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Relatório Psicologia Experimental - Julianna lira

Relatório final de Prática de Psicologia Experimental que documenta atividades (fev–jun/2024) no laboratório com o software Sniffy Pro: observação do nível operante; treino ao comedouro; modelagem para pressionar a barra; extinção e punições (suave única, severa, suave repetitiva).

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Prévia do material em texto

1 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
 
Julianna Lira 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DA PRÁTICA DE PSICOLOGIA EXPERIMENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife 
2024 
 
2 
 
 
Julianna Lira 
 
 
 
 
RELATÓRIO FINAL DA PRÁTICA DE PSICOLOGIA EXPERIMENTAL 
 
 
 
 
Relatório apresentado ao Curso de 
Psicologia, UNINASSAU, como 
complemento de requisito para 
aprovação na disciplina Psicologia 
Experimental. 
Professora: Tábatha Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife 
2024 
 
3 
 
 
 SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4 
1. METODOLOGIA.......................................................................................... 6 
2. DESENVOLVIMENTO ................................................................................ 7 
 
2.1. Aula 01 – Observação e registro de comportamentos..........................7 
2.2. Aula 03 – Comedouro (experimento 04)...............................................9 
2.3. Aula 04 – Modelagem e extinção (experimento 05 e 06)...................11 
2.4. Aula 05 – Uma única punição suave/Uma única punição severa/ 
Punições suaves repetitivas (experimentos 9, 10 e 
11).............................................12 
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 15 
4. ANEXOS................................................................................................... 16 
REFERÊNCIAS ........................................................................................ 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
INTRODUÇÃO 
Este documento trata-se de um relatório que diz respeito à prática realizada no 
laboratório de informática como complemento da disciplina psicologia 
experimental lecionada pela professora Tábatha Oliveira. As atividades 
ocorreram no período de fevereiro a junho de 2024 e foram realizadas com o uso 
do software Sniff Pro. 
O Rato Virtual Sniff Pro é um programa de computador, acompanhado de um 
manual de laboratório, que tem como proposta servir de recurso didático aplicado 
ao ensino introdutório de Análise Experimental do Comportamento, em especial 
às atividades práticas normalmente desenvolvidas em laboratórios de 
condicionamento operante que empregam ratos como sujeitos e caixas de 
Skinner como equipamento experimental. 
O Behaviorismo estuda o comportamento em relação ao ambiente, e podemos 
aplicar essa teoria na prática usando um programa de computador. O Sniffy Pro 
permite configurar estágios de condicionamento com intervalos de tempo 
programados para enviar estímulos e obter respostas do rato virtual. 
A observação, análise e intervenção são partes essenciais desse processo. 
Podemos observar mudanças no comportamento do indivíduo ao modificar o 
ambiente, e essa mudança impacta diretamente o comportamento. Com o Sniffy 
Pro, podemos estudar e compreender melhor como a modelagem, o reforço e a 
extinção influenciam o comportamento no mundo real. Foram realizados 4 
experimentos de análise comportamental, são eles: 
I. Observação do nível operante - O objetivo desta atividade é observar o 
comportamento do rato, analisar como ele reage quando é condicionado 
e reforçado e verificar se os resultados estão de acordo com as teorias 
estudadas. 
II. Treino ao comedouro - O objetivo era ensinar ao sujeito experimental a 
associar o som do bebedouro com a disponibilidade da pelota de comida. 
Essa etapa foi fundamental para o condicionamento operante 
subsequente, onde o som do comedouro serviria como um reforço 
associado à pressão da barra. 
III. Modelagem (pressão a barra) - Nessa etapa usamos o reforçamento 
diferencial de aproximações sucessivas para ensinar o sujeito 
experimental a pressionar a barra. Começamos reforçando 
comportamentos simples, como olhar para a barra, e progressivamente 
reforçamos comportamentos mais complexos, como se aproximar, 
levantar-se e, finalmente, pressionar a barra. Cada comportamento foi 
reforçado com uma pelota de comida. Após alguns minutos, o sujeito 
experimental aprendeu a pressionar a barra consistentemente, 
demonstrando a eficácia do método de modelagem. 
IV. Extinção e punição - Nessas experiências, realizamos 3 intervenções: 
 
5 
 
a) Punição Suave Única: Foi aplicada uma punição suave (choque leve) 
quando o rato pressionou a barra. O sujeito experimental reagiu 
saltando, indicando que recebeu o choque. Após essa punição, ele 
ficou desorientado e não pressionou a barra por um certo tempo; 
b) Punição Severa: Aplicamos uma punição severa. sujeito experimental 
mostrou uma reação similar à observada com a punição suave, mas o 
impacto foi mais pronunciado. Ele evitou a barra por um período ainda 
maior, sugerindo que punições mais severas têm um efeito mais 
duradouro na supressão do comportamento. 
c) Punição Suave Repetitiva: Embora não tenha sido descrito 
detalhadamente, repetidas punições suaves provavelmente 
resultariam em uma diminuição gradual do comportamento, com cada 
punição reforçando a associação negativa com a pressão da barra. 
 
Essas experiencias demonstraram que a punição pode ser eficaz na 
redução de comportamentos indesejados, mas também levantaram 
questões éticas sobre seu uso, enfatizando a importância de considerar 
tanto a intensidade quanto a frequência das punições no condicionamento 
comportamental. 
Cada experimento durou aproximadamente de 10 (dez) à 20 (vinte) minutos com 
intervalos de 5 (cinco) minutos, e uma folha de respostas foi utilizada para 
registrar o comportamento observado. 
Como a maioria dos experimentos trata de questões de reforço, é importante 
primeiro definir o que é reforço. “Reforço é um tipo de consequência do 
comportamento que aumenta a probabilidade de um determinado 
comportamento voltar a ocorrer.” (MOREIRA e MEDIEROS, 2007, p. 51). Além 
de aumentar a frequência de um comportamento reforçado, o reforço diminui a 
frequência de outros comportamentos diferentes do comportamento reforçado e 
diminui a variabilidade das formas da resposta reforçada. 
Neste trabalho, apresentarei todas as observações e dados coletados durante 
cada experiência. Esse estudo foi elaborado com base da teoria de Skinner e a 
orientação da disciplina Psicologia Experimental. 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
METODOLOGIA 
1. Instrumentos: 
1.1. Sniffy Pro: O Rato Virtual é um programa de computador, acompanhado de 
um manual de laboratório, que tem como proposta servir de recurso didático 
aplicado ao ensino introdutório de Análise Experimental do Comportamento, em 
especial às atividades práticas normalmente desenvolvidas em laboratórios de 
condicionamento operante que empregam ratos como sujeitos e caixas de 
Skinner como equipamento experimental. 
1.2. Folhas de Respostas: Em cada experimento foi utilizado uma folha de 
resposta, essas folhas contêm campos para o registro do tempo e dos 
comportamentos emitidos pelo rato, assim como para anotar a data e o horário 
em que o experimento foi realizado. 
1.3. Procedimentos: A primeira fase do processo, foi realizado a observação e 
o registro do nível operante, onde todas as ações do sujeito experimental foram 
analisadas e anotadas, como: pressionar e tocar na barra, farejar, ficar de pé 
(levantar-se) e se limpar. Este registro foi feito durante 20 minutos de observação 
contínua, preenchendo a folha de resposta (Anexo – Figura 01). 
Nas três aulas seguintes, observamos os comportamentos do sujeito 
experimental. Durante essa fase, introduzimos o reforçador (pelota de comida) 
utilizando a técnica de aproximações sucessivas. Isso significava que o 
reforçador era oferecido sempre que o rato se aproximava da barra, a cheirava 
ou realizava ações similares a pressioná-la, como se levantar sobre ela, até que, 
por fim, o rato pressionou a barra. 
Logo após o condicionamento,quando o sujeito experimental começou a 
pressionar a barra repetidamente em busca do reforçador (pelota de comida), 
deu-se início ao processo de extinção operante. Nesta fase do experimento, que 
durou 10 minutos, a relação de contingência foi interrompida. Isso significa que 
o ato de pressionar a barra deixou de ser recompensado como antes, com o 
objetivo de reduzir a frequência desse comportamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
 2.1 AULA 01 - Observação e registro de comportamentos. 
No dia 25 de março, a professora Tábatha Oliveira iniciou a introdução do Sniff 
Pro. 
Junto com minha dupla, Junno Cordeiro, observamos o nível operante, que teve 
início às 18:34h e término às 18:54h. 
O objetivo era observar o comportamento de um sujeito experimental – Gilberto 
– e obter uma linha de base de seus comportamentos antes de qualquer 
intervenção. A ideia era comparar esses dados com os que seriam coletados 
durante a intervenção futura, dessa forma, anotamos tudo que nosso sujeito 
experimental executava no período intervalado de 1 (um) minuto e anotamos 
todos os comportamentos na folha de registro (Tabela 01 – Observação no 
nível operante). 
Os comportamentos a serem registrados e observados eram os de pressionar a 
barra, tocar a barra, farejar, levantar-se e limpar-se. 
Tivemos um pouco de dificuldade, até entendermos que seria mais fácil 
separamos a atividade. Enquanto eu estava monitorando o tempo (dentro do 
período de um em um minuto) ao mesmo tempo que anotava os comportamentos 
que Junno ditava enquanto observava as ações que eram executadas por 
Gilberto. 
 2.1.1. Tempo do experimento: O tempo de observação foram de 20 (vinte) 
minutos, onde as ações executadas pelo sujeito experimental eram anotadas em 
1 (um) em 1 (um) minuto. 
 2.1.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): Como já era 
esperado, notamos que, os comportamentos de farejar, levantar-se e limpar-se 
eram mais frequentes, enquanto tocar e pressionar a barra eram menos comuns. 
Essa experiência foi fascinante, pois me permitiu observar de perto os 
comportamentos do sujeito experimental e entender melhor como ele interagia 
com o seu ambiente antes de qualquer intervenção. Foi um aprendizado valioso 
que servirá como base para comparar com futuros dados após as intervenções 
planejadas. 
 2.1.3. Conceitos aprendidos: 
Quatro conceitos importantes foram citados nesta primeira aula: 
 
8 
 
a) Nível operante: Refere-se à taxa de ocorrência de um comportamento 
específico em uma determinada situação antes de qualquer intervenção 
ou manipulação experimental. Em outras palavras, é a frequência natural 
com que um comportamento ocorre sem reforço ou punição. 
 
b) Condicionamento operante: é uma teoria do aprendizado desenvolvida 
por B.F. Skinner, um dos psicólogos mais influentes do século XX. Esta 
teoria explica como os comportamentos são adquiridos e modificados em 
função das consequências que seguem esses comportamentos. Diferente 
do condicionamento clássico, que envolve a associação entre dois 
estímulos, o condicionamento operante foca na relação entre um 
comportamento e suas consequências. 
 
c) Behaviorismo: é uma abordagem teórica dentro da psicologia que se 
concentra no estudo do comportamento observável e mensurável, 
desconsiderando os processos mentais internos como explicações 
primárias para as ações. Essa escola de pensamento foi proeminente no 
início do século XX e influenciou fortemente o desenvolvimento da 
psicologia como uma ciência empírica. 
 
d) Psicologia Observacional: É a prática de observar e registrar 
comportamentos de indivíduos ou grupos sem manipular variáveis ou 
influenciar diretamente o ambiente. 
Min. Pressionar a barra Tocar a barra Farejar Levantar-se Limpar-se 
01 - 1 8 6 10 
02 - - 6 7 13 
03 - 1 6 11 3 
04 - 2 5 6 11 
05 - 2 3 5 10 
06 - - 3 7 5 
07 - - 4 7 10 
08 - - 6 8 6 
09 - - 4 9 7 
10 - 2 6 9 7 
11 - - 6 4 10 
12 - 1 4 10 3 
13 - - 4 9 7 
14 - - 3 10 6 
15 - - 3 12 8 
16 - - 6 10 12 
17 - - 7 9 8 
18 - - 6 12 6 
19 - - 4 13 5 
20 - - 7 13 8 
TOTAL 0 97 177 165 165 
 
9 
 
 
Tabela 1: Observação no nível operante. 
 
 
Gráfico 1: Ações executadas pelo sujeito experimental no período de 5 (cinco), 
10 (dez), 15 (quinze) e 20 (vinte) minutos. 
 
2.2 AULA 03 - Comedouro (experimento 4). 
No dia 08 de abril iniciamos o condicionamento de Gilberto, nosso sujeito 
experimental. Novamente, fiz dupla com Junno Cordeiro e nosso primeiro 
experimento foi o treinamento para o uso do comedouro. 
Após a observação do comportamento do sujeito experimental na primeira aula 
(nível operante), iniciamos o novo experimento às 18:25h com o término às 
18:32h. 
Durante o processo, tiramos os primeiros minutos para observação do 
comportamento de Gilberto. Em seguida toda vez que o sujeito experimental se 
aproximava do comedouro uma pelota de alimento era disponibilizada, com isso 
um som anunciava a liberação do alimento para que ele fizesse uma associação, 
ou seja, toda vez que o som soava, o alimento era liberado. 
Foi acompanhado e registrado o número de vezes que disponibilizamos a pelota 
de alimento a cada minuto que durou o experimento. 
2.2.1. Tempo do experimento: O experimento durou um total 7 (sete) 
minutos de experimento, onde observamos e anotamos as ações de Gilberto. 
2.2.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): No primeiro 
minuto observamos que o sujeito experimental não se aproximava do 
comedouro, e demorou um pouco até ele entender associação do som com o 
alimento. Quando chegamos próximo do ¾ da barra som e comida, Gilberto já 
comia todas as vezes que liberávamos o alimento. 
0
10
20
30
40
50
60
5 minutos 10 minutos 15 minutos 20 minutos
Ações observadas
Pressionar a barra Tocar na barra farejar Levantar-se Limpar-se
 
10 
 
A experiência me fez refletir sobre a importância da paciência e da 
repetição no ensino de novos comportamentos, ou seja, não estava apenas 
treinando Gilberto, mas também aprendendo muito sobre os princípios do 
comportamento e do condicionamento operante. 
2.2.3. Conceitos aprendidos: 
a) Condicionamento clássico: Forma de aprendizado onde um estímulo 
neutro se torna condicionado ao ser associado com um estímulo 
incondicionado que provoca uma resposta natural. 
 
b) Estímulo neutro: Estímulo que inicialmente não provoca uma resposta 
particular até ser associado com um estímulo incondicionado. 
 
c) Reforçado secundário: Estímulo que adquire poder de reforçar 
comportamentos através de sua associação com um reforçador primário. 
 
d) Associação operante (som/alimento): Processo no condicionamento 
operante onde um comportamento é reforçado pela associação entre um 
estímulo auditivo (som) e uma recompensa alimentar (pelota de comida). 
 
Tempo Minutos Respostas 
01 0 
02 15 
03 26 
04 20 
05 28 
06 20 
07 20 
 
Tabela 2: Treino ao comedouro. 
 
 
Figura 1: Barra de som e comida em ¾. 
 
11 
 
 
2.3 AULA 04 – Modelagem e extinção (experimento 5 e 6). 
No dia 15 de abril, novamente com Junno, iniciamos os experimentos de 
modelagem e extinção. Durante esse procedimento, a modelagem foi realizada 
após o pareamento do som com a barra, para que o sujeito experimental 
aprendesse a pressionar a barra para obter alimento. 
Nossa primeira tarefa foi ensinar ao sujeito experimental a pressionar a barra 
dentro da caixa de condicionamento operante, usandoa pelota de comida como 
reforço. 
 
Após um tempo, Gilberto começou a pressionar a barra consistentemente, cerca 
de 15 (quinze) vezes seguidas com intervalos de 3 a 6 segundos entre cada 
pressão, tivemos a certeza de que havíamos conseguido modelar o seu 
comportamento. 
Após o condicionamento, iniciou-se a fase de extinção operante, onde a relação 
de contingência foi quebrada. Isso significa que o reforçador (pelota de comida) 
foi suspenso, e o comportamento de pressionar a barra deixou de ser 
recompensado como antes. Dessa maneira, o comportamento voltou ao seu 
nível operante, que é o nível característico anterior ao reforçamento. 
2.3.1. Tempo do experimento: O procedimento de extinção teve a duração de 
10 (dez) minutos. 
2.3.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): Quando condicionado, 
Gilberto pressionava a barra de forma tão frenética que deixou de realizar outros 
comportamentos que antes eram comuns (levantar-se, limpar-se e farejar). 
Ele associou a pressão na barra à obtenção de comida, tornando esse 
comportamento o mais importante e recompensador para ele naquele momento. 
Na etapa de extinção, observamos um aumento significativo na frequência de 
respostas por minuto, com 12 (doze) respostas no primeiro minuto e 32 (trinta e 
dois) no segundo, o que é um efeito típico da extinção. Por volta do oitavo minuto, 
houve uma queda nas respostas, registrando apenas 5 e 3 pressões na barra, 
respectivamente, até que, no nono minuto, o rato parou de pressioná-la 
completamente. 
2.3.3. Conceitos aprendidos: 
a) Modelagem: A técnica utilizada no experimento foi a modelagem, que diz 
respeito à aquisição de um novo comportamento por meio de reforçadores 
provenientes do ambiente. Ela é um procedimento de reforçamento por 
aproximações sucessivas, isto é, sempre que o sujeito se aproxima da 
resposta alvo do condicionamento ele é reforçado para que continue a 
 
12 
 
executá-la até realizar a resposta esperada, tendo como resultado um 
novo comportamento (Moreira & Medeiros, 2007). 
 
b) Extinção: Esse processo tem como resultado a diminuição gradual da 
execução do comportamento até a sua extinção de fato (Moreira & 
Medeiros, 2007). 
 
 
Gráfico 2: Relação entre o número de pressões na barra e o tempo de 
extinção 
 
Gráfico 3: Resultados da extinção. 
 
2.5 AULA 05 – Uma única punição suave/Uma única punição severa/ Punições 
suaves repetitivas (experimentos 9, 10 e 11). 
No dia 08 de maio, junto com minha dupla, Junno cordeiro, realizamos os últimos 
experimentos no sujeito experimental, foram dois experimentos: 
a) Punição suave (única e repetitiva); 
b) Punição severa. 
O procedimento de punição única teve início às 19:14h e término às 19:24. Feito 
com o sujeito já modelado a pressionar a barra para ganhar alimento, no 
0
20
40
60
80
100
Limpar-se Levantar-se Barra - Reforço
automático
(pressionar a barra)
Frequência de comportamento
0
5
10
15
20
25
30
35
1 min. 2 min. 3 min. 4 min. 5 min. 6 min. 7 min. 8 min. 9 min. 10 min.
Pressões à barra x Tempo de extinção
Frequência
 
13 
 
experimento foi retirado o reforço e programado para que na primeira pressão a 
barra o rato levasse um choque com uma potência não muito alta e observado o 
seu comportamento durante o experimento. 
O procedimento de punição severa teve início às 19:26h e término às 19:35. 
Feito, também com o sujeito já modelado a pressionar a barra para ganhar 
alimento, no experimento foi retirado o reforço e programado para que na 
primeira pressão a barra o rato levasse um choque com uma potência 
consideravelmente alta e observado o seu comportamento durante o 
experimento. 
 
2.5.1. Tempo do experimento: O primeiro experimento durou 10 (dez) minutos 
e o segundo 9 (nove) minutos. 
2.5.2. Comportamento do sujeito experimental (rato): Durante o 
experimento, decidimos introduzir uma punição única para modelar o 
comportamento de Gilberto. Nosso objetivo era diminuir a frequência do 
comportamento condicionado de pressionar a barra. Assim que ele pressionou a 
barra pela primeira vez após a introdução da punição, ele deu um salto, 
indicando que havia recebido um leve choque. 
Obviamente o choque tinha surtido efeito: Gilberto ficou desorientado e não 
pressionou mais a barra pelos próximos dois minutos. A reação imediata ao 
choque e a pausa subsequente na atividade indicavam que a punição tinha 
interrompido o comportamento de pressionar a barra, pelo menos 
temporariamente. 
O próximo passo foi aplicar uma punição mais severa para observar se o 
comportamento de pressionar a barra poderia ser ainda mais reduzido ou até 
mesmo eliminado. Gilberto, novamente, exibiu comportamentos semelhantes 
aos da sessão anterior. Após a punição, ele mostrou sinais de desorientação e 
evitou pressionar a barra por um período significativo. 
Em ambas as experiências, ficou claro como diferentes intensidades de punição 
podem impactar o comportamento do indivíduo. Foi interessante observar a 
reação imediata do sujeito experimental ao choque, sua desorientação e a 
redução no comportamento indesejado. Essa experiência me fez refletir sobre a 
eficácia e as implicações éticas do uso de punição no condicionamento 
comportamental. 
2.5.3. Conceitos aprendidos: 
a) Punição negativa: Consequência do comportamento que reduz sua 
frequência pela retirada de um estímulo reforçador (Moreira & Medeiros, 
2007). 
 
14 
 
b) Punição positiva: Consequência do comportamento que reduz sua 
frequência pela adição de um estímulo aversivo ao ambiente (Moreira & 
Medeiros, 2007). 
 
c) Extinção: Suspensão da contingência (o comportamento deixa de 
produzir a consequência que produzia) (Moreira & Medeiros, 2007). 
 
 
Gráfico 4: Resultados da punição suave. 
 
Gráfico 5: Resultados da punição severa. 
 
 
Punição Suave 
Resposta
s 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
MINUTOS 
Punição Severa 
 
Resposta
s 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
MINUTOS 
 
 5 
 
 
 
15 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Ao concluir este relatório sobre as práticas realizadas no laboratório de 
informática como parte integrante da disciplina de Psicologia Experimental, é 
evidente a quão enriquecedora foi essa experiência para minha formação como 
futura psicóloga. Sob a orientação da professora Tábatha e em colaboração com 
minha dupla Junno, pudemos mergulhar profundamente nos princípios 
fundamentais da análise experimental do comportamento. 
Desde os primórdios da psicologia, com os debates entre empirismo e 
racionalismo, até o advento do behaviorismo, acompanhado por figuras como 
Watson, Pavlov e Skinner, fomos guiados por uma jornada através das teorias e 
práticas que moldaram a compreensão do comportamento humano. A utilização 
do software Sniffy Pro nos permitiu explorar esses conceitos de maneira prática 
e tangível, aplicando técnicas de condicionamento operante e observando as 
consequências diretas nos comportamentos do sujeito experimental. 
Cada etapa do experimento nos proporcionou valiosas lições sobre como os 
comportamentos são adquiridos, mantidos e extintos, demonstrando claramente 
a influência das consequências no comportamento humano. Através da 
modelagem, pudemos testemunhar o poder do reforço na formação de novos 
comportamentos, enquanto a extinção nos mostrou como a ausência de reforço 
pode levar à supressão gradual de respostas. 
Além disso, a experiência com a punição nos fez refletir sobre questões éticas e 
práticas relacionadas ao uso desse método de modificação comportamental. 
Ficou claro que, embora a punição possa ser eficaz na supressão de 
comportamentos indesejados, é importante considerar cuidadosamente sua 
aplicação e os potenciais efeitos adversos que pode ter. 
Ao longo do experimento, enfrentamos desafios e obstáculos, como a barreira 
do idioma ao lidar com um programa em inglês, mas nossa determinação em 
alcançar nossos objetivos nos permitiu superar essas dificuldadese obter 
resultados satisfatórios. A prática repetida e a familiarização com o software 
foram essenciais para o sucesso de nossas atividades. 
Em suma, esta experiência foi fundamental para minha vivência como futura 
psicóloga, pois proporcionou uma compreensão mais profunda e prática dos 
conceitos teóricos estudados em sala de aula. Ao unir teoria e prática, fomos 
capazes de solidificar nosso conhecimento e desenvolver habilidades práticas 
essenciais para nossa futura carreira na psicologia experimental. 
 
 
 
16 
 
ANEXOS 
 
 
Figura 1: Folha de registro da aula 01. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
REFERÊNCIAS 
MATOS, M. Behaviorismo metodológico e behaviorismo radical. 
Bernard Rangé (org)Psicoterapia comportamental e cognitiva: pesquisa, 
prática, aplicações e problemas.Campinas: Editorial Psy, 1995. 
 
 MOREIRA; MEDEIROS. Princípios Básicos de Análise do 
Comportamento. 2.ed. Porto Alegre, RS: Artmed Editora Ltda., 2019. p. 1-219. 
SHAUGHNESSY; ZECHMEISTER, Eugene B.; ZECHMEISTER, 
Jeanne S.. Metodologia de Pesquisa em Psicologia: Métodos de 
Pesquisa . 9. ed. Porto Alegre, RS: AMGH Editora Ltda., 2012. p. 13-487

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