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Estudante Outubro/Novembro - 2024 Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 2 Revisa Goiás LÍNGUA PORTUGUESA Semana 1 - Outubro GRUPO DE ATIVIDADES Contextualizando o gênero textual, o tema e o campo de atuação 1. Antes da leitura dos textos, vamos conversar? • Você sabe o que é Estatuto? • O que é o ECA? Você sabe que ele também é um estatuto? • Alguém já falou para você sobre a importância dos estatutos para a preservação dos direitos e deveres do cidadão? Estudante, você sabia que “Toda disposição de lei é um estatuto que permite, ordena ou proíbe alguma coisa”? É, portanto, um conjunto de normas ou regras observadas por uma instituição jurídica, a serem ado- tadas como lei orgânica, pelas quais ela passa a ser regida. Isto é, “estatutos”, é a Lei ou Regulamento, em que se fixam os princípios institucionais ou orgânicos de uma coletividade ou corporação, pública ou priva- da. Vamos ficar por dentro do que seja um estatuto? O que é Estatuto? Estatuto é um conjunto de normas jurídicas cuja característica comum é estabelecer regras de orga- nização e funcionamento de uma sociedade, insti- tuição, órgão, estabelecimento, empresa pública ou privada. A palavra “estatutos” significa o conjunto de normas jurídicas que disciplinam um instituto de direito ou os direitos e deveres de uma classe profis- sional, de uma entidade pública ou privada, nacional, estrangeira ou internacional. Disponível em:https://www.profnelsonjr.com/post/generos-textuais-estatuto. Acesso em: 20 jun. 2024. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um conjunto de leis representado pela lei federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que estabelece os di- reitos e os deveres das crianças e dos adolescentes. Essa lei é muito importante porque regulamenta o ar- tigo 227 da Constituição Federal, que define as crian- ças e os adolescentes como sujeitos de direitos, em Agora que você já conversou com seu(sua) pro- fessor(a) sobre o gênero textual Estatuto, vamos aprender mais???? Para isso, comece lendo o texto e procure resolver as atividades propostas. Contamos com você!!! condição peculiar de desenvolvimento, demandando uma proteção integral e prioritária por parte da famí- lia, da sociedade e do Estado. Portanto, o ECA define os deveres da família, da sociedade e do Estado para assegurar à criança (até 12 anos) e ao adolescente (12-18 anos), com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, à liberdade e à convivência familiar e co- munitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão." Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/eca.htm . Acesso em: 20 de jun. 2024. Leia o texto. Texto I O Estatuto da Criança e do Adolescente, também conhecido como ECA, é uma lei federal criada em 1990 para garantir os direitos das crianças e dos adolescen- tes. Esse documento reconhece que eles são sujeitos de direitos e que estão em uma fase especial de desen- volvimento, por isso, precisam de proteção total e prio- ritária da família, da sociedade e do Estado. Objetivos gerais do ECA Uma das ideias principais do ECA é que todos os ór- gãos públicos, instituições e organizações da sociedade civil devem trabalhar juntos para proteger os direitos das crianças e dos adolescentes. Isso significa que eles devem se unir para responsabilizar qualquer pessoa que tenha violado esses direitos e para garantir que os ins- trumentos previstos pelo sistema sejam aplicados corre- tamente. É uma verdadeira interação de todos os atores envolvidos nesse processo de cuidado e proteção. De acordo com essa lei, considera-se criança al- guém com menos de 12 anos, e adolescente aquele Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 3 que tem entre 12 e 18 anos. Em situações específicas previstas em lei, pode-se aplicar excepcionalmente es- sas regras também para pessoas com idade entre 18 e 21 anos. Cidadãos com direitos e deveres Com a criação do ECA, as crianças e adolescentes ganham direitos e deveres garantidos por lei, tornan- do-se sujeitos ativos na sociedade. No entanto, por estarem em uma fase crucial de desenvolvimento, eles são mais vulneráveis em termos sociais, psicológicos e físicos. Por isso, é fundamental que as crianças e ado- lescentes conheçam e compreendam o conteúdo do ECA, para que possam construir uma sociedade mais justa e igualitária. Infelizmente, no Brasil, devido ao his- tórico colonialista, muitas pessoas desconhecem essas leis, o que as torna suscetíveis a abusos de poder. Conselho Tutelar O Conselho Tutelar é um órgão composto de pro- fissionais que se unem para proteger as crianças e ado- lescentes. São cinco membros, escolhidos por meio de eleição pela comunidade, com a missão de garantir que esse grupo tenha uma vida feliz e segura, com seus di- reitos e deveres cumpridos. Além de direitos importantes a serem garantidos, há também deveres que cabe a esse público cumprir. Como por exemplo: é dever da criança e do adolescen- te respeitar pais e responsáveis; frequentar a escola; respeitar os professores e demais funcionários; respei- tar o próximo; participar das atividades em família e em comunidade; preservar espaços públicos; proteger o meio ambiente; participar de atividades educacionais. Disponível em:https://www.tudosaladeaula.com/2023/07/atividade-sobre-estatudo-da-crianca-e-do-adolescente-anos-fi nais. html. Acesso em: 25 jun. 2024. (Adaptado). 2. Qual é a finalidade do Estatuto da Criança e do Ado- lescente (ECA)? Quando o ECA foi criado? 3. Qual é a função do Conselho Tutelar em relação à proteção das crianças e dos adolescentes? 4. De acordo com o ECA, quais são as responsabilida- des dos órgãos públicos, instituições e organizações da sociedade civil em relação aos direitos das crianças e dos adolescentes? (A) Garantir a proteção total e prioritária da família, permitindo políticas públicas de orientações para pais ou responsáveis. (B) Trabalhar em conjunto para responsabilizar os infratores e aplicar corretamente os instrumentos previstos em lei. (C) Promover a integração social dos jovens em con- flito com a lei, promovendo recursos financeiros para sua manutenção. (D) Oferecer apoio financeiro para as famílias vulne- ráveis e estabelecer diretrizes para os jovens de rua. ampliando os conhecimentos GRUPO DE ATIVIDADES Estudante, um estatuto segue a seguinte estrutu- ra: I. Títulos. II. Artigos. III. Parágrafos. IV. Incisos e VI. Alíneas. Assim, as normas são dispostas em artigos, que geralmente se indicam pela abreviatura “art.” Ar- tigos podem adotar divisões em parágrafos, incisos e alíneas, quando necessário. Às vezes se usa o termo caput em textos jurídicos. Significa “cabeça”, em latim. O caput indica a parte principal de um artigo, para di- ferenciá-la de parágrafos, incisos e alíneas. Parágra- fos, incisos e alíneas servem para tratar de aspectos específicos de um artigo em um texto normativo. Quando um artigo possui apenas um parágrafo, este é identificado como “parágrafo único”. Quando possui mais de um parágrafo, estes usam numeração ordi- nal com o símbolo § (que se lê “parágrafo”): § 1.º, § 2.º etc. Incisos de artigos são numerados com algarismos romanos: incisos I, II, III etc. Alíneas de artigos são identificadas por letras minúsculas, às vezes em itáli- co (alíneas a, b, c etc.). Agora, vamos identificar esses elementos estruturais em um Estatuto? Leia o texto. Texto II Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Título I Das Disposições Preliminares Art. 1º Esta Lei dispõedisse sem querer um momento de pausa. (...) Olhei na direção do Augustus Waters, que me de- volveu o olhar. Quase dava para ver através dos olhos dele, de tão azuis que eram. — Vai chegar um dia - eu disse - (...)Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lem- brar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qual- quer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pen- samos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui. — Fiz um gesto abrangente - vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore mi- lhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. (...) E se a inevitabilidade do esquecimento humano preo- cupa você, sugiro que deixe esse assunto para lá. (...) Assim que terminei, fez-se um longo silêncio, e eu pude ver um sorriso se abrindo de um canto ao outro no rosto do Augusto – não o tipo de sorriso (...) do garoto tentando (...) me encarar, mas um sorriso sincero, quase maior que a cara dele. — Caramba! – Disse ele baixinho – Não é que você é mesmo demais! Disponível em: https://diogoprofessor.blogspot.com/2015/09/atividade-partir-do-romance-culpa-e-das.html Acesso em: 14 ago. 2024. (Adaptado). Observe o trecho: “— Caramba! - Disse ele baixinho – Não é que você é mesmo demais! “ 6. O ponto de exclamação nesse trecho reforça a ideia de (A) afirmação. (C) admiração. (B) conclusão. (D) interrogação. 7. O termo destacado “demais” no final da frase, ex- pressa ideia de (A) adição. (C) explicação. (B) oposição. (D) intensidade. Leia um fragmento do Estatuto da Criança e do Adolescente. Título I Das Disposições Preliminares Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre de- zoito e vinte e um anos de idade. [...] Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os di- reitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, as- segurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e so- cial, em condições de liberdade e de dignidade. Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei apli- cam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discri- minação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, con- dição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem. (incluído pela Lei nº 13.257, de 2016). [...] Disponível em: www.planalto.gov.br Acesso: 28 set. 2021.(Fragmento) 8. A linguagem utilizada no Estatuto da Criança e do Adolescente é (A) formal, clara e objetiva, com vocabulário técnico. (B) regional, clara e objetiva, com vocabulário coloquial. (C) informal, literária, subjetiva, com vocabulário coloquial. (D) poética, permeada de subjetividade, com voca- bulário conotativo. 9. Em “... assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dig- nidade.”, a palavra destacada significa (A) combater. (C) contradizer. (B) desprezar. (D) proporcionar. 10. Qual o assunto principal tratado no fragmento de texto? (A) Falar da infância e suas brincadeiras. (B) Argumentar a favor do trabalho infantil. (C) Comentar a responsabilidade de ser adolescente. (D) Discutir sobre os direitos da criança e do adoles- cente. Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 20 Revisa Goiás MATEMÁTICA Diagnóstico Semana 1 - Outubro 1. Observe a reta numérica, a seguir. Nesta reta, o ponto P corresponde à fração: (A) (B) (C) (D) (A) (B) (C) (D) 2. Marta foi ao supermercado e realizou uma com- pra no valor de R$ 536,70. Ela pagou com 3 notas de R$ 200,00. Qual foi o troco de Marta? (A) R$ 36,30 (C) R$ 136,70 (B) R$ 63,30 (D) R$ 346,30 3. Analise os números, a seguir: Quais destes números representa uma dízima periódica? (A) I e II. (C) II e IV. (B) II e III. (D) III e IV. 4. (MS CONCURSOS - 2014 - UFAC - Adaptada) Sejam x e y dois números reais. Sendo x = 2,333… e y = 0,1212…, dízimas periódicas. A soma das frações geratrizes de x e y é: (A) (B) (C) (D) (A) (B) (C) (D) 5. Em determinada prova, um candidato que acertou 13 questões recebeu um total de 39 pontos. Sabendo que o valor das questões é sempre o mesmo, um candidato que obteve 54 pontos, acertou um total de (A) 15 questões. (C) 17 questões. (B) 16 questões. (D) 18 questões. 6. Em uma empresa, a razão entre o número de mulhe- res e o número de homens é de . Sabendo que há 60 homens nessa empresa, então o número de mulheres é: (A) 18 (C) 36 (B) 27 (D) 42 7. (Enem 2020 – Adaptado) Uma empresa de ônibus utiliza um sistema de vendas de passagens que fornece a imagem de todos os assentos do ônibus, diferencian- do os assentos já vendidos, por uma cor mais escura, dos assentos ainda disponíveis. A empresa monitora, perma- nentemente, o número de assentos já vendidos e com- para-o com o número total de assentos do ônibus para avaliar a necessidade de alocação de veículos extras. Na imagem tem-se a informação dos assentos já vendi- dos e dos ainda disponíveis em um determinado instante. A razão entre o número de assentos já vendidos e o to- tal de assentos desse ônibus, no instante considerado na imagem, é: (A) (B) (C) (D) (A) (B) (C) (D) Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 21 8. (UFRGS Adaptado) O proprietário de um carro bi- combustível verificou que percorria a mesma distância gastando 60 litros de álcool ou 42 litros de gasolina. Concluiu, então, que só seria vantajoso abastecer o veículo com gasolina quando a razão entre o preço do litro do álcool e o preço do litro da gasolina fosse (A) menor que 0,4. (B) maior que 0,5 e menor que 0,6. (C) maior que 0,6 e menor que 0,7. (D) maior que 0,7. 9. (IF-SP – Adaptada) Para fazer uma viagem, levamos em consideração duas grandezas: velocidade do meio de transporte e tempo de viagem. Essas duas grandezas são (A) Completamente proporcionais. (B) Não proporcionais. (C) Diretamente proporcionais. (D) Inversamente proporcionais. 10. (Enem 2012 – Adaptado) Nos shopping centers, costumam existir parques com vários brinquedos e jo- gos. Os usuários colocam créditos em um cartão, que são descontados por período de uso dos jogos. Dependendo da pontuação da criança no jogo, ela re- cebe certo número de tíquetes para trocar por produ- tos nas lojas dos parques. Suponha que o período de uso de um brinquedo em certo shopping custa R$ 3 e que uma bicicleta custa 9200 tíquetes. Para uma criança que recebe 20 tíquetes por tempo de jogo, o valor, em reais, gasto com créditos para obter a quantidade de tíquetes para trocar pela bicicleta é (A) 153. (C) 1218. (B) 460. (D) 1380. 11. Um veículo, a 110 km/h, gasta 3 horas em determi- nado percurso. Qual seria sua velocidade se o tempo gasto nesse per- curso fosse de 5 horas? (A) 90 km/h (C) 55 km/h (B) 66 km/h (D) 45 km/h 12. Um automóvel gasta 6 horas em um percurso com velocidade de 30 km/h. Qual será a velocidade desse automóvel se ele gastar duas horas nesse mesmo percurso? (A) 90 km/h (C) 30 km/h (B) 60 km/h (D) 20 km/h Semana 2 - Outubro GRUPO DE ATIVIDADES o que precisamos saber? O CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS () Os números racionais são aqueles que podem ser escritos na forma de fração, em que o numerador é um número inteiro() e o denominador é um núme- ro inteiro não nulo, diferente de zero (*). Observe como podemos descrever esse conjunto utilizando a linguagem matemática. Um número racional pode ser representado de diferentes formas. Veja alguns exemplos de onde podemos encon- trar esses números em nosso cotidiano: Fonte: https://bityli.com/xNnbkXH. Acesso em 22 de set. de 2022- Adaptado. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 22 Números racionais representados na reta numérica Assim como os números inteiros, cada número racional pode ser representado por um ponto na reta numérica. Para representar um número racional, na reta numérica, precisamos analisar o sentido da reta (positivo ou negativo) e, a partir do zero, proceder de maneira semelhante à representação de uma fração ou de um número decimal na reta. Exemplo 1: Localizar o ponto Dividimos o segmento entre os números 0 e 1 em três partes iguais, pois o denominador é 3. A partir do zero, marcamos o ponto B após duas das partes, pois o numerador é 2 e, à direita do zero, pois o nú- mero é positivo. Exemplo 2: Localizar o ponto Dividimos o segmento entre os números – 1 e 0 em quatro partes iguais, pois o denominador é 4. A partir do zero, marcamos o ponto C após três das par- tes, pois o numerador é 3 e, à esquerda do zero, pois o número é negativo. Exemplo 3: Localizar o ponto A = – 1,8 Dividimos o segmento entre os números – 2 e – 1 em dez partes iguais, pois precisamos indicar os dé- cimos de um número. A partir do – 1, marcamos o ponto A após oito das partes, pois são 8 décimos e, à esquerda do zero, pois o número é negativo. Logo, marcamos 1 inteiro e 8 décimos negativos. ATIVIDADES 1. Considere os números, a seguir, e marque-os na reta numérica. 2. Observe a reta numérica, a seguir. Nesta reta, qual é o número que corresponde ao ponto P? (A) 3,5 (C) 3,7 (B) 3,6 (D) 3,8 Vamos avançar? NÚMEROS DECIMAIS Decimais exatos são os decimais mais simples, pois possuem uma parte decimal finita. Dízimas periódicas são números decimais em que, a partir de alguma casa decimal, um algarismo ou gru- po de algarismos passa a se repetir infinitamente. Os números racionais são aqueles que podem ser representados na forma de fração, já os números de- cimais não periódicos e com infinitas casas decimais, não podem ser representados na forma de uma fração, portanto são conhecidos como números irracionais. Ou seja, Representação decimal Observe alguns exemplos de números irracionais: • 0,303003000… • 1,203040… • 2 = 1,4142135… • 3 = 1,7320508… • π = 3,141592… Exemplo 4: Pesquisas mostram que a altura média do ho- mem, nos anos 1000, era cerca de 1,68 m e, nos anos 2000, passou para cerca de 1,75 m. Com base nessas pesquisas, a altura média do homem teve um aumen- to de quantos centímetros? Solução: Anos 1000 média = 1,68 m. Anos 2000 média = 1,75 m. 1,75-1,68=0,07 De 1,68 para 1,75 houve um aumento de 0,07 m, porém a questão pede em centímetros, basta conver- termos m em cm. Como 1 metro = 100 centímetros, houve um aumento médio de 7 cm. Exemplo 5: Dona Karla comprou uma dúzia de um certo pro- duto por R$ 162,00 e resolveu vender cada unidade por R$ 19,75. Se ela comprar e vender 35 dessas uni- dades ela terá lucro ou prejuízo? Solução: Dona Karla comprou doze unidades, de um certo produto por R$ 162,00 Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 23 Assim, o valor de cada unidade → R$ 13,50. Como ela vende cada unidade por R$ 19,75, pode- mos descobrir o lucro por unidade: Comprando e vendendo 35 dessas unidades Exemplo 6: O campeão de uma competição de corrida, de 100 metros livres, cruzou a linha de chegada em um tempo de 12,63 segundos e, o último colocado demorou a mais que o tempo do campeão para cruzar a linha de chegada. Qual foi o tempo que o último colocado, des- ta corrida, demorou para concluir o percurso? Solução: O último colocado demorou 12,63 segundos + de 12,63. Somando: 12,63 + de 12,63 Desta forma, o tempo gasto pelo último colocado, para percorrer os 100 metros, foi de 16,84 segundos. Exemplo 7: Numa prova de matemática com cinquenta ques- tões valendo 1 ponto cada, Sandra obteve 37,5 pon- tos, Marcela acertou 70% da prova e Rafaela . Quem obteve a maior nota dentre as 3 colegas? Solução: Para descobrirmos quem obteve maior nota, deve- mos encontrar a pontuação de cada uma das meninas. Sandra . Marcela . Rafaela . Logo, dentre as 3 colegas, a que obteve a maior nota foi Rafaela. ATIVIDADES 3. Imagine que Joaquim tem um bolo dividido em 15 pedaços iguais. Joaquim decidiu comer desse bolo. Quantos pedaços ele comeu? Sabendo que Lucas pagou as compras com uma nota de R$ 100,00, quanto ele recebeu de troco? 5. Uma corrida de táxi é cobrada da seguinte maneira: R$ 5,50 de taxa fixa, mais R$ 2,80 por quilômetro rodado. Quanto custará uma corrida de 5 quilômetros? (A) R$ 8,30 (C) R$ 14,00 (B) R$ 10,50 (D) R$ 19,50 6. Observe a lousa do professor de Marcos. Para cada par de números, escritos por ele, qual núme- ro tem o maior valor? Desta forma, ela obtém um lucro de R$ 6,25 por unidade. Ela terá lucro de R$ 218,75. 4. Lucas foi ao açougue e comprou três tipos de carne: 1 kg de acém, 0,8 kg de peito e 0,5 kg de cupim. Os va- lores dessas carnes, no açougue, constam no quadro, a seguir. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 24 7. Laura elaborou um planejamento diário para orga- nizar seu tempo entre os afazeres. Ela passa do dia dormindo, trabalhando, estudando e no restante do dia ela lê e assiste TV. Quantas horas por dia ela passa lendo e assistindo TV? (A) 8 horas. (C) 5 horas. (B) 6 horas. (D) 4 horas. 8. No aniversário de Mariana, ela distribuiu do bolo entre seus familiares. Do restante, metade ela distri- buiu a seus amigos e a outra metade ela guardou na geladeira para comer posteriormente. Que fração do bolo Mariana guardou na geladeira? Vamos ampliar? DÍZIMA PERIÓDICA A dízima periódica é um número que possui sua parte decimal infinita e periódica, isto é, a partir de alguma casa após a vírgula, passam a repetir uma de- terminada sequência de algarismos de forma infinita. Na representação decimal a dízima periódica pode ser representada de duas maneiras. Podemos inserir, ao final do número, reticências (…) ou podemos colo- car um traço acima do seu período (parte que se re- pete na dízima). Exemplos: Dízimas periódicas simples são aquelas que apresentam, após a vírgula, apenas algarismos que se repetem. Exemplos de dízimas periódicas simples: � 0,121212… → parte inteira igual a 0 e o perío- do igual a 12. � 345,189189189 → parte inteira igual a 345 e período igual a 189. Dízimas periódicas compostas são aquelas que apresentam, após a vírgula, algarismos que não se repetem (antiperíodos) e algarismos que se repetem (períodos). ATIVIDADES 9. Dê dois exemplos de dizima periódica simples e com- posta. 10. Escreva qual é o número decimal que representa cada uma das frações, a seguir. 11. Encontre a fração equivalente, com denominador de base 10, das seguintes frações: a) b) c) d) a) b) c) d) 12. Complete o quadro, a seguir: São exemplos de dízimas compostas: � 3,11777… → parte inteira igual a 3, antiperío- do igual a 11 e período igual a 7. � 122,8303030 → parte inteira igual a 122, an- tiperíodo igual a 8 e período igual a 30. Como as dízimas periódicas pertencem ao con- junto dos números racionais, elas podem ser repre- sentadas como uma fração que denominamos fração geratriz. Lembre-se que, nos casos em que temos dízimas exatas, podemos obtê-las a partir das frações em que o denominador possui base 10. Semana 3 - Outubro Revisa Goiás Secretaria de Estadoda Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 25 13. Converta as frações para a forma decimal e classifi- que cada número em decimal exato ou dízima periódica. a) b) c) d) 14. Ainda em relação ao que estudamos sobre dízimas periódicas, julgue as afirmativas, a seguir: I. A representação decimal da fração é uma dízima periódica. II. Uma dízima periódica pode ser um número racio- nal ou irracional. III. Toda dízima periódica composta possui parte in- teira, parte não periódica e período. Marque a alternativa correta: A) Somente a afirmativa III é verdadeira. B) Somente a afirmativa II é verdadeira. C) Somente a afirmativa I é verdadeira. D) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 15. Obtenha as dízimas periódicas de cada uma das frações, a seguir, classificando-as em dízima periódica simples ou dízima periódica composta e, escreva o pe- ríodo e o antiperíodo (quando existir). a) b) c) d) e) f) Vamos Sistematizar? FRAÇÃO GERATRIZ O número 0,333… é chamado de decimal periódi- co não exato (dízima periódica) e, sendo um número racional, podemos associá-lo a uma fração, denomi- nada de fração geratriz. Logo, toda dízima periódica, possui uma forma fracionária. Como temos dois tipos de dizimas periódicas, en- contramos as respectivas frações geratriz, de duas maneiras distintas: Dízima periódica simples: 1º passo: Igualar a dízima periódica a uma incógni- ta, por exemplo x, de forma a escrever uma equação do 1º grau com uma incógnita. 2º passo: Multiplicar ambos os lados da equação por um múltiplo de 10 de acordo com a quantidade de algarismos do período da dízima. 3º passo: Subtrair da equação encontrada, a equa- ção inicial. 4º passo: Resolver a equação obtida no 3º passo. Disponível em: encurtador.com.br/kuFNR. Acesso em 22 de setembro de 2022 Seguindo os passos, temos: 1º passo: Igualar a dízima periódica a uma incógni- ta de forma a escrever uma equação do 1º grau: x = 2,666… 2º passo: Multiplicar ambos os lados da equação por um múltiplo de 10 de acordo com a quantidade de alga- rismos do período da dízima. Neste caso, multiplicare- mos por 10, pois o período é composto pelo algarismo 6. 10x = 26,6666 3º passo: Subtrair da equação encontrada, a equa- ção inicial, isto é, MÉTODO PRÁTICO Dízima simples Devemos colocar: No numerador, um número formado pelos algaris- mos inteiros e o período, menos os algarismos inteiros, sem a vírgula. No denominador, um número formado apenas por algarismos iguais a nove. A quantidade de "noves" depen- derá de quantos algarismos formam o período da dízima. Exemplo: Determine a fração geratriz do número 6,454545… Fonte: criado pelo autor Logo, Assim, a fração geratriz de 6,454545… é igual a . Semana 4 - Outubro Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 26 Dízima periódica composta: 1º passo: Igualar a dízima periódica a uma incógni- ta, de forma a escrever uma equação do 1º grau com uma incógnita. 2º passo: Multiplicar ambos os lados da equação por um múltiplo de 10, observando a quantidade de casas do antiperíodo. 3º passo: Multiplicar ambos os lados da equação do 2° passo por um múltiplo de 10, de acordo com a quantidade de algarismos do período da dízima. 4º passo: Subtrair da última equação encontrada, pela penúltima equação. 5º passo: Resolver a equação obtida no 4º passo. Seguindo os passos, temos: Disponível em: encurtador.com.br/kuFNR. Acesso em 22 de setembro de 2022. Adaptado. 1º passo: Igualar a dízima periódica a uma incógni- ta, de forma a escrever uma equação do 1º grau. x = 0,2333… 2º passo: Multiplicar ambos os lados da equação por um múltiplo de 10, de modo que o antiperíodo fi- que antes da vírgula. 10x=2,33… 3º passo: Depois, obter outra equação, multipli- cando por um múltiplo de 10 também, de modo que o período fique antes da vírgula. 100x = 23,33… 4º passo: Subtrair da última equação encontrada, pela penúltima equação. 5º passo: Resolver a equação obtida no 4º passo. MÉTODO PRÁTICO Dízima composta Devemos colocar: No numerador uma subtração entre o número for- mado pelos algarismos da parte inteira, o antiperíodo e o período (sem a vírgula) e o número formado pela parte inteira e o antiperíodo, também sem a vírgula. No denominador, um número formado apenas por algarismos iguais a nove. A quantidade de "noves" de- penderá de quantos algarismos formam o período da dízima. A quantidade de “zeros” dependerá de quan- tos algarismos formam o antiperíodo. Exemplo: Determine a fração geratriz da dízima 3,156 . Fonte: criado pelo autor Logo, Assim, a fração geratriz de 3,156 é igual a . As frações geratrizes podem ser escritas pela sua forma irredutível. Exemplos: Representando uma dízima composta por meio de fluxograma Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 27 25. Resolva a subtração 0,888… . 16. Expresse na forma de fração os seguintes números racionais: a) 0,777.... d) 1,444.... b) 0,888... e) 0,033... c) 1,3232.... f) 2,35111... 17. Em relação às dízimas periódicas, julgue as afirma- tivas, a seguir: I. Toda dízima periódica é um número racional. II. Tantos as dízimas periódicas, quanto as não perió- dicas possuem fração geratriz. III. Chamamos de fração geratriz a representação fracionária da dízima periódica. Assinale a alternativa correta: (A) Somente a afirmativa I é verdadeira. (B) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. (C) Somente a afirmativa III é verdadeira. (D) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 18. Ao realizar uma divisão encontrei como resultado o número 2,3050505… . Com base nesse resultado, jul- gue as afirmativas, a seguir: I. Esse resultado é um número racional. II. Esse resultado é uma dízima periódica composta. III. O resultado não pode ser representado como uma fração. Marque a alternativa correta: (A) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. (B) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. (C) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. (D) Todas as afirmativas são verdadeiras. 19. Complete o quadro com as representações fracio- nárias, decimais dos seguintes números racionais: 20. Analise os números no quadro, a seguir, e classifi- que-os em dízimas periódicas simples ou dízimas peri- ódicas compostas. 21. A fração geratriz do número 12,372 é (A) (B) (C) (D) (A) (B) (C) (D) 22. Resolva as expressões, a seguir, e apresente o re- sultado na forma fracionária: a) 0,66666…+ 0,25252525… – 0,77777… b) 0,4 – 0,5 + 0,4 – 0,8 23. Se x = 0,94 e y=0,06, então x + y é igual a (A) 1,010. (C) (C) (D) . (B) 1,111. (D) (C) (D) . 24. Considere que a = 0,4 e b = 4,5, escreva o resultado de a) a · b c) a – b b) a + b d) a ÷ b 26. Seja x = 1 e y = 0,9. Quais das afirmações a seguir são verdadeiras? (A) xdois tipos principais: grandezas escalares e grandezas vetoriais. 1º Tipo: Grandezas escalares: São completamen- te definidas por um número e uma unidade de medi- da. Exemplos incluem massa, temperatura, volume e tempo. Para representar uma grandeza escalar, geral- mente, usamos números reais acompanhados de uma unidade apropriada. 2º Tipo: Grandezas vetoriais: Possuem magnitude (valor numérico), direção e sentido. Exemplos incluem força, velocidade e deslocamento. Para representar GRUPO DE ATIVIDADES o que precisamos saber? uma grandeza vetorial é necessário especificar tanto o valor quanto a direção, muitas vezes usando sistemas de coordenadas ou notações específicas. Além disso, as grandezas podem ser classificadas como grandezas fundamentais ou derivadas. Grandezas fundamentais são aquelas que não podem ser definidas em termos de outras grandezas, enquanto as derivadas são definidas pela combinação das fundamentais. O Sistema Internacional de Unidades (Si) O Sistema Internacional de Unidades (SI) é a for- ma moderna do sistema métrico e é a base interna- cionalmente reconhecida para medições de todas as espécies. Ele define unidades de medida para diversas quantidades físicas, como comprimento, massa, tem- po, corrente elétrica e temperatura, entre outras. O SI é baseado em sete unidades, que são: Dessa forma podemos estabelecer uma relação entre duas ou mais grandezas. Chamamos de Razão o quociente entre duas gran- dezas e de Proporção a igualdade entre duas razões. RAZÃO A razão é uma comparação entre duas grandezas. Geralmente, essa comparação é feita através de uma fração. Veja alguns exemplos de razões em nosso co- tidiano: • Velocidade (física): Percebemos a razão ao an- darmos a pé ou em algum meio de locomoção, pois existe uma razão entre a distância que percorremos e o tempo que levamos para percorrê-la, chamamos essa razão de velocidade. A velocidade é a grandeza utilizada para determinar a divisão entre o caminho percorrido e o intervalo de tempo necessário para percorrê-lo. Por exemplo, a velocidade de . • Densidade de uma matéria (química): A densi- dade é a relação da massa de matéria em um determi- nado volume. Matematicamente, é calculada entre a razão da massa (m) e do volume (v) de um material. Por exemplo, a densidade da água a 25 °C é de . Semana 1 - Novembro Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 29 • Escala (cartografia): Os cartógrafos trabalham com uma visão reduzida do território, sendo necessá- rio indicar a proporção entre a superfície terrestre e a sua representação. Esta proporção é indicada pela es- cala, ou seja, ela representa, a relação entre a medida de uma porção territorial, representada no papel, e sua medida real na superfície terrestre. Por exemplo, numa escala ou ( 1 ∶ 100 000), 1 centímetro medido no mapa representa uma distância de 100 000 centí- metros ou 1 quilometro na superfície terrestre. • Receitas (culinária): As receitas são instruções que explicam quais ingredientes levam a determina- do prato e a forma como se deve preparar. As receitas indicam o procedimento adequado para que o prato em questão seja saboroso. Por exemplo, a receita para fazer panquecas indica que são necessários ovos, fari- nha e leite, entre outros ingredientes. Exemplo 1: Você sabe qual é a relação entre o número de pesso- as que moram na sua cidade e sua extensão territorial? Se você mora em Goiânia, pode estabelecer essa relação calculando a densidade demográfica da capital. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Es- tatística – IBGE, Goiânia possui: Assim, podemos calcular a densidade demográ- fica da capital fazendo o quociente entre essas duas grandezas: Densidade demográfica: ≅ 2049,37 habitantes/km² Se você mora em outra cidade, pode fazer esse mesmo cálculo buscando esses dados no site do IBGE e utilizando a relação: Observe outros exemplos de cidades goianas: • APARECIDA DE GOIÂNIA Densidade demográfica: ≅ 6,12 habitan- tes/km² Exemplo 2: O recorde de corrida de 100 metros rasos per- tence ao Jamaicano Usain Bolt. Ele percorreu essa distância em apenas 9,58 segundos. Qual foi a veloci- dade média dele? Solução: Para conseguirmos descobrir a velocidade desse atleta, devemos nos lembrar do conceito de velocidade. A velocidade é uma grandeza caracterizada pela variação do deslocamento de um corpo em determi- nado tempo. Onde: ΔT → Variação de tempo ΔS → Variação de deslocamento Dessa forma, a velocidade do jamaicano é calcu- lada por: Logo, a velocidade média do Usain Bolt foi de 10,44 m/s². Exemplo 3: Observe o mapa feito na escala de 1 ∶ 25 000 000. Qual é a distância entre La Coruña e Palma? Densidade demográfica: ≅ 1967,91 habitantes/km² • CAÇU Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 30 Vamos ampliar? Transformando centímetros para quilômetros (275 000 000 ÷ 100 000) = 2750 Ou seja, a distância entre as cidades é de 2750 qui- lômetros. Exemplo 4: Uma solução foi preparada misturando-se 60 gra- mas de um sal em 500 g de água. Considerando-se que o volume da solução é igual a 500 mL, qual será a densidade dessa solução em g/mL? Massa do sal (soluto) → 60 g Massa da água (solvente) → 500 g Massa da solução → (60 + 500) = 560 Volume da solução → 500 mL Logo: Exemplo 5: Em uma receita de biscoitos, a razão entre a quan- tidade de ovos e de copos de polvilho utilizados é de . Ao preparar esses biscoitos, seguindo a receita, se uti- lizarmos 12 copos de polvilho, quantos ovos deverão ser utilizados para preparar esses biscoitos? Solução: A proporção entre eles é de , ou seja, a cada 2 ovos usamos 3 copos de polvilho. Para descobrir quantos ovos precisamos juntar aos 12 copos de polvilho, temos: Logo, serão necessários 8 ovos. ATIVIDADES 1. Determine a razão entre os números, a seguir, man- tendo a ordem apresentada. a) 15 e 30 d) 60 e 72 b) 8 e 12 e) 240 e 80 c) 1,2 e 1,44 f) – 72 e – 36 2. Uma mistura apresenta 3 kg de leite em pó e 900 g de café em pó. Qual é a razão entre a quantidade de leite e a quantidade de café nessa mistura? 3. Em um mapa na escala de 1 : 500 000, a distância entre duas cidades é de 6 cm. Qual a distância real, em quilômetros, entre essas cidades? PROPORÇÃO A proporção consiste na igualdade entre duas ou mais razões, que são a divisão entre números na qual devemos obedecer a ordem em que eles são coloca- dos. A definição de proporção é: Exemplo 6: Verifique se os pares de números 2 e 4, 8 e 16 são proporcionais ou não Outra maneira de verificar se eles são, ou não, proporcionais é realizando o produto dos meios e dos extremos: Logo, os números são proporcionais. Exemplo 7: Verifique se os pares de números 3 e 5, 2 e 3, nessa ordem, são proporcionais ou não. Montando as razões e realizando o produto dos meios e dos extremos, temos: Como a igualdade não é verdadeira, logo, os núme- ros não são proporcionais. PROPRIEDADES DA PROPORÇÃO O estudo da proporção é divido em duas proprie- dades: Propriedade fundamental das proporções e Propriedade da soma dos termos em uma proporção. Propriedade Fundamental da Proporção Toda proporção possui, pelo menos, quatro termos. Por exemplo: Os pares de números 4 e 12, 5 e 15 são os termos dessa proporção sendo que 4 e 15 são os extremos e 12 e 5 são os meios. Semana 2 - Novembro Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 31 o que precisamos saber? A propriedade fundamental da proporção diz que “O produto dos meios é igual ao produto dos extremos”. Portanto, aplicando essa propriedade na propor- ção anterior, obtemos: • Produto dos termos dos meios: 4 ∙ 15 = 60 • Produto dos termos dos extremos: 12 ∙ 5 = 60 Assim, verificamos numericamente a veracidadeda propriedade. Propriedades da soma dos termos em uma pro- porção Qualquer que seja a proporção, a soma ou a dife- rença dos dois primeiros termos está para o primeiro ou para o segundo termo, assim como a soma ou a di- ferença dos dois últimos termos está para o terceiro ou para o quarto termo. Por exemplo: Portanto, 16 ∙ 15 = 12 ∙ 20 ATIVIDADES DE AMPLIAÇÃO 4. Verifique se os pares de números 12 e 36, 7 e 21 for- mam, nessa ordem, uma proporção. 5. Complete as sentenças, a seguir, para que as razões sejam proporcionais. d) e) f) a) b) c) GRUPO DE ATIVIDADES GRANDEZAS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS São aquelas grandezas onde a variação de uma provoca a variação da outra, numa mesma razão. Duas grandezas são diretamente proporcionais quando, um aumento na medida da primeira gera um aumento, proporcional, na medida da segunda, ou quando uma diminuição da medida da primeira gera uma diminui- ção, proporcional, da medida da segunda. São exemplos de grandezas diretamente propor- cionais: • Velocidade e distância; • Gravidade e peso. • Quantidade e preço. Exemplo 1: Um automóvel percorre uma distância de 240 qui- lômetros movendo-se a 60 km/h. Se esse automóvel estiver a 120 km/h, ele conseguirá percorrer 480 km no mesmo período. Considere que neste exemplo, o tempo gasto é constante. Observe a tabela: Note que foram observadas várias situações dife- rentes para as grandezas, velocidade e distância. Calculando o valor de x, Utilizando as equivalências fracionárias, podemos perceber que as grandezas são diretamente propor- cionais. Se tivéssemos a seguinte situação: Assim, o automóvel percorre 316 quilômetros a uma velocidade constante de 79 km/h. Podemos dizer, portanto, que as grandezas, veloci- dade e distância, são proporcionais. Neste exemplo, a relação entre as duas grande- zas pode ser representada através de uma sentença matemática: Onde a variável v representa a velocidade e a vari- ável d representa a distância percorrida. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 32 ATIVIDADES 1. De acordo com a física, um espaço percorrido é di- retamente proporcional ao tempo gasto para percor- rê-lo, mantendo a velocidade constante. A professora Mariana deslocou-se em seu automóvel, durante 4 ho- ras, a uma velocidade média de 90 km/h. A sentença que representa corretamente a relação de proporcionalidade direta entre o espaço percorrido e o tempo é (A) (B) (C) (D) 2. Felipe leva duas horas para percorrer uma distância de 150 km. Mantendo a velocidade constante, quanto tempo ele levará para percorrer 540 km? 3. Uma granja produz, anualmente, 18 toneladas de carne de frango. Mantendo o ritmo de produção essa granja produzirá quantas toneladas de frango em um bimestre? 4. Para encher um tanque de 100 litros, leva-se 4 minu- tos. Para abastecer desse tanque em litros, qual será o tempo necessário? 5. Em 15 minutos, um cozinheiro consegue descascar 2 kg de batatas. Mantendo o ritmo, em uma hora con- seguirá descascar quantos quilogramas? 6. Uma criança bebe três copos de água a cada duas ho- ras. Se ela passar acordada 16 horas por dia, quantos copos d'água ela beberá neste período? 7. Assinale a alternativa que apresenta grandezas dire- tamente proporcionais. (A) A velocidade de um automóvel e a distância per- corrida por ele são grandezas inversamente propor- cionais. (B) A quantidade de mercadorias produzidas em uma fábrica e o número de funcionários, trabalhando em condições ideais nela, são grandezas diretamente proporcionais. (C) A área da base de um prisma e seu volume são grandezas inversamente proporcionais. (D) A distância percorrida por um táxi e o valor final da corrida são grandezas inversamente proporcionais. Vamos ampliar? GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS Uma grandeza é inversamente proporcional quando operações inversas são utilizadas nas gran- dezas. Duas grandezas são chamadas de inversa- mente proporcionais quando um aumento na medida de uma delas faz com que a medida da outra seja re- duzida na mesma proporção. São exemplos de grandezas inversamente pro- porcionais: • Velocidade e tempo; • Quantidade e tempo. Exemplo 2: Um automóvel move-se a 60 km/h e, consegue percorrer 240 km em 4 horas. Se esse automóvel estiver a 120 km/h, ele conseguirá percorrer os mes- mos 240 km em duas horas. Considere que neste exemplo, a distância percorrida é constante. Observe a tabela: Note que foram observadas várias situações dife- rentes para as grandezas velocidade e tempo. Quanto maior é a velocidade, menor será o tempo dessa viagem. Portanto, a razão entre as medidas de velocidade é igual a inversa da razão entre as medidas de tempo, observe: Observe que ambas as razões têm como resulta- do o número . Observação: é a representação matemática para o inverso de Semana 3 - Novembro Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 33 Podemos dizer, portanto, que as grandezas, velo- cidade e tempo, são inversamente proporcionais. Neste exemplo, a relação entre as duas grandezas pode ser representada através de uma sentença ma- temática: Onde a variável v representa a velocidade e a vari- ável t representa o tempo gasto no percurso. Como aplicar as propriedades na resolução de problemas? Relembrando que uma proporção é dada pela igualdade entre duas razões e o processo de resolu- ção consiste na seguinte situação: “o produto dos ex- tremos é igual ao produto dos meios”. Nas situações envolvendo regra de três, o principal método de reso- lução é através da utilização dos fundamentos e pro- priedades das proporções. Exemplo 3: Para cada 2 automóveis que vende, Carlos ganha R$ 2000,00 de comissão. Quanto ele recebeu de co- missão no mês que vendeu 15 automóveis? Solução: Importante: são grandezas diretamente proporcionais. Portanto, Carlos recebeu R$ 15 000,00 de comis- são no mês. Exemplo 4: Durante as eleições, uma gráfica recebeu um pedi- do muito grande para realizar a produção de material de campanha. Estimou-se que as 3 máquinas levariam 24 horas para realizar todo o serviço. Supondo que uma dessas máquinas pare de funcionar, antes de ini- ciar o serviço, qual será o tempo necessário para aten- der essa demanda? Solução: Importante: são grandezas inversamente proporcionais. Portanto, serão necessárias 36 horas, para aten- der essa demanda. ATIVIDADES DE AMPLIAÇÃO 8. Sabendo que um automóvel leva 6 horas em um per- curso mantendo a velocidade de 30 km/h. Qual seria a velocidade desse automóvel se fizesse o mesmo percurso em 2 horas? (A) 90 km/h (B) 60 km/h (C) 30 km/h (D) 20 km/h 9. Um motorista de caminhão estuda a velocidade mé- dia e o tempo gasto para chegar a uma determinada cidade, como mostrado na tabela, a seguir. Determine o valor de x, admitindo a proporcionalidade entre as grandezas. 10. Das situações, a seguir, marque aquela que descre- ve duas grandezas inversamente proporcionais: (A) Quantidade de pessoas em um churrasco e a quantidade de carne necessária. (B) Número de habitantes em uma cidade e a taxa de mortalidade. (C) Velocidade de um automóvel e a distância per- corrida em um mesmo intervalo de tempo. (D) Vazão de um ralo e o tempo necessário para es- vaziar um reservatório. 11. Das situações, a seguir, assinale aquela que NÃO apresenta proporcionalidade: (A) Densidade demográfica: razão entre o número total de habitantes pela área. (B) Velocidade média: razão entre o espaço percorri- do e o tempo. (C) Escala: razão entre a medida da representação do desenho de um objeto e a medida real desse objeto. (D) Tamanho do pé: razão entre a idade de uma pes- soa e o tamanho do calçado. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 34 12. Maria foi a uma casa de armarinho compraro se- guinte tecido para confeccionar pijamas para revenda. A vendedora a informou que cada metro do tecido cus- tava R$ 19,69 e que cada metro tinha 40 unicórnios e 120 corações. Sabendo que Maria comprou 11,2 me- tros desse tecido responda: a) Quantos unicórnios estão presentes no tecido comprado por Maria? b) Quantos corações estão presentes no tecido com- prado por Maria? c) Qual foi o valor total, em reais, pago por Maria? d) Se ela gasta 0,8 metros para confeccionar 1 pija- ma, quantos pijamas Maria conseguirá confeccionar? e) Quantos corações e quantos unicórnios terão em cada pijama confeccionado? vamos concluir? GRANDEZAS NÃO PROPORCIONAIS Observe a situação problema, a seguir: O dono de uma livraria resolveu presentear seus leitores com alguns livros. Ele irá escolher entre duas opções: doar 3 livros para cada leitor, presenteando 54 leitores, ou doar 5 livros para cada leitor, presen- teando 27 leitores. Nas duas opções, a livraria distribui o mesmo nú- mero de livros? A quantidade de livros e o número de leitores pre- senteados são grandezas proporcionais? Justifique. Nesse caso, podemos observar a relação entre duas grandezas fazendo a comparação entre elas. Repare que no primeiro caso, temos 54 · 3 = 162, ou seja, serão distribuídos 162 livros. No segundo caso, temos, 27 · 5 = 135, ou seja, se- rão distribuídos 135 livros. Aumentando o número de livros doados, para cada leitor, a quantidade de leitores beneficiados diminui. • Podemos afirmar que as razões entre essas grandezas são inversamente proporcionais por esse motivo? A resposta para essa pergunta é NÃO! Para afirmamos que existe proporção entre duas razões é necessário haver uma igualdade entre elas. É importante fazer uma relação e comparação en- tre as grandezas para determinar se são diretamente, inversamente ou não proporcionais. Podemos estabelecer o seguinte mapa conceitual para sintetizar os conteúdos abordados nessa aula: ATIVIDADES 13. Considere as afirmações, a seguir, e classifique-as em grandezas diretamente, inversamente ou não pro- porcionais. a) Quantidade de pessoas em uma festa e a quanti- dade de refrigerante consumida. b) Tempo gasto e a distância percorrida com veloci- dade constante, por um automóvel. c) Velocidade de um automóvel e o tempo gasto para percorrer a mesma distância. d) A medida do comprimento do lado e o perímetro de um polígono regular. e) Vazão de uma torneira e o tempo gasto para en- cher um reservatório. f) A altura e o peso de uma pessoa. g) Quantidade de ônibus para levar uma quantidade específica de pessoas e a quantidade de viagens. Semana 4 - Novembro Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 35 14. Classifique as grandezas envolvidas em cada situ- ação problema, a seguir, em diretamente ou inversa- mente proporcionais. a) Um automóvel está a uma velocidade de 50 km/h e gasta duas horas para chegar ao seu destino. Esse mesmo automóvel gastaria quantas horas se estives- se a 75 km/h? b) Para percorrer 300 km, um carro gastou 30 litros de combustível. Nas mesmas condições, com 60 li- tros o carro percorrerá quantos quilômetros? c) Seis máquinas escavam um túnel em dois dias. Quantas máquinas idênticas serão necessárias para escavar esse túnel em um dia e meio? d) O preço de 2 latas de um certo refrigerante é igual a R$5,60. Qual o preço de três latas do mesmo refri- gerante? e) Sabemos que a densidade de uma substância é cal- culada pela razão entre a massa e o volume. Se de- terminada substância possui 2 cm³ de volume, com densidade de 100 g/cm³. Qual deve ser o volume de uma outra substância, tendo a mesma massa, para que a sua densidade seja de 80 g/cm³? 15. Uma bola foi jogada para cima como mostra a ima- gem, a seguir, e foram computados os seguintes dados para as altitudes obtidas: Podemos dizer que as alturas são proporcionais aos tempos de subida t? Justifique. 16. Segundo o gráfico, a seguir, X e Y são grandezas di- retamente ou inversamente proporcionais? 17. Segundo o gráfico, a seguir, X e Y são grandezas di- retamente ou inversamente proporcionais? 18. As grandezas x e y são diretamente proporcionais e estão representadas no gráfico, a seguir. Determine qual é o valor de y quando x=4. 19. As grandezas y e x são inversamente proporcionais e estão representadas no gráfico, a seguir. Determine o valor de y quando x=4. Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa Goiás Expediente Governador do Estado de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Vice–Governador do Estado de Goiás Daniel Vilela Secretária de Estado da Educação Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira Secretária–Adjunta Helena Da Costa Bezerra Diretora Pedagógica Alessandra Oliveira de Almeida Superintendente de Educação Infantil e Ensino Fundamental Giselle Pereira Campos Faria Superintendente de Ensino Médio Osvany Da Costa Gundim Cardoso Superintendente de Segurança Escolar e Colégio Militar Cel Mauro Ferreira Vilela Superintendente de Desporto Educacional, Arte e Educação Marco Antônio Santos Maia Superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais Rupert Nickerson Sobrinho Diretor Administrativo e Financeiro Andros Roberto Barbosa Superintendente de Gestão Administrativa Leonardo de Lima Santos Superintendente de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas Hudson Amarau De Oliveira Superintendente de Infraestrutura Gustavo de Morais Veiga Jardim Superintendente de Planejamento e Finanças Taís Gomes Manvailer Superintendente de Tecnologia Bruno Marques Correia Diretora de Política Educacional Patrícia Morais Coutinho Superintendente de Gestão Estratégica e Avaliação de Resultados Márcia Maria de Carvalho Pereira Superintendente do Programa Bolsa Educação Márcio Roberto Ribeiro Capitelli Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento Curricular Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos Evandro de Moura Rios Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino Fundamental Alexsander Costa Sampaio Coordenadora de Recursos Didáticos para o Ensino Médio Edinalva Soares de Carvalho Oliveira Professores elaboradores de Língua Portuguesa Edinalva Filha de Lima Ramos Edna Aparecida dos Santos Katiuscia Neves Almeida Maria Aparecida Oliveira Paula Norma Célia Junqueira de Amorim Professores elaboradores de Matemática Alan Alves Ferreira Basilirio Alves da Costa Neto Jéssica de Rezende Graff Tinti Tayssa Tieni Vieira de Souza Tyago Cavalcante Bilio Professores elaboradores de Ciências da Natureza Leonora Aparecida dos Santos Sandra Márcia de Oliveira Silva Silvio Coelho da Silva Professor elaborador de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Ricardo Gonçalves Tavares Revisão Cristiane Gonzaga Carneiro Silva Diagramação Adriani Grunsobre a proteção integral à criança e ao adolescente. Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adoles- cente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre de- zoito e vinte e um anos de idade. Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os di- reitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, asseguran- do-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o de- senvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 4 Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei apli- cam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discri- minação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, con- dição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016). Art. 4º É dever da família, da comunidade, da socieda- de em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: a) primazia de receber proteção e socorro em quais- quer circunstâncias; b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; c) preferência na formulação e na execução das políti- cas sociais públicas; d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, ex- ploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento. [...] Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2021/julho/trinta-e-um-anos-do-estatuto-da-crianca-e-do-ado- lescente-confira-as-novas-acoes-para-fortalecer-o-eca/ECA2021_Digital.pdf. Acesso em: 13 ago. 2014. 5. De acordo com o ECA, a partir de que idade denomi- na-se “criança” e “adolescente”? 6. Para o uso cotidiano de qualquer gênero de texto que circula em nossa sociedade, é necessário que se conheça sua finalidade, função social e organização so- cial. Dessa forma, conclui-se que o gênero estatuto (A) estabelece o direito de todos os cidadãos. (B) caracteriza-se pelo uso da linguagem coloquial. (C) caracteriza-se pelo uso de uma variedade linguís- tica regional não padrão. (D) pertence à esfera jurídica, por tratar-se de leis e tem como finalidade estabelecer normas e regras de conduta. SISTEMATIZANDO os conhecimentos GRUPO DE ATIVIDADES Semana 2 - Outubro Estudante, você viu que depois da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as crianças e adolescentes brasileiros, sem distinção de raça, classe social, ou qualquer forma de discrimina- ção, passaram de objetos a sujeitos de direitos? Leia o texto a seguir. Texto III [...] Capítulo II Do direito à Liberdade, ao respeito e à Dignidade Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberda- de, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Consti- tuição e nas leis. Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços co- munitários, ressalvadas as restrições legais; II - opinião e expressão; III - crença e culto religioso; IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; V - participar da vida familiar e comunitária, sem dis- criminação; VI - participar da vida política, na forma da lei; VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabili- dade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da ima- gem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Disponível em: http//portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei8069_02pdf.Acesso em: 25 jun. 2024. 7. Qual a ideia principal tratada nesse capítulo do ECA? (A) falar da infância e suas brincadeiras. (B) argumentar a favor do trabalho infantil. (C) comentar a responsabilidade de ser criança. (D) discutir sobre os direitos da criança e do adoles- cente. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 5 8. Marque (V) ou (F) nas alternativas, conforme os pre- ceitos estabelecidos pela Lei 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente: a) ( ) Essa lei dispõe sobre a proteção integral à crian- ça e ao adolescente. b) ( ) Ao adolescente portador de deficiência não é assegurado trabalho protegido. c) ( ) A criança e o adolescente têm direito à liberda- de, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Cons- tituição e nas leis. d) ( ) Não se considera como aprendizagem a forma- ção técnico-profissional ministrada segundo as dire- trizes e bases da legislação de educação em vigor. 9. “A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à .............................., mediante a efetivação de polí- ticas sociais públicas que permitam o ............................ e o desenvolvimento ............... e harmonioso, em condições ................... de existência.” Assinale a alternativa que contém os vocábulos que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas do dispositivo legal apresentado. (A) saúde … nascimento … sadio … dignas (B) liberdade … crescimento … saudável … vitais (C) saúde … despontar … criterioso … normais (D) segurança … estudo … regular … excelentes (E) propriedade … enriquecimento … habilidoso … dignas Semana 3 - Outubro Contextualizando o gênero textual, o tema e o campo de atuação GRUPO DE ATIVIDADES Olá, estudante! Nesta semana 3, você irá estudar os gráficos que facilitarão a leitura e a compreensão das informações e divulgação de pesquisas em jor- nais, revistas, panfletos, livros, televisão, internet, textos, facilitando, assim, a identificar padrões, veri- ficar resultados e comparar medidas de forma ágil. 1. Antes da leitura dos textos, vamos conversar? • O que você conhece sobre gráficos? • Você sabe para que serve um gráfico? • O que é preciso para entender um gráfico? • Você sabe quais são as partes do gráfico? • Você sabe como se lê um gráfico? ► Conhecendo o gênero textual. Gráficos O gênero textual, “gráfico” apresenta os resulta- dos de pesquisas feitas para entender melhor as es- tatísticas. Com um gráfico é mais fácil fazer a leitura, a interpretação e a comparação de dados. Em jornais, é bastante comum o uso de gráficos para comunicar a população sobre diferentes informações. Disponível em: significados.com.br/gráficos/. Acesso em: 2 ago. 2024 (adaptado). Elementos dos gráficos 1. Título: apresenta de forma clara e direta o que as informações presentes no gráfico representam e, al- gumas vezes, a unidade de medida usada para essas informações ou alguma transformação paraela; 2. Legenda: é usada para identificar as informações apresentadas no gráfico, separadas por cor ou por hachura; 3. Fonte de pesquisa: site, blog, página, pesquisa, jor- nal, revista ou qualquer outra fonte para a constru- ção do gráfico. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-e-grafico.htm. Acesso em: 14 ago. 2024. Estudante, agora que você já sabe o que é um grá- fico, vamos ler e interpretar gráficos? Bom estudo! Leia o texto. Texto I Área de florestas queimadas quase dobra em 1 ano, diz MapBiomas Dados do Monitor do Fogo mostram que cerca de 2,8 milhões de hectares de florestas foram queimados entre janeiro e dezembro de 2022, área equivalente ao tamanho de Porto Velho. Amazônia foi o bioma que mais queimou. A área de florestas queimadas no Brasil quase do- brou em um ano. Um levantamento do MapBiomas di- vulgado nesta terça-feira (31) aponta que cerca de 2,8 milhões de hectares de floresta sucumbiu em chamas em 2022. O número representa um crescimento de 93% em relação ao ano anterior, quando a área queimada atin- giu aproximadamente 1,4 milhão de hectares. Segundo o índice, 85% da área de florestas queima- das ocorreu na Amazônia e a maior parte das queima- das no bioma ocorreu em agosto, setembro e outubro do ano passado. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 6 Foi justamente nessa época que a floresta registrou altas taxas de foco, como o pior agosto de queimadas dos últimos 12 anos e o pior setembro dos últimos 24. A temporada de incêndios geralmente ocorre na Amazônia entre junho e outubro, mas fazendeiros, ga- rimpeiros e grileiros derrubam a floresta e se preparam para queimá-la durante todo o ano. Mesmo assim, ainda de acordo com os dados do relatório, a Amazônia queimou 50% a mais do que em 2021 somente em dezembro. O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que quando levado em conta todo o território brasilei- ro, não apenas as formações florestais, cerca de 16,3 milhões de hectares foram queimados entre janeiro e dezembro do ano passado, uma área equivalente ao estado do Acre. Esse número representa um crescimento de 14% em relação a 2021, quando cerca de 14,2 milhões de hectares foram queimados. No gráfico abaixo é possível ver o ranking dos ter- ritórios mais afetados pelas queimadas de acordo com o agrupamento territorial (os seis biomas que dividem o Brasil): Territórios mais afetados pelas queimadas (em hectares) Dados consideram o total de área queimada em 2022, 16 milhões de hectares. Territórios mais afetados Ainda de acordo com o índice, em 2022 o fogo atin- giu com força o Cerrado brasileiro: • No bioma, mais de 7,4 milhões de hectares quei- maram no ano passado, um aumento de 18% em rela- ção ao ano anterior; • Esse número faz com que o Cerrado fique em se- gundo lugar no ranking dos territórios mais afetados pelas queimadas, atrás somente da Amazônia; • Apesar disso, o Cerrado continua como o bioma mais afetado pelo fogo, já que sua área total equivale a metade da extensão da Amazônia brasileira. Na Amazônia os números foram os seguintes: • 7,9 milhões de hectares, ou praticamente metade do fogo (49%) registrado em 2022. Enquanto isso, no Pampa, um bioma que no Brasil está restrito ao Rio Grande do Sul, a área total queima- da em 2022 atingiu 39.166 hectares. Segundo os dados do Monitor do Fogo, essa é a maior extensão registra- da para o bioma nos últimos quatro anos. A maior parte dessas queimadas se concentrou no período do verão, nos meses de janeiro, fevereiro e de- zembro. Já na Mata Atlântica e o Pantanal apresentaram a menor área queimada nos últimos quatro anos: 203 mil hectares no caso da Mata Atlântica e 194 mil no caso do Pantanal. Em relação a 2021, a redução foi de 85% no caso do Pantanal. Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/01/31/area-de-florestas-queimadas-quase-dobra-em-1-ano-di- z-mapbiomas.ghtml. Acesso em: 14 de ago. 2024. 2. Releia o texto I e responda. a) Que gênero textual é esse? Por quê? b) Qual é o título desse texto? c) Qual é a finalidade desse texto? d) Qual é o tema desse texto? 3. No gráfico apresentado no texto I é possível ver o ranking dos territórios mais afetados pelas queimadas de acordo com o agrupamento territorial (os seis bio- mas que dividem o Brasil). Agora responda. a) Qual é o título do gráfico? b) Quais são os biomas brasileiros afetados pelas quei- madas? Os gráficos surgiram quando Descartes ficou perturbado com os métodos dos geômetros gre- gos para chegar a seus testes engenhosos, mas ele percebeu que eles não tinham um sistema de ata- que fundamental e propôs corrigi-los manipulando linhas e representando curvas em eixos gráficos. O fundador dos métodos gráficos de estatística, Play- fair inventou vários tipos de diagramas: em 1786 a linha, área e gráfico de barras dos dados econômi- cos, e em 1801 o gráfico de pizza e o gráfico circu- lar, usados para mostrar as relações parte-todo. Leia o texto. Texto II Disponível em: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgGQ90CcR0FPziVrhCYYiTt8d_i2Gld1hJTb- -nHeoaG6K8yMc6-DZk0chQQPNj_6r9R_ANAcb5HQSJS6vdCK7VklPdNCDNoIuyP2d_afFVcdXQa-m1uwwEST-aFFSVBaG5U- 7dibTSoBDUM/s0/Captura+de+tela+de+2021-09-14+16-48-44.jpg. Acesso em: 31 jul. 2024. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 7 ampliando os conhecimentos GRUPO DE ATIVIDADES 4. O gráfico mostra o número de dias com chuva em al- guns municípios. Qual é o município do Norte do Brasil que teve mais dias com chuva? (A) Recife (PE) (B) Vitória (ES). (C) Boa Vista (RR). (D) Porto Alegre (RS). Estudante, existem vários tipos de gráficos. Va- mos conhecê-los? Os principais tipos de gráficos são os seguintes: gráfico de colunas; gráfico de barras; gráfico de seto- res (conhecido também como gráfico de pizza); gráfi- co de linhas. Gráfico de colunas – É um gráfico que usa retân- gulos na vertical, com alturas proporcionais para re- presentar e comparar os resultados obtidos em uma pesquisa. Gráfico de barras – O que difere o gráfico de bar- ras do gráfico de colunas é que no caso do primeiro, as barras são na horizontal. Gráfico de setores – conhecido também como gráfico de pizza, é feito na fórmula de um círculo, divi- dido em fatias, é muito usado em situações nas quais a resposta é uma comparação em porcentagem em relação ao todo. Gráfico de linhas – é bastante comum para mos- trar o crescimento ou o decrescimento de uma variá- vel, ao decorrer do tempo. Gráfico de áreas – costuma ser comum para com- parar valores ou mostrar alterações nos dados ao longo de um período. Formado por linhas e pontos, sendo que a área deve ser preenchida, Histograma – a diferença do histograma para o gráfico de colunas está no fato do primeiro não apre- sentar espaço entre as barras verticais. Infográfico – consiste na união entre um gráfi- co(imagem) e textos explicativos. São muito comuns em reportagens de jornais e revistas. Disponível em: signifi cados.com.br/gráfi cos/. Acesso em: 2 ago. 2024. Leia o texto. Texto III Disponível em: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhxCFkepKuiCj03A1F6XuTW91xOgDwnHIfi B9GL- carM90OhIr_TGzvvazPz4bHMKWQRvMSh7LTdN4AEz4SGXcjwrdqffpvBYNrmASH1VaSNN1SmKzQWHB-KzzjG_hbk-hA9-HC- siEpSdJAFGnmU-9S2wtYmTgUNp6Sj_kkGwZWZneQSc5EeWTLbUB-EHw/s335/3.jpg. Acesso em: 1º ago. 2024. 5. O gráfico em linhas mostra as evoluções e diminui- ções de determinado fenômeno. Ana Paula é coorde- nadora pedagógica de uma escola e, preocupada com a infrequência de seus alunos do 6° ao 9° ano, observou as faltas diárias ao longo de um mês e computou a mé- dia da infrequência no gráfico de linhas. Com base no gráfico, texto III, é possível afirmar que o dia da semana que os alunos menos faltam é (A) terça-feira.(C) quarta-feira. (B) sexta-feira. (D) segunda-feira. Leia o texto. Texto IV Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/129028958/exercicio-01-grafi cos-e-tabelas-6-ano. Acesso em: 1º ago. 2024. 6. Os gráficos em barra são os mais utilizados e indi- cam, geralmente, um dado quantitativo sobre diferen- tes variáveis, lugares ou setores e não dependem de proporções. Os dados são indicados na posição verti- cal, enquanto as divisões qualitativas apresentam-se na posição horizontal. O gráfico, texto IV, representa os estilos musicais preferidos pela turma do 8º ano de uma escola. Pela leitura do gráfico, pode-se afirmar que (A) o estilo musical preferido pela turma é hip hop. (B) o estilo musical menos ouvido é o sertanejo. (C) a maioria dos alunos dessa turma prefere forró a outros estilos musicais. (D) a quantidade de alunos que prefere hip hop é igual à quantidade que optou por forró. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 8 Leia o texto. Texto V Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ9Cmt4Fty6Z1TRighsh52HbtFER6gA7kKMtQ&s. Acesso em: 1º ago. 2024. 7. Gráficos em pizza é um tipo de gráfico, também muito utilizado, indicado para expressar uma relação de proporcionalidade, em que todos os dados soma- dos compõem o todo de um dado aspecto da realida- de. Observe o gráfico dos exercícios preferidos pelas clientes da Academia Sempre Bela. Pelo gráfico, é possível afirmar que o exercício preferi- do pelas clientes dessa academia é: (A) Esteira. (C) Agachamento. (B) Abdução. (D) Afundo búlgaro. GRUPO DE ATIVIDADES SISTEMATIZANDO os conhecimentos Estudante, você viu que para se obter melhor com- preensão de um texto, usamos o gráfico como forma de compreender as informações principais que facilitam a análise de dados, os quais costumam ser dispostos em tabelas quando se realiza pesquisas estatísticas. Leia o texto. Texto VI Desemprego cai 15 estados no 2º trimestre de 2024, diz IBGE Nos outros 11 estados e no Distrito Federal, a taxa permaneceu estável. Os números são em comparação com o primeiro trimestre de 2024. A taxa de desemprego no Brasil caiu em 15 das 27 unidades da federação (UFs) no segundo trimestre de 2024, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geo- grafia e Estatística (IBGE). Nos outros 11 estados e no Distrito Federal, a taxa permaneceu estável. Os números são em comparação com o primeiro trimestre de 2024. [...] Desemprego no Brasil No fim de julho, o IBGE mostrou que a taxa de de- semprego no Brasil foi de 6,9% no fechamento do 2º trimestre. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em março, houve queda de 1 ponto percen- tual (p.p.) na taxa de desocupação, que era de 7,9%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8%. Trata-se do melhor resultado para um trimestre encerrado em junho desde 2014 (6,9%). Na série com- parável, é a menor taxa desde o quarto trimestre de 2014 (6,6%). Evolução da taxa de desemprego no Brasil Índice no trimestre Com os resultados, o número absoluto de desocu- pados teve queda de 12,5% contra o trimestre anterior, atingindo 7,5 milhões de pessoas. Na comparação con- tra o mesmo trimestre de 2023, o recuo é de 12,8%. No trimestre encerrado em junho, também hou- ve alta de 1,6% na população ocupada, estimada em 101,8 milhões de pessoas — novo recorde da série his- tórica iniciada em 2012. No ano, o aumento foi de 3%, com mais 2,9 milhões de pessoas ocupadas. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pes- quisas domiciliares do IBGE, o ano de 2023 teve bons números, já com menor influência da recuperação do mercado de trabalho após o impacto da pandemia de Covid. Em 2024, o avanço tem relação com aqueci- mento da economia brasileira. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2024/08/15/desemprego-cai-em-15-estados-no-2o-trimestre-de-2024-di- z-ibge.ghtml. Acesso em: 15 ago. 2024. 8. O gênero textual, “gráfico” apresenta os resultados de pesquisas feitas para entender melhor as estatísti- cas. De acordo com o texto VI, em 2024, o avanço do desemprego tem relação com aquecimento na (A) História. (B) Geografia. (C) Economia. (D) Matemática. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 9 9. Os gráficos inseridos na notícia foram utilizados para (A) informar, ao mesmo tempo que prevê criar uma opinião nos leitores. (B) ilustrar, por meio da sátira, os acontecimentos atuais que despertam o interesse público. (C) organizar os dados com informações verbais para que o leitor entenda o alto índice de desem- prego no país. (D) expressar visualmente dados e valores numéri- cos, de maneiras diferentes, facilitando a compreen- são, chamando a atenção do leitor. Semana 4 - Outubro GRUPO DE ATIVIDADES Contextualizando o gênero textual, o tema e o campo de atuação Caro(a) estudante, vamos estudar o gênero textual “Peça teatral” / texto dramático. Atente para as leitu- ras e explicações do seu(sua) professor(a). Vamos lá? 1. Antes da leitura dos textos, vamos conversar? Ob- serve as imagens. • O que essas imagens representam? • Você já assistiu uma peça teatral? • Você sabe o que é um texto dramático? • Você já foi ao teatro? Que peça assistiu? • Você sabia que antes de um espetáculo acontecer ele foi um texto escrito? • Alguém já participou de alguma encenação? • Qual foi a história? • Gostou de participar? Disponível em: https://www.guiadasemana.com.br/contentFiles/system/pictures/2016/6/162858/cropped/image004.jpg. Acesso em: 14 ago. 2024. Disponível em: https://www.katiavelo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/WhatsApp-Image-2024-02-26-at-15.45.11.jpeg. Acesso em: 14 ago. 2024. ► Conhecendo o gênero textual. Texto teatral Texto teatral, ou dramático, é aquele produzido para ser representado (encenado). Os textos teatrais são, portanto, peças de teatro escritas por drama- turgos e dirigidos por produtores teatrais e, em sua maioria, fazem parte do gênero narrativo. O texto te- atral apresenta enredo, personagens, tempo, espaço e pode estar dividida em atos, que representam os di- versos momentos da ação, por exemplo, a mudança de cenário e/ou de personagens. De tal modo, o texto te- atral possui características peculiares e se distancia de outros tipos de texto pela principal função que lhe é atribuída: a encenação. Dessa forma, ele apresenta di- álogo entre as personagens e algumas observações no corpo do texto sobre espaço, cena, ato e personagens. Já que os textos teatrais são produzidos para serem representados e não contados, geralmente não existe um narrador, fator que o difere dos textos narrativos. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/texto-teatral/.Acesso em: 19 ago. 2024. Estudante, vamos ler um trecho da peça teatral “Uma história de vampiro”??? Leia o texto. Texto I UMA HISTÓRIA DE VAMPIRO Peça em um ato de: PAULO SACALDASSY (Vampirildo põe-se a chorar). Entra Frank, um pe- queno Frank- Stein usando um óculos de grau fundo de garrafa. FRANK: - Que foi Vamp? Outra crise existencial? VAMPIRILDO: - Não enche! FRANK: - Deixa disso, vai! Vamos brincar!!! VAMPIRILDO: - Eu não quero, me deixa em paz! FRANK: - Vamos, vai! Venha me ajudar com a minha nova experiência. VAMPIRILDO: - Por que eu nasci vampiro? Eu não gos- to de sangue!! Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 10 Ao falar a palavra “sangue”, Vampirildo desmaia. Frank sai desesperado a procura de ajuda. Do outro lado entra uma pequena múmia, usando uma peruca e colares no pescoço, como se estivesse desfilando. MUMESKA: - Subiu na passarela! Desfilando! Pisa na barata! Parou!Voltou!... (TROPEÇA EM VAMPIRILDO.) MUMESKA: - Pô, Vamp! Sai do caminho, atrapalhou meu desfile! Vamp? Ei, Vamp, acorda! VAMPIRILDO: - (ACORDANDO) O que foi? Onde eu estou? MUMESKA: - Você já estava deitado aí no chão quan- do eu entrei. VAMPIRILDO: - Agora eu estou me lembrando!...Eu estava com o Frank... Cadê o Frank? MUMESKA: - Eu não vi o Frank hoje! Então Vampiril- do, o que você achou da minha peruca nova? VAMPIRILDO: - É legal! MUMESKA: - Então Vamp, já está preparado para en- frentar Toraz? VAMPIRILDO: - Eu não aguento mais aquele assisten- te de mago metido! MUMESKA: - Mas, está chegando a hora em que o mestre Gorzan vai querer testar nossos conhecimen- tos horripilantes! VAMPIRILDO: - Se preocupe com você. Vê se me deixa em paz! MUMESKA: - Que mal humor, Vamp. Pra cima, meni- no! Você precisa ver o modelito fashion que estou pre- parando pra festa desse ano! Vou deixar até o mestre Gorzan de queixo caído! Pra cima, Vampirildo! VAMPIRILDO: - Desculpe, Mumeska, hoje eu não sou uma boa companhia! MUMESKA: - O que te aconteceu? VAMPIRILDO: - Sabe o que é? Eu não quero ser vampi- ro, eu não gosto da noite... MUMESKA: - Ah, Vamp, dá licença! Ninguém mais aguenta essas suas crises existenciais. Você precisa en- tender de uma vez por todas, você é um vampiro! Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2021/11/atividade-interpretacao-texto-teatral-7-8-9-ano.htm. Acesso em: 21 ago. de 2024. 2. Quais personagens participam desse diálogo? 3. É possível observar que a maioria do texto teatral é dialogado, desse modo, as marcas da oralidade se fa- zem presentes. Sobre a linguagem adotada nessa peça, predomina a/o (A) formalidade para que o leitor consiga entender de forma clara os acontecimentos. (B) coloquialismo com a finalidade de deixar o diálo- go menos compreensível ao leitor. (C) regionalismo, pois contém expressões direciona- das principalmente para o público leigo. (D) informalidade, porque recorre com frequência a expressões empregadas no cotidiano das pessoas. 4. “VAMPIRILDO: - Se preocupe com você. Vê se me deixa em paz!”, no trecho destacado o uso do ponto de exclamação reforça a ideia de que a personagem está (A) feliz. (C) sonolenta. (B) exaltada. (D) apaixonada. 5. Existem três tipos de discurso no gênero narrativo para introduzir as falas e os pensamentos das persona- gens. Há o discurso direto(quando as personagens con- versam entre elas), discurso indireto (o narrador conta o que as personagens falam) e o discurso indireto livre (as falas das personagens e do narrador se juntam). O uso do tipo de discurso varia conforme a intenção do narrador. Qual o tipo de discurso que predomina nesse texto teatral? 6. No texto, há uma palavra escrita dentro dos parênte- ses em “caixa alta”: “(ACORDANDO)”, com a intenção de (A) mostrar que alguém estava dormindo muito. (B) separar uma opinião das personagens. (C) revelar como a personagem deve agir. (D) apresentar uma atitude do narrador. ampliando os conhecimentos GRUPO DE ATIVIDADES Caro(a) estudante, vamos conhecer outro texto teatral ou dramático? Você sabia que o teatro é uma modalidade artística que surgiu na antiguidade, na Grécia Antiga. Nas próximas atividades, você conhe- cerá um musical de muito sucesso, “Os Saltimbancos” e aprenderá um pouco mais sobre textos dramáticos. A peça é uma adaptação do clássico “Os músicos de Bremen”, dos irmãos Grimm, feita pelos Italianos Luiz Enríquez e Sérgio Bardotti, com tradução de Chico Buarque de Hollanda. O espetáculo conta a história de quatro animais (um jumento, um cachor- ro, uma galinha e uma gata), que são maltratados por seus donos e resolvem se unir para dar um novo rumo às suas vidas. Disponível em: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/o-que-fazer-no-recife/noticia/2022/05/12/espetaculo-os-saltimbancos- -comemora-quatro-anos-com-apresentacao. Acesso em: 19 ago. 2024. Leia o texto. Texto II Os Saltimbancos Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov. Adaptação de Chico Buarque, 1977. Personagens: Crianças, O Jumento, O Cachorro, A Galinha, A Gata, Mulheres, Homens e Barões Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 11 Cenário: Floresta A encenação começa com a música Bicharia (em “off”). Cena 1 O jumento, sozinho no palco, diz: JUMENTO — Eu, eu sou um jumento. Não sou bicho de estimação. Não tenho nome, não tenho apelido, nem estimação. Sou jumento e pronto. Na minha terra também me chamam de jegue. E me botaram pra trabalhar na roça a vida inteira. Trabalhar feito jumento. Pra no fim... nada. Minha pensão, nenhuma cenoura. Acho que é por isso que às vezes me chamam de burro. Eu não me in- comodo. Mas outro dia, eu estava subindo um morro com quinhentos quilos de pedra no lombo. Estava ali, subindo, quando um pai d'égua falou assim: "Mas que mula preguiçosa, sô!", fui ver, e a mula era eu. Aí eu pa- rei — "Mula? ah! é demais" — e resolvi dar no pé. To- mei a estrada que leva à cidade e fui seguindo, naquela escuridão, naquela humilhação, naquela solidão que nem sei. Não sou disso não, mas me deu uma vontade arretada de chorar... e chorar e chorar aos soluços. MÚSICA: “O Jumento” [...] [...] JUMENTO — Pois é, onde que eu estava mesmo? Ah! Estava indo pra cidade. "E fazer o que na cidade?" — eu pensava. Quando alguém não sabe fazer mais nada, nada mesmo, pode ser artista. Hoje todo mundo canta, como dizem aqueles que não sabem cantar. En- tão eu estava ali andando, quando, de repente, quem é que eu vejo escondido no barranco da estrada? Um pobre cachorro. Estava mesmo a perigo, todo roto, todo esfarrapado, parecia que tinha chegado da guerra. Estava dormindo e tinha sonhos terrí- veis, pesadelos de cão. JUMENTO — Ei, cachorro, ei, cachorro, acorda. Um, dois, três. CACHORRO — Sim, senhor, é pra já. [...] JUMENTO — Acabou? Calma, companheiro, eu não sou teu patrão. CÃO — Como, senhor? Vossa Excelência não quer ser meu patrão? JUMENTO — Deixa disso, eu sou um pobre-coitado, sou um pau-de-arara. CÃO — Sim, senhor, pau-de-arara, às ordens, em que posso servi-lo? Onde quer que o leve? JUMENTO — Não me leve a lugar nenhum, rapaz. Eu vou à cidade. Vou procurar emprego como músico. Você também pode vir. Dois animais cantando juntos acho que vai ser a maior sensação. Cena 2 Aparece a galinha. GALINHA — Có, có, có, có, có, có. Três animais can- tando juntos, acho que vai ser mais fantástico. Vocês me levam também? JUMENTO — O quê? Uma galinha? CÃO — Bom-dia, Vossa Galinência. GALINHA — Có, có, como vão, companheiros? JUMENTO — Já vi tudo, você também fugiu, né? GALINHA — E como não? JUMENTO — Por quê? GALINHA — Não consigo mais botar ovos. [...] Disponível em: https://www.colegionomelini.com.br/midia/arquivos/2014/8/70b9172b88d52d4073e25fb860112ff2.pdf. Acesso em: 19 ago. 2014. 7. O trecho do texto apresenta três personagens que estavam fugindo da vida que levavam. Quais motivos levaram essas personagens tomarem tal atitude? Jumento: Cão: Galinha: 8. O texto teatral tem como finalidade principal (A) revelar como o narrador deve agir numa história contada. (B) promover uma reflexão a respeito de um assunto narrado. (C) contar uma história por meio de uma sequência de ações reais. (D) servir à representação teatral, expressar senti- mentos, provocar reflexões etc. 9. A gradação é uma figura de linguagem, relacionada com a enumeração, na qual são expostas determinadas ideias de forma crescente ou decrescente. Destaque um trecho em que está presente uma gradação. SISTEMATIZANDO os conhecimentos GRUPO DE ATIVIDADES Estudante, vamos ler com atenção um trecho da peça teatral “Romeu e Julieta”, de Willian Shakespeare. Leia o texto. Texto III ROMEU E JULIETA Willian Shakespeare ATO II, Cena II O mesmo. Jardim de Capuleto. Entra Romeu Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/202412 ROMEU – Só ri das cicatrizes quem ferida nunca so- freu no corpo. (Julieta aparece na janela.) Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de ves- tal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apoia o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face! JULIETA – Ai de mim! ROMEU – Oh, falou! Fala de novo, anjo brilhante, porque és tão glorioso para esta noite, sobre a mi- nha fronte, como o emissário alado das alturas ser poderia para os olhos brancos e revirados dos mor- tais atônitos, que, para vê-lo, se reviram, quando montado passa nas ociosas nuvens e veleja no seio do ar sereno. JULIETA – Romeu, Romeu! Ah! por que és tu Ro- meu? Renega o pai, despoja-te do nome; ou então, se não quiseres, jura ao menos que amor me tens, por- que uma Capuleto deixarei de ser logo. ROMEU (à parte) – Continuo ouvindo-a mais um pouco, ou lhe respondo? JULIETA – Meu inimigo é apenas o teu nome. Con- tinuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que per- tença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra desig- nação teria igual perfume. Assim Romeu, se não ti- vesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira. ROMEU – Sim, aceito tua palavra. Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado. De agora em diante não serei Romeu. JULIETA Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pás- saros, despertos, cantariam. Vede como ela apoia o rosto à mão. Meu nome, cara santa, me é odioso, por ser teu inimigo; se o tivesse diante de mim, escrito, o rasgaria. JULIETA – Minhas orelhas ainda não beberam cem palavras sequer de tua boca, mas reconheço o tom. Não és Romeu, um dos Montecchios? ROMEU – Não, bela menina; nem um nem outro, se isso te desgosta. JULIETA – Dize-me como entraste e porque vies- te. Muito alto é o muro do jardim, difícil de escalar, sendo o ponto a própria morte – se quem és aten- dermos – caso fosses encontrado por um dos meus parentes. ROMEU – Do amor as lestes asas me fizeram trans- voar o muro, pois barreira alguma conseguirá deter do amor o curso, tentando o amor tudo o que o amor realiza. Teus parentes, assim, não poderiam desviar- -me do propósito. [...] Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/download/Aprender%20Sempre%20-%20 Língua%20Portuguesa/Anos%20Finais%20Vol3/ES_EF_AFinais_LP_9ano_AprenderSempreRecApr.pdf. Acesso em: 21 ago. 2024. 10. No texto teatral, além das falas há, também, as ru- bricas que orientam o modo de agir das personagens. Elas podem ser de interpretação e de movimento. Reti- re do texto um exemplo de rubrica. 11. As Figuras de Linguagem são palavras ou expres- sões conotativas/figuradas, por isso, apresentam um sentido que ultrapassa a linguagem comum, literal (de- notativa). Por exemplo, se escrevemos que “João é um doce”, não queremos dizer que ele tem “gosto de açú- car”, mas que ele é uma pessoa agradável. Com a ajuda do seu(sua) professor(a), identifique, em cada trecho, a figura de linguagem predominante. a) “Fala de novo, anjo brilhante, porque és tão glorioso para esta noite, sobre a minha fronte, como o emissário alado das alturas ser poderia para os olhos brancos e revirados dos mortais atônitos[...].” b) “... que, para vê-lo, se reviram, quando montado pas- sa nas ociosas nuvens e veleja no seio do ar sereno.” 12. A escolha de determinada palavra ou expressão, bem como o uso de figuras de linguagem, devem ser percebidas pelo leitor como mais uma forma de o autor manifestar suas intenções comunicativas. Explique a intenção do autor ao utilizar a expressão destacada no trecho seguir. “Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo.” Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 13 contextualizando o gênero, temA e o campo de atuação GRUPO DE ATIVIDADES Semana 1 - Novembro Estudante, a partir de agora você verá um gênero textual bem interessante, o gênero textual narrativo romance. Você já conhece vários romances de auto- res brasileiros, mesmo que não os tenha lido na ínte- gra, certamente você leu resumos disponibilizados em livros didáticos ou já assistiu a filmes baseados em alguns livros. Os romances, que serão lidos nes- sa etapa, o ajudarão na compreensão do gênero, na interpretação de textos mais complexos, porém mais envolventes e ampliará seu conhecimento de mundo. Vamos lá! 1. Antes de ler os textos, vamos conversar? Veja bem estas capas de livros!!! • Você conhece o gênero textual romance? • Você já leu algum romance? Qual? • Quais temas/assuntos você acha que aparecem com frequência nos romances? • Você sabe o que são textos literários? ► Conhecendo o gênero textual. Romance infanto juvenil Romance é a forma literária pertencente ao gêne- ro narrativo e que apresenta uma história completa composta por enredo, temporalidade, ambientação e personagens definidos de maneira clara. É oriundo dos contos épicos e revela ações em conjunto com a distribuição de personagens ao longo da trama. Entre as características marcantes desse gênero está a pro- ximidade com a realidade. O romance é uma narrati- va longa, com personagens variados. A organização é feita em torno da trama, mas a linguagem é variável, seguindo a proposta em que é ambientado. Pode ser fictício ou mesclar a ficção com a realidade. A origem do gênero infantojuvenil começa a se delinear na passagem entre os séculos XVII e XVIII quando a criança passa ser considerada em suas es- pecificidades e suas diferenças em relação aos adul- tos. A princípio, e durante muitos anos, a literatura se apresenta como conteúdo adulto, deixando de notar a riqueza criativa que habita as experiências da infân- cia. Ao final do século XVIII, alguns escritores mudam o rumo das estórias infantis e juvenis. A realidade da criança passa a ser retratada considerando a sua sim- bologia, sua afetividade, sua psicologia e o seu desen- volvimento cognitivo. Tudo isso por meio da linguagem literária, que permite à criança e ao jovem ver o seu universo sendo mimetizado lúdica e artisticamente. Disponível em: https://www.infoescola.com/literatura/literatura-infantojuvenil//Acesso em: 9 set. 2020. Estudante, publicado em 1968, o livro infantoju- venil autobiográfico intitulado: “O Meu Pé de Laranja Lima” foi o maior sucesso do escritor brasileiro José Mauro de Vasconcelos (1920-1984). O livro foi tradu- zido para mais de cinquenta línguas e influenciou ge- rações no Brasil e no exterior. Com o enorme sucesso da obra, surgiram adaptações para o cinema e para a televisão (uma novela realizada pela TV Tupi e duas pela TV Bandeirantes). José Mauro de Vasconcelos foi um escritor brasileiroque nasceu em uma família nordestina que havia migrado para o Rio de Janeiro. Os pais tinham poucos recursos e ele, ainda criança, teve que mudar para o Rio Grande do Norte, onde foi criado pelos tios em Natal. “José Mauro de Vasconce- los, com um estilo simples e bastante singular, narra a história pela perspectiva de uma criança de cinco anos de idade e utiliza uma linguagem conotativa – fi- gurada, simbólica – comum em textos literários, mas bastante marcante nesse escritor”. Vamos ler? O trecho abaixo apresenta um diálogo entre o protagonis- ta Zezé e sua professora, D. Cecília Paim. Cecília gostava mui- to de Zezé, dizia que ele era muito inteligente e não conseguia imaginar a fama de traquino que tinha fora da escola. Para Zezé, a escola era um refúgio dos maus tratos que sofria, lá se sentia amado e tinha um comportamento muito diferente. Leia o texto. Texto I Fragmento “Meu Pé de Laranja Lima” A escola. A flor. A flor. A escola... Tudo ia muito bem quando Godofredo entrou na minha aula. Pediu licença e foi falar com D. Cecília Paim. Só sei que ele apontou a flor no copo. Depois saiu. Ela olhou para mim com tristeza. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 14 Quando terminou a aula, me chamou. — Quero falar uma coisa com você, Zezé. Espere um pouco. Ficou arrumando a bolsa que não acabava mais. Se via que não estava com vontade nenhuma de me falar e procurava a coragem entre as coisas. Afinal se decidiu. — Godofredo me contou uma coisa muito feia de você, Zezé. É verdade? Balancei a cabeça afirmativamente. — Da flor? É, sim, senhora. — Como é que você faz? — Levanto mais cedo e passo no jardim da casa do Serginho. Quando o portão está só encostado, eu entro depres- sa e roubo uma flor. Mas lá tem tanta que nem faz falta. — Sim. Mas isso não é direito. Você não deve fazer mais isso. Isso não é um roubo, mas já é um “furtinho”. — Não é não, D. Cecília — O mundo não é de Deus? Tudo que tem no mundo não é de Deus? Então as flores são de Deus também... Ela ficou espantada com a minha lógica. — Só assim que eu podia, professora. Lá em casa não tem jardim. Flor custa dinheiro... E eu não queria que a mesa da senhora ficasse sempre de copo vazio. Ela engoliu em seco. — De vez em quando a senhora não me dá dinheiro para comprar um sonho recheado, não dá?... — Poderia lhe dar todos os dias. Mas você some... — Eu não podia aceitar todos os dias... — Por quê? — Porque tem outros meninos pobres que também não trazem merenda. Ela tirou o lenço da bolsa e passou disfarçadamente nos olhos. — A senhora não vê a Dorotília? [...] —A Dorotília é mais pobre do que eu. E as outras meninas não gostam de brincar com ela porque é preti- nha e pobre demais. Então ela fica no canto sempre. Eu divido o sonho que a senhora me dá com ela. Dessa vez ela ficou com o lenço parado no nariz muito tempo. — A senhora de vez em quando, em vez de dar para mim, podia dar para ela. A mãe dela lava roupa e tem onze filhos. Todos pequenos ainda. Dindinha, minha avó, todo sábado dá um pouco de feijão e de arroz para ajudar eles. E eu divido o meu sonho porque Mamãe ensinou que a gente deve dividir a pobreza da gente com quem é ainda mais pobre. As lágrimas estavam descendo. — Eu não queria fazer a senhora chorar. Eu prometo que não roubo mais flores e vou ser cada vez mais um aluno aplicado. — Não é isso, Zezé. Venha cá. Pegou as minhas mãos entre as dela. — Você vai prometer uma coisa, porque você tem um coração maravilhoso, Zezé. — Eu prometo, mas não quero enganar a senhora. Eu não tenho um coração maravilhoso. A senhora diz isso porque não me conhece em casa. — Não tem importância. Pra mim você tem. De ago- ra em diante, não quero que você me traga mais flores. Só se você ganhar alguma. Você promete? — Prometo, sim senhora. E o copo? Vai ficar sem- pre vazio? — Nunca esse copo vai ficar vazio. Quando eu olhar para ele vou sempre enxergar a flor mais linda do mun- do. E vou pensar: quem me deu essa flor foi o meu me- lhor aluno. Está bem? Agora ela ria. Soltou minhas mãos e falou com do- çura. — Agora pode ir, coração de ouro... Disponível em: https://www.jfpb.jus.br/arquivos/biblioteca/e-books/meu_pe_de_laranja_lima.pdf. Acesso em: 22 ago. 2024. 2. A obra “O Meu Pé de Laranja Lima” é um romance por quê? 3. O romance “O Meu Pé de Laranja Lima” aborda temas-chave para se pensar sobre a infância e os pro- blemas dos adultos que podem acabar por negligen- ciar as crianças. Diante disso, qual é o tema do frag- mento acima? 4. O texto narrativo é baseado na ação que envolve personagens, tempo, espaço e conflito entre outros elementos da narrativa. Nesse contexto, qual é o acon- tecimento/fato que dá origem ao conflito da narrativa? ampliando os conhecimentos GRUPO DE ATIVIDADES Caro(a) estudante! Seguindo na leitura dos ro- mances infanto-juvenis, vamos ler um trecho de mais um clássico desta linha???? O romance da vez é “O Pe- queno Príncipe”. Conhece? Já leu? Não, então a hora é agora!!!! "O pequeno príncipe” é um famoso livro da literatura infantil europeia. Narra acontecimentos vividos por um menino originário do asteroide B 612. Após a queda de um avião no deserto do Saara, o pi- loto faz amizade com essa sábia criança que consegue ver o que os adultos são incapazes. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 15 SISTEMATIZANDO os conhecimentos GRUPO DE ATIVIDADES Leia o texto. Texto II O Pequeno Príncipe Antoine de Saint-Exupéry [...] CAPÍTULO XXI E foi então que apareceu a raposa: — Bom dia, disse a raposa. — Bom dia, respondeu polidamente o principezi- nho, que se voltou, mas não viu nada. Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... — Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita... — Sou uma raposa, disse a raposa — Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Es- tou tão triste — Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda. — Ah! Desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou: — Que quer dizer "cativar"? — Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras? — Procuro os homens, disse o principezinho - Que quer dizer "cativar"? — Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coi- sa interessante que eles fazem - Tu procuras galinhas? — Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"? — É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Sig- nifica "criar laços. — Criar laços? Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor.. . eu creio que ela me cativou ... É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra ... — Oh! Não foi na Terra, disse o principezinho. A raposa pareceu intrigada: — Num outro planeta? — Sim. — Há caçadores nesse planeta? — Não. — Que bom! E galinhas? — Também não. — Nada é perfeito, suspirou a raposa. [...] Disponível em: https://www.baixelivros.com.br/infantil/o-pequeno-principe-antoine-de-saint-exupery#google_vignette. Acesso em: 22 ago. 2024. 5. Esse texto é um/uma (A) crônica. (C ) editorial. (B) romance. (D ) artigo de opinião. 6. Segundo o texto, chegando ao planeta Terra, o Pe- queno Príncipe encontra uma raposa e logo quer brin- car com ela. Por que a raposa disse que ainda não po- deria brincar com ele? 7. Identifique a que / quem os termos destacados estão se referindo. a) “— Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam.É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coi- sa interessante que eles fazem —” b) “— Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.” Semana 2 - Novembro Leia o texto. Texto III O Pequeno Príncipe XXI [...] O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste, mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo ... A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: — Por favor... cativa-me disse ela. — Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. - A gente só conhece bem as coisas que cativou, dis- se a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhe- cer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, se tu queres um amigo, cativa-me! Que é preciso fazer? perguntou o principezinho. É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 16 relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto ... No dia seguinte o principezinho voltou. — Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer mo- mento, nunca saberei a hora de preparar o coração .... É preciso ritos. — Que é um rito? perguntou o principezinho. — É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, é o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caça- dores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quin- ta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores danças- sem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias! Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quan- do chegou a hora da partida, a raposa disse: — Ah! Eu vou chorar. — A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse ... — Quis, disse a raposa. — Mas tu vais chorar! disse o principezinho. — Vou, disse a raposa. — Então, não sais lucrando nada! — Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou: — Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo. Foi o principezinho rever as rosas: — Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha ra- posa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo. E as rosas estavam desapontadas. — Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um tran- seunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das bor- boletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar- -se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa. E voltou, então, à raposa: — Adeus, disse ele... — Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é in- visível para os olhos. — O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. — Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. — Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... re- petiu o principezinho, a fim de se lembrar. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eter- namente responsável por aquilo que cativas. Tu és res- ponsável pela rosa... — Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. [...] Disponível em: https://www.baixelivros.com.br/infantil/o-pequeno-principe-antoine-de-saint-exupery#google_vignette. Acesso em: 22 ago. 2024. 8. Ao se despedir do Pequeno Príncipe a raposa lhe conta um segredo: " — Eis meu segredo. É muito sim- ples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisí- vel aos olhos." O que a raposa quis ensinar ao Pequeno Príncipe? (A) Que ele deveria prestar mais atenção às dores do coração. (B) Que não adianta se dedicar porque ninguém vai se importar. (C) Que era essencial ver bem as coisas para não as tornar simples demais. (D) Que o tempo e o cuidado que ele dedicou a sua rosa foi o que a tornou única e tão especial. 9. "O Pequeno Príncipe" é uma obra considerada como parábola, ou seja, algo que tem a finalidade de transmi- tir algum ensinamento. Na sua opinião, qual é o princi- pal ensinamento do livro? 10. O que quer dizer “cativar” segundo as palavras da Raposa? Explique. Estudante, na aula anterior, estudamos textos dramáticos. Agora, sugerimos o estudo de um trecho de um romance infanto juvenil “A culpa é das estre- las", de John Green. A proposta é que você transfor- me este texto narrativo em uma peça teatral. Para isso, releia os textos lidos nas aulas anteriores e re- corde as características do gênero dramático e do gê- nero romance. PRODUÇÃO TEXTUAL Semana 3 - Novembro Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 17 Leia o texto motivador. Texto I A culpa é das estrelas Capítulo I Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida minha mãe resolveu que eu estava deprimida, provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte. Sempre que você lê um folheto, uma página da In- ternet ou sei lá o que mais sobre câncer, a depressão aparece na listados efeitos colaterais. Só que, na verda- de, ela não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo. [...] [...] E VOCÊS TAMBÉM PODEM TER ESSA SORTE! Aí nós nos apresentávamos: Nome. Idade. Diag- nóstico. E como estávamos no dia. Meu nome é Hazel, dizia na minha vez. Dezesseis. Tireoide, originalmen- te, mas com uma respeitável colônia satélite há muito tempo instalada nos pulmões. E está tudo bem comigo. * * * Então o Grupo de Apoio deu o que tinha de dar, e depois de algumas semanas eu passei a surtar quando tocavam no assunto. Na verdade, na quarta-feira em que conheci o Augustus Waters, tinha feito de tudo para me livrar da ida à sessão de grupo enquanto esta- va sentada no sofá com a mamãe, no meio da terceira parte da maratona de doze horas da temporada ante- rior de America’s Next Top Model, que, confesso, já ti- nha visto, mas mesmo assim... Eu: ‚Eu me recuso a ir ao Grupo de Apoio. ‛ Mamãe: ‚Um dos sintomas da depressão é a falta de interesse em participar de atividades. ‛ Eu: ‚Por favor, mãe, deixe eu ficar vendo America’s Next Top Model. Isso é uma atividade. ‛ Mamãe: ‚Televisão é passividade. ‛ Eu: ‚Pô, mãe, por favor...‛ Mamãe: ‚Hazel, você já é adolescente. Não é mais criancinha. Precisa fazer amigos, sair de casa, viver sua vida.‛ Eu: ‚Se você quer que eu aja como adolescente, não me mande para o Grupo de Apoio. Compre uma cartei- ra de identidade falsa para mim e aí euvou sair à noite, beber vodca e tomar baseado. ‛ Mamãe: ‚Para início de conversa, não se toma ba- seado. ‛ Eu: ‚Viu? Esse é o tipo de coisa que eu saberia se você comprasse uma carteira de identidade falsa para mim. ‛ Mamãe: ‚Você vai para o Grupo de Apoio. ‛ Eu: ‚SAAAAAAACO.‛ Mamãe: ‚Hazel, você merece uma vida. ‛ Aquilo me fez calar a boca, mesmo não tendo con- seguido entender o que a ida ao Grupo de Apoio tinha a ver com a definição de vida. [...] — Augustus, talvez você queira falar de seus medos para o grupo. — Meus medos? — É — Eu tenho medo de ser esquecido - disse sem que- rer um momento de pausa. (...) Olhei na direção do Augustus Waters, que me de- volveu o olhar. Quase dava para ver através dos olhos dele, de tão azuis que eram. — Vai chegar um dia - eu disse - (...) Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espé- cie fez qualquer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristó- teles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pensamos e desco- brimos vai ser esquecido e tudo isso aqui - fiz um gesto abrangente - vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. (...) E se a inevi- tabilidade do esquecimento humano preocupa você, sugiro que deixe esse assunto para lá. (...) Assim que terminei fez-se um longo silêncio, e eu pude ver um sorriso se abrindo de um canto ao outro no rosto do Augusto – não o tipo de sorriso (...) do ga- roto tentando (...) me encarar, mas um sorriso sincero, quase maior que a cara dele. — caramba — disse ele baixinho — Não é que você é mesmo demais? [...] Disponível em: https://drive.google.com/file/d/0B2tUuSnygvP_ZTN3eGx4clBieGs/view?resourcekey=0-i8vNBcpiOmYfUgwf8-_ atg. Acesso em: 22 ago. 2024. 2. PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE TEXTO Agora, a proposta é transformar o texto que você aca- bou de ler em um texto teatral. Vamos seguir um passo a passo?! a. Em quantas cenas você dividirá o texto? b. Escreva as rubricas que indicam entrada e saída de personagens. c. Como as personagens são caracterizadas? d. Como será o cenário? e. Que emoções você tentará provocar com o texto? Agora vamos pôr em prática o que foi ensinado e dis- cutido em todas as outras aulas. Recorde as caracterís- ticas do texto teatral e tire as possíveis dúvidas com o professor para que possa transformar o romance em um texto teatral. Para tanto, utilize os conhecimentos adquiridos nas aulas sobre o gênero estudado. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 18 Como sugestão, caso você estudante queira ler o romance completo ou pelo menos o capítulo I, acesse o link https://drive.google.com/file/d/0B- 2tUuSnygvP_ZTN3eGx4clBieGs/view?resour- cekey=0-i8vNBcpiOmYfUgwf8-_atg e faça uma ótima peça teatral. 3. Preparando a produção escrita 1 - Escreva o texto teatral: roteiro técnico (persona- gens, cenário, figurino etc.), os diálogos e as rubricas. 2 - Reescreva seu texto no caderno, fazendo as cor- reções necessárias. 3 - Faça uma leitura dramatizada do texto, alternan- do a representação de personagens com os colegas. Confira as rubricas, as escolhas de linguagem, a pontu- ação e a expressividade que cada fala exige. Que tal com a ajuda do seu(sua) professor(a) e com a cola- boração dos(as) colegas, encenar a peça teatral que você vai construir? Imagine como esse texto poderá ser ence- nado: as personagens e suas falas que traduzem o enre- do e suas expressões, movimentos e trajes; e o cenário (quando e onde a história se passa) entre outros aspectos. Semana 4 - Novembro REVISITANDO A MATRIZ SAEB Caro(a) estudante, até aqui, em nossa trajetória no decorrer da realização das atividades propostas, buscamos conhecer um pouco mais sobre diversos gêneros textuais. Agora, propomos a você a realiza- ção de algumas questões que, além de contribuir com a sistematização dos conhecimentos adquiridos por você, poderão ser norteadoras do que você ainda ne- cessita buscar “conhecer mais”. Nossa sugestão é que dialogue com seu(a) professor(a) após o término de todas as atividades. Vamos lá? Leia o fragmento de um texto dramático. O fantástico mistério de Feiurinha – Pedro Bandeira Peça teatral em um ato Personagens: Escritor; Dona Branca Encantado; Dona Cinderela Encantado; Dona Rapunzel Encantado; Jerusa. Cenário A sala de trabalho do Escritor. Uma estante cheia de livros, uma mesa com uma máquina de escrever, a ca- deira de trabalho do Escritor e uma pequena poltrona de visita. (...) ESCRITOR: Perceberam por que Feiurinha desapa- receu? Porque ninguém jamais escreveu sua história! Porque as fantásticas aventuras dessa heroína de so- nhos, por não estar escrita, não se renova através dos séculos nas risadas e nas emoções das crianças! (Feliz, começa a dançar com todas elas. Ri alto, e todas riem com ele.) Onde está você, Feiurinha? Quem é você, Princesa? Preciso escrever sua história, para que você se torne eterna também! Onde está você, Feiurinha? (A velha Jerusa entra em cena casualmente.) JERUSA: Eh, que história boa, não é? Sempre foi a mi- nha preferida quando a minha avó reunia todo mundo para contar histórias ao pé do fogo... (...) RAPUNZEL: Conte a história da Feiurinha para nós, Je- rusa, conte! CINDERELA: Por favor, Jerusa! JERUSA: Ah, assim eu fico sem jeito... BRANCA: (Pegando as mãos de Jerusa e as beijando) Je- rusa, por favor, conte para nós. Só você pode trazer a Feiurinha de volta... ESCRITOR: (Para a plateia) Jerusa não era de grandes letras e, talvez por isso mesmo, tenha compreendido muito bem o que era ter Branca de Neve a seus pés, beijando-lhe as mãos. Compreendeu que Branca de Neve, Cinderela, Feiurinha e tantas outras faziam par- te de si como seu próprio sangue. Eram o seu passado e a sua cultura. Compreendeu e começou a desvendar, para todos nós, o fantástico mistério de Feiurinha... (...) BANDEIRA, Pedro. O fantástico mistério de Feiurinha. São Paulo: FTD, 1999. 1. De acordo com o texto, Feiurinha desapareceu porque (A) ela não era uma princesa. (B) ela não era benquista pelo escritor. (C) ela não havia sido citada por nenhum escritor. (D) ela não se dava bem com as outras princesas. 2. No trecho “Compreendeu e começou a desvendar, para todos nós, o fantástico mistério de Feiurinha...”, as reticências sugerem (A) um clima de suspense. (B) uma citação incompleta. (C) a continuidade das ocupações. (D) uma interrupção de pensamento 3. Que importância Jerusa tinha na história? (A) Era uma personagem qualquer da história. (B) Era uma moça que seria a próxima princesa. (C) Era a única que sabia da história de Feiurinha. (D) Era a empregada de Dona Cinderela Encantado. Leia o texto abaixo. O gráfico ao lado re- vela o resultado de uma pesquisa feita entre os vi- sitantes de um zoológico em Fortaleza. Cada visi- tante foi abordado com a seguinte pergunta: Dos seguintes animais: Leão, Jacaré, Macaco, Urso e Leopardo, qual é o seu preferido? Após a pesquisa encerrada, chegou-se à conclusão de que o animal menos popular neste zoológico é o jacaré. Revisa Goiás Secretaria de Estado da Educação SEDUC Revisa 8º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024 19 4. Analise atentamente este gráfico de linhas e respon- da à pergunta: Quantos votos o leão e o macaco rece- beram juntos? (A) 50 votos. (C) 70 votos. (B) 60 votos. (D) 110 votos. 5. Esse texto serve para (A) divertir o leitor. (B) divulgar um evento. (C) ensinar uma brincadeira. (D) apresentar dados e informações Leia um fragmento do romance juvenil “A culpa é das estrelas”. A culpa é das estrelas (...) — Augustus, talvez você queira falar de seus medos para o grupo. — Meus medos? — É. — Eu tenho medo de ser esquecido -