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Monitora- Ana Tereza Neurofuncional Saúde da criança INTRODUÇÃO: Grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, causando limitações de atividades, que são atribuídas a distúrbios não progressivos que ocorreram no cérebro em desenvolvimento. OS DISTÚRBIOS MOTORES DA PARALISIA CEREBRAL: são muitas vezes acompanhados por distúrbios de sensação, percepção, cognição, comunicação e comportamento, por epilepsia e por problemas musculoesqueléticos secundários INCIDÊNCIA: • 2 a 3 casos a cada 1.000 nascidos vivos. • Neonatos com peso inferior a 2500g • Prematuridade Fatores de Riscos • Fatores Pré-natais: Antes do nascimento • Fatores Perinatal: Durante o nascimento • Fatores Pós-natais: Após o nascimento FATORES PRÉ-NATAIS: GENÉTICA;VÍRUS; INFECÇÕES POR TOXOPLASMOSE; FÁRMACO E DROGAS; DESNUTRIÇÃO. FATORES PERINATAIS : PREMATURIDADE; BAIXO PESO AO NASCER; LESÃO HIPÓXICO ISQUÊMICA HEMORRAGIA INTRAVENTRICULAR; FATORES PÓS-NATAIS: • INFECÇÃO; TRAUMA; ACIDENTE DE AUTOMÓVEL; ESPANCAMENTO INFANTIL; SÍNDROME DO BEBÊ SACUDIDO; ASFIXIA; AFOGAMENTO; PARADA CARDÍACA; AVC; CLASSIFICAÇÃO DA PC • A PC pode ser classificada por comprometimento motor: Espástico: unilateral (HEMIPLEGIA) e bilateral ( QUADRIPLEGIA E DIPLEGIA) : 70 a 90% casos Discinético: distônico e coreoatetoide: 10 a 15% Atáxico A paralisia cerebral (PC) espástica ocorre quando há lesões no sistema piramidal do sistema nervoso central, que é responsável pelo controle do movimento. Essas lesões podem ocorrer em áreas corticais ou nos tractos descendentes, como o Trato Córticoespinhal ➢ Paralisia cerebral espástica: É a variação mais comum da síndrome e atinge a região do córtex motor do cérebro, responsável pelos movimentos. Nesse caso, os músculos possuem a sua capacidade de forca reduzida e o tônus elevado, o que provoca enrijecimento. E comum que os pequenos diagnosticados com esse tipo possuam o que os médicos caracterizam como contraturas, também chamadas de encurtamentos musculares. As estruturas ósseas também apresentam comprometimento, acarretando deformidades. Fatores perinatais que foram associados com o desenvolvimento de PC em bebês prematuros incluem: corioamnionite (infecção intraamiótica) ou outra evidência de inflamação perinatal, especialmente quando sustentada no pós-natal; hipotexiemia transitória (hormônio da tireoide materno baixo); e hipocapnoea (dióxido de carbono reduzido níveis, que podem induzir vasoconstrição cerebral) em associação com ventilação mecânica Monitora- Ana Tereza Neurofuncional Saúde da criança ➢ Paralisia cerebral extrapiramidal: Essas lesões aparecem em algumas regiões mais interiores do cérebro. Crianças que possuem esse tipo fazem movimentos involuntários, também chamados de espasmos. Essas movimentações acarretam o que os médicos chamam de distonia, nome científico dado quando há uma mudança significativa no eixo corporal. DISTONIA→ movimentos intermitentes de torção (contração sustentada), causam movimentos repetitivos e retorcidos, posturas anormais ATETOSE→ movimentos involuntários lentos e contorcionais das extremidades distais CORÉIA→ movimentos involuntários descoordenados, rápidos, fragmentados das extremidades proximais. ➢ Paralisia cerebral atáxico: mais rara, a lesão acomete a região do cerebelo, fundamental no desenvolvimento de funções como a coordenação motora e o equilíbrio. Bebês com essa lesão apresentam sinais bem específicos, como incoordenação das extremidades como mãos, tronco e pês, além de tremores. Aqueles que conseguem caminhar são incapazes de manter o passo em linha reta. Nesse caso, e comum que haja atraso e alterações na fala, bem como algum grau de comprometimento mental. DIAGNÓSTICO/ FICAR ATENTO! ➢ Dificuldades de sucção ao nascer; ➢ Atraso no DNPM ➢ Alterações no tônus, postura e movimentos: Persistência da ➢ Hipertonia e assimetrias ➢ Persistência de reflexos primitivos: ➢ Moro; ➢ RTCA. • GMFCS É um sistema de classificação da função motora grossa dividida em (5 níveis), classifica a gravidade da PC. Baseado nas habilidades , limitações funcionais e necessidade de tecnologia assistiva. Classifica as crianças e adolescentes com diagnóstico de PC por níveis de mobilidade até 18 anos. GMFCS – Nível I Anda sem limitações; Sobe e desce escadas sem limitações; Corre e pula. Monitora- Ana Tereza Neurofuncional Saúde da criança GMFCS – Nível II Anda com Limitações (pode usar dispositivo manual na comunidade); Sobe e desce escadas com apoio; Não corre nem pula(na melhor hipóteses, habilidades mínimas) GMFCS – Nível III Anda utilizando um dispositivo manual de mobilidade; Uso de CR na comunidade. GMFCS – Nível IV Auto mobilidade com limitações; Pode utilizar mobilidade motorizada. GMFCS – Nível V Transportado em uma cadeira de rodas manual; Grave limitação no controle da cabeça e tronco, requer tecnologia assistiva ampla e ajuda física TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO • Estimulação Precoce • Estimulação Sensório Motora • Conceito Neuroevolutivo Bobath • Terapia Centrada na Família • Indicação de Órteses- Órtese Tornozelo- Pé Articulada • Equoterapia • Fisioterapia Aquática