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Atualizada - Abuso de Autoridade (Lei n. 13.869/2019) IX
LEGISLAÇÃO
ATUALIZADA - ABUSO DE AUTORIDADE (LEI N. 13.869/2019) IX
Grupo 2 – Delitos Mais Graves (Detenção 1 a 4 anos + multa)
Decretar medida de privação da liberdade – em manifesta desconformidade com as hipó-
teses legais – Art. 9º.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. O crime previsto no art. 9º da Lei 13.869/2019, consistente em decretar medida de pri-
vação de liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais, é crime 
material que se consuma tão somente após o cumprimento da decisão judicial abusiva.
COMENTÁRIO
É um crime formal efetivando-se ou não a privação da liberdade.
Constranger o preso ou detento – mediante violência, grave ameaça ou redução da sua 
capacidade de resistência (soma com a pena cominada à violência) – exibir-se ou ter seu 
corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública, submeter-se a situação vexatória ou a 
constrangimento não autorizado em lei e produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro 
– Art. 13º. 
ATENÇÃO
um dos crimes mais importantes.
Obs.: o crime de abuso é um crime próprio.
Art. 1º Constitui crime de tortura:
I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe 
SOFRIMENTO FÍSICO OU MENTAL:
a.	 com	o	fim	de	obter	informação,	declaração	ou	confissão	da	vítima	ou	de	terceira	pessoa;
Obs.: o crime de tortura é um crime comum. 
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Atualizada - Abuso de Autoridade (Lei n. 13.869/2019) IX
LEGISLAÇÃO
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
2. Comete crime de abuso de autoridade, previsto expressamente na Lei n. 13.869/2019, 
o agente público que constrange o preso ou o detento, mediante violência, grave ame-
aça ou redução de sua capacidade de resistência, a exibir-se ou ter seu corpo ou parte 
dele exibido à curiosidade pública. O referido agente público poderá, em tese, ser be-
neficiado	pelo	instituto	da	suspensão	condicional	do	processo	ou	ter	sua	pena	privativa	
de	liberdade	substituída	pela	pena	restritiva	de	direito	de	prestação	de	serviço	à	comu-
nidade ou a entidades públicas.
COMENTÁRIO
Instituto	da	Suspensão	Condicional	do	Processo	–	pena	mínima	(1	ou	menos	que	1	ano).
Restritiva de direito de prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas – Art. 
44, inc. I, do CP – veda a substituição em caso de violência.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
3. Comete crime de abuso de autoridade o agente público que, por mera satisfação pes-
soal, convence o preso a se exibir à curiosidade pública em programa de televisão de 
viés editorial sensacionalista. 
COMENTÁRIO
Convencer não é crime.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
4. Responderá por crime de abuso de autoridade, previsto na Lei n. 13.869/2019, o agente 
público que, mediante violência, constranger o preso a produzir prova contra si mesmo 
ou	contra	terceiro,	causando-lhe	sofrimento	físico.
COMENTÁRIO
O enunciado apresenta crime de tortura (Lei 9455/97) e não de abuso de autoridade.
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LEGISLAÇÃO
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
5. (CETAP/2021/SEAP – PA/Policial Penal/Agente Penitenciário (Masculino) Considere 
que	determinado	agente	penitenciário,	com	a	finalidade	específica	de	beneficiar	tercei-
ro, constrangeu preso sob sua custódia, mediante violência, a produzir prova contra si 
mesmo.	Nesse	caso,	é	correto	afirmar,	conforme	a	Lei	n.º	13.869,	de	05	de	setembro	
de 2019 (Lei de Abuso de Autoridade) e suas alterações, que:
a. o agente não cometeu crime de abuso de autoridade, eis que não é considerado 
como autoridade na forma da Lei n.º 13.869, de 05 de setembro de 2019.
b. o agente cometeu crime de abuso de autoridade, cuja pena cominada é de detenção, 
de	1	(um)	a	4	(quatro)	anos,	sem	prejuízo	da	pena	cominada	à	violência.
c. o agente não cometeu crime de abuso de autoridade, já que a conduta descrita não 
está	tipificada	na	Lei	n.º	13.869,	de	05	de	setembro	de	2019.
d. o agente cometeu crime de abuso de autoridade, dado o emprego de violência. Se, 
no entanto, tivesse constrangido o preso mediante grave ameaça, a conduta seria 
atípica,	ainda	que	praticada	com	as	mesmas	finalidades.
COMENTÁRIO
a. O agente cometeu crime de abuso.
b. Soma com a pena cominada à violência.
c. O agente cometeu crime de abuso.
d.	Não	seria	uma	conduta	atípica.
Grupo 2 – Delitos Mais Graves (Detenção 1 a 4 anos + multa)
Deixar de – relaxar a prisão manifestamente ilegal, substituir a prisão preventiva por 
medida	cautelar	diversa	ou	de	conceder	liberdade	provisória,	quando	manifestamente	cabível	
e deferir liminar ou ordem de habeas corpus,	quando	manifestamente	cabível	–	Art.	9º,	P.U.	
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LEGISLAÇÃO
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
6. Comete crime de abuso de autoridade o magistrado que, após avaliar os fatos e as 
provas,	por	não	entender	cabível,	deixar	de	deferir	ordem	de	habeas corpus. O referido 
crime se consuma após a instância superior, acatando recurso do paciente, conceder o 
habeas corpus	por	considerá-lo	manifestamente	cabível.
COMENTÁRIO
Mesmo	sendo	manifestamente	cabível,	é	preciso	que	haja	o	dolo	da	lei	de	abuso.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
7. (ADAPTADA/FCC/2021/DPE-SC/Defensor Público) De acordo com a Lei de abuso de 
autoridade (Lei n. 13.869/2019), é crime deixar de substituir, em prazo razoável, a pri-
são preventiva por medida cautelar diversa ou de conceder liberdade provisória, quan-
do	manifestamente	cabível.
COMENTÁRIO
Art. 9º,	P.U.	
Grupo 2 – Delitos Mais Graves (Detenção 1 a 4 anos + multa)
Impedir	ou	retardar,	injustificadamente	–	envio	de	pleito	de	preso	à	autoridade	judiciária	
competente (para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua 
custódia), magistrado que, ciente do impedimento ou da demora, deixa de tomar as provi-
dências tendentes a saná-lo e magistrado não sendo competente para decidir sobre a prisão, 
deixa de enviar o pedido à autoridade judiciária que o seja. 
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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
8. Considere a seguinte situação hipotética
Valtuíno,	Diretor	de	Estabelecimento	Penal,	temendo	responsabilização	administrativa	
de	sua	gestão,	impediu,	injustificadamente,	o	envio	de	pleito	de	determinado	preso	à	
autoridade judiciária competente para a apreciação das circunstâncias de sua custódia. 
O magistrado responsável pela vara de execuções penais competente para apreciação 
do	pleito	foi	cientificado	dessa	situação	por	petição	firmada	por	um	dos	agentes	peni-
tenciários do referido estabelecimento penal, que estava revoltado com a injustiça da 
situação enfrentada pelo mencionado preso. Ciente desse impedimento, o referido Ma-
gistrado se manteve inerte, não tomando as providências para saná-lo, pois era amigo 
de	Valtuíno.
Responda fundamentadamente aos seguintes quesitos
1) Valtuíno	praticou	algum	crime?	Em	caso	positivo,	qual	o	crime	praticado	por	Val-
tuíno?
2) O	magistrado	cometeu	algum	crime?	Em	caso	positivo,	qual	o	crime	praticado	pelo	
magistrado?
3) Em caso de condenação criminal, quais efeitos extrapenais poderiam ser aplicados 
aos agentes públicos mencionados na situação hipotética e quais seriam as condi-
ções	para	essa	aplicação?
COMENTÁRIO
1.	Valtuíno	praticou	o	crime	de	impedir	ou	retardar,	injustificadamente,o	envio	de	pleito	de	
preso à autoridade judiciária competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou 
das	circunstâncias	de	sua	custódia,	com	o	dolo	de	se	beneficiar.
2. O magistrado cometeu crime, pois, ciente do impedimento ou da demora, não tomou 
providências	para	saná-lo,	com	o	intuito	de	ajudar	seu	amigo	Valtuíno.
3. Efeitos extrapenais – Efeito automático – tornar certa a reparação do dano e pode ainda 
a	vítima	requerer	ao	juiz	que	arbitre	patamar	mínimo	para	a	reparação	dos	danos	cíveis	na	
sentença penal condenatória – Efeitos não automáticos – perda do cargo do mandato da 
função	e	da	habilitação	para	o	exercício	de	cargo,	mandato	ou	função	pelo	prazo	de	1	a	5	
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LEGISLAÇÃO
anos	–	Efeitos	não	automáticos	exigem	reincidência	específica	em	crime	de	abuso	–	moti-
vação expressa.
GABARITO
 1. E
 2. E
 3. E
 4. E
 5. b.
 6. E
 7. C
 8. Questão Discursiva
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Diego Fontes. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado	na	videoaula.	Não	recomendamos	a	substituição	do	estudo	em	vídeo	pela	leitura	exclu-
siva deste material.
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