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Educação Física na Escola Carolina Seidel Educação Física na Escola 2 Introdução Em nosso conteúdo, conheceremos as principais abordagens teórico-práticas da Educação Física anteriores à década de 1980. Ao estudarmos essas abordagens, conseguiremos visualizar, com maior facilidade, o encadeamento de acontecimentos históricos e os cenários socioculturais e políticos que contextualizaram a estrutura da Educação Física, influenciando-a de acordo com desdobramentos e com os cenários no país. Identificaremos, em cada um desses movimentos, quais elementos permanecem ativos nas práticas atuais e aqueles que foram suprimidos e substituídos, dando espaço para novas teorias e tendências. Desejamos a você bons estudos e que os conteúdos aqui estudados tragam importantes reflexões para sua formação. Objetivos da Aprendizagem Ao final deste conteúdo, esperamos que você seja capaz de: • analisar transformações sócio-históricas da Educação Física na Modernidade; • relacionar a Educação Física à industrialização e à urbanização das civilizações ocidentais; • compreender as bases filosóficas da Educação Física na Idade Moderna; • reconhecer a Educação Física como um campo de saber de influência multidisciplinar. 3 Educação Física como disciplina escolar: reformas Couto Ferraz E Rui Barbosa Passaremos, neste conteúdo de estudos, a pensar na Educação Física em contexto escolar, atualmente voltada ao desenvolvimento de crianças e de adolescentes de forma obrigatória, com carga horária mínima destinada a esse fim e com regulamentações formalizadas de modo a garantir a aplicação de seus conteúdos em sintonia com as propostas pedagógicas vigentes (SHIGUNOV NETO, 2015). Ao longo da história, os objetivos e o desenvolvimento da disciplina tiveram diversos momentos e características, como veremos a seguir. Figura 1 – Atividades intelectuais eram consideradas mais importantes do que as físicas. Fonte: Plataforma Deduca (2020). • Início do século 19 inicialmente vinculada às classes médica e militar, a Educação Física assumia caráter higienista e tinha, como principal objetivo, a formação de hábitos saudáveis e a correção de hábitos não saudáveis, como parte de um projeto político-social maior. 4 • 1851 a Reforma Couto Ferraz tornou obrigatória a disciplina em todas as escolas da Corte, fato que causou muito incômodo, especialmente nos pais de meninas, fazendo que muitos não permitissem a participação de suas filhas em tais aulas. As atividades físicas, vistas como menos importantes do que as intelectuais, foram consideradas, pela maioria das pessoas, desnecessárias no ambiente escolar. • 1879 ano em que Rui Barbosa ficou conhecido por seu parecer sobre o Projeto 224 – Reforma Leôncio de Carvalho, decreto n. 7.247, de 19 de abril de 1879, da Instrução Pública. Segundo Shigunov Neto (2015), a Reforma Leôncio de Carvalho altera, consideravelmente, os pressupostos educacionais vigentes na época e inclui a ginástica, de maneira obrigatória, em todos os currículos escolares, inclusive dando condição de igualdade aos seus professores em relação aos demais. Figura 2 – Inclusão de atividades físicas nos currículos escolares oficiais. Fonte: Plataforma Deduca (2020). 5 Esse parecer elaborado por Rui Barbosa é o primeiro documento oficial da área da Educação que considera a Educação Física como parte importante do processo de ensino-aprendizagem, citando, inclusive, a necessidade de se olhar para o desenvolvimento do corpo e destacando a importância de se manter um corpo saudável para garantir um bom desenvolvimento intelectual. Atenção Assim, após a aprovação do projeto, a ginástica, sob o nome de “Educação Física”, foi incluída nos currículos escolares dos estados da Bahia, do Ceará, do Distrito Federal, de Minas Gerais, de Pernambuco e de São Paulo. Figura 3 – Alunos passam a ter aulas de Educação Física como conteúdo formal. Fonte: Plataforma Deduca (2020). 6 Para conhecer essa importante reforma, que alterou, de maneira considerável o cenário educacional da época, acesse este link e tenha acesso ao decreto n. 7.247, de 19 de abril de 1879 – “Reforma do Ensino Primário e Secundário do Município da Corte e o Superior em todo o Império”, de autoria de Carlos Leôncio de Carvalho – na íntegra. Curiosidade Abordagens Biológicas da Educação Física A concepção biologicista, na Educação Física, é representada pela valorização do corpo e de seus aspectos anatomofisiológicos em detrimento de questões socioculturais. “Por meio dessa ginástica, assim caracterizada, devem adquirir-se, sobre o ponto de vista fisio-anatômico: a beleza corporal e, sob o ponto de vista psicológico, a coragem, a iniciativa, a vontade perseverante, ou, em uma palavra, certas aptidões morais, além do equilíbrio funcional dos órgãos, que é a expressão e o índice da saúde do corpo, e, por fim, a beleza na forma e no movimento”. (AZEVEDO, 1920, p. 70). Saiba mais Por meio do discurso de valorização do corpo, desenvolvem-se estratégias de controle minucioso do corpo, orientadas pela aplicação de programas extenuantes de exercícios que visam à disciplina e à obediência. 7 Figura 4 – Valorização de aspectos anatômicos e fisiológicos. Fonte: Plataforma Deduca (2020). Vamos conhecer sua estrutura? 1. Pressupostos a abordagem se pauta em conceitos da Biologia, da Anatomia e da Psicologia. Evidencia o corpo, suas características e suas habilidades. 2. Métodos treinamento de habilidades com intenção de melhoria de performance e de rendimento físico. 3. Objetivos beleza corporal, bons resultados na aprendizagem do movimento, saúde e habilidades emocionais, como coragem e resistência à adversidade. Essa concepção biologicista referenciou a perspectiva médica e higienista na Educação Física, sendo, posteriormente, retomada como base da abordagem esportivista. 8 Figura 5 – Biologicismo e saúde. Fonte: Plataforma Deduca (2020). Silvio Lobo Filho, em sua pesquisa de mestrado, desenvolve um importante trabalho sobre a abordagem biologicista na Educação Física, sobre seus usos e sobre seus desdobramentos. Seu trabalho, datado de 2003 e intitulado “A concepção biologicista na Educação Física: o discurso do corpo e suas relações saber e poder” está disponível neste link. Curiosidade Medicalização e Higienismo A Tendência Higienista influenciou a Educação Física, de forma preponderante, até cerca de 1930. Depois desse período, continuou sendo bastante representativa, mas se uniu a saberes de outras áreas, como veremos adiante. Caracterizada pela forte influência da Medicina, seu foco principal estava na realização de exercícios físicos como forma de promoção da saúde e do desenvolvimento físico. Porém, podemos observar que não era apenas ao corpo que se dedicava a prescrever, uma vez que as atividades faziam parte de um ideal da época, eugenista, de padronização e de “melhoria” dos indivíduos. 9 Figura 6 – Influência médica na Educação Física. Fonte: Plataforma Deduca (2020). Era incutida nas pessoas a necessidade de manter a “pureza”, evitando a mistura entre brancos e negros por meio de projetos de educação moral e sexual vinculados à Educação Física. Assim, junto às atividades físicas, geralmente expressas pela ginástica, existiam intenções políticas de normatização social, vistas por meio da formação ou da correção dos hábitos de higiene e da moralização dos comportamentos. Nesse contexto, a Medicina era vista como ciência hipervalorizada, detentora dos saberes sobre o corpo e totalmente capaz e habilitada a atuar nos corpos dos cidadãos. As práticas eram realizadas com orientação dos profissionais da saúde, mas sem contato direto. No início das aulas, eram inspecionadas a limpeza corporal (unhas, dentes, cabelos, entre outros) e o asseio pessoal (roupas limpas, unhas compridas, entre outros itens semelhantes). Alunos que não se apresentassem da maneira adequada ou apresentassem qualquer tipo de enfermidadeeram eliminados das aulas, reorientados e, quando isso fosse necessário, medicados. A medicalização dos praticantes fazia parte do processo de forma intensa. Veja isso na figura a seguir. 10 Te nd en ci a H ig ie ni st a Saúde Limpeza e asseio Medicalização Boa forma e boa aparência Figura 7 – Elementos fundamentais da Educação Física na tendência higienista. Fonte: Elaborada pela autora (2020). A Educação Física representava muito mais do que um momento de praticar atividades corporais: era um estilo de vida vinculado e alinhado ao eugenismo, em que eram valorizados a repetição mecânica de exercícios; uma aparência física considerada “boa forma”; e um corpo e vestimentas que representassem asseio, geralmente de cores claras e impecavelmente limpas Atenção As características arroladas, como vimos, faziam parte de um ideal eugênico vigente no Brasil, que tinha a suposta intenção da formação de características tipicamente nacionais, com homens fortes que representavam a nação. 11 Figura 8 – Educação Física e nacionalismo. Fonte: Plataforma Deduca (2020). Ainda que, em 1930, possamos observar, na história da Educação Física, o encerramento oficial desse ciclo em função da guerra, é fato que podemos perceber ações e propostas que carregam em si características higienistas até os dias atuais. As relações possíveis entre as abordagens em Educação Física e os conceitos da área médica podem ser conhecidas, a partir deste link, com a leitura do artigo “Tendências e abordagens pedagógicas da Educação Física escolar e suas interfaces com a saúde”. Curiosidade Abordagem Militarista A abordagem militarista surge com a implantação do Estado Novo, na década de 1930. Pautada em pressupostos biologicistas, entendia que os alunos possuíam características similares, aplicando seus métodos de forma homogênea. 12 Figura 9 – Abordagem militarista na Educação Física. Fonte: Plataforma Deduca (2020). Eram prioridades dos métodos militares técnicas pautadas na disciplina, na docilização dos corpos e na hierarquia. Aspectos educacionais não eram mais considerados de forma significativa. Baseada em valores de guerra, a Educação Física intencionava o treinamento e a preparação de jovens para o combate. Observe seus conteúdos. Se, antes, observamos, nessas práticas, um caráter prescritivo, predominante na tendência higienista, passamos, aqui, a observar uma relação de recruta-sargento, pautada em ordens diretas, sem diálogo ou respeito com o outro. Valores extremos nacionalistas faziam parte do programa, que prezava a exclusão dos considerados fracos ou imperfeitos, o racismo e o culto ao corpo perfeito (GHIRALDELLI JUNIOR, 1998). 13 exercícios de repetição instruções militares Tendência militar ginástica defesa pessoal Figura 10 – Conteúdos relacionados à prática de Educação Física na abordagem militarista. Fonte: Elaborada pela autora (2020). As mulheres passaram a ser incluídas nas práticas de Educação Física, de forma separada dos homens, com exercícios mais brandos, com a intenção de garantir que suas gestações fossem saudáveis e gerassem brasileiros puros e fortes. Figura 11 – Inclusão das mulheres para garantir boa gestação. Fonte: Plataforma Deduca (2020). 14 A tendência militarista perdeu força por volta de 1945, quando termina a guerra, com a vitória dos EUA, que passam a figurar como referência para os países do ocidente, inclusive para o Brasil (GHIRALDELLI JUNIOR, 1998). Abordagem Esportivista Neste tópico, entenderemos os pressupostos teóricos e práticos da abordagem esportivista e, também, qual é o seu contexto sociopolítico no Brasil. Esse esclarecimento se faz essencial, uma vez que a abordagem tem início com o governo militar no país. A tomada do poder pelos militares, em meados no ano de 1964, trouxe a necessidade de se desenvolver estratégias de contenção que colaborassem para sua manutenção. É sabido que esse período é marcado por forte repressão e por censura, o que trazia uma imagem ruim junto à população. Assim, o esporte foi utilizado como estratégia de desviar o foco dos atos autoritários e violentos do governo. Figura 12 – Os esportes, como o futebol, desviavam a atenção dos debates políticos. Fonte: Plataforma Deduca (2020). O futebol nacional estava em ascensão, marcado pela vitória da Copa do Mundo de Futebol de 1970, o que gerou comoção e comemoração em todos os cantos do país. Com todas as atenções nesse evento, as discussões políticas se amenizavam, fato que, ao ser identificado, foi alvo de fortes investimentos por parte dos militares. 15 Dessa forma, além dos grandes eventos, as práticas esportivas também eram fortemente incentivadas, especialmente em ambiente escolar. Assim, podemos observar, na história da Educação Física, que esse período é marcado por um retorno ao biologicismo, com a preponderância de aspectos físicos, em detrimento dos aspectos sociais e culturais. O rendimento e o desenvolvimento de habilidades esportivas ocupavam todo o espaço das aulas, que passaram a ser um momento de treino de esportes de competição. A relação professor-aluno passa a se aproximar da relação técnico-atleta, com foco fisiológico. A tendência esportivista também é conhecida na literatura como tendência tecnicista ou mecanicista. Veja quais são seus fundamentos. Tendência esportivista no rm as té cn ic as tá tic as pe rf or m an ce Figura 13 – Estrutura das práticas na tendência esportivista. Fonte: Elaborada pela autora (2020). Como podemos observar na figura anterior, a Educação Física, nessa abordagem, volta seus métodos e seus conteúdos à prática de esportes de competição, visando a atingir boa performance e bons resultados. Terminado o período do governo militar, em meados da década de 1980, quando o país iniciava o período de redemocratização, a Educação Física passa a incorporar outras características, fundamentando-se em outros objetivos. Certamente, ao observarmos e analisarmos as práticas contidas nas aulas de Educação Física hoje, perceberemos que essa tendência deixou marcas observáveis em seu formato, em sua estrutura e em seus pressupostos. 16 O esporte se preocupa com estratégias, com táticas, com estatísticas e com recordes; investe na especialização dos atletas; e tem uma codificação de regras universal. O jogo é representado pela flexibilização desses atributos, com expressões mais próximas do lazer ou da Educação. Atenção Quando falamos do esporte como conteúdo das aulas de Educação Física, percebemos que a escolha por práticas de modalidades tradicionais, como futebol, voleibol, basquetebol e handebol, são muito comuns. A presença de espaços escolares com quadras poliesportivas e bolas; a formação nos cursos de licenciatura com carga horária voltada às modalidades citadas; ou, ainda, a cultura do país, que hipervaloriza tais esportes, são algumas das explicações possíveis para esse fato. Porém, tal recorrência pedagógica acaba por limitar e por restringir os alunos, que, com isso, deixam de conhecer, de vivenciar e de praticar outras possibilidades de conteúdo. É importante, também, diferenciar jogo de esporte. O esporte, apesar de ter em si características do jogo, extrapola-as, pois apresenta organização mais ampla e burocrática, com interesses que vão além dos dos participantes. Para entender melhor de que maneira as mudanças ocorreram na área da Educação Física e como marcaram a concepção do professor e sua prática pedagógica, fique atento à seguinte dica. Se quiser se aprofundar nesse assunto e ler mais sobre o tema, acesse o artigo publicado na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte sob o título “A Educação Física, o docente e a escola: concepções e práticas pedagógicas”, que está disponível neste link. Curiosidade 17 Abordagem Recreacionista A Educação Física, tal como se estrutura a partir da abordagem recreacionista, surge da negação e de uma tentativa de superação da tendênciaesportivista das décadas de 1960 e de 1970. Figura 14 – Abordagem recreacionista. Fonte: Plataforma Deduca (2020). O fim do governo militar e, consequentemente, da opressão, da violência e do controle trouxe às pessoas uma necessidade intensa de negar os pressupostos vigentes. Assim, essa abordagem surge da oposição ao controle e à imposição, com a proposta de protagonismo total do aluno. Vamos conhecer sua estrutura? 1. Pressupostos surge das críticas ao modelo anterior, esportivizante, sem fundamentação teórica definida. Estrutura-se por oposição à diretividade e à competitividade. 2. Métodos alunos atuam como protagonistas, escolhendo que atividades desejam realizar. Professores têm atuação superficial: apenas fornecem material, controlam o tempo da aula e se ocupam de outras atividades burocráticas, sem caráter diretivo na aula. 18 3. Objetivos visa ao lazer no ambiente escolar, sem vinculação ou estruturação pedagógica, por meio de atividades isoladas e desconexas, sem objetivos escolares definidos. Figura 15 – Na abordagem recreacionista, os alunos decidem o que querem fazer Fonte: Plataforma Deduca (2020). Dessa forma, a abordagem não se perpetua na escola, apesar de também acabar sendo observada, pontualmente, em alguns ambientes escolares. Entretanto, sabe-se que o conteúdo formal deve ser trabalhado; e que atividades recreacionistas sem intenção ou sem fundamentação prejudicam a Educação Física como disciplina curricular. Nesse sentido, é essencial diferenciar a abordagem recreacionista da utilização do jogo como ferramenta pedagógica. O jogo é definido como prática prazerosa, realizada de maneira voluntária, com regras previamente estabelecidas e consentidas, com tempo e lugar determinados. Assim, tem, como principais atributos, a noção de limite, de criatividade e de liberdade, sendo utilizado na escola como instrumento pedagógico facilitador e estimulador de solução de problemas, de absorção de regras, de resolução de conflitos. Atenção 19 Jogos e brincadeiras acontecem de maneira natural e espontânea, podendo, também, ser estabelecidos de forma sistematizada. Temos três tipos de jogos: • jogos de exercício – práticas de repetição que não modificam as estruturas de pensamento; • jogos simbólicos – trabalham no nível do pensamento, da imaginação, da fantasia; • jogos de regras – praticados durante toda a vida, estão presentes no esporte, nos jogos de tabuleiros, nos jogos de equipe, por exemplo. Em muitos momentos, a Educação Física faz uso do jogo como conteúdo, estimulando, nos alunos, muitas habilidades pessoais, tanto em nível motor quanto em nível psicoemocional. Ligados às capacidades executivas, os jogos, em geral, fazem parte do cotidiano escolar, mas, se forem trabalhados em outras dimensões, podem constituir ferramentas valiosas para a formação integral dos alunos, preparando-os para um exercício de cidadania mais pleno e para lutar por uma vida mais digna e feliz. Por meio do jogo, é possível debater valores, normas e atitudes, trazendo à tona questões como a inclusão social, as relações de gênero, as pluralidades cultural e étnica, entre outras. O artigo chamado “Educação Física de F a Q”, escrito por Renato Sarti dos Santos e apresentado no X Encontro Fluminense de Educação Física Escolar, ajuda-nos a compreender melhor a abordagem recreacionista. Acesse este link e o confira. Curiosidade 20 Conclusão Neste conteúdo, seguimos com nossos estudos da disciplina “Introdução e História da Educação Física”, momento dedicado ao estudo das tendências renovadoras para o ensino da Educação Física. Nesses estudos, aprendemos sobre práticas pedagógicas que superem o olhar fragmentado e mecânico, priorizando abordagens críticas, reflexivas e integradas. Quando falamos de projeto educacional que visa ao desenvolvimento integral do sujeito, é importante lembrar que é necessário engajamento de todos os envolvidos, juntamente com a percepção da importância da disciplina. Por fim, conhecemos os documentos educacionais que orientam e norteiam as práticas escolares no país, denominados Referenciais e Parâmetros Curriculares Nacionais, as características de cada fase e as recomendações para que o ensino seja transformador. Esperamos ter contribuído para seu percurso formativo. Até a próxima! 21 Referências AZEVEDO, F. Da Educação Physica. São Paulo: Melhoramentos, 1920. BERTINI JUNIOR, N.; TASSONI, E. C. M. A educação física, o docente e a escola: concepções e práticas pedagógicas. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 27, n. 3, p. 467-483, set. 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S1807-55092013000300013&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 9 jun. 2020. BRASIL. Decreto-lei n. 7.247, de 19 de abril de 1879. Reforma o Ensino Primário e Secundário do município da Corte e o Superior em todo o Império. Rio de Janeiro: Palácio Imperial, 1879. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/ decret/1824-1899/decreto-7247-19-abril-1879-547933-publicacaooriginal-62862- pe.html. Acesso em: 9 jun. 2020. FERREIRA, H. S.; SAMPAIO, J. J. C. Tendências e abordagens pedagógicas da Educação Física escolar e suas interfaces com a saúde. EFDeportes.com, Buenos Aires, v. 18, n. 182, jul. 2013. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd182/tendencias- pedagogicas-da-educacao-fisica-escolar.htm. Acesso em: 9 jul. 2020. GHIRALDELLI JUNIOR, P. Educação Física Progressista. São Paulo: Edições Loyola, 1998. LOBO FILHO, S. A concepção biologicista na Educação física: o discurso do corpo e suas relações saber e poder. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Centro de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, 2003. Disponível em: https://repositorio.ufms.br:8443/ jspui/handle/123456789/842. Acesso em: 9 jun. 2020. SANTOS, R. S. Educação Física de F a Q. Centro Esportivo Virtual. In: ENCONTRO FLUMINENSE DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. LAZER E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR, 10., Niterói. Anais eletrônicos [...]. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2006. Disponível em: http://cev.org.br/biblioteca/educacao-fisica-f-q/. Acesso em: 9 jun. 2020. SHIGUNOV NETO, A. História da educação brasileira: do período colonial ao predomínio das políticas educacionais neoliberais. São Paulo: Salta, 2015.