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RESUMO N1 – ANESTESIOLOGIA VETERINARIA AULA 1 – INTRODUÇAO A ANESTESIOLOGIA: A anestesia é a farmacologia aplicada a neurologia. A anestesia é induzida por fármacos que depressores, com ação no Sistema nervoso central (SNC). Anestesia local (SNC Periférico), tecido nervoso local ou regional / Anestesia geral (SNC Central). O objetivo é deixar o animal insensível a qualquer estimulo. RESUMINDO: A anestesia é perda total da sensibilidade em todo o organismo (se for anestesia geral), ou parte dele (se for anestesia local ou regional) induzida por agentes (fármacos) que deprimem a atividade do tecido nervoso local, regional ou do sistema nervoso central (SNC). Pilares da Anestesia: Os pilares da anestesia geral são, Analgesia. Hipnose (inconsciência). Bloqueio dos reflexos autonômicos (relaxamento muscular). O protocolo ideal engloba os 3 pilares da anestesia. Sempre fazer um conjunto de medicamentos, para ter uma boa qualidade anestésica e contemplação dos 3 pilares. Manipulamos o SNC e SNP através desses fármacos. Relaxamento muscular Inconsciência Analgesia 1 – Relaxamento muscular: essa dessensibilizaçao tem que gerar relaxamento muscular para podermos operar e intubar o paciente. 2- Analgesia: gerar a ausência de dor 3- Inconsciência: feita na maioria dos procedimentos (animais são inquietos). Introdução a anestesia: Insensibilidade é a não resposta ou a ausência de resposta a um estímulo. Anestesiamos um paciente para ele não responder a um estimulo cirúrgico. O paciente fica insensível e irresponsivel e isto ocorre através de medicamentos que reduzem a atividade de 1 ou 2 sistemas. Basicamente deprime o sistema nervoso que é dividido em 2 sistemas sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP). Podemos fazer o bloqueio de um sistema nervoso periférico (local ou regional) ou fazer a dessensibilização geral do sistema nervoso central. Importância da anestesia: Tratamento humanitário dos animais (diminuindo dor, stress e desconforto). Promover condições cirúrgicas ideais (ausência resposta motora, ausência de sensibilidade dolorosa, relaxamento muscular adequado). Manutenção da vida. Quando usamos a anestesia: Procedimentos cirúrgicos (diversos). Procedimentos diagnósticos e terapêuticos (para colaboração ao efetuar exames e radioterapias). Contenção química (animais bravos). Procedimentos ambulatoriais (suturas, curativos, queimaduras), para ter conforto no procedimento. Transporte (podemos apenas tranquilizar, não podemos sedar). Eutanásia (para o animal não ter percepção da morte e nem da parada cardíaca). Definições importantes: Analgesia - Ausência de dor. Tranquilização - Mudança comportamental que reduz a ansiedade (ansiolíticos), porém o paciente permanece consciente e responsivel. Sedação - Depressão do SNC mais intenso, associada a inconsciência, mas responsivo a dor. Tipos de anestesia: Anestesia loco-regional - perda total de sensibilidade numa parte localizada, SNP não altera a consciência, apenas bloqueia os nervos periféricos. Anestesia geral – Inconsciência por depressão reversível do SNC (perda da consciência de forma reversível), não responde a estímulo doloroso e as funções sensoriais, motoras e autonômicas, reflexos estão diminuídos. É a depressão total do SNC (existem vários níveis de profundidade), geram hipotensão, bradicardia e parada respiratória. Anestesia balanceada – associação entre técnicas de anestesia e entre diversas classes farmacológicas, para ter uma maior qualidade anestesia e conforto do paciente. Usamos doses de medicamentos (com efeito sinérgico) em menor quantidade, assim reduzindo os efeitos adversos. Anestesia dissociativa - é a anestesia capaz de dissociar o córtex cerebral (centros de controle) de maneira seletiva (um dos sistemas que não se desliga é o cardiorrespiratório, então dificilmente teremos uma parada cardíaca ou respiratória, pois desliga o SNC parcialmente), causando perda da consciência com presença de analgesia (pouco suficiente) e manutenção dos reflexos protetores. (paciente pisca, tosse, deglute e as x se movimenta). Muito utilizada a campo (equinos, bovinos e silvestres). Farmaco da família dos anestésicos dissociativos. Neuroleptoanalgesia: Protocolo anestésico capaz de causar sonolência e analgesia sem perda da consciência. Usada em cavalos para fazer a cirurgia em pe. Usamos tranquilizante com analgésico (Ex: Acepromazina + Morfina). Hipnose: Sono por moderada depressão do SNC induzido por fármaco (opioides, anticonvulsivantes, benzodiazepínicos) Etapas da anestesia: 1. Anamnese – Boa conversa com o tutor (queixa principal, histórico clinico). 2. Avaliação pré anestésica – Checar as informações da anamnese e buscar outras (com o tutor) ocultas em exames, olhar os exames para assim definir o melhor plano. 3. Planejamento - definir o melhor plano anestésico, o quanto precisamos sedar, se tem ou não dor, se vamos intubar, ou fazer locorregional) 4. MPA (preparo do paciente) – Fazemos o preparo do paciente, pegamos a veia, fazemos tricotomia e higienização das áreas de interesse. 5. Indução - Induzimos a perda de consciência 6. Intubação – Intubamos se necessário 7. Manutenção anestésica – Durante o procedimento fazer a manutenção do plano e monitorar (FC, PA, oxigenação e nível de consciência, para saber se está em plano adequado). 8. Monitoração – Antes, durante e depois. 9. Recuperação pós anestésica – Assim que terminar o procedimentovai para a recuperação e finalizamos. AULA 2 - AVALIAÇAO PRE-ANESTESICA: Avaliamos a ficha do paciente, particularidades anestésicas, fazemos a anamnese, condições ocultas nos exames, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, risco anestésico e possíveis intercorrências Início da avaliação pré-anestésica - Fazer uma anamnese relacionada ao objetivo anestésico, para se fazer uma anestesia personalizada para cada paciente. Usamos diversos fármacos associados. A escolha é feita a partir do tipo de procedimento, presença de dor pré-operatória, grau de sedação requerido e pela anamnese/ condições do paciente, onde o classificamos em uma escala de risco anestésico (ASA) que vai de 1 a 5, para saber se tem mais ou menos riscos de ir a óbito. Riscos de uma anestesia: Alergias de pele, piora de um quadro neurológico, cardiológico e ate uma parada cardíaca, pois estamos trabalhando com medicamentos rápidos e potentes. OBS: Os anestésicos tem uma resposta grave quando geram alergias, como, parada respiratória, cardíaca, hipotensão, dissociação cerebral... etc.). Outros riscos: hipersensibilidade a medicamentos (idiossincrasia – resposta inesperada a um fármaco, ex: efeito rebote / ex2: dipirona causa parada cardíaca, excitação = resposta inesperada ao fármaco / incontrolável / raro). Pontos importantes: Paciente precisa estar controlado de preferencia e sempre explicar rigorosamente o jejum para o tutor, no dia da cirurgia perguntar sobre o jejum várias vezes e de diversas formas diferentes, pois se o jejum não estiver correto podemos ter pneumonia por aspiração. Etapas da anestesia: MPA / indução anestésica/ manutenção anestésica / recuperação anestésica ANAMNESE DE AVALIAÇAO PRE-ANESTESICA: Primeiro temos que ter uma boa conversa com o tutor, qual a queixa principal, o que está acontecendo com o paciente e o histórico clínico. Perguntas Básicas: Idade - Se o animal é jovem ou idoso (pois os jovens tem mais chances de tríade, hipoglicemia, hipotermia, hipotensão / E os idosos tem o sistema pós maduro em queda, o que dificulta a metabolismo ação de alguns medicamentos então em ambos, trabalhamos com doses mais baixas de fármaco). Se tem chip, prótese, implante de shunt, cardiopata, epilético. Qual cirurgia o animal irá fazer e porquê. Perguntas ao tutor (Condições ocultas): Quais doenças o animal já teve ou tem (cardiopata, hepatopata, nefropata, epilético), histórico de cirurgias anteriores (se teve ou não intercorrências). Se tem alergias. Se é epilético, se toma medicação, quais, qual a dose, horário, e se tomou no dia da cirurgia (como foi dado e em qual horário). Se o animal é diabético, damos preferência para operar de tarde, paciente toma a insulina de manhã para não correr o risco de chegar em hiperglicemia e convulsionando, (pois um diabético controlado, a glicemia é normal no exame de sangue). Se fez o jejum corretamente (perguntar várias vezes de formas diferentes, pois se não estiver com o jejum correto, pode ter pneumonia aspirativa). Se o animal é bravo (pois se for bravo temos que aplicar medicações + potentes). Se está no cio (pois femeas no cio trazem problemas, alterações metabólicas e hematológicas, tem propensão maior a sangramentos). Outras perguntas sobre alterações ocultas: se o paciente vomitou de ontem pra hoje, se teve piora de quadro, se está mais apático, se não respondeu bem a medicação pré operatória que foi recomendada, se começou analgésico em casa e ficou nauseado, se parou de comer. Sinais e sintomas que aconteceram recentemente (presença de diarreia, vomito, desmaio, convulsões, piora de quadro clinico). Medicações utilizadas (cardiopatas e epiléticos não interrompemos as medicações, apenas retiramos os vasodilatadores centrais 1 dia antes e anticoagulantes de 4 a 7 dias antes). Perguntas ao tutor (sobre cada sistema): Respiratório (se tosse, espirra, tem dispneia, presença de secreções). Cardiovascular (se tem tosse, síncope, cansaço fácil, ascite, hipoadreno). Gastrointestinal (se tem vômito, diarreia). Sistema nervoso central (se tem convulsões). Endócrino (se tem diabetes, hipotiroidismo, hipoadreno). Hematológico (se tem anemia, se fez transfusões). Comportamental (se teve alterações de comportamento nos últimos dias, apatia, head thealt, convulcoes, parou de se alimentar) Influencia no protocolo: Sim poderiam influenciar, pois para uma boa avaliação pré anestésica do paciente temos que checar as informações da anamnese e buscar outras com o tutor (condições ocultas nos exames). Depois de toda a anamnese fazemos a classificação de risco anestésico pra saber se o paciente tem mais risco de ir a óbito, ou não, e pra prever os problemas, caso o paciente tenha risco aumentado para uma parada cardíaca, ou respiratória, ou se tem uma anemia que precisamos oxigenar o antes. Depois de tudo isso definimos o plano anestésico, se vamos sedar mais ou menos, se o paciente tem dor ou não, se vou entubar ou não, ou se vou fazer loco regional. Fazemos um protocolo de anestesia personalizada para cada paciente. OBS: O paciente precisa estar controlado/estabilizado (preferencialmente) para a anestesia, caso não seja uma emergência, e o paciente esteja, sem jejum ou desestabilizado, o ideal é estabiliza-lo e fazer a cirurgia em um outro momento, com o jejum correto. Condições que devem prevalecer, o paciente está nas melhores condições possíveis (sim ou não). Ficha do Paciente: Deve conter nome do cão e sobrenome do dono (para não ter dualidade do paciente), espécie, raça, sexo, idade, peso, Exame Físico: Avaliar escore corporal: (animais com pouca gordura perdem temperatura muito rápido / animais obesos tem muito tecido adiposo e algumas classes de medicamentos fazem reserva, ao invés da medicação se distribuir na corrente sanguínea, vai para o tecido adiposo e é estocado, aí o paciente demora para entrar em plano, usa muita medicação e corre o risco de não acordar mais. Isso se chama síndrome da repartição). Avaliar se o paciente tem lesões: para comparar após a anestesia. Mucosas e TPC: Avaliar antes e depois Sinais e sintomas aparentes: Dispneia, presença de disuria, diarreia, vomito. Auscultação: Cardíaca, pulmonar, digestório (ruminantes e equinos) Palpação: pulso, abdominal, retal (grandes animais). Palpação de referencial anatômico apenas para anestesia local (palpamos uma estrutura anatômica que vai me guiar a entrar no corpo, epidural, em obesos não conseguimos pois não da para localizar o processo espinhoso). Exames Complementares: Hemograma completo, bioquímica renal e hepática urinalise (em nefropatas). Val: 30 dias. Exames de imagem: raio X de tórax (em pacientes oncológicos). Ultrassom (quando tiver derrame abdominal ou torácico, ascite e hemoperitônio, pneumonia com derrame pleural só quando suspeito). Temos um exame de imagem feito no dia da cirurgia é o FAST A - abdômen e FAST T – tórax. Cardiológicos: eletrocardiograma e ecocardiograma (eletro sempre e eco a partir dos cinco anos ou se manifestar algo antes). Val: 6 meses Perfil de coagulação: Val: 3 dias (se faz no dia) Risco anestésico (ASA): auxiliar no preparo do paciente, prever riscos, auxiliar na escolha do protocolo anestésico e adequar as doses de fármaco. ASA I: animais sadios sem doença detectada. ASA II: doença sistêmica leve a moderada controlada (anemia leve, Cardiopatas compensados, diabéticos, cio levemente anêmico, idosos, neonatos, anoréxicos e obesos. ASAIII: doenças sistêmicas moderadas a grave (Cardiopatas, hipertensos, doente renal (não insuficiente), anemia grave, aplasia de medula. VER TABELA SLIDE, CLASSIFICACAO DIFERENTE AULA 3 – MEDICAÇAO PRE-ANESTESICA (MPA): Introdução/ Resumo: Sedativos, analgésicos,técnicas de neuroleptoanalgesia (tranquilização + analgesia). Na MPA utilizamos 2 a 3 fármacos (tranquilizantes e analgésicos ou sedativo e analgésico ou os 3 – tranquilizantes, sedativos e analgésicos. Na MPA temos a opção de trabalharmos com reversores (como por exemplo procedimentos diagnósticos). Quanto mais dor, mais analgésicos. Os opioides na MPA tem potencial sedativo e analgésico (opioides podem ser utilizados em Cardiopatas e nefropatas). Temos que ver o grau de sedação que queremos no paciente (totalmente inconsciente ou só com uma redução, mas ainda responsivel). Um dos objetivos da MPA é Potencializar ação dos anestésicos (assim gastamos menos medicamentos – propofol, tiopental, quetamina). Usamos o conceito de anestesia balanceada, aplicamos medicamentos com efeitos sinérgicos em doses mais baixas. Também Coíbem o estágio II da anestesia (estado deletério, excitação involuntária = estagio de delírio), que muitas vezes entram quando não é feita a MPA (ex: tomografias). Nesse estágio dois o paciente não tem dor, porem ele se debate, defeca, urina e grita, é um descompasso do sistema nervoso central. A MPA também reduz o vomito e regurgitação, pois muitos tranquilizantes e sedativos tem potencial antiemético. Também tem proporcional indução e recuperação anestésica mais suave e também reduz o estresse facilitando o manuseio no preparo. Geram também relaxamento muscular. Objetivos MPA: Sedação / tranquilização / Analgesia / Relaxamento muscular / Potencializar ação dos anestésicos (assim gastamos menos medicamentos – propofol, tiopental, quetamina) / Coibir o estágio II da anestesia ((estado deletério, excitação involuntária = estagio de delírio)/ Diminuir vômito e regurgitação (muitos tranquilizantes e sedativos tem potencial antiemético.)/ Indução e recuperação suaves / Reduzir stress facilitando manipulação (preparo)/ Relaxamento muscular/. Diminuir secreções de via aéreas e salivação. Fármacos na anestesia (famílias que vamos trabalhar): tranquilizantes (os principais são fenotiazinicos e butirofenonas). Os alfa2 agonistas ou adrenergicos (principal família de sedativos). Os opiodes (que são sedativos e analgésicos). Os benzodiazepinicos (Dormonid ou midazolam) que são sedativos leves, não gera sedação nem tranquilização, nem analgesia, tem efeito paradoxal / rebote no animal, por isso não usamos, pois gera um efeito contrário (se usar melhor o diazepam). E a de classe anticorlinergicos (atropina, escopolamida, tricoprolato), estão na MPA para evitar os efeitos adversos de outros medicamentos (é uma droga de emergência). FARMACOS ULTILIZADOS NA MPA – Tranquilizantes fenotiazinicos (acepromazina, clorpromazina, levomepromazina)/ tranquilizantes butirofenonas (azapenona, droperidol) / alfa2- agonistas e adrenergeticos (xilazina, detomidina, ramifidina, dexmedetomidina, metomidina)/ opioides (Morfina, tramadol, meperidina, burtofanol, metadona, fentanil, codeína) / anticolinérgicos (adjuvantes MPA – (atropina, escopolamina, glicopirrolato) / benzodiazepínicos (Diazepam, midazolam). Tranquilizante – Fenotiazinicos (acepromazina, clorpromazina, levomepromazina): mais conhecida, mais utilizada, mais barata, tranquilizante leve, principal neuro epilético utilizado na rotina (neuroleptoanalgesia), usado em grandes e pequenos, preferencialmente IM, não tem reversor, aumento da dose aumento dos efeitos adversos, zero analgesia. Ex: paciente hígido na MPA, sem doença pre existente, apenas para diminuir a ansiedade. Agem em 5 receptores mecanismos diferentes de ação, dopamina, seratonina .(inibidor dopaminérgico e seratonininergicos), receptor de histamina (inibidor de H1), Efeitos adversos: receptor alfa (inibidor de alfa 1 adrenergetico, que gera hipotensão, hipotermia, redução de hamatrocito, causa esplenomegalia. Inibidor colinérgico (Redução do limiar convulsivo / Reduz salivação e secreções). OBS (explicação efeitos adversos): os receptores alfa1 estão presentes nos vasos sanguíneos da periferia, quando ativado gera vasoconstrição, quando bloqueado vasodilata, e nesse caso temos uma inibição do receptor alfa1 adrenergico, o paciente caracteriza uma vasodilatação periférica, aí temos uma maior circulação sendo desviada do centro do organismo para periferia, aí faz mais troca de calor e perde mais temperatura e temos a hipotermia. Essa vasodilatação também gera hipotensão, porque quando vasodilata a pressão do paciente cai. Essa vasodilatação não ocorre somente em vasos de musculatura e membro, pode ocorrer também em vasos de órgãos principalmente do baço, aumentando seu volume e causando esplenomegalia, e essa retenção de volume sanguíneo dentro do baço faz a redução de hematrocitos circulantes. Contra indicações: pacientes que tem a indicação de retirada de baço na cirurgia não podem utilizar fenotiazinicos, também não podem Cardiopatas que já estão hipotensos. Pacientes anêmicos porque hematrocitos ja estão baixos. Por ser um inibidor colinergico, pacientes com quadro neurológico, convulsões descritas, se fizermos essa medicação no paciente vai convulsionar com muita facilidade, então também é contra indicado em epiléticos OBS: estão caindo em desuso, pois a tranquilização eh muito leve, causa hipotençao, hipotermia, alterações hematológicas (ex: interfere em coletas de sangue e na cirurgia faz esplenomegalia). Não utilizamos em equinos (garanhoes) com testosterona circulante pois gera prolapso de pênis. Protrusão da terceira pálpebra em cães, abaixamento de cabeça em grandes animais. Acepromazina (mais conhecida, mais utilizada, mais barata), tranquilizante leve, Modo de agir: Agem em dopamina seratonina e receptores H (histamina). Efeito adverso: Mais hipotensor (bloqueia alfa1, vasodilata, pressão cai). Clorpromazina: Em desuso, tranquilização baixa, melhor antiemético. Levomepromazina: Melhor anti-histaminico, maior afinidade oela inibição do H1. Tranquilizante – Butirofenonas (pouco ultilizados): São bem potentes, tranquilização de moderada a intensa, não altera muito FC, PA e padrão respiratório, potente antiemético, principal neuroepiletico mais restrito a suínos. Azapenona: Ultilizada em suínos/ animais de produção. Droperidol: utilizada em cães e gatos, em desuso porque eh muito potente, e para isso temos medicações melhores/modernas. OBS: se tivesse que escolher entre fenotiazinicos e butirofenonas para um cardiopata, nenhum seria indicado, mas a butirofenona seria melhor. Alfa2 – agonistas: Principal família dos sedativos, mais ultilizados na vet (tanto na MPA como na manutenção anestesica), muito seguro, tem reversor, duram 40 minutos, rápida absorção (cerca de 3 minutos, metabolização hepática (sobrecarrega em ifusoes continuas), excreção renal (nefropatas podem ter prejuízo ao tentar eliminar o fármaco). Familia – Xilazina, detomidina, romifidina, dexmedotomidina, medetomidina) Mecanismo de ação (PROVA): Primeiramente estimula receptores alfa 2 adrenergicos (agem no alfa 1 e 2). Faz diminuição da liberação de Noradrenalina, diminuindo a excitação no sistema nervoso central. Faz diminuição da atividade simpática (sistema luta ou fuga) Bradicardia, Bradipneia, hipotensão . Faz essa diminuição através das cetocolaminas e outros hormônios do estresse. Reduz adrenalina na corrente sanguínea, cortisol, diminui estresse. (Estimulação de receptores alfa – adrenérgicos / Diminuição de liberação de noradrenalina / Diminuição da atividade simpática / Diminuição de catecolaminas e outros hormônios de estresse). Efeitos esperados: perda da consciência, sedação (leve a intensa – dose dependente), Relaxamento muscular (muito bom), Analgesia Visceral Discreta (órgãos viscerais,rim, fígado, pâncreas, estomago, pulmão), Ataxia, Redução da motilidade intestinal (durante o efeito), Prolapso peniano (temporário), Ptose palpebral, Abaixamento de cabeça (evidente em grandes), Hiperglicemia (inibe a liberação de insulina no pâncreas), A hiperglicemia ocorre porque esse receptor de alfa 2 (que esta basicamente no SNC, mas tbm esta presente em vários outros órgãos, e um deles é o pâncreas, está presente na parede das células pancreáticas que liberam insulina. Quando ativa/inibe, o receptor se liga ele, que inibe a liberação de insulina na corrente sanguínea. Ai a insulina na corrente sanguínea cai a glicemia sobe. No paciente insulino: dependente podemos usar porque ele produz insulina. No paciente não insulino/dependente não utilizamos.PROVA Efeitos simpatolíticos (PROVA): efeito simpatolitico, quebra o efeito simpático aí temos diminuição de FC gerando Bradicardia, (despenca FC) porque são vários mecanismos que influenciam isso. A bradicardia gera a bradiarritmia (evitar em cardiopatas), sendo a mais comum a BAV (bloqueio átrio ventricular, que eh reversível com uma aplicação única de Lidocaína IV). Gera também a hipertensão arterial transitória logo que aplicamos a medicação, q dura de 10 q 15 minutos, pois o alfa 2 agonistas agem no alfa 1 (que está presente em vasos da circulação periférica). Quando essa medicação chega nos vasos, ativa o alfa1, contraindo os vasos, aumentando a resistência vascular periférica, aí a pressão sobe (se qnd aplicarmos um alfa 2 e aferirmos a PA do paciente, observamos uma hipertensão inicial transitória). Depois desses 15 minutos a medicação sai alfa 1 e começa a se distribuir em alfa 2, assim retornando a vasodilatação, temos uma força de contração diminuída e uma FC muito baixa, aí a PA despenca (hipotensão), que é o efeito de inotropismo negativo, que diminui a força de contração do miocárdio, a FC já baixa, cai a força de contração, débito cardíaco despenca e entra hipotensão. OBS: Na saída da aorta temos o barorreceptor que detecta que tem uma hipertensão e dá um rebote para a FC cair mais ainda. Ou seja, a FC cai por 2 mecanismos, inibição simpática e ativação do barorreceptor por hipertensão transitória, por isso que cai tanto a FC com esse medicamento. Causa depressão respiratória. Em felinos e ruminantes causa salivação excessiva. Em felino e cães com jejum inadequado causa emese. Xilazina: Está em desuso, mas ainda eh muito utilizada, Efeito sedativo mais prolongado do que o analgésico Detomidina: Só empregado em equinos (mas pode usar em bovinos), mais potente sedativo e analgésico, Menor ataxia. Reversores (antagonistas) – Loimbina: reverte só a xilazina, ideal reverter após 30 minutos, gera excitação, mioclonia, taquicardia. OBS: Animal acorda rápido, porem em 20 min o animal seda novamente. Tem mais efeitos colaterais. Atipamazol: Mais moderno, compra junto com a dexmedetomidina, melhor efeito sobre outros alfa 2 agonistas, menos efeitos colaterais, efeito imediato, mais seguro, reverte sedação. Opioides: São muito sedativos, gera sedação e analgesia, pouco efeito adverso, qualquer animal pode receber, tem reversor, bom para cardiopatas, utilizado na anestesia balanceada, mais utilizado na MPA e trans-operatorio. Familia - Morfina, tramadol, petidina, burtofanol, metadona, fentanil, codeína. Mecanismo de ação: Ligam – se de forma reversível a receptores específicos no SNC e medula espinhal. Interfere em, Nocicepção (receptor da dor e o principal receptor do tato), Percepção (da dor, como o SNC interpreta), Liberação de serotonina. OBS: O N-metild-aspartato (NMDA) é a principal via excitatória da medula (por onde a dor caminha) O NMDA pode ser bloqueado com quetamina (ai o paciente para de sentir dor). A metadona age em receptor opiaceo e NMDA, ou seja, 2 vias que diminuem a atividade do SNC (por isso seda muito) Classificaçao: Usado na escala de potencial sedativo de 1 a 5, onde 1 é mais forte. E se classificam em Agonistas (consegue se associar ao receptor e gera potencial máximo, ativa todos os receptores, potencial max./ ex: metadona e fentanil), Agonistas parciais (consegue se associar ao receptor porem não gera potencial máximo, ativa todos os receptores, sem potencial.), Agonistas-Antagonistas (não tem analgesia tao completa, ativa alguns receptores e bloqueia outros/ ex: Burtofanol) tem 3 receptores opiaceos (Mi, Kappa, Delta), corta os efeitos dos agonistas(sedação e analgesia), Antagonista (bloqueia todo o receptor que encostar). Principais opioides: 1 – Metadona (Agonista): A que mais seda, é um opioide misto. 2 – Morfina. 3 – Meperidina. 4 – Burtofanol (Agonista-Antagonista), 5 – Tamadol (tente a excitar e convulsionar em altas doses). Tbm temos Fentanil, Codeina e Petidina. Mais ultilizados na rotina: Tramadol + morfina (ambos com efeito agonista). Tramadol + metadona (boa junção). Morfina + burtofanol ou Metadona + burtofanol (nunca). Reversor geral (antagosnista): Naloxona (Antagonista de todos os receptores opiáceos, Utilizado no tratamento de overdose, Ausência de efeitos deletérios e analgésico, considerada mais uma droga de emergência. Temos um novo que se chama Nalbufina (reverte tudo, menos analgesia) Efeitos adversos: Depressão respiratória, Excitação, euforia, disforia (em doses altas), Sedação, Bradicardia (estímulo vagal), hipotensão (histamina) com morfina e petidina, porem facilmente reversível com atropina (anticolinérgico), Ofegante (centro termorregulador), Náusea, salivação e defecação seguida de obstipação (felinos e ruminantes). Anticolinergicos (adjuvantes MPA): Usado muito na emergência (principalmente em tratamento de bradicardia e bradiarritimias, pois aumenta a FC), reduz salivação e secreção (em casos de entupir as sonda), inibição de efeitos deletérios de farmacos parassimpatomimeticos, usado na anestesia injetável como pre anestésico. Familia - atropina, escopolamina, glicopirrolato. Atropina: usada em cães e gatos, gera lesões em cel. cardiacas Escopolamina: Usada em equinos, não diminui motilidade. Não pode usar em gatos, porem em cães pode. Glicopirrolato: usada em silvestres e roedores Mecanismo de ação: Antagonistas competitivos da acetilcolina nos receptores muscarínicos pós – ganglionares. AcetiolColina gera efeitos parasimpáticos, e como ela é um antagonista, vai bloquear esse efeito e gerar um efeito simpatomimético. Observamos aumento de FC, redução da motilidade, dilatação bronquica, mídriase pupilar, diminuição do fluxo lacrimal e salivar. Efeitos adversos: Efeitos deletérios - taquiarritmias, redução da motilidade gastrintestinal (timpanismo e íleo paralítico), aumento da viscosidade das secreções (pacientes pequenos). Benzodiazepnicos: é um excelente anticonvulsivantes mas o efeito sedativo não é muito bom. Efeito ansiolítico, Pode usar na MPA (nunca sozinhos), a depressão respiratoria facilita a ventilação na UTI (usado em infusão continua), efeito paradoxal, antiemético, miorrelaxante, mínimas alteraçes (pode usar em cardiopatas). Família - Diazepam e midazolam. Mecanismo de ação: Agonista de receptores Gabaérgicos. O gaba é o receptor mais potente do SNC, (é a principal via inibitória do SNC). Qualquer medicamento que age em gaba é de alta potência, perda de consciência rápida Diazepam: melhor anticonvulsivante na emergencia, presença de metabolitos ativos (pode gerar hepatoxidade). Midazolam: mais potente e seguro que o diazepam (principalmente na metabolização), porem gera efeito paradoxal Reversor (Antagonista): Flumazenil, reversão imediata, IV. Resumo fármacos MPA: Traquilizantes – Fenotiazinicos (acepromazina) / MPA: Tranquilizante leve usado para redução de ansiedade em paciente hígido na MPA. Contraindicaçao: Coletade exames (interfere), cirurgias de baço (esplenomegalia), epiléticos (reduz limia convulsivo), cardiopatas (hipotensão), anêmicos (reduz hematócrito circulante), prolapso de pênis (garanhoes). Principais efeitos adversos: Hipotensao e hipotermia. Sedativos – Alfa2 agonistas (dexmedetomidina / xilazina) - MPA e manutenção anestésica (evitar IC hepatopatas e nefropatas): Muito seguro, fazem analgesia visceral (discreta), relaxante muscular (muito bom). Contra indicação: cardiopatas (BAV) e diabeticos (paciente não insulino / dependente) Principais efeitos adversos: agem em alfa 1 e 2 (estimula), temos depressão respiratória, bradicardia, BAV, bradipneia, hipotençao, hipertençao arterial transitoria, hiperglicemia. Efeitos simpatolíticos (PROVA): efeito simpatolítico, quebra efeito simpático, diminuição de FC, bradicardia, bradiarritmia, BAV. Logo que aplicamos a medicação gera hipertensão arterial transitória (pq alfa 2 age no alfa1), em seguida (após 15m) sai de alfa1 e se distribui em alfa2, FC e PA despenca, hipotensão (efeito initropismo negativo), diminui força de contração do miocárdio. Ou seja FC cai por 2 motivos, inibição simpática e ativação do barorreceptor por hipertensão arterial transitória. Sedativos e analgésicos – Opioides (Fentanil, metadona, morfina, tramadol) – MPA e manutençao: Qualquer animal pode receber, muito seguro. Interfere em nocicepção (receptor da dor e tato). OBS: o NMDA (principal via excitatória da medula, pode ser bloqueada com metadona e com cetamina (único anestésico que gera analgesia). Usamos morfina + tramadol ou metadona + tramadol. Contra indicação: Não tem principais efeitos adversos: Sedaçao, bradicardia, hipotensão. Anticonvulsivantes e sedativos (leve) – Benzodiazepnicos (Diazepam e midazolam) – MPA e induçao (nunca sozinhos) / IC (facilita ventilação na UTI): age em gaba. Pode gerar hepotoxicidade, usado na emergência (Diazepam) / efeito paradoxal (midazolan). Pode usar em todos os animais. Resgate e emergência – Anticolinergicos (Atropina – cães / Escopolamina – equinos): Tratar bradicardias (aumenta FC). Principais efeitos adversos: Aumento FC, dilatação brônquica. Aumento de secreções (pequenos), timpanismo (grandes). AULA 4 – ANESTESICOS GERAIS INTRAVENOSOS: Tabela a anexar / aqui somente as anotações do caderno. Diferenças entre anestesia geral e dissociativa: Dissociativa - Na dissociativa temos uma dissociação do corte que cerebral de forma seletiva. Temos a cetamina e a tiletamina, e uma variável chamada de escetamina. Geram inconsciência, mantém reflexos automicos e tem como característica principal gerar um estado de catalepsia quando usado de forma isolada. Também geram e aumentam crises convulsivas. Benefícios: tem uma estimulação simpática o que acaba sendo mais estável ao sistema cardiovascular e respiratório. O dissociativo, principalmente a cetamina é um antagonista dos receptores de NMDA, que a principal via excitatoria do nível de medula, é a via onde a dor sobe para o SNC e para encéfalo. Temos vantagem em analgesia por serem antagonistas de NMDA, bloqueiam a dor e fazem analgesia somática (músculo esquelético: osso, coluna, muscular). Órgãos internos não faz analgesia . Também faz depressao do sistema tálamo-cortical e estimulacao do sistema límbico e reticular ( por isso eh comum os quadros excitatorios), vocalizam, se movimenta. Também tem ação dopaminergica e seratoninergica. Gerais: Tabela aula (PROVA) Resumo fármacos Intravenosos: Tiopental (indução): Neuroproteçao . Não pode IC (efeito cumulativo). So indução em procedimentos rápidos / controle de convulsões. Não pode em cardiopatas, hepetopatas, nefropatas, gestantes e idosos. Etomidato (indução): Cardiopatas. Manutençao (15m). Não pode IC (gera corticozolemia). SEMPRE ASSOCIAR BONZODIAZEPNICOS (quebrar efeitos excitatórios). Não pode em felinos e hipoadrenocorticismo. EX: Tramadol + etomidato + midazolam. * Propofol (Induçao e manutenção IC / TIVA): Não pode em gatos (IC) e hipoadrenocorticismo e contra indicado em cardiopatas. Temos alta depressão respiratória e hipotensão. Metabolizaçao facilitada EX: Acepromazina + tramadol + propofol ou Propofol e cetamina. Resumo fármacos dissociativos: * Cetamina (MPA - contençao / indução – sempre com benzos) – Manutençao em equinos (IC) com Diazepam: pode associar com opioides , alfa2, benzodiazepnico. Não pode em nefropatas, epiléticos, idosos e hipertensos . Temos analgesia somática. OBS: Único anestésico que gera analgesia. Tiletamina (contenção química): Uso obrigatório com zolazepam, não pode em epiléticos. Usamos qnd queremos juntar MPA + indução (campanhas de castração), em animais silvestres e muito bravos. Resgate e emergência: Lidocaina (antiarritimico para taquiarritmia – VPC e taqui ventricular sustentada) / Atropina – cães e gatos (se tiver usando dexmedeto eh lidocaína) / escopolamina – equinos (para tratar bradiarritimias – BAV e escape ventricular). AULA 5 – ANESTESICOS INALATORIOS E CIRCUITOS: resumo marina, aqui apenas anotações de prova. Anestesicos Inalatorios: Anestesia obtida por meio da absorção de um princípio ativo pela via respiratória, passando para a corrente circulatória e atingindo o SNC, se ligando aos receptores GABA e produzindo anestesia geral. Vantagens: Não necessitam de metabolização (não sobrecarrega nenhum sistema metabólico, logo, o tempo não é limitante - paciente pode ser anestesiado por várias horas que não causará nenhum problema / São fármacos eliminados do corpo durante a exalação respiratória; Melhor controle do planejamento anestésico; Indução da anestesia pacientes debilitados (fármaco muito indicado para pacientes com problemas hepáticos, que não conseguiriam metabolizar outro tipo de anestesia) Risco de sobredose é menor; Recuperação rápida da anestesia (uma vez que reduzimos a concentração na inspiração do animal, le eliminará todo o fármaco através da expiração). Desvantagens: Necessita de um equipamento apropriado; Depressão respiratória (necessário suporte ventilatório - ventilador mecânico); Monitorização constante (muito comumente o paciente acorda e aprofunda novamente); Poluição do ambiente (molécula é eliminada na forma intacta, se o anestesista acabar inalando, terá o SNC deprimido também). Família: Halotano, Enfluorano, Isofluorano, Desfluorano Sevofluorano (Halogenados). Oxido nitroso e xenônio (não alogenados). Caracteristicas a avaliar (PROVA): Coenficiente de repartiçao sangue/gas (indica a velocidade / solubilidade do anestésico na indução e recuperaçao, quanto do anestésico fica no sangue e e quanto fica no gas ). Se tem mais afinidade pelo sangue, menos pelo gas = baixa solubilidade / coeficiente, o que gera induções e recuperações rápidas. Se tem mais afinidade pelo gas, menos pelo sangue = maior solubilidade / coeficiente, o que gera induções e recuperações mais lentas. Quanto menor o coeficiente sg/gas, menor o tempo de indução e recuperação (+ afinidade pelo sangue, recupeçao rápida), quanto maior o coeficiente sg/gas maior o tempode indução e recuperação. (+afinidade pelo gas, recuperação lenta). OBS: Medimos o gas pela expiração, dosamos a solubilidade de gas no sangue, pq os gazes tem afinidades por tecidos, e caso se dilua, não sai mais dos tecidos. Então se tem alta afinidade pelo sangue, ele não sai do sangue. CAM (concentração alveolar mínima) que indica potencia / concentração do anestésico, unidade de medida %. É definida como a concentração de vapor mínima nos pulmões que é necessária para prevenir o movimento em 50% dos pacientes dormem e não responde a estimulo. OBS: CAM = Analgesia (50% não se movimentam a incisão cirúrgica). Quanto menor a CAM, maior a potencia do fármaco. CAM Bar: 95% dos pacientes irão dormir com o farmaco (calculo: Valor da CAM [espécie/livro] X 1,5= total de gas em % que tenho que dar para o animal) aumento da dose do fármaco que calculamos e usamos na rotina clinica. OBS: CAMbar = Bloqueio respostas adrenérgicas (95% dos pacientes irão dormir com o fármaco). CAM Despertar: Momento que o animal ira acordar (cálculo: CAM X 0,5) - Se a CAM de um fármaco for a de 2% e o anestesista ajustar para metade desse valor (1%), existem grandes chances de o animal despertar / abrir os olhos, já que diminuiu a dose do fármaco. OBS: CAMdespertar = Hipnose (50% abrem os olhos) NOTA: o que usa – gas + potente + efeitos colaterais. O que usa + gas – potente + seguro (ideal). Halotano (halogenados) - não promove analgesia, Mais potente (tendo também mais efeitos adversos), não pungente (não possui odor desagradável, útil na induçao), Solubilidade sanguínea intermediária (10 min) demora p/ entrar e sair do organismo, Não é inflamável. Pode causar: traqueite (pq e estocado em tymol), hepatite imunomediada pós anestesica já que ele gera um metabólito tóxico chamado trifluoroacetato (esse pode entrar no hepatócito lesionando o mesmo), depressor respiratório e cardiovascular (como todos os outros fármacos inalatórios). Isofluorano (halogenados) - não promove analgesia, Anestésico Padrão Ouro (um dos mais utilizados e seguros), segundo fármaco mais potente (tem efeitos adversos), mais pungente de todos (inadequado para induçao em mascara), Gera menor depressão no débito cardíaco, Não gera arritmia no paciente, ndução e recuperação rápida (2minutos), Pouca metabolização 0,2%. Sevofluorano (halogenados) – Ultilizado em cardiopatas (Não deprime sistema cardiovascular), não promove analgesia, não pungente (odor agradável), potente broncodilatador (o que melhora a respiração), pouco potente (poucos efeitos adversos), Não gera trifuloracetato, mas gera o hexafluoroisopropanol (metabolito tóxico, mas em tão pequena quantidade que não causa hepatite). Baixa solubilidade lipídica (rápida indução e recuperação – 30 segundos), Tolerável mesmo em altas concentrações, Relaxamento muscular significativo, Mínima irritação de vias aéreas. Xenômio (Não Halogenado) – promove analgesia, gas inerte na atmosfera, não pode ser sintetizado (não disponível). Se aproxima do conceito de gás ideal. Óxido Nitroso (Não Halogenado) - promove analgesia sem relaxamento muscular, Não utilizado na veterinária. Pode gerar náusea e vômito. Pode inativar vit B12. Pode ter efeito no desenvolvimento embrionário. Circuitos anestésicos (olhar no resumo) aqui so questão de prova: Aparelho anestésico: Equipamento destinado à administração de gases e/ou vapores anestésicos ao animal. Funçoes: Fornecer (junto com vapor o oxigênio) O2 para o animal, Titular o anestésico inalatório (controle de qnt de gas damos), Remover (da expiração) o CO2 do animal, Permitir ventilação mecânica. Resumindo: Temos uma fonte de oxigênio que entra no equipamento e vai até o fluxomero, tudo que eu colocar no fluxomero vai obrigatoriamente para o vaporizador, saiu do vaporizador vai ser uma mistura de oxigênio com vapor anestésico, essa mistura chamada de FGF que é encaminhada para o circuito anestésico aberto ou fechado Fluxômetro: Tem como função identificar e controlar o fluxo de gás que entra no circuito. E necessário 1 fluxômetro para cada gás utilizado / vaporizador. Vaporizador: Convertem o anestésico inalatório da forma líquida para vapor (pode ser dos tipos: universal sem fluxômetro, universal com fluxômetro (Cooper Kettle), Calibrado) FGF: Fluxo de gases frescos (oxigênio já vaporizado com anestésico sera encaminhado para circuito anestésico). Resumindo: Fonte de oxigênio O2 (cilindro ou parede) + Fluxômetro (controla o qnt de gases que produzimos) + Vaporizador (transforma liquido anestésico em vapor) + FGF (fluxo de gases frescos – oxigênio já vaporizado com anestésico sera encaminhado para circuito anestésico) + Circuito Anestésico. Tipos de circuito: Circuitos sem reinalação (não reinalatórios) – Avalvulares, Valvulares não reinalatórios, Válvulas direcionais • Circuitos com reinalação (reinalantes) - Valvulares ( possui filtro com absorvedor de CO2) Circuito avalvular (mapleson) PROVA: sem inalação, paciente inspira gas frenco e elimina para o ambiente, (gases expirados não são reinalados, utilizado em animais com – de 7kg. Circuito Mapleson A: FGF próximo ao balão e escape próximo do animal. Na inspiração o gás percorre um caminho maior do que na expiração. Fluxo mínimo: 1L a 1,5L (200 a 300 ml/kg/min) - Responsável por eliminar o CO2 do circuito. É usado quando o paciente está respirando espontaneamente. (pq a expiração eh facilitada) Circuito Mapleson D: FGF próximo ao animal e escape próximo ao balão. Na expiração o gás percorre um caminho maior do que na inspiração. Fluxo mínimo: 2L a 3L (300 a 500 ml/kg/min) Responsável por eliminar o CO2 do circuito. É usado quando o paciente precisa de auxílio respiratório. Circuito Mapleson D Modificado (bain) – evita hipotermia, o ar inspirado, vai sendo aquecido pelo ar expirado. Circuitos valvulares: gas eh filtrado e reaproveitado, utilizada em animais com + de 7kg. Componentes (4 peças)– Entrada/ saída de gás fresco (2), Traquéia conjugada (1), Balão de reservatório (1). Válvulas unidirecionais (Inspiratória e Expiratória), Canister com cal sodada, Válvula pop-off Resumo: na inspiração temos a entrada de FGF pelo ramo inspiraratório entra no animal, na hora de expirar é empurrado pelo ramo expiratório, e entra no Canister que passar pela Cal soldada, que retém o CO2 e deixa oxigênio nitrogênio (gases inertes) e gás anestésico passar, e vai para balão reservatório reservando esse gás para próxima respiração, na próxima inspiração ele mistura esse gás com um pouco de FGF novo e inspira novamente. Vantagens: economia de anestesico, aquecimento/ umidificação dos gases inspirados. AULA 7 – MONITORAÇAO E PLANOS ANESTESICOS: Aspecto mais importante da anestesia e tem como objetico reconhecer o problema para podermos intervir antes de uma consequencia grave, como uma parada cardíaca. Monitoraçao: Monitoramos profundidade anestésica para saber se o paciente esta em plano adequado. - Estado cardiovascular: Atraves de FC e PA * FC: Monitoramos frequencia e ritmo cardíaco com ECG eletrocardiograma (arritmias apenas, isquemias e disturbios eletrololiticos). Atividade elétrica do coração. (não mostra atv. Funcional, perfusão tecidual e debito cardíaco). Perfusao tecidual (palpação de pulso arterial e TPC). Perfusao renal (debito urinário). * PA: Direto ou invasivo (cateterizaçao de artéria periférica – padrão ouro / ou por Transdutor – PAS, PAM e PAD/ Indireto ou não invasivo (dopller – PAS ou oscilométrico – fornece PAS, PAM e PAD e FC). OBS: eh considerada hipotensão qnd a PAS = ou – 90 / PAM = ou – 60).- Estado Respiratorio/ oxigenaçao:e Atraves da FR e oxigenação dos tecidos. * FR: monitoramos pela ventilação pela capnometria/Capnografia que mede 2 sistemas, respiratório e cardiovascular, nos da tranquilidade. (CO2 e EtCO2 [avalia ventilação e integridade da via área]. PaCO2 normal de 35-45), método não invasivo. – Curva de capnografia: 1 linha – fração inspiratória (queda CO2), 2 linha – fração expiratória (sobe CO2). * Situaçoes que fazem CO2 aumentar (hipoventilaçao, inalação por exaustão de cal sodada). * Situacoes que fazem CO2 cair (hiperventilação, hipoperfusão pulmonar, vazamento de circuito). * Situaçoes que não temos CO2 (não intubou de forma correta ou paciente não esta respirando). * Situçoes que o CO2 zera repentinamente (parada cardíaca, obstrução de via aérea, desencaixe de sondas). * Oxigenaçao: avaliamos coloração das mucosas / PaO2 (analise de gases sanguíneos) e SpCO2 (oximetria de pulso) – por gasometria (método mais acurado). - Temperatura: Hipotermia pode ser causada (idade, temperatura do ambiente, exposição e lavagem da cavidade). * Consequencias: recuperação anestésica prolongada, arritmias, resposta a dor, depressão do SNC e miocárdio, distúrbios de coagulação). – Registro de informações: Atraves das fichas de registro anestésicos (contem protocolo escolhido ate parâmetros vitais, hemograma, peso, ASA, medicamentos escolhidos para todas as etapas, grau de analgesia). La contem informações do trancorrer da anestesia (monitoradas entre 5 a 10m). Profundidade anestésica (aprofundamento e superficialização) Planos de Guedel: Dividido em estágios e planos anestésicos. Baseados em tônus muscular, padrão respiratório e sinais oculares. – Estagio 1: Acordado / conciente / excitação voluntaria (da MPA ate a indução). Temos medo, estresse, micção, taquicardia, midríase e respiração irregular. – Estagio 2: Delirio e excitação involuntária / inconsciente (deletério). Inibe efeitos inibitórios (onde o fármaco age primeiro) e liberação dos excitatórios. Temos incordenaçao, tosse e vomito. OBS: A MPA coíbe este estagio 2 da anestesia (indesejado). Transporta o paciente do estagio 1 direto para o 3. Somente não ultilizamos a MPA em exames rápidos. – Estagio 3: Perda da consiencia (anestesia propriamente). Dividida em planos de 1 a 4. Entra direto no 1 plano. * Plano 1: Respiraçao regular e rítmica (menor FR e maior amplitude respiratória. Presença de dor, tônus muscular presente, reflexos oculares presentes (palpebral, corneal e pupilar), movimentação ocular presente - nistagmo e lacrimejamento em equinos, protusao de 3 palpebra. * Plano 2: Respiraçao profunda e rítmica, relaxamento muscular intenso, centralização do globo ocular (rotação ventro medial), queda de FC e PA, ausência de reflexo interdigital (paciente tem dor mas não responde). * Plano 3: Respiração superficial, queda de FR, relaxamento muscular intenso, centralização do globo ocular (refexo corneal presente), inicio de midríase (pupilar presente). Perde palpebral. Ausência de reflexo interdigital. Perde refexo laringo traqueal (conseguimos intubar o paciente e manter via sonda) . Manter esse plano, coso fique voltando toda hora para o plano 1 = DOR. * Plano 4: Muito se confunde com estagio 4. Respiraçao superficial e taquipneia, apneia, mucosas cianóticas, midriase acentuada (presente), perde reflexo corneal (mas pulilar tem q estar presente), depressão cardiovascular intensa. OBS: Plano adequado seria o plano profundo onde o paciente esta com os olhos centralizados e com a pulipa dilatada – Estagio 4: Depressao profunda, choque bulbar e morte. Temos parada cardiorrespiratória, hipotermia acentuada, midriase e respiração agônica (ausência de respiração). OBS: os 2 primeiros estagios tem características adrenérgicas (taquicardia, hipertensão e respiração irregular). Conforme entra no 3 deprime todos os sistemas (bradicardia, hipotensão, diminui mov. Respiratórios) . Pergunta – Qual estagio e plano eh mais adequado para um paciente em cirurgia? Estagio 3 – Plano 3, Perde refexo laringo traqueal (conseguimos intubar o paciente e manter via sonda). Se não for intubar o ideal seria o plano 2. Conceito moderno: se divide em planos (superficial, adequado e profundo). Seria um resumo de guedel. Plano superficial: Aumenta FC, PA, FR (taquipneia), reflexo palpebral e corneal presentes, nistagmo. Plano profundo: Diminui FC (depressão intensa), PA (hipotensão), FR (apneia), reflexos palpebral e corneal ausentes, midriase. Plano adequado: Bulbo ocular rotacionado, pupila em miose (reduzidas), reflexos corneal presente (palpebral as X), relax musc. Adequado, salivação, leve depressão cardiopulmonar. Anestesia dissociativa – Estagios e fases: Na anestesia dissociativa não usamos guedel e nem conceito moderno. Usamos as fases A/B/C. Ultilizamos qnd o principal indutor for o dissociativo. – Fase A: salivação, midriase, hiperatividade, consciência. – Fase B: inconsiencia e incordenaçao motora. – Fase C: Analgesia, hipertonia muscular (paciente rígido). Aula 9 – Dor, fisiologia e tratamento: A dor é uma experiencia somato sensorial (encéfalo), e emocional (mecanismo de proteção) desagradável, associada ou não a lesão de tecidos e nervos. Temos a dor gerada por intensidade (aguda) e por prolongamento (crônica) que gera lesão no sistema. Quem são os Nociceptores: são os receptores de tato, que quando muito estimulado gera a dor. Tipos de dor - Dor Nociceptiva (aguda – injuria a curto prazo): pela ativação de nociceptores, por pressão, a + fácil de tratar. Dor inflamatória – pela inflamação em tecidos (liberação de mediadores inflamatórios próximos ao noceptores), por hiperestimulaçao, a + difícil de tratar. Dor Neuropatica (crônica – injuria a longo prazo, ou aguda mal tratada) – por lesão ou doença que afeta o SN somato sensorial, pode dor gerada por intensidade (aguda) e por prolongamento (crônica) que gera lesão no sistema. Temos as dores associadas a neuropatias (hiperalgesia e alodinea). O organismo gera uma dor, continuamos movimentando, lesão progride, fazendo a hiperalgesia (interpretação de dor exarcebada). Quando a uma evolução dessa dor ela se torna Alodinea (estimulo que não deveria ter dor e tem, não doloroso - ex: lesão por infecção).Dor somática – pela ativação de nociceptores no sistema musculo esquelético (musculo, ossos, tecidos). Dor visceral – pela ativação de nociceptores em órgãos, por espasmos e distençao de órgãos ocos (ex: isquemia causada por trombo, cólicas). Fisiologia da dor (4 fases): Temos um estimulo doloroso, eh feita a percepção da dor (transdução -passagem do estimulo ate os nociceptores). La percebem a dor e encaminham através dos nervos ate a medula (transmissão). Na medula eh direcionada para encéfalo (modulação). No encéfalo temos (interpretação). Porque tratar a dor (PROVA): Diminui tempo de internação, melhora os sistema imunológico (rápida cicatrização de tecidos), diminui ocorrência de dor crônica ou neuropática, antecipa o inicio da reabilitação (fisioterapia), diminui ocorrência de laminite no membro contra lateral (inflamação do casco em equinos). Consequencia da analgesia inadequada: Medo, agitação, taquicardia. Dor Trans-operatoria (somática / visceral): Aqui combatemos a dor que foi induzida pela cirurgia (preventiva). Sempre temos que associar analgésicos (opioides – fentanil, metadona) aos anestésicos (anestésicos não geram analgesia, apenas a cetamina). Temos 2 opcoes de protocolo, anestesia loco-regional (PLANO A – padrão ouro e a mais indicada de todas, dessensibiliza (inibe / bloqueia) os nervos que fazem a transmissão da dor), temos 3 farmacos (lidocaína / bupivacaina / ropivacaina), temos 3 metodos (infiltrativa / perineural – direto no nervo / eperidural), não podemos utilizar em septicemia. Protocolo de infusão continua de analgésicos, (PLANO B – IC principalmente de opioides potentes como o fentanil (atuam em modulação) e antiarrítmicos (traz conforto para o paciente muito utilizada em cirurgias cardíacas), lidocaina IV (boa analgesia somática e visceral), cetamina (analgesia somática por infusão), Alfa 2 (Analgesia visceral por infusão). Temos 2 protocolos de ICA, o FLK (fentanil, lidocaína, ketamina – muito potente) e MLK (morfina, lidocaína, ketamina – na internação). Dor Pos-operatoria (noceptiva / inflamatória / neuropática): O estimulo eh menor, porem o tratamento mais demorado. Como avaliamos a dor: Pelas escala analógica visual (0-10), escala de colorado (0-4 – muito ultilizada), escala facial de dor, Ex- as vezes tem dor mais não demonstra, mas vemos alterações como ficar acuado, para de comer... Ex 2 – no cavalo nos baseamos pela posição de orelhas (soltas lateralmente caudaumente), globo ocular (contração de pálpebra superior e fechamento dos olhos), narinas (dilatada ou contraída) e boca. Tratamento – Multimodal (AINES, opioides, adjuvantes anestésicos) + Multidiciplinar (fazer corretamente no horário recomendado). AINES: Agem na transdução da dor, temos opioides, anticonvulsivantes, antagonistas NMDA (que são os adjuvantes anestésicos - cetamina, tiletamina, metadona). Escolha de fármacos: Atraves do grau de dor (leve, moderada, intensa, torturante). LEVE (transdução) – AINES e/ ou dipirona (tratamentos periodontais - limpeza, suturas, intubação). MODERADA (transmissão) – ANEIS e opioides fracos, Tramal (Extraçao dente, orquiectomia – castração, hernia). INTENSA (modulação) – AINES e opioides fortes, metadona (trauma, laparotomia, cirurgias ortopédica, artroscopia, osteoartrites). SEVERA / TORTURANTE (interpretação)– AINES, opioides fortes (fentanil) + adjuvantes anestesicos (fraturas multiplas, amputação, pancreatite, inflamação extensa). Resgate analgésico: medicamentos de classes diferentes (um auxilia o outro – ex. dipirona, aines, opioides). OBS: qual o anestésico opioide que age em NMDA (modulação): Metadona. Qual que age em seratonina: Tramadol. AINES: Agem em COX 1 (não seletivos, muitos efeitos colaterais, fenilbutazona, cetoprofeno, flunixin) e COX 2 (+ seletivo, melhor efeito antiinflamatorio, ultilizamos no pos operatório, firocoxib, carprofeno, meloxican). COX 1 (equinos) - Fenilbutazona, cetoprofeno (dor somática): mais utilizado no tratamento do aparelho locomotor de equinos. Fluxinin (dor visceral): mais utilizado no tratamento do aparelho gastrointestinal em equinos. COX 2 – Carprofeno / Meloxican: melhor antinflamatorio, pode ser feito por mais tempo. Firocoxibe / Coxibes: Alto poder, pode tomar por meses (problemas ortopédicos, cólicas, laminite). Dipirona: acao mista, usada na dor leve como medicação de resgate, associada a AINES e opioides. Opioides: Receptores opiaceos estão presentes no cérebro e medula espinhal (SN somato sensorial), por isso agem na interpretação e modulação da dor. So excita se usar acima do que precisa.. Gatos são mais sensíveis (doses baixas). Como o opioide excita o paciente: A morfina e a metadona são moléculas exógenas. Quando temos dor o nosso organismo, expressa 2 receptores opioides na parede dele. Conforme temos estimulo doloroso, esses receptores aumentam para 200, tanto meus mediadores endógenos, como os exógenos (opiaceos) se ligam nos receptores e geram analgesia, se não tiver dor, não temos receptor, ai o opioide fica circulante, não tem onde se ligar, vai para as vias excitatórias e excita o paciente. Opioides Naturais – Morfina e codeína Opioides semi-sinteticos – hidrocodona e oxicodona Opioides sintéticos – metadona e tramadol Agonistas totais – fentanil, metadina, morfina e meperidina. Agonista antagonista – burtofanol (fraco, apenas sedativo, excita) OBS: Se aplicarmos burtofanol em um paciente que tomou morfina, perdemos o efeito analgésico da morfina. Opioides potentes: fentanil (somente IV, usado no trans-operatorio ou UTI pos-operatoria), metadona, morfina, oxicodona. Opioides fracos: tramadol, meperidina Adjuvantes anestesico: Medicamentos de outras famílias que auxiliam no controle da dor (melhora a interpretação). Cetamina – analgesia de ação rápida, usada no pos-operatorio, dor crônica (somática e visceral), trata hiperalgesias, laminites, osteoartrites. Gabapentina – anticonvulsivante fraco, utilizada na terapia multimodal. Amitriptilina – antidepressivo tricíclicos, utilizada com a gabapentina (como a gaba da muita sonolência, reduzimos ela e associamos esse, que não da sono e da melhor conforto analgésico). Aula 10 – Anestesia Local: É Bloqueio da conduçãonervosa de uma área especifica por meio mecânico ou químico (anestésicos L). Anestesicos Locais (químicos – Lidocaina, bupivacaina, ropivacaina) – Mecanismos de ação (PROVA): São sais que tentem a se equilibrar nas suas formas iônicas e não iônicas. A parte não ionizada (lipossolúvel), entra nos tecidos e para atingir o equilíbrio (dentro da cel), ela própria se ioniza (equilíbrio dentro e fora da cel). A parte ionizada se liga no canal iônico e bloqueia canais de sódio (impede a entrada de sódio nos neurônios) Fazem a inibição da despolarização do neurônio, inibe fluxo de alguns ions (canais de sódio, não deixando entrar novamente), para que a dor não consiga fazer a passagem (salto) da informação para o neurônio. Fazem bloqueio motor e sensitivo (anestesia e analgesia). Podem apresentar toxicidade dentro do SNC, causando convulsões e pode ser cardiotoxico. Absorçao (PROVA): Quanto maior a vascularização do local que aplicamos + rápido atinge o sistema + chance de toxicidade (SNC e coração). Na aplicação temos tecidos com PH diferentes e a formula pode ser alterada (Tec. Ácidos [inflamados] NA ioniza + / Tec. Alcalino NA ioniza -). Intoxicaçao por AL (sobredose) / Poque os anestésicos locais convulsionam o paciente (PROVA): SNC + sensível, + potentes + tóxicos (principal sintoma convulsão). Quando o anestésico entra no SNS tem preferencia pelas vias inibitórias, que inibe os centros inibitórios e o paciente convulsiona. Temos que oxigenar o paciente e tratar com fenobarbital. No caso dos gerais (ele excita). OBS: Podem ser usados junto com vasoconstritores (adrenalina) que fica retido no tecido durando mais tempo a NA local (já vem de fabrica). Lidocaina: Potencia e duração media (40m – a + utilizada e segura), rápido inicio de ação (5m), utilizada de modo infiltrativo, perineural e tópica. Em excesso causa arritmias (BAV), mas na dose de 2mg/kg eh antiarrítmica. Bupivaicaina: Mais potente que a lido e tem duração media (180- 500m), usamos em cirurgias com mais de 1h30m (ortopédicas), cardiotoxica (inibem canais de sódio do coração bloqueando os batimentos cardíacos). Ropivacaina: Muito potente, cirurgias com tempo de 6 a 10h. Formas de se utilizar AL – Topica (lidocaína): feridas abertas, inflamadas, olhos, mucosas (orais e nasais). Infiltrativa (subcutânea, profunda, linha de incisão): usamos qnd queremos a dessensibilizaçao de uma região que não sabemos o que passa ali, então infiltramos na região que desejamos anestesiar. Epidural – Bloqueio locorregional (coluna para membros pelvicos: Feita no espaço epidural (região lombosacro L7-S1), utilizada para dessensibilizar do umbigo para baixo (AN regional), bloqueia membros traseiros, órgãos abdominais. Farmacos ultilizados nessa técnica: Lidocaina, Bupivacaina, morfina e fentanil. (PROVA) OBS – Os opioides (morfina e fentanil) agem em medula e encéfalo, mas não em nervos, então pq os opioides estão aqui? Pq esta muito perto da medula, então colocamos os 2 juntos (AL + opioide) para melhorar a analgesia. Indicaçoes: Tecnica padrão ouro para controle da dor. Usamos em tratamento da dor aguda e crônica (pos-operatorio), redução da mortalidade (pela dor), analgesia continua (dor crônica), redução de efeitos sistêmicos dos fármacos, redução de custos. Contra indicações: deformidade de coluna, infecções no local, septicemia, hipovolêmicos, doenças neurológicas centrais (gera quadros de pressão intracraniana). Complicaçoes: hipotensão severa, bloqueio total (bloqueia coração e pulmão e paciente tem parada cardiorrespiratória). Verificaçao da punção fazemos pelo teste da gota pendente (fuido que deixamos na agulha e eh sugado qnd aplicado). Se vier sangue ou liquor esta no local errado. Perineural – Bloqueio de plexo braquial (membros torácicos): Temos a dessensibilizarão de membros toráxicos (utilizada em amputações, e analgesia pos-operatoria de longa duração (10h). Farmacos ultilizados nessa técnica: Bupivacaina Feita pela obstrução de fluxo sanguíneo na região de vazio torácico (entre costela e braço) ou US (100%). Sempre fazer com o paciente sedado ou induzido. Complicaçoes: Hipotensao, pneumotórax, falha no bloqueio (comum) Bloqueios de cabeça (feitos com lidocaína): São feitos bilateralmente (2 lados). Feitos em Nervo infraorbitario (bloqueia lábio superior, teto de cav nasal e dentes superiores com lidocaína aplicada na gengiva acima do canino), N maxilar, N oftamico, N mentoniano (bloqueio perineural no forame mentoniano – muito ultilizados em procedimentos odontológicos – Bloqueia lábio inferior com lidocaína aplicado no lobo caudal dos caninos), N mandibular alveolar (bloqueia dentes da mandíbula, gengiva, mucosa, pele dos lábios, língua com lidocaína aplicada caudal ao último molar). Bloqueio intercostal (tórax): Bloqueamos o espaço intercostal + 2 nervos caudais e 2 nervos craniais a incisão. Ultilizada em abertura de tórax, feito na 3 esp. Intercostal com bupivacaina. Aula 11 – Anestesia em Equinos: Uma das mais desafiadoras, por 2 motivos (temperamento da espécie – reações intensas a qualquer estimulo e pelo peso apresentam muito mais intercorrências cardiopulmonares / neuropáticas – alta taxa de mortalidade tran- anestesica). Risco 3 x maio na inalatória (comparada a TIVA). São mais propensos a parada respiratória e hipotensão. A escolha da técnica anestésica depende do procedimento e de alguns fatores que podem interferir (temperamento, estado de saúde, tipo do procedimento, duração, fármacos disponíveis). Avaliaçao pre-anestesica: No exame físico (FC, FR, Temp, mucosas ocular e gengival, TPC). Nos exames laboratoriais (quando necessário e disponível). O básico eh o hematócrito (HR – avalia anemia) e Proteina (PT – avalia desidratação). Funçao renal e hepática (principalmente para TIVA e inalatória). Casos especiais, Hemogasometria (avalia o equilíbrio eletrolítico e função respiratória, pedimos para pacientes com diarreia e problemas respiratórios) e Coagulograma + teste de compatibilidade (procedimentos cruentos). OBS: qual medicamento que tem via de eliminação renal: Cetamina (principal indutor de cavalo), metabolizada no fígado, gera a norquetamina, que so eh eliminada por via renal. Preparaçao do animal: Acesso venoso (jugular – cateter alto calibre), lavar a boca (diminui contaminação no momento da intubação), lavar o casco (diminui contaminação no foco e no centro cirúrgico). FAZ PARTE DA MPA. Procedimentos cirúrgicos eletivos: Castraçao, criptorquidismo, hemiplegia, neurectomia. Ex: cirurgia com o paciente acordado e em pe, fazemos com o método manutenção com infusão continua de sedativo (sedação + AN local – MPA + Manutençao com IC, sem induçao). Usamos a mesma medicação para MPA e manutençao (xilazina ou detomidina [alfa2] com morfina ou burtofanol [opioide]) Procedimentos cirúrgicos emergenciais: Trepanaçao e abdomem agudo (cólica equina + comum na rotina). Ex: cirurgiapequena com o paciente a campo, com o animal deitado, fazemos com o método TIVA (AN total intravesona – fazemos a MPA, indução e a manutenção juntas através de IC via IV por no max 90m). Usamos na MPA (xilazina ou detomidina IV), aguardamos 10 minutos, se já tiver abaixamento de cabeça, etc... proceder com a indução (que so eh possível com o paciente bem sedado). Na indução (Cetamina + diazepan + associação com EGG), O EGG eh um bom relaxante muscular usado durante ou após a indução. Eh um inibidor da via glicina (via excitatória do SNC que fica na medula). Se tiver problemas neurológicos substituir cetamina por tiopental. TIVA – GOTA TRIPLA – 30 a 90m (PROVA): xilazina (alfa2) + Cetamina + EGG. Mantem reflexos de deglutição e palpebral. Complicações durante a TIVA - Superficializaçao: Notamos aumento súbito de FC e PA em 20%. Alteraçao de padrão respiratório (tipo um suspiro) e nistagmo. Percebendo 1 dos 3, reaplicar 1/5 da dose de cetamina da indução (EX: 10ml na indução, reaplicamos 2ml e reajustamos a TIVA na IC). Se não percebemos os sinais e o paciente se movimenta, reaplicar 1/3 da dose de cetamina da induçao Ex2: Anestesia inalatória (MPA + indução + manutenção), casos de cólica, laparotomia, ortopédicas. Muita hipotensão (PAM-65). Ultilizamos drogas vasoativas em depressão cardiovascular (efedrina / dobutamina) e em hipovolemia (adm fluidos) OBS: A MPA e indução são sempre iguais na maioria das vezes, o que muda eh a manutenção (TIVA ou Inalatoria). Dependendo da técnica pulamos algumas etapas. MPA (sedação e analgesia): Xilazina (principal alfa2-agonista), apenas com FC +30, abaixo não pode, ai tem de associar a escopolamina (tranquilizante fraco) que aplicamos 1 hora antes do inicio da cirurgia (potencializa a xilazina), menos depressão cardiovascular. Evitar em garanhoes (prolapso de pênis). Temos tbm a detomidina (alfa2) e a acepromazina (fenotiazinicos). Podemos associas a opioides (morfina e burtofanol). VER ACEPROMAZINA. Questao de PROVA: Garanhao bradicardico como fazemos? Escopolamina junto com dexmedeto e deois xilazina. O que observamos clinicamente com a MPA: lateralizaçao das orelhas, ptose palpebral e labial, abaixamento de cabeça, abertura de quadriláteros, fica tonto, mas não cai. INDUÇAO: Cetamina (principal). (Cetamina + diazepan + associação com EGG), O EGG eh um bom relaxante muscular usado durante ou após a indução. Eh um inibidor da via glicina (via excitatória do SNC que fica na medula). Se tiver problemas neurológicos substituir cetamina por tiopental. CUIDADO COM PARADA CARDIACA NESSA ETAPA. MANUTENÇAO: Se for TIVA (xilazina + cetamina + EGG). Inalatoria (isoflurano ou sevoflurano). Sedaçao e indução iguais, com cetamina e benzodiazepínicos, caiu o cavalo pos indução, intubamos com sonda 24 ou 26 (baseado na posição anatômica – as cegas – posição chanfro do animal na mesma linha reta do dorso), posicionamos na mesa e vai para inalatória. IMPORTANTE: Ajustar ventilação mecânica (espontânea), pois qnd entra o isoflurano a maioria para de respirar ou fica em hipoventilaçao. MONITORAÇAO: Cardiovascular, PAI (monômetro de pressão e monitor multiparametrico), e canulaçao de artéria periférica (cat20). Monitoramos por via fcial, facial transversa e metatársica dorsal. RECUPERACAO INALATORIA: Sai do gas, eh içado e levado para a sala de recuperação, posicionado para depois poder ter movimentação espontânea (se levantar antes = lesão), fazer a ressedaçao com xilazina para ficar 30 a 40 min deitado na recuperação anestésica, com acolchoamento. Tipos de recuperação: livre, assistida por cordas (+utilizada), Assistida por suspensão (+ segura em fraturas), Piscina. ANESTESIA BALANCEADA - PROTOCOLOS: Feitos para melhorar a qualidade analgésica, dar conforto ao paciente e reduzir o consumo de AN geral. PROT: Bloqueio perineurais, IC de cetamina e lidocaína, alfa2 (xilazina) e morfina (IM e epidural). IMPORTANTE: IC de lidocaína (sem vaso) – Analgesia visceral. IC de cetamina – Analgesia Somatica/IC lidocaína + cetamina – Dor IC de alfa2 (xilazina) – Analgesia visceral + relaxamento musc. Morfina (IM ou epidural em c. ortopédicas) – conforto, qualidade e segurança anestésica. Usados no trans e pos operatório para dor. Aula 12 – Complicações anestésicas: Tudo que gere risco ao paciente durante todo o protocolo anestésico (indução – MPA / manutenção / recuperação). Indução anestésica: Comum ocorrer com medicamentos da MPA. – Reaçoes anafiláticas: Em casos brandos tratar com anti- histamínicos (prometazina). Casos graves, com edema de pálpebra, glote, hipotensão, taquicardia, tratar com anti-histaminicos e corticoide (hidrocortisona) e suspender medicação. – Injeçao perivascular ou intra arterial: sempre checar acesso do vaso. Temos Flebite (fixação ou posicionamento inadequado de acesso venoso e/ou cateter que causa lesão de vasos e tecido). - Alteração do PH (extremo – tiopental/EGG) e oleosidade (propofol): quando ocorre essa lesão nos vasos, ou pela alta oleosidade ou ph extremo do medicamento, causam de flebite a uma necrose. No caso do ph extremo tratar com de solução fisiológica (acida) . No caso do propofol tratar com compressas quente (1dia) e fria (1dia). – Dificuldade de intubação: Hemiplegias em cavalos (uma das aritenoides não funciona, se ocorrer do lado esquerdo, temos que intubar o cavalo em decúbito lateral esquerdo. Intubaçao do esôfago, gerando hipoventilaçao. – Hipotensao e Parada cardíaca: Momento mais critico, com maior índice de paradas cardíacas. Ocorre por animais não estáveis no pre anestésico, desidratação extrema, sobre dose. IMP: Sempre preparar o paciente para induzir. Manutenção anestésica: Temos as arritmias cardíacas (+comum) e hipotensão arterial (PA menor que 90 ou media menor que 60). Tratamos com fluido e vasoativos. 1- Checar se esta em plano anestésico adequado, se estiver...... 2- Fazer fluido pela prova de carga (paciente desidratado sem preparo). Se estiver precisando de fluido (aumenta PA). Se a PA continuar baixa (falta de contração do miocárdio ou muita dilatação periférica). IMP: Nesses casos ultilizamos vasoativos (Efedrina – vasonstriçao periférica e aumento da força de contração – mista – utilizada em procedimentos rápidos como exames, dobutamina – aumento da força de contraçao, noradrenalina, vasopressina – potente vasoconstritor / utilizada em cirurgias), são medicamentos que agem no sist. Cardiovascular que agem em receptores adrenérgicos – alfa e beta), fazem aumento da força de contração, cronotropismo e vasoconstrição periférica. – Refluxo gástrico: ocorre por jejum inadequado e em manipulação de ID. Aumenta a predisposição de ter pneumonia aspirativa, por isso a intubação eh necessária. – Anestesia regional: podemos ter complicações pela punção invertida (vasos e veias), intoxicações por AL (convulsões e depressão severa do SNC). – Falha em equipamentos: Por ausência de manutenção, uso inadequado, incompatibilidades.– Eletrocardiograma / ECG - TAQUIARRITMIAS (TAQUI VENTRICULAR SUSTENTADA E VPC) E BRADIARRITMIAS (BAV E ESCAPE VENTRICULAR) – PROVA: o eletrocardiograma mostra a atv. Elétrica do coração, a condução do impulso ao longo dos batimentos cardíacos. P (átrio) – contração atrial. Ondas pequenas = atrio QRS (ventrículo) – contração ventricular. Ondas grandes (+massa musc.) = ventriculo T – repolarizaçao ventricular. *PROVA*: o batimento sinusal eh um batimento normal (indica que tem átrio contraindo e na sequencia ventrículo) = ritmo sinusal. Qualquer alteração nessa ordem eh arritmia (taquiarritmias e bradiarritmias), que diagnosticamos no eletrocardiograma. - ECG / taquiarritmias: Ocorrem com alta de FC. * Taqui Ventricular sustentada: So ventrículo funciona, como se fossem varias VPC’s na sequencia. Qnd ocorre na anestesia, sempre tratar pq pode evoluir para parada cardíaca. Tratamento: Lidocaina IV (antiarrítmico). Se não responder usar Amiodoroma (2 opção pelos efeitos colaterais). * VPC (complexo ventricular prematuro): Temos o aumento do batimento, e ventrículo despolarizou 3x (foto), sem que o átrio tenha despolarizado. Ele não esperou o átrio bater para contrair, e isso gera ondas grandes e amorfas, sempre ocorrem em duplas ou trios. Tratamos qnd a frequencia do batimento ventricular for maior que 30% da FC (EX: 100bpm e em 1m contamos 40VPC). Se for menor, deixar e apenas reavaliar. Não gera a taqui sustentada. - ECG / bradarritimias: Ocorrem por baixa de FC (30 a 40bpm). * BAV: Bloqueio átrio ventricular (existem 4 tipos). O átrio ate recebe o impulso e contrai, mas o ventrículo não contrai, e ai temos um bloqueio entre átrio e ventrículo = BAV. O impulso chega no átrio mas não consegue passar. Sem onda QRS. Tratamento: Atropina (cao e gato), mas se estivermos usando dexmedeto a 1 opçao eh a lidocaína (pq ai eh uma arritimia causada pela medicação, dexmedeto e não pelo coração / Ecopolamina (equinos) / Glicopirrolato (silvestres). * Escape Ventricular: Atrio parou de funcionar, não despolariza. Na ausência de despolarização atrial, o ventrículo tem um mecanismo de segurança em que ele próprio consegue gerar seu batimento. Sem átrio encaminha o impulso = ventrículo escapou do átrio = escape ventricular. v Recuperação Anestésica: Encontramos dificuldade respiratória, os equinos não respiram pela boca, apenas pelo nariz. Entao essas dificuldade podem ocorrer por retirada precoce de sonda orotraqueal (e tbm em pacientes com edema de laringe), edema ou hemorragia nasal (muito tempo com a cabeça baixa na cirurgia), paralisia laríngea (casos de intubação com sonda muito grande). Trantamento: lavar as narinas com solução fisiológica e adrenalina. – Delirios ou excitação: Ai temos o reflexo transoperatório (muita oscilação durante a NA = recuperação conturbada). Por MPA inadequada ou insuficiente. E por DOR (principal estimulante do SNC que podem gerar lesoes) ai temos que aumentar o protocolo analgésico e fazer tranquilizande e sedativo na recuperação. – Vomitos: Por jejum inadequado (estomago cheio ou alta manipulação de alças intestinais, neste caso manter a sonda orotraqueal ate retorno dos reflexos (deglutir). Tratamento: Meropitant. – Miopatias: Comum em grandes animais, inflamação de grandes grupos musculares (bíceps braqueal e quadríceps femoral), o musculo inflama durante a cirurgia e gera muita dor na recuperação. Temos tbm quados de hipotensão prolongado. Por Mal posicionamento (compressão de bíceps, quadríceps). Prevençao: Manter boa PA e fazer o posicionamento adequado na mesa cirúrgica, evitando compressão de grande grupos musculares. Prognostico ruim. – Neuropatias: Por compressão nervosa (facial e radial torácico), que faz parar de funcionar temporariamente (24 a 48h). Paciente acorda sem dor e sem movimento. (prognostico melhor que o da miopatia). Podem ocorrer as 2. – Recuperaçao prolongada: Mais de 30 minutos (o normal eh 15m). Causada por hiportemia (centro cirúrgico gelado -21graus, ex: 17gr ou pq não tem aquecimento externo – mesa aquecida). O paciente deve sair da mesa com + de 36 graus / ideal 37. Se estiver muito abaixo a temp. o paciente leva mais tempo para metabolizar os fármacos pelo figado. Temos tbm a Hipoglicemia, que gera a falta de energia para o fígado conseguir agir e quebrar as moléculas durante o metabolismo. Tratamento: se necessário repor via IV ou VO (pingar mel ou glicose na boca). Ocorre tbm em animais com baixo score corporal e filhotes. CASO CLINICO ARRITMIAS E HIPOTENÇAO (PROVA): Quais os mecanismos de ação de alfa/beta - Paciente hipotenso na UTI, te solicitam para reverter quadro de hipotensão em paciente que não responde a efedrina, qual seria seu protocolo, explique o medicamento que vai utilizar e em quais receptores agem: Podemos tentar usar primeiramente a dobutamina. A dobutamina está indicada, quando há necessidade de suporte inotrópico; durante o tratamento de pacientes com estado de hipoperfusão, nos quais, o débito cardíaco é insuficiente para suportar as demandas circulatórias; A dobutamina estimula receptores beta-1, produzindo aumento da frequência cardíaca. Em doses maiores, a atividade beta-2 adrenérgica pode resultar em aumento da frequência cardíaca e vasodilatação sistêmica. Caso não resolva..... Podemos partir para o uso da Noradrenalina. A atividade alfa- agonista adrenérgica da noradrenalina induz vasoconstrição periférica, o que aumenta a pressão arterial sistólica e diastólica, acompanhada da diminuição reflexa da frequência cardíaca. Pode ser utilizada em situações de emergência de hipotensão, como o choque, bem como na parada cardíaca. Ela tem capacidade de agir nos receptores alfa 1 (principalmente) e também no beta 1, exercendo de maneira significativa um efeito vasopressor. CASO CLINICO 2 – INTOXICAÇAO AL (PROVA): Pq os pacientes convulsionam por anestésicos locais? A bupivacaina (cardiotoxica) ou a ultilizaçao de anestésicos locais em tecidos inflamados, convulcionam pq inibem o centro inibitório (tem preferencia pelo inibitório), gerando a como primeira manifestação a convulsão seguido pela cardiotoxicidade, vai bloquear inibitório, pois qnd vai na corrente sanguínea, temos a alta concentração, que vai para SNC, encéfalo, e la faz inibição do inibitório, (pq caiu muito rápido na corrente sanguínea. Nos gerais convulsionam pq estimulam os excitatórios. PROVA – Quais os mecanismos de ação de alfa/beta: Os receptores adrenérgicos são ativados por seus ligantes endógenos, as catecolaminas: adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). Os receptores α são divididos em α1 e α2, bem como os β são divididos em β1 e β2 e β3, onde certas substâncias agem sobre uns receptores, mas não sobre outros. A noradrenalinaexcita, principalmente, os receptores α, com menor intensidade os β, enquanto a adrenalina excita ambos com a mesma intensidade. Fármacos adrenergicos de ação direta (nos rec alfa e beta). Mecanismo de ação dos fármacos adrenérgicos. Os fármacos adrenérgicos podem atuar diretamente nos receptores (p. ex. noradrenalina, adrenalina), indiretamente, promovendo a liberação de noradrenalina da terminação nervosa. Os efeitos cardiovasculares de agonistas diretos, noradrenalina (α, β1), adrenalina (α, β1, β2), ações da administração intravenosa de noradrenalina, adrenalina. A noradrenalina (1) provoca vasoconstrição e elevação da pressão sistólica e diastólica (PAM), com bradicardia reflexa. A adrenalina (CENTRO) combina as ações da NA e provoca vasodilatação e queda na PAM, mas aumenta acentuadamente a força e a frequência cardíacas., mas que resulta em pequeno aumento da PA, devido as ações nos vasos periféricos CASOS CLINICOS Caso 1: Endoscopia alta por corpo estranho. Lhasa de 8 anos, sem comorbidades, vômito há 2 dias, laudo US – CE em estômago. Qual protocolo de MPA: Metadona ou tramadol (se necessário associar acepromazina) Qual protocolo de Indução: Propofol ou Cetamina + diazepam + periglotica Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano Quais intercorrências: depressão respiratória. Caso 2: Laparotomia exploratória para retirada de CE. Golden, 5 anos, obeso, vômito há 3 dias, laudo US - presença de estruturas em intestino delgado condizente com CE, ausência de plisamento. Total de 3 regiões acometidas do intestino delgado. ASA III Qual protocolo de MPA: Metadona + dexmedeto Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil ou lidocaina Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano / TIVA / PIVA Qual protocolo de Analgesia: IC de fentanil Caso 3: Colocefalectomia. SRD, aproximadamente 4-5 anos (paciente adotado adulto), histórico de acidente automobilistico há 24 horas, sem liquido livre abdominal, Raio-X – Fratura cabeça do fêmur esquerdo. Qual protocolo de MPA: Metadona + dexmedeto + cetamina Qual protocolo de Indução: propofol Qual protocolo de Manutenção: TIVA – Fentanil, lidocaína, cetamina (FLK). Caso 4: Tomografia computadorizada crânio. Yorkshire, 12 anos, presença de quadros convulsivos a esclarecer que começaram há 3 semanas. Paciente apresenta alterações nos exames neurológicos. Esta em uso contínuo de fenobarbital, medicamento é administrado diariamente as 07h00 (foi administrado nesse horário no dia da tomografia). Procedimento agendado para as 11h00. O medicamento para ter seu efeito anticonvulsivante tem de ser administrado 2 x ao dia (a cada 12 horas). Qual protocolo de MPA: Meperidina + dexmedeto Qual protocolo de Indução: propofol + midazolam Qual protocolo de Manutenção: isoflurano Caso 5: Cistotomia por cálculo urinário. Labrador, fêmea, 8 anos, paciente apresente disúria com recidiva de cálculos vesicais. Sem comorbidades, presença de dispneia inspiratória discreta na avaliação pré anestésica. Qual protocolo de MPA: tramadol + dexmedeto ou acepromazina + metadona Qual protocolo de Indução: propofol + fentanil ou lidocaina Qual protocolo de Manutenção: isoflurano Qual protocolo de Analgesia: epidural com lidicaina + morfina e IC de fentanil. Caso 6: Profilaxia dentária com extração de incisivos. Bull terrier, macho, 6 anos, doença periodontal moderada, paciente agitado de difícil contenção. Sem comorbidades. Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + cetamina + midazolam (quarteto fantástico). Ou dexmedeto + pepidina + acepromazina. Qual protocolo de Indução: Propofol Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano / TIVA Qual protocolo de Analgesia: bloqueio de cabeça (infraorbitario, mentoniano, mandibular com lidocaína ou IC de fentanil Caso 7: Osteossíntese de rádio. Spitz alemão, 2 anos, histórico de queda do sofá há 3 horas, Raio-x constatou-se fratura completa de rádio e ulna de MTD. Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + cetamina + midazolam (quarteto fantástico). Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil ou cetamina Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano + propofol Qual protocolo de Analgesia: bloqueio de plexo braquial com lidocaína + bupivacaina e IC de analgésicos (dipirona) Caso 8: Tomografia computadorizada de abdômen. Poodle, 14 anos, presença de nódulos hepáticos em US, investigação para possibilidade de retirada cirúrgica dos nódulos. Qual protocolo de MPA: petidina Qual protocolo de Indução: Propofol Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano Caso 9: Laparotomia exploratória emergencial. Golden Retriver, 10 anos, paciente chegou na emergência do hospital com histórico de apatia e perda de apetite repentina nas últimas 24 horas. US apresenta liquido livre abdominal acentuado, possível sangramento em baço ou fígado (neoplasia?). Provavelmente deve ser um tumor em baço que está sangrando e causando o hemoperitoneo, saberemos disso na hora da drenagem do conteúdo. Caso positivo o paciente tem indicação para realizar uma esplenectomia (para retirada de baço). Caso tivesse sido um atropelamento poderia ser rompimento de fígado ou baço. Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil IV Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano + FLK (IC) Qual protocolo de Analgesia: FLK E MLK Caso 10: Amputação de membro pélvico direito. SRD, 5 anos, atropelamente há 5 dias com impossibilidade de osteossintese. Sem histórico de comorbidades. Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona Qual protocolo de Indução: Propofol IV + bloqueio locorregional com IC de FLK Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano Qual protocolo de Analgesia: FLK E MLK Caso 11: Anestesia para biopsia hepática. Schnauzer, 12 anos, padrão hepático em exame US alterado, investigação de possível neoplasia hepática. Histórico de hiperlipidemia e dermatite atópica. Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil Caso 12: Hemilaminectomia para redução de hérnia de disco. Dachshund, 8 anos, paralisia de membros pélvicos com presença de dor profunda, Hérnia de disco diagnostica em TC. Sem comorbidades. Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + cetamina + midazolam (quarteto fantástico) Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano Qual protocolo de Analgesia: FLK (trans) MLK (pos) Caso 13: Lobectomia pulmonar. SRD, 6 anos, acidente automobilístico com presença de torção de lobo pulmonar. Sem histórico.Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + cetamina + pre oxigenar / Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil/ Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano / TIVA Qual protocolo de Analgesia: bloqueio intercostal com bupivacaína + IC de FLK