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TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA MARIANA BATISTA VIEIRA A IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAS PARA QUADROS DE DEPRESSÃO REFRATÁRIA CURITIBA 2024 MARIANA BATISTA VIEIRA A IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAS PARA QUADROS DE DEPRESSÃO REFRATÁRIA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Biomedicina do Centro Universitário Campos de Andrade, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Biomedicina. Orientador: Fernanda Vieira Wruca CURITIBA 2024 MARIANA BATISTA VIEIRA A IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAS PARA QUADROS DE DEPRESSÃO REFRATÁRIA BANCA EXAMINADORA: Fernanda Wruca Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE) Alex Luis Genari Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE) Aline Sales Vaz Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE) Data de Aprovação: / / DEDICATÓRIA Dedico este trabalho, com todo o meu carinho e gratidão, a minha mãe e minha familia, que sempre acreditaram em mim e me apoiaram incondicionalmente em cada passo dessa jornada. Aos meus amigos e professores, pela paciência, incentivo, pela inspiração e apoio nos momentos mais desafiadores.. AGRADECIMENTOS Agradecer é reconhecer que, ao longo do caminho, diversas pessoas foram essenciais para a realização deste trabalho. Este trabalho de conclusão de curso não teria sido possível sem o apoio, incentivo e orientação de várias pessoas. Em primeiro lugar, agradeço a Deus, por me dar forças e sabedoria ao longo desta jornada acadêmica. A ele, toda a minha gratidão por estar ao meu lado em cada desafio superado. Aos meus pais, pelo amor incondicional, pelos valores que me ensinaram e por acreditarem nos meus sonhos. Obrigado por sempre estarem presentes, me incentivando a seguir em frente, independentemente das dificuldades. À minha orientadora, Fernanda Vieira Wruca, pela paciência, dedicação e orientações fundamentais ao longo da pesquisa. Sua experiência e compromisso foram essenciais para a conclusão deste trabalho. Agradeço também à banca examinadora por suas contribuições e considerações valiosas. Aos colegas de curso, que compartilharam comigo os desafios e as alegrias dessa jornada acadêmica. A convivência com vocês foi enriquecedora, e cada um de vocês, de alguma forma, contribuiu para o meu crescimento pessoal e profissional. Por fim, agradeço a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização deste trabalho. Agradeço pela confiança, pelo apoio e pela compreensão nos momentos de ausência. A todos, meu sincero agradecimento. EPÍGRAFE “A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.” - Sigmund Freud RESUMO A suplementação de vitaminas tem ganhado destaque no tratamento de quadros de depressão refratária, condição em que pacientes não respondem adequadamente às intervenções terapêuticas convencionais, como antidepressivos e psicoterapia. Estudos recentes indicam que deficiências vitamínicas, especialmente de vitamina D, B12, B9 (ácido fólico) e antioxidantes como a vitamina C e E, estão associadas a desfechos negativos em saúde mental. A vitamina D, por exemplo, participa da regulação de neurotransmissores e funções cerebrais que afetam o humor, enquanto as vitaminas do complexo B são essenciais para a síntese de neurotransmissores como a serotonina e dopamina, os quais desempenham papéis centrais no controle do humor e da ansiedade. A deficiência dessas vitaminas pode agravar a sintomatologia depressiva, e a suplementação adequada tem sido apontada como coadjuvante no tratamento, promovendo a melhora do bem-estar mental e emocional. Além disso, as vitaminas antioxidantes, como C e E, atuam na proteção contra o estresse oxidativo, que tem sido associado ao desenvolvimento e à manutenção da depressão. A combinação de intervenções terapêuticas tradicionais com a suplementação vitamínica pode melhorar significativamente a resposta ao tratamento em indivíduos com depressão refratária, potencializando o efeito dos antidepressivos e reduzindo o risco de efeitos colaterais. Contudo, é fundamental que a suplementação seja orientada por um profissional de saúde, uma vez que a ingestão inadequada de vitaminas pode acarretar problemas como hipervitaminoses, que, por sua vez, podem ter efeitos adversos graves. Assim, o papel das vitaminas no tratamento de transtornos mentais refratários ainda necessita de mais estudos para que se compreenda a fundo seus mecanismos de ação e se estabeleçam protocolos eficazes e seguros de suplementação, integrando o conhecimento biomédico às práticas clínicas voltadas para a saúde mental. Palavras-chave: Depressão refratária, vitaminas, suplementação ABSTRACT Vitamin supplementation has gained prominence in the treatment of refractory depression, a condition in which patients do not respond adequately to conventional therapeutic interventions such as antidepressants and psychotherapy. Recent studies indicate that vitamin deficiencies, especially vitamin D, B12, B9 (folic acid) and antioxidants such as vitamin C and E, are associated with negative mental health outcomes. Vitamin D, for example, participates in the regulation of neurotransmitters and brain functions that affect mood, while B vitamins are essential for the synthesis of neurotransmitters such as serotonin and dopamine, which play central roles in controlling mood and anxiety. Deficiency in these vitamins can aggravate depressive symptoms, and adequate supplementation has been shown to help with treatment, improving mental and emotional well-being. In addition, antioxidant vitamins, such as C and E, act to protect against oxidative stress, which has been associated with the development and maintenance of depression. Combining traditional therapeutic interventions with vitamin supplementation can significantly improve the response to treatment in individuals with refractory depression, enhancing the effect of antidepressants and reducing the risk of side effects. However, it is essential that supplementation is guided by a health professional, since inadequate vitamin intake can lead to problems such as hypervitaminosis, which in turn can have serious adverse effects. Thus, the role of vitamins in the treatment of refractory mental disorders still needs further study in order to understand their mechanisms of action in depth and to establish effective and safe supplementation protocols, integrating biomedical knowledge with clinical practices aimed at mental health. Keywords: Refractory depression, vitamins, supplementation SUMÁRIO A IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAS PARA QUADROS DE DEPRESSÃO REFRATÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA 10 RESUMO 10 INTRODUÇÃO 10 METODOLOGIA 11 DESENVOLVIMENTO 12 CONCLUSÃO 13 Referências (incluir todos os autores) 13 A IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAS PARA QUADROS DE DEPRESSÃO REFRATÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA Autor1 (aluno), Orientador2 (professor orientador) 1Mariana Batista Vieira Discente do curso de Biomedicina no Centro Universitário Campos de Andrade-UNIANDRADE, Curitiba, Paraná 2Fernanda Wruca Docente do curso de Biomedicina no Centro Universitário Campos de Andrade-UNIANDRADE, Curitiba, Paraná PAGE 17 e-mail: marianabatistavieira7@gmail.com RESUMO A depressão refratária é uma forma severa e persistente de depressão que não responde adequadamente a tratamentos convencionais, afetando de 10% a 30% dos pacientes diagnosticados. Este trabalho revisa a literatura sobre a relação entre a suplementação vitamínica e a depressão refratária, enfatizando a importância das vitaminas B12, D, e folato na regulação do sistema nervoso e na modulação dos neurotransmissores relacionados ao humor. A pesquisa evidencia que deficiências nutricionais podem agravar os sintomas depressivose que a suplementação adequada pode otimizar a eficácia dos tratamentos antidepressivos. O estudo conclui que a abordagem complementar com vitaminas é uma estratégia promissora para melhorar a qualidade de vida de pacientes com depressão refratária, destacando a necessidade de avaliações clínicas e biomarcadores para o diagnóstico e manejo dessa condição. Palavras-chave: Neurotransmissores, Tratamento complementar, Saúde mental Abstract: Refractory depression is a severe and persistent form of depression that does not respond adequately to conventional treatments, affecting 10% to 30% of diagnosed patients. This work reviews the literature on the relationship between vitamin supplementation and refractory depression, emphasizing the importance of vitamins B12, D, and folate in regulating the nervous system and modulating neurotransmitters related to mood. Research shows that nutritional deficiencies can worsen depressive symptoms and that adequate supplementation can optimize the effectiveness of antidepressant treatments. The study concludes that the complementary approach with vitamins is a promising strategy to improve the quality of life of patients with refractory depression, highlighting the need for clinical assessments and biomarkers for the diagnosis and management of this condition. Keywords: Neurotransmitters, Complementary treatment, Mental health INTRODUÇÃO A depressão refratária é uma forma grave e persistente da depressão, caracterizada pela falta de resposta adequada aos tratamentos convencionais, como antidepressivos e psicoterapia. Estima-se que entre 10% a 30% dos indivíduos diagnosticados com depressão apresentam esse quadro, tornando o manejo e a busca por terapias alternativas essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes [1]. A depressão refratária não apenas representa um grande desafio clínico, como também impacta significativamente o funcionamento social, ocupacional e a saúde física dos afetados [2]. O desenvolvimento da depressão refratária está associado a múltiplos fatores, incluindo predisposição genética, estresse crônico, traumas e disfunções no sistema nervoso central [3]. Esses fatores podem desestabilizar neurotransmissores como a serotonina, dopamina e noradrenalina, essenciais para a regulação do humor e das emoções [4]. Além disso, a falha em responder aos tratamentos convencionais sugere a existência de mecanismos biológicos complexos e resistentes, o que torna a depressão refratária um transtorno de difícil tratamento [5]. A prevalência da depressão refratária é alarmante tanto no Brasil quanto no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial sofre de depressão, e aproximadamente 30% dos casos podem evoluir para a forma refratária [6]. No Brasil, estima-se que 12 milhões de pessoas vivam com depressão, o que coloca o país entre os mais afetados globalmente, com um número significativo de pacientes desenvolvendo a forma refratária [7]. O diagnóstico da depressão refratária é clínico e envolve a avaliação dos sintomas persistentes após a administração de dois ou mais tratamentos antidepressivos em doses adequadas por um período mínimo de seis semanas [8]. Os sintomas variam desde tristeza profunda, perda de interesse em atividades diárias, até fadiga crônica, alterações no apetite e sono, e pensamentos suicidas [9]. Essa falta de resposta aos tratamentos convencionais reforça a necessidade de explorar terapias complementares e alternativas, como a suplementação de vitaminas. Estudos recentes têm investigado o papel da suplementação de vitaminas no tratamento da depressão, especialmente em quadros refratários. Vitaminas como a B12, D, e folato desempenham papéis essenciais no funcionamento do sistema nervoso, especialmente na produção de neurotransmissores e na manutenção da saúde neuronal [10]. Deficiências nessas vitaminas têm sido associadas a desequilíbrios no humor e no comportamento, agravando quadros depressivos [11]. A vitamina D, por exemplo, tem propriedades anti-inflamatórias e neuro protetoras, sendo fundamental para o equilíbrio químico cerebral [12]. A relação entre a suplementação vitamínica e a depressão refratária está ligada à capacidade dessas vitaminas em modular processos neurológicos e imunológicos. O folato e a vitamina B12, por exemplo, atuam na metilação do DNA, processo crucial para a expressão de genes relacionados à função cerebral [13]. Além disso, a suplementação adequada pode otimizar a resposta dos pacientes a antidepressivos, melhorando a eficácia dos tratamentos e oferecendo uma nova perspectiva para o manejo da depressão refratária [14]. METODOLOGIA A metodologia adotada para este artigo de revisão científica foi baseada na busca e análise de literatura sobre a relação entre suplementação vitamínica e depressão refratária. Os principais passos realizados incluem: 1. Delimitação do Tema e Objetivos: O tema da pesquisa foi estabelecido com o objetivo de investigar o impacto da suplementação vitamínica, especialmente das vitaminas B12, D e folato, no tratamento da depressão refratária. A questão central foi verificar como essas vitaminas podem influenciar a eficácia dos tratamentos convencionais e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. 2. Busca por Literatura Científica: A revisão da literatura foi realizada em bases de dados científicas como PubMed, Scielo, e Google Scholar, utilizando descritores como "depressão refratária", "suplementação vitamínica", "vitamina D", "vitamina B12", "folato", e "tratamento complementar". Os artigos selecionados abrangem publicações dos últimos 15 anos, garantindo a atualidade e relevância dos dados. 3. Critérios de Inclusão e Exclusão: Foram incluídos artigos que apresentassem dados empíricos ou revisões teóricas sobre a relação entre as vitaminas B12, D e folato com a depressão refratária. Artigos que não abordassem diretamente a suplementação de vitaminas ou que não estivessem disponíveis em texto completo foram excluídos da análise. 4. Análise dos Dados: Após a seleção dos artigos, foi realizada uma análise crítica das evidências disponíveis. Os estudos foram organizados de acordo com os seguintes aspectos: · Mecanismos de ação das vitaminas B12, D e folato no sistema nervoso. · Evidências sobre a eficácia da suplementação vitamínica no tratamento de depressão refratária. · Limitações dos estudos e sugestões para pesquisas futuras. 5. Síntese dos Resultados: Os dados coletados foram sistematizados em categorias temáticas, como “deficiências nutricionais e saúde mental”, “mecanismos biológicos da suplementação vitamínica” e “suplementação como estratégia complementar”. Os resultados foram interpretados à luz da literatura existente, buscando identificar padrões, concordâncias e divergências entre os estudos. 6. Considerações Éticas: Por se tratar de uma revisão de literatura, este estudo não envolveu a participação direta de seres humanos, isentando-o de aprovação por um comitê de ética. No entanto, todas as fontes utilizadas foram devidamente citadas, respeitando os direitos autorais. Essa metodologia permitiu uma revisão sistemática e abrangente sobre o tema, oferecendo uma base sólida para discutir os efeitos da suplementação vitamínica no tratamento de pacientes com depressão refratária. DESENVOLVIMENTO A depressão refratária é um tipo de transtorno conhecido como resistente ou depressão maior, onde não há uma resposta satisfatoria ao uso de medicamentos antidepressivos administrados em doses adequadas e tempo suficiente. Esse quadro afeta uma parcela significativa de pacientes diagnosticados com depressão, gerando grandes desafios clínicos [15]. O conceito de depressão refratária é relativamente recente e tem se mostrado de extrema relevância para a prática médica, dada a gravidade dos sintomas e a limitação das opções terapêuticas convencionais [16]. Mecanismos de Desencadeamento da Depressão Refratária O desenvolvimento da depressão refratária é multifatorial, envolvendo aspectos genéticos, biológicos, psicológicose ambientais. Alterações na neurotransmissão, especificamente no metabolismo de serotonina, dopamina e noradrenalina, estão entre os principais fatores biológicos envolvidos [17]. Estudos demonstram que o estresse crônico, traumas psicológicos e eventos de vida adversos são fatores ambientais que podem descompensar esses sistemas e contribuir para a resistência ao tratamento [18]. Outro mecanismo importante é a disfunção no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), que regula a resposta ao estresse. Pacientes com depressão refratária frequentemente apresentam hiperatividade desse eixo, resultando em níveis elevados de cortisol, o que pode interferir na neuroplasticidade e exacerbar os sintomas depressivos [19]. A inflamação sistêmica e os desequilíbrios hormonais, como a deficiência de vitamina D, também foram associados ao desencadeamento da depressão refratária, sugerindo que processos inflamatórios e metabólicos desempenham um papel importante na progressão da doença [20]. Grupos Propensos ao Desenvolvimento da Depressão Refratária Indivíduos com histórico familiar de depressão, transtornos de ansiedade, abuso de substâncias e doenças crônicas estão mais propensos a desenvolver depressão refratária. Pacientes que sofrem de comorbidades, como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes, também têm maior risco de desenvolver a forma refratária da depressão [21]. Além disso, a idade avançada, o gênero feminino e a presença de traumas psicológicos anteriores são fatores de risco documentados na literatura [22]. Estudos sugerem que mulheres em períodos de grandes alterações hormonais, como a menopausa, estão particularmente suscetíveis [23]. Diagnóstico e Sintomas O diagnóstico da depressão refratária é clínico e envolve uma avaliação criteriosa do histórico do paciente e da resposta aos tratamentos anteriores. Sintomas persistentes de tristeza, desesperança, perda de interesse em atividades diárias, alterações no apetite e sono, além de fadiga crônica e pensamentos suicidas, são comuns nesses pacientes [24]. A avaliação também deve incluir uma análise da presença de comorbidades e o uso de terapias complementares para verificar possíveis interferências na resposta ao tratamento convencional. Além disso, biomarcadores como níveis de cortisol, marcadores inflamatórios e a concentração de vitaminas no sangue, como a B12 e D, têm sido utilizados para auxiliar no diagnóstico e prognóstico da depressão refratária [25]. Ação da Suplementação de Vitaminas no Sistema Nervoso A suplementação de vitaminas tem sido estudada como uma estratégia promissora no tratamento da depressão refratária, devido ao seu impacto positivo no sistema nervoso central. Vitaminas como B12, B6, folato e D são fundamentais para o metabolismo de neurotransmissores e para a manutenção da saúde neuronal. A vitamina B12, por exemplo, participa da síntese de serotonina e dopamina, neurotransmissores cruciais para a regulação do humor [26]. Já a vitamina D atua modulando a expressão de genes relacionados à neuro proteção e inflamação no sistema nervoso [27]. A deficiência de vitaminas pode agravar disfunções neuroquímicas já presentes em indivíduos com depressão refratária, reduzindo a eficácia de antidepressivos. Portanto, a suplementação visa corrigir esses desequilíbrios, otimizando a função neurológica e proporcionando uma resposta terapêutica mais eficaz [28]. Relação entre Vitaminas e Depressão A depressão está fortemente associada a deficiências nutricionais, particularmente de vitaminas que desempenham papéis centrais no metabolismo cerebral. A deficiência de vitamina D, por exemplo, tem sido amplamente correlacionada com o desenvolvimento de sintomas depressivos, especialmente em regiões com menor exposição solar [29]. Além disso, baixos níveis de vitamina B12 e folato foram encontrados em pacientes com depressão, sugerindo que essas vitaminas são importantes para a função neurológica e para a síntese de neurotransmissores como a serotonina [30]. Estudos clínicos indicam que a suplementação dessas vitaminas pode melhorar a resposta aos tratamentos antidepressivos e, em alguns casos, reduzir os sintomas em pacientes que apresentam resistência ao tratamento convencional [31]. A suplementação de vitamina D, por exemplo, tem demonstrado benefícios em estudos com pacientes depressivos, com redução significativa dos sintomas em comparação ao grupo placebo [32]. Vitaminas Ligadas à Depressão As principais vitaminas associadas à depressão refratária são: · Vitamina B12: Essencial para o metabolismo dos neurotransmissores e para a formação da mielina, estrutura responsável pela condução de impulsos nervosos [33]. · Folato (Vitamina B9): Fundamental na síntese de neurotransmissores e na metilação do DNA, processo crítico para a função neuronal [34]. · Vitamina D: Participa da regulação de processos inflamatórios e neuroprotetores, sendo crucial para a saúde do sistema nervoso central [35]. · Vitamina B6: Importante na conversão de triptofano em serotonina, neurotransmissor responsável pela regulação do humor [36]. Essas vitaminas, quando deficientes, podem exacerbar ou até mesmo desencadear sintomas depressivos. Por isso, a suplementação adequada tem se mostrado uma intervenção eficaz para pacientes com depressão refratária. CONCLUSÃO A depressão refratária representa um desafio significativo para a saúde mental, exigindo abordagens inovadoras e integrativas no tratamento. Este trabalho demonstrou que a suplementação de vitaminas como B12, D e folato pode ter um impacto positivo na resposta terapêutica em pacientes que não se beneficiam dos antidepressivos tradicionais. A evidência sugere que a correção de deficiências nutricionais pode melhorar a função neuroquímica e, consequentemente, a qualidade de vida desses indivíduos. Portanto, é fundamental que profissionais de saúde considerem a avaliação nutricional como parte do diagnóstico e tratamento da depressão refratária, promovendo intervenções que englobem tanto a medicina convencional quanto estratégias complementares. As futuras pesquisas devem focar em estudos clínicos mais amplos para confirmar a eficácia da suplementação vitamínica e entender melhor os mecanismos envolvidos na relação entre nutrição e saúde mental. Referências (incluir todos os autores) 1 Machado-Vieira R, Salvadore G, Diazgranados N, Zarate CA. Ketamine and the next generation of antidepressants with a rapid onset of action. Pharmacol Ther. 2009;123(2):143-50. 2 Fava M. Diagnosis and definition of treatment-resistant depression. Biol Psychiatry. 2003;53(8):649-59. 3 Zarate CA, Singh JB, Carlson PJ, et al. A randomized trial of an N-methyl-D-aspartate antagonist in treatment-resistant major depression. Arch Gen Psychiatry. 2006;63(8):856-64. 4 Saveanu RV, Nemeroff CB. Etiology of depression: genetic and environmental factors. Psychiatr Clin North Am. 2012;35(1):51-71. 5 Gaynes BN, Warden D, Trivedi MH, et al. What did STAR*D teach us? Results from a large-scale, practical, clinical trial for patients with depression. Psychiatr Serv. 2009;60(11):1439-45. 6 World Health Organization. Depression and other common mental disorders: Global health estimates. Geneva: WHO; 2017. 7 Munhoz TN, Nunes BP, Wehrmeister FC, et al. 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