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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA
A Administração Pública estará sujeita a vários meca-
nismos que irão verificar a regularidade da sua atuação. 
Por vezes, mecanismos internos, assim como externos, 
sujeitam-se a controles exercidos por outros Poderes.
Essa possibilidade de um Poder limitar o outro 
você poderá encontrar referida como sistema de freios 
e contrapesos ou checks and balances. Nada mais é do 
que a limitação mútua de um Poder para com outro, 
de forma que o poder que emana do povo seja exerci-
do de forma equilibrada pelos representantes eleitos.
CONTROLE EXERCIDO PELA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA
O controle administrativo é o controle exercido 
pela própria Administração Pública sobre seus atos. 
Uma importantíssima característica do controle inter-
no é a amplitude, pois recairá tanto sobre os aspectos 
de legalidade como sobre os aspectos de mérito.
Vejamos o artigo 70 da CF/88, que faz menção direta à 
existência do sistema de controle interno de cada Poder.
Art. 70 A fiscalização contábil, financeira, orça-
mentária, operacional e patrimonial da União e 
das entidades da administração direta e indireta, 
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, 
será exercida pelo Congresso Nacional, mediante 
controle externo, e pelo sistema de controle inter-
no de cada Poder.
Tal informação deve ser desde já trabalhada em 
comparação ao controle externo exercido sobre outros 
poderes sobre a Administração Pública. Nesses casos, 
além de eles acontecerem nas hipóteses constitucio-
nalmente previstas, em regra, deverão recair apenas 
sobre os aspectos de legalidade do ato praticado.
A CF/88 fala mais uma vez sobre o controle interno 
no seu artigo 74.
Art. 74 Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciá-
rio manterão, de forma integrada, sistema de con-
trole interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no 
plano plurianual, a execução dos programas de 
governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, 
quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentá-
ria, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades 
da administração federal, bem como da aplica-
ção de recursos públicos por entidades de direito 
privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais 
e garantias, bem como dos direitos e haveres da 
União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua 
missão institucional.
Temos também a possibilidade de reexame da 
matéria por meio da interposição de recursos pelos 
eventuais interessados. Em regra, esses recursos serão 
analisados dentro da estrutura do próprio Poder, sen-
do então classificados como recursos próprios. Quan-
do à análise do recurso se der em outro Poder, será 
classificado como recurso impróprio.
 EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE-CEBRASPE – 2016) Julgue o item a seguir, 
acerca de controle da administração pública.
 O sistema de contencioso administrativo ocorre no 
âmbito de tribunais de competência especializada que 
não integram a estrutura do Poder Judiciário, cujas 
sentenças são dotadas de força de coisa julgada.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
O contencioso administrativo nada mais é do que a 
discussão de direitos em âmbito administrativo, o 
que se dará conforme o assunto e a competência. No 
entanto, tais decisões ainda são passíveis de aprecia-
ção por parte do Poder Judiciário. Resposta: Certo.
2. (CESPE-CEBRASPE – 2016) A respeito de reparação 
de danos, sindicância e processo administrativo, e 
controle interno da administração pública, julgue o 
item seguinte.
 O controle interno instituído pela Constituição Federal 
de 1988 foi mais um instrumento para a garantia da 
legalidade das ações nos órgãos e nas entidades da 
administração pública federal.
( ) CERTO ( ) ERRADO
O controle interno a ser exercido pelos Poderes tem pre-
visão no próprio texto constitucional. Nesse contexto, 
importantíssimo o artigo 74. Vejamos a sua literalidade. 
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciá-
rio manterão, de forma integrada, sistema de con-
trole interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no 
plano plurianual, a execução dos programas de 
governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, 
quanto à eficácia e eficiência, da gestão orçamentá-
ria, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades 
da administração federal, bem como da aplicação de 
recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais 
e garantias, bem como dos direitos e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua 
missão institucional. Resposta: Certo.
CONTROLE JUDICIAL
Esse é o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre 
os atos praticados pelos demais poderes e de seus pró-
prios atos quando do exercício da função administrativa.
Importante lembrar que no Brasil aplica-se o prin-
cípio da inafastabilidade de jurisdição, segundo o qual 
nenhuma lesão ou ameaça de lesão a direito poderá 
ser afastada a apreciação do Poder Judiciário. 
Nesse contexto, importante lembrar que, em 
âmbito administrativo, teremos a ocorrência do con-
tencioso administrativo nesses termos. Tribunais 
administrativos especializados apreciarão a matéria 
de sua competência, o que não afasta a competência 
do Poder Judiciário de apreciar novamente a matéria.
No entanto, como já vimos anteriormente, essa 
análise, em regra, não poderá adentrar ao mérito 
administrativo dos atos analisados, devendo se ater 
aos aspectos vinculados.
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Ainda, segundo o princípio da inércia que norteia 
a atuação do Poder Judiciário, deverá ser sempre pro-
vocado por um dos interessados na sua manifestação.
Dica
O Poder Judiciário só poderá se manifestar sobre a 
execução de políticas públicas diante de situações 
extremas, quando o mínimo aceitável não tenha 
sido feito. Deverá, na análise, levar em conta o prin-
cípio da reserva do possível, para que seja definido 
o mínimo aceitável na situação apresentada.
Veremos agora algumas ações por meio das quais 
poderá ser provocado o Poder Judiciário para mani-
festação. As situações e que ensejam seus usos são 
diferentes. Vejamos os pontos mais importantes.
Mandado de segurança
O mandado de segurança tem seus pormenores 
constantes da Lei nº 12.016/09. Segundo a própria 
Constituição Federal servirá para proteger direito 
líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou 
habeas data. Outra condicionante é a ilegalidade ser 
praticada por autoridade pública ou agente de pessoa 
jurídica no exercício de atribuições do Poder Público 
(como concessionárias de serviço público).
O conceito de autoridade aqui deverá ser inter-
pretado em sentido amplo, incluindo tanto servidores 
públicos, como agentes particulares de delegatários 
de serviços públicos.
O mandado de segurança poderá ser tanto repres-
sivo, preventivo. Ou seja, pode ser anterior a uma 
lesão ao direito.
Temos situações em que não será cabível o manda-
do de segurança. Vejamos.
 z Contra ato do qual seja cabível recurso administrativo 
com efeito suspensivo, sem necessidade de caução;
 z Contra decisão judicial transitada em julgado;
 z Contra lei em tese;
 z Para assegurar liberdade de locomoção (aqui será 
cabível o habeas corpus).
Mandado de injunção
Será cabível como remédio jurídico para garantir 
ao cidadão exercício de direito que dependa de norma 
ainda não existente. Vejamos a literalidade do texto 
constitucional para um melhor entendimento.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasilei-
ros e aos estrangeiros residentes no País a inviola-
bilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, 
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sem-
pre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdadesconsti-
tucionais e das prerrogativas inerentes à nacionali-
dade, à soberania e à cidadania;
O mandado de injunção é regulamentado pela Lei 
nº 13.300/2016. Vejamos seu artigo 2º.
Art. 2º Conceder-se-á mandado de injunção 
sempre que a falta total ou parcial de norma 
regulamentadora torne inviável o exercício dos 
direitos e liberdades constitucionais e das prerro-
gativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à 
cidadania.
Habeas data
Este remédio constitucional tem como finalidade 
garantir o direito à informação. Ele consta expressa-
mente do artigo 5º da Constituição Federal. Vejamos a 
literalidade do dispositivo.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasilei-
ros e aos estrangeiros residentes no País a inviola-
bilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, 
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, constantes de 
registros ou bancos de dados de entidades governa-
mentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira 
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
O habeas data será cabível para obtenção de infor-
mações pessoais.
 EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) A administração pública, 
além de estar sujeita ao controle dos Poderes Legisla-
tivo e Judiciário, exerce controle sobre seus próprios 
atos. Tendo como referência inicial essas informações, 
julgue o item a seguir, acerca do controle da administra-
ção pública.
 O Poder Judiciário tem competência para apreciar o 
mérito dos atos discricionários exarados pela admi-
nistração pública, devendo, no entanto, restringir-se à 
análise da legalidade desses atos.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
O Poder Judiciário deverá analisar os atos admi-
nistrativos apenas quando provocado. No entanto, 
o mérito administrativo, em regra, não deverá ser 
alterado, devendo a análise se ater aos elementos 
vinculados do ato administrativo. Resposta: Certo.
2. (CESPE-CEBRASPE – 2017) Com relação à classifica-
ção da Constituição Federal de 1988, ao controle de 
constitucionalidade e à atividade administrativa do 
Estado brasileiro, julgue (C ou E).
 O controle de legalidade dos atos administrativos, que 
verifica a compatibilidade formal do ato com a legis-
lação infraconstitucional, pode ser exercido tanto no 
âmbito interno, por meio da autotutela administrativa, 
quanto externo, pelos órgãos do Poder Judiciário.
 Comentários.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
O artigo 70 da Constituição Federal traz as diretri-
zes para o controle interno de cada Poder. Há tam-
bém as hipóteses de controle externo. Uma delas é o 
controle realizado pelo Poder Judiciário, que deverá 
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ocorrer mediante provocação. Abaixo o dispositivo 
constitucional citado. 
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamen-
tária, operacional e patrimonial da União e das enti-
dades da administração direta e indireta, quanto à 
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação 
das subvenções e renúncia de receitas, será exercida 
pelo Congresso Nacional, mediante controle exter-
no, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. 
Resposta: Certo.
CONTROLE LEGISLATIVO
O controle legislativo é o controle realizado pelo 
Poder Legislativo sobre os demais poderes. O contro-
le poderá ser político ou financeiro, de acordo com a 
hipótese constitucionalmente prevista. 
Em regra, o aspecto financeiro será aquele fiscali-
zado com o auxílio do TCU (ou Tribunal de Contas de 
outra esfera, se for o caso), conforme previsto no arti-
go 70 da Constituição Federal (leia novamente, agora 
nesse contexto).
Temos aqui uma importante exceção no funcio-
namento do controle legislativo. Veja que os termos 
“legitimidade, economicidade” constantes do disposi-
tivo que você acabou de ler permitirão uma análise 
que poderá, conforme o caso, adentrar em aspectos 
do mérito administrativo. Portanto, fique atento com 
termos extremos nos enunciados das questões quan-
do estiverem abordando a presente temática.
Vejamos as competências exclusivas do Congres-
sos Nacional trazidas pelo artigo 49, da Constituição 
Federal.
I - resolver definitivamente sobre tratados, acor-
dos ou atos internacionais que acarretem encargos 
ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
II - autorizar o Presidente da República a declarar 
guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças 
estrangeiras transitem pelo território nacional 
ou nele permaneçam temporariamente, ressalva-
dos os casos previstos em lei complementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente 
da República a se ausentarem do País, quando a 
ausência exceder a quinze dias;
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção 
federal, autorizar o estado de sítio, ou suspen-
der qualquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executi-
vo que exorbitem do poder regulamentar ou dos 
limites de delegação legislativa;
VI - mudar temporariamente sua sede;
VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados 
Federais e os Senadores;
VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Pre-
sidente da República e dos Ministros de Estado;
IX - julgar anualmente as contas prestadas 
pelo Presidente da República e apreciar os rela-
tórios sobre a execução dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qual-
quer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, 
incluídos os da administração indireta;
XI - zelar pela preservação de sua competência 
legislativa em face da atribuição normativa dos 
outros Poderes;
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de 
concessão de emissoras de rádio e televisão;
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal 
de Contas da União;
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo refe-
rentes a atividades nucleares;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e 
o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa 
e lavra de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou conces-
são de terras públicas com área superior a dois mil 
e quinhentos hectares.
Vejamos agora as atribuições que competem 
privativamente ao Senado Federal, art. 52 da 
CF/88.
I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Pre-
sidente da República nos crimes de responsa-
bilidade, bem como os Ministros de Estado e 
os Comandantes da Marinha, do Exército e da 
Aeronáutica nos crimes da mesma natureza cone-
xos com aqueles; 
II - processar e julgar os Ministros do Supremo 
Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacio-
nal de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério 
Público, o Procurador-Geral da República e o Advo-
gado-Geral da União nos crimes de responsabilida-
de; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 
45, de 2004)
III - aprovar previamente, por voto secreto, 
após arguição pública, a escolha de:
a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta 
Constituição;
b) Ministros do Tribunal de Contas da União indi-
cados pelo Presidente da República;
c) Governador de Território;
d) Presidente e diretores do banco central;
e) Procurador-Geral da República;
f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após 
arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de 
missão diplomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza finan-
ceira, de interesse da União, dos Estados, do Distri-
to Federal, dos Territórios e dos Municípios;
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, 
limites globais para o montante da dívida consoli-
dada da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios;
VII - dispor sobre limites globais e condições para 
as operações de crédito externo e interno da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
de suas autarquias e demais entidades controladas 
pelo Poder Público federal;
VIII - dispor sobrelimites e condições para a con-
cessão de garantia da União em operações de crédi-
to externo e interno;
IX - estabelecer limites globais e condições para o 
montante da dívida mobiliária dos Estados, do Dis-
trito Federal e dos Municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte, 
de lei declarada inconstitucional por decisão 
definitiva do Supremo Tribunal Federal;
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secre-
to, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da 
República antes do término de seu mandato;
XII - elaborar seu regimento interno;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamen-
to, polícia, criação, transformação ou extinção dos 
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a ini-
ciativa de lei para fixação da respectiva remunera-
ção, observados os parâmetros estabelecidos na lei 
de diretrizes orçamentárias; 
XIV - eleger membros do Conselho da República, 
nos termos do art. 89, VII.
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XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do 
Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e 
seus componentes, e o desempenho das administra-
ções tributárias da União, dos Estados e do Distrito 
Federal e dos Municípios.
Finalmente, vejamos as atribuições que competem 
privativamente à Câmara dos Deputados.
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a ins-
tauração de processo contra o Presidente e o Vice-
-Presidente da República e os Ministros de Estado;
II - proceder à tomada de contas do Presiden-
te da República, quando não apresentadas ao 
Congresso Nacional dentro de sessenta dias 
após a abertura da sessão legislativa;
III - elaborar seu regimento interno;
IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, 
polícia, criação, transformação ou extinção dos 
cargos, empregos e funções de seus serviços, e a ini-
ciativa de lei para fixação da respectiva remunera-
ção, observados os parâmetros estabelecidos na lei 
de diretrizes orçamentárias; 
V - eleger membros do Conselho da República, nos 
termos do art. 89, VII.
Importante!
Quando a Constituição Federal se refere ao 
“Congresso Nacional”, devemos entender Sena-
do e Câmara reunidos em sessão conjunta para 
deliberação.
Comissão Parlamentar de Inquérito
São comissões que podem ser criadas pela Câma-
ra ou pelo Senado, em conjunto ou separadamen-
te, mediante 1/3 dos seus membros, com poderes de 
investigação, para apuração de fato determinado e 
por prazo certo.
As CPIs podem realizar diligências, convocar e tomar 
depoimentos, requisitar informações e documentos de 
órgãos, requisitar auditorias e inspeções do TCU.
Segundo jurisprudência do STF, é vedado às CPIs 
fazer buscas e apreensões domiciliares, determinar 
interceptações telefônicas, dar ordem de prisão (exce-
to em flagrante).
Tribunais de Contas
Como dito anteriormente, o Tribunal de Contas irá 
auxiliar o Poder Legislativo no exercício de suas atribui-
ções constitucionais. Importante frisar que não estão a 
ele subordinados, nem fazem parte de sua estrutura.
Ainda, em que pese o nome “tribunal”, suas 
decisões não fazem coisa julgada como as do Poder 
Judiciário. Em consequência, aquele que se julgar 
prejudicado poderá recorrer ao Poder Judiciário para 
apreciação da matéria.
Conforme artigo 71, da CF/88, o controle externo, a 
cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxí-
lio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente 
pelo Presidente da República, mediante parecer 
prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias 
a contar de seu recebimento;
II - julgar as contas dos administradores e 
demais responsáveis por dinheiros, bens e 
valores públicos da administração direta e 
indireta, incluídas as fundações e sociedades ins-
tituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as 
contas daqueles que derem causa a perda, extravio 
ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao 
erário público;
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade 
dos atos de admissão de pessoal, a qualquer 
título, na administração direta e indireta, incluí-
das as fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público, excetuadas as nomeações para cargo de 
provimento em comissão, bem como a das conces-
sões de aposentadorias, reformas e pensões, ressal-
vadas as melhorias posteriores que não alterem o 
fundamento legal do ato concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara 
dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão 
técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de 
natureza contábil, financeira, orçamentária, opera-
cional e patrimonial, nas unidades administrativas 
dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e 
demais entidades referidas no inciso II;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas 
supranacionais de cujo capital social a União par-
ticipe, de forma direta ou indireta, nos termos do 
tratado constitutivo;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos 
repassados pela União mediante convênio, acordo, 
ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Esta-
do, ao Distrito Federal ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo 
Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, 
ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre 
a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, 
operacional e patrimonial e sobre resultados de 
auditorias e inspeções realizadas;
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilega-
lidade de despesa ou irregularidade de contas, as 
sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre 
outras cominações, multa proporcional ao dano 
causado ao erário;
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade 
adote as providências necessárias ao exato cumpri-
mento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato 
impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos 
Deputados e ao Senado Federal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregu-
laridades ou abusos apurados.
Cuidado com o termo! As contas do Presidente da 
República são apreciadas pelo TCU, enquanto as dos 
demais administradores de dinheiro e bens públicos 
são julgadas.
 EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Acerca do controle da 
atividade financeira do Estado e do controle exercido 
pelos tribunais de contas, julgue o próximo item. 
 Compete ao Tribunal de Contas da União, entre outras 
atribuições, representar ao poder competente sobre 
irregularidades ou abusos apurados.
( ) CERTO  ( ) ERRADO

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