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licença Creative Commons Attribution
ISSN 2526-8910
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1685
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licença Creative Commons Attribution
Resumo: Introdução: O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tem a finalidade de aproximar o aluno da prática de 
pesquisa e da vivência com os aspectos éticos pertinentes à propriedade intelectual e à pesquisa com seres humanos. 
Sua elaboração oportuniza a investigação de um problema e a elaboração de soluções que consolidam o conhecimento 
adquirido ao longo do curso. Objetivo: Caracterizar os TCCs da graduação em terapia ocupacional de uma universidade 
pública. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quali-quanti, que utilizou para coleta de 
dados informações descritas em 154 documentos, assim como em questionários respondidos por 24 professores 
orientadores. Resultados: Os trabalhos eram majoritariamente pesquisas de revisão de literatura ou documental, 
com abordagem qualitativa, que utilizaram o caderno de campo como instrumento de coleta de dados. As áreas 
mais frequentemente estudadas foram a de Contextos Hospitalares e Saúde de Família, em trabalhos relacionados 
aos temas vivenciados pelos alunos em projetos de extensão, pesquisa, disciplinas ou estágio. As orientações foram 
realizadas apenas pelo professor orientador, dentro de suas áreas de pesquisa, e o problema mais encontrado foi a 
dificuldade no processo de escrita do aluno. As bancas de avaliação foram constituídas por professores efetivos ou 
temporários do próprio curso, que sinalizaram a metodologia como a principal falha dos trabalhos. Conclusão: Os 
dados mostraram que os alunos necessitam de mais oportunidades para exercitar e preparar um texto científico antes 
do momento da elaboração do TCC, e que os professores precisam apoiar seus orientandos na busca de objetos de 
pesquisa, instrumentos e metodologias mais diversificados. 
Palavras-chave: Monografia, Pesquisa, Terapia Ocupacional, Educação Superior, Capacitação Profissional.
Characterization of graduation final paper work in occupational therapy of a 
public university
Abstract: Introduction: The final paper has the purpose of bringing the student closer to the practice of research 
and experience with the ethical aspects which are relevant to intellectual property and research with human beings. 
Its elaboration facilitates the investigation of a problem and the elaboration of solutions that consolidate the knowledge 
acquired during the course. Objective: Featuring the graduation final paper in Occupational Therapy of a public 
university. Method: This is a descriptive, qualitative-quantitative research that used data which were collected in 
154 documents, as well as in questionnaires answered by 24 advisors. Results: The works were mostly literature 
review or documentary research, with a qualitative approach, which used the field notebook as a data collection 
instrument. The most studied areas were the Hospital Context and Family Health, in works related to the themes 
experienced by the students in projects of extension, research, disciplines or internship. The orientations were 
Caracterização dos trabalhos de conclusão de curso 
da graduação em terapia ocupacional de uma 
universidade pública1
Kezia Freire Zancoa , Janaína Santos Nascimentob , Monica Villaça Gonçalvesb , 
Miryam Bonadiu Pelosib 
aUniversidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
bDepartamento de Terapia Ocupacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Autor para correspondência: Monica Villaça Gonçalves, Coordenação de Curso de Terapia Ocupacional, R. Prof. Rodolpho Paulo Rocco, s/n, 
bloco K, sala k17, 1º Andar, Prédio do Centro de Ciências da Saúde, Cidade Universitária, Ilha do Fundão, CEP 21910-590, Rio de Janeiro, RJ, 
Brasil, e-mail: movillaca@hotmail.com
Recebido em Mar. 19, 2018; 1ª Revisão em Jun. 1, 2018; 2ª Revisão em Set. 30, 2018; Aceito em Dez 14, 2018.
Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição 
e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
https://orcid.org/0000-0001-9125-7490
https://orcid.org/0000-0002-1059-8291
https://orcid.org/0000-0002-8090-9884
https://orcid.org/0000-0002-6109-4296
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
413413/425Zanco, K. F. et al.
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1 Introdução
A Câmara de Educação Superior é responsável 
por deliberar as diretrizes curriculares propostas 
pelo Ministério da Educação e Desporto para os 
cursos de graduação (BRASIL, 1995). Cada curso 
conta com diretrizes exclusivas que orientam o 
planejamento dos seus currículos, incluindo os 
parâmetros para elaboração e obrigatoriedade de 
um trabalho de conclusão.
O Conselho Nacional de Educação (BRASIL, 
2002) instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais 
do Curso de Graduação em Terapia Ocupacional, 
por meio da Resolução CNE/CES nº 6/2002. 
Essa  resolução dispõe, no artigo 5o, sobre as 
competências e habilidades específicas que o 
terapeuta ocupacional deveria possuir. Entre estas, 
inclui-se o conhecimento de métodos e técnicas de 
investigação e a elaboração de trabalhos acadêmicos 
e científicos, e os princípios éticos para a realização 
de atividades de pesquisa. O artigo 12, da mesma 
Resolução, trata da obrigatoriedade de realização 
de um trabalho de conclusão de curso (TCC) para 
a graduação em terapia ocupacional, que deverá ser 
realizado sob orientação docente.
O curso de Terapia Ocupacional de uma 
universidade pública da Região Sudeste do país surgiu 
a partir da adesão ao Programa de Apoio a Planos 
de Reestruturação e Expansão das Universidades 
Federais – Reuni em 2007, e iniciou suas atividades 
em 2009, na Faculdade de Medicina.
Atualmente, o curso está vinculado ao departamento 
de terapia ocupacional, e é composto por vinte e três 
professores efetivos, três professores substitutos, seis 
técnicos em educação nível e (com formação em terapia 
ocupacional) e dois assistentes administrativos. Sua 
grade curricular compreende 3570 horas, a serem 
realizadas em disciplinas que contemplam saberes 
das ciências biológicas, ciências da saúde, ciências 
humanas e sociais, ciências da ocupação humana e 
terapia ocupacional. A carga horária total do curso 
é dividida entre disciplinas teóricas, disciplinas 
teórico-práticas, atividades de extensão e estágio 
curricular obrigatório.
Nessa graduação em terapia ocupacional, o TCC 
é parte da grade curricular de formação, sendo 
um requisito obrigatório para a integralização da 
graduação. Os alunos devem cursar a disciplina de 
TCC a partir do 6o período, com carga horária de 
30 horas e elaborar seu pré-projeto. Após esta etapa, 
o TCC deve ser desenvolvido pelos graduandos ao 
longo de dois semestres, com orientação de um 
professor efetivo do curso, podendo ou não haver o 
apoio de um coorientador (MARINHO; ALMEIDA; 
PELOSI, 2011), e apresentado em uma Jornada 
Científica de Avaliação, que acontece ao final de 
cada semestre, aberta à comunidade e organizada por 
uma comissão composta por docentes e discentes.
O desenvolvimento do TCC, com a supervisão 
de um docente, é fundamental no processo de 
formação, pois auxilia o estudante a ter 
[...] mais segurança para questionar sua 
realidade e treinar suas habilidades de 
investigação, contribuindo para enriquecer o 
processo de ensino e aprendizado […] (CRUZ, 
2003, p. 32).
A elaboração de um TCC oportuniza a iniciação 
ao meio científico, a partir da investigação, escolha de 
um problema e elaboração de soluções, consolidação 
do conhecimento adquirido ao longo do curso, e é 
ainda um incentivo à pós-graduação (MARINHO; 
ALMEIDA;PELOSI, 2011). Além disso, a sua 
apresentação possibilita a divulgação e a socialização 
dos seus resultados, assim como a construção e a 
ampliação de conhecimentos por meio do diálogo 
e troca de saberes.
A realização do TCC não é uma tarefa fácil, e 
as dificuldades vêm sendo estudadas a partir da 
percepção dos alunos (GUEDES; GUEDES, 2012) 
e dos professores (GUEDES; GUEDES, 2012; 
MEDEIROS et al., 2015).
O estudo dos TCCs de um curso tem o potencial 
de contribuir com um panorama das pesquisas 
desenvolvidas por aquele grupo, assim como avaliar 
aspectos como o tipo de pesquisa mais comumente 
utilizada, as áreas pesquisadas e o desfecho do trabalho 
com a divulgação em eventos ou revistas científicas.
carried out only by the advisor, within their research areas, and the most found problem was the difficulty in the 
student’s writing process. The examination boards were made up by effective or temporary teachers from the own 
course, who signaled the methodology as the main failure of the work. Conclusion: The data showed that students 
need more opportunities to exercise and elaborate a scientific text before the moment of the final paper creation 
and those teachers need to support their pupils in the search for more diversified research objects, instruments and 
methodologies. 
Keywords: Monograph, Research, Occupational Therapy, Education, Higher, Professional Training.
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
414414/425 Caracterização dos trabalhos de conclusão de curso da graduação em terapia ocupacional de uma universidade pública
Neste sentido, esta pesquisa teve como objetivo 
caracterizar os trabalhos de conclusão de curso da 
graduação em terapia ocupacional defendidos no 
período compreendido entre o primeiro semestre 
de 2013 e o primeiro semestre de 2017 e levantar 
a percepção dos professores orientadores sobre este 
trabalho.
2 Método
Trata-se de uma pesquisa descritiva, com 
abordagem quali-quanti, realizada em duas fases. 
Na primeira, foi realizada uma caracterização dos 
TCCs a partir de uma análise das atas de defesas e 
dos próprios trabalhos apresentados, no período de 
2013 a 2017, totalizando nove semestres. A segunda 
etapa consistiu em um questionário aplicado aos 
professores que haviam orientado os trabalhos de 
TCCs nesse período.
Nos documentos foram coletadas as seguintes 
informações: título do TCC; semestre da defesa 
(2013.1, 2013.2, 2014.1, 2014.2, 2015.1, 2015.2, 
2016.1, 2016.2, 2017.1); nota final; nota do orientador; 
nota do coorientador, nos casos em que houve essa 
ocorrência; nota do avaliador; nota do processo de 
orientação; nota do processo de coorientação, quando 
pertinente; o responsável pela maior nota; faixa 
etária da população estudada, segundo a legislação 
brasileira - Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA) (BRASIL, 1990), Estatuto da Juventude 
(BRASIL, 2013) e Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003), 
(crianças de 0 a 12 anos, adolescentes de 12 a 18 anos 
incompletos, jovens de 15 a 29 anos, adultos, idosos 
a partir de 60 anos, não determinado, mais de uma 
população); sexo/gênero (homens cisgênero, mulheres 
cisgênero, transgêneros homens e mulheres e não 
especificado), especialidades reconhecidas pelo 
Coffito: Acupuntura (CONSELHO..., 2011a); 
Contextos Sociais (CONSELHO..., 2011b); Saúde 
da Família (CONSELHO..., 2011c); Saúde Mental 
(CONSELHO..., 2011d); Contextos Hospitalares 
(CONSELHO..., 2013); Gerontologia (CONSELHO..., 
2016); e nenhuma das anteriores; TCC relacionado 
a algum projeto de pesquisa, extensão, disciplina, 
estágio curricular ou extracurricular; nome do 
projeto, estágio ou disciplina; tipo de abordagem 
(quantitativa, qualitativa ou quali-quanti), se foi 
submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
(sim e não); tipo de pesquisa (revisão de literatura, 
relato de experiência, estudo de caso ou pesquisa de 
campo); instrumento utilizado na pesquisa (entrevista, 
diário de campo, protocolo de avaliação validado, 
protocolo de avaliação criado para a pesquisa, outro 
e não se aplica); se foi divulgado no site do TCC 
(sim e não); recomendação pela banca para publicação 
do TCC (sim e não); TCC foi publicado em revista 
científica e/ou apresentado em congresso/eventos (sim 
e não); tipo de referências bibliográficas utilizadas 
(nacionais, internacionais, ambas).
Para complementar as informações do estudo, 
24 docentes efetivos do curso de terapia ocupacional, 
que haviam orientado os trabalhos de TCC da 
amostra, foram convidados a participar respondendo 
um questionário elaborado pela equipe de pesquisa.
O questionário foi criado pelas autoras do estudo, 
com perguntas abertas e fechadas e abordava temas 
como: ano de ingresso do professor na universidade; 
área de atuação; preferência no trabalho de 
orientação–sozinho ou com um coorientador; e 
razões para a escolha; vínculo do TCC com projetos 
de pesquisa ou extensão; publicação em revista 
científica; apresentação em evento; orientação de 
trabalho do professor que não integra a sua área 
de atuação; dificuldades encontradas pelos alunos 
e pelo próprio professor no processo de orientação; 
participação em bancas fora dos temas de mais 
conhecimento; principais problemas encontrados 
nos trabalhos avaliados; e, finalmente, qual a 
importância da realização do TCC na graduação 
em terapia ocupacional na opinião do professor.
Os docentes receberam em mãos, ou via e-mail, 
uma cópia do questionário personalizado com 
os dados dos alunos orientados por cada um, no 
período do estudo, e do Termo de Consentimento 
Livre e Esclarecido.
Destaca-se que o projeto foi submetido e 
aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob o 
Parecer no 2.213.975 de 11/8/2017, e a consulta dos 
documentos relacionadas aos TCCs foi autorizada 
pelo corpo deliberativo do departamento de terapia 
ocupacional.
2.1 Análise dos dados
Foram analisados 154 Trabalhos de Conclusão de 
Curso, sendo que, destes, 11 não possuíam a ata da 
defesa (7,1%), diminuindo o número de trabalhos 
analisados em algumas das variáveis estudadas.
Os dados das atas de defesa e as informações das 
perguntas fechadas do questionário dos docentes 
foram organizados em uma planilha e posteriormente 
importados para o software Statistical Package for 
The Social Sciences – SPSS®, versão 19.0. Para atender 
o primeiro objetivo do estudo, foi feita a análise 
univariada descritiva, utilizando frequências absolutas 
e relativas para as variáveis categóricas, e medidas 
de tendência central (média ou mediana) para as 
variáveis quantitativas. Para comparar as variáveis 
categóricas com a ocorrência de recomendado para 
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publicação, publicado e apresentado em evento, 
empregou-se o teste qui-quadrado (X)2, considerado 
um nível de significância de p< 0,05 e intervalo de 
confiança (IC) de 95%.
Os questionários foram respondidos por 96% 
dos professores efetivos que haviam orientado os 
trabalhos de TCC no período estudado, o que 
representou o total de 24 professores. Para analisar 
essas informações, especialmente as advindas das 
questões abertas, realizou-se a análise de conteúdo, 
com o objetivo de assinalar e classificar de maneira 
objetiva e exaustiva todas as unidades de registro 
existentes no texto, obtendo indicadores úteis ao 
objetivo da pesquisa (BARDIN, 2011). As seguintes 
categorias de análise surgiram a partir da análise 
das respostas às perguntas abertas do questionário 
respondido pelos professores: dificuldades e 
facilidades no processo de orientação; dificuldades 
dos estudantes na realização da pesquisa, importância 
dos trabalhos de conclusão de curso na formação 
do terapeuta ocupacional.
3 Resultados
Os dados foram apresentados considerando os 
seguintes aspectos: características do TCC; processo 
de avaliação e difusão de conhecimento da terapia 
ocupacional, a partir dos tccs defendidos no curso 
de graduação em terapia ocupacional.
3.1 Característicasdos Trabalhos de 
Conclusão de Curso
Os 154 trabalhos compreenderam a totalidade dos 
TCCs defendidos no curso de graduação em terapia 
ocupacional ao longo de nove semestres, com a média 
de 17 trabalhos por semestre. O número máximo de 
defesas por Jornada Científica foi de 29 trabalhos 
no primeiro semestre de 2014, e o menor número, 
11 trabalhos, nos primeiros semestres dos anos de 
2013 e 2016, como mostra a Figura 1.
Quanto às áreas temáticas, os trabalhos foram 
classificados considerando as especialidades 
reconhecidas pelo Conselho Federal de Fisioterapia 
e Terapia Ocupacional (COFFITO), sendo as 
mais prevalentes: Contextos Hospitalares e Saúde 
da Família, ambas com 31,6%, seguidas por 
Saúde Mental (17,5%), Contextos Sociais (9,7%) 
e Gerontologia (7,1%). Na análise dos TCCs por 
semestre, as especialidades predominantes foram: 
Contextos Hospitalares, Saúde da Família e Saúde 
Mental, conforme descrito na Tabela 1.
Os estudos com abordagem qualitativa obtiveram 
maior percentual (91,6%). No que se refere aos 
procedimentos técnicos, a maioria dos estudos 
realizou técnica de revisão documental ou de literatura 
(61,7%); relatos de experiência (22,1%) e pesquisas 
de campo (14,3%). Os instrumentos utilizados 
compreenderam diário de campo (44,0%), entrevistas 
ou questionários (27,1%), protocolo de avaliação 
validado (10,1%) e protocolo de avaliação criado 
pelo pesquisador (1,6%). Ao analisar os trabalhos por 
semestre, constatou-se que as pesquisas de revisão 
documental ou de literatura foram predominantes 
em sete dos nove semestres estudados.
Quanto à submissão das pesquisas dos TCC ao 
Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), pode-se afirmar 
que esta não foi uma realidade para a maioria dos 
trabalhos defendidos (89,6%).
Figura 1. Número de trabalhos defendidos por semestre (n = 154).
Tabela 1. Área temática mais abordada em cada 
semestre.
Semestre Área mais prevalente
2013.1 Contextos Hospitalares (36,3%)
2013.2 Saúde da Família (46,1%)
2014.1 Saúde da Família (41,3%)
2014.2 Contextos Hospitalares (33,3%)
2015.1 Contextos Hospitalares (50,0%)
2015.2 Saúde Mental (33,3%)
2016.1 Saúde da Família (36,3%)
2016.2 Contextos Hospitalares (42,8%)
2017.1 Saúde da Família (40,0%)
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
416416/425 Caracterização dos trabalhos de conclusão de curso da graduação em terapia ocupacional de uma universidade pública
Em relação à população pesquisada, 45,5% dos 
trabalhos não determinaram a faixa etária estudada, 
sendo as crianças a população mais frequentemente 
citada (19,5%). Quanto ao gênero da população 
investigada, este não foi determinado na maioria 
dos trabalhos (96,1%).
No que diz respeito às referências bibliográficas, a 
maior parte dos estudos utilizou referências nacionais 
e internacionais (53,2%), sendo incluídos nessa 
categoria os trabalhos que utilizavam pelo menos 
uma referência em língua estrangeira.
Quanto à ligação dos TCCs com projetos de 
extensão, pesquisa, estágio e disciplina, pode-se 
dizer que a maioria dos trabalhos estava vinculada 
ou foi inspirada nessas atividades (55,2%), sendo 
o estágio curricular a mais citada (37,6%), seguida 
pelos projetos de extensão (33,0%) e de pesquisa 
(24,7%). No campo “Outros”, foram incluídos os 
trabalhos desenvolvidos a partir de atividade de 
monitoria, temas de interesse do aluno e atividades 
extracurriculares não listadas na caracterização da 
pesquisa. Alguns trabalhos foram elaborados a partir 
de mais de uma motivação.
Dentre os TCCs motivados pela experiência dos 
alunos em projetos de extensão, os mais frequentes 
foram: “Programa de Educação pelo Trabalho para 
Saúde – PET-Saúde” (10,5%); “Projeto TO Brincando” 
(7,0%); e “A Terapia Ocupacional no Atendimento 
a Idosos em Situação de Vulnerabilidade Social” 
(4,7%). Os demais trabalhos estavam relacionados a 
algum dos outros projetos que tiveram a frequência 
de uma ou duas vezes cada.
3.2 Processo de Avaliação dos 
Trabalhos de Conclusão de Curso 
da Terapia Ocupacional
Os trabalhos foram orientados por 25 professores 
efetivos do curso de terapia ocupacional no período 
estudado, sendo que 24 deles responderam ao 
instrumento.
O número de orientações por professor variou 
de 1 a 14 estudantes, contudo, o tempo de cada 
professor como membro efetivo do curso também 
foi distinto.
A inclusão de coorientação era facultativa e poderia 
ser solicitada pelo próprio aluno ou sugerida pelo 
professor orientador. A maioria dos trabalhos não 
teve coorientação (59,1%). Dentre os trabalhos que 
tiveram coorientação; 57,1%, foi realizada por um 
professor do curso de terapia ocupacional, 14,3% 
por terapeutas ocupacionais da rede, 12,7% por 
profissionais da rede de outras áreas e 6,3% por um 
técnico da universidade.
Na maior parte das bancas, o avaliador do trabalho 
foi um professor do curso de terapia ocupacional 
efetivo ou substituto (90,3%). Os demais avaliadores 
foram terapeutas ocupacionais da rede (3,9%), 
terapeuta ocupacional técnico da universidade 
(2,6%), profissional de outra formação da rede 
(1,9%) e um professor de outro curso da universidade 
(0,6%). Nenhum dos trabalhos teve como banca 
um terapeuta ocupacional de outra Instituição de 
Ensino Superior (IES).
Os trabalhos podiam ser avaliados por duas ou três 
pessoas, dependendo da presença do coorientador. 
A nota final do TCC era composta pela média da 
nota final dada pelos membros da banca, por meio 
das fichas de avaliação que contemplam a avaliação 
do trabalho escrito, da apresentação oral e do processo 
de orientação, no caso de a avaliação ter sido feita 
pelo orientador e coorientador. A média das notas 
finais, considerando todos os semestres, foi de 9,6, 
com valores mínimo de 6,2 e máximo de 10.
Sobre as observações realizadas pelos avaliadores 
no espaço em aberto para comentários existentes nas 
atas de defesa, observou-se que a maior parte dos 
avaliadores não especificou as lacunas apresentadas 
nos trabalhos, registrando apenas a necessidade de 
realização de modificações (80,4%). As modificações 
sinalizadas estavam relacionadas aos elementos 
textuais do TCC (10,5%) e à necessidade de revisão 
em relação à formatação e à língua portuguesa (3,5%).
3.3 Características dos professores 
orientadores
Os professores orientavam pesquisas em áreas 
como: Reabilitação e Disfunções Sensório-motoras 
(54,2%); Práticas em Saúde (45,8%); Terapia 
Ocupacional Social (29,2%); Saúde Pública (29,2%); 
Recursos e Tecnologia Assistiva (29,2%); Saúde 
Mental (16,7%); História e Formação Profissional 
(16,7%) e Educação (12,5%).
Em relação ao processo de orientação, prevaleceu o 
interesse de trabalhar em parceria com colegas como 
coorientadores dos TCCs (95,8%), sendo que 50,0% 
sem nenhuma ressalva e 45,8% com observações para 
realização desse trabalho em conjunto. Dentre as 
ressalvas apontadas pelos professores, destacam-se: 
o conhecimento do coorientador da área de estudo 
do trabalho e a ausência de conflitos conceituais 
(81,8%); o tema do trabalho (36,4%); o interesse 
do aluno em ter um coorientador (27,3%); o tipo de 
pesquisa (9,1%); a possibilidade de convergência de 
horários para orientação (9,1%); e o conhecimento 
prévio do coorientador (9,1%).
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
417417/425Zanco, K. F. et al.
A maior parte dos professores não orientou 
trabalhos fora de sua área de atuação (56,5%). Os  que 
orientaram, o fizeram por se tratar de área com a 
qual já tinham trabalhado em outra universidade 
(30,0%); em razão de o trabalho tangenciar a sua 
área de ação (20,0%); por ser uma área de seu 
conhecimento, apesar de não estar mais atuando nela 
(20,0%) e em razão de ter dado aula na graduação 
de terapia ocupacional em uma disciplina que não 
era da sua área (10,0%).
Na percepção dos professores, as dificuldades mais 
relevantes enfrentadas pelos alunos eram relacionadas 
ao processo de escrita (39,1%); à falta de clareza do 
objeto do estudo (30,4%); ao desconhecimentodas 
normas para elaboração de um trabalho científico 
(30,4%); ao não comprometimento com o processo 
de orientação (30,4%); a problemas pessoais (30,4%); 
ao desconhecimento da metodologia científica 
(21,7%) e ao desconhecimento sobre levantamento 
bibliográfico (13%).
Os obstáculos mais significativos encontrados 
pelos professores no processo de orientação estavam 
relacionados à questões pessoais do aluno que 
interferiam no processo de orientação, como dificuldade 
em gerenciar o tempo, sobrecarga com atividades 
acadêmicas (disciplina, estágios, projetos), à falta 
de conhecimento para a elaboração de um trabalho 
científico, à pouca autonomia, ao desconhecimento 
de uma língua estrangeira, a problemas familiares e 
de saúde (72,7%); a questões do próprio professor, 
como falta de tempo e espaço para orientação e 
não possuir um projeto de pesquisa que permitisse 
ao orientando se inserir (18,2%); a dificuldades de 
relacionamento com o aluno no processo de orientação, 
como adequação dos interesses do aluno com o tema 
de pesquisa do professor e adesão ao cumprimento 
de prazos(13,6%); a problemas administrativos ou 
gerenciais, como pressa na realização do projeto 
para colar grau e demora do processo de submissão 
ao Comitê de Ética em Pesquisa (9,1%) e a outros 
sinalizados pelos professores, como a ausência de 
regras para distribuição dos alunos entre os professores 
orientadores (9,1%).
Na opinião dos professores orientadores, a 
escolha por pesquisas do tipo revisão de literatura 
ou documental estava relacionada ao fato de que a 
submissão de projetos de pesquisa ao CEP era um 
processo trabalhoso, e a aprovação da pesquisa podia 
demorar vários meses.
Quanto à participação do professor como banca 
em trabalhos que não orientou, a maior parte disse 
que os temas dos trabalhos estavam relacionados ao 
seu tópico de pesquisa todas às vezes (52,2%), ou 
na maior parte das vezes (43,5%).
Em relação aos trabalhos em que compuseram a 
banca, os professores identificaram que os principais 
problemas estavam relacionados ao objeto de estudo 
e à metodologia escolhida (36,4%); a problemas 
com a escrita do texto com erros de ortografia, 
concordância, desenvolvimento do tema e conclusão 
(27,3%); à questões éticas relacionadas a não 
submissão do trabalho ao Conselho de Ética em 
Pesquisa e plágio de textos (9,1%); e à dificuldade 
de apresentação oral (4,5%).
Na opinião dos professores, a realização do TCC 
na graduação de terapia ocupacional referia-se à 
possibilidade de o aluno sintetizar experiências 
realizando pesquisas, assim como aproximá-lo da 
pós-graduação (73,9%), considerando, ainda, a 
importância para difundir diferentes experiências 
na área de terapia ocupacional, contribuindo para 
o crescimento da profissão (26,1%).
3.4 Difusão de conhecimento da 
terapia ocupacional a partir dos 
TCCs defendidos no curso de 
graduação em terapia ocupacional
A avaliação dos trabalhos pela banca de TCC 
apontou que estes podiam ser indicados para 
publicação, contudo a maior parte deles não teve 
indicação (58,2%). Este resultado foi resultante das 
decisões consensuais tomadas entre o orientador, o 
coorientador e o avaliador. Os trabalhos defendidos 
eram divulgados no site Notícias da TO, mantido 
pelo departamento de terapia ocupacional, a partir 
da autorização do aluno que o defendeu, não sendo 
obrigatória a publicação. No site foram divulgados 
apenas 26% dos trabalhos finalizados.
De acordo com os professores, a maioria dos 
trabalhos não havia sido publicada (79,2%). Os  demais 
estavam em processo de avaliação (13,9%), já haviam 
sido publicados (5,6%) ou tinham sido encaminhados 
para revista, mas rejeitados (1,4%).
As revistas que publicaram os trabalhos foram: 
Revista Brasileira Interinstitucional de Terapia 
Ocupacional –Revisbrato, Cadernos de Terapia 
Ocupacional da Universidade Federal de São 
Carlos - UFSCar (hoje chamado Cadernos Brasileiros 
de Terapia Ocupacional) e em um capítulo do 
livro Terapia ocupacional e vulnerabilidade social 
em idosos: vivências de um projeto de extensão. 
Os trabalhos que estão em processo de publicação 
foram encaminhados para a Revisbrato, Cadernos de 
Terapia Ocupacional da UFSCar, Revista Brasileira de 
Geriatria e Gerontologia, Revista Saúde e Sociedade, 
Ciência e Saúde Coletiva e Revista Brasileira de 
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
418418/425 Caracterização dos trabalhos de conclusão de curso da graduação em terapia ocupacional de uma universidade pública
Educação Especial. O trabalho negado havia sido 
encaminhado para a Revista de Terapia Ocupacional 
da Universidade de São Paulo (USP).
Dentre os trabalhos recomendados para publicação, 
prevaleceram aqueles que não foram publicados 
(71,7%) e apresentados em eventos científicos 
(73,6%), como mostra a Tabela 2.
4 Discussão
O acesso aos cursos de graduação da universidade 
estudada acontece pelo Sistema de Seleção Unificada 
(Sisu) do Ministério de Educação (MEC), que 
organiza a distribuição de vagas às Instituições 
Públicas de Ensino Superior para os candidatos 
participantes do Exame Nacional do Ensino 
Médio – Enem (BRASIL, 2012), tendo o curso 
de graduação em terapia ocupacional a entrada de 
30 alunos por semestre.
Após nove semestres de funcionamento o curso 
de graduação em terapia ocupacional apresentava 
238 alunos com matrícula ativa, 28 com matrícula 
trancada, 32 desligamentos e 149 concluintes, 
segundo informações cedidas pela coordenação do 
curso. Pelo número de TCCs defendidos, foi possível 
verificar que apenas cinco alunos permaneceram 
na universidade após a defesa do TCC, mostrando 
que este ato acadêmico acontecia, na maior parte 
das vezes, no último semestre da graduação 
(SISTEMA..., 2017).
Considerando o número de ingressantes a cada 
semestre, o número de defesas deveria ser de 30 TCCs 
por período, contudo a média de trabalhos por 
semestre foi de 17,1, o que demonstra que, além 
das evasões e trancamentos, os alunos que ampliam 
o seu tempo de integralização do curso deixam o 
TCC para os últimos semestres.
As áreas com mais produção foram Contextos 
Hospitalares e Saúde da Família, seguidas por Saúde 
Mental, Contextos Sociais e Gerontologia.
Estudo sobre os artigos publicados nos Cadernos 
Brasileiros de Terapia Ocupacional e na Revista 
de Terapia Ocupacional da USP mostrou que as 
áreas da terapia ocupacional que tiveram mais 
artigos publicados, entre os anos 1990 e 2014, na 
Revista de Terapia Ocupacional da USP, foram 
Saúde Mental, fundamentos, formação, Terapia 
Ocupacional Social, Reabilitação, Gerontologia, 
Desenvolvimento Infantil, Contexto Hospitalar, 
Saúde Coletiva, Educação, Disfunção Física, Saúde do 
Trabalhador e Trabalho. Já nos Cadernos Brasileiros 
de Terapia Ocupacional, as mais frequentes foram 
Fundamentos, Saúde Mental, formação, Contexto 
Hospitalar, Reabilitação, Terapia Ocupacional 
Social, Desenvolvimento Infantil, Disfunção Física, 
Saúde Coletiva, Saúde do Trabalhador, Educação e 
Gerontologia (LOPES et al., 2016).
Apesar de a estratégia de classificação ter 
sido diferente da realizada no presente estudo, é 
possível observar que as três áreas mais prevalentes 
na Revista de Terapia Ocupacional da USP e nos 
Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional 
apresentaram temas distintos dos encontrados 
neste estudo, o que indica que a produção de uma 
universidade está relacionada à composição de seu 
grupo de professores, às suas áreas de atuação e a 
oportunidades de participação para os alunos em 
projetos de pesquisa, ensino e extensão.
Quando os primeiros TCCs começaram a ser 
elaborados no primeiro semestre de 2012, um ano 
antes das primeiras defesas, a maior parte das áreas 
tinha mais de dois professores com possibilidade 
de orientação sobre determinado tema, criando 
um ambiente propício para o desenvolvimento de 
trabalhos diversificados. Contudo, esse fenômeno não 
se repetiu em relação ao tipo de estudo realizado, que 
teve a preponderância do tiporevisão de literatura 
em sete dos nove semestres pesquisados.
Os dados mostraram que as áreas relacionadas ao 
campo Saúde foram predominantes nos temas dos 
Tabela 2. Distribuição da frequência das variáveis “trabalho publicado” e “trabalho apresentado em evento 
científico”, segundo “Recomendado para publicação” (N=125).
Variáveis
Recomendado para publicação
Sim Não p*
N (%) N (%)
Trabalhos publicados
Sim 3 (5,7%) 3 (4,2%) 0,061
Não 38 (71,7%) 63 (87,5%)
Trabalho em processo de publicação 12 (22,6%) 5 (6,8%)
Trabalho rejeitado 0 (0,0%) 1 (1,4%)
Trabalho apresentado em evento científico
Sim 14 (26,4%) 11 (15,3%) 0,095
Não 39 (73,6%) 61 (84,7%)
* p > 0,05.
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
419419/425Zanco, K. F. et al.
TCCs, e concentraram o maior número de professores. 
Ainda que com o passar dos anos o quadro de atuação 
de professores tenha se modificado e ampliado, o 
campo da Saúde permaneceu prevalente. A área 
“Reabilitação e Disfunções Sensório-motoras” foi 
a que apresentou o maior número de trabalhos, e a 
de Educação, o menor.
As diretrizes curriculares para a terapia ocupacional 
indicam que deve ser assegurado o conhecimento 
equilibrado de diferentes áreas, níveis de atuação e 
recursos terapêuticos, para garantir uma formação 
generalista, e que o terapeuta ocupacional é profissional 
das áreas da Saúde, Assistência Social, Educação e 
Cultura, entre outras (BRASIL, 2002).
Pan e Lopes (2016), em pesquisa que teve como 
objetivo apresentar um panorama dos cursos de 
graduação em terapia ocupacional das Instituições 
Federais de Ensino Superior do Brasil, questionam 
o que os cursos têm considerado como formação 
generalista, uma vez que, na maior parte deles, as 
subáreas de atuação propostas para a formação estão 
ligadas ao setor da Saúde.
Assim, como afirmam estes autores, na graduação 
em terapia ocupacional dessa universidade, o curso 
está alocado na Faculdade de Medicina, e, por esta 
razão, a maior parte das pesquisas de conclusão de 
curso teve como enfoque a área da Saúde.
Portanto, é importante lembrar que, ao se falar 
de uma formação generalista, deve-se incluir os 
campos de atuação do terapeuta ocupacional (Saúde, 
Educação, Assistência Social, Cultura), e não apenas 
ações generalistas dentro do campo da Saúde (PAN; 
LOPES, 2016).
Com pesquisas qualitativas, majoritariamente 
de revisão de literatura ou documental, não foi 
necessária a submissão dos trabalhos ao Comitê de 
Ética em Pesquisa (CEPs), porém, a partir de 2016, 
houve um aumento de 1 para 10 pesquisas que 
envolveram seres humanos e foram encaminhadas 
ao CEP. Como os alunos possuíam de 6 a 12 meses 
para a finalização dos trabalhos, a submissão de um 
estudo ao CEP poderia ser um grande entrave para 
a integralização da graduação. Entretanto, o que 
permitiu a mudança do panorama foi a ampliação 
do número de professores, que passou a ter pesquisas 
em andamento e, consequentemente, aprovação 
prévia do Comitê.
Estudo realizado por Medeiros et al. (2015) 
sinalizou que a baixa participação dos professores 
orientadores em atividades de pesquisa e extensão pode 
dificultar o processo de orientação, e Camilo e Ribas 
(2007) apontaram para a importância de os docentes 
publicarem, pois a prática da produção científica 
enriquece e ajuda na aplicação do conhecimento 
adquirido nas orientações de TCC.
O professor poderá ser um bom orientador na 
medida em que pratica o ato de realizar pesquisa, e 
essa prática está mais presente quando ele alcança o 
nível de doutorado (BIANCHETTI; MACHADO, 
2002). Na universidade estudada, muitos professores 
ainda estão cursando o doutorado e, portanto, 
também em processo de formação como pesquisador.
Os TCCs foram motivados pela experiência dos 
alunos em estágios, projetos de extensão, pesquisa 
e disciplinas.
A Extensão Universitária é uma atividade 
acadêmica, um processo educativo, cultural e 
científico que articula o ensino e a pesquisa de forma 
indissociável com práticas de troca com a sociedade 
em ações que beneficiam a comunidade e a própria 
universidade. As ações extensionistas acontecem a 
partir da produção, propagação e democratização 
do conhecimento acadêmico (PALETTA; SILVA; 
SANTOS, 2014). A política de extensão universitária 
foi pactuada entre as Instituições Públicas de Ensino 
Superior, e a universidade estudada aderiu ao Plano 
Nacional de Extensão, que em 2012 se constituiu 
como a Política Nacional de Extensão Universitária 
(BRASIL, 2000).
As atividades de extensão no curso de graduação 
em terapia ocupacional são computadas como 
atividades complementares (horas de atividades 
extracurriculares, que podem ser culturais ou 
científicas) no currículo do aluno, e seu caráter 
prático é muitas vezes o primeiro contato do aluno 
com a experiência profissional, já que as atividades 
extensionistas são ofertadas para discentes desde o 
primeiro período do curso, enquanto os estágios 
curriculares só têm início a partir do sexto período.
A participação em projetos de extensão cria a 
oportunidade de difusão do conhecimento produzido 
em oficinas e outras ações envolvendo a comunidade 
e possibilita apresentações em eventos científicos. 
A  preparação do texto a ser apresentado e/ou 
publicado aproxima os alunos da escrita científica 
com a qual precisam se envolver e exercitar para a 
realização do TCC (CARVALHO; MESQUITA; 
FARIAS, 2017), podendo ser uma alternativa para a 
universidade estudada enquanto seus professores estão 
finalizando a pós-graduação ao nível de doutorado.
A escolha do orientador é feita pelo aluno, que 
deve procurá-lo após ter finalizado a disciplina de 
TCC e se já estiver com seu pré-projeto aprovado. 
A decisão sobre a inclusão de um coorientador no 
processo de orientação, e do avaliador da banca, 
no momento da defesa, ocorre em comum acordo 
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
420420/425 Caracterização dos trabalhos de conclusão de curso da graduação em terapia ocupacional de uma universidade pública
com o orientador (MARINHO; ALMEIDA; 
PELOSI, 2011).
Os dados mostraram que houve uma variação 
muito grande (entre 1 e 14 orientações) no grupo 
de professores orientadores. Estes sinalizaram, no 
instrumento que responderam, que seria necessário 
pensar em critérios que pudessem distribuir de 
maneira mais equânime os orientados pelo grupo 
de orientadores.
A presença de profissionais externos como 
coorientadores ou membros de banca foi pouco 
frequente. Os professores demonstraram em suas 
respostas que preferiam coorientar os trabalhos 
com pessoas conhecidas, que trabalhassem com o 
mesmo referencial teórico, e que tivessem horário 
disponível para orientações conjuntas.
Em relação a membros não pertencentes à 
universidade para a composição da banca, é importante 
considerar que convidar um profissional externo, 
que resida em outra cidade, acarreta custos, e os 
cursos de graduação não possuem verba destinada 
a esse fim, o que é uma realidade na universidade 
estudada e foi descrito por profissionais de outras 
universidades (PÁDUA; PALM, 2000).
A experiência de elaboração do TCC pode ser 
complexa para professores e alunos. Estudo realizado 
por Guedes e Guedes (2012), com o objetivo de 
conhecer a percepção dos alunos da Faculdade de 
Medicina sobre a realização dos TCCs, mostrou que 
eles consideraram a elaboração do TCC bastante 
trabalhosa, e que demandou muito esforço.
Os professores no papel de orientadores e 
participantes de banca encontraram muitos problemas 
relacionados aos pré-requisitos para a elaboração de 
um trabalho científico, que incluíam o processo 
de escrita; a falta de clareza do objeto do estudo; o 
desconhecimento das normas para elaboração de um 
trabalho científico; o não comprometimento com 
o processo de orientação; o desconhecimento da 
metodologia científica e o levantamento bibliográfico.
Medeiros et al. (2015), em estudo que pesquisou 
21 professores orientadores de TCC do curso de 
Administração,de uma instituição privada de ensino 
superior, apontaram a “metodologia”, a “redação” 
e a “conclusão” como os aspectos mais críticos dos 
trabalhos dos alunos de graduação.
O presente estudo pesquisou, ainda, as questões 
do próprio professor, e, nesse aspecto, foi salientada 
a dificuldade de relacionamento com o aluno no 
processo de orientação, o que também foi observado 
em outros estudos (MEDEIROS et al., 2015).
O curso de graduação em terapia ocupacional 
conta com três disciplinas que abordam diretamente 
as questões relativas ao desenvolvimento de pesquisa: 
“Metodologia Científica”, que integra a grade 
curricular do terceiro período do curso, com carga 
horária total de 30 horas; “Bioestatística para terapia 
ocupacional”, do mesmo período, e com 60 horas; e 
“TCC para terapia ocupacional”, do sexto período, 
com 30 horas, em que os alunos devem elaborar seu 
pré-projeto de pesquisa. Estas questões totalizam 
120 horas de disciplinas voltadas à instrumentalização 
para a elaboração de um trabalho científico.
Almeida (2016) discute que a percepção do aluno 
universitário sobre a disciplina de Metodologia, 
assim como a importância da elaboração de um 
pré-projeto, interfere no seu processo de construção 
do trabalho de conclusão. No momento em que o 
aluno percebe a metodologia como um meio, e não 
um fim, é capaz de identificar diferentes ferramentas 
que possam auxiliá-lo a alcançar seus objetivos, 
descobrir uma forma de organizar e dinamizar 
a sua pesquisa e, consequentemente, produzir 
conhecimento por meio dela.
O autor acrescenta que o aproveitamento do aluno 
nas disciplinas que instrumentalizam a produção 
de um trabalho científico está também relacionado 
à postura dele, à sua maturidade acadêmica para 
entender os métodos e técnicas como ferramentas 
e meio para a construção não só de um trabalho, 
mas de uma pessoa pensante, crítica e pesquisadora 
(ALMEIDA, 2016).
Neste sentido, os resultados desta pesquisa apontam 
que o curso estudado precisa pensar em novas 
estratégias para além das disciplinas obrigatórias, 
no intuito de sanar essas dificuldades identificadas 
pelos professores. Uma maior oferta de pesquisas 
de iniciação científica, cursos de extensão a respeito 
de metodologia e escrita científica e parcerias com 
outros departamentos da universidade para oferta de 
disciplinas optativas, por exemplo, são possibilidades 
a serem consideradas.
Outra dificuldade apontada pelos professores, foi o 
fato de o aluno não dominar uma língua estrangeira 
e sua consequente limitação para a elaboração de 
uma revisão da literatura, pois grande parte das 
publicações científicas encontradas nas bases de 
dados está escrita em outra língua, principalmente 
em inglês.
A universidade conta com programas como 
o Curso de Línguas Aberto à Comunidade, que 
oferece, a preços populares, o aprendizado de um 
idioma estrangeiro. Porém, poucos alunos conseguem 
participar, pois as vagas são reduzidas e a seleção é 
realizada por sorteio. Além disso, os cursos acontecem 
à noite, em um campus com pouca segurança, e os 
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
421421/425Zanco, K. F. et al.
recursos para o pagamento são escassos, apesar de 
o valor ser inferior ao do mercado.
Autores como Guedes e Guedes (2012) sinalizam 
que a participação em projetos de pesquisa na 
graduação, dentre outros benefícios, pode contribuir 
para o desenvolvimento da habilidade de leitura de 
artigos em língua estrangeira.
Com a possibilidade de realização de revisão de 
literatura, incluindo publicações internacionais, os 
alunos poderão qualificar seus estudos na área de 
terapia ocupacional. A formação do futuro terapeuta 
ocupacional deve abranger a capacidade de se 
comunicar, entendendo que a comunicação envolve 
a expressão verbal, a não verbal, as habilidades de 
leitura e escrita, e o domínio de, ao menos, uma 
língua estrangeira (BRASIL, 2002).
Portanto, para o aluno em formação em terapia 
ocupacional, as diretrizes curriculares nacionais 
mostram a importância do aprendizado de uma 
língua estrangeira, tanto pela possibilidade de pesquisa 
quanto pela responsabilidade em atender a todos.
Deste modo, o aprendizado de uma língua 
estrangeira na graduação de terapia ocupacional 
necessita ser discutido pelo colegiado do curso, 
que envolve professores, técnicos e discentes, para 
que se possam buscar estratégias que favoreçam o 
acesso dos alunos aos cursos de idiomas oferecidos 
pela universidade.
No que tange à importância da realização do TCC, 
os professores foram unânimes. Para a maioria, por 
permitir ao aluno sintetizar experiências realizando 
uma pesquisa ao término da graduação, e assim 
aproximá-lo da pós-graduação, e, para outros, como 
possibilidade de difusão de diferentes experiências 
na área de terapia ocupacional, contribuindo para 
o crescimento da profissão.
Dentre as habilidades esperadas na formação em 
terapia ocupacional, estão a de conhecer métodos 
e técnicas de investigação científica e a de elaborar 
trabalhos acadêmicos e científicos (BRASIL, 
2002). Portanto, a iniciação à pesquisa científica 
na graduação põe em prática o que determina as 
Diretrizes Curriculares Nacionais da profissão.
Para isso, é necessário que o estudante vivencie cada 
etapa do processo de construção do conhecimento 
na elaboração de um trabalho de pesquisa, a fim de 
que possa compreender, valorizar e criticar artigos 
científicos, além de criar o hábito da leitura de 
artigos que o ajudará a manter-se informado como 
profissional (GUEDES; GUEDES, 2012).
O aluno de graduação que tem sua vida acadêmica 
envolvida com a pesquisa, desenvolve capacidades 
diferenciadas de expressão oral e escrita, que repercutem 
na formação de um profissional capaz de realizar 
análises críticas, com mais maturidade intelectual 
e discernimento para enfrentar as dificuldades 
(FAVA-DE-MORAES; FAVA, 2000).
Malfitano et al. (2013) apontam que o crescimento 
de uma área está relacionado com a produção de 
pesquisas desenvolvidas nela. Deste modo, pode-se 
deduzir que realizar pesquisas desde a graduação é 
uma forma de contribuir para o desenvolvimento e 
fortalecimento da profissão de terapia ocupacional.
Estudo feito com alunos de Medicina da 
Universidade de Stanford, que foram estimulados a 
desenvolver pesquisa durante a graduação, mostrou 
que a maior parte deles tinha realizado pesquisas 
(95%), publicado pelo menos um artigo científico 
(75%) e feito apresentações em congressos nacionais 
(52%). A maioria sinalizou que estava motivada a 
continuar pesquisando (75%), e que desejava seguir 
a carreira acadêmica (60%), evidenciando que o 
currículo estimulava uma abordagem investigativa 
em relação aos problemas médicos (JACOBS; 
CROSS, 1995).
Considerando, então, o papel fundamental 
da pesquisa na terapia ocupacional, é importante 
buscar estratégias para que estas possam ser 
publicadas. A  divulgação do material corrobora 
para a disseminação de conhecimento, que é um 
papel ético da universidade e dos pesquisadores, 
possibilitando que suas pesquisas sejam alcançadas 
pela população (BRASIL, 2000).
As defesas dos TCCs desse curso de graduação 
são realizadas em um evento científico de extensão, 
denominado “Jornada Científica de Avaliação 
dos Trabalhos de Conclusão de Curso – Terapia 
Ocupacional” (MARINHO; ALMEIDA; PELOSI, 
2011). Este evento é organizado por uma comissão 
composta de docentes e discentes de diferentes 
períodos do curso. Sua primeira edição aconteceu 
em 2014 e, desde então, é realizado semestralmente 
nas dependências da universidade.
Como todo evento de extensão universitária, a 
Jornada é aberta ao público externo à universidade, 
e sua divulgação é feita no site Notícias da TO e por 
redes sociais, como Facebook, e-mail e parcerias, 
como as realizadas com o Conselho Regional de 
Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2a Região 
(Crefito-2) e a Associação de Terapeutas Ocupacionais 
do Estado do Rio de Janeiro (Atoerj).
A biblioteca doCentro de Ciências da Saúde, 
onde está lotado o curso, não recebe em seu acervo 
Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação, e 
o site Notícias da TO é, portanto, a única maneira 
de o público ter acesso aos trabalhos escritos. 
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
422422/425 Caracterização dos trabalhos de conclusão de curso da graduação em terapia ocupacional de uma universidade pública
Segundo a experiência de Pádua e Palm (2000), a 
organização e a possibilidade dos trabalhos estarem 
disponíveis para consulta dos alunos do curso e 
demais instituições de ensino fizeram com que 
eles tenham sido utilizados como referencial para 
outras pesquisas na área. Neste sentido, percebe-se 
ser importante estimular o estudante a autorizar a 
publicação de seu trabalho no site.
Outra forma de divulgar o conhecimento produzido 
na universidade é por meio das publicações científicas 
em revistas ou de apresentações em eventos.
A maior parte dos TCCs também não foi 
indicada para publicação (58,2%). Relacionando 
esse dado com a fala dos docentes indicando muita 
dificuldade dos estudantes na elaboração de trabalhos 
científicos, pode-se inferir que talvez os TCCs não 
estejam ainda com o nível de qualidade exigido 
pelas revistas indexadas. A falta de literatura em 
língua estrangeira, por exemplo, pode prejudicar 
as revisões de literatura e o embasamento teórico 
dos estudos, assim como os obstáculos referentes 
ao desconhecimento de metodologias e linguagem 
científica apontados nas entrevistas.
Outros aspectos a serem considerados são o número 
reduzido de periódicos de terapia ocupacional no 
Brasil e a endogenia de autores da Instituição de 
Ensino Superior que sedia e produz o periódico 
(LOPES et al., 2016).
Mesmo entre os TCCs que a banca indicou para 
publicação, o percentual de trabalhos efetivamente 
publicados é ainda muito pequeno. Tal panorama 
pode ser explicado pelo fato de os alunos abandonarem 
seus trabalhos após a defesa, mesmo depois de 
terem acordado a continuidade ou a preparação do 
manuscrito para publicação com seus orientadores, 
conforme os professores explicitaram nas entrevistas. 
Percebe-se que o TCC é considerado, pelos alunos, 
um ato final da graduação, ato que encerra seu 
vínculo com a universidade.
Este não é um problema apenas dos alunos. 
Estudo sobre as publicações realizadas no período 
compreendido entre os anos 1990 e 2014 nos então 
chamados Cadernos de Terapia Ocupacional da 
UFSCar e na Revista de Terapia Ocupacional da 
USP mostrou que a média de publicação no espaço 
de tempo estudado foi de 2,4% por autor, que 80% 
dos autores publicaram apenas um trabalho, e 
5,3%, na Revista de Terapia Ocupacional da USP, 
e 3,2%, nos Cadernos de Terapia Ocupacional da 
UFSCar, publicaram cinco ou mais trabalhos em 
24 anos, denunciando que a produção brasileira 
nesses veículos é insipiente (LOPES et al., 2016).
O surgimento de mais um periódico específico 
de terapia ocupacional, a Revista Institucional 
de Terapia Ocupacional –Revisbrato, se mostrou 
importante no que tange ao aumento do fluxo de 
publicações exclusivas da área, como é o caso da 
maioria dos TCCs. Ela está entre as duas revistas que 
tiveram mais publicação de trabalhos apresentados 
na Jornada de TCC. E é ainda uma possibilidade 
de comunicação do curso de terapia ocupacional 
com os demais segmentos da universidade, pois está 
listada entre os periódicos da instituição, podendo, 
portanto, ser um canal para futuras parcerias dentro 
da própria instituição.
5 Considerações Finais
Este estudo possibilitou um panorama das pesquisas 
realizadas pelos discentes da terapia ocupacional de 
uma universidade federal da Região Sudeste do país.
Os 154 trabalhos analisados eram majoritariamente 
pesquisas do tipo revisão de literatura ou documental, 
com abordagem qualitativa, que utilizaram o 
caderno de campo como instrumento de coleta de 
dados. A área mais frequentemente estudada foi a de 
Contextos Hospitalares, em trabalhos relacionados 
aos temas vivenciados pelos alunos em projetos de 
extensão, pesquisa, disciplinas ou estágio.
As orientações foram realizadas apenas pelo 
professor orientador, dentro de suas áreas de pesquisa, 
tendo sido a dificuldade no processo de escrita do 
aluno o problema mais frequentemente encontrado. 
Cada professor orientou entre 1 e 14 estudantes.
As bancas de avaliação foram constituídas por 
professores efetivos ou temporários do próprio curso, 
que deram notas entre 6,2 e 10, com média de 9,6, 
e que sinalizaram a metodologia como a principal 
falha dos trabalhos.
A difusão de conhecimento da terapia ocupacional 
a partir os TCCs defendidos no curso de graduação 
em terapia ocupacional era ainda incipiente.
A iniciação à atividade de pesquisa é uma 
responsabilidade da academia e, consequentemente, 
dos professores como terapeutas ocupacionais que se 
dedicam à formação de novos profissionais, sendo 
este um exercício crucial para o futuro profissional 
exercer seu ofício com o olhar voltado à sua clientela, 
pensando seu contexto e especificidades, mas também 
baseando suas intervenções nos achados científicos.
Os dados mostraram que os alunos necessitavam 
de mais oportunidades para exercitar o processo de 
escrita científica antes do momento da elaboração 
dos Trabalhos de Conclusão de Curso, e que os 
professores precisavam apoiar seus orientandos 
na busca de objetos de pesquisa, instrumentos e 
metodologias mais diversificados.
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
423423/425Zanco, K. F. et al.
Por fim, o objetivo de caracterizar os TCCs 
apresentados em Jornada Científica no período de 
2013.1 a 2017.1 foi alcançado. E para a atualização 
dos resultados e a continuidade deste estudo, os 
pesquisadores elaboraram um questionário, a ser 
preenchido pelos alunos e orientadores, que fará 
parte do conjunto de documentos relacionados com 
a defesa dos trabalhos. Espera-se com esta ação dar 
continuidade à investigação sobre a produção de 
conhecimento no curso de graduação em terapia 
ocupacional estudado.
Agradecimentos
Agradecemos à Anita Barrio dos Santos pela 
colaboração nesta pesquisa.
Referências
ALMEIDA, N. G. N. A importância da metodologia 
científica através do projeto de pesquisa para a construção 
da monografia. Folha de Rosto em Biblioteconomia e Ciência 
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Contribuição dos Autores 
Todas as autoras trabalharam juntas na concepção e realização da pesquisa, assim como na redação do 
artigo. Todas as autoras também aprovaram a versão final do texto.
Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 27, n. 2, p. 412-425, 2019
425425/425Zanco, K. F. et al.
Notas
1 O artigo apresenta os resultados da pesquisa desenvolvida no Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade 
Federal do Rio de Janeiro intitulada “Caracterização dos Trabalhos de Conclusão de Curso – Terapia Ocupacional/UFRJ 
– 2013 a 2016”, cujos resultados foram apresentados como trabalho de conclusão de curso da primeira autora. A pesquisa 
foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Clementino Fraga Filho da UFRJ, sendo aprovado através 
do Parecer número 2.213.975.

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