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Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:00 1/4 SILVANO PEREIRA DOS SANTOS Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 12 (21590) Atividade finalizada em 03/01/2024 21:52:40 (1327279 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [943020] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 6] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-OUTUBRO/2023 - SGegu0A161023 [102572] Aluno(a): 91520768 - SILVANO PEREIRA DOS SANTOS - Respondeu 6 questões corretas, obtendo um total de 2,50 pontos como nota [359297_1330 58] Questão 001 (Enade 2005) O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação no centro, cercados por balaustradas baixíssimas. (...) A Biblioteca existe ad eterno. Dessa verdade, cujo corolário imediato é a eternidade futura do mundo, nenhuma mente razoável pode duvidar. (...) Em alguma estante de algum hexágono (raciocinaram os homens) deve existir um livro que seja a cifra e o compêndio perfeito de todos os demais: algum bibliotecário o consultou e é análogo a um deus. (Jorge Luís Borges, “A biblioteca de Babel”, Ficções) Associe a gravura abaixo ao texto de Borges, transcrito acima. O espaço descrito no texto e o espaço representado na gravura têm em comum X a fantasia intelectual e a composição geométrica. o efeito de claro-escuro e o sentimento da natureza. a vida idealizada e o sentimento do provisório. a rejeição do irreal e o engajamento político. a emotividade e a negação da simetria. [359298_1321 05] Questão 002 Mas nesse caso a “abertura” não significa absolutamente “indefinição” da comunicação, “infinitas” possibilidades da forma, liberdade da fruição; há somente um feixe de resultados fruitivos rigidamente prefixados e condicionados, de maneira que a reação interpretativa do leitor não escape jamais ao controle do autor. (ECO, Umberto. In: Obra Aberta. São Paulo: Perspectiva, 1976, p. 43) Umberto Eco defende que a obra é aberta às inferências do leitor, no entanto, A obra literária é um texto fechado e deve ser lido em close Reading. Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:00 2/4 X A obra literária é escancarada e cabe ao leitor fazer as inferências que lhe aprouver. A obra literária não é escancarada, portanto, as chaves interpretativas precisam ser confirmadas pelo texto. A obra literária é lacunar e deve ser preenchida pelo ao leitor como desejar. A obra literária não é escancarada, portanto, toda e qualquer leitura deve focar a estrutura do texto. [359297_1321 09] Questão 003 Para o New Historicism, a obra literária: I. Não deve ser reflexo do contexto histórico social como preconizava o velho historicismo. II. Deve ser pretexto para a leitura politizada da obra como postulava a crítica marxista. III. Não deve ser apenas um conjunto de estruturas linguísticas sem função social como queriam os estruturalistas. Estão corretas as assertivas I e II. Está correta a assertiva II. Está correta a assertiva I. X Estão corretas as assertivas I e III. Estão corretas as assertivas II e III. [359297_1330 55] Questão 004 (CESPE / CEBRASPE - 2018 - IFF - Professor - Letras/Espanhol) O séc. XX instaura um corte na episteme do século que o antecede ao modificar radicalmente o rumo dos estudos literários. Em vez da concepção de literatura como epifenômeno social ou como ramo de uma ciência hegemônica da qual todas as outras disciplinas derivassem, ou, ainda, como projeção narcísica do sujeito fruidor, dá-se ênfase agora à produção do discurso e às diferenciações discursivas e, em consequência, às indagações acerca da especificidade da literatura e da relação que esta mantém com a “realidade”, em contraposição a outras modalidades de discurso. Nesse contexto, surgem duas linhas de abordagem do literário, conforme a orientação teórica que as caracteriza predominantemente: as abordagens de cunho prevalentemente linguístico e as de cunho prevalentemente cultural, como as distingue Luiz Costa Lima, sem, contudo, deixar de assinalar os traços comuns que as correlacionam. (Sônia Lúcia Ramalho de Farias Graphos v 10, n º 2 João Pessoa, dez /2008 (com adaptações). A abordagem literária de cunho prevalentemente cultural mencionada no texto inclui X a crítica marxista. o new criticism. o formalismo russo. o estruturalismo. a estilística. [359297_1330 59] Questão 005 (Enade 2005) O crítico José Guilherme Merquior, ao analisar a questão da literatura na Modernidade, afirma: ... a partir de Flaubert e Baudelaire, instala-se nas letras o senso da “vacuidade do ideal”; emerge a tradição moderna como literatura crítica. O ideal esvaziado de conteúdo, assinalado pelo crítico, no texto de Eça de Queirós, é tido como consequência da “propaganda do amor ilegítimo X pode ser associado a “escangalhada catedral romântica”. está tomado como sinônimo de “palpitação mesma da vida”. Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:00 3/4 é considerado causa da ação de “celebrar missa durante tantos anos”. constitui a busca do “paladino da moral”. [359297_1321 07] Questão 006 Jean Paul Sartre vê o leitor como um coautor do texto literário porque durante o movimento de leitura faz anotações marginais num processo contínuo de coprodução autor-leitor. durante o movimento de leitura ele prevê, entrevê, constrói e reconstruí o que lê num processo contínuo de coprodução autor-autor. durante o movimento de leitura reescreve o texto num processo contínuo de coprodução autor-leitor. durante o movimento de leitura preenche as lacunas do texto num processo contínuo de coprodução leitor-leitor. X durante o movimento de leitura ele prevê, entrevê, constrói e reconstruí o que lê num processo contínuo de coprodução autor-leitor. [359297_1330 60] Questão 007 Para V. Choklovisk a literatura deve produzir imagens poéticas que se diferenciem das imagens corriqueiras. A obra de arte literária deve libertar-se do automatismo do reconhecimento para provocar um estranhamento através da singularização da imagem poética. Ciente disso, assinale a alternativa em que verifica uma imagem poética: X “o amor é fogo que arde sem se ver” (Luís de Camões) “Pequenas canções me fazem feliz” (Aline Maciel) “A febre deve estar assando Nicó” (Arthur Engrácio) Rio de neve em fogo convertido! (Gregório de Matos) “Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias) [359297_1330 57] Questão 008 (Enade 2005) O texto abaixo, de Antonio Candido, exemplifica o trabalho do crítico. Em Gonçalves Dias, sentimos que o espírito pesa as palavras, em Castro Alves, que as palavras arrastam o espírito na sua força incontida. Situado não apenas cronologicamente entre ambos, Álvares de Azevedo é um misto dos dois processos. Na melhor parte de sua obra, as palavras se ordenam com medida, indicando que a emoção logrou realizar-se pelo encontro da expressão justa. Infelizmente, porém, (...) se na sua obra propriamente lírica existe não raro uma serena contenção, a que lhe deu fama e definiu a sua maneira própria se caracteriza pela tendência à digressão e à prodigalidade verbal, que o tornaram, com o passar do tempo, o poeta desacreditado de nossos dias. (Formação da literatura brasileira: momentos decisivos) Considere as afirmações que seguem: I. a crítica implica uma valoração, resultante das relações que o crítico estabelece entre os elementos constitutivos da obra analisada e a série literária. II. em cada situação específica, a crítica incide na análise independente de um dos três aspectos do fenômeno literário: ou o produtor, ou a obra, ou o público. III. é tarefa do crítico prescrever leituras que, ao suprirem certas necessidades do ser humano, atendam às expectativas do público. Confirma-se no texto de Antonio Candido o que se declara corretamente sobre a crítica APENAS em II e III. X I. Pincel Atômico - 18/11/202420:42:00 4/4 III. II. I e II.