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Disciplina: DIREITO ADMINISTRATIVO www.souconcurseiroevoupassar.com Professor: FÁBIO SILVA
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO: 
CONTROLE ADMINISTRATIVO
PROVOCAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
Recurso hierárquico próprio é endereçado à autoridade hierárquica superior à que praticou o ato recorrido, dentro da
estrutura orgânica de uma mesma pessoa jurídica. Trata- -se de recurso inerente à organização escalonada da administração e
pode ser interposto sem necessidade de previsão legal. Cite-se como exemplo o recurso interposto perante o Ministro da
Fazenda, com a intenção de rever uma decisão proferida pelo Secretário da Receita Federal.
Atente-se para o fato de que este recurso decorre da manífestaçáo do poder hierárquico e existe como forma de garantia da
ampla defesa e do contraditório.
Recurso hierárquico impróprio é dirigido à autoridade que não possui posição de superioridade hierárquica em relação a quem
praticou o ato recorrido, mas tão somente a possibilidade de controle em decorrência de vinculação.
Trata-se, neste caso, de recurso que decorre do poder de supervisão ministerial, não se podendo falar em hierarquia, haja vista
o faro de se manifestar entre pessoas jurídicas diversas, dependendo de expressa previsão legal para que seja interposto
regularmente. Imagine-se, a título de exemplo, um recurso contra decisão tomada por autarquia, que seja endereçado ao
Ministro da pasta à qual a entidade recorrida está vinculada. Nestes casos, o poder de reanalisar a decisão proferida decorre do
controle finalístico e, por isso, não é propriamente um recurso hierárquico.
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Professor: Coloque aqui o nome 
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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO: 
CONTROLE LEGISLATIVO
É realizado no âmbito do parlamento e dos órgãos auxiliares do poder Legislativo, sobre os atos praticados pela Administração
Pública, nos limites definidos pela Constituição. Em verdade, sua abrangência inclui o controle político sobre o próprio exercício
da função administrativa e o controle financeiro sobre a gestão dos gastos públicos dos três poderes.
Tipos de Controle Legislativo:
a) CONTROLE PARLAMENTAR DIRETO
b) CONTROLE EXERCIDO COM AUXÍLIO DO TRIBUNAL DE CONTAS
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Controle Parlamentar Direto
Trata-se de controle efetivado pelo próprio parlamento diretamente, mediante manifestação do Congresso Nacional, ou por
meio de uma de suas casas. As hipóteses estão espraiadas no texto constitucional e podem ser exemplificadas, a saber.
• Compete ao Congresso Nacional autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que
forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos
em lei complementar.

• Somente o Congresso poderá autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a
ausência exceder a quinze dias.

• É competência do Congresso a suspensão dos atos normativos do Chefe do Executivo que extrapolem o poder regulamentar,
invadindo seara de lei.
• O Congresso também é responsável por julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os
relatórios sobre a execução dos planos de governo, de competência do Senado Federal processo e julgamento do Presidente
e do Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como dos Ministros de Estado e dos Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles, após autorização da Câmara
dos Deputados para recebimento da denúncia e instauração do processo.
• Carta Magna prevê ainda a criação de comissões parlamentares de inquéito - CPI's, que terão poderes de investigação
próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas; as CPis serão criadas pela
Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de
seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas
ao Ministério Público, para que se promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
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Controle exercido pelos Tribunais de Contas
O Tribunal de Contas é órgão auxiliar do Poder Legislativo no controle externo, Tem competência para fiscalização de quaisquer
entidades públicas, incluindo as contas do Ministério Público, Legislativo e Judiciário, assim como para efetivar seu controle
sobre entidades privadas que utilizem dinheiro público para execução de suas atividades.
O TCU é integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território
nacional, sendo os seus membros nomeados dentre brasileiros que tenham mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco
anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou
de administração pública, além de possuir mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que
exija estes conhecimentos.
Respeitadas essas exigências, os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos, respeitando os seguintes critérios;
um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e
membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade
e mereci- mento; dois terços pelo Congresso Nacional.
Ademais, a Carta Magna define que os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas,
impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça.
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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO: 
CONTROLE JUDICIAL
Inicialmente, cumpre ressaltar que, no que tange ao controle da Administração Pública, o Direito Brasileiro adotou o sistema de
jurisdição única, em detrimento ao sistema do contencioso administrativo.
O sistema inglês ou sistema de jurisdição única, também designado de sistema da unicidade de jurisdição, estabelece que
todos os litígios, sejam eles administrativos ou privados, podem ser levados à justiça comum, ou seja, ao Poder Judiciário, único
com competência para dizer o direito aplicável aos casos litigiosos, de forma definitiva, com força de coisa julgada
material. Nesse sentido, pode-se estabelecer que somente ao Poder Judiciário é atribuída jurisdição, em sentido próprio.
Ações judiciais 
a) mandado de segurança; 
b) habeas data, 
c) mandado de injunção; 
d) ação popular; 
e) ação cívil pública; 
f) ação de improbidade e 
g) ações ordinárias que visam a anulação de atos administrativos ou a imposição de obrigação de fazer.
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