Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

ANESTESIOLOGIA
AULA 1. INTRODUÇÃO 
 
USO DE ANESTESIA, ANALGESIA E SEDAÇÃO 
O uso apropriado e consciente causa amnésia, 
relaxamento muscular e alívio da dor. Seu uso é para 
segurança humana e do paciente. 
- Principais usos: 
 Facilitar a imobilização em procedimentos 
diagnósticos, cirúrgicos e terapêuticos 
 Eutanásia 
 Abate humanitário 
Todo uso de anestésico tem um risco existente! 
 
DEFINIÇÕES 
 ANESTESIA: perda parcial ou total da sensibilidade 
em qualquer de suas formas induzida por uma 
substância anestésica, a fim de evitar ou aliviar a 
dor espontânea ou em decorrência de um 
procedimento cirúrgico. 
 ANESTESIOLOGIA: ramo da medicina que estuda 
os fenômenos da anestesia. 
 ANALGESIA: É a ausência de dor em resposta à 
estimulação que normalmente seria dolorosa. O 
termo costuma ser reservado para descrever um 
estado em um paciente consciente. 
 NOCICEPÇÃO: É o processo neural da codificação 
de estímulos nocivos. É o processo fisiológico 
subjacente à percepção consciente da dor. Não 
requer consciência e pode continuar durante a 
anestesia geral, se não forem incluídas as técnicas 
que interrompam ou inibam a transdução, a 
transmissão e a modulação dos estímulos 
nociceptivos. 
 DOR: É uma experiência sensitiva e emocional 
associada à lesão tecidual real ou potencial, ou 
descrita em termos de tal lesão. 
 TRANQUILIZAÇÃO: Resulta em uma alteração do 
comportamento sempre que a ansiedade é aliviada 
e o paciente fica relaxado, mas continua ciente do 
que está acontecendo em torno dele. 
Tranquilizantes são fármacos que resultam em 
tranquilização quando administrados, mas há 
quem prefira o termo ansiolítico ao descrever os 
medicamentos que resultem tanto em redução da 
ansiedade como relaxamento. 
 SEDAÇÃO: É um estado que se caracteriza por 
depressão central, acompanhada por sonolência e 
algum relaxamento induzido centralmente. Em 
geral, o paciente não tem consciência do que o 
rodeia, mas pode despertar e responder a algum 
estímulo nocivo. Os sedativos não são 
recomendados para imobilizar um paciente 
durante um período em que há probabilidade de 
ocorrerem estímulos dolorosos. 
 NARCOSE: É um estado de sono profundo, induzido 
por algum fármaco, no qual o paciente não pode 
ser despertado com facilidade. Ela pode ser 
acompanhada ou não por antinocicepção, 
dependendo das técnicas e medicamentos usados. 
É mais forte que a sedação 
 HIPNOSE: É uma condição de sono induzida 
artificialmente, ou um estado de transe que lembra 
o sono, resultante da depressão moderada do SNC 
e da qual paciente é despertado sem dificuldade. 
 ANESTESIA GERAL: É a inconsciência induzida por 
um fármaco e que se caracteriza por depressão 
controlada, mas reversível, do SNC e da percepção. 
Em tal estado, o paciente não é despertado por 
qualquer estimulação nociva. As funções reflexas 
sensoriais, motoras e autônomas são atenuadas 
em níveis variáveis, dependendo do medicamento 
e técnica específica usado. 
 ANESTESIA GERAL CIRÚRGICA: É o estado ou plano 
anestésico que proporciona inconsciência, 
amnésia, relaxamento muscular e hipoalgesia 
suficientes para uma cirurgia indolor 
 ANESTESIA BALANCEADA: É a que se consegue 
mediante o uso simultâneo de vários fármacos e 
técnicas. Os fármacos visam atenuar 
especificamente componentes individuais do 
estado anestésico, ou seja, amnésia, 
antinocicepção, relaxamento muscular e alteração 
dos reflexos autônomos. 
 
AULA 2. AVALIAÇÃO E PREPARO DO 
PACIENTE 
 
AVALIAÇÃO 
 
Todo procedimento anestésico-cirúrgico apresenta 
um risco: condição física geral do paciente, seleção do 
fármaco anestésico, dose utilizada e procedimento 
cirúrgico (determina o fármaco) 
 
Objetivos da avaliação: 
 Diminuir a mortalidade e morbidade cirúrgica, 
minimizando os riscos 
 Determinar a condição física do paciente 
 Escolher o protocolo anestésico 
 Estimar e reduzir o risco anestésico-cirúrgico do 
procedimento 
 Oferecer segurança e conforto ao paciente e a 
equipe cirúrgica. 
 
Obs: Toda avaliação deve conter a ficha anestésica, 
contendo resenha, anamnese, e exames 
complementares. Após o início da cirurgia ou 
procedimento, deve-se registrar cada passo na ficha. 
 
Ao final da avaliação pré-anestésica, deve-se 
responder a seguinte pergunta: “ O animal se encontra 
em condições adequadas para ser submetido ao 
procedimento? ”. Sempre comparar os riscos e os 
benefícios, e sempre que possível, estabilizar o 
paciente antes da intervenção anestésico-cirúrgica. 
 
Componentes do exame pré-anestésico: 
 
ANAMNESE: obter os dados do paciente. 
 
1. ESPÉCIE: 
 Felinos: é de difícil contenção (IM – animais 
estressados). Esses animais possuem sua função 
metabólica hepática limitada, e dependem da 
função renal para eliminação de determinados 
fármacos (possuem deficiência da enzima tiopurina 
metiltransferase, metabolizando por outras vias). O 
metabolismo desacelerado pode encarretar em 
uma intoxicação, por isso, deve-se fazer a 
administração de doses menores. A janela 
terapêutica dos gatos, são maiores. 
- Apresentam laringe mais sensível, causando 
laringoespasmos, ou seja, espasmos de laringe. 
Sempre administrar lidocaína na região periglótica 
para facilitar a intubação endotraqueal, relaxando 
a musculatura. Se forçar a intubação sem a 
lidocaína, pode lesionar e inflamar, causando 
edema, possível apneia, e óbito. 
- Felinos são mais susceptíveis a hipotermia, devido 
a uma superfície corpórea menor. 
 
 Caninos: grande variedade de raças e 
temperamentos influenciam na resposta aos 
analgésicos. 
- Raças menores: temperamento dócil, menor taxa 
metabólica e doses reduzidas de sedativos e 
anestésicos. 
- Raças maiores: temperamento nervoso, maior 
taxa metabólica e doses maiores de sedativos e 
anestésicos. 
- Cães predispostos a doenças cardíacas: Boxer, 
Dobermann, Spitz, animais idosos (sopro, 
intolerância o exercício e síncope). Necessário fazer 
a avaliação cardíaca completa, com auscultação 
criteriosa, radiografia de tórax (dependendo da 
ausculta), eletrocardiograma (avalia ritmo e 
condução elétrica), e ecocardiograma (avalia 
morfologia cardíaca. 
 
 Equinos: possuem maior índice de morbidade 
(complicações), e mortalidade no período peri-
anestésico (pré, trans e pós-operatório). O índice 
de mortalidade nos equinos corresponde a 1,6%. 
- Avaliar temperamento: comportamento variável 
(raça e manejo), em geral são sujeitos ao estresse e 
reagem de maneira muito rápida e brusca a 
estímulos externos. 
- Possuem maior susceptibilidade aos efeitos 
excitatórios dos opioides, ou seja, ao invés do 
animla ficar tranquilo, ele começa a ficar agitado. 
Além disso, também são susceptíveis a depressão 
cardiorrespiratória durante a anestesia. 
 
 Bovinos: observar o comportamento do animal, 
que será variável de acordo com a raça e o manejo 
feito. São animais sujeitos aos stress, que podem 
apresentar um temperamento bastante agressivo e 
defensivo, tornando as manobras de contenção 
física, arriscadas. 
 
 Pequenos ruminantes: geralmente possuem um 
comportamento dócil, facilitando a contenção 
física. 
 
2. RAÇAS: 
 Cães Galgos: os barbitúricos causam excitação e 
uma recuperação prolongada 
 Raças braquicefálicas: pode causar reversão do 
saco laríngeo, estenose de narina, colapso de 
traquéia e prolongamento do palato (que em 
alguns casos, tampam a laringe, dificultando a 
passagem de ar). 
- Ruídos respiratórios → dispneia → cianose → 
hipóxia 
- Cuidado na recuperação anestésica! Sempre 
monitorar nas primeiras horas e manter o paciente 
em decúbito esternal. A remoção da sonda deve ser 
feita com o paciente consciente, com sustentação 
da cabeça e com o reflexo de deglutição e 
mastigação. 
 
3. IDADE: 
 Neonatos: até 2 semanas de vida 
 Pediátricos: de 6 a 12 semanas de vida 
- Temperamentoagitado, pequena massa 
corpórea, sistema microssomal hepático imaturo 
(metabolização não é feita da maneira correta), 
sistema termorregulador imaturo e predisposição à 
hipoglicemia. 
 Idosos: idade > que 75% da expectativa de vida 
- Temperamento mais calmo, maior dificuldade de 
metabolizar fármacos, sistema microssomal 
hepático insuficiente, capacidade 
termorreguladora reduzida e reserva cardíaca 
reduzida. 
 
Obs: na anamnese, deve-se SEMPRE pesar o animal! 
 
4. JEJUM: 
Importante, pois, reduz os riscos de regurgitação e 
aspiração (principalmente em pequenos), podendo 
causar broncopneumonia aspirativa. Diminui a 
pressão intra-abdominal, melhorando a expansão 
torácica e a capacidade ventilatória (principalmente 
em grandes animais). Facilita as manobras cirúrgicas 
abdominais e reduz a pressão de grandes vasos 
abdominais. 
- Cães e gatos: 6 a 12hrs, sem jejum hídrico 
- Equinos: 12 a 18hrs de sólido e máximo de 4hrs de 
jejum hídrico 
- Ruminantes: fazer a diminuição gradativa. + de 24 hrs 
de sólidos e 4 hrs de hídrico. 
 
5. MEDICAÇÕES EM USO: 
Medicamentos como: Fenobarbital, diuréticos, β 
bloqueadores, digitálicos, vasodilatadores, 
bloqueadores de canais de Ca, antibióticos e 
aminofilina, causam algum tipo de alteração no 
paciente, sendo necessário saber antes de iniciar 
algum tipo de procedimento. 
 
EXAME FÍSICO: 
É necessário fazer exame de todos os sistemas, 
englobando o respiratório, cardiovascular, SNC, 
função renal e hepática, temperatura, mucosa e 
linfonodos, e por fim, avaliação da dor. Durante o 
exame físico, deve-se determinar o peso corporal e 
pedir exames complementares. 
O local a ser feito o exame físico, deve ser um 
ambiente tranquilo, silencioso, em uma temperatura 
agradável, com pouca gente e com portas e janelas 
fechadas. 
 
 
 
A contenção física deve ser feita, de acordo com a 
espécie, o temperamento, e o tutor. 
 
ASA 
A avaliação pré-anestésica contribui para determinar 
o risco anestésico. A sociedade Americana de 
Anesteologista classificou o risco anestésico de acordo 
com o estado geral do paciente, na classificação ASA. 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 
Hemograma, bioquímico (renal, hepático, 
albumina...), Raio-X de tórax, e urinálise. 
 
PREPARO DO PACIENTE 
 
1. Acesso vascular/venopunção: 
- Serve para administrar os fármacos anestésicos, 
fármacos de emergência e fluidoterapia 
transoperatória, corrigindo as perdas naturais. 
 
2. Terapia analgésica: 
- A dor e o estresse alteram os parâmetros 
fisiológicos, necessitando fazer um tratamento 
profilático da dor, que facilita o controle pós-
operatório. Ex: morfina 
 
Obs: sempre avaliar os riscos do procedimento, fazer 
o tutor assinar um termo de compromisso, e 
esclarecer para o tutor, o que poderia acontecer. 
 
RECUPERAÇÃO 
 
Quando o paciente sair do procedimento, SEMPRE ter 
uma fonte de oxigênio, fazendo uma monitoração 
completa de glicemia (neonatos e diabéticos), e 
temperatura. Fazer analgesia, controlar débito 
urinário, observar a condição do paciente e a dor.