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UNIFEI - IESTI Aulas 10 e 11 Análise CA do Transistor TBJ ECAE03 Eletrônica Analógica I Professor Luciano Bertini Sala I.1.2.37 UNIFEI - IESTI Introdução ● Ja vimos até agora: a construção, o aspecto e as características básicas do transistor e a polarização CC; ● Vamos avaliar agora a resposta CA; ● Empregamos modelos CA para cada configuração; ● Existem três modelos comumente usados na análise CA: o modelo re, o modelo π híbrido e o modelo híbrido equivalente. ● O transistor pode ser empregado como um dispositivo amplificador. Isto é, o sinal de saída senoidal é maior do que o sinal de entrada senoidal, ou, em outras palavras, a potência CA de saída é maior do que a potência CA de entrada. UNIFEI - IESTI Introdução ● Surge, então, a seguinte questão: como a potência CA de saída pode ser maior do que a potência CA de entrada? Resposta: graças à potência CC aplicada UNIFEI - IESTI Introdução ● Em outras palavras, podemos fazer uma análise CC completa de um sistema antes de examinar a resposta CA. ● Uma vez concluída a análise CC, a resposta CA pode ser determinada por meio de uma análise completamente CA. UNIFEI - IESTI Modelagem do transistor TBJ ● A base para a análise do transistor para pequenos sinais é a utilização de circuitos equivalentes (modelos). UNIFEI - IESTI Modelagem do transistor TBJ ● Os fabricantes fornecem uma idéia do comportamento do transistor através dos chamados parâmetros híbridos ● Um circuito híbrido equivalente é uma representação de um transistor usando parâmetros híbridos, facilitando a análise de pequenos sinais. Essa abordagem considera o transistor como um modelo com componentes passivos, permitindo calcular seu comportamento em circuitos amplificadores. ● A desvantagem de usar esse circuito equivalente, no entanto, é que ele é definido para um conjunto de condições operacionais que podem não coincidir com as condições reais de funcionamento. UNIFEI - IESTI Modelagem do transistor TBJ Os parâmetros híbridos são: ● hfe (β): Ganho de corrente em configuração de emissor comum. Relação entre a corrente de coletor (Ic) e a corrente de base (Ib). ● hie: Impedância de entrada em configuração de emissor comum. Indica a resistência vista na entrada do transistor. ● hoe: Transcondutância inversa. Refere-se à variação da corrente de coletor em relação à variação da tensão de coletor-emissor, quando a base é mantida em um nível fixo. ● hde: Impedância de saída em configuração de emissor comum, representando a resistência de saída do transistor. UNIFEI - IESTI Modelagem do transistor TBJ ● O Resistência de entrada (re) é a resistência vista na entrada do transistor em configuração de emissor comum. Ela é inversamente proporcional à transcondutância (gm) ● O modelo re é o que usa esse valor de resistência na modelagem. ● Já o modelo π híbrido é utilizado quase exclusivamente para análise de alta frequência. UNIFEI - IESTI Modelagem CA ● Visto que estamos interessados apenas na resposta CA do circuito, todas as fontes CC podem ser substituídas por um potencial nulo equivalente (curto-circuito), porque elas determinam somente a componente CC (nível quiescente) da tensão de saída, e não a amplitude da oscilação CA da saída. ● Os valores CC foram importantes simplesmente para determinar o ponto Q de operação apropriado. ● Uma vez que ele tenha sido determinado, os valores CC poderão ser ignorados na análise CA do circuito. UNIFEI - IESTI Modelagem CA ● Exemplo: UNIFEI - IESTI Modelagem CA ● Removendo-se a parte CC: UNIFEI - IESTI Modelagem CA ● Parâmetros de interesse: UNIFEI - IESTI Modelagem CA ● Reorganizando os elementos: UNIFEI - IESTI Modelo re do transistor Configuração emissor comum UNIFEI - IESTI Modelo re do transistor Configuração emissor comum ● Para o circuito equivalente o terminal de entrada é simplesmente um único diodo com uma corrente Ie. ● Ainda precisamos acrescentar um elemento que crie a corrente Ie UNIFEI - IESTI Modelo re do transistor Configuração emissor comum ● Uma aproximação é redesenharmos as curvas características do coletor para que ele tenha um β constante UNIFEI - IESTI Modelo re do transistor Configuração emissor comum ● Duas melhorias ainda possíveis são a substituição do diodo por um elemento resistivo e a isolação entre entrada e saída UNIFEI - IESTI Modelo re do transistor Configuração emissor comum ● Por último, o circuito equivalente pode ser redesenhado com os circuitos de entrada e de saída estão isolados e conectados apenas pela fonte controlada — uma forma muito mais fácil de trabalhar ao analisar circuitos. UNIFEI - IESTI Tensão Early ● Método descoberto por James M. Early em 1952. Para a mesma variação de tensão, a variação resultante na corrente ΔIC é significativamente menor para ro2 do que para ro1. Assim: ro2 >> ro1 UNIFEI - IESTI Tensão Early ● A impedância de saída é dada pela inclinação da curva IC x VCE ● Pode ser calculada por: UNIFEI - IESTI Modelo re do transistor ● Nos casos em que as folhas de dados de um transistor não incluem a tensão Early ou as curvas características de saída, a impedância de saída pode ser determinada pelo parâmetro híbrido hoe, que costuma ser traçado em toda folha de dados. ● De qualquer maneira, agora pode ser definida uma impedância de saída que aparecerá como um resistor em paralelo com a saída: UNIFEI - IESTI Configuração Base-Comum UNIFEI - IESTI Configuração Base-Comum ● Diodo substituído por re =26mv/IE ● ro será elevada e a impedância de entrada baiza, basicamente re, podendo ir até 50Ω UNIFEI - IESTI Configuração Coletor-Comum ● Utiliza o mesmo modelo da configuração emissor-comum UNIFEI - IESTI Análise CA de circuitos com TBJ ● Agora vamos fazer a análise de alguns circuitos usando os modelos definidos ● Os circuitos analisados representam a maioria dos circuitos usados na prática; ● Modificações nas configurações padrão serão relativamente fáceis de examinar. UNIFEI - IESTI Configuração emissor-comum com polarização fixa UNIFEI - IESTI Configuração emissor-comum com polarização fixa UNIFEI - IESTI Impedância de entrada ● O circuito modelo revela claramente : UNIFEI - IESTI Impedância de saída ● A impedância de saída é definida como a impedância Zo determinada quando Vi = 0. Resultado: UNIFEI - IESTI Ganho Av ● Os resistores ro e RC estão em paralelo. Então: UNIFEI - IESTI Relação de fase ● O sinal negativo na equação resultante para Av revela que um deslocamento de fase de 180° ocorre entre os sinais de entrada e saída UNIFEI - IESTI Exemplo UNIFEI - IESTI Solução UNIFEI - IESTI Polarização por divisor de tensão UNIFEI - IESTI Polarização por divisor de tensão ● Equivalente CA: ○ Ausência de RE; ○ R1 e RC conectados ao terra; ○ R1 e R2 fazem parte do circuito de entrada; ○ RC é parte do circuito de saída; UNIFEI - IESTI Polarização por divisor de tensão ● Impedância de entrada: ● Impedância de saída (com Vi ajustado para 0 V, resulta em IB = 0 μA e βIB = 0 mA): UNIFEI - IESTI Polarização por divisor de tensão ● Ganho AV: Visto que RC e ro estão em paralelo: Relação de fase de 180o entre Vi e Vo UNIFEI - IESTI Exemplo Determine: UNIFEI - IESTI Solução UNIFEI - IESTI Configuração EC com polarização do emissor ● Os circuitos EC com polarização do emissor incluem um resistor no emissor que pode ou não ser curto-circuitado no domínio CA. ● Primeiro vamos examinar a situação na qual o resistor é incluído (sem capacitor de bypass no emissor); ● Em seguida vamos modificar as equações resultantes para a configuração sem o resistor (com o capacitor de bypass). UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor sem bypass UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor sem bypass ● Da lei das tensões de Kirchhoff na malha da entrada: UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor sem bypass ● Impedância de entrada Zi ● Impedânciade saída Zo Com Vi ajustado para zero, IB = 0, e βIB pode ser substituído por um circuito aberto equivalente. O resultado é: UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor sem bypass ● Ganho AV: Relação de fase de 180o entre Vi e Vo UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor sem bypass ● Efeito de ro: a consideração de ro traz uma complexidade muito grande que na maioria dos casos pode ser desprezada. ● Zi: UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor sem bypass ● Zo: UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor sem bypass ● Zo: UNIFEI - IESTI EC com polarização do emissor COM bypass ● Se um capacitor estiver conectado em paralelo com RE, o circuito em AC se comporta como na configuração emissor-comum com polarização fixa. ● Poranto, as mesmas equações serão válidas UNIFEI - IESTI Exemplo 1 ● Para o circuito dado, sem o capacitor CE, determine: UNIFEI - IESTI Solução Comparável −3,93 usando AV = −RC/RE UNIFEI - IESTI Exemplo 2 ● Repita o problema para o mesmo circuito, mas agora com CE conectado no local indicado. ● Solução: UNIFEI - IESTI Exemplo 3 ● Para o circuito dado (com CE não conectado), determine (usando as aproximações adequadas): UNIFEI - IESTI Solução: ● O circuito CA equivalente: ● A configuração resultante difere da polarização do emissor apenas pelo fato de que agora: UNIFEI - IESTI Solução UNIFEI - IESTI Exemplo 4 ● Repita o Exemplo 3 mas agora com CE no lugar indicado. UNIFEI - IESTI Bypass parcial ● Uma configuração comum com polarização do emissor é a do circuito abaixo: UNIFEI - IESTI Configuração Seguidor de Emissor UNIFEI - IESTI Configuração Seguidor de Emissor ● Possui ganho próximo de 1; ● Baixa impedância de saída