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Educação inclusiva na educação física
INTRODUÇÃO
A educação inclusiva é uma concepção de ensino contemporânea, que entende a educação de qualidade como um direito humano inalienável e tem como objetivo garantir o acesso de todas as pessoas á educação, qualquer seja a sua condição, o que nos permite caminhar em direção á igualdade de oportunidades.
As pessoas com deficiência foram historicamente excluídas da participação plena nas redes de ensino e o atendimento desses estudantes na escola comum provoca a transformação dos modelos e práticas educacionais anacrónicos que ainda predominam.
No Brasil já houve muitos pregressos para promover a inclusão de crianças na escola comum, porém ainda existem muitos desafios, cada professor pode ter um papel fundamental para o aumento da inclusão de crianças e adolescentes na escola através de uma postura inovadora por meio de práticas esportivas seguras e inclusivas. Todos podem ser agentes de inclusão capazes de impactar a realidade da escola a qual atuará.
Práticas inclusivas se erguem sobre princípios transformadores. 
Os princípios da educação inclusiva são os seguintes: 
Toda pessoa tem o direito de acesso á educação de qualidade;
 todas as pessoas, não importam suas especificidades e singularidades, aprendem; 
o processo de aprendizagem de cada um é singular; 
o convívio no ambiente escolar beneficia a todos; 
e a educação inclusiva é papel de todos.
Tema 
As pessoas com deficiência se deparam historicamente com barreiras que geram a sua exclusão na plena participação nos espaços que deveriam sem comuns.
 Barreiras como uma organização arquitetônica do espaço que impede o acesso;
Barreiras como atitudes que vão desde o preconceito claro e aberto, até baixas expectativas sobre o seu potencial;
 Barreiras que são para outros sua zona de conforto.
A inclusão é papel de todos, e todos podem ser um agente de inclusão, isso significa muitas vezes sair da sua zona de conforto.
No ambiente escolar dizem respeito à gestão, aos professores, aos estudantes, ás suas famílias e á comunidade em que a escola está inserida. 
Nem sempre é fácil se abrir para novas ideias e novas práticas. Mesmo que se queira, muitas vezes a trilha para um novo caminho está dificultada pela repetição das tarefas cotidianas, pelos hábitos, modos e procedimentos que são reiterados cotidianamente no funcionamento das instituições, ou mesmo pela segurança de repertórios e ferramentas que são mais conhecidos e confortáveis, já que constituem o cerne das práticas atuais, da nossa formação.
JUSTIFICATIVA
A escola como instituição social, influencia a sociedade e por meio da educação pode-se promover a igualdade entre os indivíduos além de promover avanços na sociedade. A educação física busca proporcionar ao aluno a descoberta do seu próprio corpo por meio de atividades corporais para o autoconhecimento, busca a interação social, o respeito ao próximo e o desenvolvimento da cidadania. 
Durante muito tempo as pessoas com deficiência foram excluídas da sociedade bem como do convívio na escola comum, e foram construídos valores baseados nas dificuldades e não nas potencialidades. Vários discursos ainda que velados, revelam falta de preparo de diferentes profissionais, em diferentes áreas para o atendimento a esse público.
Portanto, cabe o profissional da educação conhecer o processo de inclusão, para desenvolver a cultura inclusiva das pessoas com deficiência e refletir criticamente sobre o desafio acerca da sua prática no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. 
Mudanças de valores não acontecem de repente, sim, mediante construções e desconstruções individuais e coletivas. 
Através de mudanças de ideias e a substituição de modelos de ensino antigos e excludentes, pode-se melhorar a educação não apenas para pessoas com deficiência, mas para toda a sociedade. 
PARTICIPANTES
. As dificuldades que alunos com deficiência podem enfrentar são fruto da relação entre os impedimentos das pessoas e as barreiras existentes no ambiente.
A escola ao instalar rampas de acesso e barras de apoio em suas dependências, não estará auxiliando apenas na locomoção dos alunos com deficiência, estará auxiliando também, na locomoção de algum aluno que possa esta machucada, na locomoção de um idoso e pode auxiliar uma pessoa com o carrinho de bebê. Da mesma forma uma educação inclusiva beneficia as pessoas com deficiência e toda a sociedade. 
Diante disso o projeto de ensino é voltado para alunos em todas as fazes de ensino, professores e futuros professores. 
OBJETIVOS
Favorecer a aprendizagem significativa dos alunos com deficiência na escola comum.
 Propor uma metodologia de ensino que promova a aprendizagem significativa envolvendo a educação física adaptada;
Identificar, investigar e propor soluções viáveis para incluir pessoas com deficiência nas aulas de educação física, na escola comum.
Atualmente no Brasil nem todas as escolas estão preparadas para receber alunos com deficiência. Muitas escolas ainda não são acessíveis e muitos professores não se sentem preparados para atender adequadamente as necessidades dos alunos com deficiência. 
Ainda é muito comum encontrar escolas que negam matrícula a crianças, jovens e adultos com deficiência, e profissionais da educação, em diversos níveis – educadores, gestores, profissionais de apoio –, que não estão abertos a essa nova proposta.
PROBLEMATIZAÇÃO
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 (LDB) é a legislação que organiza a educação formal no Brasil. No Capítulo V Art. 58. Diz que a educação especial é a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Na proposta inclusiva a sociedade é quem deve se adequar para acomodar as pessoas, a escola deve se adequar ao estudante, e não o estudante à escola. Afinal, a escola existe para o estudante. 
Para Mittler:
A inclusão não diz respeito a colocar as crianças nas escolas regulares, mas a mudar as escolas para torna-las mais responsivas às necessidades de todas as crianças; diz respeito a ajudar todos os professores a aceitarem a responsabilidade quanto à aprendizagem de todas as crianças nas suas escolas e prepará-los para ensinarem aquelas crianças que estão atual e correntemente excluídas das escolas por qualquer razão. (2003, p.16)
REFERENCIAL TEÓRICO
A interação de impedimentos físicos, mentais ou intelectuais -com diversas barreiras- arquitetônicas, atitudinais, sociais que pode obstruir a participação plena e efetiva das pessoas com deficiência na sociedade. Não é somente a educação das pessoas com deficiência que passa a ser pensada dentro de novos paradigmas. As atividades físicas se abrem para novas formas porque também a visão sobre a importância do esporte e suas funções se torna mais abrangente. Segundo Sassaki (1997) apud Cidade e Freitas (2002, p.26):
A inclusão é um processo que exige transformações, pequenas e grandes nos ambientes físicos e na mentalidade de todas as pessoas, inclusive da própria pessoa com necessidades especiais, com o objetivo de se alcançar uma sociedade que não só aceite e valorize as diferenças individuais humanas, por meio da compreensão e da cooperação.
 A perspectiva de uma educação física inclusiva nada mais é do que o aprofundamento na ideia de uma aula para todos. 
Uma boa aula é uma aula para todos e todas, pois todos tem um potencial a ser desenvolvido.
A educação física escolar está evoluindo para uma visão que privilegia o convívio e a participação te todos os estudantes na mesma atividade. 
 
Para envolver a todos a aula de educação física não pode ser um espaço de formação de aletas, ou de uma equipe para competir nos jogos escolares. Por exemplo, a aula de vôlei não é para os mais altos nem o futebol só para meninos. Todos os estudantes devem desenvolver certas habilidades e essas habilidades só se desenvolverão na experiência da prática desses esportesna sua vivência.
Rosa (2005, p. 88) defende que:
[...] o aprimoramento da qualidade do ensino regular e a adição de princípios educacionais válidos para todos os alunos resultarão naturalmente na inclusão escolar dos portadores de deficiência. Em consequência, a educação especial adquire uma nova significação. Torna-se uma modalidade de ensino destinada não apenas a um grupo exclusivo de alunos – os dos portadores de deficiência- mas uma modalidade de ensino especializa da no aluno e dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de novas maneiras de se ensinar, adequadas à heterogeneidade de aprendizes e compatíveis com ideias democráticas de uma educação para todos.
Notebook (N) - 
A educação física também é beneficiada por uma série de politicas públicas. Por exemplo, a que garante as salas de recursos multifuncionais para disponibilização do atendimento educacional especializado. Assim o professor pode contar com um serie de tecnologias assistias, equipamentos e materiais didáticos acessíveis, que permitem adaptações e flexibilizações. 
O decreto nº 7.611 de 2011, o referido documento, o AEE consiste em um conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos institucional e continuamente organizado de forma a:
Complementar á formação dos estudantes com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento, como apoio permanente e limitado no tempo e na frequência dos estudantes ás salas de recursos multifuncionais; ou suplementar á formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação. (BRASIL,2011)
É preciso desestabilizar outras noções pré-concebidas sobre o papel do educador, especialmente a noção do professor com o detentor único de todo o conhecimento, que deve preencher a cabeça dos estudantes.
Para Mészaros (2005, p.44), “trata-se de uma questão de ‘internalização’ pelos indivíduos [...] da legitimidade da posição que lhes foi atribuída na hierarquia social, juntamente com suas expectativas ‘adequadas’”.
Barbosa, Moura, 2013, p.55. destaca que:
“aprendizagem ativa ocorre quando o aluno interage com o assunto em estudo – ouvindo, falando, perguntando, discutindo, fazendo e ensinando – sendo estimulado a construir o conhecimento ao invés de recebê-lo de forma passiva do professor. Em um ambiente de Aprendizagem ativa, o professor atua como orientador, supervisor, facilitador do processo de aprendizagem, e não apenas como fonte única de informação e conhecimento”. (BARBOSA, MOURA, 2013, p. 55).
É necessário favorecer a aprendizagem do aluno diante das condições do que o mesmo apresenta. O autor Freire (1996) demonstra que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou construção”.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNS) apresenta uma proposta que contruibui o aprendizado do aluno onde usam a interdisciplinaridade para desenvolver um trabalho de integração dos conteudos de uma disciplina com outros conhecimentos. Esta interação é uma maneira complementar ou suplementar que permite a formulação de um saber critico reflexivo no qual deve ser valorizado, os documentos oficiais como os PCNs (1997), os PCNEM (1999), os PCNEM (2002), como as atuais Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica de julho de 2010, defendem o diálogo entre as disciplinas para que o estudante tenha uma visão globalizada do conhecimento.
Para tornar a educação inclusiva possível, implica em compartilhá-la com outras pessoas. O professor pode levar um assunto à sala de aula sobre pontos de vista diferentes, por exemplo, é possível apresentar o futebol em seu aspecto técnico (regras), em seu aspecto histórico (como e quando surgiu), em seu aspecto midiático (a copa do mundo), em seu aspecto econômico (as grandes fortunas de jogadores de futebol) e tantos outros. Uma proposta interessante é buscar a interface entre os diferentes componentes curriculares. Para tornar o ensino interdisciplinar possível, requer planejamento coletivo para que a disciplina se ligue a outra. Formar conexões, construir uma rede, é fundamental para que a educação inclusiva se concretize no dia a dia da escola. Agentes de inclusão precisam entrar em contato uns com os outros, trocar experiências, compartilhar práticas, aprender juntos. 
Faz-se necessário lembrarmos que é a interação entre as disciplinas que caracteriza a relação interdisciplinar, conforme orientação contida nos PCN (1999, p. 89):
A interdisciplinaridade não dilui as disciplinas, ao contrário, mantém sua individualidade. Mas integra as disciplinas a partir da compreensão das múltiplas causas ou fatores que intervêm sobre a realidade e trabalha todas as linguagens necessárias para a constituição de conhecimentos, comunicação e negociação de significados e registro sistemático dos resultados.
O processo de inclusão envolve todas as dimensões de uma instituição social tão complexa como a escola. Passa pela família e abrange politicas publicas á gestão escolar, estratégias pedagógicas e parcerias. Essas dimensões se inter-relacionam, dependem uma das outras e ocorrem simultaneamente para o que processo de aprendizagem seja significativo para todos.
METODOLOGIA
O presente projeto terá o objetivo de elaborar atividades de educação física com a proposta inclusiva onde todos os alunos realizarão a mesma atividade, porém com adaptações e flexbilixaão das regras e recursos.
 Será desenvolvido um planejamento com as atividades que serão realizadas, destacando os recursos, as barreiras existentes, e as adaptações que serão feitas. O planejamento será feito com a participação de representantes da comunidade e todo o corpo discente e docente escolar, apresentando a importância de incluir todos os alunos. Na oportunidade os alunos poderão conversar com o professor sobre os assuntos que eles gostam mais. 
AVALIAÇÃO
A avaliação deverá ser diagnóstica, para saber o que o aluno já sabe e o que ele ainda precisa saber, e formativa que deverá analisar todo o processo de aprendizagem dos alunos ao longo das atividades.
Carvalho (2005) esclarece que ela deve consistir em um processo continuo e permanente, sem rotular nem estigmatizar qualquer aluno. As avaliações devem servir como base para compreender: o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno e a efetividade ou não da prática pedagógica desenvolvida, o que inclui as adaptações e os recursos selecionados.
A avalição deve servir como ponto de partida e reflexão para a prática, sem rotular o aluno nem focar apenas na deficiência, mas a sua possibilidade de desenvolvimento e aprendizagem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
E preciso avançar quanto à educação inclusiva, pois o acesso à educação de qualidade ser um direito humano inalienável. Toda pessoa aprende, o processo de aprendizagem de cada um é singular. Contra as tentativas de exclusão e de segregação, a prática já comprovou: o convívio no ambiente escolar comum beneficia a todos. É sobre essa base que se constrói uma educação inclusiva. E a educação inclusiva é responsabilidade de todos.
Cabe aos professores de Educação Física assumir a responsabilidade nessa frente. Afinal, durante muito tempo, a prática de atividades físicas na escola esteve sob a égide do esporte para o alto rendimento, que, na verdade, é voltado para uma parcela ínfima da população. A escola não é para o mais rápido, para o mais ágil, para o mais forte, ela é para todos.
 Obrigada!!
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