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HIPODERMÓCLISE E PROCTÓCLISE Sílvia Ferrazzo Definição de hipodermóclise e proctóclise Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Explicar as vantagens e desvantagens da hipodermóclise e da proctóclise. � Descrever as indicações e contraindicações da hipodermóclise. � Identificar os volumes e as medicações aceitáveis para a infusão em hipodermóclise. Introdução O uso da via parenteral para administração de medicamentos e fluidos é amplamente difundido na prática clínica, tem rápida resposta terapêutica e preserva o trato gastrintestinal na digestão de alguns fármacos. Exis- tem, ainda, medicamentos disponíveis apenas para utilização parenteral geralmente associados às condições de saúde mais severas. A hipodermóclise (HDC) consiste na administração de fluidos no tecido subcutâneo, e sua realização é simples e menos onerosa do que as demais técnicas utilizadas para reposição de líquidos. Atualmente, ela é explorada no contexto de tratamentos em oncologia e cuidados paliativos, nos quais os pacientes estão com fragilidade de rede venosa devido à terapêutica específica da doença, com necessidade de controle da dor e hidratação. Portanto, Dias et al. (2017) afirmam que se trata de uma técnica segura e de escolha em indivíduos que apresentem desidra- tação e deficiência nutricional, por ser um procedimento relativamente simples e com acesso duradouro. Já a proctóclise se refere à administração de grande quantidade de líquido na ampola retal e é muito utilizada no ambiente hospitalar e domiciliar, porque se trata de um procedimento relativamente simples de ser executado e traz importantes benefícios ao paciente quando indicado. A literatura explora pouco essa palavra, utilizando-se mais dos termos enema, enteroclisma ou lavagem intestinal. Neste capítulo, você estudará as vantagens e desvantagens das técni- cas de HDC e proctóclise, quando está indicada ou não a hipodermóclise, bem como os medicamentos e fluidos que podem ser administrados por essa via. Contexto histórico da técnica de hipodermóclise Trata-se de uma técnica bastante antiga, cujos primeiros relatos, segundo Aze- vedo (2016), dataram de 1860 com a infusão por via subcutânea de narcóticos para tratamento da dor, depois pela administração de fluidos para hidratação, em 1865, no auge da epidemia mundial de cólera. A HDC foi proposta por Cantani, em Nápoles, conforme o artigo publicado em 1885, o qual consta no Guia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Têm sido feitas tentativas de administrar líquidos diretamente no sistema venoso, mas na cólera grande parte das veias está colapsada e em muitos casos é impossível cateterizar uma veia de tamanho suficiente para essa finalidade sem realizar uma cirurgia para expor veias mais profundas. Isso é mais evidente em crianças e nessa fase da cólera não há justificativa para adicionar sofrimento desnecessário ao paciente. Além disso, o método venoso não atingiu os resultados esperados e tem sido abandonado. A forma mais natural e simples de suprir a necessidade sistêmica de líquido é pela injeção subcutânea de uma solução de duas colheres de chá pequenas de cloreto de sódio em meio litro de água quente e esterilizada, na qual duas onças de brandy podem ser adicionadas. (DALAND, 1885 apud AZEVEDO, 2016, p. 7) A história traz ainda relatos de infusão de morfina e atropina pela via subcutânea, em 1885, e do uso da HDC nas epidemias de cólera na Índia, em 1895. Já no ano de 1903, nos Estados Unidos, ela foi utilizada no ambiente hospitalar para hidratação de pacientes acometidos por febre tifoide ou pneu- monia. Em 1921, essa técnica era defendida por trazer benefícios como conforto ao paciente e baixo risco de complicações. Ela cairia em desuso devido aos avanços de técnicas de infusão endovenosa em meados da Segunda Guerra Mundial e às complicações trazidas pela infusão de soluções inadequadas, não por ela em si. Definição de hipodermóclise e proctóclise2 Vantagens e desvantagens da hipodermóclise e da proctóclise Azevedo e Barbosa (2012) afirmam, no Manual de Cuidados Paliativos, que com o avanço da expectativa de vida da população e o aumento da incidência das doenças crônico-degenerativas, é necessário discutir a utilização de vias alternativas para administração de medicamentos e soluções para reidratação quando as vias mais utilizadas — parenterais e orais — têm sua viabilidade diminuída. A HDC também é chamada de hidratação subcutânea e usada na administração de soluções para reidratação parenteral, já na administração de medicamentos, usa-se o termo terapia subcutânea. Relembrando um pouco a anatomia, o tecido subcutâneo é composto de componentes estruturais, como tecido adiposo, sistema linfático, glândulas, nervos e capilares sanguíneos, o que proporciona a capacidade de absorção relativamente lenta de fluidos administrados por meio dos mecanismos de difusão e perfusão. Na Figura 1, você pode ver as estruturas que revestem o corpo humano. Figura 1. Estruturas que revestem o corpo humano. Fonte: Designua/Shutterstock.com. Epiderme Derme Hipoderme Músculo Poros Glândula sebácea Folículos pilosos Glândulas sudoríparas Adipócitos 3Definição de hipodermóclise e proctóclise Vantagens da hipodermóclise � Mínimo risco de complicação local e/ou desconforto: dispensa a imo- bilização de qualquer membro, pois apresenta opções variadas para a instalação dos sítios de punção. Quando a HDC é utilizada para infusão de reidratação, pode ser interrompida a qualquer momento sem risco de complicações, como formação de coágulos ou trombose de vaso. � Mínimo risco de complicações sistêmicas: trata-se de um sistema de infusão e absorção mais lento, se comparado ao endovenoso, por isso, o risco de hiper-hidratação e sobrecarga cardíaco é mínimo e pode ser monitorado durante a infusão da solução. � Baixo custo: apresenta baixo custo, pois os materiais necessários para a instalação da hipodermóclise são relativamente baratos quando com- parados aos utilizados em outras formas de punção. � Possibilidade da terapia em domicílio: é um método de manuseio simples, por isso, possibilita a alta hospitalar precoce do paciente desde que haja treinamento adequado para manuseio, seja do cuidador, familiar ou do próprio indivíduo. Desvantagens da hipodermóclise A terapia apresenta limitações quando há necessidade de uma velocidade rápida de infusão de reidratação ou quando é preciso administrar grandes volumes de líquidos. Recomenda-se que sejam administrados até 3.000 mL em 24 horas, sendo divididos em dois sítios separados e simultâneos. Sendo assim, em casos que requerem reposição volêmica rápida, como na reversão de choque, o tecido subcutâneo não está indicado. Vantagens e desvantagens da proctóclise ou do enema O enema está indicado para esvaziamento do cólon nas condições em que o organismo não consiga eliminar o conteúdo fecal por meios fisiológicos; remoção de melena ou enterorragia; e para o preparo do cólon nas situações de exames e/ou cirurgias. Tem o objetivo de obter um cólon totalmente livre de resíduos fecais e reduzir de forma significativa a flora bacteriana com o mínimo de desconforto e risco para os pacientes. A solução instilada distende o intestino e irrita a mucosa, aumentando, assim, o peristaltismo. Entre suas vantagens, Taylor et al. (2014) trazem: Definição de hipodermóclise e proctóclise4 � alívio da constipação e impactação fecal; � prevenção da saída involuntária de material fecal durante procedimentos cirúrgicos; � visualização do trato intestinal por exame radiográfico ou instrumento; � estabelecimento da função intestinal regular durante um programa de treinamento intestinal; � utilização como terapêutica em estados patológicos causados pela in- suficiência hepática e pelo acúmulo de amônia no organismo, sendo usadas soluções com bases glicerinadas para eliminação do compostocirculante na corrente sanguínea. Já suas desvantagens estão relacionadas ao tipo de solução e volume utili- zados para o procedimento, pois grandes volumes costumam resultar em um rápido esvaziamento colônico, o que pode ser perigoso para pacientes com parede intestinal fragilizada. As soluções hipertônicas estão contraindicadas para pacientes cuja patologia se agrave com retenção de sódio, como os hipertensos e renais crônicos. Outra condição que sempre deve ser considerada é a presença de lesão na região anal, o que não confere uma contraindicação, mas requer avaliação de risco- -benefício e cuidados criteriosos na execução do procedimento. O estado patológico comumente associado à insuficiência hepática é a encefalopatia hepática, que diz respeito ao conjunto de manifestações neuropsiquiátricas relacionadas à hepatopatia crônica ou aguda. Entre as manifestações clínicas, há o declínio cognitivo, a confusão mental, a neuropatia periférica, a bradicinesia, os sintomas extrapiramidais e o coma. Tais condições estão relacionadas ao acúmulo de amônia resultante do comprometimento do metabolismo hepático, o qual se refere aos efeitos deletérios sobre a função cerebral. Indicações e contraindicações da hipodermóclise A HDC está indicada para pacientes que apresentem as seguintes situações. 5Definição de hipodermóclise e proctóclise � Tratamento ou prevenção da desidratação moderada: pacientes que não toleram a ingestão de líquidos pela via oral e apresentam náuseas e vômitos refratários aos antieméticos, diarreia, obstrução do trato gastrintestinal causado por neoplasia, sonolência e confusão mental. � Impossibilidade de acesso venoso: pacientes com fragilidade de rede venosa, seja pelas terapias medicamentosas utilizadas, pelas constantes tentativas de punção ou pela própria patologia. Já as principais contraindicações do método se referem ao tempo de resposta da terapia, pois em situações em que se necessita de uma resposta terapêutica imediata, ela é desaconselhável. A HDC não está indicada em distúrbios de coagulação, situações de emergências, como choque e/ou falência circulatória; sobrecarga de fluidos, sejam por acometimento do sistema cardíaco ou renais; e, ainda, em desidratação severa. Sua outra contraindicação está relacionada à existência de edema generali- zado ou nos locais de punção, lesões e hematomas. Tais condições diminuem consideravelmente a eficácia da terapia e podem agravar as lesões já existentes. Para que você entenda melhor essa desvantagem, veja a Figura 2, que mostra a relação entre o tempo e a concentração dos medicamentos na cor- rente sanguínea conforme a via de administração utilizada, e que a resposta da terapia intravenosa é mais rápida que as demais. Já no Quadro 1, estão elencadas as vantagens e desvantagens da HDC. Figura 2. Variação da concentração do medicamento na corrente sanguínea conforme o tempo e a via de administração. Fonte: Azevedo e Barbosa (2012, p. 260). Co nc en tr aç ão d o m ed ic am en to n o sa ng ue Tempo Intravenosa Intramuscular Subscutânea Oral Definição de hipodermóclise e proctóclise6 Fonte: Bruno (2015, p. 126). Vantagens Desvantagens Baixo custo Tempo de infusão usual de 1 mL/min Mais confortável que a administração intravenosa Apenas 3.000 mL no período de 24 horas podem ser infundidos e devem ser fracionados em sítios distintos Mais fácil de obter novos locais de administração Pode levar aos edemas locais Pode ser feito em homecare A administração de eletrólitos é limitada Redução de hospitalizações Suplementos nutricionais e soluções hipertônicas não são indicados Poucos relatos de casos de tromboflebites Possibilidade de reações locais Não tem sido relacionada às infecções e à sepse Não indicado em caso de desidratação grave Pode ser instalada e interrompida facilmente, abrindo e fechando o sistema de infusão Em caso de urgências e emergências Não tem sido associada à formação de coágulos Nos casos de infecção bacteriana grave Não exige materiais complexos Quadro 1. Resumo acerca das vantagens e desvantagem da hipodermóclise Volumes e medicações indicados para a infusão em hipodermóclise Agora, você saberá o que é possível administrar por meio da técnica de HDC, tanto em relação aos volumes como às soluções. Quanto ao volume, o tecido subcutâneo aceita até 3.000 mL em 24 horas, em que devem ser administrados 1.500 mL em diferentes sítios de punção, simultaneamente. Em pessoas com esse tecido diminuído, o volume poderá ser limitado a 2.000 mL em 24 horas (AZEVEDO; BARBOSA, 2012, p. 261-262). 7Definição de hipodermóclise e proctóclise Quando há necessidade de hidratação, é possível a infusão de soro fisioló- gico 0,9% e soro glicosado 5% na via subcutânea, bem como na intravenosa. Eletrólitos como cloreto de potássio (KCL) e cloreto de sódio (NaCl) devem ser administrados após a diluição nos soros fisiológico e glicosado em vo- lumes superiores a 100 mL dos referidos soros. Já a velocidade de infusão deve garantir um fluxo de, no máximo, 125 mL/h, controlados com equipo de microgotas ou bomba de infusão, sempre considerando as condições clínicas do paciente. Na Figura 3, você pode visualizar os locais e os volumes indicados para a HDC. Já na Figura 4, é possível ver um exemplo de realização dessa técnica. Figura 3. Locais e volumes indicados para hipodermóclise. Fonte: Azevedo (2016, p. 18). Abdominal (até 1000 mL/24h) Subclavicular (até 250 mL/24h) Deltoidea (até 250 mL/24h) Anterolateral da coxa (até 1500 mL/24h) Interescapular (até 1000 mL/24h) Definição de hipodermóclise e proctóclise8 Figura 4. Exemplo de realização da técnica de hipodermóclise. Fonte: Dias et al. (2017, documento on-line). Em relação à diluição dos fármacos, a literatura não apresenta um consenso, sendo que cada serviço estabelece sua rotina. Seu ponto de concordância é que os medicamentos devem estar na forma líquida, e o principal objetivo da diluição se trata de evitar ou minimizar a irritação no local da punção. O Quadro 2 apresenta as vantagens e desvantagens dos fluidos utilizados em diluições de fármacos. Fonte: Azevedo (2016, p. 37). Diluente Vantagens Desvantagens Água destilada Maior quantidade de dados disponíveis quanto à compatibilidade com os medicamentos utilizados Volumes maiores são hipotônicos e podem causar dor ou irritação no local da infusão Soro fisiológico 0,9% Isotônico Preferível para diluição de drogas irritativas Incompatível com altas concentrações de haloperidol (> 1 mg/mL) Menor quantidade de dados disponíveis quanto à compatibilidade com os medicamentos utilizados Quadro 2. Comparativo entre fluídos para diluição de fármacos 9Definição de hipodermóclise e proctóclise A via subcutânea tolera melhor as soluções isotônicas e as com pH próximo à neutralidade. Já os opioides podem ser usados tanto para uso regular como resgate. Há muitas pesquisas nessa área de conhecimento, logo, outros medica- mentos começam a ser recomendados para utilização no tecido subcutâneo, a exemplo dos antibióticos. Porém, certamente a HDC tem sido mais explorada para reposição volêmica e controle da dor. Em contrapartida, existem algumas soluções e medicações com uso vetado nessa via, por exemplo, os medicamentos com baixa solubilidade em água, como o propilenoglicol. Soluções com pH extremos têm risco de precipita- ção ou irritação local, sendo incompatíveis com a via subcutânea. Aquelas contraindicadas para hipodermóclise são diazepam, fenitoína, eletrólitos não diluídos, soluções que apresentam teor de glicose superior a 5%, sangue e derivados, bem como nutrição parenteral total (NPT). Quanto ao profissional habilitado para a realização da HDC, existem poucas resoluções formais que versam sobre o tema no Brasil, porém, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo emitiu um parecer afirmando que nesse procedimento tanto a punção como a administração dos fluidos ou medicamentos prescritospodem ser feitos por profissionais da equipe de enfermagem, de nível técnico ou superior, desde que devidamente capacitados para a realização da técnica. Medicamento de resgate é um termo amplamente utilizado para descrever medicações usadas para obtenção de ação rápida. Por exemplo, os broncodilatadores em uma crise de asma com presença de broncospasmo. Em relação à proctóclise, você ouvirá pouco esse termo, pois usa-se co- mumente enema e enteroclisma. Deve-se ter o domínio das indicações e da técnica para a correta orientação da equipe de enfermagem, uma vez que se Definição de hipodermóclise e proctóclise10 trata de um procedimento frequentemente banalizado entre os profissionais, que não o agregam valor quando prescrito. O enema está indicado para preparo de exames, como colonoscopia ou raio X de coluna, nas pessoas em que o bolo fecal prejudica a visualização das estruturas pesquisadas. Essa técnica também é utilizada para facilitar a evacuação em pacientes constipados por muito tempo, acamados ou acometidos por doenças do intestino, naqueles que usam medicamentos que diminuem o peristaltismo intestinal, entre outras condições que favorecem a constipação. Ele também pode ser a principal terapêutica em algumas situações de saúde, a exemplo da encefalopatia hepática, em que o paciente é acometido por doença hepática e seu organismo não metaboliza a amônia, um produto da digestão de proteínas e que fica circulante até afetar seu nível de consciência. Nesses casos, são utilizadas as soluções glicerinadas para que a amônia seja eliminada do organismo pela via intestinal. Logo, é muito importante que o enfermeiro tenha estes conhecimentos, pois a partir deles que é possível qualificar a equipe de enfermagem para prestar um cuidado de qualidade. AZEVEDO, D. L. (Org.). O uso da via subcutânea em geriatria e cuidados paliativos. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2016. 56 p. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2018. AZEVEDO, E. L.; BARBOSA, M. F. Via subcutânea: a via parenteral de escolha para ad- ministração de medicamentos e soluções de reidratação em Cuidados Paliativos. In: CARVALHO, R. T.; PARSONS, H. A. (Orgs.). Manual de cuidados paliativos ANCP. 2. ed. São Paulo: Academia Nacional de Cuidados Paliativos, 2012. p. 259-269. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2018. BRUNO, V. G. Hipodermóclise: revisão de literatura para auxiliar a prática clínica. Einstein, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 122-128, 2015. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2018. DIAS, B. V. B. et al. Proposed Protocol Illustrated for Hypodermoclase. Journal of Anesthesia & Critical Care, Edmond, v. 9, n. 3, p. 1-8, 2017. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2018. 11Definição de hipodermóclise e proctóclise TAYLOR, C. R. et al. Fundamentos de enfermagem: a arte e a ciência do cuidado de enfermagem Artmed, 7 ed, 2014. 1768 p. Leitura recomendada BRAZ, C. L.; PEREIRA, R. C. C.; COSTA, J. M. Administração de medicamentos por hipo- dermóclise: uma revisão da literatura. Revista Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde, São Paulo, v. 6, n. 1, p. 6-12, jan.-mar. 2015. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2018. Definição de hipodermóclise e proctóclise12 Conteúdo: