Prévia do material em texto
1 CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU Julianna Lira RELATÓRIO FINAL DA PRÁTICA DE PSICOLOGIA EXPERIMENTAL Recife 2024 2 Julianna Lira RELATÓRIO FINAL DA PRÁTICA DE PSICOLOGIA EXPERIMENTAL Relatório apresentado ao Curso de Psicologia, UNINASSAU, como complemento de requisito para aprovação na disciplina Psicologia Experimental. Professora: Tábatha Oliveira Recife 2024 3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4 1. METODOLOGIA.......................................................................................... 6 2. DESENVOLVIMENTO ................................................................................ 7 2.1. Aula 01 – Observação e registro de comportamentos..........................7 2.2. Aula 03 – Comedouro (experimento 04)...............................................9 2.3. Aula 04 – Modelagem e extinção (experimento 05 e 06)...................11 2.4. Aula 05 – Uma única punição suave/Uma única punição severa/ Punições suaves repetitivas (experimentos 9, 10 e 11).............................................12 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 15 4. ANEXOS................................................................................................... 16 REFERÊNCIAS ........................................................................................ 17 4 INTRODUÇÃO Este documento trata-se de um relatório que diz respeito à prática realizada no laboratório de informática como complemento da disciplina psicologia experimental lecionada pela professora Tábatha Oliveira. As atividades ocorreram no período de fevereiro a junho de 2024 e foram realizadas com o uso do software Sniff Pro. O Rato Virtual Sniff Pro é um programa de computador, acompanhado de um manual de laboratório, que tem como proposta servir de recurso didático aplicado ao ensino introdutório de Análise Experimental do Comportamento, em especial às atividades práticas normalmente desenvolvidas em laboratórios de condicionamento operante que empregam ratos como sujeitos e caixas de Skinner como equipamento experimental. O Behaviorismo estuda o comportamento em relação ao ambiente, e podemos aplicar essa teoria na prática usando um programa de computador. O Sniffy Pro permite configurar estágios de condicionamento com intervalos de tempo programados para enviar estímulos e obter respostas do rato virtual. A observação, análise e intervenção são partes essenciais desse processo. Podemos observar mudanças no comportamento do indivíduo ao modificar o ambiente, e essa mudança impacta diretamente o comportamento. Com o Sniffy Pro, podemos estudar e compreender melhor como a modelagem, o reforço e a extinção influenciam o comportamento no mundo real. Foram realizados 4 experimentos de análise comportamental, são eles: I. Observação do nível operante - O objetivo desta atividade é observar o comportamento do rato, analisar como ele reage quando é condicionado e reforçado e verificar se os resultados estão de acordo com as teorias estudadas. II. Treino ao comedouro - O objetivo era ensinar ao sujeito experimental a associar o som do bebedouro com a disponibilidade da pelota de comida. Essa etapa foi fundamental para o condicionamento operante subsequente, onde o som do comedouro serviria como um reforço associado à pressão da barra. III. Modelagem (pressão a barra) - Nessa etapa usamos o reforçamento diferencial de aproximações sucessivas para ensinar o sujeito experimental a pressionar a barra. Começamos reforçando comportamentos simples, como olhar para a barra, e progressivamente reforçamos comportamentos mais complexos, como se aproximar, levantar-se e, finalmente, pressionar a barra. Cada comportamento foi reforçado com uma pelota de comida. Após alguns minutos, o sujeito experimental aprendeu a pressionar a barra consistentemente, demonstrando a eficácia do método de modelagem. IV. Extinção e punição - Nessas experiências, realizamos 3 intervenções: 5 a) Punição Suave Única: Foi aplicada uma punição suave (choque leve) quando o rato pressionou a barra. O sujeito experimental reagiu saltando, indicando que recebeu o choque. Após essa punição, ele ficou desorientado e não pressionou a barra por um certo tempo; b) Punição Severa: Aplicamos uma punição severa. sujeito experimental mostrou uma reação similar à observada com a punição suave, mas o impacto foi mais pronunciado. Ele evitou a barra por um período ainda maior, sugerindo que punições mais severas têm um efeito mais duradouro na supressão do comportamento. c) Punição Suave Repetitiva: Embora não tenha sido descrito detalhadamente, repetidas punições suaves provavelmente resultariam em uma diminuição gradual do comportamento, com cada punição reforçando a associação negativa com a pressão da barra. Essas experiencias demonstraram que a punição pode ser eficaz na redução de comportamentos indesejados, mas também levantaram questões éticas sobre seu uso, enfatizando a importância de considerar tanto a intensidade quanto a frequência das punições no condicionamento comportamental. Cada experimento durou aproximadamente de 10 (dez) à 20 (vinte) minutos com intervalos de 5 (cinco) minutos, e uma folha de respostas foi utilizada para registrar o comportamento observado. Como a maioria dos experimentos trata de questões de reforço, é importante primeiro definir o que é reforço. “Reforço é um tipo de consequência do comportamento que aumenta a probabilidade de um determinado comportamento voltar a ocorrer.” (MOREIRA e MEDIEROS, 2007, p. 51). Além de aumentar a frequência de um comportamento reforçado, o reforço diminui a frequência de outros comportamentos diferentes do comportamento reforçado e diminui a variabilidade das formas da resposta reforçada. Neste trabalho, apresentarei todas as observações e dados coletados durante cada experiência. Esse estudo foi elaborado com base da teoria de Skinner e a orientação da disciplina Psicologia Experimental. 6 METODOLOGIA 1. Instrumentos: 1.1. Sniffy Pro: O Rato Virtual é um programa de computador, acompanhado de um manual de laboratório, que tem como proposta servir de recurso didático aplicado ao ensino introdutório de Análise Experimental do Comportamento, em especial às atividades práticas normalmente desenvolvidas em laboratórios de condicionamento operante que empregam ratos como sujeitos e caixas de Skinner como equipamento experimental. 1.2. Folhas de Respostas: Em cada experimento foi utilizado uma folha de resposta, essas folhas contêm campos para o registro do tempo e dos comportamentos emitidos pelo rato, assim como para anotar a data e o horário em que o experimento foi realizado. 1.3. Procedimentos: A primeira fase do processo, foi realizado a observação e o registro do nível operante, onde todas as ações do sujeito experimental foram analisadas e anotadas, como: pressionar e tocar na barra, farejar, ficar de pé (levantar-se) e se limpar. Este registro foi feito durante 20 minutos de observação contínua, preenchendo a folha de resposta (Anexo – Figura 01). Nas três aulas seguintes, observamos os comportamentos do sujeito experimental. Durante essa fase, introduzimos o reforçador (pelota de comida) utilizando a técnica de aproximações sucessivas. Isso significava que o reforçador era oferecido sempre que o rato se aproximava da barra, a cheirava ou realizava ações similares a pressioná-la, como se levantar sobre ela, até que, por fim, o rato pressionou a barra. Logo após o condicionamento,quando o sujeito experimental começou a pressionar a barra repetidamente em busca do reforçador (pelota de comida), deu-se início ao processo de extinção operante. Nesta fase do experimento, que durou 10 minutos, a relação de contingência foi interrompida. Isso significa que o ato de pressionar a barra deixou de ser recompensado como antes, com o objetivo de reduzir a frequência desse comportamento. 7 DESENVOLVIMENTO 2.1 AULA 01 - Observação e registro de comportamentos. No dia 25 de março, a professora Tábatha Oliveira iniciou a introdução do Sniff Pro. Junto com minha dupla, Junno Cordeiro, observamos o nível operante, que teve início às 18:34h e término às 18:54h. O objetivo era observar o comportamento de um sujeito experimental – Gilberto – e obter uma linha de base de seus comportamentos antes de qualquer intervenção. A ideia era comparar esses dados com os que seriam coletados durante a intervenção futura, dessa forma, anotamos tudo que nosso sujeito experimental executava no período intervalado de 1 (um) minuto e anotamos todos os comportamentos na folha de registro (Tabela 01 – Observação no nível operante). Os comportamentos a serem registrados e observados eram os de pressionar a barra, tocar a barra, farejar, levantar-se e limpar-se. Tivemos um pouco de dificuldade, até entendermos que seria mais fácil separamos a atividade. Enquanto eu estava monitorando o tempo (dentro do período de um em um minuto) ao mesmo tempo que anotava os comportamentos que Junno ditava enquanto observava as ações que eram executadas por Gilberto. 2.1.1. Tempo do experimento: O tempo de observação foram de 20 (vinte) minutos, onde as ações executadas pelo sujeito experimental eram anotadas em 1 (um) em 1 (um) minuto. 2.1.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): Como já era esperado, notamos que, os comportamentos de farejar, levantar-se e limpar-se eram mais frequentes, enquanto tocar e pressionar a barra eram menos comuns. Essa experiência foi fascinante, pois me permitiu observar de perto os comportamentos do sujeito experimental e entender melhor como ele interagia com o seu ambiente antes de qualquer intervenção. Foi um aprendizado valioso que servirá como base para comparar com futuros dados após as intervenções planejadas. 2.1.3. Conceitos aprendidos: Quatro conceitos importantes foram citados nesta primeira aula: 8 a) Nível operante: Refere-se à taxa de ocorrência de um comportamento específico em uma determinada situação antes de qualquer intervenção ou manipulação experimental. Em outras palavras, é a frequência natural com que um comportamento ocorre sem reforço ou punição. b) Condicionamento operante: é uma teoria do aprendizado desenvolvida por B.F. Skinner, um dos psicólogos mais influentes do século XX. Esta teoria explica como os comportamentos são adquiridos e modificados em função das consequências que seguem esses comportamentos. Diferente do condicionamento clássico, que envolve a associação entre dois estímulos, o condicionamento operante foca na relação entre um comportamento e suas consequências. c) Behaviorismo: é uma abordagem teórica dentro da psicologia que se concentra no estudo do comportamento observável e mensurável, desconsiderando os processos mentais internos como explicações primárias para as ações. Essa escola de pensamento foi proeminente no início do século XX e influenciou fortemente o desenvolvimento da psicologia como uma ciência empírica. d) Psicologia Observacional: É a prática de observar e registrar comportamentos de indivíduos ou grupos sem manipular variáveis ou influenciar diretamente o ambiente. Min. Pressionar a barra Tocar a barra Farejar Levantar-se Limpar-se 01 - 1 8 6 10 02 - - 6 7 13 03 - 1 6 11 3 04 - 2 5 6 11 05 - 2 3 5 10 06 - - 3 7 5 07 - - 4 7 10 08 - - 6 8 6 09 - - 4 9 7 10 - 2 6 9 7 11 - - 6 4 10 12 - 1 4 10 3 13 - - 4 9 7 14 - - 3 10 6 15 - - 3 12 8 16 - - 6 10 12 17 - - 7 9 8 18 - - 6 12 6 19 - - 4 13 5 20 - - 7 13 8 TOTAL 0 97 177 165 165 9 Tabela 1: Observação no nível operante. Gráfico 1: Ações executadas pelo sujeito experimental no período de 5 (cinco), 10 (dez), 15 (quinze) e 20 (vinte) minutos. 2.2 AULA 03 - Comedouro (experimento 4). No dia 08 de abril iniciamos o condicionamento de Gilberto, nosso sujeito experimental. Novamente, fiz dupla com Junno Cordeiro e nosso primeiro experimento foi o treinamento para o uso do comedouro. Após a observação do comportamento do sujeito experimental na primeira aula (nível operante), iniciamos o novo experimento às 18:25h com o término às 18:32h. Durante o processo, tiramos os primeiros minutos para observação do comportamento de Gilberto. Em seguida toda vez que o sujeito experimental se aproximava do comedouro uma pelota de alimento era disponibilizada, com isso um som anunciava a liberação do alimento para que ele fizesse uma associação, ou seja, toda vez que o som soava, o alimento era liberado. Foi acompanhado e registrado o número de vezes que disponibilizamos a pelota de alimento a cada minuto que durou o experimento. 2.2.1. Tempo do experimento: O experimento durou um total 7 (sete) minutos de experimento, onde observamos e anotamos as ações de Gilberto. 2.2.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): No primeiro minuto observamos que o sujeito experimental não se aproximava do comedouro, e demorou um pouco até ele entender associação do som com o alimento. Quando chegamos próximo do ¾ da barra som e comida, Gilberto já comia todas as vezes que liberávamos o alimento. 0 10 20 30 40 50 60 5 minutos 10 minutos 15 minutos 20 minutos Ações observadas Pressionar a barra Tocar na barra farejar Levantar-se Limpar-se 10 A experiência me fez refletir sobre a importância da paciência e da repetição no ensino de novos comportamentos, ou seja, não estava apenas treinando Gilberto, mas também aprendendo muito sobre os princípios do comportamento e do condicionamento operante. 2.2.3. Conceitos aprendidos: a) Condicionamento clássico: Forma de aprendizado onde um estímulo neutro se torna condicionado ao ser associado com um estímulo incondicionado que provoca uma resposta natural. b) Estímulo neutro: Estímulo que inicialmente não provoca uma resposta particular até ser associado com um estímulo incondicionado. c) Reforçado secundário: Estímulo que adquire poder de reforçar comportamentos através de sua associação com um reforçador primário. d) Associação operante (som/alimento): Processo no condicionamento operante onde um comportamento é reforçado pela associação entre um estímulo auditivo (som) e uma recompensa alimentar (pelota de comida). Tempo Minutos Respostas 01 0 02 15 03 26 04 20 05 28 06 20 07 20 Tabela 2: Treino ao comedouro. Figura 1: Barra de som e comida em ¾. 11 2.3 AULA 04 – Modelagem e extinção (experimento 5 e 6). No dia 15 de abril, novamente com Junno, iniciamos os experimentos de modelagem e extinção. Durante esse procedimento, a modelagem foi realizada após o pareamento do som com a barra, para que o sujeito experimental aprendesse a pressionar a barra para obter alimento. Nossa primeira tarefa foi ensinar ao sujeito experimental a pressionar a barra dentro da caixa de condicionamento operante, usandoa pelota de comida como reforço. Após um tempo, Gilberto começou a pressionar a barra consistentemente, cerca de 15 (quinze) vezes seguidas com intervalos de 3 a 6 segundos entre cada pressão, tivemos a certeza de que havíamos conseguido modelar o seu comportamento. Após o condicionamento, iniciou-se a fase de extinção operante, onde a relação de contingência foi quebrada. Isso significa que o reforçador (pelota de comida) foi suspenso, e o comportamento de pressionar a barra deixou de ser recompensado como antes. Dessa maneira, o comportamento voltou ao seu nível operante, que é o nível característico anterior ao reforçamento. 2.3.1. Tempo do experimento: O procedimento de extinção teve a duração de 10 (dez) minutos. 2.3.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): Quando condicionado, Gilberto pressionava a barra de forma tão frenética que deixou de realizar outros comportamentos que antes eram comuns (levantar-se, limpar-se e farejar). Ele associou a pressão na barra à obtenção de comida, tornando esse comportamento o mais importante e recompensador para ele naquele momento. Na etapa de extinção, observamos um aumento significativo na frequência de respostas por minuto, com 12 (doze) respostas no primeiro minuto e 32 (trinta e dois) no segundo, o que é um efeito típico da extinção. Por volta do oitavo minuto, houve uma queda nas respostas, registrando apenas 5 e 3 pressões na barra, respectivamente, até que, no nono minuto, o rato parou de pressioná-la completamente. 2.3.3. Conceitos aprendidos: a) Modelagem: A técnica utilizada no experimento foi a modelagem, que diz respeito à aquisição de um novo comportamento por meio de reforçadores provenientes do ambiente. Ela é um procedimento de reforçamento por aproximações sucessivas, isto é, sempre que o sujeito se aproxima da resposta alvo do condicionamento ele é reforçado para que continue a 12 executá-la até realizar a resposta esperada, tendo como resultado um novo comportamento (Moreira & Medeiros, 2007). b) Extinção: Esse processo tem como resultado a diminuição gradual da execução do comportamento até a sua extinção de fato (Moreira & Medeiros, 2007). Gráfico 2: Relação entre o número de pressões na barra e o tempo de extinção Gráfico 3: Resultados da extinção. 2.5 AULA 05 – Uma única punição suave/Uma única punição severa/ Punições suaves repetitivas (experimentos 9, 10 e 11). No dia 08 de maio, junto com minha dupla, Junno cordeiro, realizamos os últimos experimentos no sujeito experimental, foram dois experimentos: a) Punição suave (única e repetitiva); b) Punição severa. O procedimento de punição única teve início às 19:14h e término às 19:24. Feito com o sujeito já modelado a pressionar a barra para ganhar alimento, no 0 20 40 60 80 100 Limpar-se Levantar-se Barra - Reforço automático (pressionar a barra) Frequência de comportamento 0 5 10 15 20 25 30 35 1 min. 2 min. 3 min. 4 min. 5 min. 6 min. 7 min. 8 min. 9 min. 10 min. Pressões à barra x Tempo de extinção Frequência 13 experimento foi retirado o reforço e programado para que na primeira pressão a barra o rato levasse um choque com uma potência não muito alta e observado o seu comportamento durante o experimento. O procedimento de punição severa teve início às 19:26h e término às 19:35. Feito, também com o sujeito já modelado a pressionar a barra para ganhar alimento, no experimento foi retirado o reforço e programado para que na primeira pressão a barra o rato levasse um choque com uma potência consideravelmente alta e observado o seu comportamento durante o experimento. 2.5.1. Tempo do experimento: O primeiro experimento durou 10 (dez) minutos e o segundo 9 (nove) minutos. 2.5.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): Durante o experimento, decidimos introduzir uma punição única para modelar o comportamento de Gilberto. Nosso objetivo era diminuir a frequência do comportamento condicionado de pressionar a barra. Assim que ele pressionou a barra pela primeira vez após a introdução da punição, ele deu um salto, indicando que havia recebido um leve choque. Obviamente o choque tinha surtido efeito: Gilberto ficou desorientado e não pressionou mais a barra pelos próximos dois minutos. A reação imediata ao choque e a pausa subsequente na atividade indicavam que a punição tinha interrompido o comportamento de pressionar a barra, pelo menos temporariamente. O próximo passo foi aplicar uma punição mais severa para observar se o comportamento de pressionar a barra poderia ser ainda mais reduzido ou até mesmo eliminado. Gilberto, novamente, exibiu comportamentos semelhantes aos da sessão anterior. Após a punição, ele mostrou sinais de desorientação e evitou pressionar a barra por um período significativo. Em ambas as experiências, ficou claro como diferentes intensidades de punição podem impactar o comportamento do indivíduo. Foi interessante observar a reação imediata do sujeito experimental ao choque, sua desorientação e a redução no comportamento indesejado. Essa experiência me fez refletir sobre a eficácia e as implicações éticas do uso de punição no condicionamento comportamental. 2.5.3. Conceitos aprendidos: a) Punição negativa: Consequência do comportamento que reduz sua frequência pela retirada de um estímulo reforçador (Moreira & Medeiros, 2007). 14 b) Punição positiva: Consequência do comportamento que reduz sua frequência pela adição de um estímulo aversivo ao ambiente (Moreira & Medeiros, 2007). c) Extinção: Suspensão da contingência (o comportamento deixa de produzir a consequência que produzia) (Moreira & Medeiros, 2007). Gráfico 4: Resultados da punição suave. Gráfico 5: Resultados da punição severa. Punição Suave Resposta s 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MINUTOS Punição Severa Resposta s 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MINUTOS 5 15 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao concluir este relatório sobre as práticas realizadas no laboratório de informática como parte integrante da disciplina de Psicologia Experimental, é evidente a quão enriquecedora foi essa experiência para minha formação como futura psicóloga. Sob a orientação da professora Tábatha e em colaboração com minha dupla Junno, pudemos mergulhar profundamente nos princípios fundamentais da análise experimental do comportamento. Desde os primórdios da psicologia, com os debates entre empirismo e racionalismo, até o advento do behaviorismo, acompanhado por figuras como Watson, Pavlov e Skinner, fomos guiados por uma jornada através das teorias e práticas que moldaram a compreensão do comportamento humano. A utilização do software Sniffy Pro nos permitiu explorar esses conceitos de maneira prática e tangível, aplicando técnicas de condicionamento operante e observando as consequências diretas nos comportamentos do sujeito experimental. Cada etapa do experimento nos proporcionou valiosas lições sobre como os comportamentos são adquiridos, mantidos e extintos, demonstrando claramente a influência das consequências no comportamento humano. Através da modelagem, pudemos testemunhar o poder do reforço na formação de novos comportamentos, enquanto a extinção nos mostrou como a ausência de reforço pode levar à supressão gradual de respostas. Além disso, a experiência com a punição nos fez refletir sobre questões éticas e práticas relacionadas ao uso desse método de modificação comportamental. Ficou claro que, embora a punição possa ser eficaz na supressão de comportamentos indesejados, é importante considerar cuidadosamente sua aplicação e os potenciais efeitos adversos que pode ter. Ao longo do experimento, enfrentamos desafios e obstáculos, como a barreira do idioma ao lidar com um programa em inglês, mas nossa determinação em alcançar nossos objetivos nos permitiu superar essas dificuldadese obter resultados satisfatórios. A prática repetida e a familiarização com o software foram essenciais para o sucesso de nossas atividades. Em suma, esta experiência foi fundamental para minha vivência como futura psicóloga, pois proporcionou uma compreensão mais profunda e prática dos conceitos teóricos estudados em sala de aula. Ao unir teoria e prática, fomos capazes de solidificar nosso conhecimento e desenvolver habilidades práticas essenciais para nossa futura carreira na psicologia experimental. 16 ANEXOS Figura 1: Folha de registro da aula 01. 17 REFERÊNCIAS MATOS, M. Behaviorismo metodológico e behaviorismo radical. Bernard Rangé (org)Psicoterapia comportamental e cognitiva: pesquisa, prática, aplicações e problemas.Campinas: Editorial Psy, 1995. MOREIRA; MEDEIROS. Princípios Básicos de Análise do Comportamento. 2.ed. Porto Alegre, RS: Artmed Editora Ltda., 2019. p. 1-219. SHAUGHNESSY; ZECHMEISTER, Eugene B.; ZECHMEISTER, Jeanne S.. Metodologia de Pesquisa em Psicologia: Métodos de Pesquisa . 9. ed. Porto Alegre, RS: AMGH Editora Ltda., 2012. p. 13-487