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NEURO ANATOMIA Revisão 2º Bimestre TELENCÉFALO Telencéfalo O QUE É? É a parte anterior do encéfalo, subdividido em 2 hemisférios (que são separados pela fissura longitudinal). Esses hemisférios são semelhantes em estrutura, mas distintos em função. O hemisfério esquerdo está relacionado com a lógica e raciocínio, enquanto o direito com percepção, abstração e musicalidade. Elemento de separação: foice do cérebro Elemento de união: corpo caloso (onde há comissura das fibras) CARACTERÍSTICAS O córtex do telencéfalo é revestido de massa cinzenta, enquanto a parte mais interna é revestida de massa branca. As características mais marcantes nesta região são os giros e sulcos. Lobos: Frontal, Parietal, Temporal, Occipital e ínsula Na base do telencéfalo estão os chamados núcleos da base, que serão estudados nos próximos períodos. Nele existem cavidades (buracos literalmente) onde o líquor passará. No telencéfalo só tem 2: os ventrículos laterais (os quais estão localizados cada um em um hemisfério). O QUE É? São um sistema de proteção do encéfalo e estão subdivididas em 3: Dura-máter, Aracnoidemater e pia- máter. Dividem-se em 2: Paquimeninge e Leptomeninge (meninge fina). A dura-máter é a membrana mais externa, resistente e enervada dentre as três. Ela possui dois folhetos, um externo e um interno. O externo adere intimamente aos ossos do crânio, funcionando como periósteo, mas sem função óssea, o que torna impossível a regeneração de perdas ósseas na abóboda craniana. . O folheto interno por sua vez, Meninges O folheto interno por sua vez, fica mais próximo da aracnóide. Os espaços da Paquimeninge se dividem em extradural/ epidural/ peridural (que está entre o crânio e a dura-mater) e subdural (entre a dura- mater e a aracnoide). Esses espaços não são naturais, podendo advir de traumas. O segundo folheto é chamado de aracnóide-mater, é uma camada intermediária e que possui filamentos abaixo de si. Abaixo da aracnóide se encontra o espaço subaracnóideo, que é por onde o líquor passa. O terceiro folheto e último é o mais interno e não possui espaços abaixo de si, pois está intimamente ligada com o córtex. é um líquido de consistência próxima à do plasma, produzido, continuamente, pelos plexos corióideos dos ventrículos, em um volume aproximado de 550 ml por dia. A única função comprovada do liquor é a de amortecedor hidráulico: qualquer pressão exercida em um ponto do liquor, distribui-se igualmente a todos os pontos Assim, os movimentos do sistema nervoso são mais lentos e os choques deste com o estojo ósseo mais atenuados. Líquor DIENCÉFALO Conceito: É a porção do sistema nervoso entre o telencéfalo e o mesencéfalo. Localização: em razão da grande expansão dos hemisférios cerebrais no homem, o diencéfalo fica quase totalmente coberto, sendo visualizado apenas na face inferior. Telencéfalo e diencéfalo ocupam 80% da cavidade craniana. Estruturas: Tálamo, Epitálamo, Subtálamo e Hipotálamo Algumas das conexões do diencéfalo incluem: as vias para o sistema límbico (relacionado à memória e às emoções), para os núcleos da base (envolvidos na coordenação motora) Diencéfalo Tálamo É um centro de transmissão de estímulos para o cérebro. Os tálamos formam a maior massa de substância cinzenta do diencéfalo, e encontram-se lateralmente ao terceiro ventrículo. Cada tálamo é formado por múltiplos núcleos de substância cinzenta: Núcleos anteriores; Pulvinar; Núcleos geniculados medial e lateral; Núcleos laterais dorsal e posterior; Núcleos ventrais anterior, posterior, lateral, posterolateral e anterolateral; Núcleos mediais; Núcleos intralaminares. 2 tálamos Demais estruturas: Hipotálamo Localiza-se inferiormente ao tálamo, sendo um dos componentes neuroendócrinos principais. Uma importante estrutura do hipotálamo é a hipófise/glândula pituitária (cuja é protegida pelo osso esfenóide) As principais funções atribuídas ao hipotálamo incluem a regulação da alimentação e da ingestão líquida, regulação da atividade sexual e reprodução e o controle de atividades autonômicas, como homeostase. Epitálamo Localiza-se posteriormente ao tálamo e sua principal estrutura é a glândula pineal. Subtálamo O subtálamo compreende a zona dc transição entre o diencéfalo e o tegmento do mesencéfalo. É de difícil visualização. O elemento mais evidente é o núcleo subtalâmico. TRONCO ENCEFÁLICO Mesencéfalo É a parte mais curta do T.E., porém tem relação com sentidos e neurotransmissores envolvidos no bem-estar. Substância Negra. O aqueduto cerebral passa pelo mesencéfalo, dividindo pedúnculo (base e tegmento) e teto. Abriga os núcleos de três nervos cranianos: III, (oculomotor) IV (troclear), V (trigêmio); por meio dos quais controla os movimentos do olho e a sensibilidade da face. Em sua face posterior, encontram-se os colículos superiores e inferiores. Ponte Localização: A ponte é a estrutura intermediária localizada entre o mesencéfalo e o bulbo. Recebe esse nome por servir como ponte entre tronco encefálico e o cerebelo. Abriga o nervo trigêmeo (V par craniano), nervo abducente (VI par craniano) e o nervo facial (VII par craniano). Núcleos pontinos: os núcleos pontinos estão envolvidos na comunicação entre o córtex cerebral e o cerebelo. Eles enviam axônios para o cerebelo através dos espessos pedúnculos cerebelares médio. Núcleos de formação reticular: funcionam no controle dos reflexos autônomos. Bulbo É a parte mais caudal do tronco encefálico, sendo que essa parte caudal é contínua com a medula espinal inferiormente, logo acima da origem do primeiro par de nervos espinais cervicais. Nervos cranianos IX, X, XI, XII É um caminho para muitos tratos nervosos ascendentes e descendentes que transportam as informações entre o cérebro e a medula espinal Abriga os centros respiratórios, o de pressão arterial (vasomotor) e frequência cardíaca. Núcleos próprios do bulbo: núcleo grácil, núcleo cuneiforme, núcleos olivares. Núcleos grácil e cuneiforme: dão origem às fibras arqueadas internas que cruzam o plano mediano e formam o lemnisco medial Núcleos olivares (inferior e acessórios medial e dorsal): recebem fibras do córtex cerebral, da medula espinal e do núcleo rubro e dão origem a fibras olivocerebelares que se distribuem por todo o córtex do cerebelo. Esses núcleos estão envolvidos na aprendizagem motora. CEREBELO O cerebelo é uma grande massa encefálica, formada por dois hemisférios, unidos ao centro pelo vérmis do cerebelo e pelo lobo flóculonodular. O cerebelo é separado do cérebro por um folheto da dura máter, o tentório do cerebelo, que faz uma divisão em região supratentorial e infratentorial. Ipsilateral Funciona sempre em nível inconsciente e involuntário. Interiormente, o córtex possui camadas: a mais externa chama-se camada molecular, a intermediária camada de células de Purkinje e a mais interna, camada granular. Cerebelo O cerebelo, assim como o cérebro, possui externamente a substância cinzenta, que forma o córtex do cerebelo, e internamente a substância branca. Nessa substância branca, existem núcleos cerebelares, que são formados por substância cinzenta, como o núcleo denteado, o principal deles, o núcleo emboliforme, núcleo globoso e núcleo fastigial. Sua função primordial é relacionada com a motricidade somática, é responsável pelo equilíbrio, controle do tônus muscular, coordenação motora. Além disso, participa de processos cognitivos, como a atenção e a linguagem, além de outras funções, sempre de maneira involuntária e de modo inconsciente SISTEMA LÍMBICO Alegria, tristeza, medo, prazer e raiva são exemplos do fenômeno da emoção. Para seu estudo, costuma-se distinguir um componente central, subjetivo, c um componente periférico, o comportamento emocional. O componente periférico é a maneira como a emoção se expressa e envolve padrões de atividade motora, somática e visceral, que são característicos de cada tipo de emoção e de cada espécie (MACHADO) O sistema límbico é um esquema de estruturas que produzemexperiências subjetivas. Divido em 2 componentes: corticais e subcorticais Componentes CORTICAIS: córtex fronto-basal (ou córtex órbitofrontal), lobo insular, giro do cíngulo, hipocampo, giro parahipocampal. Componentes SUBCORTICAIS: Amigdala, hipotálamo, núcleos anterior e dorsomedial do tálamo, núcleos septais e bulbo olfatório. As emoções podem ser definidas como sentimentos subjetivos que promovem manifestações fisiológicas e comportamentais. As manifestações fisiológicas estão a cargo do SNA, enquanto as comportamentais estão a cargo do SN somático (pois são aquelas que evocam modificações na face ou nos membros do corpo. As emoções estão relacionadas a áreas específicas do cérebro que em conjunto formam o sistema límbico. Na face medial de cada hemisfério cerebral observa-se um anel cortical contínuo, constituído pelo giro do cíngulo, giro para-hipocampal e hipocampo Esse anel cortical contorna as formações inter-hemisféricas e foi considerado como lobo independente. Lobo Límbico: Limbo, contorno É um lobo muito antigo, existindo em todos os vertebrados. Em 1937 James Papez propôs, em um trabalho famoso, um novo mecanismo para explicar as emoções. Esse mecanismo envolveria as estruturas do lobo límbico, os núcleos do tálamo e hipotálamo em um circuito que ficou conhecido como circuito de Papez. O circuito de Papez seria formado pelo hipocampo, fórnix, corpo mamilar, trato mamilo-talâmico, núcleos anteriores do tálamo, cápsula interna, giro do cíngulo, giro para-hipocampal e para fechar o circuito novamente, o hipocampo. Já a expressão Sistema Límbico envolve o circuito de Papez e algumas estruturas a mais como amígdala e área septal. O circuito de Papez em sua maioria (ou seja, com exceção da parte anterior do giro do cíngulo está relacionado com a memória. O centro do sistema límbico é a Amigdala. COMPONENTES RELACIONADOS ÀS EMOÇÕES: Córtex Cingular anterior Apenas a parte anterior do giro do cingulo se relaciona com o processamento das emoções. Córtex insular Anterior Córtex Pré-Frontal Orbitofrontal Somente essa área está envolvida no processamento das emoções, pois possui bastante ligação com o olfato (ou seja, memória formada pelo olfato). Hipotálamo Dentre as funções dele se destacam a regulação dos processos emocionais. Ele exerce papel como coordenador das manifestações periféricas das emoções através de suas conexões com o SNA. Área Septal Está localizada abaixo do corpo caloso. É constituída por um grupo de neurônios subcorticais que se estendem até a base do septo pelúcido que são chamados de núcleos septais. COMPONENTES RELACIONADOS ÀS EMOÇÕES: Núcleo Accumbens Fica entre o núcleo caudado e o putâmen. Recebe aferências dopaminérgicas do mesencéfalo, sendo o núcleo accumbens o mais importante componente do sistema mesolímbico/ sistema de recompensa do cérebro. Amígdala/ Corpo amigdaloide É a estrutura mais importante do sistema límbico. A amigdala possui 12 núcleos, os quais estão divididos em 3 grupos: basolateral (que recebe a maioria das conexões aferentes), corticomedial (que recebe conexões olfatórias e parece estar envolvido com o comportamento sexual) e central (que dá origem às conexões eferentes). Ela é a principal responsável pelo processamento das emoções e desencadeadora do comportamento emocional. A estimulação dos núcleos do núcleo corticomedial causa a reação de defesa e agressividade. O basolateral, causa reações de medo e fuga. Córtex insular Córtex cingular anterior Córtex pré-frontal orbitofrontal Área septal Núcleo Accumbens Amígdala VIAS DE SENSIBILIDADE ESPECIAL Olfação O sentido do olfato é o responsável pela transdução das moléculas químicas, presentes no meio externo, em informação percebida como odor. A percepção de odores é importante tanto como um mecanismo de alerta sobre substâncias ou lugares nocivos quanto na identificação de alimentos. O termo "rinencéfalo" é usado, por alguns autores, como sinônimo de todo o sistema olfatório Ao contrário dos demais sistemas sensoriais, a informação sensorial atinge o córtex de modo direto sem passar antes pelo tálamo. Cada célula receptora expressa apenas uma proteína receptora, e células semelhantes projetam-se para um mesmo glomérulo olfativo, de modo que existe uma separação espacial, no bulbo olfatório, dos tipos de estímulos odoríferos. O estímulo olfatório é recebido diretamente pelos neurônios olfatórios primários que se encontram próximo às conchas nasais, no epitélio olfatório. Os neurônios olfatórios primários transformam um estímulo químico, recebido num lado, em elétrico, transmitido no outro. O bulbo olfatório constitui-se da primeira estação da via olfatória, apresentando uma organização laminar. De suas células mitrais e em tufo, originam-se os axônios do trato olfatório. A área orbitofrontal olfatória tem função provável na discriminação olfatória As patologias inflamatórias na mucosa nasal podem levar a déficits parciais ou totais do olfato (anosmia) transitórios ou definitivos Visão O aparelho sensorial da visão é constituído pelos órgãos receptores visuais da retina, estruturas de percepção e interpretação do córtex occipital, e pelo conjunto de fibras e centros sensoriais que realizam a conexão da retina com o córtex visual. A esse complexo de estruturas, convencionou-se chamar vias ópticas ou sistema visual, compreendendo a retina, nervo óptico, trato óptico, corpo geniculado lateral, trato geniculocalcarino ou radiação óptica e córtex visual (lobo occipital). A percepção visual, semelhante a outras formas de sensibilidade, não é um processo passivo. Os olhos estão em posição estratégica para decompor o ambiente, controlar, atender seletivamente aos estímulos específicos e orientá-los. Os fotorreceptores são os cones e os bastonetes (I neurônio), sendo os cones adaptados para a percepção com maior intensidade luminosa e para as cores. Os bastonetes são adaptados para a visão em ambientes pouco iluminados Gustação O gosto, como o olfato, apresenta quimiorreceptores que traduzem estímulo químico em elétrico. As células receptoras gustatórias estão localizadas nos botões gustatórios que se encontram na língua, palato mole, faringe e laringe, predominantemente nas papilas linguais Gustação A língua possui receptores gustativos distintos, sendo eles: Umami, amargo, salgado, doce e azedo. Os déficits gustatórios podem ser originados por lesões da mucosa receptora ou por lesão nos nervos que conduzem essa sensibilidade ao encéfalo. O nervo mais comumente comprometido é o facial, sendo a gustação dos dois terços anteriores da hemilíngua perdida na paralisia facial periférica, que resulta de lesão antes da emergência do nervo corda do tímpano, independentemente da causa patológica. Tal déficit pode ser irreversível, como nas paralisias faciais periféricas traumáticas, com seção do nervo no osso temporal. Após a formação reticular, a via auditiva não primária chega ao tálamo inespecífico e posteriormente ao córtex cerebral associativo. A cóclea tem a forma de caracol e apresenta 3 compartimentos preenchidos por líquido, separados por 2 membranas. A cóclea transforma sons em código neural para as fibras da parte coclear do nervo vestibulococlear . A membrana basilar vibra pelo movimento do fluido da cóclea causado pelo estribo. Audição As fibras da parte coclear do nervo vestibulococlear têm comunicação direta com as células ciliares e levam, de forma aferente, os estímulos auditivos ao tronco do encéfalo. Essas fibras entram na fossa posterior pelo meato acústico interno junto com a parte vestibular, formando o oitavo nervo craniano. A origem aparente do nervo vestibulococlear, isto é, seu ponto de entrada no tronco do encéfalo, localiza-se lateralmente no sulco pontino inferior, ou bulbopontino, dirigindo-se aos núcleos cocleares. O córtex auditivo primário é o fim da via auditiva, onde a mensagem auditiva chega já largamente descodificada pelos núcleos inferiores, sendo aqui reconhecida, memorizada e possivelmenteintegrada numa resposta motora. No homem, o córtex auditivo (3) localiza-se na parte pósterosuperior do lobo temporal (2), no interior do sulco lateral (1). OBS:Todas as fibras fazem conexão no coliculo inferior. Equilíbrio Sistema Vestibular Para a manutenção do equilíbrio no espaço, o aparelho vestibular informa ao sistema nervoso central a posição e os movimentos da cabeça. Outros tipos de sensibilidade também têm importância para preservar o equilíbrio, como a visão e a propriocepção. O aparelho vestibular, localizado na porção petrosa do osso temporal, é formado por 3 canais semicirculares e pelo vestíbulo, que contém o utrículo e o sáculo A função do aparelho vestibular inicia-se com a excitação de receptores sensoriais sensíveis a variações hidráulicas da endolinfa, causadas pela posição ou pelos movimentos da cabeça no espaço. O núcleo vestibular inferior, que apresenta a mais importante relação com o cerebelo, recebe fibras das cristas ampulares, das máculas, do núcleo fastigial, do vermis cerebelar e da medula espinal. Esse núcleo envia fibras para o cerebelo, no nível do flóculo e do nódulo DÚVIDAS?