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1 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO Apoio Realização SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO Apoio Realização SECRETARIA DE EDUCAÇÃO C M Y CM MY CY CMY K Capa nova.pdf 1 19/03/24 12:24 2 ORIENTATIVO DO PROGRAMA ALFABETIZA PARÁ - 2024 3 Helder Barbalho Governador do Estado do Pará Hana Ghassan Tuma Vice-governadora do Estado do Pará Rossieli Soares da Silva Secretário de Estado de Educação - SEDUC Júlio César Meireles de Freitas Secretário Adjunto de Educação Básica – SAEB Patrick Tranjan Secretário Adjunto de Planejamento e Finanças - SAPF Gabriela Dias Bonfim Assessora no Gabinete do Secretário de Estado de Educação Carla de Araujo Reis e Souza Diretora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I - DIEF Maura Ruth Costa Fonseca Coordenadora de Ensino Fundamental Anos Iniciais - CEFAI Elisangela de Castro dos Santos Coordenadora de Educação Infantil - CEI Maria Suely Machado Domont Diretora de Planejamento de Rede - DPR Osvanilce Almeida Palheta Coordenadora de Avaliação - CAV Equipe Técnica da CEFAI/ Programa Alfabetiza Pará e CAV/DPR Ana Patrícia Lima Cohen Josenilda Rita Teixeira Alves Márcia Maria Pereira Ferreira Maria de Fátima Cravo de Sousa Maria de Nazaré Vilhena Melânia Elias de Medeiros Castelo Branco Reginaldo José Pereira Paiva Roniqueli Moraes Pantoja Siane Pereira Nascimento Trícia Amoras Alves Analistas de Implementação PARC (Associação Bem Comum) Paloma Gomes Branco Pedro Henrique Elgaly da Penha Diagramação, ilustração e revisão Esther Maria de Souza Braga - DIFOR 4 5 Sumário PARA INÍCIO DE CONVERSA… 7 AVALIAÇÃO DE FLUÊNCIA LEITORA 8 O QUE É A AVALIAÇÃO DE FLUÊNCIA? 9 O que é ler? 9 O que significa ler bem? 9 O que é fluência leitora? 9 O que os bons leitores fazem? 10 METODOLOGIA DA APLICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DE FLUÊNCIA 11 Quais os perfis de leitura? 12 COMO NOS SAÍMOS? 13 PLATAFORMA PARC 18 Como interpretar os resultados? 18 PARA SABER FAZER 21 Gestores Escolares 21 Coordenador Pedagógico 22 Professores 22 MATERIAL DIDÁTICO COMPLEMENTAR - COLEÇÃO VEREDAS 30 COMO MULTIPLICAR AS FORMAÇÕES DO PROGRAMA ALFABETIZA PARÁ? 38 VAMOS JUNTOS! 43 REFERÊNCIAS 45 6 7 O Projeto Alfaletra Pará, criado no ano de 2019, originou-se nos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) a partir da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA/2016), que revelou que 3 em cada 4 crianças encontravam-se em níveis insuficientes de proficiência em compreensão leitora e letramento matemático na rede pública do Estado do Pará. No âmbito desse Projeto, que atendeu à Rede Estadual de Ensino do Pará, foram realizados encontros formativos com professores, coordenadores, diretores e técnicos das antigas USEs e UREs (atualmente, Diretoria Regional de Ensino, DRE). Na perspectiva de seguir investindo nas questões da alfabetização no Estado e potencializar as ações anteriormente desenvolvidas pelo Projeto Alfaletra, a Secretaria de Estado de Educação, lança o Programa Alfabetiza Pará, por meio da Lei 9.867, de 13 de março de 2023, como uma política pública que, em Regime de Colaboração com os municípios paraenses, tem como objetivo a alfabetização de todas as crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. A modelagem desse programa tem inspiração no Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC) do Ceará e está proposto pela Associação Bem Comum em 15 estados brasileiros. Essa Associação firmou a parceria com o Estado do Pará no início de 2023 e atualmente oferece suporte à equipe da Diretoria de Educação Infantil e Ensino Fundamental da SEDUC/PA, dedicada ao Alfabetiza Pará, no processo de implementação do Programa no território paraense. A execução do objetivo central do Programa está condicionada à relação consistente entre três principais frentes: avaliação, formação e material didático complementar. Com isso em mente, este orientativo foi preparado com a intenção justamente de detalhar, aprofundar e subsidiar as redes de informações essenciais para o pleno funcionamento dessas frentes basilares ao Programa. Acreditamos fielmente que com a união de gestores e educadores do estado, das regionais, de cada um dos 144 municípios do Pará e de cada uma das escolas, seremos capazes de alfabetizar todas as crianças dos múltiplos territórios paraenses. Contamos com a sua parceria! Equipe Alfabetiza Pará PARA INÍCIO DE CONVERSA… 88 9 Para fins de compreendermos melhor a avaliação de fluência, é necessário partir das discussões dos conceitos de leitura e fluência. A leitura é um processo de interação entre o sujeito leitor e o texto, para satisfazer um propósito ou uma finalidade. O texto é o lugar dessa interação – inter-ação-ação – entre quem produz o texto e quem lê o texto. Neste processo, o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto. É importante destacar, segundo Solé (1998), que isso não significa dizer que o texto em si não tenha sentido ou significado, mas que o significado que um texto tem para o leitor não é uma tradução do significado que o autor quis lhe dar, é uma construção que envolve o texto, os conhecimentos prévios do leitor e seus objetivos. Ler com fluência significa ler sem embaraços, sem grandes dificuldades para decifrar o que está escrito, de modo que um leitor fluente é aquele que consegue “deslizar” pelo texto. A decodificação precisa estar consolidada para que se possa avançar no desenvolvimento de uma leitura fluente e hábil. A leitura não deve exigir um esforço cognitivo no reconhecimento de palavras, mas sim um esforço voltado para as estratégias de construção de sentidos do e no texto. O QUE É A AVALIAÇÃO DE FLUÊNCIA? O que é ler? O que significa ler bem? O que é fluência leitora? 9 10 Dessa forma, fluência é o elo efetivo entre os processos de decodificação com a compreensão de texto. Para uma leitura hábil, é imprescindível desenvolver nas crianças as habilidades essenciais relacionadas ao reconhecimento de palavras e à compreensão da linguagem. O reconhecimento das palavras diz respeito à dimensão da consciência fonológica e à capacidade de decodificar e de reconhecer visualmente as palavras. Essas habilidades têm que ser cada vez mais automáticas, ou seja, não devem exigir esforço do leitor para realizar a tarefa envolvida no reconhecimento de palavras. Portanto, a energia cognitiva deve ser despendida na dimensão da compreensão da linguagem, que envolve: 1. O conhecimento prévio de fatos e de conceitos; 2. O vocabulário que diz respeito à extensão desse vocabulário, à precisão do vocabulário, à capacidade de estabelecer links desse vocabulário; 3. O sentido das palavras, da estrutura da língua, no que diz respeito à sintaxe, à semântica, à morfologia; 4. O raciocínio verbal - extremamente importante a capacidade de fazer inferências, reconhecer e construir sentido de metáforas, por exemplo; Esses elementos que compõem a dimensão da compreensão da linguagem são essenciais para compreensão de textos escritos que circulam nas práticas sociais. VELOCIDADE + PRECISÃO + PROSÓDIA = AUTOMATICIDADE Para saber mais acesse o link: https://parc.caeddigital.net/mdl/course/view.php?id=12 O que os bons leitores fazem? É importante não confundir fluência com decodificação, mas é essencial que a decodificação esteja consolidada para que se possa avançar no desenvolvimento de uma leitura fluente e hábil. Alguns aspectos estão envolvidos nesse processo: 10 11 METODOLOGIA DA APLICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DE FLUÊNCIA Como vimos anteriormente, a fluência em leitura é a articulação entre prosódia, velocidade e precisão - ler o que está escrito, com certa velocidade e obedecendoao ritmo/entonação das palavras e frases - resultando em automaticidade na leitura, ou seja, na capacidade de fluir pelo texto. Essas foram as dimensões consideradas na avaliação de fluência em leitura de 2023. Durante a avaliação, os estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental fizeram três atividades (Figura 1). Com o resultado do desempenho dos estudantes na tarefas propostas foi possível agrupá-los nos três perfis de leitura, para melhor compreender as aprendizagens já construídas e as possibilidades de intervenção para fazê-los avançar. Como demonstrado na Figura 1, na avaliação de fluência leitora os estudantes realizaram, no tempo de 60 segundos, três tarefas: 1. Leitura de palavras dicionarizadas: tarefa apresenta para o estudante um conjunto de palavras dicionarizadas. Nesta tarefa a leitura foi observada por rotas fonológicas e lexicais (pois foi preciso identificar se a criança conhece a palavra por memorização) 2. Leitura de pseudopalavras: tarefa apresenta para o estudante um conjunto de palavras inventadas (pseudopalavras). Nesta tarefa a leitura é observada pelo seu aspecto fonológico, já que não há o envolvimento da memorização na leitura da palavra. 3. Leitura de um pequeno texto para interpretação: tarefa apresenta para o estudante as palavras dentro de um contexto (utilização de texto curto), uma narrativa ficcional que mescla vocabulários de diferentes classes gramaticais em estruturas sintáticas diversas. 11 12 Por meio da avaliação de fluência, identificamos, com base no desempenho de cada estudante, três perfis de leitor: Quais os perfis de leitura? Leitor iniciante: aquele estudante que já se apropriou do sistema de escrita alfabética, porém ainda não dominou por completo a base ortográfica da língua e, por isso, ainda não consegue ler fluentemente. Pré-leitor: estudante que ainda não desenvolveu todas as habilidades necessárias para realizar uma leitura oral ou para realizá-la sem muito esforço. Subdivide-se em 4 níveis: Leitor fluente: aquele estudante que, além de ter domínio do sistema de escrita alfabética e dos signos da língua, orais e escritos, apresenta leitura automatizada e é capaz de, a partir do texto, construir sentidos para o que lê. 12 13 Para analisarmos os resultados dois elementos são fundamentais: participação e desempenho. A taxa de participação do Pará na Avaliação de Fluência Somativa de 2023 foi de 80,1%, como demonstra o Gráfico 1. Podemos notar um pequeno aumento, quando comparada à taxa de participação da avaliação Diagnóstica, aplicada no início do mesmo ano (78,6%). O aumento percentual deve ser comemorado, principalmente levando em consideração o curto período de implementação do Programa Alfabetiza Pará até a aplicação dessa segunda avaliação. No entanto, vale ressaltar que os motivos que nos afastaram dos 100% de participação devem ser objeto de atenção e análise do estado do Pará, devendo movimentar cada Articulador Regional e Municipal a discutir com as escolas de sua jurisdição a respeito das suas próprias taxas de participação. É essencial que busquemos 100% de participação dos estudantes paraenses nas duas avaliações de fluência de 2024. NÍVEL 1 NÍVEL 2 NÍVEL 3 NÍVEL 4 O estudante não realizou a leitura OU o estudante disse letras, sílabas ou palavras que não constavam no item, não conseguindo, ainda, relacionar a sonoridade da letra, sílaba ou palavra aos grafemas. O estudante nomeou letras isoladas ao tentar ler as palavras constantes no item, ou seja, identifica letras. Esse estudante já consegue relacionar a sonoridade das letras à sua representação gráfica, mas ainda realiza uma leitura individual de cada elemento do código alfabético dentro de cada palavra, realizando uma soletração. O estudante silabou ao realizar a leitura das palavras constantes no item. Esse estudante consegue ler algumas palavras isoladas, porém, como isso exige muito esforço, só o faz de modo muito lento e silabando, não fazendo, ao final, a leitura global da palavra lida. O estudante leu corretamente até 10 palavras e 5 pseudopalavras constantes no item. Fonte: CAEd/UFJF (2023) Para saber mais acesse o link: https://parc.caeddigital.net/mdl/course/view.php?id=12 COMO NOS SAÍMOS? 13 14 Gráfico 1 - Participação dos estudantes paraenses nas avaliações diag- nóstica e somativa - comparativo entre as edições Por outro lado, na perspectiva do desempenho, é possível observar (Gráfico 2) como estão distribuídas as crianças paraenses dentre os níveis de fluência leitora no comparativo entre as avaliações diagnóstica (aplicada março/2023) e somativa (aplicada em dezembro/2023). Gráfico 2 - Estudantes paraenses por níveis de fluência leitora - comparativo entre as edições Dentre os três níveis de fluência leitora (pré-leitor, leitor inicial e leitor fluente), os estudantes paraenses estão concentrados no nível pré-leitor. Em comparação com a avaliação do início do ano, é possível observar um salto estatístico positivo: no início do ano o percentual de alunos no nível pré-leitor era de 79% e, ao final do ano, de 53%. Para análise desses percentuais entre avaliações de início e final do ano letivo, é importante considerar que estamos diante de uma fotografia de como esses estudantes iniciaram o 2º ano do Ensino Fundamental e como terminaram. Diante disso, é importante aproximar o olhar sobre o nível pré-leitor para obter uma fotografia de como se comportam os estudantes paraenses entre os 4 níveis que subdividem o nível pré-leitor (gráfico 3). 1 Importante também considerar as Diretrizes para uma política nacional de avaliação da alfabetização das crianças apresentado pelo MEC no dia 31 de maio de 2023. 14 15 O Gráfico 3 demonstra o resultado do nível de fluência pré- leitora, apresentando, por nível, o quantitativo de estudantes e os percentuais correspondentes. Gráfico 3 - Percentuais de estudantes paraenses por nível de fluência leitora. Com detalhamento do nível pré-leitor nos seus 4 níveis. Gráfico 4 - Média de palavras lidas em cada um dos perfis de leitura Relembrando os perfis de leitura apresentados no capítulo anterior, sabemos que os alunos dos níveis pré-leitor 1 e 2 não iniciaram a leitura de sílabas. Segundo os resultados apresentados pelo gráfico 3, 31% dos alunos paraenses encerram o 2º ano do Ensino Fundamental sem iniciar a leitura de sílabas. Isso significa dizer que 1 em cada 3 alunos da rede pública de educação termina o 2º ano do Ensino Fundamental com alguma dificuldade na habilidade de leitura silábica. Ao final do 2º ano do Ensino Fundamental, momento no qual foi aplicada essa avaliação de Fluência, esperava-se, de acordo com as habilidades previstas para essa etapa de ensino, que os estudantes apresentassem um desempenho na fluência leitora equivalente aos parâmetros “iniciante” ou “fluente”. Fonte: CAEd/UFJF (2023) 15 16 Diante dos dados apresentados, convidamos que cada uma das redes (municipal ou estadual) observe os casos de forma mais detalhada, para que possa abordar questões específicas de cada estudante e de cada escola. Isso pode ser feito com apoio dos dados diponíveis na plataforma da Parceria pela Alfabetização em Regime de Colaboração (PARC), exposta a seguir. Por fim, é possível complementar as análises olhando para o Índice de Fluência Leitora (IFL) , construído a partir de uma ponderação da porcentagem de alunos em cada nível de fluência. Através desse índice, é possível, olhando somente um número (o IFL), dimensionar aproximadamente como ficou a distribuição de estudantes nos níveis de fluência, conforme análise apresentada no quadro abaixo: Quadro 1 - Média de palavras lidas em cada nível de fluência leitora Fonte: elaboração autoral Com base nas informações contidas no Gráfico 4, apresentamos em seguida (Gráfico 5) o IFL calculado a nível Estadual, nas duas avaliações, diagnóstica e somativa, do ano de 2023. Gráfico 5 - IFL no comparativo entre as edições 16 172 O Índice de Fluência Leitora (IFL) foi desenvolvido para quantificar, numa escala de 0 a 10, o nível de fluência leitora dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, nos níveis escolar, municipal, regional e estadual, por meio da Avaliação de Fluência Leitora. Fórmula do do IFL: (pPL1).0,0+(pPL2).1,0+(pPL3).2,5+(pPL4).4,0+(pLI).6,0+(pLF).10,0 Sendo, pPL1, pPL2, pPL3, pPL4 são os percentuais de estudantes avaliados, respectivamente, nos níveis pré-leitores 1, 2, 3 e 4; pLI é o percentual de estudantes avaliados no perfil de leitor iniciante e pLF é o percentual de estudantes avaliados no perfil de leitor fluente. No comparativo entre as avaliações, o IFL do Estado do Pará cresceu significativamente. Isso, segundo Quadro 1, quer dizer que o Estado performou melhor, de maneira geral, na avaliação de saída e que “em média 50% dos alunos estão no nível pré-leitor, com apenas 12% no pré-leitor 1, 40% de leitores iniciantes e 8% de fluentes”. Aquilo que o quadro traz como previsão se aproxima da realidade do Estado quanto à distribuição dos estudantes pelos níveis de leitura. Isso facilita uma leitura a nível de gestão desses resultados. Para apresentação para secretários de educação e prefeitos, por exemplo. Porém, destrinchar o índice, entendendo melhor as informações que estão por trás desse número, como taxa de participação e em qual nível estão concentrados os alunos é essencial para que sejam mapeados os pontos de atenção para melhoria em cada uma das escolas paraenses. 17 18 PLATAFORMA PARC A plataforma CAEd/PARC (Figura 2) reúne os dados da avaliação nos seguintes níveis: alunos(as), turmas, escolas e municípios. Ela pode ser acessada através deste link: https://avaliacaoemonitoramentopara.caeddigital.net/#!/pagina-inicial. Figura 2 Fonte: CAEd/UFJF (2023) Depois de fazer o login, poderá apenas ser realizado por gestores escolares, basta clicar em “Resultados”, e a página será direcionada à planilha com os dados resultantes da última avaliação. Ao clicar em “Resultados atuais”, será aberto o relatório completo, com as opções de filtragem disponíveis. Caso você, professor, queira ter acesso a esses dados, solicite ao diretor de sua escola, que poderá fazer a consulta ou criar seu cadastro. A partir da consulta desses dados, será possível elaborar ações precisas baseadas em evidências bem fundamentadas. É através da mobilização de todos os agentes envolvidos no regime de colaboração, do estado, passando pelas regionais, atingindo cada rede municipal e, finalmente, cada professor de todas as escolas, que potencializaremos o processo de alfabetização das crianças paraenses. Como interpretar os resultados? O objetivo principal da avaliação é criar evidências, com o intuito de nortear o trabalho das equipes que fazem parte da escola, sobretudo o trabalho docente e a gestão, bem como para a formulação de políticas públicas que garantam a melhoria da qualidade da educação básica no estado do Pará. A avaliação de Fluência Leitora possibilita identificar os perfis de leitores dos estudantes e assim, de acordo com cada perfil de leitor, desenvolver práticas de ensino que contribuam, efetivamente, para a garantia das aprendizagens de todos e todas. Agora é hora de analisar os resultados dos estudantes e juntos pensar em ações pedagógicas que orientem o trabalho da gestão e do professor em sala de aula. A leitura dos resultados da Avaliação de Fluência Leitora – Avaliação Diagnóstica (de entrada), permite saber em qual nível o estudante se encontra. 18 19 Há dois indicadores que compõem o resultado desta avaliação: participação e desempenho. Se analisados conjuntamente, eles permitem o diagnóstico do desempenho dos estudantes e, consequentemente, a definição de estratégias focadas nas dificuldades apresentadas. Professor(a), como realizar a análise dos resultados? 1º passo – Diagnóstico Leitura e análise dos resultados com a equipe gestora escolar e com o corpo docente. Agora é hora de analisar o perfil do leitor, pensando nas ações a serem desenvolvidas em sala de aula com o intuito de melhorar a fluência leitora dos estudantes. Identifique o nível de desempenho em que se encontra a maioria dos estudantes da sua turma e, verifique a porcentagem de alunos em cada nível. ● Participação – consiste em verificar o percentual de participação dos estudantes da rede; A taxa de participação é um indicador muito importante na análise dos resultados, para que os resultados expressem com mais precisão os níveis de fluência leitora da sua escola, é importante almejar uma taxa de participação mais próxima de 100%. Para refletir: 1. A taxa de participação na avaliação retrata a participação dos estudantes nas aulas? 2. Os estudantes foram estimulados a participar da avaliação? 3. Há diferenças entre as médias gerais de participação da sua turma e as médias gerais da sua escola? ● Desempenho – consiste em observar qual o perfil de fluência leitora estão os estudantes da sua turma e escola. 19 Converse com seus pares e registre algumas hipóteses para os resultados encontrados. O diálogo e a troca de experiências são fundamentais para o planejamento de ações Olhar os resultados em uma perspectiva é nos permitir olhar todas as ações pensadas e desenvolvidas pela comunidade escolar. 20 Problematize e reflita com seus pares: ● O que diz o perfil de desempenho de cada estudante? ● Está de acordo com o que se observa na sala de aula? ● Considerando para cada perfil de leitor (pré-leitores, leitores iniciantes e leitores fluentes), quais as estratégias você sugere para aplicar com a sua turma? 2º passo – Plano de Ação De posse dos resultados, chegou o momento de pensar em ações, baseadas nas evidências, cujo propósito é a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Para auxiliá-los a sistematizar melhor os resultados e a construir o plano de ação, a PARC, em conjunto com o CAEd, desenvolveu um roteiro de análise dos resultados, que pode ser adaptado de acordo com a necessidade de cada estudante, de cada turma e de cada escola. O roteiro de análise e apropriação dos resultados está disponível na plataforma PARC, no card Boas Práticas, na área restrita da Plataforma PARC. Sugestão de leitura complementar: https://novaescola.org.br/entrar?voltar=/conteudo/136/a-importancia-da-leitura-em-sala-de-aula- para-a-fluencia-leitora 20 21 PARA SABER FAZER O Programa Alfabetiza Pará considera essencial a articulação pedagógica para aprendizagem, tendo em vista a melhoria na qualidade do ensino no Estado do Pará. Para isso, entende ser imprescindível uma boa gestão escolar em que os Diretores Escolares e Coordenadores Pedagógicos atuem para apoiar, fortalecer, contribuir e acompanhar a prática de professores em sala de aula, especialmente os que atuam no Ciclo de Alfabetização. Vale ressaltar que o Programa propõe apoiar professores alfabetizadores com estratégias metodológicas que contribuam no avanço do processo de leitura /escrita dos estudantes paraenses. Para entender melhor como essa proposta pode ser colocada em prática no contexto escolar, segue abaixo algumas orientações para diretores escolares, coordenadores pedagógicos e professores alfabetizadores. Gestores Escolares O(A) Diretor(a) Escolar é uma peça importante no processo de efetivação das ações do Programa Alfabetiza Pará, uma vez que é responsável por fomentar as ações do Programa no chão da escola. Nessa lógica, o(a) Diretor(a) Escolar pode: • Investigar o contexto escolar para entender os fatores que podem ter influenciado os resultados da Avaliação de Fluência; • Reunir e dialogar com os coordenadores pedagógicos e professores sobre os resultados; • Garantir o cumprimento das ações previstas no Alfabetiza Pará, por meio do acompanhamento das práticas dos coordenadores e professores e seu alinhamento com a proposta pedagógica do Programa; • Construir de forma conjunta com os coordenadores pedagógicos e professores,uma rotina diária e semanal para a turma, promovendo atividades voltadas para prática de linguagem de leitura e escrita; • Organizar o espaço escolar, tendo em vista que seja um ambiente alfabetizador dentro e fora de sala de aula; • Dar suporte aos coordenadores e professores no planejamento pedagógico das turmas e das atividades pedagógicas sugeridas pelo Programa; • Acessar a Plataforma PARC/CAEd, tendo em vista o acompanhamento dos alunos nas avaliações; • Identificar em que perfil de leitor cada criança está inserida; • Proporcionar condições para que ao longo do ano letivo ocorra momentos individuais de leitura em voz alta, nas turmas do Ciclo de Alfabetização; • Relacionar os resultados da avaliação com registros de frequência escolar, analisando, socializando os dados e adotando medidas para a correção dos desvios. • Realizar reuniões periódicas com a família, buscando sempre a parceria. 21 22 Coordenador Pedagógico O Coordenador Pedagógico é um profissional estratégico no direcionamento e acompanhamento das ações pedagógicas desenvolvidas no espaço escolar, uma vez que articula e contribui com o professor a encontrar as melhores formas de otimizar a aprendizagem dos alunos. Nessa perspectiva, o Coordenador Pedagógico pode: Os resultados da avaliação ampliam a visão das possibilidades de intervenção nos processos, trazendo possíveis colaborações de outros atores, e práticas que podem ser articuladas tendo a alfabetização como finalidade. Entretanto, o protagonismo da ação docente sistematizada e intencional, que ocorre diariamente na sala de aula entre professores e estudantes, ocupa papel de destaque dada a potencialidade aí existente. Nesse sentido, a abordagem aqui realizada parte do entendimento que o professor alfabetizador é o profissional que diariamente pensa, propõe, acompanha, faz e refaz, de forma crítica e criativa, as práticas alfabetizadoras que dão vida à rotina pedagógica e fazem das salas de aula ambientes alfabetizadores estimulantes para as aprendizagens necessárias à alfabetização das crianças. Essas práticas pedagógicas envolvem diversas concepções e fazeres, que vão desde diagnósticos de aprendizagem, escolha de aprendizagens prioritárias, organização de planejamentos, elaboração de metodologias e materiais, avaliação formativa, entre outros, num movimento laboral contínuo. - Dialogar com os professores do ciclo de alfabetização sobre os resultados alcançados pelos alunos na Avaliação de Fluência Leitora; - Identificar em que perfil de leitor cada criança está inserida; - Mapear os resultados obtidos pelos alunos nas avaliações ao longo do ano; - Dar suporte aos professores no planejamento pedagógico das turmas e das atividades pedagógicas sugeridas pelo Programa; - Acompanhar e orientar o trabalho dos professores, por meio dos planos de aula e da observação das aulas; - Planejar de forma conjunta com os professores, uma rotina diária e semanal para a turma, promovendo atividades voltadas para prática de linguagem de leitura e escrita; - Incentivar e contribuir com os professores nas ações pedagógicas da escola, especialmente as voltadas para a leitura e escrita; - Acompanhar a frequência escolar dos alunos, e sempre que for necessário realizar a busca ativa dos alunos; - Organizar e coordenar momentos de estudos de professores; - Estimular a participação dos professores nas trocas de experiências; - Reunir periodicamente com as famílias, buscando sempre a fortalecer a parceria com elas. Professores 22 23 É no bojo dessas práticas, pensando em fornecer evidências quanto ao desenvolvimento da leitura, que os resultados da avaliação de fluência em leitura podem ser utilizados como um indicador e fornecer elementos para a intervenção nas aprendizagens, através do uso pedagógico destes resultados. Para isso é importante conhecer os diferentes perfis de leitores, para nos debruçarmos sobre aquilo que em cada nível já é possível identificar como aprendizagem e assim propor possíveis práticas para o avanço de cada estudante. Como já identificamos, nos resultados da avaliação em fluência leitora os estudantes foram agrupados em três perfis: Pré-leitor (Nível 1, Nível 2, Nível 3 e Nível 4), Leitor Iniciante e Leitor Fluente. A seguir resgataremos pontos de atenção sobre as aprendizagens que os estudantes já desenvolveram e, brevemente, refletiremos sobre algumas possibilidades de intervenção pedagógica em cada um dos perfis apresentados. O estudante que se encontra nesse perfil ainda não dispõe de condições para realizar uma leitura oral e, quando o faz, isso exige muito esforço. Nesse perfil, encontra-se, portanto, o estudante com dificuldades nas aprendizagens iniciais da alfabetização, que ainda não se apropriaram do Sistema de Escrita Alfabética. É importante destacar que, se relacionarmos as características de aprendizagem dos estudantes agrupados neste nível com os níveis de escrita considerados na psicogênese da escrita podemos nos aproximar de formas de intervenção relacionadas a cada nível de escrita. Segundo Morais (2012), no processo inicial de alfabetização é importante priorizar algumas habilidades de consciência fonológica que tornarão possível os principiantes avançarem no Sistema de Escrita Alfabética, pensado que: São habilidades imprescindíveis para a alfabetização inicial das crianças: ● Segmentar palavras em suas sílabas; ● Contar as sílabas de palavras; ● Comparar palavras quanto à quantidade de sílabas; ● Identificar palavras com sílabas iguais no início; ● Produzir palavras com sílabas iguais no início; ● Produzir palavras que rimam; ● Identificar palavras com fonemas iniciais iguais. PRÉ-LEITOR Para saber mais sobre os níveis de escrita na psicogênese acessar o Infográfico Psicogênese da escrita, elaborado por Magda Soares, disponível em: https://www.cenpec.org.br/ hotsite/aprendizado-ini- cial-da-escrita/). A escrita alfabética não é um mero código de transcrição da fala, como ainda concebem alguns. Ela é um objeto de conhecimento em si, um sistema notacional, e seu aprendizado requer que o estudante foque palavras e partes de palavras. Sendo mais explícitos: para compreender o alfabeto e aprender suas convenções, o principiante precisa ‘partir’ o signo linguístico, esquecer, provisoriamente, o significado e focar, de forma muito especial, o significante (oral e escrito). Só observando o significante oral e escrito (a palavra escrita como sequência de letras, a sequência de sons pronunciados quando falamos a palavra), para poder analisar seus “pedaços” sonoros e gráficos, é que o aprendiz vai poder se apropriar da escrita alfabética (MORAIS, 2012, p. 123). 23 24 1. Escreve-se com letras que não podem ser inventadas, que têm um repertório finito e que são diferentes de números e de outros símbolos; 2. As letras têm formatos fixos e pequenas variações produzem mudanças em sua identidade (p, q, b, d), embora uma letra assuma formatos variados (P, p, D, d). 3. A ordem da letra no interior da palavra não pode ser mudada. 4. Uma letra pode se repetir no interior de uma palavra e em diferentes palavras, ao mesmo tempo em que distintas palavras compartilham as mesmas letras; 5. Nem todas as letras podem ocupar certas posições no interior das palavras e nem todas as letras podem vir juntas de quaisquer outros. 6. As letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que pronunciamos e nunca levam em conta as características físicas ou funcionais dos referentes que substituem. 7. As letras notam segmentos sonoros menores que as sílabas orais que pronunciamos. 8. As letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas terem mais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados com mais de uma letra. 9. Além das letras, na escrita de palavras usam-se, também, algumas marcas (acentos) que podem modificar a tonicidade ou o som das letras ou sílabas onde aparecem. 10. As sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantese vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCV, VCC, CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a sílaba CV (consoante-vogal), e todas as sílabas do português contêm ao menos, uma vogal. (MORAIS, 2012, p.51). De forma semelhante, é importante atentar para as propriedades do SEA que o aprendiz precisa reconstruir para se tornar alfabetizado: Assim, as atividades importantes para o ensino sistemático do SEA são aquelas que: As propostas de intervenção podem ser planejadas por nível de escrita, tendo a exploração de textos poéticos da tradição popular (cantigas, parlendas, trava- línguas), o nome próprio, listas, contos de repetição, entre outros, como suporte para o desenvolvimento da consciência fonológica, em intervenções diárias, com atividades permanentes de Leitura, oralidade, produção de textos e ensino sistemático do SEA (Quadro 3). ● Envolvem a reflexão de aspectos fonológicos das palavras; ● Exploram palavras estáveis, como os nomes próprios e outras palavras já familiares para os alunos; ● São feitas montando e desmontando palavras com sílabas móveis e o alfabeto móvel; 24 25 Sugestões/Possibilidades de intervenção Pré-silábico Silábico Silábico alfabético Alfabético *Comparar palavras quanto ao tamanho Jogos de reflexão so- bre palavras *Exploração de textos poéticos e da tradição oral que as crianças sabem de cor *Identificar palavras iniciadas com a mesma sílaba *Identificar e produzir palavras que rimam *Identificar palavras iniciadas com a mesma sílaba *Identificar palavras que compartilham o mesmo fonema inicial *Identificar e produzir palavras que rimam *Identificar palavras iniciadas com a mesma sílaba *Identificar palavras que compartilham o mesmo fonema inicial *Identificar e produzir palavras que rimam *Estímulo à leitura de livrinhos e uso de jogos Fonte: elaboração autoral Em suma, para esse grupo de estudantes, o foco das práticas de leitura deve estar em atividades relacionadas às etapas iniciais do processo de identificação dos valores sonoros das letras e do modo como elas se organizam na formação de palavras e de como essas se organizam, sinteticamente, nos textos. Dessa forma é preciso que: ● Os textos tenham rimas e aliterações, para que os estudantes percebam a sonoridade das palavras. ● Sejam lidos poemas para as crianças, apresentando o texto escrito, apontando as palavras do texto à medida que se lê. Assim os estudantes se dão conta das relações entre fala e escrita e da semelhança sonora (das rimas). ● Utilizem-se trava-línguas e parlendas também, pois são textos da tradição popular, bastante adequados às atividades de leitura com estudantes com o perfil pré-leitor. Como são, em geral, textos de memória, os estudantes podem recitá-los e, ao fazê-lo, observar o modo como são escritos. ● Sejam lidos livros de literatura infantil produzidos com o objetivo de contribuir com o processo de alfabetização. Em geral, são textos curtos e compostos por sílabas simples. Podem ser lidos primeiro pelo professor e depois pelos alunos. ● Sejam lidos diversos tipos de textos literários, mais extensos, lidos pelo professor, que se constitui como um modelo de leitor para esses estudantes. 25 26 LEITOR INICIANTE LEITOR FLUENTE Os estudantes que compõem esse grupo já venceram os desafios da alfabetização inicial, mas precisam avançar na automatização dos processos de decodificação, de modo a concentrarem sua energia cognitiva para poderem compreender o que leem, bem como desenvolverem a dimensão prosódica da leitura. As atividades para esse grupo de estudantes devem ser práticas de leituras intencionalmente organizadas para que os estudantes, progressivamente, tenham contato com textos sintaticamente mais complexos e também mais extensos, para que adquiram o que chamamos fôlego de leitura. Dessa forma é preciso que: Esses estudantes apresentam um perfil de leitor bastante satisfatório para a etapa de escolarização em que se encontram. Já demonstraram a habilidade de ler com desenvoltura textos compostos por palavras de diferentes padrões silábicos, observando, inclusive, aspectos prosódicos do texto. As atividades para esse grupo de estudantes devem incluir práticas de leitura bem variadas e contemplar diferentes gêneros textuais. Estudantes com esse perfil provavelmente já dispõem de condições mínimas para utilizar a leitura como fonte de aprendizagem, ou seja, provavelmente já dispõem de condições de ler e compreender textos variados e extrair deles informações relevantes. Dessa forma é preciso que: ● Os estudantes sejam incentivados a planejarem atividades de escrita; eles devem planejar sua leitura oral. ● A primeira etapa da leitura oral seja iniciada silenciosamente. Nela, os estudantes podem esclarecer suas dúvidas sobre palavras desconhecidas, observar a pontuação do texto, dentre outros aspectos relevantes. ● A segunda etapa da leitura oral seja feita pelo professor, considerado o leitor mais experiente, assim os estudantes conseguem observar os aspectos prosódicos do texto. ● A terceira etapa da leitura oral seja feita pelos estudantes em voz alta; a leitura pode ser feita cada vez por um grupo de estudante. ● Reflita-se com os estudantes sobre o desempenho deles em leitura. O professor pode gravar a leitura do estudante e, posteriormente, reproduzir a gravação para que os estudantes avaliem seu desempenho, especialmente no que se refere aos aspectos prosódicos do texto. ● Os textos tragam curiosidades científicas e outros temas relacionados às diferentes áreas de conhecimento. 26 27 Além das possibilidades listadas por perfil de agrupamento dos leitores, é válido destacar que as práticas de leitura devem permear a rotina pedagógica das salas de aula de alfabetização. Por isso é importante: ● Incorporar atividades de leitura à rotina da turma ● A leitura oral deve ser uma atividade que faça parte da rotina diária da turma. ● Disponibilizar materiais de leitura e tempo para a exploração dos estudantes ● Manter um “cantinho” de leitura ou uma biblioteca de sala é um meio de introduzir a leitura na rotina da turma. Nesse espaço, devem estar disponíveis livros de literatura, revistas em quadrinhos, revistas com curiosidades científicas, dentre outras possibilidades. ● Explorar momentos de leitura significativos em sala de aula ● Introduzir, no cotidiano escolar, atividades como leitura de cartazes da rotina, calendário; solicitar a redação de bilhete para comunicação com a família e, na sequência, a leitura dele em voz alta; pedir aos estudantes que leiam os enunciados das atividades e perguntar a eles o que deve ser feito, após a leitura. The passage experienced a surge in popularity during the 1960s when Letraset used it on their sheets. ● Esses estudantes sejam bons modelos de leitores para outros estudantes. ● Seja feita a seleção de textos que desafiem os estudantes, com léxico mais variado e padrões sintáticos mais complexos. ● Situações que motivem a aprendizagem sejam criadas, como a simulação de apresentação de um telejornal, que favorece o maior desenvolvimento da fluência em leitura, especialmente porque, nesse caso, os aspectos prosódicos cumprem um importante papel: a entonação certa para dar uma determinada notícia. ● O professor grave vídeos das atividades de leitura em voz alta e discuta a atuação dos leitores com a turma. 27 28 No caso de um jogo fonológico, em que tem que agrupar gravura cujos nomes rimam, a dupla de alunos com níveis silábico-alfabético e alfabético poderia receber como desafio extra escrever outras palavras (tantas quanto conseguissem lembrar) terminadas com aquelas rimas. Em outro dia, num jogo de palavras cruzadas, as crianças com hipóteses menos avançadas poderiam consultar um banco com as palavras que respondem o jogo (o que lhes permite usar pistas, como o número de letras de cada palavra e as letras iniciais, por exemplo), ao passo que seus pares mais avançados teriamque descobrir as palavras respostas apenas lendo os enunciados (ou lendo as figuras referentes a cada palavra e escrevendo-as, sem qualquer ajuda. (MORAIS, 2012, p.179) Por fim, para pensar em possibilidades de ajustes do ensino adequando-o às necessidades de cada aluno, Morais (2012) faz refletirmos sobre a possibilidade de propor, num mesmo momento, atividades diferentes ou que possam ser resolvidas de modo distinto por alunos que se encontram em diferentes níveis. Ensino simultâneo diversificado (trabalho com grupos produtivos - em duplas ou agrupamentos pequenos, considerando, por exemplo a proximidade dos níveis da psicogênese da escrita que vivenciam no momento silábico, com silábico-alfabético/ silábico-alfabético com alfabético por exemplo), considerando um contrato didático com os estudantes que disponha sobre a organização em sala para a realização das atividades propostas, com isso propor atividades que possam ser respondidas modo diferente por alunos que estão em níveis diferentes. Há muitas práticas de leitura possíveis de se desenvolver com os estudantes nas aulas para estimular a leitura e a sua fluência. Manter os estudantes motivados e incentivá-los a ler é papel do professor/professora. É importante lembrar que os dados das avaliações de fluência devem ser analisados juntamente com os dados de outras modalidades da avaliação externa em larga escala – avaliação de leitura e de escrita – pois, como dito inicialmente, a fluência em leitura é apenas uma das dimensões relevantes para se ter um diagnóstico da alfabetização inicial. Também é importante que o(a) professor(a) considere os dados das avaliações realizadas por ele(a) com a própria turma. Isso porque a fluência em leitura pode ser afetada pela particular condição de ler oralmente numa situação de teste, o que para alguns estudantes pode ser inibidora. 28 29 INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita é o material didático referência do Programa Alfabetiza Pará (Lei n° 9867/2023) e tem como objetivo apoiar e inspirar práticas de ensino a prendizagem no processo de alfabetização e letramento inicial das crianças paraenses. SOBRE O MATERIAL COMPOSIÇÃO DA COLEÇÃO VEREDAS A Coleção Veredas 2024 apresenta capa nova, escolhida via “Concurso de Desenho - Cores do Futuro” (EDITAL Nº 002/2023-GAB/SEDUC-PA), cujo objetivo foi selecionar os desenhos dos(as) estudantes da rede de ensiso paraense para ilustrar as comunicações e projetos/programas gráficos, incluindo as capas dos materiais didáticos da SEDUC. Estudantes e professores(as) do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas dos 143 municípios adesos ao Programa Alfabetiza Pará. PÚBLICO ALVO ESTUDANTE: PROFESSOR(A) 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 1 LIVRO DE LEITURA1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) ESTUDANTE: PROFESSOR(A) 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 4 CARTAZES 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 1º AN O 4 CARTAZES 2º AN O SOBRE A CAPA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 30 INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita é o material didático referência do Programa Alfabetiza Pará (Lei n° 9867/2023) e tem como objetivo apoiar e inspirar práticas de ensino a prendizagem no processo de alfabetização e letramento inicial das crianças paraenses. SOBRE O MATERIAL COMPOSIÇÃO DA COLEÇÃO VEREDAS A Coleção Veredas 2024 apresenta capa nova, escolhida via “Concurso de Desenho - Cores do Futuro” (EDITAL Nº 002/2023-GAB/SEDUC-PA), cujo objetivo foi selecionar os desenhos dos(as) estudantes da rede de ensiso paraense para ilustrar as comunicações e projetos/programas gráficos, incluindo as capas dos materiais didáticos da SEDUC. Estudantes e professores(as) do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas dos 143 municípios adesos ao Programa Alfabetiza Pará. PÚBLICO ALVO ESTUDANTE: PROFESSOR(A) 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 1 LIVRO DE LEITURA1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) ESTUDANTE: PROFESSOR(A) 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 4 CARTAZES 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 1º AN O 4 CARTAZES 2º AN O SOBRE A CAPA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 31 INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita é o material didático referência do Programa Alfabetiza Pará (Lei n° 9867/2023) e tem como objetivo apoiar e inspirar práticas de ensino a prendizagem no processo de alfabetização e letramento inicial das crianças paraenses. SOBRE O MATERIAL COMPOSIÇÃO DA COLEÇÃO VEREDAS A Coleção Veredas 2024 apresenta capa nova, escolhida via “Concurso de Desenho - Cores do Futuro” (EDITAL Nº 002/2023-GAB/SEDUC-PA), cujo objetivo foi selecionar os desenhos dos(as) estudantes da rede de ensiso paraense para ilustrar as comunicações e projetos/programas gráficos, incluindo as capas dos materiais didáticos da SEDUC. Estudantes e professores(as) do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas dos 143 municípios adesos ao Programa Alfabetiza Pará. PÚBLICO ALVO ESTUDANTE: PROFESSOR(A) 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 1 LIVRO DE LEITURA1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) ESTUDANTE: PROFESSOR(A) 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 4 CARTAZES 1 LIVRO DE ATIVIDADES (SÃO 2 OPÇÕES DE CAPA) 1 LIVRO DE LEITURA 1º AN O 4 CARTAZES 2º AN O SOBRE A CAPA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 32 O material foi elaborado a partir: 1. das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC); 2. das habilidades do Documento Curricular do Estado do Pará (DCE/PA) presentes na BNCC; 3. das habilidades do Programa Parceria pela Alfabetização em Regime de Colaboração (PARC) elaboradas exclusivamente para possibilitar o desenvolvimento da fluência leitora no 2º ano. EMBASAMENTO DA COLEÇÃO ORIENTAÇÕES PARA USO DO MATERIAL Desenvolver os processos de alfabetização e letramento, concebendo- os como processos cognitivos distintos, porém intimamente imbricados; Conceber os gêneros discursivos como ferramentas linguísticas por meio dos quais os(as) estudantes podem se envolver, com maior autonomia e protagonismo, na vida social, reconhecendo que suas produções textuais – orais, escritas, multissemióticas – compreendem um lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA COLEÇÃO 1. APROPRIAÇÃO DAS ORIENTAÇÕES presentes no “CADERNO DO PROFESSOR” pela coordenação pedagógica e pelos professores alfabetizadores para Coleção nos planejamentos das turmas de 1º e 2º ano do EF, desde o Plano de Ensino Anual 2024 até os planos de aula, que materializarão as rotinas pedagógicas a serem desenvolvidas, juntamente com outros recursos didáticos disponíveis e em diálogo com os diferentes componentes curriculares. 2. CONSTRUIR O ESPAÇO-TEMPO ESCOLAR incluindo as orientações presentes no caderno do professor: observar o tempo de uso diário do material de até duas horas; executar as atividades permanentes no decorrer da semana (Para gostar de histórias, Para gostar de escrever, Para gostar de acolher, Para gostar de ler); desenvolver as sequências didáticas, considerando a progressão das habilidades, as práticas de linguagem envolvidas nas atividades propostas (leitura e escuta;oralidade; análise linguística e semiótica; escrita e produção de texto); ter em mente de que cada um dos capítulos que compõem as unidades, correspondem a uma aula. Abordar a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus(suas) usuários(as ) e da comunidade a qual pertencem; Promover situações adequadas para a plena aprendizagem da língua escrita, tomando-a instrumento fundamental para a interação dos sujeitos nos diferentes campos de atuação da vida humana; INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 33 O material foi elaborado a partir: 1. das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC); 2. das habilidades do Documento Curricular do Estado do Pará (DCE/PA) presentes na BNCC; 3. das habilidades do Programa Parceria pela Alfabetização em Regime de Colaboração (PARC) elaboradas exclusivamente para possibilitar o desenvolvimento da fluência leitora no 2º ano. EMBASAMENTO DA COLEÇÃO ORIENTAÇÕES PARA USO DO MATERIAL Desenvolver os processos de alfabetização e letramento, concebendo- os como processos cognitivos distintos, porém intimamente imbricados; Conceber os gêneros discursivos como ferramentas linguísticas por meio dos quais os(as) estudantes podem se envolver, com maior autonomia e protagonismo, na vida social, reconhecendo que suas produções textuais – orais, escritas, multissemióticas – compreendem um lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA COLEÇÃO 1. APROPRIAÇÃO DAS ORIENTAÇÕES presentes no “CADERNO DO PROFESSOR” pela coordenação pedagógica e pelos professores alfabetizadores para Coleção nos planejamentos das turmas de 1º e 2º ano do EF, desde o Plano de Ensino Anual 2024 até os planos de aula, que materializarão as rotinas pedagógicas a serem desenvolvidas, juntamente com outros recursos didáticos disponíveis e em diálogo com os diferentes componentes curriculares. 2. CONSTRUIR O ESPAÇO-TEMPO ESCOLAR incluindo as orientações presentes no caderno do professor: observar o tempo de uso diário do material de até duas horas; executar as atividades permanentes no decorrer da semana (Para gostar de histórias, Para gostar de escrever, Para gostar de acolher, Para gostar de ler); desenvolver as sequências didáticas, considerando a progressão das habilidades, as práticas de linguagem envolvidas nas atividades propostas (leitura e escuta; oralidade; análise linguística e semiótica; escrita e produção de texto); ter em mente de que cada um dos capítulos que compõem as unidades, correspondem a uma aula. Abordar a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus(suas) usuários(as ) e da comunidade a qual pertencem; Promover situações adequadas para a plena aprendizagem da língua escrita, tomando-a instrumento fundamental para a interação dos sujeitos nos diferentes campos de atuação da vida humana; INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 34 INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará LIVRO DE ATIVIDADES “VEREDAS DA LEITURA E DA ESCRITA” DISTRIBUIÇÃO SEMESTRAL LIVRO DE LEITURA “LEIO LÁ QUE EU LEIO CÁ” DISTRIBUIÇÃO ANUAL 1º SEMESTRE: UNIDADE 1 - Compartilhando nossos sentimentos na escola; UNIDADE 2 - Lendo e escrevendo listas; UNIDADE 3 - Quadrinhas e mais quadrinhas!; UNIDADE 4 - Parlendas). 2º SEMESTRE UNIDADE 5 - Pensar sobre nossos sentimentos para nos entendermos melhor; UNIDADE 6 - Trocando bilhetes; UNIDADE 7 - Brincadeira de roda: cantigas; UNIDADE 8 -Textos acumulativos) 1º SEMESTRE UNIDADE 1 - Eu sou, eu sinto; UNIDADE 2 - Listar para ajudar nossa escola; UNIDADE 3 - Um mundo de versos - poemas; UNIDADE 4 - Escrever ou falar: é hora de comunicar! - bilhetes. 2º SEMESTRE UNIDADE 5 - Compartilhando sentimentos; UNIDADE 6 - Cantando canções; UNIDADE 7 - Receitas culinárias; UNIDADE 8 - Era uma vez, os contos de fadas); Sumário resumido com as unidades que compõem a coleção completa: 1º ANO 2º ANO 3. ESTRUTURA DA COLEÇÃO 4. FICHA DE ACOMPANHAMENTO DAS APRENDIZAGENS Orientamos o estudo, planejamento e uso das Fichas de Acompanhamento de Aprendizagens presentes no Livro do Professor como instrumentos que podem orientar intervenções pedagógicas intencionalmente realizadas para o avanço das aprendizagens dos estudantes. Ficha de Acompanhamento das Aprendizagens retirado do Material didático do 1º ano do EF. INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará 35 INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará LIVRO DE ATIVIDADES “VEREDAS DA LEITURA E DA ESCRITA” DISTRIBUIÇÃO SEMESTRAL LIVRO DE LEITURA “LEIO LÁ QUE EU LEIO CÁ” DISTRIBUIÇÃO ANUAL 1º SEMESTRE: UNIDADE 1 - Compartilhando nossos sentimentos na escola; UNIDADE 2 - Lendo e escrevendo listas; UNIDADE 3 - Quadrinhas e mais quadrinhas!; UNIDADE 4 - Parlendas). 2º SEMESTRE UNIDADE 5 - Pensar sobre nossos sentimentos para nos entendermos melhor; UNIDADE 6 - Trocando bilhetes; UNIDADE 7 - Brincadeira de roda: cantigas; UNIDADE 8 -Textos acumulativos) 1º SEMESTRE UNIDADE 1 - Eu sou, eu sinto; UNIDADE 2 - Listar para ajudar nossa escola; UNIDADE 3 - Um mundo de versos - poemas; UNIDADE 4 - Escrever ou falar: é hora de comunicar! - bilhetes. 2º SEMESTRE UNIDADE 5 - Compartilhando sentimentos; UNIDADE 6 - Cantando canções; UNIDADE 7 - Receitas culinárias; UNIDADE 8 - Era uma vez, os contos de fadas); Sumário resumido com as unidades que compõem a coleção completa: 1º ANO 2º ANO 3. ESTRUTURA DA COLEÇÃO 4. FICHA DE ACOMPANHAMENTO DAS APRENDIZAGENS Orientamos o estudo, planejamento e uso das Fichas de Acompanhamento de Aprendizagens presentes no Livro do Professor como instrumentos que podem orientar intervenções pedagógicas intencionalmente realizadas para o avanço das aprendizagens dos estudantes. Ficha de Acompanhamento das Aprendizagens retirado do Material didático do 1º ano do EF. INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará 36 INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 1. Quando começar a usar os materiais da Coleção Veredas da leitura e da escrita na sala de aula? A partir do momento que as escolas o receberem. Reiteramos que o aprofundamento do material didático será objeto das formações do Programa Alfabetiza Pará em 2024. 2. Qual a frequência de uso do material? Diariamente. A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita, como material didático complementar, foi pensada para ser inserida no planejamento diário das aulas, podendo compor até duas horas da rotina diária, de modo a complementar outros materiais e propostas já existentes na sala de aula. 3. Os materiais da Coleção Veredas são consumíveis? Sim. Reforçamos que para a realização das atividades os estudantes podem escrever, pintar, recortar, colar sempre que necessário e sob a orientação e mediação do professor. Obs.: o material é dos estudantes e dos professores(as) não sendo necessário recolhimento do material após uso, sendo possível levá-lo para casa diariamenteou não, dependendo da melhor forma de organização prevista, sempre com atenção para os cuidados com a conservação do material, perda ou extravio, pois uma vez realizada a distribuição, não haverá estoque para reposição por esses motivos. 4. No ano letivo de 2024 a “Coleção Veredas da Leitura e da Escrita” será distribuída aos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental? Não. A Coleção será distribuída somente aos(as) estudantes e professores(as) do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental reportadas no Censo Escolar 2023 5. E para o ano de 2025, teremos novamente a “Coleção Veredas da Leitura e da Escrita” como material didático do Programa Alfabetiza Pará? Sim. A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita, que usamos em 2023 e usaremos em 2024, é o material de referência e está sendo utilizado como parâmetro para a produção do material educacional autoral de alfabetização do estado do Pará, que será distribuído em 2025. DÚVIDAS FREQUENTES INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará Contatos do Programa Alfabetiza Pará alfabetiza.para@seduc.pa.gov.br (91) 99633-0284 BORA ALFABETIZAR! CONTATOS DO PROGRAMA ALFABETIZA PARÁ alfabetiza.para@seduc.pa.gov.br (91) 9 9633-0284 37 INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 1. Quando começar a usar os materiais da Coleção Veredas da leitura e da escrita na sala de aula? A partir do momento que as escolas o receberem. Reiteramos que o aprofundamento do material didático será objeto das formações do Programa Alfabetiza Pará em 2024. 2. Qual a frequência de uso do material? Diariamente. A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita, como material didático complementar, foi pensada para ser inserida no planejamento diário das aulas, podendo compor até duas horas da rotina diária, de modo a complementar outros materiais e propostas já existentes na sala de aula. 3. Os materiais da Coleção Veredas são consumíveis? Sim. Reforçamos que para a realização das atividades os estudantes podem escrever, pintar, recortar, colar sempre que necessário e sob a orientação e mediação do professor. Obs.: o material é dos estudantes e dos professores(as) não sendo necessário recolhimento do material após uso, sendo possível levá-lo para casa diariamente ou não, dependendo da melhor forma de organização prevista, sempre com atenção para os cuidados com a conservação do material, perda ou extravio, pois uma vez realizada a distribuição, não haverá estoque para reposição por esses motivos. 4. No ano letivo de 2024 a “Coleção Veredas da Leitura e da Escrita” será distribuída aos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental? Não. A Coleção será distribuída somente aos(as) estudantes e professores(as) do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental reportadas no Censo Escolar 2023 5. E para o ano de 2025, teremos novamente a “Coleção Veredas da Leitura e da Escrita” como material didático do Programa Alfabetiza Pará? Sim. A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita, que usamos em 2023 e usaremos em 2024, é o material de referência e está sendo utilizado como parâmetro para a produção do material educacional autoral de alfabetização do estado do Pará, que será distribuído em 2025. DÚVIDAS FREQUENTES INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará Contatos do Programa Alfabetiza Pará alfabetiza.para@seduc.pa.gov.br (91) 99633-0284 BORA ALFABETIZAR! CONTATOS DO PROGRAMA ALFABETIZA PARÁ alfabetiza.para@seduc.pa.gov.br (91) 9 9633-0284 INFORMATIVO Orientações para o uso do material didático complementar 2024 do Programa Alfabetiza Pará 1. Quando começar a usar os materiais da Coleção Veredas da leitura e da escrita na sala de aula? A partir do momento que as escolas o receberem. Reiteramos que o aprofundamento do material didático será objeto das formações do Programa Alfabetiza Pará em 2024. 2. Qual a frequência de uso do material? Diariamente. A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita, como material didático complementar, foi pensada para ser inserida no planejamento diário das aulas, podendo compor até duas horas da rotina diária, de modo a complementar outros materiais e propostas já existentes na sala de aula. 3. Os materiais da Coleção Veredas são consumíveis? Sim. Reforçamos que para a realização das atividades os estudantes podem escrever, pintar, recortar, colar sempre que necessário e sob a orientação e mediação do professor. Obs.: o material é dos estudantes e dos professores(as) não sendo necessário recolhimento do material após uso, sendo possível levá-lo para casa diariamente ou não, dependendo da melhor forma de organização prevista, sempre com atenção para os cuidados com a conservação do material, perda ou extravio, pois uma vez realizada a distribuição, não haverá estoque para reposição por esses motivos. 4. No ano letivo de 2024 a “Coleção Veredas da Leitura e da Escrita” será distribuída aos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental? Não. A Coleção será distribuída somente aos(as) estudantes e professores(as) do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental reportadas no Censo Escolar 2023 5. E para o ano de 2025, teremos novamente a “Coleção Veredas da Leitura e da Escrita” como material didático do Programa Alfabetiza Pará? Sim. A Coleção Veredas da Leitura e da Escrita, que usamos em 2023 e usaremos em 2024, é o material de referência e está sendo utilizado como parâmetro para a produção do material educacional autoral de alfabetização do estado do Pará, que será distribuído em 2025. DÚVIDAS FREQUENTES INFORMATIVO ALFABETIZA PARÁ Orientações para o uso do material didático complementar/2024 do Programa Alfabetiza Pará Contatos do Programa Alfabetiza Pará alfabetiza.para@seduc.pa.gov.br (91) 99633-0284 BORA ALFABETIZAR! CONTATOS DO PROGRAMA ALFABETIZA PARÁ alfabetiza.para@seduc.pa.gov.br (91) 9 9633-0284 38 Como multiplicar as formações do Programa Alfabetiza Pará? A formação continuada no âmbito do Programa Alfabetiza Pará objetiva contribuir com o desenvolvimento profissional dos atores envolvidos no trabalho pedagógico e potencializar a melhoria dos processos de alfabetização das crianças paraenses. Por isso, no ano de 2024, novas frentes formativas serão incluídas e diferentes atores escolares participarão das formações do Alfabetiza Pará. Seguiremos investindo na formação dos/as professores/as alfabetizadores/as, das turmas do 1º e 2º ano/EF e incluiremos, desde o Módulo I/2024, a frente formativa para gestão escolar (diretores escolares e coordenadores pedagógicos), com ênfase na gestão sob a perspectiva do acompanhamento das aprendizagens de alfabetização. Para melhor compreensão dos processos que estão envolvidos na arquitetura formativa do Alfabetiza Pará, apresentamos, abaixo, algumas orientações para o desenvolvimento das formações continuadas. Inicialmente, ressaltamos que as frentes formativas do Alfabetiza (professores/as alfabetizadores/as 1º e 2º ano/EF e gestão escolar - diretores e coordenadores escolares), acontecerão no formato de cascateamento (em cascata), processo no qual a multiplicação dos módulos inicia na Etapa Estadual, passa pela Etapa Regional e finaliza na Etapa Municipal. No caso das Regionais a multiplicação dos módulos inicia na Etapa Estadual e finaliza na Etapa Regional (DRE da Região Metropolitana, municípios da Região Metropolitana de Belém e Região das Ilhas ), na qual o conteúdo será multiplicado para o público alvo (professores alfabetizadores ou gestores escolares), dependendo do eixo formativo. Multiplicação das formações para as DREs do interior 1. ETAPA DA FORMAÇÃO ESTADUAL: formadores estaduais formam formadores regionais É o momento em que o grupo de formadores estaduais realiza a formação com as duplas de formadores/as regionais, indicados pelas Diretorias Regionais de Ensino - DRE da SEDUC-PA. Este momento dá início ao cascateamentoda formação, possui carga horária de 24 horas, por módulo, e acontece em três dias consecutivos, conforme previstos no Calendário Formativo 2024 do Programa Alfabetiza Pará (abaixo). Nessa Etapa a dupla de formadores/as da DRE receberá a formação das duas frentes formativas a serem desenvolvidas (professores/as alfabetizadores/as 1º e 2º ano/EF e gestão escolar - diretores e coordenadores escolares). 2. ETAPA DA FORMAÇÃO REGIONAL: formadores regionais formam formadores municipais É o momento em que a dupla de formadores/as regionais, das DRE’s/SEDUC-PA, formarão as duplas de formadores/as municipais sob sua jurisdição, também com a carga horária total de 24 horas, em três dias consecutivos, referente as duas frentes formativas a serem desenvolvidas (professores/as alfabetizadores/as 1º e 2º ano/EF e gestão escolar - diretores e coordenadores escolares). Cada DRE, em articulação com os municípios jurisdicionados, escolhe os dias, na semana marcada para a etapa da formação regional no calendário formativo do Programa Alfabetiza Pará (abaixo). Temos aqui a segunda etapa do cascateamento. 3. ETAPA DA FORMAÇÃO MUNICIPAL: formadores municipais formam professores/as alfabetizadores/as e gestores escolares (diretores e coordenadores pedagógicos). 39 É o último momento do cascateamento da formação. Aqui a dupla de formadores municipais, que recebeu a formação dos formadores regionais, formará, nas duas frentes formativas a serem desenvolvidas (professores/as alfabetizadores/as 1º e 2º ano/EF e gestão escolar - diretores e coordenadores escolares), atendendo, dessa forma, os professores alfabetizadores, os diretores escolares e os coordenadores pedagógicos no seu município. Para isso, a formação recebida de 24 horas, por módulo, em três dias consecutivos, deverá desdobrar- se da seguinte forma: - Formação de Professores Alfabetizadores: 4 encontros mensais, de 8 horas cada, sendo dois deles correspondentes ao módulo 1 e dois, ao módulo 2. Tendo como público alvo os professores do 1º e 2º ano do EF. O conteúdo de cada encontro corresponde, respectivamente, ao conteúdo do 1º e 2º dia da formação recebida na Etapa Regional, por módulo. - Formação de Gestores Escolares: 4 encontros mensais, de 8 horas cada, sendo dois deles correspondentes ao módulo 1 e dois, ao módulo 2. Tendo como público-alvo os coordenadores pedagógicos em todos os encontros e os diretores escolares somente nos encontros 1 e 3. Para o conteúdo dos encontros 1 e 3, considerar o conteúdo do 3º dia da formação de cada módulo. E para os encontros 2 e 4, considerar a síntese dos conteúdos da formação para professores alfabetizadores do módulo em curso, considerando a necessidade de acompanhamento do trabalho docente a ser desenvolvida pelo coordenador pedagógico. O município, no âmbito de suas atribuições e em contrapartida do Regime de Colaboração, premissa do Alfabetiza Pará, deverá escolher 1 (um) dia que melhor atenda suas especificidades, para cada grupo a ser formado, em cada uma das semanas previstas à etapa da formação municipal no Calendário formativo 2024.1 do Alfabetiza Pará (abaixo). Acerca da estruturação da formação fica a critério dos municípios, em diálogo com os secretários e articuladores municipais, e, nos casos das DREs, os articuladores regionais, com os seus respectivos dirigentes, a definição de realizar a formação, por escola, por série/ano de atuação ou a junção dos professores alfabetizadores dos 1º, 2º anos. 40 41 Multiplicação das formações para Região Metropolitana + Municípios da Região Metropolitana de Belém e Região das Ilhas 1. ETAPA DA FORMAÇÃO ESTADUAL: formadores estaduais formam formadores regionais É o momento em que o grupo de formadores estaduais realiza a formação com as duplas de formadores/as regionais, indicados pelas Diretorias Regionais de Ensino - DRE da SEDUC-PA. Este momento dá início ao cascateamento da formação, possui carga horária de 24 horas, por módulo, e acontece em três dias consecutivos, conforme previstos no Calendário Formativo 2024 do Programa Alfabetiza Pará (abaixo). Nessa Etapa a dupla de formadores/as da DRE receberá a formação das duas frentes formativas a serem desenvolvidas (professores/as alfabetizadores/as 1º e 2º ano/EF e gestão escolar - diretores e coordenadores escolares). 2. ETAPA DA FORMAÇÃO REGIONAL: formadores regionais formam formadores municipais É o momento em que a dupla de formadores/as regionais, das DRE’s/SEDUC-PA, formarão as duplas de formadores/as municipais sob sua jurisdição, também com a carga horária total de 24 horas, em três dias consecutivos, referente as duas frentes formativas a serem desenvolvidas (professores/as alfabetizadores/as 1º e 2º ano/EF e gestão escolar - diretores e coordenadores escolares). Cada DRE, em articulação com os municípios jurisdicionados, escolhe os dias, na semana marcada para a etapa da formação regional no calendário formativo do Programa Alfabetiza Pará (abaixo). Temos aqui a segunda etapa do cascateamento. 3. ETAPA DA FORMAÇÃO MUNICIPAL: formadores municipais formam professores/as alfabetizadores/as e gestores escolares (diretores e coordenadores pedagógicos). 42 43 VAMOS JUNTOS! Que bom que vocês chegaram até aqui! Esperamos que esse guia possa ser um instrumento de consulta constante das equipes do Programa nas instâncias Regional, Municipal e escolar. Para isso, é importante que ele seja lido com muita atenção e compartilhado para alcançar todos esses atores. Enquanto equipe do órgão central, consideramos a consolidação e compartilhamento das informações primordiais às principais frentes do Programa um marco para a sua implementação. Esperamos que possa ser um suporte para a implementação de seus eixos, especialmente os aqui detalhados: avaliação de fluência leitora, formações e material didático complementar. Compreendemos que ainda há muito o que avançar nos fluxos de comunicação e execução da política. De todo modo, acreditamos que este material contém as informações mais relevantes para que o Programa alcance com qualidade as regionais, municípios e escolas de nosso querido estado. Assim, nos despedimos com um até breve, desejando que possamos aprimorar, neste ano de 2024, as ações do Programa Alfabetiza Pará. BORA ALFABETIZAR! 43 44 45 REFERÊNCIAS MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2012. SOLÈ, Isabel. Estratégias de Leitura. Porto Alegre :Artmed, 6ª edição.Porto Alegre,1998. 46 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO Apoio Realização SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO Apoio Realização SECRETARIA DE EDUCAÇÃO C M Y CM MY CY CMY K Capa nova.pdf 1 19/03/24 12:24