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UNIVERSIDADE FEDERAL DO 
ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
Disciplina: LÍNGUA BRASILEIRA de SINAIS – Libras
Coordenadora: Vera Regina Loureiro
Nome: Rosani Soares
Polo: Piraí 
Matrícula: 19216080233
O documentário “Sou surda e não sabia” levanta discussões importantes sobre a 
abordagem oralista, o mito da leitura labial e o conceito de ouvintismo. Tais aspectos 
podem ser relacionados ao texto “Surdez e preconceito: a norma da fala e o mito da 
leitura da palavra falada” de Silvia Witkoski quando a autora nos traz reflexões e críticas 
aos conceitos abordados no vídeo. Sobre o oralismo vimos que é uma abordagem 
educacional que prioriza o ensino da língua oral e auditiva para pessoas surdas, muitas 
vezes negligenciando ou desencorajando o uso da língua de sinais. No contexto do 
documentário, as pessoas surdas que não sabiam da existência da língua de sinais e 
foram ensinadas a falar e a ouvir podem ser vistas como exemplos de uma abordagem 
oralista. Contudo, o oralismo pode resultar na exclusão da língua de sinais, que é uma 
língua natural e fundamental para a comunicação das pessoas surdas. Isso pode limitar o 
desenvolvimento linguístico, cognitivo e social dos surdos. O foco no ensino da língua oral 
pode criar uma pressão para que as pessoas surdas se “encaixem” na norma ouvinte, 
levando à estigmatização da língua de sinais e da cultura surda. Nem todas as pessoas 
surdas têm a mesma capacidade de desenvolver habilidades auditivas e orais de forma 
eficaz. O oralismo pode deixar muitos surdos com lacunas na comunicação e no 
aprendizado.
O mito da leitura labial é a crença de que as pessoas surdas podem entender 
completamente o discurso oral através da leitura dos lábios, o que nem sempre é eficaz. A 
ênfase na leitura labial como único meio de comunicação eficaz pode resultar em 
preconceito contra aqueles que não conseguem acompanhar essa norma. Isso cria a 
ideia de que a comunicação oral é superior e que as pessoas surdas são deficientes por 
não se adaptarem a essa norma. A pressão para se adequar à norma ouvinte pode levar à 
marginalização e ao sentimento de inadequação por parte das pessoas surdas.
O ouvintismo é a crença na superioridade da audição e da fala em relação à surdez 
e à língua de sinais. Isso resulta na desvalorização da cultura e da identidade surda.
No texto “Surdez e preconceito: a norma da fala e o mito da leitura da palavra 
falada,” Silvia Witkoski discute a imposição da norma ouvinte como padrão de 
comunicação e o preconceito associado à surdez. Ela aborda como a norma da fala é 
instituída como a única forma legítima de comunicação, o que perpetua o ouvintismo e 
marginaliza a língua de sinais.
Em conclusão, o documentário “Sou surda e não sabia” proporciona uma 
oportunidade para discutir questões relacionadas ao oralismo, ao mito da leitura labial, ao 
ouvintismo e à luta contra o preconceito e a exclusão linguística enfrentados pelas 
pessoas surdas. Por meio da análise do documentário à luz do texto de Silvia Witkoski, é 
possível compreender as complexidades desses temas e a importância de promover a 
diversidade linguística e cultural das pessoas surdas.

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