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CURSO DE NUTRIÇÃO 
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SAÚDE COLETIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS E 
ADOLESCENTES EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE 
PALHOÇA SC 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho científico elaborado pela 
acadêmica Débora Rocha como parte 
integrante do Estágio Supervisionado em 
Saúde Coletiva, sob orientação das 
professoras Greice Bordignon, Waleska 
Nishida e Michele de Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO JOÃO BATISTA, MAIO DE 2024 
RESUMO 
 
A avaliação do estado nutricional de crianças e adolescentes é de extrema importância para 
detectar manifestações de inúmeras doenças, que podem ocorrer no processo de 
desenvolvimento. A fase mais crítica para desenvolver obesidade é a infância e a 
adolescência, porém ela também pode ser mais facilmente revertida, pois os hábitos 
alimentares e de atividade física ainda não estão completamente consolidados. Este trabalho 
teve como objetivo, levantar o perfil nutricional de crianças e adolescentes atendidos em 
uma escola pública municipal de Palhoça, SC; informar o perfil nutricional dos alunos às 
nutricionistas do PNAE, para que façam as intervenções necessárias em âmbito escolar e 
sugerir estratégias de educação nutricional para a promoção da saúde. Para tanto, foram 
coletados peso, estatura e idade dos alunos. Adotou-se a classificação através do escore-z, 
utilizando o indicador antropométrico IMC para idade. Verificou-se que a maioria das 
crianças se encontra em eutrofia (72,5%), enquanto o sobrepeso aparece em 13,8% dos 
alunos, em seguida a obesidade em 7,5% dos alunos e a obesidade grave (score-z > +3) em 
3,8% dos alunos, por fim a magreza aparece em 2,5% dos alunos. Conclui-se que é de suma 
importância valorizar a análise do estado nutricional, bem como implementar ações de 
educação alimentar e nutricional nas escolas, como forma de auxiliar políticas públicas 
eficientes, fortalecendo a atenção primária, através de programas e instituições como o 
PNAE. 
 
INTRODUÇÃO 
 
A frequente avaliação do crescimento de uma criança ou adolescente é de extrema 
importância para detectar manifestações de inúmeras doenças, endócrinas ou não, que 
podem ocorrer no processo de desenvolvimento. Normalmente este processo é bastante 
previsível, porém, multifatorial e complexo, o que acende um alerta para acompanhá-lo 
periodicamente através de avaliações físicas. O crescimento acontece de formas diferentes 
em cada fase da vida. Na fase pré-púbere, período que corresponde do terceiro ano de vida 
até o início da puberdade, o crescimento é mais estável e os fatores genéticos e hormonais 
têm maior relevância. Como a velocidade do crescimento sofre oscilações, não convém fazer 
avaliações tão frequentes (menos de 6 meses), pois podem levar a erros. A fase puberal está 
associada aos hormônios esteroides sexuais e de crescimento, ocorrendo estirão de 
crescimento primeiro em meninas, mas mais acentuadamente em meninos (Sociedade 
Brasileira de Pediatria, 2009). 
A crescente prevalência da obesidade e do sobrepeso no Brasil e no mundo estão 
associadas ao modo de vida (hábitos alimentares e sedentarismo), fatores sociais, 
econômicos, ambientais e genéticos. A fase mais crítica para desenvolver obesidade é a 
infância e a adolescência, porém ela também pode ser mais facilmente revertida, pois os 
hábitos alimentares e de atividade física ainda não estão completamente consolidados 
(Parizzi et al., 2008). No Brasil, a melhora nas condições de moradia, escolaridade, 
saneamento básico, aleitamento materno, vacinação diminuiu a desnutrição na infância, 
porém observa-se a prevalência da obesidade que cursa com casos de carência de 
micronutrientes que, juntamente com a incidência das doenças crônicas não transmissíveis, 
aponta para a importância do monitoramento do estado nutricional como medida preventiva, 
iniciando em crianças e adolescentes (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2009). 
Assim, em conformidade com o artigo 3º da Resolução nº 465 de 23 de agosto de 2010 
do Conselho Federal de Nutricionistas, compete ao nutricionista, vinculado à Entidade 
Executora, no âmbito do Programa de Alimentação Escolar (PNAE), realizar o diagnóstico 
e o acompanhamento do estado nutricional de todos os alunos devidamente matriculados na 
educação básica. Dessa forma, o nutricionista realizará a avaliação do estado nutricional 
através da antropometria, que é um método de avaliação baseado nas variações físicas e 
composição corporal global. É um método pouco invasivo, barato, simples, de fácil 
aplicação e padronização, permitindo fornecer um diagnóstico coletivo, revelando o perfil 
nutricional do grupo avaliado. Este método é bastante adequado, pois fornece dados que 
permitem acompanhar o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes (Fundo 
Nacional de Desenvolvimento da Educação, 2018). 
Os dados antropométricos e demográficos a serem coletados para fins de vigilância 
nutricional para crianças e adolescentes são: peso, estatura, sexo, data de nascimento. De 
posse dos valores encontrados na avaliação, é necessário compará-los com valores de 
referência. Estes, compreendem valores aferidos em uma população sadia, vivendo em 
condições socioeconômicas, culturais e ambientais satisfatórias em comparação com outros 
grupos. Para as crianças com cinco anos ou mais e adolescentes, recomenda-se o uso da 
referência internacional da OMS lançada em 2007, que são curvas de crescimento que se 
destinam a descrever como deve ser uma criança saudável, expressas em percentil ou escore 
z. Os índices antropométricos e demais parâmetros adotados para a vigilância nutricional, 
segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde para 
crianças são: peso por idade, estatura por idade, peso por estatura e IMC por idade; já para 
adolescentes são: IMC por idade e estatura por idade. Assim, pode-se definir o estado 
nutricional que é o resultado do equilíbrio entre o consumo e o gasto energético do 
organismo para suprir suas necessidades. Dessa forma temos: Adequação nutricional 
(eutrofia): equilíbrio entre consumo e necessidades nutricionais; Carência nutricional: 
deficiência de energia e nutrientes que podem ter efeitos adversos à saúde; Distúrbios 
nutricionais: desnutrição ou obesidade, tanto por carência quanto por excesso devido ao 
consumo inadequado de nutrientes (Brasil, 2011). 
Portanto, conhecer o estado nutricional de crianças e adolescentes que frequentam 
escolas públicas é importante para subsidiar a formulação de estratégias de prevenção e 
controle dos distúrbios nutricionais que acometem a infância. Desta forma, o presente estudo 
teve o objetivo de fazer o levantamento do perfil nutricional de crianças e adolescentes 
matriculadas em uma escola da rede pública de ensino do município de Palhoça, SC, 
informar às nutricionistas para que, em âmbito escolar possam fazer intervenções necessárias 
e ainda, sugerir estratégias de educação nutricional para promover a saúde. 
 
OBJETIVOS 
Levantar o perfil nutricional de crianças e adolescentes atendidos em uma escola pública 
municipal de Palhoça, SC; 
Informar o perfil nutricional dos alunos às nutricionistas do PNAE, para que façam as 
intervenções necessárias em âmbito escolar. 
Sugerir estratégias de educação nutricional para a promoção da saúde. 
 
METODOLOGIA 
Tipo de Estudo 
Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa. 
 
Local do Estudo 
 Estudo realizado em uma escola municipal de educação básica, na zona urbana do 
município de Palhoça SC. 
 
População do Estudo 
 Participaram da avaliação antropométrica, 80 alunos (23,8% dos alunos da escola) 
do período matutino com idades entre 6 e 14 anos que compõem 6 turmas de ensino 
fundamental I e 2 turmas de ensino fundamental II.Variáveis do Estudo 
 A coleta dos dados, peso e altura, foi realizada nos dias 21/05, 24/05 e 04/06 do ano 
de 2024. Das 335 crianças e adolescentes que estudam na escola, sede do estudo, 80 
participaram mediante autorização assinada pelos pais ou responsáveis, sendo 40 meninas e 
40 meninos. O alcance na coleta de dados não foi maior devido ao fato de o período de 
estágio ser somente o matutino e de muitas crianças e adolescentes não terem trazido as 
autorizações assinadas, inviabilizando o tempo para a coleta de dados. 
 
Coleta de dados 
Os dados foram coletados por três estagiárias do curso de Nutrição do sétimo período 
e as medidas antropométricas foram aferidas de acordo com as técnicas estabelecidas pela 
Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das nutricionistas, responsáveis pelo estágio, 
acompanhou as estagiárias supervisionando a atuação das mesmas. As crianças e 
adolescentes eram chamados um a um, fora da sala de aula, retiravam os casacos e jaquetas 
mais pesados e também os tênis e no caso das meninas, os adornos de cabelo. O peso foi 
verificado em uma balança digital com capacidade para 150kg e divisão de 100g da marca 
Alira Home, a estatura foi aferida com fita métrica de 2 metros, com divisão de 1 cm, fixada 
em uma parede lisa e sem rodapé. Os dados foram anotados com atenção nas listas de 
chamadas fornecidas previamente pela escola e também nas autorizações assinadas pelos 
pais ou responsáveis. Ao finalizar a coleta e estudo, as autorizações com os dados das 
crianças e adolescentes foram entregues na Central de nutrição. Os dados antropométricos, 
bem como a classificação de cada criança avaliada estão demonstrados no quadro a seguir: 
 
Quadro 01 – Dados Antropométricos 
Turma 
Data da 
Coleta 
Idade Sexo Peso 
Altura 
(cm) 
IMC Score Z Classificação 
1º ANO - 1 21/05/2024 6a 4m M 21.100 118 15,2 -0,15 Eutrofia 
1º ANO - 1 21/05/2024 6a 11m M 23.550 120 16,4 0,59 Eutrofia 
1º ANO - 1 21/05/2024 6a 8m M 19.400 118 13,9 -1,2 Eutrofia 
1º ANO - 1 21/05/2024 7a 1m M 21.300 124 13,9 -1,33 Eutrofia 
1º ANO - 3 21/05/2024 7a 5m M 25.200 122 16,9 0,84 Eutrofia 
1º ANO - 3 21/05/2024 6a 4m F 23.750 116 17,7 1,26 Sobrepeso 
1º ANO - 3 21/05/2024 7a 0m M 25.000 128 15,3 -0,17 Eutrofia 
1º ANO - 3 21/05/2024 6a 5m M 20.150 124 13,1 -1,98 Eutrofia 
1º ANO - 3 21/05/2024 7a 0m F 34.900 138 18,3 1,45 Sobrepeso 
1º ANO - 3 21/05/2024 6a 5m M 25.150 124 16,4 0,67 Eutrofia 
1º ANO - 3 21/05/2024 6a 3m M 23.250 123 15,4 0,02 Eutrofia 
1º ANO - 3 21/05/2024 7a 6m F 22.050 124 14,3 -0,77 Eutrofia 
1º ANO - 3 04/06/2024 6a 3m M 30.55 1,21 20,9 2,97 Obesidade 
1º ANO - 3 04/06/2024 7a 1m M 25.60 1.30 15,1 -0,27 Eutrofia 
1º ANO - 3 04/06/2024 6a 6m F 23.50 1.20 16,3 0,58 Eutrofia 
1º ANO - 3 21/05/2024 7a 6m M 38.800 138 20,4 2,39 Obesidade 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 4m M 23.850 126 15 -0,4 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 7m F 21.950 118 15,8 0,12 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 8a 1m F 27.200 128 16,6 0,46 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 4m M 21.200 125 13,6 -1,63 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 7m F 23.600 118 16,9 0,73 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 4m M 21.200 123 14 -1,22 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 9a 9m F 31.450 140 16 -0,23 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 8m M 42.650 136 23,1 3,21 
Obesidade 
Grave 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 8m F 31.450 128 19,2 1,63 Sobrepeso 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 7m M 31.450 137 16,8 0,71 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 7a 7m M 24.350 127 15,1 -0,38 Eutrofia 
2º ANO - 1 21/05/2024 8a 1m M 28.350 129 17 0,76 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 9a 0m F 38.100 145 18,1 0,9 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 8a 3m M 26.000 131 15,2 -0,47 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 8a 2m M 27.400 133 15,5 -0,47 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 9a 1m F 37.550 139 19,4 -0,47 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 8a 10m M 29.800 136 16,1 0,9 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 9a 6m F 25.750 134 14,3 0,9 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 8a 3m F 31.800 129 19,1 1,46 Sobrepeso 
3º ANO - 1 21/05/2024 11a 10m M 64.700 149 29,1 1,46 Obesidade 
3º ANO - 1 21/05/2024 8a 4m M 29.900 134 16,7 0,49 Eutrofia 
3º ANO - 1 21/05/2024 8a 3m F 24.400 128 14,9 -0,53 Eutrofia 
3º ANO - 1 04/06/2024 8a 11m M 38.70 1.43 18,9 1,45 Sobrepeso 
3º ANO - 1 21/05/2024 9a 8m F 33.650 140 17,2 0,34 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 10a 0m F 28.200 134 15,7 -0,48 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 10m F 46.250 144 22,3 1,98 Sobrepeso 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 9m F 25.650 136 13,9 -1,62 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 8m F 32.200 138 16,9 0,26 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 11m M 62.900 153.5 26,7 3,15 
Obesidade 
Grave 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 7m F 27.600 128 16,8 0,22 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 11m M 33.750 147 15,6 -0,49 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 9m F 43.750 137 23,3 2,21 Obesidade 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 1m M 28.050 137 14,9 -0,77 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 3m F 27.600 136 14,9 -0,76 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 10m F 36.150 145 17,2 0,32 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 6m F 28.000 144 13,5 -1,85 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 11m F 26.400 137 14,1 -1,53 Eutrofia 
4º ANO - 1 21/05/2024 10a 6m M 70.000 155 29,1 3,39 
Obesidade 
Grave 
4º ANO - 1 21/05/2024 9a 7m F 28.650 145 13,6 -1,77 Eutrofia 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 6m F 27.350 144 13,2 -2,42 Magreza 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 5m F 37.000 145 17,6 0,32 Eutrofia 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 9m F 41.700 145 19,8 1,04 Sobrepeso 
5º ANO - 1 24/05/2024 12a 0m F 50.600 157 20,5 0,89 Eutrofia 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 5m F 36.000 142 17,9 0,43 Eutrofia 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 4m M 31.650 148 14,4 -1,47 Eutrofia 
5º ANO - 1 24/05/2024 11a 8m F 63.100 160,5 24,5 1,97 Sobrepeso 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 10m F 34.750 148 15,9 -0,66 Eutrofia 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 6m F 49.750 145 23,7 2,11 Obesidade 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 7m M 48.000 145 22,8 2,2 Obesidade 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 7m M 42.850 148 19,6 1,24 Sobrepeso 
5º ANO - 1 04/06/2024 10a 10m M 25.60 130 15,1 -1,08 Eutrofia 
5º ANO - 1 24/05/2024 10a 4m F 32.200 149 14,5 1,24 Sobrepeso 
6º ANO - 1 04/06/2024 11a 2m M 47,5 154 20 1,24 Sobrepeso 
6º ANO - 1 04/06/2024 11a 11m F 34.60 150 15,4 -1,34 Eutrofia 
6º ANO - 1 04/06/2024 12a 0m F 73,7 162 28,1 0,26 Eutrofia 
6º ANO - 1 24/05/2024 11a 6m M 37.850 146 17,8 0,26 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 13a 3m F 40.070 156 16,5 -1,17 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 13a 10m M 50.150 163,5 18,8 -0,06 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 14a 0m M 50.200 167 18 -0,49 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 13a 4m F 38.600 157 15,7 -1,66 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 14a 1m M 52.900 167 19 -0,05 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 14a 11m F 56.800 175 18,5 -0,63 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 12a 6m M 54.000 166 19,6 0,72 Eutrofia 
8º ANO - 1 24/05/2024 13a 2m M 38.600 162 14,7 -2,27 Magreza 
Fonte: O próprio Autor 
 
Análise dos dados 
Para a classificação do estado nutricional foi utilizado o índice IMC para idade, 
expresso em valores de escore z, o aplicativo utilizado para análise dos dados foi o WHO 
Anthro Plus, desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a 
Organização Mundial da Saúde (OMS, 2006), os resultados são expressos da seguinte forma, 
observando para este estudo, a coluna de IMC para idade: 
 
Imagem 1 – Quadro Classificação do Estado Nutricional 
 
Fonte: SISVAN 2011 
 
O perfil antropométrico total dos alunos avaliados é demonstrado no gráfico a seguir 
de acordo com a escore-z, observando o índice IMC para idade: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 2 – Gráfico: Classificação do Estado Nutricional 
 
Fonte: O próprio Autor 
 
Podemos observar que a maioria das crianças se encontra em eutrofia (72,5%), 
enquanto o sobrepeso aparece em 13,8% dos alunos, em seguida a obesidade em 7,5% dos 
alunos e a obesidade grave (score-z > +3) em 3,8% dos alunos, por fim a magreza aparece 
em 2,5% dos alunos. Ao somar a quantidade de alunos que se encontramem sobrepeso, 
obesidade e obesidade grave, chegamos a um percentual de 25% da população avaliada, 
número bastante expressivo e preocupante. 
Dentre os 80 alunos avaliados, 81,2% tinham entre 6 e 10 anos e 18,7% entre 11 e 
14 anos, sendo 50% meninas e 50% meninos. O perfil antropométrico destes alunos está 
demonstrado, respectivamente nos gráficos a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 3 – Gráfico: Classificação do Estado Nutricional 6 a 10 anos 
 
Fonte: O próprio Autor 
 
 
 
Imagem 4 – Gráfico: Classificação do Estado Nutricional 11 a 14 anos 
 
Fonte: O próprio Autor 
Ao analisar os gráficos percebemos que o maior percentual de sobrepeso, obesidade 
e obesidade grave, que totalizaram 25% de todos os alunos avaliados, foi encontrado de 
forma mais significativa, entre os alunos de 6 a 10 anos que estudam do 1º ao 5º ano do 
ensino fundamental I (26,8%) seguido dos alunos de 11 a 14 anos que estudam no 6º e 8º 
anos do ensino fundamental II (15,3%). 
Ao analisarmos estes 25% de alunos com sobrepeso, obesidade e obesidade grave, 
separando-os por sexo, podemos verificar que 50% das meninas e 50% dos meninos 
encontram-se com excesso de peso, como mostra o gráfico a seguir: 
 
 Imagem 5 – Gráfico: Classificação do Estado Nutricional por Sexo 
 
Fonte: O próprio Autor 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Os dados obtidos nesta pequena amostra corroboram com o aumento das taxas de 
sobrepeso e obesidade que vem ocorrendo de forma constante no Brasil, constituindo um 
grave problema de saúde pública, devido às suas consequências, como as doenças crônicas 
não transmissíveis (Hobold e Arruda, 2014). Semelhante aos achados desta pesquisa, os 
resultados encontrados por Moraes, Adami e Fassina (2021), que utilizaram metodologia 
semelhante, mostrou que a maioria estava em eutrofia, seguida de sobrepeso e em algum 
nível de obesidade. Da mesma forma, Melo, Silva e Santos (2018) também observaram que 
dentre os alunos avaliados, a maioria estava em estado nutricional adequado. 
São diversos os fatores que levam crianças e adolescentes a passarem pelo processo 
de excesso de peso, como o excessivo consumo de alimentos hipercalóricos e o sedentarismo 
ocasionado pelo tempo elevado nas telas. Os alimentos processados e ultraprocessados 
tendem a ter um maior consumo por parte da população, fazendo com que haja substituição 
de alimentos in natura ou minimamente processados, por conta da sua formulação e 
apresentação e hiper palatabilidade. Porém, eles devem ser evitados, pois possuem grandes 
quantidades de sal, açúcar e gordura, estando associados a doenças diversas crônicas, dentre 
elas, a obesidade (Guia Alimentar para a População Brasileira, 2014). Esses determinantes 
junto ao ambiente familiar influenciam nas escolhas e padrões alimentares (IBGE, 2010). 
Portanto, é necessário o apoio de todos os envolvidos: pais, comunidade escolar e 
políticas públicas para reverter este sério problema. No âmbito da escola, o Programa 
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), está incumbido de promover, através de seu 
quadro de nutricionistas, dentre outras atribuições, ações de educação alimentar e 
nutricional, de forma articulada com a direção e coordenação pedagógica das escolas, 
considerando a autenticidade dos saberes de diferentes naturezas (Conselho Federal de 
Nutricionistas, 2010). A escola é considerada um espaço estratégico para esta intervenção, 
no intuito de colaborar para a formação de hábitos alimentares saudáveis. Nesta fase da vida, 
as atividades de educação alimentar e nutricional podem ser mais efetivas devido a 
receptividade das crianças. Além disso, quanto mais jovens forem os alunos, melhor a sua 
incorporação de hábitos saudáveis como escolha por alimentos de melhor qualidade e 
atividade física. Sabe-se que a obesidade na infância tende a continuar na fase adulta e se 
não for devidamente controlada, leva ao aumento da morbimortalidade. Desta forma, a 
identificação prévia de crianças com excesso de peso, juntamente com a tomada de medidas 
para controlar este problema, faz com que o prognóstico seja mais favorável a longo prazo 
(Leão et al., 2003). 
A Resolução/CD/FNDE nº 26 de 17 de julho de 2013, recomenda que a Educação 
Alimentar e Nutricional percorra o currículo escolar, abordando o tema alimentação e 
nutrição, e a Lei nº 13.666 de 18 de maio de 2018, institui a Educação Alimentar e 
Nutricional como tema transversal no currículo escolar. Portanto, atividades em sala de aula 
podem ser abordadas em praticamente qualquer disciplina do currículo escolar. Estão 
disponíveis na internet um número muito grande de materiais que trazem ideias de atividades 
adaptadas a muitas disciplinas. No caso de os nutricionistas fazerem a intervenção, estas 
podem se configurar como palestras destinadas aos pais e à comunidade escolar como um 
todo, gincanas com os alunos que incluam atividades lúdicas e atividades físicas, panfletos, 
atividades culinárias utilizando alimentos locais, incluindo situações que promovam a 
reflexão sobre o cotidiano dos indivíduos com vistas à busca de soluções (Silva, 2018). 
CONCLUSÃO 
O presente estudo apresenta a limitação de possuir uma pequena amostra de alunos 
participantes, porém seus resultados corroboram com o que acontece no Brasil: o aumento 
das taxas de excesso de peso em crianças e adolescentes. É correto e positivo dizer que a 
maioria cursa em eutrofia, mas o perigo do excesso do consumo de alimentos 
ultraprocessados e a inatividade física são determinantes presentes nos tempos e famílias 
atuais. Diante do exposto, conclui-se que é de suma importância valorizar a análise do estado 
nutricional, focando no excesso de peso que ocorre na faixa etária aqui estudada, bem como 
em todas as questões ligadas a alimentação e nutrição das famílias, como forma de auxiliar 
políticas públicas eficientes, fortalecendo a atenção primária, através de programas e 
instituições como o PNAE. 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar 
para a população brasileira. 2ª ed. Brasília: MS; 2014. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção 
Básica. Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de 
saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN / 
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 
Brasília: Ministério da Saúde, 2011. 
 
BRASIL. Presidência da República. Secretaria Geral. Subchefia para Assuntos 
Jurídicos. Lei nº 13.666, de 16 de maio de 2018. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro 
de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para incluir o tema transversal 
da educação alimentar e nutricional no currículo escolar. Brasília, DF: 2018. 
 
BRASIL. Resolução CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013. Dispõe sobre o atendimento 
da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de 
Alimentação Escolar–PNAE. Diário Oficial da União, 2013. 
 
Conselho Federal de Nutricionistas. Resolução CFN nº 465, de 23 de agosto de 2010. Dispõe 
sobre as atribuições do Nutricionista, estabelece parâmetros numéricos mínimos de 
referência no âmbito do Programa de Alimentação Escolar (PAE) e dá outras providências. 
Diário Oficial da União 2010; 25 ago. 
 
DE MORAES, Vanessa Cristina; ADAMI, Fernanda Scherer; FASSINA, Patricia. 
Associação entre o consumo alimentar e o estado nutricional de crianças pré-escolares do 
município de Venâncio Aires–RS, Brasil. Archives of Health Sciences, v. 28, n. 1, p. 16-
21, 2021. 
 
DA SILVA MELO, Katiene; DA SILVA, Kleres Luciana Gomes Dias; DOS SANTOS, 
Milena Maia Dantas. Avaliação do estado nutricional e consumo alimentar de pré-escolares 
e escolares residentes em Caetés-PE. RBONE-Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição 
e Emagrecimento, v. 12, n. 76, p.1039-1049, 2018. 
 
Manual de apoio para atividades técnicas do nutricionista no âmbito do PNAE / 
Programa Nacional de Alimentação Escolar. – Brasília: FNDE, 2018. 
 
HOBOLD, E.; ARRUDA, M. de. Prevalência de sobrepeso e obesidade de crianças e 
adolescentes no Brasil: uma revisão sistemática. Arq Ciência Saúde, v. 18, n. 3, p. 189-97, 
2014. 
 
PARIZZI, Márcia Rocha et al., Abordagem interdisciplinar do adolescente obeso com ênfase 
em aspectos psicossociais e nutricionais. Rev. Minas Gerais, pág. S154-S160, 2008. 
 
Resolução CFN Nº 465, de 23 de agosto de 2010. Dispõe sobre as atribuições do 
Nutricionista, estabelece parâmetros numéricos mínimos de referência no âmbito do 
Programa de Alimentação Escolar (PAE) e dá outras providências. Diário Oficial da União. 
Disponível em: https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/resolucoes/DOU_465.pdf 
Acesso em: 20/05/2024. 
 
SILVA, Simoni Urbano da et al., As ações de educação alimentar e nutricional e o 
nutricionista no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ciência & Saúde 
Coletiva, v. 23, p. 2671-2681, 2018. 
 
Sociedade Brasileira de Pediatria. Avaliação nutricional da criança e do adolescente –
Manual de Orientação/ Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de 
Nutrologia. –São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 
2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/resolucoes/DOU_465.pdf
ANEXOS 
 
 
Imagem 6 – Autorização para avaliação antropométrica 
 
Fonte: O próprio Autor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagens 7 e 8 – Realização da Avaliação Antropométrica 
 
Fonte: O próprio Autor

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