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Epilepsia 1
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Epilepsia
o que são convulsões?
sinais e sintomas neurológicos temporários, que resultam em atividade 
elétrica neuronal anormal, paroxística e hipersincrônica no córtex 
cerebral.
pelo o que é causada uma crise epilética?
causada por uma descarga elétrica hipersincrônica anormal 
autolimitada de neurônios corticais, é uma desordem cerebral 
caracterizada pela predisposição permanente em gerar crises epilépticas 
com consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais 
ILAE.
Como é caraterizada a epilepsia?
2 crises não provocadas com intervalo mais de 24 horas entre as 
crises.
1 crise não provocada e probabilidade alta de recorrência (usando EEG.
quando a epilepsia é ‘ʼresolvidaʼʼ?
quando o paciente com síndrome epilética relacionada a idade não 
apresenta mais crises pois já passou a idade aplicável. indivíduos sem 
crises nos últimos 10 anos e sem medicações de controle nos últimos 5 
anos.
qual a epidemiologia da epilepsia?
mais comum na primeira década de vida, e volta na sétima e oitava 
década de vida, mais comum no sexo masculino, há psicopatologias 
associadas, além de fatores de risco (genético, infecções associadas a 
gestação, AVC, doenças degenerativas e tumores.
quais as causas da epilepsia?
62%  causa desconhecida;
Epilepsia 2
AVE,TCE, Álcool, doenças degenerativas, encefalopatias, tumores, 
infecções de SNC;
idosos → sequela de AVC e resto é desconhecida
por que a epilepsia tem costume de ocorrer na primeira década de vida e 
volta na sétima e oitava década?
como é uma desordem elétrica cerebral as sinapses das crianças ainda 
não estão bem mielinizadas, sendo instáveis eletricamente predispondo 
as crises. na sétima e oitava década, volta a ser prevalente devido a 
doença cerebrovascular, que é a causa de epilepsias e crises convulsivas. 
mecanismos fisiológicos básicos da crise epilética?
pode ser sinápticos → diminuição ação GABAérgica (inibitória); 
ativação receptores NMDA (excitatória) 
não sinápticos → alterações do transporte iônico transmembrana (falha 
no transporte iônico).
o que é tempestade elétrica?
para que a crise ocorra, os neurônios ao redor do primeiro neurônio 
hipersincrônico devem também sofrer redução do limiar de 
despolarização, facilitando a passagem do impulso neuronal inicial do 
primeiro neurônio ‘ʼdoenteʼ .̓
disparo de agrupamento de neurônios anormais (vermelho), os 
neurônios normais (verde) não deixam que a propagação da crise 
ocorra.
convulsão é uma exacerbação paroxística motora.
crise convulsiva → quais os sinais e sintomas?
podem se apresentar de forma motora, sensitiva, emocional de fala e 
interpretação de linguagem, visual e outras.
como a crise convulsiva é dividida?
Epilepsia 3
em 3 fases  Pré-ictal (anterior a crise), ictus (crise em si) e pós-ictal 
(posterior a crise);
o que é a fase Pré-ictal?
pode ocorrer o chamado pródromo epiléptico (relacionado a crises 
generalizadas);
o que é o período ictal das crises convulsivas?
muito comum de acontecer as auras, sendo os tipos mais frequentes - 
sensação epigástrica ascendente, medo injustificado, sensação de 
irrealidade ou distanciamento, vivencias de deja vu, alucinações 
olfatórias.
o que é o estado pós-ictal?
período logo após a crise, marcado por uma disfunção da área cerebral 
afetada. como desorientação espacial, cefaleia, sonolência, letargia, dor e 
fadiga muscular, aqui é possível ocorrer um fenômeno chamado de 
paralisia de Todd.
fase prodrômica características:
cefaleia, alterações de comportamento e humor (irritabilidade); 
distúrbios do sono; dificuldade em concentração.
o que é a aura na crise epilética?
sintomas neurológicos específicos, podendo ser motora, sensitiva, 
sensitiva especial, autonômica, funções corticais superiores (afasia, 
dismnéstica, cognitiva, afetiva - tristeza, choro, depressão).
como são classificadas as crises epiléticas?
antiga ILAE 1981, em parciais/focais e generalizadas
o que são as crises focais ?
com início limitado a uma parte de um hemisfério cerebral.
o que são as crises generalizadas?
descargas neuronais, síncronas e excessivas vindo de uma área mais 
extensa envolvendo os dois hemisférios cerebrais.
as crises focais depois podem se tornar generalizadas .
classificação ILAE 1981  crises parciais/focais:
Epilepsia 4
simples → sem perder a consciência;
complexas → com perda de consciência; 
parciais com generalização secundária → inicia com parcial → 
evoluindo para generalizada;
classificação ILAE 1981  crises generalizadas:
ausência → interrupção abrupta de atividade e responsividade;
clônica → clônus;
tônica → tônus muscular
mioclônica
atônica
como é a classificação ILAE 2017?
ainda divididas em focais e generalizadas, sendo a divisão focada no 
início da crise podendo ser : focal, generalizada ou de início 
desconhecido.
ILAE 2017  Início focal?
focal → consciência preservada (perceptiva) ou se consciência 
prejudicada (disperceptiva);
ILAE 2017  início motor?
início motor → automatismos, atônica, clônica, espasmo epilético, 
hipercinética, mioclônica, tônica; 
não motora → autonômica, parada comportamental, crise cognitiva, 
emocional, sensorial;
ILAE 2017  generalizadas?
todas tem consciência prejudicada, apenas é classificada se é motora 
ou não motora. podem ser classificadas em motoras e não motoras;
motoras temos: tônico-clônica, clônica, tônica, mioclônica, mioclonica 
tonica clonica, mioclonica atonica, atonica e espasmo epilético.
não motoras: típicas, atípicas, mioclônicas.
ILAE 2017 início desconhecido?
classificadas em motoras e não motoras.
Epilepsia 5
como é conhecida a maioria das crises no adulto?
maioria no adulto é parcial complexa (focal disperceptiva na 
classificação nova), com evolução de perda de consciência, automatismo 
manuais, estado confusional, versão cefálica + postura distônica, 
generalização da crise.
o que automatismo, clonia e mioclonia?
automatismo → movimento complexo repetitivo sem propósito;
clonia → abalos rítmicos;
mioclonia → ‘ʼchoqueʼʼ - aleatória, sem ritmo;
como é o diagnóstico de crise convulsiva?
evento é realmente crise convulsiva?
importância da história clínica e testemunha;
exame neurológico;
métodos complementares;
epilepsia ou crise convulsiva?
provocada x não provocada?
se provocada pode ser metabólica, tóxica, infecciosa, ai nesse caso é 
crise sintomática, não epilepsia.
avaliação dos exames neurológicos, e complementares;
como funciona o EEG nas epilepsias?
para obter a atividade elétrica cerebral, mede diferença de potencial 
entre 2 eletrodos, pode observar alterações presentes nas crises 
epiléticas, exame de boa especificidade, porém baixa sensibilidade.
características do exame de EEG?
Tempo de registro → quanto mais tempo melhor
privação de sono → e dormir durante exame → melhor
manobras de ativação → fotoestímulo
uso concomitante de mediações não altera o exame.
sensibilidade aumenta com número de exames;
Epilepsia 6
quando usamos o EEG?
para suportar um diagnóstico de epilepsia, quando história clínica 
sugestiva, para determinar o tipo de crise e tipo específico da síndrome.
quando não devemos usar o EEG?
para excluir diagnóstico de epilepsia (um EEG normal não exclui 
diagnóstico), em quadros de síncope, cefaleia e outros eventos não 
epiléticos (risco de falso +).
quando utilizamos da tomografia nas crises epiléticas?
quando crises convulsivas sintomáticas/provocadas → ex: se primeira 
vida.
quando utilizamos da RNM nas crises?
em crises refratárias ao tratamento clínico, perda do controle 
medicamentoso ou alterações do padrão das crises. 
70% das epilepsias refratárias por conta de uma doença?
esclerose mesial temporal , doença com prognóstico cirúrgico, temos 
uma atrofia do hipocampo, e a segunda causa de epilepsia refratária é 
displasia cortical que é uma mal formação cerebral, ocorrendo a 
heterotopia da substância branca e cinzenta.
diagnóstico diferencial das crises epiléticas?
migrânea, ataques de pânico,crises psicogênicas, síncope, AIT, 
síncope (vasovagal e ortostática) e pseudocrises.
o que são as pseudocrises?
crises não epiléticas psicogênicas que são induzidas por ansiedade, 
pânico, com início gradual e com duração prolongada. temos movimentos 
fora de fase.
tratamento no caso das crises epiléticas?
drogas antiepiléticas → possuem mesma eficácia, classificadas em 
amplo e curto espectro.
quais as principais drogas antiepiléticas de amplo espectro?
valproato, lamotrigina, topiramato, levetiracetam.
quais as principais drogas antiepiléticas de curto espectro?
Epilepsia 7
funcionam melhor em crises focais, temos carbamazepina, fenitoina, 
gabapentina, baixa eficácia das EGI.
qual antiepilético escolher? DAE
Valproato é a primeira opção para as crises generalizadas.
as crises de ausência podem ser agravadas por?
carbamazepina, vigabatrina, tiagabina, gabapentina, fenitoína.
epilepsia mioclonica juvenil pode ser agravada por?
carbamazepina e fenitoína.
DAE e comorbidades:
enxaqueca → topiramato e valproato
obesos → zonisamida e topiramato
hepatopatas e HIV  evitar DAEs de 1ª geração.
mulher e epilepsia:
Valproato → sd. dos ovários policísticos, aumento das malformações 
maiores; exposição intra-útero 9gera filhos com menor QI aos 3 anos e 
habilidades motora e compreensão da linguagem).
opções terapêuticas medicamentosas (drogas de 1ª linha) nas crises 
epiléticas?
FNB,FNT,CBZ e VAL  fenobarbital, fenitoína, carbamazepina e ácido 
valpróico. diferenças minímas em epilepsias recém diagnosticadas, 
variações significativas de tolerabilidade.
drogas recentes no tratamento das crises epiléticas?
LEV, LMT, VIG, OXI, GAB e TPM eficácia semelhante as drogas de 1ª 
linha. melhor perfil farmacológico (menor toxicidade e menor interação), 
custo elevado.
DAE disponíveis na unidade de saúde?
fenitoína, fenobarbital, ácido valpróico e carbamazepina.
características do Fenobarbital?
indicado ao etilista, dosagem vai mudando 100mg, dose de início é 
50mg), meia vida 27 dias, cuidar com interações trapêuticas.
Epilepsia 8
características do Ac. valproico?
pode causar hepatotoxicidade, não usar junto com antibióticos, muito 
teratogênico na gravidez.
características da Carbamazepina?
pode causar hepatotoxicidade, sedação, cefaleia, pode desencadear 
hiponatremia e leucopenia.
qual a escolha de DAE para crises focais e generalizadas?
focais 1ª opção é CBZ e generalizadas valproato.
como funciona o tratamento inicial das crises epiléticas?
avaliação laboratorial com hemograma, plaquetas, Na (devido a carba), 
sendo o objetivo do tratamento o controle e não a cura, possibilidade de 
novas crises, efeitos colaterais transitórios, evitar fatores precipitantes.
persistência das crises epiléticas?
4050% crises controlam com a dose 1º antiepilético, caso não 
controlada devemos reavaliar diagnóstico, escolha da droga, dose, 
intervalo e nível sérico, aderência ao tratamento.
causas de falha do tratamento?
aderência → não aceitação da doença, álcool ou privação de sono, 
custo medicação, esquema de difícil execução, efeitos colaterais.
tratamento inadequado, lesões estruturais, perfil farmacológico do 
paciente.
o que são as crises de refratariedade?
resposta inadequada a no mínimo 2 drogas de primeira linha, como 
monoterapia ou em combinação e pelo menos 2 anos de tratamento. 
refratariedade dos pacientes?
50% vão ter crises controladas com 1º DAE de escolha, 20% serão 
controlados com a troca do medicamento ou dupla medicação, 30% 
refratários candidatos a cirurgia.
como funciona a cirurgia como tratamento das crises epiléticas?
resseca polo temporal e há saída das amigdalas e do hipocampo → 
lobectomia temporal anterior.
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outras opções terapêuticas das crises epiléticas?
cirurgia, estimulação do nervo vago, dieta cetogênica e 
corticoesteroides.
perceptiva quando consciência ta preservada durante a crise, e 
disperceptiva não lembra o que fez durante a crise.
se tem automatismo é crise focal
crise epilética olhos abertos na maioria das vezes. psicogênica tem 
gemidos, tem movimentos fora de fase. 
Start Low and go SLOW. Dose de início e manutenção, começa com dose 
pequena de início e vai aumentando gradualmente.

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