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TRANSPLANTIO DE ÁRVORES O transplante de palmeiras adultas é uma prática relativamente comum no meio paisagístico e conservacionista. No entanto, o sucesso desse procedimento pode variar significativamente dependendo da espécie de palmeira, das condições fitossanitárias do vegetal e das técnicas de manejo utilizadas. Para essas espécies mais delicadas, é fundamental adotar práticas especializadas para minimizar o estresse e assegurar a sobrevivência das palmeiras após o transplante. Um fator crucial para o sucesso do transplante de palmeiras é a escolha da estação do ano. As estações quentes, com fotoperíodos mais longos, são as mais recomendadas para essa operação, pois proporcionam condições ideais para o desenvolvimento das plantas. Durante essas estações, os vegetais estão em pleno crescimento, o que favorece uma maior velocidade no desenvolvimento de novas raízes. Esse crescimento radicular é essencial para a recuperação da palmeira, tanto no aspecto nutricional quanto na sustentação estrutural. Portanto, realizar o transplante durante períodos de crescimento ativo contribui significativamente para a adaptação e o sucesso a longo prazo das palmeiras transplantadas. Em virtude das futuras obras de construção de um Portal Turístico na Avenida Governador Jaime Canet Junior e da instalação de uma estrutura de carport para módulos fotovoltaicos no Hospital Municipal, será necessário remover as palmeiras imperiais existentes no local. Em vez de descartar essas palmeiras, elas foram designadas para reaproveitamento na composição paisagística do Futuro Parque Urbano Municipal dos Pioneiros. A primeira etapa deste trabalho consiste na seleção das palmeiras a serem transplantadas. As palmeiras escolhidas apresentam aproximadamente o mesmo padrão, tanto em altura quanto em diâmetro, para assegurar uma uniformidade estética no novo local. Outro fator crucial foi a análise das condições operacionais dos locais envolvidos no processo, tanto para a retirada das palmeiras quanto para o plantio no novo local. A verificação minuciosa dessas condições assegura que o manejo das palmeiras seja realizado de maneira eficiente e segura, contribuindo para o sucesso da implantação paisagística. Essa abordagem garante que todas as etapas do processo, desde a remoção até o replantio, sejam conduzidas com o máximo de cuidado e precisão, favorecendo a adaptação das palmeiras ao novo ambiente e assegurando o cumprimento dos objetivos paisagísticos estabelecidos. Extração: Após a identificação das palmeiras pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo, o primeiro passo será a escavação do solo ao redor delas, em forma de trincheira. Para as palmeiras de porte elevado, serão adotadas as seguintes medidas: raio de 50 cm e profundidade de 70 cm. No caso de exemplares de menor porte, essas dimensões poderão ser reduzidas conforme a necessidade. Essas medidas garantirão a proteção das raízes durante a remoção, facilitando o transplante e contribuindo para a saúde das palmeiras no novo local. A largura da trincheira deverá ser dimensionada de forma a permitir que o operário trabalhe confortavelmente dentro dela, facilitando o uso das ferramentas. As ferramentas mais utilizadas neste serviço incluirão pá reta, enxada, enxadão, chibanca e pá de bico. Poderão ser utilizadas máquinas para facilitar a realização do referido trabalho, respeitando sempre a margem de segurança da raiz. Durante esta etapa, será feita uma avaliação do tipo de solo encontrado na escavação. Se o solo for arenoso ou similar, o torrão pode não ter estabilidade suficiente para permanecer inteiro durante a operação. Nesse caso, será necessário revestir o torrão logo após a abertura da trincheira para garantir sua sustentabilidade. Isso poderá ser feito utilizando opções como sacos de linhagem, telas, engradados de madeira, lonas plásticas, entre outros materiais adequados. Para palmeiras que apresentarem uma sensibilidade média ao transplante, será aconselhável que, após a abertura da trincheira, ela seja preenchida com material orgânico bem decomposto ou folhas secas. Será necessário irrigar periodicamente e aguardar o aparecimento de novas raízes antes de proceder ao transplante. No caso de palmeiras com alta sensibilidade ao transplante, o procedimento incluirá a abertura de uma trincheira correspondente a meia volta da palmeira, preenchendo-a com o mesmo material orgânico ou folhas secas. Após a irrigação periódica e o aparecimento de novas raízes, será feita a abertura da trincheira restante. Adotando-se o mesmo procedimento anterior, aguardará o aparecimento de novas raízes na segunda semi-trincheira antes de realizar o transplante definitivo. Hospital Municipal Avenida Gov. Jaime Canet Junior Transporte: Nesta etapa, a primeira providência será a marcação do norte magnético na estipe da palmeira, com o objetivo de posicioná-la, durante o replantio, na mesma orientação em que se encontrará originalmente. Este procedimento proporcionará à palmeira condições de insolação e direção dos ventos semelhantes às do seu local de origem. A segunda providência será a colocação da cinta na palmeira, fixando-a conforme a ilustração ao lado. Com o auxílio do braço mecânico, e através de curtos deslocamentos horizontais, será possível descolar a base do bloco, deixando a palmeira completamente solta do terreno. Como mencionado anteriormente, a largura da trincheira não apenas facilitará o trabalho manual, mas também permitirá os deslocamentos horizontais do braço mecânico durante esta fase do procedimento. Após o descolamento, a palmeira deverá ser colocada na posição horizontal para a mudança da posição da cinta e a realização de uma poda de limpeza. Esta poda incluirá o corte de folhas velhas, inflorescências e cachos de frutos. No nosso caso, também será feita uma redução de aproximadamente 70% no tamanho das folhas, o que corresponderá, em média, a 1/3 do tamanho original. O objetivo principal dessa poda será minimizar a perda de água para o ambiente, fator crucial para o sucesso do transplante. Como complemento aos procedimentos anteriores, as folhas deverão ser amarradas para protegê-las durante o carregamento. Logo após a poda e o amarrio das folhas, será providenciada a mudança da correia, de maneira a permitir que a palmeira seja levantada da forma mais horizontal possível. Cabe lembrar que o carregamento será uma etapa que exigirá muito cuidado e atenção com a segurança, além da habilidade do operador com o equipamento. Outro cuidado importantíssimo será com o manuseio da palmeira. Em primeiro lugar, deve-se evitar ferimentos, pois ferimentos em palmeiras não se recompõem. Para isso, utiliza-se uma cinta de lona durante esta operação. Apenas o torrão será apoiado na carroceria, enquanto o restante da palmeira deverá ter apoios adequados. Como complemento ao item anterior, ao colocar a palmeira no caminhão, ela deverá ter apoios macios e flexíveis, e ser muito bem fixada. Hospital Municipal até Parque dos Pioneiros Avenida Gov. Jaime Canet Junior até Parque dos Pioneiros Plantio no local definitivo: É sempre aconselhável que, no plantio de vegetais transplantados, a cova tenha dimensões que excedam em aproximadamente 0,40 m as medidas do torrão em todas as direções. A primeira tarefa no plantio será o preparo das covas, que será de suma importância para o sucesso do transplante. Neste caso, o solo original, se apresentar péssima qualidade, será retirado até uma profundidade de 0,90 m. Em seguida ao preparo das covas, deve-se ter o substrato pronto para o preenchimento dos espaços entre o torrão e a cova. Após o preparo das covas e do substrato, será iniciada a retirada das palmeiras para o início do plantio. O braço mecânico conduzirá a palmeira para dentro da cova. Neste momento, a palmeira será posicionada conforme o norte magnético marcado anteriormente. Como a cova terá 0,90 m de altura e o torrão da palmeira terá 0,70 m de altura, será necessário colocar uma camada de substrato de 0,20 m no fundo da cova para que o torrão fique niveladocom o terreno ao redor. Nesta etapa, deve-se estar atentos à colocação da cinta. Ela deverá ser posicionada na parte mediana do tronco, onde os tecidos vegetais são mais rígidos. Caso a cinta seja colocada acima da parte mediana, poderá estrangular o tronco, causando danos irreversíveis e a futura necrose de parte do tronco. Após a colocação da palmeira na cova, a mesma será aprumada com o auxílio do braço mecânico. Em seguida, os espaços vazios serão preenchidos com o substrato, tomando o cuidado de fazer camadas compactadas de 0,20 m de altura até que a cova esteja completamente preenchida e nivelada. Após a colocação do substrato, a palmeira será escorada com o uso de 4 estacas de madeira. É recomendável que o escoramento permaneça por um período de aproximadamente 6 meses. Observação: A indicação, extração e replantio das palmeiras deverão ser previamente autorizados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo. A empresa deverá obter essa autorização antes de iniciar qualquer trabalho; é estritamente vedado realizar qualquer atividade sem a devida permissão. As palmeiras serão extraídas dos locais previamente indicados pela secretaria e, em seguida, transportadas dentro do perímetro urbano. Após o transporte, elas serão replantadas nos locais determinados pela secretaria designada, conforme as diretrizes estabelecidas para garantir o sucesso do processo de replantio. Além disso, os locais de extração deverão ser preenchidos com terra e compactados adequadamente para assegurar a integridade do solo e evitar problemas futuros. image1.png image2.png image3.png image4.png