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ELETROTERAPIA Professor Cleanto Santos Vieira Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ E.E.N.M/F.E.Z ELETROTERAPIA A estimulação elétrica neuromuscular (EENM/FEZ) é utilizada na reeducação muscular, redução de espasmos, retardo da atrofia e fortalecimento do músculo. Durante contrações voluntárias, os nervos de pequeno diâmetro Tipo I são os primeiros a se contraírem. As fibras do Tipo I não geram muita força, mas mantêm a contração por período prolongado. A estimulação elétrica recruta os nervos motores de grande diâmetro do Tipo II para se contraírem antes das fibras do Tipo I. Como as fibras do Tipo II produzem mais força, o vigor da contração aumenta. Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ ELETROTERAPIA O torque produzido está diretamente relacionado com a quantidade de corrente induzida no músculo. A força de contração pode ser ainda mais alterada com a mudança da colocação do eletrodo. Os geradores de E.E.N.M. utilizam uma ampla variedade de formas de onda, mas a maioria das unidades comercializadas emprega onda bifásica. Os pulsos simétricos tendem a ser menos dolorosos quando aplicados a uma grande massa muscular. A corrente tem que ser forte o suficiente para passar a barreira capacitiva do tecido antes de estimular os nervos motores. As frequências baixas devem produzir uma corrente maior para vencer a resistência. Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ Parâmetros Elétricos Empregados na Estimulação Elétrica Neuromuscular Amperagem máxima Até a tolerância Duração do pulso 50-300 µs Frequência de pulso 1-200 pps Carga do pulso ≥ 10 Mq (microcoulombs) ELETROTERAPIA Efeitos Biofísicos. Quando o objetivo da sessão de TTO for elevar a força muscular, a saída deve ser tão grande quanto o paciente suportar. Se o objetivo for a reeducação muscular, apenas uma suave contração tônica é necessária para “dar o início”. A E.E.N.M. também estimula uma contração que produz torque igual a 90% da contração voluntária máxima. Já foi demonstrado na literatura que pacientes que utilizaram E.E.N.M, exibem um aumento significativo da força, em comparação com o treinamento isométrico. As contrações com E.E.N.M., elevam o fluxo sanguíneo periférico para a extremidade que está sendo estimulada (↑ da taxa metabólica associado as contrações). Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ Efeitos Associados com a Estimulação Elétrica Neuromuscular Contrações isométricas do quadríceps, eletricamente induzidas, podem elevar, de forma significativa, a força em certas posições articulares. - Posições da articulação do joelho variando de 30°- 90° de flexão. - O grau de flexão do quadril pode influenciar a força das contrações, possivelmente depois de conferir vantagem mecânica ao grupo muscular. - Ganhos de força resumidos variando de 7% - 48%. A estimulação elétrica pode aumentar a força isométrica, sob certas velocidades. - Não foi registrado aumento de força significativo em velocidades maiores que 120° de ADM por segundo. - Velocidades de 65° de ADM por segundo foram as que produziram aumentos mais substanciais. Não foi demonstrado aumento de força estatisticamente significativo nos ganhos de força obtidos com E.E., contrações voluntárias ou uma combinação de E.E. e contrações voluntárias. - A maioria das revisões literárias indicou ganhos maiores em contrações voluntárias do que em contrações eletricamente induzidas. - Embora as diferenças nos ganhos obtidos com contrações voluntárias comparados com os obtidos em E.E. não tivessem sido estatisticamente significativas, os resultados podem ser clinicamente significativos. Os aumentos de força com E.E. foram em média, 10% maiores que os obtidos com contrações voluntárias. ELETROTERAPIA Redução do edema. É semelhante a outras formas de eletroterapia. O retorno venoso e linfático são intensificados por meio da “ordenha” dos vasos pelas contrações musculares. Utiliza-se uma frequência de pulso reduzida (1 a 10 pps) ou um ciclo de funcionamento de 50%. A intensidade da corrente pode originar uma uma contração visível, mas não deve provocar movimentação articular indesejável. Postura de drenagem associada. Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ ELETROTERAPIA Colocação do eletrodo. É comum a colocação de eletrodo bipolar em TTOs. Os eletrodos são colocados sobre as terminações proximal de distal do músculo ou grupo muscular. Como eletrodos grandes assentam-se sobre vários músculos e/ou pontos motores, obtém-se uma contração mais generalizada. Eletrodos pequenos para uma contração mais específica. Conforme os eletrodos são colocados mais próximos, o efeito da estimulação se torna mais superficial e a intensidade relativa da contração diminui. A aplicação quadripolar (2 canais) é mais empregada para estimulação de angonista e antagonista. Técnica monopolar (1 eletrodo grande e outro pequeno), depende do alvo do TTO. Cap 5: Agentes Eléticos EENM/FEZ ELETROTERAPIA Duração e frequência do TTO. Podem ser administrados diariamente, mas o paciente deve ser monitorado para evitar dor desnecessária. Os TTOs, para casos de retardamento da atrofia são aplicados durante o dia, com o uso de estimulador portátil. Precauções. O uso impróprio pode queimar o eletrodo ou provocar irritação da pele. A estimulação prolongada ou intensa pode causar espasmo muscular e/ou dor muscular. Lembrar que contrações intensas anulam a ação dos órgãos tendinosos de Golgi, o que pode ocasionar lesões. Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ ELETROTERAPIA Indicações. Manutenção da A.D.M. Reeducação muscular. Prevenção de contraturas articulares. Prevenção da atrofia por desuso. Aumento da irrigação sanguínea local. Redução do espasmo muscular. Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ ELETROTERAPIA Contra-indicações. Lesões músculotendinosas, nas quais a tensão produzida pela contração danificará ainda mais as fibras musculares ou tendinosas. Casos em que não há inserção segura do músculo no osso. Cap 5: Agentes Elétricos EENM/FEZ Referência Bibliográficas MARCUCCI, Fernando C. I. Histórico da Eletroterapia e Eletroacupuntura. O Fisioterapeuta [site]. Disponível em: http://ofisioterapeuta.blogspot.com/ Starkey C. Agentes elétricos. In: Starkey C. Recursos terapêuticos em fisioterapia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2001. Low J, Reed A. Electrical stimulation of nerve and muscle. In: Electrotherapy explained: principles and practice. 3ª ed. Oxford: Butterworth-Heinemann; 2000. Orbach, I: Dissociação da dor física e suicídio: Hipótese “o comportamento suicida e a ameça a vida” 24:68, 1994. Roeser, WM, et all: O uso da neuroestimulação transcutânea para o controle da dor em medicina esportiva. Am J Sports Med 4:210, 1976. image1.jpg image2.png image3.jpg image4.jpg image5.jpg image6.jpeg image7.jpg image8.png