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UNIC - UNIVERSIDADE DE CUIABÁ Enfermagem - Bacharelado EMILLY FERNANDA SILVA MONGE INTRUMENTAÇÕES CIRÚRCICAS E MONTAGEM DAS CAIXAS Cuiabá – MT 2024 EMILLY FERNANDA SILVA MONGE INTRUMENTAÇÕES CIRÚRCICAS E MONTAGEM DAS CAIXAS Trabalho de produção textual apresentado à Universidade de Cuiabá (UNIC), como requisito parcial para a aprovação da matéria Enfermagem em Centro Cirúrgico Orientadora: Prof.ª Carla Maria Celina De Brito Lima Cuiabá – MT 2024 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 4 2. CONCEITO DE INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA 5 3. TIPOS DE INSTRUMENTOS CIRÚRGICOS 6 3.1. INSTRUMENTOS DE DIÉRESE 6 3.2. INTRUMENTOS DE HEMOSTASIA 9 3.3. INSTRUMENTOS DE SÍNTESE 14 3.4. INSTRUMENTOS DE PREENSÃO 18 3.5. INSTRUMENTOS AUXILIADORES 24 4. MONTAGEM DAS CAIXAS CIRÚRGICAS 27 5. CONCLUSÃO 29 1. INTRODUÇÃO Neste trabalho, serão abordadas as principais instrumentações cirúrgicas, com ênfase nas técnicas de montagem das caixas utilizadas em diferentes tipos de procedimentos. Serão descritos os critérios de seleção dos instrumentos, a disposição adequada para facilitar o manuseio durante a cirurgia e as normas de esterilização necessárias para manter a assepsia e reduzir o risco de infecções. A instrumentação cirúrgica desempenha um papel crucial na realização de procedimentos operatórios, sendo essencial para garantir o sucesso das intervenções e a segurança do paciente. O conjunto de instrumentos selecionados e devidamente organizados em caixas cirúrgicas é determinante para a agilidade e precisão dos cirurgiões e das equipes de assistência. Cada tipo de cirurgia requer um planejamento detalhado quanto à escolha e à preparação dos materiais, de modo que a organização prévia das caixas de instrumentação contribui diretamente para a eficiência do processo cirúrgico e a minimização de riscos. 2. CONCEITO DE INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA A instrumentação cirúrgica refere-se ao conjunto de práticas e procedimentos que envolvem a utilização e o manuseio adequado de instrumentos específicos durante uma operação. Esses instrumentos são projetados para facilitar o acesso, a manipulação e o reparo dos tecidos corporais, sendo indispensáveis para o êxito dos procedimentos cirúrgicos. A correta utilização de cada ferramenta permite ao cirurgião realizar intervenções com precisão e segurança, minimizando o tempo de cirurgia e os riscos para o paciente. Ela evoluiu significativamente ao longo dos anos, acompanhando os avanços da medicina e da tecnologia. Atualmente, existem instrumentos desenvolvidos para uma ampla gama de intervenções, desde cirurgias minimamente invasivas até procedimentos de alta complexidade. Cada tipo de cirurgia exige um conjunto específico de instrumentos, variando em forma, função e material, o que torna essencial a escolha e a organização adequadas dessas ferramentas. 3. TIPOS DE INSTRUMENTOS CIRÚRGICOS Os instrumentos cirúrgicos podem ser classificados de acordo com a função que desempenham durante a operação. As principais categorias incluem: · Instrumentos de Diérese: Bisturi de lâmina, bisturi elétrico, tesoura curva, tesoura reta, serras, cisalhas, costótomo, pinças goivas, trocartes, agulhas de punção, ruginas e outros. · Instrumento de Hemostasia: Pinças hemostáticas curvas, pinças hemostáticas retas, pinça de mixter, pinças intestinais, eletrocautério, pinça de Satinsky, pinça de Potts, pinça de Bakey, pinça Cooley, pinça Bulldog. · Instrumentos de Síntese: Porta-agulhas, agulhas, fios, grampos, grampeadores, grampeadores mecânicos e outros. · Instrumentos de preensão: Pinças de Backaus, pinça anatômica, pinça dente de rato, pinça Allis, pinça de coração, pinça de Duval e outros · Instrumentos Auxiliadores: Válvula vaginal, afastador de Farabeuf, afastador de Volkmann, afastador de Finochietto e outros. 3.1. INSTRUMENTOS DE DIÉRESE Instrumentos de diérese são utilizados para incisão, divulsão, secção e punção de diversas estruturas. · BISTURIS O bisturi com lâmina móvel é um instrumento cirúrgico que permite ao cirurgião fazer incisões curvas com maior precisão, pois a lâmina pode ser movida de um lado para o outro. · CABO DE BISTURI NÚMERO 3L: Acopla-se a lâminas menores e delicadas: 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 40 L, refere-se a ser longo, apropriado para alcançar estruturas profundas. Apresenta um correspondente curto para estruturas mais superficiais. · CABO DE BISTURI NÚMERO 4: Acopla-se a lâminas maiores: 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 36, 50. Apresenta um correspondente longo e apropriado para alcançar estruturas profundas. · LÂMINAS PARA CABO DE BISTURI NÚMERO 3 E 3L As lâminas classificam-se segundo o tamanho do encaixe do cabo, seu formato e aplicabilidade. As lâminas com encaixe para cabo número 3 e 3L são as de número 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 40 Tipo de lâmina Descrição Lâmina nº10 Reta na parte superior e convexa na borda cortante, utilizada para incisões em pele e músculos Lâmina nº11 Triangular e com ponta afiada, utilizada em pequenas incisões e na drenagem de abscessos Lâmina nº12 Ponta curva cortante na face côncava, utilizada em procedimentos mucogengivais Lâmina nº15 Formato pontiagudo na extremidade e superfície curva cortante, utilizada em incisões delicadas em pele, músculos e periósteo · LÂMINAS PARA BISTURI DE CABO NÚMERO 4 E 4L As lâminas classificam-se segundo o tamanho do encaixe do cabo, seu formato e aplicabilidade. As lâminas com encaixe para cabo número 4 e 4L são as de número 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 36, 50 Tipo de lâmina Descrição Lâminas nº20 ao nº22 São de tamanho crescente, semelhantes à lâmina 10. Lâmina nº23 Possui ponta cortante, pontiaguda em formato de folha. · TESOURAS São instrumentos de corte, divulsão e dissecção. Podem ser retas, curvas ou anguladas. Em geral utilizam-se tesouras curvas (Fig. 21.4) para a secção de tecidos e retas (Fig. 21.3) para a secção de fios, exceto quando os fios estão em cavidades profundas. Podem possuir ponta aguda, romba ou aguda-romba. Preferem-se as de ponta romba para a dissecção de tecidos. As tesouras marcadas por cabo dourado ou preto possuem fio de corte mais resistente, durável e delicado. Abaixo, na tabela, classificaremos e descreveremos a função de cada tipo de tesoura utilizada em procedimentos cirúrgicos. Cada instrumento tem uma finalidade específica, variando de acordo com o tipo de tecido ou estrutura a ser manipulada, garantindo maior precisão e segurança durante a circulação. Tipos de tesouras Descrição Tesoura de mayo reta Possui bordas arredondadas, o que permite a dissecação profunda de tecidos mais resistentes. Tesoura de mayo curva Serve para desbridar e cortar tecidos mais densos, como fáscia e músculos Tesoura de metzembaum reta Projetada para cortar tecidos delicados e realizar dissecções sem corte Tesoura de metzembaum curva Para cortar tecidos delicados e dissecções sem corte Tesoura íris Pequena e delicada, muito utilizada em procedimentos oftalmológicos, como seu nome sugere Tesoura de potts Possui angulação em suas faces cortantes, sendo muito útil para incisões em estruturas pequenas, como paredes de vasos. 3.2. INTRUMENTOS DE HEMOSTASIA Instrumentos de hemostasia são utilizados para o pinçamento de estruturas vasculares. · HEMOSTASIA DEFINITIVA Na hemostasia definitiva, os vasos são pinçados e então ligados com fio ou eletrocoagulação. · PINÇA DE KELLY A Pinça Kelly curva é uma pinça hemostática, também conhecida como pinça de Kelly. É um Instrumental Cirúrgico usado para controlar o sangramento durante cirurgias e procedimentos médicos. (fig. 21.16) e (fig. 21.17) A Pinça Kelly Reta (Fig. 21.18,19 e 20) tem a função de realizar o pinçamento de material cirúrgico como fios e drenos, bem como para realização da hemostasia. · PINÇA DE MIXTER É uma pinça hemostática longa e curva, utilizada para pedículos vasculares em profundidade. Suas ranhuras são longitudinais. (fig. 21.21) · PINÇAKONCHER Sendo uma pinça hemostática, este instrumento foi projetado para realizar a preensão de vasos calibrosos (artérias), podendo estancar sangramentos profundos. Assim, essa pinça também pode realizar a preensão – ou clampe grosseiro – de tecidos aponeuróticos, nervos, tendões e outras estruturas resistentes, como palmas das mãos, plantas dos pés e couro cabeludo. · PINÇA DEBAKEY A pinça DeBakey (Fig. 21.27 e 28), portanto, é um instrumento articulado, atraumático, geralmente usado em procedimentos cardiovasculares, visando evitar danos teciduais durante o ato operatório. · PINÇA CRILE A Pinça Crile Hemostática Reta é um instrumento geralmente utilizado para fixar vasos sanguíneos ou tecidos antes da cauterização ou ligadura. Possui serrilhas horizontais por todo o comprimento da mandíbula · PINÇA DE ROCHESTER A Pinça Rochester Pean Curva é um tipo de pinça hemostática de preensão é apropriada para oclusão temporária do intestino ou aproximação das bordas do intestino durante procedimentos de anastomose · HEMOSTASIA TEMPORÁRIA Na hemostasia temporária são utilizadas pinças atraumáticas para ocluir por certo tempo a luz dos vasos sem lesar sua parede. · PINÇA SATINSKY A Pinça Satinsky Atraumática é uma pinça para veia cava Satinsky é projetada especificamente para controlar o fluxo sanguíneo na veia cava. · PINÇA BULLDOG A pinça bulldog é um dispositivo hemostático, ou seja, serve para interromper ou controlar temporariamente o fluxo sanguíneo para que o órgão possa ser manipulado. 3.3. INSTRUMENTOS DE SÍNTESE Instrumentos de síntese são utilizados para a união de tecidos. · PORTA-AGULHAS DE HEGAR É composto por anéis e cremalheira com cabos longos e ramos preensores curtos, um sistema de alavanca que confere grande pressão em suas pontas. Existe em vários tamanhos. Apresenta ranhuras transversais para melhor fixação da agulha uma concavidade central para não deformá-la. · PORTA-AGULHAS DE MATHIEW Porta-agulhas com cremalheira retrógrada (é aberta com o mesmo movimento de preensão que a fecha). É pouco utilizado atualmente. · PINÇAS ELÁSTICAS São instrumentos auxiliares de preensão que dão suporte a várias manobras. · PINÇA DENTE DE RATO A Pinça Dente de Rato, é utilizada em procedimentos cirúrgicos e tem como função realizar a fixação de tecido durante o procedimento de s. com função de promover a fixação dos tecidos durante a divulsão ou sutura. Seus dentes evitam que a pele escape da pinça · PINÇA ADSON A Pinça Adson é utilizada em cirurgia para apreensão de tecidos moles durante os procedimentos cirúrgicos da sua clínica ou hospital. Além disso, o uso da Pinça Adson Instrumental Cirúrgico, facilita o procedimento enquanto o cirurgião manipula outros instrumentos. · PINÇA ATRAUMÁTICA Utilizada para segurar e manipular tecidos delicados durante procedimentos minimamente invasivos · PINÇA ATRAUGRIP Apresenta superfície atraumática, com ranhuras longitudinais, sendo utilizada para a preensão de paredes vasculares. · AGULHAS As agulhas podem ser retas ou curvas. As agulhas retas são manuseadas sem porta-agulhas. As agulhas curvas podem ser semirretas, em geral cortantes e utilizadas para suturas de superfície, geralmente a pele, ou em meio círculo, utilizadas mais na profundidade. As agulhas podem ser pré-montadas. As que necessitam de montagem apresentam um orifício para colocação do fio. Quanto à sua secção transversal, as agulhas podem ser cilíndricas ou triangulares · AGULHAS CILÍNDRICAS As agulhas cilíndricas penetram os tecidos por divulsão e, por serem menos traumáticas, são utilizadas em suturas delicadas como em vasos e em paredes de órgãos do trato gastrointestinal · AGULHAS TRIANGULARES As agulhas lanceoladas tem secção transversal triangular, com arestas cortantes, sendo utilizadas em tecidos mais duros como aponeuroses e pele. · FIOS Os fios cirúrgicos podem ser absorvíveis ou não-absorvíveis, mono ou multifilamentares. Os fios multifilamentares apresentam maior força tênsil, porém maior associação com infecções cirúrgicas devido ao fato de possibilitarem a formação de biofilmes entre seus filamentos. Os fios absorvíveis são degradados pelo organismo após algum tempo, dependendo de seu material. Os fios inabsorvíveis permanecem no organismo. Podem ser fabricados a partir de fibras naturais, como algodão e seda, ou sintéticas, como nylon e mersilene. Há também os fios de aço, de maior resistência, muito utilizados em cirurgias torácicas. O calibre dos fios é identificado por algarismos, decrescendo conforme os números e ficando mais fino conforme a quantidade de zeros. 3.4. INSTRUMENTOS DE PREENSÃO Instrumentos de preensão são utilizados para apreender diversas estruturas · PINÇAS DE CAMPO São utilizadas para fixar os campos cirúrgicos, bem como fixar alguns instrumentos neles. · PINÇA DE BACKAUS A Pinça Backaus é um instrumental que serve para fixar o campo operatório, isto é, tecidos, para realização de cirurgias · PINÇAS DIVERSAS Apresentam características peculiares de acordo com sua finalidade · PINÇA DE KOCHER RETA É uma pinça serrilhada com dente de rato em sua extremidade. Foi inicialmente idealizada para hemostasia, porém, por ser muito traumatizante, é mais utilizada para ocluir órgãos ocos que serão excecionados ou para tracionar aponeuroses, pois os dentes de sua ponta conferem estabilidade na tração das estruturas apreendidas. · PINÇA DE KOCHER CURVA Semelhante à reta, porém é útil para apreender estruturas acompanhando sua curvatura. · PINÇA DE ALLIS É uma pinça utilizada para a preensão de estruturas ocas. Sua extremidade apresenta dentes pequenos que lhe conferem preensão segura e pouco traumática . · PINÇA DE PEAN É uma pinça utilizada para apreender gases para a antissepsia. · PINÇA DE CHERON É uma pinça longa muito utilizada também na antissepsia e para transportar gases em cavidades, como em procedimentos vaginais · PINÇA DE FOERSTER Também é uma pinça longa utilizada para antissepsia e transporte de gases em profundidade. · PINÇA DE COLLIN É uma pinça com extremidade preensora circular ou oval fenestrada com ranhuras transversais, muito utilizada para a preensão da parede muscular de vísceras, como a parede uterina. · PINÇA DE DUVAL É utilizada para tracionar e suspender lobos pulmonares por sua extremidade triangular pouco traumática. · PINÇA DE POZZI É uma pinça longa com extremidades pontiagudas, muito utilizada para a preensão do colo uterino em procedimentos vaginais. · PINÇA DE BAB-COCK É uma pinça muito utilizada para a preensão de alças intestinais, por não as danificar. · PINÇA DE COPROSTASE É uma pinça longa com hastes elásticas e atraumáticas utilizada para a contenção de fluidos durante a manipulação de alças intestinais. · PINÇA DE GUION É uma pinça utilizada para a preensão de estruturas que se encaixam em sua curvatura, como estruturas pélvicas. 3.5. INSTRUMENTOS AUXILIADORES Os instrumentos auxiliares cirúrgicos são ferramentas essenciais para garantir a segurança e eficácia dos procedimentos cirúrgicos. · AFASTADORES · AFASTADOR DE FARABEUF O Afastador Cirúrgico Farabeuf é utilizado para afastar pele, subcutâneo e músculos superficiais em procedimentos cirúrgicos. Ele é um instrumento cirúrgico não articulado e não cortante. · AFASTADOR DE VOLKMANN O Afastador Volkmann é um instrumento com uma extremidade de trabalho do tipo gancho que tem uma curva profunda para atingir espaços estreitos. Esse afastador está disponível em opções com um único dente ou até 6 dentes. Isso permite aos cirurgiões retrair um único tendão ou grandes fatias de pele. · AFASTADOR DOYEN É uma ferramenta cirúrgica crucial projetada para afastar delicadamente os tecidos durante procedimentos cirúrgicos · AFASTADOR DE FINOCHIETTO É um instrumento médico usado em cirurgias torácicas para ajudar a afastar os tecidos e músculos para permitir ao cirurgião ter acesso à área cirúrgica. 4. MONTAGEMDAS CAIXAS CIRÚRGICAS A montagem das caixas cirúrgicas é um procedimento essencial dentro do ambiente cirúrgico e exige habilidade, organização e conhecimento técnico por parte da equipe de enfermagem. Essas caixas são compostas por instrumentos cirúrgicos específicos para cada tipo de cirurgia e devem ser qualificadas com critérios rigorosos de esterilização e controle de qualidade para garantir a segurança do paciente e o sucesso da operação. · TIPOS DE INSTRUMENTOS NAS CAIXAS CIRÚRGICAS As caixas cirúrgicas contêm uma variedade de instrumentos, que podem variar de acordo com o tipo de cirurgia a ser realizada. Dentre os mais comuns, podemos destacar: · Tesouras: Usadas para cortar tecidos, fios e outros materiais durante o procedimento. Existem vários tipos, como tesouras de dissecção (Metzenbaum) e tesouras Mayo para cortar tecidos mais densos. · Pinças: Instrumentos fundamentais para prender, segurar ou manipular tecidos e outros materiais necessários. Alguns exemplos incluem pinças de dissecção (Adson) e pinças hemostáticas (Crile, Kelly) para conter sangramentos. · Afastadores: Utilizados para proteger tecidos e órgãos, permitindo uma melhor visualização e acesso ao campo cirúrgico. Entre os afastadores mais comuns, estão o Finochietto e o Farabeuf. · Bisturis: Utilizados para realizar incisões precisas no tecido. O cabo de bisturi é um instrumento reutilizável, enquanto as lâminas são específicas e específicas para cada tipo de corte. · Porta-agulhas: Ferramenta que permite segurar as agulhas durante as suturas. · Aspiradores: Dispositivos que ajudam a remover sangue e outros fluidos do campo operatório. · ETAPAS DE MONTAGEM A montagem da caixa cirúrgica segue um fluxo detalhado, que deve ser rigorosamente cumprido para evitar erros que possam comprometer a cirurgia. As etapas principais são 1. Verificação dos Instrumentos: Antes de montar a caixa, o técnico de enfermagem ou o instrumentador cirúrgico deverá verificar cada instrumento, garantindo que estejam em perfeitas condições de uso e devidamente esterilizados. 2. Seleção de Instrumentos Adequados: A seleção dos instrumentos varia de acordo com o tipo de cirurgia (geral, ortopédica, cardíaca, etc.). É fundamental que a equipe de enfermagem tenha conhecimento sobre os procedimentos para garantir que todos os instrumentos necessários estejam presentes. 3. Organização da Caixa: Os instrumentos são organizados de maneira a facilitar o acesso rápido e eficiente pelo uso. Isso significa que os instrumentos mais usados, como bisturis e pinças, devem ser colocados em locais de fácil alcance. 4. Esterilização: A esterilização é o passo mais crítico. Todos os instrumentos devem ser esterilizados, seja por autoclave ou outros métodos, garantindo que não haja risco de infecção. Após a esterilização, a caixa deve ser mantida fechada até o momento da cirurgia para preservar a esterilização. 5. Montagem Final e Conferência: Depois de organizados, os instrumentos devem ser contados e selecionados novamente. É de responsabilidade da equipe de enfermagem garantir que não faltem itens na caixa e que todos estejam posicionados especificamente. O controle de qualidade na montagem das caixas cirúrgicas é fundamental para evitar complicações no decorrer do procedimento. A falta de um instrumento ou a presença de um equipamento danificado pode comprometer a segurança do paciente, prolongar o tempo da cirurgia e aumentar o risco de infecção. Por isso, a conferência e a padronização são essenciais. 5. CONCLUSÃO A instrumentação cirúrgica e a montagem correta das caixas são elementos essenciais para garantir o sucesso dos procedimentos cirúrgicos, a segurança dos pacientes e a eficiência da equipe cirúrgica. A escolha adequada dos instrumentos, a organização meticulosa das caixas e a observância rigorosa dos protocolos de esterilização são práticas que protegem significativamente os riscos intraoperatórios e as complicações pós-operatórias. Ao compreender a importância desses aspectos, a equipe cirúrgica é capaz de realizar intervenções mais seguras e eficazes, contribuindo para a recuperação e o bem-estar do paciente. Foto tirada no laboratório de enfermagem – UNIC image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image33.jpeg image34.png image35.png image36.jpeg image37.jpeg image1.png image2.png