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Qual é a Frequência Recomendada para as 
Técnicas de Desobstrução Brônquica?
A frequência ideal para a realização das técnicas de desobstrução brônquica varia de acordo com as 
necessidades individuais de cada paciente, a gravidade da obstrução e a resposta ao tratamento. Em 
geral, é recomendado que as técnicas sejam aplicadas duas a três vezes ao dia, com intervalos de 4 a 6 
horas.
Para pacientes com obstrução crônica, como aqueles com asma ou bronquite, a frequência pode ser 
maior, com aplicação das técnicas até quatro vezes ao dia. Por outro lado, pacientes com obstrução 
aguda, como após uma pneumonia, podem precisar de sessões mais frequentes, até mesmo várias 
vezes ao dia, durante os primeiros dias de tratamento.
A frequência também pode variar de acordo com a faixa etária do paciente. Para bebês e crianças 
pequenas, recomenda-se sessões mais curtas e mais frequentes, geralmente de 3 a 4 vezes ao dia, com 
duração de 10 a 15 minutos cada. Já para adultos e idosos, as sessões podem ser mais longas, de 20 a 
30 minutos, realizadas 2 a 3 vezes ao dia.
É crucial monitorar a resposta do paciente às técnicas e ajustar a frequência conforme necessário. Se 
a tosse, expectoração e respiração melhorarem, a frequência pode ser diminuída gradualmente. No 
entanto, se os sintomas persistirem ou piorarem, a frequência pode ser aumentada ou a técnica 
modificada.
Alguns sinais indicam a necessidade de ajuste na frequência das técnicas, como:
Aumento da produção de secreção
Piora da dispneia
Alterações na ausculta pulmonar
Diminuição da saturação de oxigênio
Fadiga excessiva durante ou após as sessões
Durante períodos de exacerbação da doença, como em casos de infecções respiratórias agudas, pode 
ser necessário intensificar temporariamente a frequência das técnicas. Nestes casos, o paciente deve 
ser monitorado mais de perto, com avaliações regulares da função respiratória e dos sinais vitais.
É importante lembrar que a aplicação frequente das técnicas não garante a resolução da obstrução 
brônquica, sendo fundamental a avaliação e acompanhamento médico regular para identificar as 
causas da obstrução e garantir o tratamento adequado. Além disso, o fisioterapeuta deve considerar a 
rotina diária do paciente ao estabelecer a frequência das técnicas, garantindo que o programa seja 
viável e sustentável a longo prazo.
A adesão ao tratamento é outro fator crucial que pode influenciar a frequência das técnicas. O 
profissional de saúde deve educar o paciente e seus cuidadores sobre a importância da regularidade 
nas sessões e auxiliá-los a desenvolver uma rotina que se adapte ao seu estilo de vida, aumentando 
assim as chances de sucesso do tratamento.

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