Prévia do material em texto
Medida provisória 927/2020 define ações para reduzir desemprego durante surto de coronavírus A medida provisória 927/2020 do Presidente disciplina algumas medidas que PODERÃO ser adotadas pelos empregadores para manter o emprego dos trabalhadores durante o período de calamidade provocado pelo coronavírus. ESTIPULANDO QUE Acordos normativos passam a prevalecer, mas LEMBRANDO que não poderão ferir a Constituição Federal. 1º TELETRABALHO: PREVE QUE poderá ser alterado o trabalho presencial para TELETRABALHO, ou trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância, em que os funcionários prestam serviços por meio de tecnologias da informação e comunicação. Deverá ser feito mediante comunicação do empregado 48 horas antes. A comunicação poderá ser escrita ou on line. Empregado e empregador podem celebrar acordo individual escrito. 2º ANTECIPAÇÃO DAS FÉRIAS INDIVIDUAIS OU COLETIVAS: prevê ainda a antecipação das férias que poderão ser feito desde que mediante comunicação do empregado 48 horas antes. A comunicação poderá ser escrita ou on line. As partes podem inclusive negociar a antecipação de férias de períodos futuros, e a prioridade deve ser para funcionários que pertençam ao grupo de risco do coronavírus. No caso dos profissionais de saúde, o empregador pode suspender férias ou licenças não remuneradas. OBS: - o pagamento do 1/3 das férias não precisa ser feito agora, pode ser feito até o fim do ano junto com o 13º. - o pagamento das férias em si vai ser feito até no próximo 5º dia útil. 3º APROVEITAMENTO E ANTECIPAÇÃO DOS FERIADOS 4º BANCO DE HORAS: poderá haver aproveitamento e antecipação de feriados para abater nos dias que as pessoas não estarão trabalhando. Bem como as horas que os funcionários já trabalharam a mais poderão ser descontadas agora. Os períodos de compensação só serão contados a partir da cessação da calamidade pública, quando encerrada, e tem 1 período de 18 meses do encerramento para serem compensadas com prorrogação de até 2 horas diárias, mas nenhum trabalhador pode exceder o período de dez horas diárias. 5º SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DE FGTS NOS MESES DE ABRIL/MAIO/JUNHO: prevê ainda que as empresas não serão obrigadas a pagar FGTS em abril/maio/junho, independentemente do tamanho da empresa ou nº de funcionários; do regime de tributação; da natureza jurídica; do ramo de atividade econômica; e de adesão prévia. Estes meses serão pagos posteriormente com parcelamentos. 6º EXAMES MEDICOS/Saúde e qualificação: Também faz menção a dispensa a realização de exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceto os demissionais. Os exames podem ser realizados no prazo de 60 dias após o fim do estado de calamidade, exceto se o médico da empresa considerar que a prorrogação representa risco para a saúde do empregado. SUSPENDE a obrigatoriedade de realização de treinamentos periódicos e eventuais dos empregados, mas admite a modalidade de ensino a distância. A ações presenciais podem ser realizadas no prazo de 90 dias após o fim do estado de calamidade. ESTABELECIMENTO DE SAUDE permite aos estabelecimentos de saúde prorrogar a jornada de trabalho dos profissionais, mesmo para as atividades insalubres e para quem faz jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. O texto também permite a adoção de escalas de horas suplementares entre a 13ª e a 24ª hora do intervalo interjornada.As horas suplementares podem ser compensadas no prazo de 18 meses após o estado de calamidade pública por meio de banco de horas ou remuneradas como hora extra. Ainda de acordo com o texto, os casos de contaminação pelo coronavírus não serão considerados ocupacionais, exceto mediante comprovação do nexo causal. 7º ANTECIPAÇÃO DO ABONO ANUAL PAGO AOS BENEFICIÁRIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL: Prevê ainda a antecipação do abono anula aos beneficiários que tenham recebido auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão. O valor pode ser pago em duas parcelas: a primeira em abril e a segunda em maio. 8º SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO ATÉ 4 MESES: que significa que as empresas poderão suspender os contratos de trabalho por 4 meses desde que ofereçam cursos on line para estes trabalhadores e podem dar bolsa de auxílio. Isto significa que durante a suspensão do contrato, o empregador pode conceder uma “ajuda compensatória mensal”, sem natureza salarial. Valor este definido por meio de negociação individual. Caso o curso de qualificação não ocorra, o empregado deve pagar imediatamente os salários e encargos sociais referentes ao período. LEMBRANDO -QUE SE O FUNCIONARIO CONTINUAR TRABALHANDO TEM QUE FAZER PAGAMENTO. - QUE TUDO DEVERÁ SER FEITO POR ACORDO INDIVIDUAL ENTRE EMPREGADO E EMPREGADOR. -QUE ESTA MEDIDA PROVISORIA VAI PARA O congresso nacional ONDE TEM QUE SER APROVADA EM 120 DIAS PARA SER LEI, MAS PASSA A VALER A PARTIR DE HOJE.