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A seguir, conheça mais sobre os diferentes métodos de identificação. Nos 
próximos tópicos detalharemos os processos de identificação pela arcada 
dentária, pela anatomia do crânio, pelo DNA e pela rugoscopia palatina. 
Também abordaremos a determinação do sexo pelas características 
cranianas, a estimativa da idade e da altura pelos dentes, a identificação 
por fotografias do sorriso e a autópsia virtual. 
Identificação pela arcada dentária 
Não existem pessoas com as arcadas dentárias iguais, todas possuem 
características únicas (NEGREIROS, 2010). A identificação pelos dentes 
pode acontecer em duas ocasiões: a primeira, refere-se às informações 
obtidas antes da morte e a segunda é a , onde serão obtidos dados do 
cadáver e através deles se fará a comparação com as informações ante 
mortem (COIRADAS, 2008). São consideradas demais informações como: 
características dentárias, ausência de dentes, cáries, dentre outros dados, 
contribuirão para a identificação. Na dos dois registros, se afirmará ou 
negará que o material analisado pertence a pessoa procurada (COIRADAS, 
2008). Comparações realizadas por meio de raios-X, são realizadas com o 
material obtido com o dentista do suposto falecido e os raios-X realizado no 
cadáver, no mesmo ângulo; as imagens são sobrepostas no computador 
para aferir as semelhanças (NEGREIROS, 2010). 
Identificação pela anatomia do crânio 
Inicia-se o estudo para identificação a partir do crânio, deste para a 
mandíbula e maxila, daí para os segmentos e por último analisa-se cada 
dente individualmente. Os servem como referências básicas no processo 
de mensuração do crânio. A maioria desses planos estão localizados no 
plano sagital mediano e são ímpares. Os outros, que são pares, estão 
localizados em planos laterais. Os principais pontos craniométricos são: 
alveolon, asterion, basion, bregma, dacrion ou lacrimal, esfenion, estafilion, 
estafanion, eurion e gizion (HÖFLING, 1995). 
Identificação pelo DNA 
De acordo com Negreiros (2010), a molécula do DNA (ácido 
desoxirribonucleico), descoberto em 1869, está relacionada diretamente 
com as características físicas e fisiológicas do nosso corpo e de outros 
seres vivos. Apresenta-se como um recurso confiável, a depender do grau 
de degradação do corpo, e pode ser recolhido e comparado. Quando as 
ferramentas de identificação como: as impressões digitais, exames de 
arcos dentários e exames antropométricos, não são inviáveis de serem 
realizados, utiliza-se a , com um fragmento do tecido é possível obter 
resultados satisfatórios. A polpa dental constitui-se num dos poucos 
materiais orgânicos disponíveis para análise do DNA, pelo fato do esmalte 
dentário ser a substância mais dura do corpo humano (NEGREIROS, 
2010). 
Identificação pela rugoscopia palatina 
De acordo com Negreiros (2009), a identificação rugopalatinoscópica 
consiste na observação da abóbada palatina, onde atrás dos incisivos 
centrais, na linha mediana, localiza-se uma região saliente na qual sua 
forma e dimensões variam de pessoa para pessoa, sendo chamada de 
papila incisiva ou papila palatina. No terço anterior da rafe palatina há uma 
série de cristas, cuja forma e tamanho são variáveis recebendo o nome de 
placas ou rugas palatinas. Essas rugas decorrem das rugosidades ósseas 
que surgem na vida intrauterina. As rugosidades palatinas são formadas no 
3º mês de vida intrauterina, possuindo resistência à ação destrutiva e são 
imutáveis; tendo a capacidade de resistir às mudanças resultantes da 
decomposição até sete dias após a morte (TORNAVOI, 2010). 
Segundo Vanrell (2012), a coleta das amostras geralmente é realizada por 
meio da moldagem de precisão ou por fotografia do palato; e para 
confirmação pode ser feita a comparação entre os modelos dos indivíduos. 
Esse processo de identificação por ter precisão reconhecida, é utilizado 
pelo Ministério da Aeronáutica nos pilotos para facilitar sua identificação em 
casos de acidentes aéreos. 
Determinação do sexo pelas características cranianas 
Em desastres onde é encontrada apenas a cabeça da vítima, torna-se 
necessário ter conhecimento da anatomia craniana para poder distinguir o 
crânio de um indivíduo do sexo masculino ou feminino. O esqueleto 
apresenta diferenças que são perceptíveis a partir da puberdade, 
permitindo a identificação do sexo. Os ossos da mulher, em geral, são mais 
leves e menores. As rugosidades que marcam as inserções musculares no 
sexo masculino são mais pronunciadas e as extremidades articulares no 
sexo feminino têm dimensões menores. Os segmentos que fornecem mais 
informações sobre o indivíduo são o crânio, o tórax e a bacia (NEGREIROS, 
2010). 
Segundo Silva (1997), o sexo feminino apresenta um desenvolvimento 
menor em suas estruturas. As protuberâncias ósseas, cristas e apófises 
são menores e mais lisas, sendo também menos desenvolvidas as cristas 
supraorbitárias, por vezes inexistentes, o osso malar, geralmente, é áspero 
e irregular no seu bordo inferior. O contorno do crânio feminino é mais 
angular, sendo o frontal mais pronunciado que no homem. No homem a 
fronte é a mais inclinada para trás e mais vertical na mulher. A glabela é 
mais pronunciada no sexo masculino. Mandíbulas mais fortes e côndilos 
mandibulares mais robustos. 
Estimativa da idade pelos dentes 
Segundo Silva (1997) para se obter uma idade aproximada deve-se avaliar 
vários aspectos como: estatura, peso, presença de rugas etc. Existem dois 
métodos para a realização do exame: o direto e o indireto. O é realizado 
por meio do exame clínico, onde analisa-se o número de dentes irrompidos, 
a sequência eruptiva, a cronologia de erupção e o estado geral dos 
elementos dentários. E o , realizado através da análise de radiografia intra 
e extra- orais observando, a mineralização dentária. Se forem feitas as 
associações de ambas as técnicas, obtêm-se um melhor resultado. Os 
dentes não são muitos afetados pelas deficiências nutritivas, o que não 
acontece com os ossos, pois a idade cronológica é compatível com a idade 
dentária mesmo em crianças subnutridas (NEGREIROS, 2010). Para a 
identificação de pessoas com 18 anos, a análise é dificultada pois, como 
não têm os terceiros molares, não é possível obter informações relativas à 
evolução de mineralização, bem como da erupção (SILVA, 1997). 
Estimativa da altura usando os dentes 
Através da carbonização acontece a condensação dos tecidos, reduzindo 
o volume de cada membro e de cada órgão, diminuindo-os. A cabeça e o 
corpo de um adulto de estatura normal apresentam-se, geralmente, como 
o de uma criança. Os dentes e os ossos apesar de resistirem à ação do 
calor, podem ficar parcialmente destruídos ou quebradiços (NEGREIROS, 
2010). Com base nesta situação, Carrea (1939) desenvolveu uma para ser 
aplicada nos incisivos centrais, laterais e os caninos inferiores, 
comprovando que por meio de um simples cálculo pode-se determinar a 
altura mínima e a altura máxima de um indivíduo (VANRELL, 2012). 
Identificação por fotografias do sorriso 
Umas das técnicas de grande aceitação em todo o mundo constitui-se no 
uso de fotografias do sorriso para a identificação humana, pois estas 
imagens possibilitam indicar características dentais específicas de 
pessoas, facilitando a análise comparativa. Num relato de caso (TERRADA 
et al., 2011) sobre a ossada humana, encaminhada para análise 
antropológica e odontolegal, onde o indivíduo possuía uma carteira 
contendo documentos pessoais, verificou-se por análise antropológica que 
a idade era, de aproximadamente, 19 e 28 anos, sexo masculino, estatura 
entre 1,67 e 1,76m e hereditariedade provavelmente caucasiana (branca). 
Foram solicitados aos familiares documentações relevantes como: 
fotografias, fichas médicas e odontológicas, radiografias etc, porém, a 
família entregou uma fotografia em que o sorriso do indivíduo estava 
destacado. Na análise do registro fotográfico entregue, observou-se queo 
canino superior esquerdo se encontrava vestibularizado em relação aos 
outros elementos dentais superiores, comparados com os arcos dentais do 
crânio da ossada encontrada e assim, foi possível confirmar a identidade 
do cadáver. 
Autópsia Virtual 
O Instituto de Medicina Legal da Universidade de Berna, na Suíça, na 
década de noventa, começou a documentar as características do corpo 
humano; criando uma nova disciplina - projeto virtual da autópsia. Este 
projeto consiste na observação das estruturas anatómicas por meio da 
tomografia computadorizada, ressonância magnética e dispositivos de 
micro radiologia; permitindo a reconstrução de uma visão 3D do cadáver 
analisado. Este procedimento foi chamado de "Virtopsy ®" (Virtopsy Projeto 
®, Zurique-Suíça). O procedimento tradicional de autópsia interna 
caracteriza-se na realização de técnicas de mutilação corporal. Em 
decorrência dos aspectos religiosos, culturais e emocionais dos familiares 
da vítima, existem objeções contra as autópsias. 
A autópsia virtual pode ser aplicada numa ampla série de situações, tais 
como investigações tanatológicas; identificações de corpos carbonizados e 
putrefatos, casos de desastres em massa, estimativa de idade; exames 
antropológicos e análises das lesões cutâneas. Em corpos afogados a 
tomografia computadorizada informa sobre o volume, a densidade, o 
tamanho dos pulmões e a quantidade de líquido observado ajudam no 
diagnóstico da causa da morte. Entretanto, a visualização das estruturas 
anatómicas 3D, em tempo real, sem danificar o corpo é um ganho 
importante, além da ausência de contaminação. A revisão do caso, mesmo 
após vários anos de morte, a eliminação de processamento químico e 
radiológico e a organização dos dados, são benefícios proporcionados pela 
abordagem computadorizada presente na autópsia virtual. Porém, a 
principal oposição observada para a sua utilização é o alto custo dos 
exames (ROSÁRIO et al., 2012). 
 
	Identificação pela arcada dentária
	Identificação pela anatomia do crânio
	Identificação pelo DNA
	Identificação pela rugoscopia palatina
	Determinação do sexo pelas características cranianas
	Estimativa da idade pelos dentes
	Estimativa da altura usando os dentes
	Identificação por fotografias do sorriso
	Autópsia Virtual

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