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1 
 
Instituto Federal Goiano - Campus Ceres 
Bacharelado em Zootecnia 
Disciplina: Reprodução Animal 
Docente: Marcelo Marcondes de Godoy 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manejo reprodutivo de suínos e seu efeito na produtividade. 
 
 
 
 
 
 
Raimundo Augusto de Castro Campos 
Vinícius da Rocha Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CERES - GOIÁS 
Outubro, 2024. 
 
2 
 
Manejo reprodutivo de suínos e seu efeito na produtividade. 
 
 
Raimundo Augusto de Castro Campos (raimundo.augusto@estudante.ifgoiano.edu.br) 
Vinícius da Rocha Rodrigues (vinicius.rocha1@estudante.ifgoino.edu.br) 
 
 
 
Resumo: O trabalho revisou o manejo reprodutivo na suinocultura, com foco na fisiologia e nas técnicas 
reprodutivas que visam otimizar a produtividade. O manejo reprodutivo adequado é essencial para 
maximizar a eficiência reprodutiva. Nos machos, a avaliação andrológica deve incluir parâmetros como 
motilidade espermática e morfologia, além de um manejo nutricional adequado que afete a qualidade 
seminal. Para as fêmeas, é fundamental monitorar o ciclo estral e realizar um manejo nutricional que 
considere as fases reprodutivas. O uso de técnicas de flushing alimentar pode resultar em aumento na 
ovulação e na qualidade dos oócitos, melhorando assim a taxa de concepção. As tecnologias 
reprodutivas, como a inseminação artificial e as práticas de sincronização de estros, são essenciais para 
aumentar a eficiência reprodutiva. A utilização de sêmen resfriado e a seleção genética têm se mostrado 
benéficas na melhoria da produtividade. Conclui-se que um manejo reprodutivo estruturado, aliado a 
inovações tecnológicas e práticas nutricionais rigorosas, é determinante para aumentar a produtividade 
e a sustentabilidade na suinocultura, impactando positivamente na rentabilidade do setor. 
Palavras-chave: manejo, produtividade, reprodutivo, suinocultura. 
 
 
Abstract: This review focuses on reproductive management in swine production, emphasizing the 
physiological aspects and reproductive techniques aimed at enhancing productivity. Effective 
reproductive management is critical for optimizing reproductive efficiency. In male pigs, a thorough 
andrological evaluation, which includes assessing sperm motility and morphology, is essential, along 
with appropriate nutritional strategies to improve semen quality. For female pigs, close monitoring of 
the estrous cycle and tailored nutritional management are necessary to support different reproductive 
phases. The implementation of flushing techniques has been shown to increase ovulation rates and 
improve oocyte quality, thereby boosting conception rates. Additionally, advanced reproductive 
technologies such as artificial insemination and estrous synchronization are fundamental to enhancing 
reproductive outcomes. The use of cooled semen and genetic selection further contributes to productivity 
improvements. The findings underscore that a structured approach to reproductive management, 
complemented by technological advancements and rigorous nutritional practices, is vital for enhancing 
productivity and sustainability in swine production, ultimately benefiting the sector's profitability. 
Keywords: management, productivity, reproductive, pig farming, 
 
 
 
 
 
 
 
 
CERES - GOIÁS 
Outubro, 2024. 
mailto:raimundo.augusto@estudante.ifgoiano.edu.br
mailto:vinicius.rocha1@estudante.ifgoino.edu.br
3 
 
Sumário 
1 Introdução ........................................................................................................................................... 5 
2 Anatomia do sistema reprodutor do macho..................................................................................... 5 
3 Anatomia do sistema reprodutor da fêmea suína ............................................................................ 6 
4 Manejo reprodutivo do macho .......................................................................................................... 6 
5 Manejo reprodutivo da fêmea suína ................................................................................................. 7 
6 Relação de nutrição e reprodução na fêmea .................................................................................... 7 
7 Influência do escore corporal da fêmea ............................................................................................ 8 
8 Relação da nutrição e reprodução no macho ................................................................................... 8 
9 Monta Natural .................................................................................................................................... 9 
10 Inseminação Artificial ...................................................................................................................... 9 
10.1 Inseminação artificial intrauterina (IAIU) ................................................................................... 9 
10.2 Inseminação Artificial em tempo fixo (IATF) .......................................................................... 10 
10.3 Inseminação artificial intrauterina profunda (IAUP) ................................................................ 10 
11 Volume e concentração da dose de seminal ................................................................................. 11 
12 Considerações finais ....................................................................................................................... 11 
13 Referências Bibliográficas ............................................................................................................. 12 
14 Anexos ............................................................................................................................................. 15 
15 Ficha para avaliação do trabalho ................................................................................................. 22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Lista de figuras 
 
Figura 1: Sistema reprodutor de macho suíno. .................................................................................... 15 
Figura 2: Glândulas acessórias presente no suíno macho. ................................................................... 15 
Figura 3: Trato reprodutivo de uma porca. .......................................................................................... 16 
Figura 4: Vagina e vulva de uma porca. .............................................................................................. 17 
Figura 5: Regulação hormonal da reprodução em suínos. ................................................................... 17 
Figura 6: Ciclo estral na matriz suína. ................................................................................................. 18 
Figura 7: Escore de condição corpórea de matrizes. ............................................................................ 18 
Figura 8: Monta natural. ...................................................................................................................... 19 
Figura 9: Representação da disposição do cateter no trato genital da porca durante a IA. ................. 19 
Figura 10: Imagem anatômica da inserção do catéter na IAIU. ........................................................... 20 
Figura 11: Sonda Firflex para realizar IAUP. ...................................................................................... 20 
Figura 12: Realização da coleta de sêmen. .......................................................................................... 21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
1 Introdução 
 A carne suína, embora não seja consumida por grande parte da população mundial, é a segunda 
maior fonte de proteína animal do mundo, com destaque para o mercado asiático, especialmente a China, 
que se destacapelo crescente consumo. Esse mercado está em constante expansão, e novos avanços em 
biossegurança e bem-estar animal vêm impulsionando ainda mais seu crescimento. Em 2023, o Brasil 
produziu 5.156 mil toneladas de carne suína, sendo 1.230 mil toneladas destinado a exportação e 3.926 
mil toneladas foram comercializadas no mercado interno do país (ABPA, 2024). 
 A suinocultura tem se destacado globalmente como uma atividade de alto potencial para a 
produção de carne em curtos períodos. As características intrínsecas da espécie, combinadas com 
avanços genéticos e aprimoramentos no manejo, favoreceram esse crescimento, facilitando a seleção e 
a disseminação de material genético, o que, por sua vez, impulsionou significativamente a produção 
suinícola no Brasil (Antunes et al., 2022). 
Beuron e Brito (2016) destaca a importância das matrizes suínas, mencionando as mudanças em 
seu perfil morfofisiológico, com uma maior exigência de produzir leitegadas numerosas e, 
consequentemente, grande quantidade de leite. 
No manejo reprodutivo das fêmeas, os principais focos são os aspectos reprodutivos e 
produtivos. No aspecto reprodutivo, busca-se maximizar o número de partos por fêmea anualmente e ao 
longo de sua vida reprodutiva. Já no aspecto produtivo, o objetivo é aumentar o número de leitões 
desmamados por fêmea por ano. Para atingir esses resultados, podem ser adotadas diversas estratégias 
específicas de manejo reprodutivo (Silva, 2023). 
No entanto, é nas tecnologias reprodutivas que os investimentos se tornam especialmente 
importantes. Essas inovações garantem não apenas um aumento no número de animais nascidos vivos, 
mas também contribuem para que esses animais atinjam a idade produtiva com a menor taxa possível 
de perdas. Esse foco na eficiência reprodutiva desempenhou um papel significativo na expansão 
contínua do setor suíno (Ross et al., 2023). 
Desta maneira, torna-se o objetivo desse trabalho realizar uma revisão de literatura acerca do 
manejo reprodutivo dos suínos, considerando a fisiologia e técnicas reprodutivas para o aumento da 
produtividade. 
 
2 Anatomia do sistema reprodutor do macho 
Os órgãos do sistema reprodutor dos suínos são constituídos por segmentos contínuos que 
desempenham funções cruciais na gametogênese, na maturação e na transferência de células 
germinativas masculinas. Segundo Fails e Magee (2019), o sistema reprodutor masculino é formado por 
dois testículos situados no escroto, que regulam a temperatura testicular, além de órgãos acessório, como 
ductos e glândulas, culminando no pênis (Figura 1 abaixo). Os testículos são responsáveis pela 
espermatogênese, processo que resulta na produção de espermatozoides e na secreção do hormônio 
androgênico testosterona. O escroto proporciona um microambiente favorável para a espermatogênese 
6 
 
e a maturação dos espermatozoides, mantendo uma temperatura ideal, ligeiramente inferior à 
temperatura corporal do animal. As estruturas acessórias, como o epidídimo — onde ocorre a 
capacitação e armazenamento dos espermatozoides — e o ducto deferente, que transporta os 
espermatozoides durante a ejaculação, desempenham papéis fundamentais na condução dos gametas até 
a fêmea. Além disso, as glândulas sexuais acessórias, incluindo as glândulas apolares, as glândulas 
vesiculares, a próstata e as glândulas bulbouretrais, contribuem para a formação do líquido seminal, que 
nutre e facilita a motilidade dos espermatozoides na trajetória até o óvulo (Figura 2 abaixo). 
 
 
3 Anatomia do sistema reprodutor da fêmea suína 
Conforme descrito por Neto (2017), as funções reprodutivas na fêmea de suínos são 
multifacetadas e incluem a formação de oócitos e a criação de um ambiente uterino ideal para o 
desenvolvimento embrionário. Os órgãos reprodutivos femininos compreendem duas estruturas 
ováricas, que não apenas são responsáveis pela oogênese — o processo de produção de oócitos — mas 
também pela secreção de hormônios esteroides essenciais, como estrogênio e progesterona. Além dos 
ovários, o sistema inclui duas tubas uterinas, que possuem fimbrias que capturam o óvulo após a 
ovulação, além do útero, a vagina e a vulva. (Figura 3 abaixo) (Figura 4 abaixo). 
Após a liberação do óvulo do ovário, ele é direcionado para a tuba uterina, onde geralmente 
ocorre a fertilização pelo espermatozoide. Este processo culmina na formação de um zigoto, que se 
implanta na mucosa endometrial do útero. A partir daí, o zigoto se desenvolve inicialmente como um 
embrião, que mais tarde se transforma em um feto durante as etapas de gestação. Finalmente, o parto 
ocorre quando o feto é expelido do útero, passando pelo canal vaginal e pela vulva, resultando no 
nascimento de um recém-nascido (Fails e Magee, 2019). 
 
4 Manejo reprodutivo do macho 
 O manejo reprodutivo do macho suíno é crucial para a produção, pois ele contribui com 50% 
do material genético e pode atender até 20 fêmeas na monta natural. A reposição deve ocorrer a uma 
taxa mínima de 50% ao ano, limitando o uso reprodutivo a dois anos. Machos devem ser adquiridos com 
cerca de cinco meses, permitindo tempo para adaptação e treinamento (Neto, 2017). 
O exame andrológico é essencial para avaliar a capacidade reprodutiva do macho, incluindo 
identificação, exames clínicos, análise do histórico e inspeção do sistema reprodutor. Além disso, a 
avaliação do comportamento sexual e a análise do sêmen são realizadas para verificar motilidade, 
concentração e morfologia dos espermatozoides. Esse manejo é fundamental para otimizar a eficiência 
reprodutiva do plantel (Neto, 2017). 
 
7 
 
5 Manejo reprodutivo da fêmea suína 
 A fêmea suína é considerada poliéstrica anual, apresentando ciclos estrais ao longo do ano 
(Figura 6 abaixo), que são interrompidos apenas em casos de prenhez ou disfunções endócrinas. A 
puberdade nas leitoas ocorre geralmente entre 150 e 220 dias de idade, com a idade exata influenciada 
por fatores como o tempo de contato com o cachaço e a condição corporal da fêmea. Após atingir a 
puberdade, a fêmea passa a ter ciclos estrais que variam de 18 a 24 dias, sendo comum a inseminação 
das marrãs durante o segundo ou terceiro estro após a puberdade (Garcia, 2022). 
A gestação nas fêmeas suínas normalmente dura de 114 a 116 dias, seguida por um período de 
lactação que pode variar de 16 a 40 dias, dependendo do sistema de produção adotado. Durante a 
lactação, as porcas geralmente experimentam um anestro lactacional fisiológico, caracterizado pela 
ausência de ciclos estrais. Após o desmame, o intervalo entre o desmame e o retorno ao estro varia de 4 
a 6 dias (Almeida et al., 2024). 
Esses estágios reprodutivos são regulados por um sistema hormonal complexo. O hipotálamo 
libera o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), que estimula a hipófise a secretar hormônios 
como o folículo estimulante (FSH) e o luteinizante (LH), além de oxitocina e prolactina. Os ovários, por 
sua vez, produzem hormônios essenciais como progesterona (P4), 17-estradiol (E2), inibinas e relaxina, 
enquanto o útero libera prostaglandina F2 (PGF2) (Figura 5 abaixo). Essa interação hormonal é 
fundamental para regular os ciclos estrais, a gestação e a lactação, evidenciando a complexidade do 
sistema reprodutivo das fêmeas suínas (Garcia, 2022). 
 
 
6 Relação de nutrição e reprodução na fêmea 
 A prática de nutrição específica em marrãs antes da inseminação é amplamente reconhecida na 
indústria suinícola. O flushing alimentar, que envolve a restrição inicial de alimentos seguida de um 
incremento na oferta, demonstrou ter um efeito positivo sobre a ovulação. Este método favorece a 
estabilização do ciclo estral e melhora a qualidade do oócito, aumentando a viabilidade embrionária 
(Ferreira et al., 2014). 
 Estudos indicam que a nutrição de marrãs pode ser otimizada pela inclusão de carboidratos, 
como amido de milho, que potencializa a resposta insulínica e promove um ambiente mais favorávelà 
ovulação (Araujo, 2023). A utilização de dietas baseadas em carboidratos resulta em picos pós-prandiais 
de insulina significativamente mais altos em comparação às dietas lipídicas, favorecendo o aumento do 
número de folículos viáveis e a uniformidade da qualidade dos oócitos (Ferreira et al., 2014). Além 
disso, a combinação de ingredientes ricos em dextrose e carboidratos facilmente fermentáveis tem 
mostrado aumentar o número e o peso de leitões nascidos, evidenciando o potencial dos carboidratos 
em melhorar o desempenho reprodutivo. 
 A eficiência do flushing é influenciada por fatores como o manejo das marrãs em baias. Quando 
as fêmeas são agrupadas antes da inseminação, há uma tendência de redução na ingestão alimentar dos 
8 
 
indivíduos subordinados, o que pode comprometer os resultados esperados do incremento na oferta de 
nutrientes. Portanto, manter as marrãs em condições de gaiolas é recomendado para maximizar os 
benefícios do flushing (Ferro et al., 2022). 
 Além disso, a manipulação do metabolismo energético das marrãs por meio da dieta pode alterar 
o padrão de secreção hormonal. A substituição de fontes lipídicas por carboidratos não só melhora a 
produção de insulina, mas também tem efeitos positivos sobre a secreção de progesterona, o que pode 
levar a um aumento na taxa de ovulação e na qualidade dos embriões (Ferreira et al., 2014). 
 Por fim, o polipeptídeo inibitório gástrico (GIP) desempenha um papel fundamental na 
integração entre os estímulos digestivos e a secreção insulínica. Em marrãs submetidas a dietas ricas em 
carboidratos, os níveis de GIP aumentam, resultando em uma resposta insulínica mais eficaz e 
favorecendo a reprodutividade (Mallmann, 2020). 
 
 
7 Influência do escore corporal da fêmea 
 O escore de condição corporal (ECC) é um método utilizado na suinocultura para avaliar o 
estado nutricional das fêmeas durante os períodos reprodutivos (Figura 7 abaixo). Ele classifica as 
fêmeas em diferentes categorias, como abaixo do ideal, ideal ou acima do ideal, com base na observação 
visual e palpação do corpo. Apesar de sua subjetividade e variações nas avaliações, o ECC é uma 
ferramenta útil para ajustar a alimentação e otimizar a ração conforme as necessidades das matrizes. 
 Silva (2023) aponta que fêmeas com escore acima do desejado apresentam maiores perdas de 
leitões em comparação com aquelas com escore ideal. Além disso, ao ajustar a ração com base no ECC, 
o número de fêmeas com escore ideal aumentam significativamente. Esses achados ressaltam a 
relevância do ECC na melhoria da produtividade suína. 
 
 
8 Relação da nutrição e reprodução no macho 
 O desempenho reprodutivo dos machos suínos é afetado por diversos fatores, especialmente o 
manejo nutricional. A nutrição adequada é fundamental para a espermatogênese, e a utilização de dietas 
para fêmeas gestantes pode não atender às necessidades específicas dos varrões. 
 De acordo com Brustolini (s.d.), a inclusão de óleos com ácidos graxos poli-insaturados n-3 e 
n-6 melhora a fluidez da membrana espermática, aumentando a quantidade de sêmen. Nutrientes como 
biotina e zinco são essenciais para a saúde locomotora, enquanto a fibra dietética ajuda a controlar a 
saciedade sem excesso de peso. 
 Na formulação das dietas, é importante considerar o escore corporal e as necessidades de 
qualidade do sêmen. A presença de fosfolipídeos, selenoproteínas e glicoproteínas é vital para a função 
espermática. Além disso, o bem-estar animal deve ser priorizado, pois problemas locomotores podem 
9 
 
impactar a produção de sêmen. Uma abordagem integrada entre nutrição e manejo é crucial para otimizar 
a performance reprodutiva dos machos suínos (Brustolini, s.d.) 
 
 
9 Monta Natural 
A reprodução natural é a prática sexual realizada entre a fêmea e o macho (Figura 8 abaixo). 
O cachaço contribui com 50% do material genético do rebanho de produção e o fato de atender cerca 
de 20 fêmeas em reprodução natural, sua importância em cada indivíduo em produção torna-se ainda 
maior. Portanto, a escolha do macho tem um impacto decisivo nos resultados económicos da 
produção. Em termos de idade, o porco só deve começar a procriar quando atingir a idade de 10 a 12 
meses e estar se desenvolvendo bem (Ferreira et al., 2014). 
O cio é o período durante o qual as porcas são excitadas e levam o macho para fertilização. 
Nas porcas, a puberdade é caracterizada pelo início do primeiro cio, em média entre 6 e 7 meses, a 
ser repetido a cada 21 dias até o acasalamento fértil e a prenhes resultante. A idade da puberdade varia 
suficiente e, na prática, um limite máximo de 220 a 240 dia. A duração ideal de uma montagem varia 
de 5 a 10 minutos (Ferreira et al., 2014). 
Qualquer cobertura levar menos de 3 minutos deve ser considerado, suspeito. O tamanho da 
porca deve ser adaptado ao porco. A fêmea deve estar perfeitamente no cio, com vulva desinfetada. 
 
 
 10 Inseminação Artificial 
A inseminação artificial é uma técnica consolidada na suinocultura sendo amplamente utilizada 
nas criações tecnificadas. A inseminação artificial da fêmea suína pode ser feita com a deposição do 
sêmen anterior a cérvix do animal, ou após a cérvix (Grings, 2021). 
Na suinocultura moderna, a inseminação artificial é uma abordagem frequente para aprimorar o 
desempenho reprodutivo, dispensando a utilização direta do macho. As principais técnicas adotadas são 
a inseminação intrauterina (IAIU), a inseminação artificial com sincronização (IATF) e a inseminação 
intrauterina profunda (IAUP) (Figura 9 abaixo). 
 
 
10.1 Inseminação artificial intrauterina (IAIU) 
 A Inseminação Artificial Intrauterina (IAIU) é uma técnica que deposita sêmen diretamente no 
útero usando um cateter (Figura 10 abaixo), resultando em taxas de gravidez mais altas e permitindo a 
redução do número de espermatozoides e diluentes por dose, tornando o processo mais econômico 
(Almeida et al., 2024). 
 O uso inadequado da pipeta e do cateter pode causar complicações, especialmente em fêmeas 
com o trato reprodutivo em desenvolvimento. Um estudo revelou que a resistência à passagem do cateter 
10 
 
diminui conforme o sistema reprodutivo se desenvolve, apresentando taxas de passagem entre 44% e 
66% em diferentes estros. O peso das fêmeas também impacta essa taxa, com matrizes de 140 kg a 150 
kg apresentando uma taxa de passagem de 70% (Almeida et al., 2024). 
 
 
10.2 Inseminação Artificial em tempo fixo (IATF) 
 A IATF é uma técnica que facilita a inseminação de um grupo de fêmeas em um momento 
específico. Para isso, utiliza-se um protocolo de sincronização hormonal, onde hormônios como 
gonadotrofinas e prostaglandinas são administrados para induzir a ovulação simultânea nas fêmeas. 
(Rubas et al., 2022). 
 Após a administração dos hormônios, as porcas exibem sinais de estro, permitindo que a 
inseminação artificial seja realizada em um intervalo programado, geralmente entre 12 a 24 horas após 
o início do estro. Essa abordagem elimina a necessidade de monitoramento constante do ciclo estral e 
aumenta a eficiência do manejo reprodutivo (Pascual, 2020). A IATF contribui para a otimização da 
produção suína, melhorando o controle reprodutivo e potencializando as taxas de concepção (Roloff, 
2020). 
 Feita com uma dose de sêmen de 80 mL que contém aproximadamente 3 bilhões de 
espermatozoides. Uma pipeta é introduzida na vagina no sentido dorso cranial e fixada na cérvix, durante 
esse procedimento é ideal que o macho esteja perto da fêmea (de Araújo e Lourenço, 2023). 
 
 
10.3 Inseminação artificial intrauterina profunda (IAUP) 
A Inseminação Artificial Intrauterina Profunda (IAUP) é caracterizada pelo depósito de sêmen 
profundamente na parte caudal dos chifres uterinos. Essa técnica permite o uso de um número menor de 
espermatozoides por inseminação, bem como a utilização de sêmen criopreservado ou sexado. Estudos 
comparativos realizados por Caravacaet al (2012). demonstraram que a IAUP apresenta melhores 
resultados em termos do número de leitões nascidos vivos em comparação com outras técnicas de 
inseminação. 
O procedimento é realizado com uma sonda Firflex, (Figura 11) que permite o depósito do 
sêmen sem cirurgia ou anestesia. O cateter é introduzido, e a dose de sêmen é injetada com ar e diluente, 
tornando a técnica menos invasiva (Almeida et al., 2024). 
Entre as vantagens da IAUP estão a redução do refluxo de sêmen, a menor quantidade de 
espermatozoides necessários e a possibilidade de usar sêmen congelado. No entanto, a técnica tem 
desvantagens, como o custo elevado do cateter e a necessidade de mão de obra especializada (Almeida 
et al., 2024). 
 
11 
 
11 Volume e concentração da dose de seminal 
 O volume e a concentração adequados da dose seminal em suínos são essenciais para garantir 
bons resultados reprodutivos (Figura 12). Pesquisas realizadas por Pascual (2021) mostram que, ao 
utilizar doses de 3 ml com 100 milhões de espermatozoides viáveis, impulsionadas por 15 ml de diluente 
para alcançar o útero, é possível obter níveis de fertilidade semelhantes aos de técnicas tradicionais que 
utilizam 90 ml e 3 bilhões de espermatozoides. No entanto, há uma leve redução de cerca de 1,5 leitões 
por leitegada, indicando o limite mínimo eficaz. 
Na prática de inseminação de rotina, volumes entre 30 e 35 ml são suficientes, e 45 ml são 
recomendados para maior segurança. No entanto, volumes superiores a 60 ml podem causar uma 
resposta exagerada de defesa uterina, diminuindo a viabilidade dos espermatozoides. Esse risco é menor 
na inseminação cervical, onde parte do volume não chega ao útero devido ao refluxo natural. Assim, 
uma dose de 45 ml é considerada ideal para otimizar a fertilização e minimizar perdas (Pascual, 2021). 
 
 
12 Considerações finais 
Para aumentar o manejo reprodutivo na suinocultura, várias práticas podem ser adotadas. 
Primeiramente, a seleção genética de reprodutores e matrizes é fundamental para assegurar a qualidade 
do material genético, contribuindo para a produtividade e saúde dos animais. O controle rigoroso do 
escore de condição corporal (ECC) das fêmeas deve ser realizado, pois isso impacta diretamente no 
desempenho reprodutivo. Um ECC adequado ajuda a maximizar a taxa de ovulação e a redução de 
perdas de leitões. 
Além disso, é importante implementar técnicas de inseminação artificial, como a inseminação 
intrauterina profunda, que pode aumentar as taxas de concepção e reduzir o número de espermatozoides 
necessários. O manejo nutricional também deve ser otimizado; por exemplo, o uso de flushing alimentar 
e a inclusão de carboidratos na dieta podem melhorar a qualidade do oócito e a viabilidade embrionária. 
Por fim, a adoção de tecnologias reprodutivas avançadas, como a sincronização hormonal, pode 
facilitar a programação dos ciclos reprodutivos, garantindo um melhor controle e eficiência no manejo 
reprodutivo. Essa combinação de práticas pode elevar significativamente a produtividade do sistema 
suinícola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
13 Referências Bibliográficas 
 
1 ALMEIDA, A. A., VALENTIM J. K., MORALECO D. D., ZANELLA J., VIEIRA J. R. R. F. 
Reproduction technologies in pig farming:artificial insemination - Literature Review.Vet. e 
Zootec. 2024; v31: 1-11. 
 
2 ANTUNES, I. C., CAZELLA, L. L., PIASSA, M. M. C. Influência do manejo sobre o 
desempenho de matrizes suínas: artigo de revisão. CityFarm FAG. 2ed. 2022. 
 
3 ARAUJO, Ana Carolina Borges. Análise de coeficientes de variação como medida de 
precisão em experimentos com suínos. Monografia (Graduação em Zootecnia) – Universidade 
Federal de Uberlândia, Uberlândia – MG, 2023. 
 
4 Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA. Relatório Anual 2024. Disponível em: 
https://abpa-br.org/wp-content/uploads/2024/04/ABPA-Relatorio-Anual-
2024_capa_frango.pdf. 
5 BEURON, M. P., BRITO, D. C. Principais afecções reprodutivas em fêmeas suínas. 
Universidade do Oeste de Santa Catarina. Artigo online, 8 pag. 2016. 
 
6 BRUSTOLINI, A. P. L. Particularidades na nutrição de suínos machos reprodutores. Revista 
Feed Food. p. 74. [sem data]. Disponível em: 
https://www.db.agr.br/public/downloads/particularidades-na-nutricao-de-suinos-machos-
reprodutores.pdf 
 
7 CARAVACA, I. H., RICO M. J. I., MATÁS, C., CARVAJAL J. A., VIEIRA L., Abril D. et al. 
Reproductive performance and backflow study in cervical and post-cervical artificial 
insemination in sows. Animal Reproduction Science. 2012. vol. 136 (2) p.14-22. 2012. 
 
8 DE ARAUJO, L., LOURENÇO, N. Inseminação Artificial - O manejo reprodutivo 
necessário para beneficiar a produção de suínos. Site VetJr. Universidade Federal de Minas 
Gerais. 2023. 
 
9 FAILS, A. D., MAGEE, C. Frandson - Anatomia e Fisiologia dos Animais de Produção. 
Editora Guanabara Koogan. 8ª ed. 452p. 2019. 
 
https://abpa-br.org/wp-content/uploads/2024/04/ABPA-Relatorio-Anual-2024_capa_frango.pdf
https://abpa-br.org/wp-content/uploads/2024/04/ABPA-Relatorio-Anual-2024_capa_frango.pdf
13 
 
10 FERREIRA, A. H. et al. Produção de suínos: teoria e prática. 1ª ed. Brasília. Associação 
Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). 2014. 908p. 
 
11 FERRO, D. A. et al. Suinocultura: da gestação ao processamento da carne. Goiânia. Editora 
Kelps, 2022. 161 p. 
 
12 GARCIA, Cristian Hernando Martinez. Infertilidade sazonal em suínos: qual é o impacto na 
produção de suínos no Brasil?. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo o. Faculdade 
de Medicina Veterinária e Zootecnia. Departamento de Nutrição e Produção Animal, 
Pirassununga, 2022. 
 
13 GRINGS, Vitor Hugo. Inseminação artificial. Embrapa Suínos e Aves. 2021. Disponível em: 
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/criacoes/suinos/pre 
producao/insumos-e-servicos/insumos/inseminacao-artificial. 
 
14 MALLMANN, André Luis. Manejo alimentar de fêmeas suínas no período gestacional e 
pré-inseminação: impactos produtivos e reprodutivos. Tese (Doutorado) – Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Veterinária, Porto Alegre, RS, 2020. 
 
15 NETO, R. F., DE SOUSA, J. P. B., COSTA, L. F. X., MARQUES, D. P., OLIVEIRA, I. L. S., 
SILVA, I. C. A., GODOY, M. M., PESSOA, F. O. A. Aspectos do manejo reprodutivo de 
suínos. Colloquium Agrariae, vol. 13, n. Especial 2, 2017, p. 41-50. 
 
16 PASCUAL, J. G. A inseminação artificial pós-cervical. Comunidade Profissional de 
Suinocultura. 2020. 
 
17 PASCUAL, J. G. Características das doses de sêmen: volume, concentração e conservação. 
Comunidade Profissional de Suinocultura. 2021. 
 
18 ROLOFF, Cássio. Apostila de suinocultura. CEEPRO – Escola Agrícola Visconde de São 
Leopoldo. 2020. Disponível em: http://www.ceepro.com.br/wp-
content/uploads/2020/02/Apostila-Su%C3%ADnos-Completa-2020.pdf 
 
19 ROSS, C. A. R., DITADI, C. T., de OLIVEIRA, V., CERON, M. S., FRAGA, B. N., MULLER, 
G., CARNEIRO, O. S. Manejo reprodutivo do macho suíno: sistemas de alojamento e de coleta 
de sêmen, uma revisão. Ciência Animal e Veterinária: tópicos atuais em pesquisa. p. 74-88. 
vol. 2. 2023. 
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/criacoes/suinos/pre%20producao/insumos-e-servicos/insumos/inseminacao-artificial
https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/criacoes/suinos/pre%20producao/insumos-e-servicos/insumos/inseminacao-artificial
http://www.ceepro.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Apostila-Su%C3%ADnos-Completa-2020.pdf
http://www.ceepro.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Apostila-Su%C3%ADnos-Completa-2020.pdf
14 
 
 
20 RUBAS, A., ANDRADE, L., MENEGOLLA, V., CUNHA, S. H. M., LOCATELLI, M. L. 
Desafios atuais e futuros na inseminação artificial de suínos. Revista Inovação – Gestão e 
Tecnologia no Agronegócio. Vol. 1, 2022. 
 
21 SILVA, Emily Daiana Cavalheiro. Fatores que afetam os índices reprodutivos de fêmeas 
suínas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduaçãoem Medicina Veterinária) - Universidade 
Federal de Santa Catarina, Curitibanos – SC. 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
14 Anexos 
 
 
Figura 1: Sistema reprodutor de macho suíno. 
Fonte: Guido (2005). 
 
 
 
 
Figura 2: Glândulas acessórias presente no suíno macho. 
Fonte: Konig e Liebich (2016). 
 
 
16 
 
 
Figura 3: Trato reprodutivo de uma porca. 
Fonte: Konig e Liebich (2016). 
 
17 
 
 
Figura 4: Vagina e vulva de uma porca. 
Fonte: Konig e Liebich (2016). 
 
 
 
 
 
Figura 5: Regulação hormonal da reprodução em suínos. 
Fonte: Passei Direto (2012) 
 
18 
 
 
Figura 6: Ciclo estral na matriz suína. 
Fonte: UFPR. 
 
 
 
 
 
Figura 7: Escore de condição corpórea de matrizes. 
Fonte: Sanz (2012). 
 
 
 
19 
 
 
Figura 8: Monta natural. 
Fonte: Suinos Lagoa do Sol. 
 
 
 
 
Figura 9: Representação da disposição do cateter no trato genital da porca durante a IA. 
Fonte: Garcia (2021). 
 
20 
 
 
 
Figura 10: Imagem anatômica da inserção do catéter na IAIU. 
Fonte: Pascual (2020). 
 
 
 
 
 
Figura 11: Sonda Firflex para realizar IAUP. 
Fonte: Agroline. 
 
 
21 
 
 
Figura 12: Realização da coleta de sêmen. 
Fonte: Agroline. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
15 Ficha para avaliação do trabalho

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