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Testes sorológicos na hemoterapia Laís Garcia Biomédica- CRBm 560 Especialista em Hematologia e Hemoterapia (FEEVALE) Proficiência Técnica em Imuno-hematologia (ABHH) Especialista em Banco de Sangue (ABBIOM) Mestre em Ciências Médicas (UFRGS) Serviço de Hemoterapia- Imuno-hematologia (HCPA) Sorologia Testes sorológicos na hemoterapia Objetivo: Através de testes laboratoriais disponibilizar para comunidade componentes sanguíneos com qualidade, livres de agentes infecciosos. Principais Doenças Transmitidas pelo Sangue Doenças causadas por vírus: hepatites B e C, retroviroses (HIV e HTLV), citomegalovírus. Doenças causadas por bactérias: sífilis Doenças causadas por protozoários: Doença de Chagas, malária Características das Doenças Transmissíveis Muitos pessoas descobrem que possuem estas patologias somente após a doação de sangue. Ex: hepatite C. As doenças transmitidas através do sangue são graves e podem ser até mesmo fatais para os receptores. A maioria dessas doenças, são muitas vezes assintomáticas nos doadores. ⮚Segundo Portaria nº5: • O sangue total e seus componentes não podem ser transfundidos antes da obtenção de resultados finais não reagentes, nos testes de detecção para: ✔Hepatite B; ✔Hepatite C; ✔HIV; ✔Doença de Chagas; ✔Sífilis; ✔HTLV-I e HTLV-II Legislação • § 1º Os exames de que trata o “caput” devem ser feitos em amostra colhida no ato da doação. • § 2º Os exames serão realizados em laboratórios específicos para triagem laboratorial de doadores de sangue, com conjuntos diagnósticos (kits) próprios para esta finalidade, registrados na ANVISA. • § 3º Fica vedada a realização de exames sorológicos em pool de amostras de sangue. Até 2013: ✔Pesquisa de antígenos: HBV, HCV e HIV ✔ Pesquisa de anticorpos: HBV, HCV, HIV, Chagas, sífilis e HTLV I//II ⮚A partir de 2014: • Detecção de ácido nucleico – NAT ✔ HIV; ✔HCV; ✔HBV; É o intervalo de tempo entre a infecção e a detecção de anticorpos no sangue. O que é janela imunológica? TESTES FEITOS NA JANELA IMUNOLÓGICA: POSSÍVEL FALSO- NEGATIVO Janela imunológica Janela imunológica VÍRUS ELISA NAT HIV 14-22 8-10 HCV 70-80 7-12 HBV - Anti-HBc: 60 Anti-HBsAg: 38 10 JANELA IMUNOLÓGICA (DIAS) Testes para detecção de hepatite B I - detecção do antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBV) - HBsAg; Método: eletroquimioluminescência (Elecsys HBsAg II ) Eletroquimioluminescência Utiliza a emissão de luz através da aplicação de potenciais de oxidação ou redução a um eletrodo imerso em soluções que emitem radiação (em geral compostos de rutênio). Dentre os métodos automatizados mais utilizados encontra-se o Elecsys da Roche Diagnóstica que utiliza micropartículas revestidas de estreptavidina, anticorpo monoclonal específico biotinilado e um anticorpo monoclonal específico para cada analito. Essa mistura é fixada magneticamente na superfície do eletrodo e o que não se fixar é removido. Por fim, há uma aplicação de corrente elétrica no eletrodo que induz uma emissão quimioluminescente, medida por um fotomultiplicador. https://www.youtube.com/watch?v=5I6-sW0igyU Eletroquimioluminescência Testes para detecção de hepatite B Princípio do sanduíche. Duração total do ensaio: 18 minutos. 1ª incubação: 50 µL de amostra, dois anticorpos monoclonais anti-HBsAg biotinilados e uma mistura de anticorpo monoclonal anti-HBsAg e anticorpos policlonais anti-HBsAg marcados com um complexo de rutênio)formam um complexo sanduíche. 2ª incubação: Após a adição das micropartículas revestidas com estreptavidina, o complexo liga-se aofase sólida via interação de biotina e estreptavidina. A mistura de reação é aspirada para a célula de medição onde as micropartículas são magneticamentecapturado na superfície do eletrodo. As substâncias não ligadas são então removidas com ProCell M.A aplicação de uma voltagem ao eletrodo induz a emissão quimioluminescente que é medida por umfotomultiplicador Testes para detecção de hepatite B A detecção de HBsAg em soro ou plasma humano indica infecção pelo vírus da hepatite B. O HBsAg é o primeiro marcador imunológico a aparecer na infecção aguda por hepatite B Geralmente está presente alguns dias ou semanas antes do início dos sintomas clínicos. O HBsAg é observado em pessoas com infecções agudas e crônicas por hepatite B. Testes para detecção de hepatite B II - detecção de anticorpos contra o capsídeo do HBV - antiHBc (IgG ou IgG + IgM); (Ac contra o core) Método: eletroquimioluminescência (Elecsys HBsAg II ) Testes para detecção de hepatite B •Durante uma infecção por HBV, geralmente são produzidos anticorpos para HBcAg, que geralmente persistem por toda a vida. •O anti-HBc aparece logo após o início da infecção pelo HBV e geralmente pode ser detectado no soro logo após o aparecimento do HBsAg. •O anti-HBc persiste em pessoas que se recuperaram da infecção pelo HBV e em portadores inativos. Portanto, eles são um indicador de infecção por HBV existente ou passada. •Em casos raros, a infecção por HBV também pode seguir seu curso sem o aparecimento de anti-HBc imunologicamente detectável (geralmente em pacientes imunossuprimidos). Testes para detecção de hepatite B • O anti-HBc não é produzido após a vacinação. • Devido à persistência do anti-HBc após a infecção pelo HBV, a triagem para anti-HBc pode ser usada para identificar indivíduos previamente infectados. • A determinação de anti-HBc em associação com outros testes de hepatite B permite o diagnóstico e monitoramento de infecções por HBV. • Na ausência de outros marcadores de hepatite B (pessoas HBsAg- negativas), o anti-HBc pode ser a única indicação de uma infecção por HBV existente. Testes para detecção de hepatite B III - detecção de ácido nucleico (NAT) do HBV. Testes para detecção de hepatite B Interpretação dos testes sorológicos na hepatite B Testes para detecção de hepatite C I - detecção do anticorpo contra o vírus da hepatite C (HCV) ou detecção combinada de anticorpo + antígeno do HCV; Método: eletroquimioluminescência Testes para detecção de hepatite C O ensaio Elecsys Anti-HCV II é um teste de diagnóstico in vitro para a detecção qualitativa de anticorpos contra o vírus da hepatite C (HCV) em soro e plasma humanos. Os testes de anticorpos anti-HCV são usados sozinhos ou em combinação com outros testes (por exemplo, HCV RNA) para detectar uma infecção por HCV e para identificar sangue e hemoderivados de indivíduos infectados com HCV. Testes para detecção de hepatite C Princípio do sanduíche. Duração total do ensaio: 18 minutos Testes para detecção de hepatite C II - detecção de ácido nucleico (NAT) do HCV. Testes para detecção de HIV I - detecção de anticorpo contra o HIV ou detecção combinada do anticorpo contra o HIV + antígeno p24 do HIV; Método: eletroquimioluminescência Testes para detecção de HIV Princípio do sanduíche. Duração total do ensaio: 27 minutos. Determinação qualitativa do antígeno p24 do HIV-1 e dos anticorpos contra HIV-1 e HIV-2 Testes para detecção de HIV •O antígeno HIV p24 em amostras de sangue de pacientes recentemente infectados pode ser detectado em 2 a 3 semanas após a infecção. • Os anticorpos anti-HIV são detectáveis no soro cerca de 4 semanas após a infecção. •A detecção combinada de HIV p24 antígeno e anticorpos anti- HIV em ensaios de triagem de HIV de 4ª geração leva a uma sensibilidade aprimorada e, portanto, a uma janela de diagnóstico mais curta em comparação com ensaios anti-HIV tradicionais. Testes para detecção de HIV • Com o ensaio Elecsys HIV combi PT, o antígeno HIV-1 p24 e anticorpos para O HIV-1 e o HIV-2 podem ser detectados simultaneamente em uma determinação. • O ensaio usa antígenos recombinantes derivados da região env epol do HIV-1 (incluindo o grupo O) e do HIV-2 para determinar os anticorpos específicos do HIV. • Para a detecção de anticorpos monoclonais específicos do antígeno p24 do HIV-1, são usados. Testes para detecção de HIV II - detecção de ácido nucleico (NAT) do HIV. Testes para detecção de Doença de Chagas -Detecção de anticorpo anti-T cruzi por método de ensaio imunoenzimático (EIE) ou quimioiluminescência (QLM). -Método: eletroquimioluminescência Testes para detecção de Doença de Chagas -Princípio do sanduíche. Duração total do ensaio: 18 minutos Testes para detecção de Doença de Chagas A doença de Chagas é causada pelo parasita protozoário flagelado Trypanosoma cruzi (T. cruzi). Sorologia positiva é considerada um sinal de infecção ativa por T. cruzi ou exposição passada. O ensaio Elecsys® Chagas usa antígenos recombinantes para a determinação de anticorpos para T. cruzi. A determinação de anticorpos específicos para T. cruzi é usada para identificar sangue de indivíduos infectados com T. cruzi. Testes para detecção de sífilis -Detecção de anticorpo anti-treponêmico ou não-treponêmico. -O teste VDRL é capaz de detectar anticorpos inespecíficos ou reaginas, presentes no soro de pacientes com infecção sifilítica, o que permite seu emprego em larga escala como prova de triagem sorológica para sífilis. - Princípio: As reaginas, quando presentes na amostra, reagem com as partículas de colesterol revestidas com cardiolipina e lecitina provocando uma floculação, visível somente ao microscópio. Testes para detecção de sífilis -O VDRL utilizado por muitos anos como diagnóstico de sífilis, é um teste não treponêmico, que, apesar de ter uma sensibilidade elevada, apresenta uma baixa especificidade, com resultados falso-positivos relacionados a vários interferentes. -A diferença principal é que os testes não treponêmicos detectam anticorpos que não são específicos contra Treponema pallidum e os testes treponêmicos detectam anticorpos específicos para antígenos de T. pallidum. -Efeito pro-zona: diluição Resultados falso-positivos nos testes: Em portadores de lúpus eritematoso sistêmico; Na síndrome antifosfolipídica e em outras colagenoses; Na hepatite crônica; Em usuários de drogas ilícitas injetáveis; Na hanseníase; Na malária. Resultados falso-positivos podem também ocorrer transitoriamente: Em algumas infecções; Após vacinações; Uso concomitante de medicamentos; Após transfusões de hemoderivados; Na gestação e em idosos. Testes para detecção de HTLV I/II -Detecção de anticorpo contra o HTLV I/II (vírus T- linfotrópico humano) -Método: eletroquimioluminescência Testes para detecção de HTLV I/II -Princípio do sanduíche. Duração total do ensaio: 18 minutos Testes para detecção de HTLV I/II Os vírus T-linfotrópico humano (HTLV) tipo I e II são dois retrovírus. O HTLV é transmitido de mãe para filho, entre consumidores de droga por via intravenosa através da partilha de agulhas, por relações hetero ou homossexuais e por produtos derivados do sangue contaminados. Testes Complementares X Hemovigilância Quando os testes de triagem forem reagentes em um doador de sangue que em doações prévias apresentava sorologia não reagente (SOROCONVERSÃO), o serviço deve adotar procedimentos de retrovigilância, conforme regulamento técnico e demais normas definidas pela ANVISA. 1) HBsAg: teste de neutralização, ou segundo teste com reagente de outra origem ou de outro fabricante, ou teste de ácido nucléico do HBV; 2) anti-HBc: segundo teste com reagente de outra origem ou de outro fabricante; 3) anti-HCV: segundo teste com reagente de outra origem ou de outro fabricante ou de outra metodologia, ou teste de ácido nucléico do HCV ou teste com reagente que detecte de maneira combinada ag/ac do HCV; 4) anti-HIV: segundo teste com reagente de outra origem ou de outro fabricante ou de outra metodologia, ou teste de ácido nucléico do HIV. Testes Complementares X Hemovigilância Testes Complementares X Hemovigilância • Anti-HTLV: segundo teste com reagente de outra origem ou de outro fabricante ou de outra metodologia, ou teste de ácido nucléico do HTLV I/II; • Chagas: segundo teste com reagente de outra origem ou de outro fabricante ou de outra metodologia.; • Sífilis: teste de detecção de anticorpo treponêmico, se o mesmo não foi realizado como teste inicial. Testes Complementares X Hemovigilância Caso o laboratório que realizou os testes de triagem não realize os testes de confirmação de resultados iniciais, a mesma amostra deve ser encaminhada a outro laboratório no prazo de 10 dias úteis para a sua realização. Neste caso, o laboratório que realizar os testes de confirmação de resultado deve remeter o resultado dos exames ao serviço de hemoterapia no prazo máximo de 30 dias. Plasmateca ou Soroteca Art. 140. Pelo menos durante os 6 (seis) próximos meses após a doação, será conservada (plasmateca ou soroteca) uma alíquota da amostra de plasma ou soro de cada doação de sangue em temperatura igual ou inferior a -20° C (vinte graus Celsius negativos). Controle de qualidade dos reagentes Controle antes da aquisição Anexo VIII Art. 2º Os kits de conjuntos diagnósticos serão aprovados antes da aquisição ou do início de utilização. § 1º Durante a avaliação será utilizado, no mínimo, um lote do reagente em teste. § 2º Serão testados os equipamentos e software, verificando se apresentam segurança em todo o processo. § 3º Serão utilizadas amostras de sangue com resultados conhecidos e caracterizadas laboratorialmente ou painéis comerciais. § 4º Para a aprovação dos conjuntos diagnósticos serão avaliados: I - a sensibilidade, que deverá ter valor mínimo de 100%, não sendo aceito nenhum falso negativo; e II - a especificidade, que deverá ser acima de 99%. Controle de qualidade dos reagentes Controle lote a lote/remessa - Anexo VIII § 8º No controle de lotes e remessas serão utilizadas amostras com resultados conhecidos e caracterizados laboratorialmente ou painéis comerciais. Controle de qualidade interno • Controle de qualidade interno: Baseia-se na utilização de uma alíquota de soro ou plasma com perfil sorológico específico para cada marcador sorológico ou multiparamétrico. São amostras de doadores ou pacientes bem caracterizadas, incluindo a realização dos testes confirmatórios. • O CQI é processado juntamente com os controles do fabricante e com as amostras da rotina, permitindo verificar se o teste laboratorial foi executado em condições satisfatórias. Serve para validar as rotinas, juntamente com os controles do fabricante. Controle de Qualidade Externo Questões 1- Após a obrigatoriedade da testagem de Hepatite C em bancos de sangue, inclusive com o teste de HCV-RNA, a principal forma de contaminação é através do uso de drogas endovenosas. Sobre a triagem de Hepatite C, assinale a alternativa incorreta: a) Após exposição ao vírus da hepatite C, o HCV RNA não poderá ser identificado no soro antes da presença do anti-HCV; b) A presença de HCV-RNA pode ocorrer cerca de duas semanas após a exposição ao agente infeccioso; c) O nível de HCV-RNA aumenta rapidamente durante as primeiras semanas, atingindo seus níveis máximos imediatamente antes do pico dos níveis séricos de aminotransferases e pode coincidir com o início dos sintomas; d) Define-se como Hepatite C aguda: anti-HCV não reagente e detecção de HCV-RNA por até 90 dias após o início dos sintomas ou data de exposição. Questões 2- O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é um dos testes realizados no diagnóstico de sífilis. Assinale a alternativa que apresenta o respectivo método de realização e uma limitação importante da técnica, respectivamente: a) Reação de floculação e efeito prozona; b) Reação de quimioluminescência e efeito prozona; c)Reação de hemaglutinação e anticorpos heterofilos; d) Reação de turbidimetria e anticorpos heterofilos. Questões 3) Assinale a alternativa incorreta: de acordo com a Portaria de Consolidação no5, de 28/09/17, em áreas endêmicas de malária, considera-se inapto a doar sangue: a) Pessoa que tenha tido malária nos 12 meses que antecedem a doação; b) Pessoa com febre ou suspeita de malária nos últimos 30 dias; c) Pessoa que tenha se deslocado ou procedente de área de alto risco (IPA ≥50,0 casos/1.000 habitantes) há menos de 30 dias; d) Pessoa com anti-HBs reagente. Questões 4) De acordo com a Portaria de Consolidação no5, de 28/09/17, assinale a alternativa incorreta: a) As bolsas cujas amostras individuais forem positivas ou inconclusivas nos testes NAT ou que tenham resultados discrepantes com os testes sorológicos serão descartadas, e o doador será convocado para repetição dos testes em nova amostra e/ou orientação; b) O teste para doença de Chagas será por meio da detecção de anticorpo anti-T cruzi apenas por método de quimioiluminescência (QLM); c) Somente podem ser liberadas as bolsas com resultados não reagentes/negativos tanto para os testes sorológicos quanto para os testes de detecção de ácido nucleico; d) O teste para sífilis será por intermédio da detecção de anticorpo anti-treponêmico ou não- treponêmico. Questões 5) Sobre as exigências para um serviço de hemoterapia, assinale a alternativa incorreta: a) Os laboratórios de triagem de doadores de sangue para infecções passíveis de transmissão sanguínea trabalharão com os tubos primários, colhidos diretamente do doador, até a fase de pipetagem das amostras nas placas ou nos tubos das estantes para a reação; b) O serviço de hemoterapia que realiza exames para detecção de infecções transmissíveis pelo sangue para qualificação no sangue do doador, participará regularmente de, pelo menos, um programa de controle de qualidade externo (proficiência), realizará controle de qualidade interno e disporá de sistema de garantia da qualidade na realização dos testes; c) Sempre que a sorologia para CMV for realizada, o resultado constará do rótulo das bolsas de componentes sanguíneos; d) Nas regiões endêmicas de malária, com transmissão ativa, independente da incidência parasitária da doença, não será realizado teste para detecção do plasmódio ou de antígenos plasmodiais. Questões 6) Os testes imunológicos que detectam anticorpos em amostras de sangue total, soro ou plasma são os mais comumente utilizados para auxiliar no diagnóstico da sífilis e podem ser classificados em testes treponêmicos e testes não treponêmicos. Marque a afirmativa incorreta a respeito dessas técnicas: a) Em aproximadamente 85% dos casos, os testes não treponêmicos permanecem reagentes durante toda a vida das pessoas que contraem sífilis, independentemente do tratamento; b) Os testes não treponêmicos detectam anticorpos IgM e IgG contra o material lipídico liberado pelas células danificadas em decorrência da sífilis; c) Testes treponêmicos utilizam lisados de T.pallidum ou antígenos recombinantes e detectam anticorpos específicos (geralmente IgG e IgM) contra componentes celulares dos treponemas; d) Anticorpos anti-cardiolipina são exclusivos para a sífilis e, portanto, testes não treponêmicos são altamente específicos e sensíveis para o diagnóstico da doença. Questões 7) O fenômeno prozona ocorre nos pacientes com sífilis quando há um desequilíbrio entre o quantitativo de antígenos e anticorpos na reação. Esse efeito ocorre devido a: a) Reação desproporcional entre as quantidades de antígenos e anticorpos presentes na reação treponêmica gerando resultados falso-positivos; b) Reação desproporcional entre as quantidades de antígenos e anticorpos presentes na reação não treponêmica gerando resultados falso-negativos; c) Sífilis latente ou neurossífilis; d) Hemólise, e portanto, é mandatória a coleta de uma segunda amostra, para confirmar o resultado. Questões 8) Controle de Qualidade no laboratório tem a finalidade de: a) Controlar e identificar os possíveis problemas durante a realização da rotina laboratorial; b) Aplicar um sistema que garanta o melhor desempenho da rotina realizada no laboratório; c) Garantir o melhor desempenho nas fases pré e pós- analítica dentro do laboratório; d) Todas alternativas estão corretas. Questões 9) Doador apresentou positividade no teste e na repetição da pesquisa sorológica para HIV 1. Qual conduta a ser tomada pelo banco de sangue em relação a unidade de sangue doada e ao doador? a) Liberar os hemocomponentes, não é necessário avisar o doador. b) O hemocomponente será liberado, mas não é necessário avisar o doador. c) O hemocomponente deverá ser liberado e o doador deverá ser comunicado. d) Desprezar os hemocomponentes e pedir para que o doador doe outra bolsa de sangue. e) Desprezar todos os hemocomponentes, comunicar o doador e encaminhá-lo a um serviço de infectologia. Questões 10) Exames são realizados em laboratórios específicos para triagem laboratorial de doadores de sangue com conjuntos diagnósticos (kits) próprios para esta finalidade. Com relação a testes de pesquisa de ácido nucléicos (NAT) para detecção de infecções transmissíveis pelo sangue, podemos verificar os vírus: a) HBV, HIV e HCV. b) CMV, EBV e HIV. c) HTLV, HIV e CMV. d) HIV, EBV e HCV. e) HBV, HCV e EBV. LOGARCIA@HCPA.EDU.BR Slide 1: Testes sorológicos na hemoterapia Slide 2 Slide 3: Sorologia Slide 4: Testes sorológicos na hemoterapia Slide 5: Principais Doenças Transmitidas pelo Sangue Slide 6: Características das Doenças Transmissíveis Slide 7 Slide 8: Legislação Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21: Testes para detecção de hepatite B Slide 22 Slide 23 Slide 24: Interpretação dos testes sorológicos na hepatite B Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32: Testes para detecção de HIV Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44: Testes Complementares X Hemovigilância Slide 45 Slide 46: Testes Complementares X Hemovigilância Slide 47: Testes Complementares X Hemovigilância Slide 48: Plasmateca ou Soroteca Slide 49: Controle de qualidade dos reagentes Slide 50: Controle de qualidade dos reagentes Slide 51: Controle de qualidade interno Slide 52: Controle de Qualidade Externo Slide 53: Questões Slide 54: Questões Slide 55: Questões Slide 56: Questões Slide 57: Questões Slide 58: Questões Slide 59: Questões Slide 60: Questões Slide 61: Questões Slide 62: Questões Slide 63 Slide 64