Prévia do material em texto
Quinolonas Quinolonas • Em 1962, o Ácido Nalidíxico, um derivado sintético produzido a partir do processamento da Cloroquina, foi descoberto. • Desde então, novos representantes das quinolonas vêm sendo sintetizados e incorporados ao arsenal terapêutico. • As quinolonas passaram de antibióticos utilizados quase que exclusivamente para tratamento de infecções do trato urinário para uma das classes de antibióticos mais prescritos no mundo, respondendo por um quinto de todos os antimicrobianos vendidos em meados da década passada. Quinolonas Podem ser classificadas em “gerações” com base nos seus alvos microbianos. 1ª geração • Ácido nalidíxico 2ª geração • Ciprofloxacino • Norfloxacino 3ª geração • Levofloxacino • Moxifloxacino 4ª geração • Trovafloxacina Quinolonas Mecanismo de ação • Agem por inibição da topoisomerase II (DNA girase) e topoisomerase IV, enzimas essenciais para sobrevivência de uma bactéria. Quinolonas Resistência •DNA-girase e topoisomerase IV podem sofrer mutações. •Diminuição da concentração intracelular do fármaco devido a canais porina e bombas de efluxo. Quinolonas Uso clínico • Norfloxacino › Infecções do trato urinário › Infecções associadas com cirurgia urológica › Gastroenterites bacterianas agudas › Uretrite, faringite, proctite ou cervicite gonocócicas causadas por cepas de Neisseria gonorrhoeae › É pouco prescrito, devido à biodisponibilidade oral pobre e à meia-vida curta Quinolonas Uso clínico • Ciprofloxacino › Infecções urinárias › Infecções do trato respiratório (otites, sinusites, pneumonias) › Infecções dos órgãos reprodutores (gonorreia, prostatite, cervicite, anexite) › Infecções da cavidade abdominal › Infecções da pele e tecidos moles › Infecções dos ossos e articulações Colírio: indicado em casos de blefarites (inflamação das pálpebras), blefaroconjuntivites (inflamação conjunta das pálpebras e da conjuntiva) e conjuntivites causadas por germes sensíveis. Quinolonas Uso clínico • Levofloxacino › Infecções do trato respiratório superior e inferior, incluindo sinusite, exacerbações agudas de bronquite crônica e pneumonia › Infecções do trato urinário › Infecções da pele e tecido subcutâneo, complicadas e não complicadas (ex.: abscessos, furunculose) › Osteomielite. Quinolonas Uso clínico •Moxifloxacino › Infecções das vias respiratórias superiores e inferiores (bronquite crônica, pneumonia, sinusite aguda) › Infecções não complicadas de pele e tecidos moles (camadas mais superficiais da pele) › Doença inflamatória pélvica não complicada (isto é, doenças do trato genital superior feminino, inclusive infecção das trompas e do endométrio) › Infecções complicadas de pele e anexos (incluindo infecções do pé diabético) Colírio: tratamento da conjuntivite bacteriana Quinolonas Toxicidade • Em geral as fluoroquinolonas são bem toleradas. Como a maioria dos antimicrobianos, os efeitos adversos mais comum desses fármacos são náuseas, êmese e diarreia. → 3 a 17%: náuseas, vômitos e desconforto abdominal → 1 a 11%: cefaleia leve e tontura • Ciprofloxacino e levofloxacino são eficazes no tratamento de infecções não complicadas e complicadas no trato urinárioITU • O levofloxacino e o moxifloxacino são conhecidos como “quinolonas respiratórias” devido a sua atividade contra Streptococcus pneumoniae Infecções respiratórias • O ciprofloxacino é altamente eficaz contra as doenças diarreicas devidas a patógenos entéricosInfecções do TGI Slide 1: Quinolonas Slide 2: Quinolonas Slide 3: Quinolonas Slide 4 Slide 5 Slide 6: Quinolonas Slide 7: Quinolonas Slide 8: Quinolonas Slide 9: Quinolonas Slide 10: Quinolonas Slide 11: Quinolonas Slide 12: Quinolonas Slide 13