Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

NUTRIÇÃO E 
ATENÇÃO À 
SAÚDE
 Luciana de 
Souza
Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094
S719n Souza, Luciana de.
 Nutrição e atenção à saúde / Luciana de Souza. – Porto 
 Alegre : SAGAH, 2017.
 194 p. : il. ; 22,5 cm. 
 ISBN 978-85-9502-068-9
 1. Nutrição. 2. Atenção à saúde. I. Título. 
CDU 613.2
Programas políticos 
de atenção nos 
diferentes ciclos da vida/
transição demográ� ca, 
epidemiológica, 
alimentar e nutricional
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Reconhecer os programas políticos de atenção nos diferentes ciclos 
da vida.
  Identi� car a transição demográ� ca e epidemiológica na Atenção 
Básica de Saúde.
  Indicar ações de transição alimentar e nutricional na Atenção Básica 
de Saúde.
Introdução
Os programas de saúde do SUS nem sempre foram dirigidos a todos os 
ciclos da vida. Inicialmente, visavam apenas a saúde materno-infantil. 
Depois, as doenças infectocontagiosas. Atualmente, com a alta prevalência 
das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), surgiram programas para 
atender todos os ciclos da vida. Neste capítulo, você irá reconhecer os 
programas políticos de atenção nos diferentes ciclos da vida, identificando 
a transição demográfica e epidemiológica e indicando ações de transição 
alimentar e nutricional.
Programas políticos de atenção nos diferentes 
ciclos da vida
A organização dos Programas de Saúde no SUS nem sempre foi dirigida a 
todos os ciclos da vida. Primeiro, iniciaram-se ações dirigidas para a Saúde 
da Criança e da Mulher na primeira metade do século XX devido aos elevados 
índices de mortalidade materno-infantil. Mais tarde, as ações foram dirigidas 
às doenças infectocontagiosas, como a tuberculose e a hanseníase. Depois, 
com a mudança do perfi l epidemiológico, foram lançados os primeiros pro-
gramas destinados às DCNT, como a hipertensão arterial e o diabetes melito. 
A preocupação com as diferentes fases do desenvolvimento foi observada nos 
últimos trinta anos com a implantação dos Programas de Atenção à Saúde dos 
Adolescentes e dos Idosos e na última década com a Saúde do Homem, devido 
à baixa procura dos homens por serviços de saúde e níveis de expectativa de 
vida inferiores aos das mulheres. 
Saúde da criança
A Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM/
DAPES/SAS/MS) do Ministério da Saúde é responsável por elaborar as ações 
de atenção integral à saúde da criança desde a gestação até os 9 anos de idade. 
Tem como fi nalidade reduzir a mortalidade infantil e garantir o pleno cres-
cimento e desenvolvimento da criança, apoiando a implementação das redes 
de atenção à saúde em seu componente específi co, com especial atenção às 
áreas e populações de maior vulnerabilidade. 
Em 2015, foi publicada a Portaria nº 1.130, de 5 de agosto, que instituiu a 
Política Nacional de Atenção à Saúde da Criança (PNAISC), envolvendo ações 
que vão desde o pré- natal de qualidade para a mulher e o bebê, nascimento 
seguro e humanizado com a adoção de boas práticas, atenção à saúde do 
recém- nascido, aleitamento materno, estímulo ao desenvolvimento integral 
na primeira infância, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, 
prevenção de violências e promoção da cultura de paz e atenção à saúde de 
crianças com doenças crônicas e/ou em situação de vulnerabilidades (BRA-
SIL, 2015). 
Nos últimos anos, o lançamento de programas prioritários como a Rede 
Cegonha e o Brasil Carinhoso refletiu a importância com que o governo federal 
trata as questões voltadas para o público infantil. Os estados e municípios, 
bem como a sociedade civil organizada, são grandes parceiros na construção 
de um SUS que investe na infância.
121Programas políticos de atenção nos diferentes ciclos da vida
Saúde do adolescente
Existe um impacto na saúde das pessoas jovens evidenciado ao analisar sua 
atual situação de saúde , as difi culdades de acesso à educação, o desemprego, 
as profundas desigualdades sociais, o meio ambiente degradado, a morbi-
mortalidade por violências, entre outras. Em consequência, esses indivíduos 
podem fi car vulneráveis aos agravos resultantes do uso abusivo de álcool e 
de outras drogas; agravos resultantes das violências; de doenças sexualmente 
transmissíveis e Aids; à mortalidade materna; na saúde sexual e na saúde re-
produtiva, ao início ou ao estabelecimento de doenças crônicas, o que interfere 
no crescimento e desenvolvimento saudáveis.
Confira as ações da Coordenação Geral da Saúde dos Adolescentes e Jovens:
  Implementação das Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral 
à Saúde de Adolescentes e Jovens na promoção, proteção e recu-
peração da saúde: seu objetivo é desenvolver um conjunto de ações 
com o propósito de atender adolescentes numa visão biopsicossocial, 
enfatizando a promoção à saúde, prevenção dos agravos, diagnóstico 
precoce, tratamento e reabilitação, melhorando a qualidade de vida de 
adolescentes e de suas famílias.
  Implementação da Caderneta da Saúde do Adolescente: tem o pro-
pósito de contribuir com o trabalho dos profissionais de saúde, dar 
maior visibilidade ao público adolescente, melhorar o atendimento, 
incentivar o autocuidado e promoção da saúde. 
  Implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde 
de Adolescentes em conflito com a lei, em regime de internação 
provisória: será garantida a atenção à saúde no SUS, no que diz respeito 
à promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde, nas três 
esferas de gestão.
  Implementação do Plano de Ação Nacional de Atenção Integral à 
Saúde de Adolescentes e Jovens: tem o objetivo de promover atenção 
integral à saúde de adolescentes, considerando as questões de gênero, 
orientação sexual, raça/etnia, meio familiar, condições de vida, escola-
ridade e trabalho, visando à promoção da saúde, à prevenção de agravos 
e à redução da morbimortalidade.
Nutrição e atenção à saúde122
Saúde da mulher
O Programa “Assistência Integral à Saúde da Mulher: base de ação progra-
mática” (PAISM) foi elaborado pelo Ministério da Saúde e apresentado na 
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da explosão demográfi ca no 
ano de 1983. Saiba que a discussão se pautava sobre o controle da natalidade. 
Além disso, o Ministério da Saúde teve papel fundamental, pois infl uenciou 
no âmbito do Governo Federal que se posicionou e defendeu o livre arbítrio 
das pessoas e das famílias brasileiras em relação a quando, quantos e qual o 
espaçamento entre fi lhos.
O PAISM propôs formas mais simétricas de relacionamento entre os pro-
fissionais de saúde e mulheres, apontando para a apropriação, autonomia e 
maior controle sobre saúde, corpo e vida. Assistência clínico ginecológica, em 
todas as fases da vida, no campo da reprodução (planejamento reprodutivo, 
gestação, parto e puerpério), como nos casos de doenças crônicas ou agudas. 
A partir de 2011, a saúde da mulher teve diversos avanços. Importante! Merece destaque 
a implementação de 30 novos serviços de atenção à mulher em situação de violência 
sexual e interrupção legal da gestação em hospitais de ensino. Para efetivar a Atenção 
Integral à Saúde da Mulher e da Criança, na qualificação da atenção obstétrica e infantil 
em rede, todos os estados já aderiram à Rede Cegonha, contemplando mais de 5 mil 
municípios. Além disso, 50% das regiões de saúde do país já elaboraram os Planos 
de Ação Regional, beneficiando mais de 2,5 milhões de gestantes. Também mais de 
1,7 milhão de unidades de Caderneta da Gestante foram disponibilizadas. 
Saúde do idoso
A Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa COSAPI/DAET/SAS é responsável 
pela implementação da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa que tem 
como principais diretrizes: envelhecimento ativo e saudável, atenção integral 
e integrada à saúde da pessoa idosa, estimulo às ações intersetoriais, além do 
fortalecimento do controle social, garantia de orçamento, incentivo a estudos 
e pesquisas entre outras.
123Programaspolíticos de atenção nos diferentes ciclos da vida
Em 2014, foi iniciada a implementação do Modelo de Atenção Integral à 
Saúde da Pessoa Idosa, que visa integrar esse segmento às redes de atenção à 
saúde e articular as áreas e programas estratégicos, como o acesso a medica-
mentos e insumos, além de ações de promoção da saúde e prevenção de agravos. 
Saúde do homem
É importante saber que a Coordenação Nacional de Saúde do Homem (CNSH/
DAPES/SAS/MS) é responsável pela implementação da Política Nacional de 
Atenção Integral da Saúde do Homem/PNAISH, que foi instituída pela Portaria 
nº 1.944/GM, do Ministério da Saúde, de 27 de agosto de 2009. 
A PNAISH tem como objetivo promover a melhoria das condições de saúde 
da população masculina adulta (20 a 59 anos) do Brasil, sendo desenvolvida 
a partir de cinco (05) eixos temáticos. Saiba quais são eles (BRASIL, 2009): 
  Acesso e acolhimento: objetiva reorganizar as ações de saúde, na qual 
os homens considerem os serviços de saúde como espaços masculinos 
e, os serviços reconheçam os homens como sujeitos que necessitam 
de cuidados. 
  Saúde sexual e reprodutiva: busca reconhecer os homens como sujeitos 
de direitos sexuais e reprodutivos, os envolvendo nas ações voltadas a 
esse fim e implementando estratégias para aproximá-los desta temática. 
  Paternidade e cuidado: objetiva sensibilizar sobre os benefícios do 
envolvimento ativo dos homens com/em todas as fases da gestação 
e nas ações de cuidado com seus filhos, visando trazer saúde, bem-
-estar e fortalecimento de vínculos saudáveis entre crianças, homens 
e suas(eus) parceiras(os).
  Doenças prevalentes na população masculina: busca fortalecer a 
assistência básica no cuidado à saúde dos homens, facilitando e garan-
tindo o acesso e a qualidade da atenção necessária ao enfrentamento 
dos fatores de risco das doenças e dos agravos à saúde. 
  Prevenção de violências e acidentes: visa propor e/ou desenvolver ações 
que chamem atenção para a grave relação entre a população masculina 
e as violências (em especial à violência urbana) e acidentes, sensibili-
zando a população em geral e os profissionais de saúde sobre o tema.
Nutrição e atenção à saúde124
Saiba que a Política Nacional Saúde Mental, apoiada na lei 10.216/02, busca consolidar 
um modelo de atenção à saúde mental aberto e de base comunitária. Isto é, mudança 
do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio com a família e a comu-
nidade; garantir a livre circulação das pessoas com transtornos mentais pelos serviços, 
comunidade e cidade; e oferecer cuidados com base nos recursos que a comunidade 
dispõe. Ainda conta com uma rede de serviços e equipamentos variados, tais como os 
Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), os 
Centros de Convivência e Cultura e os leitos de atenção integral (em Hospitais Gerais, 
nos CAPS III). O Programa De Volta para Casa, que oferece bolsas para egressos de 
longas internações em hospitais psiquiátricos, também faz parte desta Política.
Transição demográfica e epidemiológica na 
Atenção Básica de Saúde
Transição demográfica
É a dinâmica do crescimento populacional decorrente dos avanços da medicina, 
urbanização, desenvolvimento de novas tecnologias, taxas de natalidade e 
outros fatores.
Tradicionalmente, a transição demográfica relacionava a taxa de mortali-
dade com as condições dadas pela industrialização. Em 1929, as tendências 
demográficas se relacionavam com a ideia de que os países desenvolvidos são 
acompanhados por uma transição epidemiológica.
A tendência ao sedentarismo começou com o surgimento de máquinas e 
equipamentos para substituir parte do trabalho físico, com isso diminuiu o 
gasto energético.
Mas com os avanços tecnológicos também tivemos melhorias no acesso, 
cobertura e resolutividade das ações de saúde (pré-natal, vacinas), no sanea-
mento e nos meios de comunicação (televisão principalmente).
125Programas políticos de atenção nos diferentes ciclos da vida
Transição epidemiológica
Refere-se ao processo saúde-doença. Veja que a transição epidemiológica está 
relacionada com a transição demográfi ca, mas apenas com 4 fases. Confi ra:
  Primeira: é aquela em que a população tem esperança média de vida de 
35 anos e caracteriza-se pela má nutrição e pela presença de epidemias. 
  Segunda: a esperança de vida aumenta para 50 anos de idade; emergem 
um conjunto de doenças não comunicáveis, por exemplo, hipertensão, 
doenças coronárias e algumas doenças degenerativas. 
  Terceira: corresponde a uma esperança média de vida de 60 anos; e 
emergem doenças como AVC, cancros e ataques cardíacos. As infecções 
entram em recessão. 
  Quarta: emerge, em 1980, quando a esperança de vida ultrapassa os 
70 anos de idade; e caracteriza-se pelas doenças degenerativas, em 
que há uma esperança média de vida de 80 anos, com manutenção dos 
estados anteriores.
Inicialmente, surgiram as doenças infectocontagiosas (malária, rubéola, 
coqueluxe, cólera e outras), as quais cura-se ou morre-se. Após, surgiram do-
enças crônicas não-transmissíveis (diabetes, câncer, cardiopatias, hipertensão), 
com as quais se convive por muitos anos.
Aumenta-se o número da população idosa, ou seja, mais anos serão vividos 
com doenças. A estrutura de saúde pública terá que se adaptar para receber 
esse contingente.
Publicada no dia 11 de maio de 2016, a Portaria Ministerial 958, alterou o anexo da 
Portaria 2.488 de 2011, a Política Nacional da Atenção Básica, e ampliou as possibilidades 
de composição das Equipes de Atenção Básica, com a incorporação de mais técnicos 
de enfermagem nas equipes de saúde. Considerando a transição demográfica e o 
perfil epidemiológico da população, pretende-se com a alteração aumentar a capa-
cidade clínica na Unidade Básica de Saúde e o cuidado no domicílio, fortalecendo a 
continuidade da relação clínica na construção de vínculo e responsabilização, bem 
como ampliar a resolutividade da Atenção Básica.
Nutrição e atenção à saúde126
Transição alimentar e nutricional na Atenção 
Básica de Saúde
São transformações ocorridas no padrão nutricional das populações. Infl uen-
ciadas e determinadas tanto pelas mudanças demográfi cas como pelas epide-
miológicas. Ocorre um atraso econômico e social da “Civilização Ocidental”, 
infl uenciando, diretamente, as políticas públicas de saúde.
De acordo com o Relatório 916 da OMS sobre Alimentação Saudável, 
Atividade Física e Saúde, há provas científicas de que as pessoas podem 
manter-se saudáveis depois dos 70, 80 e 90 anos, se tiverem uma alimentação 
saudável e mantiverem uma prática regular de atividade física e não fumarem. 
Nas populações em geral, estão aumentando os fatores de risco (que coexis-
tem e interagem) e o nível de exposição a eles; por conseguinte, as estratégias 
de prevenção devem se propor a reduzir os riscos. Neste contexto, a alimentação 
saudável e a prática de atividade física junto com o controle do tabaco podem 
trazer amplos benefícios e constituírem a melhor estratégia para melhorar a 
qualidade de vida e conter a crescente ameaça mundial das DCNT.
A urbanização, sem dúvida, parece ter induzido a uma mudança nos pa-
drões de vida e comportamento alimentar das populações. No Brasil, o tipo 
de alimento consumido na zona rural é diferente daquele consumido na zona 
urbana, que está relacionado diretamente ao poder aquisitivo ou ao nível 
socioeconômico. Estudos demonstram que a população urbana de baixa renda 
apresenta uma ingestão calórica inferior, quando comparada com a população 
rural, apesar de que a primeira consome proporcionalmente mais proteína 
e gordura animal do que a segunda. A população urbana consome maior 
quantidade de alimentos processados, como carnes, gorduras, açúcares e 
derivados do leite, em relação à área rural, onde a ingestão de cereais, raízes 
e tubérculos é maior.
Por causa da urbanização/globalização acontece a perda da cultura das 
preparações e receitas caseiras, e com isso, o crescenteconsumo de alimentos 
industrializados e pré-preparados.
Agora, veja as etapas da transição nutricional:
1. Desaparecimento da desnutrição edematosa “kwashiorkor” e do ma-
rasmo nutricional: apesar de ter reduzido, ainda não há uma região 
que esteja livre da desnutrição em crianças menores de 5 anos (norte 
e nordeste). Nas áreas rurais os números são acentuados mesmo no 
centro-sul. Na população adulta, a desnutrição já não existe desde 
127Programas políticos de atenção nos diferentes ciclos da vida
a década de 80, com exceção do nordeste rural. A frequência é mais 
elevada nas camadas de renda mais baixas.
2. Aparecimento do binômio sobrepeso/obesidade: a partir dos 18 anos, 
o problema seria o sobrepeso/obesidade;
3. Doenças crônicas não-transmissíveis: diabetes, câncer, doenças car-
diovasculares, decorrentes, principalmente, do sobrepeso e obesidade.
4. Outros problemas carenciais: ANEMIA: mantém comportamento epi-
dêmico, não importando a classe social, sendo o principal problema 
carencial do país. Acomete principalmente gestantes, mulheres em 
idade fértil e crianças. Mantenha em mente que incentivar o aleitamento 
materno é o principal meio de prevenção. IODO: sua deficiência ocorre, 
principalmente em localidades distantes do litoral e na zona rural. 
Causa o “bócio” ou cretinismo. VITAMINA A: sua deficiência afeta 
a visão, levando a quadros de cegueira irreversível, xeroftalmia, além 
de comprometer a imunidade da criança.
  Mudanças importantes: redução da natalidade e melhoria no sanea-
mento básico, proteção contra doenças infecciosas, elevação do nível 
de escolaridade da mãe, acesso a ações básicas de saúde.
  Atividades importantes na área da nutrição: programas de incentivo 
ao aleitamento materno; Política Nacional de Alimentação Escolar 
(PNAE); Programa Bolsa Família (PBF); Programa de combate a ca-
rências nutricionais (Ferro, vitamina A, Iodo).
A presença da obesidade infantil é uma das consequências da transição nutricional, 
pois o alto consumo de alimentos ultraprocessados (ricos em sal, açúcar e gordura) e a 
redução do consumo de vegetais (arroz, feijão e frutas, ricos em vitaminas e minerais) 
é uma das características desta transição. Ao observar que as crianças com maior 
prevalência de obesidade eram aquelas em que o aleitamento materno não era 
praticado ou interrompido precocemente, a equipe de saúde decidiu fortalecer os 
Programas de incentivo ao aleitamento materno, com o objetivo de promovê-los 
exclusivamente até os 6 meses e complementarmente até os 2 anos de idade, com 
introdução alimentar de alimentos não processados ou minimamente processados, 
para tentar reduzir a obesidade infantil na comunidade atendida.
Nutrição e atenção à saúde128
1. Qual programa não diz 
respeito à Saúde da Criança 
na Atenção Básica? 
a) Prevenção de Violências 
e Acidentes.
b) Pré-natal.
c) Aleitamento materno.
d) Rede Cegonha.
e) Brasil Carinhoso.
2. Qual ação não faz parte da 
Atenção Básica à Saúde do 
Adolescente? 
a) Caderneta de Saúde 
do Adolescente.
b) Atenção Integral visando 
somente o trabalho.
c) Política de Atenção 
para adolescentes em 
conflito com a Lei.
d) Política de Atenção 
Integral, incluindo gênero 
e orientação sexual.
e) Política de Atenção Integral, 
incluindo raça e etnia.
3. Qual alternativa faz parte da 
Transição Demográfica? 
a) É um processo saúde-doença.
b) Cresce a expectativa de vida e, 
simultaneamente, as pessoas 
vivem com mais doenças.
c) Há redução do gasto energético 
das pessoas empregadas, devido 
ao aumento do uso de máquinas.
d) A alta prevalência de doenças 
infectocontagiosas passa 
para as doenças crônicas 
não transmissíveis.
e) Transição demográfica e 
transição epidemiológica 
são independentes.
4. Qual ação não influenciou 
a Transição Alimentar e 
Nutricional? 
a) Mudanças demográficas.
b) Mudanças epidemiológicas.
c) Aumento da urbanização.
d) Aumento da ruralização.
e) Maior consumo de alimentos 
processados e ultraprocessados.
5. Qual etapa não faz parte 
da Transição Alimentar e 
Nutricional? 
a) Desaparecimento da 
desnutrição e marasmo.
b) Aparecimento do sobrepeso.
c) Aumento das doenças crônicas 
não transmissíveis (DCNT).
d) Manutenção das carências 
nutricionais, como ferro, 
iodo e vitamina A.
e) Redução da obesidade.
129Programas políticos de atenção nos diferentes ciclos da vida
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.130, de 5 de agosto de 2015. Institui a Política 
Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) no âmbito do Sistema 
Único de Saúde (SUS). Brasília, DF: 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.944, de 27 de agosto de 2009. Institui no 
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Atenção Integral 
à Saúde do Homem. Brasília, DF: 2009. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2017.
Leituras recomendadas
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção em Saúde. Departamento de 
Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes nacionais para a atenção integral à saúde 
de adolescentes e jovens na promoção, proteção e recuperação da saúde. Brasília, DF : 
Ministério da Saúde, 2010. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações 
Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde de adolescen-
tes em conflito com a Lei: normas e reflexões. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015.
BRASIL. Conheça a CGSCAM. 2017. Disponível em: . Acesso 
em: 11 jan. 2017.
BRASIL. Portal da Saúde. 2017. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.
CANELLA, D. S.; SILVA, A. C. F.; JAIME, P. C. Produção científica sobre nutrição no âm-
bito da Atenção Primária à Saúde no Brasil: uma revisão de literatura. Ciência & Saúde 
Coletiva, Rio de Janeiro, v. 18, n. 2, p. 297-308, 2013. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.
CERVATO-MANCUSO, A. M. et al. A atuação do nutricionista na Atenção Básica à 
Saúde em um grande centro urbano. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, 
n. 12, p. 3289-3300, 2012. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.
DUARTE, E. C.; BARRETO, S. M. Transição demográfica e epidemiológica: a Epide-
miologia e Serviços de Saúde revisita e atualiza o tema. Epidemiologia e Serviços de 
Saúde, Brasília, DF, v. 21, n. 4, p. 529-532, out./dez. 2012. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.
Nutrição e atenção à saúde130
http://bvsms.saude.gov/
http://bvsms.saude.gov/
https://goo.gl/abrJoC
http://portalsaude.saude.gov.br/index
http://www.scielo/
http://www.scielo.br/pdf/csc/v17n12/14
http://iec.pa.gov.br/pdf/ess/
FERNANDES, M. T. de O.; SOARES, S. M. O desenvolvimento de políticas públicas de 
atenção ao idoso no Brasil. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 46, 
n. 6, p. 1494-1502, 2012. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.
JAIME, P. C.; SANTOS, L. M. P. Transição nutricional e a organização do cuidado em 
alimentação e nutrição na Atenção Básica em saúde. Revista Divulgação em Saúde 
para Debate, Rio de Janeiro, n. 51, p. 72-85, out. 2014.
LEITE, P. P. Transição Demográfica e Epidemiológica (Saúde Global V). 09 mar. 2015. 
Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.
MENDES, E. V. As redes de atenção à saúde. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 
v. 15, n. 5, p. 2297-2305, 2010. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2017.
PINHEIRO, A. R. de O. A Promoção da alimentação saudável como instrumento de 
prevenção e combate ao sobrepeso e obesidade. Brasília,DF, [2004]. Disponível em: 
. Acesso em: 11 jan. 
2017.
RODRIGUES, R. A. P. et al. Política nacional de atenção ao idoso e a contribuição 
da enfermagem. Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 16, n. 3, p. 536-545, 
jul./set. 2007. Disponível em: . 
Acesso em: 11 jan. 2017.
131Programas políticos de atenção nos diferentes ciclos da vida
http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v46n6/29
https://globalherit.hypotheses.org/2278
http://www.scielo.br/pdf/csc/v15n5/
http://www.scielo.br/pdf/tce/
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:

Mais conteúdos dessa disciplina