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RESUMO N1 – ANESTESIOLOGIA VETERINARIA 
 
 
AULA 1 – INTRODUÇAO A ANESTESIOLOGIA: 
A anestesia é a farmacologia aplicada a neurologia. A anestesia é 
induzida por fármacos que depressores, com ação no Sistema 
nervoso central (SNC). Anestesia local (SNC Periférico), tecido 
nervoso local ou regional / Anestesia geral (SNC Central). O 
objetivo é deixar o animal insensível a qualquer estimulo. 
RESUMINDO: A anestesia é perda total da sensibilidade em todo o 
organismo (se for anestesia geral), ou parte dele (se for anestesia 
local ou regional) induzida por agentes (fármacos) que deprimem a 
atividade do tecido nervoso local, regional ou do sistema nervoso 
central (SNC). 
 
Pilares da Anestesia: Os pilares da anestesia geral são, 
Analgesia. Hipnose (inconsciência). Bloqueio dos reflexos 
autonômicos (relaxamento muscular). O protocolo ideal engloba os 
3 pilares da anestesia. Sempre fazer um conjunto de 
medicamentos, para ter uma boa qualidade anestésica e 
contemplação dos 3 pilares. Manipulamos o SNC e SNP através 
desses fármacos. 
 Relaxamento muscular 
 
 
 
 
 Inconsciência Analgesia 
 
1 – Relaxamento muscular: essa dessensibilizaçao tem que gerar 
relaxamento muscular para podermos operar e intubar o paciente. 
2- Analgesia: gerar a ausência de dor 
3- Inconsciência: feita na maioria dos procedimentos (animais são 
inquietos). 
 
 
Introdução a anestesia: Insensibilidade é a não resposta ou a 
ausência de resposta a um estímulo. Anestesiamos um paciente 
para ele não responder a um estimulo cirúrgico. O paciente fica 
insensível e irresponsivel e isto ocorre através de medicamentos 
que reduzem a atividade de 1 ou 2 sistemas. 
Basicamente deprime o sistema nervoso que é dividido em 2 
sistemas sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso 
periférico (SNP). Podemos fazer o bloqueio de um sistema nervoso 
periférico (local ou regional) ou fazer a dessensibilização geral do 
sistema nervoso central. 
 
Importância da anestesia: Tratamento humanitário dos animais 
(diminuindo dor, stress e desconforto). Promover condições 
cirúrgicas ideais (ausência resposta motora, ausência de 
sensibilidade dolorosa, relaxamento muscular adequado). 
Manutenção da vida. 
 
Quando usamos a anestesia: Procedimentos cirúrgicos 
(diversos). Procedimentos diagnósticos e terapêuticos (para 
colaboração ao efetuar exames e radioterapias). Contenção 
química (animais bravos). Procedimentos ambulatoriais (suturas, 
curativos, queimaduras), para ter conforto no procedimento. 
Transporte (podemos apenas tranquilizar, não podemos sedar). 
Eutanásia (para o animal não ter percepção da morte e nem da 
parada cardíaca). 
 
Definições importantes: Analgesia - Ausência de dor. 
Tranquilização - Mudança comportamental que reduz a ansiedade 
(ansiolíticos), porém o paciente permanece consciente e 
responsivel. 
Sedação - Depressão do SNC mais intenso, associada a 
inconsciência, mas responsivo a dor. 
Tipos de anestesia: Anestesia loco-regional - perda total de 
sensibilidade numa parte localizada, SNP não altera a consciência, 
apenas bloqueia os nervos periféricos. 
 
Anestesia geral – Inconsciência por depressão reversível do SNC 
(perda da consciência de forma reversível), não responde a 
estímulo doloroso e as funções sensoriais, motoras e autonômicas, 
reflexos estão diminuídos. É a depressão total do SNC (existem 
vários níveis de profundidade), geram hipotensão, bradicardia e 
parada respiratória. 
Anestesia balanceada – associação entre técnicas de anestesia e 
entre diversas classes farmacológicas, para ter uma maior 
qualidade anestesia e conforto do paciente. Usamos doses de 
medicamentos (com efeito sinérgico) em menor quantidade, assim 
reduzindo os efeitos adversos. 
Anestesia dissociativa - é a anestesia capaz de dissociar o córtex 
cerebral (centros de controle) de maneira seletiva (um dos sistemas 
que não se desliga é o cardiorrespiratório, então dificilmente 
teremos uma parada cardíaca ou respiratória, pois desliga o SNC 
parcialmente), causando perda da consciência com presença de 
analgesia (pouco suficiente) e manutenção dos reflexos protetores. 
(paciente pisca, tosse, deglute e as x se movimenta). Muito utilizada 
a campo (equinos, bovinos e silvestres). Farmaco da família dos 
anestésicos dissociativos. 
Neuroleptoanalgesia: Protocolo anestésico capaz de causar 
sonolência e analgesia sem perda da consciência. Usada em 
cavalos para fazer a cirurgia em pe. Usamos tranquilizante com 
analgésico (Ex: Acepromazina + Morfina). 
Hipnose: Sono por moderada depressão do SNC induzido por 
fármaco (opioides, anticonvulsivantes, benzodiazepínicos) 
 
Etapas da anestesia: 
1. Anamnese – Boa conversa com o tutor (queixa principal, histórico 
clinico). 
2. Avaliação pré anestésica – Checar as informações da anamnese 
e buscar outras (com o tutor) ocultas em exames, olhar os exames 
para assim definir o melhor plano. 
3. Planejamento - definir o melhor plano anestésico, o quanto 
precisamos sedar, se tem ou não dor, se vamos intubar, ou fazer 
locorregional) 
4. MPA (preparo do paciente) – Fazemos o preparo do paciente, 
pegamos a veia, fazemos tricotomia e higienização das áreas de 
interesse. 
5. Indução - Induzimos a perda de consciência 
6. Intubação – Intubamos se necessário 
7. Manutenção anestésica – Durante o procedimento fazer a 
manutenção do plano e monitorar (FC, PA, oxigenação e nível de 
consciência, para saber se está em plano adequado). 
8. Monitoração – Antes, durante e depois. 
9. Recuperação pós anestésica – Assim que terminar o 
procedimentovai para a recuperação e finalizamos. 
 
AULA 2 - AVALIAÇAO PRE-ANESTESICA: 
Avaliamos a ficha do paciente, particularidades anestésicas, 
fazemos a anamnese, condições ocultas nos exames, exame físico, 
exames laboratoriais e de imagem, risco anestésico e possíveis 
intercorrências 
Início da avaliação pré-anestésica - Fazer uma anamnese 
relacionada ao objetivo anestésico, para se fazer uma anestesia 
personalizada para cada paciente. Usamos diversos fármacos 
associados. A escolha é feita a partir do tipo de procedimento, 
presença de dor pré-operatória, grau de sedação requerido e pela 
anamnese/ condições do paciente, onde o classificamos em uma 
escala de risco anestésico (ASA) que vai de 1 a 5, para saber se 
tem mais ou menos riscos de ir a óbito. 
Riscos de uma anestesia: Alergias de pele, piora de um quadro 
neurológico, cardiológico e ate uma parada cardíaca, pois estamos 
trabalhando com medicamentos rápidos e potentes. OBS: Os 
anestésicos tem uma resposta grave quando geram alergias, como, 
parada respiratória, cardíaca, hipotensão, dissociação cerebral... 
etc.). Outros riscos: hipersensibilidade a medicamentos 
(idiossincrasia – resposta inesperada a um fármaco, ex: efeito 
rebote / ex2: dipirona causa parada cardíaca, excitação = resposta 
inesperada ao fármaco / incontrolável / raro). 
Pontos importantes: Paciente precisa estar controlado de 
preferencia e sempre explicar rigorosamente o jejum para o tutor, 
no dia da cirurgia perguntar sobre o jejum várias vezes e de 
diversas formas diferentes, pois se o jejum não estiver correto 
podemos ter pneumonia por aspiração. 
Etapas da anestesia: MPA / indução anestésica/ manutenção 
anestésica / recuperação anestésica 
ANAMNESE DE AVALIAÇAO PRE-ANESTESICA: Primeiro 
temos que ter uma boa conversa com o tutor, qual a queixa 
principal, o que está acontecendo com o paciente e o histórico 
clínico. 
Perguntas Básicas: Idade - Se o animal é jovem ou idoso (pois 
os jovens tem mais chances de tríade, hipoglicemia, hipotermia, 
hipotensão / E os idosos tem o sistema pós maduro em queda, o 
que dificulta a metabolismo ação de alguns medicamentos então 
em ambos, trabalhamos com doses mais baixas de fármaco). Se 
tem chip, prótese, implante de shunt, cardiopata, epilético. 
Qual cirurgia o animal irá fazer e porquê. 
Perguntas ao tutor (Condições ocultas): Quais doenças o 
animal já teve ou tem (cardiopata, hepatopata, nefropata, 
epilético), histórico de cirurgias anteriores (se teve ou não 
intercorrências). Se tem alergias. Se é epilético, se toma 
medicação, quais, qual a dose, horário, e se tomou no dia da 
cirurgia (como foi dado e em qual horário). Se o animal é 
diabético, damos preferência para operar de tarde, paciente toma a 
insulina de manhã para não correr o risco de chegar em 
hiperglicemia e convulsionando, (pois um diabético controlado, a 
glicemia é normal no exame de sangue). Se fez o jejum 
corretamente (perguntar várias vezes de formas diferentes, pois se 
não estiver com o jejum correto, pode ter pneumonia aspirativa). Se 
o animal é bravo (pois se for bravo temos que aplicar medicações 
+ potentes). Se está no cio (pois femeas no cio trazem problemas, 
alterações metabólicas e hematológicas, tem propensão maior a 
sangramentos). 
Outras perguntas sobre alterações ocultas: se o paciente 
vomitou de ontem pra hoje, se teve piora de quadro, se está mais 
apático, se não respondeu bem a medicação pré operatória que foi 
recomendada, se começou analgésico em casa e ficou nauseado, 
se parou de comer. Sinais e sintomas que aconteceram 
recentemente (presença de diarreia, vomito, desmaio, convulsões, 
piora de quadro clinico). Medicações utilizadas (cardiopatas e 
epiléticos não interrompemos as medicações, apenas retiramos os 
vasodilatadores centrais 1 dia antes e anticoagulantes de 4 a 7 dias 
antes). 
Perguntas ao tutor (sobre cada sistema): Respiratório (se tosse, 
espirra, tem dispneia, presença de secreções). Cardiovascular (se 
tem tosse, síncope, cansaço fácil, ascite, hipoadreno). 
Gastrointestinal (se tem vômito, diarreia). Sistema nervoso 
central (se tem convulsões). Endócrino (se tem diabetes, 
hipotiroidismo, hipoadreno). Hematológico (se tem anemia, se fez 
transfusões). Comportamental (se teve alterações de 
comportamento nos últimos dias, apatia, head thealt, convulcoes, 
parou de se alimentar) 
Influencia no protocolo: Sim poderiam influenciar, pois para uma 
boa avaliação pré anestésica do paciente temos que checar as 
informações da anamnese e buscar outras com o tutor (condições 
ocultas nos exames). Depois de toda a anamnese fazemos a 
classificação de risco anestésico pra saber se o paciente tem mais 
risco de ir a óbito, ou não, e pra prever os problemas, caso o 
paciente tenha risco aumentado para uma parada cardíaca, ou 
respiratória, ou se tem uma anemia que precisamos oxigenar o 
antes. Depois de tudo isso definimos o plano anestésico, se vamos 
sedar mais ou menos, se o paciente tem dor ou não, se vou entubar 
ou não, ou se vou fazer loco regional. Fazemos um protocolo de 
anestesia personalizada para cada paciente. 
OBS: O paciente precisa estar controlado/estabilizado 
(preferencialmente) para a anestesia, caso não seja uma 
emergência, e o paciente esteja, sem jejum ou desestabilizado, o 
ideal é estabiliza-lo e fazer a cirurgia em um outro momento, com o 
jejum correto. Condições que devem prevalecer, o paciente está 
nas melhores condições possíveis (sim ou não). 
Ficha do Paciente: Deve conter nome do cão e sobrenome do 
dono (para não ter dualidade do paciente), espécie, raça, sexo, 
idade, peso, 
Exame Físico: Avaliar escore corporal: (animais com pouca 
gordura perdem temperatura muito rápido / animais obesos tem 
muito tecido adiposo e algumas classes de medicamentos fazem 
reserva, ao invés da medicação se distribuir na corrente sanguínea, 
vai para o tecido adiposo e é estocado, aí o paciente demora para 
entrar em plano, usa muita medicação e corre o risco de não 
acordar mais. Isso se chama síndrome da repartição). 
Avaliar se o paciente tem lesões: para comparar após a 
anestesia. 
Mucosas e TPC: Avaliar antes e depois 
Sinais e sintomas aparentes: Dispneia, presença de disuria, 
diarreia, vomito. 
Auscultação: Cardíaca, pulmonar, digestório (ruminantes e 
equinos) 
Palpação: pulso, abdominal, retal (grandes animais). Palpação de 
referencial anatômico apenas para anestesia local (palpamos uma 
estrutura anatômica que vai me guiar a entrar no corpo, epidural, 
em obesos não conseguimos pois não da para localizar o processo 
espinhoso). 
Exames Complementares: Hemograma completo, bioquímica 
renal e hepática urinalise (em nefropatas). Val: 30 dias. 
Exames de imagem: raio X de tórax (em pacientes oncológicos). 
Ultrassom (quando tiver derrame abdominal ou torácico, ascite e 
hemoperitônio, pneumonia com derrame pleural só quando 
suspeito). Temos um exame de imagem feito no dia da cirurgia é o 
FAST A - abdômen e FAST T – tórax. 
Cardiológicos: eletrocardiograma e ecocardiograma (eletro sempre 
e eco a partir dos cinco anos ou se manifestar algo antes). Val: 6 
meses 
Perfil de coagulação: Val: 3 dias (se faz no dia) 
Risco anestésico (ASA): auxiliar no preparo do paciente, prever 
riscos, auxiliar na escolha do protocolo anestésico e adequar as 
doses de fármaco. 
ASA I: animais sadios sem doença detectada. 
ASA II: doença sistêmica leve a moderada controlada (anemia leve, 
Cardiopatas compensados, diabéticos, cio levemente anêmico, 
idosos, neonatos, anoréxicos e obesos. 
ASAIII: doenças sistêmicas moderadas a grave (Cardiopatas, 
hipertensos, doente renal (não insuficiente), anemia grave, aplasia 
de medula. VER TABELA SLIDE, CLASSIFICACAO DIFERENTE 
 
 
AULA 3 – MEDICAÇAO PRE-ANESTESICA (MPA): 
Introdução/ Resumo: Sedativos, analgésicos,técnicas de 
neuroleptoanalgesia (tranquilização + analgesia). Na MPA 
utilizamos 2 a 3 fármacos (tranquilizantes e analgésicos ou sedativo 
e analgésico ou os 3 – tranquilizantes, sedativos e analgésicos. Na 
MPA temos a opção de trabalharmos com reversores (como por 
exemplo procedimentos diagnósticos). Quanto mais dor, mais 
analgésicos. Os opioides na MPA tem potencial sedativo e 
analgésico (opioides podem ser utilizados em Cardiopatas e 
nefropatas). 
Temos que ver o grau de sedação que queremos no paciente 
(totalmente inconsciente ou só com uma redução, mas ainda 
responsivel). 
Um dos objetivos da MPA é Potencializar ação dos anestésicos 
(assim gastamos menos medicamentos – propofol, tiopental, 
quetamina). Usamos o conceito de anestesia balanceada, 
aplicamos medicamentos com efeitos sinérgicos em doses mais 
baixas. Também Coíbem o estágio II da anestesia (estado deletério, 
excitação involuntária = estagio de delírio), que muitas vezes 
entram quando não é feita a MPA (ex: tomografias). Nesse estágio 
dois o paciente não tem dor, porem ele se debate, defeca, urina e 
grita, é um descompasso do sistema nervoso central. A MPA 
também reduz o vomito e regurgitação, pois muitos tranquilizantes e 
sedativos tem potencial antiemético. Também tem proporcional 
indução e recuperação anestésica mais suave e também reduz o 
estresse facilitando o manuseio no preparo. Geram também 
relaxamento muscular. 
Objetivos MPA: Sedação / tranquilização / Analgesia / 
Relaxamento muscular / Potencializar ação dos anestésicos (assim 
gastamos menos medicamentos – propofol, tiopental, quetamina) / 
Coibir o estágio II da anestesia ((estado deletério, excitação 
involuntária = estagio de delírio)/ Diminuir vômito e regurgitação 
(muitos tranquilizantes e sedativos tem potencial antiemético.)/ 
Indução e recuperação suaves / Reduzir stress facilitando 
manipulação (preparo)/ Relaxamento muscular/. Diminuir secreções 
de via aéreas e salivação. 
Fármacos na anestesia (famílias que vamos trabalhar): 
tranquilizantes (os principais são fenotiazinicos e butirofenonas). Os 
alfa2 agonistas ou adrenergicos (principal família de sedativos). Os 
opiodes (que são sedativos e analgésicos). Os benzodiazepinicos 
(Dormonid ou midazolam) que são sedativos leves, não gera 
sedação nem tranquilização, nem analgesia, tem efeito paradoxal / 
rebote no animal, por isso não usamos, pois gera um efeito 
contrário (se usar melhor o diazepam). E a de classe 
anticorlinergicos (atropina, escopolamida, tricoprolato), estão na 
MPA para evitar os efeitos adversos de outros medicamentos (é 
uma droga de emergência). 
 
FARMACOS ULTILIZADOS NA MPA – Tranquilizantes 
fenotiazinicos (acepromazina, clorpromazina, levomepromazina)/ 
tranquilizantes butirofenonas (azapenona, droperidol) / alfa2-
agonistas e adrenergeticos (xilazina, detomidina, ramifidina, 
dexmedetomidina, metomidina)/ opioides (Morfina, tramadol, 
meperidina, burtofanol, metadona, fentanil, codeína) / 
anticolinérgicos (adjuvantes MPA – (atropina, escopolamina, 
glicopirrolato) / benzodiazepínicos (Diazepam, midazolam). 
 
Tranquilizante – Fenotiazinicos (acepromazina, clorpromazina, 
levomepromazina): mais conhecida, mais utilizada, mais barata, 
tranquilizante leve, principal neuro epilético utilizado na rotina 
(neuroleptoanalgesia), usado em grandes e pequenos, 
preferencialmente IM, não tem reversor, aumento da dose aumento 
dos efeitos adversos, zero analgesia. Ex: paciente hígido na MPA, 
sem doença pre existente, apenas para diminuir a ansiedade. 
Agem em 5 receptores mecanismos diferentes de ação, dopamina, 
seratonina .(inibidor dopaminérgico e seratonininergicos), 
receptor de histamina (inibidor de H1), 
Efeitos adversos: receptor alfa (inibidor de alfa 1 adrenergetico, 
que gera hipotensão, hipotermia, redução de hamatrocito, causa 
esplenomegalia. Inibidor colinérgico (Redução do limiar 
convulsivo / Reduz salivação e secreções). 
OBS (explicação efeitos adversos): os receptores alfa1 estão 
presentes nos vasos sanguíneos da periferia, quando ativado gera 
vasoconstrição, quando bloqueado vasodilata, e nesse caso temos 
uma inibição do receptor alfa1 adrenergico, o paciente caracteriza 
uma vasodilatação periférica, aí temos uma maior circulação sendo 
desviada do centro do organismo para periferia, aí faz mais troca de 
calor e perde mais temperatura e temos a hipotermia. Essa 
vasodilatação também gera hipotensão, porque quando vasodilata a 
pressão do paciente cai. Essa vasodilatação não ocorre somente 
em vasos de musculatura e membro, pode ocorrer também em 
vasos de órgãos principalmente do baço, aumentando seu volume e 
causando esplenomegalia, e essa retenção de volume sanguíneo 
dentro do baço faz a redução de hematrocitos circulantes. 
Contra indicações: pacientes que tem a indicação de retirada de 
baço na cirurgia não podem utilizar fenotiazinicos, também não 
podem Cardiopatas que já estão hipotensos. Pacientes anêmicos 
porque hematrocitos ja estão baixos. Por ser um inibidor colinergico, 
pacientes com quadro neurológico, convulsões descritas, se 
fizermos essa medicação no paciente vai convulsionar com muita 
facilidade, então também é contra indicado em epiléticos 
OBS: estão caindo em desuso, pois a tranquilização eh muito leve, 
causa hipotençao, hipotermia, alterações hematológicas (ex: 
interfere em coletas de sangue e na cirurgia faz esplenomegalia). 
Não utilizamos em equinos (garanhoes) com testosterona circulante 
pois gera prolapso de pênis. Protrusão da terceira pálpebra em 
cães, abaixamento de cabeça em grandes animais. 
Acepromazina (mais conhecida, mais utilizada, mais barata), 
tranquilizante leve, Modo de agir: Agem em dopamina seratonina e 
receptores H (histamina). 
Efeito adverso: Mais hipotensor (bloqueia alfa1, vasodilata, 
pressão cai). 
Clorpromazina: Em desuso, tranquilização baixa, melhor 
antiemético. 
Levomepromazina: Melhor anti-histaminico, maior afinidade oela 
inibição do H1. 
Tranquilizante – Butirofenonas (pouco ultilizados): São bem 
potentes, tranquilização de moderada a intensa, não altera muito 
FC, PA e padrão respiratório, potente antiemético, principal 
neuroepiletico mais restrito a suínos. 
Azapenona: Ultilizada em suínos/ animais de produção. 
Droperidol: utilizada em cães e gatos, em desuso porque eh muito 
potente, e para isso temos medicações melhores/modernas. 
OBS: se tivesse que escolher entre fenotiazinicos e butirofenonas 
para um cardiopata, nenhum seria indicado, mas a butirofenona 
seria melhor. 
 
Alfa2 – agonistas: Principal família dos sedativos, mais ultilizados 
na vet (tanto na MPA como na manutenção anestesica), muito 
seguro, tem reversor, duram 40 minutos, rápida absorção (cerca de 
3 minutos, metabolização hepática (sobrecarrega em ifusoes 
continuas), excreção renal (nefropatas podem ter prejuízo ao tentar 
eliminar o fármaco). Familia – Xilazina, detomidina, romifidina, 
dexmedotomidina, medetomidina) 
Mecanismo de ação (PROVA): Primeiramente estimula receptores 
alfa 2 adrenergicos (agem no alfa 1 e 2). Faz diminuição da 
liberação de Noradrenalina, diminuindo a excitação no sistema 
nervoso central. Faz diminuição da atividade simpática (sistema luta 
ou fuga) Bradicardia, Bradipneia, hipotensão . Faz essa diminuição 
através das cetocolaminas e outros hormônios do estresse. Reduz 
adrenalina na corrente sanguínea, cortisol, diminui estresse. 
(Estimulação de receptores alfa – adrenérgicos / Diminuição de 
liberação de noradrenalina / Diminuição da atividade simpática / 
Diminuição de catecolaminas e outros hormônios de estresse). 
Efeitos esperados: perda da consciência, sedação (leve a intensa 
– dose dependente), Relaxamento muscular (muito bom), Analgesia 
Visceral Discreta (órgãos viscerais,rim, fígado, pâncreas, 
estomago, pulmão), Ataxia, Redução da motilidade intestinal 
(durante o efeito), Prolapso peniano (temporário), Ptose palpebral, 
Abaixamento de cabeça (evidente em grandes), Hiperglicemia (inibe 
a liberação de insulina no pâncreas), A hiperglicemia ocorre porque 
esse receptor de alfa 2 (que esta basicamente no SNC, mas tbm 
esta presente em vários outros órgãos, e um deles é o pâncreas, 
está presente na parede das células pancreáticas que liberam 
insulina. Quando ativa/inibe, o receptor se liga ele, que inibe a 
liberação de insulina na corrente sanguínea. Ai a insulina na 
corrente sanguínea cai a glicemia sobe. No paciente insulino: 
dependente podemos usar porque ele produz insulina. No paciente 
não insulino/dependente não utilizamos.PROVA 
Efeitos simpatolíticos (PROVA): efeito simpatolitico, quebra o 
efeito simpático aí temos diminuição de FC gerando Bradicardia, 
(despenca FC) porque são vários mecanismos que influenciam isso. 
A bradicardia gera a bradiarritmia (evitar em cardiopatas), 
sendo a mais comum a BAV (bloqueio átrio ventricular, que eh 
reversível com uma aplicação única de Lidocaína IV). 
Gera também a hipertensão arterial transitória logo que 
aplicamos a medicação, q dura de 10 q 15 minutos, pois o alfa 
2 agonistas agem no alfa 1 (que está presente em vasos da 
circulação periférica). Quando essa medicação chega nos vasos, 
ativa o alfa1, contraindo os vasos, aumentando a resistência 
vascular periférica, aí a pressão sobe (se qnd aplicarmos um alfa 2 
e aferirmos a PA do paciente, observamos uma hipertensão inicial 
transitória). Depois desses 15 minutos a medicação sai alfa 1 e 
começa a se distribuir em alfa 2, assim retornando a 
vasodilatação, temos uma força de contração diminuída e uma FC 
muito baixa, aí a PA despenca (hipotensão), que é o efeito de 
inotropismo negativo, que diminui a força de contração do 
miocárdio, a FC já baixa, cai a força de contração, débito cardíaco 
despenca e entra hipotensão. 
OBS: Na saída da aorta temos o barorreceptor que detecta que tem 
uma hipertensão e dá um rebote para a FC cair mais ainda. Ou 
seja, a FC cai por 2 mecanismos, inibição simpática e ativação 
do barorreceptor por hipertensão transitória, por isso que cai 
tanto a FC com esse medicamento. 
Causa depressão respiratória. Em felinos e ruminantes causa 
salivação excessiva. Em felino e cães com jejum inadequado 
causa emese. 
Xilazina: Está em desuso, mas ainda eh muito utilizada, Efeito 
sedativo mais prolongado do que o analgésico 
Detomidina: Só empregado em equinos (mas pode usar em 
bovinos), mais potente sedativo e analgésico, Menor ataxia. 
Reversores (antagonistas) – Loimbina: reverte só a xilazina, ideal 
reverter após 30 minutos, gera excitação, mioclonia, taquicardia. 
OBS: Animal acorda rápido, porem em 20 min o animal seda 
novamente. Tem mais efeitos colaterais. Atipamazol: Mais 
moderno, compra junto com a dexmedetomidina, melhor efeito 
sobre outros alfa 2 agonistas, menos efeitos colaterais, efeito 
imediato, mais seguro, reverte sedação. 
 
Opioides: São muito sedativos, gera sedação e analgesia, pouco 
efeito adverso, qualquer animal pode receber, tem reversor, bom 
para cardiopatas, utilizado na anestesia balanceada, mais utilizado 
na MPA e trans-operatorio. Familia - Morfina, tramadol, petidina, 
burtofanol, metadona, fentanil, codeína. 
Mecanismo de ação: Ligam – se de forma reversível a receptores 
específicos no SNC e medula espinhal. Interfere em, Nocicepção 
(receptor da dor e o principal receptor do tato), Percepção (da dor, 
como o SNC interpreta), Liberação de serotonina. 
OBS: O N-metild-aspartato (NMDA) é a principal via excitatória da 
medula (por onde a dor caminha) O NMDA pode ser bloqueado com 
quetamina (ai o paciente para de sentir dor). A metadona age em 
receptor opiaceo e NMDA, ou seja, 2 vias que diminuem a atividade 
do SNC (por isso seda muito) 
Classificaçao: Usado na escala de potencial sedativo de 1 a 5, 
onde 1 é mais forte. E se classificam em Agonistas (consegue se 
associar ao receptor e gera potencial máximo, ativa todos os 
receptores, potencial max./ ex: metadona e fentanil), Agonistas 
parciais (consegue se associar ao receptor porem não gera 
potencial máximo, ativa todos os receptores, sem potencial.), 
Agonistas-Antagonistas (não tem analgesia tao completa, ativa 
alguns receptores e bloqueia outros/ ex: Burtofanol) tem 3 
receptores opiaceos (Mi, Kappa, Delta), corta os efeitos dos 
agonistas(sedação e analgesia), Antagonista (bloqueia todo o 
receptor que encostar). 
Principais opioides: 1 – Metadona (Agonista): A que mais seda, é 
um opioide misto. 2 – Morfina. 3 – Meperidina. 4 – Burtofanol 
(Agonista-Antagonista), 5 – Tamadol (tente a excitar e convulsionar 
em altas doses). Tbm temos Fentanil, Codeina e Petidina. 
Mais ultilizados na rotina: Tramadol + morfina (ambos com efeito 
agonista). Tramadol + metadona (boa junção). Morfina + burtofanol 
ou Metadona + burtofanol (nunca). 
Reversor geral (antagosnista): Naloxona (Antagonista de todos os 
receptores opiáceos, Utilizado no tratamento de overdose, Ausência 
de efeitos deletérios e analgésico, considerada mais uma droga de 
emergência. Temos um novo que se chama Nalbufina (reverte tudo, 
menos analgesia) 
Efeitos adversos: Depressão respiratória, Excitação, euforia, 
disforia (em doses altas), Sedação, Bradicardia (estímulo vagal), 
hipotensão (histamina) com morfina e petidina, porem facilmente 
reversível com atropina (anticolinérgico), Ofegante (centro 
termorregulador), Náusea, salivação e defecação seguida de 
obstipação (felinos e ruminantes). 
Anticolinergicos (adjuvantes MPA): Usado muito na emergência 
(principalmente em tratamento de bradicardia e bradiarritimias, pois 
aumenta a FC), reduz salivação e secreção (em casos de entupir as 
sonda), inibição de efeitos deletérios de farmacos 
parassimpatomimeticos, usado na anestesia injetável como pre 
anestésico. Familia - atropina, escopolamina, glicopirrolato. 
Atropina: usada em cães e gatos, gera lesões em cel. cardiacas 
Escopolamina: Usada em equinos, não diminui motilidade. Não 
pode usar em gatos, porem em cães pode. 
Glicopirrolato: usada em silvestres e roedores 
Mecanismo de ação: Antagonistas competitivos da acetilcolina nos 
receptores muscarínicos pós – ganglionares. AcetiolColina gera 
efeitos parasimpáticos, e como ela é um antagonista, vai bloquear 
esse efeito e gerar um efeito simpatomimético. Observamos 
aumento de FC, redução da motilidade, dilatação bronquica, 
mídriase pupilar, diminuição do fluxo lacrimal e salivar. 
Efeitos adversos: Efeitos deletérios - taquiarritmias, redução da 
motilidade gastrintestinal (timpanismo e íleo paralítico), aumento da 
viscosidade das secreções (pacientes pequenos). 
 
Benzodiazepnicos: é um excelente anticonvulsivantes mas o efeito 
sedativo não é muito bom. Efeito ansiolítico, Pode usar na MPA 
(nunca sozinhos), a depressão respiratoria facilita a ventilação na 
UTI (usado em infusão continua), efeito paradoxal, antiemético, 
miorrelaxante, mínimas alteraçes (pode usar em cardiopatas). 
Família - Diazepam e midazolam. 
Mecanismo de ação: Agonista de receptores Gabaérgicos. O gaba 
é o receptor mais potente do SNC, (é a principal via inibitória do 
SNC). Qualquer medicamento que age em gaba é de alta potência, 
perda de consciência rápida 
Diazepam: melhor anticonvulsivante na emergencia, presença de 
metabolitos ativos (pode gerar hepatoxidade). 
Midazolam: mais potente e seguro que o diazepam (principalmente 
na metabolização), porem gera efeito paradoxal 
Reversor (Antagonista): Flumazenil, reversão imediata, IV. 
 
Resumo fármacos MPA: 
Traquilizantes – Fenotiazinicos (acepromazina) / MPA: 
Tranquilizante leve usado para redução de ansiedade em paciente 
hígido na MPA. 
Contraindicaçao: Coletade exames (interfere), cirurgias de baço 
(esplenomegalia), epiléticos (reduz limia convulsivo), cardiopatas 
(hipotensão), anêmicos (reduz hematócrito circulante), prolapso de 
pênis (garanhoes). 
Principais efeitos adversos: Hipotensao e hipotermia. 
Sedativos – Alfa2 agonistas (dexmedetomidina / xilazina) - MPA 
e manutenção anestésica (evitar IC hepatopatas e nefropatas): 
Muito seguro, fazem analgesia visceral (discreta), relaxante 
muscular (muito bom). 
Contra indicação: cardiopatas (BAV) e diabeticos (paciente não 
insulino / dependente) 
Principais efeitos adversos: agem em alfa 1 e 2 (estimula), temos 
depressão respiratória, bradicardia, BAV, bradipneia, hipotençao, 
hipertençao arterial transitoria, hiperglicemia. 
Efeitos simpatolíticos (PROVA): efeito simpatolítico, quebra efeito 
simpático, diminuição de FC, bradicardia, bradiarritmia, BAV. 
Logo que aplicamos a medicação gera hipertensão arterial 
transitória (pq alfa 2 age no alfa1), em seguida (após 15m) sai de 
alfa1 e se distribui em alfa2, FC e PA despenca, hipotensão (efeito 
initropismo negativo), diminui força de contração do miocárdio. Ou 
seja FC cai por 2 motivos, inibição simpática e ativação do 
barorreceptor por hipertensão arterial transitória. 
Sedativos e analgésicos – Opioides (Fentanil, metadona, 
morfina, tramadol) – MPA e manutençao: Qualquer animal pode 
receber, muito seguro. Interfere em nocicepção (receptor da dor e 
tato). OBS: o NMDA (principal via excitatória da medula, pode ser 
bloqueada com metadona e com cetamina (único anestésico que 
gera analgesia). Usamos morfina + tramadol ou metadona + 
tramadol. 
Contra indicação: Não tem 
principais efeitos adversos: Sedaçao, bradicardia, hipotensão. 
Anticonvulsivantes e sedativos (leve) – Benzodiazepnicos 
(Diazepam e midazolam) – MPA e induçao (nunca sozinhos) / IC 
(facilita ventilação na UTI): age em gaba. 
Pode gerar hepotoxicidade, usado na emergência (Diazepam) / 
efeito paradoxal (midazolan). Pode usar em todos os animais. 
Resgate e emergência – Anticolinergicos (Atropina – cães / 
Escopolamina – equinos): Tratar bradicardias (aumenta FC). 
Principais efeitos adversos: Aumento FC, dilatação brônquica. 
Aumento de secreções (pequenos), timpanismo (grandes). 
 
 
AULA 4 – ANESTESICOS GERAIS INTRAVENOSOS: Tabela a 
anexar / aqui somente as anotações do caderno. 
Diferenças entre anestesia geral e dissociativa: 
Dissociativa - Na dissociativa temos uma dissociação do corte que 
cerebral de forma seletiva. Temos a cetamina e a tiletamina, e uma 
variável chamada de escetamina. Geram inconsciência, mantém 
reflexos automicos e tem como característica principal gerar um 
estado de catalepsia quando usado de forma isolada. Também 
geram e aumentam crises convulsivas. 
Benefícios: tem uma estimulação simpática o que acaba sendo 
mais estável ao sistema cardiovascular e respiratório. 
O dissociativo, principalmente a cetamina é um antagonista dos 
receptores de NMDA, que a principal via excitatoria do nível de 
medula, é a via onde a dor sobe para o SNC e para encéfalo. 
Temos vantagem em analgesia por serem antagonistas de NMDA, 
bloqueiam a dor e fazem analgesia somática (músculo esquelético: 
osso, coluna, muscular). Órgãos internos não faz analgesia . 
Também faz depressao do sistema tálamo-cortical e estimulacao do 
sistema límbico e reticular ( por isso eh comum os quadros 
excitatorios), vocalizam, se movimenta. Também tem ação 
dopaminergica e seratoninergica. 
Gerais: Tabela aula (PROVA) 
Resumo fármacos Intravenosos: 
Tiopental (indução): Neuroproteçao . Não pode IC (efeito 
cumulativo). So indução em procedimentos rápidos / controle de 
convulsões. Não pode em cardiopatas, hepetopatas, nefropatas, 
gestantes e idosos. 
Etomidato (indução): Cardiopatas. Manutençao (15m). Não pode 
IC (gera corticozolemia). SEMPRE ASSOCIAR 
BONZODIAZEPNICOS (quebrar efeitos excitatórios). Não pode em 
felinos e hipoadrenocorticismo. EX: Tramadol + etomidato + 
midazolam. 
* Propofol (Induçao e manutenção IC / TIVA): Não pode em gatos 
(IC) e hipoadrenocorticismo e contra indicado em cardiopatas. 
Temos alta depressão respiratória e hipotensão. Metabolizaçao 
facilitada EX: Acepromazina + tramadol + propofol ou Propofol e 
cetamina. 
Resumo fármacos dissociativos: 
* Cetamina (MPA - contençao / indução – sempre com benzos) 
– Manutençao em equinos (IC) com Diazepam: pode associar 
com opioides , alfa2, benzodiazepnico. Não pode em nefropatas, 
epiléticos, idosos e hipertensos . Temos analgesia somática. OBS: 
Único anestésico que gera analgesia. 
 
Tiletamina (contenção química): Uso obrigatório com zolazepam, 
não pode em epiléticos. Usamos qnd queremos juntar MPA + 
indução (campanhas de castração), em animais silvestres e muito 
bravos. 
Resgate e emergência: Lidocaina (antiarritimico para taquiarritmia 
– VPC e taqui ventricular sustentada) / Atropina – cães e gatos (se 
tiver usando dexmedeto eh lidocaína) / escopolamina – equinos 
(para tratar bradiarritimias – BAV e escape ventricular). 
 
 
AULA 5 – ANESTESICOS INALATORIOS E CIRCUITOS: resumo 
marina, aqui apenas anotações de prova. 
Anestesicos Inalatorios: Anestesia obtida por meio da absorção 
de um princípio ativo pela via respiratória, passando para a corrente 
circulatória e atingindo o SNC, se ligando aos receptores GABA e 
produzindo anestesia geral. 
Vantagens: Não necessitam de metabolização (não sobrecarrega 
nenhum sistema metabólico, logo, o tempo não é limitante - 
paciente pode ser anestesiado por várias horas que não causará 
nenhum problema / São fármacos eliminados do corpo durante a 
exalação respiratória; Melhor controle do planejamento anestésico; 
Indução da anestesia pacientes debilitados (fármaco muito indicado 
para pacientes com problemas hepáticos, que não conseguiriam 
metabolizar outro tipo de anestesia) Risco de sobredose é menor; 
Recuperação rápida da anestesia (uma vez que reduzimos a 
concentração na inspiração do animal, le eliminará todo o fármaco 
através da expiração). 
Desvantagens: Necessita de um equipamento apropriado; 
Depressão respiratória (necessário suporte ventilatório - ventilador 
mecânico); Monitorização constante (muito comumente o paciente 
acorda e aprofunda novamente); Poluição do ambiente (molécula é 
eliminada na forma intacta, se o anestesista acabar inalando, terá o 
SNC deprimido também). 
Família: Halotano, Enfluorano, Isofluorano, Desfluorano 
Sevofluorano (Halogenados). Oxido nitroso e xenônio (não 
alogenados). 
Caracteristicas a avaliar (PROVA): Coenficiente de repartiçao 
sangue/gas (indica a velocidade / solubilidade do anestésico na 
indução e recuperaçao, quanto do anestésico fica no sangue e e 
quanto fica no gas ). Se tem mais afinidade pelo sangue, menos 
pelo gas = baixa solubilidade / coeficiente, o que gera induções e 
recuperações rápidas. Se tem mais afinidade pelo gas, menos pelo 
sangue = maior solubilidade / coeficiente, o que gera induções e 
recuperações mais lentas. Quanto menor o coeficiente sg/gas, 
menor o tempo de indução e recuperação (+ afinidade pelo sangue, 
recupeçao rápida), quanto maior o coeficiente sg/gas maior o tempode indução e recuperação. (+afinidade pelo gas, recuperação lenta). 
OBS: Medimos o gas pela expiração, dosamos a solubilidade de 
gas no sangue, pq os gazes tem afinidades por tecidos, e caso se 
dilua, não sai mais dos tecidos. Então se tem alta afinidade pelo 
sangue, ele não sai do sangue. 
CAM (concentração alveolar mínima) que indica potencia / 
concentração do anestésico, unidade de medida %. É definida 
como a concentração de vapor mínima nos pulmões que é 
necessária para prevenir o movimento em 50% dos pacientes 
dormem e não responde a estimulo. 
OBS: CAM = Analgesia (50% não se movimentam a incisão 
cirúrgica). Quanto menor a CAM, maior a potencia do fármaco. 
CAM Bar: 95% dos pacientes irão dormir com o farmaco (calculo: 
Valor da CAM [espécie/livro] X 1,5= total de gas em % que tenho 
que dar para o animal) aumento da dose do fármaco que 
calculamos e usamos na rotina clinica. 
OBS: CAMbar = Bloqueio respostas adrenérgicas (95% dos 
pacientes irão dormir com o fármaco). 
CAM Despertar: Momento que o animal ira acordar (cálculo: CAM 
X 0,5) - Se a CAM de um fármaco for a de 2% e o anestesista 
ajustar para metade desse valor (1%), existem grandes chances de 
o animal despertar / abrir os olhos, já que diminuiu a dose do 
fármaco. 
OBS: CAMdespertar = Hipnose (50% abrem os olhos) 
NOTA: o que usa – gas + potente + efeitos colaterais. 
O que usa + gas – potente + seguro (ideal). 
 
Halotano (halogenados) - não promove analgesia, Mais potente 
(tendo também mais efeitos adversos), não pungente (não possui 
odor desagradável, útil na induçao), Solubilidade sanguínea 
intermediária (10 min) demora p/ entrar e sair do organismo, Não é 
inflamável. 
Pode causar: traqueite (pq e estocado em tymol), hepatite 
imunomediada pós anestesica já que ele gera um metabólito tóxico 
chamado trifluoroacetato (esse pode entrar no hepatócito 
lesionando o mesmo), depressor respiratório e cardiovascular 
(como todos os outros fármacos inalatórios). 
Isofluorano (halogenados) - não promove analgesia, Anestésico 
Padrão Ouro (um dos mais utilizados e seguros), segundo fármaco 
mais potente (tem efeitos adversos), mais pungente de todos 
(inadequado para induçao em mascara), Gera menor depressão no 
débito cardíaco, Não gera arritmia no paciente, ndução e 
recuperação rápida (2minutos), Pouca metabolização 0,2%. 
Sevofluorano (halogenados) – Ultilizado em cardiopatas (Não 
deprime sistema cardiovascular), não promove analgesia, não 
pungente (odor agradável), potente broncodilatador (o que melhora 
a respiração), pouco potente (poucos efeitos adversos), Não gera 
trifuloracetato, mas gera o hexafluoroisopropanol (metabolito tóxico, 
mas em tão pequena quantidade que não causa hepatite). Baixa 
solubilidade lipídica (rápida indução e recuperação – 30 segundos), 
Tolerável mesmo em altas concentrações, Relaxamento muscular 
significativo, Mínima irritação de vias aéreas. 
 
Xenômio (Não Halogenado) – promove analgesia, gas inerte na 
atmosfera, não pode ser sintetizado (não disponível). Se aproxima 
do conceito de gás ideal. 
Óxido Nitroso (Não Halogenado) - promove analgesia sem 
relaxamento muscular, Não utilizado na veterinária. Pode gerar 
náusea e vômito. Pode inativar vit B12. Pode ter efeito no 
desenvolvimento embrionário. 
 
 
Circuitos anestésicos (olhar no resumo) aqui so questão de prova: 
Aparelho anestésico: Equipamento destinado à administração de 
gases e/ou vapores anestésicos ao animal. Funçoes: Fornecer 
(junto com vapor o oxigênio) O2 para o animal, Titular o anestésico 
inalatório (controle de qnt de gas damos), Remover (da expiração) o 
CO2 do animal, Permitir ventilação mecânica. 
Resumindo: Temos uma fonte de oxigênio que entra no 
equipamento e vai até o fluxomero, tudo que eu colocar no 
fluxomero vai obrigatoriamente para o vaporizador, saiu do 
vaporizador vai ser uma mistura de oxigênio com vapor anestésico, 
essa mistura chamada de FGF que é encaminhada para o circuito 
anestésico aberto ou fechado 
Fluxômetro: Tem como função identificar e controlar o fluxo de gás 
que entra no circuito. E necessário 1 fluxômetro para cada gás 
utilizado / vaporizador. 
Vaporizador: Convertem o anestésico inalatório da forma líquida 
para vapor (pode ser dos tipos: universal sem fluxômetro, universal 
com fluxômetro (Cooper Kettle), Calibrado) 
FGF: Fluxo de gases frescos (oxigênio já vaporizado com 
anestésico sera encaminhado para circuito anestésico). 
Resumindo: Fonte de oxigênio O2 (cilindro ou parede) + 
Fluxômetro (controla o qnt de gases que produzimos) + 
Vaporizador (transforma liquido anestésico em vapor) + FGF (fluxo 
de gases frescos – oxigênio já vaporizado com anestésico sera 
encaminhado para circuito anestésico) + Circuito Anestésico. 
Tipos de circuito: Circuitos sem reinalação (não reinalatórios) – 
Avalvulares, Valvulares não reinalatórios, Válvulas direcionais 
• Circuitos com reinalação (reinalantes) - Valvulares ( possui filtro 
com absorvedor de CO2) 
Circuito avalvular (mapleson) PROVA: sem inalação, paciente 
inspira gas frenco e elimina para o ambiente, (gases expirados não 
são reinalados, utilizado em animais com – de 7kg. 
Circuito Mapleson A: FGF próximo ao balão e escape próximo do 
animal. Na inspiração o gás percorre um caminho maior do que na 
expiração. Fluxo mínimo: 1L a 1,5L (200 a 300 ml/kg/min) - 
Responsável por eliminar o CO2 do circuito. 
É usado quando o paciente está respirando espontaneamente. (pq 
a expiração eh facilitada) 
 
Circuito Mapleson D: FGF próximo ao animal e escape próximo ao 
balão. Na expiração o gás percorre um caminho maior do que na 
inspiração. Fluxo mínimo: 2L a 3L (300 a 500 ml/kg/min) 
Responsável por eliminar o CO2 do circuito. É usado quando o 
paciente precisa de auxílio respiratório. 
 
Circuito Mapleson D Modificado (bain) – evita hipotermia, o ar 
inspirado, vai sendo aquecido pelo ar expirado. 
 
 
 
Circuitos valvulares: gas eh filtrado e reaproveitado, utilizada em 
animais com + de 7kg. Componentes (4 peças)– Entrada/ saída de 
gás fresco (2), Traquéia conjugada (1), Balão de reservatório (1). 
Válvulas unidirecionais (Inspiratória e Expiratória), Canister com cal 
sodada, Válvula pop-off 
 
 
 
 
 
Resumo: na inspiração temos a entrada de FGF pelo ramo 
inspiraratório entra no animal, na hora de expirar é empurrado pelo 
ramo expiratório, e entra no Canister que passar pela Cal soldada, 
que retém o CO2 e deixa oxigênio nitrogênio (gases inertes) e gás 
anestésico passar, e vai para balão reservatório reservando esse 
gás para próxima respiração, na próxima inspiração ele mistura 
esse gás com um pouco de FGF novo e inspira novamente. 
Vantagens: economia de anestesico, aquecimento/ umidificação 
dos gases inspirados. 
AULA 7 – MONITORAÇAO E PLANOS ANESTESICOS: Aspecto 
mais importante da anestesia e tem como objetico reconhecer o 
problema para podermos intervir antes de uma consequencia grave, 
como uma parada cardíaca. 
 
Monitoraçao: Monitoramos profundidade anestésica para saber se 
o paciente esta em plano adequado. 
- Estado cardiovascular: Atraves de FC e PA 
* FC: Monitoramos frequencia e ritmo cardíaco com ECG 
eletrocardiograma (arritmias apenas, isquemias e disturbios 
eletrololiticos). Atividade elétrica do coração. (não mostra atv. 
Funcional, perfusão tecidual e debito cardíaco). Perfusao tecidual 
(palpação de pulso arterial e TPC). Perfusao renal (debito urinário). 
* PA: Direto ou invasivo (cateterizaçao de artéria periférica – padrão 
ouro / ou por Transdutor – PAS, PAM e PAD/ Indireto ou não 
invasivo (dopller – PAS ou oscilométrico – fornece PAS, PAM e 
PAD e FC). OBS: eh considerada hipotensão qnd a PAS = ou – 90 / 
PAM = ou – 60).- Estado Respiratorio/ oxigenaçao:e Atraves da FR e oxigenação 
dos tecidos. 
* FR: monitoramos pela ventilação pela capnometria/Capnografia 
que mede 2 sistemas, respiratório e cardiovascular, nos da 
tranquilidade. (CO2 e EtCO2 [avalia ventilação e integridade da 
via área]. PaCO2 normal de 35-45), método não invasivo. 
– Curva de capnografia: 1 linha – fração inspiratória (queda CO2), 2 
linha – fração expiratória (sobe CO2). 
* Situaçoes que fazem CO2 aumentar (hipoventilaçao, inalação por 
exaustão de cal sodada). 
* Situacoes que fazem CO2 cair (hiperventilação, hipoperfusão 
pulmonar, vazamento de circuito). 
* Situaçoes que não temos CO2 (não intubou de forma correta ou 
paciente não esta respirando). 
* Situçoes que o CO2 zera repentinamente (parada cardíaca, 
obstrução de via aérea, desencaixe de sondas). 
* Oxigenaçao: avaliamos coloração das mucosas / PaO2 (analise 
de gases sanguíneos) e SpCO2 (oximetria de pulso) – por 
gasometria (método mais acurado). 
 - Temperatura: Hipotermia pode ser causada (idade, temperatura 
do ambiente, exposição e lavagem da cavidade). 
* Consequencias: recuperação anestésica prolongada, arritmias, 
resposta a dor, depressão do SNC e miocárdio, distúrbios de 
coagulação). 
 
– Registro de informações: Atraves das fichas de registro 
anestésicos (contem protocolo escolhido ate parâmetros vitais, 
hemograma, peso, ASA, medicamentos escolhidos para todas as 
etapas, grau de analgesia). La contem informações do trancorrer da 
anestesia (monitoradas entre 5 a 10m). 
 
Profundidade anestésica (aprofundamento e superficialização) 
Planos de Guedel: Dividido em estágios e planos anestésicos. 
Baseados em tônus muscular, padrão respiratório e sinais oculares. 
– Estagio 1: Acordado / conciente / excitação voluntaria (da MPA 
ate a indução). Temos medo, estresse, micção, taquicardia, 
midríase e respiração irregular. 
– Estagio 2: Delirio e excitação involuntária / inconsciente 
(deletério). Inibe efeitos inibitórios (onde o fármaco age primeiro) e 
liberação dos excitatórios. Temos incordenaçao, tosse e vomito. 
OBS: A MPA coíbe este estagio 2 da anestesia (indesejado). 
Transporta o paciente do estagio 1 direto para o 3. Somente não 
ultilizamos a MPA em exames rápidos. 
– Estagio 3: Perda da consiencia (anestesia propriamente). 
Dividida em planos de 1 a 4. Entra direto no 1 plano. 
* Plano 1: Respiraçao regular e rítmica (menor FR e maior 
amplitude respiratória. Presença de dor, tônus muscular presente, 
reflexos oculares presentes (palpebral, corneal e pupilar), 
movimentação ocular presente - nistagmo e lacrimejamento em 
equinos, protusao de 3 palpebra. 
* Plano 2: Respiraçao profunda e rítmica, relaxamento muscular 
intenso, centralização do globo ocular (rotação ventro medial), 
queda de FC e PA, ausência de reflexo interdigital (paciente tem dor 
mas não responde). 
 
* Plano 3: Respiração superficial, queda de FR, relaxamento 
muscular intenso, centralização do globo ocular (refexo corneal 
presente), inicio de midríase (pupilar presente). Perde palpebral. 
Ausência de reflexo interdigital. Perde refexo laringo traqueal 
(conseguimos intubar o paciente e manter via sonda) . Manter esse 
plano, coso fique voltando toda hora para o plano 1 = DOR. 
* Plano 4: Muito se confunde com estagio 4. Respiraçao superficial 
e taquipneia, apneia, mucosas cianóticas, midriase acentuada 
(presente), perde reflexo corneal (mas pulilar tem q estar 
presente), depressão cardiovascular intensa. 
OBS: Plano adequado seria o plano profundo onde o paciente esta 
com os olhos centralizados e com a pulipa dilatada 
– Estagio 4: Depressao profunda, choque bulbar e morte. 
Temos parada cardiorrespiratória, hipotermia acentuada, midriase e 
respiração agônica (ausência de respiração). 
OBS: os 2 primeiros estagios tem características adrenérgicas 
(taquicardia, hipertensão e respiração irregular). Conforme entra no 
3 deprime todos os sistemas (bradicardia, hipotensão, diminui mov. 
Respiratórios) . 
Pergunta – Qual estagio e plano eh mais adequado para um 
paciente em cirurgia? Estagio 3 – Plano 3, Perde refexo laringo 
traqueal (conseguimos intubar o paciente e manter via sonda). Se 
não for intubar o ideal seria o plano 2. 
Conceito moderno: se divide em planos (superficial, adequado e 
profundo). Seria um resumo de guedel. 
Plano superficial: Aumenta FC, PA, FR (taquipneia), reflexo 
palpebral e corneal presentes, nistagmo. 
Plano profundo: Diminui FC (depressão intensa), PA (hipotensão), 
FR (apneia), reflexos palpebral e corneal ausentes, midriase. 
Plano adequado: Bulbo ocular rotacionado, pupila em miose 
(reduzidas), reflexos corneal presente (palpebral as X), relax musc. 
Adequado, salivação, leve depressão cardiopulmonar. 
Anestesia dissociativa – Estagios e fases: Na anestesia 
dissociativa não usamos guedel e nem conceito moderno. Usamos 
as fases A/B/C. Ultilizamos qnd o principal indutor for o dissociativo. 
– Fase A: salivação, midriase, hiperatividade, consciência. 
– Fase B: inconsiencia e incordenaçao motora. 
– Fase C: Analgesia, hipertonia muscular (paciente rígido). 
 
Aula 9 – Dor, fisiologia e tratamento: A dor é uma experiencia 
somato sensorial (encéfalo), e emocional (mecanismo de proteção) 
desagradável, associada ou não a lesão de tecidos e nervos. 
Temos a dor gerada por intensidade (aguda) e por prolongamento 
(crônica) que gera lesão no sistema. 
Quem são os Nociceptores: são os receptores de tato, que 
quando muito estimulado gera a dor. 
Tipos de dor - Dor Nociceptiva (aguda – injuria a curto prazo): 
pela ativação de nociceptores, por pressão, a + fácil de tratar. 
Dor inflamatória – pela inflamação em tecidos (liberação de 
mediadores inflamatórios próximos ao noceptores), por 
hiperestimulaçao, a + difícil de tratar. 
Dor Neuropatica (crônica – injuria a longo prazo, ou aguda mal 
tratada) – por lesão ou doença que afeta o SN somato sensorial, 
pode dor gerada por intensidade (aguda) e por prolongamento 
(crônica) que gera lesão no sistema. Temos as dores associadas a 
neuropatias (hiperalgesia e alodinea). O organismo gera uma dor, 
continuamos movimentando, lesão progride, fazendo a hiperalgesia 
(interpretação de dor exarcebada). Quando a uma evolução dessa 
dor ela se torna Alodinea (estimulo que não deveria ter dor e tem, 
não doloroso - ex: lesão por infecção).Dor somática – pela ativação de nociceptores no sistema musculo 
esquelético (musculo, ossos, tecidos). 
Dor visceral – pela ativação de nociceptores em órgãos, por 
espasmos e distençao de órgãos ocos (ex: isquemia causada por 
trombo, cólicas). 
Fisiologia da dor (4 fases): Temos um estimulo doloroso, eh feita 
a percepção da dor (transdução -passagem do estimulo ate os 
nociceptores). La percebem a dor e encaminham através dos 
nervos ate a medula (transmissão). Na medula eh direcionada para 
encéfalo (modulação). No encéfalo temos (interpretação). 
Porque tratar a dor (PROVA): Diminui tempo de internação, 
melhora os sistema imunológico (rápida cicatrização de tecidos), 
diminui ocorrência de dor crônica ou neuropática, antecipa o inicio 
da reabilitação (fisioterapia), diminui ocorrência de laminite no 
membro contra lateral (inflamação do casco em equinos). 
Consequencia da analgesia inadequada: Medo, agitação, 
taquicardia. 
Dor Trans-operatoria (somática / visceral): Aqui combatemos a 
dor que foi induzida pela cirurgia (preventiva). Sempre temos que 
associar analgésicos (opioides – fentanil, metadona) aos 
anestésicos (anestésicos não geram analgesia, apenas a 
cetamina). Temos 2 opcoes de protocolo, anestesia loco-regional 
(PLANO A – padrão ouro e a mais indicada de todas, dessensibiliza 
(inibe / bloqueia) os nervos que fazem a transmissão da dor), temos 
3 farmacos (lidocaína / bupivacaina / ropivacaina), temos 3 metodos 
(infiltrativa / perineural – direto no nervo / eperidural), não podemos 
utilizar em septicemia. Protocolo de infusão continua de 
analgésicos, (PLANO B – IC principalmente de opioides potentes 
como o fentanil (atuam em modulação) e antiarrítmicos (traz 
conforto para o paciente muito utilizada em cirurgias cardíacas), 
lidocaina IV (boa analgesia somática e visceral), cetamina 
(analgesia somática por infusão), Alfa 2 (Analgesia visceral por 
infusão). Temos 2 protocolos de ICA, o FLK (fentanil, lidocaína, 
ketamina – muito potente) e MLK (morfina, lidocaína, ketamina – na 
internação). 
Dor Pos-operatoria (noceptiva / inflamatória / neuropática): 
O estimulo eh menor, porem o tratamento mais demorado. 
Como avaliamos a dor: Pelas escala analógica visual (0-10), 
escala de colorado (0-4 – muito ultilizada), escala facial de dor, 
Ex- as vezes tem dor mais não demonstra, mas vemos alterações 
como ficar acuado, para de comer... 
Ex 2 – no cavalo nos baseamos pela posição de orelhas (soltas 
lateralmente caudaumente), globo ocular (contração de pálpebra 
superior e fechamento dos olhos), narinas (dilatada ou contraída) e 
boca. 
Tratamento – Multimodal (AINES, opioides, adjuvantes 
anestésicos) + Multidiciplinar (fazer corretamente no horário 
recomendado). AINES: Agem na transdução da dor, temos 
opioides, anticonvulsivantes, antagonistas NMDA (que são os 
adjuvantes anestésicos - cetamina, tiletamina, metadona). 
Escolha de fármacos: Atraves do grau de dor (leve, moderada, 
intensa, torturante). 
LEVE (transdução) – AINES e/ ou dipirona (tratamentos 
periodontais - limpeza, suturas, intubação). 
MODERADA (transmissão) – ANEIS e opioides fracos, Tramal 
(Extraçao dente, orquiectomia – castração, hernia). 
INTENSA (modulação) – AINES e opioides fortes, metadona 
(trauma, laparotomia, cirurgias ortopédica, artroscopia, 
osteoartrites). 
SEVERA / TORTURANTE (interpretação)– AINES, opioides fortes 
(fentanil) + adjuvantes anestesicos (fraturas multiplas, amputação, 
pancreatite, inflamação extensa). 
Resgate analgésico: medicamentos de classes diferentes (um 
auxilia o outro – ex. dipirona, aines, opioides). 
OBS: qual o anestésico opioide que age em NMDA (modulação): 
Metadona. Qual que age em seratonina: Tramadol. 
AINES: Agem em COX 1 (não seletivos, muitos efeitos colaterais, 
fenilbutazona, cetoprofeno, flunixin) e COX 2 (+ seletivo, melhor 
efeito antiinflamatorio, ultilizamos no pos operatório, firocoxib, 
carprofeno, meloxican). 
COX 1 (equinos) - Fenilbutazona, cetoprofeno (dor somática): mais 
utilizado no tratamento do aparelho locomotor de equinos. 
Fluxinin (dor visceral): mais utilizado no tratamento do aparelho 
gastrointestinal em equinos. 
COX 2 – Carprofeno / Meloxican: melhor antinflamatorio, pode ser 
feito por mais tempo. 
Firocoxibe / Coxibes: Alto poder, pode tomar por meses (problemas 
ortopédicos, cólicas, laminite). 
Dipirona: acao mista, usada na dor leve como medicação de 
resgate, associada a AINES e opioides. 
Opioides: Receptores opiaceos estão presentes no cérebro e 
medula espinhal (SN somato sensorial), por isso agem na 
interpretação e modulação da dor. So excita se usar acima do que 
precisa.. Gatos são mais sensíveis (doses baixas). 
Como o opioide excita o paciente: A morfina e a metadona são 
moléculas exógenas. Quando temos dor o nosso organismo, 
expressa 2 receptores opioides na parede dele. Conforme temos 
estimulo doloroso, esses receptores aumentam para 200, tanto 
meus mediadores endógenos, como os exógenos (opiaceos) se 
ligam nos receptores e geram analgesia, se não tiver dor, não 
temos receptor, ai o opioide fica circulante, não tem onde se ligar, 
vai para as vias excitatórias e excita o paciente. 
 
Opioides Naturais – Morfina e codeína 
Opioides semi-sinteticos – hidrocodona e oxicodona 
Opioides sintéticos – metadona e tramadol 
Agonistas totais – fentanil, metadina, morfina e meperidina. 
Agonista antagonista – burtofanol (fraco, apenas sedativo, excita) 
OBS: Se aplicarmos burtofanol em um paciente que tomou morfina, 
perdemos o efeito analgésico da morfina. 
Opioides potentes: fentanil (somente IV, usado no trans-operatorio 
ou UTI pos-operatoria), metadona, morfina, oxicodona. 
Opioides fracos: tramadol, meperidina 
Adjuvantes anestesico: Medicamentos de outras famílias que 
auxiliam no controle da dor (melhora a interpretação). 
Cetamina – analgesia de ação rápida, usada no pos-operatorio, dor 
crônica (somática e visceral), trata hiperalgesias, laminites, 
osteoartrites. 
Gabapentina – anticonvulsivante fraco, utilizada na terapia 
multimodal. 
Amitriptilina – antidepressivo tricíclicos, utilizada com a 
gabapentina (como a gaba da muita sonolência, reduzimos ela e 
associamos esse, que não da sono e da melhor conforto 
analgésico). 
 
Aula 10 – Anestesia Local: É Bloqueio da conduçãonervosa de 
uma área especifica por meio mecânico ou químico (anestésicos L). 
Anestesicos Locais (químicos – Lidocaina, bupivacaina, 
ropivacaina) – Mecanismos de ação (PROVA): São sais que 
tentem a se equilibrar nas suas formas iônicas e não iônicas. A 
parte não ionizada (lipossolúvel), entra nos tecidos e para atingir o 
equilíbrio (dentro da cel), ela própria se ioniza (equilíbrio dentro e 
fora da cel). A parte ionizada se liga no canal iônico e bloqueia 
canais de sódio (impede a entrada de sódio nos neurônios) Fazem 
a inibição da despolarização do neurônio, inibe fluxo de alguns ions 
(canais de sódio, não deixando entrar novamente), para que a dor 
não consiga fazer a passagem (salto) da informação para o 
neurônio. 
Fazem bloqueio motor e sensitivo (anestesia e analgesia). Podem 
apresentar toxicidade dentro do SNC, causando convulsões e pode 
ser cardiotoxico. Absorçao (PROVA): Quanto maior a 
vascularização do local que aplicamos + rápido atinge o sistema + 
chance de toxicidade (SNC e coração). Na aplicação temos tecidos 
com PH diferentes e a formula pode ser alterada (Tec. Ácidos 
[inflamados] NA ioniza + / Tec. Alcalino NA ioniza -). 
Intoxicaçao por AL (sobredose) / Poque os anestésicos locais 
convulsionam o paciente (PROVA): SNC + sensível, + potentes + 
tóxicos (principal sintoma convulsão). Quando o anestésico entra no 
SNS tem preferencia pelas vias inibitórias, que inibe os centros 
inibitórios e o paciente convulsiona. Temos que oxigenar o paciente 
e tratar com fenobarbital. No caso dos gerais (ele excita). 
OBS: Podem ser usados junto com vasoconstritores (adrenalina) 
que fica retido no tecido durando mais tempo a NA local (já vem de 
fabrica). 
Lidocaina: Potencia e duração media (40m – a + utilizada e 
segura), rápido inicio de ação (5m), utilizada de modo infiltrativo, 
perineural e tópica. Em excesso causa arritmias (BAV), mas na 
dose de 2mg/kg eh antiarrítmica. 
Bupivaicaina: Mais potente que a lido e tem duração media (180-
500m), usamos em cirurgias com mais de 1h30m (ortopédicas), 
cardiotoxica (inibem canais de sódio do coração bloqueando os 
batimentos cardíacos). 
Ropivacaina: Muito potente, cirurgias com tempo de 6 a 10h. 
Formas de se utilizar AL – Topica (lidocaína): feridas abertas, 
inflamadas, olhos, mucosas (orais e nasais). 
Infiltrativa (subcutânea, profunda, linha de incisão): usamos qnd 
queremos a dessensibilizaçao de uma região que não sabemos o 
que passa ali, então infiltramos na região que desejamos 
anestesiar. 
Epidural – Bloqueio locorregional (coluna para membros 
pelvicos: Feita no espaço epidural (região lombosacro L7-S1), 
utilizada para dessensibilizar do umbigo para baixo (AN regional), 
bloqueia membros traseiros, órgãos abdominais. 
Farmacos ultilizados nessa técnica: Lidocaina, Bupivacaina, 
morfina e fentanil. 
(PROVA) OBS – Os opioides (morfina e fentanil) agem em 
medula e encéfalo, mas não em nervos, então pq os opioides 
estão aqui? Pq esta muito perto da medula, então colocamos os 2 
juntos (AL + opioide) para melhorar a analgesia. 
Indicaçoes: Tecnica padrão ouro para controle da dor. Usamos em 
tratamento da dor aguda e crônica (pos-operatorio), redução da 
mortalidade (pela dor), analgesia continua (dor crônica), redução de 
efeitos sistêmicos dos fármacos, redução de custos. 
Contra indicações: deformidade de coluna, infecções no local, 
septicemia, hipovolêmicos, doenças neurológicas centrais (gera 
quadros de pressão intracraniana). 
Complicaçoes: hipotensão severa, bloqueio total (bloqueia coração 
e pulmão e paciente tem parada cardiorrespiratória). 
Verificaçao da punção fazemos pelo teste da gota pendente (fuido 
que deixamos na agulha e eh sugado qnd aplicado). Se vier sangue 
ou liquor esta no local errado. 
Perineural – Bloqueio de plexo braquial (membros torácicos): 
Temos a dessensibilizarão de membros toráxicos (utilizada em 
amputações, e analgesia pos-operatoria de longa duração (10h). 
Farmacos ultilizados nessa técnica: Bupivacaina 
Feita pela obstrução de fluxo sanguíneo na região de vazio torácico 
(entre costela e braço) ou US (100%). Sempre fazer com o paciente 
sedado ou induzido. 
Complicaçoes: Hipotensao, pneumotórax, falha no bloqueio 
(comum) 
 
Bloqueios de cabeça (feitos com lidocaína): São feitos 
bilateralmente (2 lados). Feitos em Nervo infraorbitario (bloqueia 
lábio superior, teto de cav nasal e dentes superiores com lidocaína 
aplicada na gengiva acima do canino), N maxilar, N oftamico, 
N mentoniano (bloqueio perineural no forame mentoniano – muito 
ultilizados em procedimentos odontológicos – Bloqueia lábio inferior 
com lidocaína aplicado no lobo caudal dos caninos), N mandibular 
alveolar (bloqueia dentes da mandíbula, gengiva, mucosa, pele dos 
lábios, língua com lidocaína aplicada caudal ao último molar). 
 
Bloqueio intercostal (tórax): Bloqueamos o espaço intercostal + 2 
nervos caudais e 2 nervos craniais a incisão. Ultilizada em abertura 
de tórax, feito na 3 esp. Intercostal com bupivacaina. 
 
Aula 11 – Anestesia em Equinos: Uma das mais desafiadoras, por 
2 motivos (temperamento da espécie – reações intensas a qualquer 
estimulo e pelo peso apresentam muito mais intercorrências 
cardiopulmonares / neuropáticas – alta taxa de mortalidade tran-
anestesica). Risco 3 x maio na inalatória (comparada a TIVA). 
São mais propensos a parada respiratória e hipotensão. 
A escolha da técnica anestésica depende do procedimento e de 
alguns fatores que podem interferir (temperamento, estado de 
saúde, tipo do procedimento, duração, fármacos disponíveis). 
Avaliaçao pre-anestesica: No exame físico (FC, FR, Temp, 
mucosas ocular e gengival, TPC). Nos exames laboratoriais 
(quando necessário e disponível). O básico eh o hematócrito (HR – 
avalia anemia) e Proteina (PT – avalia desidratação). Funçao renal 
e hepática (principalmente para TIVA e inalatória). Casos especiais, 
Hemogasometria (avalia o equilíbrio eletrolítico e função 
respiratória, pedimos para pacientes com diarreia e problemas 
respiratórios) e Coagulograma + teste de compatibilidade 
(procedimentos cruentos). 
OBS: qual medicamento que tem via de eliminação renal: Cetamina 
(principal indutor de cavalo), metabolizada no fígado, gera a 
norquetamina, que so eh eliminada por via renal. 
Preparaçao do animal: Acesso venoso (jugular – cateter alto 
calibre), lavar a boca (diminui contaminação no momento da 
intubação), lavar o casco (diminui contaminação no foco e no centro 
cirúrgico). FAZ PARTE DA MPA. 
Procedimentos cirúrgicos eletivos: Castraçao, criptorquidismo, 
hemiplegia, neurectomia. 
Ex: cirurgia com o paciente acordado e em pe, fazemos com o 
método manutenção com infusão continua de sedativo (sedação + 
AN local – MPA + Manutençao com IC, sem induçao). Usamos a 
mesma medicação para MPA e manutençao (xilazina ou 
detomidina [alfa2] com morfina ou burtofanol [opioide]) 
Procedimentos cirúrgicos emergenciais: Trepanaçao e 
abdomem agudo (cólica equina + comum na rotina). 
Ex: cirurgiapequena com o paciente a campo, com o animal 
deitado, fazemos com o método TIVA (AN total intravesona – 
fazemos a MPA, indução e a manutenção juntas através de IC via 
IV por no max 90m). Usamos na MPA (xilazina ou detomidina IV), 
aguardamos 10 minutos, se já tiver abaixamento de cabeça, etc... 
proceder com a indução (que so eh possível com o paciente bem 
sedado). Na indução (Cetamina + diazepan + associação com 
EGG), O EGG eh um bom relaxante muscular usado durante ou 
após a indução. Eh um inibidor da via glicina (via excitatória do SNC 
que fica na medula). Se tiver problemas neurológicos substituir 
cetamina por tiopental. 
TIVA – GOTA TRIPLA – 30 a 90m (PROVA): xilazina (alfa2) + 
Cetamina + EGG. Mantem reflexos de deglutição e palpebral. 
Complicações durante a TIVA - Superficializaçao: Notamos 
aumento súbito de FC e PA em 20%. Alteraçao de padrão 
respiratório (tipo um suspiro) e nistagmo. Percebendo 1 dos 3, 
reaplicar 1/5 da dose de cetamina da indução (EX: 10ml na indução, 
reaplicamos 2ml e reajustamos a TIVA na IC). Se não percebemos 
os sinais e o paciente se movimenta, reaplicar 1/3 da dose de 
cetamina da induçao 
Ex2: Anestesia inalatória (MPA + indução + manutenção), casos de 
cólica, laparotomia, ortopédicas. Muita hipotensão (PAM-65). 
Ultilizamos drogas vasoativas em depressão cardiovascular 
(efedrina / dobutamina) e em hipovolemia (adm fluidos) 
OBS: A MPA e indução são sempre iguais na maioria das vezes, o 
que muda eh a manutenção (TIVA ou Inalatoria). Dependendo da 
técnica pulamos algumas etapas. 
MPA (sedação e analgesia): Xilazina (principal alfa2-agonista), 
apenas com FC +30, abaixo não pode, ai tem de associar a 
escopolamina (tranquilizante fraco) que aplicamos 1 hora antes do 
inicio da cirurgia (potencializa a xilazina), menos depressão 
cardiovascular. Evitar em garanhoes (prolapso de pênis). Temos 
tbm a detomidina (alfa2) e a acepromazina (fenotiazinicos). 
Podemos associas a opioides (morfina e burtofanol). VER 
ACEPROMAZINA. 
Questao de PROVA: Garanhao bradicardico como fazemos? 
Escopolamina junto com dexmedeto e deois xilazina. 
 
O que observamos clinicamente com a MPA: lateralizaçao das 
orelhas, ptose palpebral e labial, abaixamento de cabeça, abertura 
de quadriláteros, fica tonto, mas não cai. 
INDUÇAO: Cetamina (principal). (Cetamina + diazepan + 
associação com EGG), O EGG eh um bom relaxante muscular 
usado durante ou após a indução. Eh um inibidor da via glicina (via 
excitatória do SNC que fica na medula). Se tiver problemas 
neurológicos substituir cetamina por tiopental. CUIDADO COM 
PARADA CARDIACA NESSA ETAPA. 
MANUTENÇAO: Se for TIVA (xilazina + cetamina + EGG). 
Inalatoria (isoflurano ou sevoflurano). Sedaçao e indução iguais, 
com cetamina e benzodiazepínicos, caiu o cavalo pos indução, 
intubamos com sonda 24 ou 26 (baseado na posição anatômica – 
as cegas – posição chanfro do animal na mesma linha reta do 
dorso), posicionamos na mesa e vai para inalatória. 
IMPORTANTE: Ajustar ventilação mecânica (espontânea), pois qnd 
entra o isoflurano a maioria para de respirar ou fica em 
hipoventilaçao. 
MONITORAÇAO: Cardiovascular, PAI (monômetro de pressão e 
monitor multiparametrico), e canulaçao de artéria periférica (cat20). 
Monitoramos por via fcial, facial transversa e metatársica dorsal. 
RECUPERACAO INALATORIA: Sai do gas, eh içado e levado para 
a sala de recuperação, posicionado para depois poder ter 
movimentação espontânea (se levantar antes = lesão), fazer a 
ressedaçao com xilazina para ficar 30 a 40 min deitado na 
recuperação anestésica, com acolchoamento. 
Tipos de recuperação: livre, assistida por cordas (+utilizada), 
Assistida por suspensão (+ segura em fraturas), Piscina. 
ANESTESIA BALANCEADA - PROTOCOLOS: Feitos para 
melhorar a qualidade analgésica, dar conforto ao paciente e reduzir 
o consumo de AN geral. PROT: Bloqueio perineurais, IC de 
cetamina e lidocaína, alfa2 (xilazina) e morfina (IM e epidural). 
IMPORTANTE: IC de lidocaína (sem vaso) – Analgesia visceral. 
IC de cetamina – Analgesia Somatica/IC lidocaína + cetamina – Dor 
IC de alfa2 (xilazina) – Analgesia visceral + relaxamento musc. 
Morfina (IM ou epidural em c. ortopédicas) – conforto, qualidade e 
segurança anestésica. Usados no trans e pos operatório para dor. 
Aula 12 – Complicações anestésicas: Tudo que gere risco ao 
paciente durante todo o protocolo anestésico (indução – MPA / 
manutenção / recuperação). 
Indução anestésica: Comum ocorrer com medicamentos da MPA. 
– Reaçoes anafiláticas: Em casos brandos tratar com anti-
histamínicos (prometazina). Casos graves, com edema de pálpebra, 
glote, hipotensão, taquicardia, tratar com anti-histaminicos e 
corticoide (hidrocortisona) e suspender medicação. 
– Injeçao perivascular ou intra arterial: sempre checar acesso do 
vaso. Temos Flebite (fixação ou posicionamento inadequado de 
acesso venoso e/ou cateter que causa lesão de vasos e tecido). 
- Alteração do PH (extremo – tiopental/EGG) e oleosidade 
(propofol): quando ocorre essa lesão nos vasos, ou pela alta 
oleosidade ou ph extremo do medicamento, causam de flebite a 
uma necrose. No caso do ph extremo tratar com de solução 
fisiológica (acida) . No caso do propofol tratar com compressas 
quente (1dia) e fria (1dia). 
– Dificuldade de intubação: Hemiplegias em cavalos (uma das 
aritenoides não funciona, se ocorrer do lado esquerdo, temos que 
intubar o cavalo em decúbito lateral esquerdo. Intubaçao do 
esôfago, gerando hipoventilaçao. 
– Hipotensao e Parada cardíaca: Momento mais critico, com maior 
índice de paradas cardíacas. Ocorre por animais não estáveis no 
pre anestésico, desidratação extrema, sobre dose. IMP: Sempre 
preparar o paciente para induzir. 
 
Manutenção anestésica: Temos as arritmias cardíacas 
(+comum) e hipotensão arterial (PA menor que 90 ou media 
menor que 60). Tratamos com fluido e vasoativos. 
1- Checar se esta em plano anestésico adequado, se estiver...... 
2- Fazer fluido pela prova de carga (paciente desidratado sem 
preparo). Se estiver precisando de fluido (aumenta PA). Se a PA 
continuar baixa (falta de contração do miocárdio ou muita dilatação 
periférica). 
IMP: Nesses casos ultilizamos vasoativos (Efedrina – vasonstriçao 
periférica e aumento da força de contração – mista – utilizada em 
procedimentos rápidos como exames, dobutamina – aumento da 
força de contraçao, noradrenalina, vasopressina – potente 
vasoconstritor / utilizada em cirurgias), são medicamentos que 
agem no sist. Cardiovascular que agem em receptores adrenérgicos 
– alfa e beta), fazem aumento da força de contração, cronotropismo 
e vasoconstrição periférica. 
– Refluxo gástrico: ocorre por jejum inadequado e em 
manipulação de ID. Aumenta a predisposição de ter pneumonia 
aspirativa, por isso a intubação eh necessária. 
– Anestesia regional: podemos ter complicações pela punção 
invertida (vasos e veias), intoxicações por AL (convulsões e 
depressão severa do SNC). 
– Falha em equipamentos: Por ausência de manutenção, uso 
inadequado, incompatibilidades.– Eletrocardiograma / ECG - TAQUIARRITMIAS (TAQUI 
VENTRICULAR SUSTENTADA E VPC) E BRADIARRITMIAS (BAV 
E ESCAPE VENTRICULAR) – PROVA: o eletrocardiograma mostra 
a atv. Elétrica do coração, a condução do impulso ao longo dos 
batimentos cardíacos. 
 
P (átrio) – contração atrial. Ondas pequenas = atrio 
QRS (ventrículo) – contração ventricular. Ondas grandes (+massa 
musc.) = ventriculo 
T – repolarizaçao ventricular. 
*PROVA*: o batimento sinusal eh um batimento normal (indica que 
tem átrio contraindo e na sequencia ventrículo) = ritmo sinusal. 
Qualquer alteração nessa ordem eh arritmia (taquiarritmias e 
bradiarritmias), que diagnosticamos no eletrocardiograma. 
- ECG / taquiarritmias: Ocorrem com alta de FC. 
* Taqui Ventricular sustentada: So ventrículo funciona, como se 
fossem varias VPC’s na sequencia. Qnd ocorre na anestesia, 
sempre tratar pq pode evoluir para parada cardíaca. 
Tratamento: Lidocaina IV (antiarrítmico). Se não responder usar 
Amiodoroma (2 opção pelos efeitos colaterais). 
 
* VPC (complexo ventricular prematuro): Temos o aumento do 
batimento, e ventrículo despolarizou 3x (foto), sem que o átrio tenha 
despolarizado. Ele não esperou o átrio bater para contrair, e isso 
gera ondas grandes e amorfas, sempre ocorrem em duplas ou trios. 
Tratamos qnd a frequencia do batimento ventricular for maior que 
30% da FC (EX: 100bpm e em 1m contamos 40VPC). Se for menor, 
deixar e apenas reavaliar. Não gera a taqui sustentada. 
 
 
 
- ECG / bradarritimias: Ocorrem por baixa de FC (30 a 40bpm). 
* BAV: Bloqueio átrio ventricular (existem 4 tipos). O átrio ate 
recebe o impulso e contrai, mas o ventrículo não contrai, e ai temos 
um bloqueio entre átrio e ventrículo = BAV. O impulso chega no 
átrio mas não consegue passar. Sem onda QRS. 
Tratamento: Atropina (cao e gato), mas se estivermos usando 
dexmedeto a 1 opçao eh a lidocaína (pq ai eh uma arritimia 
causada pela medicação, dexmedeto e não pelo coração / 
Ecopolamina (equinos) / Glicopirrolato (silvestres). 
 
 
* Escape Ventricular: Atrio parou de funcionar, não despolariza. Na 
ausência de despolarização atrial, o ventrículo tem um mecanismo 
de segurança em que ele próprio consegue gerar seu batimento. 
Sem átrio encaminha o impulso = ventrículo escapou do átrio = 
escape ventricular.
 
v 
 
 
Recuperação Anestésica: Encontramos dificuldade respiratória, 
os equinos não respiram pela boca, apenas pelo nariz. Entao essas 
dificuldade podem ocorrer por retirada precoce de sonda 
orotraqueal (e tbm em pacientes com edema de laringe), edema ou 
hemorragia nasal (muito tempo com a cabeça baixa na cirurgia), 
paralisia laríngea (casos de intubação com sonda muito grande). 
Trantamento: lavar as narinas com solução fisiológica e adrenalina. 
– Delirios ou excitação: Ai temos o reflexo transoperatório (muita 
oscilação durante a NA = recuperação conturbada). Por MPA 
inadequada ou insuficiente. E por DOR (principal estimulante do 
SNC que podem gerar lesoes) ai temos que aumentar o protocolo 
analgésico e fazer tranquilizande e sedativo na recuperação. 
– Vomitos: Por jejum inadequado (estomago cheio ou alta 
manipulação de alças intestinais, neste caso manter a sonda 
orotraqueal ate retorno dos reflexos (deglutir). 
Tratamento: Meropitant. 
– Miopatias: Comum em grandes animais, inflamação de grandes 
grupos musculares (bíceps braqueal e quadríceps femoral), o 
musculo inflama durante a cirurgia e gera muita dor na recuperação. 
Temos tbm quados de hipotensão prolongado. Por Mal 
posicionamento (compressão de bíceps, quadríceps). 
Prevençao: Manter boa PA e fazer o posicionamento adequado na 
mesa cirúrgica, evitando compressão de grande grupos musculares. 
Prognostico ruim. 
– Neuropatias: Por compressão nervosa (facial e radial torácico), 
que faz parar de funcionar temporariamente (24 a 48h). Paciente 
acorda sem dor e sem movimento. (prognostico melhor que o da 
miopatia). Podem ocorrer as 2. 
– Recuperaçao prolongada: Mais de 30 minutos (o normal eh 
15m). Causada por hiportemia (centro cirúrgico gelado -21graus, ex: 
17gr ou pq não tem aquecimento externo – mesa aquecida). O 
paciente deve sair da mesa com + de 36 graus / ideal 37. Se estiver 
muito abaixo a temp. o paciente leva mais tempo para metabolizar 
os fármacos pelo figado. Temos tbm a Hipoglicemia, que gera a 
falta de energia para o fígado conseguir agir e quebrar as moléculas 
durante o metabolismo. Tratamento: se necessário repor via IV ou 
VO (pingar mel ou glicose na boca). Ocorre tbm em animais com 
baixo score corporal e filhotes. 
 
 
CASO CLINICO ARRITMIAS E HIPOTENÇAO (PROVA): Quais os 
mecanismos de ação de alfa/beta - Paciente hipotenso na UTI, te 
solicitam para reverter quadro de hipotensão em paciente que não 
responde a efedrina, qual seria seu protocolo, explique o 
medicamento que vai utilizar e em quais receptores agem: 
Podemos tentar usar primeiramente a dobutamina. 
A dobutamina está indicada, quando há necessidade de suporte 
inotrópico; durante o tratamento de pacientes com estado de 
hipoperfusão, nos quais, o débito cardíaco é insuficiente para 
suportar as demandas circulatórias; 
A dobutamina estimula receptores beta-1, produzindo aumento da 
frequência cardíaca. Em doses maiores, a atividade beta-2 
adrenérgica pode resultar em aumento da frequência cardíaca e 
vasodilatação sistêmica. Caso não resolva..... 
Podemos partir para o uso da Noradrenalina. A atividade alfa-
agonista adrenérgica da noradrenalina induz vasoconstrição 
periférica, o que aumenta a pressão arterial sistólica e diastólica, 
acompanhada da diminuição reflexa da frequência cardíaca. Pode 
ser utilizada em situações de emergência de hipotensão, como o 
choque, bem como na parada cardíaca. 
Ela tem capacidade de agir nos receptores alfa 1 (principalmente) e 
também no beta 1, exercendo de maneira significativa um efeito 
vasopressor. 
CASO CLINICO 2 – INTOXICAÇAO AL (PROVA): Pq os 
pacientes convulsionam por anestésicos locais? A bupivacaina 
(cardiotoxica) ou a ultilizaçao de anestésicos locais em tecidos 
inflamados, convulcionam pq inibem o centro inibitório (tem 
preferencia pelo inibitório), gerando a como primeira manifestação a 
convulsão seguido pela cardiotoxicidade, vai bloquear inibitório, pois 
qnd vai na corrente sanguínea, temos a alta concentração, que vai 
para SNC, encéfalo, e la faz inibição do inibitório, (pq caiu muito 
rápido na corrente sanguínea. Nos gerais convulsionam pq 
estimulam os excitatórios. 
PROVA – Quais os mecanismos de ação de alfa/beta: 
Os receptores adrenérgicos são ativados por seus 
ligantes endógenos, as catecolaminas: adrenalina (epinefrina) 
e noradrenalina (norepinefrina). Os receptores α são divididos em 
α1 e α2, bem como os β são divididos em β1 e β2 e β3, onde certas 
substâncias agem sobre uns receptores, mas não sobre outros. A 
noradrenalinaexcita, principalmente, os receptores α, com menor 
intensidade os β, enquanto a adrenalina excita ambos com a 
mesma intensidade. 
Fármacos adrenergicos de ação direta (nos rec alfa e beta). 
Mecanismo de ação dos fármacos adrenérgicos. Os fármacos 
adrenérgicos podem atuar diretamente nos receptores (p. 
ex. noradrenalina, adrenalina), indiretamente, promovendo a 
liberação de noradrenalina da terminação nervosa. 
Os efeitos cardiovasculares de agonistas diretos, 
noradrenalina (α, β1), adrenalina (α, β1, β2), ações da 
administração intravenosa de noradrenalina, adrenalina. 
A noradrenalina (1) provoca vasoconstrição e elevação da pressão 
sistólica e diastólica (PAM), com bradicardia reflexa. A adrenalina 
(CENTRO) combina as ações da NA e provoca vasodilatação e 
queda na PAM, mas aumenta acentuadamente a força e a 
frequência cardíacas., mas que resulta em pequeno aumento da 
PA, devido as ações nos vasos periféricos 
 
 
CASOS CLINICOS 
 
Caso 1: Endoscopia alta por corpo estranho. Lhasa de 8 anos, 
sem comorbidades, vômito há 2 dias, laudo US – CE em estômago. 
Qual protocolo de MPA: Metadona ou tramadol (se necessário 
associar acepromazina) 
Qual protocolo de Indução: Propofol ou Cetamina + diazepam + 
periglotica 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano 
Quais intercorrências: depressão respiratória. 
 
 
 
 
Caso 2: Laparotomia exploratória para retirada de CE. Golden, 5 
anos, obeso, vômito há 3 dias, laudo US - presença de estruturas 
em intestino delgado condizente com CE, ausência de plisamento. 
Total de 3 regiões acometidas do intestino delgado. ASA III 
Qual protocolo de MPA: Metadona + dexmedeto 
Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil ou lidocaina 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano / TIVA / PIVA 
Qual protocolo de Analgesia: IC de fentanil 
 
Caso 3: Colocefalectomia. SRD, aproximadamente 4-5 anos 
(paciente adotado adulto), histórico de acidente automobilistico há 
24 horas, sem liquido livre abdominal, Raio-X – Fratura cabeça do 
fêmur esquerdo. 
Qual protocolo de MPA: Metadona + dexmedeto + cetamina 
Qual protocolo de Indução: propofol 
Qual protocolo de Manutenção: TIVA – Fentanil, lidocaína, 
cetamina (FLK). 
 
Caso 4: Tomografia computadorizada crânio. Yorkshire, 12 anos, 
presença de quadros convulsivos a esclarecer que começaram há 3 
semanas. Paciente apresenta alterações nos exames neurológicos. 
Esta em uso contínuo de fenobarbital, medicamento é administrado 
diariamente as 07h00 (foi administrado nesse horário no dia da 
tomografia). Procedimento agendado para as 11h00. 
O medicamento para ter seu efeito anticonvulsivante tem de ser 
administrado 2 x ao dia (a cada 12 horas). 
Qual protocolo de MPA: Meperidina + dexmedeto 
Qual protocolo de Indução: propofol + midazolam 
Qual protocolo de Manutenção: isoflurano 
 
Caso 5: Cistotomia por cálculo urinário. Labrador, fêmea, 8 
anos, paciente apresente disúria com recidiva de cálculos vesicais. 
Sem comorbidades, presença de dispneia inspiratória discreta na 
avaliação pré anestésica. 
Qual protocolo de MPA: tramadol + dexmedeto ou acepromazina 
+ metadona 
Qual protocolo de Indução: propofol + fentanil ou lidocaina 
Qual protocolo de Manutenção: isoflurano 
Qual protocolo de Analgesia: epidural com lidicaina + morfina e IC 
de fentanil. 
 
Caso 6: Profilaxia dentária com extração de incisivos. Bull 
terrier, macho, 6 anos, doença periodontal moderada, paciente 
agitado de difícil contenção. Sem comorbidades. 
Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + cetamina + 
midazolam (quarteto fantástico). Ou dexmedeto + pepidina + 
acepromazina. 
Qual protocolo de Indução: Propofol 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano / TIVA 
Qual protocolo de Analgesia: bloqueio de cabeça (infraorbitario, 
mentoniano, mandibular com lidocaína ou IC de fentanil 
 
Caso 7: Osteossíntese de rádio. Spitz alemão, 2 anos, histórico 
de queda do sofá há 3 horas, Raio-x constatou-se fratura completa 
de rádio e ulna de MTD. 
Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + cetamina + 
midazolam (quarteto fantástico). 
Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil ou cetamina 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano + propofol 
Qual protocolo de Analgesia: bloqueio de plexo braquial com 
lidocaína + bupivacaina e IC de analgésicos (dipirona) 
 
Caso 8: Tomografia computadorizada de abdômen. Poodle, 14 
anos, presença de nódulos hepáticos em US, investigação para 
possibilidade de retirada cirúrgica dos nódulos. 
Qual protocolo de MPA: petidina 
Qual protocolo de Indução: Propofol 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano 
 
Caso 9: Laparotomia exploratória emergencial. Golden Retriver, 
10 anos, paciente chegou na emergência do hospital com histórico 
de apatia e perda de apetite repentina nas últimas 24 horas. US 
apresenta liquido livre abdominal acentuado, possível sangramento 
em baço ou fígado (neoplasia?). Provavelmente deve ser um tumor 
em baço que está sangrando e causando o hemoperitoneo, 
saberemos disso na hora da drenagem do conteúdo. Caso positivo 
o paciente tem indicação para realizar uma esplenectomia (para 
retirada de baço). Caso tivesse sido um atropelamento poderia ser 
rompimento de fígado ou baço. 
Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona 
Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil IV 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano + FLK (IC) 
Qual protocolo de Analgesia: FLK E MLK 
 
Caso 10: Amputação de membro pélvico direito. SRD, 5 anos, 
atropelamente há 5 dias com impossibilidade de osteossintese. 
Sem histórico de comorbidades. 
Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona 
Qual protocolo de Indução: Propofol IV + bloqueio locorregional 
com IC de FLK 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano 
Qual protocolo de Analgesia: FLK E MLK 
 
Caso 11: Anestesia para biopsia hepática. Schnauzer, 12 anos, 
padrão hepático em exame US alterado, investigação de possível 
neoplasia hepática. Histórico de hiperlipidemia e dermatite atópica. 
Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona 
Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil 
 
Caso 12: Hemilaminectomia para redução de hérnia de disco. 
Dachshund, 8 anos, paralisia de membros pélvicos com presença 
de dor profunda, Hérnia de disco diagnostica em TC. Sem 
comorbidades. 
Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + cetamina + 
midazolam (quarteto fantástico) 
Qual protocolo de Indução: Propofol + fentanil 
Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano 
Qual protocolo de Analgesia: FLK (trans) MLK (pos) 
 
Caso 13: Lobectomia pulmonar. SRD, 6 anos, acidente 
automobilístico com presença de torção de lobo pulmonar. Sem 
histórico.Qual protocolo de MPA: dexmedeto + metadona + 
cetamina + pre oxigenar / Qual protocolo de Indução: Propofol + 
fentanil/ Qual protocolo de Manutenção: Isoflurano / TIVA 
Qual protocolo de Analgesia: bloqueio intercostal com 
bupivacaína + IC de FLK