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AD1 2024.2 Disciplina: LÍNGUA BRASILEIRA de SINAIS – Libras Coordenadora: Vera Regina Loureiro Nome: Ketlen de Oliveira Batista (20216080154) Polo: Piraí Caro (a) aluno (a): Essa é a sua primeira avaliação à distância e deverá ser postada na plataforma, escolhendo no Menu inicial, a opção FERRAMENTAS / ATIVIDADE. Lembre-se que este deve ser um texto de sua autoria, com a utilização de referências bibliográficas, quando for o caso. Faça sempre uma revisão final antes de postar seu texto na plataforma. AD1 – 2024.2 Assista ao documentário: “Sou surda e não sabia”. Leia o material abaixo relacionado: · Artigo: Surdez e preconceito: a norma da fala e o mito da leitura da palavra falada, de Silvia Andreis Witkoski. No documentário “Sou surda e não sabia” a questão da surdez é apresentada pela perspectiva de Sandrine e sua história verídica. A protagonista conta, com detalhes, suas lembranças de criança, quando não tinha ainda sido familiarizada com a língua de sinais e apenas observava as expressões de seus pais. Ela analisa as dificuldades de apreensão do mundo a sua volta pela falta de uma língua comum de interação, e a descoberta de novas possibilidades a partir do contato com a comunidade surda e a língua de sinais. Nesse trabalho, solicitamos uma análise acerca do documentário, apontando características do Oralismo, o mito da leitura labial (discussão sobre norma e preconceito) e o conceito de ouvintismo tratados no texto de Silvia Witkoski. Escreva um texto de cerca de 1 lauda (30 linhas) respondendo à questão e ilustrando seus argumentos com situações abordadas no documentário. Análise sobre o documentário "Sou surda e não sabia" O documentário “Sou surda e não sabia” narra a história de Sandrine, uma mulher surda que, durante a infância, não teve acesso à Língua de Sinais, enfrentando enormes dificuldades para compreender o mundo ao seu redor. Sua experiência revela as barreiras comunicativas impostas pelo Oralismo e pela ideologia do ouvintismo. O Oralismo, que se manifesta em diversas situações no documentário, forçou Sandrine a tentar entender o mundo por meio de expressões faciais e leitura labial, práticas que ignoram as necessidades dos surdos. Além disso, a tentativa de uso do implante coclear, que trouxe mais desconforto do que benefícios, exemplifica a imposição de normas de comunicação que não são naturais para a comunidade surda. O mito da leitura labial, abordado tanto no documentário quanto no artigo de Silvia Witkoski, aparece como uma forma de preconceito. Esse mito sustenta a falsa crença de que todos os surdos podem dominar facilmente a leitura labial e se comunicar eficazmente com ouvintes. Sandrine enfrentou essas expectativas irreais, mostrando como a leitura labial é limitada e ineficaz em contextos de comunicação complexa, especialmente na sala de aula, onde há constantes movimentos e trocas verbais. Essa prática perpetua a ideia de que apenas ao entender o mundo dos ouvintes, os surdos serão "normais", desconsiderando a importância da Língua de Sinais. Por fim, o conceito de ouvintismo, presente no documentário e no artigo, reflete a ideia de que as normas dos ouvintes são superiores às da comunidade surda. Sandrine cresceu em um ambiente onde a língua oral era vista como a única forma correta de comunicação, reforçando a ideia de que os surdos precisam se adaptar ao mundo dos ouvintes para serem aceitos. A maneira como os pais de Sandrine reagiram ao descobrir que ela era surda, tratando-a com indiferença, mostra como essa ideia é prejudicial, especialmente para crianças que precisam de apoio e compreensão. A história de Sandrine mostra como é crucial respeitar as formas de comunicação naturais para os surdos, em vez de impor normas que não atendem às suas necessidades. image1.emf UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO