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Para você entender o procedimento de como realizar a fatoração LU para uma dada matriz, considere a seguinte matriz do tipo 2 × 2: Aplicando-se o método de eliminação de Gauss, você pode multiplicar a primeira linha de A por 3 e somar com a segunda linha, obtendo, assim, a matriz U: Essa operação elementar realizada sobre A também corresponde à aplicação da matriz elementar obtida pela multiplicação da primeira linha da matriz identidade por 3, depois, somada com a segunda linha: Veja: Com efeito, a matriz L é obtida simplesmente por calcular a matriz inversa de E: Nesse caso, se você multiplicar a primeira linha por –3 e, depois, somar com a segunda linha: você já tem, do lado esquerdo, a matriz identidade e, portanto: 13Matrizes elementares e fatoração LU Logo, a matriz L fica: Claro que você poderia ter obtido esse mesmo resultado observando que a operação elementar sobre linhas contrárias à realizada para obter a matriz U é de multiplicar a primeira linha da matriz identidade por –3 e, depois, somar com a segunda linha (que tem o mesmo efeito de multiplicar a primeira linha da matriz identidade por 3 e, depois, fazer a subtração com a segunda linha): Assim, onde aparece o fator 3 na matriz elementar E, aparecerá o fator –3 na matriz L. Desse modo, a fatoração LU para a matriz A é dada por: De modo geral, para se fazer a fatoração LU de uma dada matriz A, basta registrar as matrizes elementares que conduziram à forma escalonada U da matriz A e, então, calcular a matriz inversa dessas matrizes elementares, cujo produto em ordem invertida delas resulta na matriz L. Como você já deve ter percebido, a maior parte do trabalho para fazer a fatoração LU consiste em encontrar L. No entanto, você pode construir a matriz L mais facilmente, notando que: Observe que, no caso de E1, obtida pela multiplicação do primeiro ele- mento da matriz identidade por 5 (e cuja ação sobre outra matriz consiste em multiplicar o elemento correspondente por 5), a sua matriz inversa, , é obtida simplesmente dividindo por 5 o primeiro elemento. Já para a matriz elementar E2, obtida pela multiplicação da primeira linha da matriz identidade por 3, que, depois, foi somada com a segunda linha, a sua matriz inversa, , é obtida pela multiplicação da primeira linha da matriz identidade por 3, depois subtraída da segunda linha. Em outras palavras, a matriz inversa de Matrizes elementares e fatoração LU14 uma matriz elementar corresponde exatamente à operação algébrica inversa da matriz elementar. Se a ação da matriz elementar é multiplicar, a matriz inversa dividirá; se a ação da matriz elementar é somar uma linha, a matriz inversa subtrairá uma linha. Veja, agora, como a fatoração LU é empregada para se obter a solução de um sistema de equações lineares. A representação matricial do sistema é do tipo AX = B. Como a matriz dos coeficientes pode ser posta na forma A = LU, então, a equação matricial do sistema fica: LUX = B Agora, essa equação matricial pode ser separada em outras duas: LY = B e UX = Y Desse modo, primeiro você resolve a equação matricial auxiliar LY = B, determinando, assim, a matriz Y. Depois, você substitui esse resultado na equação matricial UX = Y, determinando a matriz X, e, portanto, resolvendo o problema. A vantagem desse processo é que o formato escalonado das matrizes L e U permite uma solução direta e rápida para as matrizes Y e X, respectivamente. Como exemplo de resolução de um sistema de equações lineares pelo mé- todo da fatoração LU, considere o seguinte sistema de duas equações lineares: A matriz dos coeficientes é dada por: cuja fatoração LU está dada logo acima: U = –1 1 0 5 L = 1 0 –3 1 , 15Matrizes elementares e fatoração LU