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Slides de Aula - Unidade II- Teorias e Técnicas de Comunicação

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Profa. Me. Tânia Trajano
UNIDADE II
Teorias e Técnicas de 
Comunicação
 Na Unidade I, abordamos as características e os tipos de comunicação, vistas sob o ponto 
de vista mais técnico.
 Nesta Unidade, a proposta é entender o que acontece na interação com o público; daí, a 
necessidade de olharmos para os diversos estudos que analisam a comunicação.
Para começar, vamos à definição de cultura!
Agenda de hoje
 No dia a dia, o conceito de cultura é, normalmente, confundido com instrução, mas ele 
abrange toda a produção humana em determinado contexto social.
De que cultura estamos falando?
Para fins didáticos, as referências dizem respeito às produções artísticas:
 Obras de literatura, música, pintura e escultura, entre outras manifestações.
Cultura de massa, cultura erudita e cultura popular
Por que isso nos interessa?
 Importância do campo simbólico;
 ... reproduz o social. Assim, é necessário fazer a distinção conceitual entre os tipos 
de cultura.
Cultura de massa, cultura erudita e cultura popular
Definição: 
 Cultura erudita é a arte, geralmente, conservada em museus ou coleções particulares. Tem 
grande valor estético e exige os conhecimentos específicos sobre a arte.
Algumas de suas principais características:
 Busca captar o significado da existência humana;
 Exige do público uma mudança em sua visão de mundo;
 Desenvolve a linguagem artística;
 Envolve a subjetividade do artista.
 É compreendida ou apreciada por uma pequena parcela da 
população (normalmente, a que apresenta maior grau de 
instrução ou educação);
 Cultura de elite.
Cultura erudita
 Definir a cultura popular não é tarefa fácil...
Critérios econômicos? 
 Pensamento simplista.
 Segundo Arnold Hauser (1988), teórico e historiador da arte, arte popular é aquela produzida 
por uma parcela da população que não é intelectualizada, urbana ou industrial.
Algumas de suas principais características: 
 É anônima = “colagens” ao longo do tempo; 
 Traduz a visão de mundo e sentimentos coletivos do grupo em 
que foi produzida, isto é, expressa as experiências coletivas; 
 Desenvolve-se dentro de convicções fixas; 
 Tem como público o próprio grupo que a criou; não é inspirada 
nem influenciada por “modas”.
Cultura popular
 Antropólogos e sociólogos vêm discutindo essas características, de forma a tornar o conceito 
mais abrangente e adequado às sociedades modernas. 
 Cultura popular também está presente nas cidades grandes, industrializadas.
 Manifestações urbanas, como a dança de salão, preservam os ritmos e as danças 
populares de várias regiões.
 O que realmente caracteriza a cultura popular é a produção pelo povo e para o povo, sendo 
enraizada nas experiências de determinado grupo. 
Cultura popular
 O que justifica o nome “popular” é o fato de que é, na cultura, 
que se encontra o reflexo da identidade do grupo. 
 Quando isso não acontece, trata-se de um mero espetáculo a 
ser visto e esquecido, isto é, consumido.
 A cultura popular surge das tradições e dos costumes 
autênticos – geração para geração, principalmente, 
de forma oral.
Cultura popular
Fonte: https://fotospublicas.com/escolas-de-samba-do-
rio-de-janeiro-anunciam-adiamento-do-carnaval-2021/. 
Foto de: Fernando Grilli | Riotur.
Fonte: https://fotospublicas.com/programacao-da-
prefeitura-de-belem-da-inicio-semana-folclore/. 
Agência Belém.
Fonte: https://fotospublicas.com/wp-
content/uploads/2017/08/Folclorebelem_011.jpg
Agência Belém.
Cultura de massa
 Arte de massa é aquela constituída por produtos da indústria cultural.
 Busca agradar ao “gosto médio” da população = “massa homogênea”.
Algumas de suas principais características:
 Produzida por um grupo de profissionais de classe social diferente do público que 
a consome;
 Dirigida pela demanda, passando, assim, por modismos;
 Feita para um povo semiculto e passivo;
 Tem o povo como alvo de sua produção, não como a
sua origem;
 Visa ao divertimento como meio de passar o tempo.
Cultura de massa
 Conceito importante: mercadoria a ser consumida.
 Meios de comunicação em massa atingem, simultaneamente, vários receptores.
 Audiência composta por pessoas heterogêneas, mas que apresentam um comportamento 
único, o que dilui os indivíduos no anonimato. 
Outro conceito importante: a alienação!
 Característica essencial: assimetria entre o emissor e 
os receptores.
 Sistema acontece em um único sentido, mesmo dispondo de 
vários retornos, tais como a realimentação ou os feedbacks
(índices de consumo ou de audiência, fóruns etc.).
Cultura pop
Fonte: https://www.michaeljackson.com/news/michael-jacksons-short-film-for-bad/. Cortesia: Getty Images.
Cultura pop
 Definição: produtos culturais pops nasceram da indústria cultural, mas eles não se limitam às 
regras acríticas e homogeneizantes.
 A cultura pop está muito mais próxima da subversão do que da ideologia dominante.
 Ela tem como objetivo constante incomodar o receptor, em vez de acomodá-lo. 
Tal conceito é, portanto, aplicado aos produtos de grande veiculação que passam pelos 
mecanismos de reprodutibilidade técnica dos produtos de massa, mas que não visam à 
alienação do indivíduo.
As principais características da cultura pop são:
 Ser inovadora na forma e no conteúdo;
 Apresentar uma leitura crítica de mundo;
 Ter um conteúdo arquetípico.
Leia a frase: o que a caracteriza é a produção pelo povo e para o povo, portanto, é natural que 
ela seja enraizada nas referências de determinado grupo.
Essa explicação é mais adequada para qual tipo de cultura?
a) Cultura erudita.
b) Cultura pop.
c) Cultura de massa.
d) Cultura popular.
e) Cultura de elite.
Interatividade
Leia a frase: o que a caracteriza é a produção pelo povo e para o povo, portanto, é natural que 
ela seja enraizada nas referências de determinado grupo.
Essa explicação é mais adequada para qual tipo de cultura?
a) Cultura erudita.
b) Cultura pop.
c) Cultura de massa.
d) Cultura popular.
e) Cultura de elite.
Resposta
Televisão: 
 Mais popular dos meios;
 Não necessita de conhecimento específico do código linguístico;
 Fácil acesso;
 Década de 1940 – aprimoramentos técnicos para que fosse possível a viabilidade 
comercial da televisão; 
 Década de 1960, com o barateamento dos custos e a viabilidade dos preços, 
foi possível a aquisição do aparelho TV;
 Brasil: Tupi (Assis Chateaubriand).
Os meios de comunicação de massa
O que nos interessa no âmbito do nosso estudo?
 O seu “poder” na transmissão da cultura de massa;
 Efeitos da televisão na formação das pessoas;
 Democratização da cultura, uma vez que é acessível a todos indistintamente;
 Função alienadora e manipuladora.
 A força da imagem e o seu poder de mobilização fazem com que autores como Debord 
(1992) considerem que vivemos na “sociedade do espetáculo”. Além disso, apontam que, 
atualmente, a representação substitui a ação.
 Fronteira entre o real e o virtual adquire contornos tênues.
 Vetor de mobilização da sociedade, ocupando o vazio 
deixado pelo fim das grandes narrativas. 
 “Teatralização” que as mídias têm ao narrar 
qualquer acontecimento. 
Os meios de comunicação de massa
Televisão:
 O espetáculo televisivo acontece não, apenas, nas obras de ficção, 
mas, também, nos programas de entretenimento e jornalísticos;
 O indivíduo sente-se mobilizado pela narrativa audiovisual, 
emocionando-se com a realidade construída simbolicamente;
 Comoção dos telespectadores com as imagens de catástrofes, 
crimes chocantes ou, mesmo, as cerimônias de celebridades;
 Linguagem específica do meio;
 Comunhão de símbolos e valores do sistema estabelecido; 
 Assunto quase obrigatório em todos 
os ambientes; 
 Cultura nacional; 
 Erudito e popular.
Os meios de comunicação de massa
Fonte: 
https://www.adorocinema.com/
filmes/filme-18671/
Rádio:
 O mais popular e o de maior alcance do público, não só noBrasil, mas no mundo;
 Um exemplo ilustrativo da importância histórica do rádio são os serviços prestados pela 
emissora BBC, durante a Segunda Guerra Mundial, os quais mantinham os aliados 
informados sobre as batalhas;
 A mensagem falada é de fácil percepção para o público, pois ele pode ouvir as informações 
enquanto realiza outras atividades.
O rádio apresenta vantagens por suas características, entre as quais se 
destacam as seguintes:
 Linguagem oral;
 Penetração;
 Mobilidade;
 Baixo custo.
Os meios de comunicação de massa
 Transmissão imediata: as informações podem ser transmitidas, exatamente, no momento 
em que acontecem.
 Instantaneidade: a mensagem é recebida no instante em que é emitida.
 Sensoriedade: é o poder imaginário que mantém o rádio vivo. O rádio consegue despertar a 
imaginação e a capacidade crítica do receptor. O ouvinte visualiza as mensagens 
transmitidas por meio das palavras (imagem mental) e pode interpretar os 
acontecimentos do mundo.
 Autonomia: o rádio é um meio de comunicação autônomo, ou seja, não necessita de 
outro para funcionar.
 Outra característica marcante do rádio é o fato de que ele é 
o meio de comunicação por excelência das pessoas menos 
favorecidas economicamente.
 Os números de audiência são significativos nas regiões 
pobres e com maior número de analfabetos.
 Podcasts – inserção no digital.
Os meios de comunicação de massa
Jornal:
 Viabilizados a partir da invenção da prensa móvel de Gutenberg, no século XV, passando a 
ser o principal meio de informação dos cidadãos durante muitos anos;
 Século XVIII – empresas jornalísticas cresceram e, logo, a notícia passou a ser uma 
mercadoria valiosa;
 Embora o primeiro jornal brasileiro date de 1808, ano em que a Família Real portuguesa 
mudou-se para a Colônia, a empresa jornalística, entendida como a transformação da notícia 
em mercadoria lucrativa, só foi se consolidar por volta de 1890;
 No século XX, jornais consolidaram-se como fonte de 
informação – Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal 
da Tarde, O Globo e o famoso Notícias Populares;
Os meios de comunicação de massa
Jornal:
 Pacto de confiabilidade, atribuindo ao discurso jornalístico o comprometimento com 
a veracidade; 
 Pesquisa do Datafolha, realizada em 2020, apontou os jornais como o segundo meio de 
comunicação de maior credibilidade no Brasil. A TV ficou em primeiro e o rádio, em 
terceiro lugar;
 Na realidade brasileira, nem todas as pessoas têm acesso a esse veículo, pois, além de não 
ser gratuito, exige que o leitor tenha uma boa capacidade de leitura. Assim, a venda de jornal 
é maior nos países desenvolvidos que apresentam melhores índices educacionais;
Os meios de comunicação de massa
Jornal:
 Ano de 2000, cada grupo de mil japoneses comprava 500 exemplares de 
jornais anualmente. No Brasil, no mesmo período, cada grupo de mil pessoas 
comprava 44 edições; 
 Nas últimas décadas, com a queda de circulação dos jornais impressos, essa 
situação se acentuou; 
 A Folha, jornal com maior audiência do país, segundo os dados do IVC -
Instituto Verificador de Comunicação, saiu de 211,9 mil exemplares, em 
2014, para pouco mais de 65 mil exemplares impressos, em 2020;
 Considerando as 278,1 mil assinaturas digitais, 
a Folha chega a 343,5 mil exemplares –
O Globo tem 341,1 mil exemplares e o 
Estado de S. Paulo, 233,3 mil, considerando o 
impresso e o digital.
Os meios de comunicação de massa
Fonte: 
https://acervo.folha.uol.com
.br/digital/index.do
O jornal, como meio de comunicação, apresenta as seguintes características:
 Cobertura local em, pelo menos, um caderno;
 Seletividade de público (o maior público concentra-se nas classes A e B);
 Agilidade de informação;
 Prestação de serviços.
 Mesmo com o avanço da internet, o meio jornal continua tendo o seu espaço, até porque, 
hoje, o conteúdo produzido também está disponível na web.
Os meios de comunicação de massa
Revista:
 Atinge o menor número de pessoas, pois trabalha com públicos segmentados;
 Característica tem-se mantido com a migração para as plataformas digitais;
 Embora seja um produto da indústria da informação como o jornal, a revista tem uma 
estrutura e linguagem próprias. Em primeiro lugar, podemos dizer que o jornal é perecível, 
uma vez que as pessoas não costumam guardar o jornal do dia anterior. Com a revista, a 
relação é diferente, pois é normal que as pessoas guardem algumas edições, sendo bem 
comum encontrarmos colecionadores;
 Produção gráfica mais elaborada; 
 Conteúdo composto por reportagens – e não notícias – que 
procuram levar ao leitor as informações além do factual, uma 
vez que as matérias das revistas tendem a abordar a realidade 
de forma mais aprofundada do que as notícias do jornal;
Os meios de comunicação de massa
Revista:
 Algumas marcaram a história 
do jornalismo, como O Cruzeiro, 
do grupo de Assis Chateaubriand, 
e a revista Realidade,
conhecida por suas reportagens 
literárias e humanizadas;
Os meios de comunicação de massa
Fonte: https://veja.abril.com.br/blog/augusto-
nunes/voce-conhece/
Revista:
 Outra característica básica das revistas é o fato de que elas podem ser temáticas, ou seja, 
segmentadas. Temos, hoje, no mercado editorial brasileiro, inúmeras publicações 
especializadas nas mais diversas áreas, como: automobilismo, moda, celebridades, 
música, saúde, entre outras; 
 Há, também, as revistas semanais de informação, que trazem assuntos variados;
 As revistas brasileiras, assim como os jornais, também tiveram o seu início com a 
vinda de Dom João VI e desenvolveram-se no século XX com o crescimento das 
empresas jornalísticas. 
Os meios de comunicação de massa
Assinale a resposta correta que completa a afirmativa: 
Os meios de comunicação de massa emergem, no mundo ocidental, no século XX, em 
decorrência do desenvolvimento da(o):
a) TV.
b) Rádio e do meio impresso.
c) Telégrafo, apenas.
d) Meio impresso, apenas.
e) Internet.
Interatividade
Assinale a resposta correta que completa a afirmativa: 
Os meios de comunicação de massa emergem, no mundo ocidental, no século XX, em 
decorrência do desenvolvimento da(o):
a) TV.
b) Rádio e do meio impresso.
c) Telégrafo, apenas.
d) Meio impresso, apenas.
e) Internet.
Resposta
Por que teorias e não teoria?
 Diferentes visões sobre o mesmo objeto de estudo. E depende, também, dos elementos que 
estão sendo analisados: emissão, recepção, mensagem, canal, efeitos etc.
Teoria da Informação/Teoria Matemática da Comunicação:
 Sistematização do processo comunicativo a partir de uma perspectiva, puramente,
técnica e quantitativa; 
 1949 – Shannon e Weaver, dois pesquisadores engenheiros que, como tais, 
procuraram descrever o fenômeno da comunicação com a ajuda de fórmulas 
matemáticas e conceitos da Física;
 A comunicação é um processo de transmissão de uma 
mensagem por um canal para um destinatário.
Abordagens teóricas de comunicação
Teoria da Informação/Teoria Matemática da Comunicação:
 Informação: está ligada à incerteza, à probabilidade e ao grau de liberdade na 
escolha das mensagens;
 Entropia: determina a imprevisibilidade ou a desorganização de uma mensagem;
 Código: orienta a escolha e atua no processo de produção da mensagem;
 Ruído: consiste na interferência que atua sobre o canal e atrapalha a transmissão;
 Redundância: a repetição utilizada para garantir o perfeito entendimento;
 Conteúdo previsível – jornal, gibi, telenovela etc.
Abordagens teóricas de comunicação
Teoria Funcionalista:
 Princípio básico: sociedade deve ser considerada como um “organismo”, ou seja, um sistema 
articulado e constituído por partes, cada uma desempenhando a sua função de integração e 
de manutenção do sistema;
 Foco: descrever as funções da comunicação de massa na sociedade;
 Sistema social: a manutenção do modelo, o controle das tensões e a adaptação dos 
indivíduosao ambiente;
 Communication research – análise em comunicação.
Abordagens teóricas de comunicação
Teoria Funcionalista:
Os estudos funcionalistas afirmam que o ato de comunicar está preso a um esquema básico, 
desenvolvido a partir do paradigma de Lasswell, constituído por cinco perguntas básicas:
1. Quem?
2. Diz o quê?
3. Em que canal?
4. Para quem?
5. Com que efeito?
Para que isso?
 Para medir os efeitos que os meios de comunicação
causavam nos indivíduos;
 Objetivo: regulação social.
Abordagens teóricas de comunicação
Teoria Funcionalista:
Lasswell apresenta as seguintes funções para os meios de comunicação:
 Vigilância (função de alarme);
 Correlação das partes da sociedade (integração);
 Transmissão da herança cultural (educação).
Lazarsfeld e Merton apresentam outras funções:
 Atribuição de status (estabilizar e dar coesão à hierarquia da sociedade);
 Execução de normas sociais (normatizar).
Abordagens teóricas de comunicação
Teoria Funcionalista:
 Conceito importante: “disfunção narcotizante”;
 Grande quantidade de informação pode “narcotizar” o cidadão, em vez de estimulá-lo;
 Resultado: população politicamente apática e inerte;
 Disfunção.
 No final da década de 1950, Wright apresentou um ensaio descrevendo a estrutura 
conceitual que define as ligações complexas entre os mass media e a sociedade.
 Veículos de comunicação de massa alertam os cidadãos 
contra os perigos e as ameaças, e fornecem os instrumentos
para certas atividades, como as trocas econômicas. Além 
disso, reforçam as normas sociais e o caráter ético. 
Abordagens teóricas de comunicação
Teoria Funcionalista:
Classes de necessidades que os mass media satisfazem:
 Necessidades cognitivas: aquisição e reforço de conhecimentos e de compreensão;
 Necessidades afetivas e estéticas: reforço da experiência estética, emotiva;
 Necessidade de integração social: reforço dos contatos interpessoais;
 Necessidade de integração da personalidade: segurança, estabilidade emotiva;
 Necessidade de evasão: abrandamento das tensões e dos conflitos.
Abordagens teóricas de comunicação
Teoria Crítica:
 Os principais representantes da Teoria Crítica da Comunicação são os pensadores da 
Escola de Frankfurt, dentre os quais se destacam Theodoro Adorno e Max Horkheimer;
 Com forte influência do pensamento marxista, esses teóricos desenvolveram o conceito de 
indústria cultural, responsável por transformar manifestações culturais em mercadorias 
dentro do sistema capitalista; 
 Na visão crítica, a indústria cultural transforma tudo em 
negócio. Adorno (1985) menciona, por exemplo, o cinema, 
antes considerado uma arte, transformado em mercadoria, que 
gera o lucro e, ao mesmo tempo, manipula as pessoas, 
impondo a ideologia dominante;
 Publicidade;
 Jornalismo.
Abordagens teóricas de comunicação
Semiótica:
 A palavra “semiótica” vem da raiz grega semeion, que quer dizer “signo”;
 A semiótica, de uma forma geral, é definida como a ciência que estuda os signos e abrange 
as linhas de pensamentos diferentes; 
 Estudos diferentes tiveram início na Europa, na América do Norte e na União Soviética.
Linguística Estrutural:
 O estudo da língua enquanto grande sistema organizado e 
uma estrutura determinante;
 Ferdinand de Saussure;
 Roman Jakobson.
Abordagens teóricas de comunicação
Semiótica:
 Ferdinand de Saussure;
 Signo linguístico.
Natureza dicotômica, ou seja, é constituído por duas partes: 
 Pelo significante e pelo significado;
 Significante → concreto;
 Significado → abstrato.
Vejamos um exemplo:
MESA
MSEA
 Ao criarmos uma nova palavra, ela só constituirá um 
signo quando conseguirmos atribuir-lhe um significado. 
Essas novas palavras são denominadas neologismos.
Abordagens teóricas de comunicação
Semiótica:
 Ferdinand de Saussure;
 Signo é arbitrário;
 Uma das mais importantes contribuições de Saussure é a oposição entre a língua e a fala;
 A fala é o uso individual da língua. A língua, por sua vez, é um sistema e apresenta uma 
estrutura. Saussure dedicou-se a explicar os mecanismos do funcionamento linguístico, 
sob a ótica estruturalista;
 Charles Peirce, cientista e matemático. Seu campo de 
conhecimento era bastante amplo e abrangia a Filosofia, a 
Química, a Física e a Astronomia; 
 Todos os sistemas de signos – e, não somente, a 
língua – são estudados a partir de unidades 
significativas;
 Tudo é linguagem – vida – informações de 
DNA, ou seja, depende de uma linguagem 
para a sua formação.
Abordagens teóricas de comunicação
Semiótica:
 Peirce;
 Semiótica é lógica, não uma ciência aplicada;
 Seu objetivo era criar conceitos sígnicos tão gerais que pudessem 
alicerçar qualquer ciência.
 O signo (também chamado de representamen) representa o objeto, mas que não deve ser 
confundido com ele. 
 Ícone: mantém uma relação de proximidade sensorial ou 
emotiva entre o signo.
 Índice: é a parte representada de um todo, anteriormente, 
adquirido pela experiência subjetiva ou pela herança. 
 Símbolo: é um signo que se refere ao objeto que denota, 
em virtude de uma lei, normalmente, uma associação de 
ideias gerais.
Abordagens teóricas de comunicação
Harold Lasswell propôs, na década de 1940, uma fórmula para servir de base ao estudo 
científico do processo comunicativo, que possibilitou um quadro conceitual para a Teoria 
Funcionalista das Comunicações de Massa. Qual é esta fórmula?
a) Como a informação é processada? Qual é o código utilizado? Qual é o fim?
b) Quem? Diz o quê? Em que canal? Para quem? Com que efeito?
c) Qual é o signo utilizado? Qual é o receptor? Qual é o papel da audiência?
d) Quem é o emissor? Quem é o receptor? Qual é o objetivo da mensagem?
e) Qual é a quantidade de informação? Qual é o nível de retenção da mensagem?
Interatividade
Harold Lasswell propôs, na década de 1940, uma fórmula para servir de base ao estudo 
científico do processo comunicativo, que possibilitou um quadro conceitual para a Teoria 
Funcionalista das Comunicações de Massa. Qual é esta fórmula?
a) Como a informação é processada? Qual é o código utilizado? Qual é o fim?
b) Quem? Diz o quê? Em que canal? Para quem? Com que efeito?
c) Qual é o signo utilizado? Qual é o receptor? Qual é o papel da audiência?
d) Quem é o emissor? Quem é o receptor? Qual é o objetivo da mensagem?
e) Qual é a quantidade de informação? Qual é o nível de retenção da mensagem?
Resposta
As metáforas da globalização:
 O final do século XX e o início do XXI são marcados pelo fenômeno da globalização, 
caracterizado pelo fluxo intenso de informações e de capital. Isso ocasionou a 
interdependência entre as nações; 
 Assim, um fato, de qualquer natureza, não se restringe mais aos limites físicos de um país 
ou de uma região. A crise econômica de uma nação, por exemplo, afeta não, somente, a 
economia interna, mas todo o mercado financeiro internacional.
Comunicação e Pós-Modernidade
As metáforas da globalização:
Características importantes: 
 Fluxos de informações instantâneas que exercem o papel de elo entre as demais técnicas, 
unindo-as e assegurando a presença do sistema tecnoinformacional;
 Surgimento de novos aparelhos e sistemas de comunicação, de modo que a evolução das 
Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) proporciona a quebra de paradigma na 
tradicional relação entre a emissão e a recepção; 
 Assim, ao mesmo tempo em que observamos o crescimento de grandes empresas do setor 
de comunicação e de informação, a produção de conteúdos é, hoje, possível a qualquer 
cidadão que esteja conectado à rede mundial de computadores.
Comunicação e Pós-Modernidade
As novas tecnologias são o objeto de estudo de pesquisadores de diversas áreas:
 Uma das marcas mais significativas da atualidade é a facilidade de comunicação;
 As novas tecnologias encurtam as distâncias em tempo recorde;
 De acordo com Castells (2000), a sociedade atual estáconstruída em torno de fluxos: de 
capital, de informação, de tecnologia, de interação organizacional, de imagens, de sons e 
de símbolos; 
 Fluxos – expressão dos processos que dominam a vida econômica, política e simbólica;
 As redes interligadas tornam-se a fonte de formação, orientação e 
desorientação da sociedade;
 Como resultado, vemos que o desenvolvimento tecnológico 
permite o aperfeiçoamento da organização de informações e 
as vias de buscas possibilitam o acesso por um público 
cada vez maior.
Comunicação e Pós-Modernidade
Novas possibilidades de comunicação:
 Ao lado das indústrias de entretenimento e informação, incrementadas pelos equipamentos 
multimídias, temos a participação do cidadão comum na troca de informações, como em 
sites de relacionamento, e-mails, blogs e redes sociais, por exemplo;
 Essa participação ocorre no novo espaço de sociabilidade, chamado de ciberespaço, com 
impactos na esfera cultural e social, de modo a permitir fácil interação. É no ciberespaço 
que assistimos a uma combinação entre a informação, a comunicação e a tecnologia que 
denominamos de cibercultura; 
 As comunidades virtuais dão abrigo ao anonimato 
das sociedades modernas, desmaterializando as 
relações convencionais. 
Comunicação e Pós-Modernidade
Assim, o ciberespaço constitui-se como uma extensão da realidade material e 
simbólica coletiva:
 As redes sociais não se constroem, somente, na virtualidade, mas podem se materializar no 
mundo real;
 Exemplo: blogs – anos 2000;
 Popularização, alcançando, também, o ambiente corporativo. Estima-se que existam 600 
milhões de blogs espalhados pela internet (dados de 2020), provenientes de diversos 
pontos do planeta. Assim, o tamanho e o aumento constante da blogosfera comprovam a 
consolidação dessa ferramenta como uma forma de comunicação.
Comunicação e Pós-Modernidade
Pierre Lévy:
1. Um-todos: um emissor envia as suas mensagens a grande número de receptores. 
Exemplos: rádio, imprensa e televisão;
2. Um-um: relações estabelecidas entre indivíduo a indivíduo, ponto a ponto. 
Exemplos: telefone e correio;
3. Todos-todos: dispositivo comunicacional original, possibilitado pelo ciberespaço, pois 
permite que as comunidades constituam, de forma progressiva e de maneira cooperativa, 
um contexto comum. 
Exemplos: redes sociais e ambiente de educação a distância.
Comunicação e Pós-Modernidade
A linguagem na rede:
 A comunicação na internet alterou mais do que a noção de tempo e espaço; ela afeta as 
linguagens, ou seja, o modo de falar, de escrever, de ouvir e de ler; 
 “Internetês” = linguagem que se desenvolveu nos ambientes virtuais de 
comunicação em tempo real;
 Em razão da necessidade de rapidez na resposta, algumas palavras passaram 
a ser abreviadas e a escrita aproximou-se da fala. A entonação passou a ser 
representada graficamente pela extensão das letras, com frequentes estruturas e 
expressões da oralidade.
Comunicação e Pós-Modernidade
O hipertexto:
 A estrutura básica da comunicação na internet é o hipertexto, caracterizado, essencialmente, 
pela dinamicidade e pela interatividade. 
Características:
 Permite uma infinidade de desdobramentos, ou seja, há um movimento constante de 
abertura de possibilidades de um texto e/ou das informações; 
 Diferenças entre a interface da escrita (papel) e a interface virtual;
 É operacionalizado pela linguagem de programação HTML. Na web, cada documento pode 
conter vínculos, denominados de links, os quais levam a outros documentos;
 O usuário não tem o compromisso de seguir a sequência de 
“começo, meio e fim”;
 Lógica não linear. 
Comunicação e Pós-Modernidade
Pierre Lévy (1993) define seis critérios para caracterizar os hipertextos:
 Princípio da metamorfose: como o nome indica, trata-se do processo de constante 
construção e renegociação que se dá nos hipertextos. A rede hipertextual encontra-se em 
constante renovação;
 Princípio da heterogeneidade: os nós, as informações organizadas em determinada seção 
de um hipertexto e as conexões que se estabelecem entre as diversas partes dele têm 
caráter heterogêneo. Os dados são compostos por imagens, palavras e sons de modo que, 
assim, não há uma padronização visual. Além disso, as pessoas que interagem na internet 
são de diferentes procedências e vivências;
Comunicação e Pós-Modernidade
 Princípio da multiplicidade e de encaixe das escalas: o hipertexto é organizado de forma 
fractal, ou seja, qualquer nó, quando acessado, pode revelar-se como sendo composto por 
toda uma rede de nós e conexões, e, assim, indefinidamente; 
 Usuários anônimos do mundo inteiro podem provocar grandes efeitos a partir de uma rede 
sinérgica, sensível e desterritorializada de correlação de informações, em um tipo de 
“efeito cascata”;
 Princípio de exterioridade: a rede não possui um motor interno. Sua construção, definição 
e manutenção dependem de ações externas, de complexas e múltiplas interações, conexões 
entre as pessoas e os equipamentos;
Comunicação e Pós-Modernidade
 Princípio da topologia: nos hipertextos, tudo funciona por proximidade, por vizinhança, de
modo que o curso dos acontecimentos é uma questão topológica. A rede não está no 
espaço, ela é o próprio espaço;
 Princípio da mobilidade dos centros: a rede tem uma estrutura com múltiplos e móveis 
centros que se organizam, de acordo com o fluxo da narrativa e da leitura. A cada conexão 
desenham-se novos cenários de leitura com novos centros e novas possibilidades. O leitor é 
o centro, o elemento-chave do processo de leitura. O seu interesse, o seu tempo disponível e 
a sua cognição determinam as possibilidades de leitura.
Comunicação e Pós-Modernidade
 Conceitos essenciais do processo de comunicação que ajudam a melhorar o seu 
desempenho como emissor e receptor nas variadas situações de comunicação 
do dia a dia, e que, também, possa refletir sobre as várias mensagens que recebe 
dos meios de comunicação.
 Obviamente, o assunto é bastante complexo e os tópicos, aqui, apresentados possuem 
diversos desdobramentos. 
 O jornalista tem um importante papel na sociedade e, por isso, deve buscar, sempre, as 
formas de ampliar o seu repertório. E nem é preciso dizer, mas se exige que o profissional 
que atue nessa área tenha muita habilidade nas situações comunicacionais. 
 Os modos de utilizar a linguagem são produtos do processo de 
socialização dos seres humanos, pois ela possibilita a 
construção da identidade de determinado grupo 
social. Assim, o jornalista deve ser capaz de compreender 
essa identidade.
O que vimos nesta Unidade
Em relação ao novo ambiente tecnológico, qual das afirmativas a seguir é incorreta?
a) Por trás das técnicas agem e reagem as ideias, os projetos sociais, os interesses 
econômicos, as estratégias de poder etc.
b) A comunicação na internet alterou mais do que a noção de tempo e espaço; ela afeta as 
linguagens, ou seja, o modo de falar, de escrever, de ouvir e de ler. 
c) A questão é que a tecnologia, apenas, oferece as desvantagens.
d) A estrutura básica da comunicação na internet é o hipertexto, caracterizado, 
essencialmente, pela dinamicidade e pela interatividade.
e) O ciberespaço constitui-se como uma extensão da realidade material e simbólica coletiva.
Interatividade
Em relação ao novo ambiente tecnológico, qual das afirmativas a seguir é incorreta?
a) Por trás das técnicas agem e reagem as ideias, os projetos sociais, os interesses 
econômicos, as estratégias de poder etc.
b) A comunicação na internet alterou mais do que a noção de tempo e espaço; ela afeta as 
linguagens, ou seja, o modo de falar, de escrever, de ouvir e de ler. 
c) A questão é que a tecnologia, apenas, oferece as desvantagens.
d) A estrutura básica da comunicação na internet é o hipertexto, caracterizado, 
essencialmente, pela dinamicidade e pela interatividade.
e) O ciberespaço constitui-se como uma extensão da realidade materiale simbólica coletiva.
Resposta
 ADORNO, T. W.; HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de 
Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
 CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
 DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. São Paulo: Contraponto, 1992.
 HAUSER, A. A teoria da arte. Lisboa: Presença, 1988.
 LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São 
Paulo: Editora 34, 1993.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!