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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO – UFES
DEPARTAMENTO DE MORFOLOGIA - CCS
Disciplina de Histologia e Embriologia – MOR 07051
RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA
Aluno: Bianca Zamprogno Soares Matrícula: 2022101039
Local da Visita: Laboratório de Microscopia Eletrônica Data: 29/09/2022
APRESENTAÇÃO
O laboratório visitado foi o Laboratório de Ultraestrutura Celular Carlos Alberto
Redins (LUCCAR) que disponibiliza ferramentas multi-usuárias em microscopia
eletrônica de transmissão e varredura (MET e MEV) além de microanálise (EDS). O
laboratório fornece grande suporte para diferentes tipos de pesquisas acadêmicas
que são desenvolvidas no campus da UFES, sendo uma referência no estado e no
avanço científico dentro de diferentes áreas e principalmente na saúde.
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES
No laboratório de microscopia eletrônica foi apresentado as etapas de como é
realizado o manuseio dos microscópios desde o preparo da lâmina até a leitura das
imagens que são capazes de identificar pequenas estruturas, a partir da utilização
dos contrastes específicos para a visualização dos componentes básicos de tecidos
como organelas e proteínas.
Foi apresentado o microscópio eletrônico de transmissão que é baseado na
interação de um feixe de elétrons de alta voltagem com o material a ser analisado, o
feixe ao atingir a amostra atravessa o material, e os elétrons são transmitidos e
projetados em um dispositivo de imagem (câmera de alta resolução), esse processo
ocasiona a emissão de raios-X característicos que fornecem informações a respeito
da amostra, como as características morfológicas das estruturas celulares. Sua
principal vantagem é a capacidade de analisar o interior da amostra, a ultra
estrutura subcelular.
Também foi apresentado o microscópio eletrônico de varredura que é baseado na
utilização de um feixe de elétrons de pequeno diâmetro que são defletidos por um
sistema de bobinas que guia o feixe de elétrons por toda a superfície da amostra, de
ponto a ponto, por linhas sucessivas e que transmite o sinal do detector a uma tela
catódica. Geralmente é utilizado para observar a superfície das amostras. Possui
poder de alta resolução e de grande profundidade de foco, resultando em imagens
tridimensionais, assim é possível observar informações estruturais e químicas das
amostras, suas superfícies, propriedades e defeitos.
Para a visualização de estruturas maiores foi mencionado que o feixe de elétrons
não atravessa a superfície dos materiais, e assim, a superfície deve estar
metalizada.
Na sala de ultramicrotomia foi apresentado as amostras em fatias em nanômetros,
os materiais em resina que polimerizam em temperaturas elevadas a fim de
endurecer e conservar o tecido eternamente. O glutaraldeído foi indicado como o
fixador ideal. Foi comentado a respeito das etapas de segurança pós fixação com
substâncias apropriadas e sobre técnicas específicas para lidar com o material das
amostras que é bastante sensível.
Na sala de Chiller, ocorre o preparo das amostras. Discutiu-se a respeito do fixador
utilizado, que associa substância tampão com glutaraldeído (responsável por fixar a
membrana da célula) com paraformaldeído, que mantêm o tecido. Na pós fixação é
utilizado tetróxido de ósmio e a desidratação ocorre com banho de álcool. No
equipamento, é injetado CO2 líquido que se mistura com o álcool para serem
volatilizados, depois o CO2 é aquecido passando por difusão simples para o exterior.
No metalizador, é possível metalizar a amostra a partir de uma película metálica
para refletir os elétrons, em que uma folha de ouro é ionizada depositando-se em
cima da amostra, processo no qual ele mesmo oxida e reduz.
CONCLUSÕES
A visita ao laboratório foi muito enriquecedora para a melhor compreensão do
processo de obtenção de imagens de diferentes amostras em laboratórios de alta
tecnologia a partir da visualização e entendimento de cada etapa envolvida, na
dedicação e aperfeiçoamento da tecnologia e a importância que cada equipamento
e cada processo têm no estudo científico e no desenvolvimento e avanço de
diferentes áreas do conhecimento.

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