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Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Organização da Administração Pública 3
..............................................................................................................................................................................................2) Administração Direta e Indireta 10
..............................................................................................................................................................................................3) Mudanças Institucionais Recentes 28
..............................................................................................................................................................................................4) Conselhos 43
..............................................................................................................................................................................................5) Agência Reguladora 44
..............................................................................................................................................................................................6) Agência Executiva 49
..............................................................................................................................................................................................7) Questões Comentadas - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - Cebraspe 56
..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - FCC 91
..............................................................................................................................................................................................9) Questões Comentadas - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - FGV 109
..............................................................................................................................................................................................10) Questões Comentadas - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - Outras Bancas 117
..............................................................................................................................................................................................11) Lista de Questões - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - Cebraspe 120
..............................................................................................................................................................................................12) Lista de Questões - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - FCC 136
..............................................................................................................................................................................................13) Lista de Questões - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - FGV 147
..............................................................................................................................................................................................14) Lista de Questões - Organização Administrativa e Mudanças Institucionais - Outras Bancas 152
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ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
A Administração Pública pode ser definida de várias formas. De acordo com a ciência da Administração, 
refere-se ao ramo da Administração aplicado à gestão dos diversos entes públicos e da administração direta 
e indireta. 
De acordo com a ciência jurídica, trata-se do conjunto de funções e órgãos instituídos para a consecução 
dos objetivos do governo. De acordo com Meirelles, a Administração Pública: 
“Em sentido formal é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do 
Governo. Em sentido material, é o conjunto das funções necessárias para os serviços públicos 
em geral...pratica atos de execução, vinculada à lei ou à norma técnica, com maior ou menor 
autonomia funcional, de acordo com a competência do órgão ou agente. ” 
Assim, no sentido amplo, abrange os órgãos do governo, que exercem a função política, mas também os 
órgãos e agentes que exercem funções administrativas1. 
A Administração Pública é um conjunto de órgãos e agentes públicos que devem executar as políticas 
públicas e as funções estatais. Poderíamos definir as funções políticas como as principais diretrizes de um 
governo, suas principais políticas de atuação na sociedade. 
Já ao corpo técnico – a burocracia – cabe a função de executar estas políticas definidas pelos agentes 
políticos. Assim sendo, estes agentes têm a responsabilidade técnica – mas não política – de executar as 
funções estatais. 
Imagine que um governador decide ampliar o horário escolar em todas as instituições de ensino de seu 
estado. Assim, ele acredita que esta decisão ampliará os conhecimentos dos alunos e proporcionará um 
melhor futuro a estes jovens. 
Esta é, portanto, uma decisão política. Entretanto, para que se torne realidade, dependerá de uma série de 
atos administrativos e de um trabalho de gestão para que esta decisão possa ser executada de acordo com 
os objetivos do governo. 
De acordo com Alexandrino e Paulo: 
“O “como fazer”, o estabelecimento das prioridades na execução, o detalhamento dos programas 
de ação, tudo isso é atividade administrativa em sentido amplo, vale dizer, atividade política, para 
o exercício da qual o Poder Público, embora subordinado à lei e ao direito, dispõe de ampla 
discricionariedade. ” 
Portanto, a atuação da Administração Pública acontece por meio de entidades (pessoas jurídicas), de órgãos 
(centros de competências) e de seus agentes (pessoas físicas). 
 
1 (Alexandrino & Paulo, Direito administrativo descomplicado, 2009) 
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ENTIDADES POLÍTICAS E ADMINISTRATIVAS 
Vamos começar o nosso estudo pelas entidades, que podem ser definidas como unidades de atuação 
dotadas de personalidade jurídica2. Ao possuir personalidade jurídica, as entidades podem, em nome 
próprio, adquirir direitos e contrair obrigações. 
Podemos dividir as entidades em entidades políticas e entidades administrativas. As entidades políticas 
são definidas diretamente pela Constituição Federal e integram a estrutura do Estado. São elas: a União, os 
estados, o Distrito Federal e os municípios. 
As entidades políticas possuem capacidade de auto-organização, autogoverno e autoadministração. 
 
Já as entidades administrativas são pessoas jurídicas (sejam de direito público ou privado) criadas pelos 
entes políticos para exercer parcela de sua capacidade de autoadministração. 
 
2 Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9784.htm 
Atuação da 
Administração Pública
Entidades
Órgãos
Agentes Públicos
• Capacidade de legislar - capacidade do 
ente para se organizar na forma de sua 
constituição ou lei orgânica e de suas leis
Auto-organização 
(autolegislação)
• Competência para organizar seus Poderes 
Executivo, Legislativo e Judiciário locaisAutogoverno
• Capacidade de prestarem seus serviços 
públicos dentro das competências 
elencadas pela CF/88 (saúde, educação, etc.)
Autoadministração
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Quando um ente político cria uma outra entidade para prestar algum serviço público, está criando uma 
entidade administrativa. Como exemplos destas entidades administrativas, temos: autarquias, fundações, 
empresas públicas e sociedades de economia mista. 
A principalliteralmente. Contingenciar significa 
submeter a OS aos limites orçamentários para o empenho de despesas, assim como aos limites financeiros. 
Dessa forma, esses limites são uma forma de programação orçamentária e financeira que visa ampliar o 
controle de uso do erário público frente às receitas 
Resumindo, a Lei n° 9.637/98 dispõe que o contrato de gestão firmado servirá para gerar uma parceria entre 
o Estado e a entidade qualificada com o intuito de fomentar e executar atividades de ensino, pesquisa 
científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. 
Esse fomento se dá por meio de envio de recursos orçamentários, assim como a cessão de servidores, com 
ônus para o órgão de origem, e a permissão gratuita de uso de bens públicos garantida por cláusula expressa 
no contrato de gestão, sendo a licitação dispensada. 
Por fim, cabe lembrar de que haverá fiscalização da execução do contrato de gestão por uma comissão de 
avaliação dentro do órgão ou da entidade do poder público responsável pela supervisão. Caso haja qualquer 
ilegalidade ou irregularidade quanto ao uso do erário público, o Tribunal de Contas da União deverá ser 
notificado para tomar as providencias cabíveis. 
 
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) 
As OSCIPs – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – não estavam previstas no PDRAE. Estas 
foram depois introduzidas pela Lei n° 9.790/99 dentro de um contexto de busca de uma atuação do Estado 
em rede e em parcerias com a sociedade. 
Estas devem desempenhar atividades de interesse público com auxílio do Estado dentro de áreas como: 
✓ Assistência social; 
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✓ Promoção da Cultura, do Patrimônio Histórico e Artístico; 
✓ Educação gratuita; 
✓ Promoção gratuita da saúde; 
✓ Segurança alimentar; 
✓ Meio ambiente; 
✓ Trabalho voluntário; 
✓ Combate à pobreza etc. 
A Lei também relaciona atividades que não podem ser utilizadas para que uma pessoa jurídica sem fins 
lucrativos possa se qualificar como OSCIP, senão vejamos: 
“Art. 2o Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda 
que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3o desta Lei: 
I - as sociedades comerciais; 
II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional; 
III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais 
e confessionais; 
IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; 
V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de 
associados ou sócios; 
VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados; 
VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras; 
VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; 
IX - as organizações sociais; 
X - as cooperativas; 
XI - as fundações públicas; 
XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito 
XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipos de vinculação com o sistema financeiro nacional 
a que se refere o art. 192 da Constituição Federal”. 
De acordo com Di Pietro9, a diferença principal entre as OSs e as OSCIPs é que as primeiras recebem 
“delegação” para prestar serviços públicos enquanto as OSCIPs exercem atividade privada com a ajuda do 
Estado. De acordo com a autora10: 
“Trata-se, no caso, de real atividade de fomento, ou seja, de incentivo à iniciativa privada de 
interesse público. O Estado não está abrindo mão do serviço público (tal como ocorre na 
organização social) para transferi-lo à iniciativa privada, mas fazendo parceria, ajudando, 
cooperando com entidades privadas que, observados os requisitos legais, se disponham a exercer 
as atividades indicadas no artigo 3°, por se tratar de atividades que, mesmo sem a natureza de 
serviços públicos, atendem necessidades coletivas.” 
 
9 (Di Pietro, 2007) apud (Paludo A. V., 2010) 
10 (Di Pietro, 2005) apud (Torres, 2007) 
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Ao contrário das Organizações Sociais, que formalizam um contrato de gestão do Estado, as OSCIPs firmam 
um termo de parceria. De acordo com a Lei 9.790/99: 
“o termo de parceria é o instrumento passível de ser firmado entro o Poder Público e as entidades 
qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, destinado à formação de 
vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a execução das atividades de interesse 
público previstas em lei.” 
Este termo de parceria deve conter os objetivos a serem alcançados, as metas e prazos relativos a estes 
objetivos, os critérios para a avaliação, a previsão de receitas e despesas e as obrigações das OSCIPs11. 
Para se qualificar como OSCIP, uma instituição deve ser qualificada como pessoa jurídica sem fins lucrativos, 
ou seja, não pode distribuir lucros, rendas ou dividendos entre seus sócios ou associados. 
A qualificação como OSCIP é concedida pelo Ministério da Justiça (e não o Ministério da área em que a 
OSCIP atua, como o Ministério da Educação, por exemplo) como ato vinculado. Assim, preenchendo os 
requisitos necessários a qualificação é devida, não devendo ser feita análise de oportunidade e conveniência 
pela Administração. 
Entretanto, ainda que a qualificação como OSCIP seja um ato vinculado, a assinatura do termo de parceria 
com o Ministério da área fim é um ato discricionário. 
A princípio, a assinatura deste termo de parceria deve ser precedida de uma consulta aos Conselhos de 
Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, nos respectivos níveis de governo. 
Cabe aqui lembrar que uma ONG – Organização Não Governamental – não é o mesmo que uma OSCIP. Uma 
OSCIP pode ser considerada uma ONG, pois não é parte do Estado, mas nem toda ONG é qualificada como 
OSCIP. Existem muitas ONGs (como o MST, por exemplo) que nem têm uma existência formal, ou seja, não 
existem oficialmente – não são registradas em cartório etc. 
Assim como ocorreu no caso das organizações sociais, o marco legal das OSCIPs não criou uma categoria de 
pessoa jurídica, mas gerou uma possibilidade de organizações do setor privado se qualifiquem como 
organizações da sociedade civil de interesse público, desde que certos requisitos sejam cumpridos12. 
Uma grande diferença entre as OSs e as OSCIPS se enquadra na forma de financiamento pelo Estado. Ao 
contrário das OSs, que dispõem de recursos inseridos no Orçamento da União, as OSCIPs recebem recursos 
de forma mais esporádica, através dos termos de parceria13. 
Além disso, o modelo institucional e legal das OSCIPs não foi questionado legalmente como foi o das 
Organizações Sociais. Assim, estas têm sido muito mais ativas, com milhares de casos em funcionamento no 
país atualmente. 
Pessoal, o Decreto 3.100, de 1999, que regulamenta a Lei instituidora do Termo de Parceria, dispôs, em seu 
artigo 16, que “é possível a vigência simultânea de um ou mais Termos de Parceria, ainda que com o mesmo 
órgão estatal, de acordo com a capacidade operacional da Organização da Sociedade Civil de Interesse 
Público”. 
O Decreto vedou que se celebre Termo de Parceria com alguma OSCIP que tenha, em suas relações 
anteriores com a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes condutas: 
 
11 (Paludo A. V., 2010) 
12 (Alexandrino & Paulo, Direito administrativo descomplicado, 2009) 
13 (Torres, 2007) 
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➢ omissão no dever de prestar contas; 
➢ descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse ou termos de parceria; 
➢ desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos; 
➢ ocorrência de dano ao Erário; 
➢ prática de outros atos ilícitos na execução de convênios, contratosde repasse ou termos de parceria. 
 Outro aspecto importante é a possibilidade de uma OSCIP remunerar os dirigentes da entidade, desde que 
esta remuneração seja realmente uma contraprestação aos serviços efetivamente efetuados e que estejam 
de acordo com os valores praticados no mercado de trabalho da região. 
Da mesma forma que uma OS, as OSCIPs devem constituir, em um prazo de 30 dias após a qualificação, um 
regulamento próprio contendo os procedimentos para compras de obras, bens e serviços com os recursos 
públicos obtidos com a parceria. 
Atenção para um detalhe: a OSCIP, ao contratar obras, compras, serviços com previsão de repasse de erário 
pela União no termo de parceria, deverá realizar licitação pública. Além disso, após o Decreto n° 5.504/2005, 
tanto OSs como OSCIPs foram obrigadas a utilizar a modalidade do pregão em suas compras de bens e 
serviços comuns. 
No entanto, não há equivalência às OSs quanto à dispensa de licitação quando o poder público quiser 
contratar bens ou serviços presentes no termo de parceria de uma OSCIP. Isto é, não há dispensa de licitação 
para a contratação de OSCIP pelo poder público, ok? 
Abaixo, podemos ver algumas características das Organizações Sociais – OS – e das Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP: 
 
Figura 2 - Diferenças entre OS e OSCIP 
OS
Foram idealizadas para substituir 
órgãos do Estado, que seriam extintos 
e as atividades "absorvidas" pela OS.
Firma um contrato de gestão
Qualificação é um ato discricionário
Deve conter em seu conselho de 
administração membros do Poder 
Público
OSCIP
Não foram idealizadas para substituir 
os órgãos existentes do Estado.
Firma um termo de parceria
Qualificação é um ato vinculado
Não existe uma exigência de 
participação de membros do Poder 
Público
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Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) 
Em 2013, foi publicada a Lei no 12.881, que dispõe sobre a definição, qualificação, prerrogativas e finalidades 
das Instituições Comunitárias de Educação Superior – ICES, limitando-se a “estipular as exigências para a 
obtenção de tal qualificação e, sobretudo, a disciplinar o instrumento (termo de parceria) apto a viabilizar o 
fomento estatal a essas entidades privadas integrantes do terceiro setor”14. 
A outorga da qualificação de ICES é ato vinculado desde que os requisitos estipulados na Lei sejam 
respeitados, podendo escolher ser considerada entidade de interesse social ou de utilidade pública. 
 Dentre os requisitos, têm-se: a previsão, no seu estatuto, de normas que disponham sobre a adoção de 
práticas de gestão administrativa; a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, a participação 
de representantes dos docentes, estudantes e técnicos administrativos em órgãos colegiados acadêmicos 
deliberativos da instituição, normatização de prestação de contas, com observância dos princípios 
fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade, da publicidade do relatório de 
atividades e das demonstrações financeiras da entidade no encerramento do exercício fiscal, da prestação 
de contas de todos os recursos e bens de origem pública. 
O Ministério da Educação qualifica a instituição com ICES por meio de um certificado. A emissão do 
certificado é ato vinculado desde que se cumpra todos os requisitos e o interessado apresentar a 
documentação exigida por completo no requerimento. O MEC tem 30 (trinta) dias para deferir ou não o 
pedido formulado. Caso defira, a publicação do ato se ará em até 15 (quinze) dias. Por fim, o prazo para que 
se emita o certificado também será de 15 (quinze) dias. 
No entanto, se o pedido for indeferido, o MEC notificará sua decisão por meio de publicação no Diário Oficial 
da União, e a instituição poderá em até 30 (trinta) dias recorrer. 
As ICES fornecerão programas de extensão e ação comunitária voltados à formação e desenvolvimento dos 
alunos e ao desenvolvimento da sociedade. Vale ressaltar que essas ICES devem oferecer serviços gratuitos 
à população, na proporção dos recursos captados pelo poder público. 
Logo no artigo primeiro da Lei, pode-se notar que, dentre as características que uma ICES deve apresentar, 
têm-se: possuir personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, além de obedecer a exigência 
de ser constituída na forma de associação ou fundação. 
Para possuírem o status de ser “sem fins lucrativos”, uma ICES não pode distribuir qualquer parcela de seu 
patrimônio ou de suas rendas, e devem aplicar integralmente no País os seus recursos na manutenção dos 
seus objetivos institucionais, além de manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos 
de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 
Caso, uma ICES venha a se extinguir, seu patrimônio deverá ser destinado à outra do mesmo gênero ou uma 
instituição pública. 
Vimos que o instrumento utilizado para firmar um vínculo entre uma ICES e o poder público é o termo de 
parceria, não é verdade? O que vocês não podem esquecer é de que esse termo de parceria não substitui 
as modalidades de ajuste, acordo e convênio previstos na legislação. Logo, no que couber um desses 
institutos, não poderá haver substituição pelo termo de parceria. 
 
14 (Alexandrino & Paulo, Direito Administrativo Descomplicado, 2014) 
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O Termo de Parceria celebrado após consulta aos Conselhos de Políticas Públicas da área educacional, nos 
respectivos níveis de governo, deve conter todos os direitos, as responsabilidades e as obrigações das partes 
signatárias. 
As cláusulas essenciais do Termo de Parceria firmado entre uma ICES e o poder público são listadas no § 2o 
do artigo 7o da Lei: 
 
Figura 3. Cláusulas essenciais nos Termos de Parceira. 
Por fim, a Lei não menciona nada sobre fiscalização de uma ICES pelo TCU, ou pelo controle interno do 
poder público. Entretanto, cabe lembrar-se da nossa CF/88 que, por sei a Lei Maior, determina tal controle 
quando envolver repasse de recursos públicos, como ocorre em casos como esses. 
 
Entidades de Apoio 
Entidades de apoio são as “pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas por servidores 
públicos, porém em nome próprio, sob forma de fundação, associação ou cooperativa, para a prestação, em 
Cláusulas Essenciais do Termo de Parceria são as que se referem:• ao objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho;• à estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os 
respectivos prazos de execução ou cronograma;• à previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de 
desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de resultado;• à previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu 
cumprimento, estipulando item por item as categorias contábeis 
usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e 
benefícios de pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou 
vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e 
consultores;• às obrigações da Instituição Comunitária de Educação Superior, entre 
as quais a de apresentar ao poder público, ao término de cada 
exercício, relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, 
contendo comparativo específico das metas propostas com os 
resultados alcançados, acompanhado de prestação de contas dos 
gastos e receitas efetivamente realizados;• à publicação, na imprensa oficial do Município, do Estado ou da União 
de extrato do Termo de Parceria e de demonstrativo da sua execução 
física e financeira, sob pena de não liberação dos recursos previstos 
no Termo de Parceria.
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caráter privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado, mantendo vínculo jurídico com entidades da 
administração direta ou indireta, em regra por meio de convênios15”. 
Pessoal, esse é um caso de entidades paraestataisainda não regulamentado por completo. Escrevo dessa 
forma, pois não há uma lei geral que regulamente as entidades de apoio como um todo. Há apenas a Lei no 
8.958, de 1994, que dispõe sobre um tipo de entidade de apoio, isto é, trata das relações entre as 
Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs) com as fundações 
de apoio. 
 No entanto, em primeiro lugar, o que se deve ter em mente nesses casos em que não há dispositivo legal é 
a noção de que eles se enquadram na obrigação de cumprimento das regras de direito público direcionadas 
a qualquer um que aufere ou gerencie recursos públicos, ok? 
Voltando à Lei no 8.958, de 1994, veremos que ela só trata de um tipo de entidades de apoio, que é a 
fundação. As outras espécies (associação ou cooperativa), que mantém o vínculo jurídico por meio de 
convênios, não foram ainda regulamentadas. Ademais, os convênios de que trata esta Lei serão 
regulamentados por ato do Poder Executivo Federal. Então, vamos comentar um pouco essa Lei? 
Já no artigo primeiro, observa-se que as IFES e as demais ICTs, poderão celebrar convênios e contratos, por 
prazo determinado, com fundações instituídas com a finalidade de apoiar projetos de ensino, pesquisa, 
extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação, inclusive na 
gestão administrativa e financeira necessária à execução desses projetos. 
As fundações de apoio serão constituídas na forma de fundações de direito privado, sem fins lucrativos, e 
deverão observar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e 
eficiência. 
Essas fundações estarão sujeitas à fiscalização pelo Ministério Público, nos termos do Código Civil e do 
Código de Processo Civil; à legislação trabalhista; e ao prévio registro e credenciamento no Ministério da 
Educação e do Desporto e no Ministério da Ciência e Tecnologia, renovável bienalmente. 
Um caso curioso autorizado pela Lei estudada é o fato de organizações sociais e entidades privadas poderem 
realizar convênios e contratos, por prazo determinado, com as fundações de apoio, com a finalidade de dar 
apoio às IFES e às demais ICTs, inclusive na gestão administrativa e financeira dos projetos de ensino, 
pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação. Isso, 
claro, depois de haver anuência expressa das instituições apoiadas. 
As fundações de apoio adotarão regulamento específico de aquisições e contratações de obras e serviços, 
a ser editado por meio de ato do Poder Executivo federal, quando executarem convênios, contratos, acordos 
e demais ajustes abrangidos por esta Lei, inclusive daqueles que envolvam recursos provenientes do poder 
público. 
Nesses casos, isto é, onde houver execução de convênios, contratos, acordos e demais ajustes, as fundações 
de apoio deverão: prestar contas dos recursos aplicados aos entes financiadores; submeter-se ao controle 
de gestão pelo órgão máximo da Instituição Federal de Ensino ou similar da entidade contratante; submeter-
se ao controle finalístico pelo órgão de controle governamental competente. 
É possível, inclusive, que as fundações de apoio captem recursos financeiros essenciais à formação e à 
execução dos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, sem ingresso na Conta Única do Tesouro 
Nacional. Isso, claro, desde que haja concordância expressa das instituições apoiadas. 
 
15 (Di Pietro, 2009) apud (Alexandrino & Paulo, Direito Administrativo Descomplicado, 2014) 
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Vejamos, agora, o que é proibido a essas fundações de apoio: 
I - contratar cônjuge, companheiro ou parente, em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, 
até o terceiro grau, de: 
a) servidor das IFES e demais ICTs que atue na direção das respectivas fundações; e 
b) ocupantes de cargos de direção superior das IFES e demais ICTs por elas apoiadas; 
II - contratar, sem licitação, pessoa jurídica que tenha como proprietário, sócio ou cotista: 
a) seu dirigente; 
b) servidor das IFES e demais ICTs; e 
c) cônjuge, companheiro ou parente em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, até o 
terceiro grau de seu dirigente ou de servidor das IFES e demais ICTs por elas apoiadas; e 
III - utilizar recursos em finalidade diversa da prevista nos projetos de ensino, pesquisa e extensão e de 
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de estímulo à inovação. 
A Lei também veda que as IFES e ICTs paguem débitos contraídos pelas instituições contratadas de acordo 
com esse instrumento jurídico. Também, não caberá a IFES ou ICTs, a qualquer título, a responsabilidade 
sobre o pessoal contratado pelas fundações de apoio, até mesmo quando se utilizar o pessoal da instituição. 
Por fim, a Lei garante que as fundações de apoio poderão, por meio de instrumento legal próprio, utilizar-se 
de bens e serviços das IFES e demais ICTs apoiadas, pelo prazo necessário à elaboração e execução do projeto 
de ensino, pesquisa e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de estímulo à 
inovação, mediante ressarcimento previamente definido para cada projeto, e desde que seja no 
cumprimento das finalidades citadas. 
Entretanto, nos projetos que envolvam risco tecnológico, para solução de problema técnico específico ou 
obtenção de produto ou processo inovador, o uso de bens e serviços das IFES ou demais ICTs poderá ser 
contabilizado como contrapartida da instituição ao projeto, mediante previsão contratual de participação da 
instituição nos ganhos econômicos dele derivados. Neste caso, o ressarcimento previsto poderá ser 
dispensado, desde que haja justificativa circunstanciada constante no projeto a ser aprovado pelo Conselho 
Superior das IFES ou órgão competente nas demais ICTs. 
 
(AGU - ADVOGADO) As entidades de apoio são pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, 
que podem ser instituídas sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, tendo por objeto a 
prestação, em caráter privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado. Tais entidades mantêm 
vínculo jurídico com a administração pública direta ou indireta, em regra, por meio de convênio. Por 
sua vez, os serviços sociais autônomos são entes paraestatais, de cooperação com o poder público, 
prestando serviço público delegado pelo Estado. 
Comentários: 
Esta questão está errada, pois os serviços sociais autônomos (ou entes paraestatais) não prestam 
serviços públicos delegados pelo Estado. Estas paraestatais executam atividades não exclusivas de 
interesse público. 
Gabarito: errada 
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RESUMO 
 
Terceiro Setor - Paraestatais 
Serviços Sociais 
Autônomos 
✓ SESI; SENAC; SESC; SENAI; SEBRAE; SENAT. 
✓ Entidades privadas, sem fins lucrativos; 
✓ Criados através de autorização legislativa e após terem 
seus atos constitutivos registrados no registro civil das 
pessoas jurídicas; 
✓ Exceção: SESC, criado por meio do Decreto-Lei nº 9.853, 
em 1946. Logo, a banca Cespe já considerou como 
correta que o SESC foi criado por lei; 
✓ Financiados através de contribuições compulsórias, 
exemplo de parafiscalidade tributária, mais recursos 
públicos para garantir a continuidade das atividades 
dessas entidades. 
✓ Segundo o STF, são sujeitos, formalmente, apenas ao 
controle finalístico, pelo Tribunal de Contas, da 
aplicação dos recursos recebidos. 
Organizações 
Sociais 
✓ Foram idealizadas para substituir órgãos do Estado, que 
seriam extintos e as atividades "absorvidas" pela OS. 
✓ Firma um contrato de gestão. 
✓ Qualificação é um ato discricionário. 
✓ Deve conter em seu conselho de administração 
membros do Poder Público. 
✓ Serviços típicos de Estado, mas não são consideradas 
atividades exclusivas de Estado: Ensino, a pesquisa 
científica, o desenvolvimentotecnológico, a proteção e 
preservação do meio ambiente, a cultura e a saúde. 
Organização da 
Sociedade Civil de 
Interesse Público 
(OSCIP) 
✓ Não foram idealizadas para substituir os órgãos 
existentes do Estado. 
✓ Firma um termo de parceria, concedido pelo Ministério 
da Justiça. 
✓ Qualificação é um ato vinculado. 
✓ Não existe uma exigência de participação de membros 
do Poder Público. 
41
155
✓ Assistência social; Promoção da Cultura, do patrimônio 
Histórico e Artístico; Educação gratuita; Promoção 
gratuita da saúde; segurança alimentar; Meio ambiente; 
Trabalho voluntário; Combate à pobreza etc. 
Instituições 
Comunitárias de 
Educação Superior 
(ICES) 
✓ O Ministério da Educação qualifica a instituição com 
ICES por meio de um certificado. A emissão do 
certificado é ato vinculado desde que se cumpra todos 
os requisitos e o interessado apresentar a 
documentação exigida por completo no requerimento. 
✓ Personalidade jurídica de direito privado. 
✓ Sem fins lucrativos. 
✓ Constituída na forma de associação ou fundação. 
✓ Instrumento utilizado: termo de parceria. 
Entidades de 
Apoio 
✓ Pessoas jurídicas de direito privado. 
✓ Sem fins lucrativos. 
✓ Sob forma de fundação, associação ou cooperativa. 
✓ Prestação, em caráter privado, de serviços sociais não 
exclusivos do Estado, mantendo vínculo jurídico com 
entidades da administração direta ou indireta, em regra 
por meio de convênios. 
✓ Finalidade: apoiar projetos de ensino, pesquisa, 
extensão, desenvolvimento institucional, científico e 
tecnológico e estímulo à inovação, inclusive na gestão 
administrativa e financeira necessária à execução 
desses projetos. 
Conselhos 
✓ Busca por uma maior participação popular nas decisões 
do Estado. 
✓ Aumentar a accountability. 
✓ Podem atuar nas áreas de: saúde, assistência social, 
meio ambiente, cultura etc. 
 
42
155
CONSELHOS 
Os conselhos estão inseridos neste contexto de busca por uma maior participação popular nas decisões do 
Estado. De certa forma, é um esforço de se sair de uma democracia estritamente representativa, em que só 
temos um “momento” de participação nos temas públicos (a eleição) para outro modelo de uma democracia 
mais “direta”. 
Este movimento de criação de “arenas” em que a participação da sociedade seja mais levada em 
consideração também serve para aumentar a accountability, no caso do tipo societal. 
Esta accountability societal refere-se ao controle exercido pela sociedade civil, muitas vezes representada 
por ONGs, sindicatos e associações. Estas instituições, em busca de denunciar abusos e desmandos dos 
agentes públicos, além de propor mudanças em determinadas políticas públicas, exercem uma pressão 
legítima sobre a Administração Pública. 
Além disso, estas instituições buscam, com este tipo de pressão e de denúncia, alertar os “canais normais” 
de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União, por exemplo. 
De acordo com Smulovitz e Peruzzotti1: 
“um mecanismo de controle não-eleitoral, que emprega ferramentas institucionais e não 
institucionais (ações legais, participação em instâncias de monitoramento, denúncias na mídia, 
etc.) e que se baseia na ação de múltiplas associações de cidadãos, movimentos, ou mídia, 
objetivando expor erros e falhas do governo, trazer novas questões para a agenda pública ou 
influenciar decisões políticas a serem implementadas pelos órgãos públicos.” 
Conforme Carneiro2, os Conselhos de Políticas Públicas, em que o Estado e a sociedade participam de forma 
paritária, são exemplos desta accountability societal, pois possibilitam a participação popular na condução 
das políticas públicas e, portanto, no funcionamento do Estado. 
De acordo com a autora: 
“os conselhos apontam para uma nova forma de atuação de instrumentos de accountability 
societal, pela capacidade de colocar tópicos na agenda pública, de controlar seu desenvolvimento 
e de monitorar processos de implementação de políticas e direitos, através de uma 
institucionalidade híbrida, composta de representantes do governo e da sociedade civil.” 
Desta maneira, estes conselhos agem como contraponto às práticas clientelistas e patrimonialistas 
arraigadas em diversas regiões de nosso país. De acordo com Raichelis3: 
“Pela sua composição paritária entre representantes da sociedade civil e do governo, pela natureza 
deliberativa de suas funções e como mecanismo de controle social sobre as ações estatais, pode-
se considerar que os Conselhos aparecem como um constructo institucional que se opõe à histórica 
tendência clientelista, patrimonialista e autoritária do Estado brasileiro” 
Estes conselhos podem atuar nas áreas de: saúde, assistência social, meio ambiente, cultura etc. 
 
 
 
1 (Smulovitz e Peruzzotti, 2000) apud (Carneiro, 2006) 
2 (Carneiro, 2006) 
3 (Raichelis , 2000) 
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AGÊNCIA REGULADORA 
A crise do petróleo (anos 70) e o baixo crescimento econômico da década de 80 trouxeram dificuldades 
crescentes para que os Estado pudessem manter os gastos relativos aos serviços públicos que a população 
demandava e, ao mesmo tempo, induzir o crescimento da economia através de empresas estatais cada vez 
mais deficitárias. 
Com esse cenário, muitos Estados iniciaram um conjunto de reformas pró-mercado. Estas reformas 
buscaram transferir para o mercado diversos setores antes administrados pelo Estado, objetivando um 
aumento de eficiência destes mercados e uma recuperação da situação fiscal destes governos. 
No caso brasileiro, o Estado tinha criado centenas de empresas estatais e estas tinham uma participação 
muito grande na economia nacional. Desde siderúrgicas até empresas têxteis, o Estado estava presente em 
diversos ramos e atuava diretamente na dinâmica de crescimento. 
Entretanto, o governo brasileiro não detinha mais uma capacidade de investir nestas empresas. Com isso, 
estas foram se deteriorando e não “agregavam mais valor”. 
Além disso, o Estado era visto como ineficiente e a gestão pública seria, naquela época, um empecilho a 
estas empresas se desenvolverem e serem competitivas com as instituições privadas, seja no Brasil, seja no 
mundo. 
Assim, ocorreu um processo formal de privatização destas empresas estatais. Empresas como a Embraer, a 
CSN e a Vale do Rio Doce foram transferidas para o setor privado. Entretanto, muitas empresas atuavam em 
áreas em que o Estado era anteriormente monopolista ou que prestavam serviços públicos, como o caso das 
empresas fornecedoras de telefonia e eletricidade. 
Se estas empresas ficassem “livres” para atuar da maneira que quisessem, poderiam deixar de ofertar estes 
serviços em regiões pobres, cobrar valores abusivos, deixar a qualidade do serviço cair, além de não investir 
o que seria necessário para a universalização dos serviços. 
De acordo com Sundfeld1: 
“se o Estado abdicasse totalmente do poder de interferir na prestação de serviços públicos 
privatizados e na correspondente estrutura empresarial, correria o risco de assistir, passivamente, 
ao colapso de setores essenciais para o país, como o setor elétrico e o de telecomunicações. O 
Estado necessita, ainda, impedir práticas anticoncorrenciais, o que não pode, de forma nenhuma, 
ser deixado ao encargo da “mão invisível” do mercado. Existe, também, a necessidade de proteção 
dos interesses dos usuários e de assegurar a universalização dos serviços públicos, possibilitando 
que eles sejam prestados aos milhões de excluídos existentes no Brasil.” 
Para que estes problemas não viessem a ocorrer, estes novos operadores privados deveriam ser regulados 
de alguma forma. Outro aspecto importante se relaciona com a atração de investimentos privados de longo 
prazo. 
Muitos destes ramos econômicos (eletricidade, por exemplo) dependem de investimentos intensivos em 
capital (volume grande de dinheiro em um momento inicial) e só são “pagos” no longoprazo. Portanto, deve 
existir uma forte segurança jurídica e uma confiança destes empresários e investidores na manutenção da 
“regra do jogo”, ou seja, no marco regulatório do setor. 
 
1 (Sundfeld, 2000) apud (Gonçalves, 2000) 
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Para que exista uma confiança maior na capacidade da agência reguladora de manter as regras do jogo e 
atuar com imparcialidade nas disputas entre o Estado, os consumidores e os investidores, buscou-se um 
modelo que desse uma maior autonomia para estas agências. 
Estas buscaram equilibrar os interesses privados (respeito aos contratos, estabilidade de regras, 
lucratividade etc.) com os interesses públicos (universalização do serviço, preços adequados, aumento dos 
investimentos etc.), de modo que a sociedade como um todo fosse beneficiada. 
Desta forma, o Estado deixou de ser o Estado provedor ou produtor para entrar em outro modelo: o Estado 
regulador. Se a Administração Pública não iria mais executar o trabalho diretamente, deveria acompanhar o 
trabalho destes novos operadores privados, para que a qualidade do serviço efetivamente melhorasse e que 
as margens de lucro fossem mantidas em níveis razoáveis. 
Para isto, foram criadas as Agências Reguladoras. Entre suas principais características, pode-se citar2: 
✓ Independência administrativa; 
✓ Autonomia financeira; 
✓ Ausência de subordinação hierárquica; 
✓ Dirigentes que servem por mandatos fixos com prazo determinado; 
✓ Obedecendo ao princípio da especialidade, seus atos não podem ser revistos ou alterados pelo Poder 
Executivo, apenas pelo Judiciário. 
Quanto a essa última característica, vale um comentário rápido: há dúvidas se cabe, ou não, recurso do 
Executivo para as Agências Reguladoras, o chamado hierárquico impróprio, indo de encontro ao princípio da 
especialidade citado. 
Um parecer da AGU, de 2006, prevê a aceitação do recurso hierárquico impróprio. No entanto, este só cabe 
quando uma autarquia de regime especial praticar um ato administrativo que invada a competência de um 
Ministro de Estado. Dessa forma, só cabe o recurso em matérias de caráter político, e não em matérias 
especificamente técnicas, ok? 
Não se preocupem muito com o recurso hierárquico impróprio, ok? Só citei aqui por ser motivo de algumas 
dúvidas de alunos. 
Ainda em relação à última característica, o princípio da especialidade vincula as pessoas jurídicas da 
administração com suas reais finalidades, definido os limites que essas pessoas jurídicas poderão agir. 
Pelo princípio da especialidade, as pessoas jurídicas da administração estão vinculadas às finalidades 
específicas para as quais foram criadas para que respeitem os limites de atuação e não maculem os princípios 
norteadores de Direito. As agências reguladoras, portanto, devem obedecer ao princípio da especialidade 
ao exercerem suas funções, ok? 
Continuando, ao contrário das demais autarquias e fundações, em que seus dirigentes podem ser 
exonerados livremente pelo chefe do Poder Executivo, os dirigentes das autarquias estão “blindados” contra 
exonerações sem motivo justificado (esta só pode ocorrer com um processo judicial transitado em julgado). 
Além disso, estes dirigentes já sabem que ficarão no cargo por um tempo determinado (que varia de três 
anos no caso da ANVISA a cinco anos no caso da ANATEL)3. 
 
2 (Torres, 2007) 
3 (Mazza, 2011) 
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Seus dirigentes são escolhidos pelo Presidente da República e devem ser aprovados em sabatina no Senado 
Federal. Quando seus mandatos são encerrados, os ex-dirigentes devem cumprir uma quarentena antes de 
poder atuar no mesmo ramo em que a agência de regulação funciona. 
Entretanto, essa quarentena não deverá ser observada se o ex-dirigente for exonerado a pedido e estiver 
dentro do prazo de seis meses do início do seu mandato. Vejamos o que fala a Lei 9.986, de 2000, que dispõe 
sobre a gestão de recursos humanos das Agências Reguladoras: 
“Art. 8o O ex-dirigente fica impedido para o exercício de atividades ou de prestar qualquer serviço 
no setor regulado pela respectiva agência, por um período de quatro meses, contados da 
exoneração ou do término do seu mandato. 
§1o Inclui-se no período a que se refere o caput eventuais períodos de férias não gozadas. 
§ 2o Durante o impedimento, o ex-dirigente ficará vinculado à agência, fazendo jus a remuneração 
compensatória equivalente à do cargo de direção que exerceu e aos benefícios a ele inerentes. 
§ 3o Aplica-se o disposto neste artigo ao ex-dirigente exonerado a pedido, se este já tiver cumprido 
pelo menos seis meses do seu mandato. 
§ 4o Incorre na prática de crime de advocacia administrativa, sujeitando-se às penas da lei, o ex-
dirigente que violar o impedimento previsto neste artigo, sem prejuízo das demais sanções cabíveis, 
administrativas e civis. 
§ 5o Na hipótese de o ex-dirigente ser servidor público, poderá ele optar pela aplicação do disposto 
no § 2o, ou pelo retorno ao desempenho das funções de seu cargo efetivo ou emprego público, 
desde que não haja conflito de interesse”. 
As primeiras agências reguladoras a serem criadas foram: a ANEEL (energia elétrica) em 1996, a ANATEL 
(telecomunicações) em 1997 e a ANP (setor do Petróleo) também em 1997. 
Entretanto, não existe ainda uma “lei geral” das agências reguladoras, pois cada uma tem certas 
peculiaridades. Apesar disso, existem certas características comuns, como uma alta capacidade técnica de 
especialização, serem instituídas como autarquias sob regime especial e regularem um setor de atividade 
econômica ou um serviço público específico. 
Cabe aqui lembrar que, apesar das agências reguladoras serem identificadas com o processo de privatização, 
a regulação não existe apenas nas áreas em que existiu a desestatização. 
Há setores que não foram transferidos para a iniciativa privada (como a área de Petróleo, por exemplo) que 
é regulada. Da mesma forma, existem setores que nunca foram operados pelo Estado que sofrem regulação 
(como o setor de “planos de saúde”) por estarem em áreas sensíveis. 
Além disso, existem setores da economia que são regulados por entidades não enquadradas neste “modelo” 
de agências reguladoras, como o mercado de capitais – regulado pela Comissão de Valores Mobiliários – 
CVM. 
Outro exemplo é o do Banco Central, que é o órgão regulador do sistema financeiro nacional, bem como do 
CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que tem a função de orientar, fiscalizar, prevenir e 
apurar abusos de poder econômico. 
Quanto à forma jurídica, vale a pena transcrever o que dispôs os autores Alexandrino & Paulo4: 
“As diversas leis instituidoras das agências reguladoras, pelo menos na esfera federal, até hoje 
adotaram, para todas, a forma de autarquia sob regime especial. Cabe observar que não há 
obrigatoriedade de que seja sempre assim. As agências reguladoras poderiam, 
 
4 (Alexandrino & Paulo, Direito Administrativo Descomplicado, 2014) 
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simplesmente, ser órgãos (despersonalizados) especializados integrantes da estrutura 
da própria Administração Direta. 
 O único ponto que pensamos ser consensual é que uma entidade à qual se atribua competência 
para o exercício da atividade regulatória deve obrigatoriamente ter personalidade jurídica de 
direito público. Essa orientação já foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da 
ADI 1.717-6/DF. Nesse jugado, o Pretório Excelso deixou assente que atividades que envolvem o 
exercício do poder de polícia e a aplicação de sanções não podem ser atribuídas, nem mesmo pela 
lei, a pessoas jurídicas de direito privado”. 
Dessa forma, as Agências Reguladoras não são obrigadas a adotar a forma de autarquia, muito menos em 
regime especial. Isso é pegadinha em provas, pois a doutrina diverge no tema. Então, ao analisarem os itens 
de uma questão, prestem atenção no que o examinador exatamente pede,ok? 
 
 
(CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO) As agências reguladoras são órgãos 
pertencentes à administração pública direta. 
Comentários: 
As agências reguladoras podem adotar a forma de são autarquias, pertencente, portanto, da 
administração pública indireta, assim como podem ser órgãos (despersonalizados) especializados 
integrantes da estrutura da própria administração direta. 
Gabarito: errada 
 
 
 
 
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RESUMO 
 
Agências Reguladoras 
Principais 
Características 
✓ Independência administrativa; 
✓ Autonomia financeira; 
✓ Ausência de subordinação hierárquica; 
✓ Dirigentes que servem por mandatos fixos com prazo 
determinado; 
✓ Obedecendo ao princípio da especialidade, seus atos 
não podem ser revistos ou alterados pelo Poder 
Executivo, apenas pelo Judiciário. 
Dirigentes 
✓ Escolhidos pelo Presidente da República; 
✓ Aprovados em sabatina no Senado Federal. 
✓ Os ex-dirigentes devem cumprir uma quarentena antes 
de poder atuar no mesmo ramo em que a agência de 
regulação funciona ao fim do mandato. 
✓ Exceção para a quarentena: quando o ex-dirigente for 
exonerado a pedido e estiver dentro do prazo de seis 
meses do início do seu mandato. 
Forma Jurídica 
✓ Não há obrigatoriedade de que assumam a forma de 
autarquia de regime especial (Administração Indireta). 
✓ Pode ser, inclusive, órgãos (despersonalizados) 
especializados integrantes da estrutura da própria 
Administração Direta. 
✓ Personalidade jurídica de direito público. 
 
 
 
 
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AGÊNCIA EXECUTIVA 
As agências executivas foram uma inovação trazida também pela reforma gerencial de 1995. A ideia seria a 
de, através da celebração de um contrato de gestão, fornecer maior autonomia e flexibilidade de gestão 
para autarquias e fundações desde que se comprometessem com determinadas metas e objetivos 
pactuados. 
De acordo com a Lei 9.649/98, em seu artigo n°51: 
“O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha 
cumprido os seguintes requisitos: 
I – ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento; 
II – ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor.” 
Portanto, uma agência executiva é apenas uma qualificação concedida a uma autarquia ou fundação já 
existente, que firme um contrato de gestão possibilitando o aumento de sua autonomia gerencial, 
orçamentária e financeira1. Dessa maneira, não há que se falar de uma nova forma de pessoa jurídica 
pública. 
Esse reconhecimento de agência executiva se dá por meio de Decreto, garantindo uma maior autonomia de 
gestão àquelas entidades. A desqualificação também se dará por meio desse instrumento. Nesse caso, a 
entidade volta a ser uma autarquia ou fundação “normal”, com suas competências, caso haja 
descumprimento dos requisitos previstos tanto no contrato de gestão quanto em lei. 
O tempo de duração de um contrato de gestão será de, no mínimo, um ano, podendo ser renovado após 
aprovação de uma avaliação a qual se submeterá sobre os resultados auferidos. 
Vejamos, no gráfico abaixo, quais cláusulas de um contrato de gestão devem existir para que uma autarquia 
ou fundação pública se qualifique como uma agência executiva: 
 
1 (Alexandrino & Paulo, Direito administrativo descomplicado, 2009) 
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Figura 1. Cláusulas indispensáveis em um contrato de gestão que qualifique autarquia ou fundação pública em agência 
executiva. 
Entre as vantagens concedidas a estas agências, poderiam utilizar a dispensa de licitação para compras de 
até 20% do valor máximo admitido para a modalidade convite, ao invés de 10% para o resto da Administração 
Pública. 
Infelizmente, este modelo não evoluiu muito, pois como os benefícios aos órgãos não ficaram muito claros 
e a falta de clareza dos objetivos a serem atingidos não favoreceu sua disseminação na Administração 
Pública. 
Dentre os casos de agências executivas, temos o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normatização 
e Qualidade Industrial. Veja abaixo uma comparação entre as agências reguladoras e as agências executivas: 
Cláusulas que tratem de:
• objetivos e metas da entidade, com seus respectivos planos de ação anuais,
prazos de consecução e indicadores de desempenho;
• demonstrativo de compatibilidade dos planos de ação anuais com o
orçamento e com o cronograma de desembolso, por fonte;
• responsabilidades dos signatários em relação ao atingimento dos objetivos e
metas definidos, inclusive no provimento de meios necessários à consecução
dos resultados propostos;
• medidas legais e administrativas a serem adotadas pelos signatários e partes
intervenientes com a finalidade de assegurar maior autonomia de gestão
orçamentária, financeira, operacional e administrativa e a disponibilidade de
recursos orçamentários e financeiros imprescindíveis ao cumprimento dos
objetivos e metas;
• critérios, parâmetros, fórmulas e conseqüências, sempre que possível
quantificados, a serem considerados na avaliação do seu cumprimento;
• penalidades aplicáveis à entidade e aos seus dirigentes, proporcionais ao grau
do descumprimento dos objetivos e metas contratados, bem como a
eventuais faltas cometidas;
• condições para sua revisão, renovação e rescisão;
• vigência.
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Figura 2 - Diferenças entre agências executivas e reguladoras. Fonte: (Mazza, 2011) 
Cabe lembrar que o artigo n°37 da Constituição Federal abre a possibilidade de um órgão da própria 
Administração Pública assinar um contrato de gestão e ser qualificado como agência executiva. 
De certa forma, seria uma situação “esquisita”, pois o Poder Público estaria assinando um “contrato” com si 
mesmo. 
 
 
(CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO) As agências reguladoras são órgãos 
pertencentes à administração pública direta. 
Comentários: 
As agências reguladoras podem adotar a forma de são autarquias, pertencente, portanto, da 
administração pública indireta, assim como podem ser órgãos (despersonalizados) especializados 
integrantes da estrutura da própria administração direta. 
Gabarito: errada 
 
(AGU – AGU) Em consonância com o entendimento do STF, os serviços sociais autônomos estão 
sujeitos ao controle finalístico do TCU no que se refere à aplicação de recursos públicos recebidos. 
Comentários 
O STF manifestou-se por meio do RE 789874/DF, de 2014. De acordo com a Suprema Corte, “os serviços 
sociais autônomos integrantes do denominado Sistema “S”, vinculados a entidades patronais de grau 
superior e patrocinados basicamente por recursos recolhidos do próprio setor produtivo beneficiado, 
Agências Executivas
Visam operar atividades públicas 
através da descentralização;
Existem somente no âmbito 
federal;
São órgãos e entes públicos 
qualificados como agências.
Agências Reguladoras
Visam o controle e fiscalização de 
setores privados;
Existem em todas as esferas: 
União, estados e municípios;
As existentes, são autarquias com 
regime especial.
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ostentam natureza de pessoa jurídica de direito privado e não integram a Administração Pública, 
embora colaborem com ela na execução de atividades de relevante significado social. 
Tanto a Constituição Federal de 1988, como a correspondente legislação de regência (como a Lei 
8.706/93, que criou o Serviço Social do Trabalho – SEST) asseguram autonomia administrativa a essas 
entidades, sujeitas, formalmente, apenas ao controle finalístico, pelo Tribunal de Contas, da aplicação 
dos recursos recebidos”. 
Gabarito: correta 
 
(ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS) A criação das agências reguladoras advém da política 
econômica adotada no Brasil na década de 90 do século XX, quando ocorreram privatizações 
decorrentes do Plano Nacional de Desestatização. 
Comentários 
As privatizações no Brasil, na década de 90, decorreram do Plano Nacional de Desestatização,resultado 
da administração gerencial, difundida naquele período. Em 1995, aprovaram as EC 8/1995 e 9/1995, 
prevendo a instituição de órgãos reguladores (ANATEL e ANP). 
Dessa forma, percebam que a privatização no Brasil foi o marco para fortalecer a implantação das 
agências reguladoras. 
No entanto, a regulação no Brasil já era imposta antes mesmo das privatizações, conforme leitura do 
caput do artigo 174 da CF/88, senão vejamos: 
“Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma 
da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor 
público e indicativo para o setor privado”. 
Então, pessoal, cuidado com pegadinha de prova. As privatizações, na década de 90, fortaleceram a 
criação das agências reguladoras; entretanto, a regulação da atividade econômica pelo Estado já era 
prevista anteriormente. 
Gabarito: correta 
 
(TJ-RR - JUIZ) Observe as seguintes características: 
I. tem como forma obrigatória a de sociedade anônima. 
II. são qualificadas como tal por ato do Presidente da República. 
III. trata-se de entidade criada diretamente por lei, desnecessário o registro de seus atos constitutivos. 
Tais atributos são aplicáveis, respectivamente: 
a) empresas públicas; organizações sociais; autarquias. 
b) sociedades de economia mista; fundações governamentais de direito público; agências executivas. 
c) consórcios públicos; agências reguladoras; serviços sociais autônomos. 
d) sociedades de economia mista; agências executivas; agências reguladoras. 
e) subsidiárias estatais; organizações da sociedade civil de interesse público; empresa pública. 
52
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Comentários 
As Sociedades de Economia Mista são as únicas entidades que têm como forma obrigatória a sociedade 
anônima (as empresas públicas podem ser S/A, mas tem liberdade para escolher sua forma). 
Já uma agência executiva é apenas uma qualificação concedida a uma autarquia ou fundação já 
existente, que firme um contrato de gestão possibilitando o aumento de sua autonomia gerencial, 
orçamentária e financeira2. 
Esse reconhecimento de agência executiva se dá por meio de Decreto, garantindo uma maior 
autonomia de gestão àquelas entidades. A desqualificação também se dará por meio desse 
instrumento. Nesse caso, a entidade volta a ser uma autarquia ou fundação “normal”, com suas 
competências, caso haja descumprimento dos requisitos previstos tanto no contrato de gestão quanto 
em lei. 
Finalmente, as entidades criadas por lei são as autarquias e fundações públicas. 
Gabarito: letra D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 (Alexandrino & Paulo, Direito administrativo descomplicado, 2009) 
53
155
==b73==
RESUMO 
Agência Executiva 
Principais 
Características 
✓ Qualificação dada a uma autarquia ou fundação já 
existente. 
✓ Qualificação dada por meio de Decreto. 
✓ Não se fala de uma nova forma de pessoa jurídica 
pública. 
Requisitos para 
qualificação 
✓ Ter um plano estratégico de reestruturação e de 
desenvolvimento institucional em andamento; 
✓ Ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo 
Ministério supervisor. 
✓ Tempo de duração do Contrato de Gestão: no mínimo, 
um ano, podendo ser renovado após aprovação de uma 
avaliação a qual se submeterá sobre os resultados 
auferidos. 
BIBLIOGRAFIA 
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sociedade civil. Política Social - Programa de Capacitação Continuada para Analistas Sociais. 
Brasília. 
Torres, M. d. (2007). Agências, contratos e Oscips: a experiência pública brasileira. Rio de Janeiro: 
FGV. 
Violin, T. C. (2006). Terceiro setor e as parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica. 
Belo Horizonte: Fórum. 
 
 
 
55
155
QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (CESPE – SEFAZ-RS – AUDITOR - 2019) 
A entidade da administração pública indireta criada por meio de lei para desempenho de atividades 
específicas, com personalidade jurídica pública e capacidade de autoadministração é a 
a) autarquia. 
b) fundação privada 
c) sociedades de economia mista. 
d) empresa pública. 
e) empresa subsidiária. 
Comentários 
O primeiro ponto da questão que precisamos analisar se trata do modo de criação. As autarquias e 
fundações públicas serão criadas de forma direta por meio de lei específica. Já as demais entidades 
terão suas criações autorizadas por lei específica, mas a criação em si acontecerá quando o poder 
público vier a inscrever os atos constitutivos delas em um registro público com competência para tal. 
Como vemos, só sobrou a autarquia, pois a Fundação Privada não é criada por Lei e não tem 
personalidade jurídica de direito público. 
Gabarito: Letra A 
 
2. (CESPE – TCE-PB – AUDITOR - 2018) 
As entidades que integram a administração pública indireta incluem as autarquias, as empresas 
públicas e as sociedades de economia mista. 
Comentários 
São entidades da Administração Indireta: 
➢ Autarquia; 
➢ Fundação; 
➢ Empresa Pública; 
➢ Sociedade de Economia Mista. 
A questão só não mencionou as fundações, mas isso não torna a frase incorreta visto que a afirmação 
não foi taxativa ou restritiva. 
56
155
Gabarito: correta 
 
3. (CESPE – TCE-PB – AUDITOR - 2018) 
No processo de descentralização por serviço, em que o órgão passa a deter a titularidade e a 
execução do serviço, ocorre a distribuição interna de competências no âmbito de uma mesma 
pessoa jurídica. 
Comentários 
A distribuição interna de competências ocorre quando existe a criação de órgãos internos. Ou seja, 
quando ocorre uma desconcentração (e não uma descentralização). Na descentralização, existem 
necessariamente duas pessoas jurídicas. 
Gabarito: errado 
 
4. (CESPE – EMAP – ANALISTA - 2018) 
Os órgãos não dotados de personalidade jurídica própria que exercem funções administrativas e 
integram a União por desconcentração, componentes de uma hierarquia, fazem parte da 
administração direta. 
Comentários 
Beleza. A questão toca em vários pontos dos órgãos públicos, a ver: não tem personalidade jurídica 
própria; integram a administração direta; estão sujeitos a subordinação/hierarquia; são fruto de uma 
desconcentração. 
Gabarito: correta 
 
5. (CESPE – EMAP – ANALISTA - 2018) 
As autarquias somente podem ser criadas mediante lei específica, enquanto empresas públicas, 
sociedades de economia mista e fundações, que integram a administração indireta, podem ter sua 
criação autorizada mediante decreto do presidente da República. 
Comentários 
A criação ou autorização das entidades administrativas (como as autarquias) sempre dependerá de lei. 
O decreto do presidente não poderá suprir a ausência da lei. 
As autarquias e fundações públicas serão criadas de forma direta por meio de lei específica.Já as demais 
entidades terão suas criações autorizadas por lei específica, mas a criação em si acontecerá quando o 
poder público vier a inscrever os atos constitutivos delas em um registro público com competência para 
tal. 
Gabarito: errado 
6. (CESPE – STM – TÉCNICO - 2018) 
57
155
As autarquias são pessoas jurídicas criadas por lei e possuem liberdade administrativa, não sendo 
subordinadas a órgãos estatais. 
Comentários 
O professor Marçal Justen Filho1 define autarquia da seguinte forma: 
“Autarquia é uma pessoa jurídica de direito público, instituída para desempenhar atividades administrativas sob regime de 
direito público, criada por lei que determina o grau de autonomia em face da Administração direta. ” 
Quando o autor, em sua definição, dispõe que a autarquia se trata de uma pessoa jurídica de direito 
público, ele está associando às competências privativas de Estado, em desigualdade com o 
particular. Já quando ele fala que o regime é de direito público, ele afirma que a autarquia não atuará 
em atividades econômicas propriamente ditas, e realizará atividade típica da Administração 
Pública. 
Essa entidade administrativa possui autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial. Além disso, 
ela detém capacidade conferida pelo ente que a criou para uma área específica de atuação. 
Dessa maneira, as autarquias detêm autonomia administrativa e financeira. De acordo com Paludo2, 
“as autarquias encontram-se vinculadas a determinado Ministério (e não subordinadas); incide sobre elas 
controle finalístico/supervisão ministerial (e não controle hierárquico)”. 
A questão é um pouco polêmica pelo uso da palavra “liberdade administrativa”, mas o Cespe considerou 
a frase como correta. 
Gabarito: certo 
 
7. (CESPE – EBSERH – ASSISTENTE - 2018) 
Somente por decreto específico poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar definir as 
áreas de atuação. 
Comentários 
Negativo. A criação ou autorização das entidades administrativas (como as autarquias) sempre 
dependerá de lei. O decreto do presidente não poderá suprir a ausência da lei. 
As autarquias e fundações públicas serão criadas de forma direta por meio de lei específica. Já as demais 
entidades terão suas criações autorizadas por lei específica, mas a criação em si acontecerá quando o 
poder público vier a inscrever os atos constitutivos delas em um registro público com competência para 
tal. 
Gabarito: errado 
8. (CESPE – STM – TÉCNICO - 2018) 
Por ser dotada de personalidade jurídica de direito público e integrar a administração pública 
indireta, a empresa pública não pode explorar atividade econômica. 
 
1 (Justen Filho, 2012) 
2 (Paludo A. , 2013) 
58
155
Comentários 
A questão tem dois erros claros. O primeiro é que as empresas públicas são entidades de direito privado. 
Além disso, elas podem sim explorar atividade econômica. 
Gabarito: errado 
 
9. (CESPE – CGM-JOÃO PESSOA – AUDITOR - 2018) 
A empresa pública, entidade da administração indireta, possui personalidade jurídica de direito 
público. 
Comentários 
As empresas públicas são entidades de direito privado. Desta forma, a questão está errada. 
Gabarito: errado 
 
10. (CESPE - TRF-1 – TÉCNICO - 2017) 
Administração direta remete à ideia de administração centralizada, ao passo que administração 
indireta se relaciona à noção de administração descentralizada. 
Comentários 
A frase está correta. A descentralização por outorga ocorre quando o Estado cria outra entidade para 
executar as atividades que lhe cabem. Essas organizações, integrantes da Administração Indireta, 
possuem personalidade jurídica. 
Do contrário, quando a Administração executa diretamente o serviço, está centralizando sua 
administração. Portanto, poderíamos sim fazer esse tipo de afirmação. 
Gabarito: correta 
 
11. (CESPE – TRT-CE – TÉCNICO - 2017) 
Ao transferir, por contrato, a execução de atividade administrativa para uma pessoa jurídica de 
direito privado, a União se utiliza do instituto da 
a) desconcentração. 
b) outorga. 
c) descentralização. 
d) concentração. 
Comentários 
Neste caso, ocorreu uma descentralização por delegação (ou colaboração), como nos casos de 
concessão ou permissão dos serviços públicos (ex: telefonia, transporte público ou energia elétrica). 
Gabarito: letra C 
59
155
 
12. (CESPE – TRE-PE - ANALISTA - 2017) 
As entidades autônomas integrantes da administração indireta que atuam em setores estratégicos 
da atividade econômica, zelando pelo desempenho das pessoas jurídicas e por sua consonância com 
os fins almejados pelo interesse público e pelo governo são denominadas 
a) agências autárquicas executivas. 
b) serviços sociais autônomos. 
c) agências autárquicas reguladoras. 
d) empresas públicas. 
e) sociedades de economia mista. 
Comentários 
Como a questão trata das entidades da Administração Indireta, podemos eliminar os “serviços sociais 
autônomos”, pois essas entidades são privadas e pertencentes ao terceiro setor. 
O que nos ajuda a “matar” a questão é o trecho que menciona que as entidades atuam em setores 
estratégicos e “zelando pelo desempenho das pessoas jurídicas e por sua consonância com os fins 
almejados pelo interesse público”. 
Apesar de não mencionar expressamente, fica claro que a banca está tratando da regulação da atividade 
econômica, que fica a cargo das agências reguladoras. 
Gabarito: letra C 
 
13. (CESPE – TRE-PE - TÉCNICO - 2017) 
As autarquias 
a) são criadas, extintas e organizadas por atos administrativos. 
b) têm sua criação e sua extinção submetidas a reserva legal, podendo ter sua organização regulada 
por decreto. 
c) têm sua criação submetida a reserva legal, mas podem ser extintas por decreto, podendo ter sua 
organização regulada por atos administrativos. 
d) são criadas e organizadas por decreto e podem ser extintas por essa mesma via administrativa. 
e) são criadas e extintas por decreto, podendo ter sua organização regulada por atos administrativos. 
Comentários 
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas e extintas por meio de lei específica para 
desempenhar funções típicas de Estado. 
Por esse motivo, já podemos eliminar as letras A, C, D e E. A letra B é a única alternativa correta e 
menciona que a organização das autarquias pode sim ser feita por decreto, desde que não implique em 
aumento de despesa ou extinção de órgãos públicos. 
60
155
Gabarito: letra B 
 
14. (CESPE – TRE-PE - TÉCNICO - 2017) 
As empresas públicas 
a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorização legislativa. 
b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa. 
c) integram a administração direta. 
d) possuem regime jurídico de direito público. 
e) são criadas por lei. 
Comentários 
As empresas públicas são entidades de Direito Privado, criadas após autorização legislativa, mediante 
lei específica. Depois dessa autorização, o Poder Executivo registra os atos constitutivos em um 
estabelecimento público responsável para tal. Aí sim, que se cria a entidade, isto é, concluído o registro 
dos atos constitutivos. 
São entidades da Administração Indireta (e não a direta, como aponta a letra C). As empresas públicas 
demandam sim a autorização legislativa para que possam ser extintas (letra B está errada). 
Gabarito: letra A 
 
15. (CESPE – INSS – ANALISTA - 2016) 
Os institutos da desconcentração e da descentralização, essenciais à organização e repartição de 
competências da administração pública, podem ser exemplificados, respectivamente, pela relação 
entre o MPS e a União e pela vinculação entre o INSS e o MPS. 
Comentários 
O MPS era um ministério (hoje extinto), portanto fazia parte da Administração direta. Era um órgão do 
governo federal e temos sim nele o efeito de uma desconcentração. Já o INSS é uma autarquia federal, 
criada por meio da descentralização. 
Gabarito: certa16. (CESPE – DPU – AGENTE - 2016) 
A desconcentração de serviços é caracterizada pelas situações em que o poder público cria, por meio 
de lei, uma pessoa jurídica e a ela atribui a execução de determinado serviço. 
Comentários 
Na desconcentração existe uma distribuição interna de competências, com a criação de órgãos internos. 
Já na descentralização, existem necessariamente duas pessoas jurídicas. A banca inverteu os conceitos. 
61
155
==b73==
Gabarito: errado 
 
17. (CESPE – DPU – AGENTE - 2016) 
Se determinada atribuição administrativa for outorgada a órgão público por meio de uma 
composição hierárquica da mesma pessoa jurídica, em uma relação de coordenação e subordinação 
entre os entes, esse fato corresponderá a uma centralização. 
Comentários 
A questão está tratando de órgãos públicos, não de entidades administrativas. Assim, só poderíamos 
estar falando de desconcentração (e não de uma centralização). A centralização ocorre quando certas 
competências que antes eram executadas pela Administração Indireta voltam a ser exercidas pela 
Administração Direta. 
Gabarito: errado 
 
18. (CESPE – PC-GO – AGENTE - 2016) 
A administração direta da União inclui a Casa Civil. 
Comentários 
A Casa Civil é um órgão da Presidência da República. Portanto, está inserida na Administração Direta. 
Gabarito: certa 
 
19. (CESPE – STJ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2015) 
É defesa aos Poderes Judiciário e Legislativo a criação de entidades da administração indireta, como 
autarquias e fundações públicas. 
Comentários 
O examinador afirma que é proibido a criação de entidades da administração indireta pelos Poderes 
Judiciário e Legislativo. Ora, pessoal, vejamos o que dispõe a nossa CF/88. 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de 
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de 
sua atuação”. 
Dessa forma, qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá 
criar entidades da administração indireta. 
Gabarito: errada 
 
62
155
20. (CESPE – STJ – ANALISTA – 2015) 
O simples fato de o poder público passar a deter a maioria do capital social de uma empresa privada 
a transforma em sociedade de economia mista, independentemente de autorização legal. 
Comentários 
Lembrem-se de que somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição 
de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação. Logo, o primeiro erro da questão 
está em afirmar que independe de autorização legal a “transformação” de empresa privada em 
sociedade de economia mista. 
O outro erro da questão consiste em afirmar que o simples fato de o poder público passar a deter a 
maioria do capital social de uma empresa privada a transforma em sociedade de economia mista. Não 
é tão simples assim, pois há exigência de que o Estado tenha 51% das ações com direito a voto. 
Gabarito: errada 
 
21. (CESPE – AGU – AGU – 2015) 
Em consonância com o entendimento do STF, os serviços sociais autônomos estão sujeitos ao 
controle finalístico do TCU no que se refere à aplicação de recursos públicos recebidos. 
Comentários 
O STF manifestou-se por meio do RE 789874/DF, de 2014. De acordo com a Suprema Corte, “os serviços 
sociais autônomos integrantes do denominado Sistema “S”, vinculados a entidades patronais de grau 
superior e patrocinados basicamente por recursos recolhidos do próprio setor produtivo beneficiado, 
ostentam natureza de pessoa jurídica de direito privado e não integram a Administração Pública, 
embora colaborem com ela na execução de atividades de relevante significado social. 
Tanto a Constituição Federal de 1988, como a correspondente legislação de regência (como a Lei 
8.706/93, que criou o Serviço Social do Trabalho – SEST) asseguram autonomia administrativa a essas 
entidades, sujeitas, formalmente, apenas ao controle finalístico, pelo Tribunal de Contas, da 
aplicação dos recursos recebidos”. 
Gabarito: correta 
 
 
22. (CESPE - TCE-RN – AUDITOR – 2015) 
Determinada organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), escolhida pela prefeitura 
de certa cidade para a prestação de serviços em centro educacional, atrasou por dois meses os 
salários de seus empregados. Desconfiados de que as demais verbas trabalhistas não estavam 
sendo recolhidas, os empregados consultaram a Caixa Econômica Federal e o INSS e certificaram-
se de que a organização não realizava os depósitos havia vários meses. A OSCIP, alegando que os 
repasses da prefeitura não estavam sendo realizados, deu aviso prévio aos empregados, mas não 
lhes pagou nenhuma verba trabalhista. Em decorrência, a prefeitura foi chamada a se 
responsabilizar pelo pagamento das verbas, visto que, segundo a defesa dos empregados, teria 
negligenciado sua função de fiscalização da OSCIP. 
63
155
A qualificação de OSCIP, a exemplo da entidade em questão, é destinada a pessoas jurídicas de 
direito privado com fins lucrativos, habilitando-as a receberem delegação estatal para o 
desempenho de serviços sociais não exclusivos do Estado mediante incentivo do poder público e 
fiscalização deste. 
Comentários 
Essa questão só é grande, mas bem tranquila. Pessoal, nenhuma OSCIP possui fins lucrativos, como 
afirmou o examinador da questão. 
Gabarito: errada 
 
23. (CESPE – STJ – ANALISTA – 2015) 
O princípio da especialidade na administração indireta impõe a necessidade de que conste, na lei de 
criação da entidade, a atividade a ser exercida de modo descentralizado. 
Comentários 
Como o princípio da especialidade vincula as pessoas jurídicas às finalidades para quais foram criadas, 
ele limita e especializa as funções. 
Dessa forma, princípio da especialidade impõe a necessidade de apresentar, na lei de criação da 
entidade, a atividade a ser exercida. 
Gabarito: correta 
 
 
 
 
24. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Considere que determinado município tenha extinguido órgão de sua estrutura administrativa e 
que o serviço público correspondente tenha sido delegado a pessoa jurídica de direito privado. 
Nessa situação, ocorreu descentralização da atividade administrativa, com ruptura do liame 
hierárquico e exclusão da relação de subordinação com o município. 
Comentários 
A descentralização pode ocorrer por delegação ou outorga. A descentralização por outorga ocorre 
quando o Estado cria outra entidade para executar as atividades que lhe cabem. Essas organizações, 
integrantes da Administração Indireta, possuem personalidade jurídica. 
 Já a descentralização por delegação acontece quando o poder público atribui os serviços a entidades ou 
pessoas que não fazem parte da Administração. Este processo demanda uma licitação prévia e é feita 
mediante um contrato de concessão ou permissão. 
Quando a descentralização é feita para uma entidade privada, ocorre a descentralização da atividade 
administrativa. Essa entidade não seria, portanto, subordinada ao órgão que delegou a competência e 
nem teria uma relação de hierarquia com o órgão público. 
Gabarito: certa 
64
155
 
25. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Dado o poder hierárquico do Estado, na ocorrência do fenômeno de desconcentração 
administrativa, os órgãos e agentes públicos decorrentes da subdivisão não perdem o vínculo 
hierárquico com a pessoa jurídica de origem. 
Comentários 
A desconcentração ocorre quando a Administração Pública decide criar órgãos internos, de modo a 
melhor utilizar os recursos e atender aos cidadãos. Deste modo, o “produto” de uma desconcentração 
é um órgão sem personalidade jurídica. A delegação de competênciasocorre de maneira interna. 
Desta maneira, se o órgão está inserido no que chamamos de Administração Direta, é produto de uma 
desconcentração. Di Pietro afirma que a desconcentração ocorre quando há a distribuição de 
competências dentro de uma mesma pessoa jurídica. 
Nestes casos, dado o poder hierárquico do Estado, os órgãos e agentes públicos decorrentes da 
subdivisão não perdem o vínculo hierárquico com a pessoa jurídica de origem. 
Gabarito: certa 
 
26. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
A transferência, mediante ato administrativo, da execução de determinado serviço público a uma 
autarquia configura descentralização administrativa por outorga. 
Comentários 
A descentralização ocorre quando o Estado transfere suas atividades para outras entidades ou cria novas 
entidades. 
Esta descentralização pode ocorrer por delegação ou outorga. A descentralização por outorga ocorre 
quando o Estado cria outra entidade para executar as atividades que lhe cabem. Essas organizações, 
integrantes da Administração Indireta, possuem personalidade jurídica. 
 Já a descentralização por delegação acontece quando o poder público atribui os serviços a entidades ou 
pessoas que não fazem parte da Administração. Este processo demanda uma licitação prévia e é feita 
mediante um contrato de concessão ou permissão. 
A outorga só pode ser realizada por lei, enquanto a delegação pode ser por lei, por contrato ou por ato 
administrativo. Como a questão disse que a outorga pode ser feita mediante ato administrativo, a frase 
está errada. 
Gabarito: errada 
 
27. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
O poder normativo das agências reguladoras, cujo objetivo é atender à necessidade crescente de 
normatividade baseada em questões técnicas com mínima influência política, deve estar amparado 
em fundamento legal. 
Comentários 
65
155
As agências reguladoras fixam regram com a finalidade de instruir os setores de atuação. 
De acordo com Mazza3, “não se trata de competência regulamentar porque a edição de regulamentos é 
privativa do Chefe do Poder Executivo. Por isso, os atos normativos expedidos pelas agências reguladoras 
nunca podem conter determinações sob pena de violação da privatividade da competência regulamentar”. 
O autor ainda dispõe que é proibido que os atos normativos contrariem regras fixadas na 
legislação, e tratem de temas que não foram objeto de lei anterior; além de editar atos administrativos 
gerais e abstratos. 
Dessa forma, está correto em afirmar que o objetivo possui relação com as questões técnicas com 
mínima influência política. 
Gabarito: correta 
 
28. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
As decisões das agências reguladoras federais estão sujeitas à revisão ministerial, inclusive por meio 
de recurso hierárquico impróprio. 
Comentários 
Todos já sabem que as decisões das agências reguladoras estão sujeitas à revisão ministerial ou controle 
finalístico, não é verdade? A dúvida da questão é quanto ao recurso hierárquico impróprio. 
E o que seria esse recurso? Esse recurso é aquele direcionado à autoridade administrativa diferente da 
sua superior hierarquicamente. 
A Advocacia-Geral da União já se manifestou, por meio de dois pareceres aprovados pelo Presidente da 
República, a respeito da possibilidade ou não das agências reguladoras interporem recursos hierárquicos 
impróprios. Nos dois, ela admitiu a interposição desse tipo de recurso. 
Gabarito: correta 
 
29. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
Dada a importância da ANTAQ como autoridade administrativa independente das atividades 
portuárias e de transporte aquaviário, ela figura entre as três primeiras agências criadas com 
assento constitucional, ao lado da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Agência Nacional de 
Telecomunicações (ANATEL). 
Comentários 
A CF/88 previu apenas dois entes reguladores: ANP e ANATEL. No inciso XI, artigo 21 da Carta Magna, 
fora previsto a criação de um órgão regulador que viesse atuar sobre os serviços de telecomunicações. 
Em 1997, portanto, a Lei nº 9.472 instituiu a ANATEL. 
Já no inciso III do §2º do artigo 177 da CF/88, determinou-se que lei instituísse órgão que regulasse o 
monopólio do petróleo pela União. Dessa forma, em 1997, a Lei nº 9.478 instituiu a ANP. 
 
3 (Mazza, 2011) 
66
155
A ANTAQ não fora prevista na Carta Política. 
Gabarito: errada 
 
30. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
A criação das agências reguladoras advém da política econômica adotada no Brasil na década de 90 
do século XX, quando ocorreram privatizações decorrentes do Plano Nacional de Desestatização. 
Comentários 
As privatizações no Brasil, na década de 90, decorreram do Plano Nacional de Desestatização, resultado 
da administração gerencial, difundida naquele período. Em 1995, aprovaram as EC 8/1995 e 9/1995, 
prevendo a instituição de órgãos reguladores (ANATEL e ANP). 
Dessa forma, percebam que a privatização no Brasil foi o marco para fortalecer a implantação das 
agências reguladoras. 
No entanto, a regulação no Brasil já era imposta antes mesmo das privatizações, conforme leitura do 
caput do artigo 174 da CF/88, senão vejamos: 
“Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, 
as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo 
para o setor privado”. 
Então, pessoal, cuidado com pegadinha de prova. As privatizações, na década de 90, fortaleceram a 
criação das agências reguladoras; entretanto, a regulação da atividade econômica pelo Estado já era 
prevista anteriormente. 
Gabarito: correta 
 
31. (CESPE - ANTAQ – TÉCNICO EM REGULAÇÃO – 2014) 
A função normativa das agências reguladoras se equipara à função regulamentar do chefe do Poder 
Executivo de complementação das leis. 
Comentários 
Pessoal, a função normativa das agências reguladoras “não se trata tecnicamente de competência 
regulamentar porque a edição de regulamentos é privativa do Chefe do Poder Executivo (art. 84, IV, da 
CF/88). Por isso, os atos normativos expedidos pelas agências reguladoras nunca podem conter 
determinações, simultaneamente gerais e abstratas, sob pena de violação da privatividade da competência 
regulamenta4”. 
Gabarito: errada 
 
32. (CESPE - ANTAQ – TÉCNICO EM REGULAÇÃO – 2014) 
 
4 (Mazza, 2011) 
67
155
As agências reguladoras exercem função normativa primária, observadas as normas 
hierarquicamente superiores. 
Comentários 
Primeiramente, vamos distinguir função normativa primária de função normativa secundária. A 
primeira predispõe a edição de atos normativos primários, ou seja, aqueles possuem a função de legislar, 
submetendo-se aos comandos constitucionais. Exemplo: emendas à Constituição, leis 
complementares, leis ordinárias, decretos legislativos, medidas provisórias, leis delegadas. 
Já a função normativa secundária aponta para a função regulamentar, respeitando a lei e não 
diretamente à Constituição, como por exemplo, portarias, resoluções, instruções, circulares, 
regimentos, estatutos, etc. 
As agências reguladoras exercem a função normativa secundária e não a primária. 
Gabarito: errada 
 
 
 
33. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
Os órgãos administrativos são pessoas jurídicas de direito público que compõem tanto a 
administração pública direta quanto a indireta. 
Comentários 
Pessoal, a questão está errada, pois os órgãos administrativos não possuem personalidade jurídica 
própria, uma vez que advêm da desconcentração administrativa. 
Gabarito: errada 
 
34. (CESPE - ANATEL – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
No Brasil, as agências reguladoras, assim como o Banco Central, são dotadas de autonomia 
operacional e independência em relação aos poderes do Estado. 
Comentários 
As agências reguladoras podem ser instituídas como autarquias sob regime especial; no entanto, o 
Banco Central é apenas uma autarquia sob regimediferença entre as entidades políticas e as entidades administrativas está no fato de que as 
entidades políticas possuem autonomia política, ou seja, possuem capacidade de legislar (auto-
organização). Elas podem editar atos normativos e inovar na ordem jurídica, criando direitos e obrigações. 
 
Entidades 
(personalidade jurídica) 
Políticas 
Autonomia plena (política) – capacidade de 
legislar 
União, Estados, DF e Municípios 
Administrativas 
Capacidade de autoadministração 
Autarquias, Fundações Públicas, Empresas 
Públicas e SEMs 
 
DESCENTRALIZAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO 
Antes de tudo, uma explicação: estes conceitos são derivados da doutrina do Direito Administrativo e não 
do que chamamos de ciência da Administração. 
De acordo com os teóricos da Administração, não existe o conceito de desconcentração, apenas o conceito 
de descentralização. Para este ramo do conhecimento, qualquer transferência ou delegação de poder da 
cúpula da organização para algum departamento ou para alguma empresa coligada seria um caso de 
descentralização. 
Já de acordo com os conceitos derivados do Direito, a desconcentração ocorre quando a Administração 
Pública decide criar órgãos internos, de modo a melhor utilizar os recursos e atender aos cidadãos. Deste 
modo, o “produto” de uma desconcentração é um órgão sem personalidade jurídica. A delegação de 
competências ocorre de maneira interna. 
Desta maneira, se o órgão está inserido no que chamamos de Administração Direta, é produto de uma 
desconcentração. Di Pietro afirma que a desconcentração ocorre quando há a distribuição de competências 
dentro de uma mesma pessoa jurídica. 
Nestes casos, dado o poder hierárquico do Estado, os órgãos e agentes públicos decorrentes da subdivisão 
não perdem o vínculo hierárquico com a pessoa jurídica de origem. 
Já a descentralização ocorre quando o Estado transfere suas atividades para outras entidades ou cria novas 
entidades. 
Esta descentralização pode ocorrer por delegação, outorga ou territorial (geográfica). A descentralização 
por outorga ocorre quando o Estado cria outra entidade para executar as atividades que lhe cabem. Essas 
organizações, integrantes da Administração Indireta, possuem personalidade jurídica. 
5
155
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
Já a descentralização por delegação acontece quando o poder público atribui os serviços a entidades ou 
pessoas que não fazem parte da Administração. Este processo demanda uma licitação prévia e é feita 
mediante um contrato de concessão ou permissão. 
Quando a descentralização é feita para uma entidade privada, ocorre a descentralização da atividade 
administrativa. Essa entidade não seria, portanto, subordinada ao órgão que delegou a competência e nem 
teria uma relação de hierarquia com o órgão público, ficando o Estado apenas com o controle e a fiscalização 
da atividade transferida. 
Resumindo, a transferência da execução de um serviço público pode ser feita por Outorga ou por Delegação. 
A outorga só pode ser realizada por lei, enquanto a delegação pode ser por lei, por contrato ou por ato 
administrativo. 
A delegação territorial ou geográfica está prevista na CF/88, que dispõe da possibilidade de criação dos 
territórios federais. Essa seria uma modalidade de descentralização por meio do qual a União criaria uma 
pessoa jurídica com limites territoriais determinados e competências administrativas genéricas. Entretanto, 
atualmente não temos territórios federais no Brasil. 
Vamos ver melhor aqui os conceitos: 
 
 
 
Desconcentração
Ocorre na mesma PJ
Existe hierarquia
Cria órgãos públicos
Técnica administrativa 
de distribuição de 
competências
6
155
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
 
 
 
Descentralização
PJs diferentes
Sem Hierarquia
Por Outorga,
por serviços, técnica ou 
funcional 
Entidade 
administrativa -
transfere a titularidade 
do serviço
dá origem à Adm 
Indireta
Envolve tutela ou 
controle finalístico
Exige-se lei para criar 
ou autorizar criação da 
entidade
Descentralização
PJs diferentes
Sem Hierarquia
Por Delegação ou 
colaboração
Entidade privada -
concessão, permissão 
ou autorização
contrato ou ato 
administrativo
transfere somente a 
execução do serviço 
por prazo 
determinado (regra)
Territorial ou 
Geográfica
Territórios federais
Capacidade 
administrativa 
genérica
7
155
==b73==
 
(ANAC – TÉCNICO) A desconcentração administrativa consiste na distribuição interna de 
competências, no âmbito de uma mesma pessoa jurídica; a descentralização administrativa pressupõe 
a distribuição de competência para outra pessoa, física ou jurídica. 
Comentários 
Questão bem tranquila, pessoal. Ela está claramente dando as definições de desconcentração e 
descentralização administrativa. Vale ressaltar apenas que na desconcentração, o Estado distribui 
algumas funções dentro da mesma pessoa jurídica, ou seja, continua existindo apenas a Administração 
Direta. 
Já na descentralização administrativa, o Estado transfere suas atividades para outra pessoa jurídica, 
criando uma entidade da Administração Indireta. 
Gabarito: correta 
 
(INSS – ANALISTA) Os institutos da desconcentração e da descentralização, essenciais à organização e 
repartição de competências da administração pública, podem ser exemplificados, respectivamente, 
pela relação entre o MPS e a União e pela vinculação entre o INSS e o MPS. 
Comentários 
O MPS era um ministério (hoje extinto), portanto fazia parte da Administração direta. Era um órgão do 
governo federal e temos sim nele o efeito de uma desconcentração. Já o INSS é uma autarquia federal, 
criada por meio da descentralização. 
Gabarito: certa 
 
 
8
155
RESUMO 
 
Organização Administrativa da União. 
Administração 
Direta 
✓ Órgãos e setores sem personalidade jurídica própria; 
✓ Grupo de pessoas políticas com competências para 
realizar trabalhos administrativos, centralizadamente. 
✓ Desconcentração administrativa 
Administração 
Indireta 
✓ Autarquias; Empresas Públicas; Sociedades de 
Economia Mista; Fundações públicas; 
✓ Descentralização administrativa; 
✓ Entidades com personalidade jurídica própria; 
✓ Entidades vinculadas aos ministérios (ou secretarias) da 
área em que atuam. 
Terceiro Setor ✓ Entidades Paraestatais 
 
9
155
ADMINISTRAÇÃO DIRETA 
Dentro do Estado, podemos classificar os órgãos e entidades entre a Administração Direta e a Indireta. A 
Administração Direta concentra os órgãos e setores sem personalidade jurídica própria dos três Poderes 
pelos quais o Estado atua diretamente. 
Dentre estes órgãos, podemos citar (no caso da União): a Presidência da República e seus ministérios, os 
órgãos do poder Judiciário (STF, STJ, TST, TSE etc.) e do Legislativo (Senado e Câmara), o Tribunal de Contas 
da União, a Advocacia Geral da União, o Ministério Público da União, os conselhos etc. 
De acordo com o entendimento da doutrina, os órgãos apenas possuem competências (são centros de 
competências) sem possuir capacidade jurídica e constituir pessoa jurídica1. 
Quando um grupo de pessoas políticas possuir competências para realizar trabalhos administrativos, 
centralizadamente, estaremos diante da Administração Pública Direta. 
Nesse tipo de Administração, observa-se a desconcentração administrativa. Aqui, o conjunto de pessoas 
trabalha naquilo que chamamos de órgãos públicos que não possuem personalidade jurídica própria, isto é, 
compõem a estrutura da pessoa jurídica da qual se formou. 
Diferentemente, na Administração Pública Indireta, esse grupo de pessoas realizará os trabalhos 
administrativos de forma descentralizada e, nessa descentralização administrativa, o conjunto de pessoas 
jurídicas denomina-se de entidades. 
O Decreto-Lei 200, de 1967, tido como referencial na organização administrativa do setor público federal do 
Poder Executivo, no Brasil, em seu artigo 4o,especial, e não uma agência reguladora. 
E o que seria autarquia sob regime especial? Seria aquela que, além de autonomia administrativa, 
financeira e ausência de subordinação hierárquica (características comuns a todas as autarquias), seus 
dirigentes possuem mandato fixo. 
Gabarito: questão errada 
 
35. (CESPE - ANATEL – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
68
155
As agências reguladoras no Brasil foram criadas no governo Collor como instrumentos do Poder 
Executivo para minimizarem os problemas econômicos relacionados à prestação dos serviços 
públicos. 
Comentários 
A regulação no Brasil fora prevista antes mesmo do governo Collor, conforme artigo 174 da CF/88: 
“Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, 
as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo 
para o setor privado”. 
No entanto, somente com as EC 8/1995 e 9/1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, que se 
instituíram órgãos reguladores como a ANATEL e ANP. 
Vale lembrar de que a Lei nº 8.031, de 1990, previa o Programa Nacional de Desestatização (PND) no 
governo Collor. Entretanto, ele não conseguiu implantar o PND, que só “saiu mesmo do papel” no 
governo de FHC. Este sancionou a Lei nº 9.491, de 1997, que revogou a Lei anterior e alterou os 
procedimentos relativos ao PND. 
Dessa forma, o gabarito é questão errada, pois as agências reguladoras não foram criadas no governo 
Collor. 
Gabarito: errada 
 
36. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
As entidades que compõem o serviço social autônomo prestam serviço público e, por isso, integram 
a administração pública indireta, estando sujeitas ao controle do tribunal de contas. 
Comentários 
As entidades que compõem o serviço social autônomo prestam serviço público em colaboração com o 
Estado, no entanto, não fazem parte nem da administração direta, nem da indireta. Mesmo assim, 
sua criação deve estar prevista em lei. 
Os serviços sociais autônomos realizam atividades de natureza social, sem finalidade lucrativa. E de 
onde vem os recursos que mantêm essas entidades? Eles vêm de dotações orçamentárias do Estado e 
de determinadas contribuições sociais compulsórias de natureza tributária. 
Portanto, por receberem recursos públicos, ficam sujeitos ao controle do Tribunal de Contas da União e 
do Ministério Público. Gabarito, portanto, questão errada, por afirmar que essas entidades integram a 
administração pública indireta. 
Gabarito: errada 
 
37. (CESPE - ANTAQ - TÉCNICO – 2014) 
Para a criação de entidades da administração indireta, como sociedades de economia mista, 
empresas públicas e organizações sociais, é necessária a edição de lei formal pelo Poder Legislativo. 
Comentários 
69
155
O primeiro erro da questão está em englobar as OS no rol de entidades de administração indireta. As 
OS não fazem parte nem da administração direta, nem da indireta. 
Quanto à criação de entidades de administração indireta, apenas Lei específica cria as autarquias. As 
demais têm sua criação autorizada por meio de lei. 
Gabarito: errada 
 
38. (CESPE – CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO – 2014) 
Autarquias são entidades criadas para desenvolver atividades que não exijam execução por órgãos 
portadores de natureza jurídica de direito público. 
Comentários 
Questão bem tranquila, não é mesmo? Vimos por diversas vezes que autarquia é um ente da 
administração indireta que possui personalidade jurídica de direito público. Logo, executarão 
atividades sob a supervisão ministerial, sem subordinação hierárquica. 
Gabarito: errada 
 
39. (CESPE - TJ-DF – JUIZ – 2014) 
No que diz respeito ao terceiro setor, assinale a opção correta à luz da doutrina, da legislação de 
regência e da jurisprudência do STF acerca da matéria. 
a) Os serviços sociais autônomos, embora não integrem a administração pública, se sujeitam à 
obrigatoriedade de realização de concurso público para a contratação de pessoal. 
b) O DF pode dispensar a realização de licitação para a celebração de contrato de prestação de 
serviços com organização social, assim qualificada por meio de contrato de gestão celebrado com 
município de estado da Federação. 
c) Os serviços sociais autônomos, tais como SESI e SENAI, ainda que de âmbito nacional, sujeitam-se 
à jurisdição da justiça estadual. 
d) Devido à competência exclusiva da União para legislar sobre normas gerais de contratação, será 
inválida lei distrital que regulamente, no âmbito do DF, a qualificação de organização social, dado o 
caráter nacional da Lei n.º 9.637/1998. 
e) As instituições religiosas podem qualificar-se como OSCIPs, desde que não tenham fins lucrativos 
e os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos por lei. 
Comentários 
Os serviços sociais autônomos não se sujeitam à obrigatoriedade de realização de concurso público para 
a contratação de pessoal. Dessa forma, a letra A está errada. 
Pessoal, a regra é que a licitação seja dispensável caso a administração pública queira contratar a OS 
para prestação de serviço, previsto no contrato de gestão, dentro da respectiva esfera de governo. 
Percebam que o contrato de gestão, conforme o enunciado, fora firmado entre a OS e um município da 
Federação, não é verdade? Dessa forma, mesmo que o objeto a ser contratado esteja previsto no 
70
155
contrato de gestão, o DF não poderia contratar com dispensa de licitação, apenas o respectivo município 
com quem fora assinado o contrato de gestão, ok? Portanto, a letra B também está errada. 
De acordo com a Súmula 516 do STF, o SESI está sujeito à jurisdição da justiça estadual. A banca 
considerou como correto o item C, estendendo, portanto, a jurisdição conferida pelo STF aos Serviços 
Sociais Autônomos. 
A letra D também está errada. Primeiramente, a Lei n.º 9.637/1998 é federal e não nacional. Dessa fora, 
podem os Estados e Municípios, se quiserem, instituir a figura das organizações sociais por meio de leis 
próprias. 
Outro erro do item está em afirmar que é competência exclusiva da União para legislar sobre normas 
gerais de contratação. Essa competência é privativa, e não exclusiva, conforme o inciso XXVII do artigo 
22 da CF/88. 
A Lei nº 9.790, de 1999, que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins 
lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, não adminite que instituições 
religiosas se qualifique como OSCIP, senão vejamos: 
“Art. 2º Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda 
que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3º desta Lei: 
I - as sociedades comerciais; 
II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional; 
III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais 
e confessionais (...)”. 
Gabarito: letra C 
 
40. (CESPE - MTE – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
As empresas públicas são entidades integrantes do quadro da administração direta dotadas de 
personalidade jurídica própria. 
Comentários 
Questão bem tranquila, não é mesmo? As empresas públicas são entidades integrantes da 
administração indireta, com personalidade jurídica de direito privado. 
Gabarito: errada 
 
41. (CESPE – CAIXA – NÍVEL SUPERIOR – 2014) 
Sendo o capital social das empresas públicas integralmente público, a personalidade jurídica dessas 
empresas é de direito público. 
Comentários 
O capital das empresas públicas realmente é 100% público, mas isso não quer dizer que possuem 
personalidade jurídica de direito público. 
O regime jurídico das empresas públicas é de direito privado, e não poderão usufruir de privilégios fiscais 
não extensivos às do setor privado. 
71
155
Gabarito: errada 
 
42. (CESPE - SUFRAMA – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Considerando que a SUFRAMA, autarquiavinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior, pretenda contratar serviços de consultoria para auxiliar na elaboração do Plano 
Diretor Plurienal da ZFM, julgue o item a seguir: 
Sendo uma autarquia, a SUFRAMA não é obrigada a realizar prévio procedimento de licitação para 
contratar o serviço. 
Comentários 
Subordinam-se à Lei 8.666/93, Lei das Licitações, além dos órgãos da administração direta, os fundos 
especiais, as autarquias e as fundações públicas. 
Gabarito: errada 
 
43. (CESPE - SUFRAMA – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Empresa pública e sociedade de economia mista são entidades da administração indireta com 
personalidade jurídica de direito privado. 
Comentários 
Questão bem fácil, não é verdade? A personalidade jurídica da empresa pública e da sociedade de 
economia mista é mesmo de direito privado. 
Gabarito: correta 
 
44. (CESPE - TC-DF - TÉCNICO – 2014) 
O Serviço Social do Comércio, exemplo de entidade de direito privado que atua em colaboração 
com o Estado, apesar de ter sido criado por lei, não integra a administração indireta. 
Comentários 
O Serviço Social, entidade do terceiro setor, que atua por Colaboração, não integra a Administração 
Indireta, como as Autarquias, Fundações de Direito Público, Sociedade de Economia Mista e Empresas 
Públicas, e muito menos, a Administração Pública Direta. 
Gabarito: correta 
 
45. (CESPE - TC-DF - TÉCNICO – 2014) 
Os municípios, assim como os estados-membros, poderão ter sua administração indireta, em razão 
da autonomia a eles conferida pela CF. 
Comentários 
A autonomia que a nossa Carta Magna confere aos municípios encontra-se no artigo 18, senão vejamos: 
72
155
“Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição”. 
Logo, a partir dessa autonomia, os municípios poderão ter sua Administração Direta e Indireta. Esta 
deverá estar vinculada àquela, exercendo suas atividades administrativas de modo descentralizado. 
Gabarito: correta 
 
46. (CESPE - TC-DF – TÉCNICO – 2014) 
Ao contrário das empresas públicas, em que o regime de pessoal é híbrido, sendo permitida a 
vinculação de agentes tanto sob o regime celetista quanto sob o estatutário, nas sociedades de 
economia mista, o vínculo jurídico que se firma é exclusivamente contratual, sob a égide da 
Consolidação das Leis do Trabalho. 
Comentários 
O regime de pessoal das empresas públicas não é híbrido, pois não se admite haver dois regimes ao 
mesmo tempo, como o estatutário e o celetista. 
As empresas públicas, assim como as sociedades de economia mista possuem regime celetista, o que 
torna o gabarito ser questão errada. 
Gabarito: errada 
 
47. (CESPE - TC-DF - TÉCNICO – 2014) 
Em virtude do princípio da reserva legal, a criação dos entes integrantes da administração indireta 
depende de lei específica. 
Comentários 
Vejamos que o inciso XIX do artigo 37 da CF/88 dispõe a respeito da reserva legal sobre a criação dos 
entes integrantes da administração indireta: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de 
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas 
de sua atuação”. 
 
O comando da questão fala que a criação “depende” de lei específica. Isto é verdade. Só não se 
esqueçam de que para as Autarquias, basta a lei específica para que haja a sua criação. Enquanto as 
demais, a lei específica autoriza a sua criação que se concretizará com o registro dos atos constitutivos 
no Registro Civil de Pessoal Jurídica. 
73
155
Só mais um detalhe: levem para a prova que a as fundações também podem ser instituídas por lei 
específica, como as autarquias, denominando-se, portanto, de “autarquias fundacionais” ou “fundações 
autárquicas”. 
Gabarito: correta 
 
48. (CESPE – CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO – 2014) 
As autarquias só podem ser criadas por lei. 
Comentários 
Questão correta. As autarquias só podem ser criadas por lei, e esta deverá ser específica. 
Gabarito: correta 
 
49. (CESPE - MTE - CONTADOR – 2014) 
As OSCIPs podem cooperar com o poder público prestando serviços intermediários de apoio a 
organizações sem fins lucrativos e a órgãos da administração pública que atuem em áreas similares 
àquelas em que desenvolvem suas atividades, sendo-lhes vedado executar diretamente projetos, 
programas e planos de ação. 
Comentários 
Questão pode ser respondida com a leitura do parágrafo único da Lei 9.790, de 1999, que dispõe sobre 
a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público, senão vejamos: 
“Art. 3o A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o princípio da universalização dos 
serviços, no respectivo âmbito de atuação das Organizações, somente será conferida às pessoas jurídicas de 
direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades: 
I - promoção da assistência social; 
II - promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; 
III - promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações 
de que trata esta Lei; 
IV - promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de 
que trata esta Lei; 
V - promoção da segurança alimentar e nutricional; 
VI - defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável; 
VII - promoção do voluntariado; 
VIII - promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza; 
IX - experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, 
comércio, emprego e crédito; 
X - promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse 
suplementar; 
74
155
XI - promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores 
universais; 
XII - estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações 
e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas neste artigo. 
Parágrafo único. Para os fins deste artigo, a dedicação às atividades nele previstas configura-se mediante a 
execução direta de projetos, programas, planos de ações correlatas, por meio da doação de recursos físicos, 
humanos e financeiros, ou ainda pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem 
fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins”. 
Dessa forma, as atividades previstas às OSCIPs podem ser feitas por meio de execução direta de 
projetos, programa, planos de ações correlatos. 
Gabarito: errada 
 
50. (CESPE - PGE-BA - PROCURADOR – 2014) 
Desde que presentes a relevância e urgência da matéria, a criação da autarquia pode ser autorizada 
por medida provisória, devendo, nesse caso, ser providenciado o registro do ato constitutivo na 
junta comercial competente. 
Comentários 
Uma autarquia SÓ pode ser criada mediante lei específica, sem necessidade de registro em junta 
comercial competente. Medida provisória não pode criar autarquia, ok? 
Gabarito: errada 
 
51. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) 
O cargo de dirigente de empresa pública e de sociedade de economia mista é regido pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Comentários 
Essa questão dá o que falar. De acordo com a doutrina, os dirigentes das empresas públicase sociedades 
de economia mista, “quando não são em empregados integrantes dos respectivos quadros de pessoal, 
não podem ser classificados como empregados públicos celetistas. Nessa situação, o dirigente não está 
sujeito nem a regime trabalhista nem a regime estatutário5”. 
Dessa forma, quando não forem empregados da entidade, os dirigentes devem um controle 
finalístico ou supervisão à pessoa política que o nomeou. De acordo com a alínea “a” do parágrafo único 
do artigo 26 do Decreto-Lei nº200, de 1964, a supervisão ministerial sobre a Administração Indireta 
exercer-se-á mediante adoção de algumas medidas, como, por exemplo: a indicação ou nomeação pelo 
Ministro ou, se for o caso, eleição dos dirigentes da entidade, conforme sua natureza jurídica. 
Por fim, caso os dirigentes sejam empregados da entidade, a relação jurídica funcional submete-se à 
legislação trabalhista, regida pela CLT. 
 
5 (Alexandrino & Paulo, 2014) 
75
155
Gabarito: errada 
 
52. (CESPE - TJ-SE – TÉCNICO – 2014) 
As empresas públicas se diferenciam das sociedades de economia mista, entre outros fatores, pela 
forma jurídica e de constituição de seu capital social. 
Comentários 
As EP e SEC se diferenciam pela: 
➢ Forma jurídica; 
➢ Constituição de seu capital social; 
➢ Foro Processual. 
Gabarito: correta 
 
53. (CESPE - ICMBIO - TÉCNICO – 2014) 
Existem órgãos da administração direta atuando na administração federal, estadual e municipal. 
Comentários 
Questão pode ser respondida com a leitura do caput do artigo 37 da CF/88, senão vejamos: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência.” 
Percebam que administração pública direta e indireta atua nos três Poderes (Executivo, Legislativo e 
Judiciário) e em todas as esferas (União, estados, municípios e DF). 
Gabarito: correta 
 
54. (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2014) 
No âmbito federal, as autarquias são entes da administração indireta dotados de personalidade 
jurídica própria e criados por lei para executar atividades típicas da administração. Essas entidades 
sujeitam-se à supervisão ministerial, mas não se subordinam hierarquicamente ao ministério 
correspondente. 
Comentários 
O Decreto-Lei 200/67, que dispõe sobre a organização da Administração Federal, conceitua autarquia 
como “serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para 
executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, 
gestão administrativa e financeira descentralizada”. 
As autarquias, portanto, não se subordinam hierarquicamente ao ministério correspondente, o que 
torna o gabarito ser questão correta. 
Gabarito: correta 
76
155
 
55. (CESPE - ANTAQ - TÉCNICO – 2014) 
As entidades administrativas, como as autarquias, são pessoas jurídicas de direito público interno, 
detentoras de autonomia política e financeira e de autorregulação. 
Comentários 
Pessoal, as autarquias possuem autonomia administrativa e financeira, mas não política. Esse é o 
primeiro erro da questão. 
Outro erro está em afirmar que elas possuem autonomia de autorregulação. “As autarquias encontram-
se vinculadas a determinado Ministério (e não subordinadas); incide sobre elas controle 
finalístico/supervisão ministerial (e não controle hierárquico)6”. 
Dessa forma, as autarquias não detêm autonomia de autorregulação, nem incide sobre elas controle 
hierárquico. O que há é um controle finalístico. 
Gabarito: errada 
 
56. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
Embora as autarquias não estejam hierarquicamente subordinadas à administração pública direta, 
seus bens são impenhoráveis e seus servidores estão sujeitos à vedação de acumulação de cargos e 
funções públicas. 
Comentários 
Vimos que “as autarquias se encontram vinculadas a determinado Ministério (e não subordinadas); incide 
sobre elas controle finalístico/supervisão ministerial (e não controle hierárquico)7”. Logo, essa primeira 
parte da questão está correta. 
Os bens das autarquias são bens públicos, logo, além de serem impenhoráveis, também são 
imprescritíveis, não podendo, portanto, serem adquiridos mediante usucapião. 
Por fim, os seus servidores (nomeados após aprovação em concurso público) não podem acumular 
cargos, empregos ou funções públicas. 
Gabarito: correta 
 
57. (CESPE - ICMBIO - TÉCNICO – 2014) 
As autarquias integram a administração indireta e, por isso, não possuem patrimônio. 
Comentários 
A primeira frase está correta, pois as autarquias realmente integram a administração indireta. 
 
6 (Paludo, 2013) 
7 (Paludo, 2013) 
77
155
Já a segunda frase está errada, pois essa entidade possui patrimônio. O patrimônio inicial poderá ser 
constituído de duas formas8: ser transferido pela própria lei (pelo ente federado que a criou), ou ser 
formado posteriormente, mediante decreto de transferência de bens, por meio de aquisição ou doação. 
Gabarito: errada 
 
58. (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2014) 
No âmbito federal, as autarquias são entes da administração indireta dotados de personalidade 
jurídica própria e criados por lei para executar atividades típicas da administração. Essas entidades 
sujeitam-se à supervisão ministerial, mas não se subordinam hierarquicamente ao ministério 
correspondente. 
Comentários 
O Decreto-Lei 200/67, que dispõe sobre a organização da Administração Federal, conceitua autarquia 
como “serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para 
executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, 
gestão administrativa e financeira descentralizada”. 
As autarquias, portanto, não se subordinam hierarquicamente ao ministério correspondente, o que 
torna o gabarito ser questão correta. 
Gabarito: correta 
 
59. (CESPE - TJ-DF – TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E REGISTROS – 2014) 
No que se refere à administração pública, assinale a opção correta. 
a) Consoante o entendimento do STF, encontra fundamento constitucional a exigência legal de 
aprovação legislativa prévia para a exoneração de ocupante do cargo de presidente de autarquia. 
b) Por não se submeterem ao regime jurídico de direito público, as sociedades de economia mista 
exploradoras de atividade econômica estão dispensadas da realização de concurso público para a 
admissão de pessoal. 
c) Não se aplica às empresas públicas prestadoras de serviço público a responsabilidade civil objetiva 
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. 
d) A descentralização administrativa por meio de delegação de serviço público pode ocorrer por meio 
de contrato e pressupõe relação de hierarquia. 
e) As entidades paraestatais, entes privados que não integram a administração pública direta e 
indireta, colaboram com o Estado no desempenho de atividades de interesse público, sem finalidade 
lucrativa, como os serviços sociais autônomos. 
Comentários 
 
8 (Paludo, 2013) 
78
155
A letra A está errada, pois, com base no princípio da separação dos Poderes, não encontra fundamento 
constitucional a aprovação pelo Poder Legislativo de exoneração de cargo de ocupante em entidade em 
outro Poder. 
Poderia surgir alguma dúvida sobre essa autarquia ser fruto de descentralização de qual Poder. 
Entretanto, o julgamento da Suprema Corte analisou a necessidade ou não de exigência de aprovação 
legislativa prévia para a exoneração de dirigentes de entidades da Administração Indireta pelo Chefe 
do Poder Executivo. Logo, não pode o Poder Legislativo interferir com base no supracitado princípio. 
A letra B está errada. O inciso II do artigo 37 da CF/88 dispõe o seguinte: “a investidura em cargo ou 
emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, 
de acordocom a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas 
as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”. 
Não bastasse o comando constitucional, o Tribunal de Contas da União editou a Súmula de número 231, 
cujo teor é o seguinte: 
“A exigência de concurso público para admissão de pessoal se estende a toda a Administração Indireta, nela 
compreendidas as Autarquias, as Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, as Sociedades de 
Economia Mista, as Empresas Públicas e, ainda, as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela 
União, mesmo que visem a objetivos estritamente econômicos, em regime de competitividade com a iniciativa 
privada9”. 
A letra C está errada, pois de acordo com o §6º do artigo 37 da CF/88, as pessoas jurídicas de direito 
público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável 
nos casos de dolo ou culpa. Esse tipo de responsabilidade é a objetiva, ok? 
Logo, se aplica às empresas públicas prestadoras de serviço público a responsabilidade civil objetiva 
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. 
A letra D também está errada, pois a descentralização pressupõe vinculação e não hierarquia. 
Por fim a letra E está totalmente correta, sendo um bom conceito para entidades paraestatais, e é o 
gabarito da questão. 
Gabarito: letra E 
 
60. (CESPE - TJ-CE – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2014) 
A respeito de organização administrativa, assinale a opção correta. 
a) As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito público que celebram contrato de gestão 
com o poder público para a prestação de serviços públicos de natureza social. 
b) São consideradas agências executivas as autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de 
economia mista que apresentam regime jurídico especial que lhes concede maior autonomia em 
relação ao ente federativo que as criou. 
 
9 Súmula 231 do TCU 
79
155
c) Os consórcios públicos sob o regime jurídico de direito público são associações públicas sem 
personalidade jurídica criadas para a gestão associada de serviços públicos de interesse de mais de 
um ente federativo. 
d) Tratando-se de órgão público, a competência é irrenunciável e intransferível. 
e) As autarquias são entidades criadas pelos entes federativos para a execução atividades que 
requeiram gestão administrativa e financeira descentralizada, porém, o ente federativo continuará 
titular do serviço, sendo responsável, dessa forma, pelos atos praticados pela autarquia. 
Comentários 
Questão tranquila. De cara, vocês marcam a letra D, gabarito da questão. A letra A está errada, pois as 
OSs possuem personalidade jurídica de direito privado. 
Apenas as autarquias e fundações públicas podem se qualificar com agências executivas, conforme 
comando da Lei 9.649/98, desde que cumpridos requisitos como: ter um plano estratégico de 
reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento; ter celebrado Contrato de Gestão 
com o respectivo Ministério supervisor. Logo, a letra B também está errada. 
Esse item pode ser respondido com a leitura do artigo 60 da Lei 11.107/2005, que dispõe sobre normas 
gerais de contratação de consórcios públicos, senão vejamos: 
“Art.6o. O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: 
I – de direito público, no caso de constituir associação pública, mediante a vigência das leis de ratificação do 
protocolo de intenções; 
II– de direito privado, mediante o atendimento dos requisitos da legislação civil. 
§ 1o O consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a administração indireta de 
todos os entes da Federação consorciados”. 
Dessa forma, os consórcios públicos de direito público são classificados como pertencentes à 
Administração Indireta, em qualquer ente federativo. Letra C, portanto, errada. 
Na descentralização por outorga, como é a que ocorre nos casos de criação de uma autarquia, Lei 
específica cria a entidade e a titularidade e a execução do serviço público são transferidas para a 
nova pessoa jurídica. Dessa forma a letra E está errada. 
Gabarito: letra D 
 
61. (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2014) 
Ao consórcio público — é vedado firmar convênios, contratos e acordos de qualquer natureza, 
receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do 
governo. 
Comentários 
Voltando à Lei 11.107, de 2005, os consórcios públicos poderão, SIM, firmar convênios, contratos, 
acordos de qualquer natureza, receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou econômicas 
de outras entidades e órgãos do governo. 
Também poderão promover desapropriações e instituir servidões nos termos de declaração de utilidade 
ou necessidade pública, ou interesse social, realizada pelo Poder Público nos termos do contrato de 
80
155
consórcio de direito público; e ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da 
Federação consorciados, dispensada a licitação. 
Gabarito: errada 
 
62. (CESPE - MTE - CONTADOR – 2014) 
Os consórcios públicos são constituídos por meio de ato editado pelo chefe do Poder Executivo dos 
entes federativos consorciados. 
Comentários 
O consórcio público não será constituído por meio de ato editado pelo chefe do Poder Executivo dos 
entes federativos consorciados, e sim por contrato cuja celebração só ocorrerá após prévia subscrição 
de protocolo de intenções. 
Gabarito: errada 
 
63. (CESPE - MTE - CONTADOR – 2014) 
A retirada de um dos entes federativos que integra um consórcio público desconstitui todo esse 
consórcio e implica a extinção das obrigações já constituídas, como os contratos de programa. 
Comentários 
Conforme a Lei no 11.107, de 2005, a retirada dependerá de ato formal, não prejudicando as obrigações 
já constituídas, inclusive os contratos de programa. 
Gabarito: errada 
 
64. (CESPE - TRT - 10ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2013) 
As autarquias federais detêm autonomia administrativa relativa, estando subordinadas aos 
respectivos ministérios de sua área de atuação. 
Comentários 
As autarquias não se subordinam às entidades que as criaram, elas se vinculam. Com isso, elas possuem, 
sim, autonomia administrativa, mas devem, às suas instituidoras, um controle finalístico. 
Desse modo, o gabarito é questão errada, pois as autarquias estão vinculadas e não subordinadas ao 
Ministério que a criou. 
Gabarito: errada 
 
65. (CESPE - TRT - 10ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2013) 
As empresas públicas devem ser constituídas obrigatoriamente sob a forma de sociedade anônima. 
Comentários 
81
155
Essa questão traz uma característica de outra entidade da Administração Indireta: as sociedades de 
economia mista. As empresas públicas podem adquirir qualquer forma de organização admitida no 
Direito, contanto que o capital seja exclusivamente público. 
Gabarito: errada 
 
66. (CESPE – CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO - 2012) 
O início da personalidade jurídica de uma autarquia coincide com o registro de seu estatuto no 
cartório competente. 
Comentários 
De acordo com o inciso XIX, do artigo 37, da CF/88, uma autarquia é criada por lei específica, sem a 
necessidade de registro de seu estatuto para sua criação vigorar. Senão vejamos: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, 
de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas 
de sua atuação.” 
Dessa maneira, ao se publicar a lei que instituiu a autarquia,ela torna-se criada. 
Gabarito: errada 
 
67. (CESPE - TCE-ES – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – AUDITORIA GOVERNAMENTAL – 
2012) 
O regime jurídico a que se sujeitam as empresas públicas e as sociedades de economia mista é de 
natureza híbrida. 
Comentários 
Quando se diz que as empresas públicas e as sociedades de economia mista possuem natureza híbrida, 
está querendo dizer que elas obedecem a duas regras: privado e público. 
Vou tentar explicar melhor com um exemplo. Os agentes que ingressaram no trabalho de uma empresa 
pública ou de uma sociedade de economia mista, fizeram-no por meio de concurso público (regime 
público). No entanto, esses agentes são denominados de empregados públicos e são regidos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (regime privado). 
Gabarito: correta 
 
68. (CESPE - PRF – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2012) 
São exemplos de prerrogativas estatais estendidas às autarquias a imunidade tributária recíproca e 
os privilégios processuais da Fazenda Pública. 
82
155
Comentários 
As autarquias realizam atividades típicas da Administração Pública, logo possuem certas prerrogativas 
como um órgão da Administração Direta, isto é, como uma pessoa jurídica de direito público. 
Uma das vantagens é a imunidade tributária relativa a impostos. Dessa forma as autarquias são imunes 
aos impostos sobre patrimônio, renda e serviços. 
Gabarito: correta 
 
69. (CESPE - TJ-AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2012) 
A empresa pública criada com a finalidade de explorar atividade econômica deve ser, 
necessariamente, formada sob o regime de pessoa jurídica de direito privado. 
Comentários 
Uma empresa pública, entidade da Administração Indireta, que explore atividade econômica, criada 
após autorização por lei específica e depois de registrado seus atos constitutivos na junta comercial, 
sujeita-se ao regime jurídico próprio de empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações 
civis, comerciais, trabalhistas e tributários. 
Gabarito: correta 
 
70. (CESPE - ANAC – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) 
A desconcentração administrativa consiste na distribuição interna de competências, no âmbito de 
uma mesma pessoa jurídica; a descentralização administrativa pressupõe a distribuição de 
competência para outra pessoa, física ou jurídica. 
Comentários 
Questão bem tranquila, pessoal. Ela está claramente dando as definições de desconcentração e 
descentralização administrativa. Vale ressaltar apenas que na desconcentração, o Estado distribui 
algumas funções dentro da mesma pessoa jurídica, ou seja, continua existindo apenas a Administração 
Direta. 
Já na descentralização administrativa, o Estado transfere suas atividades para outra pessoa jurídica, 
criando uma entidade da Administração Indireta. 
Gabarito: correta 
 
71. (CESPE - TCU – TÉCNICO – 2012) 
Não se admite a criação de fundações públicas para a exploração de atividade econômica. 
Comentários 
As fundações públicas são criadas com a finalidade de desempenharem atividades sem fins lucrativos, 
isto é, aquelas que possuem um caráter assistencial: seja médica, seja educacional, seja cultural, seja de 
pesquisa. 
83
155
Dessa forma, realmente não se cria fundação pública para explorar atividade econômica, tornando o 
gabarito uma questão correta. 
Gabarito: correta 
 
72. (CESPE – TRE-BA - ANALISTA – 2010) 
Os contratos de gestão são instrumentos modernos que possibilitam maior autonomia em algumas 
agências do governo. 
Comentários 
Beleza. A busca pela contratualização se insere mesmo nesta troca de maior autonomia aos gestores 
por maior desempenho. 
Gabarito: correta 
 
73. (CESPE - TCU - ACE - 2008) 
A qualificação como organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), atribuível às 
pessoas jurídicas de direito privado, requer que tais organizações não tenham fins lucrativos ou que, 
tendo-os, elas não distribuam os resultados aos seus dirigentes e os apliquem preferencialmente na 
consecução do respectivo objeto social. 
Comentários 
Negativo. Para que uma entidade seja qualificada como uma OSCIP, deve sim ser caracterizada como 
uma entidade privada sem fins lucrativos. Assim, não podem transferir lucros e dividendos aos seus 
dirigentes. 
Evidentemente, se as receitas superarem as despesas, o excesso deve ser investido da mesma atividade, 
não configurando lucro. 
Gabarito: errada 
 
74. (CESPE – TJ-DF - ANALISTA - 2008) 
O uso indiscriminado da expressão terceiro setor acabou por tornar o conceito demasiadamente 
abrangente, fazendo que nele se possam enquadrar todos os modelos de entidades que não se 
incluam no conceito do primeiro setor, o Estado, e do segundo setor, o mercado. 
Comentários 
O conceito de terceiro setor é o que os especialistas chamam de conceito “guarda-chuva”, ou seja, acaba 
englobando diversos significados. Tudo o que não se pode enquadrar como mercado ou Estado acaba 
sendo qualificado como terceiro setor. 
Portanto, tanto as ONGs quanto as Organizações Sociais são classificadas, por exemplo, como 
entidades do terceiro setor. 
Gabarito: correta 
84
155
 
75. (CESPE - TCU - ACE - 2009) 
As entidades do Sistema S (SESI, SESC, SENAI etc.), conforme entendimento do TCU, não se 
submetem aos estritos termos da Lei n.º 8.666/1993, mas sim a regulamentos próprios. 
Comentários 
Esta questão está correta. O TCU já decidiu que as paraestatais não necessitam seguir os ditames da Lei 
8666/93. Entretanto, estas entidades devem ter algum regulamento que estabeleça os procedimentos 
e critérios para a compra de materiais e serviços, bem como para as regras de contratação. 
Gabarito: correta 
 
76. (CESPE - TCU - ACE - 2008) 
A organização social, que integra as chamadas entidades paraestatais, insere-se na concepção 
administrativa fundada no conceito de Estado mínimo, segundo o qual a saúde não é considerada 
atividade típica de Estado. 
Comentários 
Esta questão é um pouco confusa, mas está errada. Os serviços de saúde não são considerados 
atividades exclusivas do Estado, mas são sim típicas. De acordo com o PDRAE, estas atividades seriam 
executadas tanto pelo Estado quanto pelas entidades não estatais, como as organizações sociais. 
Gabarito: errada 
 
77. (CESPE - TCU - ACE - 2008) 
Os diretores das agências reguladoras serão escolhidos pelo presidente da República, mas essa 
escolha deve ser aprovada, por meio de voto secreto, após arguição pública, pelo Senado Federal. 
Comentários 
Beleza. Os diretores das agências reguladoras são nomeados pelo chefe do Poder Executivo (o 
Presidente da República, no caso da União), mas deverão passar por uma sabatina pública no Senado 
Federal. 
Gabarito: correta 
 
 
78. (CESPE – TJ-DF - ANALISTA - 2008) 
Embora seja possível identificar dissenso na doutrina acerca das características das entidades do 
terceiro setor, são comumente apontadas como diferenciais das entidades que o compõem a 
natureza privada, a ausência de finalidade lucrativa, a autoadministração, a institucionalização e o 
fato de serem voluntárias. 
Comentários 
85
155
A questão aborda o fato de que estas organizações do terceiro setor são muito diversas. Entretanto, são 
realmente de caráter privado, não tem fins lucrativos, são independentes em sua administração e 
exercem suas atividades por iniciativa própria, ou seja, são voluntárias. 
Gabarito: correta 
 
79. (CESPE – TJ-DF - ANALISTA - 2008) 
Ao termo publicização do terceiro setor podem ser atribuídos pelo menos dois sentidos. Um é o que 
se refere à prestação de serviços de interesse público por entidades componentes do terceiro setor, 
com o apoio do Estado. O segundo refere-se à transformação de entidades públicas em entidades 
privadas sem fins lucrativos. 
Comentários 
O termo publicização se relaciona com a transferência de atividades não exclusivas do Estado para 
organizações privadas sem fins lucrativos, os entes não estatais. 
Além disso, o modelo das organizações sociais (as OSs) foi pensado tendo como objetivo a 
transformaçãode entidades da Administração Indireta nestas organizações privadas. Apesar disso, 
como este modelo das OS foi muito criticado e está sendo julgado no STF, acabou gerando uma 
insegurança jurídica muito grande, “abrindo” espaço para o crescimento do modelo das OSCIPs. 
Gabarito: correta 
 
80. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2009) 
O mandato dos conselheiros e dos diretores das agências reguladoras terá o prazo fixado na lei de 
criação de cada agência. 
Comentários 
Exato. Este prazo não é uniforme para todas as agências, podendo variar de três anos até cinco anos (no 
caso da ANATEL). 
Gabarito: correta 
 
 
 
 
81. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2009) 
As agências reguladoras serão dirigidas em regime de colegiado, por um conselho diretor ou 
diretoria composta por conselheiros ou diretores, sendo um deles o seu presidente, o diretor-geral 
ou diretor-presidente. 
Comentários 
A questão está correta e reflete o caráter colegiado do funcionamento das diretorias das agências 
reguladoras. 
86
155
Gabarito: correta 
 
82. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2009) 
As agências reguladoras têm caráter nacional, sendo vedado aos estados e ao Distrito Federal criar 
suas próprias agências estaduais quando se tratar de serviço público, por ausência de previsão 
constitucional. 
Comentários 
Esta questão não é muito difícil, não é mesmo? Existem diversas agências estaduais e municipais em 
funcionamento no Brasil atualmente. Assim, os entes subnacionais podem sim criar suas próprias 
agências reguladoras. 
Gabarito: errada 
 
83. (CESPE - MS - ANALISTA - 2010) 
Entidades paraestatais são pessoas jurídicas de direito privado que colaboram com o Estado no 
desempenho de atividades não lucrativas; elas não integram a estrutura da administração pública. 
Comentários 
Beleza. Estas organizações são entidades privadas e não estatais (não fazem parte do Estado). Assim, 
não integram a estrutura da Administração Pública. 
Gabarito: correta 
 
84. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2006) 
Três meses após ter tomado posse para cumprir o seu mandato, um diretor da ANATEL foi 
exonerado a pedido e, em razão de sua experiência no setor, foi contratado, logo após a 
exoneração, para prestar consultoria a uma empresa ligada ao setor de telecomunicações. 
A esse ex-diretor não se aplica nenhum impedimento para prestação de qualquer tipo de serviço a 
empresa integrante do setor regulado pela agência. 
Comentários 
A questão está correta, pois o ex-diretor só deverá cumprir uma quarentena, ou seja, deverá ficar algum 
tempo sem poder trabalhar na mesma área regulada pela agência, se for exonerado a pedido após seis 
meses. Tempo suficiente para ser capaz de ter influência em empresas privadas. 
Desta forma, se esta pessoa era um diretor da ANATEL, poderá trabalhar no setor de telecomunicações 
após a sua exoneração. 
Gabarito: correta 
 
85. (CESPE - MPU - TÉCNICO - 2010) 
87
155
Considere que Pedro, imediatamente após o término de seu mandato como dirigente de agência 
reguladora, tenha sido convidado a assumir cargo gerencial em empresa do setor regulado pela 
agência onde cumprira o mandato. Nessa situação, Pedro não poderá assumir imediatamente o 
novo cargo, devendo cumprir quarentena. 
Comentários 
Beleza. Os ex-dirigentes de agências reguladoras devem cumprir um tempo de quarentena antes de 
poder atuar na mesma área de atuação da agência que trabalhavam. 
Gabarito: correta 
 
86. (CESPE - MPU - ANALISTA - 2010) 
As agências executivas fazem parte da administração direta, e as agências reguladoras integram a 
administração pública indireta. 
Comentários 
A questão está errada, pois ambas as agências (reguladoras e executivas) pertencem à Administração 
Indireta. 
Cabe lembrar que uma agência reguladora é uma autarquia em regime especial. 
Gabarito: errada 
 
87. (CESPE – IBRAM - ADVOGADO - 2009) 
Se determinada associação, com natureza de pessoa jurídica privada, sem fim lucrativo, que tinha 
por objeto a proteção e a preservação do meio ambiente, firme contrato de gestão com o poder 
público, por meio do qual passe a ser qualificada como organização social, então, com essa 
qualificação, ela poderá celebrar contratos de prestação de serviços com o poder público, para 
desempenhar as atividades contempladas no contrato de gestão, sem que haja necessidade de 
prévia licitação. 
Comentários 
No caso das Organizações Sociais, estas podem ser contratadas diretamente pela Administração 
Pública para executar as atividades dispostas no contrato de gestão firmado. 
Gabarito: correta 
 
88. (CESPE – IBRAM - ADVOGADO - 2009) 
Uma autarquia pode ser qualificada como agência executiva desde que estabeleça contrato de 
gestão com o ministério supervisor e tenha também plano estratégico de reestruturação e de 
desenvolvimento institucional em andamento. 
Comentários 
88
155
Uma agência executiva é uma qualificação recebida por uma autarquia que tenha firmado contrato de 
gestão com a Administração Pública e tenha um Plano Estratégico em andamento. 
Gabarito: correta 
 
89. (CESPE - TCU - ACE - 2009) 
O Estado, quando celebra termo de parceria com organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIPs), abre mão de serviço público, transferindo-o à iniciativa privada. 
Comentários 
Quando o Estado transfere um serviço público para uma OSCIP, não transfere a titularidade do serviço 
público. O que ocorre é a transferência da execução do serviço, mas a titularidade continua nas mãos da 
Administração Pública. 
Só existe uma transferência de titularidade do serviço público quando a Administração faz uma 
descentralização por outorga. Neste caso a titularidade é repassada para uma entidade da 
Administração Indireta (e não da iniciativa privada). 
Gabarito: errada 
 
90. (CESPE - ANATEL / ANALISTA - 2006) 
As organizações sociais podem receber legalmente recursos orçamentários e bens públicos 
necessários ao cumprimento do contrato de gestão. 
Comentários 
Perfeito. As Organizações Sociais podem sim receber recursos, materiais e até servidores públicos para 
o funcionamento das OSs. 
Cabe lembrar que este modelo foi criado com a intenção de transformar certas autarquias e fundações 
em organizações não estatais. Como estas instituições já existiam, teriam de “levar” seus bens na 
transição. 
Esta transformação seria muito difícil ocorrer sem esta ajuda inicial do setor público. 
Gabarito: correta 
91. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2006) 
Segundo o plano diretor da reforma do aparelho do Estado, o terceiro setor é entendido como 
aquele de atuação simultânea do Estado e da sociedade civil na execução de atividades de interesse 
público ou social não-exclusivas do Estado. São entidades do terceiro setor, por exemplo, as 
autarquias qualificadas como agências executivas, por meio de contrato de gestão, após o qual 
estão autorizadas a executar atividades mais eficientes de interesse público. 
Comentários 
Entidades do terceiro setor são aquelas que nem são enquadradas como parte do Estado nem podem 
ser consideradas como parte do “mercado”. Estas podem ser as Organizações Sociais ou as 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. 
89
155
Uma agência executiva é apenas uma autarquia ou fundação que firmou um contrato de gestão (como 
objetivos pactuados em troca de maior autonomia). Ou seja, continua fazendo “parte” do Estado, não 
deixa de ser um ente estatal. 
Gabarito: errada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90
155
QUESTÕES COMENTADAS 
 
 
1. (FCC – DPE/AM – TÉCNICO – 2018) 
No que concerne às entidades integrantes da Administração indireta, tem-se que as 
I. empresas públicas possuem personalidade jurídica de direito público, eis que desempenham serviço 
público não exclusivo. 
II. sociedades de economia mista somente podem ter por objeto social a exploração de atividade 
econômica em regime de competição no mercado. 
III. as autarquias são dotadas de poderes de autoadministração emrelação ao ente instituidor, 
sujeitando-se, contudo, ao controle finalístico decorrente do poder de tutela. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I. 
(B) III. 
(C) II e III 
(D) I e II. 
(E) I e III. 
Comentários 
A primeira afirmativa está errada, pois as empresas públicas têm a finalidade de explorar atividades 
econômicas (como atividades industriais e comerciais) e prestar serviços públicos, sejam exclusivos 
ou não exclusivos. 
A segunda frase também está incorreta, pois não existe essa limitação de operar em regime de 
competição. A própria Petrobrás operou muito tempo em monopólio no Brasil. 
 Finalmente, a terceira frase está correta. 
Gabarito: letra B 
 
 
 
 
 
91
155
2. (FCC - COPERGÁS - ANALISTA – 2016) 
A organização da Administração pública brasileira compreende a Administração direta, composta 
pelos órgãos integrantes das pessoas jurídicas políticas (União, Estados, Municípios e Distrito 
Federal), e a Administração indireta, na qual se incluem 
a) autarquias, caracterizadas como serviço público descentralizado sob o regime privado. 
b) empresas públicas, que somente podem prestar serviço público. 
c) organizações sociais, criadas por lei para prestação de serviços de utilidade pública. 
d) sociedades de economia mista, de natureza privada, cuja criação é autorizada por lei. 
e) fundações, com capacidade administrativa e política. 
Comentários 
A letra A está errada, pois as Autarquias não operam sob o regime privado. A letra B está também 
equivocada, já que as empresas públicas não têm essa limitação de somente poder prestar serviços 
públicos. 
A letra C está incorreta, pois as OSs são entidades privadas sem fins lucrativos que celebram contrato 
de gestão com a administração pública para práticas de atividades de interesse social ou de utilidade 
pública. Não são criadas por lei, portanto. 
Já a letra D está certa e é o nosso gabarito. Finalmente, a letra E está errada, já que as fundações não 
contam com capacidade política. 
Gabarito: letra D 
 
3. (FCC - TCE-SP - AUXILIAR – 2015) 
O conceito de Administração pública pode ser estabelecido a partir do critério objetivo ou subjetivo. 
Conforme esclarece Maria Sylvia Zanella di Pietro, pode-se definir Administração Pública, em 
sentido subjetivo, como o conjunto de órgãos e pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício 
da função administrativa do Estado. Nesse contexto, a atividade de organização da Administração 
pública pode compreender a 
a) extinção de órgãos públicos, como medida de reorganização administrativa e redução de custos, 
por ato do Chefe do Executivo. 
b) criação de órgãos públicos, independentemente de lei, como expressão da desconcentração 
administrativa. 
c) instituição, por lei específica, de empresa pública, como expressão da desconcentração por 
serviços. 
d) extinção de cargos públicos, quando vagos, por ato do Chefe do Executivo, como medida de 
organização e funcionamento da Administração. 
e) delegação de serviço público a sociedade de economia mista, como expressão de desconcentração 
funcional. 
Comentários 
92
155
A letra A está incorreta. A extinção dos órgãos públicos só pode ocorrer por meio de Lei, não por meio 
de um Decreto do Poder Executivo. A letra D também está errada por esse mesmo motivo. Os órgãos 
públicos devem ser criados por meio de Lei específica. 
A letra C está também errada, pois a criação de uma empresa pública é exemplo de descentralização (e 
não desconcentração). Já a letra D está certa e é o gabarito. 
Finalmente, a letra E está errada. A criação de uma SEM também é exemplo de descentralização, não 
de desconcentração. 
Gabarito: letra D 
 
4. (FCC - MANAUSPREV - ANALISTA – 2015) 
Um Município amazonense está providenciando reestruturação administrativa, buscando conferir 
mais agilidade à sua gestão, bem como otimizar as atividades e funcionalidades disponibilizadas 
aos administrados. Nesse passo, pretende extinguir algumas secretarias municipais e fundir outras 
para enxugar as despesas administrativas e estruturais, já que há claro propósito de reduzir o 
desempenho direto de atividades a cargo da Administração. Ainda, pretende encaminhar proposta 
à Câmara de Vereadores para obter autorização para criação de empresas estatais. Considerando o 
modelo pretendido, tem-se que 
a) a criação de pessoas jurídicas integrantes da Administração municipal é expressão do modelo de 
desconcentração administrativa. 
b) a extinção de secretarias municipais depende de autorização legislativa, posto que se pretende 
extinguir ente integrante da Administração indireta. 
c) o modelo proposto é expressão da aplicação do princípio da eficiência, que prevê a obrigatoriedade 
de extinção de secretarias e órgãos. 
d) a reestruturação ora promovida é condizente com o modelo de descentralização administrativa, 
em que atividades são transferidas para pessoas jurídicas integrantes da Administração indireta. 
e) a conduta da Administração municipal é regular, visto que a criação de órgãos depende de 
autorização legislativa, razão pela qual a instituição de empresas estatais depende da adoção dessa 
formalidade. 
Comentários 
A letra A está errada. Criação de pessoas jurídicas é exemplo de descentralização, não de 
desconcentração. A letra B está também errada: uma secretaria é parte da Administração Direta. 
A letra C está equivocada. O princípio da eficiência não prevê obrigatoriedade da extinção de órgãos ou 
de entidades. Já a letra D está correta e é o nosso gabarito. Finalmente, a letra E tem uma pegadinha, 
pois as empresas estatais não são órgãos, mas sim entidades. 
Gabarito: letra D 
 
 
5. (FCC - TCE-CE - ANALISTA – 2015) 
93
155
O governador do Estado Y entendeu pela necessidade de instituição de uma pessoa jurídica de 
direito privado, com capital exclusivamente público, que realizasse a prestação de serviços, nos 
moldes da iniciativa privada, de interesse da coletividade local, cuja autorização para sua criação se 
realizasse por lei específica. Tais características são próprias das 
a) empresas públicas. 
b) sociedades de economia mista. 
c) autarquias. 
d) organizações sociais. 
e) fundações públicas. 
Comentários 
Uma pessoa jurídica de direito privado, com capital exclusivamente público (já elimina as SEM) e que 
presta serviços nos moldes da iniciativa privada só pode mesmo ser uma empresa pública. 
Estas entidades são criadas após autorização legislativa (a Lei autoriza sua criação). Além disso, elas 
podem escolher o regime organizacional, ou seja, podem ser constituídas por qualquer forma jurídica 
como sociedades limitadas, sociedades anônimas (S.A.), entre outras. 
Gabarito: letra A 
 
6. (FCC - TRT-RS - ANALISTA – 2015) 
A propósito dos entes que integram a Administração Indireta, considere as afirmativas abaixo. 
I. As autarquias são dotadas de personalidade jurídica de direito público, possuem capacidade de 
autoadministração e se distinguem das pessoas políticas no que concerne à competência legislativa, 
pois não a detêm, o que não impede, todavia, que lhes seja transferida a titularidade e a execução de 
serviços públicos. 
II. As empresas estatais podem, na forma que seus Estatutos Sociais determinarem, exercer atividade 
econômica de natureza privada ou prestar serviço público, o que, contudo, não impacta sua natureza 
jurídica de direito privado e, assim, permite a contratação de obras e aquisições sem se submeter ao 
regime de licitações. 
III. Tanto as autarquias, quanto as empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público criadas 
por lei, permitido às segundas um certo grau de flexibilização no regime jurídico a que estão 
submetidas, com derrogação por normas de direito privado, tais como possibilidade de contratação 
de servidores público sem submissão a concurso público. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I. 
c) II. 
d) II e III. 
94
155
e) III. 
Comentários 
A primeirafrase está correta e descreve perfeitamente as características das autarquias. Já a segunda 
frase está incorreta, pois as empresas públicas também estão sim submetidas ao regime de licitações. 
Finalmente, a terceira frase também está errada. Para começar, as empresas públicas são entidades de 
direito privado. Além disso, devem sim contratar seus funcionários através de concurso público. 
Gabarito: letra B 
 
7. (FCC - TCE-CE - CONSELHEIRO – 2015) 
Conforme esclarece Maria Sylvia Zanella di Pietro, em sentido objetivo, a Administração Pública 
abrange as atividades exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes incumbidos de atender 
concretamente às necessidades coletivas; corresponde à função administrativa, atribuída 
preferencialmente aos órgãos do Poder Executivo (In: Direito Administrativo, Atlas, 18. ed., p. 59). 
Para o exercício da função administrativa, afigura-se necessária a distribuição de competências, o 
que é feito mediante descentralização ou desconcentração, correspondendo esta última à 
a) transferência de competências de uma pessoa jurídica para outra. 
b) distribuição de competências dentro de uma mesma pessoa jurídica. 
c) criação de entidade autônoma para exercício da atividade destacada. 
d) delegação de competências do ente central para os entes federados. 
e) fixação de competências entre diferentes entes, emanada diretamente da Constituição Federal. 
Comentários 
A desconcentração ocorre quando a Administração Pública decide criar órgãos internos, de modo a 
melhor utilizar os recursos e atender aos cidadãos. Deste modo, o “produto” de uma desconcentração 
é um órgão sem personalidade jurídica. A delegação de competências ocorre de maneira interna. 
Desta maneira, se o órgão está inserido no que chamamos de Administração Direta, é produto de uma 
desconcentração. 
Gabarito: letra B 
 
 
8. (FCC - TRT-RS - ANALISTA – 2015) 
Considere que uma sociedade de economia mista controlada pela União, que atua na área de 
processamento de dados, pretenda oferecer seus serviços ao mercado privado, com vistas a ampliar 
suas receitas para além dos recursos obtidos com a prestação dos serviços à Administração pública. 
Referida entidade 
a) dado o regime de direito público a que se submete, está imune à tributação sobre a prestação dos 
serviços aos privados. 
95
155
b) sujeita-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas inclusive no que diz respeito às 
obrigações tributárias. 
c) passará a caracterizar-se como uma empresa com fins lucrativos, perdendo a imunidade tributária. 
d) perde a prerrogativa de ser contratada pela Administração com dispensa de licitação, caso a 
atuação caracterize regime de competição no mercado. 
e) passará do regime de direito público ao de direito privado, mantida, contudo, a obrigatoriedade de 
observância dos princípios aplicáveis à Administração pública. 
Comentários 
A letra A está errada. Uma sociedade de economia mista opera sob o regime de direito privado, não 
direito público. Além disso, não têm imunidade tributária. Já a letra B está correta e é o gabarito da 
banca. 
A letra C está incorreta, pois as SEM não têm imunidade tributária. A letra D está também equivocada, 
pois as SEM podem ser contratadas pela Administração, desde que o preço contratado seja compatível 
com o praticado no mercado. 
Finalmente, a letra E está errada porque as sociedades de economia mista operam sob o regime de 
direito privado, não direito público. 
Gabarito: letra B 
 
9. (FCC - TJ-RR - JUIZ – 2015) 
Observe as seguintes características: 
I. tem como forma obrigatória a de sociedade anônima. 
II. são qualificadas como tal por ato do Presidente da República. 
III. trata-se de entidade criada diretamente por lei, desnecessário o registro de seus atos constitutivos. 
Tais atributos são aplicáveis, respectivamente: 
a) empresas públicas; organizações sociais; autarquias. 
b) sociedades de economia mista; fundações governamentais de direito público; agências executivas. 
c) consórcios públicos; agências reguladoras; serviços sociais autônomos. 
d) sociedades de economia mista; agências executivas; agências reguladoras. 
e) subsidiárias estatais; organizações da sociedade civil de interesse público; empresa pública. 
Comentários 
As Sociedades de Economia Mista são as únicas entidades que têm como forma obrigatória a sociedade 
anônima (as empresas públicas podem ser S/A, mas tem liberdade para escolher sua forma). 
96
155
Já uma agência executiva é apenas uma qualificação concedida a uma autarquia ou fundação já 
existente, que firme um contrato de gestão possibilitando o aumento de sua autonomia gerencial, 
orçamentária e financeira1. 
Esse reconhecimento de agência executiva se dá por meio de Decreto, garantindo uma maior 
autonomia de gestão àquelas entidades. A desqualificação também se dará por meio desse 
instrumento. Nesse caso, a entidade volta a ser uma autarquia ou fundação “normal”, com suas 
competências, caso haja descumprimento dos requisitos previstos tanto no contrato de gestão quanto 
em lei. 
Finalmente, as entidades criadas por lei são as autarquias e fundações públicas. 
Gabarito: letra D 
 
10. (FCC - TRT – JUIZ DO TRABALHO – 2015) 
Considere que a União pretenda instituir uma entidade autônoma, com personalidade jurídica 
própria, para executar obras de infraestrutura necessárias à realização dos Jogos Olímpicos. Tendo 
em vista as características e o regime jurídico aplicável, referida entidade poderá ser: 
a) autarquia, criada por lei, com autonomia administrativa e sujeita a regime de direito privado 
parcialmente derrogado pelos princípios aplicáveis à Administração pública. 
b) empresa pública, cuja criação é autorizada por lei, sujeita ao mesmo regime jurídico do ente 
instituidor. 
c) fundação, constituída mediante contrato de programa celebrado em conjunto com as entidades da 
federação beneficiadas pelas obras. 
d) sociedade de economia mista, cuja criação é autorizada por lei, admitindo-se a participação 
minoritária de particulares no seu capital social. 
e) agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial, cuja criação é autorizada por lei, 
dotada de autonomia financeira. 
Comentários 
Vamos lá, respondendo item por item. A letra A está errada, pois as autarquias, além de serem criadas 
por lei específica, sujeitam-se a regime de direito público, e não privado. 
A letra B está errada, pois a empresa pública possui regime de direito privado, diferente do regime 
jurídico do seu ente instituidor (União). 
As fundações são instituídas após autorização por lei específica, cabendo à lei complementar definir as 
áreas de sua atuação. Dessa forma, a letra C está errada. 
A letra D está correta, pois conforme inciso III do artigo 5º do DL nº 200/1967, Sociedade de Economia 
Mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração 
de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam 
 
1 (Alexandrino & Paulo, Direito administrativo descomplicado, 2009) 
97
155
em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta. Logo, pode haver participação 
minoritária de particulares no seu capital social como afirma o item. 
A letra E está errada, pois as agências reguladoras, por serem autarquias de regime especial, são 
criadas por meio de Lei específica e não autorizadas como afirma o examinador. 
Gabarito: letra D 
 
11. (FCC – TRT – JUIZ DO TRABALHO – 2015) 
De acordo com a legislação que rege a matéria, as denominadas agências executivas são: 
a) entidades que não integram a Administração pública, mas com esta se relacionam por vínculo de 
colaboração. 
b) autarquias de regime especial, com prerrogativas de independência fixadas na lei instituidora. 
c) órgãos colegiados instituídos no âmbito da Administração direta para atividades de coordenação 
de ações estratégicas. 
d) pessoasjurídicas de direito privado sem fins lucrativos, que recebem tal qualificação mediante 
celebração de contrato de gestão. 
e) entidades integrantes da Administração pública, criadas sob a forma de autarquias ou fundações, 
que, em decorrência de tal qualificação, passam a se submeter a regime especial. 
Comentários 
O artigo primeiro do Decreto nº 2.487, de 1998, que dispõe sobre a qualificação de autarquias e 
fundações como Agências Executivas, estabelece que “as autarquias e as fundações integrantes da 
Administração Pública Federal poderão, observadas as diretrizes do Plano Diretor da Reforma do 
Aparelho do Estado, ser qualificadas como Agências Executivas”. Logo, a letra A está errada, pois elas 
integram a Administração Pública. 
Vejamos o que diz o aludido Decreto: 
Art. 1º (...) 
§ 1º A qualificação de autarquia ou fundação como Agência Executiva poderá ser conferida mediante 
iniciativa do Ministério supervisor, com anuência do Ministério da Administração Federal e Reforma do 
Estado, que verificará o cumprimento, pela entidade candidata à qualificação, dos seguintes requisitos: 
a) ter celebrado contrato de gestão com o respectivo Ministério supervisor; 
b) ter plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional, voltado para a melhoria da 
qualidade da gestão e para a redução de custos, já concluído ou em andamento. 
§ 2º O ato de qualificação como Agência Executiva dar-se-á mediante decreto. 
§ 3º Fica assegurada a manutenção da qualificação como Agência Executiva, desde que o contrato de 
gestão seja sucessivamente renovado e que o plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento 
institucional tenha prosseguimento ininterrupto, até a sua conclusão. 
98
155
§ 4º O A desqualificação de autarquia ou fundação como Agência Executiva dar-se-á mediante decreto, 
por iniciativa do Ministério supervisor, com anuência do Ministério da Administração Federal e Reforma 
do Estado, sempre que houver descumprimento do disposto no parágrafo anterior. 
A letra B está errada, pois as agências executivas não são instituídas mediante lei, sendo, portanto, 
qualificadas mediante decreto. 
A letra C está errada, pois as agências executivas são autarquias ou fundações qualificadas. Logo, são 
integrantes da Administração Indireta e não são órgãos como afirma o examinador. 
A letra D está errada, pois quem se qualifica como agência executiva é uma autarquia ou fundação, 
ambas pessoas jurídicas de direito público, e não de direito privado. 
Por fim, a letra E está correta. 
Gabarito: Letra E 
 
12. (FCC - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2013) 
Distinguem-se as autarquias das sociedades de economia mista que exploram atividade 
econômica, dentre outras características, em função de: 
a) não serem dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria, embora submetidas ao regime 
jurídico de direito privado. 
b) seu regime jurídico de direito público, exceto quanto ao processo de execução ao qual se 
submetem, típico do direito privado. 
c) sua criação ser autorizada por lei, bem como por se submeterem tanto ao regime jurídico público, 
quanto ao regime jurídico privado. 
d) serem criadas por lei, bem como em função de seu regime jurídico de direito público. 
e) se submeterem a processo especial de execução, que excetua o regime dos precatórios, embora 
não afaste a prescritibilidade de seus bens. 
Comentários 
As letras A e B estão erradas, pois ambas, as autarquias e as sociedades de economia mista, possuem 
autonomia administrativa e personalidade jurídica própria. As autarquias possuem personalidade 
jurídica de direito público, já as sociedades de economia mista possuem personalidade jurídica de direito 
privado. 
A letra C está errada, pois a criação de uma autarquia se dá com a edição de lei, no entanto, uma lei 
autoriza a criação de uma sociedade de economia mista, porém ela só é criada com o registro dos atos 
constitutivos em um cartório competente. 
A letra E está errada, pois essas entidades não se submetem ao regime de precatórios e os bens das 
autarquias são impenhoráveis e imprescritíveis, já os de uma sociedade de economia mista são 
penhoráveis e executáveis. 
Por fim, só sobrou a letra D, que é o gabarito da questão. As autarquias são realmente criadas com a lei 
e possuem personalidade jurídica de direito público. Ambas são diferenciais das sociedades de 
economia mista. 
99
155
Gabarito: letra D 
 
13. (FCC - TRF - 2ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2012) 
A administração indireta compreende, além de outras entidades, as empresas públicas e 
sociedades de economia mista, as quais têm personalidade jurídica de direito: 
 a) público e privado, respectivamente, criadas por lei de iniciativa do Poder Executivo. 
 b) privado, instituídas mediante autorização de lei específica. 
 c) público e independem de lei complementar para suas instituições. 
 d) privado e público, respectivamente, sendo instituídas mediante lei específica. 
 e) público, criadas por ato específico e privativo do chefe do Poder Executivo. 
Comentários 
Questão supertranquila, não é verdade? Já vimos várias questões parecidas, logo, podemos concluir que 
a banca repete os enunciados. 
As empresas públicas e as sociedades de economia mista possuem personalidade jurídica de direito 
privado e são criadas mediante registro dos atos constitutivos em local competente, após autorização 
em lei específica. 
Gabarito: letra B 
 
14. (FCC - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – JUIZ DO TRABALHO – 2012) 
A respeito das agências reguladoras e agências executivas, é correto afirmar que: 
 a) as agências reguladoras adquirem autonomia a partir de qualificação obtida em face de contrato 
de gestão celebrado com o respectivo Ministério supervisor. 
 b) as agências executivas caracterizam-se como autarquias de regime especial, criadas por lei, com 
autonomia administrativa, orçamentária e financeira. 
 c) ambas possuem regime especial, estabelecido na lei instituidora, atuando as agências executivas 
na regulação de atividade econômica e as agências reguladoras no controle e fiscalização de serviço 
público. 
 d) as agências executivas são empresas públicas ou fundações, com autonomia ampliada a partir de 
decreto governamental, em face da apresentação de plano para melhoria de eficiência e redução de 
custos. 
 e) as agências reguladoras possuem regime jurídico especial, fixado na lei instituidora, garantindo 
maior grau de autonomia administrativa e orçamentária que o conferido às demais autarquias. 
Comentários 
Pessoal, as Agências Reguladoras são autarquias em regime especial, cuja finalidade é a fiscalização e a 
regulação das atividades de serviços públicos. Desse modo, a sua criação se dá por meio de lei, como 
qualquer outra autarquia. A letra A, portanto, está incorreta. 
100
155
A letra B está descrevendo as Agências Reguladoras e não das Agências Executivas, logo, a letra B 
também está errada. Na verdade, o que a banca fez foi trocar os conceitos dos itens A e B, ok? 
Só lembre de um detalhe: tanto autarquias, quanto fundações integrantes da Administração Pública 
Federal poderão ser qualificadas como Agências Executivas, conforme Decreto n° 2.487, de 1998, ok? 
A letra C está errada, pois somente as Agências Reguladoras possuem regime especial. As Agências 
Executivas possuem regime comum. 
A letra D está errada, pois, conforme já vimos, as Agências Executivas podem ser tanto autarquias, 
quanto fundações integrantes da Administração Pública Federal. O restante do item está correto. Por 
fim, a letra E está correta. 
Gabarito: letra E 
 
15. (FCC - TRT - 20ª REGIÃO (SE) – JUIZ DO TRABALHO – 2012) 
De acordo com a normatização federal que disciplina a matéria, agência executiva é: 
 a) fundação pública, constituída por lei sob regime especial que lhe confere autonomia 
administrativa, orçamentária e financeira. 
 b) entidade criada por lei, com autonomia administrativa,orçamentária e financeira, para exercer 
poder de polícia. 
 c) autarquia de regime especial, estabelecido na lei instituidora, com competência institucional para 
regular atividade econômica ou serviço público prestado sob regime de concessão ou permissão. 
 d) a qualificação conferida, por decreto governamental, a empresas públicas ou fundações 
governamentais, para ampliação da autonomia administrativa, orçamentária e financeira. 
 e) a qualificação dada à autarquia ou fundação que celebre contrato de gestão com o respectivo 
Ministério supervisor e que tenha plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional 
para melhoria da qualidade de gestão e redução de custos. 
Comentários 
Pessoal, podemos resolver essa questão apenas com a leitura do artigo primeiro do Decreto nº 2.487, 
de 1998, que dispõe sobre a qualificação de autarquias e fundações como Agências Executivas e 
estabelece critérios e procedimentos para a elaboração, acompanhamento e avaliação dos contratos de 
gestão, senão vejamos: 
Art. 1º As autarquias e as fundações integrantes da Administração Pública Federal poderão, 
observadas as diretrizes do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, ser qualificadas como 
Agências Executivas. 
 § 1º A qualificação de autarquia ou fundação como Agência Executiva poderá ser conferida mediante 
iniciativa do Ministério supervisor, com anuência do Ministério da Administração Federal e Reforma 
do Estado, que verificará o cumprimento, pela entidade candidata à qualificação, dos seguintes 
requisitos: 
 a) ter celebrado contrato de gestão com o respectivo Ministério supervisor; 
101
155
 b) ter plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional, voltado para a 
melhoria da qualidade da gestão e para a redução de custos, já concluído ou em andamento. 
Gabarito: letra E 
 
16. (FCC - TCE-AM – ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – 2012) 
As autarquias : 
 a) são pessoas jurídicas de direito público, com capacidade de autoadministração, nos limites 
estabelecidos pela lei, não dotadas de capacidade política. 
 b) sujeitam-se ao mesmo regime jurídico das pessoas públicas políticas (União, Estados e Municípios), 
com capacidade de autoadministração e criação do próprio direito. 
 c) são pessoas jurídicas de direito privado, dotadas de autonomia administrativa e orçamentária em 
face do princípio da especialidade. 
 d) sujeitam-se ao regime privado, com especialização institucional e autonomia administrativa, 
submetidas à tutela do ente instituidor. 
 e) sujeitam-se ao regime público, não se submetendo ao controle tutelar do ente instituidor em face 
do princípio da especialidade e da autonomia administrativa. 
Comentários 
A letra A está toda correta e é o gabarito da questão. O erro na letra B está ao afirmar que as autarquias 
criam seu próprio direito, o que não é verdade. Elas possuem capacidade administrativa, mas não, 
política. 
Os erros nas letras C e D estão em afirmar que são pessoas jurídicas de direito privado. As autarquias 
possuem personalidade jurídica de direito público. 
Por fim, na letra E, as autarquias se submetem à tutela do ente instituidor, sim. Vimos que eles se 
submetem ao controle finalístico do ente instituidor. 
Gabarito: letra A 
 
17. (FCC - TST – ANALISTA JUDICIÁRIO - 2012) 
Uma pessoa jurídica que se enquadre no conceito de autarquia: 
 a) é essencialmente considerada um serviço autônomo. 
 b) deve necessariamente possuir um regime jurídico especial. 
 c) terá garantia de estabilidade de seus dirigentes. 
 d) subordina-se hierarquicamente a algum Ministério, ou órgão equivalente no plano dos demais 
entes federativos. 
 e) não integra a Administração Indireta. 
Comentários 
102
155
Na leitura do conceito de autarquias disposto no inciso I do artigo 5º do Decreto-Lei nº 200, de 1967, que 
dispõe sobre a organização da Administração Federal, observamos que essa entidade da Administração 
Indireta é considerada: 
“Um serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para 
executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor 
funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada”2. 
Dessa forma, a letra A está correta e é o gabarito da questão. 
A letra B está errada, pois não há necessidade de possuir um regime jurídico especial para ser uma 
autarquia. 
Na letra C, o cargo de dirigente de uma autarquia não é estável, uma vez que a nomeação e a exoneração 
são feitas livremente pelo chefe do Executivo. Não confundam com as autarquias de regime especial, 
em que seus dirigentes possuem estabilidade, já que são nomeados por um prazo fixo em lei. 
A letra D está errada, pois não há subordinação hierárquica, há apenas um controle finalístico. E, 
finalmente, a letra E está errada, pois as autarquias integram, sim, a Administração Indireta. 
Gabarito: letra A 
 
 
18. (FCC - TRT - 11ª REGIÃO (AM) – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2012) 
Segundo a Constituição Federal, a instituição de fundação pública deve ser autorizada por: 
 a) ato administrativo emanado pelo Poder Público federal que, inclusive, definirá suas áreas de 
atuação. 
 b) ato administrativo emanado pelo Poder Público municipal, do Município onde estiver localizada 
sua sede que, inclusive, definirá suas áreas de atuação. 
 c) ato administrativo emanado pelo Poder Público estadual que, inclusive, definirá suas áreas de 
atuação. 
 d) lei específica, cabendo à lei complementar definir suas áreas de atuação. 
 e) decreto municipal, emitido pelo Prefeito do Município onde estiver localizada sua sede que, 
inclusive, definirá suas áreas de atuação. 
Comentários 
Pessoal, já vimos que a instituição de fundação pública está disposta no inciso IXI do artigo 37 da CF/88, 
senão vejamos: 
“Art.37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
 
2 Fonte: Decreto-lei 200, de 1967 
103
155
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último 
caso, definir as áreas de sua atuação”. 
Diante disso, concluímos que o gabarito é letra D. 
Gabarito: letra D 
 
19. (FCC - TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2012) 
Compõe a Administração pública direta da União: 
 a) o Departamento de Polícia Federal. 
 b) o Banco Central do Brasil. 
 c) a Agência Nacional de Aviação Civil. 
 d) a Caixa Econômica Federal. 
 e) a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. 
Comentários 
Vejamos item por item. A letra A é um órgão subordinado ao Ministério da Justiça, logo faz parte da 
Administração Direta e é o nosso gabarito. 
Na letra B, o BACEN é uma autarquia, logo compõe a Administração Indireta. Na letra C, a ANAC é uma 
agência reguladora, isto é, uma autarquia sujeita a regime especial, sendo, portanto, da Administração 
Indireta. 
Nas letras D e E, temos exemplos de empresas públicas. 
Gabarito: letra A 
 
20. (FCC – TRT/PE – ANALISTA – 2012) 
Como uma das dimensões do Estado contemporâneo empreendedor, o princípio da 
desconcentração se efetiva por meio 
a) da racionalização de custos de empresas públicas. 
b) da delegação de competências. 
c) da coordenação intersetorial de programas. 
d) do planejamento estratégico situacional. 
e) da reengenharia de processos na administração direta. 
Comentários 
Na desconcentração ocorre uma delegação de competências. Isto acontece também na 
descentralização, mas enquanto nesta última a delegação é feita para uma entidade externa, na 
desconcentração ela ocorre de maneira interna. 
104
155
Gabarito: letra B 
 
21. (FCC – TRE/TO – ANALISTA – 2011) 
A repartição de funções entredispõe sobre a divisão da Administração Direta e Indireta, senão 
vejamos: 
“Art. 4° A Administração Federal compreende: 
 I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura 
administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. 
 II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, 
dotadas de personalidade jurídica própria: 
 a) Autarquias; 
 b) Empresas Públicas; 
 c) Sociedades de Economia Mista. 
 d) Fundações públicas. (Incluído pela Lei nº 7.596, de 1987) 
 Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta vinculam-se ao 
Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade. ” 
Mais tarde, a Constituição Federal, de 1988, no caput do artigo 37, dispõe sobre a existência da 
Administração Direta e Indireta em todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) de qualquer esfera 
política (União, estados, DF e municípios), conforme nota-se abaixo: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência(...)” 
 
1 (Paludo A. V., 2010) 
10
155
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Para finalizar esse tópico, quero apenas resumir o conceito de Administração Pública Direta que nada mais 
é do que pessoas jurídicas de direito público com autonomia político-administrativa os quais sofreram 
desconcentração das atividades administrativas. Como exemplo, temos: os Ministérios e as Secretarias. 
 
 
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA 
A Administração Indireta é composta por entidades que têm personalidade jurídica, podendo ser de Direito 
Público ou Direito Privado, que operam por delegação ou outorga do poder público ao qual estão ligadas. 
Dentre as entidades da Administração Indireta, podemos citar: as fundações, as autarquias, as empresas 
públicas, as sociedades de economia mista e os consórcios públicos (instituídos como associação pública ou 
pessoa jurídica de direito privado)2. 
Estas entidades normalmente são vinculadas aos ministérios (ou secretarias) da área em que atuam. Assim, 
uma empresa pública federal voltada para pesquisas na área de educação estará vinculada ao ministério da 
educação. Entretanto, esta empresa terá autonomia em relação ao ministério, sendo controlada apenas em 
relação à finalidade. 
Resumindo, a Administração Indireta nada mais é do que entidades com personalidade jurídica própria, 
criadas por meio de lei específica pelo Poder Público, por descentralização administrativa, para 
desempenharem atividades da Administração. 
São entidades da Administração Indireta: 
➢ Autarquia; 
➢ Fundação; 
➢ Empresa Pública; 
➢ Sociedade de Economia Mista. 
As autarquias e fundações públicas serão criadas de forma direta por meio de lei específica. Já as demais 
entidades terão suas criações autorizadas por lei específica, mas a criação em si acontecerá quando o poder 
público vier a inscrever os atos constitutivos delas em um registro público com competência para tal. 
 
2 (Paludo A. V., 2010) 
Administração Direta
Administração 
centralizada
Órgãos ligados 
diretamente às entidades 
políticas
Exemplos: PR, Ministérios, 
CD e Senado, Tribunais em 
geral, TCU, etc.
11
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Realce
tnascimento
Realce
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Realce
tnascimento
Realce
 
Entidade 
Administrativa 
Criação Natureza Jurídica Atividade 
Autarquias Criadas por Lei Direito Público Típicas de Estado 
Fundações Públicas 
(Dir. Público) 
Criadas por Lei Direito Público Atividades de Interesse 
Social (educação, 
pesquisa, desporto, 
previdência) 
Fundações Públicas 
(Dir. Privado) 
Autorizadas por Lei Direito Privado 
Empresas Públicas Autorizadas por Lei Direito Privado 
Prestação de serviços 
públicos e exploração 
de atividade econômica 
Sociedades de 
Economia Mista 
Autorizadas por Lei Direito Privado 
 
(TRF-1 – TÉCNICO) Administração direta remete à ideia de administração centralizada, ao passo que 
administração indireta se relaciona à noção de administração descentralizada. 
Comentários 
A frase está correta. A descentralização por outorga ocorre quando o Estado cria outra entidade para 
executar as atividades que lhe cabem. Essas organizações, integrantes da Administração Indireta, 
possuem personalidade jurídica. 
Do contrário, quando a Administração executa diretamente o serviço, está centralizando sua 
administração. Portanto, poderíamos sim fazer esse tipo de afirmação. 
Gabarito: correta 
 
(COPERGÁS - ANALISTA) A organização da Administração pública brasileira compreende a 
Administração direta, composta pelos órgãos integrantes das pessoas jurídicas políticas (União, 
Estados, Municípios e Distrito Federal), e a Administração indireta, na qual se incluem 
a) autarquias, caracterizadas como serviço público descentralizado sob o regime privado. 
b) empresas públicas, que somente podem prestar serviço público. 
c) organizações sociais, criadas por lei para prestação de serviços de utilidade pública. 
d) sociedades de economia mista, de natureza privada, cuja criação é autorizada por lei. 
e) fundações, com capacidade administrativa e política. 
Comentários 
12
155
A letra A está errada, pois as Autarquias não operam sob o regime privado. A letra B está também 
equivocada, já que as empresas públicas não têm essa limitação de somente poder prestar serviços 
públicos. 
A letra C está incorreta, pois as OSs são entidades privadas sem fins lucrativos que celebram contrato 
de gestão com a administração pública para práticas de atividades de interesse social ou de utilidade 
pública. Não são criadas por lei, portanto. 
Já a letra D está certa e é o nosso gabarito. Finalmente, a letra E está errada, já que as fundações não 
contam com capacidade política. 
Gabarito: letra D 
 
Autarquias 
Pessoal, agora vamos falar um pouco sobre cada entidade da Administração Indireta. As autarquias são 
pessoas jurídicas de direito público, criadas e extintas por meio de lei específica para desempenhar funções 
típicas de Estado. 
A criação, no âmbito da União, será de competência privativa do Presidente da República. O professor Marçal 
Justen Filho3 define autarquia da seguinte forma: 
“Autarquia é uma pessoa jurídica de direito público, instituída para desempenhar atividades 
administrativas sob regime de direito público, criada por lei que determina o grau de autonomia 
em face da Administração direta. ” 
Quando o autor, em sua definição, dispõe que a autarquia se trata de uma pessoa jurídica de direito público, 
ele está associando às competências privativas de Estado, em desigualdade com o particular. Já quando ele 
fala que o regime é de direito público, ele afirma que a autarquia não atuará em atividades econômicas 
propriamente ditas, e realizará atividade típica da Administração Pública. 
Essa entidade administrativa possui autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial. Além disso, ela 
detém capacidade conferida pelo ente que a criou para uma área específica de atuação. 
Dessa maneira, as autarquias detêm autonomia administrativa e financeira. De acordo com Paludo4, “as 
autarquias encontram-se vinculadas a determinado Ministério (e não subordinadas); incide sobre elas 
controle finalístico/supervisão ministerial (e não controle hierárquico)”. 
Vale ressaltar que se observa, nas autarquias, a especialização dos fins ou das atividades, que as obrigam a 
exercer suas competências dentro dos limites estabelecidos legalmente. Com base nisso, há proibição de 
exercer atividades diferentes daquelas para as quais foram criadas. 
Como pertencem à administração indireta, de modo a serem vinculadas apenas administrativamente ao ente 
que o criou, não existe controle hierárquico entre o ente e as autarquias, apenas um controle finalístico. 
Como as autarquias possuemos vários órgãos de uma mesma pessoa jurídica da Administração 
Pública é conceito de 
a) desconcentração. 
b) descentralização. 
c) descentralização por serviços. 
d) delegação de competência. 
e) desmembramento. 
Comentários 
Quando estivermos mencionando a transferência de competências ou poder para algum órgão interno 
de uma entidade, estamos nos referindo ao conceito jurídico de desconcentração. 
A descentralização teria de envolver a transferência para uma entidade diversa, como uma empresa 
pública ou uma autarquia, por exemplo. 
Gabarito: letra A 
22. (FCC - TCE-PR – ANALISTA - 2011) 
Inserem-se entre as entidades integrantes da Administração pública indireta, além das empresas 
públicas, as: 
 a) sociedades de economia mista, as fundações públicas e as Organizações Sociais ligadas à 
Administração por contrato de gestão. 
 b) autarquias, fundações e sociedades de economia mista, que são pessoas jurídicas de direito 
público. 
 c) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica, que se submetem ao mesmo 
regime jurídico das empresas privadas e aos princípios aplicáveis à Administração Pública. 
 d) fundações e autarquias, excluídas as sociedades de economia mista. 
 e) sociedades de economia mista, exceto as que operam no domínio econômico em regime de 
competição com as empresas privadas. 
Comentários 
Questão tranquila demais, pessoal. Vejam o nível que a banca cobrou nesta questão. Todos já estão 
cansados de saber que os integrantes da Administração Pública Indireta são: 
➢ Autarquia; 
➢ Fundações Públicas; 
➢ Empresas Públicas; 
➢ Sociedade de economia mista. 
105
155
==b73==
Dentre as alternativas, só duas que poderiam trazer dúvidas, que são a letras B e C. 
No entanto, na letra B, vemos que a banca considerou que as sociedades de economia mista são pessoas 
jurídicas de direito público, o que não é verdade. 
Gabarito: letra C 
 
23. (FCC - TRF - 4ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2010) 
No que se refere aos órgãos públicos, é INCORRETO afirmar ser característica destes (algumas não 
presentes em todos), dentre outras, o fato de que: 
 a) não possuem patrimônio próprio, mas integram a estrutura da pessoa jurídica. 
 b) têm capacidade para representar em juízo a pessoa jurídica que integram. 
 c) não possuem personalidade jurídica e são resultado da desconcentração. 
 d) podem firmar, por meio de seus administradores, contratos de gestão com outros órgãos. 
 e) alguns possuem autonomia gerencial, orçamentária e financeira. 
Comentários 
A questão pede para marcar o item que estiver errado, então, vamos a ele. No item B, um órgão não 
possui capacidade para representar em juízo a pessoa jurídica que integre, pois ele não possui 
personalidade jurídica. 
Entretanto, é bom vocês ficarem atentos que há dispositivos na doutrina que atribuem capacidade 
processual para que os órgãos defendam as suas prerrogativas funcionais, por meio de mandado de 
segurança, assim como há órgãos independentes e autônomos (TCU, MPU, etc), e os que defendem os 
interesses de consumidores, previsto no Código de Defesa do Consumidor. 
Todos os outros itens são tranquilos e são corretos. 
Gabarito: letra B 
 
24. (FCC - TRT - 7ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2009) 
Aplicam-se às autarquias, dentre outras regras e princípios, o seguinte: 
a) Por gozarem de autonomia, seus contratos não estão sujeitos a licitação. 
b) Não têm direito a ação regressiva contra seus servidores culpados por danos a terceiros. 
c) Agem por delegação do Poder que a instituiu. 
d) Gozam de imunidade de impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços vinculados às suas 
finalidades essenciais ou delas decorrentes. 
e) Subordinam-se hierarquicamente à entidade estatal a que pertencem. 
Comentários 
106
155
Pessoal, a letra A está errada e pode-se confirmar o erro com a leitura do parágrafo 1º da Lei das 
Licitações (Lei nº 8.666/93), senão vejamos: 
“Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a 
obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os 
fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de 
economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios”. 
Dessa forma, as autarquias subordinam-se, sim, às licitações. A letra B também está errada, uma vez 
que o parágrafo 6º do artigo 37 da Carta Magna dispõe que as pessoas jurídicas de direito público, como 
as autarquias, e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, responderão pelos danos que 
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa. 
A letra C está errada, pois a descentralização de serviços para uma autarquia se dá por meio de outorga 
e não por delegação. A letra E está errada, pois já sabemos que não existe subordinação entre uma 
autarquia e a entidade a qual se criou; o que há é uma vinculação com um controle finalístico. 
Dessa forma, sobrou apenas a letra D, que está correta, pois essa prerrogativa de imunidade está 
prevista no §4º do artigo 150 da CF/88. 
Gabarito: letra D 
 
25. (FCC - PGE-RJ – TÉCNICO SUPERIOR - 2009) 
A criação de entidades da Administração indireta e a transferência, a estas, de atividades e 
competências originalmente atribuídas a órgãos da administração direta são decorrência de 
políticas administrativas tendentes à: 
a) desconcentração. 
b) descentralização. 
c) privatização. 
d) regulamentação. 
e) subsidiariedade. 
Comentários 
Pessoal, essa questão é bem tranquila, não acha? A FCC, assim como as outras bancas, repete muito as 
questões. O conceito descrito no comando da questão refere-se à descentralização administrativa. 
Gabarito: letra B 
 
26. (FCC - TRF - 5ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2008) 
Os órgãos públicos são: 
107
155
a) centros de competência dotados de personalidade jurídica. 
b) os agentes públicos que desempenham as funções da Administração Pública. 
c) centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais. 
d) unicamente os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
e) as pessoas, os sujeitos de direitos e obrigações, dentro da Administração Pública. 
Comentários 
Pessoal, questão tranquila, uma vez que conhecemos o conceito de órgão público, não é verdade? 
Sabemos que órgão público faz parte da estrutura da Administração Pública Direta, logo, não possuem 
personalidade jurídica própria. 
Os órgãos públicos não possuem personalidade jurídica própria. Como eles são parte de uma estrutura 
maior, a vontade do órgão é a mesma do ente o qual ele faz parte. Dessa forma, os órgãos públicos não 
possuem vontade própria, com atenção à obediência hierárquica e à subordinação. 
O item A está errado, pois não possuem personalidade jurídica própria. O item B está errado, pois os 
órgãos não são “agentes públicos”. Estes os compõem e realizam atividades com a finalidade de um 
bom andamento das funções estatais. 
O item D está errado, uma vez que os órgãos públicos integrantes da Administração Direta estão 
presentes nos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e no Ministério 
Público. O item E está errado, pois as pessoas não integram a Administração Pública Direta. 
Gabarito: letra C 
 
27. (FCC - TRT - 19ª REGIÃO – ANALISTA – 2007) 
As agências reguladoras, criadas para regular e fiscalizar os serviços prestados por empresas 
privadas que atuam na prestação de serviços, que em suas essências seriam públicos, têm natureza 
jurídica de: 
 a) autarquias sob regime especial. 
 b) órgãos da Administração direta. 
 c) empresas públicas. 
 d) órgãos do Tribunalde Contas da União. 
 e) entidades privadas. 
Comentários 
Questão tranquila, não é verdade? Já vimos, diversas vezes, esse conceito em nossa aula. A banca, no 
enunciado, está se referindo a autarquias sob regime especial. 
Gabarito: letra A 
108
155
QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (FGV – SEFIN/RO - CONTADOR - 2018) 
A administração direta e a administração indireta são partes integrantes da Administração Pública 
e são compostas por diferentes categorias de entidades. 
A respeito das características das autarquias, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a 
afirmativa verdadeira e (F) para a falsa. 
1. As autarquias são criadas por lei. 
2. As autarquias não possuem personalidade jurídica. 
3. As autarquias estão subordinadas hierarquicamente. 
4. As autarquias são parte integrante da administração direta. 
Observada a ordem apresentada, as afirmativas são, respectivamente, 
a) V – V – V – V. 
b) F – F – F – F. 
c) V – F – F – F. 
d) V – F – V – F. 
e) F – V – F – V. 
Comentários 
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas e extintas por meio de lei específica para 
desempenhar funções típicas de Estado. A primeira afirmativa está certa. 
Já a segunda está errada. A autarquia se trata de uma pessoa jurídica de direito público. Portanto, possui 
sim personalidade jurídica. A terceira está igualmente errada, pois não existe subordinação entre uma 
autarquia e a entidade a qual se criou. O que há é uma vinculação com um controle finalístico. 
Finalmente, a quarta frase está errada. As autarquias estão englobadas pela Administração Indireta. 
Gabarito: letra C 
 
2. (FGV – SEFIN/RO – TÉCNICO - 2018) 
João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a natureza jurídica de 
determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, constatou que a lei 
autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente federativo 
109
155
instituidor e a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da 
Administração indireta. 
À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse 
ente tem a natureza jurídica de 
a) autarquia. 
b) sociedade de economia mista. 
c) fundação pública. 
d) empresa pública. 
e) sociedade de mera participação do Estado. 
Comentários 
A questão nos dá uma pista que nos permite apontar a alternativa correta. Ela fala que o capital do ente 
só pode pertencer a entidades de Direito Público. Estamos falando, portanto, de uma empresa pública. 
As empresas públicas são entidades de Direito Privado, criadas após autorização legislativa, mediante 
lei específica. 
O que caracteriza esse tipo de empresa ser uma entidade pública, dentre outras coisas, é o fato de a 
totalidade de seu capital estar em nome do poder público (não necessariamente do mesmo ente, pois 
podem ser sócios a União e algum estado, por exemplo). Logo, todo o capital da empresa deve ser de 
recurso público. 
Gabarito: letra D 
 
3. (FGV – ALERO – ASSISTENTE - 2018) 
Uma autarquia, entidade conceituada como serviço público personalizado, não pode estar 
vinculada 
a) ao Ministério da Fazenda. 
b) ao Poder Legislativo. 
c) à Casa Civil. 
d) à Secretaria de Meio Ambiente. 
e) à Eletrobrás. 
Comentários 
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas e extintas por meio de lei específica para 
desempenhar funções típicas de Estado. O professor Marçal Justen Filho1 define autarquia da seguinte 
forma: 
 
1 (Justen Filho, 2012) 
110
155
“Autarquia é uma pessoa jurídica de direito público, instituída para desempenhar atividades administrativas sob regime de 
direito público, criada por lei que determina o grau de autonomia em face da Administração direta.” 
Quando o autor, em sua definição, dispõe que a autarquia se trata de uma pessoa jurídica de direito 
público, ele está associando às competências privativas de Estado, em desigualdade com o 
particular. Já quando ele fala que o regime é de direito público, ele afirma que a autarquia não atuará 
em atividades econômicas propriamente ditas, e realizará atividade típica da Administração 
Pública. 
Essa entidade administrativa possui autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial. Além disso, 
ela detém capacidade conferida pelo ente que a criou para uma área específica de atuação. 
Dessa maneira, as autarquias detêm autonomia administrativa e financeira. De acordo com Paludo2, 
“as autarquias encontram-se vinculadas a determinado Ministério (e não subordinadas); incide sobre elas 
controle finalístico/supervisão ministerial (e não controle hierárquico)”. 
Vejam que uma autarquia deve estar vinculada a um ministério ou algum órgão da Administração 
Direta. Não poderia estar, entretanto, vinculada a uma empresa pública ou sociedade de economia 
mista, caso da Eletrobrás. 
Gabarito: letra E 
 
4. (FGV – SEFIN/RO – CONTADOR - 2018) 
A respeito da organização da Administração Pública, analise as afirmativas a seguir. 
I. Na descentralização existe vinculo hierárquico e na desconcentração há o controle entre a 
administração central e o órgão desconcentrado, sem vínculo hierárquico. 
II. Na desconcentração, uma entidade da administração indireta distribui competências entre 
diversos órgãos de sua própria estrutura, a fim de tornar mais ágil e eficiente a prestação de serviços. 
III. Na centralização, o Estado executa suas tarefas diretamente, por intermédio dos inúmeros órgãos 
e agentes administrativos que compõem sua estrutura funcional. 
Está correto o que se afirma em 
a) II, apenas. 
b) III, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) I e III apenas. 
e) II e III, apenas. 
Comentários 
De acordo com os conceitos derivados do Direito, a desconcentração ocorre quando a Administração 
Pública decide criar órgãos internos, de modo a melhor utilizar os recursos e atender aos cidadãos. 
 
2 (Paludo A. , 2013) 
111
155
Deste modo, o “produto” de uma desconcentração é um órgão sem personalidade jurídica. A 
delegação de competências ocorre de maneira interna. 
Desta maneira, se o órgão está inserido no que chamamos de Administração Direta, é produto de uma 
desconcentração. Di Pietro afirma que a desconcentração ocorre quando há a distribuição de 
competências dentro de uma mesma pessoa jurídica. 
Nestes casos, dado o poder hierárquico do Estado, os órgãos e agentes públicos decorrentes da 
subdivisão não perdem o vínculo hierárquico com a pessoa jurídica de origem. 
Já a descentralização ocorre quando o Estado transfere suas atividades para outras entidades ou 
cria novas entidades. 
Esta descentralização pode ocorrer por delegação ou outorga. A descentralização por outorga ocorre 
quando o Estado cria outra entidade para executar as atividades que lhe cabem. Essas organizações, 
integrantes da Administração Indireta, possuem personalidade jurídica. 
 Já a descentralização por delegação acontece quando o poder público atribui os serviços a entidades 
ou pessoas que não fazem parte da Administração. Este processo demanda uma licitação prévia e é 
feita mediante um contrato de concessão ou permissão. 
Quando a descentralização é feita para uma entidade privada, ocorre a descentralização da atividade 
administrativa. Essa entidade não seria, portanto, subordinada ao órgão que delegou a competência e 
nem teria uma relação de hierarquia com o órgão público, ficando o Estado apenas com o controle e a 
fiscalização da atividade transferida. 
A primeira frase está errada. Não existe vínculo hierárquico na descentralização e sim uma vinculação. 
Já na desconcentração há sim uma subordinação, com vínculo hierárquico. 
A segunda frase está certa. A desconcentração ocorre quando a Administração Pública decide criar 
órgãos internos, de modo a melhor utilizar os recursos e atender aos cidadãos. A delegação de 
competências ocorre de maneira interna. 
Finalmente, a terceira frase estátambém certa. A centralização indica que a própria entidade exerce as 
atividades, com seus agentes e com sua estrutura existente. 
Gabarito: letra E 
 
5. (FGV – SEFIN/RO - CONTADOR - 2018) 
Assinale a opção que apresenta as entidades que, segundo o texto constitucional, compõem 
a administração indireta. 
a) Autarquias, empresas públicas, ministérios e tribunais de contas. 
b) Fundações públicas, empresas públicas, ministério público e tribunais de justiça. 
c) Sociedades de economia mista, fundações públicas e ministério público. 
d) Autarquias, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. 
e) Sociedades de economia mista, autarquias, agências reguladoras e tribunais de contas. 
Comentários 
112
155
Podemos afirmar que somente compõem a Administração Indireta as seguintes entidades: Autarquias, 
Fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. Os ministérios, o ministério público, os 
tribunais de justiça e os tribunais de contas são parte da Administração Direta. 
Gabarito: letra D 
 
6. (FGV – TJ/SC - TÉCNICO - 2018) 
Centros de competência especializada dispostos na intimidade de uma pessoa jurídica, sem 
personalidade jurídica e vontade próprias, com intenção de garantir a especialização nas atividades 
prestadas com maior eficiência, são chamados pela doutrina de Direito Administrativo de: 
a) órgãos, sejam da Administração Direta, sejam as entidades de direito público da Administração 
Indireta, e somente podem ser criados ou extintos por meio de lei; 
b) autarquias, que fazem parte da Administração Indireta, e somente podem ser criadas por meio de 
lei específica, após regular processo legislativo; 
c) fundações públicas, que fazem parte da Administração Indireta, e podem ser criadas por meio de 
qualquer ato normativo; 
d) entidades da Administração Indireta, que podem ser criadas por meio de qualquer ato normativo, 
após regular processo administrativo ou legislativo; 
e) entidades da Administração Direta, que somente podem ser criadas ou extintas por meio de lei, 
após regular processo legislativo. 
Comentários 
Dentro do Estado, podemos classificar os órgãos e entidades entre a Administração Direta e a Indireta. 
A Administração Direta concentra os órgãos e setores sem personalidade jurídica própria dos três 
Poderes pelos quais o Estado atua diretamente. 
Dentre estes órgãos, podemos citar (no caso da União): a Presidência da República e seus ministérios, 
os órgãos do poder Judiciário (STF, STJ, TST, TSE etc.) e do Legislativo (Senado e Câmara), o Tribunal 
de Contas da União, a Advocacia Geral da União, o Ministério Público da União, os conselhos etc. 
De acordo com o entendimento da doutrina, os órgãos apenas possuem competências (são centros de 
competências) sem possuir capacidade jurídica e constituir pessoa jurídica3. 
Gabarito: letra A 
 
7. (FGV – CGM/NITERÓI - ANALISTA - 2018) 
A Prefeitura de Terra Bela decide promover a criação de uma controladoria geral para exercer o 
controle interno dos órgãos e entidades do Poder Executivo municipal. 
 
3 (Paludo A. V., 2010) 
113
155
==b73==
Esse tipo de técnica, em que a Administração Pública divide a atividade administrativa em órgãos, 
é conhecida por 
a) desconcentração. 
b) outorga. 
c) publicização. 
d) permissão. 
e) avocação. 
Comentários 
De acordo com os conceitos derivados do Direito, a desconcentração ocorre quando a Administração 
Pública decide criar órgãos internos, de modo a melhor utilizar os recursos e atender aos cidadãos. 
Deste modo, o “produto” de uma desconcentração é um órgão sem personalidade jurídica. A delegação 
de competências ocorre de maneira interna. 
Gabarito: leta A 
 
8. (FGV – MPE/RJ – ESTAGIÁRIO FORENSE - 2018) 
O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o INEA 
(Instituto Estadual do Ambiente) são autarquias criadas, respectivamente, pela União e pelo Estado 
do Rio de Janeiro, para a proteção do meio ambiente. 
De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, tais autarquias possuem personalidade 
jurídica de direito: 
a) público e são integrantes da Administração Direta, criadas por lei ordinária ou complementar, para 
desempenhar serviços públicos essenciais; 
b) público e são integrantes da Administração Indireta, criadas por lei específica para desempenhar 
funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado; 
c) público e são integrantes da Administração Indireta, criadas por ato administrativo por parte do 
chefe do respectivo Poder Executivo, para exercer atividade de interesse público; 
d) privado e são integrantes da Administração Indireta, criadas por lei específica para desempenhar 
funções de interesse público e social; 
e) privado e são integrantes da Administração Direta, criadas por ato administrativo por parte do 
chefe do respectivo Poder Executivo, para exercer atividade de interesse público. 
Comentários 
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas e extintas por meio de lei específica para 
desempenhar funções típicas de Estado. São entidades da Administração Indireta. 
Gabarito: letra B 
 
114
155
9. (FGV – ALERO – ASSISTENTE - 2018) 
Assinale a opção que indica a modalidade de administração do Estado em que há transferência de 
serviços e competências para outras pessoas jurídicas. 
a) concentrada. 
b) desconcentrada. 
c) particularizada. 
d) descentralizada. 
e) funcionalizada. 
Comentários 
A questão trata do conceito de descentralização. Ela ocorre quando o Estado transfere suas atividades 
para outras entidades ou cria novas entidades. 
Esta descentralização pode ocorrer por delegação ou outorga. A descentralização por outorga ocorre 
quando o Estado cria outra entidade para executar as atividades que lhe cabem. Essas organizações, 
integrantes da Administração Indireta, possuem personalidade jurídica. 
 Já a descentralização por delegação acontece quando o poder público atribui os serviços a entidades 
ou pessoas que não fazem parte da Administração. Este processo demanda uma licitação prévia e é 
feita mediante um contrato de concessão ou permissão. 
Quando a descentralização é feita para uma entidade privada, ocorre a descentralização da atividade 
administrativa. Essa entidade não seria, portanto, subordinada ao órgão que delegou a competência e 
nem teria uma relação de hierarquia com o órgão público, ficando o Estado apenas com o controle e a 
fiscalização da atividade transferida. 
Resumindo, a transferência da execução de um serviço público pode ser feita por Outorga ou por 
Delegação. A outorga só pode ser realizada por lei, enquanto a delegação pode ser por lei, por contrato 
ou por ato administrativo. 
Gabarito: letra D 
 
10. (FGV – SEPOG/RO - ESPECIALISTA - 2017) 
Quando o Estado recorre à edição de uma lei, no intuito de criar uma entidade e transferir 
determinado serviço público para esta entidade, ocorrerá 
a) descentralização por delegação. 
b) descentralização por outorga. 
c) desconcentração. 
d) controle finalístico. 
e) divergência administrativa. 
Comentários 
115
155
Se o Estado está transferindo a atividade para uma entidade que ele mesmo criou, seria o caso da 
descentralização por outorga, que ocorre quando o Estado cria outra entidade para executar as 
atividades que lhe cabem. 
 Já a descentralização por delegação acontece quando o poder público atribui os serviços a entidades ou 
pessoas que não fazem parte da Administração. Este processo demanda uma licitação prévia e é feita 
mediante um contrato de concessão ou permissão. 
Gabarito: letra B 
 
11. (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010) 
Com relação ao funcionamento da administração pública, analise as afirmativas a seguir. 
I. A administração pública, em sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos para a consecução 
dos objetivos do governo. 
II. A administração pública executa, técnica e legalmente,os atos de governo. 
III. A administração pública executa, com responsabilidade constitucional e política, os projetos 
governamentais. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
Comentários 
A primeira frase está correta. Na segunda afirmativa, cabe uma diferenciação entre os atos de governo 
(políticos) com os atos de execução - executados pela Administração Pública. Desta forma, a segunda 
frase está errada, pois os atos de governo são executados pelos agentes políticos. 
A terceira frase também está incorreta, pois a Administração Pública executa seus atos sem a 
responsabilidade constitucional e política, somente técnica. Ou seja, não é responsável pela definição 
das leis e das políticas governamentais. 
Gabarito: letra A 
116
155
QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (VUNESP - EMPLASA - ANALISTA - 2014) 
As entidades paraestatais dotadas de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, 
cujas atividades estatutárias são dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento 
tecnológico, à proteção e à preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, são os(as) 
A) contratos de gestão. 
B) organizações sociais. 
C) organizações da sociedade civil de interesse coletivo. 
D) sociedades de economia mista. 
E) fundações públicas. 
Comentários 
A questão trata das Organizações Sociais - OSs. De acordo com a Lei 9637/98, as atividades permitidas 
para estas instituições são exatamente estas citadas pela banca: ensino, pesquisa científica, 
desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. 
Gabarito: letra B 
 
2. (VUNESP - UNIFESP - ADMINISTRADOR - 2014) 
Distinguem-se das “organizações sociais”, entre outros, por não prever o trespasse de servidores 
públicos para nela prestar serviços; não celebram “contratos de gestão” com o Poder Público, mas 
“termos de parceria”; o poder público não participa de seus quadros diretivos e o objeto da 
atividade pode incluir finalidades de benemerência social. Trata-se de uma 
A) autarquia especial. 
B) organização da sociedade civil de interesse público. 
C) sociedade de economia mista. 
D) fundação pública. 
E) fundação privada. 
Comentários 
117
155
A questão está referindo-se à Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIPs. Elas são 
entidades do terceiro setor, sem fins lucrativos, que, após qualificadas pelo Estado, podem firmar um 
termo de parceria e receber recursos públicos. 
Ao contrário das OS, não podem receber servidores públicos em seus quadros. 
Gabarito: letra B 
 
3. (FUNDATEC - AGENTE PROFISSIONAL – PROCURADOR – 2010) 
No que tange à organização administrativa, avalie as assertivas baixo, assinalando C, se correta, 
ou I, se incorreta. 
( ) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. 
( ) A participação da sociedade de economia mista na empresa privada dispensa a autorização 
legislativa. 
( ) A área de atuação de fundações deve ser objeto de lei complementar. 
( ) Qualquer tipo de lei pode criar autarquia, a qualquer tempo. 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
a) C – C – C – C. 
b) C – C – C – I. 
c) C – I – C – C. 
d) C – I – C – I. 
e) I – I – I – I. 
Comentários 
O primeiro item está correto. A personalidade jurídica das empresas públicas e das sociedades de 
economia mista é de Direito Privado e a criação delas se dá com a inscrição de seus atos constitutivos 
no Registro Civil das Pessoas Jurídicas após autorização por lei específica. 
Os demais itens foram tirados dos incisos XIX e XX do artigo 37 da CF/88, senão vejamos: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de 
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de 
sua atuação. 
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no 
inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. ” 
Dessa forma, a participação de qualquer uma das entidades em empresa privada depende de autorização 
legislativa, o que torna o segundo item incorreto. 
118
155
==b73==
No final do inciso XIX, o legislador impôs que as áreas de atuação de fundações devem ser objeto de lei 
complementar, o que torna o terceiro item correto. 
Por último, o quarto item está errado, pois não é qualquer lei que cria autarquia; somente lei específica. Isto é para 
evitar que coloquem a criação de uma autarquia em um projeto de lei qualquer, como um projeto de lei que criaria 
uma “bolsa farda estudantil”. 
Gabarito: letra D 
 
4. (CESGRANRIO – CAPES – ANALISTA - 2008) 
Em sentido formal, a Administração Pública pode ser conceituada como o (a): 
a) conjunto de funções necessárias aos serviços públicos em geral. 
b) conjunto de órgãos instituídos para a consecução dos objetivos do Governo. 
c) expressão política de comando e de fixação de objetivos do Estado. 
d) união dos Poderes de Estado com funções atribuídas com precipuidade. 
e) união de três elementos originários e indissociáveis: Povo, Território e Governo soberano. 
Comentários 
Vejam como a banca somente copiou a definição de Administração Pública do Meirelles. De acordo com 
o autor, a “Administração Pública é conjunto de órgãos instituídos para a consecução dos objetivos do 
Governo”. 
Gabarito: letra B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
119
155
LISTA DE QUESTÕES 
 
1. (CESPE – SEFAZ-RS – AUDITOR - 2019) 
A entidade da administração pública indireta criada por meio de lei para desempenho de atividades 
específicas, com personalidade jurídica pública e capacidade de autoadministração é a 
a) autarquia. 
b) fundação privada 
c) sociedades de economia mista. 
d) empresa pública. 
e) empresa subsidiária. 
 
2. (CESPE – TCE-PB – AUDITOR - 2018) 
As entidades que integram a administração pública indireta incluem as autarquias, as empresas 
públicas e as sociedades de economia mista. 
 
3. (CESPE – TCE-PB – AUDITOR - 2018) 
No processo de descentralização por serviço, em que o órgão passa a deter a titularidade e a 
execução do serviço, ocorre a distribuição interna de competências no âmbito de uma mesma 
pessoa jurídica. 
 
4. (CESPE – EMAP – ANALISTA - 2018) 
Os órgãos não dotados de personalidade jurídica própria que exercem funções administrativas e 
integram a União por desconcentração, componentes de uma hierarquia, fazem parte da 
administração direta. 
 
5. (CESPE – EMAP – ANALISTA - 2018) 
As autarquias somente podem ser criadas mediante lei específica, enquanto empresas públicas, 
sociedades de economia mista e fundações, que integram a administração indireta, podem ter sua 
criação autorizada mediante decreto do presidente da República. 
 
6. (CESPE – STM – TÉCNICO - 2018) 
120
155
As autarquias são pessoas jurídicas criadas por lei e possuem liberdade administrativa, não sendo 
subordinadas a órgãos estatais. 
 
7. (CESPE – EBSERH – ASSISTENTE - 2018) 
Somente por decreto específico poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar definir as 
áreas de atuação. 
 
8. (CESPE – STM – TÉCNICO - 2018) 
Por ser dotada de personalidade jurídica de direito público e integrar a administração pública 
indireta, a empresa pública não pode explorar atividade econômica.9. (CESPE – CGM-JOÃO PESSOA – AUDITOR - 2018) 
A empresa pública, entidade da administração indireta, possui personalidade jurídica de direito 
público. 
 
10. (CESPE - TRF-1 – TÉCNICO - 2017) 
Administração direta remete à ideia de administração centralizada, ao passo que administração 
indireta se relaciona à noção de administração descentralizada. 
 
11. (CESPE – TRT-CE – TÉCNICO - 2017) 
Ao transferir, por contrato, a execução de atividade administrativa para uma pessoa jurídica de 
direito privado, a União se utiliza do instituto da 
a) desconcentração. 
b) outorga. 
c) descentralização. 
d) concentração. 
 
12. (CESPE – TRE-PE - ANALISTA - 2017) 
As entidades autônomas integrantes da administração indireta que atuam em setores estratégicos 
da atividade econômica, zelando pelo desempenho das pessoas jurídicas e por sua consonância com 
os fins almejados pelo interesse público e pelo governo são denominadas 
a) agências autárquicas executivas. 
121
155
b) serviços sociais autônomos. 
c) agências autárquicas reguladoras. 
d) empresas públicas. 
e) sociedades de economia mista. 
 
13. (CESPE – TRE-PE - TÉCNICO - 2017) 
As autarquias 
a) são criadas, extintas e organizadas por atos administrativos. 
b) têm sua criação e sua extinção submetidas a reserva legal, podendo ter sua organização regulada 
por decreto. 
c) têm sua criação submetida a reserva legal, mas podem ser extintas por decreto, podendo ter sua 
organização regulada por atos administrativos. 
d) são criadas e organizadas por decreto e podem ser extintas por essa mesma via administrativa. 
e) são criadas e extintas por decreto, podendo ter sua organização regulada por atos administrativos. 
 
14. (CESPE – TRE-PE - TÉCNICO - 2017) 
As empresas públicas 
a) admitem a criação de subsidiárias, exigindo-se, para tanto, autorização legislativa. 
b) dispensam, para sua extinção, autorização legislativa. 
c) integram a administração direta. 
d) possuem regime jurídico de direito público. 
e) são criadas por lei. 
 
15. (CESPE – INSS – ANALISTA - 2016) 
Os institutos da desconcentração e da descentralização, essenciais à organização e repartição de 
competências da administração pública, podem ser exemplificados, respectivamente, pela relação 
entre o MPS e a União e pela vinculação entre o INSS e o MPS. 
 
16. (CESPE – DPU – AGENTE - 2016) 
A desconcentração de serviços é caracterizada pelas situações em que o poder público cria, por meio 
de lei, uma pessoa jurídica e a ela atribui a execução de determinado serviço. 
17. (CESPE – DPU – AGENTE - 2016) 
122
155
Se determinada atribuição administrativa for outorgada a órgão público por meio de uma 
composição hierárquica da mesma pessoa jurídica, em uma relação de coordenação e subordinação 
entre os entes, esse fato corresponderá a uma centralização. 
 
18. (CESPE – PC-GO – AGENTE - 2016) 
A administração direta da União inclui a Casa Civil. 
 
19. (CESPE – STJ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2015) 
É defesa aos Poderes Judiciário e Legislativo a criação de entidades da administração indireta, como 
autarquias e fundações públicas. 
 
20. (CESPE – STJ – ANALISTA – 2015) 
O simples fato de o poder público passar a deter a maioria do capital social de uma empresa privada 
a transforma em sociedade de economia mista, independentemente de autorização legal. 
 
21. (CESPE – AGU – AGU – 2015) 
Em consonância com o entendimento do STF, os serviços sociais autônomos estão sujeitos ao 
controle finalístico do TCU no que se refere à aplicação de recursos públicos recebidos. 
 
22. (CESPE - TCE-RN – AUDITOR – 2015) 
Determinada organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), escolhida pela prefeitura 
de certa cidade para a prestação de serviços em centro educacional, atrasou por dois meses os 
salários de seus empregados. Desconfiados de que as demais verbas trabalhistas não estavam 
sendo recolhidas, os empregados consultaram a Caixa Econômica Federal e o INSS e certificaram-
se de que a organização não realizava os depósitos havia vários meses. A OSCIP, alegando que os 
repasses da prefeitura não estavam sendo realizados, deu aviso prévio aos empregados, mas não 
lhes pagou nenhuma verba trabalhista. Em decorrência, a prefeitura foi chamada a se 
responsabilizar pelo pagamento das verbas, visto que, segundo a defesa dos empregados, teria 
negligenciado sua função de fiscalização da OSCIP. 
A qualificação de OSCIP, a exemplo da entidade em questão, é destinada a pessoas jurídicas de 
direito privado com fins lucrativos, habilitando-as a receberem delegação estatal para o 
desempenho de serviços sociais não exclusivos do Estado mediante incentivo do poder público e 
fiscalização deste. 
23. (CESPE – STJ – ANALISTA – 2015) 
O princípio da especialidade na administração indireta impõe a necessidade de que conste, na lei de 
criação da entidade, a atividade a ser exercida de modo descentralizado. 
123
155
 
24. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Considere que determinado município tenha extinguido órgão de sua estrutura administrativa e 
que o serviço público correspondente tenha sido delegado a pessoa jurídica de direito privado. 
Nessa situação, ocorreu descentralização da atividade administrativa, com ruptura do liame 
hierárquico e exclusão da relação de subordinação com o município. 
 
25. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Dado o poder hierárquico do Estado, na ocorrência do fenômeno de desconcentração 
administrativa, os órgãos e agentes públicos decorrentes da subdivisão não perdem o vínculo 
hierárquico com a pessoa jurídica de origem. 
 
26. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
A transferência, mediante ato administrativo, da execução de determinado serviço público a uma 
autarquia configura descentralização administrativa por outorga. 
 
27. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
O poder normativo das agências reguladoras, cujo objetivo é atender à necessidade crescente de 
normatividade baseada em questões técnicas com mínima influência política, deve estar amparado 
em fundamento legal. 
 
28. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
As decisões das agências reguladoras federais estão sujeitas à revisão ministerial, inclusive por meio 
de recurso hierárquico impróprio. 
 
29. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
Dada a importância da ANTAQ como autoridade administrativa independente das atividades 
portuárias e de transporte aquaviário, ela figura entre as três primeiras agências criadas com 
assento constitucional, ao lado da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Agência Nacional de 
Telecomunicações (ANATEL). 
 
30. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
A criação das agências reguladoras advém da política econômica adotada no Brasil na década de 90 
do século XX, quando ocorreram privatizações decorrentes do Plano Nacional de Desestatização. 
124
155
==b73==
 
31. (CESPE - ANTAQ – TÉCNICO EM REGULAÇÃO – 2014) 
A função normativa das agências reguladoras se equipara à função regulamentar do chefe do Poder 
Executivo de complementação das leis. 
 
32. (CESPE - ANTAQ – TÉCNICO EM REGULAÇÃO – 2014) 
As agências reguladoras exercem função normativa primária, observadas as normas 
hierarquicamente superiores. 
 
33. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
Os órgãos administrativos são pessoas jurídicas de direito público que compõem tanto a 
administração pública direta quanto a indireta. 
 
34. (CESPE - ANATEL – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
No Brasil, as agências reguladoras, assim como o Banco Central, são dotadas de autonomia 
operacional e independência em relação aos poderes do Estado. 
 
35. (CESPE - ANATEL – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
As agências reguladoras no Brasil foram criadas no governo Collor como instrumentos do Poder 
Executivo para minimizarem os problemas econômicos relacionados à prestação dos serviços 
públicos. 
 
36. (CESPE - ANTAQ– CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
As entidades que compõem o serviço social autônomo prestam serviço público e, por isso, integram 
a administração pública indireta, estando sujeitas ao controle do tribunal de contas. 
 
 
 
37. (CESPE - ANTAQ - TÉCNICO – 2014) 
Para a criação de entidades da administração indireta, como sociedades de economia mista, 
empresas públicas e organizações sociais, é necessária a edição de lei formal pelo Poder Legislativo. 
38. (CESPE – CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO – 2014) 
125
155
Autarquias são entidades criadas para desenvolver atividades que não exijam execução por órgãos 
portadores de natureza jurídica de direito público. 
 
39. (CESPE - TJ-DF – JUIZ – 2014) 
No que diz respeito ao terceiro setor, assinale a opção correta à luz da doutrina, da legislação de 
regência e da jurisprudência do STF acerca da matéria. 
a) Os serviços sociais autônomos, embora não integrem a administração pública, se sujeitam à 
obrigatoriedade de realização de concurso público para a contratação de pessoal. 
b) O DF pode dispensar a realização de licitação para a celebração de contrato de prestação de 
serviços com organização social, assim qualificada por meio de contrato de gestão celebrado com 
município de estado da Federação. 
c) Os serviços sociais autônomos, tais como SESI e SENAI, ainda que de âmbito nacional, sujeitam-se 
à jurisdição da justiça estadual. 
d) Devido à competência exclusiva da União para legislar sobre normas gerais de contratação, será 
inválida lei distrital que regulamente, no âmbito do DF, a qualificação de organização social, dado o 
caráter nacional da Lei n.º 9.637/1998. 
e) As instituições religiosas podem qualificar-se como OSCIPs, desde que não tenham fins lucrativos 
e os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos por lei. 
 
40. (CESPE - MTE – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
As empresas públicas são entidades integrantes do quadro da administração direta dotadas de 
personalidade jurídica própria. 
 
41. (CESPE – CAIXA – NÍVEL SUPERIOR – 2014) 
Sendo o capital social das empresas públicas integralmente público, a personalidade jurídica dessas 
empresas é de direito público. 
 
 
 
 
42. (CESPE - SUFRAMA – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Considerando que a SUFRAMA, autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior, pretenda contratar serviços de consultoria para auxiliar na elaboração do Plano 
Diretor Plurienal da ZFM, julgue o item a seguir: 
Sendo uma autarquia, a SUFRAMA não é obrigada a realizar prévio procedimento de licitação para 
contratar o serviço. 
126
155
 
43. (CESPE - SUFRAMA – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2014) 
Empresa pública e sociedade de economia mista são entidades da administração indireta com 
personalidade jurídica de direito privado. 
 
44. (CESPE - TC-DF - TÉCNICO – 2014) 
O Serviço Social do Comércio, exemplo de entidade de direito privado que atua em colaboração 
com o Estado, apesar de ter sido criado por lei, não integra a administração indireta. 
 
45. (CESPE - TC-DF - TÉCNICO – 2014) 
Os municípios, assim como os estados-membros, poderão ter sua administração indireta, em razão 
da autonomia a eles conferida pela CF. 
 
46. (CESPE - TC-DF – TÉCNICO – 2014) 
Ao contrário das empresas públicas, em que o regime de pessoal é híbrido, sendo permitida a 
vinculação de agentes tanto sob o regime celetista quanto sob o estatutário, nas sociedades de 
economia mista, o vínculo jurídico que se firma é exclusivamente contratual, sob a égide da 
Consolidação das Leis do Trabalho. 
 
47. (CESPE - TC-DF - TÉCNICO – 2014) 
Em virtude do princípio da reserva legal, a criação dos entes integrantes da administração indireta 
depende de lei específica. 
 
48. (CESPE – CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO – 2014) 
As autarquias só podem ser criadas por lei. 
 
49. (CESPE - MTE - CONTADOR – 2014) 
As OSCIPs podem cooperar com o poder público prestando serviços intermediários de apoio a 
organizações sem fins lucrativos e a órgãos da administração pública que atuem em áreas similares 
àquelas em que desenvolvem suas atividades, sendo-lhes vedado executar diretamente projetos, 
programas e planos de ação. 
 
 
127
155
50. (CESPE - PGE-BA - PROCURADOR – 2014) 
Desde que presentes a relevância e urgência da matéria, a criação da autarquia pode ser autorizada 
por medida provisória, devendo, nesse caso, ser providenciado o registro do ato constitutivo na 
junta comercial competente. 
 
51. (CESPE – POLÍCIA FEDERAL – AGENTE – 2014) 
O cargo de dirigente de empresa pública e de sociedade de economia mista é regido pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
 
52. (CESPE - TJ-SE – TÉCNICO – 2014) 
As empresas públicas se diferenciam das sociedades de economia mista, entre outros fatores, pela 
forma jurídica e de constituição de seu capital social. 
 
53. (CESPE - ICMBIO - TÉCNICO – 2014) 
Existem órgãos da administração direta atuando na administração federal, estadual e municipal. 
 
54. (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2014) 
No âmbito federal, as autarquias são entes da administração indireta dotados de personalidade 
jurídica própria e criados por lei para executar atividades típicas da administração. Essas entidades 
sujeitam-se à supervisão ministerial, mas não se subordinam hierarquicamente ao ministério 
correspondente. 
 
55. (CESPE - ANTAQ - TÉCNICO – 2014) 
As entidades administrativas, como as autarquias, são pessoas jurídicas de direito público interno, 
detentoras de autonomia política e financeira e de autorregulação. 
56. (CESPE - ANTAQ – CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2014) 
Embora as autarquias não estejam hierarquicamente subordinadas à administração pública direta, 
seus bens são impenhoráveis e seus servidores estão sujeitos à vedação de acumulação de cargos e 
funções públicas. 
 
 
57. (CESPE - ICMBIO - TÉCNICO – 2014) 
As autarquias integram a administração indireta e, por isso, não possuem patrimônio. 
128
155
 
58. (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2014) 
No âmbito federal, as autarquias são entes da administração indireta dotados de personalidade 
jurídica própria e criados por lei para executar atividades típicas da administração. Essas entidades 
sujeitam-se à supervisão ministerial, mas não se subordinam hierarquicamente ao ministério 
correspondente. 
 
59. (CESPE - TJ-DF – TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E REGISTROS – 2014) 
No que se refere à administração pública, assinale a opção correta. 
a) Consoante o entendimento do STF, encontra fundamento constitucional a exigência legal de 
aprovação legislativa prévia para a exoneração de ocupante do cargo de presidente de autarquia. 
b) Por não se submeterem ao regime jurídico de direito público, as sociedades de economia mista 
exploradoras de atividade econômica estão dispensadas da realização de concurso público para a 
admissão de pessoal. 
c) Não se aplica às empresas públicas prestadoras de serviço público a responsabilidade civil objetiva 
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. 
d) A descentralização administrativa por meio de delegação de serviço público pode ocorrer por meio 
de contrato e pressupõe relação de hierarquia. 
e) As entidades paraestatais, entes privados que não integram a administração pública direta e 
indireta, colaboram com o Estado no desempenho de atividades de interesse público, sem finalidade 
lucrativa, como os serviços sociais autônomos. 
 
60. (CESPE - TJ-CE – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2014) 
A respeito de organização administrativa, assinale a opção correta. 
a) As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito público que celebram contrato de gestão 
com o poder público para a prestação de serviços públicos de natureza social. 
b) São consideradas agências executivas as autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de 
economia mista que apresentam regime jurídico especial que lhes concedemaior autonomia em 
relação ao ente federativo que as criou. 
c) Os consórcios públicos sob o regime jurídico de direito público são associações públicas sem 
personalidade jurídica criadas para a gestão associada de serviços públicos de interesse de mais de 
um ente federativo. 
d) Tratando-se de órgão público, a competência é irrenunciável e intransferível. 
e) As autarquias são entidades criadas pelos entes federativos para a execução atividades que 
requeiram gestão administrativa e financeira descentralizada, porém, o ente federativo continuará 
titular do serviço, sendo responsável, dessa forma, pelos atos praticados pela autarquia. 
 
129
155
61. (CESPE - MEC – TODOS OS CARGOS – 2014) 
Ao consórcio público — é vedado firmar convênios, contratos e acordos de qualquer natureza, 
receber auxílios, contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do 
governo. 
 
62. (CESPE - MTE - CONTADOR – 2014) 
Os consórcios públicos são constituídos por meio de ato editado pelo chefe do Poder Executivo dos 
entes federativos consorciados. 
 
63. (CESPE - MTE - CONTADOR – 2014) 
A retirada de um dos entes federativos que integra um consórcio público desconstitui todo esse 
consórcio e implica a extinção das obrigações já constituídas, como os contratos de programa. 
 
64. (CESPE - TRT - 10ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2013) 
As autarquias federais detêm autonomia administrativa relativa, estando subordinadas aos 
respectivos ministérios de sua área de atuação. 
 
65. (CESPE - TRT - 10ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2013) 
As empresas públicas devem ser constituídas obrigatoriamente sob a forma de sociedade anônima. 
 
 
66. (CESPE – CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO - 2012) 
O início da personalidade jurídica de uma autarquia coincide com o registro de seu estatuto no 
cartório competente. 
 
67. (CESPE - TCE-ES – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – AUDITORIA GOVERNAMENTAL – 
2012) 
O regime jurídico a que se sujeitam as empresas públicas e as sociedades de economia mista é de 
natureza híbrida. 
 
68. (CESPE - PRF – AGENTE ADMINISTRATIVO – 2012) 
São exemplos de prerrogativas estatais estendidas às autarquias a imunidade tributária recíproca e 
os privilégios processuais da Fazenda Pública. 
130
155
 
69. (CESPE - TJ-AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2012) 
A empresa pública criada com a finalidade de explorar atividade econômica deve ser, 
necessariamente, formada sob o regime de pessoa jurídica de direito privado. 
 
70. (CESPE - ANAC – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – 2012) 
A desconcentração administrativa consiste na distribuição interna de competências, no âmbito de 
uma mesma pessoa jurídica; a descentralização administrativa pressupõe a distribuição de 
competência para outra pessoa, física ou jurídica. 
 
71. (CESPE - TCU – TÉCNICO – 2012) 
Não se admite a criação de fundações públicas para a exploração de atividade econômica. 
 
72. (CESPE – TRE-BA - ANALISTA – 2010) 
Os contratos de gestão são instrumentos modernos que possibilitam maior autonomia em algumas 
agências do governo. 
 
73. (CESPE - TCU - ACE - 2008) 
A qualificação como organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), atribuível às 
pessoas jurídicas de direito privado, requer que tais organizações não tenham fins lucrativos ou que, 
tendo-os, elas não distribuam os resultados aos seus dirigentes e os apliquem preferencialmente na 
consecução do respectivo objeto social. 
 
74. (CESPE – TJ-DF - ANALISTA - 2008) 
O uso indiscriminado da expressão terceiro setor acabou por tornar o conceito demasiadamente 
abrangente, fazendo que nele se possam enquadrar todos os modelos de entidades que não se 
incluam no conceito do primeiro setor, o Estado, e do segundo setor, o mercado. 
 
 
75. (CESPE - TCU - ACE - 2009) 
As entidades do Sistema S (SESI, SESC, SENAI etc.), conforme entendimento do TCU, não se 
submetem aos estritos termos da Lei n.º 8.666/1993, mas sim a regulamentos próprios. 
 
131
155
76. (CESPE - TCU - ACE - 2008) 
A organização social, que integra as chamadas entidades paraestatais, insere-se na concepção 
administrativa fundada no conceito de Estado mínimo, segundo o qual a saúde não é considerada 
atividade típica de Estado. 
 
77. (CESPE - TCU - ACE - 2008) 
Os diretores das agências reguladoras serão escolhidos pelo presidente da República, mas essa 
escolha deve ser aprovada, por meio de voto secreto, após arguição pública, pelo Senado Federal. 
 
78. (CESPE – TJ-DF - ANALISTA - 2008) 
Embora seja possível identificar dissenso na doutrina acerca das características das entidades do 
terceiro setor, são comumente apontadas como diferenciais das entidades que o compõem a 
natureza privada, a ausência de finalidade lucrativa, a autoadministração, a institucionalização e o 
fato de serem voluntárias. 
 
79. (CESPE – TJ-DF - ANALISTA - 2008) 
Ao termo publicização do terceiro setor podem ser atribuídos pelo menos dois sentidos. Um é o que 
se refere à prestação de serviços de interesse público por entidades componentes do terceiro setor, 
com o apoio do Estado. O segundo refere-se à transformação de entidades públicas em entidades 
privadas sem fins lucrativos. 
80. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2009) 
O mandato dos conselheiros e dos diretores das agências reguladoras terá o prazo fixado na lei de 
criação de cada agência. 
 
81. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2009) 
As agências reguladoras serão dirigidas em regime de colegiado, por um conselho diretor ou 
diretoria composta por conselheiros ou diretores, sendo um deles o seu presidente, o diretor-geral 
ou diretor-presidente. 
82. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2009) 
As agências reguladoras têm caráter nacional, sendo vedado aos estados e ao Distrito Federal criar 
suas próprias agências estaduais quando se tratar de serviço público, por ausência de previsão 
constitucional. 
 
83. (CESPE - MS - ANALISTA - 2010) 
132
155
Entidades paraestatais são pessoas jurídicas de direito privado que colaboram com o Estado no 
desempenho de atividades não lucrativas; elas não integram a estrutura da administração pública. 
 
84. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2006) 
Três meses após ter tomado posse para cumprir o seu mandato, um diretor da ANATEL foi 
exonerado a pedido e, em razão de sua experiência no setor, foi contratado, logo após a 
exoneração, para prestar consultoria a uma empresa ligada ao setor de telecomunicações. 
A esse ex-diretor não se aplica nenhum impedimento para prestação de qualquer tipo de serviço a 
empresa integrante do setor regulado pela agência. 
 
85. (CESPE - MPU - TÉCNICO - 2010) 
Considere que Pedro, imediatamente após o término de seu mandato como dirigente de agência 
reguladora, tenha sido convidado a assumir cargo gerencial em empresa do setor regulado pela 
agência onde cumprira o mandato. Nessa situação, Pedro não poderá assumir imediatamente o 
novo cargo, devendo cumprir quarentena. 
 
86. (CESPE - MPU - ANALISTA - 2010) 
As agências executivas fazem parte da administração direta, e as agências reguladoras integram a 
administração pública indireta. 
87. (CESPE – IBRAM - ADVOGADO - 2009) 
Se determinada associação, com natureza de pessoa jurídica privada, sem fim lucrativo, que tinha 
por objeto a proteção e a preservação do meio ambiente, firme contrato de gestão com o poder 
público, por meio do qual passe a ser qualificada como organização social, então, com essa 
qualificação, ela poderá celebrar contratos de prestação de serviços com o poder público, para 
desempenhar as atividades contempladas no contrato de gestão, sem que haja necessidade de 
prévia licitação. 
 
 
88. (CESPE – IBRAM - ADVOGADO - 2009) 
Uma autarquia pode ser qualificada como agência executiva desde que estabeleça contrato de 
gestão com o ministério supervisor e tenha também plano estratégico de reestruturação e de 
desenvolvimento institucional em andamento. 
 
89. (CESPE - TCU - ACE - 2009) 
O Estado, quando celebra termo deparceria com organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIPs), abre mão de serviço público, transferindo-o à iniciativa privada. 
133
155
 
90. (CESPE - ANATEL / ANALISTA - 2006) 
As organizações sociais podem receber legalmente recursos orçamentários e bens públicos 
necessários ao cumprimento do contrato de gestão. 
 
91. (CESPE - ANATEL - ANALISTA - 2006) 
Segundo o plano diretor da reforma do aparelho do Estado, o terceiro setor é entendido como 
aquele de atuação simultânea do Estado e da sociedade civil na execução de atividades de interesse 
público ou social não-exclusivas do Estado. São entidades do terceiro setor, por exemplo, as 
autarquias qualificadas como agências executivas, por meio de contrato de gestão, após o qual 
estão autorizadas a executar atividades mais eficientes de interesse público. 
 
 
 
 
 
 
 
134
155
GABARITO 
 
 
1. A 
2. C 
3. E 
4. C 
5. E 
6. C 
7. E 
8. E 
9. E 
10. C 
11. C 
12. C 
13. B 
14. A 
15. C 
16. E 
17. E 
18. C 
19. E 
20. E 
21. C 
22. E 
23. C 
24. C 
25. C 
26. E 
27. C 
28. C 
29. E 
30. C 
31. E 
32. E 
33. E 
34. E 
35. E 
36. E 
37. E 
38. E 
39. C 
40. E 
41. E 
42. E 
43. C 
44. C 
45. C 
46. E 
47. C 
48. C 
49. E 
50. E 
51. E 
52. C 
53. C 
54. C 
55. E 
56. C 
57. E 
58. C 
59. E 
60. D 
61. E 
62. E 
63. E 
64. E 
65. E 
66. E 
67. C 
68. C 
69. C 
70. C 
71. C 
72. C 
73. E 
74. C 
75. C 
76. E 
77. C 
78. C 
79. C 
80. C 
81. C 
82. E 
83. C 
84. C 
85. C 
86. E 
87. C 
88. C 
89. E 
90. C 
91. E 
 
 
 
135
155
LISTA DE QUESTÕES 
 
1. (FCC – DPE/AM – TÉCNICO – 2018) 
No que concerne às entidades integrantes da Administração indireta, tem-se que as 
I. empresas públicas possuem personalidade jurídica de direito público, eis que desempenham serviço 
público não exclusivo. 
II. sociedades de economia mista somente podem ter por objeto social a exploração de atividade 
econômica em regime de competição no mercado. 
III. as autarquias são dotadas de poderes de autoadministração em relação ao ente instituidor, 
sujeitando-se, contudo, ao controle finalístico decorrente do poder de tutela. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I. 
(B) III. 
(C) II e III 
(D) I e II. 
(E) I e III. 
 
2. (FCC - COPERGÁS - ANALISTA – 2016) 
A organização da Administração pública brasileira compreende a Administração direta, composta 
pelos órgãos integrantes das pessoas jurídicas políticas (União, Estados, Municípios e Distrito 
Federal), e a Administração indireta, na qual se incluem 
a) autarquias, caracterizadas como serviço público descentralizado sob o regime privado. 
b) empresas públicas, que somente podem prestar serviço público. 
c) organizações sociais, criadas por lei para prestação de serviços de utilidade pública. 
d) sociedades de economia mista, de natureza privada, cuja criação é autorizada por lei. 
e) fundações, com capacidade administrativa e política. 
 
3. (FCC - TCE-SP - AUXILIAR – 2015) 
O conceito de Administração pública pode ser estabelecido a partir do critério objetivo ou subjetivo. 
Conforme esclarece Maria Sylvia Zanella di Pietro, pode-se definir Administração Pública, em 
sentido subjetivo, como o conjunto de órgãos e pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício 
da função administrativa do Estado. Nesse contexto, a atividade de organização da Administração 
pública pode compreender a 
136
155
a) extinção de órgãos públicos, como medida de reorganização administrativa e redução de custos, 
por ato do Chefe do Executivo. 
b) criação de órgãos públicos, independentemente de lei, como expressão da desconcentração 
administrativa. 
c) instituição, por lei específica, de empresa pública, como expressão da desconcentração por 
serviços. 
d) extinção de cargos públicos, quando vagos, por ato do Chefe do Executivo, como medida de 
organização e funcionamento da Administração. 
e) delegação de serviço público a sociedade de economia mista, como expressão de desconcentração 
funcional. 
 
4. (FCC - MANAUSPREV - ANALISTA – 2015) 
Um Município amazonense está providenciando reestruturação administrativa, buscando conferir 
mais agilidade à sua gestão, bem como otimizar as atividades e funcionalidades disponibilizadas 
aos administrados. Nesse passo, pretende extinguir algumas secretarias municipais e fundir outras 
para enxugar as despesas administrativas e estruturais, já que há claro propósito de reduzir o 
desempenho direto de atividades a cargo da Administração. Ainda, pretende encaminhar proposta 
à Câmara de Vereadores para obter autorização para criação de empresas estatais. Considerando o 
modelo pretendido, tem-se que 
a) a criação de pessoas jurídicas integrantes da Administração municipal é expressão do modelo de 
desconcentração administrativa. 
b) a extinção de secretarias municipais depende de autorização legislativa, posto que se pretende 
extinguir ente integrante da Administração indireta. 
c) o modelo proposto é expressão da aplicação do princípio da eficiência, que prevê a obrigatoriedade 
de extinção de secretarias e órgãos. 
d) a reestruturação ora promovida é condizente com o modelo de descentralização administrativa, 
em que atividades são transferidas para pessoas jurídicas integrantes da Administração indireta. 
e) a conduta da Administração municipal é regular, visto que a criação de órgãos depende de 
autorização legislativa, razão pela qual a instituição de empresas estatais depende da adoção dessa 
formalidade. 
 
5. (FCC - TCE-CE - ANALISTA – 2015) 
O governador do Estado Y entendeu pela necessidade de instituição de uma pessoa jurídica de 
direito privado, com capital exclusivamente público, que realizasse a prestação de serviços, nos 
moldes da iniciativa privada, de interesse da coletividade local, cuja autorização para sua criação se 
realizasse por lei específica. Tais características são próprias das 
a) empresas públicas. 
b) sociedades de economia mista. 
137
155
==b73==
c) autarquias. 
d) organizações sociais. 
e) fundações públicas. 
 
6. (FCC - TRT-RS - ANALISTA – 2015) 
A propósito dos entes que integram a Administração Indireta, considere as afirmativas abaixo. 
I. As autarquias são dotadas de personalidade jurídica de direito público, possuem capacidade de 
autoadministração e se distinguem das pessoas políticas no que concerne à competência legislativa, 
pois não a detêm, o que não impede, todavia, que lhes seja transferida a titularidade e a execução de 
serviços públicos. 
II. As empresas estatais podem, na forma que seus Estatutos Sociais determinarem, exercer atividade 
econômica de natureza privada ou prestar serviço público, o que, contudo, não impacta sua natureza 
jurídica de direito privado e, assim, permite a contratação de obras e aquisições sem se submeter ao 
regime de licitações. 
III. Tanto as autarquias, quanto as empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público criadas 
por lei, permitido às segundas um certo grau de flexibilização no regime jurídico a que estão 
submetidas, com derrogação por normas de direito privado, tais como possibilidade de contratação 
de servidores público sem submissão a concurso público. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I. 
c) II. 
d) II e III. 
e) III. 
 
7. (FCC - TCE-CE - CONSELHEIRO – 2015) 
Conforme esclarece Maria Sylvia Zanella di Pietro, em sentido objetivo, a Administração Pública 
abrange as atividades exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes incumbidos de atender 
concretamente às necessidades coletivas; corresponde à função administrativa, atribuída 
preferencialmente aos órgãos do Poder Executivo (In: Direito Administrativo, Atlas, 18. ed., p. 59). 
Para o exercício da função administrativa, afigura-se necessária a distribuição de competências, o 
que é feito mediante descentralização ou desconcentração, correspondendo esta última à 
a) transferênciade competências de uma pessoa jurídica para outra. 
b) distribuição de competências dentro de uma mesma pessoa jurídica. 
c) criação de entidade autônoma para exercício da atividade destacada. 
d) delegação de competências do ente central para os entes federados. 
138
155
e) fixação de competências entre diferentes entes, emanada diretamente da Constituição Federal. 
 
8. (FCC - TRT-RS - ANALISTA – 2015) 
Considere que uma sociedade de economia mista controlada pela União, que atua na área de 
processamento de dados, pretenda oferecer seus serviços ao mercado privado, com vistas a ampliar 
suas receitas para além dos recursos obtidos com a prestação dos serviços à Administração pública. 
Referida entidade 
a) dado o regime de direito público a que se submete, está imune à tributação sobre a prestação dos 
serviços aos privados. 
b) sujeita-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas inclusive no que diz respeito às 
obrigações tributárias. 
c) passará a caracterizar-se como uma empresa com fins lucrativos, perdendo a imunidade tributária. 
d) perde a prerrogativa de ser contratada pela Administração com dispensa de licitação, caso a 
atuação caracterize regime de competição no mercado. 
e) passará do regime de direito público ao de direito privado, mantida, contudo, a obrigatoriedade de 
observância dos princípios aplicáveis à Administração pública. 
 
9. (FCC - TJ-RR - JUIZ – 2015) 
Observe as seguintes características: 
I. tem como forma obrigatória a de sociedade anônima. 
II. são qualificadas como tal por ato do Presidente da República. 
III. trata-se de entidade criada diretamente por lei, desnecessário o registro de seus atos constitutivos. 
Tais atributos são aplicáveis, respectivamente: 
a) empresas públicas; organizações sociais; autarquias. 
b) sociedades de economia mista; fundações governamentais de direito público; agências executivas. 
c) consórcios públicos; agências reguladoras; serviços sociais autônomos. 
d) sociedades de economia mista; agências executivas; agências reguladoras. 
e) subsidiárias estatais; organizações da sociedade civil de interesse público; empresa pública. 
10. (FCC - TRT – JUIZ DO TRABALHO – 2015) 
Considere que a União pretenda instituir uma entidade autônoma, com personalidade jurídica 
própria, para executar obras de infraestrutura necessárias à realização dos Jogos Olímpicos. Tendo 
em vista as características e o regime jurídico aplicável, referida entidade poderá ser: 
a) autarquia, criada por lei, com autonomia administrativa e sujeita a regime de direito privado 
parcialmente derrogado pelos princípios aplicáveis à Administração pública. 
139
155
b) empresa pública, cuja criação é autorizada por lei, sujeita ao mesmo regime jurídico do ente 
instituidor. 
c) fundação, constituída mediante contrato de programa celebrado em conjunto com as entidades da 
federação beneficiadas pelas obras. 
d) sociedade de economia mista, cuja criação é autorizada por lei, admitindo-se a participação 
minoritária de particulares no seu capital social. 
e) agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial, cuja criação é autorizada por lei, 
dotada de autonomia financeira. 
 
11. (FCC – TRT – JUIZ DO TRABALHO – 2015) 
De acordo com a legislação que rege a matéria, as denominadas agências executivas são: 
a) entidades que não integram a Administração pública, mas com esta se relacionam por vínculo de 
colaboração. 
b) autarquias de regime especial, com prerrogativas de independência fixadas na lei instituidora. 
c) órgãos colegiados instituídos no âmbito da Administração direta para atividades de coordenação 
de ações estratégicas. 
d) pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, que recebem tal qualificação mediante 
celebração de contrato de gestão. 
e) entidades integrantes da Administração pública, criadas sob a forma de autarquias ou fundações, 
que, em decorrência de tal qualificação, passam a se submeter a regime especial. 
 
12. (FCC - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2013) 
Distinguem-se as autarquias das sociedades de economia mista que exploram atividade 
econômica, dentre outras características, em função de: 
a) não serem dotadas de autonomia e personalidade jurídica própria, embora submetidas ao regime 
jurídico de direito privado. 
b) seu regime jurídico de direito público, exceto quanto ao processo de execução ao qual se 
submetem, típico do direito privado. 
c) sua criação ser autorizada por lei, bem como por se submeterem tanto ao regime jurídico público, 
quanto ao regime jurídico privado. 
d) serem criadas por lei, bem como em função de seu regime jurídico de direito público. 
e) se submeterem a processo especial de execução, que excetua o regime dos precatórios, embora 
não afaste a prescritibilidade de seus bens. 
 
13. (FCC - TRF - 2ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2012) 
140
155
A administração indireta compreende, além de outras entidades, as empresas públicas e sociedades 
de economia mista, as quais têm personalidade jurídica de direito: 
 a) público e privado, respectivamente, criadas por lei de iniciativa do Poder Executivo. 
 b) privado, instituídas mediante autorização de lei específica. 
 c) público e independem de lei complementar para suas instituições. 
 d) privado e público, respectivamente, sendo instituídas mediante lei específica. 
 e) público, criadas por ato específico e privativo do chefe do Poder Executivo. 
 
14. (FCC - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) – JUIZ DO TRABALHO – 2012) 
A respeito das agências reguladoras e agências executivas, é correto afirmar que: 
 a) as agências reguladoras adquirem autonomia a partir de qualificação obtida em face de contrato 
de gestão celebrado com o respectivo Ministério supervisor. 
 b) as agências executivas caracterizam-se como autarquias de regime especial, criadas por lei, com 
autonomia administrativa, orçamentária e financeira. 
 c) ambas possuem regime especial, estabelecido na lei instituidora, atuando as agências executivas 
na regulação de atividade econômica e as agências reguladoras no controle e fiscalização de serviço 
público. 
 d) as agências executivas são empresas públicas ou fundações, com autonomia ampliada a partir de 
decreto governamental, em face da apresentação de plano para melhoria de eficiência e redução de 
custos. 
 e) as agências reguladoras possuem regime jurídico especial, fixado na lei instituidora, garantindo 
maior grau de autonomia administrativa e orçamentária que o conferido às demais autarquias. 
 
15. (FCC - TRT - 20ª REGIÃO (SE) – JUIZ DO TRABALHO – 2012) 
De acordo com a normatização federal que disciplina a matéria, agência executiva é: 
 a) fundação pública, constituída por lei sob regime especial que lhe confere autonomia 
administrativa, orçamentária e financeira. 
 b) entidade criada por lei, com autonomia administrativa, orçamentária e financeira, para exercer 
poder de polícia. 
 c) autarquia de regime especial, estabelecido na lei instituidora, com competência institucional para 
regular atividade econômica ou serviço público prestado sob regime de concessão ou permissão. 
 d) a qualificação conferida, por decreto governamental, a empresas públicas ou fundações 
governamentais, para ampliação da autonomia administrativa, orçamentária e financeira. 
 e) a qualificação dada à autarquia ou fundação que celebre contrato de gestão com o respectivo 
Ministério supervisor e que tenha plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional 
para melhoria da qualidade de gestão e redução de custos. 
141
155
 
16. (FCC - TCE-AM – ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – 2012) 
As autarquias : 
 a) são pessoas jurídicas de direito público, com capacidade de autoadministração, nos limites 
estabelecidos pela lei, não dotadas de capacidade política. 
 b) sujeitam-se ao mesmo regime jurídico das pessoas públicas políticas (União, Estados e Municípios), 
com capacidade deautoadministração e criação do próprio direito. 
 c) são pessoas jurídicas de direito privado, dotadas de autonomia administrativa e orçamentária em 
face do princípio da especialidade. 
 d) sujeitam-se ao regime privado, com especialização institucional e autonomia administrativa, 
submetidas à tutela do ente instituidor. 
 e) sujeitam-se ao regime público, não se submetendo ao controle tutelar do ente instituidor em face 
do princípio da especialidade e da autonomia administrativa. 
 
17. (FCC - TST – ANALISTA JUDICIÁRIO - 2012) 
Uma pessoa jurídica que se enquadre no conceito de autarquia: 
 a) é essencialmente considerada um serviço autônomo. 
 b) deve necessariamente possuir um regime jurídico especial. 
 c) terá garantia de estabilidade de seus dirigentes. 
 d) subordina-se hierarquicamente a algum Ministério, ou órgão equivalente no plano dos demais 
entes federativos. 
 e) não integra a Administração Indireta. 
 
18. (FCC - TRT - 11ª REGIÃO (AM) – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2012) 
Segundo a Constituição Federal, a instituição de fundação pública deve ser autorizada por: 
 a) ato administrativo emanado pelo Poder Público federal que, inclusive, definirá suas áreas de 
atuação. 
 b) ato administrativo emanado pelo Poder Público municipal, do Município onde estiver localizada 
sua sede que, inclusive, definirá suas áreas de atuação. 
 c) ato administrativo emanado pelo Poder Público estadual que, inclusive, definirá suas áreas de 
atuação. 
 d) lei específica, cabendo à lei complementar definir suas áreas de atuação. 
 e) decreto municipal, emitido pelo Prefeito do Município onde estiver localizada sua sede que, 
inclusive, definirá suas áreas de atuação. 
 
142
155
19. (FCC - TST – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2012) 
Compõe a Administração pública direta da União: 
 a) o Departamento de Polícia Federal. 
 b) o Banco Central do Brasil. 
 c) a Agência Nacional de Aviação Civil. 
 d) a Caixa Econômica Federal. 
 e) a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. 
 
20. (FCC – TRT/PE – ANALISTA – 2012) 
Como uma das dimensões do Estado contemporâneo empreendedor, o princípio da 
desconcentração se efetiva por meio 
a) da racionalização de custos de empresas públicas. 
b) da delegação de competências. 
c) da coordenação intersetorial de programas. 
d) do planejamento estratégico situacional. 
e) da reengenharia de processos na administração direta. 
 
21. (FCC – TRE/TO – ANALISTA – 2011) 
A repartição de funções entre os vários órgãos de uma mesma pessoa jurídica da Administração 
Pública é conceito de 
a) desconcentração. 
b) descentralização. 
c) descentralização por serviços. 
d) delegação de competência. 
e) desmembramento. 
 
22. (FCC - TCE-PR – ANALISTA - 2011) 
Inserem-se entre as entidades integrantes da Administração pública indireta, além das empresas 
públicas, as: 
 a) sociedades de economia mista, as fundações públicas e as Organizações Sociais ligadas à 
Administração por contrato de gestão. 
 b) autarquias, fundações e sociedades de economia mista, que são pessoas jurídicas de direito 
público. 
143
155
 c) sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica, que se submetem ao mesmo 
regime jurídico das empresas privadas e aos princípios aplicáveis à Administração Pública. 
 d) fundações e autarquias, excluídas as sociedades de economia mista. 
 e) sociedades de economia mista, exceto as que operam no domínio econômico em regime de 
competição com as empresas privadas. 
 
23. (FCC - TRF - 4ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2010) 
No que se refere aos órgãos públicos, é INCORRETO afirmar ser característica destes (algumas não 
presentes em todos), dentre outras, o fato de que: 
 a) não possuem patrimônio próprio, mas integram a estrutura da pessoa jurídica. 
 b) têm capacidade para representar em juízo a pessoa jurídica que integram. 
 c) não possuem personalidade jurídica e são resultado da desconcentração. 
 d) podem firmar, por meio de seus administradores, contratos de gestão com outros órgãos. 
 e) alguns possuem autonomia gerencial, orçamentária e financeira. 
 
24. (FCC - TRT - 7ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2009) 
Aplicam-se às autarquias, dentre outras regras e princípios, o seguinte: 
a) Por gozarem de autonomia, seus contratos não estão sujeitos a licitação. 
b) Não têm direito a ação regressiva contra seus servidores culpados por danos a terceiros. 
c) Agem por delegação do Poder que a instituiu. 
d) Gozam de imunidade de impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços vinculados às suas 
finalidades essenciais ou delas decorrentes. 
e) Subordinam-se hierarquicamente à entidade estatal a que pertencem. 
 
25. (FCC - PGE-RJ – TÉCNICO SUPERIOR - 2009) 
A criação de entidades da Administração indireta e a transferência, a estas, de atividades e 
competências originalmente atribuídas a órgãos da administração direta são decorrência de 
políticas administrativas tendentes à: 
a) desconcentração. 
b) descentralização. 
c) privatização. 
d) regulamentação. 
e) subsidiariedade. 
 
144
155
26. (FCC - TRF - 5ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2008) 
Os órgãos públicos são: 
a) centros de competência dotados de personalidade jurídica. 
b) os agentes públicos que desempenham as funções da Administração Pública. 
c) centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais. 
d) unicamente os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
e) as pessoas, os sujeitos de direitos e obrigações, dentro da Administração Pública. 
 
27. (FCC - TRT - 19ª REGIÃO – ANALISTA – 2007) 
As agências reguladoras, criadas para regular e fiscalizar os serviços prestados por empresas 
privadas que atuam na prestação de serviços, que em suas essências seriam públicos, têm natureza 
jurídica de: 
 a) autarquias sob regime especial. 
 b) órgãos da Administração direta. 
 c) empresas públicas. 
 d) órgãos do Tribunal de Contas da União. 
 e) entidades privadas. 
 
 
 
 
 
 
 
145
155
GABARITO 
 
 
1. B 
2. D 
3. D 
4. D 
5. A 
6. B 
7. B 
8. B 
9. D 
10. D 
11. E 
12. D 
13. B 
14. E 
15. E 
16. A 
17. A 
18. D 
19. A 
20. B 
21. A 
22. C 
23. B 
24. D 
25. B 
26. C 
27. A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
146
155
LISTA DE QUESTÕES 
 
1. (FGV – SEFIN/RO - CONTADOR - 2018) 
A administração direta e a administração indireta são partes integrantes da Administração Pública 
e são compostas por diferentes categorias de entidades. 
A respeito das características das autarquias, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a 
afirmativa verdadeira e (F) para a falsa. 
1. As autarquias são criadas por lei. 
2. As autarquias não possuem personalidade jurídica. 
3. As autarquias estão subordinadas hierarquicamente. 
4. As autarquias são parte integrante da administração direta. 
Observada a ordem apresentada, as afirmativas são, respectivamente, 
a) V – V – V – V. 
b) F – F – F – F. 
c) V – F – F – F. 
d) V – F – V – F. 
e) F – V – F – V. 
 
2. (FGV – SEFIN/RO – TÉCNICO - 2018) 
João, advogado de um grande escritório, foi incumbido de identificar a natureza jurídica de 
determinado ente da Administração Pública indireta. Após amplas pesquisas, constatou que a lei 
autorizou a instituição desse ente, cujo capital somente pode pertencer ao ente federativo 
instituidor e a outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como a entidades da 
Administração indireta. 
À luz da ordem jurídica brasileira, constitucional e infraconstitucional, é correto afirmar que esse 
ente tem a natureza jurídica de 
a) autarquia. 
b) sociedade de economia mista. 
c) fundação pública. 
d) empresa pública. 
e) sociedade de mera participação do Estado. 
 
 
147
155
3. (FGV – ALERO – ASSISTENTE - 2018) 
Uma autarquia, entidade conceituada como serviço público personalizado, não pode estar 
vinculada 
a) ao Ministério da Fazenda. 
b) ao Poder Legislativo. 
c) à Casa Civil. 
d) à Secretaria de Meiopersonalidade de direito público, seus agentes praticam atos considerados 
atos administrativos, com observância de todos os requisitos obrigatórios de um ato dessa natureza, como 
o sujeito, a forma, o motivo, o objeto e a finalidade. 
 
3 (Justen Filho, 2012) 
4 (Paludo A. , 2013) 
13
155
tnascimento
Realce
tnascimento
Realce
Da mesma forma, as autarquias devem obediência aos atributos dos atos administrativos, que são: 
supremacia do interesse público, presunção de legitimidade, autoexecutoriedade, imperatividade. 
Vale salientar que as contratações de bens e serviços feitos pelas autarquias seguem os procedimentos 
públicos para tais, isto é, observam a legislação de licitações e contratos 
Observem uma coisa: assim como as autarquias devem seguir ao rito licitatório para suas contratações, elas 
também recebem privilégios fornecidos por essas leis à Administração Pública. 
Dentre eles, temos a prerrogativa de poder modificar ou rescindir um contrato de forma unilateral, 
devidamente motivado e atendendo ao interesse público. Outra prerrogativa seria o Poder Público ter que 
fiscalizar o contrato, impondo, no que couberem, as penalidades devidas. 
Segundo o artigo 36, §6° da CF/88, as pessoas jurídicas de direito público (e as autarquias se enquadram aí), 
possuem responsabilidades pelos danos causados a terceiros por seus agentes. 
A nossa Carta Magna, inclusive, assegurou que tal responsabilidade também pode recair sobre aquele que 
tiver dado causa quando houver dolo ou culpa. 
Vale saber que os bens das autarquias, assim como de qualquer pessoa jurídica de direito público, são 
inalienáveis, impenhoráveis, não podem ser objeto de direitos reais de garantia (penhor, hipoteca, por 
exemplo), nem tão pouco, sujeitos a usucapião. 
Por fim, tem-se a Justiça Federal como foro responsável pelo julgamento de causas de interesse das 
autarquias, conforme artigo 109, inciso I e VIII da CF/88, transcrito abaixo.: 
“Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas 
na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de 
trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
(...) 
VIII - os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade federal, excetuados 
os casos de competência dos tribunais federais.” 
Como exemplos de autarquias, vale citar o que a professora Fernanda Marinela5 dispõe sobre o 
enquadramento dessas entidades conforme os objetivos delas: 
“Autarquias Assistenciais: INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária; 
➢ Autarquias Previdenciárias: INSS – Instituto Nacional de Seguro Social; 
➢ Autarquias Culturais: UFLA – Universidade Federal de Alagoas; UFBA – Universidade 
Federal da Bahia, além de outras universidades federais; 
➢ Autarquias Profissionais: incumbidas da inscrição de certos profissionais e fiscalização 
de suas atividades, como, por exemplo, o Conselho de Medicina, o Conselho de Odontologia, 
o Conselho de Administração e outros; 
➢ Autarquias Administrativas: categoria residual, isto é, entidades que se destinam às 
diversas atividades administrativas, como: INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, 
Normalização e Qualidade Industrial; BACEN – Banco Central; IBAMA – Instituto Brasileiro 
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; 
➢ Autarquias de Controle: são as agências reguladoras(...).” 
 
5 (Martins, 1997) 
14
155
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Pessoal, há um entendimento da doutrina de que existem autarquias de regime especial, que seriam tipos 
de autarquias que gozariam de maior autonomia administrativa. Dentre estes casos, têm-se as agências 
reguladoras, que estudaremos um pouco mais a frente, ok? 
 
 
(TRT - 7ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – ADAPTADA) As autarquias agem por delegação do Poder 
que a instituiu. 
Comentários: 
As autarquias são exemplos de descentralização por outorga, não por delegação. 
Gabarito: errada 
 
(CÂMARA DOS DEPUTADOS – ANALISTA LEGISLATIVO) O início da personalidade jurídica de uma 
autarquia coincide com o registro de seu estatuto no cartório competente. 
Comentários 
De acordo com o inciso XIX, do artigo 37, da CF/88, uma autarquia é criada por lei específica, sem a 
necessidade de registro de seu estatuto para sua criação vigorar. Senão vejamos: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último 
caso, definir as áreas de sua atuação.” 
Dessa maneira, ao se publicar a lei que instituiu a autarquia, ela torna-se criada. 
Gabarito: errada 
 
(SUFRAMA – AGENTE ADMINISTRATIVO) Considerando que a SUFRAMA, autarquia vinculada ao 
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pretenda contratar serviços de 
consultoria para auxiliar na elaboração do Plano Diretor Plurienal da ZFM, julgue o item a seguir: 
Sendo uma autarquia, a SUFRAMA não é obrigada a realizar prévio procedimento de licitação para 
contratar o serviço. 
Comentários 
Subordinam-se à Lei 8.666/93, Lei das Licitações, além dos órgãos da administração direta, os fundos 
especiais, as autarquias, as fundações públicas as empresas públicas, as sociedades de economia mista 
e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios. 
15
155
Gabarito: errada 
 
Fundação 
 
As fundações foram instituídas pelo Decreto Lei n° 200/67, e gozavam de grande autonomia administrativa. 
Entretanto, com a Constituição Federal de 1988 estas prerrogativas foram retiradas. 
Segundo os professores Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo6, a definição para Fundações Públicas é a 
seguinte: 
“Entidade da Administração Indireta instituída pelo poder público mediante a personificação de um 
patrimônio que, dependendo da forma da criação, adquire personalidade jurídica de direito público 
ou personalidade jurídica de direito privado, à qual a lei atribui competências administrativas 
específicas, regra geral, em atividades de interesse social (a serem definidas em lei 
complementar).” 
As fundações públicas são pessoas jurídicas de Direito Público, criadas por lei específica e/ou registro de 
ato constitutivo, mediante a transferência de um determinado acervo patrimonial pelo ente instituidor. 
Pessoal, aqui cabe um parêntese. Vocês devem estar se perguntando: professor, as fundações são de direito 
público ou privado? E, ainda mais: elas são criadas por lei específica ou só autorizadas a sua criação mediante 
lei? 
Acontece que há muita divergência doutrinária. Vejamos que a doutrina majoritária e o STF consideram. Para 
eles, o Poder Público poderá instituir fundações com personalidade jurídica de direito público e de direito 
privado. 
Caso o Poder Público edite uma lei específica criando uma fundação, para a maioria dos autores, ele criará 
uma fundação pública, igualmente a uma autarquia, com personalidade jurídica de direito público. Estaria, 
portanto, criando entidades com as mesmas prerrogativas de uma autarquia, sendo denominadas, também, 
de “autarquias fundacionais” ou “fundações autárquicas”. 
Entretanto, se for seguir o dispositivo constitucional, previsto no inciso XIX do artigo 37 da CF/88, autorizará 
a criação de uma fundação com personalidade de direito privado, como as empresas públicas e as sociedades 
de economia mista. 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,Ambiente. 
e) à Eletrobrás. 
 
4. (FGV – SEFIN/RO – CONTADOR - 2018) 
A respeito da organização da Administração Pública, analise as afirmativas a seguir. 
I. Na descentralização existe vinculo hierárquico e na desconcentração há o controle entre a 
administração central e o órgão desconcentrado, sem vínculo hierárquico. 
II. Na desconcentração, uma entidade da administração indireta distribui competências entre 
diversos órgãos de sua própria estrutura, a fim de tornar mais ágil e eficiente a prestação de serviços. 
III. Na centralização, o Estado executa suas tarefas diretamente, por intermédio dos inúmeros órgãos 
e agentes administrativos que compõem sua estrutura funcional. 
Está correto o que se afirma em 
a) II, apenas. 
b) III, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) I e III apenas. 
e) II e III, apenas. 
 
5. (FGV – SEFIN/RO - CONTADOR - 2018) 
Assinale a opção que apresenta as entidades que, segundo o texto constitucional, compõem 
a administração indireta. 
a) Autarquias, empresas públicas, ministérios e tribunais de contas. 
b) Fundações públicas, empresas públicas, ministério público e tribunais de justiça. 
c) Sociedades de economia mista, fundações públicas e ministério público. 
d) Autarquias, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista. 
e) Sociedades de economia mista, autarquias, agências reguladoras e tribunais de contas. 
 
6. (FGV – TJ/SC - TÉCNICO - 2018) 
148
155
Centros de competência especializada dispostos na intimidade de uma pessoa jurídica, sem 
personalidade jurídica e vontade próprias, com intenção de garantir a especialização nas 
atividades prestadas com maior eficiência, são chamados pela doutrina de Direito Administrativo 
de: 
a) órgãos, sejam da Administração Direta, sejam as entidades de direito público da Administração 
Indireta, e somente podem ser criados ou extintos por meio de lei; 
b) autarquias, que fazem parte da Administração Indireta, e somente podem ser criadas por meio de 
lei específica, após regular processo legislativo; 
c) fundações públicas, que fazem parte da Administração Indireta, e podem ser criadas por meio de 
qualquer ato normativo; 
d) entidades da Administração Indireta, que podem ser criadas por meio de qualquer ato normativo, 
após regular processo administrativo ou legislativo; 
e) entidades da Administração Direta, que somente podem ser criadas ou extintas por meio de lei, 
após regular processo legislativo. 
 
7. (FGV – CGM/Niterói - ANALISTA - 2018) 
A Prefeitura de Terra Bela decide promover a criação de uma controladoria geral para exercer o 
controle interno dos órgãos e entidades do Poder Executivo municipal. 
Esse tipo de técnica, em que a Administração Pública divide a atividade administrativa em órgãos, 
é conhecida por 
a) desconcentração. 
b) outorga. 
c) publicização. 
d) permissão. 
e) avocação. 
 
8. (FGV – MPE/RJ – ESTAGIÁRIO FORENSE - 2018) 
O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o INEA 
(Instituto Estadual do Ambiente) são autarquias criadas, respectivamente, pela União e pelo 
Estado do Rio de Janeiro, para a proteção do meio ambiente. 
De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, tais autarquias possuem personalidade 
jurídica de direito: 
a) público e são integrantes da Administração Direta, criadas por lei ordinária ou complementar, para 
desempenhar serviços públicos essenciais; 
b) público e são integrantes da Administração Indireta, criadas por lei específica para desempenhar 
funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas do Estado; 
c) público e são integrantes da Administração Indireta, criadas por ato administrativo por parte do 
chefe do respectivo Poder Executivo, para exercer atividade de interesse público; 
149
155
d) privado e são integrantes da Administração Indireta, criadas por lei específica para desempenhar 
funções de interesse público e social; 
e) privado e são integrantes da Administração Direta, criadas por ato administrativo por parte do 
chefe do respectivo Poder Executivo, para exercer atividade de interesse público. 
 
9. (FGV – ALERO – ASSISTENTE - 2018) 
Assinale a opção que indica a modalidade de administração do Estado em que há transferência de 
serviços e competências para outras pessoas jurídicas. 
a) concentrada. 
b) desconcentrada. 
c) particularizada. 
d) descentralizada. 
e) funcionalizada. 
 
10. (FGV – SEPOG/RO - ESPECIALISTA - 2017) 
Quando o Estado recorre à edição de uma lei, no intuito de criar uma entidade e transferir 
determinado serviço público para esta entidade, ocorrerá 
a) descentralização por delegação. 
b) descentralização por outorga. 
c) desconcentração. 
d) controle finalístico. 
e) divergência administrativa. 
11. (FGV – BADESC – ANALISTA ADM - 2010) 
Com relação ao funcionamento da administração pública, analise as afirmativas a seguir. 
I. A administração pública, em sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos para a consecução 
dos objetivos do governo. 
II. A administração pública executa, técnica e legalmente, os atos de governo. 
III. A administração pública executa, com responsabilidade constitucional e política, os projetos 
governamentais. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas 
150
155
==b73==
GABARITO 
 
 
1. C 
2. D 
3. E 
4. E 
5. D 
6. A 
7. A 
8. B 
9. D 
10. B 
11. A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
151
155
LISTA DE QUESTÕES 
 
1. (VUNESP - EMPLASA - ANALISTA - 2014) 
As entidades paraestatais dotadas de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, 
cujas atividades estatutárias são dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento 
tecnológico, à proteção e à preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, são os(as) 
A) contratos de gestão. 
B) organizações sociais. 
C) organizações da sociedade civil de interesse coletivo. 
D) sociedades de economia mista. 
E) fundações públicas. 
 
2. (VUNESP - UNIFESP - ADMINISTRADOR - 2014) 
Distinguem-se das “organizações sociais”, entre outros, por não prever o trespasse de servidores 
públicos para nela prestar serviços; não celebram “contratos de gestão” com o Poder Público, mas 
“termos de parceria”; o poder público não participa de seus quadros diretivos e o objeto da 
atividade pode incluir finalidades de benemerência social. Trata-se de uma 
A ) autarquia especial. 
B) organização da sociedade civil de interesse público. 
C) sociedade de economia mista. 
D) fundação pública. 
E) fundação privada. 
 
3. (FUNDATEC - AGENTE PROFISSIONAL – PROCURADOR – 2010) 
No que tange à organização administrativa, avalie as assertivas baixo, assinalando C, se correta, 
ou I, se incorreta. 
( ) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado. 
( ) A participação da sociedade de economia mista na empresa privada dispensa a autorização 
legislativa. 
( ) A área de atuação de fundações deve ser objeto de lei complementar. 
( ) Qualquer tipo de lei pode criar autarquia, a qualquer tempo. 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
152
155
a) C – C – C – C. 
b) C – C – C – I. 
c) C – I – C – C. 
d) C – I – C – I. 
e) I – I – I – I. 
 
4. (CESGRANRIO – CAPES – ANALISTA - 2008) 
Em sentido formal, a Administração Pública pode ser conceituada como o (a): 
a) conjunto de funções necessárias aos serviços públicos em geral. 
b) conjunto de órgãos instituídos para a consecução dos objetivos do Governo. 
c) expressão política de comando e de fixação de objetivos do Estado. 
d) união dos Poderes de Estado com funções atribuídas com precipuidade. 
e) união de três elementos originários e indissociáveis: Povo,Território e Governo soberano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
153
155
==b73==
GABARITO 
 
 
1. B 
2. B 
3. D 
4. B 
154
155impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de 
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, 
neste último caso, definir as áreas de sua atuação”. 
Dessa forma, vocês devem levar para a prova esse detalhe sobre as fundações, pois as bancas adoram fazer 
pegadinhas sobre esse assunto, ok? 
Vejam, abaixo, um quadro com as principais diferenças entre fundações de direito público e de direito 
privado: 
 
6 (Alexandrino & Paulo, Direito administrativo descomplicado, 2009) 
16
155
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Figura 1. Principais diferenças entre fundações de direito público e de direito privado. 
 
Pessoal, vamos detalhar só mais um pouco as fundações públicas, ok? A área de atuação delas cabe a uma 
lei complementar. Esta lei definirá o campo de atividades da entidade. Dentre as áreas de atuação de uma 
fundação, têm-se: educação e ensino, assistência social, médica e hospitalar, pesquisa e atividades culturais. 
Assim como as autarquias, as fundações públicas possuem foro na Justiça Federal, e são detentoras de 
prerrogativas como: os atos administrativos apresentam requisitos, atributos, e outras características como 
uma autarquia. Seus bens não estão penhoráveis, nem alienáveis, nem sujeitos a usucapião. 
Vale salientar, inclusive, que os recursos repassados para as fundações estão previstos no orçamento do 
ente federal. E, ainda mais, as fundações públicas, ao prestarem serviços públicos, responderão pelos danos 
causados a terceiros pelos seus agentes. No entanto, é plenamente cabível, em caso de dolo ou culpa, o 
regresso da ação contra os responsáveis. 
 
Empresa Pública 
As empresas públicas são entidades de Direito Privado, criadas após autorização legislativa, mediante lei 
específica. Depois dessa autorização, o Poder Executivo registra os atos constitutivos em um 
estabelecimento público responsável para tal. Aí sim, que se cria a entidade, isto é, concluído o registro dos 
atos constitutivos. 
O que caracteriza esse tipo de empresa ser uma entidade pública, dentre outras coisas, é o fato de a 
totalidade de seu capital estar em nome do poder público (não necessariamente do mesmo ente, pois 
podem ser sócios a União e algum estado, por exemplo). Logo, todo o capital da empresa deve ser de recurso 
público. 
Fundações com personalidade jurídica de direito público
• Criação por meio de Lei específica;
• Possuem a titularidade de poderes públicos, assim com as autarquias.
• Origem dos recursos provenientes do orçamento público;
• Possuem natureza jurídica de direito público;
• Regime estatutário de pessoal
Fundações com personalidade jurídica de direito privado
• Criação autorizada por lei e após a inscrição de seus atos constitutivos no Registro Civil das 
Pessoas Jurídicas;
• Não detém a titularidade de poderes público, apenas o exercício deles;
• A origem de recursos se dá como de uma fundação privada: renda de doações e de serviços 
prestados;
• Possuem natureza jurídica de direito privado.
• Regime celetista de pessoal
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Além disso, elas podem escolher o regime organizacional, ou seja, podem ser constituídas por qualquer 
forma jurídica como sociedades limitadas, sociedades anônimas (S.A.), entre outras. Estas empresas têm a 
finalidade de explorar atividades econômicas (como atividades industriais e comerciais) e prestar serviços 
públicos. 
Apesar de formalmente serem entidades de Direito Privado, obedecem também a certas regras e princípios 
do Direito Público. Isto é observável de acordo com a finalidade dessa entidade da Administração Indireta. 
Se explorar atividade econômica for o seu fim, o regime jurídico será o de direito privado. No entanto, se for 
prestar serviço público, o regime jurídico adotado será o de direito público. 
Desta forma, muitos doutrinadores consideram seu regime jurídico como híbrido, ou seja, majoritariamente 
privado, mas com alguns aspectos derivados do Direito Público. 
Elas submetem-se a um controle administrativo, mesmo que não tenham que se subordinar a uma 
hierarquia. Isto significa que essas empresas públicas devem se sujeitar a um controle finalístico do ente que 
as criou. Desse modo, não cabe, nessa relação, uma subordinação, e sim, uma vinculação. 
Vale lembrar que as empresas públicas possuem autonomia gerencial, orçamentária e financeira para 
realizar suas atividades. O que se ressalta é que, com a autorização legislativa para sua criação, o ente público 
transferirá a titularidade do serviço público por meio de descentralização, o que se denomina de outorga 
legal. 
Quanto à responsabilidade civil por danos causados a terceiros, vale lembrar que as entidades que exploram 
atividades econômicas não seguem as mesmas regras das que prestam serviços públicos. Isto é, as primeiras 
não se submetem às regras de responsabilidade civil objetiva, logo não respondem diretamente pelos danos 
que seus agentes venham causar a terceiros. 
Elas, portanto, seguem as regras previstas pelos códigos: civil e criminal. Já aquelas que prestam serviços 
públicos respondem pelos prejuízos que suas agentes causarem a terceiros quando agirem dentro de suas 
funções. 
O regime de pessoal tanto para as empresas públicas quanto para as sociedades de economia mista será o 
de emprego público. Nesse regime, o agente ingressa no emprego por meio de seleção de provas ou provas 
e títulos, isto é, por concurso público e devem observância ao teto remuneratório do servidor público. 
No entanto, eles são disciplinados, após ingressarem, pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho – 
CLT. Isto significa que não possuem estabilidade no serviço público, seus entraves trabalhistas são analisados 
pela Justiça do Trabalho e se submetem ao regime geral de previdência social. 
Por fim, deve-se frisar que a Constituição Federal, de 1988, no parágrafo segundo do artigo 173 dispõe o 
seguinte: 
“Art. 173. § 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de 
privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.” 
O constituinte quis informar, com esse parágrafo, que fica proibido que as empresas públicas e as sociedades 
de economia mista, que explorem atividades econômicas, recebam privilégios fiscais que também não 
sejam concedidos às empresas privadas. Isso não inclui àquelas prestadoras de serviços públicos. Lembrem-
se disso na hora da prova, ok? 
Dentre algumas empresas públicas conhecidas temos: Caixa Econômica Federal, Empresa de Correios e 
Telégrafos e a Infraero, Serviço Federal de Processamento de Dados. 
 
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Sociedade de Economia Mista 
Como as empresas públicas, as sociedades de economia mista são entidades de Direito Privado. Elas 
também não são criadas por lei. A lei deve apenas autorizar sua criação, na forma de um Decreto de 
iniciativa do chefe do Poder Executivo. Após autorização legislativa, sua criação também se dará pelo registro 
dos atos constitutivos. 
Ao contrário das empresas públicas, as sociedades de economia mista devem ser constituídas 
exclusivamente na forma de sociedades anônimas. 
Entretanto, estas não têm a proibição de contar com capital privado (como acontece com as empresas 
públicas). A única exigência é que o Estado tenha 51% das ações com direito a voto. 
Desta forma, muitas vezes o Estado pode ter menos de 50% do capital total de uma sociedade de economia 
mista, mas manter seu controle sobre ela. Isto ocorre porque a nossa legislação das S.A. permite que existam 
até 50% das ações de uma empresa de capital aberto sem direito a voto (chamadas ações preferenciais). 
Ou seja, o Estado deve ter a maioria do capital relativo às ações com direito a voto (açõesordinárias), não a 
maioria do capital (ações ordinárias mais as ações preferenciais) conforme inciso III, artigo 5º do Decreto Lei 
nº 200, de 1967: 
"Art. 5. 
(...) 
III - Sociedade de Economia Mista - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, 
criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas 
ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou à entidade da 
Administração Indireta". 
Estas empresas são criadas com o propósito de explorar a atividade econômica, apesar de, eventualmente, 
poderem prestar serviços públicos. Dentre os exemplos de sociedade de economia mista, temos: Banco do 
Brasil, Petrobrás etc. 
Pessoal, a maioria das características de uma sociedade de economia mista se iguala às de uma empresa 
pública, conforme vimos no tópico em que falamos sobre esta última. 
Veremos agora um gráfico que relacionará as principais diferenças entre essas duas entidades. 
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Figura 2. Diferenças entre EP e SEM 
 
Agora vejamos as principais características em comum entre elas: 
 
 
Figura 3. Características em comum de EP e SEM 
 
 
Empresas Públicas
• Instituída sob qualquer forma: Sociedade Anônima, LTDA, etc;
• Inscrição no registro de empresas mercantis ou registro civil de pessoas 
jurídicas;
• Capital exclusivamente público;
• Foro processual: Justiça Federal.
Sociedade de Economia Mista• Instituída sob forma de Sociedade Anônima (S/A);• Inscrição no registro público de empresas mercantis;• Capital público mais o privado, com maioria das ações com direito a voto 
pertencente à União ou entidade da Administração Indireta;• Foro processual: Justiça Estadual.
EP e SEM
• Pessoas Jurídicas de Direito Privado;
• Criação por meio de autorização de lei específica e registro dos atos constitutivos em 
seguida;
• Objeto : exploração de atividades econômicas e prestação de serviços públicos;
• Ingresso por concurso público;
• Empregados públicos regidos pela CLT;
20
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(MEC – TODOS OS CARGOS) A empresa pública somente pode ser criada por lei específica, com 
personalidade jurídica de direito público e adotando quaisquer formas societárias admitidas pelo 
Direito. 
Comentários: 
O primeiro erro da questão está em afirmar que a empresa pública é criada mediante lei específica. 
Vimos que lei específica apenas autoriza a sua criação, não é verdade? 
O segundo erro encontra-se na afirmação do tipo de personalidade jurídica da empresa pública. Ora, 
já estamos cansados de saber que a personalidade jurídica da empresa pública é de direito privado. 
Gabarito: errada 
 
(TCE-CE - ANALISTA) O governador do Estado Y entendeu pela necessidade de instituição de uma 
pessoa jurídica de direito privado, com capital exclusivamente público, que realizasse a prestação de 
serviços, nos moldes da iniciativa privada, de interesse da coletividade local, cuja autorização para sua 
criação se realizasse por lei específica. Tais características são próprias das 
a) empresas públicas. 
b) sociedades de economia mista. 
c) autarquias. 
d) organizações sociais. 
e) fundações públicas. 
Comentários 
Uma pessoa jurídica de direito privado, com capital exclusivamente público (já elimina as SEM) e que 
presta serviços nos moldes da iniciativa privada só pode mesmo ser uma empresa pública. 
Estas entidades são criadas após autorização legislativa (a Lei autoriza sua criação). Além disso, elas 
podem escolher o regime organizacional, ou seja, podem ser constituídas por qualquer forma jurídica 
como sociedades limitadas, sociedades anônimas (S.A.), entre outras. 
Gabarito: letra A 
 
(TJ-SE – TÉCNICO) As empresas públicas se diferenciam das sociedades de economia mista, entre 
outros fatores, pela forma jurídica e de constituição de seu capital social. 
Comentários 
As EP e SEC se diferenciam pela: Forma jurídica; Constituição de seu capital social e foro Processual. 
Gabarito: correta 
 
(TC-DF – TÉCNICO) Ao contrário das empresas públicas, em que o regime de pessoal é híbrido, sendo 
permitida a vinculação de agentes tanto sob o regime celetista quanto sob o estatutário, nas 
sociedades de economia mista, o vínculo jurídico que se firma é exclusivamente contratual, sob a égide 
da Consolidação das Leis do Trabalho. 
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155
Comentários 
O regime de pessoal das empresas públicas não é híbrido, pois não se admite haver dois regimes ao 
mesmo tempo, como o estatutário e o celetista. 
As empresas públicas, assim como as sociedades de economia mista possuem regime celetista, o que 
torna o gabarito ser questão errada. 
Gabarito: errada 
 
Consórcios Públicos 
A Lei 11.107/2005 dispõe sobre normas gerais para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
contratarem consórcios públicos para a realização de objetivos de interesse comum. 
O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: 
I – de direito público, no caso de constituir associação pública, mediante a vigência das leis de ratificação do 
protocolo de intenções; 
II – de direito privado, mediante o atendimento dos requisitos da legislação civil. 
No entanto, o consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a administração 
indireta de todos os entes da Federação consorciados. 
Para a União participar de um consórcio público, todos os todos os Estados em cujos territórios estejam 
situados os Municípios consorciados também deverão fazer parte. 
Conforme a Lei, os consórcios públicos, na área de saúde deverão obedecer aos princípios, diretrizes e 
normas que regulam o Sistema Único de Saúde – SUS. 
Pessoal, os objetivos dos consórcios públicos serão determinados pelos entes da Federação que se 
consorciarem, observados os limites constitucionais e para alcançar tal fim, o consórcio público poderá: 
I – firmar convênios, contratos, acordos de qualquer natureza, receber auxílios, contribuições e subvenções 
sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do governo; 
II – nos termos do contrato de consórcio de direito público, promover desapropriações e instituir servidões 
nos termos de declaração de utilidade ou necessidade pública, ou interesse social, realizada pelo Poder 
Público; e 
III – ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados, dispensada 
a licitação. 
 O consórcio público será constituído por contrato cuja celebração dependerá da prévia subscrição de 
protocolo de intenções (publicado na imprensa oficial), o qual deverá definir o número de votos que cada 
ente da Federação consorciado possui na assembleia geral, sendo assegurado 1 (um) voto a cada ente 
consorciado. 
É também no protocolo de intenções que são definidas as condições para que o consórcio público celebre 
contrato de gestão ou termo de parceria. Logo, percebe-se que há dois tipos de contratos passíveis de serem 
firmados pelo consórcio público: contrato de gestão ou termo de parceria. 
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Pessoal, os entes consorciados somente entregarão recursos ao consórcio público mediante contrato de 
rateio que será formalizado em cada exercício financeiro, e seu prazo de vigência não será superior ao das 
dotações que o suportam. 
Há uma exceção para esse prazo não ser superior: quando tiverem como objeto os projetos consistentes em 
programas e ações contemplados em plano plurianual ou a gestão associada de serviços públicos custeados 
por tarifas ou outros preços públicos. 
Cabe apena mais uma consideração quanto ao contrato de rateio: é proibido aplicar os recursos entregues 
ao consórcio público por meio de contrato de rateio para o atendimento de despesas genéricas, inclusive 
transferências ou operações de crédito. 
O consórcio público está sujeito à fiscalização contábil, operacional e patrimonial pelo Tribunal de Contas 
competente para apreciaras contas do Chefe do Poder Executivo representante legal do consórcio, inclusive 
quanto à legalidade, legitimidade e economicidade das despesas, atos, contratos e renúncia de receitas, sem 
prejuízo do controle externo a ser exercido em razão de cada um dos contratos de rateio. 
Dessa forma, os agentes públicos incumbidos da gestão de consórcio não responderão pessoalmente pelas 
obrigações contraídas pelo consórcio público. 
E caso um ente da Federação queira se retirar do consórcio? Como deverá proceder? Bom, a retirada 
dependerá de ato formal de seu representante na assembleia geral. No entanto, a retirada ou a extinção 
do consórcio público não prejudicará as obrigações já constituídas, inclusive os contratos de programa, cuja 
extinção dependerá do prévio pagamento das indenizações eventualmente devidas. 
Conforme a Lei, até que haja decisão que indique os responsáveis por cada obrigação, os entes consorciados 
responderão solidariamente pelas obrigações remanescentes, garantindo o direito de regresso em face dos 
entes beneficiados ou dos que deram causa à obrigação. 
E como ficam os bens que o ente consorciado destinou ao consócio público, mas agora quer se retirar? 
Simples: apenas se houver previsão expressa no contrato de consórcio público ou no instrumento de 
transferência ou de alienação, é que o consorciado terá os bens revertidos ou retrocedidos. 
Falamos há pouco sobre o contrato de programa. Este contrato serve para constituir e regular, como 
condição de sua validade, as obrigações que um ente da Federação vier a constituir para com outro ente da 
Federação ou para com consórcio público no âmbito de gestão associada em que haja a prestação de 
serviços públicos ou a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal ou de bens necessários à 
continuidade dos serviços transferidos. 
O contrato de programa, portanto, poderá ser celebrado por entidades de direito público ou privado que 
integrem a administração indireta de qualquer dos entes da Federação consorciados ou conveniados desde 
que haja previsão no contrato de consórcio público, ou de convênio de cooperação. 
Conforme a Lei, o contrato de programa deverá: 
I – atender à legislação de concessões e permissões de serviços públicos; e 
II – prever procedimentos que garantam a transparência da gestão econômica e financeira de cada serviço 
em relação a cada um de seus titulares. 
Caso o contratado não mais integrar a administração indireta do ente da Federação que autorizou a gestão 
associada de serviços públicos por meio de consórcio público ou de convênio de cooperação, o contrato de 
programa celebrado será automaticamente extinto. 
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Atenção para um detalhe: o contrato de programa continuará vigente mesmo quando extinto o consórcio 
público ou o convênio de cooperação que autorizou a gestão associada de serviços públicos. Ele só deixa 
de existir se o contratado deixar de integras a administração indireta, ok? 
 
 
(MEC – TODOS OS CARGOS) A empresa pública somente pode ser criada por lei específica, com 
personalidade jurídica de direito público e adotando quaisquer formas societárias admitidas pelo 
Direito. 
Comentários: 
O primeiro erro da questão está em afirmar que a empresa pública é criada mediante lei específica. 
Vimos que lei específica apenas autoriza a sua criação, não é verdade? 
O segundo erro encontra-se na afirmação do tipo de personalidade jurídica da empresa pública. Ora, 
já estamos cansados de saber que a personalidade jurídica da empresa pública é de direito privado. 
Gabarito: errada 
 
 
 
24
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RESUMO 
 
Autarquias 
Principais 
Características 
✓ Pessoa jurídica de direito público; 
✓ Criada por lei específica; 
✓ Controle finalístico/supervisão ministerial, sem controle 
hierárquico; 
✓ Realiza atividade típica da Administração Pública. 
✓ Seus agentes praticam atos considerados atos 
administrativos; 
✓ Observam a Lei das Licitações, a de nº 8.666, de 1993, 
assim como a Lei nº 10.520, de 2002, que rege a 
modalidade pregão de licitação para a aquisição de bens 
e serviços comuns. 
Prerrogativas 
✓ Poder de modificar ou rescindir um contrato de forma 
unilateral; 
✓ Bens das autarquias são inalienáveis, impenhoráveis, 
não podem ser objeto de direitos reais de garantia 
(hipoteca, por exemplo), nem tão pouco, sujeitos a 
usucapião. 
Fundações Públicas 
Principais 
Características 
✓ Pessoas jurídicas de Direito Público, 
✓ Criadas por lei específica (“autarquias fundacionais” ou 
“fundações autárquicas”) e/ou registro de ato 
constitutivo (após autorização advinda de lei específica), 
mediante a transferência de um determinado acervo 
patrimonial pelo ente instituidor; 
✓ Lei complementar define a área de atuação da 
fundação; 
✓ Foro na Justiça Federal; 
✓ Os atos administrativos apresentam requisitos, 
atributos, e outras características como uma autarquia. 
✓ Seus bens não estão penhoráveis, nem alienáveis, nem 
sujeitos a usucapião. 
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✓ Os recursos repassados para as fundações estão 
previstos no orçamento do ente federal; 
✓ Ao prestarem serviços públicos, responderão pelos 
danos causados a terceiros pelos seus agentes, com 
direito a regresso contra os responsáveis em caso de 
dolo ou culpa, o regresso da ação contra os 
responsáveis. 
Empresas Públicas 
Principais 
Características 
✓ Pessoas jurídicas de Direito Privado; 
✓ Criadas após autorização legislativa, mediante lei 
específica e registro dos atos constitutivos em um 
estabelecimento público responsável para tal. 
✓ Totalidade de seu capital estar em nome do poder 
público. 
✓ Constituídas por qualquer forma jurídica como 
sociedades limitadas, sociedades anônimas (S.A.), entre 
outras. 
✓ Finalidade de explorar atividades econômicas e prestar 
serviços públicos. 
✓ O regime de pessoal é o de emprego público. 
✓ Proibido para aquelas que explorem atividades 
econômicas, receber privilégios fiscais que também não 
sejam concedidos às empresas privadas. 
✓ Caixa Econômica Federal, Empresa de Correios e 
Telégrafos e a Infraero, Serviço Federal de 
Processamento de Dados. 
✓ Foro na Justiça Federal. 
Sociedade de Economia Mista 
Principais 
Características 
✓ Pessoas jurídicas de Direito Privado; 
✓ Criadas após autorização legislativa, mediante lei 
específica e registro dos atos constitutivos em um 
estabelecimento responsável para tal. 
✓ Capital: ações com direito a voto devem pertencer, em 
sua maioria, à União ou à entidade da Administração 
Indireta. 
✓ Instituída sob forma de Sociedade Anônima (S/A); 
✓ Foro na Justiça Estadual. 
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✓ Banco do Brasil, Petrobrás, etc. 
Consórcios Públicos 
Principais 
Características 
✓ O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: 
I – de direito público (integra a administração indireta 
de todos os entes da Federação consorciados), no caso 
de constituir associação pública, mediante a vigência 
das leis de ratificação do protocolo de intenções; 
II – de direito privado, mediante o atendimento dos 
requisitos da legislação civil. 
✓ Constituído por contrato (contrato de gestão ou termo 
de parceria.) cuja celebração dependerá da prévia 
subscrição de protocolo de intenções (publicado na 
imprensa oficial). 
✓ Contrato de rateio. 
Objetivos 
✓ Firmar convênios, contratos, acordos de qualquer 
natureza, receber auxílios, contribuições e subvenções 
sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do 
governo; 
✓ Promover desapropriações e instituir servidões nos 
termos de declaração de utilidade ou necessidade 
pública, ou interesse social, realizada pelo Poder 
Público; 
✓ Ser contratado pela administração direta ou indireta 
dos entes da Federação consorciados, dispensada a 
licitação. 
Prerrogativas e 
Obrigações 
✓ Sujeito à fiscalização contábil, operacional e patrimonial 
pelo Tribunal de Contas competente para apreciar as 
contas doChefe do Poder Executivo. 
✓ A retirada de um ente da Federação de um consórcio 
dependerá de ato formal de seu representante na 
assembleia geral. 
 
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155
MUDANÇAS INSTITUCIONAIS RECENTES 
Dentro de um contexto de esgotamento do modelo burocrático de tipo weberiano e de uma crise fiscal que 
inviabilizou, na década de 90, o Estado interventor e desenvolvimentista, diversas inovações foram buscadas 
que possibilitassem ao Estado melhor atuar em conjunto com a sociedade e o mercado. 
No Brasil, este movimento se acentuou com a introdução de práticas e instrumentos ligados ao movimento 
da Nova Gestão Pública – NGP – como o controle por resultados, uma maior preocupação com a 
accountability, a busca pela avaliação de desempenho, a gestão por competências, a publicização e a 
contratualização de resultados. 
Na Reforma de 1995, movida por Bresser Pereira no comando do MARE, existia um diagnóstico de que o 
Estado tinha sido “engessado” por uma decisão política contida na Constituição Federal de 1988 que, na 
opinião destes atores, tinha trazido um “retrocesso burocrático”. De acordo com o PDRAE1, 
“A conjunção desses dois fatores leva, na Constituição de 1988, a um retrocesso burocrático sem 
precedentes. Sem que houvesse maior debate público, o Congresso Constituinte promoveu um 
surpreendente engessamento do aparelho estatal ao estender para os serviços do Estado e para as 
próprias empresas estatais praticamente as mesmas regras burocráticas rígidas adotadas no núcleo 
estratégico do Estado. A nova constituição determinou a perda da autonomia do Poder Executivo 
para tratar da estruturação dos órgãos públicos, instituiu a obrigatoriedade de regime jurídico único 
para os servidores civis da União, dos Estados-membros e dos Municípios, e retirou da 
administração indireta a sua flexibilidade operacional ao atribuir às fundações e autarquias públicas 
normas de funcionamento idênticas às que regem a administração direta.” 
Bresser buscou inserir o Estado brasileiro dentro de uma visão mais gerencial, com uma preocupação em 
redirecionar os esforços do Estado e fornecer ferramentas de gestão mais adequadas aos novos desafios. 
Assim, foram pensados diversos novos modelos de interação do Estado com novos atores na prestação de 
serviços, o chamado terceiro setor e novas relações do Estado com o mercado, com a criação das agências 
reguladoras, por exemplo. 
Com a contratualização de resultados, o Estado poderia passar a controlar a oferta de serviços públicos sem 
ter de necessariamente prover o serviço. A publicização foi, portanto, este movimento de descentralizar a 
execução destes serviços para organizações privadas sem fins lucrativos. 
 
 
TERCEIRO SETOR - PARAESTATAIS 
As entidades paraestatais pertencem ao Terceiro Setor, e realizam atividades de interesse social por meio 
de pessoas privadas, sem fins lucrativos e que não integram a administração pública. 
Por meio dessas entidades, o Estado poderá participar das atividades através do financiamento e da 
cobrança para se atingir as metas definidas. 
Apesar de existir uma confusão tremenda na definição do que abrangeria exatamente o termo paraestatal, 
as bancas de concurso têm aceitado que as paraestatais “são exclusivamente pessoas privadas, sem fins 
 
1 (Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, 1995) 
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lucrativos, que exercem atividades de interesse público, mas não exclusivas de Estado, recebendo fomento 
do poder público, e que não integram a administração pública em sentido forma2”. 
Participam, portanto, das Entidades Paraestatais: 
➢ Serviços Sociais Autônomos; 
➢ Organizações Sociais; 
➢ Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) 
➢ Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) 
➢ "Entidades de Apoio" 
Vejamos um gráfico que aponta os três setores existentes:
 
Figura 1. Primeiro x Segundo x Terceiro Setores 
Serviços Sociais Autônomos 
Atenção: a maioria das questões das principais bancas quando tratam do assunto paraestatais, questionam 
sobre o Sistema S, mas isso não significa que, nas Paraestatais, só existem as entidades do Sistema S, ok? 
 Estas organizações são entidades privadas, que são criadas através de autorização legislativa e após terem 
seus atos constitutivos registrados no registro civil das pessoas jurídicas. Como alguns exemplos destas 
entidades, podemos citar: 
➢ Serviço Social da Indústria – SESI; 
➢ Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC; 
➢ Serviço Social do Comércio – SESC; 
➢ Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI; 
➢ Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE; 
➢ Serviço Social do Transporte; 
 
2 (Alexandrino & Paulo, Direito Administrativo Descomplicado, 2014) 
Primeiro 
Setor
•Estado
Segundo 
Setor
•Mercado
Terceiro 
Setor
•Entidades Paraestatais
•Serviços Sociais Autônomos
•Organizações Sociais (OS)
•Organizações da Sociedade Civil de 
Interesse Público (OSCIP)
• Instituições Comunitárias de Educação 
Superior (ICES)
•"Entidades de Apoio"
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➢ Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT. 
Atenção para um detalhe que pode ser pegadinha de prova. O SESC foi criado por meio do Decreto-Lei nº 
9.853, em 1946, quando se atribuiu à Confederação Nacional do Comércio o encargo de criar e organizar o 
SESC. Logo, a banca Cespe considerou como correta que o SESC foi criado por lei. No entanto, fora essa 
paraestatal, a doutrina afirma que a criação do 3º Setor é autorizada por lei, como exposto anteriormente, 
ok? 
Estas paraestatais são financiadas através de contribuições compulsórias pagas por trabalhadores 
sindicalizados, o que é um exemplo de parafiscalidade tributária. Como cada entidade foca em um setor 
específico (transporte, por exemplo), consegue-se alcançar benefícios para estes grupos ou categorias 
profissionais. Vale lembrar de que o governo também direciona recursos públicos para garantir a 
continuidade das atividades dessas entidades, sujeitando-se ao controle do Tribunal de Contas da União. 
Diante disso, o STF pronunciou-se a respeito. Segundo a Suprema Corte, “os serviços sociais autônomos 
integrantes do denominado Sistema “S”, vinculados a entidades patronais de grau superior e patrocinados 
basicamente por recursos recolhidos do próprio setor produtivo beneficiado, ostentam natureza de pessoa 
jurídica de direito privado e não integram a Administração Pública, embora colaborem com ela na execução 
de atividades de relevante significado social. Tanto a Constituição Federal de 1988, como a correspondente 
legislação de regência (como a Lei 8.706/93, que criou o Serviço Social do Trabalho – SEST) asseguram 
autonomia administrativa a essas entidades, sujeitas, formalmente, apenas ao controle finalístico, pelo 
Tribunal de Contas, da aplicação dos recursos recebidos”. 
Dessa forma, as atividades de cunho social, sem fins lucrativos, ou até assistenciais, caracterizam os serviços 
sociais autônomos. Normalmente, essas atividades visam atingir alguns conjuntos profissionais ou sociais, 
realizando atividades de utilidade pública. 
Resumindo, vamos frisar que as entidades paraestatais executam serviços de interesse e utilidade pública, 
mas não são estritamente serviços públicos. Obviamente, são entidades sem fins lucrativos. Assim sendo, 
os recursos que “sobrarem” (superávit) devem ser reinvestidos nas atividades finalísticas das entidades. 
De acordo com decisões do TCU, as entidades do sistema S podem definir ritos simplificados próprios de 
licitação, desde que não contrariem as regras gerais estabelecidas na Lei 8666/93. Desta forma, necessitam 
sim ter um regulamento estabelecendo as regras formais e procedimentos necessários para as compras de 
produtos e serviços. 
Além disso, não são obrigadas por lei a realizar concurso público para contratar pessoal3. 
 
3 (Mazza, 2011)30
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Organizações Sociais 
As Organizações Sociais foram pensadas dentro desta lógica da Administração Gerencial que buscava a 
descentralização da atuação do Estado. Dentro do PDRAE, existia um objetivo de fortalecer o Núcleo 
Estratégico do Estado e transferir atividades ou serviços não exclusivos do Estado para organizações 
privadas sem fins lucrativos, ou seja, uma transferência do setor estatal para o não estatal. 
Dessa forma, as OS foram idealizadas para absorver atividades não exclusivas de Estado realizadas por 
entidades estatais a serem extintas4. 
Desta maneira, estes serviços poderiam ser executados com maior eficiência devido à maior capilaridade 
destas organizações e uma maior flexibilidade. Para controlar o desempenho destas entidades e assegurar o 
bom uso dos recursos públicos empregados, seriam utilizados os contratos de gestão entre a Administração 
Pública e as Organizações Sociais – OS. 
Através deste contrato de gestão, o Estado definiria os objetivos e indicadores de desempenho a serem 
seguidos e garantiria os recursos necessários para a execução dos serviços5. 
De certo modo, o contrato de gestão foi utilizado antes mesmo do PDRAE. Este modelo foi introduzido no 
Brasil pelo governo Collor, com a experiência da Rede Sarah de Hospitais6. Este instituto foi criado pela Lei 
n° 8.246/91, que instituiu o Serviço Social Autônomo Associação das Pioneiras Sociais, que assinou contrato 
com o Ministério da Saúde naquele mesmo ano. 
Portanto, a primeira experiência do contrato de gestão precedeu a chamada reforma do Estado. Esta 
experiência da contratualização buscava, assim, um maior desempenho através da utilização de 
instrumentos e modelos mais flexíveis de gestão. 
 
4 (Alexandrino & Paulo, Direito Administrativo Descomplicado, 2014) 
5 (Violin, 2006) 
6 (Torres, 2007) 
Características do Sistema S• Pessoas Jurídicas de Direito Privado;• Criados mediante autorização legislativa;• Sem fins lucrativos;• Executam serviços de utilidade pública, mas não serviços públicos.• Não pertencem ao Estado;• Produzem benefícios para grupos ou categorias profissionais;• Parafiscalidade tributária – custeados por contribuições compulsórias pagas pelos 
sindicalizados;• Sujeitos ao controle estatal – inclusive Tribunal de Contas;• Não precisam contratar por concurso;• Precisam de instrumento licitatório, mesmo que ritos simplificados próprios;• Imunes a impostos sobre patrimônio, renda e serviços
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De acordo com o PDRAE, as Organizações Sociais eram definidas como: 
“O Projeto das Organizações Sociais tem como objetivo permitir a descentralização de 
atividades no setor de prestação de serviços não-exclusivos, nos quais não existe o exercício do 
poder de Estado, a partir do pressuposto que esses serviços serão mais eficientemente realizados 
se, mantendo o financiamento do Estado, forem realizados pelo setor público não-estatal. 
Entende-se por “organizações sociais” as entidades de direito privado que, por iniciativa do Poder 
Executivo, obtêm autorização legislativa para celebrar contrato de gestão com esse poder, e 
assim ter direito à dotação orçamentária. 
As organizações sociais terão autonomia financeira e administrativa, respeitadas condições 
descritas em lei específica como, por exemplo, a forma de composição de seus conselhos de 
administração, prevenindo-se, deste modo, a privatização ou a feudalização dessas entidades. Elas 
\receberão recursos orçamentários, podendo obter outros ingressos através da prestação de 
serviços, doações, legados, financiamentos etc.” 
 Dentre as atividades que seriam englobadas por estas organizações, temos: o ensino, a pesquisa científica, 
o desenvolvimento tecnológico, a proteção e preservação do meio ambiente, a cultura e a saúde7. 
Estes serviços são típicos de Estado, mas não são consideradas atividades exclusivas de Estado . Assim, 
como são atividades de interesse público que estarão sendo executadas pelas OSs, não podemos considerá-
las como concessionárias ou permissionárias8. 
As OSs são, portanto, entidades privadas sem fins lucrativos que celebram contrato de gestão com a 
administração pública para práticas de atividades de interesse social ou de utilidade pública. 
O termo Organização Social, na verdade, é uma qualificação a uma pessoa jurídica já existente, podendo 
assumir forma de associação ou de fundação. Após a criação formal de uma determinada instituição, ela 
pode solicitar ao Ministério a qualificação como entidade não estatal, a absorção de atividades com o 
contrato de gestão e a denominação como entidade: Organização Social. 
Entretanto, cabe lembrar que esta qualificação pelo Ministério é um ato discricionário, ou seja, depende 
da avaliação de conveniência e oportunidade. Assim, este órgão não é obrigado a aceitar o pedido de 
qualificação pela organização. 
A Lei que introduziu este novo modelo de instituição foi a n° 9.637/98. Nesta lei, está prevista a transferência 
de recursos orçamentários às OSs. Também prevê a transferência de bens públicos necessários ao 
funcionamento da OS por meio da permissão de uso, dispensando a licitação. 
Além disso, o setor público pode até ceder servidores para a OS (com ônus para a origem, ou seja, para o 
Estado). Assim, ocorreria uma situação “polêmica” de um servidor custeado pelo Estado prestar serviços 
para uma organização privada. 
Estas organizações não precisariam seguir precisamente a Lei 8.666/93 – Lei de Licitações e Contratos – mas 
deveriam estabelecer algum regulamento próprio para a compra de serviços, produtos e contratação de 
obras com a utilização de recursos públicos. 
Na verdade, há obrigatoriedade em licitar quando as OS’s contratarem bens e serviços utilizando recursos 
repassados pela União, desde que estes bens e serviços NÃO estiverem previstos no contrato de gestão. 
Agora, se houver previsão do objeto no contrato de gestão, a licitação é dispensável. 
 
7 (Paludo A. V., 2010) 
8 (Mazza, 2011) 
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Quando foi dito "regulamento" anteriormente, a ideia é de que a OS não poderá, a bel prazer, sair gastando 
os recursos repassados pela União. Ela deverá estabelecer algumas regras a serem seguidas. 
Resumindo: as OS devem seguir a Lei de Licitações e Contratos quando, por meio de recursos repassados 
pela União, adquirirem bens e serviços que não estiverem previstos no contrato de gestão. Se houver essa 
previsão, a licitação é dispensada e a OS se valerá de regras estabelecidas para efetivar a compra de 
produtos, serviços e a contratação de obras, ok? 
Um ponto muitas vezes cobrado em concursos é exatamente a flexibilidade das Organizações Sociais frente 
à Administração Direta. Evidentemente, as OSs são mais flexíveis do que a Administração Pública. 
Entretanto, estas organizações “perdem” flexibilidade ao se tornarem Organizações Sociais, pois devem se 
enquadrar em determinadas condições (como os regulamentos de compras acima citados) e prestar contas 
dos recursos públicos aos órgãos de controle. Assim, estas organizações reduzem sua autonomia e 
flexibilidade ao se tornarem OSs. 
No entanto, a OS não conseguiu escapar do “contingenciamento” dos recursos orçamentários – como 
“sofrem” os órgãos da Administração Direta – pois na lei está estabelecido: 
“São assegurados às OSs os créditos previstos no orçamento e as respectivas liberações 
financeiras, de acordo com o cronograma de desembolso previsto no contrato de gestão.” 
Desta forma, este fato, somado ao questionamento do modelo pela oposição no STF, acabou dificultando a 
abertura de muitas Organizações Sociais no plano federal. As OSCIPs, que veremos a seguir, acabaram 
tomando o lugar anteriormente imaginado para as OSs. 
Só mais um detalhe: contingenciar não significa "cortar" gastos

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