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Educação Especial: Formação e Recursos

Aula sobre formação de professores, adaptações curriculares e recursos pedagógicos na Educação Especial. Aborda competências previstas na LDBEN para professores de classe comum e especializados, requisitos de formação, formação continuada, pesquisa, tecnologias e princípios da escola inclusiva.

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Kelly Silva

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1181Formação do professor, 
adaptações curriculares e 
recursos pedagógicos na 
Educação Especial
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta 
aula, você seja capaz de:
• Refl etir e analisar a importância sobre a 
formação do professor, adaptações curriculares e 
recursos pedagógicos na Educação Especial.
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 Educação Especial | Formação do professor, adaptações curriculares e 
 recursos pedagógicos na Educação Especial
A formação do professor para atender alunos com necessidades educativas 
especiais e para desenvolver trabalhos em equipe é fator indispensável para garantir 
a inclusão. O inciso III, do art. 59 da LDBEN aponta para dois perfi s de professores 
para atender às exigências da escola inclusiva: o professor da classe comum que 
deverá ser capacitado e o professor especializado em Educação Especial.
Os professores capacitados para atender alunos com necessidades educacionais 
especiais em classes comuns deverão comprovar que, na sua formação, foram 
incluídos conteúdos e disciplinas específi cas da área de Educação Especial, bem 
como, desenvolvidas competências para (LDBEN, p.13-4): 
I- perceber as necessidades educacionais especiais dos alunos;
II- fl exibilizar a ação pedagógica nas diferentes áreas de conhecimento;
III- avaliar continuamente a efi cácia do processo educativo;
IV- atuar em equipe, inclusive com professores especializados em 
Educação Especial.
Os professores especializados em Educação Especial deverão desenvolver 
competências que lhes possibilitem identifi car as necessidades educacionais 
especiais, defi nir e implementar respostas educativas a essas necessidades, 
apoiar o professor da classe comum, atuar nos processos de desenvolvimento 
e aprendizagem dos alunos, complementando estratégias de fl exibilização, 
adaptação curricular e práticas pedagógicas alternativas, entre outras. Além 
disso, deverão comprovar (LDBEN, p. 14):
 a) formação em cursos de Licenciatura em Educação Especial ou em uma de 
suas áreas, de preferência, concomitantemente e associado à Licenciatura para 
a Educação Infantil ou para os anos iniciais do Ensino Fundamental;
b) complementação de estudos ou Pós-Graduação em áreas específi cas de 
Educação Especial, posterior à licenciatura nas diferentes áreas do conhecimento, 
para a atuação nos anos fi nais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Aos professores que já exercem o magistério serão oferecidas oportunidades 
de formação continuada, inclusive em nível de especialização, pelas instâncias 
educacionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
INTRODUÇÃO
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ESTUDOS E PESQUISAS AMPLIAM CONCEITOS
As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação 
Básica determinam que os setores de pesquisa e as Universidades 
desenvolvam estudos buscando a melhoria dos recursos para auxiliar 
e ampliar a capacidade das pessoas com necessidades educacionais 
especiais. Sejam elas de se comunicar ou de se locomover para que possam 
participar de maneira cada vez mais autônoma no meio educacional, 
na vida produtiva e na vida social, exercendo assim de maneira plena, 
a sua cidadania.
Estudos e pesquisas sobre inovações na prática pedagógica e 
desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias ao processo educativo, 
por exemplo, são de grande relevância para o avanço das práticas inclusivas, 
assim como atividades de extensão junto às comunidades escolares.
As necessidades educacionais especiais requerem da escola condi-
ções específi cas em termos de recursos e apoio especializado, permitindo, 
assim, que o aluno tenha acesso aos conteúdos do cur rículo. Trata-se de 
um conceito bem mais amplo, que não reforça a defi ciência, mas enfatiza 
o ensino, a escola, as formas e condições de aprendizagem.
A escola inclusiva não procura no aluno a origem de um problema. 
Defi ne-se pelo tipo de resposta educativa e de recursos e apoios utilizados 
para que este obtenha sucesso escolar. Por fi m, em vez de pressupor que 
o aluno deva ajustar-se a padrões de normalidade para aprender, aponta 
para o desafi o de ajustar-se para atender à diversidade de seus alunos. 
Um projeto pedagógico que inclua os educandos com necessidades 
educacionais especiais, deverá seguir as mesmas diretrizes já traçadas 
pelo Conselho Nacional de Educação para a educação infantil, o 
ensino fundamental, o ensino médio, a educação profi ssional de nível 
técnico, a educação de jovens e adultos e a educação escolar indígena. 
Entretanto, esse projeto deverá atender ao princípio da fl exibilização, 
para que o acesso ao currículo seja adequado às condições dos discentes, 
respeitando seu caminhar próprio e favorecendo seu progresso escolar.
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 recursos pedagógicos na Educação Especial
AVALIAR PARA ASSEGURAR O ÊXITO DO PROCESSO
No decorrer do processo educativo, deverá ser realizada a avaliação 
pedagógica dos alunos que apresentem necessidades educacionais 
especiais, objetivando identifi car barreiras que estejam impedindo ou 
difi cultando o processo educativo em suas múltiplas dimensões.
A avaliação deverá levar em consideração todas as variáveis que 
incidem na aprendizagem: as de cunho individual; as que incidem no 
ensino, como as condições da escola e da prática docente; as que inspiram 
diretrizes gerais da educação, bem como as relações que se estabelecem 
entre todas elas.
Sob esse enfoque, ao contrário do modelo clínico, tradicional 
e classificatório, a ênfase deverá recair no desenvolvimento e na 
aprendizagem do aluno, bem como na melhoria da instituição escolar, 
onde a avaliação é entendida como processo permanente de análise das 
variáveis que interferem no processo de ensino e aprendizagem, para 
identifi car potencialidades e necessidades educacionais dos alunos e as 
condições da escola para responder a essas necessidades.
Para sua realização, deverá ser formada, no âmbito da própria 
escola, uma equipe de avaliação que possa contar com a participação 
de todos os profi ssionais que acompanhem o aluno.
Nesse caso, quando os recursos existentes na própria escola 
não forem suficientes para compreender melhor as necessidades 
educacionais dos alunos e identifi car os apoios indispensáveis, a escola 
poderá recorrer a uma equipe multiprofi ssional composta de médicos, 
terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos, fonoaudiólogos, 
fi sioterapeutas e outros. A composição dessa equipe pode abranger 
profissionais de uma determinada instituição ou profissionais de 
instituições diferentes. 
Cabe aos gestores educacionais buscar essa equipe multiprofi ssional 
em outra escola do sistema educacional ou na comunidade, o que se 
pode concretizar por meio de parcerias e convênios entre a Secretaria 
de Educação e outros órgãos, governamentais ou não.
A partir dessa avaliação e das observações feitas pela equipe escolar, 
legitima-se a criação dos serviços de apoio pedagógico especializado para 
atendimento de necessidades educacionais especiais dos alunos, ocasião 
em que o “especial” da educação se manifesta.
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CLASSES ESPECIAIS PARA O “ESPECIAL”
Para responder aos desafi os que se apresentam, é necessário que 
os sistemas de ensino constituam e façam funcionar um setor responsável 
pela Educação Especial, dotado de recursos humanos, materiais e 
fi nanceiros que viabilizem e dêem sustentação ao processo de construção 
da educação inclusiva.
Para aqueles alunos que apresentem difi culdades de comunicação 
e sinalização diferenciadas dos demais alunos, e demandem ajuda e 
apoio intenso e contínuo, cujas necessidades especiais não puderem ser 
atendidas em classes comuns, os sistemas de ensino poderão organizar, 
extraordinariamente, classes especiais, nas quais será realizado o 
atendimento de carátertransitório.
Os alunos que apresentem necessidades educacionais especiais 
e requeiram atenção individualizada nas atividades da vida autônoma 
e social, recursos, ajudas e apoios intensos e contínuos, bem como 
adaptações curriculares tão signifi cativas que a escola comum não tenha 
conseguido prover, podem ser atendidos, em caráter extraordinário, em 
escolas especiais, públicas ou privadas, atendimento esse complementado, 
sempre que necessário e de maneira articulada, por serviços das áreas de 
Saúde, Trabalho e Assistência Social.
É nesse contexto de idéias que a escola deve identifi car a melhor 
forma de atender às necessidades educacionais de seus alunos, em seu 
processo de aprender.
Assim, cabe a cada unidade escolar diagnosticar sua realidade 
educacional e implementar as alternativas de serviços e a sistemática 
de funcionamento de tais serviços, para favorecer o êxito de todos os 
seus alunos.
Nesse processo, há que se considerar as alternativas já existentes e 
utilizadas pela comunidade escolar, que se têm mostrado efi cazes, tais como 
sala de recursos, salas de apoio pedagógico, serviços de itinerância em suas 
diferentes possibilidades de realização (itinerância intra e interescolar). 
Deve-se também investir na criação de novas alternativas, sempre 
fundamentadas no conjunto de necessidades educacionais especiais 
encontradas no contexto da unidade escolar, como por exemplo a 
modalidade de apoio alocado na classe comum, sob a forma de professores 
e/ou profi ssionais especializados, com os recursos materiais adequados.
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 recursos pedagógicos na Educação Especial
Da mesma forma, é necessário se estabelecer um relacionamento 
profi ssional com os serviços especializados disponíveis na comunidade, 
tais como aqueles oferecidos pelas escolas especiais, centros ou núcleos 
educacionais também especializados, instituições públicas e privadas 
de atuação na área de Educação Especial. Importante, também, é a 
integração dos serviços educacionais com os das áreas de Saúde, Trabalho 
e Assistência Social, garantindo a totalidade do processo formativo e 
atendimento adequado ao desenvolvimento integral do cidadão.
É imprescindível planejar a existência de um canal ofi cial e formal 
de comunicação, de estudos, de tomada de decisões e de coordenação 
dos processos referentes às mudanças na estruturação dos serviços na 
gestão e na prática pedagógica para a inclusão de alunos com necessidades 
educacionais especiais.
Para o êxito das mudanças propostas, é importante que os gestores 
educacionais e escolares assegurem a acessibilidade aos alunos que 
apresentem necessidades educacionais especiais, mediante a eliminação de 
barreiras arquitetônicas urbanísticas, na edifi cação, incluindo instalações, 
equipamentos e mobiliário e nos transportes escolares, bem como as 
barreiras nas comunicações.
Para o atendimento dos padrões mínimos estabelecidos com 
respeito à acessibilidade, deve ser realizada a adaptação das escolas 
existentes assim como deve ser obtida a autorização de construção e 
funcionamento de novas escolas direcionadas para o preenchimento dos 
requisitos de infra-estrutura defi nidos.
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 AUTO-AVALIAÇÃO
1. Qual o perfil do professor da escola inclusiva? Como deve ser a sua 
formação?
2. Qual a diferença “marcante” entre a escola inclusiva e a escola comum?
3. Quais ações são importantes para o avanço das práticas inclusivas?
4. Qual o conceito da expressão “necessidades educacionais especiais”?
5. A partir do que foi estabelecido na aula, como deveria ser a formação do 
professor da escola inclusiva? Quais as suas competências?
6. Como o professor de educação especial deve desenvolver o currículo? 
INFORMAÇÃO SOBRE A PRÓXIMA AULA
Na próxima aula continuaremos falando sobre os serviços e atendimentos na área 
de Educação Especial. Até lá!
R E S U M O
O professor de Educação Especial deverá apresentar uma formação específi ca, 
precisa saber trabalhar em equipe e desenvolver competências que lhe permitam 
identifi car necessidades educativas especiais, defi nir e implementar respostas a 
essas necessidades e dar apoio ao professor de classe comum. A LDB aponta dois 
perfi s de professores da “escola inclusiva”: o professor da classe comum que deverá 
ser capacitado e o professor especializado em Educação Especial.
Outras instituições, como as universidades, precisam colaborar para que a educação 
inclusiva aconteça de fato, através de pesquisas e práticas inclusivas.
As escolas devem adaptar-se às necessidades dos alunos, oferecendo recursos e 
apoios especializados. A avaliação dos alunos deve ser realizada por uma equipe 
que fará os devidos encaminhamentos para classes especiais ou não.
A escola inclusiva deve ser uma escola para todos e dispor de um currículo dinâmico 
e fl exível que possa se adequar às necessidades dos alunos.

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