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DISSOCIATIVA RESUMO NAVE Hipnose, sono e inconsciência -> agentes anestésicos gerais inalatórios e intravenosos (provocam depressão generalizada do SNC) Na dissociativa NÃO HÁ depressão do sistema nervoso central, inclusive algumas áreas podem ser estimuladas -Pode ser adm por via IM -Promove analgesia -Janela terapêutica é amplas (se refere à faixa de valores de doses que otimizam o equilíbrio entre a eficácia e a toxicidade do medicamento) - Deve ser usado em associação para equilibrar os efeitos indesejáveis desses medicamentos. Principal representante: Cetamina -Mistura racêmica composta por dois enantiômeros Molécula S+ > analgesia R- > ligada ao efeitos indesejáveis da Cetamina -Bloqueio dos receptores NMDA conferem analgesia -Atua nos receptores opiodes (parte do efeito analgesico, pode ser revertido com o uso da analoxona) - os dissociativos promovem analgesia especialmente somática (um grande diferença quando comparada aos anestésicos gerais) Anteriormente se acreditava que a Cetamina não era biotransformada nos gatos, mas na verdade esse anestésico é biotransformado tanto em felídeos como em canídeos, gerando um metabólito ativo a norcetamina, que tem 1/3 da capacidade anestésica da cetamina. A diferença é que os canídeos conseguem quebrar a norcetamina e eliminar metabólitos inativos. Os felídeos não conseguem quebrar e excretam a norcetamina de forma intacta. Então em pacientes com doença renal, temos o prolongamento da anestesia dissociativa. Tomar cuidado com a adm em gatos. Anestesia em gatos com obstrução uretral, com propofol e cetamina. Os animais anestesiados com cetamina tiveram uma demora maior para voltar da anestesia. Hidratação do paciente para a excreção. Tiletamina -Fórmula em pó (volume de adc melhor) -Mais potente do grupo -Comercialmente a apresentação do fármaco e um associação com o Zolazepam (benzodiazepínico) Em gatos o zolazepam tem um tempo de ação maior que o da tiletamina. > recuperação tende a ser mais calma Em cães o zolazepam tem um tempo de ação menor que o da tiletamina. > Então praticamente todos os cães que recebem essa associação tem uma péssima recuperação. Mecanismo de ação: - O principal neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central é o Glutamato (atua principalmente nos receptores NMDA, presentes em cerca de 80% dos neurônios) A ativação desses receptores promove excitação neuronal Os anestésicos dissociativos são bloqueadores de receptores NMDA, de modo não competitivo ao glutamato (ou seja, atuam em outros sítio de ligação) Nesse caso há a depressão do SNC inibindo o sistema nervoso ↓ Estímulo de tato, dor , temperatura e visão, (exceto olfato) Bloqueio da recaptação de catecolaminas (há potencialização do efeito) - Estimulam o sistema límbico Estimula do SNC Relacionados a emoções, aprendizagem, memória, prazer, sonhos… Estimulação do sistema límbico e depressão do córtex cerebral A ANIMAL ESTÁ ANESTESIADO, MAS NÃO ESTÁ EM HIPNOSE -não pode considerar como anestesia geral Bloqueiam a recep. muscarínicos Ativação do sistema simpático Inativação do sistema parassimpático Efeito clínicos: SNC Aumento do fluxo sanguíneo cerebral e vasodilatação -> Aumento da PIC A convulsão gerada com o uso desses medicamentos está relacionada ao aumento da pressão intracraniana (isso só ocorre em pacientes com histórico de convulsão- não é recomendado usar anestesia dissociativa nesses animais) -Manutenção dos reflexos protetores (oculopalpebral e o laringotraqueal) -Centralização de globo ocular -Presença de nistagmo S. CARDIOVASCULAR Esimulação adrenergica: -Taquicardia -Hipertensão -Aumento do DC -Diminuição do VS Bom em pacientes hipertensos e desidratados Ruim em pacientes cardiopata, pois em taquicardia o miocárdio demanda mais O2 SISTEMA PULMONAR O padrão respiratório muda pouco na anestesia dissociativa O animal tem um tempo expiratório maior e um tempo inspiratório menor > respiração apnêustica Aumento de secreções respiratórias, o que pode dificultar a respiração Geralmente os animais que recebem anestesia dissociativa, não são intubados e não recebem suporte respiratório de O2. Há um dificuldade de intubação pela manutenção do reflexo laringotraqueal, mas que pode ser feita em grande animais. E não há impedimento para a utilização de uma máscara de O2 para melhorar a frança de o2 inspirada. Esse estudo demonstra a indução de equinos em anestesia dissociativa, por volta de 15 e com cerca de 10 min, os animais já apresentam hipoxemia. Demonstrando a importância da suplementação de o2, mesmo em procedimentos curtos. SISTEMA MUSCULAR Os anestésicos dissociativos promovem rigidez muscular, podendo confluir para movimentos involuntários. Por isso a importância da associação do miorrelaxante com o anestésico dissociativo. Geralmente um benzo ou a2 OUTROS EFEITOS ↑ PIO - não é interessante utilizar essa modalidade anestésica em pacientes que precisem dessa estabilidade ocular Efeito anti-inflamatório, modulando a produção de citocina - Pode ser interessante no protocolo de pacientes com endotoxemia. USO CLÍNICO Anestésico base- anestesia dissociativa Essa modalidade permite alguns procedimentos superficiais e ambulatoriais. p. ex., orquiectomia, dermorrafia. + Bloqueio local Essa modalidade anestésica não viabiliza acesso em cavidades, pois o animal sente todas as dores do ato. p. ex., OSH, cirurgias ortopédicas. Indutor anestésico- Para seguir para anestesia geral. Sempre associada a miorrelaxantes (é possível também com propofol) Atualmente essa é a base da indução de equinos e bovinos no momento. SEDAÇÃO (????) Doses baixas de cetamina, como p. ex., metade da dose anestésica promove a imobilização. Sedação: depressão generalizada no SNC sem hipnose. Uso de cetamina na MPA, que seja com algum outro medicamento, frequentemente o animal pode apresentar midríase, nistagmo e às vezes excitação. > não é interessante fazer cetamina na MPA, pois não apresenta a efeitos sedativos claros.