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12 Semiologia do Sistema tegumentar Semiologia Veterinária (Universidade Federal do Pampa) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade 12 Semiologia do Sistema tegumentar Semiologia Veterinária (Universidade Federal do Pampa) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-federal-do-pampa/semiologia-veterinaria/12-semiologia-do-sistema-tegumentar/10634620?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-federal-do-pampa/semiologia-veterinaria/4543362?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-federal-do-pampa/semiologia-veterinaria/12-semiologia-do-sistema-tegumentar/10634620?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-federal-do-pampa/semiologia-veterinaria/4543362?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar Breno Gonçalves – Medicina Veterinária Semiologia da pele Em pequenos, cerca de 30 a 75% dos pequenos animais atendidos tem algum problema de pele, sendo essa a queixa principal ou não. Em grandes não há esse levantamento. A pele é o maior órgão do corpo. Ela determina as características raciais de determinada espécie e raças. Mantém o recobrimento piloso. O pelo, além de ter sua importância para o animal, ainda é sítio de diversas patologias. Funções da pele: proteção contra perdas (águas, eletrólitos), proteção contra lesões externas (químicas, físicas ou microbiológicas), produção de estruturas queratinizadas (pelos, unhas), flexibilidade (realização de diferentes movimentos), termorregulação, imunorregulação, pigmentação, secreção (glândulas sudoríparas e sebáceas), produção de vitamina D, percepção (frio, calor, dor). A pele é o espelho do organismo, reflete o estado geral do animal. Estrutura da pele: hipoderme, derme e epiderme. Epiderme é dividida em 5 camadas. A derme é composta basicamente por fibras colágenas (14 tipos). Hipoderme é composta por adipócitos, funciona como reguladora da temperatura. A epiderme é dividida em camada basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea. A camada basal é a que origina as outras. A célula é formada nessa região, depois vai subindo, vai se transformando em células das outras camadas. Quando temos uma lesão superficial na pele, não vai ter cicatrização, vai ter regeneração. Se for uma lesão mais profunda, aí sim vamos ter Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar um processo cicatricial. Na camada espinhosa, há uma patologia muito comum = carcinoma de células escamosas. Se origina dessa camada da pele. Lúcida: células anucleares e mortas, somente nos coxins e planos nasais. Na camada córnea, composta só por queratinócitos em fase final de desenvolvimento. Pelos e folículos: o peo é uma estrutura filiforme constituída por células queratinizadas produzidas pelos folículos pilosos. Quando observamos o pelo de um animal. Há dois tipos de pelo: o primário e o secundário. O primário possui uma glândula sebácea, 1 músculo eretor e há 1 pelo por poro. Já o pelo secundário, tem uma glândula sebácea e tem grupos de pelos por poro. Bovinos e equinos têm só pelos primários. Cães, gatos, ovelhas, isso ocorre. Os pelos tem função de termorregulação (uma ovelha com muita lã sofre menos com o calor, pois a lã funciona como isolante térmico tanto para o calor quanto para o frio), percepção sensorial e proteção contra raios solares. O pelo tem formato de crescimento. inclinação de 30, 60 graus, crânio caudal e dorsoventral. Ciclo do pelo: existe o ciclo do pelo. Há três etapas: anágena, catágena e telógena. Anágena: nessa fase, o pelo está crescendo. Catágena: é uma fase de transição, quando começa a involuir o folículo, depois células germinativas não funcionam mais, o pelo para o crescimento, vai cair. A maioria dos pelos dos animais de pelo curto está na fase telógena, sendo que caem mais rápido que os animais de pelo longo. O ciclo do pelo vai depender da idade, região do corpo, raça, sexo, fatores fisiológicos e patológicos. Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 Glândulas anexas: sebáceas, sudoríparas e algumas especializadas. Glândulas sebáceas: nos coxins e no espelho nasal não há essas glândulas. A secreção forma uma película sobre a pele que funciona como proteção. Vai hidratar a pele e o pelo. Barreira física e química contra patógenos. Glândulas sudoríparas: em algumas espécies sua função é muito evidente. Equinos suam muito. Quando ao cão, dizem que transpira só na região axilar e virilha, é controverso*. Em bovinos há uma variação muito grande entre raças. Ovinos e caprinos: pequena quantidade. Glândulas especializadas: glândulas perianais = são glândulas sudoríparas, lubrificam as fezes, ferormônios presentes. Região nasolabial em ruminantes: lubrificação. Ovinos têm uma glândula interdigital, é um pequeno orifício, é normal, fisiológico. Algumas patologias acometem apenas uma espécie. Exemplo: sarcóides em equídeos, neoplasia de pele mais frequente em equinos. Piodermites em caninos. Idade: cães jovens com demodicose. Animais adultos: hipersensibilidade a insetos (equinos). Animais idosos: neoplasias. Sexo: tem pouca influencia. Algumas alterações hormonais podem interferir. Raça: algumas raças são mais predispostas a determinadas patologias. Cor da pelagem: é comum pegarmos cavalo tordilho com melanoma. Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar Anamnese: queixa principal (tempo de evolução, inicio do quadro, tratamentos, consequência do tratamento). Antecedentes: procedência do animal dentro da cidade, procedência geográfica, parentesco. Periodicidade: época do ano que piora, constante. Ambiente, manejo e hábitos: higienização das instalações, tipos de piso, manejo (banhos, produtos utilizados, tempo), acesso a rua, viagens. Ectoparasitos: presença ou não. Prurido: é o sinal mais importante na sintomatologia. Problema de pele é muito amplo. Se o animal tem prurido, já restringe mais. Avaliar presença real de prurido. Intensidade (leve, moderado ou severo). Manifestação do prurido (trauma com membros, mordedura, lambedura), localização do prurido. Palpação: sensibilidade das lesões, volume, espessura, elasticidade, temperatura, consistência, umidade e untuosidade. Temos que diferenciar eritema de púrpura. Se for eritema, ao pressionar, vai ficar da cor da pele.Se for púrpura, vai continuar vermelha. Estimular o prurido: reflexo otopedal, eu passo a mão na orelha, o animal começa a coçar. Olfação: miíase, necrose. Inspeção direta: lesões semelhantes, observar isso. O local do exame tem que ser adequado. Boa luminosidade. Observar o animal a distância, verificar gravidade do quadro e todas as regiões acometidas. Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 Distribuição das lesões: localizada, disseminada, generalizada, universal. Localizada: de 1 a 5 lesões individualizadas. Mais de cinco lesões cutâneas individualizadas: disseminada. Quando mais de 60% da superfície corporal está acometida = generalizada. Se tiver todo o corpo comprometido: universal. Lesões simétricas geralmente estão associadas a dermatose endócrina. Quando é assimétrica, geralmente é lesão da pele primariamente. Configuração das lesões: agrupadas/miliar, pontiada, anular/circular, linear, arciforme, serpiginosa/geográfica, iridiforme, circular/circinada. Alterações de cor: representadas pelas manchas ou máculas planas, sem relevo ou depressão. Há dois tipos de manchas: vasculossanguíneas e pigmentares. Manchas vasculossanguíneas: há três tipos. Eritema (relacionado a uma vasodilatação, local mais avermelhado), púrpura (vou pressionar para diferenciar de eritema, quando pressiono a púrpura ela continua avermelhada), telangiectasia. Púrpura: se divide em três, petéquia é uma púrpura de até 1cm de diâmetro. Equimoe: púrpura maior que 1cm de diâmetro. Víbice: púrpura linear. Telangiectasia: evidenciação dos vasos cutâneos através da pele. Manchas pigmentares ou discrômicas: hipocromia, acromia e hipercromia. Hipocromia e acromia = indicam perda do pigmento por lesão dos melanócitos ou imunidade contra os melanócitos. Hipercromia: aumento de pigmentação de qualquer natureza na pele. Leucotriquia: quando somente o pelo está branco. Melanodermia: pintas no corpo, geralmente de pessoas mais velhas. Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar Formações sólidas: pápula (lesão sólida circunscrita, elevada, e que pode medir até 1cm de diâmetro); placa (área elevada com mais de 2cm de diâmetro); nódulo (lesão sólida circunscrita, saliente ou não de 1 a 3cm de diâmetro). Tumor ou nodosidade: lesão sólida circunscrita, saliente ou não com mais de 3cm de diâmetro. Goma: nódulo ou nodosidade que sofre depressão ou ulceração na região central e elimina material necrótico. Vegetação: lesão sólida, exofítica, avermelhada e brilhante (TVT). Verrucosidade: lesão sólida, exofítica, acinzentada, áspera, dura e inelástica, que ocorre pelo aumento da camada córnea da pele. Coleções líquidas Vesícula: elevação circunscrita até 1cm de diâmetro conttendo liquido claro. Bolha: elevação circunscrita maior que 1cm diâmetro contendo liquido claro. Pústula: elevação circunscrita até 1cm de diâmetro contendo pus. Cisto: formação elevada ou não, constituída por cavidade fechada envolta por um epitélio e contendo líquido ou substancia semissólida. Abscesso: formação circunscrita de tamanho variável, proeminente ou não, contendo líquido purulento. Flegmão: aumetno de volume de consistência flutuante não encapsulado, de tamanho variável, contendo líquido purulento. Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 Hematoma: formação circunscrita decorrente de derramamento sanguíneo na pele ou tecidos subjacentes. Alterações de espessura Hiperqueratose: espessamento da pele decorrente de aumento da camada córnea. Liquenificação: espessamento da pele, com acentuação dos sulcos cutâneos, dando aspecto quadricular ou formato de favos de mel. Esclerose: aumento da consistência da pele que se torna cariácea, pregueamento difícil. OBS: NÃO ESCREVER ‘COURO’ NA PROVA, É PELE. Atrofia: diminuição da espessura da pele, que se torna adelgaçada. É cosnequente à redução do número e volume dos constituintes normais da pele. Cicatriz: aspecto variável, decorrente de reparação tecidual. Perdas teciduais e reparações Escama: placas de células da camada córnea que se desprendem da superfície cutânea. Escoriação: erosão linear, geralmente decorrente de lesão autotraumática pruriginosa. Erosão: perda superficial da epiderme ou de camadas da epiderme. Ulceração: perda circunscrita da epiderme e derme, podendo atingir hipoderme e tecidos subjacentes. Aftas: pequena ulceração em mucosa. Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar Colarinho epidérmico: fragmento da epiderme circular aderido à pele, após a ruptura de vesículas, bolhas ou pústulas. Fissura: perda linear da epiderme, em orifícios naturais ou em áre de pregas ou dobras. Crostas: concreção amarelo-clara, vermelho escura ou esverdaeada, que se forma em área de perda tecidual, decorrente do dessecamento de serosidade, pus, sangue e restos celulares. Escara: área de cor lívida ou preta, limitada por necrose tecidual. Fístula: canal que drena foco de supuração ou necrose e elimina material purulento ou sanguinolento. Lesões associadas Papulocrostosas, eritematopapulosas, vesiculobolhosas, ulcerocrostosas. Lesões particulares Celulite: inflamação da derme e/ou tecido subcutâneo. Comedo: acúmulo de corneócitosno infundíbulo folicular, ou queratina e sebo no folículo piloso dilatado. Corno: excrescência cutânea circunscrita e elevada, formada por queratina – grau máximo da paraqueratose. Milium: pequeno cisto de queratina branco amarelado na superfície da pele. Exames complementares Vítreopressão, luz de Wood (reflete fungos Microsporum canis), teste da fita adesiva (procura de ectoparasitas e seus ovos) Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 Exame direto do pelame: indicação (observar esporos fúngicos). Parasitismo: ectotrix e endotrix. Tricograma: o animal está alopécico, pego uma pinça, pinço vários pelos, separo sobre uma lamina. Permite avaliar estágio do ciclo do pelo, condição da extremidade, estado da haste. Parasitológico de raspado cutâneo: é muito utilizado em dermatodologia. Identificação de parasitas do gênero Demodex, Sarcoptes, Psoroptes, Notoedris e Cheyletiella. Cultura fúngica e bacteriana. Citologia: barato, rápido. Biópsia e exame histopatológico: é muito confiável. Biopsia por punch, incisional e excisional. Baixado por Fernanda Juliana (fernandajuju415@gmail.com) lOMoARcPSD|30325516 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=12-semiologia-do-sistema-tegumentar