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1 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 2 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 3 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Núcleo de Educação a Distância GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira. O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho. O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem. 4 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Prezado(a) Pós-Graduando(a), Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional! Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as suas expectativas. A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra- dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a ascensão social e econômica da população de um país. Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida- de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas pessoais e profissionais. Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi- ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu- ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe- rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de ensino. E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos conhecimentos. Um abraço, Grupo Prominas - Educação e Tecnologia 5 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 6 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas! É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo- sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve- rança, disciplina e organização. Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho. Estude bastante e um grande abraço! Professora: Raquel Henrique 7 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc- nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela conhecimento. Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in- formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao seu sucesso profisisional. 8 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Para uma criança "fazer o que ela lê" é uma experiência mui- to significativa para aprender a ler e a escrever. Desta forma, é ne- cessário compreender como se dá o ensino da escrita, por meio do workshop e das teorias da aprendizagem, que são auxiliadoras no pro- cesso de formação do indivíduo. É na sua formação, na sua alfabeti- zação, que o professor desempenha um papel primordial no ensino da leitura, contando com métodos de um processo básico de ensino, para que assim, elas possam, de fato, ler. Leitura. Alfabetização. Letramento. 9 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 01 O ENSINO DO SISTEMA DE ESCRITA Apresentação do Módulo ______________________________________ 11 12 36 19 O Workshop de Escrita _________________________________________ O Papel do Professor Hoje no Ensino de Leitura e Escrita ________ Teorias da Aprendizagem _______________________________________ CAPÍTULO 02 IMPORTÂNCIA DA ALFABETIZAÇÃO Alfabetização Inicial ____________________________________________ 29 25Recapitulando ________________________________________________ Recapitulando _________________________________________________ 41 CAPÍTULO 03 PAPEL DA EDUCAÇÃO, DA HISTÓRIA E DA CULTURA NA CONSTRU- ÇÃO DE PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA O Processo de Leitura na Educação Básica ____________________ 45 Métodos para aprender a Ler ___________________________________ 50 Leitura como Política Educacional _____________________________ 53 Recapitulando _________________________________________________ 59 10 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Considerações Finais ____________________________________________ 62 Fechando a Unidade ____________________________________________ 63 Referências _____________________________________________________ 66 11 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S A escrita é um objeto cultural, na sua aprendizagem a inter- venção de uma pessoa alfabetizada é fundamental. Esse processo, no lar, é mediado pelos pais, sua natureza depende das características da intervenção; pode diferir de um grupo social para outro e ter diferentes efeitos na aprendizagem da criança. A escrita é um código secundário, cuja aquisição requer um es- forço cognitivo e intelectual e a intervenção de um sujeito letrado. Nes- se processo, dois tipos de desenvolvimento são diferenciados: aqueles que fazem parte de um aprendizado perceptivo(discriminação visual de letras e palavras) e aqueles em que o adulto medeia o aprendizado (intervenção de um adulto competente em habilidades de linguagem). É necessário não esquecer que as crianças devem aprender a língua escrita e o sistema de escrita ao mesmo tempo. As crianças têm um conhecimento inato dos princípios universais que governam a estrutura da linguagem, que estão em sua mente, e são postas em ope- ração por estímulos ou dados do meio (influência do adulto). É nessa perspectiva que, no primeiro capítulo, estudaremos o sistema de ensino de escrita, absorvendo os conhecimentos no que diz respeito às teorias da aprendizagem como forma de facilitador do processo de ensino. A alfabetização faz parte do processo de ensino da escrita, é nes- sa fase que a criança começa a juntar as letras e, assim, formar as pala- vras. Nesse processo, uma das figuras principais é o professor, que será analisado no segundo capítulo, dando destaque para a sua importância e influência. Por fim, o terceiro capítulo tratará do papel da sociedade no pro- cesso de construção da leitura da criança, sendo apresentados os métodos utilizados para aprender a leitura e a sua compreensão no cenário atual. 12 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S O WORKSHOP DE ESCRITA As oficinas de escrita, dentro da escola primária, são propostas como uma estratégia que pode ser usada para a promoção e fortaleci- mento da escrita no aluno, considerando um tempo, um espaço e um tema para isso. Na segunda série do ensino fundamental a ofina pode ser entendida como uma estratégia, sendo necessário conhecer os pa- râmetros iniciais com que conta o aluno e também, é essencial que o professor saiba claramente o que é uma oficina de escrita e as aborda- gens em que está imerso para obter os melhores resultados. Etimologicamente falando, a palavra "oficina" é derivada de ateliê, palavra francesa que significa "estilhaço", “lugar onde um traba- lho manual é desenvolvido". Para implementar uma oficina dentro da O ENSINO DO SISTEMA DE ESCRITA A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 12 13 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S escola, é necessário esclarecer que existem muitos tipos de oficinas, que servem para treinar estudantes em certos aspectos da aprendiza- gem. A definição referida também corresponde a uma forma de ensino e estudo caracterizado pela atividade e trabalho em equipe, além de sua sistematização e uso de material concreto. Comumente, para sua organização dentro da sala de aula, três aspectos são considerados: • Os tópicos de escrita, que são do agrado dos alunos, escolhi- dos por eles mesmos, para que isso os motive a escrever. • O papel do professor, destinado a ser assistente e orientador no processo de desenvolvimento do texto escrito. • A entrevista, que é o momento da interação professor-aluno, em que o último reflete com o professor sobre o que ele está fazendo e como melhorá-lo. As teorias psicolinguísticas atuais mencionam que os conceitos que antes orientavam o ensino e a aprendizagem da escrita dentro do sis- tema formal, hoje ficaram para trás, uma vez que não respondem mais as demandas da sociedade. Não é mais possível conceber a escrita como um traço de letras ou a união de códigos gráficos para formar palavras, nem é adequado ter em mente a escrita como a cópia de modelos externos. A escrita não pode ser reduzida a mera atividade motora. Atualmente, dentro de novas concepções não se trata de desenhar, mas de produzir. Nessa perspectiva, a "escrita" é concebida como uma atividade cognitiva que se refere à produção de um texto com propósito e desti- natário de acordo com a capacidade de produção de cada um. Como o estudante tem a oportunidade, se ele estiver em contato e interagir com os usos e funções da linguagem escrita, poderá praticar suas hipóteses exploratórias e compreender a função interna em relação ao processo que está vivenciando. É importante a compreensão do professor sobre o que significa escrever, pois ele orientará a aplicação de suas estratégias. Dentro destes termos é apropriado falar de um conceito rela- cionado com a escrita, neste caso, a conceituação da linguagem escri- ta. Podemos conceituar a linguagem como o código que usamos, sendo composta por um sistema de sinais, usada para produzir mensagens, de acordo com a intuição comunicativa de cada pessoa. Todos nós te- mos capacidade e habilidades para desenvolver, compreender, apren- der e produzir línguas por meio da educação direta ou formal. O sistema de escrita é definido como o sistema de represen- tações de estruturas e significados da linguagem. A linguagem escrita requer sequência mais lógica da linguagem falada, bem como certas características deste estilo de convenções de comunicação. Não o su- ficiente para saber a correspondência entre os sons da língua falada e grafias ou cartas de língua escrita, é necessário aplicá-las aos contextos 14 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S e situações de comunicação e texto ou como eles estão estruturados para conseguir a transmissão da linguagem. Desse modo, as funções que a escrita conquistou são as seguintes: - O registro ou função mnemônica. A escrita permite não ape- nas registrar informações e dados, mas também lembrar mais ou me- nos com precisão. - Um exemplo claro disso é a história. - A função de comunicação. Isso permite no espaço e no tempo. - A função de reificação. Quando a mensagem assume a quali- dade de um objeto, ela é derivada pelo efeito de distanciamento. O meio de transmissão separa o remetente de seu receptor e, por sua vez, de sua própria mensagem, um exemplo claro está na escrita do latim que hoje não existe mais. - A função de regulação e controle social do comportamento. A lei quando está escrita adquire uma autoridade despersonalizada. Além disso, a existência social dos indivíduos depende do registro escrito. - -- - Esta função também é claramente vista na influência que ela tem na linguagem oral. - A função estética. Muitos gêneros literários "são impensáveis sem escrever". De acordo com Lopes (2010): Outros fatores necessários para facilitar as ações da alfabetização: Ambiente alfabetizador: fazer da sala de aula um espaço onde ricos estímulos de apren- dizagem estejam sempre presentes. É um ambiente que promove um conjunto de situações de uso real de leitura e de escrita, em que os educandos têm a oportunidade de participar. Um ambiente alfabetizador não é apenas aquele em que aparecem diferentes tipos de texto, é mais que isso: é aquele que tem diferentes tipos de texto que são consultados frequentemente, com diferentes funções sociais. Eles devem ser substituídos de acordo com sua funcionali- dade, além de estarem ao alcance do grupo. Atividades significativas: para favorecer uma alfabetização de qualidade, é necessário propor atividades de leitura e escrita que fazem sentido para as crianças. (LOPES, 2010, p. 24) Desta forma, observa-se que as funções e usos da escrita serão definidos por aqueles que a própria sociedade lhes concede. As oficinas de escrita são desenvolvidas pela Escola Primária, sob vários níveis de com- plexidade, escrevendo vários textos em diferentes contextos, com uma va- riedade de intenções e diferentes públicos, mas sempreseguindo de forma sistemática um planejamento, elaboração, revisão e correção de textos. 15 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S A função de regulação e controle social do comportamen- to. A lei quando está escrita adquire uma autoridade despersona- lizada. Além disso, a existência social dos indivíduos depende do registro escrito. Para que a escrita possa ser desenvolvida pelas crianças, é necessário dividir essa elaboração em estágios, sendo eles: a) Primeiro estágio. Aqui as crianças determinam seus propósi- tos e o destinatário de seus escritos, selecionam o tipo de texto que irão escrever e registram suas ideias em um organizador. b) Segunda etapa. Aqui as crianças escrevem seus textos e, com base em suas produções, revisam e corrigem seus rascunhos. c) Terceiro estágio. As crianças decidem como irão tornar sua escrita conhecida para seus destinatários. Esses estágios são combinados e desenvolvidos tentando fa- zer com que os textos que eles escrevem estejam em conformidade com uma função comunicativa, para que essa atividade seja agradável. As características da escrita são divididas em dois níveis, o primeiro refere-se ao aspecto contextual, o segundo ao aspecto textual. Elementos do Nível contextual. • Canal visual. O receptor usa a visão para ler o texto. • Os sinais são recebidos, simultaneamente, pelo receptor. • A comunicação é elaborada, pois o emissor pode corrigir e re- fazer o texto sem deixar vestígios. Além disso, o receptor escolhe como e onde quer ler o texto (em que ordem, a que velocidade). • A comunicação que é dada é adiada no tempo e no espaço. • A comunicação é duradoura, pois o que está escrito adquire valor social. • O contexto extralinguístico não é importante, uma vez que o autor cria o contexto enquanto escreve o texto. • Não há interação durante a composição, o escritor não co- nhece a reação real do leitor. Elementos do Nível textual: • A origem do emissor é neutralizada, pois, o código padrão costuma ser usado. • Cumpre funções ou usos públicos com temas, formalidades e propósitos específicos. • Tem um alto nível de coerência, uma vez que é necessário 16 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S selecionar a informação. • Baixa redundância. • Tem uma estrutura fechada, uma vez que é determinada pelo escritor. • Alta frequência em palavras com significado específico (técnica). • Elimina a repetição léxica (usando sinônimos), bem como links desnecessários. Aprender a escrever envolve um conjunto diverso de habilida- des e conhecimentos, que as crianças experimentam com diferentes formas de escrita, antes de aprenderem a escrever na escola: fazem rabiscos, desenhos, figuras semelhantes a letras, escrevem letras isola- das, conectam letras aleatoriamente ou usam uma ortografia inventada ou temporária. Finalmente, elas aprendem a escrever e a usar regras de ortografia como os adultos. No início, as crianças geralmente ouvem apenas o primeiro som de uma palavra ou o primeiro e o último. Como elas têm mais co- nhecimento sobre os sons das letras e a identificação dos sons, elas estão adicionando mais letras ao que consideram ser a grafia, embora isso não coincida com o convencional. Com o tempo, ela se parecerá cada vez mais com a grafia dos adultos. Por isso, o início do conhecimento sobre a linguagem escrita não depende da relação pessoal que ocorre na escola, ou seja, não coincide com o início da escolarização. Pode-se afirmar que o ensino institucional influencia o conhecimento que o aluno tem sobre a lingua- gem escrita, no entanto, o ensino não os determina. Existem vários fato- res que determinam esse conhecimento, mas eles podem ser incluídos em duas razões fundamentais: • A escrita é um objeto social, cuja presença e funções exce- dem a estrutura da escola; • E a criança é um sujeito ativo e construtivo de seu próprio conhecimento. Este conhecimento que a criança tem evolui conforme a idade e a experiência. A compreensão do sistema de escrita pelo aluno é dada por etapas. Primeiro, se delimita o que está escrito com alguma oposição ao desenho, isto é, começa por considerar que tudo o que não está de- senhando é escrito. Podendo ser adicionadas certas propriedades como: • Linearidade - o que está escrito deve estar online. • Descontinuidade - observa que deve haver alguma fragmen- tação entre o que está escrito. Em suas produções as crianças expressam essas proprieda- des por meio de seus escritos com certa extensão, mas sem diferenciar as formas umas das outras, essa fase é conhecida como escritos indife- 17 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S renciados. Posteriormente, outras propriedades são adicionadas, como: • Quantidade mínima, uma vez que as unidades ou grafias não são tão extensas. • Variação interna. • Combinação, as crianças começam a ser mais seletivas no que escrevem. As crianças com o passar do tempo descobrem que nem to- das as letras podem ser combinadas com todas as palavras. Em suas produções, as crianças expressam essas propriedades, uma vez que a maneira pela qual elas escrevem uma ou outra palavra começa a ser di- ferenciada (escritas diferenciadas), em termos de quantidade e varieda- de na combinação interna das unidades ou formas. Essas propriedades ajudam a criança a definir o que está escrito como "o que é útil para ler". Quando a criança estabelece as condições necessárias para que algo seja legível, o processo de interpretação começa. Ela come- çará relacionando a escrita com o padrão de som das sentenças que o indivíduo tenta escrever ou ler. Em suas produções, as crianças expressam essas proprie- dades por meio de seus escritos com certa extensão, mas sem di- ferenciar as formas umas das outras. Essa fase é conhecida como escritos indiferenciados. Continuando com o processo, a criança identifica que cada le- tra de uma palavra corresponde a uma sílaba, então percebe um enten- dimento com relação ao sistema de escrita, chamado hipótese silábica. Neste estágio, a criança logo descobrirá o princípio alfabético de nossa língua e, depois de experimentar o estágio silábico-alfabético, produzirá escritos alfabéticos. Esse conhecimento é o resultado da interação entre a repre- sentação interna do sujeito, as propriedades externas da linguagem escrita e a escrita como um sistema notacional. No processo de apren- dizagem, os indivíduos levam em consideração que a escrita e a lingua- gem escrita obedecem a regras ou convenções operacionais. O processo de escrita descrito acima é conhecido como o es- tágio de aquisição por escrito. Dentro da escola primária, esta etapa en- quadra-se no segundo ano do ensino fundamental, pois se espera que quando a criança entre no terceiro ano, esteja prestes a terminar ou já 18 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S esteja em fase de consolidação e desenvolvimento desse conhecimento. Assim, nesse período, inicia-se, de forma gradual, a apropriar-se das regras e características do sistema de escrita. Nem todas as regras e convenções são auto evidentes, pois, é necessário entendê-las por meio da prática, conhecimento e interação, ou seja, pelo ensino. Este aprendi- zado normativo é feito particularmente na escola, onde as situações de escrita são mais adequadas aos requisitos de comunicação. Apartir daí, o momento de consolidação da escrita começa a ocorrer no aluno. Aprender e ensinar a ler e escrever é relevante, prático e sig- nificativo, quando o que ler e escrever tem um propósito, um sentido e atende às necessidades funcionais e interesses e expectativas dos estudantes quanto à sua realização. É o resultado de uma atividade compartilhada e negociada entre alunos e professores, em um processo participativo, cooperativo, flexível, proporcionando uma escola inclusiva e democrática, o que favorece o encontro e o contato diário com diferen- tes textos e interação com os companheiros. Referir-se a como o aluno aprende seria uma questão muito complicada, uma vez que no processo de aprendizagem do aluno, múl- tiplos fatores estão interligados e existem diversos aspectos próprios do indivíduo que devem ser considerados (nível de maturidade, experiência, vontade, envolvimento, interesse), mas também aspectos relacionados ao seu ambiente (experiências, meios próprios para se desenvolver). No entanto, é importante saber dos alunos como eles se apro- priam do conhecimento cujos facilitadores são os professores. Cagliari (2009) diz sobre isso: Descobrir e aceitar a natureza das experiências que crianças e alunos têm fora da escola e, ao mesmo tempo, desenvolver práticas e programas de al- fabetização na escola é um passo importante para os alunos se apropriarem. Ler e escrever e estabelecer uma ponte entre as práticas de letramento do lar, a escola e a comunidade compartilham as experiências e não como uma atividade individual, uma vez que o código escrito desde suas origens é uma prática social (CAGLIARI, 2009, p. 21). Partindo do conhecimento que o aluno possui, será de grande importância, e consequentemente, favorecerá a decisão do que deverá ser desenvolvido em aula. O aprendizado não consiste em uma soma alegre de conhecimento, mas em reestruturação complexa, e será ba- seado em situações problemáticas que devem ser resolvidas. Os co- nhecimentos iniciais do aluno, dependem primeiramente dos pais, vindo em seguida a escola e a sociedade. Sua contribuição difere das concepções e ideias que afirmam que o aluno aprende pelo simples acúmulo de informações e pela imi- 19 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S tação de habilidades. Por isso, é necessário conhecer as várias teorias propostas para o aprendizado. TEORIAS DA APRENDIZAGEM Há várias declarações que levantaram a maneira pela qual o indivíduo aprende, como é o conhecimento apropriado. Duas foram as correntes que buscaram explicar a natureza desse processo de aquisi- ção de conhecimento: empirismo e racionalismo. O empirismo sustenta que a experiência é a única fonte de conhecimento. Ele afirma que existem dois mecanismos básicos de aprendizagem, as representações internas de ideias simples (imagens de memória), e ideias complexas, são formadas pela conexão na me- mória, de ideias simples que são experimentadas de forma contígua e ligadas por associação. O racionalismo, por sua vez, argumenta que a razão é a principal fonte de conhecimento. Essas correntes deram origem a novas perspectivas, que fo- ram especificamente inspiradas na aprendizagem do indivíduo, um con- ceito intimamente relacionado ao conhecimento, sua aquisição e desen- volvimento. É complicado elaborar uma definição de aprendizagem que contemple a diversidade de formas, e é justamente daí que nascem as teorias da aprendizagem, mais pela interpretação que dão ao conceito, do que pela própria definição. É chamado de aprender a forma de mudar de maneira relativa e permanente as formas de comportamento que ocorrem como resulta- do da experiência. Desta forma, dir-se-á que há aprendizagem quando a pessoa apresenta comportamentos diferentes e é capaz de fazer algo que não fazia antes, demonstrando o seu conhecimento por meio de novos fatos. Essas aprendizagens são o produto de experiências repe- tidas na mesma situação. Outros significados afirmam que a aprendizagem é o processo no qual as pessoas adquirem mudanças em seu comportamento, reor- ganizam seu pensamento, descobrem novos conceitos e informações, melhoram suas habilidades como resultado de participar de uma ativi- dade de treinamento. Conhecer as diferentes teorias da aprendizagem é muito útil para o professor, uma vez que os teóricos buscaram respostas para as questões que motivaram todos os tipos de pesquisa sobre como o indiví- duo aprende, qual é a melhor maneira pela qual este último pode desen- volver suas habilidades. A partir daí, o professor pode encontrar o aluno na medida em que pode explicar os caminhos que levam à aquisição des- 20 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S sa aprendizagem e, portanto, conhecimento e significado permanentes. No início, a abordagem a esse campo se dava pelas teorias comportamentais, que usavam o condicionamento para explicar o conhe- cimento no indivíduo. É bem verdade que a teoria cognitiva da aprendiza- gem está interessada na maneira pela qual os organismos aprendem (ob- têm conhecimento sobre) seu mundo, e a maneira pela qual eles usam esse conhecimento para guiar decisões e executar ações efetivas. A teoria da aprendizagem social é baseada na observação de um modelo. Ausubel insiste que aprender deve ser significativo para o aluno. Uma nova maneira de ver a aprendizagem pode ser conceituada como uma construção que o indivíduo está fazendo e cujos teóricos postularam como uma renovação, até então, das conceituações usadas naquele momento do que era aprendizagem do indivíduo. Em relação às contribuições da Teoria Construtivista da Apren- dizagem, basear essa pesquisa nessa teoria implica a compreensão de que o processo de construção do conhecimento só é possível a partir da interação entre o sujeito conhecedor e o objeto que se deseja conhecer, uma interação que se enquadra dentro de um processo social. Reco- nhecer também a criança como construtora de seu próprio conhecimen- to e a importância da sua assimilação. Em relação a este ponto, Piaget afirma que um estímulo é ape- nas um estímulo quando é significativo, e se torna significativo apenas na medida em que uma estrutura permite a sua assimilação do resul- tado de uma construção ativa por parte do sujeito. As implicações da teoria na educação são as seguintes: • Enfatiza a aprendizagem ativa. • É necessário avaliar o que o aprendiz já sabia e fazer estimativas. • Os professores devem incentivar a participação orientada na estruturação de atividades de aprendizagem, fornecendo dicas úteis ou instruções adaptadas às habilidades dos alunos e, em seguida, supervi- sionar o progresso, exigindo crescente atividade intelectual dos alunos. • Adaptar a educação à prontidão das crianças para aprender. Mostrar sensibilidade às diferenças individuais. • Promover a educação baseada na descoberta. Organizar exercícios de aprendizado cooperativo para incentivar os alunos a aju- dar uns aos outros. Em relação às Bases Psicopedagógicas do aprendizado da escrita, elas têm como fundamento o que Piaget mencionou sobre a criança não armazenar conhecimento, mas construi-los a partir da in- teração com objetos ao redor. Ausubel, entretanto, argumentou que a aprendizagem deve ser funcional, ou seja, elas servem o indivíduo por alguma coisa; e significativo, que são baseados na compreensão, 21 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S onde os elementos que o indivíduo tem servem para entender o próximo aprendizado.Vygotsky afirma que é necessário se aproximar da "zona de desenvolvimento proximal", a partir do que a criança já conhece. Esta análise do desenvolvimento dos processos de aprendizagem e das coisas envolvidas na aprendizagem da escrita e, ao mesmo tempo, da leitura como processos complementares, permite basear o seguinte: • Crianças de 4 e 5 anos já possuem um conjunto de conheci- mentos adquiridos. Isso permitirá o conhecimento convencional de es- crita e leitura. • Em um ambiente letrado como o da sociedade de hoje, a es- crita não é uma especialidade da escola. Linguagem escrita faz a sua aparição independentemente da sua escrita. • Na escola, as práticas devem ter importância para o uso so- cial adulto da linguagem escrita. • Para que as crianças sejam motivadas a ler e escrever, elas devem viver experiências de alfabetização. O professor tem que ler e escrever para eles, então eles também querem fazer isso. A criança aprenderá pela imitação e participação em atividades adultas. • Coloque a criança em uma situação de uso da linguagem, para ver como o professor trabalha com a leitura e a escrita. • Se a criança aprende a interação em situações de ensino- -aprendizagem é interessante distribuir as crianças em pequenos gru- pos para praticar a troca de informações e desenvolvimento da escrita e da leitura em conjunto. Para Morais (2012), aquisição e compreensão da escrita em crianças pequenas, como eles aprendem e métodos aplicados se dão por: • Os métodos são baseados em habilidades como discrimina- ção de sons, formas gráficas, correspondências sonoras na discrimina- ção visual. • Se for aceito que a criança que aprende é um sujeito que pensa e está constantemente interagindo com o ambiente, e dessa inte- ração aprende, não pode ser que apenas uma série de habilidades seja a explicação da aquisição. Ele explica que nem sempre os métodos de ensino-aprendiza- gem servem para ver o processo que sempre acompanha a criança em relação ao que está pensando durante a aquisição e o desenvolvimen- to. Isto se dá devido a dois fatores: linguístico e cognitivo. Vejamos: - Fator Linguístico: A criança do jardim de infância é um alto-falante de sua língua. 22 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Tem um conhecimento completo da linguagem: • Discrimina sons. • Conhece um determinado vocabulário. • Conhece certas estruturas sintáticas. • Os psicolinguistas afirmam que a única coisa que lhes falta são certos usos da linguagem e um vocabulário maior, que também é adquirido pelo uso. - Fator Cognitivo: A criança pensa: • A criança está no mundo e mantém uma interação com o am- biente (a criança aprende muitas coisas com o intercâmbio familiar, so- cial ou cultural, mesmo que não seja ensinada diretamente). • A linguagem escrita está no meio. O ambiente fornece muita estimulação: cartazes, televisão, objetos, mercados. Você não precisa encontrar um livro para descobrir a linguagem escrita. • Ler e escrever não são "objetos” apenas escolares, são obje- tos culturais. A criança sabe que a linguagem escrita existe. • A criança faz uma interpretação do que ela observa. As crianças possuem uma série de conhecimentos prévios, tendo alguma ideia sobre a função dos escritos, para que servem, onde o texto é colocado. Nós todos temos ideias preconcebidas sobre o que existe no am- biente, essas ideias anteriores são mais ou menos errôneas, o trabalho de pedagogia será trazer os equívocos da criança com o sistema estabelecido de nosso código escrito. É necessário fazer parte do que a criança sabe para levá-la às ideias certas. Tratando-se das abordagens didáticas para a linguagem escrita, Morais (2012) destacou que esta distingue quatro abor- dagens básicas da didática da expressão escrita, sendo estas gramatical, funcional, processual e baseada em conteúdo, vejamos: - Foco Gramatical O indivíduo aprende a escrever com o conhecimento e domínio da gramática, do sistema de linguagem, destaca os objetivos de apren- dizagem. Concentra-se principalmente no conhecimento da língua, do código e dos vários signos que a constituem. Pretende-se que o aluno conheça e aprenda a aplicação da convencionalidade da escrita. Esse aspecto estava imerso em nossas salas de aula, isto é, dentro do siste- ma educacional há muito tempo, quando o principal era que o objetivo 23 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S e o propósito da linguagem fossem alcançados. A prioridade é dada ao ensino da ortografia, caligrafia. - Abordagem Funcional O indivíduo aprende a escrever pelo entendimento e produção de diferentes tipos de textos. O conteúdo do curso é considerado dentro dessa abordagem, sendo importante conhecer os parâmetros que cada tipo de texto deve contemplar dentro de sua estrutura. Neste caso, os textos são feitos pelos estudantes em teoria e prática, isto é, o que está escrito é conhecido, então a sua escrita é feita. - Abordagem Processual Baseado no processo de composição, o aluno tem que desen- volver processos de engrenagem. A composição é necessária para es- crever boas histórias. A sequência didática foi considerada. Para fazer tudo escrito, seja uma carta ou uma mensagem, é necessário conhecer os dados que a compõem. Desta forma, o aluno, para desenvolver esta abordagem, deve estar trabalhando passo a passo em cada um dos es- critos que pretenda realizar, uma vez que é dada mais importância ao ca- minho através do reflexo de si mesmo, até a sua chegada a um produto. - Abordagem baseada em conteúdo A linguagem escrita é vista como um instrumento poderoso para aprender outros assuntos enquanto desenvolve a expressão. Não só de- senvolve habilidades de comunicação dentro da classe de português, gra- mática ou o correspondente, mas toda ocasião é uma razão para aprender. Aqui uma abordagem é desenvolvida em coordenação com os diferentes assuntos ou conteúdos marcados no programa a ser seguido pelo aluno. Deste modo, a criança é quem apropria o conhecimento, interage com ele e o ajusta às suas necessidades de aprendizagem. A oficina de es- crita foi uma estratégia utilizada para que, juntamente com as habilidades e maturidade do aluno, favorecessem a consolidação da escrita. A conso- lidação não é um estágio concluso, mas é um processo que está toman- do conceitos significativos para os alunos em suas vidas diárias, em sua preocupação com "escrever melhor", no seu interesse para moldar suas próprias palavras as suas experiências, narrando o que acontece com ele. A oficina de escrita, como uma estratégia para consolidar esse 24 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S processo, favoreceu vários aspectos do ambiente dentro da sala de aula, entre os quais podemos citar: o interesse dos alunos para a escri- ta, realização, compartilham suas ideias e interagem, geram sua própria hipótese por meio de correções coletivas, que alimentam a consolida- ção do processo na criança. Por fim, a curiosidade genuína das crianças em seus primeiros anos de escolaridade permite que elas se adaptem, estruturado como é o trabalho de oficina, que longe de ser uma tarefa para graus mais ele- vados, é a ferramenta adequada e aplicável para cada uma das séries do ensino fundamental. 25 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO1 ANO: 2023 BANCA: FAU ÓRGÃO: PREFEITURA DE IMBITUVA - PR PROVA: FAU - 2023 - PREFEITURA DE IMBITUVA - PR - PROFES- SOR: EDUCAÇÃO INFANTIL “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno”. Em relação a alfabetização e letramento é incorreto afirmar que: a) Não existe correlação entre alfabetização e letramento, tendo em vista que são dois processos distintos. b) A relação entre alfabetização e letramento acontece quando entende- mos que alfabetizada é a pessoa que aprende a escrita alfabética com ha- bilidades para ler e escrever, sequencialmente, letramento é a continuação do saber ler e escrever, associado e vivenciado nas práticas sociais. c) Segundo a Base Nacional Comum Curricular, a alfabetização deve ser iniciada já na Educação Infantil, para que a criança ingressa no primeiro ano já com pré-requisitos adquiridos e tenha domínio de novas habilidades. d) A alfabetização é um processo simples de codificação de forma apro- priada para uma aplicação específica, como por exemplo transmissão ou armazenamento de dados. Já o letramento necessita de mais tempo e engajamento. e) O letramento antecede a alfabetização por se apresentar como um momento de decodificação do que foi abordado e não necessariamente depende da alfabetização. QUESTÃO 2 ANO: 2023 BANCA: FAU ÓRGÃO: PREFEITURA DE IMBITUVA - PR PROVA: FAU - 2023 - PREFEITURA DE IMBITUVA - PR - PROFES- SOR: EDUCAÇÃO INFANTIL Sobre alfabetização e letramento, qual autora fez a afirmação abaixo: Sintetizando alfabetização: “faceta linguística da aprendizagem inicial da língua escrita – focaliza, basicamente, a conversão da cadeia sonora da fala em escrita”. (2016) a) Emília Cipriano. b) Magda Soares. c) Maria Montessori. d) Heloísa Luck. e) Selma Garrido Pimenta. 26 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 3 ANO: 2021 BANCA: AVANÇA SP ÓRGÃO: PREFEITURA DE VINHE- DO - SP PROVA: AVANÇA SP - 2021 - PREFEITURA DE VINHEDO - SP - PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL I - EI (ENSINO INFANTIL A Alfabetização refere-se, especificamente, à aprendizagem e ao domínio do código alfabético. O Letramento, por sua vez, designa a capacidade e a competência que o sujeito adquire a partir de uma __________________ da lei- tura e da escrita. Assinale a alternativa que completa, corretamente, a lacuna do texto. a) função social b) organização social c) etapa d) prática social e) formação ideal QUESTÃO 4 ANO: 2021 BANCA: AVANÇA SP ÓRGÃO: PREFEITURA DE VINHE- DO - SP PROVA: AVANÇA SP - 2021 - PREFEITURA DE VINHEDO - SP - PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL I - EI (ENSINO INFANTIL) Analise as afirmativas, a seguir, sobre Alfabetização e Letramento, coloque V para verdadeiro e F para falso. Posteriormente, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. ( ) Por meio da alfabetização, o sujeito será capaz de codificar e decodificar uma língua, aprendendo a ler e escrever. Esse proces- so também habilita o sujeito a desenvolver diversos métodos de aprendizado da língua. ( ) O letramento é o processo de ensino e aprendizagem de um sis- tema linguístico e da forma como usá-lo para se comunicar com a sociedade. ( ) Por meio do letramento o indivíduo está apto a desenvolver os mais diversos métodos de aprendizado da língua. ( ) O letramento é o estado que um indivíduo ou grupo social al- cança depois de se familiarizar com a escrita e a leitura, possuindo uma maior experiência para desenvolver as práticas do seu uso nos mais diversos contextos sociais a) V-F-V-V b) F-F-V-F c) V-F-F-V d) F-V-V-V e) V-V-V-F 27 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 5 ANO: 2022 BANCA: CONSULPLAN ÓRGÃO: PREFEITURA DE JUIZ DE FORA - MG PROVA: CONSULPLAN - 2022 - PREFEITURA DE JUIZ DE FORA - MG - PROFESSOR REGENTE A Considerando os estudos que acompanharam crianças no último ano da educação infantil ou no primeiro ano do ensino fundamen- tal, constatando-se que, à medida que avançavam em direção a uma hipótese alfabética de escrita, as crianças também tendiam a avançar em suas capacidades de refletir sobre as partes sonoras das palavras, analise as afirmativas a seguir. I. Para escrever segundo uma hipótese alfabética, as crianças pre- cisam identificar palavras que começam com o mesmo fonema (mesmo que não saibam pronunciá-lo isoladamente). II. A capacidade de refletir sobre partes sonoras das palavras é uma condição necessária para a criança avançar em direção a uma hipótese alfabética, sendo condição suficiente para dar conta de reconstruir as propriedades do sistema de escrita alfabética. III. Para usar uma hipótese silábica qualitativa (isto é, sem valor so- noro convencional), ou hipóteses silábico-alfabética e alfabética, as crianças precisam avançar em suas habilidades de identificar e pro- duzir palavras que começam com a mesma sílaba ou que rimam. Referem-se a habilidades fonológicas apenas o que se afirma em a) I. b) II. c) I e II. d) I e III. e) II e III. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE A criança deve desenvolver a escrita, no entanto, para isso é necessário que ela siga estágios. Quais são esses estágios? Cite-os e explique-os. TREINO INÉDITO Sobre as funções conquistadas pela escrita assinale a alternativa correta: a) O registro ou função mnemônica permite não apenas registrar infor- mações e dados, mas também lembrar mais ou menos com precisão. b) A função de comunicação é quando a mensagem assume a qualida- de de um objeto, ela é derivada pelo efeito de distanciamento. c) A função de reificação permite no espaço e no tempo a linguagem. d) A função estética é quando está escrita adquire uma autoridade des- personalizada. 28 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S e) A função de regulação e controle social do comportamento são im- pensáveis sem escrever. NA MÍDIA A IMPORTÂNCIA DO PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA O processo de alfabetização inicia-se desde cedo desde os primeiros contatos da criança com o mundo. É um processo contínuo, perma- nente, que se alarga à medida em que a criança se lança no contexto sociocultural, adquirindo conhecimentos acerca do que a rodeia. Brincadeiras, jogos, histórias ouvidas e materiais diversos usados em suas vivências diárias propiciam situações que favorecem a aprendiza- gem e a organização lógica do pensamento. Em nossa sociedade, a escrita desempenha um papel fundamental. Está em toda parte, e precisamos dela nas mais diferentes situações da vida. Além disso, numa sociedade em que quase tudo passa pela escrita, a alfabetização é essencial para uma melhor compreensão da realidade. NA PRÁTICA Para os métodos de alfabetização tradicionais, a aprendizagem da lín- gua escrita é um processo de acumulação de informações transmitidas pelo professor e assimiladas de forma passiva pelo aprendiz. No en- tanto, as pesquisas da psicogênese da língua escrita revelaram uma postura ativa e curiosa das crianças pré-alfabetizadas, mostrando que elas pensam e criam hipóteses para entender o sistema de escrita al- fabética. Essas descobertas levaram a modificações nas políticas, nos estudos e nas práticas escolares. Como expõe Magda Soares, a adoção da perspectiva psicogenética, conhecida no Brasil como Construtivismo, trouxe consequências para o ensino da língua escrita: se, por um lado, revelou a importância de expor a criança a diferentes materiais e práticas reais de leitura e es- crita, por outro levou a uma desvalorizaçãodo ensino sistemático das relações entre fala e escrita. Fonte: (LETRAMENTO). Disponível em: http://www.plataformadoletra- mento.org.br/acervo-especial/414/aprendizado-inicial-da-escrita-uma- -proposta-de-sistematizacao.html PARA SABER MAIS Filme sobre o assunto: O leitor Peça de teatro: Alfabeto 29 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S ALFABETIZAÇÃO INICIAL No presente capítulo, será desenvolvido o tema da alfabetiza- ção inicial, no qual serão consultadas diferentes bibliografias, com as quais o texto será cultivado; serão apresentadas definições, de acordo com a abordagem do trabalho, sobre o que é: alfabetização, leitura, escrita e tudo o que isso implica. Haverá também uma revisão sobre diferentes pesquisas, enfatizando a psicogenética sobre o processo de alfabetização. É muito importante conhecer o contexto em que a alfabe- tização será desenvolvida. Conhecer o papel que o professor deve ter e quais são os objetivos (em geral) que os alunos desejam alcançar e algumas atividades para alcançá-los. O objetivo é que o possível leitor possa entender a importân- IMPORTÂNCIA DA ALFABETIZAÇÃO A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 29 30 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S cia da alfabetização como uma conquista social, cultural e cognitiva e entender que a criança não é alfabetizada de um dia para o outro, mas sim, que existe um processo no qual todos devemos participar. Quando falamos de alfabetização, entramos em uma questão polêmica, que levanta muitas questões que, até hoje, não têm respostas claras. O próprio conceito de alfabetização não é fácil de explicar. Alfa- betização não é equivalente a conhecer as letras do alfabeto e saber usá-las para ler e escrever, significa muito mais que isso. Inclui atitudes, crenças e expectativas em relação à escrita, à leitura, ao lugar e ao va- lor dessas atividades na vida da pessoa. Desta forma, a alfabetização torna-se um fenômeno complexo. Uma ideia central em muitos estudos recentes sobre alfabe- tização é que a escrita e a leitura são formas de construir, interpretar e comunicar significados. Assim, concebe-se que a leitura e a escrita são muito mais que a mera decodificação e codificação do impresso: são formas de construir e transferir significados pela linguagem escrita. Obviamente, nem todos nós lemos ou escrevemos com a mesma faci- lidade ou fluência, nem usamos a escrita e a leitura da mesma maneira ou para os mesmos propósitos. Talvez, então, a longo prazo, seja con- veniente pensar em "múltiplas literacias". De acordo com essa ideia, há muitas maneiras de ser - e de se tornar - alfabetizado, e a maneira de desenvolver a alfabetização e como usá-la depende de circunstâncias sociais e culturais específicas. De acor- do com a teoria vigotskiana não há uma forma ideal para o ensino de método de alfabetização. Cada professor cria a sua própria metodologia, baseada na linguagem natural, na experiência do aluno e levando em consideração os seus regimes, para enriquecer cada vez mais, ajudando a formar aqueles que carecem de compreenção acerca do desenvolvi- mento da literacia. Logo, devemos estudar e conhecer o ambiente em que as crianças crescem, e como esses ambientes oferecem-lhes opor- tunidades de se rodear de livros , papéis e ferramentas de escrita. A teoria Vygotskiana se funda em três pilares: método, ideal, alfabetização. As circunstâncias ambientais não são apenas os ambien- tes físicos, mas também as relações humanas que determinam com que frequência e em que situações as crianças são contatadas com as ferramentas, materiais, usos e significados da alfabetização. Em algu- mas culturas esse desenvolvimento está intimamente ligado à escola- ridade, mas para muitas crianças hoje em dia, a alfabetização começa muito antes da educação formal, em casa e em outros ambientes comu- nitários, tais como pré-escolas, creches e paróquias. A alfabetização é uma conquista social e cultural, assim como cognitiva, que permitirá que as pessoas, no presente e no futuro, partici- 31 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S pem de vários grupos de atividades que, de certa forma, envolvem a leitura e a escrita. Ela está intimamente ligada às relações específicas, atividades e circunstâncias sociais e culturais determinadas, tais como a leitura do jornal, pagar impostos, observar sinais e outdoors nas ruas, escrever e ler cartas, ampliar o conhecimento do mundo. O olhar aberto sobre ela e mui- tas outras atividades e direitos nos desenvolve enquanto pessoas, faz com que sejamos críticos e conscientes da realidade que nos rodeia e, a partir daí, construímos nossa própria história, nossa sociedade. Então, a alfabetização como a capacidade de falar, escrever, ler e pensar de forma crítica e produtiva é um conceito complexo que está ligado à realidade do mundo e às necessidades do indivíduo. Ser alfabetizado vai além de ter a capacidade de ler e escrever, ser alfabe- tizado envolve apresentar ou exibir comportamentos de alfabetização: comparando, sequenciando, discutindo, interpretando e criando gran- des pedaços de linguagem oral e escrita em resposta a um texto no qual eles estabeleceram comunicação, reflexão e interpretação. A alfabetização é uma conquista social e cultural, assim como cognitiva, que permitirá às pessoas, no presente e no futuro, participarem de vários grupos de atividades que, de certa forma, envolvem a leitura e a escrita. Desse modo, Lopes (2010) destaca que: Níveis de evolução da escrita 1 NÍVEL PRÉ-SILÁBICO: Inicialmente, a crian- ça não diferencia o desenho da escrita, e não dá nenhum significado ao texto. Ela pensa que os desenhos dizem os nomes dos objetos. Em seguida, começa a produzir riscos ou rabiscos típicos da escrita que tinha como forma básica (modelo). Se a forma básica for letra de imprensa, fará rabiscos sepa- rados, com linhas retas e curvas; se for a letra cursiva o modelo com que ela tem contato, fará rabiscos ondulados. Outros elementos podem aparecer em sua escrita, como pseudoletras ou números. Fatos conceituais observados no nível pré-silábico: A criança pensa que é possível ler nomes diferentes com grafias iguais. Elas ainda não conseguem entender que o que a escrita representa no papel são os sons da fala. (LOPES, 2010, p. 54) É um processo em que a criança se apropria da linguagem escrita e, para isso, requer uma organização grupal que garanta um ambiente calmo e emocional em que os alunos se conheçam, ouçam e 32 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S respeitem suas diferentes maneiras de abordar o conhecimento. Para algumas crianças aprender a escrever e ler ocorre espon- taneamente e "naturalmente", e às vezes, muito antes da educação for- mal. Outras, começam a ler livros de imagens simples (são guiadas por imagens, ainda não decodificam a palavra impressa) e escrever pala- vras como seu nome, de membros da sua família, seus brinquedos, etc. Alguns até compõem frases, histórias e poemas na fase pré-escolar. À primeira vista, pode parecer que essas conquistas são semelhantes a ou- tras do tipo biológico e de maturidade,sem qualquer intervenção especial do ambiente da criança, junto com escritores e leitores mais competentes que eles, especialmente com pais, irmãos mais velhos e professores. Portanto, podemos dizer que o desenvolvimento da alfabetização constitui um processo profundamente social, que se insere nas relações sociais, principalmente nas crianças com as pessoas mais próximas de seu ambiente. Essas pessoas servem como modelos, oferecem materiais, criam expectativas e as ajudam, instruem e incentivam. O desenvolvimento da alfabetização começa nas relações das crianças com seus cuidadores imediatos e é expresso e elaborado em comunidades cada vez maiores. A leitura e a escrita constituem um dos aprendizados centrais de toda a escolaridade e todas as áreas do conhecimento recorrem a elas. A partir da psicologia cognitiva é reconsiderada a maneira de compreender a leitura e os processos que são colocados em jogo, isso é pensado como uma forma de processar as informações que o texto oferece e construir significado. O leitor compreende um texto quando pode dar sentido e coloca-o em relação aos seus interesses e conheci- mentos anteriores. A compreensão de um texto é relativa para cada lei- tor, porque cada pessoa tem diferentes experiências de vida, portanto, dá significados diferentes para a leitura. A teoria dos esquemas mentais explica como as informações contidas no texto estão integradas ao conhecimento prévio do leitor e influenciam seu processo de compreensão. Um esquema é a rede ou ca- tegorias nas quais o que é aprendido é armazenado no cérebro. Elas são: Estratégias cognitivas: são processos mentais que o leitor co- loca em ação para interagir com o texto, correspondem às formas de usar seu conhecimento prévio e os dados que o texto fornece. Previsão: consiste na constante formulação de hipóteses que o leitor está fazendo durante sua leitura. Inferência: abrange tanto as deduções estritamente lógicas, quanto as conjecturas ou suposições que podem ser feitas a partir de certos dados que permitem que outros assumam. Verificação: as hipóteses são confirmadas ou modificadas. Correção: as informações já processadas podem ser reava- 33 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S liadas e recuadas, procurando informações que foram negligenciadas. É bem verdade que escrever é uma prática significativa. É uma maneira de estender o corpo do escritor para o mundo em busca do significado para fazer sentido, uma vez que é o sentido que precede o curso convencional. Talvez, desde os pseudoletras o significado envol- vido e seu modo de armar o significado das escrituras "incompletas”, evidencia a busca de um significado: o do escritor que é dado pelo cul- tural, o textual e o convencional. Por escrito, você não pode ver apenas um código, uma habilidade psicomotora. Ele é aquele que permite ligar o que pertence a você e o que pertence aos outros. Se conjugam: - O simbólico do sistema de escrita. - O real da materialidade do papel e da tinta. - O imaginário do traço, que faz um espelho do sujeito que escreve. - Estágios do desenvolvimento da escrita. Como parte da perspectiva psicogenética, que é composta pelo processo, pela aprendizagem e pelos estagios, é diferenciado pe- los autores o processo de aprendizagem da escrita em cinco níveis ou estágios a partir de uma pesquisa realizada pelo padrão de Ferreiro. Essas etapas, também denominadas categorias de escrita, são: escrita pré-silábica, silábica, silábica-alfabética, alfabética e ortográfica. As categorias da escrita correspondem a: - Pré-silábica: nesta primeira etapa, a criança usa um conjunto indistinto de letras, atribuindo qualquer significado. Não há busca por cor- respondência entre grafemas e fonemas (letras e seus sons). A criança entende apenas que as letras são usadas para escrever palavras, e que isso as ajuda a representar algo externo. No entanto, essa primeira forma de escrita espontânea não é totalmente arbitrária. Existem duas hipóte- ses de que a criança corre riscos quanto ao funcionamento da linguagem: - Hipótese da quantidade: a criança estima que não há palavras de apenas uma letra. Define um mínimo de duas ou três letras por palavra. - Hipótese de variedade: a criança estima que pelo menos duas das letras devam ser diferentes. Duas cartas iguais, "elas não dizem nada". - Silábico: Nesta etapa, a criança estabelece uma relação entre a cadeia de som oral dada pela pronúncia e a cadeia gráfica que ela usa para escrever. Cada letra, portanto, representa uma sílaba e começa a ter um valor de som inicial. Por sua vez, podemos diferenciar duas hipóteses - Hipótese da sílaba sem valor sonoro: não há correspondência entre o som da sílaba e a letra escolhida para representá-lo. - Hipótese silábica com som estrito ou valor silábico: há alguma correspondência entre o som da sílaba e a letra escolhida para repre- sentá-lo. 34 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S - Silábico-alfabético: é um período de transição em que a crian- ça trabalha simultaneamente com duas hipóteses diferentes: a silábica e a alfabética. Elas começam a usar mais letras para escrever uma síla- ba, mas não para outros. Desta forma, borboleta pode ser escrita como "mariposa". Embora, obviamente, não esteja escrito corretamente, uma vez que há duas cartas omitidas, considera-se um avanço na escrita da criança em relação aos seus escritos silábicos anteriores. - Alfabética: nesta etapa, a criança descobre que a relação que se estabelece entre fonemas e grafemas (a articulação oral), correspon- de a um sistema fonético e não silábico, portanto, é necessária uma le- tra para representar cada som. A criança escreve como ela fala. É muito provável que a criança apresente dificuldades de ortografia, nas quais irá trabalhar e progredirá, individualmente, interagindo com os colegas e com a ajuda do professor. - Ortografia: a criança descobre que o sistema de escrita não é unívoco (som igual, mesma grafia). É, portanto, um sistema ortográfico convencional, no qual existem irregularidades que permitem represen- tar a diversidade da linguagem e uma comunicação muito mais precisa e ampla do que a oralidade. Algumas questões devem ser levantadas: Quais são os objetivos e/ou conquistas que queremos para as crianças? A reconstrução da escrita, que consideramos um objeto cultural. É por isso que é essencial explorar diferentes tipos de textos. A realização da correspondência fonema-grafe- ma, na ordem da oralidade é o equivalente a dominar o princípio alfabético, para isso, é fundamental que as crianças comparem o que escrevem com a escrita correta e convencional para gerar conflitos, e isso ocorre quando se trabalha com palavras - em textos, não em palavras isoladas. O objetivo geral é que as crianças possam entender e produzir diferentes tipos de textos para diferentes situações comunicativas. É necessário levar em conta as competências e estratégias que os alunos devem desenvolver para atingir os objetivos que são definidos. A reconstrução da escrita, que consideramos um objeto cultural. É por isso que é essencial explorar diferentes tipos de textos.A realização da correspondência fonema-grafema, na ordem da oralidade. Onde devem começar os processos de leitura e escrita? De- 35 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S ve-se começar por explorar livros e diferentes suportes de texto, antes que as crianças possam ler convencionalmente, estes servem paratra- balhar com textos e funções sociais e pessoais de textos. Além disso, o professor pode trabalhar a origem do texto, a silhueta textual, ou seja, a distribuição do que está escrito na folha de papel, as imagens, o infográ- fico, de tal forma que a "pré-leitura" (estratégia de 1ª leitura que o leitor faz) é feita a partir do paratexto. Além disso, as crianças são informadas do tipo e tamanho das letras relacionadas com maior ou menor importância do que é dito. Ou- tra coisa importante é focar a importância no título, por exemplo, contar as palavras que você tem, levando em conta os espaços em branco que podem ser usados para começar a levantar hipóteses possíveis, e é aí que o leitor começa a colocar seus conhecimentos em prática por meio de esquemas anteriores e mentais. As primeiras atividades de escrita são geralmente mais evidentes do que a leitura, porque envolvem a produção de algo: geralmente sinais no papel. As crianças muitas vezes realizam suas "experiências" de escrita, fazendo linhas onduladas e rabiscos na forma de letras. Muitas vezes elas misturam escrita e desenho, criando um "meio misto" que combina formas gráficas, letras e palavras. Nestas primeiras experiências, as crianças co- meçam a perceber que a escrita pode ser útil em suas relações sociais: podem usá-la para pedir coisas, definir e nomear seu mundo, expressar sentimentos de amizade e raiva, para chamar a atenção, etc. A leitura é um processo menos visível, mais interno, mas as crianças realizam várias atividades, afirmando que estão tentando en- tender a leitura e participar dela. Eles desempenham o papel de leitor, usam livros e fingem que leem. Muitos aprendem a "ler" suas histórias favoritas, guiadas pelas representações gráficas, muito antes de pode- rem decodificar a impressão. Possivelmente, a atividade de leitura mais importante para a criança é a leitura. Quando as crianças leem, elas adquirem enormes in- formações sobre a leitura e o mundo dos livros. Eles aprendem o que são livros, o que é feito com eles e como eles são discutidos. Eles aprendem que a linguagem escrita tem seu próprio ritmo e suas próprias conven- ções, que são lidas da esquerda para a direita e de cima para baixo; e elas formam a ideia de que os livros são interessantes, divertidos e úteis. Como estão relacionados à leitura e escrita? Como a leitura funciona em relação à escrita? A capacidade de ler progredirá e, junta- mente com ela, serão modificadas as funções de leitura em relação à escrita. Assim: - A leitura em voz alta do professor nos momentos iniciais das aulas servirá para converter o material impresso em material linguístico, 36 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S por exemplo, uma história. - A leitura do que está sendo escrito pelo professor e também pelo aluno, ajudará a confirmar a integralidade da análise e da segmen- tação sonora e a verificar a sistemática da correspondência. - A leitura do professor durante o ditado da criança para o adul- to ou de duas crianças para a outra é útil para diferenciar entre o que é dito como "já escrito" e o que resta a ditar. - A interação entre leitura e escrita como uma tarefa comparti- lhada entre o professor e o aluno é extremamente útil. É bem verdade que recriar situações reais de leitura e escrita na sala de aula para que as crianças descubram o que é ler e escrever, são consideradas como atividades permanentes que são projetadas para todo o ano letivo, incluindo a produção de diferentes textos: cartas, convites, histórias e interpretação de vários suportes de texto. Ques- tões, que, segundo Ferreiro (1994), devemos levar em conta: - O respeito pelas ideias das crianças não deve levar à acei- tação passiva dos erros, mesmo quando se trata dos chamados erros construtivos; - Não é bom marcar todos os erros simultaneamente, mas tam- bém não é apropriado corrigi-los; - Para que a criança possa se apropriar do sistema de escrita e da linguagem escrita, atividades que contemplam esse duplo aspecto são planejadas; - Reflexão sintática faz sentido quando é articulada com os tex- tos e a serviço da intenção do escritor; - Se a professora acredita que a ortografia é um capricho inútil, ela não estará em uma boa posição para convencer seus alunos de que é um tópico importante e que vale a pena fazer um esforço para enfrentá-lo. O PAPEL DO PROFESSOR HOJE NO ENSINO DE LEITURA E ES- CRITA É fundamental que o professor evidencie seu interesse e prazer em ler e escrever, que se mostre diante dos alunos como sujeito que lê e escreve diariamente; que concorda em fazê-lo e obtém satisfação de am- bas as atividades. Porque, especialmente em regiões onde o professor é um dos poucos sujeitos avançados no processo de alfabetização, com o qual as crianças interagem, seria utópico supor que, se o professor lê e escreve com moderação e desprazer, as crianças podem estabelecer um vínculo com a leitura e escrita que é substancialmente diferente. 37 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S Também é desejável oferecer às crianças algumas referências sobre o autor dos livros levados para a sala de aula. Assim, as crianças se familiarizam com a autoria como características dos textos e conhecem autores de diferentes épocas, de diferentes tipos de texto, de diferentes estilos e correntes, ao mesmo tempo em que se constituem como autores. O professor também pode levar o jornal do dia, comentar sobre uma notí- cia que é importante e atraente para os alunos. O professor, também pode exibir uma receita utilizada recentemente. Isto é, é uma questão de com- partilhar os atos do leitor de diferentes tipos de texto e situações diferentes. Algo semelhante acontece com a escrita: o professor pode mos- trar às crianças algum texto próprio, comentar e consultar sobre quaisquer dúvidas que sua produção tenha despertado. Isto é feito, por um lado, para que as crianças percebam que o professor escreve e, por outro, porque elas podem fornecer alguma alternativa interessante para o próprio texto. Uma das situações mais significativas no ensino da leitura ocorre quando o professor lê em voz alta. Por meio desse tipo de leitu- ra, os sujeitos estão lendo pela voz, mediados pelo texto em suas mãos e o professor consegue comunicar a emoção que o texto provoca nele. Algumas das possíveis intervenções do professor são: - Coordenar (ajuda a relacionar dados diferentes e opiniões diferentes). Informar. - Interrogar: fazer perguntas de natureza exploratória e obter justificativas. - Abordar e motivar a criança a ler e escrever desde o primeiro dia. - Criar um ambiente letrado, significativo e interessante, que considere as experiências anteriores das crianças. - Oferecer oportunidades e experiências múltiplas e variadas para ouvir, falar, ler e escrever (de acordo com o contexto e a realidade das crianças). - Integrar a família nas atividades de alfabetização. As crianças na educação inicial precisam se apropriar do alfabe- to que corresponde a nosso sistema de escrita (de suas regras), que não é outra coisa além da aquisição de habilidades, para poder usá-la e apli- cá-la em leitura e escrita. No entanto o professor não tem que ensiná-lo descontextualizado do resto, mas sempre usando um texto no qual essas coisas são vistas. Por exemplo, para poder escrever é necessário, primei- ro, que o professor leia histórias, poemas, etc., para que as crianças se familiarizem com os textos e as palavras e, dentro delas, possa conhecer as letras do alfabeto e as maneiras de usá-las ou conjugá-las. A primeira coisa que devemos fazer com as crianças é a explo- ração de diferentes portadoresde texto. A narração de uma história pelo 38 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S professor. Isto é conseguido da seguinte forma: a criança faz previsões do texto de associar as imagens com as escritas; ouve atentamente a leitura do professor; discute a história e indaga sobre seu conhecimento anterior; identifica a ideia central do texto, os personagens e as características da história, como o título, as imagens, etc.; reconstrói oralmente a história; com desenhos ou imagens que representam as cenas da história. A criação de histórias, por exemplo, da observação de uma folha. Isso permitirá que as crianças produzam textos e os ditem ao professor; que identifiquem a estrutura da história; que elas contem uma história de maneira coerente levando em conta: começo, desenvolvi- mento e fim; cenas armadas com desenhos e cartazes. etc. Aprendam canções e poemas (com música) isso contribui para o desenvolvimento da habilidade de discriminação auditiva necessá- ria para ler e escrever, podendo ser expresso pela música e pela arte. Exemplos de atividades para trabalhar em estratégias de leitura (cogni- tiva e linguística): - Reconhecer uma ou várias palavras em um determinado con- junto, o que implica o reconhecimento global de palavras em um deter- minado texto, exemplos: jogos de palavras para trabalhar ambiguidades (piadas, enigmas); - Comparar palavras de um grupo que visa desenvolver a cons- ciência gráfica e fonológica. Tem a ver com desenvolvimento visual, per- mite construir trabalho lexical. Por exemplo: família de palavras; sinôni- mos, antônimos. Aqui é possível sequenciar atividades como: ordenar as palavras da mais longa para a mais curta, ou vice-versa; procure palavras que comecem ou terminem da mesma maneira; - Recuperar informações de um texto lido anteriormente, que é le- vado em conta ao trabalhar com qualquer tipo de texto. No que diz respeito à pós-leitura, é importante retomar a conversa com a criança novamente, a fim de verificar se a criança reconheceu a informação, se ela pode ser expandida ou reformulada. As três estratégias internalizadas apontam para a visão global de um texto, o que implica a leitura global e não decodificada. Exemplos de atividades para trabalhar em estratégias de escri- ta (cognitiva e linguística): - Copiar: trabalhar de forma significativa no âmbito do proces- so de ensino-aprendizagem: os alunos devem entender o que estão copiando e saber o que fazem (metacognição). A cópia é ensinada com complexidade gradual. - Escrever como um processo de criação de significado. Apren- der o sistema de escrita é sobre a passagem de uma escrita não con- vencional ou arbitrária para uma escrita alfabética. As ideias são organi- zadas em frases e a atenção é dada ao acordo entre as palavras que a 39 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S compõem. Por exemplo: faça uma oração desordenada para ordená-la. Essa estratégia permite que a escrita seja vista como um sistema de representação, e não como um código de transcrição. No que diz respeito à pós-leitura, é importante retomar a conversa com a criança novamente, a fim de verificar se ela reco- nheceu a informação, se pode ser expandida ou reformulada. - Escrever sem ajuda. Para conseguir isso, é necessário promo- ver situações de leitura. Exemplo: primeiro o aluno dita ao professor, depois escreve em grupo, depois de dois em dois alunos e, finalmente, sozinho. - Exemplos de atividades para trabalhar em estratégias alfabé- ticas: - Escrever na direção correta e desenvolver a reprodução das formas das letras; - Escrever todas as letras sem adicionar ou transpor qualquer outra; - Frases separadas em palavras e em letras; - Ortografia Estas estratégias alfabéticas podem ser trabalhadas por meio de jogos como: formar palavras diferentes de uma determinada palavra, ordenar palavras alfabeticamente. Em relação à 3ª estratégia, devem ser desenvolvidas atividades como: - Segmentar frases em palavras (se a criança dividir por letras, ela não entendeu o que a palavra é); - Segmentar palavras em sílabas; - Segmento em fonemas; - Palavras completas que não têm sílabas; - Inventar nomes de pessoas mudando a ordem das sílabas dos nomes das crianças da turma; - Transformar palavras de mudanças silábicas; - Com as sílabas de uma palavra, escrever novas. Conforme o aluno aprende o sistema, ele deve estabelecer re- lacionamentos. A base da ortografia está no primeiro ciclo. Por exemplo: uma atividade tão frequente quanto cortar palavras pode mostrar se o aluno não as distingue (se você as corta mal, é provável que esteja em uma leitura decodificada e não em logografia ou global). Para finalizar, é necessário saber como incentivar as crianças a 40 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S sentirem-se satisfeitas e interessadas em ler e escrever e, para isso, deve- mos levar em conta o contexto familiar, as necessidades socioculturais e os fracassos de cada uma das crianças participantes deste processo. Mas, também seus gostos, suas qualidades, seu conhecimento prévio, de modo que um interesse que pode ser gerado possa aumentar constantemente. Também é necessário saber como, a partir do lugar do professor, na sala de aula, é possível incentivar as crianças a sentirem satisfação e interesse pela leitura e escrita. Saber mais sobre a teoria psicogenética, ajudando a entender que, muitas vezes o que parece ser um erro é, na verdade, um estágio no desenvolvimento da criança e é normal tê-lo. É desses "erros", que a criança pode avançar em sua escrita. Para concluir, depois de ler as bibliografias, houve diferenças en- tre alfabetização e ensino de leitura e escrita. A alfabetização significa for- mar na criança um pensamento próprio, a crença de que ela pode construir sua própria história, o desejo de transformar sua realidade, observando-a a partir de um pensamento crítico, que não está satisfeito com a simples aparência das coisas, mas olha além. Esses conteúdos se tornarão mais complexos à medida que os alunos se apropriem desse conhecimento. 41 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 ANO: 2023 BANCA: INSTITUTO CONSULPLAN ÓRGÃO: PREFEI- TURA DE LINHARES - ES PROVA: INSTITUTO CONSULPLAN - 2023 - PREFEITURA DE LINHARES - ES - PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS O processo de alfabetização deve estimular a criança a falar e a ouvir, por meio de atividades lúdicas. Em relação à escrita, a curio- sidade sobre os textos escritos deve ser estimulada na criança, pois ela construirá uma concepção de língua escrita após a inicia- ção da cultura escrita. Portanto, é nos primeiros anos do ensino fundamental que a criança irá aprofundar os seus conhecimentos sobre linguagens. Ela deve adquirir o sistema de escrita alfabético e desenvolver habilidades de leitura e escrita, a partir de quatro práticas de linguagem; assinale-as. a) Pré-silábico; silábico; alfabético; e, ortográfico b) Leitura/escuta; escrita; oralidade; e, análise linguística/semiótica. c) Codificação; decodificação; oralidade; e, análise linguística/semântica. d) Leitura/escuta; ortografia; consciência fonológica; e, consciência se- miótica. QUESTÃO 2 ANO: 2023 BANCA: VUNESP ÓRGÃO: PREFEITURA DE SÃO BER- NARDO DO CAMPO - SP PROVA: VUNESP- 2023 - PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP - PROFESSOR I DE EDUCAÇÃO BÁSICA Em uma determinada escola de ensino fundamental, um garoto de 6 anos de idade está aprendendo a escrever. A professora pediu a ele que escrevesse a palavra “menino”, e ele escreveu UOA; ela pediu que escrevesse a palavra “caderno”, e ele escreveu VCU; ela pediu que escrevesse a palavra “borboleta”, e ele escreveu UUIQ. Analisando a escrita desta criança e suas hipóteses, com base no documento A criança de 6 anos, a linguagem escrita e o Ensino Fun- damental de nove anos, é correto afirmar que se trata de uma escrita a) alfabética. b) pré-silábica. c) silábico-alfabética. d) silábica sem valor sonoro convencional. e) silábica com valor sonoro convencional. 42 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 3 Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Americana - SP Prova: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Professor de Creche Analise as afirmativas, a seguir, sobre as etapas do processo de alfabetização, coloque V para verdadeiro e F para falso. Posterior- mente, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. (__) Na fase silábica, a criança começa a compreender que as si- labas possuem mais que uma letra (fará a transição de ora utilizar uma letra para cada sílaba, ora reconhecer os demais fonemas das palavras e passar a empregá-los). Mistura a lógica da frase anterior com a identificação de algumas sílabas. (__) Na fase alfabética, a criança já consegue reproduzir, adequa- damente, todos os fonemas de uma palavra caracterizando a escri- ta convencional. Domina, enfim, o valor das letras e sílabas. (__) Na fase pré-silábica, a criança começa a perceber a corres- pondência entre as letras daquilo que é falado. Interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma, cada sílaba representa uma letra. (__) Na fase silábica-alfabética, a criança começa a desenvolver a percepção de que as sílabas possuem mais de uma letra, mas ainda alterna representações como: BLA (“bola), JANLA (“janela). Geralmente, a primeira sílaba representará, corretamente, o som correspondente. a) V-V-F-F. b) F-V-F-F. c) V-V-V-F. d) F-V-F-V. e) V-F-F-V QUESTÃO 4 Ano: 2022 Banca: Unoesc Órgão: Prefeitura de Maravilha - SC Pro- va: Unoesc - 2022 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Anos Iniciais - Edital nº 2 Um dos desafios que se coloca aos professores é pensar a alfabeti- zação numa perspectiva de letramento, “(...) alfabetizar letrando sig- nifica orientar a criança para que aprenda a ler e escrever levando-a a conviver com práticas reais de leitura e escrita” (SOARES, 2004). So- bre este processo, indique abaixo (V) para verdadeiro e (F) para falso: ( ) A articulação dos processos de alfabetização e letramento, im- plica fundamentalmente uma concepção dialógica e interdiscur- siva da linguagem. ( ) Letramento é o estado ou a condição que 43 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita. ( ) A alfabetização é elemento essen- cial do letramento, apesar de serem processos diferentes, são in- separáveis na apropriação das diferentes linguagens e na inserção do indivíduo na cultura escrita. ( ) Os processos de alfabetização e letramento, embora sejam interdependentes, envolvendo habilida- des e competências específicas, exigem formas de aprendizagem e procedimentos de ensino diferenciados. A sequência correta de cima par baixo é: a) V, V, V, F. b) V, V, V, V. c) V, F, V, V. d) V, F, V, F. QUESTÃO 5 ANO: 2022 BANCA: CESPE / CEBRASPE ÓRGÃO: PREFEITURA DE JOINVILLE - SC PROVA: CESPE / CEBRASPE - 2022 - PREFEITURA DE JOINVILLE - SC - PROFESSOR - 1 AO 5 ANO ENSINO FUNDA- MENTAL - SÉRIES INICIAIS O processo de alfabetização por meio do letramento pode ser de- finido como a a) compreensão unívoca da organização do sistema de escrita alfabético. b) a distinção entre aprendizagem do sistema de escrita e práticas efe- tivas de leitura e de escrita. c) articulação entre as práticas de decodificação das palavras e dos usos sociais da leitura e da escrita. d) organização da reflexão a partir dos gêneros textuais, de modo global. e) apresentação sequenciada das letras e dos fonemas dispostos no texto. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE Uma da fases mais importantes da apropriação do sistema de escrita, como paralelo da aprendizagem, é a leitura. Tendo isto como base, o que é leitura e como ela pode abranger mais do que o entendimento de letras escritas? TREINO INÉDITO Qual das alternativas abaixo não corresponde a uma das catego- rias da escrita? (A) Pré-silábica. (B) Silábico. (C) Silábico-alfabético. (D) Alfabética. 44 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S (E) Contextual. NA MÍDIA A IMPORTÂNCIA DA LEITURA Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de suma importân- cia para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas proporcionam o desenvolvimento do intelecto e da imaginação, além de promoverem a aquisição de conhecimentos. Dessa maneira, quando lemos ocorrem diversas ligações no cérebro que nos permitem desenvolver o raciocínio. Além disso, com essa atividade aguçamos nosso senso crítico por meio da capacidade de interpretação. Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves essenciais da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar os códi- gos linguísticos, faz-se necessário compreender e interpretar essa leitura. Fonte: (DANIELA DIANA). Disponível em: https://www.todamateria.com. br/a-importancia-da-leitura/ NA PRÁTICA A alfabetização inicial é melhor desenvolvida a partir de atividades. As- sim, já existem sites que disponibilizam modelos de atividades ideias para incentivar a leitura nas crianças. Um desses sites é o via carreira, que disponibiliza atividades que auxiliam as crianças a reconhecer as letras do alfabeto e a formular as suas primeiras palavras. Fonte: (VIA CARREIRA). Disponível em: https://viacarreira.com/ativida- des-de-alfabetizacao-para-imprimir-em-pdf/ 45 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S O PROCESSO DE LEITURA NA EDUCAÇÃO BÁSICA A leitura é uma das práticas de maior presença em todos os sub- sistemas, níveis e modalidades, e tem um valor instrumental quanto pos- sível à formação de estudantes para acessar uma comunicação mais ade- quada, clara. No entanto, a grande maioria dos estudantes que atingiram o nível do ensino secundário, passaram por outros níveis de educação bási- ca sem fazer grandes progressos em suas habilidades de leitura. Um dos obstáculos que os estudantes do ensino médio enfrentam em seu proces- so de aprendizagem é adquirir o hábito da leitura e aprender a expressar suas idéias com coesão, coerência e adaptação à situação comunicativa. É por isso que nos últimos anos uma grande preocupação tem sido despertada pelos fatores que influenciam a formação e o desenvol- PAPEL DA EDUCAÇÃO, DA HISTÓRIA E DA CULTURA NA CONSTRUÇÃO DE PRÁTI- CAS DE LEITURA E ESCRITA A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S 45 46 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D EE SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S vimento dessa habilidade nos alunos, pois, a falta deles se traduz em um mínimo de compreensão de leitura e é um problema que se manifes- ta em todo o sistema educacional, comprovado pelo baixo desempenho dos alunos, em todas as áreas do conhecimento dentro do processo de aprendizagem. É necessário destacar que os estudantes, em sua maioria, es- tão cientes das limitações mencionadas acima, e estão preocupados com a sua resolução, e com a produção exigida pelo nível de ensino médio, como avaliações, relatórios, trabalhos práticos, monografias e a abordagem dos diferentes textos teóricos. A isso se soma o pouco treinamento prévio nas áreas da língua e literatura, que se traduz em diferentes deficiências na compreensão de leitura e prática oral, além do tempo para ler, entender, resumir, argumentar a favor ou contra, pre- parar textos expositivos e/ou críticos. Os alunos mantêm sérias dificul- dades na implementação da linguagem escrita. Assim, no processo de leitura, é importante que os professores tenham em mente que o ato de ler é eminentemente privado, é o contato com o entendimento de tudo simbolizado no texto e requer um esforço da família, da escola e do ambiente sociocultural onde o indivíduo se de- senvolve. Aqui, os meios de comunicação, bibliotecas, clubes de leitura, editores e profissionais de ensino desempenham um papel importante, que receberão os elementos necessários que lhes permitam, mediante um programa de abordagem construtivista, desenvolver habilidades de promoção da leitura de uma maneira eficaz e prazerosa na educação do nível básico de ensino. Desta forma, o professor e a formação recebida tornar-se-ão eixos de ação para executar as estratégias metodológicas que levarão ao desenvolvimento efetivo dos processos de leitura. No Brasil, nos últimos anos, estudos e pesquisas têm sido realiza- dos com o intuito de encontrar alternativas que solucionem as deficiências que os alunos apresentam em seu processo de aprendizagem, principal- mente para entender e interpretar textos de capacitação; as dificuldades que não lhe permitem expressar-se de forma clara, coerente e precisa; a atitude contrária ao diálogo construtivo: a perda de valores éticos e morais: e a falta de consciência em relação às conversas espontâneas. Este capítulo é enquadrado pelo construtivismo e seu centro de ação é o desenvolvimento da leitura, tendo como apoio a investigação e referências de vários autores, a fim de analisar a situação levantada a partir de diferentes pontos de vista. A leitura foi considerada uma habilidade que usamos para adqui- rir informações e registrá-las nos mais diversos formatos. O ato de ler é um processo que envolve muitos aspectos, o trabalho de símbolos gráfi- cos, decodificação, triagem para a classificação de ideias, conceitos es- 47 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S truturantes, julgamentos e organização mais elaborada de formas de lin- guagens mentais, elementos de formular um processo de aprendizagem complexo. Repetir esse processo é um aprendizado verdadeiro, que nos permite aliviar o esforço que fazemos para adquirir novos conhecimentos. Diversos autores elaboraram suas concepções sobre o proces- so de leitura. A leitura é um processo de predição, escolha, confirma- ção e autocorreção. Esse processo indica que os leitores, baseados em suas experiências anteriores, interagem com os textos, construindo as- sim o significado. Ler oralmente, antes de um sinal escrito, é encontrar um som cheio de sentido. No mesmo sentido, a leitura é a palavra usada para se referir a uma interação, pela qual o significado codificado por um autor em estí- mulos visuais, será transformado em sentido na mente do autor. A com- preensão de leitura quando indica que: conhecer a leitura é entender o que é decifrado, é traduzir em ideias e sentir, uma pequena origem que corre ao longo de uma linha. O que está lendo? Estabelecer definições é sempre difícil, quando não é complicado, pois implica uma revisão da complexidade do que está sendo definido, para atingir a universidade que o reivindica. Essa tarefa árdua em si é ainda mais exigente quando nos propomos a definir a leitura, isto é, especificar o que é ler. Isto, como destaca o manifesto de Roland Barthes "ler”, é uma palavra "saturada", isto é, es- gotada em suas múltiplas possibilidades expressivas. Assim, poderá ler textos, imagens, gestos, sinais de navegação, entre outros. Mas, ten- tando evitar essa imensa gama de usos e sua variabilidade expressiva, queremos colocá-la em apenas uma delas, isto é, a leitura de textos. No entanto, é bom ressaltar que a precisão anterior nos poupa de trabalho e esforço, porque mesmo quando seu campo expressivo é reduzido, há definições muito variadas. Nesse sentido, encontramos defi- nições e poderíamos dizer que cada autor que lidou com isso manifestou uma diferente. Portanto, encontramos definições que vão desde o som da linguagem, até algumas definitivamente mecanicistas ou fisiológicas. A maioria, senão todos os autores, concorda que o objetivo prin- cipal da leitura é obter o significado da mensagem veiculada pelo autor, por meio do texto impresso. Em muitos aspectos é equivalente a alcançar o significado oral. Embora existam diferenças, uma vez que ambos os tipos de mensagens exibem sinais diferentes, que devem ser capturados. Isso significa que a aprendizagem e a leitura não são possíveis se a criança tiver dificuldade em compreender o significado da linguagem oral, o que implica domínio de um vocabulário básico e aquisição de pa- lavras e frases. A leitura eficiente é um método criativo de enigmas rápi- dos e fluidos, em que o leitor escolhe amostras dos sinais de linguagem 48 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S colocados à sua disposição, levando a menor quantidade de informação para realizar a tarefa essencial de reconstruir e entender o significado do autor. Pode ser visto como uma redução sistemática da incerteza, em que o leitor começa com a "entrada" gráfica e termina com o significado. Para ler ou apreender o significado da linguagem escrita, destacam-se uma série de aspectos que o leitor deve aprender, entre eles: - A língua que irá realizar a leitura. - Reconhecer palavras impressas usando qualquer sinal. - Saber que palavras impressas são sinais de palavras faladas e que é possível obter um significado dessas palavras. - Razão e pensamento sobre o que se lê. - Desde o começo, ler da esquerda para a direita. Ler é pensar. Sem pensar, a leitura seria nada mais que uma simples atividade mecânica de reconhecimento de palavras. Para con- verter a leitura em pensamento, o indivíduo deve ter agrupamentos de ideias e experiências que levam à interpretação da avaliação de men- sagens escritas. Os estados modernos têm considerado a leitura e a escrita como alternativas para dotar o cidadão desse valioso instrumento de desenvolvimento, por meio do qual ele pode satisfazer com limitações suas necessidades internas, e as exigências imperiosas e cada vez mais complexas da vida contemporânea. Mas, para alcançar esse objetivo, é essencial que os progra- mas de aprendizagem de leitura sejam desenvolvidos e estruturados em todos os níveis de ensino, dando ao estudante oportunidades de se desenvolver como um bom leitor. Para isso, devem haver objetivos e metas bem definidos, onde a natureza da leitura é levada em considera- ção em todos os níveis que o aluno oferece a avaliaçãocontínua. Como um processo, aumenta progressivamente a sua capacidade de leitura, o que lhe permite ler textos cada vez mais amplos e complexos, pode capturar e assimilar melhor, da mesma forma, o leitor deve aumentar para ler progressivamente materiais de conteúdo. Desde o início do século XX, estudos têm sido realizados, os quais ao longo dos anos produziram fortes mudanças e padrões mar- cantes no processo de aprendizagem da língua. Durante os anos ses- senta, a teoria linguística de Chomsky (1968) produziu uma mudança significativa na concepção de linguagem, para focar a análise sobre a sintaxe para demonstrar a existência de gramáticas, crianças que de- monstram a construção de regras linguísticas que transcendem a imi- tação de modelos externos. Também estabelece uma distinção entre o que o sujeito usa para a construção da linguagem. Essa abordagem coincide com os resultados da pesquisa realizada pela psicologia ge- 49 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S nética (desde 1915), por meio da qual Piaget e seus colaboradores de- monstraram os diversos campos do conhecimento, que resultam de um processo construtivo por parte do sujeito, por meio da interação com o conhecimento, o objeto para saber. Vários autores concordam que o ato de leitura é um processo de busca de significado, ou seja, se aplica, descreve uma mensagem pelo reconhecimento de chaves na informação visual, que permitem confirmar ou rejeitar antecipações sobre o significado inversamente ser expresso por escrito, envolve encontrar significado, projetar a informa- ção visual, pois o destinatário precisa entender a mensagem entregue, pois também está fazendo antecipações sobre informações não-visuais disponíveis para o ouvinte interpretar a escrita. Como parte das contribuições da psicolinguística e da psico- genética sobre a psicogênese do sistema de escrita, existem várias pesquisas realizadas na América Latina. Essas investigações levaram a um desenho de propostas pedagógicas no campo da linguagem escri- ta, que apoiadas nas contribuições da Psicologia e da Psicolinguística refletem a dimensão didática neste campo. As várias pesquisas com relação à escrita, foram, em sua grande maioria, realizadas pelos pes- quisadores Vygotsky, Piaget e Chomsky. É a partir desses estudos que se faz um esforço para cons- truir uma didática de leitura e escrita com o objetivo de contribuir para a missão da escola de formar leitores, críticos e produtores de textos autônomos que respondam aos aspectos sociais da linguagem escrita. É necessário que haja um corpo de teorias específicas relacionadas ao tema de estudo para evitar ambiguidades. Além disso, eles devem ter uma credibilidade científica ou literária para evitar opiniões pessoais ou equívocos que distorcem o curso da investigação. No que diz respeito à participação das tradições orais, transmiti- das aos leitores de geração em geração, e como um aspecto importante no desenvolvimento da leitura em crianças, a teoria das influências so- cioculturais de Vygotsky (1931), a linguagem, está de acordo com o que o indíviduo quer levantar. É um teórico dialético que enfatiza tanto os aspectos culturais do desenvolvimento, quanto as influências históricas. Para Vygotsky (1931), a reciprocidade entre o indivíduo e a so- ciedade, sendo definida histórica e culturalmente, é muito importante. O contexto de mudança e desenvolvimento é o principal foco de atenção, dado que é aí que se pode procurar influências sociais que promovam o progresso cognitivo e linguístico. Para Vygotsky, a fala é, fundamen- talmente, um produto social. A linguagem precederá o pensamento e influenciará a sua natureza: os níveis de funcionamento intelectual de- penderiam de uma linguagem mais abstrata. Além disso, fala e ação 50 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S estão intimamente ligadas; quanto mais complexo o comportamento e mais indireto o objetivo, mais importante é o papel da linguagem. A teoria de Vygotsky baseia-se principalmente na aprendiza- gem sociocultural de cada indivíduo e, portanto, no ambiente em que se desenvolve. Por isso, considera a aprendizagem como um dos me- canismos fundamentais do desenvolvimento. Em sua opinião, a melhor educação é a que está à frente do desenvolvimento. MÉTODOS PARA APRENDER A LER Os métodos de leitura foram divididos em três grupos: métodos sintéticos, métodos globais, métodos mistos: - Métodos sintéticos: partem de elementos menores que a pa- lavra. Entre eles estão o silábico e fonético. - Silábica: começam ensinando a sílaba: então eles se combi- nam para formar palavras e depois combinam as palavras para formar sentenças. E sentenças nas quais as sílabas que estão sendo ensina- das predominam. Ex: Ma - mamãe – mamãe me mima. Há correspon- dência entre som e escrita. - Fonética: começa com o ensino do fonema (oral) associan- do-o à sua representação gráfica; depois combine-os formando sílabas, palavras e frases. Os métodos mais utilizados são: - Métodos analíticos: são aqueles que partem da palavra ou unidades maiores que ela. Aqui está localizado o método global que é caracterizado por começar com uma frase ou expressão significativa, que então se decompõe em suas partes, palavras, sílabas, até chegar às letras. Segue a psicologia evolucionista, e é apropriado ao ensino sincrético da criança de 6 anos de idade. Este método foi questionado, porque requer mais tempo para ensinar; e mesmo que a percepção da criança nessa idade seja sua limitação cognitiva "global" não permite que as pelas se conecte para todo o subsídio como partes, mas por sua vez, cada "parte" é percebida por ela como um "todo". Este método tem sido usado desde os anos 60 nas várias escolas do país. - Métodos Mistos: são métodos que combinam aspectos utiliza- dos pelo método supracitado, pois, existem aqueles que pensam que os processos analisados e sintetizados não são realizados separadamente no assunto, mas ocorrem simultaneamente; portanto, o método a ser utilizado deve ter características sintéticas e analíticas. Estes incluem o método ges- tual, o método para ensinar os bebês a ler; o método de gerar palavras, o método sensório-motor para aprender a ler e escrever, e outros. 51 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S - Método Interativo: Todos esses métodos expostos levam a criança a desenvolver habilidades para decodificar o personagem que o professor apresenta (seja letra, sílaba, palavra ou frase), enquanto pesquisas recentes no campo da Psicolinguística propõem ações que visam desenvolvimento cognitivo da criança, uma vez que ele atua na realidade como um reconstrutor da linguagem falada e escrita em seu ambiente, estabelecendo as mesmas relações entre imagens, sons e signos gráficos, para construir sua própria leitura e escrita. A proposta da psicolinguística é ajudar a criança a desenvolver seu próprio proces- so de construção da linguagem escrita com a leitura correspondente. Tratando-se dos fatores que afetam a escrita, há uma série de fatores psicológicos, linguísticos e cognitivos que interferem no difícil ato de escrever, tanto na língua nativa, quanto na segunda, que são considerados abaixo: - Fatores psicológicos: a escrita é um ato comunicativo em que o escritor não recebe uma resposta imediata de seu público, que possa ajudá-lo a conseguir uma melhor estruturação do texto e, portanto, uma comunicação mais segura da mensagem que ele está tentando comuni-car. O escritor deve criar um público imaginário, que lhe permita prever as possíveis reações sobre o que ele tenta escrever. - Fatores linguísticos: do ponto de vista linguístico, temos que o ato de escrever é governado por um grupo de regras semânticas e sintáticas específicas da linguagem em questão que, naturalmente, são compartilhadas pelos falantes dessa linguagem. O meio de expressão escrita requer o uso de estruturas formais e complexas, organizadas de tal maneira que possamos comunicar fielmente a linguagem desejada. A falta de uma resposta imediata do público que nos permite corroborar que nossa mensagem foi recebida, obriga o escritor a ter muito cuidado na formulação de suas frases e na maneira como elas são combinadas, para evitar a clareza de sua mensagem. - Fatores cognitivos: a capacidade de escrever é aprendida por meio da instrução formal, e não pelos processos naturais de aquisição. Em contraste com a capacidade de falar, descobrimos que essa habi- lidade requer um maior número de conhecimentos prévios. O escritor deve conhecer e saber utilizar diferentes formas ortográficas, o léxico, a sintaxe e os morfemas. Ele também deve se familiarizar por meio da leitura, com as diferentes limitações organizacionais e contextuais que a linguagem apresenta em sua forma escrita. Escrever exige um esforço mental mui- to mais complexo do que o necessário para falar. Quando escrevemos, temos que focar nossa atenção não apenas no significado de nossas ideias, mas também na produção de ideias, que ocorrem de maneira 52 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S muito mais lenta e menos automática do que quando estamos falando. Deste modo, a concepção de aprendizagem é de natureza cognitiva. A este respeito, se verificam investigações pela psicologia cognitiva, criando uma grande base de teorias que estão sendo aplica- das a uma variedade de modelos, com o intuito de promover aos alunos a construção do conhecimento e aquisição de competências de apren- dizagem: cognição, psicologia, conhecimento e construção, reforçada pelas estratégias utilizadas pelo professor para esse fim. Quando a aprendizagem real é gerada, o pensamento é promo- vido a níveis mais complexos, o conhecimento se torna mais profundo, as conexões com a realidade são fortalecidas, o diálogo substantivo e o apoio social adquirem maior força para o uso do aluno. Quanto à teoria construtivista, a análise mostrou sua localização no conhecimento e na aprendizagem, e não como teoria do ensino. A esse respeito, a apren- dizagem é vista como um processo regulatório para resolver conflitos cognitivos internos, que emergem da colaboração e da reflexão, onde damos sentido às coisas a partir do nosso entendimento. Ao visualizar a atual, observa-se que houve pouca promoção de aprendizagem que es- timula a compreensão. Esse é o caso, por exemplo, quando há alunos que obtiveram notas altas, mas não são capazes de explicar o que fize- ram, de prever com base no que aprenderam ou pintar o que fizeram. Esta situação não deixa muitos professores que não têm as habi- lidades necessárias para facilitar essa aprendizagem, por isso é necessário treiná-los, por meio de oficinas, para alcançar a influência e motivação dos alunos à realização dos processos de leitura e escrita. O professor deve gerar um ambiente para aprendizagem construtivista, onde os alunos tra- balhem juntos, usando uma variedade de recursos de informação (histó- rias, poesia, jornais) e ferramentas que facilitem a busca de seus objetivos de aprendizagem e resolução de problemas. Abaixo apresentamos sete metas para uma aprendizagem construtivista, de acordo com Rojo (2012): - Proporcionar experiência no processo de construção do co- nhecimento. - Proporcionar a experiência e apreciação de múltiplas pers- pectivas. - Incluir aprendizagem em contextos reais e relevantes. - Encorajar a propriedade e a voz do aluno no processo de aprendizagem. - Incluir experiência social. - Encorajar o uso de múltiplas formas de representação. - Promover o uso da autoconsciência do processo de constru- ção do conhecimento. Deste modo, este estudo é oferecido como um documento teórico 53 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S sobre a formação do professor e deve motivar e influenciar a aprendizagem do aluno durante o desenvolvimento da leitura na Educação Básica. LEITURA COMO POLÍTICA EDUCACIONAL Neste subcapítulo abordaremos algumas questões relacio- nadas à implementação de políticas públicas de promoção da leitura, desenvolvidas a partir do nível estadual, e com alguma ênfase incon- tornável sobre as particularidades que esse tipo de prática assume nos países da América Latina. Referir-se à construção de políticas públicas de leitura envolve a contabilização não apenas de aspectos técnico-políticos específicos ligados à gestão, planejamento e avaliação deste tipo de ações, mas também destacando algumas dimensões teóricas, culturais, pedagógi- cas e metodológicas que, sem dúvida, funcionarão como orçamentos de trabalho dos aspectos acima mencionados. Neste sentido, poderíamos argumentar que a escola pública do século XIX, prioriza os cidadãos de renda à cultura escrita, tornando-se necessário discutir questões mais amplas que nos permitem reconside- rar o significado de implementação de políticas de promoção da leitura, sobre a definição de sua especificidade e seus possíveis horizontes de impacto. Um ponto de partida seria determinar quais são as experiên- cias, práticas ou projetos que estão incluídos no campo cultural e edu- cacional da promoção da leitura, pois, é dessa diversidade que poderí- amos explicar alguns dos desafios que coloca a definição deste campo. Referir-se à construção de políticas públicas de leitura envol- ve a contabilização não apenas de aspectos técnico-políticos especí- ficos ligados à gestão, planejamento e avaliação deste tipo de ações. "Leitura" e "promoção" são termos que parecem abranger prá- ticas variadas: da visita de um promotor editorial a uma biblioteca esco- lar, a um programa de desenvolvimento curricular de alto nível de um órgão educacional governamental. Promover a leitura implica fazer uma recomendação de livros para um grupo de oficina literária e implantar um projeto com grande cobertura, que visa proporcionar novos mate- riais para as bibliotecas escolares e de sala de aula, escrevendo o ro- 54 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S teiro de um curta, de anúncios de televisão ou organizar uma maratona para recompensar a criança que lê mais livros uma escola. Com uma margem lábil e difusa, ou firme e claramente definida em outros mo- mentos, às vezes atravessada por tensões e contradições, "promoção da leitura" define uma ampla gama de práticas, e isso levanta a questão epistemológica interessante, institucional e os desafios metodológicos. O trabalho neste campo, a partir de vários espaços, estaduais ins- titucionais e da sociedade civil, privada e pública, escola e outras formas de sociedade de educação, supostamente para notar essas tensões, assumir essas diferenças e trabalhar na construção de uma agenda cada vez mais completa e discriminada que, sem excluir qualquer dimensão, nos permite estar conscientes do que estamos falando quando falamos sobre a promo- ção da leitura. Os primeiros passos dessa construção, necessariamente envolvendo teoria e a definição de formas implícita ou explícita, lendo práti- cas subjacentes, suposições,representações sociais de leitura, modos de apropriação da cultura escrita dos diferentes grupos sociais, às tradições e hábitos que formam o ponto de partida de toda a prática social. Em cada caso, quem quer que seja que lê (crianças, adultos, homens, mulheres, aqueles que estão desempregados, imigrantes, refor- mados, etc.), e quais forem as finalidades (para aprender, para entreter, para encontrar um outro sentido à vida, etc.) no campo para desenvolver essas práticas (biblioteca, escola, centro cultural, prisão, na privacidade do lar, etc.), no tempo sempre que possível, cada uma dessas variáveis de combinações possíveis (prevista no currículo, um tempo de espera de uma hora assistemática e inconstante, um momento privado, tempo etc.) vai encontrar cenas intermináveis de leitura, reconhecer em suas carac- terísticas e características particulares, um interesse especial. O trabalho neste campo, a partir de vários espaços, esta- duais, institucionais e da sociedade civil, privada e pública, escola e outras formas de sociedade de educação, supostamente para no- tar essas tensões, assumir essas diferenças e trabalhar na cons- trução de uma agenda cada vez mais completa e discriminada que, sem excluir qualquer dimensão, nos permite estar conscientes do que estamos falando quando falamos sobre a promoção da leitura. Considerada a leitura como uma prática cultural, que assume ca- racterísticas e formatos variados e que pode ser considerada a partir das 55 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S mais diversas perspectivas, vale a pena perguntar que tipo de decisões poderá ser tomadas para a construção de uma política de Estado sobre a leitura. Ao planejar uma política de leitura pública, perguntamos que lei- turas, quais práticas, quais sujeitos, quais estratégias, quais concepções farão parte de um possível programa de ação a ser desenvolvido. Um primeiro passo para imaginar essas decisões será analisar em que contexto político, socioeconômico, cultural e educacional as li- nhas de ação serão levadas adiante. Qual é o estado das coisas quan- do várias administrações estaduais em nossa região decidem priorizar - através de seus ministérios e/ou secretarias de educação e/ou cultura - planos, programas e projetos para promover a leitura. Um ponto de partida para explicar esse estado de coisas é rever o que queremos dizer quando falamos de leitura, que representações so- ciais, que ideias enraizadas estão na base dos discursos sociais que se referem à leitura, inclusive a pedagógica e alunos, mas também outros. Por um lado, dentro do conjunto de sentidos habituais que es- tão presentes no discurso público, são os relacionados com o impacto da leitura na formação do sujeito, em que a leitura é postulada como um componente importante dessa formação, em termos de ensinamentos que a leitura deixa, de mensagens que nos são transmitidas por autores, de moral a ser extraída; uma dimensão ética que é jogada na leitura que a escola traduziu como conteúdos transversais ou ensino de "valores". Outro dos significados usuais refere-se ao benefício informativo da leitura e a um certo valor instrumental ligado à posse de informação ou à capacidade de desenvolver certas práticas discursivas necessárias à escolarização. A partir dessas concepções, a leitura é considerada como uma prática transversal dentro do currículo escolar. Em um senti- do mais geral, poderíamos afirmar que esse sujeito informado, ou com habilidades de acesso à informação, é também o sujeito que, graças a sua entrada na cultura escrita, garante o livre exercício da cidadania. Outros discursos mais recentes afirmam que a leitura contribui para a construção da subjetividade e da identidade dos leitores e, por fim, talvez a mais popular no campo da promoção, vincula a leitura a possi- bilidade de prazer, de divertimento que, em sua versão mais complexa, supõe a aproximação a uma certa dimensão estética da linguagem. Qual- quer um desses sentidos é usado por metáforas, porque quando se fala em iniciação e treinamento, a literatura é "uma jornada", "um caminho". Quando se trata de prazer, falamos do «prazer da leitura», quando se trata de relacionar-se com a literatura de uma maneira específica, diz-se que a leitura nos permite imaginar «outros mundos possíveis». Essas e outras frases e metáforas passam por slogans e enun- ciados programáticos, estereótipos em voga em diversas situações e 56 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S de natureza variada. A questão é sobre o valor cultural e pedagógico dessas formas de dizer a leitura, o impacto que elas têm na construção de uma imagem social de leitura e no desenho de novas pedagogias, novas formas de aprender e ensinar e novas estratégias de promoção. Em relação a esses discursos, que partem de uma priori que valoriza fortemente a leitura, pode-se afirmar que aquele que adere a esses pos- síveis valores é porque já deu um passo anterior, fez uma jornada no processo que permite a inserção em valor positivo desta prática cultural. Participar da ideia de que a leitura é uma jornada porque nos permite acesso a outros mundos, ou que a leitura proporciona uma cer- ta forma de prazer, pode levar a afirmações sem sentido àqueles que não participam de uma determinada esfera do uso da linguagem ou certo valor no mercado linguístico e bens simbólicos. Sendo parte de uma iniciação simbólica, o participante de um ritual cultural parece ser um requisito necessário para que essas afirmações metafóricas não se tornem uma careta insignificante e uma mera frase feita de um significa- do que é dissolvido no próprio ato de sua comunicação. Outra escola com mais rigor, quando se investiga discursos sociais sobre a leitura, é a do discurso social on-line sobre a leitura, que com a adoção do conceito de "Iletrismo", coloca em questão os resulta- dos da tarefa do sistema de ensino, os métodos utilizados e, finalmente, as atitudes dos próprios sujeitos. Discursos de tom apocalíptico, que lamentam a decadência atual e exaltam uma época passada, consi- derada como a idade de ouro da leitura, também têm suas formas de manifestar-se em nossos países. Em pesquisas recentes referentes aos discursos sobre leitura na Argentina, produzidos a partir da escola ou além dela na última déca- da, observamos a forte presença de referências que enfatizam o déficit, que descrevem as deficiências dos sujeitos e a ineficiência do sistema educacional, as falhas dos professores e a pauperização da cultura le- trada. Discursos que estão presentes nas intervenções de escritores, outros intelectuais, as opiniões de jornalistas culturais, funcionários po- líticos e acadêmicos e o próprio discurso da escola. A tendência para elevar esses discursos decadentistas é frequentemente baseada em dados empíricos, aparentemente incontroversos, que vão para argu- mentos quantitativos, porque eles são sustentados nessas matrizes. Os "quantitativos", dão a estes números o valor de provas irrefutáveis, e seu valor coincide com uma tendência de senso comum, que é presa dados numéricos ao compreender a gravidade dos fatos. A partir do campo pedagógico, os resultados dos agentes de avaliação da quali- dade educacional, onde são postos em prática padrões para a compre- ensão dos textos de crianças e jovens dos diferentes níveis do sistema, 57 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S afetam a construção dessa representação deficitária da práticade ler. Esses diagnósticos, úteis para a gestão dos sistemas estaduais de ensino, oferecem, de maneira geral e especialmente em nossa região, resultados desalentadores e sua divulgação, através dos meios de comu- nicação de massa, geralmente criam um mal-estar geral na sociedade. Rapidamente relacionado aos resultados desencorajadores das pesqui- sas referentes ao consumo de livros didáticos e outros indicadores, o conjunto dá a ideia de uma situação de seriedade apocalíptica, na qual as explicações mais ousadas e diversas são imediatamente transmitidas. Os "quantitativos" dão a estes números o valor de provas irrefutáveis e seu valor coincide com uma tendência de senso co- mum que é presa a dados numéricos ao compreender a gravidade dos fatos. Desse modo, o darwinismo social, declínio generalizado, triun- fo na batalha da mídia e/ou novas tecnologias contra o livro, a apatia dos jovens pós-modernistas, os efeitos da globalização, alguns profes- sores qualificados para a tarefa, a ignorância, a brutalidade, pode se ou- vir a este respeito, as mais duras imprecações por parte de jornalistas, políticos, intelectuais, pedagogos, autoridades universitárias, editores, pais, entre outros. O círculo parece se fechar em uma lógica sem saída marcada pela culpabilização de sujeitos e instituições e pela insistência que transforma o assunto em notícias recorrentes de cobertura. Essa é uma discussão que pode ocorrer em dois níveis, os quais mencionare- mos sem aprofundamento, mas acreditamos que devam fazer parte de uma agenda de pesquisadores, pedagogos e gestores nesse campo. Por um lado, uma discussão necessária sobre o alcance dos parâmetros a partir dos quais os padrões de compreensão são determi- nados e em que sentido são levados em conta variações sociolinguísticas e socioculturais que são postas em jogo nos modos de compreender os sujeitos que pertencem para diferentes comunidades. Esses modos de compreensão entendidos como parte de uma experiência cultural particu- lar, quebram a ilusão da homogeneidade e questionam a possibilidade de pensar em padrões de compreensão. Além das necessidades específicas da gestão dos sistemas de ensino, que apontam para a construção de um parâmetro de homogeneidade, uma visão a partir da promoção, e nesse sentido poderíamos dizer que promover a leitura é também promover os 58 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S sujeitos para que eles não sejam excluídos do campo da cultura escrita e do sistema educacional, devem estar sempre atentos às tensões envolvi- das em qualquer operação de homogeneização. Trata-se de sustentar uma hipótese rica, em que a resistência de sujeitos e comunidades à apropriação de padrões impostos não deve ser lida em chave de déficit, mas como parte de uma complexa dinâmica cultu- ral da qual a escola não pode ser estranha. Outra questão a considerar em relação à construção de representações sobre a leitura é a conveniência e a oportunidade de divulgar os resultados das operações de avaliação rea- lizadas a nível dos ministérios nacionais ou provinciais ou departamentais, bem como os de âmbito internacional, tais como o caso do projeto. Qual é o critério pelo qual a disseminação desses resultados? Quem se beneficia com essa operação? Que efeito tem nas representações sobre a leitura e sobre os leitores em uma situação de aprendizagem? Para essas perguntas, podemos adicionar outras que possibili- tem uma discussão que não abordaremos aqui: O que essas operações avaliam? Quais concepções de texto e leitura são baseadas? Qual a sua relação com as diretrizes curriculares e com as práticas efetivas que ocorrem nas salas de aula? Como incorporam a diversidade so- ciocultural como parte da experiência de sujeitos e comunidades em relação às suas práticas de leitura e escrita? Deste modo, sem dúvida, a construção de leitura de políticas públicas deve rever continuamente a relevância dos instrumentos de avaliação proposto, bem como levar em conta as consequências que a divulgação dos resultados das avaliações de leitura e escrita têm na construção representações sobre estas práticas, seu lugar na socieda- de e seus leitores com possibilidades de se relacionar com textos. 59 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO 1 ANO: 2021 BANCA: AMEOSC ÓRGÃO: PREFEITURA DE BARRA BONITA - SC PROVA: AMEOSC - 2021 - PREFEITURA DE BARRA BONITA - SC - PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL - HABILITADO Ainda que a alfabetização não seja o foco da Educação Infantil, é possível fazer com que textos e números estejam no cotidiano es- colar destas crianças, auxiliando seu contato com este universo, e preparando-os para a alfabetização sistematizada. Uma destas atividades que permite acesso ao lúdico e também apresenta um intensão pedagógica de alfabetização é: a) Contação de histórias. b) Atividades ao ar livre. c) Hora do lanche. d) Escovação dos dentes. QUESTÃO 2 ANO: 2019 BANCA: ADM&TEC ÓRGÃO: PREFEITURA DE SERTÂ- NIA - PE PROVA: ADM&TEC - 2019 - PREFEITURA DE SERTÂNIA - PE - PROFESSOR - EDUCAÇÃO INFANTIL Leia as afirmativas a seguir: I. A alfabetização é um processo que não se limita apenas a ler e escrever os signos do alfabeto, mas, sim, compreender como fun- ciona a estrutura da língua e a forma como é utilizada. II. A prática educativa deve evitar situações de aprendizagens que reproduzam contextos cotidianos. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. QUESTÃO 3 ANO: 2019 BANCA: INSTITUTO UNIFIL ÓRGÃO: PREFEITURA DE MANDAGUAÇU - PR PROVA: INSTITUTO UNIFIL - 2019 - PREFEITURA DE MANDAGUAÇU - PR - PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL A sigla SEA significa a) Sistema de Escrita Auxiliar. b) Sistema de Escrita Atual. c) Sistema de Escrita Alfabética. d) Sistema de Exercícios Auxiliares. e) Sistema de Exercícios Alfabéticos. 60 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÃO 4 ANO: 2021 BANCA: AMEOSC ÓRGÃO: PREFEITURA DE IPORÃ DO OESTE - SC PROVA: AMEOSC - 2021 - PREFEITURA DE IPORÃ DO OESTE - SC - PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL Uma das principais consequências da absorção da obra de Emi- lia Ferreiro na alfabetização é a recusa ao uso de _________, uma espécie de bandeira que a psicolinguista argentina ergue. Para a psicolinguista, oferecem um universo artificial e desinteressante. Marque a alternativa CORRETA que completa o espaço acima. a) cartilhas b) revistas c) jornais d) livros QUESTÃO 5 ANO: 2019 BANCA: IBGP ÓRGÃO: PREFEITURA DE SANTANA DO PARAÍSO - MG PROVA: IBGP - 2019 - PREFEITURA DE SANTANA DO PARAÍSO - MG - PROFESSOR - EDUCADOR INFANTIL Sobre o processo de letramento analise as assertivas a seguir: I - O letramento é o estado que um indivíduo ou grupo social al- cança depois de se familiarizar com a escrita e a leitura, possuindo uma maior experiência para desenvolver as práticas de seu uso nos mais diversos contextos sociais. Nesse sentido, II - Um indivíduo letrado é capaz de se informar por meio de jornais, interagir, seguir receitas, criar discursos, interpretar textos, dentre outras coisas. Sobre as assertivas, é CORRETO afirmar que: a) I é verdadeira e II é falsa b) I e II são verdadeiras, mas II não explica I. c) I e II são falsas, mas II explica I. d) I e II são verdadeiras e II explica I. QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE Apresente as metas parauma aprendizagem construtivista. TREINO INÉDITO Entre as metas para uma aprendizagem construtivista, não pode- mos citar: (A) Proporcionar a experiência no processo de construção do conheci- mento. (B) Proporcionar a experiência e apreciação de apenas uma perspectiva. 61 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S (C) Incluir aprendizagem em contextos reais e relevantes. (D) Encorajar a propriedade e a voz do aluno no processo de aprendi- zagem. (E) Incluir experiência social. NA MÌDIA HIPÓTESES DE ESCRITA DE ALUNOS PRÉ-SILÁBICOS E SILÁBI- COS: COMO FAZÊ-LOS AVANÇAR Esses alunos ainda não compreendem a correspondência entre o fala- do e o escrito. Sua leitura é feita de forma global, com o dedo deslizando por toda a escrita, de forma contínua. A escrita do aluno, nessa hipóte- se, pode ser grafada com letras, desenhos e outros símbolos. Dentro dessa hipótese de escrita, os alunos inicialmente escrevem sem se preocupar com a quantidade de letras e com que letras ou símbolos deve escrever. Também não se preocupam com a diferença que existe entre essas letras e símbolos. Depois, passam a pensar que para es- crever é preciso ter uma quantidade mínima de letras ou símbolos, com variações, dentro da palavra, mas não entre uma palavra e outra. Quan- do vai avançando dentro dessa hipótese, passa a pensar que, para es- crever, precisamos de uma quantidade mínima de letras ou símbolos, e que eles têm variações dentro da palavra e entre uma palavra e outra. Fonte: (MARA MANSANI, 2018). Disponível em: https://novaescola.org. br/conteudo/9766/blog-alfabetizacao-hipoteses-escrita-pre-silabico-si- labico-como-avancar NA PRÁTICA HIPÓTESE SILÁBICA Os alunos que estão nessa hipótese passam por uma significativa evo- lução, pois compreendem que a escrita é a representação da fala e es- tabelecem relação entre grafemas e fonemas, percebendo os sons da sílaba e atribuindo a cada sílaba uma letra, que pode ou não ter o valor sonoro convencional. Com Emília Ferreiro, passamos a compreender melhor a importância de se propor a interação entre alunos em diferentes hipóteses, pois eles apren- dem e se desenvolvem a partir desse confronto, durante as interações e nas relações estabelecidas em práticas de linguagem significativas. Fonte: (MARA MANSANI, 2018). Disponível em: https://novaescola.org. br/conteudo/9766/blog-alfabetizacao-hipoteses-escrita-pre-silabico-si- labico-como-avancar 62 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S A alfabetização inicial é um processo pelo qual a criança começa a ter uma noção sobre as funções dos símbolos escritos. Este processo começa desde o nascimento e é concebido muito mais do que a mera decodificação e codificação dos impressos; são maneiras de construir, in- terpretar e comunicar significados. Além disso, a influência do ambiente em que a criança se desenvolve e a do adulto, desempenham um papel muito importante, por isso, deve ser considerado como um fenômeno complexo. Obviamente, há um momento preciso em que o indivíduo apren- de a ler e escrever, não todos com a mesma facilidade e fluência, ou usar a escrita ou a leitura da mesma forma ou com a mesma finalidade, mas esta aprendizagem é um processo que está sendo construído na medida em que o desenvolvimento cognitivo de cada criança permite fazê-lo cor- retamente, então há muitas maneiras de se tornar alfabetizados, depen- dendo da forma das circunstâncias sociais e culturais particulares. No entanto, a importância da alfabetização precoce é que, como um processo cognitivo, bem como uma conquista social e cultu- ral, quanto mais cedo adquirir a habilidade, mais capazes seremos de participar nos vários grupos de atividades que envolvam ler e escrever, pois, se mais crianças forem alfabetizadas adequadamente no presen- te, mais participação elas terão no futuro, quando adultas. Deste modo, a alfabetização pode ser atividade simples, como a leitura de jornais, vendo sinais, ler cartazes nas ruas, escrever e ler cartas, banco, para atividades mais complexas, como a expansão do conhecimento do mundo, estar cientes de nossos deveres e direitos para cumpri-los e defendê-los, para sermos críticos e conscientes da realidade que nos rodeia e, a partir daí, construirmos nossa própria his- tória dentro da sociedade. 63 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S GABARITOS CAPÍTULO 01 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA Para que a escrita possa ser desenvolvida pelas crianças, é necessá- rio dividir essa elaboração em estágios, sendo eles: Primeiro estágio. Aqui as crianças determinam seus propósitos e o destinatário de seus escritos, selecionam o tipo de texto que irão escrever e registram suas ideias em um organizador. Segundo estágio. Aqui as crianças escrevem seus textos e, com base em suas produções, revisam e corrigem seus rascunhos. Terceiro estágio. As crianças decidem como irão tornar sua escrita conhecida para seus destinatários. TREINO INÉDITO Gabarito: A 64 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 02 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA Ler consiste em produzir sentidos por meio de um diálogo, um diálogo que travamos com o passado enquanto experiência do outro, experiência que compartilhamos e pela qual nos inserimos em determinada comunidade de leitores. Entendida dessa forma, a leitura é uma competência individual e social, um processo de produção de sentidos que envolve quatro elemen- tos: o leitor, o autor, o texto e o contexto. (COSSON, 2014, p. 36) TREINO INÉDITO Gabarito: E 65 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 03 QUESTÕES DE CONCURSOS QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO DE RESPOSTA As sete metas para uma aprendizagem construtivista, de acordo com Rojo (2012): 1.- Proporcionar experiência no processo de construção do conheci- mento. 2.- Proporcionar a experiência e apreciação de múltiplas perspectivas. 3.- Incluir aprendizagem em contextos reais e relevantes. 4.- Encorajar a propriedade e a voz do aluno no processo de aprendi- zagem. 5.- Incluir experiência social. 6.- Encorajar o uso de múltiplas formas de representação. 7.- Promover o uso da autoconsciência do processo de construção do conhecimento. TREINO INÉDITO Gabarito: B 66 A D E Q U A Ç Ã O D O S IS TE M A D E E SC R IT A A LF A B É TI C A E A C O N SO LI D A Ç Ã O D O P R O C E SS O D E A LF A B E TI Z A Ç Ã O - G R U P O P R O M IN A S CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística / Luiz Carlos Cagliari – SãoPaulo: Sipione,2009. (coleção pensamento e ação na sala de aula). FERREIRO, Emilia e Teberosky, Ana. Psicogênese.23 ed. São Paulo, Cortez,1994 FRANCHI, Eglê. Pedagogia do alfabetizador letrando: da oralidade á escrita / Eglê Franchi- 9. Ed.- São Paulo: Cortez, 2012. LOPES, Janine Ramos. Caderno do educador: alfabetização e letra- mento 1 / Janine Ramos Lopes, Maria Celeste Matos de Abreu, Maria Célia Elias Mattos. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetizaçãoe Diversidade, 2010. 68 p. : il. -- (Programa Escola Ativa) MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética/ Artur Gomes de Moura,São Paulo: Editora melhoramentos, 2012. (como eu ensino). 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