto ao selvagem, pois até mesmo animais selvagens
sabem agir de forma cortês, mas sim à ideia da educação não es-
colar, ligada aos bons modos e à forma de se portar. A polidez no
trato, nas palavras e na maneira de pronunciar palavras e opiniões,
a amabilidade e a compreensão são adjetivos que qualificam um
excelente profissional.
Atender o público não é fácil; ouvem-se mil e uma histórias de
clientes rudes, grosseiros e hostis que fazem funcionários saírem
chorando diante de tamanha grosseria ou até chorando por conta
da pressão que pode existir neste trabalho. Deve-se, porém, ter em
mente que ainda que o outro lado, o lado do público, não se porte
de uma maneira adequada, o colaborador reflete a imagem da em-
presa e é responsável por parte de sua credibilidade. Ao ser cortês,
prestativo, educado e gentil, o indivíduo se coloca em uma posição
sublime que transpassa confiança capaz de rebater e constranger
emissores de grosserias e rudezas. Gentiliza gera gentileza.
Interesse
Atrelado à atenção, o interesse é expresso durante a comuni-
cação com o público. Um dos elementos cruciais a se atentar em
questão de interesse são as expressões faciais, elas demonstram
nossas emoções internas de modo involuntário e podem denunciar
uma atitude falsa ou errônea. Enquanto suas palavras dizem “claro,
você está certo, isto é super importante”, uma expressão facial ou
postura que claramenteindicam descaso e desinteresse podem de-
nunciá-lo e colocar em jogo a confiabilidade da empresa, deixando
o cliente inseguro diante de suas necessidades, fazendo inclusive
com que ele se questione sobre a importância do que fala ou so-
bre o interesse da empresa diante de seu problema, contestação ou
descontentamento.
O interesse demonstrado pelo cliente não deve vir apenas
quando a empresa ou os colaboradores são cobertos de elogios,
mas em momentos de críticas também. As críticas e reclamações
são importantes para a evolução da empresa como um todo. De-
monstrar verdadeiro interesse e de fato atentar-se ao público é um
desafio que vale a pena. Não basta conhecer um produto ou um
serviço para realizar um bom atendimento, mas demonstrar inte-
resse no que seu público precisa e deseja.
Presteza
Ser proativo e prestativo ao realizar um serviço, ainda mais
quando se trata de seres humanos, é uma qualidade louvável. Tem-
pos de espera muito longos em salas de bate-papo, chats, telefone-
mas ou mesmo pessoalmente podem cansar o cliente e passar uma
má impressão de descaso. Servir café, chá, água, indicar e oferecer
comodidades dos espaços disponíveis, como banheiros, lavadou-
ros, cantinas, entre outros, podem fazer com que o cliente se sinta à
vontade e veja a forma ativa como o atendente se preta à atende-lo.
Eficiência
Trabalhar com eficiência significa ser capaz, competente, pro-
dutivo e conseguir bons resultados ou rendimentos de acordo com
o esperado, possivelmente ultrapassando as expectativas. Para ex-
ceder no atendimento ao público é necessário ser eficiente, ser prá-
tico na hora de comunicar e transmitir as informações, mas paciente
o suficiente a ponto de deixar o público confortável e tranquilo, sa-
bendo que está em boas mãos e pode se expressar honestamente.
A capacidade de atender e satisfazer muitos clientes é também
uma qualidade de quem trabalha com eficiência. Realizar uma ta-
refa com o menor número de recursos possíveis no menor inter-
valo de tempo, com o menor índice de investimento ou dinheiro é
eficiência ao máximo. Nem sempre é possível ticar todas as caixas
e ser cem por cento eficiente, isso por causa da inexperiência do
profissional ou porque cada caso é único e complexo e o público
vai se modificando, entretanto, quando se combina, conhecimento,
preparo e experiências as chances de se realizar um atendimento
eficiente e ágil são muito maiores.
Tolerância
A capacidade de tolerância de um atendente irá dizer muito a
respeito de sua profissionalidade e sua aptidão em exercer a função
a que foi designado. Nem sempre é fácil lidar com outras pessoas,
opiniões diferentes, insatisfações, problemas pessoais, tempera-
mento, entre outros aspectos perfeitamente naturais e humanos
do cotidiano podem interferir na forma como as pessoas se comuni-
cam e expressam suas necessidades. Ter em mente que as diferen-
ças não são impedimentos para realizar uma comunicação efetiva é
o primeiro passo para se tornar um ser humano e um profissional
tolerante e respeitoso.
Ainda que seja difícil se controlar diante de uma afirmação
equivocada por parte do cliente, deve-se ter em mente que para
ele esta pode ser a verdade e que não se deve perder a paciên-
cia, muito menos agir de forma grosseira ao corrigi-lo ou indicar
outras opções e alternativas, mas aceitar a realidade. Em muitas
empresas, adota-se o lema “eu entendo” entre os atendentes como
um exercício de empatia no atendimento, pois muitas vezes não é
possível compreender muito bem o cliente, mas é possível agir com
tolerância e aceitar o que o outro diz em prol da paz, evitando con-
flitos desnecessários onde eles se veem iminentes.
Discrição
Diante das informações trocadas ali entre cliente e atendente,
deve haver respeito. Por vezes, não se deve expor todos os proce-
dimentos da empresa ao cliente, pois existem processos que são
sigilosos, restritos aos funcionários e aos colaboradores. Do lado
do público, por sua vez, também existem informações e dados dos
clientes que devem ser sigilados ou resguardados, estabelecendo
uma relação de confiança entre empresa e cliente, sendo o aten-
dente o mediador desta relação.
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Realce
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
77
Conduta
Conduta se refere ao modo de agir, ao comportamento de um
indivíduo. A maneira como o ser humano se porta, vive e age no tra-
balho deve ser adequada às normas, valores e ideias da empresa.
Se uma empresa espera que seus funcionários sejam pontuais e o
funcionário se atrasa para o trabalho todos os dias, sua conduta não
está adequada ao que a empresa espera dele.
A conduta de um colaborador, de um atendente, age como o
espelho da própria empresa, pois ele carrega a imagem física real
de uma marca, um nome ou um serviço, estes não possuem um
rosto, nem emoções, nem comportamentos, mas o funcionário sim
e por isso ele representa a instituição em que trabalha. O cliente
pode não fazer distinção entre uma má postura de um único funcio-
nário e de toda a empresa, o que pode manchar a sua reputação e
fazer com que ela perca clientes diante da sua falta de credibilidade,
tudo isso pois seu colaborador não se portou adequadamente, não
agiu de maneira correta, com boas intenções, com ética e de forma
respeitosa.
Objetividade
Para a comunicação entre duas partes ser feita de forma efetiva
é preciso que ela seja clara e objetiva. Objetividade diz respeito a
comunicar de tal modo que se atinja um alvo, sem rodeios. Esta é
uma característica que deve estar presente durante o atendimento
ao cliente pois guia a comunicação em direção a um objetivo.
Pense em um cliente que tem alguma insatisfação em relação
à um produto vendido por uma empresa. Este cliente, ao ligar para
um SAC (serviço de atendimento ao cliente), por exemplo, deseja
expressar a sua insatisfação à empresa não para desabafar seu des-
contentamento de forma gratuita, mas a fim de a empresa possa
intervir, compreendendo sua função como solucionadora de pro-
blemas, tendo em mente a necessidade de manter laços entre a
empresa e o consumidor em prol de suas vendas, de sua reputação
e seu sucesso.
Neste exemplo, o atendente, por sua vez, deve ter objetividade
enquanto comunica ao público as opções existentes e a disposição
da empresa a qual representa em solucionar a questão, de modo
que não restem dúvidas por parte do cliente, sem deixar nenhuma
mensagem ambígua, o que pode gerar um grande mal-entendido,
prejudicial para todas as partes. Quantas vezes não ouvimos falar
de informações erradas ou mal expressadas por parte de atenden-
tes que prejudicaram empresas inteiras? Este tipo de ocorrência
não deve acontecer de forma alguma, pois coloca em risco todo um
grupo de profissionais.
— Atendimento ao público interno e externo, pessoalmente
ou através do telefone
Acompanhamos hoje, o crescimento do consumismo e da
tecnologia e a exigência do consumidor por qualidade, tanto do
produto como do atendimento. Com a diversidade de marcas e a
disputa acirrada por clientes as organizações investem em qualidade
de atendimento, na estrutura da empresa e em treinamento de
funcionários, capacitando-os para que estes possam contribuir com
a evolução da instituição no mercado de trabalho.
Algumas empresas de grande e pequeno porte apostam no
atendimento como diferencial entre suas concorrentes. Usam
ainda, os princípios do setor de recursos humanos (RH) para auxiliar
na preparação e qualificação de seus funcionários dando a eles, a
oportunidade de se capacitar e de crescer na organização. O RH
acredita que se houver preparação de seus colaborados, tanto
internos como externos haverá um bom retorno. Segundo Battestin
(2013), “investir em programas de capacitação resulta na melhor
entrega dos colaboradores e provê aos funcionários preparação
profissional que supra as necessidades estratégicas da organização,
fortalecendo a marca, sedimentando a Missão, alcançando a Visão.”
O atendimento interno é importante e seTambém podem ser utilizadas na linguística, representando
morfemas.
Ex.: O radical da palavra menino é {menin-}.
2 https://bit.ly/2RongbC.
LÍNGUA PORTUGUESA
11
— Asterisco
Sinal (*) utilizado após ou sobre uma palavra, com a intenção de se fazer um comentário ou citação a respeito do termo, ou uma ex-
plicação sobre o trecho (neste caso o asterisco se põe no fim do período).
Emprega-se ainda um ou mais asteriscos depois de uma inicial, indicando uma pessoa cujo nome não se quer ou não se pode declinar:
o Dr.*, B.**, L.***
— Barra
Aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.
CLASSES DE PALAVRAS: PRONOMES - CLASSIFICAÇÃO, EMPREGO E COLOCAÇÃO PRONOMINAL (PRÓCLISE, ÊNCLISE
E MESÓCLISE); VERBOS - EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS, FLEXÕES DOS VERBOS IRREGULARES, ABUNDANTES E
DEFECTIVOS, E VOZES VERBAIS; PREPOSIÇÕES - RELAÇÕES SEMÂNTICAS ESTABELECIDAS PELAS PREPOSIÇÕES E LO-
CUÇÕES PREPOSITIVAS; CONJUNÇÕES - CLASSIFICAÇÃO, RELAÇÕES ESTABELECIDAS POR CONJUNÇÕES, LOCUÇÕES
CONJUNTIVAS; SUBSTANTIVOS - CLASSIFICAÇÃO E FLEXÕES; ADJETIVOS - CLASSIFICAÇÃO E FLEXÕES.
Para entender sobre a estrutura das funções sintáticas, é preciso conhecer as classes de palavras, também conhecidas por classes
morfológicas. A gramática tradicional pressupõe 10 classes gramaticais de palavras, sendo elas: adjetivo, advérbio, artigo, conjunção, in-
terjeição, numeral, pronome, preposição, substantivo e verbo.
Veja, a seguir, as características principais de cada uma delas.
CLASSE CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
ADJETIVO Expressar características, qualidades ou estado dos seres
Sofre variação em número, gênero e grau
Menina inteligente...
Roupa azul-marinho...
Brincadeira de criança...
Povo brasileiro...
ADVÉRBIO Indica circunstância em que ocorre o fato verbal
Não sofre variação
A ajuda chegou tarde.
A mulher trabalha muito.
Ele dirigia mal.
ARTIGO Determina os substantivos (de modo definido ou indefinido)
Varia em gênero e número
A galinha botou um ovo.
Uma menina deixou a mochila no ônibus.
CONJUNÇÃO Liga ideias e sentenças (conhecida também como conectivos)
Não sofre variação
Não gosto de refrigerante nem de pizza.
Eu vou para a praia ou para a cachoeira?
INTERJEIÇÃO Exprime reações emotivas e sentimentos
Não sofre variação
Ah! Que calor...
Escapei por pouco, ufa!
NUMERAL Atribui quantidade e indica posição em alguma sequência
Varia em gênero e número
Gostei muito do primeiro dia de aula.
Três é a metade de seis.
PRONOME Acompanha, substitui ou faz referência ao substantivo
Varia em gênero e número
Posso ajudar, senhora?
Ela me ajudou muito com o meu trabalho.
Esta é a casa onde eu moro.
Que dia é hoje?
PREPOSIÇÃO Relaciona dois termos de uma mesma oração
Não sofre variação
Espero por você essa noite.
Lucas gosta de tocar violão.
SUBSTANTIVO Nomeia objetos, pessoas, animais, alimentos, lugares etc.
Flexionam em gênero, número e grau.
A menina jogou sua boneca no rio.
A matilha tinha muita coragem.
VERBO
Indica ação, estado ou fenômenos da natureza
Sofre variação de acordo com suas flexões de modo, tempo,
número, pessoa e voz.
Verbos não significativos são chamados verbos de ligação
Ana se exercita pela manhã.
Todos parecem meio bobos.
Chove muito em Manaus.
A cidade é muito bonita quando vista do
alto.
Substantivo
Tipos de substantivos
Os substantivos podem ter diferentes classificações, de acordo com os conceitos apresentados abaixo:
• Comum: usado para nomear seres e objetos generalizados. Ex: mulher; gato; cidade...
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Realce
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Realce
55759
Realce
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Realce
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Realce
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Realce
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Realce
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Realce
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Realce
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LÍNGUA PORTUGUESA
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• Próprio: geralmente escrito com letra maiúscula, serve para
especificar e particularizar. Ex: Maria; Garfield; Belo Horizonte...
• Coletivo: é um nome no singular que expressa ideia de plural,
para designar grupos e conjuntos de seres ou objetos de uma mes-
ma espécie. Ex: matilha; enxame; cardume...
• Concreto: nomeia algo que existe de modo independente de
outro ser (objetos, pessoas, animais, lugares etc.). Ex: menina; ca-
chorro; praça...
• Abstrato: depende de um ser concreto para existir, designan-
do sentimentos, estados, qualidades, ações etc. Ex: saudade; sede;
imaginação...
• Primitivo: substantivo que dá origem a outras palavras. Ex:
livro; água; noite...
• Derivado: formado a partir de outra(s) palavra(s). Ex: pedrei-
ro; livraria; noturno...
• Simples: nomes formados por apenas uma palavra (um radi-
cal). Ex: casa; pessoa; cheiro...
• Composto: nomes formados por mais de uma palavra (mais
de um radical). Ex: passatempo; guarda-roupa; girassol...
Flexão de gênero
Na língua portuguesa, todo substantivo é flexionado em um
dos dois gêneros possíveis: feminino e masculino.
O substantivo biforme é aquele que flexiona entre masculino
e feminino, mudando a desinência de gênero, isto é, geralmente
o final da palavra sendo -o ou -a, respectivamente (Ex: menino /
menina). Há, ainda, os que se diferenciam por meio da pronúncia /
acentuação (Ex: avô / avó), e aqueles em que há ausência ou pre-
sença de desinência (Ex: irmão / irmã; cantor / cantora).
O substantivo uniforme é aquele que possui apenas uma for-
ma, independente do gênero, podendo ser diferenciados quanto
ao gênero a partir da flexão de gênero no artigo ou adjetivo que o
acompanha (Ex: a cadeira / o poste). Pode ser classificado em epi-
ceno (refere-se aos animais), sobrecomum (refere-se a pessoas) e
comum de dois gêneros (identificado por meio do artigo).
É preciso ficar atento à mudança semântica que ocorre com
alguns substantivos quando usados no masculino ou no feminino,
trazendo alguma especificidade em relação a ele. No exemplo o fru-
to X a fruta temos significados diferentes: o primeiro diz respeito ao
órgão que protege a semente dos alimentos, enquanto o segundo é
o termo popular para um tipo específico de fruto.
Flexão de número
No português, é possível que o substantivo esteja no singu-
lar, usado para designar apenas uma única coisa, pessoa, lugar
(Ex: bola; escada; casa) ou no plural, usado para designar maiores
quantidades (Ex: bolas; escadas; casas) — sendo este último repre-
sentado, geralmente, com o acréscimo da letra S ao final da palavra.
Há, também, casos em que o substantivo não se altera, de
modo que o plural ou singular devem estar marcados a partir do
contexto, pelo uso do artigo adequado (Ex: o lápis / os lápis).
Variação de grau
Usada para marcar diferença na grandeza de um determinado
substantivo, a variação de grau pode ser classificada em aumenta-
tivo e diminutivo.
Quando acompanhados de um substantivo que indica grandeza
ou pequenez, é considerado analítico (Ex: menino grande / menino
pequeno).
Quando acrescentados sufixos indicadores de aumento ou di-
minuição, é considerado sintético (Ex: meninão / menininho).
Novo Acordo Ortográfico
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portugue-
sa, as letras maiúsculas devem ser usadas em nomes próprios de
pessoas, lugares (cidades, estados, países, rios), animais, acidentes
geográficos, instituições, entidades, nomes astronômicos, de festas
e festividades, em títulos de periódicos e em siglas, símbolos ou
abreviaturas.
Já as letras minúsculas podem ser usadas em dias de semana,
meses, estações do ano e em pontos cardeais.
Existem, ainda, casos em que o uso de maiúscula ou minúscula
é facultativo, como em título de livros, nomes de áreas do saber,
disciplinas e matérias, palavras ligadas a alguma religião e em pala-
vras de categorização.
Adjetivo
Os adjetivos podem ser simples (vermelho) ou compostos (mal-
-educado); primitivos (alegre) ou derivadostorna eficaz por sua
excelência em qualidade ao atender seus colaboradores, estes por
sua vez, se sentem parte da empresa, sentem-se peça fundamental
para o bom andamento dos exercícios da organização ao qual fazem
parte. São estes que vão fazer o marketing da empresa crescer
ou não, mas para que isto aconteça é preciso ter um setor de RH
bem preparado e com ótimo atendimento aos funcionários, para
saber conversar e deixar o colaborador à vontade para discutir
suas opiniões e fazer seus questionamentos. Caso contrário, se não
houver uma relação boa entre o RH e colaborador haverá influência
na forma que ele irá atender o cliente externo, que provavelmente
não será positivo, pois a sua motivação estará abalada por falta de
qualidade de atendimento interno.
Com o crescimento do consumismo e a existência de várias
marcas, o cliente externo procura não somente por qualidade do
produto e bom preço, há uma grande procura por bom atendimento,
pois é este atendimento que indicará se o cliente dará preferência
ou não. Entretanto se sabe também que, além disso, o cliente quer
alguém que possa tirar suas dúvidas e auxiliar numa boa compra.
Qualidade no atendimento interno
Para uma empresa se destacar, nos dias atuais, a qualidade
no atendimento é fundamental, é uma obrigação de qualquer
empresa oferecer serviços de qualidade. O atendimento de
qualidade começa com o atendimento interno, deve-se oferecer
um atendimento profissional ao se passar uma informação ao
outro setor da empresa deve-se transmitir de forma completa, pois
sabemos atender bem nossos clientes internos teremos um serviço
ágil, se o funcionário for ao trabalho de bom humor e motivado,
melhorando o clima de trabalho no setor onde ele atua, poderá
transmitir uma boa imagem ao atender os consumidores.
Se não houver qualidade no atendimento interno, dificilmente
haverá qualidade para o cliente externo, pois uma empresa é
constituída de ciclos de serviços. O serviço que o cliente externo
recebe é o reflexo dos ciclos de serviços praticados internamente,
se algum ato do ciclo de serviços falharem o sistema todo também
será afetado, e com isso, prejudicará a venda final. (COLUNISTA,
2013, p.s/n)
Todo profissional deve considerar o colega de trabalho como
um cliente. Lembre-se que, quem promove um profissional não é
somente o gerente ou a diretoria, mas os colegas de trabalho que
ficam satisfeitos com o atendimento recebido por ele. Os clientes
internos são todos aqueles que fazem parte do nosso dia a dia
dentro do ambiente de trabalho como o diretor da empresa, o
gerente, a recepcionista dentre outros, ou seja, o cliente interno
pode ser aquele ao qual prestamos serviços com produtos e mão de
obra dentro da própria instituição. Todos os clientes são importantes
dentro ou fora de uma corporação independentemente se ele é
externo ou interno, por isso, cabe à empresa tratá-lo da melhor
forma possível e criar métodos de qualidade que faça com que
o mesmo esteja por dentro das atividades empresariais, seja na
compra de produtos ou prestações de serviços.
Por tanto oferecer um atendimento aos seus clientes internos
pelo profissionalismo e cortesia, sempre comprometidos com
a qualidade das tarefas é essencial. Ter paciência, trabalhar em
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
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equipe, e falar de forma clara, trará facilidade na conquista de
clientes externos, pois qualidade no serviço e atendimento interno
são responsabilidades de todos.
Qualidade no atendimento externo
Atualmente, o mundo tem passado por diversas mudanças
na economia e na sociedade e no crescimento populacional. E
aparte de então veio mudando o mercado, tornando-o assim mais
competitivo.
Diante deste desenvolvimento, as empresas resolveram investir
em qualidade de atendimento aos clientes. Fazendo com que a
qualidade dos produtos e serviços se torne capazes de satisfazer as
necessidades dos clientes.
A forma como se atende um cliente dirá se voltará ou não a
empresa, sendo assim, os empreendedores buscam por funcionários
que saibam lidar com as pessoas de maneira satisfatória e que
mantenha foco continuo no cliente e torná-lo fiel a organização.
As empresas buscam qualidade no atendimento ao cliente
externo, oferecendo assim um bom atendimento, produtos de
qualidade que atraiam e chamem atenção para conquistar um
público alvo. Nos dias de hoje há muita competitividade de mercado,
com isso as empresas investem em profissionais capacitados para
melhor se destacar no mercado, trazendo assim mais vantagens
para a empresa.
Com a competitividade no mercado de trabalho as empresas
resolveram fazer um programa de treinamento para os funcionários,
trazendo assim mais aprendizado e aperfeiçoamento, com isso
trazendo assim mais competitividade de mercado para as empresas
e melhorias na qualidade de atendimento ao cliente tanto interno
como o externo.
– Atenção;
– Ser tratado como indivíduo;
– Solução;
– Agilidade no atendimento;
– Compromisso;
– Precisão;
– Conhecer o produto ou serviço da empresa.
O cliente é a pessoa mais importante para os negócios
da empresa, sendo assim a maneira que o profissional faz o
atendimento é que vai cativar ou não, fazendo com que esse cliente
se torne fiel e ativo para empresa.
Atendimento através do telefone
O atendimento telefônico requer mais concentração do que
uma conversa ao vivo, por isso:
– Seja cordial. Pergunte o nome da pessoa: “Quem quer
falar, por favor?”. Nunca diga: “Quem fala?”, “Quem é?”, “Quem
gostaria?”.
– Procure ter à mão tudo o que você precisa, como caneta,
papel e relação de ramais.
– Anote todos os recados e encaminhe-os à pessoa que precisa
recebê-los.
– Ao falar pelo telefone, esqueça seus problemas pessoais. Sua
voz deve soar calma e agradável.
– Peça para a pessoa repetir ou falar um pouco mais alto caso
necessário.
– O telefone da instituição deve ser usado apenas para assuntos
de cunho profissional e não pessoal.
– Evite deixar a pessoa esperando na linha.
– Não atenda ao telefone olhando o computador, pois essa
atitude prejudica o bom atendimento.
– Se necessário, explique novamente, de outra maneira, até
que a pessoa entenda a mensagem.
– Se outro ramal tocar na mesma sala e o responsável não
estiver presente, atenda. Informe que a pessoa procurada não
está em sua mesa no momento e pergunte quem está ligando e se
deseja deixar um contato/recado. Anote e repasse ao colega.
– Ao receber recado de que alguém lhe procurou durante uma
ausência, não deixe de retornar a ligação.
Recebimento, orientação e encaminhamento das pessoas ao
setor específico
Um bom atendimento ao cliente vai muito além de ser bem-
educado. Assim como ser honesto, tratar bem os clientes não é um
diferencial, mas sim uma obrigação de qualquer pessoa que quer
fazer de sua empresa um sucesso. E não se engane: a captação de
novos clientes tem tudo a ver com o bom atendimento que sua
empresa presta hoje.
Muitas vezes, entendemos tudo sobre o produto ou serviço que
oferecemos, sobre suas vantagens e benefícios, mas nos sentimos
travados na hora de solucionar um problema, enfrentar objeções ou
até mesmo estruturar um processo para um atendimento incrível.
Pensando nisso, reunimos aqui os 6 princípios do bom
atendimento ao cliente. Depois, sugiro fortemente que você
também confira nosso outro post com 7 dicas avançadas sobre
Atendimento ao Cliente.
1 – Entenda seu cliente
Não há como atendermos um cliente se não soubermos o que
ele busca. Por isso, é importante que, em cada atendimento, sua
equipe esteja consciente das motivações que levaram o cliente a
entrar em contato. Faça perguntas, investigue, se coloque no lugar
do cliente. Isto ajudará a resolver os problemas com mais rapidez e
eficiência. Realize pesquisas periódicas que ajudem a revelar o que
leva seu cliente a buscar sua empresa.
Exemplo prático:
No nosso software de controle financeiro,(tristonho). Eles podem
flexionar entre o feminino (estudiosa) e o masculino (engraçado), e
o singular (bonito) e o plural (bonitos).
Há, também, os adjetivos pátrios ou gentílicos, sendo aqueles
que indicam o local de origem de uma pessoa, ou seja, sua naciona-
lidade (brasileiro; mineiro).
É possível, ainda, que existam locuções adjetivas, isto é, conjun-
to de duas ou mais palavras usadas para caracterizar o substantivo.
São formadas, em sua maioria, pela preposição DE + substantivo:
• de criança = infantil
• de mãe = maternal
• de cabelo = capilar
Variação de grau
Os adjetivos podem se encontrar em grau normal (sem ênfa-
ses), ou com intensidade, classificando-se entre comparativo e su-
perlativo.
• Normal: A Bruna é inteligente.
• Comparativo de superioridade: A Bruna é mais inteligente
que o Lucas.
• Comparativo de inferioridade: O Gustavo é menos inteligente
que a Bruna.
• Comparativo de igualdade: A Bruna é tão inteligente quanto
a Maria.
• Superlativo relativo de superioridade: A Bruna é a mais inte-
ligente da turma.
• Superlativo relativo de inferioridade: O Gustavo é o menos
inteligente da turma.
• Superlativo absoluto analítico: A Bruna é muito inteligente.
• Superlativo absoluto sintético: A Bruna é inteligentíssima.
Adjetivos de relação
São chamados adjetivos de relação aqueles que não podem so-
frer variação de grau, uma vez que possui valor semântico objetivo,
isto é, não depende de uma impressão pessoal (subjetiva). Além
disso, eles aparecem após o substantivo, sendo formados por sufi-
xação de um substantivo (Ex: vinho do Chile = vinho chileno).
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Advérbio
Os advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Eles se classificam de acordo com a tabela
abaixo:
CLASSIFICAÇÃO ADVÉRBIOS LOCUÇÕES ADVERBIAIS
DE MODO bem; mal; assim; melhor; depressa ao contrário; em detalhes
DE TEMPO ontem; sempre; afinal; já; agora; doravante; primei-
ramente
logo mais; em breve; mais tarde, nunca mais, de
noite
DE LUGAR aqui; acima; embaixo; longe; fora; embaixo; ali Ao redor de; em frente a; à esquerda; por perto
DE INTENSIDADE muito; tão; demasiado; imenso; tanto; nada em excesso; de todos; muito menos
DE AFIRMAÇÃO sim, indubitavelmente; certo; decerto; deveras com certeza; de fato; sem dúvidas
DE NEGAÇÃO não; nunca; jamais; tampouco; nem nunca mais; de modo algum; de jeito nenhum
DE DÚVIDA Possivelmente; acaso; será; talvez; quiçá Quem sabe
Advérbios interrogativos
São os advérbios ou locuções adverbiais utilizadas para introduzir perguntas, podendo expressar circunstâncias de:
• Lugar: onde, aonde, de onde
• Tempo: quando
• Modo: como
• Causa: por que, por quê
Grau do advérbio
Os advérbios podem ser comparativos ou superlativos.
• Comparativo de igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto
• Comparativo de superioridade: mais + advérbio + (do) que
• Comparativo de inferioridade: menos + advérbio + (do) que
• Superlativo analítico: muito cedo
• Superlativo sintético: cedíssimo
Curiosidades
Na linguagem coloquial, algumas variações do superlativo são aceitas, como o diminutivo (cedinho), o aumentativo (cedão) e o uso
de alguns prefixos (supercedo).
Existem advérbios que exprimem ideia de exclusão (somente; salvo; exclusivamente; apenas), inclusão (também; ainda; mesmo) e
ordem (ultimamente; depois; primeiramente).
Alguns advérbios, além de algumas preposições, aparecem sendo usados como uma palavra denotativa, acrescentando um sentido
próprio ao enunciado, podendo ser elas de inclusão (até, mesmo, inclusive); de exclusão (apenas, senão, salvo); de designação (eis); de
realce (cá, lá, só, é que); de retificação (aliás, ou melhor, isto é) e de situação (afinal, agora, então, e aí).
Pronomes
Os pronomes são palavras que fazem referência aos nomes, isto é, aos substantivos. Assim, dependendo de sua função no enunciado,
ele pode ser classificado da seguinte maneira:
• Pronomes pessoais: indicam as 3 pessoas do discurso, e podem ser retos (eu, tu, ele...) ou oblíquos (mim, me, te, nos, si...).
• Pronomes possessivos: indicam posse (meu, minha, sua, teu, nossos...)
• Pronomes demonstrativos: indicam localização de seres no tempo ou no espaço. (este, isso, essa, aquela, aquilo...)
• Pronomes interrogativos: auxiliam na formação de questionamentos (qual, quem, onde, quando, que, quantas...)
• Pronomes relativos: retomam o substantivo, substituindo-o na oração seguinte (que, quem, onde, cujo, o qual...)
• Pronomes indefinidos: substituem o substantivo de maneira imprecisa (alguma, nenhum, certa, vários, qualquer...)
• Pronomes de tratamento: empregados, geralmente, em situações formais (senhor, Vossa Majestade, Vossa Excelência, você...)
Colocação pronominal
Diz respeito ao conjunto de regras que indicam a posição do pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe, lhes, o, a, os, as, lo, la,
no, na...) em relação ao verbo, podendo haver próclise (antes do verbo), ênclise (depois do verbo) ou mesóclise (no meio do verbo).
Veja, então, quais as principais situações para cada um deles:
• Próclise: expressões negativas; conjunções subordinativas; advérbios sem vírgula; pronomes indefinidos, relativos ou demonstrati-
vos; frases exclamativas ou que exprimem desejo; verbos no gerúndio antecedidos por “em”.
Nada me faria mais feliz.
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• Ênclise: verbo no imperativo afirmativo; verbo no início da frase (não estando no futuro e nem no pretérito); verbo no gerúndio não
acompanhado por “em”; verbo no infinitivo pessoal.
Inscreveu-se no concurso para tentar realizar um sonho.
• Mesóclise: verbo no futuro iniciando uma oração.
Orgulhar-me-ei de meus alunos.
DICA: o pronome não deve aparecer no início de frases ou orações, nem após ponto-e-vírgula.
Verbos
Os verbos podem ser flexionados em três tempos: pretérito (passado), presente e futuro, de maneira que o pretérito e o futuro pos-
suem subdivisões.
Eles também se dividem em três flexões de modo: indicativo (certeza sobre o que é passado), subjuntivo (incerteza sobre o que é
passado) e imperativo (expressar ordem, pedido, comando).
• Tempos simples do modo indicativo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do pre-
sente, futuro do pretérito.
• Tempos simples do modo subjuntivo: presente, pretérito imperfeito, futuro.
Os tempos verbais compostos são formados por um verbo auxiliar e um verbo principal, de modo que o verbo auxiliar sofre flexão em
tempo e pessoa, e o verbo principal permanece no particípio. Os verbos auxiliares mais utilizados são “ter” e “haver”.
• Tempos compostos do modo indicativo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
• Tempos compostos do modo subjuntivo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro.
As formas nominais do verbo são o infinitivo (dar, fazerem,aprender), o particípio (dado, feito, aprendido) e o gerúndio (dando, fa-
zendo, aprendendo). Eles podem ter função de verbo ou função de nome, atuando como substantivo (infinitivo), adjetivo (particípio) ou
advérbio (gerúndio).
Tipos de verbos
Os verbos se classificam de acordo com a sua flexão verbal. Desse modo, os verbos se dividem em:
Regulares: possuem regras fixas para a flexão (cantar, amar, vender, abrir...)
• Irregulares: possuem alterações nos radicais e nas terminações quando conjugados (medir, fazer, poder, haver...)
• Anômalos: possuem diferentes radicais quando conjugados (ser, ir...)
• Defectivos: não são conjugados em todas as pessoas verbais (falir, banir, colorir, adequar...)
• Impessoais: não apresentam sujeitos, sendo conjugados sempre na 3ª pessoa do singular (chover, nevar, escurecer, anoitecer...)
• Unipessoais: apesar de apresentarem sujeitos, são sempre conjugados na 3ª pessoa do singular ou do plural (latir, miar, custar,
acontecer...)
• Abundantes: possuem duas formas no particípio, uma regular e outra irregular (aceitar = aceito, aceitado)
• Pronominais: verbos conjugados com pronomes oblíquos átonos, indicando ação reflexiva (suicidar-se, queixar-se, sentar-se, pente-
ar-se...)
• Auxiliares: usados em tempos compostos ou em locuções verbais (ser, estar, ter, haver, ir...)
• Principais: transmitem totalidade da ação verbal por si próprios (comer, dançar, nascer, morrer, sorrir...)
• De ligação: indicam um estado, ligando uma característica ao sujeito (ser, estar, parecer, ficar, continuar...)
Vozes verbais
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação, podendo ser três tipos diferentes:
• Voz ativa: sujeito é o agente da ação (Vi o pássaro)
• Voz passiva: sujeito sofre a ação (O pássaro foi visto)
• Voz reflexiva: sujeito pratica e sofre a ação (Vi-me no reflexo do lago)
Ao passar um discurso para a voz passiva, é comum utilizar a partícula apassivadora “se”, fazendo com o que o pronome seja equiva-
lente ao verbo “ser”.
Conjugação de verbos
Os tempos verbais são primitivos quando não derivam de outros tempos da língua portuguesa. Já os tempos verbais derivados são
aqueles que se originam a partir de verbos primitivos, de modo que suas conjugações seguem o mesmo padrão do verbo de origem.
• 1ª conjugação: verbos terminados em “-ar” (aproveitar, imaginar, jogar...)
• 2ª conjugação: verbos terminados em “-er” (beber, correr, erguer...)
• 3ª conjugação: verbos terminados em “-ir” (dormir, agir, ouvir...)
em portugês parei aqui
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LÍNGUA PORTUGUESA
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Confira os exemplos de conjugação apresentados abaixo:
Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-lutar
LÍNGUA PORTUGUESA
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Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-impor
LÍNGUA PORTUGUESA
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Preposições
As preposições são palavras invariáveis que servem para ligar dois termos da oração numa relação subordinada, e são divididas entre
essenciais (só funcionam como preposição) e acidentais (palavras de outras classes gramaticais que passam a funcionar como preposição
em determinadas sentenças).
Preposições essenciais: a, ante, após, de, com, em, contra, para, per, perante, por, até, desde, sobre, sobre, trás, sob, sem, entre.
Preposições acidentais: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.
Locuções prepositivas: abaixo de, afim de, além de, à custa de, defronte a, a par de, perto de, por causa de, em que pese a etc.
Ao conectar os termos das orações, as preposições estabelecem uma relação semântica entre eles, podendo passar ideia de:
• Causa: Morreu de câncer.
• Distância: Retorno a 3 quilômetros.
• Finalidade: A filha retornou para o enterro.
• Instrumento: Ele cortou a foto com uma tesoura.
• Modo: Os rebeldes eram colocados em fila.
• Lugar: O vírus veio de Portugal.
• Companhia: Ela saiu com a amiga.
• Posse: O carro de Maria é novo.
• Meio: Viajou de trem.
Combinações e contrações
Algumas preposições podem aparecer combinadas a outras palavras de duas maneiras: sem haver perda fonética (combinação) e
havendo perda fonética (contração).
• Combinação: ao, aos, aonde
• Contração: de, dum, desta, neste, nisso
Conjunção
As conjunções se subdividem de acordo com a relação estabelecida entre as ideias e as orações. Por ter esse papel importante de
conexão, é uma classe de palavras que merece destaque, pois reconhecer o sentido de cada conjunção ajuda na compreensão e interpre-
tação de textos, além de ser um grande diferencial no momento de redigir um texto.
Elas se dividem em duas opções: conjunções coordenativas e conjunções subordinativas.
Conjunções coordenativas
As orações coordenadas não apresentam dependência sintática entre si, servindo também para ligar termos que têm a mesma função
gramatical. As conjunções coordenativas se subdividem em cinco grupos:
• Aditivas: e, nem, bem como.
• Adversativas: mas, porém, contudo.
• Alternativas: ou, ora…ora, quer…quer.
• Conclusivas: logo, portanto, assim.
• Explicativas: que, porque, porquanto.
Conjunções subordinativas
As orações subordinadas são aquelas em que há uma relação de dependência entre a oração principal e a oração subordinada. Desse
modo, a conexão entre elas (bem como o efeito de sentido) se dá pelo uso da conjunção subordinada adequada.
Elas podem se classificar de dez maneiras diferentes:
• Integrantes: usadas para introduzir as orações subordinadas substantivas, definidas pelas palavras que e se.
• Causais: porque, que, como.
• Concessivas: embora, ainda que, se bem que.
• Condicionais: e, caso, desde que.
• Conformativas: conforme, segundo, consoante.
• Comparativas: como, tal como, assim como.
• Consecutivas: de forma que, de modo que, de sorte que.
• Finais: a fim de que, para que.
• Proporcionais: à medida que, ao passo que, à proporção que.
• Temporais: quando, enquanto, agora.
LÍNGUA PORTUGUESA
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TERMOS DA ORAÇÃO: IDENTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO. PROCESSOS SINTÁTICOS DE COORDENAÇÃO E SUBORDINA-
ÇÃO. CLASSIFICAÇÃO DOS PERÍODOS E ORAÇÕES.
Frase
É todo enunciado capaz de transmitir a outrem tudo aquilo que pensamos, queremos ou sentimos.
Exemplos
Caía uma chuva.
Dia lindo.
Oração
É a frase que apresenta estrutura sintática (normalmente, sujeito e predicado, ou só o predicado).
Exemplos
Ninguém segura este menino. (Ninguém: sujeito; segura este menino: predicado)
Havia muitos suspeitos. (Oração sem sujeito; havia muitos suspeitos: predicado)
Termos da oração
1. Termos essenciais sujeito
predicado
2. Termos integrantes
complemento verbal
complemento nominal
agente da passiva
objeto direto
objeto indireto
3. Termos acessórios
Adjunto adnominal
adjunto adverbial
aposto
4. Vocativo
Diz-se que sujeito e predicado são termos “essenciais”, mas note que o termo que realmente é o núcleo da oração é o verbo:
Chove. (Não há referência a sujeito.)
Cansei. (O sujeito e eu, implícito na forma verbal.)
Os termos “acessórios” são assim chamados por serem supostamente dispensáveis, o que nem sempre é verdade.
Sujeito e predicado
Sujeito éo termo da oração com o qual, normalmente, o verbo concorda.
Exemplos
LÍNGUA PORTUGUESA
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A notícia corria rápida como pólvora. (Corria está no singular
concordando com a notícia.)
As notícias corriam rápidas como pólvora. (Corriam, no plural,
concordando com as notícias.)
O núcleo do sujeito é a palavra principal do sujeito, que encerra
a essência de sua significação. Em torno dela, como que gravitam
as demais.
Exemplo: Os teus lírios brancos embelezam os campos. (Lí-
rios é o núcleo do sujeito.)
Podem exercer a função de núcleo do sujeito o substantivo e
palavras de natureza substantiva. Veja:
O medo salvou-lhe a vida. (substantivo)
Os medrosos fugiram. (Adjetivo exercendo papel de substanti-
vo: adjetivo substantivado.)
A definição mais adequada para sujeito é: sujeito é o termo da
oração com o qual o verbo normalmente concorda.
Sujeito simples: tem um só núcleo.
Exemplo: As flores morreram.
Sujeito composto: tem mais de um núcleo.
Exemplo: O rapaz e a moça foram encostados ao muro.
Sujeito elíptico (ou oculto): não expresso e que pode ser de-
terminado pela desinência verbal ou pelo contexto.
Exemplo: Viajarei amanhã. (sujeito oculto: eu)
Sujeito indeterminado: é aquele que existe, mas não podemos
ou não queremos identificá-lo com precisão.
Ocorre:
- quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem referência a
nenhum substantivo anteriormente expresso.
Exemplo: Batem à porta.
- com verbos intransitivo (VI), transitivo indireto (VTI) ou de li-
gação (VL) acompanhados da partícula SE, chamada de índice de
indeterminação do sujeito (IIS).
Exemplos:
Vive-se bem. (VI)
Precisa-se de pedreiros. (VTI)
Falava-se baixo. (VI)
Era-se feliz naquela época. (VL)
Orações sem sujeito
São orações cujos verbos são impessoais, com sujeito inexis-
tente.
Ocorrem nos seguintes casos:
- com verbos que se referem a fenômenos meteorológicos.
Exemplo: Chovia. Ventava durante a noite.
- haver no sentido de existir ou quando se refere a tempo de-
corrido.
Exemplo: Há duas semanas não o vejo. (= Faz duas semanas)
- fazer referindo-se a fenômenos meteorológicos ou a tempo
decorrido.
Exemplo: Fazia 40° à sombra.
- ser nas indicações de horas, datas e distâncias.
Exempl: São duas horas.
Predicado nominal
O núcleo, em torno do qual as demais palavras do predicado
gravitam e que contém o que de mais importante se comunica a
respeito do sujeito, e um nome (isto é, um substantivo ou adjetivo,
ou palavra de natureza substantiva). O verbo e de ligação (liga o nú-
cleo ao sujeito) e indica estado (ser, estar, continuar, ficar, perma-
necer; também andar, com o sentido de estar; virar, com o sentido
de transformar-se em; e viver, com o sentido de estar sempre).
Exemplo:
Os príncipes viraram sapos muito feios. (verbo de ligação mais
núcleo substantivo: sapos)
Verbos de ligação
São aqueles que, sem possuírem significação precisa, ligam um
sujeito a um predicativo. São verbos de ligação: ser, estar, ficar, pa-
recer, permanecer, continuar, tornar-se etc.
Exemplo: A rua estava calma.
Predicativo do sujeito
É o termo da oração que, no predicado, expressa qualificação
ou classificação do sujeito.
Exemplo: Você será engenheiro.
- O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de liga-
ção, pode também ocorrer com verbos intransitivos ou com ver-
bos transitivos.
Predicado verbal
Ocorre quando o núcleo é um verbo. Logo, não apresenta pre-
dicativo. E formado por verbos transitivos ou intransitivos.
Exemplo: A população da vila assistia ao embarque. (Núcleo
do sujeito: população; núcleo do predicado: assistia, verbo transi-
tivo indireto)
Verbos intransitivos
São verbos que não exigem complemento algum; como a ação
verbal não passa, não transita para nenhum complemento, rece-
bem o nome de verbos intransitivos. Podem formar predicado sozi-
nhos ou com adjuntos adverbiais.
Exemplo: Os visitantes retornaram ontem à noite.
Verbos transitivos
São verbos que, ao declarar alguma coisa a respeito do sujei-
to, exigem um complemento para a perfeita compreensão do que
se quer dizer. Tais verbos se denominam transitivos e a pessoa ou
coisa para onde se dirige a atividade transitiva do verbo se denomi-
na objeto. Dividem-se em: diretos, indiretos e diretos e indiretos.
Verbos transitivos diretos: Exigem um objeto direto.
Exemplo: Espero-o no aeroporto.
Verbos transitivos indiretos: Exigem um objeto indireto.
Exemplo: Gosto de flores.
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Verbos transitivos diretos e indiretos: Exigem um objeto direto
e um objeto indireto.
Exemplo: Os ministros informaram a nova política econômi-
ca aos trabalhadores. (VTDI)
Complementos verbais
Os complementos verbais são representados pelo objeto direto
(OD) e pelo objeto indireto (OI).
Objeto indireto
É o complemento verbal que se liga ao verbo pela preposição
por ele exigida. Nesse caso o verbo pode ser transitivo indireto ou
transitivo direto e indireto. Normalmente, as preposições que ligam
o objeto indireto ao verbo são a, de, em, com, por, contra, para etc.
Exemplo: Acredito em você.
Objeto direto
Complemento verbal que se liga ao verbo sem preposição obri-
gatória. Nesse caso o verbo pode ser transitivo direto ou transitivo
direto e indireto.
Exemplo: Comunicaram o fato aos leitores.
Objeto direto preposicionado
É aquele que, contrariando sua própria definição e característi-
ca, aparece regido de preposição (geralmente preposição a).
O pai dizia aos filhos que adorava a ambos.
Objeto pleonástico
É a repetição do objeto (direto ou indireto) por meio de um
pronome. Essa repetição assume valor enfático (reforço) da noção
contida no objeto direto ou no objeto indireto.
Exemplos
Ao colega, já lhe perdoei. (objeto indireto pleonástico)
Ao filme, assistimos a ele emocionados. (objeto indireto pleo-
nástico)
Predicado verbo-nominal
Esse predicado tem dois núcleos (um verbo e um nome), é for-
mado por predicativo com verbo transitivo ou intransitivo.
Exemplos:
A multidão assistia ao jogo emocionada. (predicativo do sujei-
to com verbo transitivo indireto)
A riqueza tornou-o orgulhoso. (predicativo do objeto com ver-
bo transitivo direto)
Predicativo do sujeito
O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de ligação,
pode também ocorrer com verbos intransitivos ou transitivos. Nes-
se caso, o predicado é verbo-nominal.
Exemplo: A criança brincava alegre no parque.
Predicativo do objeto
Exprime qualidade, estado ou classificação que se referem ao
objeto (direto ou indireto).
Exemplo de predicativo do objeto direto:
O juiz declarou o réu culpado.
Exemplo de predicativo do objeto indireto:
Gosto de você alegre.
Adjunto adnominal
É o termo acessório que vem junto ao nome (substantivo), res-
tringindo-o, qualificando-o, determinando-o (adjunto: “que vem
junto a”; adnominal: “junto ao nome”). Observe:
Os meus três grandes amigos [amigos: nome substantivo] vie-
ram me fazer uma visita [visita: nome substantivo] agradável on-
tem à noite.
São adjuntos adnominais os (artigo definido), meus (pronome
possessivo adjetivo), três (numeral), grandes (adjetivo), que estão
gravitando em torno do núcleo do sujeito, o substantivo amigos;
o mesmo acontece com uma (artigo indefinido) e agradável (adje-
tivo), que determinam e qualificam o núcleo do objeto direto, o
substantivo visita.
O adjunto adnominal prende-se diretamente ao substantivo,
ao passo que o predicativo se refere ao substantivo por meio de
um verbo.
Complemento nominal
É o termo que completa o sentido de substantivos, adjetivos e
advérbios porque estes não têm sentido completo.
- Objeto – recebe a atividade transitiva de um verbo.
- Complemento nominal – recebe a atividade transitiva de um
nome.
O complemento nominal é sempre ligado ao nomepor prepo-
sição, tal como o objeto indireto.
Exemplo: Tenho necessidade de dinheiro.
Adjunto adverbial
É o termo da oração que modifica o verbo ou um adjetivo ou
o próprio advérbio, expressando uma circunstância: lugar, tempo,
fim, meio, modo, companhia, exclusão, inclusão, negação, afirma-
ção, duvida, concessão, condição etc.
Período
Enunciado formado de uma ou mais orações, finalizado por:
ponto final ( . ), reticencias (...), ponto de exclamação (!) ou ponto
de interrogação (?). De acordo com o número de orações, classifi-
ca-se em:
Apresenta apenas uma oração que é chamada absoluta.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma oração.
Exemplo: Comeu toda a refeição. (Período simples, oração absolu-
ta.); Quero que você leia. (Período composto.)
Uma maneira fácil de saber quantas orações há num período
é contar os verbos ou locuções verbais. Num período haverá tan-
tas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele
existentes.
Há três tipos de período composto: por coordenação, por su-
bordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo
(também chamada de misto).
Período Composto por Coordenação
As três orações que formam esse período têm sentido próprio
e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: são inde-
pendentes. Há entre elas uma relação de sentido, mas uma não de-
pende da outra sintaticamente.
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As orações independentes de um período são chamadas de
orações coordenadas (OC), e o período formado só de orações
coordenadas é chamado de período composto por coordenação.
As orações coordenadas podem ser assindéticas e sindéticas.
As orações são coordenadas assindéticas (OCA) quando não
vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Os jogadores correram, / chutaram, / driblaram.
OCA OCA OCA
- As orações são coordenadas sindéticas (OCS) quando vêm in-
troduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
A mulher saiu do prédio / e entrou no táxi.
OCA OCS
As orações coordenadas sindéticas se classificam de acordo
com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as in-
troduzem. Pode ser:
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
mas também, não só... mas ainda.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa
ideia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior, ou
seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, porém,
todavia, contudo, entretanto, no entanto.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa
ideia de oposição à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
coordenativa adversativa.
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, por
isso, pois, logo.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expres-
sa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior, ou
seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou, ou... ou,
ora... ora, seja... seja, quer... quer.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabele-
ce uma relação de alternância ou escolha com referência à oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa alternativa.
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, porque,
pois, porquanto.
A 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa
ideia de explicação, de justificativa em relação à oração anterior, ou
seja, por uma conjunção coordenativa explicativa.
Período Composto por Subordinação
Nesse período, a segunda oração exerce uma função sintática
em relação à primeira, sendo subordinada a ela. Quando um perío-
do é formado de pelo menos um conjunto de duas orações em que
uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (prin-
cipal), ele é classificado como período composto por subordinação.
As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
que exercem.
Orações Subordinadas Adverbiais
Exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
que as introduz:
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração prin-
cipal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, visto
que.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocor-
rência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, contanto
que, a menos que, a não ser que, desde que.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da oração
principal, sem, no entanto, impedir sua realização. Conjunções: em-
bora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais que, mesmo que.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com
outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que
foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim que,
logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enun-
ciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de que, por-
que (=para que), que.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi enuncia-
do na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= porque),
pois que, visto que.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com referên-
cia à oração principal. Conjunções: como, assim como, tal como,
(tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com menos ou
mais).
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona pro-
porcionalmente ao que foi enunciado na principal. Conjunções: à
medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto
menos.
Orações Subordinadas Substantivas
São aquelas que, num período, exercem funções sintáticas pró-
prias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjun-
ções integrantes que e se.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela
que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal.
Observe: O filho quer que você o ajude. (objeto direto)
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela
que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração princi-
pal. Observe: Preciso que você me ajude. (objeto indireto)
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que
exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. Observe: É
importante que você ajude. (sujeito)
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É
aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo
da oração principal. Observe: Estamos certos de que ele é inocente.
(complemento nominal)
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que
exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, vindo
sempre depois do verbo ser. Observe: O principal é que você esteja
feliz. (predicativo)
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que
exerce a função de aposto de um termo da oração principal. Obser-
ve: Ela tinha um objetivo: que todos fossem felizes. (aposto)
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Orações Subordinadas Adjetivas
Exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que, qual, cujo, quem, etc.) e são classificadas
em:
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem.
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam