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SINAIS VITAIS PROF. ENF. ANTHAGORAS DANTAS DE MESQUITA Sinais vitais são indicadores do funcionamento fisiológico básico, ou seja, aqueles que evidenciam o funcionamento e as alterações da função corporal. Essenciais para que o corpo funcione corretamente; Auxiliam no diagnóstico, tratamento e no acompanhamento do paciente; Devem ser aferidos, regularmente. DESTACAM-SE: Pulso; Temperatura corpórea; Respiração; Pressão arterial; Dor. ATENÇÃO O profissional deve conhecer os parâmetros normais dos sinais vitais; Conhecer a história clínica do cliente; Controlar e minimizar os fatores ambientais que podem afetar os sinais vitais; Modo de abordar o cliente pode alterar os sinais vitais. PULSO Com a contração do ventrículo esquerdo há uma ejeção de um volume de sangue na aorta, e dali, para as artérias, sendo que uma onda de pressão desloca-se rapidamente pelo sistema arterial, onde pode ser percebida como pulso arterial. A contração e o relaxamento das artérias constitui o pulso. A palpação do pulso é um dos procedimentos clínicos mais antigos, e representa também um gesto simbólico, pois é um dos primeiros contato físico entre o profissional de saúde e o cliente/paciente. Parâmetros de normalidade para o pulso TÉCNICA TIPOS DE PULSO PULSO NORMAL: Facilmente palpável por pressão digital; PULSO FORTE/ CHEIO: Quando se exerce uma pressão moderada sobre a artéria e há certa dificuldade de obliterar a artéria; PULSO FRACO/FINO/ FILIFORME OU DÉBIL: Difícil de sentir por pressão digital. Indicam redução da força ou volume do pulso. O volume é pequeno e a artéria fácil de ser obliterada; PULSO IRREGULAR/ARRÍTMICOS: Os intervalos entre os batimentos são desiguais; PULSO DICRÓTICO: Dão a impressão de dois batimentos; PULSO AUSENTE: Não palpável. TEMPERATURA CORPORAL Temperatura corporal é o equilíbrio entre a produção e a perda de calor do organismo controlado pelo sistema chamado termorregulador. A faixa normal de temperatura é influenciada por: Nível de atividade do paciente; Pela idade; Pela temperatura ambiente; Pelos hormônios; Pelas vias de avaliação; Pelo nível de estresse; Pela hora do dia em que a temperatura é medida. Outras variações no corpo podem ser resultado dos processos de doença atual. ONDE AFERIR A TEMPERATURA CORPORAL Padrão de normalidade 35,8°C a 37,0°C REGIÃO AXILAR ONDE AFERIR A TEMPERATURA CORPORAL Padrão de normalidade 36,3°C a 37,4°C CAVIDADE ORAL ONDE AFERIR A TEMPERATURA CORPORAL Padrão de normalidade 37,0°C a 38, °C REGIÃO RETAL INSTRUMENTOS PARA AFERIR A TEMPERATURA X FREQUENCIA RESPIRATÓRIA A respiração é a troca de gases dos pulmões com o meio exterior, que tem como objetivo a absorção do oxigênio e eliminação do gás carbônico. PRESSÃO ARTERIAL A pressão arterial é a medida da pressão exercida pelo fluxo sanguíneo através das artérias em dois momentos – quando o coração está contraído, que é a pressão arterial sistólica, e quando o coração está relaxado, que é a pressão arterial diastólica. O DÉBITO CARDÍACO É resultante do volume sistólico (VS) multiplicado pela freqüência cardíaca (FC), sendo que o volume sistólico é a quantidade de sangue que é expelida do ventrículo cardíaco em cada sístole (contração). DC = VS X FC RESISTÊNCIA VASCULAR PERIFÉRICA É vasocontratilidade da rede arteriolar, sendo este fator importante na regulação da pressão arterial mínima ou diastólica. MATERIAIS UTILIZADOS PARA AFERIÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL ESFIGMOMANÔMETRO MANGUITO + MANGUEIRAS PERA + VÁLVULA MANOMÊTRO ESCALA DE LEITURA FITA MÉTRICA ESTETOSCÓPIO SONS DE KOROTKOFF 1ª fase (K1) Se inicia com pulsações fracas (marcador da pressão arterial sistólica) 2ª fase (K2) Manutenção das pulsações fracas com a presença de sons sibilantes 3ª fase (K3) Pulsações mais fortes com o desaparecimento dos sons sibilantes 4ª fase (K4) Abafamento das pulsações 5ª fase (K5) Interrupção completa do som (marcador da pressão arterial diastólica) DOR A dor é considerada o quinto sinal vital. É um sinal pessoal e subjetivo, onde a sua avaliação deve ser sistemática e registrada considerando-se sua multidimensionalidade. DOR AGUDA Relacionada a um processo patológico; Origem traumática ou inflamatória; Súbita; Curta duração (poucos segundos a 6 meses); Média intensidade a forte; Fácil tratamento; Pode evoluir para dor crônica; DOR CRÔNICA Persistente após a lesão; Duração de 3 meses a anos; Difícil controle; Intensidade variável; Tratamento difícil; A dor é uma experiência subjetiva e assim não pode ser objetivamente determinada por instrumentos físicos. Senhor Pedro, 48 anos, procurou atendimento na UBS próxima de sua casa para realizar uma avaliação de rotina. Ao verificar os sinais vitais do mesmo, a profissional anotou os seguintes resultados: Pressão Arterial: 128x83 mmHg; Frequência cardíaca: 112 bpm; Frequência respiratória: 20 rpm; Saturação 96%; Temperatura: 36,9°C. 1. Diante dos valores encontrados, é possível afirmar que o senhor Pedro apresenta: Bradipnéia. Taquipnéia Hipotermia Bradicardia Taquicardia 1. Diante dos valores encontrados, é possível afirmar que o senhor Pedro apresenta: Bradipnéia. Taquipnéia Hipotermia Bradicardia Taquicardia 2. Ainda sobre o caso do senhor Pedro, no que diz respeito aos valores de sua Pressão Arterial (128x83 mmHg), o mesmo encontra-se com: Pré-Hipertensão Arterial; Hipertensão Arterial estágio 1; Hipertensão Arterial estágio 2; Pressão Arterial normal; Pressão Arterial ótima. 2. Ainda sobre o caso do senhor Pedro, no que diz respeito aos valores de sua Pressão Arterial (128x83 mmHg), o mesmo encontra-se com: Pré-Hipertensão Arterial; Hipertensão Arterial estágio 1; Hipertensão Arterial estágio 2; Pressão Arterial normal; Pressão Arterial ótima. Paciente de 30 anos procurou atendimento de saúde queixando-se de cefaleia. Durante a anamnese o profissional que o atendeu realizou as seguintes anotações: Pressão Arterial: 110x80 mmHg; Frequência cardíaca: 83 bpm; Frequência respiratória: 19 rpm; Saturação 98%; Temperatura: 37,0°C. Diante desses dados, é possível afirmar que o paciente se encontra: Apenas com a pressão arterial normal; Febril e hipertenso estágio 1; Afebril, hipotenso e taquicardico; Com todos os sinais vitais aferidos normais; Normotérmico, normotenso e bradicardico. Paciente de 30 anos procurou atendimento de saúde queixando-se de cefaleia. Durante a anamnese o profissional que o atendeu realizou as seguintes anotações: Pressão Arterial: 110x80 mmHg; Frequência cardíaca: 83 bpm; Frequência respiratória: 19 rpm; Saturação 98%; Temperatura axilar: 37,0°C. Diante desses dados, é possível afirmar que o paciente se encontra: Apenas com a pressão arterial normal; Febril e hipertenso estágio 1; Afebril, hipotenso e taquicardico; Com todos os sinais vitais aferidos normais; Normotérmico, normotenso e bradicardico. ATÉ A PRÓXMA AULA! image1.jpg image2.png image3.jpeg image4.jpeg image5.png image6.png image7.png image8.gif image17.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpg image12.jpeg image13.jpg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpg image18.png image19.png image20.jpg image21.jpg image22.jpg image23.png image24.png image25.jpg image26.jpg image27.jpeg image28.png image29.gif image30.png image31.png image32.png image33.jpeg image34.jpeg image35.png image36.png image37.jpeg image38.jpeg image39.jpeg image40.jpeg image41.jpeg image42.png image43.png image44.png image45.gif image46.png image47.png image48.jpeg image49.jpg image50.gif media1.mp4 image51.png image52.png image53.jpg image54.gif image55.gif