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(B) propõe que a filosofia seja somente uma crítica ao
dogmatismo. 
(C)) estabelece limites à possibilidade de conhecimento da
razão. 
(D) defende que não temos meios de conhecer nada. 
(E) pretende conhecer os objetos centrais da metafísica: Deus,
alma, substância etc. 
45. O que Comte procura sempre são leis invariáveis, de acordo
com o modelo da física e da matemática, paradigmas da ordem.
Por isso, a história é pensada como uma sucessão ordenada (...),
e a sociedade será pensada como uma totalidade orgânica
dividida em segmentos ou classes, que se relacionam de
maneira estática. (Franklin L. e Silva) 
De acordo com o trecho acima, é FALSO afirmar que: 
(A) A filosofia de Comte deve ser compreendida a partir do
êxito das ciências exatas e naturais.
(B)) O positivismo adota o conceito de luta de classes para
explicar as mudanças históricas. 
(C) Ordem e progresso são noções centrais para a compreensão
do positivismo. 
(D) A sociologia, ciência que estuda a sociedade, deve procurar
pelas leis que regem a conduta e as relações humanas. 
(E) Há, no positivismo, uma crença no processo evolutivo da
sociedade. 
46. A metáfora da relação entre senhor e escravo, entre quem
submete e quem é submetido, procura mostrar (....) como,
dialeticamente, os papéis acabam por se inverter, já que o
senhor também precisa ser reconhecido como tal pelo escravo.
(D. Marcondes) 
No trecho acima, é correto afirmar que o autor se refere: 
(A)) a uma poderosa imagem utilizada por Hegel não só para
descrever o processo de constituição da consciência, mas para
exemplificar as conseqüências morais da relação de escravidão.
(B) ao pensamento de Heidegger, e sua investigação filosófica
dos conceitos relativos às modalidades ônticas. 
(C) à fenomenologia de Husserl, que tentou separar a psicologia
e filosofia, manter o privilégio do sujeito do conhecimento e
ampliar o conceito de fenômeno. 
(D) a um dos principais artigos da Declaração dos Direitos do
Homem (1789). 
(E) ao nascimento da sociologia, no final do século XIX, como
estudo das relações sociais. 
47. É hábito de nosso tempo nada desejar intensamente. O ideal
de caráter é não ter nenhum caráter marcante; aleijar por
compressão, como fazem os chineses com os pés das mulheres,
toda parte da natureza humana que projete uma saliência, e
tenda a tornar uma pessoa notadamente dissimilar em relação
ao perfil comum da humanidade. (Stuart Mill) 
No excerto acima Stuart Mill expressa uma crítica: 
(A) aos movimentos sindicais e socialistas, muito atuantes em
meados do século XIX na Inglaterra. 
(B) à imprensa vitoriana, que não respeitava a individualidade
dos cidadãos, expondo-a à opinião pública. 
(C) à doutrina positivista, e sua proposta de uma sociedade
hierarquizada. 
(D) aos governantes dos grandes impérios, que esmagam o
potencial de desenvolvimento dos mais pobres. 
(E)) aos que afirmam ser possível conhecer as verdadeiras
finalidades da vida e reprimir os que se opõem a elas,
disseminando falsidades perniciosas. 
48. Ora, na realidade, para o existencialista, não há amor
diferente daquele que se constrói; não há possibilidade de amor
senão a que se manifesta no amor, não há gênio senão o que se
exprime nas obras de arte. (Sartre) 
De acordo com esse excerto de Sartre, é correto afirmar que: 
(A) a essência do homem, seus sentimentos, sua razão,
determinam o modo como ele age em relação a outros e a si
mesmo. 
(B) é possível definir o homem sem considerar sua cultura e sua
história. 
(C) as intenções equivalem a atos. 
(D)) o homem é o que ele faz. 
(E) a condição humana se caracteriza pela dominação de um
homem por outro e pela inexistência de liberdade. 
49. A expressão microfísica do poder, cunhada pelo filósofo
Michel Foucault, designa: 
(A) as mudanças de regime político nos períodos
revolucionários. 
(B)) uma rede de dispositivos ou mecanismos de poder que se
disseminam por toda a estrutura social. 
(C) a forma repressiva da dominação capitalista. 
(D) o Estado como instância coercitiva que origina e
fundamenta todo tipo de poder social. 
(E) o aparato de pompa envolvido no espetáculo das punições
durante o Antigo Regime. 
50. O irracionalismo foi gerado, em parte, pela identificação
que se produziu (...) entre a razão sistêmica e a razão em si.
Opor-se ao sistema equivalia, assim, a opor-se à própria razão.
A razão não pode deixar de ser vista como opressora, quando o
poder que oprime fala em nome dela e quando ela é percebida
como a única possível. (S.P. Rouanet) 
A partir do excerto acima, é possível afirmar corretamente que,
para a teoria da ação comunicativa de Habermas: 
(A)) o irracionalismo surge, paradoxalmente, como resultado da
confiança excessiva na possibilidade de esclarecimento
promovida pela razão. 
(B) a razão e a verdade devem estar a serviço de uma ideologia
política. 
(C) são racionais as proposições que correspondam a uma
verdade objetiva, não a um processo argumentativo. 
(D) a economia, como ciência racional, tem condições de
prever o desenvolvimento da sociedade. 
(E) quando vários argumentos são usados para refutar uma
afirmação, a razão corre o risco de desaparecer e, junto com ela,
a liberdade. 
21.Sobre a Filosofia podemos afirmar: 
a) Originou-se da inquietação gerada pela curiosidade humana
em compreender e questionar os valores e as interpretações
comumente não aceitas sobre a sua própria realidade.