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PSICOLOGIA 
Devemos ter em mente que usamos um sistema alfabético de escrita, ou seja, uma forma de escrever 
que leva em conta a estrutura sonora da fala, a qual determina o uso das letras, fato que denominamos 
correspondência fonema-grafema. Esse tipo de sistema demanda conhecimentos ou habilidades específicas 
ligadas à chamada consciência fonológica, memória fonológica e fluência verbal. São habilidades essenciais 
para que a criança consiga ser adequadamente alfabetizada em curtos períodos. Se formos considerar essa 
demanda de competências, teremos que trabalhar nossas crianças com a ideia de letras, de sílabas, de fone- 
mas, desenvolver nelas a consciência fonológica, correspondência fonema-grafema e os princípios básicos de 
nossa ortografia, que regula esse jogo de correspondências. Dessa forma ela poderá codificar e decodificar 
toda e qualquer palavra da língua, de forma autônoma, e não ficar dependente de ler somente palavras que 
tenha memorizado de antemão, como tem sido o caso. 
Muitos países já vivenciaram essas discussões e conflitos. Não é nenhuma novidade. Porém, conseguiram 
superá-los na medida em que optaram por considerar as evidências científicas para determinar a forma de 
alfabetizar seus alunos. As evidências, por sua vez, mostram que as abordagens fônicas são as mais efica- 
zes para garantir o processo de alfabetização e a fluência leitora. Importante observar que essas discussões 
tiveram que deixar de lado apegos ideológicos, crenças ou preferências pessoais. Foram os resultados de 
pesquisas e de análises de aplicações práticas dos métodos que permitiram tomar decisões no sentido de 
optar por abordagens fônicas nessa etapa inicial da escolarização. Podemos tomar como exemplo os Estados 
Unidos, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Finlândia. 
No Brasil tivemos a publicação, no final de 2017, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tem 
como objetivo nortear toda a educação em nosso país desde o ensino infantil até o ensino médio. A BNCC, 
ao dar as diretrizes para a alfabetização, leva em consideração o emprego de abordagens fônicas, conside- 
rando as habilidades metafonológicas como essenciais para promover a alfabetização. Publicada em 2019, a 
Política de Alfabetização define claramente as competências a serem desenvolvidas nos dois primeiros anos 
do ensino fundamental, apontando a importância dos conhecimentos de base fonológica para que a alfabe- 
tização se torne possível. 
Ficam, por outro lado, os desafios da implantação de tais políticas na medida em que elas somente terão 
êxito se os professores aderirem às proposta e se prepararem para poder atuar com novas formas de ensino. 
No contexto das intervenções clínicas e pedagógicas com alunos apresentando déficits de aprendizagem, 
de modo geral, as evidências também comprovam que as abordagens fônicas são as mais propícias para fa- 
cilitar e promover o processo de alfabetização e consolidação da leitura e da escrita. 
Indicação de materiais para a atuação pedagógica e clínica para o ensino da leitura e da escrita desenvol- 
vidas pelo autor: 
1. As letras falam: metodologia para alfabetização 
2. Pensando em imagens, sons, palavras e letras 
3. Descomplicando a escrita: atividades ortográficas para muitas idades e para todas as dificuldades 
4. Jogo “Emoções e Sentimentos” 
5. Jogos “Pensamento Sequencial 1 e 2” 
6. Jogo sequencial “Como fazer” 
7. Jogo “Corrida das palavras” 
8. Caderno de atividades “Para falar, pensar e escrever” 
9. Jogo “SE”, para trabalho com conjunções condicionais

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