Logo Passei Direto
Buscar

T4 Planejamento e controle em finanças

Material sobre planejamento e controle em finanças empresariais; apresenta conceitos iniciais, objetivos e preparação, definições (Sobral & Peci), exemplos práticos, táticas (marketing, contratação, expansão, nova linha) e vídeo interativo.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Planejamento e controle em finanças
Conceitos iniciais sobre planejamento e controle na área de Finanças dentro do meio empresarial.
Prof. Tiago Sayão
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender os conceitos básicos do planejamento financeiro de curto e longo prazo de uma empresa, bem
como a eficiência e a eficácia do controle interno, é fundamental para a tomada de decisões na administração
de empresas.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos um computador com acesso à internet e aplicativo
com funções financeiras.
Objetivos
Reconhecer o planejamento financeiro nos horizontes de curto e longo prazo.
Identificar as funções e as formas de organização da informação na área financeira.
Aplicar as ferramentas de controle financeiro para a tomada de decisão.
Introdução
Controlar a execução do planejamento é uma função vital em uma empresa, pois o planejamento ajuda a
definir o rumo tomado para uma meta preestabelecida que seja alcançada, enquanto o controle, por sua vez,
ajuda a empresa a não se desviar dessa rota. 
Este conteúdo apresentará as diferentes funções dentro da área financeira e a atividade de cada uma, pois tal
área não pode ser considerada especializada, e sim generalista, já que trabalha com informações de todas as
outras áreas. 
Portanto, nosso estudo revela-se uma jornada por meio do processo financeiro de uma empresa,
apresentando as funções, os planejamentos, os controles e as ferramentas necessárias para sua área
financeira sempre fornecer informações gerenciais precisas e relevantes a uma tomada de decisão. 
O planejamento financeiro é tão importante que não se limita a questões econômicas. Como vemos neste
vídeo, assuntos ligados ao cotidiano também requerem uma conduta prudente em relação aos gastos e à
forma com que eles podem ser pensados.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
• 
• 
• 
1. Planejamento financeiro nos horizontes de curto e longo prazo
Planejamento financeiro: o que planejar?
Para entendermos o planejamento financeiro no âmbito empresarial, é importante que antes compreendamos
o próprio conceito de planejamento. Segundo Sobral e Peci (2013), ele pode ser definido como: 
Função da administração responsável pela definição dos objetivos da organização e pela concepção de
planos que integram e coordenam suas atividades.
(SOBRAL; PECI, 2013)
Planejamento, portanto, integra o que deve ser feito à maneira como isso pode ser realizado ou atingido.
Afinal, de que adianta planejar se depois não podemos checar o que foi planejado? 
Essa checagem é chamada de controle. Ainda de acordo com Sobral e Peci (2013), o controle pode ser
considerado a função da administração responsável pela geração de informações sobre a execução das
atividades a fim de garantir o cumprimento das metas planejadas, monitorando-as e corrigindo desvios
significativos. 
Exemplo
Tracei como meta emagrecer dois quilos até dezembro deste ano (meta: objetivo + prazo). Farei isso por
meio de dieta e exercícios físicos, embora meu planejamento também inclua a forma como esse controle
será realizado: quantos minutos me exercito e quantos gramas perco por semana. Por fim, após o
planejamento, começarei a execução do plano e seu controle (monitoramento e correção caso seja
necessário). O planejamento do controle financeiro tem uma lógica semelhante. 
O planejamento também é muito importante ao organizar a vida financeira, seja de uma pessoa física ou
jurídica. As metas são os objetivos com prazos que se deseja alcançar, enquanto a tática é a maneira ou o
caminho para que elas sejam alcançadas. Veja o exemplo. 
Se a meta de uma empresa é dobrar o valor de sua receita em dois anos, suas táticas podem ser:
investir mais em marketing;
contratar mais funcionários para o departamento comercial;
aumentar a rede de distribuição;
iniciar uma nova linha de produção.
Note que as táticas geram e consomem recursos da entidade. Dessa forma, elas criam receitas (geram
recursos) e criam despesas (consomem recursos). Se o planejamento não for bem feito, as despesas podem
superar as receitas, não havendo, dessa forma, lucro – e sim prejuízo. 
• 
• 
• 
• 
Esta é a importância do planejamento: alcançar as metas por meio de maneiras eficazes (atingir o
alvo) e eficientes (utilizando menos recursos, como tempo, dinheiro, pessoas e materiais).
Alguém ainda pode se perguntar: “O que eu tenho de planejar?”. A resposta é: tudo (ou o máximo possível) que
puder. 
Quando desejar alcançar uma meta, você só será capaz de verificar se conseguiu fazê-lo de forma eficiente
se tiver planejado todos os passos relacionados a ela. Para entendermos isso melhor, imaginaremos a
seguinte situação: você deseja dobrar sua receita, promovendo, como consequência disso, um aumento de
80% no valor do gasto em marketing.
Como podemos verificar se esse aumento foi grande ou pequeno? Não há como saber isso sem uma
comparação. Se o planejamento incluía um aumento de 50%, então o gasto foi maior que o planejado – e o
motivo disso deve ser verificado atentamente. Caso o aumento seja de 100%, se essa era a porcentagem
pretendida, o gasto foi menor que o esperado.
O planejamento deve ser feito usando números factíveis. Não adianta nada fazê-lo inflando os tetos de
despesas só para tornar mais fácil o seu alcance, pois isso, na verdade, atrapalha o processo de
planejamento. Entretanto, há itens cujo gasto de recursos no planejamento é maior que os ganhos a serem
obtidos.
Exemplo
Em uma grande empresa com receita anual de milhões de reais, o valor dos materiais de escritório é
irrelevante. Desse modo, todos os tipos de despesas pequenas sem muita relevância normalmente são
agrupados no subgrupo “Outras despesas”.Obviamente, tudo precisa ser planejado. No entanto, a
atenção, nesse processo, deve estar concentrada nos itens maiores e mais relevantes. Isso não significa
que os menores e menos relevantes não devam ser planejados. Eles, na verdade, são juntados para não
haver o desperdício de vários recursos no planejamento de um valor muito pequeno. 
Tipos de planejamento de curto prazo
Falaremos agora sobre dois tipos de planejamento: o de curto prazo, que normalmente tem o período de um
ano, e o de longo prazo, que se estende por vários anos. Detalharemos a seguir as principais diferenças entre
esses dois tipos de planejamento. A principal ferramenta utilizada na área de finanças para estruturar e
materializar tal planejamento é:
Estimativa
Fazer a estimativa de receitas previstas para
um período (o anual é rotineiramente utilizado
para períodos de curto prazo).
Limite
Estabelecer limites para as despesas que
pretendemos realizar.
Para sabermos se as despesas fixadas são compatíveis com as receitas esperadas, fazemos uma comparação
entre ambas em períodos definidos ao longo do ano. Apesar de normalmente mensal, o período utilizado
também pode ser quinzenal, semanal, bimestral ou trimestral. Isso varia em cada tipo de organização.
Saiba mais
O orçamento é uma ferramenta de confronto entre essas receitas e despesas. A primeira linha se refere
sempre à entrada de recursos, ou seja, tudo que possui relação com a receita. As outras linhas abordam
as despesas previstas. O lucro é a diferença entre receitas e despesas previstas. 
  Janeiro Fevereiro Março
Receitas R$500.000 R$400.000 R$450.000
(-) Custo das mercadorias vendidas R$120.000 R$110.000 R$115.000
(-) Despesas administrativas R$80.000 R$80.000 R$80.000
(-) Despesas financeiras R$55.000 R$55.000 R$55.000
(-) Outras despesas R$25.000 R$25.000 R$25.000
(-) Impostos R$66.000 R$39.000 R$52.500
(=) Lucro R$154.000 R$91.000 R$122.500
Tabela: Previsão orçamentária
Tiago Sayão
Mas como podemos fazer esse tipo de previsão orçamentária? Comecemos com a linha de receita. Você pode
pegar a do último ano e usar como base para o próximo.
Nesse caso, qual é a expectativa: vender mais ou menos?
Vamos analisar o exemplo e responder à pergunta.
Atividade discursiva
Após fazer uma pesquisa, a empresa XYZ verificouser capaz de alcançar os seguintes resultados para o
próximo ano:
 
Cenário A: aumentar em 15% o preço de venda e diminuir em 10% a quantidade vendida;
Cenário B: diminuir em 8% o preço e aumentar em 20% a quantidade;
Cenário C: manter o preço, gastando R$50.000 em marketing para aumentar em 30% a quantidade vendida.
 
Se, neste ano, a empresa vendeu 45.000 produtos a R$38 cada, indique qual é a melhor estratégia a ser
adotada no planejamento do próximo ano.
Chave de resposta
Primeiramente, temos de saber a receita total deste ano:
45.000 x R$38 = R$1.710.000
Portanto, para os cenários apresentados, ela fica em:
Cenário A: (45.000 x 90%) x (R$38 x 115%) = R$1.769.850;
Cenário B: (45.000 x 120%) x (R$38 x 92%) = R$1.887.840;
Cenário C: (45.000 x 130%) x R$38= R$2.223.000 - R$50.000 = R$2.173.000.
Verificamos que o Cenário C aumenta a receita para R$2.223.000. Mesmo que descontemos os R$50.000
da despesa de marketing, o valor de R$2.173.000 ainda é o maior dos três cenários. Portanto, em suas
projeções, o planejamento do ano seguinte deve usar os seguintes valores: receita de R$2.223.000 e
despesa de marketing de R$50.000. Então, a resposta correta é o Cenário C.
Mas você pode estar se perguntando: essa previsão não aborda as outras despesas? Outros custos não
mudam muito no curto prazo.
Na tabela do planejamento trimestral de uma empresa que já mostramos, podemos ver que as despesas
administrativas (R$80.000) se mantiveram estáveis no período. Desse modo, para fazer um orçamento, deve-
se:
 
Estimar a receita e as despesas que aumentam ou diminuem em relação à variação da receita;
Colocar as despesas que não devem mudar no período.
Tipos de planejamento de longo prazo
Este tipo de planejamento leva em consideração os gastos da empresa obtidos em longo prazo. Tomemos um
exemplo: uma empresa que fabrica produtos precisa renovar seu maquinário ocasionalmente, porém esse
gasto não acontece todo ano, e sim em períodos maiores. Por isso, ele deve ser planejado em longo prazo. 
Quando uma empresa decide investir em um novo projeto, ela precisa fazer um planejamento do tipo, pois ele
não se mostra rentável em curto prazo. Para vermos como isso é possível, será necessário entendermos os
três conceitos seguintes: payback, valor presente líquido (VPL) e taxa interna de retorno (TIR).
Payback
O payback de um projeto é o tempo necessário para que o investimento inicialmente efetuado seja
recuperado, ou, em outras palavras, o período em que o projeto “se paga”. Em função de sua simplicidade,
• 
• 
esse método é bastante popular e comumente utilizado em associação a outras metodologias, como a TIR e o
VPL (falaremos sobre eles daqui a pouco). Existem duas abordagens para o payback: o payback simples e o
payback descontado:
Payback simples
Utiliza os fluxos de caixa do projeto sem
qualquer tipo de ajuste.
Payback descontado
Trabalha com fluxos de caixa atualizados,
trazidos a valor presente, pelo custo de capital
do projeto.
O payback simples desconsidera o “custo do dinheiro” em sua análise e por isso não é capaz de apontar a
viabilidade de um projeto. No caso do payback descontado, para que o projeto seja considerado viável, é
necessário que o prazo de retorno dos recursos seja inferior à duração do projeto. Ou seja, se o payback
descontado for inferior à vida útil do projeto, este poderá ser considerado viável. 
Comumente, empresas determinam paybacks limite para os projetos baseadas em suas experiências
passadas. Entre as possíveis razões para esse tipo de restrição, teríamos a suposição de um prazo até a
obsolescência para a tecnologia envolvida no projeto. Em indústrias com alto grau de inovação tecnológica, os
paybacks limites para projetos devem ser mais curtos do que em indústrias com baixo grau de inovação.
Exemplo
Os gestores da TSR gostariam de conhecer o tempo necessário para o retorno dos recursos investidos
no novo projeto. Considerando o nível de risco envolvido no empreendimento, a taxa estimada para o
projeto seria de 15% ao ano. Com base no fluxo de caixa estimado e em seu custo de capital, é possível
calcular o payback simples e o descontado do novo projeto da TSR. A tabela 1 demonstra a evolução do
saldo de entradas e saídas de fluxos de caixa do projeto de expansão da empresa. 
Período Fluxo de caixa Saldo
0 -15.000 -15.000
1 4.140 -10.860
2 4.140 -6.720
3 4.140 -2.580
4 4.140 
Tabela: Payback Simples do projeto de expansão da TSR
Tiago Sayão
Como se pode observar, a coluna Saldo, ao término do terceiro ano, faltaria retornar $ 2,58 milhões.
Considerando que no decorrer do quarto ano o projeto produziria um fluxo de caixa de $ 4,14 milhões,
adicionalmente aos três anos, a TSR necessitaria de 0,62 anos (aproximadamente 7,5 meses) para obter o
retorno dos recursos investidos no projeto. Dessa forma, o payback simples do projeto de expansão seria de
3,62 anos (3 anos e 7,5 meses): 
Payback Simples=3 anos+2,58/4,14 =3,62 anos
A tabela 2 demonstra a evolução do saldo atualizado de entradas e saídas de fluxos de caixa do projeto de
expansão da TSR.
Período Fluxo de caixa Fator de desconto Fluxo de caixa descontado Saldo
0 -15.000 1,00 -15.000 -15.000
1 4.140 1,15 3.600 -11.400
2 4.140 1,32 3.130 -8.270
3 4.140 1,52 2.722 -5.547
4 4.140 1,75 2.367 -3.160
5 4.140 2,01 2.058 -1.122
6 4.140 2,31 1.790 
Tabela: Payback Descontado do projeto de expansão da TSR
Tiago Sayão
 
Como podemos observar na coluna Saldo, ao término do quinto ano faltaria retornar $1,12 milhão.
Considerando que no decorrer do sexto ano o projeto produziria um fluxo de caixa descontado de $1,79
milhão, adicionalmente aos cinco anos, a TSR necessitaria de 0,63 anos (aproximadamente 7,5 meses) para
obter o retorno dos recursos investidos no projeto. 
Dessa forma, o payback descontado do projeto de expansão seria de 5,63 anos (5 anos e 7,5 meses), o que
sugeriria sua viabilidade, considerando que os recursos investidos no empreendimento retornariam
capitalizados pelo custo de oportunidade antes do término da vida do projeto.
Payback Descontado=5 anos+1,12/1,79 =5,63 anos
Viabilidade financeira
Veja como é feito o cálculo da viabilidade financeira de um projeto.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Valor presente líquido (VPL)
Mesmo sendo possível termos uma ideia de quanto poderemos ter no futuro, resta a questão: Quanto valeria
hoje o recurso (dinheiro) que, afinal, só poderei ter no futuro? Para descobrir isso, existe uma ferramenta
chamada VPL.
Se soubermos a previsão de fluxo de receitas e gastos ao longo do tempo para determinada situação,
conseguiremos estimar o valor atual de um resultado que somente ocorrerá daqui a algum tempo. O VPL serve
para melhorarmos nossos processos de decisão. 
Se eu tiver uma boa ideia do valor atual de um recurso que só existirá no futuro, poderei me planejar melhor
para:
quando ele realmente existir.
escolher uma alternativa que aparentemente possa me retornar menos em um futuro mais próximo,
mesmo tendo um valor presente maior.
• 
• 
O VPL (também conhecido como VAL – valor atual líquido) é o cálculo que apresenta o resultado financeiro
atual/presente de um fluxo de caixa descontado a uma taxa de juros apropriada. Assim, também se pode
definir VPL como a soma algébrica (negativos e positivos) dos valores descontados de um fluxo de caixa.
Quando em condições de perpetuidade, valor constante de retorno e aplicação de taxa constante de
crescimento, o valor do VPL é calculado da seguinte forma:
Em que: 
i= é a taxa de desconto. Pode ser entendida como aquela que a empresa receberia investindo o mesmo
dinheiro em outro lugar, como títulos públicos e poupança, ou a responsável por fazer com que ele perca seu
valor no tempo caso não seja aplicado, como ocorre na inflação;
c= é a taxa de crescimento. Trata-se de qualquer taxa que o gestor acredite ser capaz de aumentar sua
receita no tempo. É importante, no entanto, que a taxa de crescimento seja menor do que a de desconto.
Analisemos o seguinteexemplo: uma empresa investiu R$100.000 em um projeto com rendimento de
R$20.000 por ano e inflação anual de 5%. Qual será o seu VPL?
Retorno = 20.000
i= 0,05
c= 0
Investimento Inicial = 100.000
Então temos:
Vamos supor agora que ela acredite ser capaz de aumentar o retorno anualmente a uma taxa de 2%. Qual será
o seu VPL?
Note que, pelo fato de a empresa ter feito seu retorno subir todo ano, o VPL do empreendimento aumentou
bastante.
Taxa interna de retorno (TIR)
TIR é a taxa que deixa o VPL na perpetuidade igual a zero:
Reordenando essa fórmula, vemos que a TIR é:
 
Para o exemplo anterior, temos a seguinte taxa: 
Retorno = 20.000
c= 0,02
Investimento Inicial = 100.000 
Então temos:
Vamos testar agora a TIR no cálculo do VPL: 
Retorno = 20.000
i= 0,22
c= 0,02
Investimento Inicial = 100.000
Você deve estar se perguntando: para que me serve a TIR? Ela é a taxa de retorno de seu investimento.
No exemplo acima, o projeto está rendendo 22% ao ano de retorno para sua empresa. Você poderá usar essa
informação em seu planejamento para tomar as seguintes decisões:
Em qual projeto devo investir?
Vale a pena abrir um novo projeto?
Planejamento financeiro
Neste vídeo, saiba um pouco mais sobre a importância do planejamento financeiro.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
• 
• 
Relação entre conceitos
Conexão entre VPL e TIR
Há uma íntima relação entre esses dois objetos matemáticos, sendo que as considerações sobre eles devem
resultar de análises invertidas quando se tratar de investimentos ou financiamentos. A razão dessa inversão é
que alguém, ao realizar um investimento de capital, espera ampliá-lo, ao passo que, ao realizar um
financiamento de um bem, espera reduzir a aplicação.
Relação entre TMA e TIR
A taxa mínima de atratividade (TMA) é uma taxa de juros que representa o mínimo que um investidor deseja
ganhar quando faz um investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro emprestado pretende pagar ao
fazer um financiamento. Essa taxa é formada a partir de três componentes básicas:
Custo de oportunidade
Remuneração obtida em alternativas que não as
analisadas. Exemplo: caderneta de poupança,
fundo de investimento, aplicações no mercado
financeiro em geral. É a taxa efetiva que sendo
utilizada no mercado neste momento.
Risco do negócio
O ganho tem que remunerar e justificar o risco
inerente de uma nova ação ou um novo
investimento. Quanto maior o risco, maior a
remuneração esperada.
Liquidez
Capacidade ou velocidade em que se pode sair
de uma posição no mercado para assumir outra.
Uma empresa com boa liquidez normalmente
muda de classificação no mercado em uma
velocidade muito rápida.
Ao se utilizar uma TMA como taxa de juros de referência, aplicam-se métodos como o Valor Presente Líquido
para se determinar a viabilidade financeira de um investimento ou empréstimo. Caso o resultado seja positivo,
a taxa interna de retorno supera a TMA e o investimento é interessante. O contrário ocorre caso o resultado
seja negativo. Se a TMA e a Taxa Interna de Retorno forem as mesmas ou muito parecidas, o investimento é
indiferente. É importante verificar também se esses retornos, além de serem positivos, atendem às
expectativas do investidor. Isso nem sempre ocorre.
Vem que eu te explico!
Investimento 
Em um investimento, se VPL for positivo, a TIR
é maior do que a taxa de juros de mercado. Se
VPL for negativo, a TIR é menor do que a taxa
de juros de mercado e se VPL = 0 então a taxa
de juros de mercado coincide com a TIR.
Conclusão: em um investimento, se VPL é
maior então a taxa (TIR) também é maior.
Financiamento 
Em um financiamento, se VPL for
positivo, a TIR é menor do que a taxa de
juros de mercado. Se VPL for negativo, a
TIR é maior do que a taxa de juros de
mercado. E se VPL = 0, então a taxa de
juros de mercado coincide com a TIR.
Conclusão: em um financiamento, se
VPL é maior, então a TIR é menor.
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Planejamento financeiro: o que planejar?
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Tipos de planejamento financeiro
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Dos métodos de avaliação econômica de projetos descritos a seguir, assinale aquele que não é feito por fluxo
de caixa descontado:
A
Valor presente líquido.
B
Taxa interna de retorno.
C
Payback simples.
D
Custo equivalente anual.
E
Taxa interna de retorno modificada.
A alternativa C está correta.
O payback simples é fácil de calcular e compreender. Considera-se os fluxos de caixa operacionais do
projeto de investimento, sendo o período de payback o tempo necessário para se recuperar o investimento
feito.
Questão 2
Uma empresa deseja investir em um projeto com custo de R$180.000 e receitas anuais de R$15.000. Sabendo
que a taxa de desconto é de 10% ao ano, indique o VPL desse projeto.
A
Negativo em R$150.000.
B
Negativo em R$30.000.
C
Positivo em R$20.000.
D
Positivo em R$30.000.
E
Positivo em R$150.000.
A alternativa B está correta.
2. As funções e as formas de organização da informação na área financeira
Organização e funções na área financeira
Todos os gastos da área de finanças devem estar categorizados corretamente; além disso, cada categoria
precisa se referir a um tipo de gasto. Uma empresa deverá organizá-los nessas categorias para eles poderem
ser controlados ao longo do tempo. Veremos a seguir de que forma essa organização é estruturada,
destacando ainda as principais funções na área financeira.
Determinadas por cada empresa, as principais funções são:
Diretoria Financeira
Funciona nela tanto a parte administrativa do setor financeiro quanto o setor de análise financeira da
empresa. A parte financeira é um elo entre todos os setores. Por isso, a diretoria precisa coordenar o
recebimento das informações de todos os setores para fazer a análise financeira de forma correta e,
consequentemente, auxiliar na gestão da empresa. 
Tesouraria
Sua principal função é administrar o caixa da empresa, sendo a responsável por manter a capacidade
de pagar as obrigações dela sem atrasos. Além disso, a Tesouraria precisa verificar a legitimidade dos
pagamentos feitos pela empresa, aferindo se eles se referem a compras realmente efetuadas. 
Controladoria
Sua responsabilidade é acompanhar o setor financeiro da empresa e verificar se ela está seguindo o
planejamento de curto prazo estipulado no início do ano. A controladoria também ajuda no processo
de tomada de decisão, auxiliando em seu planejamento e acompanhamento. 
Contabilidade
Prepara informações contábeis que serão utilizadas por todo o setor financeiro. A contabilidade
também é responsável por fazer todos os lançamentos contábeis e elaborar as demonstrações
financeiras da empresa. 
Gestão de Tributos
Os tributos devem ser pagos; afinal, sua evasão configura um crime fiscal. No entanto, uma empresa
poderá utilizar estratégias totalmente legais (chamadas de elisão fiscal) para minimizar o valor
daqueles que precisar pagar. Além de trabalhar a fim de otimizar o pagamento dos tributos, a gestão
de tributos também a ajuda a recolher os tributos dentro dos prazos, evitando, assim, multas e
penalidades.
Organização da informação
São organizadas de diferentes formas. Analisaremos os tipos de informação financeira a seguir.
Organização da informação contábil-financeira
As informações de uma empresa são organizadas seguindo diretrizes do Comitê de Pronunciamentos
Contábeis (CPC). O CPC foi criado pelo Conselho Federal de Contabilidade, que possui membros de diversas
áreas. 
As demonstrações financeiras ou contábeis são os relatórios preparados com o objetivo de disponibilizar
informações sobre a situação patrimonial, econômica e financeira de uma organização para os usuários
internos e externos. Dentre outros, são dois os considerados mais importantes:
Balanço Patrimonial e Demonstrativo do Resultado doExercício.
Balanço patrimonial
O balanço patrimonial é uma “fotografia” da empresa em determinada data. É uma padronização das
informações da empresa em bens e direitos (ativos) e obrigações (passivos ou exigíveis). A diferença entre os
ativos e passivos é o que denominamos de patrimônio líquido, capital dos acionistas ou capital próprio. Por
isso, a equação do balanço (ou identidade do balanço) é dada por:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO=ATIVOS-EXIGÍVEIS
A estrutura patrimonial representativa do balanço patrimonial é a seguinte:
Ativo
Quanto a empresa detém de bens e direitos.
Passivo
O que ela possui de obrigações a pagar.
Patrimônio Líquido
Diferença entre o que ela tem e o que deve.
Quadro: Estrutura patrimonial do balanço patrimonial
Tiago Sayão
Vejamos um exemplo:
BALANÇO
Ativo Passivo
ATIVO CIRCULANTE (AC) PASSIVO CIRCULANTE (PC)
Caixa 10.000,00 Salários a pagar 30.000,00
Bancos 50.000,00 Provisão de férias 150.000,00
Aplicações Financeiras 30.000,00 Fornecedores 320.000,00
 Empréstimos 30.000,00
TOTAL DO AC 90.000,00 TOTAL DO PC 530.000,00
ATIVO NÃO CIRCULANTE (ANC) PASSIVO NÃO CIRCULANTE (PNC)
Investimentos 100.000,00 Empréstimos 20.000,00
Imobilizado 500.000,00 Obrigações tributárias 50.000,00
Intangíveis 40.000,00 Debêntures 10.000,00
 TOTAL DO PNC 80.000,00
BALANÇO
Ativo Passivo
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social 100.000,00
Reserva de Capital 15.000,00
Ações em tesouraria 5.000,00
TOTAL DO ANC 640.000,00 TOTAL DO PL 120.000,00
ATIVO TOTAL 730.000,00 PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 730.000,00
Quadro: Balanço Patrimonial
Tiago Sayão
Demonstração do resultado do exercício 
A demonstração do resultado do exercício (DRE) mede o desempenho da empresa ao longo de determinado
período, geralmente um ano. É o resumo das operações realizadas pela empresa, durante o exercício social,
elaborado de forma a destacar o resultado líquido do período. A equação básica da demonstração de
resultados é:
Lucro=Receitas-Despesas
A DRE aponta, de forma simples e prática, todas as receitas e os gastos da empresa, demonstrando, no final
do processo, se ela obteve lucro ou prejuízo. Apresentamos, a seguir, um modelo de DRE:
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
(-) DEDUÇÕES E ABATIMENTOS
 Impostos sobre vendas
 Devoluções e abatimentos
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
(-) CUSTO OPERACIONAL
 Custo das Mercadorias vendidas (CMV)
 Custo dos produtos vendidos (CPV)
 Custo dos serviços prestados (CSP)
(=) LUCRO BRUTO
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
 Despesas administrativas
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
 Despesas de vendas
 Despesas financeiras líquidas
(=) LUCRO OPERACIONAL
(=) RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS
 Receitas não operacionais
 Despesas não operacionais
(=) LUCRO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E DO IMPOSTO DE RENDA
(=) PROVISÃO PARA A CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E O IMPOSTO DE RENDA
(=) LUCRO APÓS A CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E O IMPOSTO DE RENDA
(-) PARTICIPAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES
 Empregados
 Administradores
 Outras participações/contribuições
(=) LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO
Quadro: Demonstração do resultado do exercício
Tiago Sayão
Vejamos a seguir, de forma simplificada, cada item da demonstração:
Receita operacional bruta: compreende o valor das vendas de mercadorias (empresa comercial),
produtos (empresa industrial) ou serviços (empresas prestadoras de serviços), nas condições à vista
ou a prazo.
Deduções ou abatimentos: compreende as reduções da receita operacional bruta relativa a impostos
sobre vendas (IPI, ICMS e ISS) e devoluções e abatimentos (como vendas canceladas; descontos
concedidos sobre o valor da venda constante da nota fiscal etc.). As devoluções e abatimentos não
incluem descontos financeiros concedidos a clientes para pagamento antecipado, o qual é considerado
uma despesa financeira.
Custo operacional: corresponde aos gastos incorridos pela empresa na obtenção do item objeto da
venda realizada. Assim, temos: 
Custo das mercadorias vendidas (CMV), em empresas comerciais. Essas empresas são
caracterizadas por revenderem as mercadorias no mesmo estado em que as adquirem dos
fabricantes. Nesse caso, o custo de uma mercadoria engloba os valores pagos a seus
fornecedores acrescidos de fretes e seguros, quando de sua responsabilidade. O CMV
corresponde à quantidade que foi vendida no exercício ao qual a demonstração se refere. 
Custo dos produtos vendidos (CPV), em empresas industriais. Essas empresas caracterizam-se
por transformar matérias-primas em produtos. Os custos dos produtos correspondem aos
gastos relativos à fabricação, composto pelo custo da matéria-prima, da mão de obra e por
todos os demais custos do processo. 
Custo dos serviços prestados (CSP), em empresas prestadoras de serviços. Os custos nessas
empresas, basicamente, são compostos de mão de obra e de custos relacionados à estrutura
de que a empresa dispõe para realizar os serviços. Em algumas delas, isso inclui, também, os
custos com materiais aplicados na execução dos serviços.
• 
• 
• 
◦ 
◦ 
◦ 
Despesas operacionais: correspondem aos gastos decorrentes do funcionamento normal da empresa,
exceto aquelas classificadas como custos operacionais. Integram esse grupo: despesas
administrativas, despesas de vendas, despesas financeiras líquidas e outras despesas operacionais.
Resultados não operacionais: compreendem os ganhos e as perdas de capital, sendo resultantes de
operações relacionadas à baixa por obsolescência ou à venda de bens ou direitos do ativo não
circulante.
Provisão para a contribuição social e os impostos de renda: a contribuição social e o IR têm como base
de cálculo o lucro real, no caso de empresas que fizeram opção por esse modo de contribuição. Para
apurá-lo, a empresa deve obrigatoriamente escriturar o livro de apuração do lucro real (LALUR), no qual
devem ser feitos os ajustes no lucro apurado contabilmente – adições, exclusões e compensações –
prescritos ou autorizados pela legislação do IR.
Participações ou contribuições: as participações compreendem as parcelas do resultado distribuídas
aos empregados, administradores, debenturistas e outros interessados que tenham direito de
participação no lucro da empresa. Já as contribuições compreendem as parcelas do resultado
destinadas a instituições como fundos de assistência ou previdência dos funcionários.
Lucro ou prejuízo do exercício: o lucro líquido é a parcela do lucro remanescente do exercício social.
Todo ou parte dele será transferido para a conta ‘reserva de lucros’, e o eventual prejuízo para
‘prejuízos acumulados’, constante do patrimônio líquido no BP. A parcela não retida pela empresa é
distribuída a seus acionistas ou proprietários.
Informação gerencial e tributária
Diferentemente da organização da informação
contábil-financeira (regulada pelo CPC e
voltada para os usuários externos), a de 
informações financeiras gerenciais não precisa
seguir obrigatoriamente nenhuma
regulamentação, pois seu propósito é
estritamente interno. Enquanto a informação
contábil-financeira tem um viés histórico
(contabilizando transações já ocorridas), a
gerencial pode utilizar previsões sobre o futuro
em seu planejamento interno.
Altamente regulada, a geração de informações tributárias
tem como finalidade o cálculo de tributos para que uma
empresa faça o recolhimento e o pagamento dos valores
corretos dentro do prazo estipulado pelo órgão público.
Essas informações são geradas por diferentes funções
dentro da área financeira.
Normalmente, as contábeis-financeiras são fornecidas pelo
departamento contábil, enquanto as tributárias são da
alçada do departamento de gestão de tributos. A
informação gerencial, por sua vez, é responsabilidade da
diretoria financeira, que também é habitualmente assistida pelo departamento contábil.
Organização financeira
Veja mais sobre as principais áreas existentes em uma organização financeira.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Vem que eu te explico!
• 
• 
• 
• 
• 
Os vídeos a seguir abordam os assuntos maisrelevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Funções na área financeira
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Informações financeiras
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
É a demonstração da situação patrimonial e financeira da empresa em determinada data; geralmente, sua
publicação refere-se ao último dia do ano civil:
A
Balanço patrimonial.
B
Demonstração do resultado do exercício.
C
Orçamento.
D
Demonstrativo do fluxo de caixa.
E
Nota explicativa.
A alternativa A está correta.
O balanço patrimonial é uma demonstração financeira que evidencia, resumidamente, a situação
patrimonial e financeira da entidade, quantitativamente e qualitativamente, em dado momento
(normalmente em 31 de dezembro de cada ano). É a situação estática do patrimônio e apresenta todos os
bens (tangíveis e intangíveis), direitos e obrigações da empresa, bem como a situação líquida.
Questão 2
Considerando os dados abaixo, o valor do lucro (em R$) é:
 
Contas Valores (R$)
Bancos 25.000,00
Caixa 5.000,00
Capital 200.000,00
Custos 320.000,00
Despesas 60.000,00
Duplicatas a Receber 50.000,00
Edifícios de Uso 135.000,00
Móveis e Utensílios 15.000,00
Prejuízos Acumulados 20.000,00
Vendas 420.000,00
A
20.000,00
B
30.000,00
C
40.000,00
D
50.000,00
E
60.000,00
A alternativa C está correta.
Montando a DRE, temos:
Contas Valores (R$)
Vendas 420.000,00
(-) Custos 320.000,00
(-) Despesas 60.000,00
(=) Lucro 40.000,00
3. Ferramentas de controle financeiro para a tomada de decisão
Controle financeiro e suas ferramentas
Seu objetivo é verificar se uma empresa segue um planejamento – normalmente, o de curto prazo –
anteriormente determinado. Tomemos um exemplo: se a empresa estimou que receberia receitas muito acima
do que se verifica na realidade, é papel do controle financeiro fazer ajustes nas estimações das despesas a
fim de que elas não saiam dos trilhos e acabem gerando prejuízo. Por outro lado, se uma organização obtém
receitas maiores que o previsto, é papel da controladoria, levando em conta a nova projeção, realizar
reestimativas da receita para os meses seguintes.
Embora tenhamos falado de receitas, também é papel do controle financeiro verificar a curva das despesas,
determinando se elas estão dentro do que foi orçado e planejado. Caso um setor da empresa esteja tendo
gastos maiores que o esperado, deve-se verificar então se está havendo desperdício de recursos e se eles
podem ser geridos de forma mais eficiente e eficaz. Pode-se, contudo, tanto ser eficaz sem mostrar-se
eficiente quanto ser eficiente sem revelar-se eficaz. É função do controlador buscar a convergência de ambos
ao executar o orçamento das despesas da empresa.
Existem diferentes ferramentas para o efetivo controle financeiro de uma empresa. Listaremos a seguir as
mais usadas.
Cartas de Controle
Representadas graficamente, as cartas de controle apresentam dados ao
longo de um período (série temporal) e possuem limites de controle (um
limite superior e outro inferior). Ao longo do tempo, são feitas medições.
Caso o valor esteja flutuando dentro desses limites, consideramos que
tudo está dentro da normalidade. Alguma ação só será necessária se ele
estiver abaixo do limite mínimo ou acima do máximo. Conforme podemos
observar no gráfico, a equipe de marketing teve uma série de gastos ao
longo do ano de 2021. Como o limite superior é de R$300.000,00 e o
inferior, de R$100.000,00, eles estiveram fora do seu limite nos meses
abril, julho e setembro.
Folha de Verificação
Deve existir uma forma sistematizada para coletar os dados a serem
utilizados em nossos controles financeiros. Embora haja, na maioria das
situações, elementos automatizados para a coleta deles por meio
eletrônico, ainda é possível deparar-se com outras em que ela é feita
manualmente. Para casos do tipo, são necessárias folhas de verificação.
Trata-se de um modelo de formulário para coletar os dados. Suas folhas
são usadas para fazer o input de dados coletados (financeiros ou não)
pela controladoria. Utilizar um formulário padronizado ajuda tanto na
coleta dos dados quanto na futura análise deles.
Histograma
O histograma é um gráfico de frequência que mostra quão comum é o
aparecimento de certo tipo de valor para o dado. Desse modo, valores
muito pequenos ou altos podem ser visualizados facilmente e verificados
pelo departamento de controle. É constituído por retângulos que têm
base no intervalo de classe e área proporcional às frequências ou às
frequências relativas (porcentagens) de cada classe. A área total sob o
histograma é igual à soma das frequências, ou seja, 100%.
Gráfico de Dispersão
Também conhecido como scatterplot, este tipo de gráfico permite a
análise de uma associação entre duas variáveis. Com ele, é possível
verificar a existência de uma relação positiva (gráfico inclinado para cima)
ou negativa (para baixo) entre ambas. Além disso, o gráfico de dispersão
também permite a análise de valores destoantes do resto para uma
possível verificação.
Diagrama de Pareto
A Lei de Pareto atesta que 80% dos efeitos provêm de 20% das causas.
Assim, tal diagrama relaciona causas e efeitos de forma gráfica a fim de
identificar possíveis pontos de melhoria e alcançar tanto a eficácia
quanto a eficiência. Ou seja, o diagrama de Pareto é um gráfico de barras
ordenadas, usado em gestão de qualidade para mostrar a ordem em que
devem ser sanadas causas de perdas, de reclamações ou de outros tipos
de fracasso.
Tomada de decisão
O objetivo de um controle financeiro eficiente é auxiliar na tomada de decisão da empresa sobre assuntos
financeiros e operacionais. 
Para que uma empresa possa tomar boas decisões, é necessário que esse controle trabalhe com os
planejamentos de curto e de longo prazo. O controle, portanto, precisa acompanhá-los, assegurando que o
processo de tomada de decisão da administração será o melhor possível.
Planejamento de curto prazo (orçamento)
O controle coleta informações para verificar se cada setor e tipo de projeto da empresa está seguindo o que
foi orçado e planejado. Caso o planejamento não esteja sendo cumprido, ele buscará os motivos para isso.
Destacaremos a seguir os dois mais comuns: 
1
Impactos na economia com um todo
Choques macroeconômicos, recessão, variação cambial, inflação e outros eventos fora do controle
da empresa afetam suas receitas e despesas. Nesse caso, o controle fornece à administração
informações para que seu planejamento possa ser refeito, levando em consideração o novo cenário
econômico.
2 Ineficiência de algum setor dentro da empresa
O controle pode fornecer à administração dela informações sobre quais setores estão sendo
ineficientes, explicando como a eficiência deles pode ser aumentada.
Planejamento de longo prazo
O controle pode:
1
Fornecer informações
Elas podem versar sobre: 
 
• Renovação do maquinário da empresa;
• Manutenção de um imóvel; 
• Gastos que sejam recorrentes, ou seja, acontecem todos os anos.
2
Verificar estimativas
O controle avaliará se a taxa de retorno estimada de um projeto corresponde à sua realidade. Como
exemplo, citamos: estimada em 20%, a TIR de um projeto, em seu desenvolvimento, revela-se muito
menor: 2%. Nesse caso, não é mais vantajoso para a empresa continuar com ele. Será preferível
abortá-lo.
3
Acompanhar o payback de um projeto
Isso é necessário para aferir se ele: 
 
• Gera o retorno de acordo com o tempo planejado;
• Requer investimentos adicionais.
Relevância do controle financeiro
Veja uma explicação sobre a relevância do controle financeiro.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Ferramentas de controle financeiro
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Tomada de Decisão
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificandoo aprendizado
Questão 1
É uma forma de mostrar a distribuição dos dados, apresentando-os sob a forma de barras justapostas sobre
um eixo. Cada barra representa uma classe, ou um grupo de unidades:
A
Diagrama de ramo e folhas.
B
Diagrama de linhas.
C
Gráfico de pontos.
D
Histograma.
E
Diagrama de Pareto.
A alternativa D está correta.
Quando os dados são contínuos e a amostra é grande, não se deve fazer um gráfico de pontos. É mais
conveniente condensar os dados, organizando uma tabela de distribuição de frequência e construir um
histograma.
Questão 2
A expressão “poucos são vitais, muito são triviais” ficou famosa pelo seu autor, resultando na forma gráfica
denominada:
A
Gráfico de setores
B
Gráfico de barras
C
Histograma
D
Gráfico de linhas
E
Diagrama de Pareto
A alternativa E está correta.
O diagrama de Pareto é um gráfico de barras ordenadas, das mais altas para as mais baixas. Então as
categorias da variável ficam ordenadas de acordo com as frequências – porque o comprimento da barra é
dado pela frequência da categoria. O diagrama de Pareto é usado em gestão de qualidade quando se
procuram os erros mais comuns, os motivos das perdas, as causas das reclamações. Nesses casos, é
preciso trabalhar nas barras mais altas, isto é, sanar os erros que ocorrem com grande frequência. As
barras mais baixas, embora possam ser muitas, indicam erros eventuais ou erros de menor ocorrência. Por
essa razão se cunhou a expressão "poucos são vitais, muitos são triviais".
4. Conclusão
Considerações finais
O planejamento deve vir antes da execução. Não devemos misturar essas duas etapas. No planejamento,
devemos saber aonde queremos chegar e qual caminho escolhido para isso. Ademais, o controle deve ser
detalhado. Sem isso, não saberemos se nossos planos foram ou não bem-sucedidos. O controle nos permite
identificar oportunidades de melhoria, bem como saber o que está dando certo, o que foi e está sendo
executado, favorecendo a transparência e a justiça. 
Planejamento e controle são como gêmeos siameses, vivem juntos, andam lado a lado. Quem é que,
objetivando edificar uma torre, não se dedicaria a fazer primeiro as contas dos gastos? Do contrário, poderia
se tornar alvo de escárnio. Bons médicos pedem exames detalhados para tomar suas decisões. Os gestores
profissionais fazem o mesmo: buscam tomar decisões racionais a partir de alternativas e critérios, mas
geralmente baseados em informações provenientes do controle. Planejamento e controle bem gerenciados
são o diferencial de um gestor competente. 
Depois de compreender a diferença e a importância dos planejamentos de curto e de longo prazo, você estará
capacitado a entender a organização da área financeira, bem como a tomar decisões racionais a partir do
controle financeiro. Em finanças, sabemos que não adianta ganhar muito dinheiro se não soubermos gerenciá-
lo bem.
Explore +
A Serasa Experian está presente há 50 anos no mercado brasileiro e é responsável pela maior base de dados
da América Latina e oferece os relatórios mais precisos e eficazes do mercado. Apoiando empresas,
empreendedores e consumidores em suas decisões de crédito oferecendo soluções para gestão de riscos,
marketing e certificação digital. Acesse o site serasaexperian.com.br e conheça mais sobre o trabalho
desenvolvido.
 
Assista aos vídeos do canal CVMEducacional no YouTube e conheça as iniciativas acerca da educação
financeira e da orientação de investidores coordenadas pelo PRODIN (Programa de Orientação e Defesa do
Investidor). Dentre as principais atribuições do PRODIN, programa criado pela CVM em 1998, está o
desenvolvimento de programas de educação financeira e de divulgação de informações sobre o mercado.
 
Assista ao vídeo O que é e para que serve a gestão financeira, no canal do SEBRAE-SP no YouTube, e saiba
mais sobre o assunto.
 
Acesse o site institutoassaf.com.br e conheça os indicadores médios de liquidez das companhias abertas
brasileiras.
 
Leia o artigo Gestão do Capital de Giro em Micro e Pequenas Empresas, de Marcos Antônio Barreto Trindade e
outros (2011), publicado na RACE: Revista de Administração, Contabilidade e Economia.
Referências
FREZZATI, F. Orçamento empresarial: planejamento e controle gerencial. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
 
GELBCKE, E. R. et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades de acordo com as
normas internacionais e do CPC. São Paulo: Grupo Editorial Nacional, 2010.
 
HOJI, M. Orçamento Empresarial. 1. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018.
 
MEGLIORINI, E., VALLIM, M. A. R. S. Administração Financeira: uma abordagem brasileira. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2009.
 
NASCIMENTO, A. M., REGINATO, L. (organizadores). Controladoria: um enfoque na eficácia organizacional. 3.
ed. São Paulo: Atlas, 2013.
 
PADOVEZE, C. L. Manual de Contabilidade Básica: Uma introdução à prática contábil. 10. ed. São Paulo: Atlas,
2016.
 
PEREZ JUNIOR, J. H.; OLIVEIRA, L. M. de; SILVA, C. A. dos S. Controladoria estratégica: textos e casos práticos
com solução. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
 
SOBRAL, F.; PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. 2. ed. São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2013.
	Planejamento e controle em finanças
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	1. Planejamento financeiro nos horizontes de curto e longo prazo
	Planejamento financeiro: o que planejar?
	Exemplo
	Exemplo
	Tipos de planejamento de curto prazo
	Estimativa
	Limite
	Saiba mais
	Atividade discursiva
	Tipos de planejamento de longo prazo
	Payback
	Payback simples
	Payback descontado
	Exemplo
	Viabilidade financeira
	Conteúdo interativo
	Valor presente líquido (VPL)
	Taxa interna de retorno (TIR)
	Planejamento financeiro
	Conteúdo interativo
	Relação entre conceitos
	Conexão entre VPL e TIR
	Relação entre TMA e TIR
	Custo de oportunidade
	Risco do negócio
	Liquidez
	Vem que eu te explico!
	Planejamento financeiro: o que planejar?
	Conteúdo interativo
	Tipos de planejamento financeiro
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. As funções e as formas de organização da informação na área financeira
	Organização e funções na área financeira
	Diretoria Financeira
	Tesouraria
	Controladoria
	Contabilidade
	Gestão de Tributos
	Organização da informação
	Organização da informação contábil-financeira
	Balanço patrimonial
	Demonstração do resultado do exercício
	Informação gerencial e tributária
	Organização financeira
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Funções na área financeira
	Conteúdo interativo
	Informações financeiras
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Ferramentas de controle financeiro para a tomada de decisão
	Controle financeiro e suas ferramentas
	Cartas de Controle
	Folha de Verificação
	Histograma
	Gráfico de Dispersão
	Diagrama de Pareto
	Tomada de decisão
	Planejamento de curto prazo (orçamento)
	Impactos na economia com um todo
	Ineficiência de algum setor dentro da empresa
	Planejamento de longo prazo
	Fornecer informações
	Verificar estimativas
	Acompanhar o payback de um projeto
	Relevância do controle financeiro
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Ferramentas de controle financeiro
	Conteúdo interativo
	Tomada de Decisão
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Explore +
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina