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Mecanismos de agressão e defesa em 
Odontologia
Bacteriologia
Profa. Me. Ana Daniela Spínola
adantunes@cruzeirodosul.edu.br
MICROBIOLOGIA
▪ Microbiologia deriva de três palavras gregas: micros (pequeno);
bios(vida); e logus(ciência)
▪ Estuda-se na microbiologia as bactérias (bacteriologia), os fungos
(micologia), os vírus (virologia) e protozoários (parasitologia ou
protozoo)
VOCÊ SABE O QUE SÃO MICRÓBIOS?
▪ São formas de vida diminuta individualmente muito pequenas para serem
vistas a olho nu. O grupo inclui bactérias, fungos (leveduras e fungos
filamentosos), protozoários e algas microscópicas
▪ Neste grupo também estão os vírus, microrganismos
acelulares
IMPORTÂNCIA DOS MICRORGANISMOS
▪ Contribui na manutenção do equilíbrio dos organismos vivos e dos
elementos químicos no nosso ambiente
▪ Microrganismos marinhos e de água doce constituem a base da cadeia
alimentar em oceanos, lagos e rios
▪ Micróbios do solo ajudam a degradar detritos e incorporam nitrogênio
gasoso do ar em compostos orgânicos, reciclando assim os elementos
químicos entre o solo, a água, os seres vivos e o ar
IMPORTÂNCIA DOS MICRORGANISMOS
▪ Papel fundamental na fotossíntese
▪ Na digestão e a síntese de algumas vitaminas que humanos requerem
▪ Aplicações comerciais: síntese de produtos químicos como vitaminas,
ácidos orgânicos, enzimas, álcoois e muitas drogas
NOMEANDO E CLASSIFICANDO OS 
MICRORGANISMOS
▪ Estabelecido em 1735 por Carolus Linnaeus
▪ Os nomes científicos são latinizados porque o latim era a língua tradicionalmente
utilizada pelos estudantes
▪ A nomenclatura científica designa para cada organismo dois nomes – o gênero é
o primeiro nome, sendo sempre iniciado com letra maiúscula; o segundo nome é
o epíteto específico (nome das espécies), escrito sempre em letra minúscula
Ex: Candida albicans
NOMEANDO E CLASSIFICANDO OS MICRORGANISMOS
▪ O organismo é designado pelos dois nomes, o gênero e o epíteto
específico, e ambos são escritos em itálico ou sublinhados
▪ Por convenção, após um nome científico ter sido mencionado uma vez, ele
pode ser abreviado com a inicial do gênero seguida pelo epíteto
específico
Ex: S. aureus
▪ Staphylo descreve o arranjo em cacho das células desta bactéria; coccus
indica que as células têm a forma semelhante a esferas; aureus, significa
ouro em latim, a cor de muitas colônias dessa bactéria
BACTÉRIA
BACTÉRIA
• Bactérias (do latim, bacteria, singular: bacterium) são organismos
relativamente simples e de uma única célula (unicelulares)
• Como material genético não é envolto por uma membrana nuclear, as bactérias
são chamadas de procariotos
1 - Material genético 2 - Membrana plasmática
ou parede celular
3 - Citoplasma
1
2
3
1
2
3
BACTÉRIAS
▪ As milhares de espécies de bactérias são
diferenciadas por muitos fatores, incluindo
morfologia (forma), composição química,
necessidades nutricionais, atividades bioquímicas
e fontes de energia (luz solar ou química)
▪ É estimado que 99% das bactérias na natureza
existam na forma de biofilmes
BACTÉRIA
▪ Existem muitos tamanhos e formas de bactérias. A maioria das bactérias varia de 0,2 a
2,0 μm de diâmetro e de 2 a 8 μm de comprimento
▪ Se apresentam de diversas formas:
bacilos (em forma de bastão) 
cocos (esféricos ou ovoides) 
espirilos (em forma de saca-rolha ou curvados)
▪ Mas algumas bactérias apresentam forma de estrela ou quadrada
COCOS
▪ Geralmente são redondos, mas podem
ser ovais, alongados ou achatados em
uma das extremidades
▪ Diplococos: Cocos que permanecem aos pares
após a divisão
▪ Estreptococos: aqueles que se dividem e
permanecem ligados uns aos outros em forma de
cadeia
▪ Tétrades: aqueles que se dividem em dois planos e
permanecem em grupos de quatro
▪ Sarcinas: aqueles que se dividem em três planos e
permanecem unidos em forma de cubo, com oito
bactérias
▪ Estafilococos: aqueles que se dividem em múltiplos
planos e formam agrupamentos tipo cacho de uva ou
laminas amplas
BACILOS
▪ Dividem somente ao longo de seu
eixo curto; portanto, existe menor
número de agrupamentos de
bacilos que de cocos
▪ A maioria dos bacilos se apresenta como bastonetes
simples
▪ Os diplobacilos se apresentam em pares após a
divisão
▪ Os estreptobacilos ocorrem em cadeias
▪ Outros ainda são ovais e tão parecidos com os cocos
que são chamados de cocobacilos
ESPIRILOS
▪ As bactérias espirais possuem
uma ou mais curvaturas; elas
nunca são retas
▪ Vibriões: bactérias que se assemelham a bastões
curvos
▪ Espirilos: possuem uma forma helicoidal, como um
saca-rolha, e um corpo bastante rígido
▪ Espiroqueta: tem forma helicoidal e flexível
BACTÉRIAS
▪ A forma de uma bactéria é determinada pela hereditariedade
▪ Geneticamente, a maioria das bactérias é monomórfica, ou seja, mantém uma
forma única
▪ Uma série de condições ambientais podem alterar sua forma, que, quando
alterada, dificulta uma identificação
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Termo geral usado para as substâncias que envolvem as células
▪ Polímero viscoso e gelatinoso que está situado externamente à parede celular e
é composto de polissacarídeo, polipeptídeo ou ambos
GLICOCÁLICE
▪ Componente muito importante dos biofilmes
▪ Um glicocálice que auxilia as células em um biofilme a se fixarem ao seu
ambiente-alvo e umas às outras é denominado substância polimérica
extracelular (SPE)
▪ A SPE protege as células dentro do glicocálice, facilita a comunicação entre as
células e permite a sobrevivência celular pela fixação a várias superfícies em seu
ambiente natural
GLICOCÁLICE
Aplicação clínica:
Streptococcus mutans, um importante
causador da lesão por cárie, fixa-se na superfície
dos dentes por um glicocálice.
O S. mutans pode usar sua cápsula como
fonte de nutrição degradando-a e utilizando os
açúcares quando os estoques de energia estão
baixos.
▪ Longos apêndices filamentosos que propelem as bactérias
▪ As bactérias sem flagelos são denominadas atríqueas (sem projeções)
▪ Os flagelos podem ser peritríqueos (distribuídos ao longo de toda a célula ou
polares (em um ou ambos os polos da célula)
FLAGELOS
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Feixes de fibrilas que se originam nas extremidades das células, sob uma
bainha externa, e fazem uma espiral em torno da célula
▪ A rotação dos filamentos produz um movimento da bainha externa que
impulsiona as espiroquetas em um movimento espiral
FILAMENTOS AXIAIS
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Apêndices semelhantes a pelos que são mais curtos, retos e finos que os flagelos
▪ São usados mais para fixação e transferência de DNA que para mobilidade
FÍMBRIAS E PILI
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Fímbrias ocorre nos polos da célula bacteriana, ou homogeneamente distribuídas
em toda a superfície da célula
FÍMBRIAS E PILI
▪ Pili normalmente são mais longos que as fímbrias, e há apenas um ou dois por 
célula. Os pili estão envolvidos na mobilidade celular e na transferência de DNA
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
MESOSSOMO
• Representa uma invaginação da membrana
plasmática e atua como origem do septo
transverso que separa a célula em duas
durante a divisão celular
• É também o sítio de ligação do DNA que se
torna o material genético de cada célula-filha
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE 
CELULAR
CÁPSULA
• Estrutura extra que separa uma célula da outra e de seu meio externo
• Regula a passagem de substâncias para dentro e para fora da células
• São flexíveis, viscosas e fluídas
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
CÁPSULA
• Um polissacarídeo, combinada de proteínas e lipídios
• As bactérias capsuladas são capazes de sobreviver por um maior período de tempo no
corpo humano
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
CÁPSULA
▪ Confere resistência à fagocitose
▪ Está relacionada à virulência da bactéria
▪ Proteção contra as condições externas desfavoráveis
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
CÁPSULA
• Adesão bacteriana a tecidos humanos (como também em prótesese implantes),
causando colonização e infecção
• Impede a fagocitose, por isso aumenta sua virulência
• Ajuda na identificação do microrganismo
• Seus polissacarídeos são utilizados como antígenos em determinadas vacinas, porque
induzem a produção de anticorpos (ex. pneumonia)
ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Principal função da parede celular é prevenir a ruptura das células bacterianas quando a
pressão da água dentro da célula é maior que fora dela
▪ Composição química da parede celular é usada para diferenciar os principais tipos de
bactérias
PAREDE CELULAR
PAREDE CELULAR
Aplicação clínica:
A parede celular é importante,
pois contribui para a capacidade de
algumas espécies causarem doenças e
também por ser o local de ação de
alguns antibióticos
▪ A parede celular bacteriana é composta de uma rede macromolecular
denominada peptideoglicana
Composição e características
Gram-positivas: 
▪ Parede celular consiste em muitas camadas de peptideoglicana, formando uma
estrutura espessa e rígida, além de conter ácidos teicoicos (álcool + fosfato)
Gram-positivas x gram-negativas
Gram-negativas: 
▪ Parede celular contém somente uma ou poucas camadas de peptideoglicana
▪ A membrana externa consiste em lipopolissacarideos (LPS), lipoproteínas e
fosfolipideos
Gram-positivas x gram-negativas
▪ Consiste em três componentes: (1) lipídeo A, (2) um cerne polissacarídico e (3)
um polissacarídeo O
▪ O lipídeo A é a porção lipídica do LPS e está embebido na parede superior da
membrana externa
Lipopolissacarídeo (LPS)
▪ Sintomas associados a bactérias gram—negativas: febre, dilatação de vasos venosos,
choque e formação de coágulos sanguíneos
▪ Cerne polissacarídico fornece estabilidade
▪ Polissacarídeo O funciona como um antígeno, sendo útil para diferenciar espécies de
bactérias gram-negativas
Lipopolissacarídeo (LPS)
DANO À PAREDE CELULAR
▪ Substâncias químicas que danificam a parede celular bacteriana ou interferem com
sua síntese frequentemente não danificam as células de um hospedeiro animal
▪ A síntese da parede celular é o alvo de algumas drogas antimicrobianas
▪ Exposição a enzima digestiva lisozima: danifica parede celular bacteriana
▪ Lisozima é constituinte de alguns fluidos como saliva, lágrima e muco
▪ Lisozima é particularmente ativa sobre os principais componentes da parede celular da
maioria das bactérias gram-positivas, tornando-as vulneráveis à lise
DANO À PAREDE CELULAR
IMPORTÂNCIA CLÍNICA
▪ Certos antibióticos, como a penicilina, impedem a formação de uma parede celular
funcional
▪ Bactérias gram-negativas são menos sensíveis à penicilina (composição da parede
celular)
▪ Contudo, são bastante suscetíveis a alguns antibióticos β-Lactâmicos que penetram na
membrana externa melhor que a penicilina
ESTRUTURAS INTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Consiste principalmente de fosfolipídeos
▪ Função mais importante da membrana plasmática é servir como barreira seletiva
através da qual os materiais entram e saem da célula
Membrana plasmática
IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
▪ Agentes antimicrobianos exercem efeitos deletérios na membrana plasmática
▪ Por romper os fosfolipídios de membrana, um grupo de antibióticos conhecido como
polimixinas produz o vazamento do conteúdo intracelular e a subsequente morte
celular.
ESTRUTURAS INTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Células especializadas de “repouso”
▪ Células desidratadas altamente duráveis, com paredes espessas e camadas adicionais.
Eles são formados dentro da membrana celular bacteriana
▪ Quando liberados no ambiente, podem sobreviver a temperaturas extremas, falta de
água e exposição a muitas substâncias químicas tóxicas e radiação
Endosporo
ESTRUTURAS INTERNAS À PAREDE CELULAR
▪ Importantes do ponto de vista clínico e para a indústria alimentícia, pois são resistentes
a processos que normalmente matam as células vegetativas
▪ Esses processos incluem o aquecimento, o congelamento, a dessecação, o uso de
substâncias químicas e a radiação.
Endosporo
ESTRUTURAS INTERNAS À PAREDE CELULAR
FATORES DE NATUREZA FÍSICA E INORGÂNICA
▪ A utilização do oxigênio como aceptor de hidrogênio pelas bactérias é variável, permitindo
classificá-las:
⮚ Aeróbios obrigatórios: desenvolvem-se apenas em presença do oxigênio. Necessitam do O2
para seu metabolismo. Exemplo: Mycobacterium tuberculosis e espécies do gênero Segionella.
⮚ Microaerófilos: requerem oxigênio, porém em quantidades menores que as concentrações
normais. Exemplo: Campylobacter jejuni e alguns Streptococcus
⮚ Anaeróbios facultativos: crescem na ausência ou na presença de oxigênio, podendo utilizá-lo
ou não. Crescem melhor, porém na sua presença. Exemplo: Corynebacterium.
Oxigênio (O2)
FATORES DE NATUREZA FÍSICA E INORGÂNICA
▪ Anaeróbios: são microrganismos que não utilizam o oxigênio como aceptor de
hidrogênio. De acordo com a tolerância que esses microrganismos apresentam em
relação ao oxigênio, podem ser subdivididos:
1. Anaeróbios aerotolerantes: são capazes de crescer em ambiente contendo ar ou
em incubadores de CO2, mas crescem melhor em anaerobiose. Exemplo:
Clostridium tertium
2. Anaeróbios moderados: só crescem em presença de no máximo 2 a 8% de
oxigênio livre
3. Anaeróbios estritos: não se desenvolvem em presença de mais de 0,5% de
oxigênio livre. Esses microrganismos morrem pela exposição ao oxigênio em
poucos minutos
Oxigênio (O2)
MATERIAL GENÉTICO EXTRACROMOSSÔMICO
▪ São moléculas extracromossomiais circulares, fechadas, constituídas de DNA de dupla
fita, que se replicam de maneira autônoma (replicons)
▪ Geralmente incapazes de integração ao DNA do cromossomo bacteriano
▪ Possuem genes que regulam sua própria replicação, independentemente da
replicação do cromossomo
Plasmídeo
MATERIAL GENÉTICO EXTRACROMOSSÔMICO
▪ São responsáveis por características como: 
a) fatores sexuais: também chamados de fatores de fertilidade ou 
fator F. Conferem a bactéria possibilidade de realizar conjugação 
b) fator col: produção de colicinas, substâncias letais para bactérias 
coliformes
c) fatores de resistência (fator R), por exemplo a antibióticos 
d) lactamases (penicilinases) de estafilococos resistência à 
penicilina.
Plasmídeo
REPRODUÇÃO BACTERIANA
▪ Reprodução binária, também chamada de
cissiparidade ou bipartição
▪ Neste processo de reprodução assexuada, a
bactéria duplica seu material genético e se
divide em duas, ambas terão a mesma
quantidade de DNA e representarão as
mesmas funções.
	Slide 1
	Slide 2: MICROBIOLOGIA
	Slide 3: VOCÊ SABE O QUE SÃO MICRÓBIOS? 
	Slide 4: IMPORTÂNCIA DOS MICRORGANISMOS
	Slide 5: IMPORTÂNCIA DOS MICRORGANISMOS
	Slide 6: NOMEANDO E CLASSIFICANDO OS MICRORGANISMOS
	Slide 7: NOMEANDO E CLASSIFICANDO OS MICRORGANISMOS
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10: BACTÉRIA
	Slide 11
	Slide 12: BACTÉRIAS
	Slide 13: BACTÉRIA
	Slide 14
	Slide 15: COCOS
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21: BACTÉRIAS
	Slide 22: ESTRUTURAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30: MESOSSOMO
	Slide 31: CÁPSULA
	Slide 32: CÁPSULA
	Slide 33: CÁPSULA
	Slide 34: CÁPSULA
	Slide 35: PAREDE CELULAR
	Slide 36: PAREDE CELULAR
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43
	Slide 44: DANO À PAREDE CELULAR
	Slide 45
	Slide 46: IMPORTÂNCIA CLÍNICA
	Slide 47: ESTRUTURAS INTERNAS À PAREDE CELULAR
	Slide 48: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
	Slide 49
	Slide 50
	Slide 51
	Slide 52: FATORES DE NATUREZA FÍSICA E INORGÂNICA
	Slide 53: FATORES DE NATUREZA FÍSICA E INORGÂNICA
	Slide 54: MATERIAL GENÉTICO EXTRACROMOSSÔMICO
	Slide 55: MATERIAL GENÉTICO EXTRACROMOSSÔMICO
	Slide 56: REPRODUÇÃO BACTERIANA

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